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Parentela Corporal E Espiritual2

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  • 1. E.S.E capítulo XIV A Parentela corporal e a parentela espiritual A Ingratidão dos filhos e os laços de família
  • 2. A Parentela corporal e a parentela espiritual <ul><li>O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo; (ESE- item 8) </li></ul><ul><li>Ex. filho de peixe, peixinho não é; </li></ul><ul><li>Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele não faz mais do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. </li></ul>
  • 3. <ul><li>Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena; </li></ul><ul><li>Também pode acontecer sejam completamente estranhos, afastados entre si por antipatias anteriores, que aí lhes serve de provação; </li></ul><ul><li>Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. </li></ul>
  • 4. Vida É o Amor existencial.
  • 5. <ul><li>É ponto pacífico em todas as religiões que a família é uma das mais importantes associações existentes na Terra, se não a mais importante; </li></ul><ul><li>Nos diz Emmanuel: “Temos no instituto doméstico uma organização de origem divina , em cujo seio encontramos instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor”; </li></ul><ul><li>Com a doutrina espírita, que nos traz em seus pilares a lógica absoluta da reencarnação, o conceito da família se expande, pois vai muito além dos laços consangüíneos. O entendimento das dificuldades existentes dentro do lar ganham explicação clara e lúcida; </li></ul><ul><li>Passamos a entender porque nos afinizamos mais com um do que com outro. Compreendemos porque um amigo muitas vezes é aquele irmão que tanto gostaríamos de ter . </li></ul><ul><li>Percebemos as tramas dos enganos entre familiares que se engalfinham pelos bens materiais. O porquê das tragédias familiares, traições, crimes, abandonos, rejeições, tantos abortos, tantas decepções. </li></ul>
  • 6. Razão É o Amor que pondera.
  • 7. <ul><li>Embora o retrato das nossas famílias se revele muitas vezes desanimador e assustador, é com a doutrina espírita que vamos entender que cada um está fazendo o melhor que pode. Que os erros de hoje serão corrigidos amanhã. Errar é uma forma de aprendizado dentro das leis de Deus. </li></ul><ul><li>Se assim compreendermos, ficará mais fácil perdoar, sermos perdoados e nos perdoarmos, facilitando assim a convivência na família. </li></ul><ul><li>Temos na reencarnação então a grande diferença do Espiritismo para a maioria das religiões. Uma diferença que EXPLICA e CONSOLA. </li></ul>
  • 8. <ul><li> Qual a diferença entre o parentesco material(corporal) e o parentesco espiritual, segundo a Doutrina Espírita? </li></ul><ul><li> O parentesco material é a união na família de acordo com os laços consangüíneos e o parentesco espiritual é a nossa verdadeira família pela união dos gostos, dos sentimentos, das afinidades. Enfim, pela reunião do entendimento de que todos somos irmãos. </li></ul> Há pessoas que dizem que os laços de família são apenas resultado de costumes sociais. Como entender a questão das famílias terrenas e espirituais?  A constituição dos laços de família é uma necessidade do Espírito. A família terrena é um instrumento para a construção da família espiritual.
  • 9. Simpatia É o Amor que sorri.
  • 10. <ul><li>Como vamos rever nossos entes queridos se por acaso os mesmos já encarnaram novamente? Como reconhecê-los? </li></ul><ul><li>O reconhecimento dos entes queridos não se dá somente pela aparência, mas, principalmente, pela afinidade e pela vibração. </li></ul><ul><li>A doutrina espírita nos ensina que mesmo encarnados nós temos a sagrada oportunidade, durante o sono, de mantermos contato com esses entes queridos, muito mais vezes do que podemos supor , de forma que estes contatos servem como um bálsamo para as nossas provas tão sofridas. </li></ul><ul><li>No dia em que estivermos mais atentos, perceberemos com maior facilidade estes contatos. </li></ul>
  • 11. <ul><li>Por que há tanta briga de irmãos em família? Como pode se explicar que dois irmãos numa mesma casa sejam como estranhos e não consigam se relacionar? </li></ul><ul><li>porque não estão ligados pelos reais laços de afetividade. São espíritos que se reúnem para transformar desenganos que normalmente tem raiz no passado. </li></ul><ul><li>Sem a reencarnação é impossível o entendimento destas questões. </li></ul>
  • 12. Renúncia É o Amor que se depura.
  • 13. <ul><li>Temos nossas reencarnações sempre dentro de um mesmo grupo familiar? </li></ul><ul><li>Somos conduzidos pelos gostos, pelas semelhanças, pela lei de afinidade. </li></ul><ul><li>Logo esses fatores são predominantes na escolha da família, o que significa dizer que realmente ficamos próximos dentro de um mesmo grupo. </li></ul><ul><li>Ressaltando que a escolha da família se dará de acordo com as nossas maiores necessidades, como espíritos imortais que somos. </li></ul>
  • 14. <ul><li>Por que sempre temos em nossas famílias pessoas que nem sempre amamos como deveríamos? E, temos amigos que gostaríamos que fossem parte de nossas famílias? </li></ul><ul><li>Estão vendo como é preciso falar de espíritos para entendermos essas coisas? </li></ul><ul><li>Quem é o amigo que amamos mais que o familiar, senão um espírito que já conquistamos no passado pelos laços de amor? </li></ul>
  • 15. Desespero É o Amor que se desgoverna.
  • 16. <ul><li>Emmanuel nos traz que o Lar é o cadinho purificador. Neste contexto, como viver bem, tendo em vista que podemos ter espíritos problemáticos reunidos na família? </li></ul><ul><li>Eis a Sabedoria Divina. Aproveita o nosso interesse pelos laços consangüíneos, &quot;amarrando-nos&quot; uns aos outros, até mesmo adversários, para podermos aprender a conviver e a nos amar; </li></ul><ul><li>Se fosse ficar por nossa conta, quando iríamos ter a coragem de abraçar, de beijar e dar carinho ao nosso inimigo (mãe e filho, por exemplo)? </li></ul>
  • 17. <ul><li>O que ocorre quando dois espíritos que há milênios se odeiam e, ao reencarnarem juntos na mesma família, acabam por se destruírem? (Vemos pela imprensa muitos casos de pais matando filhos e vice-versa, por exemplo) </li></ul><ul><li>O que claramente vemos aí são os espíritos que se atraem até mesmo pelos laços do ódio e que Deus permite que venham junto no palco da vida para poderem, através do esquecimento de quem são , conseguirem deixar, pela convivência familiar, alguma marca que, mais tarde, apesar do crime, surgirá como apoio em suas vidas; </li></ul><ul><li>Exemplo: A fase da infância: o amor e o carinho permanecerão como essas marcas. Os espíritos não esquecem isto. </li></ul>
  • 18. Estudo É o Amor que analisa.
  • 19. <ul><li>Joanna de Ângelis no livro &quot;Estudos Espíritas&quot; nos diz: A família é um grupo de espíritos normalmente necessitados, desajustados, em compromisso inadiável para a reparação, graças a contingência reencarnatória. </li></ul><ul><li>E no livro &quot;SOS Família, ela diz: &quot;A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.&quot; </li></ul>
  • 20. A ingratidão dos filhos e os laços de família <ul><li>A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais tem um caráter ainda mais odioso; </li></ul> Quando uma filha tem mágoas profundas da mãe, o que atribuir a isso se a mãe sempre mostrou-se amorosa?  Não podemos esquecer que somos espíritos imortais! Hoje a mãe é boa, mas a filha ainda não superou os traumas do passado encarnatório, precisando de muita compreensão, tolerância e principalmente saber que ambas estão aqui para o crescimento dos seus sentimentos.
  • 21. <ul><li>Como os pais devem agir diante de um filho que veio para resgatar dívidas com os mesmos, se mostrando uma criança revoltada por respaldos de um antigo ódio? </li></ul><ul><li>Com muito amor! Encontrando isso na vivência </li></ul><ul><li>diária, o auxílio da religião e bastante diálogo no momento em que o filho estiver dormindo, já que quando acordado é mais rebelde. </li></ul><ul><li> Dizer-lhes coisas boas, os planejamentos bons do futuro, como o ama, e com certeza, a melhoria irá ocorrendo aos poucos. </li></ul>
  • 22. <ul><li>Que tipo de ensinamento podemos tirar da ingratidão? </li></ul><ul><li>&quot;Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XIII, item 19) </li></ul><ul><li>O ensinamento é que somos convocados à prática do entendimento das criaturas ; </li></ul>
  • 23. Indiferença É o Amor que se esconde.
  • 24. <ul><li>Qual a atitude de uma mãe que faz tudo por um filho e ele só lhe faz ingratidão? </li></ul><ul><li>&quot;Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. (...) </li></ul><ul><li>Mães! abraçai o filho que vos dá desgostos e dizei convosco mesmas: Um de nós dois é culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer .&quot; (Santo Agostinho em &quot;O Evangelho Segundo o Espiritismo&quot;, Capítulo XIV, item 9) </li></ul>
  • 25. Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? <ul><li>Ponde todo vosso amor em aproximar de Deus essa alma; os vossos cuidados e a educação que lhes dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro; </li></ul><ul><li>Tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. </li></ul>
  • 26. ☺☺ Deve-se admitir o uso da força, em alguma circunstância, com a criança para educá-la? ☺ Nunca. A única força é a moral. E muita energia quando preciso, mas não esquecendo do amor. ☺ Não podemos criar pessoas violentas, traumatizadas, revoltadas, mas sim conscientizadas em ter bons hábitos para uma educação real.
  • 27. Fé É o Amor que se transcende.
  • 28. União fraternal <ul><li>Permite Deus que os menos adiantados encarnem entre os mais adiantados a bem do seu progresso; </li></ul><ul><li>Assim, auxiliando-se aos retardatários, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo alguns náufragos que, a seu turno, poderão salvar outros. </li></ul><ul><li>Santo Agostinho.(Paris,1862) </li></ul>
  • 29. <ul><li>Cito Johann Pestalozzi em sua obra &quot;Madre i figlio&quot;. &quot;É natural que eu ponha como primeira condição o amor, que sempre comparecerá espontaneamente. Tudo o que eu pediria a uma mãe seria que ela fizesse operar seu amor com a maior força possível, e todavia o regulasse com a reflexão&quot; </li></ul><ul><li>O grande pedagogo nos ensina: fundamentar o tratamento de nossos filhos, principalmente no divino presente da maternidade, com amor e reflexão, para ver frutificar suas sementes nos corações que Deus lhes confiou para cuidar em Seu nome. </li></ul><ul><li>O recado da ingratidão é, pois, o recado do chamamento ao amor, à dedicação, à compreensão e à luta de renovação que, seguindo Jesus, travamos conosco mesmos. </li></ul>
  • 30. Fraternidade É o Amor que se expande.
  • 31. <ul><li>&quot;A educação, se bem entendida, é a chave do progresso moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres como se conhece a de manejar as inteligências, poder-se-á endireitá-los, como se endireita as plantas jovens&quot; (LE, Comentário de Kardec sobre Q. 917) </li></ul>E pra finalizar...
  • 32.  

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