UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB          DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA    ...
SHIRLEI TALINE RIBEIRO DOS SANTOS   INFLUÊNCIA DA TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL EMENSTRUAL NA PERCEPÇÃO DO DESEMPENHO NOTREINAMENTO...
DEDICATÓRIA“Dedico este trabalho a minha mãe, minha maiorincentivadora, meu porto seguro em todos osmomentos”
AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus, o meu guia, meu alicerce, pois sem ele não conseguiriarealizar este trabalho. Obrigada Senh...
RESUMOO presente estudo teve por objetivo investigar possíveis mudanças referentesao desempenho de mulheres praticantes da...
ABSTRACTThis study aimed to investigate possible changes relating to the performance ofwomen practitioners of muscle hyper...
LISTA DE SIGLASFSH - Hormônio Folículo EstimulanteLH - Hormônio LuteinizanteGn-RH - Hormônio Liberador de GonadotrofinasTP...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESTabela 1. Características da amostra. Catu e Alagoinhas-Bahia, 2012.Tabela 2. Representação em percent...
SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................... 102....
ANEXO D- TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ............ 49ANEXO E- TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ......
1 INTRODUÇÃO       A exigência da sociedade moderna e da mídia, que prega o culto aocorpo, tem influenciado mulheres à pra...
2 OBJETIVOS2.1 Objetivo Geral      Investigar possíveis mudanças referidas sobre a percepção dodesempenho de mulheres prat...
3. Referencial teórico3.1 Ciclo menstrual       Para compreendermos como o organismo feminino se comporta nosperíodo pré-m...
lisossomos, que provocam a decomposição e o enfraquecimento da aprececapsular, isto acarreta numa ampliação de todo o folí...
As causas mais comuns de são a disgenesia gonadal,as                     anomalias anatômicas dos órgãos genitais feminino...
mudanças químicas no cérebro, alterações na quantidade de serotonina, umneurotransmissor cerebral responsável pela alteraç...
Esta força é trabalhada em contrações excêntricas, concêntricas, eisométrica. Sendo que a contração excêntrica é manifesta...
3.3.1 Tipos de treinamento de força       Existem métodos variados para se obter ganhos de força, através detreinamentos e...
Em todas essas ações, os músculos sãos exigidos excentricamente. Essemétodo é executado em diferentes aparelhos de treinam...
Segundo Fleck e Kraemer (2006):                    O primeiro passo na adaptação ao treinamento de força é                ...
sobrecarga tensional nos músculos decorrentes da prática de atividade(GHORAYEB e NETO, 2004)       Segundo Fleck e Kraemer...
redução na massa muscular e uma perda de força (WILMORE e COSTILL,2001, p. 86)       Logo, a hipertrofia muscular é defini...
De acordo com Ghorayeb e Neto (2004, p. 39), a capacidade anabólicado ser humano é controlada geneticamente por mecanismos...
das fibras musculares, percentuais de massa muscular, quantidades detestosteronas maiores presentes no sangue, demonstrada...
que a taxa de produção diária no homem é de 2,5 a 11mg, e, nas mulheres de0,25 a 1mg/dia (ARAÚJO, 2006). Porém, as mulhere...
também, aumenta o acúmulo de gorduras, principalmente nas coxas e noquadril. Isto é provocado pelo aumento da atividade en...
4. METODOLOGIA4.1 Modelo de estudo        Segundo Gil (2008, p.5) o estudo de campo “... caracteriza-se pelainterrogação d...
4.4 Características das academias      A academia estudada esta em funcionamento desde o ano 1993 nacidade de Catu-Bahia. ...
confirmava cada resposta, tanto as questões objetivas como as discursivas,descrevendo exatamente como cada aluna descrevia...
5. RESULTADOS E DISCUSSÃOA Tabela 1, representada abaixo, descreve os valores médios e o desviopadrão das características ...
Tabela 2:Representação em percentual dos principais sintomas Pré-menstruaisSintomas                     quantidade de resp...
esse sintoma que comprometem e limitam a capacidade normal de trabalho ede estudo.         O estudo de Oliveira (2008) no ...
Ao serem questionadas se sentiam que o desempenho físico nasatividades era afetado pelos sintomas pré- menstruais 6 inform...
De acordo com Lebrun et al (1995 apud David 2009) algunspesquisadores relataram que no período pré-menstrual ocorre uma fa...
Foram encontrados resultados no estudo de Oliveira (2008) quereforçaram os números encontrados em nossa pesquisa. A referi...
Verificamos que, 6 tiveram seu desempenho moderadamente afetado, 4bastante afetado, 3 extremamente afetado, 2 nada afetado...
Segundo Wilmore e Costil (2001) existem poucos estudos disponíveis, enos já realizados são encontrados resultados divergen...
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS      A partir dos resultados obtidos, observou-se que as mulheres estudadasapresentaram o seguinte...
REFERÊNCIASABC.MED.BR. TPM: como reduzir os efeitos da tensão pré-menstrual ?.Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saud...
DRAUZIO, V. Cólica menstrual (Dismenorréia). Disponível em: http://drauziovarella.com.br/doenças-e-sintomas/cólica-menstru...
JÚNIOR, G. N. Aplicação do laser De arsenieto de gálio (GaAs) 904 nm empontos de acupuntura em mulheres com síndrome da te...
Sul de Santa Catarina. Tubarão, 2008. Disponível em: < http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/08/bruno/TCC.pdf> acesso em: 25 ...
ANEXOS
ANEXO A
ANEXO B
ANEXO C
ANEXO D     TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO       Estamos realizando uma pesquisa com o objetivo de verificar a...
ANEXO E     TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO       Estamos realizando uma pesquisa com o objetivo de verificar a...
ANEXO F - Ficha de Identificação das Alunas    1.Nomecompleto: ______________________________________________    2. Idade:...
ANEXO G- Ficha de Diagnóstico da SPM  (Assinale apenas os sintomas) que tem interferido acentuadamente nas  suas atividade...
ANEXO H– Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Pré-Menstruais no Desempenho da musculação.A. “De acordo com a Ficha d...
ANEXO I- Diário de sintomas da síndrome pré-menstrual  De acordo com o dia de preenchimento, assinale apenas os sintomas q...
ANEXO J – Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Pré-Menstruais no Desempenho da musculaçãoA. “Indique em que grau voc...
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Influência da tensão pré-menstrual e menstrual na percepção do desempenho no Treinamento de força referida por mulheres

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Shirlei Taline Ribeiro dos Santos

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Influência da tensão pré-menstrual e menstrual na percepção do desempenho no Treinamento de força referida por mulheres

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA SHIRLEI TALINE RIBEIRO DOS SANTOS INFLUÊNCIA DA TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL EMENSTRUAL NA PERCEPÇÃO DO DESEMPENHO NOTREINAMENTO DE FORÇA REFERIDA POR MULHERES ALAGOINHAS-BA 2012
  2. 2. SHIRLEI TALINE RIBEIRO DOS SANTOS INFLUÊNCIA DA TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL EMENSTRUAL NA PERCEPÇÃO DO DESEMPENHO NOTREINAMENTO DE FORÇA REFERIDA POR MULHERES Monografia apresentada como requisito parcial para Conclusão do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física da Universidade do Estado da Bahia. Orientador: Prof. Dr. Mauricio Maltez. ALAGOINHAS-BA 2012
  3. 3. DEDICATÓRIA“Dedico este trabalho a minha mãe, minha maiorincentivadora, meu porto seguro em todos osmomentos”
  4. 4. AGRADECIMENTOSAgradeço a Deus, o meu guia, meu alicerce, pois sem ele não conseguiriarealizar este trabalho. Obrigada Senhor por mais uma batalha vencida.A minha querida mãe Telma, por sempre estar ao meu lado, me aconselhandoe incentivando. Devo tudo que sou a ela. Te amoA meu pai por seu investimento e carinho.A minha irmã Eula Paula que também é minha segunda mãe, por estar ao meulado durante esse processo me ajudando em tudo com muito carinho,paciência e dedicaçãoAo meu namorado Vanderley, por seu amor, compreensão, paciência, me dadoforças nos momentos que pensava que não ia conseguir, me fazendo acreditarno meu potencial. Te amoAo meu orientador Dr. Mauricio Maltez por estar presente em mais ummomento importante da minha vida. Me orientando com muita paciência,compreensão, aturando minhas choradeiras (rsrs). Pode ter certeza que vocêé mais que um professor, é um amigo, um pai, serei eternamente grata.As minhas amigas (irmãs) Ariane e Izandra por todos os conselhos eorientações. Amo vocês.As minhas amigas que amo Maiângela Ventura, Maiara, Deise, Érica Paula,Milena Carneiro, Arissandra e Fernanda Paula pelo apoio.As minhas amigas Djane e Monalisa sempre prestativas.A todos os meus professores que fizeram parte desse processo de construçãodo conhecimento, minha profunda gratidão.A todos os meus colegas e amigos de sala pessoas excepcionais que ameiconhecer.
  5. 5. RESUMOO presente estudo teve por objetivo investigar possíveis mudanças referentesao desempenho de mulheres praticantes da hipertrofia muscular nos períodospré-menstrual e menstrual. A amostra foi composta por 15 mulheres praticantesde musculação, com idade de 22,7 ± 2,8, as quais realizavam atividades com afinalidade de hipertrofia. Os sintomas mencionados pelas mesmas foramverificados pela percepção de impacto sobre o desempenho. As informaçõesforam obtidas através de aplicação de um questionário individual, modificadodo modelo proposto por Gaion (2008), entre o período de 13/03/2012 a02/05/2012. Os dados foram analisados através de estatística descritiva(média, desvio padrão e percentual) utilizando o software Windows Excel 2007.Os resultados demonstram que 20% das mulheres são bastante afetadas pelossintomas do período pré-menstrual e 47% no período menstrual, durante odesempenho das atividades de musculação sendo que as referidas mulheresrelatam que neste período alguns sintomas estão mais diretamente ligados asensação da diminuição do rendimento durante os treinos, tais como:desconforto abdominal 80% irritabilidade 80%; ansiedade 73%%; raiva 67%;mamas doloridas 60%.Desta forma, o referido trabalho demonstra que operíodo pré-menstrual e menstrual interfere diretamente na percepção derendimento das mulheres submetidas ao treinamento de hipertrofia.Palavras-chave: tensão pré-menstrual, desempenho, hipertrofia.
  6. 6. ABSTRACTThis study aimed to investigate possible changes relating to the performance ofwomen practitioners of muscle hypertrophy in periods premenstrual andmenstrual. The sample was composed of 15 women practicing bodybuilding,with age of 22.7 ± 2.8, which performed activities with the purpose ofhypertrophy. The symptoms mentioned by the same were verified by theperception of impact on performance. The information was obtained throughapplication of an individual questionnaire, modified the model proposed byGaion (2008), between the period 13 /03/2012 the 02 /05/2012. The data wereanalyzed using descriptive statistics (mean, standard deviation and percentage)using the Windows software Excel 2007. The results show that 20% of womenreport that the performance during the activities of bodybuilding are alteredduring the pre-menstrual period, and 47% of women report that the perception ofincome is very and extremely affected by the symptoms of menstrual period, beingthat those women have reported that in this period some symptoms are moredirectly connected to the feeling of the decrease of Income during practice, suchas: abdominal discomfort 80% irritability 80 %; anxiety 73 % ;rabies 67 %;breasts pained 60 % .This way, the work shows that the pre-menstrual perioddirectly interferes in the perception of income of women undergoing training ofhypertrophy.Keywords: premenstrual tension, performance, hypertrophy.
  7. 7. LISTA DE SIGLASFSH - Hormônio Folículo EstimulanteLH - Hormônio LuteinizanteGn-RH - Hormônio Liberador de GonadotrofinasTPM - Tensão Pré-menstrualTDPM - Transtorno Disfórico Pré-mesntrualAChE - Acetilcolinesterase
  8. 8. LISTA DE ILUSTRAÇÕESTabela 1. Características da amostra. Catu e Alagoinhas-Bahia, 2012.Tabela 2. Representação em percentual dos principais sintomas pré-menstruais.Tabela 3. Representação em percentual dos sintomas menstruais.Tabela 4. Representação em percentual da percepção dos sintomas duranteas atividades na fase menstrual.Gráfico 1. Representação em percentual da percepção sobre o desempenhodas atividades durante a fase pré-menstrual.Gráfico 2. Representação em percentual da percepção dos sintomas duranteas atividades na fase pré-menstrual.Gráfico 3. Representação em percentual da percepção sobre o desempenhodas atividades durante a fase menstrual.
  9. 9. SUMÁRIOINTRODUÇÃO ................................................................................................... 102. OBJETIVOS ............................................................................................... 123. REFERENCIAL TEÓRICO ........................................................................ 133.1.CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 133.2.SÍNDROME OU TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL ............................................ 153.3.TREINAMENTO DE FORÇA ........................................................................ 173.3.1Tipos de Treinamento de Força ................................................................. 183.3.2Adaptações Fisiológicas ao Treinamento de Força .................................... 203.4 TREINAMENTO DE FORÇA EM MULHERES .......................................... 244. METODOLOGIA ........................................................................................ 284.1 MODELO DE ESTUDO ............................................................................. 284.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA ...................................................................... 284.3 LOCAL DO ESTUDO ................................................................................. 284.4 CARACTERÍSTICAS DAS ACADEMIAS ................................................... 294.5 INSTRUMENTOS UTILIZADOS ................................................................ 294.6 COLETA DE DADOS ................................................................................. 304.7 ANÁLISE DOS DADOS ............................................................................. 305. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................. 316. CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 40REFERÊNCIAS .................................................................................................. 41ANEXOS ............................................................................................................ 45ANEXO A-TERMO DE AUTORIZAÇÃO DA ACADEMIA-I ................................. 46ANEXO B-TERMO DE AUTORIZAÇÃO DA ACADEMIA-II ................................ 47ANEXO C- TERMO DE AUTORIZAÇÃO DA ACADEMIA-III.............................. 48
  10. 10. ANEXO D- TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ............ 49ANEXO E- TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ............. 50ANEXO F- FICHA DE IDENTIFICAÇÃO DAS ALUNAS .................................... 51ANEXO G- FICHA DE DIAGNÓSTICO DA SPM ............................................... 52ANEXO H- FICHA DE PERCEPÇÃO DE IMPACTOS DOS SINTOMAS PRÉ-MENSTRUAIS NO DESEMPENHO DA MUSCULAÇÃO ................................... 53ANEXO I- DIÁRIO DOS SINTOMAS DA SÍNDROME PRÉ-MENSTRUAL ........ 54ANEXO J- FICHA DE PERCEPÇÃO DE IMPACTO DOS SINTOMAS PRÉ-MENSTRUAIS NO DESEMPENHO DA MUSCULAÇÃO ................................... 55
  11. 11. 1 INTRODUÇÃO A exigência da sociedade moderna e da mídia, que prega o culto aocorpo, tem influenciado mulheres à pratica da musculação. Em busca do talsonhado corpo definido e atraente, elas lotam as academias e se submetem atreinamentos intensos e exercícios diários que possibilitam alcançar seusobjetivos. Entretanto, existem diversos fatores que influenciam diretamente noganho de massa muscular e no desempenho físico das mulheres. Dentre elesos sintomas do período pré-menstrual e menstrual que afeta física eemocionalmente comprometendo o rendimento durante a execução dosexercícios. Os sintomas comumente apresentados pelas mesmas são divididosem: psíquicos e somáticos. No primeiro apresentam: ansiedade, irritabilidade,explosão de raiva e etc. Já os somáticos são: dores musculares, cólicasabdominais, mamas inchadas e doloridas entre outros. Visto que o treinamento de força resulta no aumento do músculo e dasfibras, existem mecanismos fisiológicos que determinam a eficiência dosprogramas e exercícios desenvolvidos. Dentre eles estão: as adaptações,junções e reflexos neuromusculares e controle do movimento. Essasadaptações acontecem de forma semelhante entre homens e mulheres,entretanto o organismo feminino apresenta diferenças como: tamanho defibras, massa corporal, força máxima e níveis de testosterona em quantidadesmenores, em relação ao masculino. Diante desses aspectos surge o seguinte questionamento: “os sintomasda tensão pré-menstrual afetam e alteram a percepção do desempenho físicodas mulheres praticantes de hipertrofia muscular?” Portanto, justifica-se a escolha desse recorte temático, pelo fato damesma praticar musculação e pela necessidade de compreender o porquê dodeclínio no desempenho físico durante os períodos menstruais. A metodologia abordada foi de caráter descritivo, mas precisamente umestudo de campo, onde as informações foram coletadas através de umquestionário aplicado de forma direta e em seguida transcritas numericamente. Espera-se que, através deste estudo, novas discussões sejamlevantadas, a respeito da temática abordada, visando um estudo de caso maisaprofundado, discorrendo sobre as atividades recomendadas para as mulheresneste período, que melhore o rendimento e/ou desempenho das mesmas
  12. 12. 2 OBJETIVOS2.1 Objetivo Geral Investigar possíveis mudanças referidas sobre a percepção dodesempenho de mulheres praticantes de hipertrofia muscular no período pré-menstrual e menstrual.2.2 Objetivo Específico Identificar os sintomas referidos por mulheres no período pré-menstruais. Verificar o impacto dos sintomas pré-menstrual e menstrual napercepção do desempenho de mulheres praticantes de hipertrofia.
  13. 13. 3. Referencial teórico3.1 Ciclo menstrual Para compreendermos como o organismo feminino se comporta nosperíodo pré-menstrual e menstrual, durante o treinamento é necessárioprimeiramente abordarmos como acontece o ciclo menstrual. Sabe-se que o ciclo menstrual ocorre quando o óvulo é depositado natuba uterina, não havendo fecundação, o endométrio, membrana que reveste oútero se rompe e uma parte dele, constituída por células e sangue, é eliminadapela vagina dando início à menstruação. Guyton (1997, p. 926) afirma que “os anos reprodutivos normais damulher caracteriza-se por alterações rítmicas mensais das taxas de secreçãodos hormônios femininos e por alterações nos ovários e órgãos sexuais.” Esse padrão rítmico é chamado de ciclo sexual feminino (ou, menos exatamente, o ciclo menstrual). A duração do ciclo é, em média, 28 dias, pode ser curto, de até 20 dias, ou longo, de até 45 dias (GUYTON, 1997, p.926) O ciclo menstrual é divido em três fases: fase folicular, ovulatória e lútea. Michez e Moulinet (1981 apud Oliveira 2009, p.26) descrevem a fasefolicular como sendo responsável pelo princípio da atividade hipotalâmicacausando o desenvolvimento de centenas de folículos em ambos os ovários,onde o estrogênio produzido por eles promove o estímulo dos núcleoshipotalâmicos. Estes núcleos são responsáveis pela produção do Gn-RH que: [...] por sua vez estimulará as células beta do lóbulo anterior da hipófise liberando os hormônios folículo-estimulante (FSH) e Luteinizante (LH), que levará a maturação de apenas um folículo. Por volta do terceiro dia do ciclo, estimulado pelo estrogênio, o endométrio inicia a reconstituição de sua camada funcional e no 6º dia, boa parte da camada já se encontra reconstituída, ocorrendo desta etapa até a ovulação rápida proliferação da camada funcional. A ovulação inicia-se quando o LH provoca a secreção, de curta duração,de hormônios esteróides foliculares, contendo uma limitada quantidade deprogesterona. Em poucas horas, acontece dois eventos essenciais à ovulação:(1) a liberação das enzimas proteolíticas pela teca externa, a partir dos
  14. 14. lisossomos, que provocam a decomposição e o enfraquecimento da aprececapsular, isto acarreta numa ampliação de todo o folículo e degeneração doestigma. Isto culmina na ruptura e liberação do ovócito. No (2) ocorre,simultaneamente, um rápido crescimento de novos vasos sanguíneos para ointerior da parede do folículo e, nesse ínterim, são expelidos nos tecidosfoliculares hormônios que causam a expansão dos vasos sanguíneos,conhecidos como prostaglandina. Estes dois efeitos causam transudação deplasma para dentro do folículo (GUYTON, 1997, p.928) Segundo Laurence (2005, p. 581): Logo depois da ovulação, as células do folículo aumentam de tamanho e passam a armazenar lipídios, obtendo uma coloração amarelada. Essa estrutura passa a ser denominada de corpo amarelo ou corpo lúteo, e secreta uma grande quantidade de estrógeno e progesterona. Que mantém inibida a liberação de FSH e LH pela adenoipófise por feedback negativo. Mas devido à queda na secreção de LH, o corpo lúteo começa a degenerar cerca de uma semana depois da ovulação, perdendo sua função secretora. A conseqüência da degeneração do corpo lúteo é o declínio na produção de estrógeno e progesterona, que resulta na menstruação. A secreção de FSH e LH são estimuladas, dando origem a um novo ciclo, caso não tenha ocorrido fecundação do óvulo e implantação do embrião no útero. No ciclo menstrual de algumas mulheres ocorrem diversos distúrbioscomo, por exemplo, a amenorréia e a dismenorréia que é classificada emprimária, dores pélvicas ocasionadas pela liberação de “prostaglandina”,provocando a contração do útero. E a dismenorréia secundária causada pordoenças como: “endometriose”, “miomas”, “fibromas”, infecções, “tumorespélvicos”, “estenose cervical”, dentre outros (DRAUZIO VALLERA). Ainda de acordo com o médico clínico, Dr. Dráuzio Varella em seu siteDRAUZIO VALLERA.com.br, “o principal sintoma é a dor em cólica no baixoventre, de intensidade variável, que irradia para as costas e membrosinferiores, durante o período menstrual.” Ele descreve este sintoma como umador aguda e alternada. E , quando muito forte, agrega outros sintomas como:náuseas, vômitos, inchaço, dor de cabeça e nas mamas. A amenorréia é definida como a ausência de menstruação e éclassificada, em primária e secundária. Fassolas (2009 et al) conceituaamenorréia primária como a falta de menstruação até a idade de 14 anos semo desenvolvimento das mamas ou aparecimento de pelos pubianos.
  15. 15. As causas mais comuns de são a disgenesia gonadal,as anomalias anatômicas dos órgãos genitais femininos,isto é, ausência de vagina e útero, amenorréia hipolâmica e puberdade tardia constitucional (FASSOLAS, 2009 et al) Já a amenorréia secundária é a inexistência do fluxo sanguíneo por pelomenos 6 meses em mulheres com ciclos anormais ou por um espaço detempo que equivale 3 ciclos menstruais em pacientes que anteriormentemenstruavam regularmente. Períodos de tempo abaixo são consideradosatraso menstrual. A causa mais freqüente de amenorréia secundária é agravidez, seguido por causas ovarianas, “disfunção hipotalâmica”, “doençapituitária”, causa “uterinas “e outras (DAUDT & PINTO, 2006, p 2,3).3.2 Síndrome ou tensão pré-menstrual A tensão pré-menstrual é um conjunto de sintomas emocionais e físicosque afetam as mulheres nos dias ou semanas que antecedem a menstruação eem alguns casos pode até continuar com a chegada do fluxo sanguíneo. Segundo Prior (1992 apud Miragaya 2001, p,37e 38): “Os sintomas da TPM podem ser dividos em 4 grupos: (1) sensibilidade nas mamas ou mastalgia; (2) retenção de líquidos e inchaço abdominal; (3) mudança de apetite,desejo por carboidratos; e (4) mudanças de humor: aumento de ansiedade, zanga, frustração ou depressão,variando de mulher para mulher sendo que nem todas possuem os sintomas”. Porém, existem números maiores de sintomas que se dividem empsíquicos e somáticos. Os sintomas psíquicos são: “irritabilidade”, “memóriareduzida”, “maior desejos por doces”, “agressividade”, “letargia”, “fobias”,“sensibilidade á rejeição”, “fadiga”, “dificuldade de concentração”, “suor nasextremidades”, “ondas de calor”. Os somáticos são: “cefaléia”, “acne”, “cólicas”,“constipação”, “diarréia”, “oligúria”, “aumento de peso”, “rinite”, “tonturas”,“desmaios”, “palpitações”, “formigamento e dores musculares” (SILVA, A.R.ETAL 2006 apud OLIVEIRA 2009 p, 28 e 29). Não há uma causa específica para a síndrome pré-menstrual, masmuitos fatores podem contribuir de forma significativa para esta condição.Dentre eles pode-se destacar: mudanças cíclicas nos níveis hormonais;
  16. 16. mudanças químicas no cérebro, alterações na quantidade de serotonina, umneurotransmissor cerebral responsável pela alteração de humor; baixos níveisde vitaminas e minerais, como a vitamina E e B6; diminuição do cálcio e domagnésio no organismo; excesso de sal nos alimentos e ingestão de bebidasalcoólicas ou cafeinadas. Problemas psicológicos ou estresse não estãodiretamente ligados a TPM, porém, podem atuar no agravamento dos sintomas(ABC MED 2008). Existe uma forma mais grave da TPM é o chamado transtorno disfóricopré-menstrual, são sintomas que interferem severamente na vida social,emocional e física das mulheres. O TDPM caracteriza-se por recorrência cíclica durante a fase lútea, de sintomas de humor e comportamentais iminentes no primeiro momento, e somáticos, sendo: depressão, ansiedade, agressividade, labilidade afetiva, tensão, irritabilidade, ira, distúrbios do sono e de apetite os mais constantes. São sintomas severos que comprometem o funcionamento social, ocupacional e escolar. Estão relacionados diretamente às fases do ciclo menstrual e que podem durar, tipicamente, de 5 á 14 dias, piorando com a aproximação da menstruação e usualmente cessam de forma imediata ou logo a seguir (um a dois dias) ao início do fluxo menstrual ( THYS-JACOB, 1998; PARRY, 1999 apud VALADARES ET AL 2006, P. 119). As causas do TDPM ainda não são totalmente conhecidas, de acordocom Ballone (2010) pode se afirmar que sua causa esta diretamenterelacionada ao metabolismo de cada mulher, aliado às mudanças hormonais,podendo também, ser resultante de distúrbios endócrinos que interferem nofuncionamento dos ovários e das supra-renais, provavelmente de origemgenética, para as flutuações ovulatórias fisiológicas hormonais”.3.3 Treinamento de força Força muscular é a capacidade que um músculo tem de produzir umasobrecarga de tensão durante a prática de uma série de exercícios repetitivosrealizados com certa intensidade. Logo, [...] a força muscular se refere à força máxima que um músculo ou um grupo muscular pode gerar e é comumente expressa como uma repetição máxima ou 1-RM, a carga máxima que pode ser movida por meio de uma faixa de movimento quando em boa forma (POWERS e HOWLEY, 2005, p. 267)
  17. 17. Esta força é trabalhada em contrações excêntricas, concêntricas, eisométrica. Sendo que a contração excêntrica é manifestada quando osmúsculos são alongados de forma controlada durante os exercícios. Já aconcêntrica refere-se ao encurtamento do músculo ao erguer uma determinadacarga. Na contração isométrica o músculo envolvido na ação desenvolve aforça sem ocorrer necessariamente uma movimentação articular, isso acontecequando a carga é pesada demais para ser erguida (FLECK E KRAEMER 2006,P. 20) Quanto a sua manifestação, Badillo e Ayestarán (2001, p.46, 47, 49 e55) classificam a força da seguinte maneira:  Força absoluta Manifesta-se de forma involuntária, em situações de excessivo desgastepsicológico causado pela utilização de medicamentos ou por estimulaçãoelétrica.  Força isométrica máxima Também conhecida como força estática, ela é gerada quando oindivíduo efetua uma contração espontânea máxima em oposição a umaresistência insuperável.  Força excêntrica máxima É produzida através da oposição entre a capacidade de contração domúsculo com uma resistência deslocada em sentido oposto ao desejado pelosujeito.  Força dinâmica máxima É a expressão máxima de força transcorrida numa velocidade mínima, e,que não depende da capacidade de distensão do músculo.  Força dinâmica máxima relativa Refere-se à predisposição do músculo em imprimir velocidade a umaresistência inferior àquela com que se manifesta a força dinâmica máxima.  Força explosiva Manifesta-se diante qualquer resistência, sua melhora é produzidaquando se consegue aplicar mais força em menos tempo diante de umamesma resistência.
  18. 18. 3.3.1 Tipos de treinamento de força Existem métodos variados para se obter ganhos de força, através detreinamentos estruturados, com cargas, número de série e repetições, tempo,freqüência, entre outros, que se adequam e conseguem atingir os diferentesgrupos musculares alcançando os objetivos de cada indivíduo. Estes treinamentos podem ser classificados em: Treinamento isométrico- que é realizado em posições estáticas, semmodificar o comprimento muscular. Sendo que os exercícios são executadoscontra objetos que não se movem, como por exemplo, uma parede, ou emaparelhos que possuem cargas elevadas á força máxima para o indivíduo. Afreqüência de treino, o tempo e o número de séries e repetições resultam noaumento da força muscular (FLECK E KRAEMER 2006, p.30). Treinamento concêntrico- esse método consiste em realizar contrações concêntricas explosivas sem alongamento ou contra movimento prévio. Parte-se de uma situação de repouso relativo, com velocidade zero e com certo relaxamento. “Suprime-se” a fase excêntrica do movimento pela pouca resistência oferecida na flexão e pelo peso relativamente baixo. Em alguns exercícios, como, por exemplo, o agachamento, a barra pode ser apoiada em algum suporte, de forma que o indivíduo não que sustentá-la enquanto concentra-se para realizar a contração concêntrica explosiva de seus músculos (BADILLO E AYESTARÁN 2001, P. 177). Treinamento isocinético - os músculos são trabalhados em umavelocidade regular, vencendo sempre uma resistência, sempre tensionadosquase ao seu limite, apesar da troca na “correção (nos diferentes ângulosarticulares) entre as alavancas ou entre diferentes momentos da rotação”.Nesse treinamento faz-se necessário utilizar aparelhos específicos quepossibilitam a realização de movimentos amplos, velozes, que permitamalcançar o esforço máximo, durante as fases do movimento. Com isso,possibilita a otimização da carga durante a execução do movimento, o que nãoseria possível obter com aparelhos e com pesos habituais (PLATONOV 2004APUD RIGATTO 2008, P. 25). Treinamento excêntrico - é o encurtamento do músculo de formacontrolada. Essa força é trabalhada diariamente através de atividades simples,como caminhar, descer escadas, baixar uma determinada carga, entre outros.
  19. 19. Em todas essas ações, os músculos sãos exigidos excentricamente. Essemétodo é executado em diferentes aparelhos de treinamento de força, quandosão erguidas cargas maiores do que 1RM de um membro superior ou inferiorcom os dois membros ou diminuindo a carga utilizando só um membro (FLECKE KRAEMER 2006, P. 54). Treinamento pliométrico- as contrações pliométricas são todas aquelas que se compõem de uma fase de alongamento seguida imediatamente de outra de encurtamento. Portanto, a maioria das ações que realizamos no dia-a-dia é de caráter pliométrico. Na prática esportiva, associam-se com esse tipo de contração de forma especial os saltos, os lançamento e as batidas, tanto em situações de competição quanto de treinamento. A resistência a ser vencida com mais freqüência nos pliométricos é o próprio peso corporal (BADILLO E AYESTARÁN 2001, P. 185 E186). Treinamento dinâmico com resistência externa constante- nesse métodoa carga e a resistência é mantida constantemente durante o exercício, e, aforça exercida pelos músculos não é constante. Portanto, não se pode definiresse treinamento como isotônico, pois os músculos não estão tensionadosconstantemente e as articulações variam mecanicamente (FLECK EKRAEMER 2006, P. 36). Treinamento com resistência variável- são utilizados equipamentos que possuem uma estrutura de braços e alavanca, polias ou roldanas que varia a resistência ao longo da amplitude de movimentos do exercício. Um dos objetivos dos equipamentos de resistência variável é tentar acompanhar os aumentos e a diminuição da força (curva de força) ao longo da amplitude do movimento do exercício. Os defensores dos equipamentos de resistência variável acreditam que, no aumento ou na diminuição da resistência para acompanhar a curva de força do exercício, o músculo é forçado a contrair próximo do máximo ao longo da amplitude de movimento, resultando em ganhos máximos de força (FLECK E KRAEMER 2006, P. 46).3.3.2 Adaptações fisiológicas ao treinamento de força Para entender como funciona o treinamento de força é necessáriocompreender quais são as adaptações específicas sofridas pelo corpo, poissão elas que determinam a eficiência do programa de exercíciosdesenvolvidos.
  20. 20. Segundo Fleck e Kraemer (2006): O primeiro passo na adaptação ao treinamento de força é ativar os músculos necessários para produzir força e superaras cargas na sessão de exercício, e para que o músculo seja ativado, necessita-se de inervação neural. A unidade motora é constituída de um neurônio alfa que inerva fibras musculares, onde predominam as fibras tipo I (contração rápida) e tipo II (contração rápida). Somente as unidades são recrutadas na produção de força para o exercício estão sujeitas às adaptações do treinamento físico. Quanto mais unidades motoras forem acionadas a força será aumentada. Sendo que a estrutura morfológica que atua como superfície de contatoentre o neurônio motor alfa e a fibra muscular, é a junção neuromuscular,também conhecida como placa motora (FLECK e KRAEMER, 2006, P.69) Trata-se de uma sinapse química, onde a informação é transmitidaatravés da fenda sináptica, por meio de um neurotransmissor chamadoacetilcolina, que provoca uma variação no potencial de membrana. É estavariação que permitirá que o músculo contraia e dessa forma produza trabalhomecânico (ARAÚJO, 2006) Vale ressaltar que: [...] a acetilcolina presente na fenda sináptica é degradada pela acetilcolinesterase (AChE), fazendo dessa forma que a contração muscular não seja constante, necessitando de um novo impulso nervoso chegando a essa junção neuromuscular para assim gerar uma nova contração (ARAÚJO, 2006) Quando o impulso elétrico alcança a junção neuromuscular, ele sepropaga por todas as fendas inervadas pelo motoneurônio. Sendo que, oconjunto formado por este neurônio e pelas fibras por ele inervadas forma umaunidade motora (WILMORE e COSTILL, 2001, p.78) Wilmore e Costill (2001, p.79) afirmam que “quanto mais força fornecessária para a execução de um determinado movimento, mais unidadesmotoras são recrutadas.” Entretanto, para haver aumento da massa muscular é necessário ocorrera multiplicação dos filamentos de actina e miosina, ou miômeros do sarcômero,que possuem capacidade de contração. Isto acontece como adaptação à
  21. 21. sobrecarga tensional nos músculos decorrentes da prática de atividade(GHORAYEB e NETO, 2004) Segundo Fleck e Kraemer (2006, p.86) “o sarcômero é a unidade básicamuscular, capaz de desenvolver força e encurtamento.” Sendo a unidadefuncional básica de uma miofibrila, que apresentam dois tipos de filamentosprotéicos. Os filamentos mais finos são de actina e os mais espessos são de miosina. Aproximadamente 3.000 filamentos de actina e 1.500 filamentos de miosina estão dispostos lado a lado em cada miofibrila (WILMORE e COSTILL, 2001) Powers e Howley (2005) relatam que o fuso muscular, presente namaioria dos músculos motores, é o responsável pelo estiramento rápido dosmúsculos, causando uma contração reflexa. Ele envia informações ao sistemanervoso central das alterações do comprimento das fibras musculares,ajustando o comprimento da musculatura através das unidades motoras paramanter o grau de comprimento muscular desejado. Fonseca et al (2001 apud Júnior 2005) descreve que a coordenaçãointermuscular é um dos meios pelos quais o atleta consegue maximizar a forçaatravés do treino de musculação e/ou de salto em profundidade. A melhoradessa coordenação facilita a interação de diferentes grupos musculares – porexemplo, a relação entre agonista e sinergista. Também observamos umaotimização na relação entre agonista e antagonista: a co-contração, queconsiste na contração simultânea de dois ou mais músculos ao redor de umaarticulação, propiciando melhor estabilização articular dinâmica, ou para reduzira dificuldade do aprendizado motor. Durante a execução dos movimentos entram em ação os órgãostendinosos de Golgi que são responsáveis por inibir o músculo acionado eativar os músculos antagonistas, a fim de proteger os músculos tensionadosexcessivamente, evitando lesões musculares. Vale ressaltar que essa proteçãonem sempre funciona perfeitamente, pois ao longo do treinamento de forçaocorre uma diminuição nos dos efeitos dos órgãos tendinosos de Golgi (FLECKe KRAEMER 2006, p.74) Sendo que, o tamanho do músculo está relacionado com a forçamuscular. Portanto, o crescimento muscular está diretamente ligado aosganhos de força. Isto pode ser comprovado em duas distintas situações. Naprimeira, o indivíduo que constantemente realiza treinamento de força, adquireum aumento no tamanho do músculo. Diferentemente, aqueles que, por algummotivo, ficam impossibilitados de exercer qualquer atividade física, sofrem uma
  22. 22. redução na massa muscular e uma perda de força (WILMORE e COSTILL,2001, p. 86) Logo, a hipertrofia muscular é definida como o aumento da célula queresulta no crescimento dos músculos obtido através de treinamentosespecíficos. De acordo com Frontera et al (2001 apud Remor 2008): Hipertrofia é o aumento da área da secção transversa do músculo, assim como o aumento da área da secção transversa da fibra muscular como resposta ao aumento da síntese protéica, aumento do número e tamanho das miofibrilas, assim como a adição de sarcômeros no interior da fibra muscular. Existem dois tipos de hipertrofia, a crônica e a aguda. A hipertrofiacrônica é o extenso treinamento que resulta no aumento do número e notamanho das miofibrilas, filamentos de actina-miosina, modificando o diâmetrodas fibras musculares (ANDERSEN et al 2000 apud BUCCI ET AL 2005, p. 19). Já a hipertrofia aguda e transitória possui dois conceitos: no primeiroacredita-se que há um crescimento muscular, durante o treinamento de forçadevido ao acúmulo de líquido dentro da célula. O segundo conceito é que háum “aumento no volume de líquido e conteúdo do glicogênio muscular nosarcoplasma” (FLECK e KRAEMER 1999 apud BUCCIET AL 2005, p.19) Wilmore e Costill (2001, p.523) afirmam que: O aumento da massa muscular com o crescimento e o desenvolvimento ocorre sobre tudo pela hipertrofia das fibras musculares, individuais, mediante o aumento de seus miofilamentos e miofibrilas. O comprimento muscular aumenta através da adição de sarcômeros e aumentos do comprimento dos sarcômeros existentes. Estes mesmos autores evidenciam que, este aumento dos músculos édecorrente da “hipertrofia (aumento de tamanho) das fibras existentes, compouca ou nenhuma hiperplasia (aumento do número de fibras)”. Para que a hipertrofia ocorra é necessário que : [...] o organismo esteja em balanço nitrogenado positivo, ou seja, a situação metabólica em que predominam as reações de síntese sobre reações de degradação dos tecidos. Quando em balanço nitrogenado positivo, o organismo consegue converter proteínas alimentares em proteínas próprias, aumentando assim a quantidade de nitrogênio do corpo. Para que ocorra o balanço nitrogenado positivo, as reações anabólicas devem predominar sobre as reações catabólicas (GHORAYEB e NETO, 2004, p.39)
  23. 23. De acordo com Ghorayeb e Neto (2004, p. 39), a capacidade anabólicado ser humano é controlada geneticamente por mecanismos desconhecidos.Dentre eles, as taxas de cortisol, presentes em altas quantidades nosindivíduos que apresentam dificuldade no desenvolvimento dos músculos.Sendo que, a prática de exercícios físicos contribuem, significativamente, parao aumento das quantidades de cortisol, e também dos hormôniosanabolizantes como testosterona e o hormônio do crescimento. O predomínio da ação do cortisol durante os exercícios determina um intenso catabolismo dos músculos esqueléticos. Após os exercícios, no entanto, passam a predominar as reações anabólicas e conseqüente a síntese protéica que chega a 120% acima dos níveis basais em 18 horas, e perdura por cerca de 36 horas após o término da atividade.No entanto, apesar da intensa síntese protéica, poderá não haver aumento de massa muscular caso o catabolismo do exercício tenha sido excessivo (GHORAYEB e NETO, 2004, P.39) De modo geral, qualquer indivíduo, independente do sexo ou idade,consegue obter ganho de massa muscular, através do treinamento de força eda boa alimentação. Entretanto, apenas alguns homens jovens conseguemadquirir um volume maior no desenvolvimento dos músculos, decorrentes dascaracterísticas genéticas favoráveis. Isto permite inferir que, “a maiorpotencialidade para massa muscular parece estar relacionada com um grandenúmero de fibras nos músculos esqueléticos, presentes já ao nascimento”(GHORAYEB e NETO, 2004, p. 40)3.4 TREINAMENTO DE FORÇA EM MULHERES A busca por crescimento muscular, definição corporal e perda degordura, tem levado as mulheres à prática da hipertrofia. Devido aos resultadosprecisos alcançados com êxito através da realização deste método. Entretanto, a hipertrofia muscular em mulheres acontece de formadiferente dos homens. Segundo Badillo e Ayestarán (2001.p, 126), estudosrealizados comprovam que os homens possuem valores elevados de forçamáxima sobre as mulheres, as causas para isso ainda são desconhecidas, masacredita-se que esteja relacionada ao tamanho, a massa corpórea, tamanho
  24. 24. das fibras musculares, percentuais de massa muscular, quantidades detestosteronas maiores presentes no sangue, demonstradas pelos homensjustificam parcialmente ou em sua totalidade tais diferenças. Essas diferenças ainda ficam mais evidentes, pois a mulheresapresentam fatores que interferem de forma significativa no desempenho.Como por exemplo, o ciclo menstrual, que ocorre mensalmente, trazendoconsigo, sintomas físicos e emocionais, concentrações hormonais que alteramo rendimento físico. Fleck e Kraemer (2006, p. 287) afirmam que: “As razões para diminuiçãodo desempenho durante a fase pré-menstrual ou menstrual podem estarassociados a muitos fatores, incluindo auto-expectativas, atitudes negativas emrelação á menstruação e ganho de peso”. Estes autores expuseram estudos onde foram comprovados quemudanças hormonais podem afetar os níveis de força e o rendimento físicodurante o ciclo menstrual. Sendo que, a fase folicular, apresenta condiçõesmais favoráveis para o desenvolvimento dos músculos do que na fase lútea.Conclui-se com isto que, o treinamento de força deve ser maior e mais intensona fase folicular. Devendo haver mudanças no treinamento para se adequar asvariações do ciclo menstrual. Visto que, o organismo feminino passa por alterações conseqüentes dotreinamento onde os ciclos menstruais são afetados. Wilmore e Costil (2001, p.590) afirmam que o treinamento físico colabora para a existência deirregularidades menstruais, como inexistência do fluxo menstrual, “menstruaçãoescassa” ou fora de sua normalidade. Eles relatam a ocorrência de ausência demenstruação por longos períodos em mulheres atletas que apresentavamciclos menstruais dentro da normalidade. De acordo com Weaver (et al 2001 apud Fleck e Kraemer 2006, p. 288)mulheres que treinam força são propensas a desenvolverem problemasmenstruais, osteoporose, dentre outros, devido ao uso de anticoncepcionais. Outro fator que não poderia deixar de mensurar é o fator fisiológico, poisfaz- se necessário uma compreensão do funcionamento do organismo femininodurante o processo de hipertrofia. Até mesmo porque, a concentração de testosterona no organismofeminino manifesta-se em quantidades menores do que no masculino, acredita-se que esta seja a causa principal da diferença de crescimento edesenvolvimento muscular apresentado pelos homens comparando-se com àdas mulheres. Pois, uma das funções básicas deste hormônio é atuar sobre aszonas de crescimento dos ossos e músculos, participando também dodesenvolvimento de praticamente todos os órgãos do corpo humano. Sendo
  25. 25. que a taxa de produção diária no homem é de 2,5 a 11mg, e, nas mulheres de0,25 a 1mg/dia (ARAÚJO, 2006). Porém, as mulheres podem apresentar umaumento da massa muscular, com o acréscimo dos níveis de testosterona, quepode ser obtido com a prática de treinamentos intensos (FLECK e KRAEMER,2006, p.283) Entretanto, o treinamento recomendado para obter a hipertrofia emmulheres, não possui muita diferença em relação ao dos homens, pois, asrespostas e adaptações fisiológicas entre eles são semelhantes. De acordocom Fleck e kraemer (2006, p. 291), apesar de existirem diferenças entre aforça máxima, a massa magra e o tamanho do músculo entre homens emulheres, o treinamento para ambos não deve ser diferenciado. Porém, osautores afirmam que as cargas absolutas utilizadas por elas devem sermenores. Em um estudo de caso realizado por Kraemer, Staron e colaboradores(1998 apud Fleck e Kraemer, 2006, p.283) foi demonstrado que: [...] oito semanas de treinamento de força aumentam significativamente as concentrações de testosterona sérica de mulheres em repouso, bem como a resposta imediata pós- exercício, em comparação com a resposta ao exercício no estado não-treinado. Contudo, neste estudo, as etapas do ciclo menstrual não foramcontroladas. Mas, em um estudo realizado por Marx et al. (2011 apud Fleck eKraemer, 2006, p.283), em que foi efetuado um controle na fase do ciclomenstrual, foi relatado que: [...] ocorreram aumentos nas concentrações de testosterona em repouso a partir de 6 meses de treinamento de força. Adicionalmente, o volume de treinamento afetou a resposta da concentração de testosterona de repouso. Mulheres que realizaram um programa periodizado de múltiplas séries demonstraram um aumento pequeno, porém acentuadamente maior, na concentração de testosterona de repouso após 3 a 6 meses de treinamento, que mulheres que realizaram um programa sem variação e com uma única série. Outro fator que exerce importante influência sobre o crescimentomuscular é o estrogênio que participa no desenvolvimento das mamas, e,
  26. 26. também, aumenta o acúmulo de gorduras, principalmente nas coxas e noquadril. Isto é provocado pelo aumento da atividade enzimática da lípaselipoprotéica, que provoca o aumento do armazenamento de gorduras nessasregiões. Tornando, praticamente, impossível a sua eliminação. Visto que, adegradação das gorduras (atividade lipolítica), nessa área, é baixa (WILMOREe COSTILL, 2001, p.573-574).
  27. 27. 4. METODOLOGIA4.1 Modelo de estudo Segundo Gil (2008, p.5) o estudo de campo “... caracteriza-se pelainterrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer.Solicitando informações a um grupo significativo de pessoas acerca doproblema estudado analisando, quantitativamente para obter as conclusões”. Caracterizou-se também como pesquisa descritiva, pois foram descritas“peculiaridades de determinada população, ou fenômeno ou o estabelecimentode relações entre variáveis”. (GIL, 2008, p. 28) Este estudo é de caráter descritivo, pois foram mensuradas, idade, sexo,sintomas e etc. Mas especificamente como pesquisa quantitativa, uma vez queforam traduzidas em números as opiniões e informações, por meio de técnicasestatísticas analisando-as e classificando-as.4.2 População e Amostra O público alvo foi composto por 15 mulheres praticantes de musculação,na faixa etária dos 18 aos 30 anos, matriculadas regularmente nas academiaspor um período maior que 3 meses, freqüentadoras da academia por pelomenos 5 vezes por semana, treinando em média 1 hora e meia por dia. Foram excluídas da amostra mulheres que fazem uso de esteróidesanabolizantes, grávidas, deficientes físicos e mentais e mulheres portadoras deamenorréia, ou seja, ausência de menstruação.4.3 Local de estudo O estudo foi realizado nos municípios de Catu localizada a 78km dacidade metropolitana de Salvador com população de 51.075 habitantes. E nomunicípio de Alagoinhas que está a 119km de salvador com população de142.160 de habitantes, segundo o censo do IBGE no ano de 2010.
  28. 28. 4.4 Características das academias A academia estudada esta em funcionamento desde o ano 1993 nacidade de Catu-Bahia. O horário de atendimento é de segunda a sexta das06h00min às 21h00min. Freqüentam a academia em média 200 clientes, que são atendidos por 5profissionais de educação física. São oferecidos exercícios de musculação eaparelhos ergométricos, aula de boxe, dança, jump, step e aeróbica. A segunda academia estudada está situada na cidade de Alagoinhas-Bahia, em funcionamento desde o ano de 2007. O horário de atendimento é desegunda a sábado, das 05h30min às 22h00min. Freqüentam a academia em média 800 clientes, que são atendidos por12 profissionais entre estagiários e professores de educação física. Osexercícios oferecidos são todos de musculação e ergométricos, jump, swingbaiano e forró. A última academia onde foi realizado o estudo, esta localizada na cidadede Catu estado da Bahia, em funcionamento desde o ano de 2005. O horáriode atendimento é de segunda a sexta das 05h30min às 21h30min. São 5 o número de profissionais de Educação Física que atuam naacademia, atendendo em média 250 clientes. São oferecidos exercícios comaparelhagem ergométrica e de musculação, jump, aeróbica e swing.4.5 Instrumentos utilizados Utilizou-se um questionário que foi adaptado de Gaion (2008, p. 135),onde continham as seguintes informações: Ficha de Identificação das Alunas,Ficha de Diagnóstico da Síndrome Pré-Menstrual, Diário de sintomas da SPM,Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Pré-Menstruais no Desempenhoda Musculação, Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Menstruais noDesempenho da Musculação (APÊNDICE).4.5 Coleta de dados As informações foram coletadas através de questionários, aplicados noperíodo de 13/03/2012 até 02/05/2012. As alunas foram abordadas naacademia durante as atividades, onde previamente houve o agendamentoindividual, representado por um dia do período pré-menstrual e um dia doperíodo menstrual. Os questionários foram aplicados diretamente pelapesquisadora, individualmente, onde a mesma lia todas as perguntas e
  29. 29. confirmava cada resposta, tanto as questões objetivas como as discursivas,descrevendo exatamente como cada aluna descrevia.4.6 Análise de dados Os dados foram analisados através de estatística descritiva (média,desvio padrão e percentual) utilizando software Windows Excel 2007 para aconstrução de tabelas e gráficos.
  30. 30. 5. RESULTADOS E DISCUSSÃOA Tabela 1, representada abaixo, descreve os valores médios e o desviopadrão das características principais da Amostra, composta por 15 mulheres.Nota-se que as referidas mulheres apresentam a primeira menarca no inicio daadolescência e que as mesmas permanecem, aproximadamente, 5 dias nociclo menstrual.Tabela 1: Características da Amostra. Catu e Alagoinhas – Bahia, 2012.Variáveis Média ± Desvio Padrão Idade (anos) 22,7 ± 2,8 Tempo de Prática (anos) 1,7 ± 1,3 Primeira Menarca (Idade) 13,5 ± 1,5 Duração da Menstruação (Dias) 5,0 ± 1,3
  31. 31. Tabela 2:Representação em percentual dos principais sintomas Pré-menstruaisSintomas quantidade de respostas %Desconforto abdominal 12 80%Irritabilidade 12 80%Ansiedade 11 73% Raiva 10 67%Mamas doloridas 9 60% De acordo com a tabela de n° 2, ao serem questionadas sobre quaissintomas interferem nas suas atividades diárias, diminuindo de formasignificativa a produtividade e eficiência. A cólica menstrual (dismenorréia) é uma dor pélvica causada pelaliberação de prostaglandina, substância que provoca a contração doendométrio causando dores com diferentes intensidades. De acordo Aldrighi,(2005 apud Júnior 2007, p. 18) a dismenorréia chega atingir 50% das mulheresadultas, sendo que 5 a 10% têm sua funções diárias e atividades afetadas por
  32. 32. esse sintoma que comprometem e limitam a capacidade normal de trabalho ede estudo. O estudo de Oliveira (2008) no qual foram analisadas 21 atletas comfaixa etária de 12 e 27 anos, da equipe de futsal feminino da cidade deMaringá, revelou que no método retrospectivo 61,5% sentem de ansiedade,irritabilidade e desconforto abdominal e apontam no método prospectivo 76,9%para os mesmo sintomas. Miragaya (2001), em sua pesquisa que contou com a participação de320 mulheres com idades entre 18 e 50. Verificou-se que as mulheres na UFGrelatam sentir 94% de irritabilidade, dor e inchaço nas mamas 88,5%,desconforto abdominal 85,3% ansiedade 84,6%, tensão nervosa 93%, emudança de humor 92,4%. Nesse estudo, o público alvo foi composto de 223funcionárias, estudantes e professoras da universidade (UFG) e 97 praticantesde atividade física em academias. Já as praticantes das academias reportaramos seguintes sintomas: irritabilidade 89,3%, dor e inchaço nas mamas 88,1%,desconforto abdominal 84,5%, ansiedade 79,5%, tensão nervosa 85,5% emudanças de humor 82,1%. A mastalgia (mamas doloridas) e inchadas é ocasionada por alteraçõesnos níveis de prolactina, secreção de aldosterona, progesterona e estrogênio,entre outras. (MENDONÇA 1989 APUD MURAMATSU 2001). Os estudos aqui apresentados corroboram pra fortalecer a nossapesquisa, pois os dados apresentados se assemelham aos nossos resultados. Moderadamente Afetado Nada Afetado Bastante Afetado Um pouco Afetado 7% 20% 40% 33% Gráfico 1. Representação em percentual da percepção sobre odesempenho do treinamento de força durante a fase pré-menstrual.
  33. 33. Ao serem questionadas se sentiam que o desempenho físico nasatividades era afetado pelos sintomas pré- menstruais 6 informaram quesentem o desempenho moderadamente afetado, 5 nada afetado, 3 bastanteafetado e 1 um pouco afetado. Resultados como estes foram encontrados emoutros estudos fortalecendo ainda mais a nossa pesquisa. Em um estudo realizado por Ribas et al (2011) com 25 mulheres deidade entre 15 e 55 anos, praticantes de exercícios físicos em uma academia,constatou que 32% teve seu desempenho bastante afetado, 28%moderadamente afetado, um pouco afetado 24%, extremamente afetado 12%,nada afetado 4%. Gaion (2008) analisou 25 atletas de modalidades esportivas diferentes,com faixa etária de 18 e 49 anos, e constatou 80% das atletas tiveram seudesempenho esportivo afetado pelos sintomas pré-menstruais, sendo que amaioria se sentiu mais afetada nos treinamentos do que nas competições. Diminuição da Força Corpo Pesado Cansaço Rendimento Baixo 20% 33% 27% 20%Gráfico 2. Representação em percentual da percepção dos sintomas durante otreinamento de força na fase pré-menstrual. Devido ao quadro sintomático referido anteriormente, questionamos deque modo elas sentiam que esses sintomas afetavam nos treinamentos everificamos que 5 relataram sentir uma diminuição da força, 4 cansaço, 4 corpopesado e 2 rendimento baixo. Segundo Simão (2007. p, 50) na fase pré-menstrual devido ao áinfluência do aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofreruma redução.
  34. 34. De acordo com Lebrun et al (1995 apud David 2009) algunspesquisadores relataram que no período pré-menstrual ocorre uma fadigamuscular e nervosa mais rápida. Rendimento no treinamento de força e nasatividades aeróbicas piora no período pré-menstrual e nos primeiros dias dofluxo menstrual. Mas para eles esses resultados são de difícil interpretaçãodevido aos sintomas pré-menstruais, as flutuações fisiológicas, ao pequenonúmero de mulheres estudadas e variação de níveis de aptidão entre elas. Sobre esta temática, os autores citados nos parágrafos anteriores,descrevem a possível correlação das causas e das conseqüências do períodopré-menstrual das mulheres e o seu respectivo rendimento em atividadesfísicas.Tabela 3: Representação em percentual dos principais sintomas menstruaisSintomas quantidade de respostas %Explosão de raiva 13 86%Desconforto abdominal 13 86%Irritabilidade 13 86% Ansiedade 12 80%Mamas doloridas 10 67%
  35. 35. Foram encontrados resultados no estudo de Oliveira (2008) quereforçaram os números encontrados em nossa pesquisa. A referida autoraestudou 21 mulheres com idade de 12 e 27 anos, no período menstrual eassociou esta fase a sintomatologia descrita pelas mesmas. Das mulheres queparticiparam deste estudo, 100% descreveram os sintomas de irritabilidade,69,2% explosão de raiva, desconforto abdominal 69,2%, ansiedade 61,5% emamas doloridas 46,2%. Muramatsu et al (2001) em sua pesquisa com 43 mulheres de idade de18 a 40 anos, constatou que os sintomas mais predominantes foram: mamasdoloridas 83,72%%, cólicas 69,77% e irritabilidade 74,42%. No estudo de David et al (2009), apesar de ter sido realizado commulheres mais jovens trás porcentagens que se assemelham as outraspesquisas. A amostra dele foi composta por 31 estudantes atletas, praticantesde handebol, com idade de 12 a 18 anos. Os sintomas referidos foram:irritabilidade 86,6%, cólicas menstruais 72,7%, ansiedade 68,2% e seiosdoloridos com 45,5%. Segundo Powers e Howley (2005 p. 448) as cólicas menstruais(dismenorréia) impedem a continuidade do treinamento, pois a atividade físicapode aumentar o desconforto abdominal. Bastante Afetado Extremamente Afetado Moderadamente Afetado Nada Afetado 13% 27% 40% 20% Gráfico 3. Representação em percentual da percepção sobre odesempenho do treinamento de força durante a fase menstrual.
  36. 36. Verificamos que, 6 tiveram seu desempenho moderadamente afetado, 4bastante afetado, 3 extremamente afetado, 2 nada afetado. Oliveira (2008) relata que no período menstrual em competições 46,1%perceberam seu desempenho físico afetado e 7,6% não afetado. Já nostreinamentos 38,4% afetado e 15,3% não afetado.Tabela 4: Representação em percentual da percepção dos sintomas durante asatividades na fase MenstrualSintomas quantidade de respostas %Diminuição da força 10 67%Cansaço 6 40%Rendimento Baixo 3 20%Desconforto abdominal 2 13% Simão et al (2007) realizou um estudo com 19 mulheres com idades de21 a 32 anos, verificou que os exercícios realizados no leg press 45 na fasemenstrual ocorreu uma redução no desempenho quando comparada as demaisfases avaliadas.
  37. 37. Segundo Wilmore e Costil (2001) existem poucos estudos disponíveis, enos já realizados são encontrados resultados divergentes. Os autoresapresentam estudos que sugerem que desempenho é afetado no períodomenstrual ocorrendo uma melhora imediata após a menstruação. E relatatambém outras pesquisas onde foram referidos que há uma melhora nodesempenho durante o período menstrual. Portanto apesar de alguns estudos apresentarem resultadosdivergentes, pode-se afirmar que as mulheres podem sofrer alteraçõessignificativas no desempenho das atividades físicas, decorrentes do períodomenstrual. Provocando uma diminuição de força na execução dos exercícios.
  38. 38. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos resultados obtidos, observou-se que as mulheres estudadasapresentaram o seguinte quadro de sintomas pré-menstruais: desconfortoabdominal, irritabilidade, ansiedade, raiva e mamas doloridas, que interferemmoderadamente em seu desempenho físico, fazendo com que ela possaapresentar uma diminuição de força durante os exercícios físicos. Já no período menstrual houve uma predominância dos sintomas:explosão de raiva, desconforto abdominal, irritabilidade, ansiedade e mamasdoloridas. Devido a esses sintomas as mulheres perceberam seu desempenhofísico moderadamente afetado, ocorrendo também uma diminuição de forçadurante o exercício. A pesquisa realizada permitiu inferir que, na maioria dos casos, o quadrosintomático apresentado durante o período pré-menstrual e menstrual contribuipara o baixo desempenho das mulheres na realização de atividades físicas. Sendo que o período menstrual exerce maior influência que o períodopré-menstrual na percepção de rendimento das mulheres submetidas aotreinamento de hipertrofia, interferindo diretamente no desempenho dasmesmas durante a realização das atividades. Espera-se que, através deste estudo, novas discussões sejamlevantadas, a respeito da temática abordada, visando um estudo de caso maisaprofundado, discorrendo sobre as atividades recomendadas para as mulheresneste período, que melhore o rendimento e/ou desempenho das mesmas.
  39. 39. REFERÊNCIASABC.MED.BR. TPM: como reduzir os efeitos da tensão pré-menstrual ?.Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/22415/tpm-como-reduzir-os-efeitos-da-tensao-pre-menstrual.htm> Acesso em: 19 mai. 2012.Araújo, M.R.As relações dos hormônios testosterona e cortisol comexercício físico. Disponível em: <hptt.scribd.com/doc/89737078/Fisiologia-Do-Exercício-2006>. Acesso em 19 mai 2012.BADILLO, G. J. J & AYESTARÁN, E. G. Fundamentos do treinamento deforça: aplicação ao alto rendimento desportivo. 2ed. Porto alegre: Artemed,2001.BALLONE, G. J. Transtorno Disfórico Pré-menstrual- TDPM. Disponível em:< http: www.psiqweb.med.br> Acesso em: 23 mai.2012.BUCCI, M; VINAGRE, E. C; CAMPOS, E; CURI, R; PINTHON-CURI, T. C.Efeitos do treinamento concomitante hipertrofia e endurace no músculoesquelético. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, 2005; 13(1): 17-28.Disponível em: <http://portalrevistas.ucb.br/index/.php/RCBM/article/viewfile/608/619> Acesso em:15 jun de 2012.DAUDT, C. V. G & PINTO. Amenorréia secundária: diagnóstico. Disponívelem: <http://www.sbmfc.org.br/media/file/diretrizes/amenorreia_diagnostico.pdf>Acesso em: 25 jun. 2012.DAVID, A.M; BELLA, Z. J. D; BERENSTEIN, E; LOPES, A. C; VAISBERG, M.Consequências da síndrome pré-menstrual na prática de esportes. RevistaBrasileira de Medicina do esporte. Niterói, v.15 no.5, set/oct.2009. Disponívelem: < http:// www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ arttex&pid=S1517-86922009000600001> Acesso em: 16 jun. 2012.
  40. 40. DRAUZIO, V. Cólica menstrual (Dismenorréia). Disponível em: http://drauziovarella.com.br/doenças-e-sintomas/cólica-menstrual-dismenoreia>Acesso em: 19 mai. 2012.FASSOLAS, P. M; FASSOLAS, G; MASSAGUER, A. A; MOTTA, E. L.A;BAGNOLLI, V. R. Amenorréia. Disponível em:<http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1835/amenorreia.htm>Acesso em: 19 mai 2012FLECK, S. J & KRAEMER, W. J. Fundamentos do treinamento de forçamuscular. 3 ed. Porto Alegre: Artemed , 2006.GAION, P. A. Estudo da associação entre síndrome pré-menstrual,personalidade e desempenho esportivo. 158f. Dissertação (Mestrado emEducação Física) – Universidade Estadual de Maringá. Maringá-Pr, 2008.Disponível em:<http://www.uel.br/pos/ppgef/uem/bancodedissertacoesuem/patriciagaion2008.pdf> Acesso em: 7 mai 2012.GHORAYEB, N; NETO, T. L.B. O exercício: preparação fisiológica,avaliação médica, aspectos especiais e preventivos. São Paulo. Atheneu.2004. GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6ed- São Paulo: Atlas. 2008. GUYTON, A.C; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 9 ed, Guanabara koogan. 1997.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE), 2010. Disponívelem: <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/tabelas_pdf/total_populacao_bahia.pdf> Acesso em: 25 mai. 2012.JÚNIOR, N. K. Adaptações Fisiológicas do Treino de Força em Atletas deDesportos de Potência. Revista Mineira de Educação Física. Viçosa, v. 13, n.2, p. 43-60. 2005. Disponível em:<http://www.revistamineiradeefi.ufv.br/artigos/arquivos/e444587de8618b783662487b76ebe76f.pdf> Acesso em: 15 jul. 2012.
  41. 41. JÚNIOR, G. N. Aplicação do laser De arsenieto de gálio (GaAs) 904 nm empontos de acupuntura em mulheres com síndrome da tensão pré-menstrual-SPM, Univap. São José dos Campos - SP, 2007. Disponível em: <http://biblioteca.univap.br/dados/000002/00000278.pdf> acesso em: 15 mai.2012.LAURENCE, J. Biologia: ensino médio. V: único. São Paulo: Nova Geração.2005.MIRAGAYA, A. M. F. Relação entre atividade física sistemática etensão pré-menstrual em mulheres não-atletas de 18 a 50 anos.(Dissertação de Mestrado). Rio de Janeiro: PPGEF/UGF. 2001Orientador: Prof. Dr. Paulo Sérgio Chagas Gomes. Disponível em:<http://sportsinbrazil.com.br/trab_academicos/dissertacao.pdf. Acesso em: 10mai. 2012.MURAMATSU, C.H; VIEIRA, O. C. S; SIMÕES, C.C; KATAYAMA, D. A;NAKAGAWA, F. H. Conseqüências da síndrome da tensão pré-menstrualna vida da mulher. Revista da Escola de Enfermagem da USP. São Paulo, v.35 n. 3, set 200. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v35n3a01.pdf>Acesso em: 15 mai. 2012.OLIVEIRA, G. Impacto da Síndrome Pré-Menstrual no DesempenhoPsicomotor de Atletas de Futsal. Trabalho de conclusão de curso( graduaçãoem educação física) – Universidade Estadual de Maringá – UEM, 2009.POWERS, S. K & HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicaçãoao condicionamento e ao desempenho. 5 ed. São Paulo: Manole, 2005.REMOR, B. M. Corrente russa versus exercício resistido na avaliação dofortalecimento muscular em idosos institucionalizados- Universidade do
  42. 42. Sul de Santa Catarina. Tubarão, 2008. Disponível em: < http://www.fisio-tb.unisul.br/Tccs/08/bruno/TCC.pdf> acesso em: 25 de mai 2012.RIBAS, E. S; SANTOS, M. G; DELAI, A. M. S. Os sintomas característicosda síndrome pré-menstrual e a percepção de impacto na prática deexercícios físicos. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2011. Disponívelem: http<// www.efdeportes.com/efd158/os-sintomas-da-sindrome-pre-menstrual.htm> Acesso em: 25 jul. 2012.RIGATTO, P. C. Efeito do treinamento de potência muscular sobre oaprimoramento do perfil metabólico e do rendimento no “Randori” empraticantes de jiu-jítsu. Bauru, 2008. Disponível em:<http://www.fc.unesp.br/upload/MONOGRAFIA%20corresandra.pdf> Acesso em: 30jun. 2012.SIMÃO, R; MAIOR, A. S; NUNES, A.P. L; MONTEIRO, L; CHAVES, G. P. G.Variações na força muscular de membros superior e inferior nasdiferentes fases do ciclo menstrual. Revista Brasileira de Ciência eMovimento. 2007; 15(3): 47. Disponível em:<http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/file/759/762> Acessoem: 5 jul. 2012.VALADARES, G. C; FERREIRA, L. V; FILHO, H.C; SILVA, M. A. R.Transtorno disfórico pré-menstrual revisão - conceito, história,epidemiologia e etiologia. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 33, no.3, 2006. Disponível em:<http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol33/n3/pdf/Revista%20Psiquiatria%20Clinica%2033%203.pdf#page=5> Acesso em: 15 mai. 2012.WILMORE, J.H; COSTIL, D. Fisiologia do exercício e do esporte. 2ª Ed,2001. Manole.
  43. 43. ANEXOS
  44. 44. ANEXO A
  45. 45. ANEXO B
  46. 46. ANEXO C
  47. 47. ANEXO D TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Estamos realizando uma pesquisa com o objetivo de verificar a“Influência da tensão pré-menstrual no desempenho do treinamento dehipertrofia referida por mulheres”, tendo como responsável o Prof. Dr. MaurícioMaltez e como pesquisadora Shirlei Taline Ribeiro dos Santos. Este estudo pretende seguir os princípios éticos de pesquisasenvolvendo seres humanos. O indivíduo pesquisado não será identificado eserá mantido o sigilo absoluto das informações relacionadas à privacidade. Os resultados desse estudo serão publicados e poderão ajudar aentender os sintomas pré-menstruais e menstruais que afetam o desempenhoda hipertrofia de mulheres. Se você concordar em participar, deverá assinareste termo. Alagoinhas (BA), ___/___/____ ________________________ Assinatura do sujeito
  48. 48. ANEXO E TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Estamos realizando uma pesquisa com o objetivo de verificar a“Influência da tensão pré-menstrual no desempenho do treinamento dehipertrofia referida por mulheres” tendo como responsável o Prof. Dr. MaurícioMaltez e como pesquisadora Shirlei Taline Ribeiro dos Santos. Este estudo pretende seguir os princípios éticos de pesquisasenvolvendo seres humanos. O indivíduo pesquisado não será identificado eserá mantido o sigilo absoluto das informações relacionadas à privacidade. Os resultados desse estudo serão publicados e poderão ajudar aentender os sintomas pré-menstruais e menstruais que afetam o desempenhoda hipertrofia de mulheres. Se você concordar em participar, deverá assinareste termo. Catu (BA), ___/___/____ ________________________ Assinatura do sujeito
  49. 49. ANEXO F - Ficha de Identificação das Alunas 1.Nomecompleto: ______________________________________________ 2. Idade: _________ 3. Tempo que pratica Hipertrofia(musculação): ____________________ 4. Dias de treinamento por semana: _______ 5. Horas de treinamento diário: ________ 6. Ano que começou a praticar: _________ 7. Idade que teve a primeira menstruação: ________ 8. Duração atual (últimos três meses) da sua menstruação ___________9. Utiliza atualmente ou utilizou nos últimos três meses algum tipo demedicamento anticoncepcional? ( ) Sim ( ) Não 10. Utiliza atualmente, ou utilizou nos últimos três meses algum tipo de medicamento de uso prolongado? ( ) Sim ( ) NãoSe SIM, qual (is), quando e por quanto tempo? 11. Qual a freqüência semanal que você consome bebidas alcoólicas? ( ) Não consumo ( ) Uma vez ( ) Duas vezes ( ) Três vezes ( ) Quatro vezes ( ) Cinco vezes ( ) Seis vezes( ) Sete vezes
  50. 50. ANEXO G- Ficha de Diagnóstico da SPM (Assinale apenas os sintomas) que tem interferido acentuadamente nas suas atividades diárias. Ex. Sua produtividade e eficiência ficaram evidentemente diminuídas seja no trabalho, na escola ou em outras atividades sociais. ( ) Depressão (tristeza excessiva/baixa auto-estima) ( ) Ansiedade ( ) Confusão ( ) Irritabilidade ( ) Isolamento ( ) Raiva ( ) Dificuldades de concentração ( ) Cansaço ( ) Alteração acentuada do apetite ( ) Mastalgia (mamas doloridas) ( ) Desconforto abdominal ( ) Cefaléia (dor de cabeça) ( ) Edema (inchaço) nas mãos e nos pés( ) Outro (s) ____________________________________________________
  51. 51. ANEXO H– Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Pré-Menstruais no Desempenho da musculação.A. “De acordo com a Ficha de Diagnóstico de Síndrome Pré-Menstrualpreenchida anteriormente, indique em que grau você sente que seudesempenho físico é afetado nos treinamentos pelos sintomas que vocêassinalou como presentes no seu período pré-menstrual e ausentes apósa menstruação (assinale apenas uma das alternativas).”0 1 2 340. Nada afetado1. Um pouco afetado2. Moderadamente afetado3. Bastante afetado4. Extremamente afetadoSe você assinalou 1, 2, 3 ou 4 na questão A, relate de que modo você senteque esse (s) sintoma (s) te afeta nos treinamentos:__________________________________________________________________________
  52. 52. ANEXO I- Diário de sintomas da síndrome pré-menstrual De acordo com o dia de preenchimento, assinale apenas os sintomas que você sente no seu dia e que interfere acentuadamente em suas atividades diárias. Caso não sinta nenhum sintoma, não assinale nenhum. DIAS DO MÊS SINTOMAS DIAS DA SEMANA DIAS DO CICLO Depressão (tristeza excessiva /baixa auto- estima) Ansiedade Confusão Irritabilidade Isolamento Explosão de Raiva Mastalgia (mamas doloridas/inchadas Desconforto abdominal CefaléiaInchaço nas mãos e/ou nas pernas/pésOutros(s)
  53. 53. ANEXO J – Ficha de Percepção de Impacto dos Sintomas Pré-Menstruais no Desempenho da musculaçãoA. “Indique em que grau você sente que seu desempenho físico é afetadonos treinamentos pelos sintomas do período menstrual (assinale apenasuma das alternativas).”0 1 2 340. Nada afetado1. Um pouco afetado2. Moderadamente afetado3. Bastante afetado4. Extremamente afetadoSe você assinalou 1, 2, 3 ou 4 na questão A, relate de que modo vocêsente que esse (s) sintoma (s) te afeta nos treinamentos:

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