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  • 1. VENTILAÇÃO MECÂNICA e Insuficiência Respiratória Aguda Daniel Antunes R2CM
  • 2. Insuficiência Respiratória
    • Definição
      • Ventilação
      • Trocas gasosas
      • PaO2 < 60 mmHg ou PaCO2 > 50 mmHg
  • 3. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Baixas FiO2
        • Grandes altitudes
        • Incêndios
      • Alterações de difusão
        • Congestão Pulmonar
        • Doenças intersticiais fibrosantes
  • 4. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Hipoventilação
        • Perda do drive ventilatório
          • Hipertensão Intracraniana com herniação
          • TCE
          • Lesão expansiva cerebelar ou de tronco
          • Paralisia bulbar progressiva (ELA) ‏
          • Poliomielite bulbar
        • Lesão medular
          • TRM alto (C2-C3) ‏
          • Poliomielite
  • 5. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Hipoventilação
        • Neuropatia periférica acometendo Nervo Frênico
          • Síndrome de Guillain-Barré
        • Doença muscular ou da placa motora
          • Miastenia Gravis
          • Paralisia periódica hipercalêmica ou hipocalêmica
          • Polimiosite
          • Distrofia muscular
  • 6. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Hipoventilação
        • Obstrução de vias aéreas
          • Corpo estranho
          • Macroaspiração (conteúdo gástrico ou hemoptise maciça) ‏
          • Traqueomalácia ou laringomalácia
          • Edema de glote
          • Infecção submandibular ou do espaço retrofaríngeo
  • 7. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Hipoventilação
        • Fadiga da musculatura respiratória
          • Crise asmática grave
          • DPOC exacerbado
          • Pneumonia grave
          • EAP
          • SARA
          • TEP
  • 8. Insuficiência Respiratória
    • Fisiopatologia
      • Alterações na relação V/Q
        • Efeito espaço-morto (alta relação V/Q) ‏
        • Efeito shunt (baixa relação V/Q) ‏
        • Efeito shunt completo (relação V/Q = zero) ‏
  • 9. Relação V/Q
  • 10. Efeito Espaço-morto
    • V/Q > 0,8
    • Causas
      • Embolia pulmonar
        • Hipoxemia: efeito shunt por vasodilatação no território não obstruído
      • Choque circulatório
      • Destruição de septos alveolares (Enfisema) ‏
      • Hiperdistensão alveolar (PEEPi) ‏
  • 11. Efeito Espaço-morto
  • 12. Efeito Shunt
    • Relação V/Q < 0,8
    • Causas
      • Pneumonia
      • Edema agudo de pulmão
      • SARA
      • DPOC
      • Asma
      • Atelectasias
    • TEP
    • CIA, CIV
  • 13. Efeito Shunt
  • 14. Efeito Shunt
  • 15. Curva de dissociação do O2 Desvio para E:  Hb  pH  2,3 DPG  CO2  t  C Desvio para D:  Hb  pH  2,3 DPG  CO2  t  C
  • 16. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Tipo I ou Hipoxêmica ou Pulmonar
      • Hipoxemia sem hipercapnia
      • Hipocapnia
        • hiperventilação compensatória
      • Alterações na relação V/Q
  • 17. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Tipo II ou Hipercápnica ou extra-pulmonar
      • Hipoxemia e hipercapnia
      • Hipoventilação alveolar
      • Causas principalmente mecânicas
        • neuromusculares
        • Obstrutivas
      • Fadiga muscular na IRpA tipo I
  • 18. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Diferença alvéolo-arterial de Oxigênio
    • P(A-a)O2
    • PAO2 – PaO2
    • PAO2 = PB x FiO2
      • Vapor d'água 47 cmH2O
      • PACO2: gás muito difusível  PaCO2
    • PAO2 =  (PB - 47) x FiO2  - PaCO2
    • QR
  • 19. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Diferença alvéolo-arterial de Oxigênio
    • P(A-a)O2
    • PAO2 – PaO2
    • P(A-a)O2 =  (PB - 47) x FiO2  - PaCO2 - PaO2
  • 20. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Diferença alvéolo-arterial de Oxigênio
    • P(A-a)O2
    • São Paulo
    • PB = 700 mmHg
    • PAO2 = 136mmHg
    • P(A-a)O2 =  - (PaCO2 + PaO2) ‏
  • 21. Hipoxemia (PaO2 < 60 mmHg ou SatO2 < 90%) ‏
    • P(A-a)02
    • Normal Aumentada
    • Hipoventilação Alteração V/Q
    • Alveolar
    • O2 suplementar
    •  PaO2  PaO2
    • dist. V/Q Shunt
  • 22. Hipercapnia (PaCO2 > 55 mmHg e pH < 7,2-7,3) ‏
    • P(A-a)02
    • Normal Aumentada
    • Hipoventilação Alteração V/Q
    • Alveolar
  • 23. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Quadro clínico
      • Dispnéia / TAQUIPNÉIA
      • Tiragens intercostais
      • Batimentos de aletas nasais
      • Respiração paradoxal
      • Alterações neurológicas
        • Hipoxemia: agitação  coma
        • Hipercapnia: sonolência  coma
  • 24. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Avaliação laboratorial:
      • Gasometria arterial
        • PaO2 < 60 mmHg
        • SaO2 < 88 %
        • PaO2/ FiO2 < 300
        • P(A-a)O2 > 15 mmHg
      • Radiografia de tórax
      • Exames específicos guiados pela história clínica
  • 25. IRpA: caso clínico 1
    • Paciente feminino, 55 anos, portadora de ELA, diagnóstico recente, trazida pelos familiares (em cadeira de rodas) por dispnéia de início súbito. Apresenta-se em REG, pouco ansiosa, taquipnéica.
    • Dados vitais tirados pela Enfa Ádia, que insiste que a paciente deve aguardar nas fichas (7 TOT's na SE) ‏
    • PA 120 x 70mmHg, FC 100 bpm, FR 32 irpm, SpO2 93% AA.
    • O QUE FAZER?
  • 26. IRpA: caso clínico 1
    • Gasometria arterial (AA):
    • pH 7,49
    • PaO2 65
    • PaCO2 35
    • BIC 20
    • BE +3
    • SatO2 93%
    • QUAL A ETIOLOGIA DA IRpA DESSA PACIENTE?
  • 27. IRpA: caso clínico 1
    • P(A-a)O2 = 136 – (35 + 65) =
    • =136 – 100 = 36
    • P(A-a)O2 = 36
  • 28. IRpA: caso clínico 1
    • ELA
      • paralisia bulbar progressiva: HIPOVENTILAÇÃO
    • P(A-a)O2 > 15 mmHg
      • Distúrbio V/Q associado
    • Hipóteses diagnósticas?
    • Qual a próxima conduta?
  • 29. IRpA: caso clínico 1
    • O2 suplementar
      • Cateter?
      • Máscara facial?
      • Máscara com reservatório?
    • VNI
    • Rx tórax
  • 30. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Tratamento
      • Reversão da causa
      • Garantir débito cardíaco e níveis de Hb
        • Curva de dissociação do O2
      • Manutenção das trocas gasosas
        • VM ou VNI
        • ATENÇÃO: hipercapnia na IRpA hipoxêmica como sinal de fadiga muscular.
  • 31. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Indicações de Ventilação Mecânica Invasiva
      • PCR
      • Hipoventilação e apnéia
        • Hipercapnia (PaCO2 > 55 mmHg) ‏
        • Acidose (pH < 7,2 - 7,3) ‏
      • Hipoxemia
        • PaO2 < 60 mmHg (SatO2<90% após O2 suplementar) ‏
        • P(A-a)O2 > 45 mmHg (em ar ambiente) ‏
  • 32. Insuficiência Respiratória Aguda
    • Indicações de Ventilação Mecânica Invasiva
      • Falência mecânica do aparelho respiratório
        • Fraqueza muscular, doenças neuromusculares, paralisia
      • Comando respiratório instável
        • TCE, AVC, intoxicação exógena, abuso de drogas
      • Redução do trabalho muscular
        • Fadiga muscular
        • Falência cardio-circulatória concomitante (Choque, IAM, arritmias) ‏
  • 33. IRpA: caso clínico 2
    • Paciente masculino, 59 anos, previamente hígigo, tabagista 70 anos-maço, procurou PS por quadro de cefaléia frontal bilateral sem sinais de alarme há 7 dias, associado a artralgias e mialgia difusas, que já haviam melhorado, surgindo febre 38-39  C há pelo menos 3 dias, sem horário preferencial. Negava tosse, referia dispnéia bem discreta. Urina escurecida. Ao exame, CHAAA, Tax 37,1  C, FR 32 irpm, FC: 100 bpm, PA 130x90, MVF s/ RA, ACV sem alterações, abdome normotenso e sem visceromegalias, sem edemas, panturrilhas livres. Tremores e calafrios durante a avaliação.
  • 34. IRpA: caso clínico 2
    • Gasometria arterial (AA):
    • pH 7,47
    • PaO2 61
    • PaCO2 28
    • BIC 23
    • BE +0,1
    • SatO2 93%
    • QUAL A ETIOLOGIA DA IRpA DESSA PACIENTE?
  • 35. IRpA: caso clínico 2
    • P(A-a)O2 = 136 – (28 + 61) =
    • =136 – 89 = 47
    • P(A-a)O2 = 47
  • 36. IRpA: caso clínico 2
    • Hb 15,9 Ht 45,5
      • Curva dissociação: SatO2 93% e PaO2 61 mmHg
    • Leucócitos 14.000 NB4%, NS 52%, Li 34%
    • Ur: 42 Cr: 0,89
    • Urina 1: L 20.000/campo
    • E 120.000/campo
    • Rx tórax:
      • Infiltrado reticular em base D e 2/3 inferiores Htx E
  • 37. VENTILAÇÃO MECÂNICA
  • 38. Que modalidade ventilatória usar?
    • O que define modalidade ventilatória?
      • Ciclagem
        • Tempo (PCV) ‏
        • Volume(VCV) ‏
        • Fluxo (PSV) ‏
    • Modalidades básicas
      • VCV, PCV, PSV, SIMV
    • Modalidades avançadas
  • 39. Que modalidade ventilatória usar?
    • Nível de consciência do paciente
      • Controlada, assistida ou espontânea
    • Intimidade do operador
    • Presença de pneumopatia
    • Adaptação do paciente
    • Possibilidades de monitorização
    • Fase do uso da VM
  • 40. VCV x PCV
    • Diferem pelos parâmetros que podem ser controlados
    • Estudos não comprovaram alterações em morbimortalidade
    • Importância de monitorização dos parâmetros secundários
  • 41. VCV x PCV
    • VCV:
      • Ajusta Vt e Fluxo
      • Tins é fixo (fruto da relação entre a FR e o fluxo) ‏
      • Paw varia com complacência e resistência do sistema respiratório
  • 42. VCV x PCV
    • PCV:
      • Princípio básico: manter Paw constante
      • Ajusta Pmáx em vias aéreas e Tins
      • Vt varia com complacência e resistência do sistema respiratório
  • 43. VCV x PCV
    • Vantagens PCV:
      • Fluxo desacelerado
        • Melhor distribuição da ventilação (menos espaço-morto) ‏
        • Maior complacência
        • Maior Paw média (melhor PaO2) ‏
        • Menor pico de pressão
      • Previne hiperdistensão e barotrauma
  • 44. Ventilação pressão controlada
  • 45. VCV x PCV
    • Desvantagens PCV:
      • Vt variável
      • Monitorização de muitos parâmetros para garantir Vt
    • Vantagens VCV:
      • Fácil manejo
    • Desvantagens da VCV:
      • Maior pico de pressão
      • Não variabilidade do fluxo conforme demanda
  • 46. Como ventilar na Asma Grave?
    • Fisiopatologia
      • Obstrução ao fluxo expiratório
    • Hipercapnia permissiva e Vt baixo
      • Comprovada redução de mortalidade
    • Princípios:
      • Aumentar Texp
      • Reduzir volume-minuto
      • Reduzir trabalho respiratório
  • 47. Como ventilar na Asma Grave?
    • PCV
      • Controle mais fácil da hiperinsuflação
      • Controle da Paw
      • Susceptibilidade do Vt às variações da Raw
    • Parâmetros:
      • Vt: 5 a 7 ml/kg
      • Ppico < 50 cmH2O
      • Pplatô < 35 cm H2O
  • 48. Como ventilar na Asma Grave?
    • Parâmetros:
      • FR: 7-11 irpm
      • Fluxo alto: > 60 L/min
      • PEEP
        • Monitorar hiperinsuflação
      • PEEPi < 15 cmH2O
  • 49. O que é Mecânica Respiratória?
    • Monitorização das pressões geradas na via aérea com o processo de ventilação com pressão positiva
    • Modo VCV, pausa inspiratória de 2s.
    • Permite definir
      • Ppico
      • Pplatô
      • Complacência e Resistência
  • 50. O que é Mecânica Respiratória?
    • Componentes da Pressão Inspiratória
      • 1) Pressão de Pico (PPI)‏
        • Responsável por contrapor as pressões resistiva e elástica
      • Pressão de Platô (Pplatô)‏
        • Pressão de equilíbrio do sistema respiratório na ausência de fluxo
        • Pausa inspiratória
      • OBS: Pressão média de vias aéreas
        • Média da pressão durante todo o ciclo respiratório
        • Diretamente ligada com a oxigenação
  • 51. O que é Mecânica Respiratória?
  • 52. O que é Complacência?
    • Complacência
      • Capacidade de acomodação de determinado volume ou pressão nos alvéolos
      • “ dureza alveolar”
      • Cest = Vt .
      • (Pplatô – PEEP) ‏
  • 53. O que é Resistência?
    • Resistência
      • Dificuldade encontrada pelo ar nas vias aéreas para sua entrada no sistema respiratório.
      • Raw = (Ppico – Pplatô) ‏
      • Vt
  • 54. PEEPi: como medir ?
    • PEEP intrínseca
      • Pausa expiratória 2 segundos
      • Equilíbrio entre a Paw (medida pelo ventilador) e a PEEPi
  • 55. Caso Clínico 3
    • Paciente feminino, 32 anos, portadora de Asma Persistente Moderada há 15 anos, em uso contínuo de associação Formoterol + Budesonida inalatório, com histórico de graves exacerbações, senda a última há 6 meses, com necessidade de VM invasiva, inclusive com PCR há 3 anos. Procura o PS por quadro de piora progressiva de dispnéia e tosse seca na última semana, com importante piora na manhã da admissão. Nega febre, refere dor torácica-ventilatório dependente.
  • 56. Caso Clínico 3
    • Ao exame, CHAAA, vigil, taquidispnéica, ansiosa. PA 130x80, FC 112, FR 40, SpO2 93% AA. MV simétrico, com sibilos ins e expiratórios difusos. Restante sem alterações.
    • Gasometria arterial (AA) ‏
    • pH 7,48 PaO2 71 PaCO2 55
    • BIC 22 BE 0 SatO2 92%
    • P(A-a)O2 = 14
  • 57. Caso Clínico 3
    • Prescrito corticóide EV e broncodilatador inalatório. Entre as inalações, paciente evoluiu com piora da dispnéia, rebaixamento do nível de consciência, dessaturação importante, sendo então intubada. Foi colocada em VM modo PCV A/C, PI 20, Tins 1,2s, FR 12, relação I:E 1:2,5, PEEP 8, FiO2 100%, VC 420 (~7 ml/kg peso ideal), Ppico 55, SpO2 91%.
  • 58. Caso Clínico 3
    • Iniciado sedação contínua com Midazolan e Fentanil, mantendo Ramsay 6. Medidas de mecânica respiratória em modo VCV mostrou:
    • VC 600 fluxo 60 Ppico 65 Pplatô 50 PEEP 8 PEEPi 20
    • Cest = 600/50-(8+20) = 600/22 = ~27
    • Raw = 65-50/1 (L/seg) = 15
    • Você analisa essas medidas, os parâmetros anteriores e olhando a curva fluxo x tempo no monitor, conclui e conduz...
  • 59. Caso Clínico 3
    • O que mostra a curva? O que fazer?
  • 60. Caso Clínico 3
    • Volume-minuto alto e Texp baixo
    • Presença de PEEPi
    • Conduta
      • Reduzir delta de pressão para obter Vt entre 5-7ml/kg
      • Reduzir Tins
      • Reduzir FR
      • Monitorização de mecânica respiratória (Pplatô e PEEPi) ‏
      • Reversão do broncoespasmo
  • 61. Caso Clínico 3
    • Obtido nova gaso após 30 min nos novos parâmetros: PCV A/C, PI 14, Tins 1s, FR 10, relação I:E 1:5, PEEP 8, FiO2 60%, VC 360 (~ 6 ml/kg peso ideal), Ppico 45, SpO2 94%.
    • pH 7,20 PaO2 156 PaCO2 65
    • BIC 21 BE+2 SatO2 94%
    • PaO2/FiO2 = 260
    • MELHORA DA OXIGENAÇÃO
  • 62. Caso Clínico 3
    • Rx Tórax: sinais de hiperinsuflação apenas
    • Nova mecânica respiratória:
    • VC 360 fluxo 60 Ppico 37 Pplatô 30 PEEP 8 PEEPi 10
    • Cest = 360/30-(8+10) = 360/ = 30
    • Raw = 37-30/1(L/seg) = 7
  • 63. Caso Clínico 3
    • Após essas modificações nos parâmetros iniciais, paciente evoluiu com estabilidade hemodinâmica, boa oximetria de pulso, e parâmetros ventilatórios adequados, tendo ido o médico assistente cuidar do restante da SE. Próximo à passagem do plantão faz nova avaliação:
    • Mesmos parâmetros (PCV A/C, PI 14, Tins 1s, FR 10, relação I:E 1:5, PEEP 3, FiO2 60%), levavam a VC 180 (3 ml/kg), Ppico 45, SpO2 87%. Ausculta com MV muito diminuído, simétrico; sem secreção à aspiração TOT, o qual se encontrava pérvio e normoposicionado. Colhido gasometria arterial:
  • 64. Caso Clínico 3
    • PCV A/C, PI 14, Tins 1s, FR 10, relação I:E 1:5, PEEP 3, FiO2 60%, VC 180 (~ 3 ml/kg peso ideal), Ppico 45, SpO2 82%.
    • Gasometria:
    • pH 7,15 PaO2 68 PaCO2 75
    • BIC 19 BE+4 SatO2 83%
    • Mecânica Respiratória:
    • VC 180 fluxo 60 Ppico 55 Pplatô 40 PEEP 3 PEEPi 15
    • Cest = 180/40-(3+10) = 180/27 = ~6
    • Raw = 55-40/1(L/seg) = 15
  • 65. Ventilação pressão controlada
    • Determinantes do Vt.
    A) pulmão normal B) aumento da pressão ajustada C)complacência reduzida D) resistência aumentada
  • 66. Caso Clínico 3
    • CONDUTA
      • Otimizar oxigenação
        • B2-agonista, magnésio, heliox
        • Aumentar delta de pressão mesmo que ultrapasse Pplatô
        • Tentar PEEPe
      • Hipercapnia permissiva
        • PH > 7,00
        • Sem repercussões hemodinâmicas ou neurológicas
      • Monitorização mecânica e gasométrica intensiva
  • 67. Como ventilar na DPOC?
    • Doença obstrutiva assim como a Asma
    • Segue basicamente os mesmos parâmetros e princípios
    • PEEPe
      • Benefício teórico
      • Redução do trabalho respiratório sem hiperinsuflação
      • 85% da PEEPi
      • Indicada principalmente no início da ventilação passiva
  • 68. E se houver dessincronia?
    • “ Briga”: má interação paciente x ventilador
    • Como diagnosticar:
      • Movimentos respiratórios múltiplos e ineficazes
      • Fácies de desconforto, ansiedade
      • Sudorese, taquipnéia, taquicardia, hipertensão
      • Uso de musculatura acessória, tiragens
      • Respiração paradoxal
  • 69. E se houver dessincronia?
    • O que fazer?
      • Ausculta respiratória, expansibilidade
      • Checar por desconexões (ALARMES) ‏
      • Verificar patência e posição do TOT
      • Desconectar o ventilador
      • Avaliar sedação e curarização
  • 70. E se houver dessincronia?
    • Principais causas relacionadas ao paciente:
      • Comando ventilatório aumentado
        • Acidose, hipóxia, hipercapnia, febre
        • dor, ansiedade, agitação
        • Aumento do trabalho respiratório (piora da Cest, Raw e PEEPi) ‏
      • PEEPi
      • Fadiga muscular
  • 71. Caso Clínico 4
    • Paciente masculino, 64 anos, admitido na UTI na manhã de hoje, vindo da enfermaria da Hematologia, onde está internado há 3 semanas para realização de tratamento quimioterápico de um LNH de baixo grau, última sessão há 14 dias. Não apresenta nenhuma outra comorbidade. Estava em proposta de alta hospitalar, quando na madrugada anterior evoluiu com enterorragia e repercussão hemodinâmica, tendo recebido 6U CGV, 12U plaquetas, 5U PFC. À admissão, sonolento, orientado T/E, FC 120, FR 40, SpO2 88%, PA 96 x 68 mmHg, perfusão limítrofe. Restante do exame físico sem alterações significativas.
  • 72. Caso Clínico 4
    • Exames colhidos na enfermaria:
    • Hb 6,2 Ht 19 Leuco 4500 (0/0/2/59/1/0/28/10) PLT 25.000
    • Rx tórax sem alterações
    • Gasometria arterial (AA) ‏
    • pH 7,33
    • PaO2 63
    • PaCO2 29 P(A-a)O2 = 38
    • BIC 18
    • BE -4
    • SatO2 87%
  • 73. Caso Clínico 4
    • Foi colocado em monitorização contínua, iniciado O2 suplementar por máscara facial a 15l/min (levando SpO2 para 91%), mantido suporte transfusional associado a reposição volêmica com cristalóides. Evoluiu com hipotensão grave, sendo ligado DVA. Gasometria arterial da admissão (com O2) mostrava pH7,26 PaO2 72 PaCO2 45 BIC 17 BE -5 SatO2 91%. Como mantinha esforço muscular importante, associado a instabilidade hemodinâmica, foi optado por TOT.
    • Quais as etiologias prováveis para a IRpA deste paciente?
  • 74. Caso Clínico 4
    • Distúrbio V/Q
      • P(A-a)O2 > 15 mmHg
      • RxTx normal: TEP ? SvO2 baixa?
    • Efeito espaço-morto
      • Colapso circulatório
      • TEP
    • Fadiga muscular
      • Acidose respiratória e retenção de CO2
  • 75. Caso Clínico 4
    • Paciente sedado com Propofol, Ramsay 3, foi colocado em VM modo VCV A/C, VC 500 ml (8ml/kg peso ideal), Fluxo 50 L/min, FR 12/32, FiO2 40%, PEEP 8, sensibilidade a pressão -2cmH2O, relação I:E 1:1,6. Ppico 24 e Pplatô 22. PA: 90 x 68, FC 120, NE 1mcg/kg/min. Passado CDL em VScD, medido SvO2 42%.
    • Gasometria arterial nesses parâmetros:
    • pH 7,28 PaO2 90 PaCO2 30
    • BIC 18 BE +4 SatO2 93%
    • PaO2/FiO2 = 225
  • 76. Caso Clínico 4
    • Medidas da mecânica respiratória:
      • Ppico 24 Pplatô 22 PEEP 8 VC 500 fluxo 50 L/min
      • Cest = 500/ 22-8 = 35
      • Raw = 24-22/ 0,8 (L/seg) = 2,5
  • 77. Caso Clínico 4
    • Reavaliado minutos depois, paciente encontrava-se estável, porém taquipnéico e “brigando” com o ventilador.
    • No monitor do ventilador, observa-se o seguinte padrão de curva.
    • Qual a causa da dessincronia desse paciente?
  • 78. Caso Clínico 4
    • Na tentativa de reverter a dessincronia, optou-se por aumentar o fluxo para 80 l/min. Como o paciente permanecia taquipnéico e dessin crônico, e frente às varias possibilidades de causas de comando respiratório aumentado (acidose, hipoxemia, dor, ansiedade, fadiga muscular), optou-se por sedação, curarização e mudança do modo ventilatório para PCV, PI 22 (guiada pela Pplatô antes da deterio ração), Tins 0,8s, FR 10/10, mantendo PEEP, FiO2 e sensibilidade. Fazia VC 450, relação I:E 1:4, Ppico 35. Evoluiu com melhora hemodinâmica, da mecânica respiratória e da PEEPi, sem novos episódios hemorrágicos.
  • 79. O que fazer se...
    • Hipoxemia:
      • Aumentar FiO2
      • Aumentar PEEP
      • Prolongar tempo inspiratório
        • Diminuir o fluxo (VCV) ‏
        • Pausa inspiratória (VCV) ‏
        • Programação do ventilador (PCV) ‏
  • 80. O que fazer se...
    • Hipercapnia:
      • Aumentar volume corrente
        • VCV: programação do ventilador
        • PCV: Aumentar Δ pressão
      • Aumentar frequência respiratória
      • Bicarbonato.
    • ATENÇÃO:
      •  FR cursa com redução de Texp  PEEPi !!!!!!
  • 81. O que fazer se...
    • Ou seja,
      • Ventilação ( pCO2) ‏
        • FR
        • Vt
      • Oxigenação (pO2) ‏
        • PEEP
        • FiO2
        • Tins
  • 82. Conclusões
      • No que se refere a ventilação mecânica,
      • mais do que definir os parâmetros iniciais e modalidade ventilatória, é crucial acompanhar a resposta do paciente a essa intervenção.
  • 83. Obrigado. “ It is what we think we know already that often prevents us from learning” Claude Bernard (The ICU book, 3 rd edition) ‏

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