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<ul><li>A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; </li></...
<ul><li>O que se observa nestes três dias de loucura, em que a carne nada vale, é  o afloramento das paixões.  </li></ul><...
 
Ulcerações Morais <ul><li>O carnaval não deve ser rejeitado simplesmente, mas vivenciado com um mínimo de responsabilidade...
 
<ul><li>A Doutrina Espírita, por favorecer o entendimento das condições e finalidades da vida, bem como dos motivos por qu...
<ul><li>&quot;Examina se a tua alegria de hoje será, também, tua alegria amanhã&quot; André Luiz </li></ul>
<ul><li>O velho argumento de que &quot;a carne é fraca&quot; é repetido por inúmeras bocas, tentando explicar o inexplicáv...
<ul><li>Todo Carnaval é uma guerra psíquica onde tantos, no mundo espiritual, aproveitam para instaurar processos obsessiv...
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<ul><li>“ (...) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc...
 
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<ul><li>Não se permitam poluir, pais terrestres, e lutem por preservar os seus filhos dessa ilusão passageira.  </li></ul>...
 
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Palestra Sobre Carnaval

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  1. 1. A car ne na da val e Carnaval
  2. 2. <ul><li>A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; </li></ul><ul><li>Foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; </li></ul><ul><li>Na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se sacrificava uma vítima humana. </li></ul><ul><li>Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de que uma vez por ano seja lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>O que se observa nestes três dias de loucura, em que a carne nada vale, é o afloramento das paixões. </li></ul><ul><li>Observam-se foliões que se afadigam por longos meses na confecção das fantasias. Tudo para viver a psicosfera da ilusão . </li></ul><ul><li>Perseguem vitórias vazias que esperam alcançar nestes dias. Diversos se mostram exaustos, física e emocionalmente. </li></ul><ul><li>Alguns recorrem a fortes estimulantes para o instante definitivo do desfile. Consomem tempo e dinheiro, que poderiam ser aplicados na manutenção da vida e salvação de muitas vidas. </li></ul>
  4. 5. Ulcerações Morais <ul><li>O carnaval não deve ser rejeitado simplesmente, mas vivenciado com um mínimo de responsabilidade e bom senso. </li></ul><ul><li>Aquilo que não é bom nos outros momentos da vida não pode tornar-se positivo apenas porque é carnaval. Deve-se indubitavelmente procurar a alegria, as manifestações passíveis de felicidade, mas é importante questionar-se sobre o que realmente é capaz de gerar essa felicidade e se determinadas alegrias não são aparentes e unicamente geradoras de sofrimentos futuros para nós mesmos e/ou para o nosso próximo. </li></ul>
  5. 7. <ul><li>A Doutrina Espírita, por favorecer o entendimento das condições e finalidades da vida, bem como dos motivos por que sofremos, ao mesmo tempo em que nos amplia as possibilidades de felicidade, os faz pessoas otimistas com a existência terrena e com a Humanidade, esperançosas de um futuro harmonioso e, por isso mesmo, alegres, como aliás deveriam ser todos os cristãos que bem compreendem a mensagem de Jesus. </li></ul>
  6. 8. <ul><li>&quot;Examina se a tua alegria de hoje será, também, tua alegria amanhã&quot; André Luiz </li></ul>
  7. 9. <ul><li>O velho argumento de que &quot;a carne é fraca&quot; é repetido por inúmeras bocas, tentando explicar o inexplicável. </li></ul><ul><li>A carne não é fraca, ela não pensa ou decide coisa alguma. Não é ela que determina nossas atitudes. </li></ul><ul><li>O Espírito, sim, é imperfeito e se deixa arrastar por suas más tendências, por suas paixões. </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Todo Carnaval é uma guerra psíquica onde tantos, no mundo espiritual, aproveitam para instaurar processos obsessivos que poderão se arrastar por muito tempo, à partir de brechas abertas por &quot;apenas&quot; alguns dias de folia. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Muitos espíritas, ingenuamente, julgam que a participação nas festas de Momo, tão do agrado dos brasileiros, não acarreta nenhum mal a nossa integridade psico-espiritual. </li></ul><ul><li>E de fato, não haveria prejuízo maior, se todos pensassem e brincassem num clima sadio, de legitima confraternização. </li></ul><ul><li>Infelizmente, porém, a realidade é bem diferente. Vejamos, por exemplo, as conclusões a que chegou um grupo de psicólogos que analisou o carnaval, segundo matéria publicada já há algum tempo no Correio Brasiliense, importante jornal da Capital da República: </li></ul>
  10. 12. <ul><li>“ (...) de cada dez casais que caem juntos na folia, sete terminam a noite brigados (cenas de ciúme, intrigas, etc.); que, desses mesmos dez casais, posteriormente, três se transformam em adultério; que de cada dez pessoas (homens e mulheres) no carnaval, pelo menos sete se submetem a coisas que abominam no seu dia-a-dia, como o álcool e outras drogas (...). Concluíram que tudo isto decorre do êxtase atingido na grande festa, quando o símbolo da liberdade, da igualdade, mas também da orgia e da depravação, estimulado pelo álcool leva as pessoas a se comportarem fora de seus padrões normais (...)”. </li></ul>
  11. 14. <ul><li>No livro “Nas Fronteiras da Loucura”, psicografado por Divaldo Pereira Franco, são focalizados vários desses processos obsessivos, sobre pessoas imprevidentes, que pensavam apenas em se divertir no carnaval do Rio. </li></ul><ul><li>Mostra também o infatigável trabalho dos espíritos do bem, a serviço de Jesus, procurando diminuir o índice de desvarios e de desfechos profundamente infelizes. </li></ul><ul><li>Fiquemos, portanto, com o apóstolo Paulo, que dizia “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”. (I Cor. 6,12). </li></ul>
  12. 15. <ul><li>Noel Rosa </li></ul><ul><li>“ O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”. </li></ul>
  13. 16. <ul><li>“ A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. </li></ul><ul><li>Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. </li></ul><ul><li>Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. </li></ul>
  14. 17. <ul><li>Não se permitam poluir, pais terrestres, e lutem por preservar os seus filhos dessa ilusão passageira. </li></ul><ul><li>Vocês, pai e mãe, atentos à nobre tarefa de educar seus rebentos, envolvam-nos com seu amor e sua assistência para que eles amadureçam assim, e a harmonia atinja mais rapidamente os arraiais do mundo, transformando as paixões inferiores em prazer renovador e são.&quot; </li></ul>
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