Preservação digital em repositórios confiáveis (PART II)

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Segunda parte da apresentação do workshop sobre preservação digital em repositórios confiáveis no II CIPECC no Rio de Janeiro, dia 17 de novembro de 2008.

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Preservação digital em repositórios confiáveis (PART II)

  1. 1. Preservação digital em repositórios confiáveis Miguel Ángel Márdero Arellano MCT/Ibict [email_address]
  2. 2. O tempo passa... 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
  3. 3. Repositórios digitais confiáveis Metadados de preservação Modelos de referência Leituras recomendadas Roteiro
  4. 4. A confiança que a comunidade acadêmica tem depositado em certos recursos digitais reconhecidos e qualificados pelos pares leva à certa urgência na busca por estratégias para desenvolver, gerenciar e preservar conteúdos digitais. Repositórios digitais confiáveis
  5. 5. HOJE já existe.... Reconhecimento da importância da preservação digital baseada no pressuposto de que é necessário desenvolver repositórios digitais confiáveis que assegurem não só as migrações mas também o contexto, estrutura e acessibilidade dos documentos digitais. Repositórios digitais confiáveis
  6. 6. OAIS (Reference Model for na Open Archival Information System) Norma ISO 14721:2003 SAAI (Sistema Aberto de Arquivamento de Informação) NBR 15472 Desenvolvido para os repositórios de dados das agências espaciais dos Estados Unidos pelo Consultative Committee for Space Data Systems (CCSDS) e avaliado por grupos de trabalho internacionais (1995-2003). Não é um plano de implementação, mas prove um esquema para a arquitetura e operacionalidade de um repositório digital e definição dos seus metadados. Importância do Modelo OAIS
  7. 7. <ul><li>Sistemas de preservação digital que seguem o modelo OAIS: </li></ul><ul><ul><ul><li>CDPP (Centre de Données de la Physique des Plasmas) ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>DIAS ( Digital Information Archival System) ; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>DIOnAS ( Data Ingest and Online Access Sub-System ); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>DiVA Project ( Digitala Vetenskapliga Arkivet ); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>IMAGE project ( Imager for Magnetopause-to-Aurora Global Exploration ); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Iniciativa DSpace do MIT ( Massachusetts Institute of Technology) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>JSTOR ( Journal Storage ); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>LOCKSS ( Lots of Copies Keep Stuff Safe ); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>LOTAR ( Long Term Archiving and Retrieval and Product Data within the Aerospace Industry ). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>MoReq ( Model Requirements for the Management of Electronic Records ) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Digital Archive (OCLC) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>PANDORA (National Library of Australia) </li></ul></ul></ul>Importância do Modelo OAIS
  8. 8. Em 1996, a Commission on Preservation and Access e o RLG publicaram o relatório Preserving Digital Information: Report of the Task Force on Archiving of Digital Information . Contribuição: Proveu uma visão da realidade a ser avaliada e uma base arquivística para o desenvolvimento do OAIS; introduziu conceitos como: Conteúdo, Contexto, Permanência, Referência e Proveniência. Repositórios digitais confiáveis
  9. 9. Repositórios digitais confiáveis
  10. 10. CERTIFICAÇÃO Em 1999 a NARA realizou um workshop (AWIICS) onde foi sugerido o desenvolvimento de um processo de certificação para repositórios digitais. Objetivo: Servir como método pelo qual os usuários de arquivos podem obter confiança na autenticidade, qualidade e utilidade dos materiais digitais arquivados. Repositórios digitais confiáveis
  11. 11. No mesmo ano em que foi publicado o Modelo de Referência OAIS (2002), o Research Library Group (RLG) e a OCLC lançaram o relatório Trusted Digital Repositories: Attributes and Responsabilities . Objetivo: Prover uma visão do contexto organizacional para um programa de preservação digital e chamar a atenção para o desenvolvimento de um programa de certificação digital. Repositórios digitais confiáveis
  12. 12. Em 2003 o RLG e a NARA estabeleceram o Digital Repository Certification Task Force , com representantes de arquivos, bibliotecas, centros de pesquisa públicos e privados, dos Estados Unidos, Inglaterra, França e da Holanda. Objetivo: Desenvolver uma versão piloto de uma Lista de requisitos de auditoria (Audit Checklist). Foram identificadas quatro áreas de certificação: individual, programa, processos e dados. Repositórios digitais confiáveis
  13. 13. Em 2005 o Research Library Group (RLG) e a U.S. National Archives and Records Administration (NARA) publicaram o Audit Checklist for the Certification of Trusted Digital Repositories . Objetivo: Discutir (até 2006), critérios para identificar repositórios digitais capazes de confiavelmente armazenar, migrar e prover acesso a coleções digitais. Repositórios digitais confiáveis
  14. 14. PROPOSTA DE CERTIFICAÇÃO PARA REPOSITÓRIOS Para permitir maior confiança nos criadores de dados, nos donos dos recursos de informação e nos usuários de que o repositório segue padrões reconhecidos e cumpre a sua missão de preservar e dar acesso por longo prazo. Repositórios digitais confiáveis
  15. 15. PROPOSTA DE CERTIFICAÇÃO Para repositórios em: Arquivos: documentos oficiais sob custódia, únicos e com direitos autorais outorgados. Bibliotecas: variedade de conteúdos, cópias de dados, com acordos de depósito e direitos de uso restrito. Centros de informação: variedade de materiais, colaborações, dados coletados anonimamente. Repositórios digitais confiáveis
  16. 16. <ul><li>Criar um programa de certificação para repositórios com base no Audit Checklist </li></ul><ul><li>Para: </li></ul><ul><ul><li>Definir prioridades e estabelecer metas </li></ul></ul><ul><ul><li>Comparar com outros programas </li></ul></ul><ul><ul><li>Publicar os resultados das auditorias </li></ul></ul>Repositórios digitais confiáveis
  17. 17. <ul><li>Seções da Audit Checklist </li></ul><ul><li>Organização </li></ul><ul><li>Programa </li></ul><ul><li>Comunidade alvo </li></ul><ul><li>Infra-estrutura tecnológica </li></ul>Repositórios digitais confiáveis
  18. 18. <ul><li>Seções da Audit Checklist </li></ul><ul><li>Organização: </li></ul><ul><li>governança, equipes, políticas e procedimentos, sustentabilidade econômica, contratos e obrigações. </li></ul>Repositórios digitais confiáveis
  19. 19. Seções da Audit Checklist 2) Programa: inserção de dados, armazenamento, descrição, metadados, acesso e estratégias de preservação. Repositórios digitais confiáveis
  20. 20. Seções da Audit Checklist 3) Comunidade alvo: Criadores dos registros, usuários, habilidade de atender a demanda. Repositórios digitais confiáveis
  21. 21. Seções da Audit Checklist 4) Infra-estrutura tecnológica: segurança, software e hardware . Repositórios digitais confiáveis
  22. 22. <ul><li>Certificação pelo Audit Checklist </li></ul><ul><li>Infra-estrutura para ser uma norma de certificação ISO </li></ul><ul><li>Não é alcançada no primeiro teste </li></ul><ul><li>Evidências do cumprimento dos indicadores </li></ul><ul><li>Plano de sucessão </li></ul><ul><li>Sustentabilidade econômica </li></ul><ul><li>Contratos, declarações de obrigações e responsabilidades </li></ul><ul><li>Perda de dados </li></ul><ul><li>Plano de desastre adequado </li></ul><ul><li>Avaliação externa </li></ul>Repositórios digitais confiáveis
  23. 23. <ul><ul><ul><li>2006: o Nestor Working Group on Trusted Repositories Certification lançou o Catalogue of Criteria for Trusted Digital Repositories. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>2007: o Digital Curation Centre (DCC) e o Digital Preservation Europe (DPE) publicaram o Digital Repository Audit Method Based on Risk Assessment (DRAMBORA). </li></ul></ul></ul>Repositórios digitais confiáveis
  24. 25. <ul><ul><ul><li>2007: o CRL lançou o Trustworthy Repositories Audit & Certification: Criteria and Checklist ( TRAC). </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>2007-2008: Existe um esforço em desenvolvimento do padrão ISO que vai integrar várias iniciativas e requisitos relevantes das áreas de tecnologias da informação e segurança. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>2008 – Pesquisas e atividades em desenvolvimento: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Capacidade e eficiência </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Integração de ferramentas </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Auditoria e certificação </li></ul></ul></ul></ul>Repositórios digitais confiáveis
  25. 26. <ul><ul><li>Trustworthy Repositories Audit & Certification: Criteria and Checklist </li></ul></ul>TRAC
  26. 28. <ul><li>O princípio fundamental dos metadados é integrar coleções digitais, heterogêneas, em múltiplos formatos e de várias instituições, permitindo que elas sejam acessíveis a qualquer pessoa, em qualquer lugar ou hora. </li></ul><ul><li>Os metadados são expressos em grupos de elementos e atributos, sendo que o agrupamento de elementos depende das suas relações. Os elementos e atributos podem ser mandatórios ou opcionais. Estruturados em esquemas de metadados eles especificam e descrevem o conjunto padrão de elementos de metadados e suas inter-relações Os esquemas provêem uma sintaxe formal (ou estrutura) e semântica (ou definições) para os elementos de metadados </li></ul>
  27. 30. NEDLIB OCLC/RLG NLNZ RKMS CEDARS NLA METS Z39.87 Esquemas de metadados PRO VERS PITT DCMI MPEG7 DC GILS VRA EAD ESMS RMS ISAD MODS ISO_MR CSDGM
  28. 31. Metadados de preservação
  29. 32. Metadados de preservação Esquema de metadados da NZNL
  30. 33. Atributos especiais de dados ou documentos, geralmente descritivos. Os metadados de preservação são aqueles relacionados com o conteúdo do documento, seu contexto e estrutura no momento da sua criação, assim como das mudanças acontecidas em todo seu ciclo de vida. Essa perspectiva inclui sua estrutura física, técnica e lógica (a relação entre registros). Metadados de preservação
  31. 34. A descrição em metadados de todos os detalhes que expressem a história de criação de um objeto digital está sendo considerada uma metodologia que pode garantir a autenticidade de um registro eletrônico. Metadados de preservação
  32. 35. Metadados para a identificação, validação e extração de dados
  33. 36. Softwares para Repositórios digitais
  34. 37. Softwares para Repositórios digitais Institucionais Temáticos Centrais Preservação Archimede Greenstone Greenstone LOCKSS ARNO DAITSS CDSware DSpace DSpace DSpace DSpace Driver Eprints Eprints Eprints Fedora Fedora Fedora i-Tor MyCoRe OPUS
  35. 38. Ferramentas e serviços para repositórios digitais Formatos Metadados Serviços Arquivamento Web DROID Metadata Extraction Tool GDFR WCT PUID ContentE JHOVE PRONOM XENA OCLC Digital Archive Service ContentE PLANET Testbed PORTICO
  36. 39. Progressos <ul><li>Progressos alcançados desde a publicação do relatório da Task Force on Digital Archiving: </li></ul><ul><ul><li>consolidou-se o modelo de referência para sistemas de preservação digital (OAIS) também chamado em português de Sistema de Arquivamento Aberto de Informação (SAAI), </li></ul></ul><ul><ul><li>estabeleceu-se o conjunto de atributos para repositórios digitais confiáveis (TDR), que delimita o contexto organizacional da preservação digital, </li></ul></ul><ul><ul><li>publicaram-se dicionários de dados para metadados de preservação (PREMIS) e, </li></ul></ul><ul><ul><li>surgiram os repositórios institucionais facilitados pelo aparecimento de novos softwares , como o Dspace . </li></ul></ul>
  37. 40. Repositório digital confiável <ul><li>Responsabilidades: </li></ul><ul><ul><li>negociar com os produtores de informação a aceitação dos critérios relacionados às características dos documentos (tipo, assunto, fonte, originalidade, singularidade, mídia, formatos, etc.) e a conformação com padrões e políticas; </li></ul></ul><ul><ul><li>obter controle das informações que garantem a preservação de longo prazo (propriedades e direitos autorais); </li></ul></ul><ul><ul><li>determinar as comunidades de usuários potenciais; </li></ul></ul><ul><ul><li>garantir a compreensão da informação fornecida; </li></ul></ul><ul><ul><li>seguir políticas de documentação de procedimentos para auxiliar na localização dos originais; </li></ul></ul><ul><ul><li>definir as condições de acesso, distribuição e preservação do acesso. </li></ul></ul>
  38. 41. Preservação digital em repositórios confiáveis Miguel Ángel Márdero Arellano MCT/Ibict [email_address] Miguel Ángel Márdero Arellano MCT/Ibict [email_address]

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