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Redes sociais digitais como espaço para relações interpessoais e para a circulação de informações
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Redes sociais digitais como espaço para relações interpessoais e para a circulação de informações

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Palestra proferida na 8ª Semana Acadêmica de Comunicação da FACCAT, em 27 de outubro de 2011.

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Redes sociais digitais como espaço para relações interpessoais e para a circulação de informações Presentation Transcript

  • 1.
    • ]
    Semana Acadêmica de Comunicação, FACCAT Taquara, RS, 2011 Redes sociais digitais como espaço para relações interpessoais e para a circulação de informações Gabriela Zago
  • 2. Introdução
    • Redes sociais digitais – aspectos teóricos
    • Relações interpessoais
    • Circulação de informações
  • 3. Introdução
    • Comunicação interpessoal – um-um
    • Comunicação de massa – um-muitos
    • Comunicação digital – muitos-muitos?
    • Comunicação pessoal-massiva (Castells, 2009)
  • 4. Redes sociais digitais
  • 5. Redes sociais no Brasil
    • Redes sociais estão entre os sites mais acessados no Brasil: 1. Google Brasil 2. Google 3. Facebook 4. YouTube 5. Universo Online 6. Windows Live 7. Globo.com 8. Blogger.com 9. Orkut (domínio .com.br) 10. Yahoo! 11. Terra 12. Orkut (domínio .com) 13. MSN 14. Twitter 15. iG 16. Wikipedia 17. MercadoLivre 18. WordPress.com 19. Abril 20. Banco Itaú (Fonte: Ranking Alexa, 24/10/2011, http://www.alexa.com/topsites/countries/BR )
  • 6. Redes sociais
    • Estudos de redes na sociologia - teoria dos grafos serve como base, ancorado na análise estrutural (décadas de 1960 e 1970).
    • No começo, as redes eram estudadas como estruturais, com propriedades fixas no tempo.
    • Estudos posteriores mostraram que elas são dinâmicas , mudam constantemente no tempo.
  • 7. Redes sociais
    • Uma rede social é uma estrutura social composta por dois elementos: - Os atores (nós) - As conexões (arestas)
    (Recuero, 2009)
  • 8. Redes sociais
    • Os atores podem ser pessoas, instituições ou grupos.
  • 9. Redes sociais
    • As conexões são formadas em função do laço social e da interação entre os atores.
  • 10. Sites de redes sociais
    • Redes sociais ≠ Sites de redes sociais
  • 11. Sites de rede social
    • Sites de rede social são serviços da web que permitem aos seus usuários: - Construir um perfil público - Articular uma lista de conexões - Visualizar as conexões entre os atores
    • A principal característica é tornar visíveis as conexões entre os atores.
    (boyd & Ellison, 2007)
  • 12. Sites de rede social (boyd & Ellison, 2007)
  • 13. Sites de rede social
    • Os sites de rede social facilitam as conexões.
    • Manter os laços estabelecidos tem pouco ou nenhum custo para os atores sociais.
    • Com isso, podem gerar redes muito grandes, constituídas por laços fracos, e até mesmo conexões não recíprocas (links unilaterais).
    • Conexões são mantidas pelo sistema e não pelas interações.
  • 14. Sites de rede social
    • Dois elementos da definição de boyd & Ellison (2007) :
    • Estrutura - a rede social expressa pelos atores e as interações que a ferramenta ajuda a manter
    • Apropriação - usos específicos de um determinado site de rede social
  • 15. Apropriações
    • Apropriação está na essência da cibercultura ( Lemos, 2002 ).
    • Adaptação dos usos do sistema aos interesses dos usuários.
    • Usos criativos, muitas vezes bastante diferentes da proposta inicial dos sites.
  • 16. Apropriações
    • Exemplos: - Usar o scrapbook do Orkut para chat - RT, @, hashtags, e outros no Twitter - O que você está fazendo? > O que está acontecendo?
  • 17. Interação social Interação mútua Interação reativa Síncrona Assíncrona
  • 18. Laços sociais
    • Para Wellman (2001), os laços são relações específicas como proximdade, contato frequente, fluxos de informação, conflito ou suporte emocional.
  • 19. Laços fortes
    • Requerem inventimento de tempo, expressam confiança e intimidade, oferecem suporte.
  • 20. Laços fracos
    • Não necessitam de tempo, menor grau de confiança e intimidade, são mais pontuais.
  • 21. Capital social
    • Conceito metafórico.
    • Para Coleman (1988), o capital social, definido por sua função, seria uma estrutura social que facilitaria determinadas ações por parte dos atores dentro dessa estrutura
    • Valores que podem ser obtidos pelos indivíduos ao fazer parte de uma rede social, como reputação, visibilidade, etc.
    • Esses valores dependem não só da apropriação, mas igualmente das próprias ferramentas.
  • 22. Valores
  • 23. Estudos de redes
    • Impossibilidade de se estudar a rede inteira (pois abarcaria todas as pessoas do mundo).
    • Necessidade de se fazer um recorte.
    • Possibilidades: o estudo de redes inteiras ou de redes egocentradas.
    (Recuero, 2009)
  • 24. Redes inteiras
    • Centrada em uma rede e suas relações.
  • 25. Redes egocentradas
    • Parte-se de um indivíduo ( ego ) e analisa-se a rede ( alters ) até um certo grau de separação.
  • 26. Tipos de redes sociais na Internet
    • Redes emergentes
    • Redes de filiação ou redes associativas
    (Recuero, 2009)
  • 27. Redes emergentes
    • As conexões entre os nós emergem através das trocas sociais realizadas pela interação social por meio da comunicação mediada por computador.
    • Formadas por interações mútuas .
    • Comportamento emergente (Johnson, 2003), bottom-up, descentralizado.
    • Tendem a ser mais conectadas e menores. Podem haver tríades.
    (Recuero, 2009)
  • 28. Redes emergentes
  • 29. Redes de filiação ou associativas
    • Derivam de conexões estáticas, em que os seus atores se “ associam ” a sites de redes sociais.
    • Constituída por laços fracos .
    • Para Watts (2003), essas redes surgem em relações não sociais que podem ser socialmente interessantes.
    • Relação de pertencimento.
    • Predominam díades.
    (Recuero, 2009)
  • 30. Redes de filiação ou associativas
  • 31. Relações interpessoais
  • 32. Relações interpessoais
    • Desde sua origem, a proposta das tecnologias de informação tem sido permitir que as pessoas troquem mensagens sem que haja uma co-presença física (Baym, 2010)
  • 33. Relações interpessoais
    • Sites de redes sociais – comunicação assíncrona: - possibilita que grandes grupos se constituam e se mantenham - fornece tempo para que as pessoas administrem o que vão falar e como vão se apresentar de forma estratégica - pode demorar mais para obter resposta, mas as pessoas estão cada vez mais conectadas (smartphone, notebook, netbook, tablet)
    • (Baym, 2010)
  • 34. Relações interpessoais
    • A maioria dos relacionamentos que começa online não se transforma em relacionamento íntimo – tal qual no face a face
    • “ Taken as a whole, mediated communication is not a space, it is an additional tool people use to connect, one which can only be understood as deeply embedded in and influenced by the daily realities of embodied life” (Baym, 2010, p. 152).
  • 35. Privacidade?
    • Que dados revelar? Deve-se dizer onde está?
  • 36. Isolamento?
    • Estamos conectados mas sozinhos
    • “ With sociable robots, we are alone but receive the signals that tells us we are together. Networked, we are together, but so lessened are our expectations of each other that we can feel utterly alone” (Turkle, 2011, l.3012)
  • 37. Circulação de informações
  • 38. Difusão de informações
    • As redes sociais difundem informações através das conexões entre seus atores.
    • Difusão de informação rápida.
    • Maneiras interativas de lidar com a informação.
    • Papel dos conectores (Barabási, 2003) e dos laços fracos (Granovetter, 1973).
  • 39. Espaços públicos mediados
    • Para boyd (2007) , os sites de redes sociais seriam espaços públicos mediados caracterizados por:
        • persistência
        • buscabilidade
        • replicabilidade
        • audiências invisíveis
  • 40. Circulação de informações
    • Nos sites de redes sociais as informações ficam visíveis e podem ser rastreadas , o que permite recuperar e conectar informações
    • A difusão e a replicação de informações nas redes sociais digitais ocorre porque as redes de contatos são diferentes : faz sentido “ reblogar ” ou “ retuitar ” uma informação.
  • 41. Jornalismo nas redes
    • No caso específico do jornalismo, as redes sociais podem influenciar em todas as etapas do processo jornalístico - não são meros suportes para distribuição de informações
  • 42. Etapas do processo jornalístico
    • Apuração : pauta, fontes, verificação
    • Produção : composição da matéria, formato, suporte
    • Circulação : canais de distribuição
    • Consumo : leitor recebe a partir desses canais
    • “ Recirculação ” : leitor filtra e comenta
    ( Zago, 2011 )
  • 43. Recirculação
    • Acontecimento - Felipe Melo e a bola da Copa
  • 44. Ativismo
    • Outra apropriação possível das redes sociais digitais: práticas de ativismo digital
    • Ações nas redes podem servir de mobilizadoras ou de potencializadoras/catalisadoras de movimentos sociais mais amplos
  • 45. Ativismo
    • As ações coletivas no ciberespaço dependem do esforço comum de diversos atores sociais para que atinjam o efeito esperado.
    • Dependem de cooperação e de visibilidade
    • Independem de proximidade geográfica, embora dependam essencialmente de um interesse comum entre os participantes.
  • 46. Ativismo
    • Essas ações se valem do potencial da estrutura em rede/descentralizada da web para a difusão de informações.
  • 47. Caso Wikileaks
    • Apesar de ser bastante discutido no Twitter entre o final de novembro e o começo de dezembro de 2010, o termo wikileaks não apareceu nos Trending Topics do Twitter.
  • 48. Google Bomb da revista Veja
    • Tentativa de bombardear os resultados da busca do Google para que o termo “ veja ” fosse associado ao “ Dossiê Veja ” de Luis Nassif.
    ( Zago e Batista, 2009 )
  • 49. Google Bomb da revista Veja ( Zago e Batista, 2009 )
  • 50.
    • ]
    Redes sociais digitais como espaço para relações interpessoais e para a circulação de informações Gabriela Zago @ gabizago http:// gabrielazago.com Semana Acadêmica da Comunicação – FACCAT - 2011