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IFRS News Logica

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Para onde caminha a TI nos bancos

Para onde caminha a TI nos bancos

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  • 1. Entrevista: Gilberto RodriguesCIO do Banco Rendimento Para onde caminha a TI nos bancos Na opinião de Gilberto Rodrigues, CIO do Banco Rendimento, a TI não faz nada sozinha. Acompanhe os melhores trechos da entrevista exclusiva em que o executivo fala dos desafios, dos riscos e da governança de TI no setor financeiro O setor financeiro no Brasil é uma refe- nheiro para ter foco no risco. Claro que antes havia rência mundial devido às exigências uma gestão disto, até porque o Banco Central sem- regulatórias impostas pelo Banco Cen- pre teve um controle muito forte sobre os bancos. tral e pelo contexto mundial, como a Estamos trabalhando nas adaptações de sistemas Basileia. Como você vê esse cenário de contro- para coletar informações e saber trabalhar com le e até que ponto a TI entra nesse contexto? elas, o que não fazíamos no passado. A Basileia é um conjunto de regras para normati- Além desses controles de Basileia, o Banco Central zar a forma de gerenciamento do risco e trata-se e a Receita Federal não aceitam mais o papel e de uma gestão num grau de profundidade muito não dão mais 40 dias para a instituição financeira grande. Nos últimos 30 anos, os bancos construíram passar uma informação do arquivo morto. Agora, o seus sistemas pensando em automação e eficiência prazo de entrega de dados são 48 horas ou paga- com foco no cliente e a preocupação de proporcio- mento de multa. Diante disso, a TI ainda precisa nar o melhor atendimento. Agora, nossos investi- estar alinhada com o negócio, preocupada em mentos vão além disso. ganhar dinheiro, conquistar clientes, se adequar as novas mídias, estar atenta a competitividade, tudo Desde 2000 estamos gastando um monte de di- ao mesmo tempo.
  • 2. Com tudo isso acontecendo, um script meio COBIT meio ITIL. na mídia e todo mundo descobriu quecomo você avalia esse es- Os bancos trabalham muito com troca o B do BRIC era o Brasil.tágio de adaptação dessas de informações e elas precisam serregulamentações? tratadas como missão crítica, o que TI não faz nada sozinhaDesde 1995, uma série de regras foi justifica a necessidade de uma gestãocriada e tudo que fazíamos passava forte. Na minha opinião, está cada vez A saída seria uma nova posturapelo Banco Central. Eu coloco o setor mais difícil fazer os quebra-galhos da TI? Buscar pacotes e/ou es-financeiro brasileiro em um nível mui- que a TI fazia antigamente para acele- tabelecer parcerias seria umato bom de controle onde a adaptação rar as linhas de negócios. Temos que solução, mesmo não sendo apara outros modelos e níveis não é fazer tudo isso sem perder a flexibili- cultura dos bancos?muito complicado, o que é compli- dade e a agilidade. É a nossa realidade. Na verdade, elacado são os volumes que a coisa co- entrega muito mais se compararmosmeça a tomar. O desafio é incorporar Então essa governança de TI aos últimos anos, só que a demandao controle no dia a dia para, de fato, seria uma ferramenta para aumentou mais ainda. Além disso,fazer uma gestão de risco e não só auxiliar os CIOs de bancos a tem uma gama enorme de canaisreportar dados para o Banco Central. enfrentarem esse cenário de eletrônicos, cada dia sai um novo alguma maneira? equipamento e temos que adaptarNão adianta comprar um sistema só A governança é importantíssima nossas aplicações para rodar nospara gerar informação e não incorpo- porque ela obriga a TI a se estrutu- novos dispositivos, browsers, tabletsrar isso no seu cotidiano e trabalhar a rar, se compreender e melhorar. As e smartphones.cultura de risco nas pessoas, princi- regulamentações dão à Tecnologia dapalmente risco operacional. Tudo é Informação a governança necessária, Imagina a legislação do Bancomuito importante, mas o risco opera- mas ao mesmo tempo, se ela não for Central. A cada 45 dias manda umacional é muito complicado. aplicada de uma maneira correta o circular informando as mudanças resultado pode engessar o negócio. para uma nova versão de software,E erro de TI vai acontecer sempre, temos que falar de riscos e controles,TI é falha. Ela nunca vai conseguir O desafio está exatamente de Basileia, de lucro e o CIO aindaentregar o backlog dos negócios, nessa medida? precisa se preocupar em ganharda área de risco, do compliance. O Sim. É aí que surge o “alinhar a TI ao dinheiro e vencer a concorrência. Abacklog de desenvolvimento da TI negócio”. A regra é essa e temos que vida da TI ficou difícil e realmenteé tão grande que ela não consegue adequar os dois lados para traba- precisa de ajuda.executar, ela precisa de ajuda e isso lhar nesse cenário. Antes tudo erapara mim é começar a adotar paco- permitido, mas essas regras também E como superar esses desafios?tes. Acredito que vamos ver muita vão chegar até as áreas business Alguns bancos vão fazer parcerias es-gente comprar as coisas prontas para que a TI não fique sozinha com colhendo 3 ou 4 fornecedores nacio-substituindo as antigas. a gestão do risco e que não só ela nais/mundiais para tentar tirar algum seja responsabilizada por qualquer pacote de soluções. Mas tudo isso temGovernança de TI problema operacional. que ser bem pensado para não adotar tecnologias que causam dor de cabe-Com esse cenário traçado, a O Brasil é referência na parte ça ao invés de sanar o problema. PorTI já vem trabalhando em sua de controle e governança? isso acho que haverá um conjunto degovernança. Mas até que ponto Eu acho que estamos num patamar parceiros e dali vai sair o apoio paraesse movimento pode evoluir a muito bom. Com todas essas normati- resolver essas soluções.fim de dar suporte ao negócio? zações e o controle do Banco CentralTI, por ser uma tarefa crítica, tem realmente nos deixa em uma situação A partir desse cenário, qual é aque ter uma metodologia, regra e confortável. Existem riscos, mas eles lição de casa do CIO?controle para todas as tarefas. O são controlados com uma boa gestão. Eu acho que é analisar as principaisnosso desafio é ter uma organização Acredito que isso faz parte do DNA do demandas e tentar decidir o que eleatendendo todas as regulamen- sistema financeiro do Brasil, que no pode fazer por meio de pacote, otações, pois somos auditados por passado precisou inovar e criar uma que é crítico e precisa manter emtudo que fazemos. Tanto auditoria solução para controlar uma inflação casa, o quanto ele vai pagar por umainterna quanto externa, além da au- de 1000% ao ano. Para mim o País solução. Fora isso tem toda a parteditoria do Banco Central que segue sempre foi referência. Agora ele está de infraestrutura com um forte movi-
  • 3. mento na terceirização para cuidar Eu vejo o cronograma assim: os E os benefícios, sãodo operacional, que é o coração do bancos grandes já fizeram, os médios inquestionáveis?banco. Mas a adoção não será radical, com capital aberto estão implemen- São? Há muitos desafios, pois atudo que estou falando é feito com tando neste ano e os pequenos e mudança não é só contábil, é vocêanálise para ver por onde começar, médios de capital fechado vão fazer começar a mostrar seus númerosa mensagem principal é que não dá logo em seguida, acredito que o prazo de forma diferente, entender ospara fazer tudo sozinho. seja 2013. O importante é que existe resultados de maneira diferente, um aprendizado de um para o outro, é mudar seu processo operacionalConformidade tanto do regulador quanto por parte que existe há anos. E o pior é que dos bancos. O regulador também nada do trabalho anterior é desfei-E na sua visão de adaptação precisa olhar e aprender, entender as to, se tratando de governo brasi-às conformidades, como será dificuldades de cada um para uma leiro o que vale é o atual modelo,esse cronograma do IFRS? melhor aplicação. só em 2016 é que eles pretendemNa minha visão o IFRS ainda nem convergir os sistemas.começou. Falando do mercado em No fundo, acredito que os primeirosgeral, os grandes bancos já tiveram foram os pioneiros, para os peque- Mas uma coisa eu acho bom: terque entregar seus balanços com o nos e médios o desafio é maior uma norma única de avaliar osIFRS. Mesmo pra eles, que tiveram porque não tem o capital intensi- bancos, isso me parece útil. Tornaum apoio financeiro e condições vo para fazer as modificações no mais justo e mais claro o que estáde capital para desenvolver um sistema, coletar dados que antes se fazendo nas instituições. Mas sebom trabalho, estão atrasando não eram solicitados, uma série de essa regulamentação é a melhor, jáas entregas porque os resultados investimentos necessários. Essas não sei dizer. Às vezes a regulamen-precisam ser avaliados e entendi- modificações precisam ser feitas, tação é descabida, não é conversa-dos. É necessário interpretação das depois o sistema precisa rodar essas da, não é explicada. Mas tudo isso éinformações, ou seja, estamos num mudanças para coletar as informa- só começo e para tudo precisamosperíodo de maturação. ções para só então gerar o dado. dar o primeiro passo. zzA Logica é uma empresa de serviço de negócios e tecnologia. Sediada no Reino Unido e com mais de 41 mil colaboradores aoredor do mundo, oferece serviços de consultoria, integração de sistemas e outsourcing de TI para clientes do mundo inteiro. Comforte presença na Europa, a Logica cria valores para os seus clientes ao integrar tecnologia, pessoas e processos. A companhia sedestaca pelo comprometimento em manter parcerias a longo prazo com seus clientes, aplicando conhecimento para criar respos-tas inovadoras para as necessidades de negócio das companhias. A Logica está listada nas bolsas de Londres, Stock Exchange eEuronext. Mais informações estão disponíveis em: www.logica.com.br