Ano 18                           Novembro – Dezembro / 2010                               nº161 NATAL NO LAR BETEL        ...
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GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010                    3                 Advento: Tempo de Esperança                       ...
4       GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010MAIS DE MIL MULHERES NO NACIONAL    Ah! Se tivesse dado ouvidos aos meus mandame...
GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010                  5        A grande mensagem do Natal                                   ...
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GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010                   7                            DIA DA BÍBLIA??? . . .                  ...
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GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010                 9        NOSSOS SENTIDOS PODEM SER AS LINGUAGENS AGRADECIDAS           ...
10     GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010               SMM celebra seus 114 anos                                         ...
GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010           11                    UMAS E OUTRAS                                          ...
12      GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010                Não havia lugar para Ele...   “E deu à luz a seu filho primogêni...
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Gaivota 161 - novembro e dezembro de 2010

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Gaivota 161 - novembro e dezembro de 2010

  1. 1. Ano 18 Novembro – Dezembro / 2010 nº161 NATAL NO LAR BETEL MAIS DE MIL MULHERES No dia 9 de dezembro, celebraremos o Natal no NO NACIONALLar Betel. Levaremos conosco o carinho e o desejo O Sesc de Guarapari, em Vitória, no Espíritode um Feliz Natal a todos os internos. Cumprindo a Santo, acolheu, durante os dias 18 a 21 de novem-tradição, entregaremos os famosos panetones como bro, o VIII Congresso Nacional da Confederaçãooferta de amor, com certeza, esperados e desejados das Sociedades Metodistas de Mulheres, que reuniupor todos . Partiremos às 14:30h, da porta da Igre- mil participantes, entre delegadas, Bispos e Pastoras.ja. Venha participar desse encontro que fará bem a Leia reportagem na pág. 4você e a eles também. COMEMORE O NATAL NA SMM No dia 11 de dezembro, sábado, a partir das12h30, você e sua família poderão participar da ce-lebração do Natal da SMM, no salão social da Igreja,aderindo ao almoço da “travessinha”. Cada qual le-vará um prato que dê para o tamanho de sua família.Pratos como carnes em geral, tortas, saladas mistas,refrigerantes serão bem-vindos. A SMM ofereceráarroz e as aniversariantes darão a sobremesa. Nova diretoria da Confederação de Mulheres BAZAR DE NATAL: SMM CELEBRA 114 ANOS BELEZA E BOM GOSTO No último sábado, dia 27/11, a Sociedade Meto- O Bazar de Natal deste ano ultrapassou as expec- dista de Mulheres realizou reunião mensal, desta vez,tativas, apresentando uma produção delicada e de para celebrar os 114 anos da SMM. A sócia Joanabom gosto, com o predomínio da arte em todas as D’Arc Bicudo da Silva e sua equipe se responsabi-peças: panos de prato, aventais, toalhas de mesa, lizaram por essa importante programação. Foramcomestíveis e outros produtos. Foi um sucesso! A momentos de alegria e gratidão pelo aniversário daarrecadação aumentou em relação ao ano passado e Sociedade.será destinada à missão. Leia mais nas págs. 2 e 6. SMM RECEBE NOVAS SÓCIAS
  2. 2. 2 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 Corpo Editorial Bazar de Natal: Beleza e Bom Gosto Ana Tereza Fernandez O primeiro sábado de novembro é uma data sem-pre esperada, pois nele se realiza o Bazar de Natal. Não foidiferente neste ano. Havia grande expectativa. Na realidade Silvia, Vera, Inayá, Clóris, Wilma e Darlene Barbosa Schützerele começa muito antes, pois desde de fevereiro as mulheresestão envolvidas com ele e as atividades vão num crescentede entusiasmo e dinamismo que dá gosto apreciar. Aí chega Expedienteo grande dia: 6 de novembro. No salão social da Catedral, GAIVOTA é o órgão oficial da Sociedade de Mulheres damais um Bazar de Natal, da Sociedade de Metodista de Mu- Catedral Metodista de Piracicaba.lheres! Grande o sucesso devido ao interesse e à dedicação Redatora:das mulheres. Muita alegria, confraternização, sorrisos e .a Vera Baggio Alvimpresença de muitas sócias e convidadas. Corpo Editorial: Depois de uma oração de gratidão, a correria para as Clóris Alessicompras. Darlene Barbosa Schützer Inayá Ometto Foi um ano de superação por parte da coordenação, em Wilma Baggio Câmara da Silvaorganização, motivação e excelência nos trabalhos apresen- Secretária:tados. E nos resultados, também! Wilma Baggio Câmara da Silva “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos ale- cecams@gmail.comgres” (Salmo 126:3) Produção e Impressão: Printfit Soluções - www.printfit.com.br FAZENDO COMPRAS NO BAZAR Marcel Yamauti - Diagramação Fotos: Rev. Paulo Dias Nogueira Distribuição: Sílvia Novaes Rolim Jornalista Responsável: Gustavo Jacques Dias Alvim - MTb 19.492/SP Diretoria da SMM Wilma, Silvia, Zenaide, Inayá, Maria José, Mirce, Clóris, Cinira e Vera PRESENÇA ALEGRE DA MARIA AMÉLIA, Presidente: FUNDARORA DO BAZAR Vera Baggio Alvim Vices: Inayá T. Veiga Ometto Priscila Barroso Segabinazzi Secretária de ata: Clóris Alessi Sec. Correpondentes: Rosália T. Veiga Ometto Wilma Baggio Câmara da Silva Tesoureira: Sílvia Novaes Rolim Agente da Voz Missionária: Cinira Cirillo Cesar
  3. 3. GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 3 Advento: Tempo de Esperança Texto: Isaías 9:1-6; João 15 Rinalva Cassiano Silva Estamos entrando no Advento, período no qual come- claramente os sinais dessa esperança, em especial no versículomoramos o anúncio do nascimento de Jesus Cristo, o filho 6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; ode Deus que, por graça do seu Pai, veio ao mundo para nos governo está sobre seus ombros; e o seu nome será; Maravi-salvar. É a chegada do menino Jesus, que veio habitar conosco lhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipee nos trazer a salvação. Advento é tempo de esperança, entre- da Paz”. Essa profecia é do Velho Testamento e, portanto,tanto esta não é passiva, pois esse período requer de nós atitu- urgia esperar. Ela vai se realizar tempos depois numa manje-des e ações. Além da esperança, e para além dela, é tempo de doura de Belém.paz, alegria, reconciliação com Deus, preparar o coração para Advento é também tempo de paz. Seu nome será: “Prínci-as emoções que enchem nossas vidas, enfim sentir que tudo pe da Paz”. Jesus Cristo afirma em João 14:1: “Não se turbe oisso advém Daquele cujo berço foi uma simples manjedoura. vosso coração”. Cabe lembrar que o contrário de preocupação Nós cristãos podemos refletir o sentido do Advento retor- é paz, tranquilidade.nando ao Novo Testamento, no encontro da Virgem Maria Advento é, ainda, um tempo e uma oportunidade paracom os anjos que vieram anunciar que ela seria a mãe do Sal- reavaliarmos a nossa vida e procurarmos a força de Deus paravador, Jesus Cristo. Esse anúncio trouxe à Maria emoções e fortalecer o nosso caminhar. Quem sabe é hora de mudarmosalegria, mas com certeza medos também, Medo da sociedade hábitos comuns em nossa vida e trazermos ao coração a verda-de sua época, do que o povo poderia pensar de uma jovem deira fé na pessoa de Jesus.estar grávida antes do casamento, do noivo não aceitá-la, en- Por último, Advento é reconhecer o amor de Deus e acei-fim, medo de tudo e de todos. Apesar de todos esses temores, tar o seu mandamento em João 15:12 “O meu mandamentoMaria aceita o convite/desafio, sendo chamada e vocacionada é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”por Deus para ser a Mãe do Salvador. Assim, Advento pode Vivamos esse período com muita esperança e muita paz e,representar medo, mas também é vitória. sobretudo, amemo-nos uns aos outros como Jesus nos amou. Advento é tempo de esperança! Isaías 9:1-6 nos mostra Encerrando essa pequena reflexão deixamos o belo poema da Pastora Hideide Brito Torres. Um desejo de Natal lágrimas Que este seja o Natal da esperança. e só aquele que chora toda uma noite Que este seja o Natal de uma nova visão: sabe como são lindos os primeiros raios da ma- as mesmas pessoas, as mesmas ruas, as mesmas nhã! vidas Que este seja o Natal da esperança. mas novos olhos permitem novas descobertas. para que nossas reconstruções sejam mais am- Que este seja o Natal de quem dança na chuva, plas, lavando o corpo e a alma das dores, das mágo- mais bonitas e mais sólidas, as, com janelas maiores por onde possa entrar o sol. das memórias ruins que o tempo ameniza Que este seja o Natal da esperança e o amor de Deus pode curar e renovar. porque o sol da justiça vem nascendo sobre nós Que este seja o Natal da esperança e podemos levantar e resplandecer porque quem espera sempre alcança. porque a glória do Senhor vem nascendo sobre E eu espero, espero e espero nós... porque às vezes, mesmo quando o choro Feliz Natal da esperança! dura uma noite inteira, Feliz Natal de Jesus! é possível ver as estrelas e a lua por entre as
  4. 4. 4 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010MAIS DE MIL MULHERES NO NACIONAL Ah! Se tivesse dado ouvidos aos meus mandamentos! En- 2 – Rev. Giselma de S. Mattos – Família.tão seria a tua paz como um rio, e a tua justiça como as Na sequência um dos melhores momentos do con-ondas do mar. Isaias 48.18 gresso. A palestra da profa. Elaine L. de Oliveira, sobre Discípulas unindo valores, fortalecendo a cidadania. auto-estima e auto-imagem. Extremamente simpática Este foi o tema o VIII Con- e envolvente nos presenteougresso Nacional de Mulheres com momentos de reflexão,Metodistas em Guarapari (ES). repletos de bom humor e mui-Nos dias 18 a 21 de novembro ta descontração. Saímos todasde 2010. nos achando lindas e maravi- O local do encontro foi no lhosas. Um verdadeiro show.SESC da referida cidade, que Na parte da tarde houveabrigou cerca de 1.000 mulhe- a eleição para os próximos 4res de todo o Brasil. anos da Confederação. Devido Na abertura a presidente da ao excelente trabalho desen-Confederação, Sonia do Nas- volvido pela diretoria, foramcimento, apresentou as dele- Delegadas de Piracicaba reeleitas, com exceção da te-gações das várias Regiões. Quando soureira que agora será de responsa-mencionadas, havia grandes vibrações por parte das Re- bilidade de Lorena M. das Neves.giões, que se apresentaram devidamente uniformizadas, A noite de sábado foi festiva, com a apresentação dascom diversidade de padrões, dando um colorido especial Federações com números musicais, dança, etc. O desta-à ocasião. Um belo grupo de lou- que ficou com a nossa Região (5ª),vor abrilhantou todas as reuniões. com a apresentação de uma peque- A reflexão dessa noite ficou na peça teatral sobre Raabe. As ar-a cargo do Bispo Roberto A. de tistas deram conta do recado comSouza, baseado no texto de Prov. louvor.31.10-31, sobre a mulher virtuosa. Na manhã de domingo o Culto Na manhã seguinte a devocio- de encerramento teve o sermão danal foi dirigida pelo Bispo Paulo Bispa Marisa que muito eloquente,Lockman e com a apresentação trouxe inspiradora mensagem.dos painéis. As pastoras participantes do 1 – Bispo João Carlos Lopes evento foram apresentadas e auxi-que com a desenvoltura, simpatia liaram os bispos na distribuição da Inayá Ometto e Sonia Palmeirae muito carisma discorreu sobre cres- Santa Ceia.cimento. Texto base João 15.16. Durante todos os dias as diversas Federações nos pre- 2 – Bispo Luiz Virgilio B. da Rosa falou sobre forma- senteavam com sugestivos mimos. Entre as atividadesção do caráter cristão. havia momentos de louvor e também de divertidas brin- 3 – Bispo Adonias P. do Lago explanou sobre discipu- cadeiras.lado e Igreja local na visão metodista. Às 13hs foi declarado o encerramento do Congresso. 4 – Bispa Marisa Ferreira – Discipulando mulheres. Troxemos na bagagem:Texto Isaías 61.1-3. 1 – novas amizades; Pausa para o almoço, com retorno a tarde para leitura 2 – estreitamento de antigas amizades;dos relatórios da Confederação, onde pudemos compro- 3 – histórias para contar;var o enorme trabalho desenvolvido pela diretoria. 4 – crescimento espiritual; No sábado de manhã, 2ª parte dos painéis. 5 – inúmeros desafios para o presseguimento da obra 1 – Rev. Pedro Magalhães – Violência contra crianças do Senhor e da missão.e adolescentes, apresentando um CD discorrendo sobre Que venha o 9º Congresso! Se Deus permitir, esta-esta tenebrosa realidade que vivemos, lançando um de- remossafio para enfrentarmos esse terrível mal, tão em alta em Inayá Ometto.nossos dias.
  5. 5. GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 5 A grande mensagem do Natal Isaías 40: 1- 11 Por volta de 1.750, John Newton, compositor do conhecido Hino “Amazing Grace” era capitão de um navio quetransportava escravos africanos para as colônias britânicas, para trabalhar nas plantações. Entre as viagens, ele ouviuuma pregação ao ar livre de George Whitefield, pregador leigo metodista e converteu-se. Ele tomou consciência damaldade de sua ocupação e desistiu da mesma. Ele decide ser pastor. Em 82, Newton disse: “Minha memória já qua-se se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande Salvador!” A princípio,ele não sente-se merecedor de tanto amor, por conta de seus erros. Ele expressa seu sentimento ao compor este hino,listado entre os favoritos do mundo; milhares de pessoas já foram tocadas por este hino, que reflete sua experiênciade ser encontrado por Deus. Eu estava perdido, mas agora me achei, na verdade, ele quer dizer, fui achado por Deus. Deus é um Deus na constante busca de seus filhos e filhas. O profeta diz: “preparai um caminho do Senhor...”Mas, na verdade, Deus já preparou o caminho para encontrar o ser humano e este caminho é Jesus. Esta é a grandemensagem do Natal. Deus vem ao encontro do ser humano perdido para conceder-lhe vida. Por isto, John Newtoncantou: eu estava perdido e fui achado. 1. O que significa estar PERDIDO – Perdido quer di- como empregado. Ao ver o filho de longe, ele corre ao en-zer extraviado; desencaminhado; disperso; difuso; sem es- contro do filho. No Natal, Deus se revela a nós em Jesus eperança ou salvação. ilumina o nosso caminho para que encontremos Jesus. Assim A história do povo de Israel é marcada por caminhos e des- como os pastores, os reis magos, os anjos, devemos seguir acaminhos. Em sua jornada rumo à terra prometida, algumas estrela, a luz que vai nos levar de volta para Ao seguirmos osvezes, eles se perdem. Quando isto acontece? Quando eles sinais de Deus, encontraremos a criança que veio nos direcio-se afastam de Deus e buscam seus próprios caminhos. Isto nar para Deus. Nós estamos aqui porque Cristo veio ao nossofica muito claro nos diversos períodos do povo. João Batista encontro.surgiu num momento em que o povo estava perdido e não 3. O encontro com Deus provoca conversão e compro-conseguia achar o caminho para Deus. O Messias estava che- missogando, mas o povo não estava atento aos sinais. Por isso, João João Batista chamava o povo a colocar-se a caminho,Batista chama, convoca à conversão, aponta o caminho que arrumar a vida para encontrar-se com Deus. Seu papel eraleva ao encontro do Messias, revelando a face de um Deus apontar o caminho para Deus, mas compete a cada um deque quer consolar seu povo, quer trazer vida e perdão. nós preparar a vereda, o caminho para Deus. Compete a cada Muitas vezes, na busca de novas experiências e novos ca- um de nós a decisão de por o pé na estrada. Converter-se éminhos, nos afastamos de Deus e nos perdemos. Por estar- uma decisão pessoal e implica numa mudança de rumo, demos perdidos, ficamos sem esperança e sem salvação, a vida direção. Diante de Jesus, os pastores retornam glorificandoperde o sentido, o norte, a direção, mas a fé em Jesus nos e louvando a Deus por tudo que tinham ouvido e visto. Eleschama de volta ao caminho de Deus. tornaram-se mensageiros do caminho de Deus. Conversão é 2. Deus vem ao nosso encontro – O que significa EN- transformação de vida na sua totalidade, não simplesmenteCONTRAR? Deparar com; achar; defrontar-se; achegar; em gestos externos.unir. Conversão exige olhar para a frente, ou seja, dispor-se a Deus não quer que continuemos perdidos nas estradas da transformar o mundo em Reino de Deus para que a justiçavida, desiludidos, sem sonhos e abandonados. Por este moti- seja uma realidade. Neste Natal, somos chamadas à conver-vo, Deus envia Jesus para nos levar de volta para casa. Deus são, a olhar a vida com novos olhos e promover a paz e a jus-enviou Jesus para redirecionar nossa fé. Deus veio ao nosso tiça e anunciar a maravilhosa graça que salva, redime, restauraencontro. Porque Ele veio ao nosso encontro, nós encontra- e renova.mos graça. Na parábola do filho pródigo, o pai do filho pró-digo, corre ao encontro do filho. O filho já havia preparado Pra. Amélia Tavarestodo o discurso para pedir perdão ao pai e ser reintegrado
  6. 6. 6 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010OS BASTIDORES DO BAZAR GRAÇA E PAZ ... (... como sempre nos saúda o nosso Pastor Paulo) Foram realmente muitas as graças divinas que nos mos, a Sílvia cuidou das finanças, a Wilma e a Vera de-acompanharam, durante todo este ano, enquanto nos ram suporte, incentivando e apoiando o grupo com o seupreparávamos para o Bazar de Natal da SMM.. Primeiro, bom senso.foi o Chá de Outono, realizado em abril, para angariar A minha parceria com a Ione foi magnífica, pois elafundos para as despesas necessárias. Contamos com a completou grande parte dos trabalhos que apresentamospresteza das “meninas” da equipe da cozinha, coordena- no bazar, sempre muito delicada, dedicada e pronta, poisdas pela Zenaide, das juvenis, da Priscila preparando o costura e faz crochê com perfeição.ponche e resolvendo todas as dificuldades que surgiramcomo: lugares para todas as convidadas, colocação das Alguns objetos foram doados por amigas, como a Nei-molduras para exposição dos trabalhos do Bazar e mais va, Lucila, Carolina, Neusa, Rosana e Rosa. Na arruma-uma infinidade de pequenos detalhes, para os quais ela ção do bazar, ajudaram a Ana Teresa, Sílvia e Wilma. Asempre tem a solução. Carla se dispôs a nos auxiliar pilotando a maquininha de Muitas outras colaboradoras como a Naly, Mirce, estampar preços. Enfim, foram tantas as colaboradorasCélia, Viviane, Virgínia, Jandira, Zenaide, Violeta e que se alguma foi esquecida, me perdoem.Guilhermina,fizeram crochê e bordados nos panos de Quero destacar uma ajuda inestimável que recebi daprato, assim como aventais, porta-assadeira, cobre-bolo, Ester e do Pastor Paulo, que, com suas orações e fé, metudo com alegria, disposição e dentro de suas especiali- transmitiram força e otimismo nos momentos delicadosdades. e graves que minha família e eu passamos durante este A Inayá, sempre com o seu sorriso e dinamismo, ano.tomou aulas de macramê e de confecção de cestinhas. Finalmente, quero louvar e agradecer a Deus por estaResultado: seus produtos ficaram um encanto e fizeram equipe maravilhosa que Ele formou e que soube trabalharmuito sucesso. tão bem. Segundo o Gustavo Alvim, nas suas lições da A Joana conseguiu novos modelos para apresentar- Escola Dominical, a gratidão é muito importante. Rachel Munhoz dos Santos Diehl
  7. 7. GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 7 DIA DA BÍBLIA??? . . . Gustavo Jacques Dias Alvim Era dezembro. A família voltava da Igreja, depois de ter gada, vindos da Europa e dos Estados Unidos, dos primeirosparticipado do culto matutino e da Escola Dominical. Ca- missionários evangélicos que aqui vieram semear a Palavra deminhava em direção do estacionamento, onde havia ficado o Deus. Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicascarro. Vinham, lado a lado, o “seu” Juliano, crente antigo, de institucionalizaram a tradição do “Dia da Bíblia”, que ganhouberço metodista, sua esposa Rute, convertida durante o perí- ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Bra-odo de namoro, e o único filho, chamado Diogo, menino de sil, em junho de 1948. As comemorações do segundo domin-uns 12 anos, muito inteligente e vivo, questionador e interes- go de dezembro mobilizam, todos os anos, milhões de cristãossado em tudo; ele costumava fazer freqüentes indagações. em todo o País. Já no início do trajeto, ele saiu com esta: O menino ouviu tudo atentamente, sem interromper o — Pai, o pastor falou do púlpito que, no próximo domin- pai, porém com um ar de insatisfação, de dúvida e increduli-go, vamos comemorar o “Dia da Bíblia”; é isso mesmo ou dade. Estava com vontade de dizer alguma coisa, mas calou-seentendi mal? com receio de desagradar o pai que tanto amava e que discor- O pai, meio intrigado ou ressabiado com a indagação, sem ria com visível entusiasmo. Porém, foi o pai que deu a “deixa”:saber onde o filho queria chegar, respondeu: — Dioguinho, se o conheço bem, você está com algo atra- — Sim, vamos celebrar o “Dia da Bíblia”, o que fazemos vessado na garganta. Diga logo, o que está querendo falar!uma vez por ano, no segundo domingo de dezembro, ou seja, O menino recobrou o ânimo e demonstrando segurançano segundo domingo do advento, com várias manifestações: expôs o seu pensamento:cultos, passeatas, distribuição da Palavra Sagrada, inauguração — Pai, há somente um dia no ano para a Bíblia? Não éde monumentos e muita coisa mais. pouco? Você não acha que todos os dias deveriam ser da Bí- —Sei... É tudo muito interessante, blia? Não só para celebrá-la, mas paramas, também, bastante estranho! – co- lê-la, estudá-la, tirar lições para nossasmentou o Dioguinho, como era cari- vidas, diariamente? Não gosto muitonhosamente chamado. dessa idéia de comemorações especiais, Comentou o pai: monumentos, cultos, um dia para dis- — Já vi que você não conhece essa tribuição e etc.história. O seu professor de Escola Do- — Meu filho, estou achando queminical nunca falou sobre o “Dia da você tem alguma razão. Dias atrás, re-Bíblia”? cebi pela “internet” um texto, que com- — Da Bíblia já falou sim, mas nun- parava a Bíblia com o celular. Era bemca contou que, no calendário, lhe reser- criativo. Não me lembro de tudo, masvaram apenas um dia. Realmente é muito estranho! vou repetir o primeiro trecho, que cheguei a decorar. Ei-lo: Estavam chegando ao estacionamento para pegar o carro. — “Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossaO pai não querendo perder o interesse do filho pelo assunto e Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular? E se sempre car-a oportunidade para ensinar-lhe algo, emendou: regássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa? E se déssemos — Vou aproveitar o tempo, durante o trajeto até nossa uma olhada nela várias vezes ao dia? E se voltássemos paracasa, para falar do “Dia da Bíblia”. apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório...? E O pai queria mostrar seus conhecimentos, que estavam se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos? Eainda frescos na memória, pois havia lido no dia anterior, no se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela? E se“Expositor Cristão”, excelente matéria sobre o tema, da auto- a déssemos de presente às crianças? E se a usássemos quandoria de um dos Bispos. E foi, então, em frente com seu resumo: viajamos? E se lançássemos mão dela em caso de emergência?” — O “Dia da Bíblia”, meu filho, surgiu em 1549, na Grã- — Pai, que bonito! É por isso que eu digo: para mim nãoBretanha, quando o Bispo Cranmer, incluiu no livro de ora- deve haver apenas um “Dia da Bíblia”. Todos os dias são “Diações do Rei Eduardo VI um dia especial para que a população da Bíblia”. Você não acha, também?intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. No Brasil, O pai pensativo apenas repetiu o que já havia dito:o “Dia da Bíblia” passou a ser celebrado em 1850, com a che- — Meu filho, estou achando que você tem alguma razão!
  8. 8. 8 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 SARAU 2010 O Sarau foi uma festa ale- banda”, com a “famosa” du-gre, descontraída e contagian- pla Ione Zitto e Márcia Sto-te, que encantou a todos, or- nico???? e nem de Paulinhoganizada pela Inayá Ometto. da Viola, como a “Dança da Houve de tudo, desde solidão” com o casal Melissamúsica popular e o canto vi- e Paulo Cauã. Abrilhantoubrante de “O bode e a cabra”, também o Sarau a dupla Ro-interpretado pela família Ko- nald Segabinazzi e Didi Mar-bayashi, até a música clássica tins.envolvente, como “Jesus, ale- Provocaram muitos risosgria dos homens”, de Bach, inter- alguns casos pitorescos e reais ocor-pretada pelo casal Vera e Umberto ridos em igrejas, bem como históriasCantoni. do baú, engraçadas e inesquecíveis, As crianças também participaram contados pelo Gustavo Alvim, combrilhantemente como a Ana Laura seu jeito espirituoso.(?)ao violão, a Fernanda Gava, ao Num momento de saudade, Verapiano, e Letícia Kobayaschi, na flau- Cantoni e Maria José Martins can-ta doce. taram e fizeram os presentes tam- Vera Cantoni e Daniel Carmona bém cantar, recordando a músicaenvolveram a todos com música ao Aniversariantes inesquecível de Chaplin, “Luzes dapiano e flauta transversal, tocando “Chaconne”.???? De- Ribalta”.clamaram, com arte e beleza, poesias especiais e marcan- O Sarau foi encerrado com uma gostosa confraterni-tes, as sócias Cida Rossi, Ana Maria Orsini Rossi e Inayá zação e comemoração do natalício das aniversarintes doOmetto. mês de outubro. Não faltaram músicas de Chico Buarque, como “A Ester Siqueira Bezerra Alguns participantes do Sarau
  9. 9. GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 9 NOSSOS SENTIDOS PODEM SER AS LINGUAGENS AGRADECIDAS DO NOSSO CORPO... E PODEM SER NOSSA EXPRESSÃO DE SERVIÇO Rosa Gitana Krob Meneguetti Agradecer é sempre um movimento humano em direção à contemplação da obra divina. Remete à idéia de quesomos capazes de reconhecer as manifestações de Deus em nossa vida, ao nosso redor, na natureza, na sociedade emgeral. Agradecer é ato humano que nasce do “se agradar” daquilo que vemos e sentimos, do que contemplamos epercebemos, do que tocamos e visualizamos. Os salmistas na Bíblia são o grande exemplo de corações agradecidos. São os poetas da dor, do sofrimento, dacontemplação, do clamor e da gratidão. Choram, buscam orientação, lamentam suas dores e... agradecem as bên-çãos. Muitas vezes agradecem antecipadamente, certos da graça do Senhor. Anos atrás, no início da década de 80, quando conheci Jaci Maraschin, autor do cântico “Oferenda dos senti-dos”, fui tocada pela sua sensibilidade e pelos seus versos e percebi que os salmistas da Bíblia ainda viviam entre nós,falando pelos lábios de todos os irmãos agradecidos. Mil vozes eu quisera ter pra proclamar olor do incenso bom e do jardim e respirar. o teu amor e celebrar com gratidão o teu louvor. Narinas mil quisera ter pra perceber na poluição Mil vozes eu quisera ter pra denunciar a inimizade e a frustração e protestar. a escravidão, as injustiças sociais e protestar. Oh! Quem me dera ter mil mãos para o evangelho Mil olhos eu quisera ter pra ver no céu, no ar, carregar, pra te aplaudir com emoção e te tocar. na flor, a tua face salutar e te adorar. Oh! Quem me dera ter mil mãos pra nosso mundo Mil olhos eu quisera ter pra te encontrar também transformar, unindo-as todas e, afinal, o libertar. na dor dos desolados e sem lar e protestar. Só tu nos dás mais de um milhar de ouvidos, Ouvidos mil quisera ter pra ouvir contrito olhos, línguas, mãos; a tua voz e no silêncio da manhã ficar feliz. só tu nos podes convocar pra te servir. Ouvidos mil quisera ter pra ouvir também o teu Só tu nos dás mais de um milhar de dons, clamor no grito amargo da opressão e protestar. de forças, de razão, pra nosso mundo transformar, ao te servir. Narinas mil quisera ter pra perceber o santo Nos versos da canção é também possível perceber o quanto a gratidão é dinâmica e plural, e como ela não cabeem si mesma, como ato contemplativo apenas e acabado. Não dá para apenas agradecer as bênçãos no âmbito daindividualidade, sem pedir que a graça de Deus alcance outras pessoas, as estruturas, a sociedade como um todo e,especialmente, é impossível apenas agradecer as bênçãos sem se colocar à disposição para ser bênção. E ser bênçãonão é difícil. Basta colocar nossos olhos e ouvidos à disposição do Senhor para servi-lo. Basta usar nossas mãos parao serviço como Ele faria e utilizar a nossa voz para anunciar as suas maravilhas. Agradecer é reconhecer a presença do Senhor amoroso em nossas vidas, é agradar-se de seus feitos e proclamá-los.Mas, especialmente, agradecer é gesto de sair de si, de ir para fora de nosso corpo confortável e ensimesmado emdireção ao corpo do Cristo que sofre as dores dos pobres e doentes e que dói diante das injustiças. Que o Senhor que nos abençoa nos ajude a ser bênção. E que nisto sejamos agradecidos.
  10. 10. 10 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 SMM celebra seus 114 anos Clóris Alessi No longínquo ano de mil oitocentos e noventa e seis, a história dessa instituição e seus feitos, suas idealizado-em uma das salas da Igreja Metodista de Piracicaba, por- ras e continuadoras. Um cartaz, colocado em destaque,tanto, quinze anos após a instalação do metodismo em no Salão Social, gravou os nomes de todas as presidentes,nossa cidade, oito mulheres se reuniram para a formação e , em uma árvore, lembretes dos trabalhos desenvolvi-de uma sociedade de senhoras. Movidas pela fé e, cer- dos pela atual diretora da SMM.tamente, pela necessidade de encontrar um espaço de A presidente, em sua breve fala expôs sobre os traba-trabalho para a mulher na Igreja, Leonora Dixon, Bertha lhos realizados, quatro deles representam as marcas deCrem Müller Krahenbull, Miss Mary Ann Moore e Lou- nossa passagem pela Sociedade, a saber: 1ª) somos orgu-rinda Cândida da Costa, no final do século dezenove, lhosas e agradecidas a Deus por sermos a segunda SMMconstituiram a primeira sociedade de mulheres em Pi- criada no Brasil; 2ª) somos chamadas de esteio da Igreja;racicaba, no estado de São Paulo. Essas valorosas senho- 3ª) nossas reuniões de oração representam o ponto alto,ras, jamais poderiam imaginar que tal ideia percorreria entre as demais, realizadas com fé e crescente espiritu-o século vinte, nos encontraria em 2010, como Socieda- alidade; 4ª) criamos e editamos o jornal “GAIVOTA”,de Metodista de Mulheres, nas pessoas de Vera Baggio impresso e “online”, conhecido e prestigiado em âmbitoAlvim – Presidentes, Inayá Ometto / Priscilla Barroso nacional e amigos do exterior que conheceram e rece-Segabinazzi – Vice-Presidente, Clóris Alessi – Secretá- bem, até hoje, o jornal.ria de Atas, Wilma Baggio Câmara da Silva – Secretária O programa foi mesclado de orações, solos, cânticos eCorrespondente e Silvia Rolim – Tesoureira. poesia. Com os cumprimentos, por parte do Rev. Paulo Com essas palavras, Joana D´Arc Bicudo da Silva, Dias Nogueira, nosso Pastor, desejando que Deus con-responsável pela devocional do dia 27 de novembro de tinue a sustentar-nos como o fez sempre, encerrou-se a2010, juntamente com sua equipe, iniciou naquele dia, reunião com benção pastoral e a recitação do moto daos trabalhos que se seguiram em comemoração aos cento SMM.e catorze anos de SMM da Catedral. Trouxe à memória, Vera cumprimentando Inayá falando sobre o congresso Pastor saudando a Sociedade Algumas presenças
  11. 11. GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 11 UMAS E OUTRAS Inayá Ometto O Ministério de Ação Docente, coordenado por Rinal- A gradecemos à Rosa (filha da Jandira Minussi) pelas lindas toalhas bordadas com motivos na- va Cassiano Silva está talinos, doadas para o bazar. Foi um grande presente! mais ativo do que nun- ca. Vários cursos foram programados e realiza- dos com grande êxito.Destacamos os cursos realizados nas últimas semanas: V ioleta ganhou mais uma bisneta; é a Isabela, filha da Carolina e Ivan. Parabenizamos os pais e familiares, pedindo que Deus abençoe ricamente a todos. C urso de Comuni- cação Oral, reali- zado em duas aulas, para quem precisa falar em pú- A 5ª Região apresentou, no Congresso Nacional em Guarapari, uma peça teatral sobre Raabe. blico, seja dando um avi- A Vera Ligia e a Zoé, juntamente com outras compa- so, cumprimentando visi- nheiras, representaram muito bem a Catedral. Para- tantes, dirigindo reuniões, béns!!etc. O curso foi ministrado pelo superintendente daEscola Dominical, Gustavo Alvim, e foi um sucesso! E tem mais, a Rinalva – coordenadora do Mi- nistério de Ação Docente, juntamente com o Ministério da Liturgia, coordenado por Darlene, pro- moveu um café das manhã no dia 28 de novembro, em comemoração do Dia de Ação de Graças. Foram momentos ricos de companheirismo cristão. C urso de Capacitação para as professoras do Departamento Infantil da E. D., que foi ministrado pela competente, Rosemary Torres. Comentário de uma das partici- pantes: — “A Rose é um espe- táculo!”
  12. 12. 12 GAIVOTA • Novembro/Dezembro • 2010 Não havia lugar para Ele... “E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em abarrotados. Com tantas casas, com tantos abrigos, companos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia tantas hospedagens, inexistia lugar para o surgimento delugar para eles na estalagem.” (Lucas 2, 7). Deus na dimensão da vida. Deus evoca a surpresa, a novidade, a contradição. Nas Desde seu nascedouro a vida do Deus-Menino foipáginas do Novo Testamento registra-se um fato: “...e marcada pelo signo do abandono, da rejeição e da in-não havia lugar para o criador de todos os lugares”. Não diferença. Naquele mundo, havia lugar para tudo, parahavia espaço para o mantenedor de todos os espaços. todos, menos para o mais importante – o Filho de Deus. O Verbo Divino, contrariando todas as lógicas, ar- Natal quer dizer nascimento. E o nascimento de umamou sua tenda e montou acampamento entre nós. As criança necessita de certas condições e garantias pararaposas possuem covis. As aves do céu, ninhos, mas o nascer. Em meio às vicissitudes que cercam sua natalida-Filho do homem não de, o menino entre fral-tinha um lugar para re- das ousa nascer. Ao invésclinar a cabeça. do choro costumeiro, ele Não há nada mais se alegra e sorri para oterrível, mais dilace- mundo.rante, mais angustian- Bem sei que Deuste, do que pertencer ao irrompe na inquietude,lugar dos que não têm no abandono e no inu-nenhum lugar. Drama sitado. Quando menosvivido por crianças e imaginamos, ele organi-adolescentes nos abrigos za o caos, possibilitandoe orfanatos. Todos os a criação de “novos lu-laços de pertencimento gares”. Principalmentee de afetividade, nestes manifesta sua graça noslugares, foram cortados. lugares mais sombrios eEles não pertencem a aterrorizantes. Nesses es-nada e a ninguém. Não paços, ele estabelece suapossuem uma rede afetiva, social e psicológica em que morada e irradia sua presença transformadora e conta-possam estabelecer as bases de sua identidade pessoal e giante. Deus mesmo é capaz de fazer brotar a novidadecomunitária. Não possuem o pleno domínio de sua ci- e florescer a vida.dadania e de sua existência. Basta que se abram as janelas da existência, enferruja- Seres errantes, nômades, itinerantes. Ovelhas desgar- da e endurecida pela falta de uso, para que Deus mani-radas de seu legítimo pastor. Falta ao mundo uma dose feste a luz verdadeira de Cristo em nossa vida.de pertencimento. Os “nós” afetivos, relacionais, espi- Deus se alojou nas moradas em que habita a con-rituais, estão afrouxados. Há mais comprometimento dição humana. Na madrugada que celebramos seu nas-com o “ter” do que com o “ser” de um modo geral. cimento, Deus adentrou os espaços antes inabitáveis, Faz mais de dois milênios, numa terra longínqua, quase improváveis para sua visitação. E na agitação deameaçada e demarcada pela ambição dos poderosos, que seus contemporâneos, não havia sequer um cantinhoa presença do filho de Deus foi submetida a esse mesmo para Ele.princípio de orfandade. Mesmo que não se tratasse de Em cada noite de Natal, o Deus-menino percorre ouma orfandade familiar/afetiva, a orfandade do Menino- mesmo caminho: peregrina de porta em porta à procuraDeus caracterizou-se pela falta de um lugar social, mate- de abrigo. E, ainda hoje, não há espaço para Ele no co-rial e espiritual, a propiciar-lhe o aparecimento da vida. ração humano. Os espaços que lhe poderiam servir de abrigo, às pro-ximidades da gruta de Belém, estavam completamente Rev. Jesus Tavernard Júnior

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