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Comparação entre sistemas de treino de força | 9Tabela 3Resultados comparativos entre os sistemas de treino na força muscu...
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Comparação entre sistemas de treino de força | 13Schmitz, K. H., Ahmed, R. L., & Yee, D. (2002).               Wickwire, P...
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Comparação entre dois sistemas de treino de força no desenvolvimento da força muscular

  1. 1. Motricidade FTCD / CIDESD2010, vol. 6, n. 2, pp. 5-13 ISSN 1646-107XComparação entre dois sistemas de treino de força nodesenvolvimento da força muscular máximaComparison between two strength training systems on the maximummuscular strength performanceW. Materko, M. Duarte, E.L. Santos, H.S. Junior RESUMO A proposta do presente estudo foi comparar os sistemas de treino tradicional (ST) e piramidal (SP) ao longo de oito semanas de treino sobre o desenvolvimento da força muscular máxima. Participaram dezoito homens experientes em treino de força, divididos em dois grupos de nove voluntários. O grupo tradicional seguiu um treino de 3 sets de 8 repetições (75% de 1RM) e grupo piramidal, 3 sets de 10, 8 e 6 repetições (70, 75 e 80% de 1RM, respectivamente), com frequência de 4 vezes por semana. Estes passaram por uma avaliação antropométrica seguida de um teste de 1RM nos exercícios supino reto e agachamento. O teste de 1RM foi repetido após oito semanas de treino. Para analisar a significância dos resultados 1RM entre os sistemas, utilizou-se o teste de Mann-Whitney e, finalmente, o teste Wilcoxon para amostras pares foi usado para comparar os períodos pré e pós-treino. Não se registaram diferenças significativas entre os sistemas ST e SP no supino reto (125 ± 19 kg e 120 ± 17 kg) e agachamento (124 ± 18 kg e 120 ± 17 kg), assim como, também não registou diferença significativa entre os períodos pré e pós-treino. Em conclusão, os resultados sugerem que os sistemas de treino não geram diferenças no desempenho da força muscular máxima. Palavras-chave: treino de força, força muscular, teste de 1RM ABSTRACT The goal of the present study was to compare traditional (ST) and pyramid (SP) strength training systems during eight weeks on the maximum muscular strength performance. Eighteen experienced in strength training men were divided into two groups of nine volunteers. Four times a week, the ST group trained in three sets of eight repetitions (75% of 1RM) and the SP group in three sets of 10, eight and six repetitions (70%, 75% and 80% of 1RM, respectively). All subjects were submitted to an anthropometric evaluation, followed by 1RM test in the bench press and squat exercises, which were repeated after eight weeks of training. The difference between the attained 1RM for each system was studied using Mann-Whitney test and the Wilcoxon paired test was applied to compare pre- and post- training. No significant differences were recorded between ST and SP bench press (125 ± 19 kg and 120 ± 17.0 kg) and squat (124 ± 18 kg and 120 ± 17 kg). Furthermore, no significant differences were found between the pre- and post-training periods. According to the present results, both training systems produced similar effects on the maximum muscular strength performance. Keywords: strength training, muscular strength, test of 1RMSubmetido: 13.09.2009 | Aceite: 23.01.2010Wollner Materko, Marcelo Duarte e Homero da Silva Junior. Laboratório de Pesquisa em Fisiologia do Exercício, Curso de Educação Física, Universidade Estácio de Sá, Campus Rebouças, Rio de Janeiro, Brasil.Edil Luis Santos. Programa de Engenharia Biomédica, COPPE – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.Endereço para correspondência: Wollner Materko, Universidade Estácio de Sá, Rua Cândido Mendes, nº140, apt. 805, Glória, CEP: 20241-220 Rio de Janeiro, RJ, Brasil.E-mail: wollner.materko@gmail.com
  2. 2. 6 | W. Materko, M. Duarte, E.L. Santos, H.S. JuniorO treino de força tem sido apontado em portanto, são necessários mais estudos sobreinúmeros estudos (Aagaard, Simonsen, os sistemas de treino de força muscular, poisAndersen, Magnusson, & Dyhre-Poulsen, está diretamente relacionado ao quotidiano de2002; Ades et al., 2005; Kraemer & Ratamess, diversos profissionais de Educação Física em2004) como método efetivo para o aumento de academias ou ginásios, e principalmente,força e hipertrofia muscular, além de porque os praticantes concluem de facto queproporcionar aumento da densidade óssea um sistema funcione melhor do que outro.(Brentano et al., 2008), poder reduzir os Actualmente, até o nosso conhecimento,fatores de risco associados à doença arterial nenhum estudo comparou o aumento da forçacoronariana (Ades et al., 2005), diabetes muscular entre os sistemas tradicional e oMellitus tipo II (Shaibi et al., 2006), cancro de piramidal durante treino de força muscular.cólon (Schmitz, Ahmed, & Yee, 2002), Sendo assim, o objectivo do presente estudocontrole da obesidade (Leick et al., 2007) e no foi avaliar o efeito dos sistemas de treinoenvelhecimento (Costa & Fernandes, 2007). tradicional e o sistema piramidal ao longo de É comumente estabelecido que a prescrição oito semanas de treino sobre o desenvol-de exercício em treino de força através da vimento da força muscular máxima.relação entre o percentual de 1RM e o númerode repetições (Moore et al., 2004). Os MÉTODObenefícios e adaptações decorrentes deste tipo Amostrade exercício são decorrentes de uma série de Participaram deste estudo 18 voluntários dovariáveis, tais como número de séries (Galvão sexo masculino, selecionados aleatoriamente& Taaffe, 2004), número de repetições em uma academia de ginástica do município do(Shimano et al., 2006), frequência semanal Rio de Janeiro. Consideraram-se como critérios(Burt, Wilson, & Willardson, 2007), tempo de de elegibilidade: que os voluntários tivessem,intervalo entre as séries e sessões de treino no mínimo, seis meses de experiência em(Willardson & Burkett, 2008), intensidade e treino de força muscular, que não utilizassemvolume de treino (Prestes, De Lima, Frollini, qualquer recurso ergorgênico e que nãoDonatto, & Conte, 2009), tipo de acções apresentassem lesões osteomioarticularesmusculares (Blazevich, Cannavan, Coleman, & prévias. Estes foram classificados comoHorne, 2007), ordem dos exercícios (Gentil, indivíduos de baixo risco, por apresentarem atéOliveira, De Araújo, Do Carmo, & Bottaro, um fator de risco para doença arterial2007) e velocidade de movimento (Wickwire, coronariana e não apresentarem qualquer sinalMcLester, Green, & Crews, 2009). Com isso, o ou sintoma sugestivo de doença cardio-treinador ou preparador físico, conhecendo os pulmonar ou metabólica.diferentes tipos de treino, pode otimizar o Todos foram previamente instruídos a nãocondicionamento físico de seus atletas para realizar exercício físico nas 24h precedentes,determinada modalidade desportiva não consumir bebida alcoólica e a manterem-se(Carpinelli, Otto, & Winett, 2004; Peterson, hidratados ao longo dos testes. OsRhea, & Alvar, 2005). procedimentos experimentais tiveram início Fleck e Kraemer (1999) afirmam que os somente após o consentimento verbal e asistemas de treino de força foram assinatura do termo de consentimento livre eoriginalmente planejados por levantadores esclarecido, conforme aprovado pelo Comité deolímpicos de peso ou fisiculturistas, entre os Ética em Pesquisa da Instituição e todos osquais temos o sistema de tradicional (ST) e o procedimentos utilizados respeitaram asistema piramidal (SP). Estes são realizados de Declaração de Helsinque de 1975. Osforma empírica para melhoria de resultado em voluntários foram inicialmente submetidos aforça, potência ou hipertrofia muscular, uma avaliação antropométrica, seguida de um
  3. 3. Comparação entre sistemas de treino de força | 7teste de 1RM de familarização (Ploutz-Snyder Procedimentos& Giamis, 2001), e obedecendo a um intervalo Teste Supino Retomínimo de 48h, realizaram um re-teste de O teste partiu da posição inicial em decúbito1RM. Todos os testes de 1RM foram realizados dorsal no banco, joelhos flexionados, com osentre 17:00 e 19:00 horas. Nos intervalos entre pés sobre banco, cotovelos estendidos, ombrosas sessões de testes não foi permitida a aduzidos horizontalmente e a pegada na barrarealização de exercícios, para não interferir nos para cada avaliado foi padronizado a partir doresultados obtidos. afastamento das mãos na largura dos ombros. A execução teve início com a fase excêntricaInstrumentos limitado com os braços paralelos ao solo, na fase concêntrica realizou-se a aduçãoAvaliação antropométrica horizontal de ombros e extensão de cotovelosEsta constou da medida de massa corporal e simultaneamente retornando à posição inicial.estatura, realizada numa balança mecânica comestadiômetro (Filizola, Brasil) e para tomada Teste Agachamentodas medidas das sete dobras cutâneas seguiram O teste partiu da posição inicial em pé com aas técnicas descritas por Lohman (1992) barra apoiada nas costas, com os pés paralelosatravés de um compasso científico (Cescorf, e as articulações do joelho e do quadril emBrasil). A partir destas medidas, calculou-se o extensão total. A execução teve início com apercentual de gordura e a massa livre de fase excêntrica limitado com as coxas paralelasgordura usando as equações de Jackson e ao solo, na fase concêntrica realizou-se aPollock (1978) para a estimativa da densidade extensão de quadril e extensão de joelhocorporal em homens, respectivamente, simultaneamente retornando à posição inicial.combinada com a equação de Siri (1961). Protocolo de TreinoProtocolo do teste de 1RM Após a obtenção das cargas em 1RM, aOs testes de 1RM foram conduzidos conforme inclusão dos indivíduos nos grupos foio protocolo proposto por Brown e Weir definida, alternadamente, pela técnica da(2001). Realizaram-se três a cinco minutos de aleatoriedade em dois grupos de noveatividades leves envolvendo o grupamento voluntários denominados: (1) grupomuscular testado, e após um minuto de tradicional (GT) com a execução de 3 sets de 8alongamento leve, aquecimento de oito repetições a 75% de 1RM; e (2) gruporepetições a 50% de 1RM estimada pelo piramidal (GP) com a execução de 3 sets de 10,avaliador e seguido de três repetições a 70% de 8 e 6 repetições a 70, 75 e 80% de 1RM,1RM estimada pelo avaliador. Após cinco respectivamente. Cada grupo realizou aminutos de intervalo, realizou-se o teste de sequência de exercícios estipulada em duas1RM, acrescentando-se, quando necessário, .5 formas (tabela 1), treinando quatro vezes pora 5.0 kg, totalizando três a cinco tentativas. semana (segunda, terça, quinta e sexta), sendoRegistrou-se como carga máxima aquela segunda e quinta, a sequência A, na qual eramlevantada em único movimento. Todos os trabalhados exercícios para peitoral, trícepstestes de 1RM foram conduzidos em um braquial e abdômen; e, terça e sexta, aequipamento Smith machine (Buick Industries, sequência B, que consistia em exercícios para aBrazil). Selecionaram-se os exercícios de região dorsal, bíceps braquial e membrossupino reto e agachamento pelo facto de se inferiores. Foram realizadas oito semanas detratar de um movimento pluriarticular, além de treino com quatro sessões semanais. Ooferecerem um baixo risco de lesão. intervalo entre as séries foi de 2 minutos e 48 horas de intervalo entre as sequências e não foi
  4. 4. 8 | W. Materko, M. Duarte, E.L. Santos, H.S. Junioracrescentada sobrecarga, como progressão do realizaram novamente os testes de 1RM notreino. Antes de realizar o primeiro exercício exercício supino reto e agachamento parana sequência adotada, foram realizadas 12 comparar o desenvolvimento da força muscularrepetições com 40% de 1RM como forma de máxima (1RM) entre os métodos de treino eaquecimento. Após oito semanas de treino, no instante pré e pós-treino.Tabela 1Sequências de exercícios durante oito semanas de treino Sequência A Sequência B 1 - Supino no Smith 1 - Pulley puxada pela frente 2 - Supino inclinado 2 - Remada sentada pegada fechada 3 - Voador frontal 3 - Voador dorsal 4 - Desenvolvimento na máquina pegada aberta 4 - Bíceps alternado 5 - Tríceps testa 5 - Bíceps no cabo 6 - Tríceps no cabo 6 - Agachamento no Smith 7 - Flexão parcial de tronco 7 - Leg press 45º 8 - Flexão plantar na máquinaAnálise Estatística Não se registrou nenhum problemaPara determinar a normalidade da distribuição, osteomioarticular durante ou imediatamenteutilizou-se o teste Kolmogorov-Smirnov, após qualquer teste, de forma que todos osverificando-se que a amostra não seguiu uma voluntários chegaram à carga máxima nosdistribuição gaussiana. A análise estatística testes de 1RM em ambos os exercícios.dividiu-se em descritiva e inferencial. Aprimeira buscou a definição do perfil dos Tabela 2grupos, sendo expressa como média e desvio Características físicas e antropométricas dos voluntáriospadrão, enquanto a segunda buscou compará- Variáveis Média ± DPlos (inter e intragrupos). Com isso, utilizou-se Idade (anos) 23.0  3.0o teste não paramétrico de Mann-Whitney para Massa corporal (kg) 76.7  7.0analisar a significância intergrupo dos Estatura (cm) 175.3  5.5resultados comparativos dos sistemas de treino Gordura relativa (%) 12.0 ± 4.0e utilizou-se também o teste não paramétricode pares ordenados de Wilcoxon para compararintragrupo a diferença entre os períodos pré e Portanto, tal qual exposto na tabela 3,pós-treino. Adotou-se em todos os testes demonstra-se a análise de significância do testeempregados um valor de p < .05. Todos os de Mann-Whitney do resultado comparativoprocedimentos estatísticos foram realizados nos sistemas de treino apresentando em médiaem Statistica v.8 (Statsoft, EUA). 125 ± 19 kg (GP) e 120 ± 17 kg (GT), constatando-se que a diferença não foi RESULTADOS significativa para o teste de 1RM no exercícioA tabela 2 apresenta as características físicas e supino reto. Similarmente, o exercícioantropométricas, cuja baixa dispersão dos agachamento resultou em 124 ± 18 kg (GP) edados aponta para um grupo de voluntário 120 ± 17 kg (GT). Apesar da tendência dobastante homogêneo, apesar da distribuição aumento da carga de 1RM do GP em relação aonão apresentar normalidade. GT, não apresentaram diferenças significativas para ambos exercícios (p > .05).
  5. 5. Comparação entre sistemas de treino de força | 9Tabela 3Resultados comparativos entre os sistemas de treino na força muscular máxima (1RM) Exercícios Sistema Piramidal Sistema Tradicional p Supino reto (kg) 125  19 120  17 .38 Agachamento (kg) 124  18 120  17 .56 Finalmente, a análise dos dados do teste de de 8 kg ou equivalente a 6.4% do teste de 1RMWilcoxon para amostras pares, que permitiu para o GP e uma diferença média de 7 kg oucomparar a diferença entre os períodos pré e equivalente a 5% do teste de 1RM para o GT,pós-treino (tabela 4), demonstrou que os tal como, o exercício agachamento apresentousistemas de treino GP e GT não resultaram em uma diferença média de 5 kg ou equivalente adiferenças significativas para os testes de 1RM 4% do teste de 1RM para o GP e uma diferençano exercício supino reto e agachamento. No média de 7 kg ou equivalente a 6% do teste desupino reto apresentou uma diferença média 1RM para o GT.Tabela 4Resultados entre os períodos pré e pós-treino na força muscular máxima (1RM) Sistema Piramidal Sistema Tradicional Exercícios p Pré Pós Pré Pós Supino reto (kg) 117 ± 18 125 ± 19 112 ± 17 120 ± 17 .07 Agachamento (kg) 119 ± 17 124 ± 18 113 ± 18 120 ± 17 .07 DISCUSSÃO crescente e decrescente sobre o número totalO presente estudo avaliou o efeito dos de repetições máximas em uma sessão desistemas de treino tradicional e o sistema treino de força em catorze indivíduospiramidal ao longo de oito semanas de treino experientes em treino de força muscular.sobre o desenvolvimento da força muscular Todavia, não foi encontrada diferença entre asmáxima, na qual, não se registrou diferença repetições máximas totais realizadas nos doissignificativa entre os sistemas de treino sistemas de treino. Este resultado corroboratradicional e piramidal ao longo de oito com os do presente estudo, apesar dossemanas de treino de força e nem entre os sistemas de treino serem diferentes.períodos pré e pós-treino, em relação à força O treino de força dinâmico de altamáxima dinâmica em ambos os exercícios, intensidade está relacionado a uma elevadaapesar da média do incremento de carga no exigência do sistema nervoso em solicitar umasistema de treino piramidal ter sido maior, o maior solicitação e frequência de disparo dasaumento da carga em ambos os sistemas entre unidades motoras, consequentemente,o período pré e pós-teste foram similares nos aumento na força muscular (Nosaka &exercícios investigados. Além disso, até o Newton, 2002). O tempo exato para que ocorranosso conhecimento nenhum estudo comparou um aumento da força máxima, assim como,o aumento da força muscular entre os sistemas hipertrofia muscular significativa é divergentetradicional e o piramidal durante o treino de na literatura, mas parece que oito semanas deforça muscular. treino de força muscular numa frequência de Apesar da falta de estudo sobre os três vezes na semana já é suficiente paradiferentes tipos de sistemas de treino, um aumento da carga de 1RM para membrosestudo recente (Salles, Silva, Oliveira, Ribeiro, inferiores (Ibánez et al., 2008) e membros& Simão, 2008) comparou o sistema piramidal superiores (Moore et al., 2004), bem como
  6. 6. 10 | W. Materko, M. Duarte, E.L. Santos, H.S. Juniorpara a potência do salto vertical (Winchester et suficientes para provocar ganho na forçaal., 2008). muscular, porém, em indivíduos experientes Kravitz, Akalan, Nowicki e Kinzey (2003) em treino de força o ganho de força máximaestudaram jovens atletas de levantamento de dinâmica parece exigir um tempo maior depeso, o tempo de experiência foi mais bem treino devido à adaptação neural do treinocorrelacionado (r = .70) à 1RM que qualquer (Brill, Macera, Davis, Blair, & Gordon, 2000),outra variável antropométrica, isto demonstra por isso, podemos observar que períodos atécomo esta variável tem grande influência no oito semanas de treino são insuficientes paradesenvolvimento da força muscular. Em provocar um aumento na força muscular emestudos recentes, demonstraram que o tempo indivíduos treinados.de experiência no mínimo de seis meses em Buford, Rossi, Smith e Warren (2007) etreino de força influenciou na predição na carga Rhea et al (2003) observaram que doisde 1RM (Materko, Neves, & Santos, 2007; diferentes métodos de treino de forçaMaterko & Santos, 2009) e um estudo clássico muscular, um com periodização linear e outrona literatura (Moritani & De Vries, 1979), com periodização ondulatória entre nove eobservou que o aumento agudo na força quinze semanas com igual volume emuscular é ocasionado pela aprendizagem intensidade, respectivamente, não apresen-motora, isto devido à maior frequência de taram diferenças significativas na forçadescarga e pelo aumento no recrutamento das muscular entre os métodos estudados. Deunidades motoras. Portanto, a experiência em acordo com o presente estudo, o nãotreino de força pode ser uma variável incremento de carga adicional durante ointerveniente no resultado do presente estudo, período estudado, pôde ter sido fundamentalpois ambos os resultados não apresentaram para os resultados não serem significativos,diferenças significativas entre os sistemas de apesar de estes não avaliaram a força musculartreino tradicional e piramidal e entre os máxima tal verificando no presente estudo.períodos pré e pós-treino para os testes de Chilibeck, Calder, Sale e Webber (1998)1RM em ambos os exercícios. estudaram o efeito do treino de força muscular Além disso, estudos anteriores têm durante vinte semanas em dezanove mulheresmostrado que inúmeros fatores – como o nível com experiência em TCR, com objectivo dede condicionamento físico (Hoeger, Hopkins, comparar o ganho de força nos exercíciosBarette, & Hale, 1990), o grupamento supino reto, leg press e rosca bíceps, com isso,muscular (Hoeger, Barette, Hale, & Hopkins, observou-se uma maior adaptação neural para1987), sono (Blumert et al., 2007), os exercícios de maior complexidade como oalimentação (Degoutte et al., 2006), ritmo supino reto e leg press e, consequentemente,cronobiológico (Atkison & Reilly, 1996), um maior ganho na força muscular para omotivação (Fry & Fry, 1999), recurso exercício rosca bíceps, pois a adaptação neuralergogênico (Materko, Novaes, & Santos, 2008) foi mais rápida. Portanto, hipoteticamente, se oe a fadiga muscular (Willardson, 2007) – presente estudo testasse exercícios de menorinterferem efetivamente na relação do ganho complexidade, talvez poderia ter um resultadoda força muscular, resultando em distintas diferente.intensidades para dado número de repetições, Cabe apontar que o presente restringe-se atalvez, essas variáveis intervenientes homens experientes em treino de força, eminfluenciaram negativamente no resultado do exercícios pluriarticulares para avaliação dospresente estudo. sistemas de treino, um período determinado de Estudos anteriores (Aagaard et al., 2002; oito semanas e sem progressão da sobrecargaPetrofsky & Laymon, 2004), em períodos a de treino. Talvez, o incremento de carga nospartir de oito semanas de treino de força são exercícios em ambos os sistemas durante o
  7. 7. Comparação entre sistemas de treino de força | 11período de oito semanas poderia trazer physical function. Medicine and Science in Sportsresultados significativos. and Exercise, 32(2), 412-416. Portanto, recomendam-se outras pesquisas Brown, L. E., & Weir, J. P. (2001). ASEP Procedures recommendation I: Accurate assessment ofrelacionando sistemas de treino de força, muscular strength and power. Journal of Exerciseprincipalmente, em indivíduos com e sem Physiology - online, 4, 1-21.experiência em treino de força muscular, Buford, T. W., Rossi, S. J., Smith, D. B., & Warren,ambos os sexos, diferentes períodos de treino e A. J. (2007). A comparison of periodizationprogressão da sobrecarga de treino. models during nine weeks with equated volume and intensity for strength. Journal of REFERÊNCIAS Strength and Conditioning Research, 21(4), 1245-Aagaard, P., Simonsen, E. B., Andersen, J. L., 1250. Magnusson, P., & Dyhre-Poulsen, P. (2002). Burt, J., Wilson, R., & Willardson, J. M. (2007). A Increased rate of force development and neural comparison of once versus twice per week drive of human skeletal muscle following training on leg press strength in women. The resistance training. Journal of Applied Physiology, Journal of Sports Medicine and Physical Fitness, 93, 1318-1326. 47(1), 13-17.Ades, P. A., Savage, P. D., Brochu, M., Tischler, M. Carpinelli, R. N., Otto, R. M., & Winett, R. A. D., Lee, N. M., & Poehlman, E. T. (2005). (2004). A critical analysis of the ACSM Resistance training increases total daily energy position stand on resistance training: expenditure in disabled older women with Insufficient evidence to support recommended coronary heart disease. Journal of Applied training protocols. Journal of Exercise Physiology - Physiology, 98(4), 1280-1285. online, 7(3), 1-60.Ahtiainen, J. P., Pakarinen, A., Alen, M., Kraemer, Chilibeck, P. D., Calder, A. W., Sale, D. G., & W. J., & Häkkinen, K. (2003). Muscle Webber, C. E. (1998). A comparison of hypertrophy, hormonal adaptations and strength and muscle mass increases during strength development during strength training resistance training in young women. European in strength-trained and untrained men. Journal of Applied Physiology and Occupational European Journal Applied Physiology, 89, 555-563. Physiology, 77(1-2), 170-175.Atkison, G., & Reilly, T. (1996). Circadian variation Costa, A., & Fernandes, C. (2007). Utilização da in sports performance. Sports Medicine, 36, 292- percepção subjectiva do esforço para 312. monitorização da intensidade do treino de forçaBlazevich, A. J., Cannavan, D., Coleman, D. R., & em Idosos. Revista Motricidade, 3(2), 37-46. Horne, S. (2007). Influence of concentric and Degoutte, F., Jouanel, P., Bègue, R. J., Colombier, eccentric resistance training on architectural M., Lac, G., Pequignot, J. M., et al. (2006). adaptation in human quadriceps muscles. Food restriction, performance, biochemical, Journal of Applied Physiology, 103(5), 1565-1575. psychological and endocrine changes in judoBlumert, P. A., Crum, A. J., Ernsting, M., Volek, J. athletes. International Journal of Sports Medicine, S., Hollander, D. B., Haff, E. E., et al. (2007). 27(1), 9-18. The acute effects of twenty-four of sleep loss Fleck, S. J., & Kraemer, W. J. (1999). Fundamentos do on the performance of national-caliber male treinamento de força muscular (2ª ed). Porto collegiate weightlifters. Journal of Strength and Alegre: Artmed. Conditioning Research, 21(4), 1146-1154. Fry, M. D., & Fry, A. C. (1999). Goal perspectivesBrentano, M. A., Cadore, E. L., Da Silva, E. M., and motivational responses of elite junior Ambrosini, A. B., Coertjens, M., Petkowicz, R., weightlifters. Journal of Strength and Conditioning et al. (2008). Physiological adaptations to Research, 13, 311-317. strength and circuit training in postmenopausal Galvão, D. A., & Taaffe, D. R. (2004). Single- vs. women with bone loss. Journal of Strength and multiple-set resistance training: Recent Conditioning Research, 22(6), 1816-1825. developments in the controversy. Journal ofBrill, P. A., Macera, C. A., Davis, D. R., Blair, S. N., Strength and Conditioning Research, 18(3), 660- & Gordon, N. (2000). Muscular strength 667.
  8. 8. 12 | W. Materko, M. Duarte, E.L. Santos, H.S. JuniorGentil, P., Oliveira, E., De Araújo, R. J. V., Do Moore, D. R., Burgomaster, K. A., Schofield, L. M., Carmo, J., & Bottaro, M. (2007). Effects of Gibala, M. J., Sale, D. G., & Phillips, S. M. exercise order on upper-body muscle activation (2004). Neuromuscular adaptations in human and exercise performance. Journal of Strength and muscle following low intensity resistance Conditioning Research, 21(4), 1082-1086. training with vascular occlusion. EuropeanHoeger, W. W. K., Barette, S. L., Hale, D. F., & Journal of Applied Physiology, 92(4/5), 399-406. Hopkins, D. R. (1987). Relationship between Morales, J., & Sobonya, S. (1996). Use of repetitions and selected percentages of one submaximal repetition tests for predicting 1rm repetition maximum. Journal of Applied Sport strength in class athletes. Journal of Strength and Science Research, 1, 11-13. Conditioning Research, 10, 186-189.Hoeger, W. W. K., Hopkins, D. R., Barette, S. L., & Moritani, T., & De Vries, H. A. (1979). Neural Hale, D. F. (1990). Relationship between factors versus hypertrophy in the time course repetitions and selected percentages of one of muscle strength gain. American Journal of repetition maximum: A comparison between Physical Medicine, 58, 115-130. untrained and trained males and females. Nosaka, K., & Newton, M. (2002). Concentric or Journal of Applied Sport Science Research, 4, 47-54. eccentric training effect on eccentric exercise-Ibánez, J., Gorostiaga, E. M., Alonso, A. M., Forga, induced muscle damage. Medicine and Science in L., Argüelles, I., Larrión, J. L., et al. (2008). Sports Exercise, 34(1), 63-69. Lower muscle strength gains in older men with Peterson, M. D., Rhea, M. R., & Alvar, B. A. (2005). type 2 diabetes after resistance training. Journal Applications of the dose-response for muscular of Diabetes and Its Complications, 22(2), 112-118. strength development: A review of meta-Jackson, A. S., & Pollock, M. (1978). Generalized analytic efficacy and reliability for designing equations for predicting body density of men. training prescription. Journal of Strength and The British Journal of Nutrition, 40, 497-504. Conditioning Research, 19(4), 950-958.Kraemer, W. J., & Ratamess, N. A. (2004). Petrofsky, J. S., & Laymon, M. (2004). The effect of Fundamentals of resistance training: previous weight training and concurrent weight Progression and exercise prescription. Medicine training on endurance for functional electrical and Science in Sports and Exercise, 36(4), 674-688. stimulation cycle ergometry. European Journal ofKravitz, L., Akalan, C., Nowicki, K., & Kinzey, S. J. Applied Physiology, 91, 392-398. (2003). Prediction of 1 repetition maximum in Ploutz-Snyder, L. L., & Giamis, E. L. (2001). high-school power lifters. Journal of Strength and Orientation and familiarization to 1RM Conditioning Research, 17, 167-172. strength testing in old and young women.Leick, L., Lindegaard, B., Stensvold, D., Plomgaard, Journal of Strength and Conditioning Research, 15, P., Saltin, B., & Pilegaard, H. (2007). Adipose 519-523. tissue interleukin-18 mRNA and plasma Prestes, J., De Lima, C., Frollini, A. B., Donatto, F. interleukin-18: Effect of obesity and exercise. F., & Conte, M. (2009). Comparison of linear Obesity (Silver Spring), 15(2), 356-363. and reverse linear periodization effects onLohman, T. G. (1992). Advances in body composition maximal strength and body composition. assessment. Champaign, IL: Human Kinetics. Journal of Strength and Conditioning Research,Materko, W., Neves, C. E. B., & Santos, E. L. 23(1), 266-274. (2007). Prediction model of a maximal Rhea, M. R., Phillips, W. T., Burkett, L. N., Stone, repetition (1RM) based on male and female W. J., Ball, S. D., Alvar, B. A., et al. (2003). A anthropometrical characteristics. Revista comparison of linear and daily undulating Brasileira de Medicina do Esporte, 13(1), 27-31. periodized programs with equated volume andMaterko, W., Novaes, J. S., & Santos, E. L. (2008). intensity for local muscular endurance. Journal Effect of bicarbonate supplementation on the of Strength and Conditioning Research, 17(1), 82- muscular strength. Journal of Exercise Physiology - 87. online, 11(6), 25-33. Salles, B. F., Silva, J. P. M., Oliveira, D., Ribeiro, F.Materko, W., & Santos, E. L. (2009). Prediction of M., & Simão, R. (2008). Efeito dos métodos one repetition maximum (1RM) based on a pirâmide crescente e pirâmide decrescente no submaximal strength test in adult males. número de repetições do treinamento de força. Isokinetics and Exercise Science, 17(4), 189-195. Revista Arquivos em Movimentos, 4(1), 24-32.
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