Aula 1b a formação relevo do brasileiro

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Aula 1b a formação relevo do brasileiro

  1. 1. O RELEVO BRASILEIRO Profº.: Cayo Pedrote
  2. 2. A FORMAÇÃO GEOLÓGICA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. Como todas as massas continentais da crosta terrestre, o território brasileiro e suas bases geológicas foram formadas a partir das dinâmicas internas do planeta. O material plástico e fluido da astenosfera mobilizou as placas tectônicas, diretamente responsável pela deriva dos continentes e deformações da crosta terrestre. O atual território brasileiro foi fortemente influenciado pelos agentes internos da Terra.
  3. 3. Podemos perceber diferentes interações entre a Placa SulAmericana, a Placa Africana e a Placa de Nazca. Já no período Triássico a Gondwana inicia sua divisão seguindo as tendências dos movimentos ocorridos interior do planeta. Essa divisão da Gondwana irá diferenciar futuramente os continentes do hemisfério sul do planeta, representados pela América do Sul, a África, a Oceania e a Antártida. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. O PASSADO GEOLÓGICO DO BRASIL A partir dos estudos geológicos que o atual território brasileiro conta com duas classificações estruturais básicas, denominadas de Escudos Cristalinos e Bacias Sedimentares.
  4. 4. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. OS EMBASAMENTOS GEOLÓGICOS BRASILEIROS
  5. 5. FORMAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DOS ESCUDOS CRISTALINOS BRASILEIROS Uma das características quanto a formação geológica dos Escudos Cristalinos ocorreu no período Arqueozóico. Nesse momento histórico de formação da crosta, os escudos brasileiros não sofreram a ação orogenética do interior da Terra. Dessa forma, essas áreas não sofreram dobras sendo denominadas de áreas cratônicas ou crátons. O território brasileiros possui algumas áreas cratônicas inseridas nos Escudos Cristalinos, sendo reconhecidas nas seguintes províncias estruturais brasileiras: • Guiana Meridional • Xingu • São Francisco
  6. 6. ESCUDOS CRISTALINOS E A FORMAÇÃO DE SERRAS No período Proterozóico ocorreu intensa atividade orogenética no interior do atual território brasileiro, causando dobramentos e falhamentos, sobretudo nas bordas das áreas cratônicas. O período de tais transformações estruturais será conhecida como Ciclo Brasiliano. Como registro da intensa atividade orogenética ocorrida há milhões de anos atrás temos a formação de extensos vales e serras nas seguintes províncias estruturais: • Mantiqueira • Borborema • Tocantins
  7. 7. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. OS ESCUDOS CRISTALINOS E A FORMAÇÃO DE MINÉRIOS METÁLICOS
  8. 8. A AMEAÇA AMAZÔNICA E A ATIVIDADE Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. MINERADORA A presença de minerais metálicos na área conhecida como arco do desmatamento, acentua os níveis de depredação do bioma amazônico, devido à atividade mineradora. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. Os minerais metálicos encontrados em grande quantidade no Norte brasileiro tem aplicação, principalmente, na indústria de bens de consumo duráveis e nas, sobretudo, nas indústrias de alta tecnologia.
  9. 9. FORMAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DAS BACIAS SEDIMENTARES Fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br/ As Bacias Sedimentares brasileiras iniciaram sua formação ainda no Proterozóico, pois concluíram sua gênese apenas na Era Paleozóica. As três grandes Bacias Sedimentares localizadas no atual território brasileiro apresentam registros fósseis do período Ordoviciano. Tais registros fósseis devem-se a transgressão marinha ocorrida no período Devoniano, sobretudo, pela borda ocidental da América do Sul, onde hoje encontra-se a Cordilheira dos Andes. O avanço das águas oceânicas no período Devoniano, proporcionou a presença de dinossauros no território brasileiro, que se alimentavam dos peixes que viviam no mar Devoniano. Os registros fósseis desses animais extintos estão presentes em várias áreas sedimentares no território brasileiro como registro desse período.
  10. 10. AS BACIAS SEDIMENTARES BRASILEIRAS E O Brasil possui três extensas áreas classificadas estruturalmente como Bacias Sedimentares, são essas: • Bacia Sedimentar do Paraná; • Bacia Sedimentar Amazônica; • Bacia Sedimentar do Parnaíba. As bacias sedimentares presentes no território brasileiro estão circundadas pelos escudos cristalinos. Uma das principais características dessas Bacias é a presença de bacias hidrográficas de longa extensão e de grande vazão. Fonte: http://prevestibularsantaisabel.blogspot.com.br/ SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
  11. 11. Uma das principais características estruturais dessa Bacia está associada ao seu período de formação, marcando o início da sedimentação continental, que seguiuse após a sedimentação marinha ocorrida, sobretudo, no período de transgressão marinha do Devoniano. Dessa forma, os sedimentos presentes no estratos rochosos dessa região possuem características ligadas aos processos continentais. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ No decorrer da separação entre o continente africano e o sub-continente sulamericano, ocorreram derrames magmáticos que geraram rochas vulcânicas, denominadas Basaltos. Os basaltos com o passar dos milhões de anos foram sendo intemperizadas e sofreram o processo conhecido como pedogênese, formando um solo rico em sais minerais conhecido como Terra Roxa.
  12. 12. A formação da chamada Terra Roxa no oeste do Estado de São Paulo e boa parte do Sul brasileiro está associada a área privilegiada no cultivo do café no Brasil, sobretudo, no final do século XIX e início do século XX. Nesse período, notadamente, ocorreu no Brasil um elevado fluxo migratório, caracterizado pela entrada de imigrantes europeus, que em sua maior parte eram de origem italiana para substituir os trabalhadores escravos. Ao encontrar as lavouras de café plantadas sobre o solo de coloração vermelha, característica de solos basálticos, os italianos denominaram esse solo de terra vermelha, que na língua italiana reproduz como terra rossa, que ao ser adaptado pelos brasileiros foi chamada de terra roxa. Fonte: http://www.articlesweb.org/ A FORMAÇÃO DE TERRA ROXA E O CICLO DO CAFÉ NO BRASIL
  13. 13. Fonte: http://www.oturista.net/jornal22.htm A BACIA SEDIMENTAR DO PARANÁ E A FORMAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANÍ A Bacia Sedimentar do Paraná abriga ainda um imenso aquífero, caracterizado pela presença de água nas camadas subterrâneas da crosta terrestre. A formação desses lençóis freáticos está associada a composição estrutural do embasamento geológico. No caso da Bacia Sedimentar do Paraná, ocorrem infiltrações em decorrência da maior permeabilidade do material rochoso sedimentar, armazenando água nos espaços existentes nas próprias rocha sedimentares que formam o embasamento geológico regional.
  14. 14. Fonte: http://www.hidroplan.com.br/ EXTENSÃO, PROFUNDIDADE E LOCALIZAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANÍ
  15. 15. CARACTERÍSTICAS DA BACIA SEDIMENTAR AMAZÔNICA Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. A Bacia Sedimentar Amazônica está encaixada entre duas províncias estruturais cristalinas: Xingú e Guiana Meridional. Possui a tendência de alongar-se à medida que avança a montante do Rio Amazonas e afinando-se a medida que avança a Jusante do mesmo rio. Diferentemente da sedimentação de origem continental verificada na Bacia Sedimentar do Paraná, a Bacia Amazônica possui sedimentação de várias eras geológicas, sendo de origem oceânica e continental.
  16. 16. Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. AS UNIDADES DO RELEVO BRASILEIRO O atual sistema de classificação das unidades de relevo do Brasil foi desenvolvida no final da década de 1980 pelo geógrafo Jurandyr Ross. O sistema classifica as unidades de relevo em, basicamente, três categorias distintas: • Planaltos; • Depressões; • Planícies.
  17. 17. CARACTERÍSTICAS DAS UNIDADES DE RELEVO BRASILEIRAS As unidades de relevo apresentam diferentes dinâmicas quanto aos processos constantes de sedimentação e erosão. Enquanto os planaltos e as depressões apresentam altos níveis de erosão, as planícies apresentam altos níveis de sedimentação. Essa diferença está associada a diferença de altitude e às zonas de contato entre os planaltos e depressões. Nos planaltos devido a ação dos agentes exógenos, ocorre um intenso processo de retirada de material inconsolidado pela ação do intemperismo físico e químico. Dessa forma, os planaltos brasileiros perdem materiais já intemperizados pela ação dos ventos e das chuvas, que mobilizam tais materiais para áreas mais rebaixadas do relevo. Nas depressões existe uma intensa ação erosiva, proporcionada, principalmente, pela ação fluvial. Nessas unidades existe uma maior propensão ao aparecimento de rios e bacias hidrográficas, que dependendo de sua velocidade e vazão viabilizam a mobilização dos materiais, também inconsolidados pela ação do intemperismo.
  18. 18. AS CARACTERÍSTICAS DOS PLANALTOS Fonte: TERRA, Lygia. Conexões: Estudos de Geografia do Brasil. São Paulo: Moderna, 2009. BRASILEIROS Os planaltos brasileiros podem ser classificados de acordo com seu assentamento geológico da seguinte forma: a) planaltos formados sob escudos cristalinos e b) planaltos formados sob bacias sedimentares. A formação de planaltos no território brasileiro está associada a ação exógena, sobretudo, ao processo de erosão diferencial, ou seja, áreas com maior resistência aos processos erosivos permanecem mais elevadas que as áreas no seu entorno. Esse processo gera os chamados relevos residuais.
  19. 19. Diferentemente do embasamento rochoso dos planaltos que pode ocorrer tanto em bacias sedimentares quanto em escudos cristalinos, as depressões ocorrem em áreas diretamente associadas à formação de bacias sedimentares. Sua área mais rebaixada pela está associada ao processo diferencial exercido pela erosão, pois, o material rochoso que compõe as bacias sedimentares é mais susceptível a ação erosiva. Fonte: http://altamontanha.com/ CARACTERÍSTICAS DAS DEPRESSÕES Essa ação diferenciada do processo erosivo formou relevos mais íngremes no formato de escarpas. Essas escarpas encontra-se localizados nos contatos entre os planaltos e as depressões brasileiras, recebendo o nome de frentes de cuestas.
  20. 20. CARACTERÍSTICAS DAS PLANÍCIES Fonte: http://pt.wikipedia.org/ As planícies brasileiras possuem como grande característica o intenso processo de sedimentação. Seu embasamento geológico é composto por rochas sedimentares de sedimentação recente, do Quaternário e encontram-se em constante transformação. Um bom exemplo da dinâmica de sedimentação recente em depressões é o Chaco SulAmericano. Como grande característica a formação de relevo possui uma extensa área alagada, formada pelo deságue dos rios que nascem tanto no Planalto Central brasileiro quanto nas regiões elevadas da Cordilheira dos Andes. O conjunto de características físicas dessa região formou um importante ecossistema brasileiro denominada de pantanal.

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