Da Cultura da Página à Cultura dos Dados

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A popularização dos dispositivos de acesso à internet e a diversificação dos produtos interativos são elementos significativos do processo de migração da cultura da página para a cultura dos dados. Celulares, telas tácteis, como as do iPad, e ambientes permeados por dispositivos controlados por voz e sensores de presença e movimento, como as plataformas para jogos Wii e Xbox, modificam substancialmente os contextos de leitura e as formas recepção de conteúdo visual. Mediados pelos recursos da web 2.0 (redes e softwares sociais, como Facebook e blogs), desafiam o designer a pensar novos formatos de arquitetura da informação e de programação visual. Esses formatos devem dialogar a um só tempo com um novo leitor/interator nômade, de atenção distribuída entre diversas plataformas, e problematizar a “ditadura dos templates” (modelos prontos) e os limites que impõem ao imaginário.

Palestra da série Design gráfico hoje: depoimentos e temas correlatos, promovido pelo Centro Universitário Maria Antonia.

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Da Cultura da Página à Cultura dos Dados

  1. 1. Giselle BeiguelmanDA CULTURA DA PÁGINA À CULTURA DOSDADOS
  2. 2. INTERFACE É CULTURAL
  3. 3. INTERFACE É UMA MÁQUINA DELEITURA
  4. 4. NÃO SE FALA DE UM MUNDO DA LEITURASEM PRESSUPOR UMA LEITURA DE MUNDO Marisa Lajolo
  5. 5. O LIVRO É UMA INTERFACE
  6. 6. LIVROS JÁ FORAM EXCLUSIVIDADE DOS MORTOS
  7. 7. Livro dos Mortos sec. X a.C, Egito
  8. 8. LIVROS JÁ FORAM O PILAR DE ORGANIZAÇÃO SOCIAL
  9. 9. Manuscritos do Mar Morto, sec. III a.C, Israel
  10. 10. Pensar o livro como interface é compreenderO LIVRO É UMA MÁQUINA DELEITURA
  11. 11. A COMPLEXIDADE É DETERMINADA PELA FUNÇÃO SOCIAL
  12. 12. EM SINTONIA COM A COMPLEXIDADE DE SUA FUNÇÃOSOCIAL, A MÁQUINA DE LER SE DESDOBRAEM OBJETOS, GESTOS E ESPAÇOS
  13. 13. O CÓDICE OU A LEITURA EMOLDURADA
  14. 14. Páginas do Livro de Kells (sec. VI a IX, Irlanda)
  15. 15. CÓDICE :MÁQUINA DE LEITURA ESTÁVELPOR MAIS DE 1000 ANOS
  16. 16. LIVRO IMPRESSO OU A LEITURA DESSACRALIZADA
  17. 17. Bíblia de Guttenberg, 1456
  18. 18. Livrarias Literatura Editoras Livro ImpressoBibliotecas LeituraDomésticas Silenciosa Bibliotecas Públicas
  19. 19. ObjetoLivro Obra
  20. 20. CULTURA IMPRESSAOBJETO INDIVIDUALIZA O DISCURSOCARTA/ JORNAL/ LIVRO/ BULA
  21. 21. CULTURA IMPRESSAMEIO É A MENSAGEM
  22. 22. CULTURA DIGITALUM OBJETO (COMPUTADOR)>QUALQUER DISCURSO
  23. 23. CULTURA DIGITALINTERFACE É A MENSAGEM
  24. 24. Máquina de LerComputador Máquina de Escrever (Internet) Máquina de Publicar
  25. 25. É URGENTE TRANSCENDER O FORMATO DO CÓDICE,DO PONTO DE VISTA MATERIAL, SIMBÓLICO EECONÔMICO, OPERANDO SUA CRÍTICA
  26. 26. WEB 1.0 WEB 2.0TAXONOMOMIA FOLKSONOMIA PLUG-IN SOFTWARE SOCIAL PÁGINA DADOS LINK TAGCOMUNIDADE REDE SOCIAL
  27. 27. • INTELIGÊNCIA DISTRIBUÍDA• ATOMIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO• BUSCAS FILTRADAS> SEM RISCO• BUSCA COMPARADA TAGS x FILTROS
  28. 28. “TEMPLATIZAÇÃO” VISUAL E EMOCIONAL
  29. 29. DESTEMPLATIZAR É PRECISO
  30. 30. ou transformando a redundância e a repetição em espaçoscriativosEVIDENCIANDO DINÂMICAS
  31. 31. http://wefeelfine.org/ We Feel Fine. Jonathan Harris e Sep Kamvar
  32. 32. http://www.tenbyten.org/10x10.html J. Harris 10 x 10
  33. 33. ou construindo sentidos a partir da emergênciaPERMITINDO NOVOSOLHARES
  34. 34. thoughtMesh http://thoughtmesh.net/
  35. 35. G. Beiguelman e J. C. Silvestre Filosofia da caixa Prata.desvirtual/silverbox
  36. 36. Rafael Marchetti, Geoplay. http://www.geoplay.info/
  37. 37. ou reiventando sociabilidadesRECRIANDOFUNCIONALIDADES
  38. 38. Martha Gabriel, Locative Painting.http://www.locativepainting.com.br/
  39. 39. Angie Waller my frienemies.http://myfrienemies.herokugarden.com/
  40. 40. ou expandindo a navegação além-mouseDESPROGRAMANDO O POINT &CLICK
  41. 41. Mobile Crash, LucasBambozzi, http://www.vimeo.com/7749935
  42. 42. Pranav Mistry _ Six Sense Labhttp://www.pranavmistry.com/projects/sixthsense/#
  43. 43. Tele_bits. G. Beiguelman e R. Marchetti, 2010http://www.telebits.art.br
  44. 44. TAT – The Future of Screen Technology, 2010 - http://www.youtube.com/watch?v=g7_mOdi3O5E
  45. 45. DESIGN DE INTERFACESPARA REPROGRAMAÇÃO DOS USOS•EVIDENCIA DINÂMICAS•PROPÕE NOVOS FORMATOS•DESESTABILIZA EXPECTATIVAS•REPROGRAMA O IMAGINÁRIO•DESTEMPLATIZAM ROTINAS
  46. 46. É PRECISO RECONHECER E INSTRUMENTALIZARA MULTIPLICIDADE DE “ÓRGÃOS EMERGENTES” DEVISÃO E SUPERFÍCIES DE VISUALIZAÇÃO
  47. 47. NOVOS MATERIAIS,OUTRAS ERGONOMIASESCRITURAS COMPLEXAS
  48. 48. O DESAFIO HOJE É PENSAR O DESIGN DEINTERFACE PARA ALÉM DA TELA E DOSOLHOS
  49. 49. TKS!WWW.DESVIRTUAL.COMTWT: @GBEIGUELMAN
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