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  • 1. FACULDADE DE ARQUITECTURA UNIVERSIDADE TÈCNICA DE LISBOA TESE - TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO TEÓRICO Reconversão de Edifícios Singulares face a novas funções O Edificado Excepcional como instrumento de qualificação do espaço público e do Desenho da Cidade Discente Gustavo Miguel Nogueira de Macedo MIArq4B | #5881 | 2008.2009 | 2º Semestre
  • 2. Uma palavra de gratidão pela contribuição directa ou indirecta naprodução deste trabalho ao Joaquim, Clara, Francisco ,Vanessa, Ana Sarmento, Luís Afonso, Mafalda Lucas, e Fábio Lavareda.
  • 3. INDICEIntroduçãoCAPITULO I - A Cidade 1.1. Uma reflexão sobre a cidade 1.2. O caso de Lisboa 1.3 A singularidade e a cidadeCAPITULO II - Preservação pela Reconversão 2.1. Equipamentos Culturais: reinventar do espaço público e revitalização urbana preservação através da reconversão 2.2. A herança histórica a preservar 2.3. Preservar e ReconverterCAPITULO III - Casos de Estudo Presente - Casos Consolidados 3.1. Edifício Pedro Álvares Cabral – Armazéns Frigoríficos de Alcântara 3.1.1. Localização e Contexto 3.1.2. A Reconversão, Museu Fundação do Oriente 3.2. Edifício Central Tejo 3.2.1. Localização e Contexto 3.2.2. A Reconversão, Museu da Electricidade – Fundação EDPFuturo – Casos por Consolidar 3.3. Mercado Ferreira Borges, Porto3.3.1. Localização e Contexto
  • 4. 3.3.2. A Reconversão, Centro de Animação CulturalCAPITULO IV - Conclusão 4.1. Considerações FinaisÍndice de ImagensBibliografia
  • 5. “A Reutilização de edifícios de manifesta qualidade, quer arquitectónica quer histórica, constitui sempre um contributo civilizacional indiscutível.” In, Museu do Oriente: de Armazém Frigorifico a Espaço Museológico, pág. 05
  • 6. Introdução Toda a cidade é singular por possuir elementos que apenas ali existem, sendoúnicos. O edificado excepcional é em grande medida o elemento caracterizador dasingularidade de uma cidade, tendo uma grande importância no desenho e naestrutura do traçado urbano. O construído icónico do passado que se tornou com otempo um marco no território, pela sua importante função e pelo tipo de construído queé, acaba por se tornar habitual, e posteriormente a sua função cai em desuso. É umdos temas mais desafiadores da cidade contemporânea. O que fazer com os edifíciosque herdámos do passado recente, cuja utilização foi interrompida, e que esperamnovas ocupações? O presente trabalho pretende estudar a reconversão de edifícios singulares queassumem agora funções distintas daquelas para as quais foram projectados, assimcomo perceber se o seu respectivo espaço urbano e espaço público se alteramediante estas novas funções. Para estabelecer um paralelismo com o exercício deProjecto, serão abordados casos maioritariamente de Lisboa, e o estudo estarárestringido apenas a edifícios de carácter cultural, alguns ligados a fundações, umavez que o edifício projectado é um centro de artes gerido por uma fundação, para quetenha um carácter completamente social. Ao analisar casos de reconversão, um tema muito discutido actualmente, otrabalho pretende perceber se as diferentes características dos edifícios existentesconseguem responder às novas funções, ou se remodelações profundas sãofundamentais para o bom funcionamento do edifício, e ainda se essas novas funçõessão uma boa solução para a revitalização e redesenho do tecido urbano. Abstract Every city is unique due to the fact that is has elements that only exist there.The exceptional buildings are the elements that characterize the uniqueness of a city,having a huge importance in the design and structure of the urban layout. Theconstruction of the iconic past that with time became a landmark in the territory, fortheir important role eventually falls into disuse. It is one of the most challengingproblems of contemporary urban life. What to do with the buildings that inherited therecent past, and expect new occupations?This work aims to study the natural conversion of buildings which have now differentfunctions than those for which they were built, and understand if their urban and publicspace is changed by these new functions. Most study cases will be addressed inLisbon, and the study is restricted only to cultural buildings.Palavras-Chave: Reconversão, Edifícios Excepcionais, Centro Cultural, EquipamentoCultural.
  • 7. CAPITULO I A Cidade1.1. Pequena reflexão sobre a cidade A cidade não é um artefacto, ou uma obra de arte, imóvel e inalterável, massim qualquer coisa que constantemente se faz ou desfaz, sendo por consequência umprocesso vivo. Constrói-se no dia-a-dia, mas a construção processa-se sempre a parde uma destruição ou a partir do nada. Uma cidade que se constrói é ao mesmotempo uma cidade que se destrói. Nesta operação de articulação mútua, a cidadeprossegue o seu desenvolvimento harmoniosamente, visto que o ideal é que aconstrução se faça com o mínimo de destruição possível e que sobretudo essadestruição se faça, mediante uma readaptação inteligente às novas exigências. Seuma cidade em fase de desenvolvimento acelerado, conseguir que as velhas e asnovas estruturas se acompanhem tanto melhor. As cidades europeias, depósitos deum caudal cultural muito importante, conscientes dos valores permanentes que nelasresidem, mantêm ainda um equilíbrio aceitável entre o fazer e o desfazer, entre o novoe o velho. É sinal de cultura. Nas civilizações mais modernas como a dos EstadosUnidos da América, a falta de pressão do passado deixou maiores margens deliberdade que no entanto não proporcionaram vantagens funcionais tão evidentescomo seria de esperar. A cidade pode e deve estudar-se sob um número infinito de ângulos: “O dahistória: a história universal é história de cidades; o da geografia: a natureza prepara olocal e o homem organiza-o de maneira a satisfazer as suas necessidades e desejos;o da economia: em nenhuma civilização a vida das cidades se desenvolveuindependentemente do comércio e da indústria; o da política: a sociedade é um certonúmero de cidadãos; o da sociologia: a cidade é a forma e o símbolo de uma relaçãosocial integrada; o da arquitectura: a grandeza da arquitectura está ligada à dacidade.” In, “Breve História do Urbanismo”, Fernando Goitia, Pag. 09 Pegando no termo americano atribuído à cidade de Nova Iorque, “The City thatNever Sleeps”, é importante relembrar que a própria vida se alberga aqui, até ao pontode nos fazer crer que são as cidades que vivem e respiram. Tudo o que afecta ohomem afecta a cidade.1.2. A Cidade Portuguesa No decorrer da sua longa evolução os traçados urbanos portuguesesapresentam uma característica comum que os diferenciam e marcam: a relação com oterritório. Estruturada normalmente em núcleos diferenciados muitas vezes commalhas urbanas distintas, a escolha dos locais de implantação dos núcleos originaisem locais topograficamente dominantes, a localização privilegiada de edifícios públicosou especiais, a constância das dimensões dos lotes e da tipologia de construção aeles associados e em particular o modo de planeamento da cidade, específico paracada povoação, não utilizando um padrão de implantação, antes estruturando um
  • 8. conjunto de regras que se adaptavam a cada situação particular de terreno, fazem dacidade portuguesa um difícil caso de sistematizar. Figura 1 – Planta de Lisboa de 1910Vários autores assinalam a existência de dois tipos principais de cidade: O primeiro tipo é a cidade planeada, que resulta dum processo detransformação voluntária que está normalmente associada a regimes autoritários e édesenhada de uma só vez. Segundo o Historiador de Arquitectura, Spiro Kostof, otraçado destas cidades até ao séc. XIX, eram diagramas geométricos ordenados: “Nasua mais pura forma esse traçado seria uma grelha, ou então um esquema planeado apartir do centro, tal como um círculo ou um polígono, com um sistema de ruas radiais apartir do centro; mas muitas vezes a geometria é mais complexa, casando as duasfórmulas puras em combinações por modelação e refracção”. O segundo tipo, a cidade espontânea, não planeada, que resulta de umasucessão de intervenções feitas ao longo do tempo mediante as condicionantesterritoriais. Num local definido, a aglomeração começa com duas casas que seinstalam lado a lado, mas sempre sem uma intenção bem definida. Logicamente, uma cidade não é completamente planeada nem completamenteorgânica, facto que deriva da complexidade do fenómeno urbano . No entanto,podemos avaliar o peso do homem e da natureza nos diferentes períodos de formaçãoda estrutura urbana designando-a assim por orgânica ou planeada, consoante apredominância de um destes aspectos. Através desta linha de pensamento, percebe-se que na cidade planeada, aquiloque estrutura a cidade é o homem, enquanto que na cidade orgânica o homemsubmete-se às condições da natureza. Outra diferenciação que se faz em relação aeste tipo de cidade é relativamente à sua geometria. Diz-se a respeito da cidade nãoplaneada que a forma resultante, é irregular, não geométrica e orgânica, comincidência de ruas curvas e tortas e espaços abertos definidos ao acaso.
  • 9. Apesar da cidade portuguesa, como qualquer cidade de fundação antigapossuir ambos estes casos, percebe-se que pelo terreno agreste a vertente orgânica éfortemente marcada na estrutura urbana da cidade. A cidade medieval ainda presenteem muitos pontos lusos, corresponde a este submeter à natureza, emboraactualmente, mesmo com uma maior preocupação pelo planeamento, o terrenocontinue a produzir o seu efeito. Num tecido fragmentado, ou dividido por diferentes morfologias, o vínculo entreo desenho da cidade e o terreno é em grande parte feito através do edificadoexcepcional, produzindo singularidade.1.3. A Singularidade e a Cidade As cidades caracterizam-se pela sua singularidade. Não há duas cidades iguaise cada cidade, para além de todos os elementos comuns que a tornam comparávelcom outras, define-se em torno de vários factores, entre eles factores ambientais,históricos, sócio-económicos e culturais. Privilegiar a dimensão cultural e simbólica deuma cidade não implica esquecer as outras dimensões que fazem a cidade, masreconhecer o carácter estruturante que os discursos, imagens e performancespúblicas, cíclicas e quotidianas, desempenham na organização e transmissão doconhecimento sobre essa cidade e aceitar o seu papel activo na experiência que delase tem. Segundo Benévolo, a cidade “é a organização da sociedade em aspectoseconómicos, políticos e culturais. É a situação física de uma determinada sociedade, eque pode perdurar mesmo quando a sociedade já desapareceu.” A cidade consolidaum espaço urbano, um ambiente físico e espacial, que deve ser analisado comoobjecto em si, como espaço arquitectónico; formado pelos espaços públicos, semi-públicos e privados, categorias que constituem e também organizam o espaço urbano. A principal fonte de informação primária para o estudo da história urbana é aprópria cidade como objecto de investigação. Por muito que as cidades tenham sidoalteradas no decurso da história, a realidade construída das cidades preserva em si asmarcas do seu passado. A curva inesperada, o lote estreito na correnteza de casasregular, a parede cega contrariando a geometria, o pavimento diferente, o local eleitopara a permanências das pessoas sem que nada aparentemente o justifique, tudo sãosinais para entender a estrutura, o traçado original, as transformações no tempo. Tendo como referência as suas lógicas de localização, a relação com o espaçofísico natural, as suas linhas estruturantes fundamentais, os elementos geradores dostraçados, a localização dos edifícios singulares relativamente aos diversoscomponentes das malhas urbanas, as estruturas de quarteirão, entre outros, épossível analisar a cidade, pois estas são referências fundamentais para a intervençãona cidade contemporânea. A preservação das cidades é ainda hoje frequentementelimitada aos monumentos e aos edifícios singulares, encarados como património asalvaguardar, embora seja uma atitude limitada. Os espaços públicos são umacomponente fundamental da imagem da cidade. Muitas vezes bem mais do que aarquitectura, são os espaços urbanos e o desenho da cidade, que definem o carácter
  • 10. e dão coerência à cidade no seu todo, sendo extremamente importante pensar apreservação não apenas do edificado mas também da sua inserção no tecido urbano eno espaço público que o estrutura. Os edifícios urbanos singulares constituem elementos que devem ser objectode operações integradas, onde se pode programar uma intervenção coordenada entreos serviços que intervêm no espaço público e no edificado. Isto implica pensar apaisagem urbana a partir da dimensão e composição das suas fachadas, assimidentificando fisionomias urbanas específicas, como a relação entre as fachadas dosedifícios e as formas como o traçado viário se relaciona com os edifícios singulares,públicos, residenciais, espaços abertos e fechados, espaços públicos, semi-públicos eprivados. Como ainda, pensar que a paisagem urbana é constituída e influenciada porpráticas e valores socioculturais, simbólicos, históricos, políticos, artísticos, funcionais,etc. Se a cidade é complexa, multidimensional e dinâmica, julga-se que a conservaçãoda cidade também o é.
  • 11. CAPITULO II Preservação pela Reconversão2.1. Equipamentos Culturais: reinventar do espaço público e revitalização urbana A frequência de espaços culturais é dos indicadores que registou em Portugaluma evolução mais favorável nos últimos decénios. Vários factores contribuem paraexplicar este aumento, que é um fenómeno nacional e não específico das áreasmetropolitanas, embora tenha aqui especial incidência. Um, que se percebe deimediato, é o aumento da procura gerada pelo turismo, porém insuficiente paraexplicar este fenómeno. Outro, o efeito das visitas escolares, que tem familiarizado osmais jovens com os museus, e aos museus tem obrigado a ensaiar novas formas derelacionamento com a comunidade. Em todo o caso, parece ser igualmente certo quetambém entre as famílias, na população em geral, o hábito de frequentar este tipo deespaço tem vindo a aumentar. Será em parte consequência de um aumento da apetência pelos consumosculturais, de que a melhoria dos níveis de escolarização aparece como a causa maisóbvia. Mas é também em grande medida uma proeza desta tipologia cultural, que sesoube modernizar como instituição e adaptar-se a novos usos, incorporando comércio,restauração, ou entretenimento. A paisagem cultural de Lisboa por exemplo, alterou-semuito nas últimas décadas, para melhor. Desde logo, porque se expandiu a rede demuseus e se diversificou a sua oferta. Aos tradicionais palácios nacionais (Ajuda,Queluz, Sintra, Pena, Mafra), os grandes museus do Estado, como o dos Coches, daMarinha, de Arte Antiga, e a Fundação Calouste Gulbenkian, vieram juntar-se muitosoutros. Numa fase posterior, outras novidades surgiram: os espaços culturaisassociados a empresas ou instituições de ordem não pública, que se difundiram apartir dos anos 80, com o acentuar dos processos de deslocalização da produção, ouà medida que a introdução de inovações tecnológicas foi permitindo libertar espaço emedifícios de localização central como o Museu da Electricidade, Museu da Água,Museu da Carris, Núcleo Museológico do Beato; e ainda surgidos de parcerias entre osector público e privado, na maior parte dos casos com valiosos espólios constituídosa partir de colecções particulares: Centro Cultural de Belém, Museu de ArteContemporânea de Sintra, Museu de Arte Contemporânea de Serralves. As condiçõesfísicas dos equipamentos conheceram melhorias assinaláveis. Os espaços culturais tornaram-se nos últimos anos mais atractivos, maismodernos e mais confortáveis.
  • 12. 2.2. A herança histórica a preservar O tipo de intervenção na paisagem urbana, no sentido da sua requalificação,vai desde a renovação, implicando a demolição e substituição dos elementospreexistentes; a revitalização, ou seja, a dinamização da vivência do local arequalificar; e a reabilitação que, ao contrário da renovação, pressupõe a reutilizaçãode elementos preexistentes, ou a reconversão que permite usos distintos do original. Esta operação pode ser pontual ou total, tratando-se neste caso de umaoperação de planeamento sobre aquela área. O termo revitalização utiliza-se paradestacar projectos que vão para além da mera reabilitação física e os efeitos sociais eeconómicos associados. Com a palavra revitalização pretende-se fazer referência àvida, evocando a acção de promover nova vida a um tecido esgotado. Nos últimos anos, a reabilitação de edifícios antigos começou a ser tomadacomo alternativa à construção nova, o que não só permite a recuperação dopatrimónio edificado e a reutilização de materiais, como a redução do consumo deenergia e uma menor utilização do solo. Geralmente, os edifícios singulares sãoedifícios de dimensões generosas e de volumetria pronunciada. Em muitos casos,devido às suas dimensões, poderão ser adaptadas a diversas funções. Arequalificação e reutilização deste tipo de estruturas não têm, necessariamente, quepassar somente por objectivos culturais, no entanto a função cultural sempre foi umelemento identificativo da urbanidade. A distinção entre a cidade e o campo e a própriahierarquia dos lugares urbanos tem sido definida continuamente ao longo da história,entre outros aspectos, por essa diferença fundamental que consiste em existirem ounão equipamentos específicos para o cultivo do espírito e para a recriação. Mais recentemente, tem se tornado frequente, a readaptação de edifícios. Umadas soluções mais interessantes passa pela ligação das novas funções àstradicionalmente desempenhadas pela respectiva estrutura.“Vejamos alguns exemplos: museu ferroviário, numa antiga estação de caminho-de-ferro (Madrid-Espanha e Macinhata do Vouga, distrito de Aveiro-Portugal); museustêxteis, em diversos países (Inglaterra, Espanha, Portugal, etc.); centrais eléctricastransformadas em museus da electricidade (Bélgica e Portugal; recordo, aqui, o Museuda Electricidade, na Central Tejo, em Lisboa e um outro museu, do mesmo género,numa mini-central (Central de Santa Rita, concelho de Fafe, no Minho); Museu daÁgua Manuel da Maia, em Lisboa, na central elevatória que abasteceu de água acapital portuguesa desde 1880 até aos anos 1950.” Tem-se verificado, nas últimas décadas, uma profunda transformação noconceito tradicional de espaço cultural. Este, ao democratizar-se, passou a abrangertambém uma diversificada gama de objectos. Consequentemente, urge estudar,preservar e reutilizar numerosas estruturas icónicas, já desactivadas, mas que
  • 13. apresentam potencialidades para entrarem num novo ciclo de vida, causando umarevitalização do tecido urbano. Torna-se, pois, necessário requalificar certos espaçosurbanos, adaptando-os a novas funções.2.3. Preservar e Reconverter A reconversão urbana é um processo de intervenção no tecido ur bano que temcomo objectivo a requalificação de edifícios e espaços públicos das cidades, de formaa contribuir para uma melhoria do ambiente urbano, do edificado e da qualidade devida da população. Tem-se mostrado um importante instrumento de revitalização dascidades e, por conseguinte, uma mais-valia para o ambiente urbano. Conservar e revitalizar edifícios entendidos como monumentos ou comosingulares, é um acto que está ligado ao dever mínimo de cultura. Na história recentede Portugal, esta ideia foi extremamente defendida pelo Estado Novo, que acusou aRepublica de desprezo pelos valores nacionais. Mas a politica cultural nacionalistatratou os monumentos de forma cenográfica, completando-os ou limpando-os muitasvezes com critérios duvidosos, demolindo quarteirões que os rodeavam como quem ospõe num palco e, mais recentemente, iluminando-os com holofotes amarelos que sãobem um símbolo da vontade de os isolar do seu contexto vivo. Aquilo que deveria serfacilmente defensável seria a revitalização de secções ou áreas da cidadecontornando a sua destruição. Prende-se com a reutilização de edifícios memoráveisda cidade que perderam o seu uso tradicional e que se foram esvaziando.É aconservação e revitalização daquilo que é considerado um indiscutível valor urbano.
  • 14. CAPITULO III Casos de EstudoPresente – Casos Consolidados3.1. Edifício Central Tejo3.1.1. Localização e Contexto O Museu da Electricidade,antigo Edifício Central Tejo situa-se na freguesia portuguesa deSanta Maria de Belém, noconcelho de Lisboa, maisprecisamente na Avenida deBrasília. As obras desta Centraliniciaram-se em 1914, com aconstrução do edifício dascaldeiras de baixa pressão.Devido à 1.ª Grande GuerraMundial, a Central Tejo só entrou Figura 2 - Localização e Contexto Urbanoem serviço em 1919. Com o inícioda actividade da Central Tejo, entra em exploração a nova rede eléctrica subterrâneafornecendo a energia necessária a toda a cidade de Lisboa, melhorandosensivelmente as condições de abastecimento aos consumidores e acompanhando o seu desenvolvimento urbanístico e a sua modernização. A instalação sucessiva na Central Tejo de equipamentos de maior potência e de melhor rendimento, constituiu o corolário natural do crescimento acentuado dos consumos de electricidade nas décadas de 30 e 40 em todas as áreas de utilização: força motriz industrial, sector doméstico e iluminação pública. Tornou-se então necessário adquirir as três Figura 3 - Central Tejo e Av. de Brasília em 1941 primeiras caldeiras de altapressão, cujas enormes dimensões exigiram a construção do maior edifício de todo oconjunto - o Edifício de Caldeiras de Alta Pressão, ficando assim concluído o edifíciode caldeiras de alta pressão que ainda hoje está patente ao público com todo o seuequipamento original. A Central Tejo deteve até à década de 50, o galardão de maior central eléctricado País. O ano de 1951 ficou, então, marcado na vida da Central como o início do seu
  • 15. ocaso: o advento das grandes centrais hidroeléctricas relegaram a Central Tejo parasegundo plano no panorama nacional de produção de energia eléctrica.3.1.2. A Reconversão - Museu da Electricidade, Fundação EDP No processo de recuperação da Central Tejo, o Museu da Electricidade ocupalugar de destaque, tendo beneficiado de um novo projecto de musealização. Esteprojecto assumiu como prioridades a organização temática das várias áreas do Museue o estabelecimento de percursos e acessibilidades para o público. No que respeita àorganização temática e aos conteúdos, o grande objecto da exposição é a própriaCentral, ou seja, todo o conjunto de equipamentos que fazem parte da instalaçãoprimitiva desta unidade de produção e que, felizmente, se encontram ainda hoje comuma integridade assinalável. Este facto permitiu a organização de um tipo deexposição que procura transmitir aos visitantes uma noção clara do funcionamentodesta antiga central termoeléctrica de Lisboa, desde a identificação dos seus diversoscomponentes até à explicação do seu funcionamento. Esta preocupação manifesta-se,sobretudo, nas salas em que o equipamento ficou intacto. A exposição tem umaacentuada componente pedagógica orientada para os jovens visitantes, recorrendo aaudiovisuais e a outros meios de interpretação fáceis e acessíveis. O Museu foitambém valorizado com a apresentação de outras exposições permanentes queabordam outros temas relacionados com a energia eléctrica. Para tal, utilizaram-se,sobretudo, as salas deixadas vazias pela desactivação dos equipamentos maisantigos. Figura 4 e 5 – Zona de Exposição Temporária do Edifício. Assim, na sala de Baixa Pressão, espaço aberto e livre para a concretização de diversos tipos de iniciativas, encontram-se áreas dedicadas à História e funcionamento da Central Tejo, dando entrada para a Sala das Caldeiras de Alta Pressão, onde os visitantes podem observar as próprias caldeiras tal como ficaram depois da sua última utilização, bem como diversos meios de compreensão do seu funcionamento. Regressados à Sala de Caldeiras de Baixa Pressão, podem ainda observar-se, através de extensa vitrina, aFigura 6 – Os grandes vãos típicos da arquitectura industrial.
  • 16. electrificação do país desde os primórdios ao final do século XX, e a iluminaçãopública de Lisboa, através dos seus candeeiros mais emblemáticos. Passando-sedesta sala para a Sala das Máquinas, por uma passerelle propositadamenteconstruída para o efeito, podem observar-se dois dos cinco grupos turboalternadoresque fizeram parte do conjunto produtivo da Central e que aí foram instalados nostrinta, bem como, através de duas maquetas, o processo que vai da produção aosdiversos tipos de consumos. Passando à sala de comando da subestação, encontram-se os serviços educativos do Museu, onde, através das oficinas aí instaladas, opúblico mais jovem descobre o mundo da electricidade, com o acompanhamento dosseus monitores. Descendo para o piso térreo, encontra-se o equipamento decondensação e bombagem da Central, fazendo-se ainda referência, em espaçodeixado livre por um dos condensadores desmontados, à história das centraistermoeléctricas. Dirigindo-se à sala dos auxiliares de alta pressão, os visitantes podem aindacompreender o funcionamento das instalações de tratamento de águas da Central.Seguidamente, na sala de Cinzeiros de Baixa Pressão, deixada sem equipamentospelas desactivações destas caldeiras, ao longo dos anos 60, encontra-se um espaçodedicado às diversas Fontes de Energia, com particular relevo para as EnergiasRenováveis, uma exposição dedicada aos cientistas que mais contribuíram para adescoberta e desenvolvimento dos fenómenos da electricidade, e uma dedicada àexperimentação dos fenómenos eléctricos; e, finalmente, um espaço lúdico onde osvisitantes podem testar os seus conhecimentos sobre a electricidade. Existem, deigual modo, espaços dedicados à realização de exposições temporárias, de modo apermitir que o Museu possa, no futuro, dar satisfação às solicitações dos muitosartistas que vêem nas instalações desta antiga Central o ambiente apropriado para aapresentação pública dos seus trabalhos. Todo este projecto tem na sua retaguardaequipas de museologia, conservação e restauro que garantem a manutenção e aevolução do Museu como espaço vivo ao serviço da comunidade. Em síntese,podemos afirmar que o “Museu da Electricidade” é hoje um repositório do passado e,simultaneamente, um espaço para dar a conhecer o presente e debater o futuro. Figura 7 e 8 – Exemplos de como os grandes vãos permitem as mais variadas dependências,causando efeitos interessantes no espaço. À esquerda a recente exposição World Press Photo, à direita uma palestra.
  • 17. Figura 9 – Planta do Piso Térreo do Edifício após a reconversão em Equipamento Cultural. Demarca-se a Norte a grande Sala das Caldeiras. Figura 10 – Planta do primeiro piso.Embora o edifício revitalize uma zonamarcada pela industrialização portuária, oespaço envolvente continua com algunsproblemas na ordem do espaço público,identificando-se por exemplo uma ausênciade ligações pedonais à estação fluvial ou abarreira constituída pela vedação docomplexo. Para se valorizarcompletamente o espaço, seriaconveniente tornar o jardim do conjunto um Figura 11 – A relação do Espaço Público com oespaço completamente acessível, uma Edifício após a reconversão.unificação dos espaços verdes em frentedo Palácio de Belém, assim como a integração e da proposta para futuro Museu dosCoches.
  • 18. 3.2. Edifício Pedro Alvares Cabral – Armazéns Frigoríficos de Alcântara3.2.1. Localização e Contexto Pensar o espaço da área da docade Alcântara sempre foi fundamental paraa organização de uma força económicacontida nas suas margens. As exigênciaseconómicas dependentes da navegação,da comercialização da construção naval,da armazenagem, do comércio e daindústria geram relações entre o passadoe o futuro, através das diversas soluções,muitas hierarquizadas entre as questõespuramente funcionais e as potencialmente Figura 12 – Localização e Contexto Urbanoartísticas. Em 1936 foi aprovado o projecto apresentado pelo arquitecto Pardal Monteiro.Plano que distribui os volumes de forma regular, delimitados pelo traçado paralelo –perpendicular à doca, gizando uma malha racional no qual os corpos se organizam.Os quarteirões podem ser designados como orientadores da organização do espaço.É num dos espaços destinados à construção de armazéns livres que o ArmazémFrigorifico iria edificar-se, num dos quarteirões entretanto redimensionados. As garesanunciavam um Portugal moderno ao mundo para quem se aproximava pelo rio, oarmazém frigorífico impunha-se na sua monumentalidade à avenida.Figura 13 – Planta para a Urbanização da Doca de Alcântara, na qual o Armazém iria nascer. Plano de 1936 assinado pelo Arq. Pardal Monteiro. A escolha do local de construção, junto à avenida 24 de Julho, e à linha docomboio de cascais assegura-lhe uma presença visual certa nos percursos da cidade.Por outro lado, a predominância volumétrica face ao contexto imediato fazia deste, oedifício mais destacado das docas, facto que se mantém até aos nossos dias. Acomposição geral, unitária, compacta e sólida toma uma expressão de austeridade edespojamento. O firme embasamento revestido de pedra e a dupla simetria dacomposição reforçam o carácter autoritário e disciplinado. Para que não subsistissem
  • 19. dúvidas de um monumento aos ideais corporativos do regime, o projecto, datado de1938, previa que fosse colocado na fachada a inscrição “Organização Corporativa/AnoXIII da Revolução Nacional”. A obra construída regista no alçado sul, a data 1940 queestabelece a ligação directa com a dupla comemoração oficial dos centenários danacionalidade (1140-1640) de que a Exposição do Mundo Português, constituiu aexpressão mais emblemática. Para garantir o sucesso da operação, João Simões trabalhou em estreitacolaboração com o engenheiro Fernando Yglesias de Oliveira, que já fora responsávelpelo projecto dos armazéns frigoríficos para bacalhau seco a construir no Porto . Figura 14 – Alçado Norte do Edifício datado de 1938 Embora promovida pela comissão reguladora do comércio do bacalhau eintegrada no processo de reorganização do sector bacalhoeiro português em cursodesde 1934, a construção dos armazéns frigoríficos da doca de Alcântara não sedestinava apenas á conversação do bacalhau seco, mas também ao armazenamentode frutas frescas. Esta dupla valência funcional, num programa de complexidadepouco comum à época seria determinante das opções fundamentais tomadas peloarquitecto. De forma pragmática e racional, o volume das câmaras frigoríficas foiestruturado como se de dois edifícios geminados e adjacentes se tratasse, partilhandoas instalações técnicas fundamentais. A separação entre as áreas destinadas ao bacalhau e aquelas que serviam depara a conservação de frutas era absoluta. Dois núcleos de acessos verticais situadosem extremos opostos do volume, com uma escada e um grupo de ascensores cada,asseguravam uma autonomia plena à comunicação entre os diversos pisos das duasáreas. No corpo central situavam-se a casa das máquinas e as suas dependências.Os terraços da cobertura permitiam a recolha das águas da chuva conduzidas parauma cisterna existente sob o edifício e usadas no sistema de produção de frio. Umrefeitório, instalado no piso térreo com acesso directo a partir do exterior, e o ginásio,no piso superior com ringues de patinagem, balneário e terraço para jogos,constituíam as instalações de apoio cujo funcionamento estava a cargo da FederaçãoNacional para a Alegria no Trabalho, que as disponibilizava para todos ostrabalhadores inscritos nos sindicatos oficiais e aos seus associados. Entre osarmazéns e o anexo abria-se um pátio através do qual se faziam a carga e descargado bacalhau.
  • 20. Figura 15 – Planta do Piso Térreo datada de 1938 evidenciando à esquerda o pátio para receber cargas ou descargas aliado ao espaço de armazenamento de bacalhau. À direita o espaço de armazenamento de frutas. O peso excepcional dos produtos armazenados condicionou naturalmente adistribuição e o dimensionamento do sistema de lajes, pilares e vigas de betão armadoque constitui a estrutura do conjunto. Tanto os elementos estruturais como paredes,construídas em alvenaria de tijolo maciço e furado, eram revestidos com painéis deaglomerado negro de cortiça de modo a garantir o adequado nível de isolamento entreas diferentes zonas funcionais, e entre estas e o exterior. Os imperativos funcionaisdas câmaras frigoríficas condicionaram igualmente a expressão dos parâmetrosexteriores do edifício principal, nos quais o arquitecto optou por uma absoluta ausênciade vãos. Tal como as coberturas planas em terraço, essas grandes extensões cegasacentuam a elementaridade geométrica dos volumes construídos.3.2.2. A Reconversão - Museu do Oriente, Fundação Oriente A Fundação do Oriente escolheu o antigo edifício de Armazéns Frigoríficos,para uma operação de mudança de uso. O atelier do arquitecto João Luís Carrilho daGraça foi responsável pela devolução do edifício à cidade, agora com um novoprograma: o Museu do Oriente. Figura 16 – O espaço de Armazenamento, evidenciando o baixo pé direito e a estrutura de pilares que marca o espaço.
  • 21. A reconversão de um conjunto de armazéns frigoríficos, empilhadosverticalmente e com baixo pé-direito, em museu não será transformação mais óbviapara os espaços com estas características. Até porque o Museu do Oriente não tem avocação de expor arte contemporânea (excepto na sala de exposições temporárias),prática mais flexível e transversal a espaços muito marcados pela matriz da ocupaçãooriginal. Carrilho da Graça trabalhou com os espaços do armazém escurecidos,ajustando e intensificando a relação de escala e luminosidade entre visitante e objecto. Figura 17 e 18 - O actual espaço de entrada e da loja de merchandising que dá acesso ao lounge. As salas escurecidas não revelam de imediato a profusão de pilares que oedifício original possui. Estes estão pintados de negro e envoltos por caixas de vidroque por sua vez contêm as peças da colecção. O cruzamento do obscurecimento comos reflexos do vidro amplia e multiplica o espaço até ao infinito. Mas a opçãoarquitectónica mais transformadora é aquela de revestir o tecto com um material negroque espelha o espaço e o amplia também verticalmente. Nada no edifício pretenderevelar a matriz do armazém frigorífico. No último piso a intervençãoopta pela abertura ao rio através deespaços de restaurante e de váriassalas de eventos. O restaurante é oespaço mais marcado no exterior detoda a intervenção sendo visto comouma caixa negra e de vidro pousadana cobertura. Ao nível da rua o vidroreveste os espaços de entrada epermite uma relação de grande Figura 19 – Relação entre o Piso Térreo e a ruaabertura desde o átrio, da loja e dos adjacente.espaços de espera com a rua. Estanova forma de circulações e acessos reinventa o sentido urbano do edifício como se acidade lá fora não fosse o Porto de Lisboa, mas cidade em si. Pode dizer-se que estadisposição ao espaço público poderá influenciar positivamente o ambiente envolvente,humanizando-o e tornando-o mais cidade a partir da ocorrência do Museu do Oriente.
  • 22. Figura 20 e 21 – O Auditório em fase de construção e o mesmo espaço já edificado e em uso. O revestimento da cobertura com folha de ouro reinventa o volume branco combaixos-relevos. A escassez e pragmatismo do original (mais um edifício do porto,embora interessante) são reactivados perceptivamente pela folha de ouro - ummaterial que colide perceptivelmente com a base do edifício. Este é o elemento quefixa e reflecte a luz poente de Lisboa. Figura 22 – Planta parcial do piso térreo, demonstrando os pilares a demolir na zona de armazenamento do bacalhau para edificar o auditório. Figura 23 – Corte da estrutura revelando o antes e o depois.
  • 23. Depois de qualquer operação mediada pela Arquitectura pergunta-se: entrouem perda o edifício original? É possível ler na intervenção os dois tempos? De facto,não entramos em perda e podemos ler o edifício original. Mas o mais importante é quedaí resultou uma outra obra, onde o original é revitalizado. A intervenção de Carrilhoda Graça opta por revelar o que sempre esteve lá, mas que a cidade nem semprereconheceu. Uma vez alterado o programa, através da Arquitectura com umaestratégia cultural, o edifício foi devolvido e a sua presença recentrada.
  • 24. Futuro - Caso por Consolidar3.3. Mercado Ferreira Borges, Porto3.3.1. Localização e Contexto O Mercado Ferreira Borges foi baptizado com este nome com o intuito dehomenagear um dos portuenses mais ilustres do século XIX, José Ferreira Borges, deseu nome. Este edifício datado de 1885,por iniciativa da Câmara Municipal doPorto, tinha por objectivo substituir ovelho e degradado Mercado daRibeira, função que, praticamente,nunca chegou a cumprir. As obrasficaram concluídas em 1888, mas, 12anos depois, em 1900, a Câmaraverificava que o mercado nãooferecia já boas condições para opúblico, discutindo-se então o destinoa dar a esta estrutura. A verdade é Figura 24 – Localização e Contexto Urbanoque comerciantes, vendedores epúblico em geral não se afeiçoaram ao novo mercado, recusando-se a abandonar osecular mercado da Ribeira.Em 1904, entre as várias propostas sugeridas para o mercado, contava-se a de oadaptar a Museu Municipal ou de o transformar mesmo em jardim de Inverno, comvalência também para exposições e festas elegantes. Construído quase em frente dasede da Associação Comercial do Porto e limitado pelas ruas de Ferreira Borges apoente, e Dr. Sousa Viterbo a nascente, e pela Praça do Infante D. Henrique a sul. Omercado possui a entrada principal voltada para a praça. Projectado pelo engenheiroJoão Carlos Machado, a pedido da Câmara Municipal, levou três anos a construir(l885-1888). A ideia da sua construção surgiu em 1882, atendendo às más condiçõesdo Mercado da Ribeira. O processo foi conturbado e razões de várias ordensimpediram que as obras se iniciassem logo O amplo pavilhão, de forma rectangular e de um só piso, é formado por trêsnaves espaçosas, assentes numa sólida sapata de granito. As três fachadasapresentam grandes aberturas com persianas de cristal e três grandes portas deacesso, também de ferro. Do lado da Praça do Infante D. Henrique (construída namesma altura), entre as duas escadas de acesso, existiu uma fonte decorativa. Os elementos decorativos, utilizados em profusão, tanto no exterior como nointerior do mercado, são do tipo clássico e reproduzem motivos vegetais, combinadoscom ornamentos animalistas. Interiormente, as estruturas metálicas estão assentesem colunas de ferro rematadas por capitéis coríntios e suportam a cobertura de vidro.
  • 25. Figura 25 e 26 – O Mercado Ferreira Borges em 1976, em condições degradantes e em estado abandonado. Construído com materiais facilmentedeterioráveis, nomeadamente o ferro e o vidro, omercado foi-se degradando com o tempo. Tantomais que, durante um longo período, estevepraticamente abandonado, servindo, entretanto, paravários fins. Chegou a estar nele instalada uma forçado exército, arrecadando também material de guerra.Nos anos 50, começou a ser utilizado pela JuntaNacional das Frutas, que nele instalou o MercadoAbastecedor de Frutas do Porto, acentuando-se asua decadência. No fim dos anos 70, com ainauguração do Mercado Abastecedor de Chaves deOliveira, o Ferreira Borges voltou a ser abandonado. Figura 27 – Interior do edifício, com aEm 1983, a Câmara Municipal, procedeu à transparência dos grandes vãos.recuperação da estrutura, um século depois da suaconstrução. Mas o mercado nunca mais voltou a desempenhar a sua vocação inicial.3.3.2. A Reconversão, Centro de Animação Cultural Essas ideias não vingaram na altura mas, depois de quase um século, oMercado Ferreira Borges está a ser utilizado para as mais diversas actividadesculturais, depois da profunda remodelação a que foi sujeito, em 1983, inteiramentesubsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, em regime de mecenato cultural. Onovo Espaço, que se estima poder abrir em Setembro de 2009, transformará oFerreira Borges num espaço multifuncional e adaptável, sendo o projecto da autoria doarquitecto Francisco Aires Mateus. No espaço principal, pretende-se realizarexposições, receber turistas e convidados e ter ainda um palco que recebadiariamente actuações acústicas. Haverá ainda um auditório adaptável para umacapacidade de 150 lugares sentados ou para sala de espectáculos com capacidadepara 300 pessoas de pé, onde se pretende levar a cabo actividades diversas durante ohorário de funcionamento diurno e nocturno. Terá também uma outra sala para 1.000pessoas destinada à realização de grandes eventos, um espaço no primeiro piso quevisa propiciar aos utilizadores um local de convívio dotado de serviço de
  • 26. cafetaria/restauração/bar e dois espaços comerciais. O objectivo é também o de criarum espaço na cidade do Porto que apresente uma ampla oferta cultural,nomeadamente com a realização de exposições, conferências, seminários, entreoutros, e vocacionado para a produção de eventos musicais, de artes cénicas eplásticas ou sessões de cinema. Destaque-se que o projecto proposto contemplatambém um espaço para estúdio e sala de ensaio, livraria/discoteca, e uma esplanadainterior e outra exterior. Figura 28 – Planta do Primeiro Piso mostrando a amplitude do espaço que servirá para recolher eventos culturais. Figura 29 – Planta do Segundo Piso.
  • 27. Figura 30 – Corte mostrando a sala de pequenos concertos virada para a fachada norte. Figura 31 – Corte pelo auditório na nave a nascente. “Programaticamente distinguem-se cinco áreas essenciais. O Átrio, espaçovazio deixado entre os novos corpos interiores, que servirá de Foyer, sala deexposições, pequenos concertos, declamação de poesia ou outras actividades; Osespaços de esplanada exterior em franca ligação com os núcleos interiores; O espaçode apoio desenvolvido em dois pisos, sendo o primeiro ocupado com instalaçõessanitárias de apoio ao conjunto e o piso superior com uma cozinha e armazenamentode apoio à esplanada superior; A Sala 2, destinada a concertos musicais, teatro,performances, apresentações e eventos. O espaço inclui ainda uma pequena cafetariade apoio e duas áreas comerciais para comercialização de música, livros de música,arquitectura, design, moda e artes, bem como artigos ligados à promoção turística emgeral. Está prevista ainda a existência de uma bilheteira autónoma. O corpo alberga,ainda, os estúdios de captação e gravação áudio e vídeo, tendo altura mais reduzida ea sua cobertura ocupada com uma área destinada a esplanada coberta, com ligaçõesao piso térreo e ao corpo de serviços; Finalmente, o espaço principal que alberga aSala 1 - a grande sala de concertos, teatro, performance, apresentações ou eventos.” Excerto do Programa da Intervenção, Francisco Aires Mate us Com a assinatura do arquitecto Francisco Aires Mateus, o emblemático edifício,localizado no Centro Histórico do Porto, recupera o brilho de outrora. No interior,abrigam-se, agora, novas infra-estruturas e actividades, que transformam o Mercadonum imenso palco multidisciplinar. Fiel à sua génese, no centro do projecto, impõe-sea sala de espectáculos com capacidade para os Grandes Eventos. Acrescem novosespaços como auditório, main floor, estúdios de gravação, salas de ensaio,
  • 28. esplanadas, lounge, livraria-discoteca e loja, onde múltiplos eventos, programas eserviços, que, muitas vezes, se fundem, complementam complementando a oferta.Figura 32 e 33 – A imagem da esquerda mostra uma exposição a decorrer, enquanto que a da direita corresponde a imagens simuladas do projecto de reconversão. Através de um projecto contemporâneo, gera continuamente novas sinergias,dotando o Porto e, nomeadamente, o seu centro histórico de um pólo de atracção e deum agente cultural dinamizador, identificado com a história e com a cidade, capaz deproporcionar conforto, segurança, comodidade e conveniência, com serviços eequipamentos capazes de transformar o Mercado Ferreira Borges num ponto departida, para todos os que saem à descoberta da cidade, mas também num ponto dechegada.
  • 29. Capitulo IV Conclusão4.1. Considerações finais Existe a tendência de imaginar a construção de edifícios novos a partir domomento em que uma necessidade é identificada. Muitas vezes essa necessidade éfacilmente solucionada pela reconversão de um edifício existente, o que trazvantagens se for bem executada, desde logo a localização, porque são edifícioscentrais. O edificado excepcional está inserido na malha urbana de forma marcante.Constituem-se instrumentos de desenho do traçado urbano inegáveis, pois sãoelementos que resolvem problemas de confronto de malhas distintas, ou querelacionam espaços públicos resolvendo e estruturando uma determinada parte dacidade. No entanto é necessário entender que aquilo que resulta actualmente, muitoprovavelmente será um elemento condicionador no futuro pelo carácter vivo que acidade possui. Como referido no Capitulo I, a cidade não é um artefacto ou obra dearte estagnada no tempo, mas sim um organismo vivo que se constrói e destróisimultaneamente. A reconversão deste tipo de edifício em funções diferentes daquelapara a qual se destinava originalmente, pode e deve ser vista como uma solução quevisa a revitalização de um determinado ponto da cidade, abrindo novas possibilidadesde estruturamento urbano que até à data não seria possível, podendo resolver gravesproblemas relativamente à fragmentação da cidade. Embora existam várias possibilidades no que diz respeito às opções dereconversão, as de vertente cultural têm revelado especial aptidão para atrair ouconvidar as pessoas a um passeio e uma visita, ou a uma tarde bem passada, atravésde vivências. Desta forma, o problema da estagnação ou degradação de determinadospontos-chave da cidade é resolvido, especialmente quando é associado a espaçopublico embelezado integrando-se em espaços verdes ou percursos pedonais quedesembocam em ruas ou praças num outro ponto da cidade. De facto, é possível a realização de eventos e actividades culturais empraticamente qualquer edificado ou tipologia, seja ela industrial, mercantil, ou religiosa.Existem no entanto determinadas valências que atraem o público. Um mero espaçomuseológico, fechado em si próprio já não constitui um interesse para as massas.Actualmente pode-se dizer que os verdadeiros pontos de interesse são os edifíciospolivalentes, que sustentam espaços diferenciados como exposição, auditório, salasde estudo, biblioteca ou espaços exteriores de lazer. O lazer tornou-se um conceitochave nesta questão, já que os programas procuram agora responder a um misto delazer e cultura e não apenas a cultura. O facto de se apresentarem como estruturas construídas e consolidadas noterritório, apesar de com o tempo a característica “consolidada” se desvanecer emtermos urbanos, tratam-se de uma memória associada á própria cidade, enriquecidapela sua própria história e cultura. Isto impede que mediante uma reconversão paranovas funções, o edifício seja manuseado livremente, pois a intervenção não pode ser
  • 30. tão profunda a ponto de apagar a identidade do edifício, já que ele que demarcaaquele espaço físico. Esta característica torna o estudo mais conciso e pragmático na medida emque é mais claro perceber os espaços estritamente necessários para que aintervenção resulte em pleno. Quer isto dizer que o equipamento cultural temabandonado o conceito de simples espaço museológico, onde a interacção entre oedifício e visitante é meramente de observação das exposições ali presentes, e tem-setornado num espaço de lazer de múltiplas valências. Este novo âmbito reflecte-setambém nos espaços reconvertidos, embora sejam casos excepcionais e extremosuma vez que as dependências têm quase de ser “enfiadas” num espaço já definido,mediante as condições impostas pelo construído, contrariamente aos edifíciosprojectados de raiz onde tudo se encontra preparado para a sua função futura. Para que a reconversão resulte em pleno, dependências como áreas deexposição, auditórios de menor ou maior dimensão, relação com o espaço envolventealiado a apoio de restauração ou comércio, integração no espaço urbano, pequenaslojas ou livrarias e até espaços de estar como o lounge devem existir. Já se percebeu a importância urbana que a reconversão de edifíciosexcepcionais representam na renovação do traçado urbano, é no entanto possívelretirar conclusões ligadas directamente ao espaço interior. A ideia de que os espaços de exposição devem ter um forte isolamentorelativamente ao exterior para que o apreciador ou o visitante sinta as menoresdistracções possíveis não é totalmente verdadeira. O oposto cria situaçõesextremamente interessantes a nível de entrada de luz e contrastes no interior doespaço expositivo. O Museu da Electricidade contém a sua própria exposição. Aexposição permanente é constituída pelos seus próprios equipamentos. Possui noentanto espaços expositivos transversalmente aos grandes janelões, que demarcamum ritmo e atribuem ao espaço algo que não pode ser conseguido através deisolamento do exterior. No caso do Museu do Oriente, o edifício foi aberto através degrandes vãos para ligar o interior à rua, quase como uma montra mostrando queespólios contêm naquela altura, e a própria sala se exposição possui uma ligaçãomuito forte com o exterior, apesar de o espaço ser baixo e de aspecto contido. Os vãos de grandes dimensões permitem também uma ligação ao espaçourbano muito mais interessante do que meramente a forma do edifício, pois consegue-se a partir do interior, estabelecer ligações às ruas adjacentes fazendo com que oedifício fique directamente ligado á estrutura urbana em que está inserido quaseparecendo que o visitante continua a deambular pela cidade. É de facto extremamente importante devolver o edifício á cidade, ou no casodos construídos de raiz, oferecer o edifício á cidade, ao invés de o enclausurar nummundo temático muito próprio que acaba por virar costas á sua integração urbana. Este último factor, de ligação das ruas e da estrutura urbana, ao próprioequipamento, tornando-o um ponto de paragem, permite uma maior aceitação namedida em que se torna parte da viagem do visitante. A relação de montra entre oedificado e a rua causa uma maior abertura entre transeunte e o interior do edifício,
  • 31. convidando-o a entrar. O percurso pedonal vindo da Gare Marítima de Alcântara, queatravessa os jardins a nascente, culminam num interior de recepção do Museu daElectricidade. O espaço público altera-se com estas reconversões, altera-sepermitindo uma melhor eficiência na articulação com a restante estrutura urbana dacidade. Para concluir, ficou expressa a evolução dos espaços ditos museológicos ou deexposição e a sua adaptação à actualidade através de exemplos de edifíciosexcepcionais que foram reconvertidos para funções culturais. Por um lado a adaptaçãoa novas exigências programáticas leva a novas hipóteses de desenho urbano, sendoimportante perceber que se trata de uma solução para muitos dos problemasexistentes na cidade. Por outro lado, é possível esclarecer que é a polivalênciafuncional, que inclui variados espaços destinados a acolher desde exposições apalestras, passando por eventos musicais ou passagem de películas, que cria umaestreita relação entre o público e o privado, entre o espaço público e o equipamentocultural. É esta variedade de espaços juntamente com a sua integração na estruturaurbana que constituem as características quem leva ao seu bom funcionamento. Ouseja, é aquilo que leva a arquitectura a funcionar, pois apenas funciona sendo vivida.
  • 32. Índice de ImagensFigura 1 – Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico, Revista de ObrasPúblicas e Minas.Figura 2 – Retirada pelo autor através do programa informático Google Earth.Figura 3 – Arquivo Municipal de Lisboa, Arquivo Fotográfico, Ref.PT/ AMLSB/AF/ KPI/I00090.Figura 4 – Fotografia do Autor.Figura 5 – Fotografia do Autor.Figura 6 – Fotografia do Autor.Figura 7 – Fotografia do Autor.Figura 8 - http://premiofotojornalismo.visao.pt/wp-content / gallery /2008 _ conferencia/2008 _conferenciaMuseuElectricidade-4.jpgFigura 9 – Retirado do Livro “A CENTRAL TEJO, CADERNOS DO MUSEU DAELECTRICIDADE”, Museu da Electricidade.Figura 10 – Retirado do Livro “A CENTRAL TEJO, CADERNOS DO MUSEU DAELECTRICIDADE”, Museu da Electricidade.Figura 11 – Fotografia do Autor.Figura 12 - Retirada pelo autor através do programa informático Google Earth.Figura 13 – Retirada do Livro “MUSEU DO ORIENTE: DE ARMAZEM FRIGORIFICOA ESPAÇO MUSEOLOGICO”, Fundação OrienteFigura 14 - Retirada do Livro “MUSEU DO ORIENTE: DE ARMAZEM FRIGORIFICO AESPAÇO MUSEOLOGICO”, Fundação OrienteFigura 15 - Retirada do Livro “MUSEU DO ORIENTE: DE ARMAZEM FRIGORIFICO AESPAÇO MUSEOLOGICO”, Fundação OrienteFigura 16 - Retirada do Livro “MUSEU DO ORIENTE: DE ARMAZEM FRIGORIFICO AESPAÇO MUSEOLOGICO”, Fundação OrienteFigura 17 - http://sexoforte.net/mulher/images/stories/cultura/museu-oriente.jpgFigura 18 - http://iphil.com.sapo.pt/imagensBlog/MuseuOriente_Fev2009.jpgFigura 19 - http://www.enciclopedia.com.pt/images/museu_do_orientelisboa_k.jpgFigura 20 – Retirado de “PROJECTOS DE REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOSRECENTES: PRINCÍPIOS E CASOS PRÁTICOS”
  • 33. Figura 21 - http://www.calltoaction.pt/wp-content/uploads/2009/04/copia-de-calltoaction_8221.jpgFigura 22 - Retirado de “PROJECTOS DE REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOSRECENTES: PRINCÍPIOS E CASOS PRÁTICOS”Figura 23 - Retirado de “PROJECTOS DE REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOSRECENTES: PRINCÍPIOS E CASOS PRÁTICOS”Figura 24 - Retirada pelo autor através do programa informático Google Earth.Figura 25 - http://www.panoramio.com/photo/13001838Figura 2 - http://www.panoramio.com/photos/original/8087363.jpg&imgrefurl=http://www. panoramio.com/photo/8087363Figura 27 - http://www.hard-club.com/index_flash.htmlFigura 28 - http://www.hard-club.com/index_flash.htmlFigura 29 - http://www.hard-club.com/index_flash.htmlFigura 30 - http://www.hard-club.com/index_flash.htmlFigura 31 - http://www.hard-club.com/index_flash.htmlFigura 32 - http://www.lusobonsai.com/forum/viewtopic.php?t=878&view=previous&sid=5fff0deee75e7fffb45a22c1c38b0c9cFigura 33 - http://www.hard-club.com/index_flash.html
  • 34. BibliografiaAPPLETON, João; PROJECTOS DE REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS RECENTESPRINCÍPIOS E CASOS PRÁTICOS; Ordem dos Engenheiros; 2008.BENEVOLO, Leonardo; PROJECTAR A CIDADE MODERNA; 2ª Edição; Lisboa;Presença; 1987.CASTANHEIRA, Graça; SOARES, João; 1755 O GRANDE TERRAMOTO DELISBOA; Fundação Luso Americana e Público; Lisboa; 2005.CULLEN, Gordon; PAISAGEM URBANA; Edições 70; LisboaFERNANDES, José; PORTUGUÊS SUAVE, ARQUITECTURAS DO ESTADO NOVO;Lisboa : IPPAR; Departamento de Estudos, 2003FOLGADO, Deolinda; MUSEU DO ORIENTE: DE ARMAZEM FRIGORIFICO AESPAÇO MUSEOLOGICO; Fundação Oriente, Maio 2008.FRANÇA, José-Augusto; Lisboa: URBANISMO E ARQUITECTURAFREIRIA, Maria; FERREIRA, Maria Odete; A CENTRAL TEJO, CADERNOS DOMUSEU DA ELECTRICIDADE; Museu da Electricidade; Maio 1999.GOITIA, Fernando; BREVE HISTÓRIA DO URBANISMO; Editorial Presença; 7ªEdição; Outubro 2008.HOMEM, Amadeu; HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO ENG. ANTÓNIO DE ALMEIDA; 2003;LAMAS, José; MORFOLOGIA URBANA E DESENHO DA CIDADE; 2º Edição;Fundação Calouste Gulbenkian.
  • 35. MORRIS, A.E.J.; HISTÓRIA DE LA FORMA URBANA;PORTAS, Nuno; CONSERVAR RENOVANDO OU REVONAR CONSERVANDO;Programa “Coimbra Antiga e a Vivificação dos Centros Históricos”; Museu Nacional deMachado de Castro; Coimbra; 1983.ROSENAU, Helen; A CIDADE IDEAL: EVOLUÇÃO ARQUITECTÓNICA NAEUROPA; Presença; 1988; Lisboa.ROSSA, Walter; ALÉM DA BAIXA, INDÍCIOS DE PLANEAMENTO URBANO NALISBOA SETECENTISTA; IPPAR; 1998DOCUMENTO ESTRATÉGICO; Unidade de Intervenção Quarteirão 13006, MercadoFerreira Borges; Porto Vivo, 2007.

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