JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO
Qual seria o objetivo da reencarnação?Dar continuidade natural ao progresso do Espírito. O objetivo éa EDUCAÇÃO DO ESPÍRIT...
Que vantagem tiram as religiões quereprimem o conceito da reencarnação? Do ponto de vista secular e transitório aretenção ...
A outra citação é de Paulo de Tarso em sua epístolaaos Hebreus, 9:27: E, como aos homens estáordenado morrerem uma só vez,...
Analisemos cada caso separadamente. Nosdeteremos mais no segundo, que diz respeito àreencarnação.Em Deuteronômio vemos cla...
O que ocorria? O povo hebreu provindo de diversas tradições,tribos, e submetido ao jugo dos egípcios por anos, encontrava-...
O Espiritismo estuda as passagens no contextocientífico: histórico. Nele, ela fazia sentido.Hoje não mais. Vamos a Paulo. ...
Vamos lembrar que Paulo era um doutor da leijudaica, onde a noção da ressurreição da carneera pregada pelos motivos expost...
Há quem pense que a reencarnação é uma"novidade" trazida pelo espiritismo. Qual é o povomais antigo que se tem conheciment...
Como SISTEMA, entretanto, ela obedece aosimperativos culturais. Os homens das cavernas,logicamente, pelo seu desenvolvimen...
Poderíamos dizer que a Justiça da Reencarnaçãoestá essencialmente baseada na Lei de Causa eEfeito? A noção de "Lei de Caus...
Como conciliar a reencarnação compulsória e o livrearbítrio?É aquele processo em que o Espírito não empenha noprocesso de ...
É verdadeira a afirmação de que uma pessoa portadora dedoença mental normalmente é um suicida no passado? Eum portador de ...
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Justiça da Reencarnação

  1. 1. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO
  2. 2. Qual seria o objetivo da reencarnação?Dar continuidade natural ao progresso do Espírito. O objetivo éa EDUCAÇÃO DO ESPÍRITO, fazendo-o vivenciar asexperiências de que necessita para conscientizar-se de suamissão divina e tornar-se realmente livre em pensamento - ou,de outra forma, conforme a Vontade de Deus. A experiência nacarne é necessária para permitir que o Espírito mergulheprofundamente na sua psique - o esquecimento do passado, agrosseria da matéria permitem provar determinadas reaçõesprofundas do Espírito que o estado de erraticidade nãopermite. De uma maneira simples de ser entendida: só háaprendizado real quando teu coração e tua lógica agirem nadireção por IMPULSO REAL de bondade, isto é, comesquecimento de detalhes exteriores e com pessoas ousituações que provoquem a dúvida, para que se possa resolveras dívidas consigo mesmo que tem. O Espírito precisaprogredir para chegar a Deus. Esse progresso precisa passarpor profundas modificações em seu modo de enxergar a vida -pela encarnação. O processo natural é, portanto, a pluralidadedas existências: a reencarnação.
  3. 3. Que vantagem tiram as religiões quereprimem o conceito da reencarnação? Do ponto de vista secular e transitório aretenção do poder que pretende controlar omodo de pensar para controlar a sociedade.Do ponto de vista da eternidade e do Espírito,vantagem alguma, só promovem a inércia quenasce da vaidade e da falta de fé em Deus.Excluímos os que assim procedem por crençapessoal, que serão mais ou menosimpulsionados pelo progresso não de acordocom suas crenças, mas com o bem quepromovem. Falamos da ação premeditada comfinalidade repressora, como temos vistodurante séculos.
  4. 4. A outra citação é de Paulo de Tarso em sua epístolaaos Hebreus, 9:27: E, como aos homens estáordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo,assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez paralevar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez,sem pecado, aos que o esperam para salvação. Paulo de Tarso em sua epístola aos Hebreus, 9:27disse:E, como aos homens está ordenado morrerem umasó vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo,oferecendo-se uma só vez para levar os pecados demuitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos queo esperam para salvação.
  5. 5. Analisemos cada caso separadamente. Nosdeteremos mais no segundo, que diz respeito àreencarnação.Em Deuteronômio vemos claramente: "nãoaprenderás a fazer conforme as abominaçõesdaqueles povos" referindo-se à FORMA comoconsultavam os mortos, explicitamentecolocado como "adivinhador", "mágico", entreoutras coisas.
  6. 6. O que ocorria? O povo hebreu provindo de diversas tradições,tribos, e submetido ao jugo dos egípcios por anos, encontrava-se sem um destino correto moral a seguir: não tinha sequer anoção do Deus único firmada. A mediunidade existiu desde queexiste o homem e foi a responsável pelo aparecimento dasprimeiras religiões. O uso que se fez dela é que variou deacordo com o senso moral e intelectual de cada povo. No caso do povo de Moisés, era utilizada de maneira errada,como adivinhações, para contato com Espíritos rasteiros, quenada iriam acrescentar-lhes. Na impossibilidade de entender-seo fenômeno - veja bem que essa própria passagem atesta averacidade da mediunidade, porque não se proíbe aquilo quenão existe -, como ocorreu com a carne de porco mal lavada,Moisés o proibiu.Como alguém que proíbe uma criança de colocar a mão natomada. Mas essa mesma criança pode ser um engenheiroelétrico de sucesso no futuro, época em que a proibição, criadapara protegê-la de sua própria ignorância, não faz maissentido.
  7. 7. O Espiritismo estuda as passagens no contextocientífico: histórico. Nele, ela fazia sentido.Hoje não mais. Vamos a Paulo. Paulo diz queapós a morte - que, realmente só ocorre umavez - há o juízo, a avaliação das própriasposturas. Isso é correto. Ao homem é dadomorrer somente uma vez - em cada corpo.Hoje podemos entender a colocação de Paulode acordo com a certeza da reencarnação. Erade se esperar que, pela forte formação judaica,Paulo ainda resistisse pessoalmente àreencarnação, até porque não conheceu oCristo em vida quando disse a Nicodemosclaramente que era necessário retornar aoventre de sua mãe para ver a Deus.
  8. 8. Vamos lembrar que Paulo era um doutor da leijudaica, onde a noção da ressurreição da carneera pregada pelos motivos expostosanteriormente.O Espiritismo, mais uma vez, considera válidoo pensamento inspirado de Paulo, situando-ono âmbito em que ele, Espírito, estava: no deuma vida física.Em cada vida física é dado ao homem morrer edepois disso vir o juízo, mais uma vezentendendo as escrituras de acordo com ocontexto em que foram escritas.
  9. 9. Há quem pense que a reencarnação é uma"novidade" trazida pelo espiritismo. Qual é o povomais antigo que se tem conhecimento que tinhama reencarnação como um processo natural davida?Dr. Hernani Guimarães Andrade em seu excelentelivro: "A Transcomunicação através dos tempos" nosfala que desde os tempos pré-históricos o sentido dapreservação do corpo era feito no intuito de que osEspíritos pudessem retornar a habitá-los.Havia o sentido de que pudessem também retornar aanimar estátuas e pedras (de onde surge o termopoltergeist). Podemos considerar que a idéia dareencarnação existe em TODOS os povos da Terra,desde seu início, porque ela é uma idéia inata doEspírito.
  10. 10. Como SISTEMA, entretanto, ela obedece aosimperativos culturais. Os homens das cavernas,logicamente, pelo seu desenvolvimento intelectual,não poderiam conceber SISTEMAS em que areencarnação fosse vista de maneira clara, mastinham claramente sua noção.As religiões orientais, principalmente o hinduísmo, obudismo e o bramanismo são reencarnacionistas hámuitos anos. Os estudiosos afirmam que as ordensiniciáticas egípcias também dela tinham clara noção.Mas o Espiritismo veio desenvolver-lhe o sentido coma noção de Deus de Amor, de Justiça, do EspíritoImortal e da Lei de Progresso.A noção é antiga, mas o sistema adequa-se ao tempoconsciencial do homem. E o Espiritismo é o tempopara o qual caminha a humanidade.
  11. 11. Poderíamos dizer que a Justiça da Reencarnaçãoestá essencialmente baseada na Lei de Causa eEfeito? A noção de "Lei de Causa e Efeito" para o Espírita émuito diferente da noção de "karma" oriental. OEspírita deve entender a "Lei de Causa e Efeito" comoum processo educativo em que o próprio Espíritobusca, inconscientemente e auxiliado por seusorientadores, as situações que o farão aprender.A reencarnação é a oportunidade de o Espíritoencontrar-se frente a frente com ele mesmo e seusproblemas e, por conseguinte, resolvê-los. Masencontra-se firmada nas Leis Morais, conforme estãoexplicitadas em O Livro dos Espíritos, maisespecificamente sobre as Leis de Progresso e deAmor, Justiça e Caridade.
  12. 12. Como conciliar a reencarnação compulsória e o livrearbítrio?É aquele processo em que o Espírito não empenha noprocesso de preparação sua vontade consciente no nívelintelectual e moral que seria capaz de fazê-lo. No entanto, doponto de vista do psiquismo profundo o Espírito estáescolhendo reencarnar. Quando se coloca numa posição, porexemplo, violenta, psicologicamente busca carinho e mostraque não sabe como conseguí-lo.Seu superego, sua consciência, pede auxílio - e faz isso comtotal liberdade, embora suas atitudes exteriores nãodemonstrem isso, por orgulho.Deus felizmente não se importa com cara feia, olha o coraçãodos Espíritos que pedem, com total liberdade, para crescer.Embora, a nosso acanhado ponto de vista, a realização dareencarnação seja contrária à sua liberdade, do ponto de vistadivino ela é uma justa resposta a um anseio de uma alma quedeseja, mas não sabe como pedir.
  13. 13. É verdadeira a afirmação de que uma pessoa portadora dedoença mental normalmente é um suicida no passado? Eum portador de esquizofrenia seria alguém que realizouum homicídio e suicidou-se posteriormente? Estaafirmação procede? Você tem alguma afirmação arespeito?Não, não é correto afirmarmos isso. A noção aí contida é a de"karma", incompatível com os ensinos Espíritas, que sebaseiam na Lei de Amor. Para citar um exemplo prático umEspírito pode pedir para nascer com determinada debilidademental por amor a seus pais, para servir de instrumento deprovação e crescimento a eles, que muito ama, sem que tenhasido suicida do passado. Não há outra forma de saber QUEMfoi o Espírito senão analisando-o do ponto de vista MORAL.Qualquer característica física seja ela encarada do ponto devista da vida atual ou da pluralidade das existências, não temqualquer validade real porque não podemos penetrar osmotivos de Deus nem daquele Espírito. A única coisa quesabemos é que qualquer pessoa necessitando de auxílio quenos chegue às mãos é um filho querido que um pai amorosonos delegou às mãos e que é nossa obrigação acolhê-lo, semperguntar quem foi - nessa ou em outra vida - e de onde vem,mas sim como o Cristo: "Que quereis de mim?".
  14. 14. CONSIDERAÇÕES FINAIS
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