O mercado de buscas

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    O mercado de buscas - Presentation Transcript

    1. Aula 3: Sergio Langer
    2. O consumidor e as buscas
    3. Ferramentas de busca têm alta penetração entre os usuários A tiv id ad es d esen v o lv id as n a in tern et¹ 8 4 ,0 % B us ca d o re s 4 9 ,6 % E -m a ils 2 4 ,5 % S a la s d e b a te -p a p o C o m p a rtilha m e nto d e 1 6 ,6 % a rq uivo s 1 1 ,9 % C ria um a p á g ina na w e b L ig a ç õ e s te le fô nic a s p e la 1 1 ,9 % inte rne t Alcance Site² (%) Ferramentas de Busca, 98,28 Portais e Comunidades Portais Horizontais e No Brasil, 87% dos usuários domiciliares utilizaram 96,46 Comunidades pelo menos uma vez algum mecanismo de busca Ferramentas de Busca 86,96 Comunidades 86,24 Portais Verticais e 46,03 Comunidades Fontes: (1) CGI, 2006; (2) Ibope Net//Ratings, 2007.
    4. Quase 1 em cada 4 usuários utilizam os buscadores mais de 1 vez por dia Freqüência de utilização dos buscadores por adultos americanos (% de respostas) 25% 87% dos usuários encontram a informação que procuram mais 20% frequentemente quando utilizam os buscadores 15% 44% dos usuários indicaram que 10% os buscadores são a fonte segura, com informações críticas absolutamente necessárias 5% 33 é o número médio de buscas 0% +1 1 3-5 dias 1-2 dias 1x Pouco Não sei / por mês vez ao dia dia semana semana algumas freqüente Sem semanas resposta 48% dos usuários afirmam utilizar 2 ou 3 sistemas de busca regularmente Fonte: iMedia Connection, 2006
    5. Buscadores são fontes confiáveis de informações Como você encontrou o site que Como você encontrou o site da influenciou a sua última compra?¹ empresa que procurava?² 83% 40% Buscadores 43% 29% Boca-a-Boca Mídia Gráfica On-line 16% 26% Buscadores juntos com Mídia Gráfica TV 34% 13% representam mais de Digitação da URL 47% 12% 65% sobre a influencia de compra Mídia Gráfica off-line 36% 10% Email Marketing 32% 7% Email de amigo 49% 3% Fonte: 1- DoubleClick White Paper, Janeiro 2005 (US); 2-Forrester’s Consumer Technographics® August 2004 North American Devices, Media, & Marketing Online Study and Forrester’s Consumer Technographics® 2003 North American Retail & Media Online Study
    6. Usuários estão cada vez menos dispostos a navegar pelas páginas de resultados... Quantidade de resultados vistos pelos usuários nos buscadores antes de clicarem em algum (em % de respostas) 45% 2002 2004 2006 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Apenas alguns Na 1ª Nas primeiras Nas primeiras Mais de três página 2 páginas 3 páginas páginas Estar posicionado na primeira página do resultado de busca é fator crítico de sucesso Fonte: iProspect, Abril 2006
    7. ...e mais propensos a realizar buscas específicas para encontrar somente o que querem Quantidade de palavras utilizadas por buscas 35% 2004 2006 3 0% 2 9% 30% 2 8% 27% 25% 20% 17% 17% 15% 15% 11% 10% 8% 7% 4% 5% 3% 2% 1% 0% 1 p a la v r a 2 3 4 5 6 7 Termos com uma palavra (mais genéricos) são importantes para o início do processo de busca, mas nem sempre trazem somente o que o usuário está precisando, por isso termos específicos vêm ganhando força Fonte: OneStat.com, 2006
    8. Market Share – EUA Fonte: Compete.com / Fev 2009
    9. Market Share – BR Buscador porcentagem Google 94,8% MSN 2,5% Yahoo 0,8% Fonte: Predicta / Fev 2009
    10. Como funciona o buscador?
    11. Como funciona Ferramentas de busca baseiam-se em operações bastante complexas e ambiciosas: varredura da web indexação de cada página análise e a comparação de texto em frações de segundos
    12. Como funciona A varredura é feita por meio de programas chamados spiders ou crawlers, que vasculham e indexam toda a web, site por site, link a link.
    13. Como funciona Toda a internet?
    14. Como funciona Não, como não pode varrer tudo, vasculham os sites mais relevantes. O ponto de partida é a própria base do buscador.
    15. Como funciona Em cada página, o programa varre os links presentes e segue um deles, escolhido aleatoriamente. A operação é repetida à exaustão, de modo a garantir um índice de sites o mais completo possível.
    16. Como funciona Um busca simples pode trazer milhões de resultados. Organizar estes resultados e exibir o que há de relevante é a tarefa central para um buscador.
    17. Como funciona Essa foi a grande aposta do Google: estimar a relevância de um site de acordo com o número de vezes em que é citado por outros sites.
    18. Como funciona É uma medida de popularidade e confiabilidade entre pares: se um endereço é muito citado na web, isto quer dizer que ele é relevante. E se os sites que o citam são, por sua vez, também muito citados, a relevância é ainda maior.
    19. Como funciona Esta operação matemática é o que chamamos de PageRank. Ela estabelece que a importância de uma página equivale à probabilidade de ser encontrada por um internauta surfando aleatoriamente ao longo de um certo tempo.
    20. Como funciona A conta que essa operação se baseia é um dos grandes segredos do Google. Mas em linhas gerais, sabe-se que é feita a partir da soma do número de links existentes de um site a outro, em toda a web, ponderada pela relevância de cada um deles.
    21. Como funciona A ferramenta de busca deve comparar os termos digitados pelo internauta com seu índice de páginas. Os primeiros buscadores consideravam acima de tudo os termos de identificação da página, não visíveis ao leitor, ou o número de vezes em que uma certa palavra é repetida.
    22. Como funciona Por estes termos serem facilmente manipuláveis, os atuais buscadores dão atenção a centenas de outras variáveis, incluindo a formatação do texto, tempo de resposta, a posição na página e sua presença em páginas vizinhas do mesmo site.
    23. e o Google?
    24. e o Google? Google MSN Yahoo
    25. e o Google? O Google é basicamente um banco de dados inteligente. Ele acumula cada página da Web nesse banco. O endereço da página, o nome, e as palavras mais frequentes e suas respectivas frequências são todas incluídas na “ficha” daquela página (cada página é como um livro a ser catalogado numa biblioteca).
    26. e o Google? O mais importante, todas as outras páginas para as quais a página linka também são guardadas. Quando você busca algo no Google, o software traz todas as “fichas” cujo conteúdo tenha a ver com a sua busca.
    27. e o Google? Para fazer isto de forma eficiente, um dicionário global é criado (dicionário reverso ou índice reverso), onde cada palavra que existe na web aparece uma vez. E na “ficha” de cada palavra são colocados códigos que se relacionam com as páginas que contém aquela palavra.
    28. e o Google? Uma maneira de entender isso é que cada palavra tem uma lista com os endereços das páginas que a contêm. Quando você digita uma palavra e clica em buscar, tudo que precisa ser feito é imprimir na tela as listas de endereços de todas as palavras que você pediu.
    29. e o Google? O segredo do Google, e na verdade de qualquer buscador, está em duas coisas: como ele faz para encontrar todas páginas e como ele decide a ordem em que vai listar os resultados. Os nomes técnicos para estas duas atividades são crawling e scoring.
    30. e o Google? Um bom buscador é bastante abrangente, e ao mesmo tempo lista as respostas na ordem que o maior número de pessoas espera. E responde à busca rápido.
    31. e o Google? O crawling do Google, assim como o da maioria dos buscadores é feito através de programas de computador que vão seguindo todos os links de uma página, e acumulando as informações das páginas visitadas, a partir de uma página inicial.
    32. e o Google? Para cada página visitada, o Google cria uma “ficha de biblioteca”. As palavras da página que estão no dicionário global tem suas frequências contadas, o endereço da página é anotado na “ficha”, e o endereço de todas as páginas para as quais a página linka são anotados. Finalmente, o próprio dicionário global é emendado caso alguma palavra nova seja encontrada.
    33. e o Google? Ao fim do processo de crawling o Google tem um gigantesco banco de dados com informações concisas da página.
    34. e o Google? Uma enxugada no dicionário global é feita, para remover palavras frequentes demais, como por exemplo preposições, e para remover palavras infreqüentes demais, como um erro de tipografia.
    35. e o Google? Por isso, se seu nome for muito incomum (muito mesmo), você não será indexado pelo Google. Se seu nome for muito incomum, mas você cometer um ato que te põe nas capas de vários jornais, a frequência do seu nome aumenta, e o Google vai te indexar.
    36. e o Google? O próximo passo é então como o scoring do Google é feito. Uma maneira natural de ordenar as páginas, quando uma busca é feita, é simplesmente pela frequência com que a palavra buscada aparece na página.
    37. e o Google? Por exemplo, se você busca por “dança”, uma página que contenha a palavra mil vezes, é provavelmente mais importante do que uma que contem a palavra somente dez vezes. Porém um esquema simplista como este pode ser facilmente burlado, com indivíduos criando páginas que tenham milhões de vezes a palavra “dança”, mesmo sem ser relacionado ao assunto ou para vender um livro específico de dança.
    38. e o Google? Cada buscador tem então a sua receita mágica para contrabalançar este tipo de problema. O Google usa uma idéia de pontos por autoridade (relevance scoring). Talvez tenha sido a grande sacada dos seus fundadores ao projetar seu buscador.
    39. e o Google? A pontuação do Google soma aos pontos tradicionais (como frequência da palavra, importância da palavra num contexto dado por alguma fórmula simples pré-programada, etc.), a uma pontuação dada por reputação.
    40. e o Google? Como medir reputação? A idéia é simples: se páginas com muita reputação apontam para você, então você tem muita reputação. É uma propriedade hereditária. Matematicamente isto é feito usando teoria dos grafos, a mesma que você usa para colorir mapas-múndi com o mínimo de cores possíveis.
    41. e o Google? Mas como medir a reputação de uma página na Web, se você não sabe a reputação de ninguém a priori?
    42. e o Google? O jeito mais comum de se fazer isso são com os robôs. Ele começa de uma página inicial e escolhe aleatoriamente um link a ser clicado. Ele segue para a página clicada e repete o processo. O processo é feito indefinidamente. Após muito longo tempo (provavelmente após centenas de bilhões de cliques) você pode calcular a reputação de cada página com uma fórmula simples: conte o número de vezes que a página foi visitada pelo monkey browser.
    43. e o Google? Para normalizar a pontuação, o melhor é calcular a fração do total de páginas visitadas que cada página aparece. Suponha que a web tenha só 3 páginas: A, B e C. Suponha que o robô visitou cem páginas usando o método aleatório e visitou A trinta vezes. Então a reputação de A é simplesmente 30/100 (ou seja, 0.3 de 1.0).
    44. e o Google? Uma interpretação interessante do seu score de relevância normalizado desta forma é que ele é simplesmente a chance de um robô ir parar na sua página. Se a probabilidade é alta, então sua página é importante.
    45. e o Google? Se o Google realmente precisasse lançar robôs aleatórios para calcular a pontuação, provavelmente iriam levar anos para se concluir o cálculo, afinal precisariam fazer bilhões de visitas para se ter um número confiável. Felizmente, existe uma maneira eficiente de calcular estas probabilidades sem fazer visita alguma. Você só precisa saber a estrutura de linkes do conjunto de páginas (que página liga com quem).
    46. e o Google? O algoritmo é bastante antigo, tem mais de 100 anos. E uma das suas aplicações anteriores foi resolver problemas como calcular as frequências de vibração na corda do seu violão ou a chance de se ganhar em pôquer.
    47. e o Google? O que destacou o Google das outros mecanismo de busca foi a idéia de fazer um crawling mais completo que todos, numa época em que ninguém se dispunha a fazer isso, e a receita da reputação entrando como parte da pontuação da página.

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