Não vi Duendes
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Não vi Duendes

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Escrevi esse texto, sob o pseudônimo de Flor-de-Lótus para concorrer em um concurso de crônicas da Unisc em 2008. Não tive nenhuma premiação, mas gostei da experiência.

Escrevi esse texto, sob o pseudônimo de Flor-de-Lótus para concorrer em um concurso de crônicas da Unisc em 2008. Não tive nenhuma premiação, mas gostei da experiência.

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Não vi Duendes Document Transcript

  • 1. NÃO VI GNOMOS, NEM DUENDES... VI ANJOS! Por: Flor de Lótus Ganhei um “presentinho” na conta bancária e resolvi investir em algo que segundo dizem ninguém tira da gente: educação. Resolvi fazer um curso de extensão na Unisc. Já tinha um de meu interesse, e ambiente de universidade muito me agrada. No final do expediente decido ir fazer minha inscrição. Caminhar até lá ou pegar um ônibus? Caminhar. Caminhar é outra coisa que me deixa feliz. Organiza as idéias. Vou caminhando até a universidade ouvindo meu MP3, pois simplesmente amo música. Estou feliz. Quando finalmente chego na entrada da universidade, minha trilha sonora é Chico Buarque. Tudo de bom... Estou à procura de conhecimento, mas algo no ar que me diz que vou encontrar mais que isso. Quando chego meus olhos felizes percorrem a paisagem. Respiro fundo. Há cheiro de cultura no ar. A secretaria onde tenho que me inscrever está fechada. Tudo bem, eu tenho um tempinho pra dar uma volta. Aproveito pra ir até o caixa eletrônico. Ah, o Centro de Convivência da Unisc... Um lugarzinho bem pensado. Como diz o nome, fica exatamente no centro do campus. Definição: um lugar de convívio rodeado de necessidades básicas (comida, caixa eletrônico, livros e gente feliz). Quando saio do caixa eletrônico, vejo um movimento diferente, pessoas colocando adereços que parecem asas. Não entendo muito bem o que se passa... Mas depois eu vejo isso. Lugar elegido para “matar” o tempo? Livraria! Perdida entre livros e coisinhas de escritório o tempo passa voando. Mas pressa pra quê? Saindo da livraria continuo meu “tour”. Lembro que tenho minha máquina de fotografia na bolsa e decido fazer uns “clics”. De novo vejo movimento daquela gente estranha com adereços de asas. Percebo que são anjos. Fico curiosa. Que será que fazem? Vou caminhando e tirando fotos. Numa dessas esquinas do campus avisto um deles. Finalmente vou saber! Vou me aproximando. Vejo uma moça sorridente usando as tais asas nas costas e na frente um coração enorme dizendo “Vem me dá um abraço?”. Achei a idéia divertida. Ela está acompanhada de uma colega distribuindo panfletos de uma promoção com o nome sugestivo de “Adeus Carência”. Pego um e ganho um abraço. Não resisto e peço pra tirar uma foto. A acompanhante se oferece para “bater” nossa foto. Foram várias tentativas e abraços (hehe), até que deu certo. Simpaticamente elas me dizem que no horário do intervalo os “anjos” estariam no Centro de Convivência e eu poderia tirar uma foto com todos. Agradeço, mas explico que estava só esperando para fazer uma inscrição e talvez não ficasse até esse horário. Finalmente sigo em direção a sala que precisava ir, mas não sem encontrar novamente outra parte da legião de anjos que invadiu a universidade. Pra todo lado que olho vejo aquelas asinhas. Mais uns abraços pra abastecer! Agora sim... Cheia de energia faço minha inscrição. Já fico de olho em um cartaz que anuncia outro curso de Extensão. Ai, ai, ai... Que mania. Volto ao Centro de Convivência para me organizar e preencher os cupons. Mudei de idéia, não vou preencher os cupons. Valeu os abraços. Quando estou pronta para ir embora, quem eu avisto? Eles, os anjos. São só quatro? Mas pareciam muitos... Me reconheceram e lembraram da foto. Ok, vamos lá. Minha intenção era fazer uma foto deles, mas terminou que apareci junto. Uma outra moça se oferece para fazer a foto. Informa que fará duas, uma com minha máquina e outra com a dela para publicar na Internet. Não era essa a idéia, mas quem está na chuva é pra se molhar. A foto ficou legal. Ela mais uma vez me informa que a foto será publicada. Parece querer se certificar de que não haverá problema pra mim. Respondo que tudo bem. Agradeço a todos e tomo o rumo de casa. Não sem antes desejar um bom trabalho a todos.
  • 2. Que legal! Muitos veriam esse trabalho dos anjos como “pagar mico”. Têm pessoas que não conseguem ver as coisas boas da vida e simplesmente se divertir. Fazer o quê? Ainda bem que existem pessoas de bom humor e dispostas. Nisso tudo, eu que saí no lucro. Pra quem só queria fazer uma inscrição e se atualizar, encontrei muito mais que educação. Encontrei alegria e carinho através daqueles anjos que nem sei os nomes...