Marketing Territorial Covilhã

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    Marketing Territorial Covilhã - Presentation Transcript

    1. Marketing Territorial A cidade como produto: o diagnóstico dos atributos da cidade da Covilhã Andreia Silva, Gina Barata, Vera Carlos
    2. Estudo de caso: Os atributos da cidade da Covilhã
    3. Objectivos Analisar a imagem pública da Covilhã tendo em conta a opinião dos seus residentes. Conhecer de que modo a Covilhã é percepcionada pelos seus residentes. Identificar os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças que os residentes reconhecem. Como se situa a Covilhã perante cidades vizinhas. Quais os rumos positivos ou negativos que a cidade está a tomar.
    4. Metodologia Aplicação de questionário misto, com possibilidade de o respon- dente dar sugestões pertinentes no final do inquérito. Foi aplicada a escala de Likert. A investigação foi qualitativa e quantitativa. Realizado pré-teste a 7 sujeitos 84 indivíduos, escolhidos de forma aleatória Entre 18 e 72 anos Residentes na cidade da Covilhã, inclusivé por motivos temporários. Recolha entre 25 e 29 de Maio de 2008 Tratamento de dados: SPSS 16.0 e Microsoft Excel (análise de conteúdo de perguntas abertas)
    5. Variáveis O estudo baseou-se nas seguintes variáveis: - sexo, idade, habilitações académicas e ocupação do sujeito; - tempo de residência na cidade; - avaliação das 5 maiores necessidades da Covilhã; - avaliação das características da cidade tendo em conta indicadores de ‘qualidade de vida’; - enumeração de 3 adjectivos caracterizadores da cidade; - enumeração de ameaças ao crescimento; - posicionamento da imagem da Covilhã perante 1 elemento identificador; - satisfação geral do residente; - identificação dos principais actores do desenvolvimento económico da cidade; - comparação da Covilhã com outros espaços urbanos vizinhos; - enumeração de 3 aspectos diferenciadores da Covilhã perante outros espaços urbanos; - outras apreciações.
    6. Resultados Género: 53,6% mulheres, 46,4% homens Idade: maioria entre 18 e 37 anos (13% sem resposta assinalada) Habilitações académicas: a maioria dos inquiridos possui o 12º ano de escolaridade (38,1%) ou licenciatura (35,7%) Ocupação: 44,4% dos inquiridos trabalham por conta de outrém e 25% são estu- dantes. Tempo de residência na Covilhã: 53% dos sujeitos vive na cidade há mais de 20 anos e apenas 3,6% reside na Covilhã há menos de 1 ano Necessidades: auxílio na criação de empresas (43 respostas), promoção do turismo (34), desen- volvimento da indústria (32), diminuição do custo de vida (28), aumento de espaços para esta- cionamento (28), melhoria nos cuidados de saúde (25), desenvolvimento do comércio tradicional (25) e promoção das empresas existentes na cidade (23).
    7. Resultados Características da cidade: em média, os sujeitos consideram que o comércio tradicional, a indústria e o custo de vida não são satisfatórios (“maus” segundo a escala). A única característica que, em média, foi con- siderada satisfatória (“boa”) foi a natureza. Os restantes aspectos foram con- siderados “razoáveis”. Ameaças à cidade: 52% dos inquiridos responderam que existem ameaças ao cresci- mento da cidade. Os aspectos indicados foram vários, destacando-se a localização geográ- fica da cidade (8) e a migração dos habitantes para outras cidades (4). Imagem da Covilhã: a maioria dos sujeitos indicou que a Covilhã é uma cidade de tradição, embora gostassem que fosse uma cidade de conhecimento, de igualdade social, inovadora e turís- tica. Cooperação: em média, consideram que não existe cooperação entre as autoridades que gover- nam, os comerciantes e os cidadãos para o desenvolvimento da cidade. Em relação à promoção dos produtos característicos da cidade, do turismo e da cidade em si, verificou-se que estes não são suficientemente promovidos. De forma, geral, a população não se sente satisfeita nem insat- isfeita com a cidade.
    8. Responsáveis pelo desenvolvimento: os resultados apresentados demonstram que 70% dos inquiridos considera que a Universidade/ estudantes é o principal motor de desenvolvimento económico da cidade. Apreciação de núcleos urbanos vizinhos: em média, os inquiridos consideram que a Guarda, Viseu e Castelo Branco têm um desenvolvimento superior ao da Covilhã. Em relação a Seia, Manteigas, Belmonte, Fundão e Gouveia, consideram que o seu desenvolvimento é inferior. Concorrência: 59% dos inquiridos considera que não existem cidades vizinhas que se apresentem como concorrentes da cidade. Dos restantes inquiridos, a resposta recai em Castelo Branco pelo seu “desenvolvimento superior em quase todas as áreas”; depois Viseu pelo “maior nível de opor- tunidades”; Guarda devido ao seu rápido crescimento, às suas estruturas comerciais e à maior di- versidade em termos de comércio e Gouveia e Manteigas pela sua “maior promoção de recursos” e Seia pelo maior “aproveitamento do recurso ‘turismo’”.
    9. Características diferenciadoras da cidade: As características mais valorizadas foram a natureza académica (60 respostas), a natureza (28), a segurança (26) e o turismo (26). As características que menos respondem à capacidade distintiva da Covilhã foram os eventos desportivos (6), o lazer (9), a indústria (10) e as infra-estruturas. Quando foi pedido aos sujeitos que descrevessem a cidade através de três adjectivos, muitos utilizaram, também, substantivos. Os adjectivos mais utilizados para caracterizar a cidade foram: segura, agradável, acolhedora e bonita. Após correlacionamento de dados, verificámos que as pessoas que vivem na cidade há mais de 6 até 15 anos, mostraram-se insatisfeitas com a cidade, a nível geral. Em média, os inquiridos discordaram com a afirmação “a cidade da Covilhã é suficientemente promovida”, sendo que a opinião é mais forte nos inquiridos com mais de 20 anos de residência.
    10. Acerca da cooperação existente na cidade tendo em conta o tempo de residência, em média, os residentes que vivem na cidade entre 6 a 20 anos são da opinião de que não existe cooperação entre as autoridades que governam, comerciantes e cidadãos para o desenvolvimento da cidade. Quanto à promoção dos produtos característicos da cidade, a maioria dos residentes acred- ita que a promoção dos produtos característicos da cidade não é suficiente, exceptuando os resi- dentes mais recentes que vivem na cidade há 1 até 5 anos. Tendo em conta o tempo de residência e a opinião sobre a promoção do turismo na cidade, veri- fica-se que, exceptuando os inquiridos que vivem na cidade há 6 a 10 anos e que não concordam nem discordam com a afirmação “o turismo na cidade é suficientemente promovido”, todos os outros discordam da afirmação.
    11. Conclusões O inquérito teve como objectivo identificar os “componentes de ex- celência” da cidade da Covilhã, neste caso é dizer, “aqueles elementos da cidade que apresentam um nível de atracção notório ou constituem um êxito do ponto de vista social, económico ou ambiental.” (Gómez, 2004:451) A identificação destes clusters de excelência possibilitará reconhecer as vantagens competitivas que poderão tornar-se referência da cidade. Os comentários que se obtiveram das diversas variáveis reflectem uma luz difusa sobre os problemas que existem na cidade da Covilhã. Devemos ter em conta que 54% dos inquiridos re- side há mais de 20 anos na Covilhã. Destacamos as variáveis que alcançam maior relevo: 1. Necessidades mais sentidas: Os inquiridos tiveram a possibilidade de contribuir com a sua opinião sobre as cinco maiores necessidades sentidas na cidade. São elas: criação de mais empre- sas (43%), a promoção do turismo (34%), o apoio à indústria (32%), a diminuição do custo de vida (28%) e parques de estacionamento gratuitos (28%). As necessidades que menos peso tiveram foi o lazer e o comércio de grandes superfícies (em contraste com o comércio tradicional).
    12. 2.Características da cidade: a Natureza (proximidade com um grande polo natural) foi o único aspecto que recolheu a maior apre- ciação, com “bom”. A indústria, o comércio tradicional e o custo de vida receberam nota negativa. Ao descreverem a cidade, definiram-na como uma cidade segura, acolhedora, agradável e bonita. 3.Ameaças ao crescimento: 52% responderam que existem ameaças, sendo que a localiza- ção geográfica e a migração para outras cidades os aspectos mais preponderantes. Na opinião dos inquiridos, existem indicadores em segundo plano: a falta de acessos à cidade, o fraco desen- volvimento económico e empresarial devido a uma falta de investimento. 4.Aspectos diferenciadores: natureza académica (60%), natureza (28%), segurança (26%), tur- ismo (26%). Reconhecida como cidade de tradição e tendo como maior motor de desenvolvi- mento económico a universidade (70%). 5. Satisfação: os habitantes não se sentem nem satisfeitos nem insatisfeitos com a cidade
    13. 6.Concorrência: 33% dos respondentes afirma que existem concor- rentes à Covilhã, sendo que destes a maior percentagem recaiu sobre Castelo Branco, por catalizar maior investimento (capital de distrito) e possuir um desenvolvimento superior em todas as áreas; Viseu por existirem mais oportunidades; Gouveia e Manteigas por promoverem os seus recursos e Seia pelo maior aproveitamento do turismo da Serra da Estrela. Neste estudo, concluímos que existem três pólos que reúnem um consenso substancial posi- tivo: a) a aposta na educação é reconhecida pelos seus habitantes como o maior motor de desenvolvi- mento da cidade, diferenciando a Covilhã pela sua natureza académica. No entanto, alguns dos inquiridos consideram que o investimento realizado na educação tornou-se mais elevado com- parativamente a outros aspectos; b) a envolvente natural é um factor real que é também salientado. Torna-se então um dos pontos distintivos da cidade;
    14. c) o turismo é, na opinião dos inquiridos, um parente pobre. Recon- hecem a potencialidade deste sector na cidade mas são da opinião que não existe promoção nem investimento. Estes tornam-se aspectos reais que podem servir de aspectos pull, atractivos ao investimento e apelativos à residência. No aspecto negativo, como forças push e repressoras do desenvolvimento económico e social, ex- istem dois factores que se tornaram ameaças à cidade: a) a localização geográfica é um factor que para os respondentes dificulta o crescimento da cidade, referindo os acessos à cidade como deficitários; b) a migração para outras cidades, estando intimamente ligada ao custo de vida (“mau”) enunciado e à situação da indústria e do comércio tradicional, outrora fortes empregadores.
    15. Obrigado.
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