Vitaminas E Fitoterapicos Quando E Como Usar 14 De Agosto - Presentation Transcript
Vitaminas e Fitoterápicos Quando e como usar?
Peter Mere Latham 1789 - 1875 Poisons and medicine are oftentimes the same substance given with different intents
Fitoterápicos
Medicina convencional x fitoterapia DIGITAL SALICILATO
Fitoterapia Reconhecendo o problema Perguntamos ao paciente se está fazendo uso de fitoterápicos ? O que aprendemos na prática médica sobre o tema ?
Fitoterapia Mitos Como pode fazer mal? Mas não é natural?
Cimicifuga Racemosa erva de são cristóvão
Ação : Antiespasmódico, diurético, supressor da tosse, Sedativo
Uso: Sintomas menopausicos,
Dor reumatica, Dor muscular e Dor neuropatica
Efeitos colaterais : Baixo
Dose : 20-80mg
Funções e Toxicidade
Ação estrogenio-like, Supressão do LH
Interações
Anti-hipertensivo, anestésicos e sedativos: Podem aumentar o efeito hipotensor
Provavel interação com tamoxifeno (Nolvadex)
Cimicífuga Racemosa
EFICACIA
Evidencia insuficiente para afirmarmos que a cimicifuga racemosa é mais eficaz que o placebo na redução dos sintomas menopáusicos (GRAU B de evidência)
J Womens Health Gend Based Med 2002 Mar;11(2):163
Echinacea Purpúrea
Ações : imunoestimulante, anti-inflamatória
Usos : Prevenção em casos de gripes e resfriados. Úlceras e queimaduras. Infecções do trato urinário. Efeitos colaterais : Baixo
Doses : tintura 15-30 gotas 2-5 vezes no primeiro dia e 2x nos dias posteriores.
Funções e Toxicidade
Estimula a fagocitose, a mobilidade dos leucócitos, a atividade celular respiratória
Reações alérgicas , angioedema e anafilaxia
Interações
Medicamentos antialérgicos como a fexofenadina
Drogas antifúngicas como cetoconazol
Drogas antineoplasicas como vinblastina, e vincristina
Drogas estatinas
Echinacea Purpúrea
Echinacea possui evidencia limitada para recomendação de prevenção de gripes e resfriados
GRAU B de evidencia
ALHO
Ações: redutor de colesterol,
Anti-trombótico, Anti-oxidante, anti-bacteriano, Usos : baixa colesterol triglicéride, eleva o HDL, tratamento de infecções
Efeitos colaterais : Baixo
Doses : mais de 1 g de extrato estandadizado
Funções e toxicidade
Hipoglicemiante
Anticoagulante
Redutor de lipides
Antioxidante
Hipotensor
Imunomodulador
Grande ingesta pode levar a reações alérgicas
Alho contraindicado antes de cirurgias
Interações
Acetaminofem e drogas metabolizadas pelo CYP 2E1
Anticoagulantes e AINHs
Antidiabeticos
ALHO
GRIPE
Não existem informações de estudos randomizados controlados , aonde a administração de alho no quadro gripal reduza a severidade dos sintomas ou o numero de dias da doença
DAOP
Um pequeno Trial de curta duração não encontrou diferenças significativas na distancia caminhada do grupo que tomou alho
usos: manejo da insuficiencia cerebral, demências vasculares, tinitus e cefaléias
Efeitos colaterais : muito baixos
Doses : 120-160mg/dia
Indicações Melhora da Atividade cerebral e circulatória Em doenças circulatórias Labiritopatias e Tinitus
Precauções e dosagens Disturbios GI , cefaléia e reações alérgicas observados em uso prolongado Interações anticoagulantes , antiplaquetarios Agentes hipoglicemiantes orais: elevação da glicemia Diuréticos tiazídicos: aumentam a pressão arterial Trazodona e gingko podem causar coma em pacientes com Demência
Gingko
Não existe evidencia convincente que Gingko Biloba para demência e comprometimento cognitivo
Dos quatro últimos Trials com Gingko, três não encontraram nenhuma diferença comparados com o placebo e apenas um demonstrou eficácia a favor da gingko
Altas doses podem desencadear arritmias cardíacas e depressão
GENGIBRE
Não há clara evidencia da eficácia do gengibre no tratamento de náuseas, vômitos e cinetose
Betz O. Is ginger a clinically relevant antiemetic? A systematic review of randomized controlled trials: Forschende Komplementärmedizin und klassische Naturheilkunde. 2005, 12(1):14-23
PANAX GINSENG
Ações : Adaptógeno, tônico, imunomodulador, prevenção do cancer.
usos : melhorar o performance sob estresse, insuficiência cardiaca congestiva, aumenta o HDL, Diabetes tipo 2
Efeitos colaterais : baixo
Doses: 05-2g raiz seca
1-5ml tintura
Funções e Toxicidade
Aumenta atividade das T-Cell , Estimula a produção de interferon , a produção de HDL, acelera a produção de RNA
Síndrome do abuso do Ginseng (atividade motora aumentada, diarréia, ansiedade, insonia, hipertensão e edema)
Interações
Anticoagulantes (warfarina)
Antidiabeticos, insulina ( aumento do efeito hipoglicemiante )
Drogas metabolizadoas pelo CYP 3A4
Inibidores da MAO ( Tremor, cefaléia e mania )
PANAX GINSENG
Estudos relatam que o ginseng tem efeitos hipoglicemiantes em pacientes diabéticos (Grau C de evidencia)
Todavia a evidencia de qualquer benefício é muito fraca pois os trials originais são todos de baixa qualidade
Serenoa Repens
Ações : Diurético, antiséptico urinário, anti- inflamatório e espasmolítico
Uso : tratamento de HPB leve a moderada, inflamação do trato respiratório e urinário
Efeitos colaterais : baixo
Doses: 160 mg 2xd
Funções e toxicidade
Antiandrogênico, antinflamatório
Inibição da atividade da testosterona
5a-reductase
Queixas gastrica ocasionais
Serenoa Repens
O extrato de saw palmetto demonstrou ser mais eficaz que o placebo na redução dos sintomas de HPB
(GRAU A)
saw palmetto pode ser tão eficaz quanto finasterida
(GRAU B)
Hypericum Perforatum Erva de São João
Ações : Antiviral e antidepressivo
usos : tratamento da depressão leve a moderada, dores neuropáticas, menopausa, e ansiedade,
Efeitos colaterais : baixo
Doses: 300 mg 3xd
Interação
Inibidores de proteases (como indinavir e ritonavir usados no tratamento da aids
com IMAO
Imunossupressores como ciclosporina
Digoxina
Suplementos de ferro
warfarina
Erva de São João
O extrato de Hipericum é tão eficaz quanto a imipramina no tratamento da depressão maior com poucos efeitos colaterais (GRAU A de evidencia)
Para depressão leve a moderada o Hipericum parece ser também eficaz (GRAU B de evidencia)
Fitoterapia Usuários mais comuns Mulheres 50 a 64 anos de idade Alto padrão educacional Boa condição econômica Doenças crônicas Doenças graves Não há correlação com insatisfação quanto à medicina convencional
Fitoterapia Preservar saúde ►67% Resfriados ►57% Osteoartrite ►39% Energéticos ►37% Reduzir colesterol ►29% Prevenir câncer ►28% Alergia ►27% Manter peso ►25% Consumo ≥ 4 condições 54% população Satisfação ► 63 a 97% 50% pacientes não discutem terapias alternativas com seus médicos RAZÕES DE CONSUMO
Fitoterapia Usos e literatura Osteoartrite Obesidade D. Alzheimer Angina pectoris Infecções bacterianas
Metodologia científica Escore de Jadad - probabilidade de viés
Estudo descrito como randomizado
Estudo descrito como duplo-cego ?
Descrição de retirada de fármacos ?
Descrição de método apropriado para seqüência de randomização ?
Descrição de método apropriado para material duplo-cego ?
Método inadequado para randomização
Método impróprio para duplo-cego
Questões 1 a 5 : Sim = 1 ponto e Não = 0 ponto Questões 6 ou 7 = deduzir 1 ponto em cada
Fitoterapia e osteoartrite Revisão sistemática
Capsaicina
M. análise
4 estudos
Abacate/soja
2 estudos
H. procumbens
2 estudos
Fitoterapia e osteoartrite Capsaicina tópica Deal, C.L. et als. - Clin. Ther. 13: 383, 1991 McCarthy, G.M. et als. - J. Rheumatol. 19: 604, 1992 Schinitzer, T.J. et als. - Arthritis Rheum. 35: S132, 1992 Altman, R.D. et als. - Semin. Arthritis Rheum. 23: 25, 1994 ↓ dor Queimação Pimenta malagueta Jadad: 3 - 4 - 1 – 3
Fitoterapia e osteoartrite Extrato insaponificável de abacate e soja Blotman, F. et als. Rev Rhum. Engl. Ed. 64: 825, 1997 Maeu, E. et als. Arthritis Rheum. 41: 81, 1998 ↓ dor - ↓ uso AINH Distúrbios digestivos Jadad: 5 - 4
Fitoterapia e osteoartrite Harpagophytum procumbens Guyader, M. Un. Pierre et Marie Curie, 1984 Lecomte, A. & Costa, J.P. Le Magazine. 15: 27, 1992 ↓ dor - ↑ mobilidade Distúrbios digestivos Jadad: 4 - 3
Fitoterapia e osteoartrite Evidência clínica
Capsaicina
Moderadamente forte
3 estudos
Abacate/soja
Promissora
2 estudos
H. Procumbens
Promissora
2 estudos
Fitoterapia e osteoartrite Interações medicamentosas Capsaicina IECA Tosse H. procubens Varfarina Púrpura Capsicum ssp H. procumbens
Aumento súbito da pressão arterial, arritmias, dependencia, coma e morte
Não usar:
Em Hipertensos, glaucoma, HPB
IMAO, guanetidina, ou digital
CHAPARRAL Larrea Tridentata
Acredita-se ser um agente antitumoral
Ineficaz e totalmente inseguro par consumo humano
Causa lesão hepatica irreversivel
CONFREI Symphytum Officinale
Uso externo: Tratamento de entorces e contusões
Uso somente com a pele intacta
Não usar mais de 100 microgramas/dia.
Uso interno: Úlcera gastrica e gastrite
Não recomendado para uso interno
Causa lesão hepatica e cancer
LOBELIA Lobelia Inflata
“ a maneira natural de parar de fumar”
Risco de overdose alta
Não utilizar
Insuficiencia respiratória , sudorese, taquicardia, redução da pressão arterial, coma, convulsões e morte
IOHIMBINA Corynanthe Johimbe
“ afrodisiaco natural”
Efeitos em baixa dosagem
Ansiedade, pressão arterial elevada, náusea, sonolencia, taquicardia, tremor e vomitos
Efeitos em dosagens maiores:
Salivação, hipotensão arterial, insuficiencia hepatica, insuficiencia cardiaca e morte
Uso não recomendado
“ VITAMINAS”
RADICAIS LIVRES
Em 1956, Denham Harman levantou a hipótese que
os radicais livres poderiam influenciar o processo de envelhecimento
Os radicais livres surgem no organismo através de reações metabólicas normais ou como resposta a processos como a isquemia, infecções, radiação ou drogas
A produção incontrolada de radicais livres provocaria maiores reações com DNA, RNA, proteínas, hormônios e enzimas
RADICAIS LIVRES
ANTIOXIDANTES
Denomina-se antioxidante qualquer substância que, quando presente em baixa concentração em comparação àquela de um substrato oxidável, previne ou retarda significativamente sua oxidação.
Os antioxidantes, têm a função de suprimir a formação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio, “varrer” as espécies reativas em atividade e reparar o dano celular por elas causado (HALLIWELL, 1990)
VITAMINAS ANTIOXIDANTES
HA possibilidade de que vitaminas antioxidantes, possam proteger os nossos pacientes contra doenças cardiovasculares e neoplasias
Nas doenças cardiovasculares, os antioxidantes poderiam inibir a oxidação das partículas de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), além de preservar a função endotelial
Nas neoplasias malignas, os antioxidantes seqüestrariam os radicais livres que poderiam provocar danos ao DNA, protegendo assim contra alterações que levariam ao surgimento de células neoplásicas
VITAMINAS ANTIOXIDANTES
VITAMINAS ANTIOXIDANTES
Dados de alguns estudos epidemiológicos têm demonstrado um menor risco para doenças cardiovasculares e neoplásicas entre pessoas cuja dieta inclui grandes quantidades de verduras e frutas, quando comparadas com aquelas que ingerem menos
A explicação imediata foi a de atribuir este efeito protetor às vitaminas antioxidantes contidas nessas verduras e frutas
Existe a dificuldade de distinguir a interferência de outros fatores, tais como diferenças nos estilos de vida e outros componentes da dieta (fibras, tipos de gorduras e proteínas)
VITAMINAS Linus Pauling, bioquímico laureado com o Nobel, começou a promover a idéia de "megadoses" de nutrientes essenciais, os norte-americanos se tornaram usuários de vitaminas. O mercado movimenta US$ 23 bilhoes/ano
VITAMINAS
Carência vitaminica controvésias e dificil interpretação
A deficiencia pode ser parcial ou total, que podem manifestar-se como doenças carenciais
Causas
redução de ingestão
diminuição da absorção
alterações da flora intestinal
alterações do metabolismo
aumento de consumo
VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS
Vitamina C ( ac. ascórbico) o escorbuto é a doença causada pela falta da vitamina C, sendo conhecida desde o tempo das cruzadas e grandes navegações, onde a alimentação era pobre em verduras e frutas frescas.
Absorção no intestino delgado e as necessidades são de 100mg/dia
A deficiencia pode causar sangramento gengival e púrpura, dificuldade de cicatrização de feridas
Vitamina C
Fonte
Frutas citricas, tomates, batatas e vegetais
Antioxidante, ↑ absorção de ferro
Cataliza a hidroxilação de aminoacidos
(Produção de colageno e integridade vascular)
Deficiencia (Escorbuto)
Comprometimento do tecido conjuntivo
(hemorragia, equimose, hemorragia perifolicular)
Escorbuto
VITAMINA C
Degeneração Macular
Em altas doses antioxidante associada ao Zinco para redução do risco de Degeneração Macular Senil
Metemoglobinemia
Utilizada no tratamento da Metemoglobinemia Idiopática
Deficit de Vitamina B1 Tiamina
Condições de risco
arroz polido cha, bebedores pesados de café, consumidores de peixe cru (tiaminases), alcoolistas, doenças cronicas
(cancer)
Fontes cogumelos, porco, carne vermelha, legumes,
cereais integrais e nozes
Manifestações clinicas B 1
Estagio inicial anorexia, irritabilidade
Estagio final Beriberi
beriberi umido ↑ tamanho do coração, IC , edema, neuropatia periférica, disautonomia
beriberi seco neuropatia periferica dos neuronios motores e sensitivos dos MMII
Encefalopatia de Wernicke
Sindrome de Wernicke-Korsakoff (perda de memória e
Psicose)
beriberi
VITAMINA B1
Administração de tiamina antes da reposição de Glicose para evitar encefalopatia de Wernicke em pacientes com deficiência de Tiamina : GRAU C , isto é faltam evidencias diretas
Deficit de vit B 6
Um cofator de sintese de aminoacidos
Sintese de neurotransmissores
fonte todos os grupos de alimentos
Deficiencia neuropatia periférica
Ingesta 50 mg/dia. limite superior: 100 mg/d
Toxicidade neuropatia sensitiva severa (incapacidade de caminhar)
VITAMINA B6
VITAMINA B6
INTERAÇÕES :
Levodopa-Piridoxina : Altera efeito terapeutico .
A interação não ocorre com levodopa/carbidopa
Vitamina B12
Necessario do fator intrínseco da mucosa gástrica para que ocorra a absorção no íleo terminal
Deficiência alterações neurológicas ( síndromes demenciais, lesões medulares e neuropatias periféricas), hematológicas ( anemia megaloblástica com macrocitose, podendo estar a associada com leucopenia, plaquetopenia
Manifestações: atrofia de mucosa e papilas da lingua ( lisa e avermelhada)
Vitamina B12
Fontes produtos animais (figado, leite e ovos)
Risco de deficiencia
produção reduzida de suco gastrico (gastrite atrófica, uso prolongado de IBP) supercolonização bacteriana
Doenças do Ileo
Gastrectomia
Vitamina B12
Manifestações clinicas B 12
1. Sangue Anemia (megaloblástica)
2. GI lingua lisa e palida (glosite atrófica) Diarréia e mal absorção (Megaloblastose)
3. Degeneração da mielina do SNP e da medula espinhal
neuropatia periférica (parestesias) Colunas posteriores da medula espinhal--perda do senso de vibração e posição--ataxia sensitiva
Neuronios motores da ME--paresia dos MMII, espasticidade
4. SNC Cerebral --Alterações de personalidade, perda da memória, psicose “loucura megaloblástica”
Diagnóstico B 12
Nivel de Vitamina B12 (<200 pg/ml)
Tratamento B 12
Injeções de cobalamina
1000 µg 3X por semana, depois mensais
Disfução cognitiva por B 12
Reversivel se tempo do deficit inferior a um ano
Martin DC et al., J Am Geriatric Soc. 1992;19:357-377
Deficit de acido fólico
Fontes Vegetais em folhas, figado, rim,
cogumelos, frutas
Ingesta diária 50 µg
Risco hemolise, abuso de etanol
cozimento impróprio, mal absorção
Manifestações
Anemia
Demencia doença cardiovascular, trombose
Acido Fólico
Diag e TTMT ac fólico
Diagnostico
Dosagem de acido fólico no soro
Tratamento
suplemento de acido fólico (1 mg dia)
VITAMINAS LIPOSSOLÚVEIS
Vitamina A cegueira noturna, a principal manifestação da carência de vitamina A, já era conhecida dos egípcios há mais de 3 mil anos
Com a evolução da deficiencia é para ulceração corneal, ceratomalacia e perda de estroma
Exerce ainda função na cornificação da pele e das mucosas, no reforço do sistema imunológico, na formação dos ossos, da pele, cabelos e unhas
Necessidades de 1.000 mcg/dia para homens e 800 mcg/dia para mulheres
VITAMINA A
VITAMINA D
A vitamina D em idosos chama atenção por sua participação no metabolismo ósseo
A população de maior risco para deficiência são de usuarios de drogas que interfiram na absorção de gorduras ou do próprio cálcio,portadores de doenças digestivas, baixa exposição ao sol e acamados
Deficiência: deformidades ósseas, fraturas
VITAMINA D
Deficit Vitamina D
Alta prevalencia no hemisfério norte
*40-100% de idosos americanos e europeus vivendo em comunidades
*>50% das mulheres pós menopausicas tomando suplementos apresentam deficiencias
Ingesta diária de 400 UI é considerada inadequada
Diag Deficit Vit D
Diagnostico
Nivel serico de 25-hydroxivitamina D
Deficiencia <20 ng/mL
Insuficiencia <30 ng/mL
Nivel suficiente >30 ng/mL (ideal 40-50 ng/mL)
Nivel toxico: 150 ng/mL (374 nmol/L)
TTMT VIT D
Tratamento
Deficiencia franca de vitamina D
50,000 UI por semana X 8 semanas, depois mensalmente
(1000 UI= 25 µg de vitamina D)
Testar os niveis em 8 semanas
Nivel serico ideal: 36-40 ng/mL
VITAMINA D
SUPLEMENTAÇÃO:
Pode ser indicada em pacientes com pouca exposição ao sol, ingesta inadequada ou estados deficitários
Tratamento e prevenção da osteoporose
FDA propõem adicionar vitamina D ao cálcio
800 Unidades/diárias (Não 400) pode reduzir o risco de fraturas de colo de fêmur em mulheres pós-menopausicas (GRAU B de evidência)
VITAMINA D
A suplementação de vitamina D pode reduzir o risco de quedas no idoso GRAU A de evidencia)
Suplementar vit D não melhora força ou performance fisico (GRAU B de evidência)
Não melhora senso de bem estar psicológico
Evidência limitada na prevenção de Câncer
VITAMINA D
A suplementação de vitamina D pode estar associada a redução no risco de todas as causas de mortalidade (GRAU B de evidencia)
Pode reduzir a pressão arterial e algumas marcadores de risco de doença cardiovascular em pacientes com déficit de vit D (GRAU C de evidencia)
Vitamin E
Controvérsia
2000 UI/dia pode retardar a progressão de demencia
A suplementação de altas doses podem estar associadas a sangramentos
Jonson, JAMWA 2004; 59:262-269
VITAMINA E
Sobrevida de 341 pacientes com doença de Alzheimer tratados com Selegilina Alfa-tocoferol Selegilina Alfa-tocoferol Tratamento Combinado Placebo Sobrevida Dias 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Dias 0 100 200 300 400 500 600 700
HOPE-TOO
4732 pacientes avaliados que receberam vitamina E 400UI/dia ou placebo
Conclusões
Uso de vitamina E 400 UI/dia por cerca de 7 anos não causou impacto em câncer fatal ou não, doença cardiovascular e morte.
Aumentou o risco de ICC – vitamina E não deve ser usada em pacientes com doença vascular e DM até que sejam feitos mais estudos
VITAMINA E
Degeneração macular
Como antioxidante em alta dose associado ao zinco na redução do risco
Redução do risco de câncer
Uso da vit E com Zinco não reduziu o rico de câncer da próstata
VITAMINA E
Os estudos atuais não confirmam que o uso da vitamina E reduza o risco de câncer
Profilaxia da discinesia tardia
A vitamina E tem sido indicada no uso com antipsicóticos típicos para redução do risco da discinesia tardia
BETA - CAROTENO
Physicians Health Study ( N Engl J Med 1996 May 2;334(18):1145-9 )
O estudo acompanhou 22.701 médicos, durante em média de 12 anos com suplementação de 50mg de beta-caroteno em dias alternados.
RESULTADO: NÃO houve qualquer beneficio em relação a incidência de neoplasias ou sobre a mortalidade cardiovascular
Alpha-Tocopherol, Beta-Carotene Cancer Prevention Study (NEMJ – 1994)
Estudo randomizado de prevenção primária em 29.133 homens fumantes , com seguimento médio de 6 anos, demonstrou que a suplementação diária com 20mg de beta-caroteno pode aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de pulmão naqueles que receberam beta-caroteno em relação aqueles que receberam placebo. Houve, aumento significativo de morte no grupo que recebeu beta - caroteno
BETA - CAROTENO
O Beta-Carotene and Retinol Efficacy Trial (N Engl J Med 1996 May 2;334(18):1150-5.
18.314 fumantes, ex-fumantes e trabalhadores expostos a asbesto num seguimento médio de quatro anos.
Demonstrou que a suplementação diária de 30 mg de beta-caroteno mais 25.000 UI de retinol aumentava os riscos de câncer de pulmão, de mortes por doenças cardiovasculares e de morte por qualquer causa nos participantes que receberam a suplementação vitamínica.
Este estudo foi interrompido 21 meses antes do previsto devido aos efeitos adversos deste tipo de suplementação
BETA CAROTENO
Protoporfiria Eritropoética
Uso na redução das reações de foto sensibilidade
Degeneração Macular
Em altas doses associado ao acido ascórbico e vitamina C, Vitamina E e Zinco
MULTIVITAMINAS I
Mutivitaminas não previnem doenças cardiovasculares
Vitaminas antioxidantes multiplas em baixa dosagem não previnem doenças CV
13,017 adultos franceses (homens com 45-60 anos e mulheres com 35-60 anos) tomaram acido ascórbico 120 mg, vitamina E 30 mg, beta-caroteno 6 mg, selênio 100 mcg, e zinco 20 mg) vs. placebo uma vez ao dia por 7,5 anos; (SU.VI.MAX trial )
Nenhuma diferença significativa nas taxas de doença isquêmica cardiovascular ,incidência total de câncer , ou todas as causas de mortalidade
Arch Intern Med 2004 Nov 22;164(21):2335
MULTIVITAMINAS II
O uso de multivitaminas não reduzem o risco de DCV, Câncer ou mortalidade em mulheres pósmenopausicas (GRAU B De evidência)
Baseado no estudo WHI, com 161.808 mulheres pós-menopausicas
41.5% utilizavam multivitaminas
Arch Intern Med 2009 Feb 9;169(3):294
MULTIVITAMINAS III
ANTIOXIDANTES Não são eficazes na redução do risco de doença coronária e podem reduzir a ação dos agentes redutores de colesterol
O risco de evento CV (morte, IAM, AVE ou revascularização) foi 3% com estatina vs. 21% com antioxidantes vs. 14% com ambos vs. 24% com placebo; antioxidantes reduziram a eficácia clinica das estatinas
N Engl J Med 2001 Nov 29;345(22):1583
Revisão sistemática sobre segurança e eficácia do uso de polivitaminicos em doenças crônicas e prevenção de câncer
Resultado
não há evidências suficientes que permitam o uso de polivitaminicos para tratamento ou prevenção de doenças crônicas e câncer
Ann Intern Med. 2006;145:372-385
VITAMINAS X ENVELHECIMENTO
Jeanne Calment 1875 - 1977 122 anos e 124 dias de vida 20 anos 40 anos 60 anos 122 anos
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