UNIVERSIDADE FUMEC           FACULDADE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS – FACE       MBA EM FINANÇAS CORPORATIVAS E CONTROLADORIAO Im...
Belo Horizonte – MG                          Dezembro - 2012                        ANSELMO MOREIRA                       ...
Belo Horizonte – MG Dezembro - 2012
SUMÁRIO1       Introdução                                      062       Cronologia dos impactos (2010, 2011 e 2012)     0...
61     INTRODUÇÃO      A Europa conhecida mundialmente como uma economia crescente, de altodesenvolvimento econômico e bem...
7        Este trabalho visa demonstrar a cronologia do impacto da crise nos anos de2010 à 2012, assim como, os países dire...
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10descontentamento, greves e manifestações. Nas últimas semanas, os movimentospopulares têm se intensificado especialmente...
11encontram em situação mais delicada na zona do euro.2.3   Crise Mundial de 2012      A atual crise mundial, ao contrário...
12austeridade da União Europeia.      À frente da OTAN e das rodadas de negociação do G8, Angela Merkel cobrado Presidente...
13da reunião o Primeiro Ministro Britânico David Cameron, o Vice Primeiro MinistroNick Clegg e o Chanceler George Osborne,...
14G20 no México indicam que a preocupação mundial em relação à crise na zona doeuro é crescente. Enquanto isso, a taxa de ...
15serviços da Alemanha.        Crise bancaria na Espanha ruma para o tribunal. O ex-chefe do FundoMonetário Internacional ...
16redução geral do apetite pelo risco.Agosto de 2012      O mercado aguarda que novas medidas sejam propostas nos Estados ...
17cair mais de US$ 1,00 durante os pregões na Europa e na Ásia. Provavelmente umreflexo da nota emitida pelo Banco da Espa...
18         Devido à globalização a crise econômica afeta várias nações, comoinvestimento, geração de empregos, importação/...
19           bancos a se refinanciarem; e o apoio estatal aos           financiamentos de bancos para companhias privadas....
204      PRINCIPAIS MEDIDAS PARA ENFRENTAR OS IMPACTOS.Para a maioria dos economistas, a atual crise é a pior desde o cras...
21Socorro do FMI      O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou à cena com a turbulênciainternacional. Já foram concedi...
22                China                     9.2     7.8     8.6     8.0     8.0     7.8     7.8           Zona do Euro    ...
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Trabalho sistema financeiro completo

  1. 1. UNIVERSIDADE FUMEC FACULDADE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS – FACE MBA EM FINANÇAS CORPORATIVAS E CONTROLADORIAO Impacto da Crise Financeira Internacional sobre os Governos Europeus ANSELMO MOREIRA FLÁVIA TRAJANO JAQUELINE TRINDADE RONALD SOUZA PROFESSOR: DR. JULIANO LIMA PINHEIRO
  2. 2. Belo Horizonte – MG Dezembro - 2012 ANSELMO MOREIRA FLÁVIA TRAJANO JAQUELINE TRINDADE RONALD SOUZAO Impacto da Crise Financeira Internacional sobre os Governos Europeus Trabalho apresentado à matéria Sistema Financeiro Nacional e Internacional – FACE Universidade FUMEC.
  3. 3. Belo Horizonte – MG Dezembro - 2012
  4. 4. SUMÁRIO1 Introdução 062 Cronologia dos impactos (2010, 2011 e 2012) 072.1 Crise Mundial de 2010 072.2 Crise Mundial de 2011 092.1.1 Europa Endividada 092.3 Crise Mundial de 2012 113 Países diretamente afetados 184 Principais medidas para enfrentar os impactos 205 Perspectivas para o ano de 2013 21 REFERENCIAS 22
  5. 5. 61 INTRODUÇÃO A Europa conhecida mundialmente como uma economia crescente, de altodesenvolvimento econômico e bem-estar social, atualmente passa por uma crise eturbulência em seus mercados. Houve descontrole nas contas públicas gerando umacrise financeira na zona do euro. Pois alguns países como a Grécia, Portugal,Espanha, Itália e Irlanda, tiveram problemas ficais, gastaram mais dinheiro do queconseguiram arrecadaram por meio de impostos nos últimos anos. Para sefinanciarem necessitaram de empréstimos e começaram a acumular dívidas. Comisso o limite estabelecido no tratado de Maastricht (1992) foi superado, onde arelação do PIB e o endividamento não poderiam ultrapassar de 60%. O caso maisgrave de descontrole fiscal é o da economia grega, pois a razão dívida/PIBultrapassa o dobro deste limite. Mas o problema não estava somente no endividamento dos países europeus,foram surgindo à desconfiança dos investidores de que o governo não poderiahonrar as suas dívidas, possibilitando que os mesmos temessem possuir as ações,bem como títulos públicos e privados europeus. Com isso impossibilitou a entradade novos investimentos nesses países, pois a onda de desconfiança era muitogrande. O momento que os investidores passaram a desconfiar da Europa foi quandose tornou público que a economia grega passou a acumular dívidas que contrariavaos acordos econômicos europeus e quando a crise financeira chegou, o déficitorçamentário subiu e os investidores exigiram taxas altas para emprestar dinheiro. A Grécia é um país considerado pouco competitivo se comparado à médiados países na zona do euro, tem gastos públicos muito grandes e frequentemente éacusada de ser mal gerenciada. Devido à situação dos países europeus fez com queos investidores não queriam correr riscos e a consequência da crise é as altas taxasde desemprego, devido aos cortes de gastos, preços elevados, altos impostos,queda do PIB, alta nas taxas de juros, um aumento na inadimplência, redução dopoder aquisitivo. Tudo isso significa menos dinheiro para fazer a economia girar,justo no momento em que a zona do euro precisa crescer e aumentar aarrecadação. O euro começa a se desvaloriza, pois, devido à redução deinvestidores faz com que a moeda caia o seu valor.
  6. 6. 7 Este trabalho visa demonstrar a cronologia do impacto da crise nos anos de2010 à 2012, assim como, os países diretamente afetados, medidas adotadas e asprincipais perspectivas para o ano de 2013.2 CRONOLOGIA DOS IMPACTOS (2010, 2011 e 2012)2.1 Crise Mundial de 2010 De 2007 a 2010, a crise econômica se generalizou. Pipocaram as crises domercado imobiliário nos EUA, na Inglaterra, na Irlanda e na Espanha. Na sequência,aconteceram as fusões forçadas de empresas, as falências e as nacionalizações deinstituições financeiras. Em toda a parte, os governos sairam em socorro dosespeculadores, que investiram em derivativos, fundos de cobertura, etc., eensaiaram variegados pacotes de estímulo ao estilo neokeyneisiano, além dasinjeções de liquidez realizadas pelos bancos centrais.28 de janeiro O governo espanhol aprova um Plano de Austeridade para 2011-2013 comuma redução de gastos estimada em 50 mil milhões de euros.Fevereiro O Banco de Espanha publica os números da Contabilidade Nacionalreferentes a 2009 e confirma o retrocesso da economia, com o país a perder 3,6%da sua riqueza no ano anterior. Primeiro trimestre: A taxa de desemprego da Espanha alcança 20% pelaprimeira vez em quase 13 anos, com um recorde de 4,6 milhões de pessoas semtrabalho. A economia espanhola consegue emergir da recessão (18 meses) devido aoaumento das exportações.Abril Começa-se a falar dos problemas de financiamento da Espanha, com um
  7. 7. 8défice público de 11,2% em 2009, ao mesmo tempo que entram no auge asnegociações para o primeiro empréstimo da Grécia.Maio José Luís Zapatero anuncia um agravamento das medidas de austeridade,com cortes dos salários dos funcionários públicos e congelamento das pensões.Novas medidas de austeridade serão decretadas nos seis meses seguintes,incluindo a subida de 2 pontos percentuais do IVA. O Banco de Espanha intervém na CajaSur, um banco administrado pela IgrejaCatólica.Junho O governo aprova uma nova reforma das leis laborais que ampliam osargumentos para as empresas promoverem despedimentos coletivos; aindemnização do trabalhador despedido passa a ser de apenas 20 dias por cadaano de serviço, com um máximo de 12 meses, e 8 daqueles 20 dias passam a serfinanciados pelo Fundo de Garantia Salarial; as indemnizações pagas ao trabalhadorcom contrato temporário passa a ser de apenas 8 dias de salário por cada ano deserviço.JulhoO primeiro-ministro espanhol anuncia que o governo vai aumentar a idade dereforma, de 65 para 67 anos.Setembro Primeira greve geral nacional contra as alterações da legislação laboral.Cerca de 10 milhões de trabalhadores aderiram à greve, segundo as centraisComisiones Obreras (CCOO) e UGT, uma adesão superior a 70%.Dezembro Aumento do imposto sobre tabaco, redução dos subsídios à energia eólica, eanúncio de privatizações da autoridade aeroportuária e lotaria nacional. Mas ambasforam depois descartadas, com o argumento das más condições do mercado. UGT e CCOO promovem cerca de quarenta manifestações contra o aumento
  8. 8. 9da idade de reforma.2.2 Crise Mundial de 2011 “Na verdade, não estamos vivendo uma nova crise mundial. A crise é amesma que teve início em 2008, estamos só em uma nova fase”, afirma AntonioZoratto Sanvicente, professor do Insper. Basicamente, os problemas começaram porque as instituições financeirasemprestaram dinheiro demais para quem não podia pagar. Isso levou à falência debancos e à intervenção governamental para evitar o colapso do sistema financeiro euma recessão mais aguda. Ao injetar recursos em bancos e até em empresas, no entanto, os governosaumentaram seus gastos, em um momento em que a economia mundial seguiaencolhendo. O resultado não poderia ser outro: aprofundamento do déficit público,que em muitos países já era bastante elevado. Na Grécia, por exemplo, a crise de 2008 ajudou a exacerbar os desequilíbriosfiscais que o país já apresentava desde sua entrada na zona do euro, diz oeconomista Raphael Martello, da Tendências Consultoria.2.1.1 Europa Endividada Faz quase dois anos que a crise da dívida soberana em países da UniãoEuropeia tem sido discutida nos mercados financeiros. Mas foi nos últimos mesesque o problema veio à tona com mais intensidade e se tornou um dos maioresdesafios que o bloco já enfrentou desde a adoção do euro em 2002. Para receber ajuda, no entanto, precisam adotar medidas de “austeridadefiscal” que, na prática, significam enxugar os gastos públicos, por meio do corte debenefícios sociais e empregos, por exemplo, e elevar a arrecadação por meio deimpostos. O problema é que essas medidas deprimem ainda mais a economia e geram
  9. 9. 10descontentamento, greves e manifestações. Nas últimas semanas, os movimentospopulares têm se intensificado especialmente na Grécia. Em meio ao clima de instabilidade e discussão até mesmo sobre amanutenção desses países na zona do euro, o parlamento alemão aprovou aampliação do fundo de socorro europeu para um total de 440 bilhões de euros. Mas agora o problema é outro! Os próprios países estão extremamenteendividados. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha têm dívidas colossais. Itáliadeve 120% de seu PIB. Há ainda um agravante. A Europa está estagnada. É um continente de idadeavançada da população. Desemprego está alto o que dificulta o crescimentoeconômico. Quem resgata hoje os estados? Quem sofrerá com um calote dadívida grega? Bancos franceses e alemães têm boa parte da dívida. Eles sofreriamprejuízos enormes em seus balanços. Poderíamos então ter um efeito dominó.Bancos novamente quebrando e estados sem recursos para resgatá-los. O pior dosmundos. Para agravar mais a situação, a maior economia mundial, os Estados Unidos,não conseguem engrenar. Os estímulos não estão funcionando e o desemprego nãoé reduzido. Novos estímulos estão sendo anunciados, mas o ceticismo é grandediante do que realmente vai acontecer com os novos pacotes americanos. O mundo está assistindo, em 2012, a uma das piores crises a atingir aEuropa. O endividamento dos países europeus tem derrubando bolsas e governos, eafetado a economia do mundo inteiro. Na maioria dos países europeus a crise foi gerada pelo descontrole dascontas públicas. Os países que formam a chamada Zona do Euro são os maisatingidos por problemas financeiros. Economistas afirmam que o atual panoramamostra que a atual crise europeia levará anos para ser superada. Países como Grécia, Portugal e Espanha têm gastado mais dinheiro do quearrecadam de impostos. Assim, as dívidas se acumularam acarretando a criseeconômica. Os primeiros problemas financeiros que atingiram o continente aconteceramem 2007. Já em 2008, as suspeitas de crise levaram os governos a injetaremtrilhões de dólares nas economias mais afetadas. E em 2010, a situação seagravou ainda mais. Atualmente, Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os países que se
  10. 10. 11encontram em situação mais delicada na zona do euro.2.3 Crise Mundial de 2012 A atual crise mundial, ao contrário das várias outras que observamos ao longodas últimas décadas, tem um potencial capaz de alterar um conjunto muito extensode relações políticas, econômicas e sociais. Muito embora ainda seja prematurodescrever todo o cenário que se formará ao seu final, ela já permite oquestionamento de importantes alicerces sobre os quais se construiu o consensoneoliberal, em meio a um ambiente de financeirização.As principais moedas do mundo serão reajustadas em uma tentativa desesperadadas nações de se livrarem de seus débitos. Então, mais uma vez, os austeros e ospoupadores sofrerão, enquanto que os tomadores de empréstimo e os consumistasdesenfreados prosperarão em um mundo com taxas de juros baixíssimas e inflaçãoem alta.Crise do Euro: Traduzindo os últimos acontecimentosJaneiro 2012A agência de risco SEP rebaixa a nota das dívidas da Áustria e da França, assimcomo diminui ainda mais – as notas da Espanha e da Itália. O grau de investimentoAAA da Alemanha é mantido.Fevereiro 2012Os países da União Europeia concordam em reduzir a dívida grega em 120,5% até2020, através da redução retroativa das taxas de juros de resgate. Finalizado osegundo pacote de resgate. Desta vez o alvo foram os credores privados dos títulosdo governo grego, que concordaram com uma redução total de 53,5% sobre o valordos bonds.Maio 2012A eleição presidencial grega é marcada pelo grande equilíbrio entre os partidosfavoritos. Coincidentemente, todos os partidos favoritos são contra a estratégia de
  11. 11. 12austeridade da União Europeia. À frente da OTAN e das rodadas de negociação do G8, Angela Merkel cobrado Presidente grego a execução de um referendo popular sobre a permanência daGrécia na zona do euro. Entre a cúpula do G8, o Primeiro Ministro Britânico David Cameron defendeque a aproximação das eleições gregas deve ser encarada como um referendopopular sobre a permanência da Grécia na zona do euro. O Presidente Obamaargumenta que há um consenso crescente de que a Europa precisa concentrar-sena criação de empregos. A líder do Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde mantém odiscurso de que a Grécia deve aumentar o recolhimento de impostos e implementarprofundas reformas estruturais. Reconhecendo que a população grega vemrealizando um "grande esforço" para adequarem suas finanças, as medidas foramessenciais para garantir a permanência do país na zona do euro – e que o FMI estápreparado para qualquer possível cenário, incluindo um possível calote grego e suaeventual saída da zona do euro. O órgão regulador de mercado espanhol suspendeu preventivamente asnegociações das ações da instituição de crédito Bankia na Bolsa de Valores deMadri. A suspensão será mantida até que os membros do conselho do banco sereúnam para que se tenha uma definição do montante total a ser injetado nainstituição pelo governo. O Ministro da Economia Espanhol Luis de Guindos disse no dia 23 de Maiode 2012 que o governo injetaria a princípio € 9 bilhões (US$ 11 bilhões) no Bankia,mas que adicionaria mais caso fosse necessário. As instituições de créditoespanhola estão perigosamente expostas ao possível estouro de uma bolhaimobiliária espanhola. O Bankia seria o mais exposto, acumulando um total de 32bilhões em ativos tóxicos. A crise do euro transfere toda sua atenção para a Espanha, depois da notíciaque investidores vêm considerando que a dívida espanhola atingiu o seu nível maisarriscado desde a introdução do euro. Os juros cobrados pela dívida públicaespanhola continuam a bater recordes e atingiram os 5,57% sobre os bondsespanhóis de 10 anos – valor mais alto desde 19 de Abril de 2000. As principais lideranças político-econômicas britânicas reuniram-se paratraçar um plano de ação contra uma eventual ruptura da zona do euro. Participaram
  12. 12. 13da reunião o Primeiro Ministro Britânico David Cameron, o Vice Primeiro MinistroNick Clegg e o Chanceler George Osborne, assim como o Presidente do Banco daInglaterra Sir Mervyn King e o Regulador Chefe dos Bancos Britânicos Lorde AdairTurner. O Banco Central Europeu rejeitou sumariamente o plano de auxílio propostopelo Banco Central Espanhol para salvar o Bankia – quarto maior banco espanhol –alegando identificando diversas irregularidades na operação. Todas as Bolsas deValores Europeias operam em forte baixa, reflexo do medo de repetição na Espanhado estouro de uma bolha imobiliária, tal qual a que ocorreu no Estados Unidos em2008. Estima-se que as instituições financeiras espanholas detenham um total de180 bilhões em ativos imobiliários tóxicos.Por não ter sido capaz de prever otamanho da dívida dos bancos espanhóis, o presidente do O Banco Central daEspanha, Miguel Fernández Ordóñes, resolveu adiantar a sua saída do cargo.Junho de 2012 Apesar da crescente especulação, o Ministro da Economia da Espanha negaque o país precise de resgate de seu setor bancário e afirma que não discutiuqualquer tipo de intervenção sobre os bancos espanhóis. As observaçõesajudaram a impulsionar a Bolsa de Valores de Madri, que apresentou umcrescimento de 3%. As bolsas de valores europeias e asiáticas vêm apresentando forte alta apósas notícias do plano de resgate aos bancos espanhóis.Após um início animador provocado pelo anúncio da recapitalização dos bancosespanhóis, todos os mercados mundiais caíram rapidamente. O preço do petróleocaiu 3,0% devido ao temor de que a crise gere uma menor demanda pelacommodity. O custo de obtenção de empréstimo por parte dos governos italiano eespanhol para pagamento em dez anos aumentou Os títulos de 10 anos do Governo Espanhol atingiram um novo recorde pelosegundo dia consecutivo. Os juros que incidem sobre estes bonds vêm sendonegociados acima de 7,0% depois que a agência de risco Moody`s rebaixou a notade crédito espanhola para um patamar apenas acima do nível considerado “lixo”. Oslíderes europeus tinham a esperança de que os mercados se acalmassem após opacote de resgate de € 100 bilhões. Cresce a preocupação mundial. As primeiras notícias oriundas do encontro do
  13. 13. 14G20 no México indicam que a preocupação mundial em relação à crise na zona doeuro é crescente. Enquanto isso, a taxa de inflação no Reino Unido caiu 2,8%, umaqueda de 2,5% em relação ao ano passado, afirmou o Office for National Statistics(ONS), o Instituto Britânico de Estatística e Pesquisa equivalente ao IBGE no Brasil. Analistas preveem uma maior queda da inflação. Uma coalisãogovernamental com três partidos políticos foi formada na Grécia com o intuito deapoiar o pacote de resgate internacional e manter o país na zona do euro. Quinze das maiores instituições financeiras mundiais tiveram suasrecomendações de investimento rebaixadas no final do dia de ontem pela agênciade risco Moody’s, refletindo o alto grau de exposição apresentado por estasinstituições frente à crise do euro. Dentre os bancos afetados encontram-se os britânicos Barclays, HSBC, RBSe Lloyds, assim como o Credit Suisse. O rebaixamento da instituição suíça foiconsiderada a mais inesperada, uma vez que a mesma foi o único banco rebaixadoem três níveis pela agência. Com relação aos bancos americanos, foram rebaixados o Bank of America eo Citigroup. As outras instituições foram: Goldman Sachs, Morgan Stanley, JPMorgan Chase, UBS, BNP Paribas, Credit Agricole, Societe Generale, DeutscheBank e Royal Bank of Canada. Itália e Espanha vencem queda de braço após 14 horas de negociação ezona do euro aprova acordo que permite socorro direto a bancos em dificuldade.Julho de 2012 Banco Central Europeu (BCE) – Progresso grego “virtualmente estagnado”. Os plano para a criação de uma união bancaria ampla na União Europeiaprevista pelo Banco Central Europeu (BCE) ainda carece de um maior detalhamentosobre como esta medida impedirá a quebra de vínculo entre os bancos e seusrespectivos governos, alertou ontem a agência de avaliação de risco Fitch. PMI indica desaceleração na economia da Alemanha Enquanto que membros do FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (BancoCentral Europeu) e da Comissão Europeia encontram-se na Grécia para avaliar osucesso inicial promovido pela liberação de parte do pacote de resgate grego, adivulgação da pesquisa PMI (Purchasing Managers’s Index), conhecido no Brasilcomo Índice dos Gerentes de Compras – mostra uma forte contração no setor de
  14. 14. 15serviços da Alemanha. Crise bancaria na Espanha ruma para o tribunal. O ex-chefe do FundoMonetário Internacional (FMI) Rodrigo Rato terá que prestar contas aos tribunaisespanhóis sob acusações de fraudes relativas ao seu envolvimento com o Bankia –banco espanhol credor de hipotecas. A maioria dos mercados globais despencou novamente apesar de uma novarodada de esforços por parte de diversos bancos centrais em conter a hemorragiadas economias mais expostas à crise na zona do euro. Já o Banco Central Europeu (BCE) cortou a sua taxa básica de juros em 0,25pontos percentuais para 0,75%, e a taxa de remuneração de depósito bancário de0,25% para zero. Indicadores apontam para um novo ciclo de fraco crescimentoeconômico e aumento de incerteza entre os mercados Espanha anuncia um novo corte de despesas e aumento da carga tributária.O Primeiro-Ministro Espanhol anunciou um novo corte no orçamento governamentale um aumento na carga tributária com o objetivo de equilibrar as contas do país. Nototal, essas medidas representarão um choque de austeridade na economiaespanhola equivalente a 6,55 do PIB (Produto Interno Bruno) em menos de trêsanos. A fabricante europeia de carros Peugeot Citroen citou a “crise profunda” nazona do euro como a principal culpada pela demissão de 8.000 funcionários e pelaqueda na demanda por carros.A crise em curso na Europa tem afetado o desempenho financeiro da Ásia, com oPIB (Produto Interno Bruto) da China caindo para 7,6% e a economia de Cingapuracontraindo 1,1% no segundo trimestre de 2012. A desaceleração da China – o pior resultado do país em três anos – gera forteimpacto sobre a economia australiana. Respondendo por mais de 25% do seumercado de exportação, a desaceleração da China foi responsável pelo crescimentoda Austrália abaixo do esperado: 2,2% contra os 3,1% projetado inicialmente pelaOrganização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Grécia adia decisão final sobre corte de gastos. Itália aprova definitivamente o pacto fiscal europeu. O Banco Europeu de reconstrução e desenvolvimento, reduziu sua previsãode crescimento para a Rússia em 2012, de 1,1% para 3,1%. A crise foi chegando àRússia através de dois canais principais: preços mais baixos das commodities e uma
  15. 15. 16redução geral do apetite pelo risco.Agosto de 2012 O mercado aguarda que novas medidas sejam propostas nos Estados Unidospara a formação de uma plano de recuperação em conjunto com os novos esforçosrealizados na Europa. Rentabilidade média dos títulos espanhóis de 10 anos subiu para 6,65% - umaumento de 0,22% em relação à média de rentabilidade registrada em Julho.Também houve uma diminuição da demanda por esses títulos no mercado. Os mercados mundiais caíram bruscamente, logo após o Banco CentralEuropeu (BCE) desapontar os investidores, que aguardavam pela divulgação deuma solução imediata para conter a crise da dívida europeia. O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa de crescimento previstapara o próximo ano de 1,0% para apenas 0,6%. Enquanto isso, o déficit comercialno Reino Unido foi confirmado como o maior desde que seus registros começaram:£ 4,3 bilhões. Já do outro lado do mundo, dados referentes a empréstimos bancáriose às transações comerciais chinesas mostram que o país continua firme em seumodo de desaceleração. O fraco consumo doméstico entre os países que compõem o bloco (exceto aAlemanha) e a redução dos planos de investimento formam principais vilões daretração econômica.Setembro de 2012 A produção industrial da zona do euro caiu pelo décimo terceiro mêsconsecutivo. Novos números demonstram que o Índice de performance de produçãopara a zona euro em Agosto (45,1) subiu ligeiramente em relação à Julho (44,0).Qualquer medida do índice PMI abaixo de 50,0 indica redução da produçãoindustrial e, consequentemente, contração do PIB (Produto Interno Bruto). As bolsas de valores europeias vêm performando em ligeira baixa uma vezque o rali provocado pelo anúncio da aprovação das novas medidas de estímulo doBanco Central Europeu (BCE) começa a arrefecer-se e, a Espanha passa ademonstrar uma certa resistência em solicitar o pacote de resgate à sua tãocombalida economia. Um dólar mais forte e um euro mais fraco viram a cotação do Petróleo Brent
  16. 16. 17cair mais de US$ 1,00 durante os pregões na Europa e na Ásia. Provavelmente umreflexo da nota emitida pelo Banco da Espanha afirmando que o produto internobruto (PIB) do país encolheu significativamente neste terceiro trimestre. As principais bolsas de valores da Europa fecharam em forte baixa ontem – oFTSE 100 perdeu mais de £ 23,2 bilhões e as bolsas dos países europeus em maiordificuldade, como Espanha e Grécia, fecharam com baixas acima de 3%.Outubro de 2012 Outros dados catastróficos demonstram que o número de desempregados naEuropa já ultrapassa a barreira de 25 milhões de pessoas – com 18 milhõesresidindo nos países da zona do euro mais afetados pela crise. A taxa de jovenssem emprego na Espanha e na Grécia é particularmente alta: respectivamente52,90% e 55,40%, de acordo com a Eurostat. A Espanha com 24,63% de sua população ativa desempregada presenciouuma nova queda generalizada (-0,40%) das ações negociadas nas bolsas de valoreseuropeias, nesta Terça-Feira, em função de uma nova desvalorização do euro (-0,29%) frente ao dólar americano.Novembro de 2012 Os números gerais mascaram amplas diferenças pelo bloco de 17 países,com o desemprego na Áustria a 4,3% da população ativa e os níveis de desempregona Espanha a 26,2%, o maior na Europa.Dezembro de 2012 O Ministério da Economia da Alemanha anunciou que a produção industrialdo país recuou e deve permanecer nesse ritmo ao longo do quarto trimestre. Anotícia amplia os temores de que uma desaceleração na maior economia da Europapode aprofundar a recessão da zona do euro.3 PAÍSES DIRETAMENTE AFETADOS
  17. 17. 18 Devido à globalização a crise econômica afeta várias nações, comoinvestimento, geração de empregos, importação/exportação, impactando no PIB,Risco pais entre outros, nesta crise que os países estão vivendo desde 2008, afetouvárias nações umas mais fortemente que as outras. Segue abaixo alguns paísesafetados pela crise. Principais países Afetados: Canadá, Estados Unidos, México, Brasil,Colômbia, Chile,Argentina, Islândia, Irlanda, Portugal, Reino Unido, Espanha,França, Holanda, Bélgica, Alemanha, Noruega, Suíça, Itália, Hungria,Dinamarca,Áustria, Polônia, Letônia, Grécia, Suécia, Ucrânia, Rússia, Turquia, África do Sul,Israel, Iraque,Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Paquistão, Índia, Tailândia, China, HongKong, Vietnã, Malásia, Taiwan, Indonésia, Coréia do Sul, Japão, Austrália, NovaZelândia, além dos Países do Bloco da União Européia. MEDIDAS CONTRA A CRISE NOS PRINCIPAIS PAISES AFETADOS, INCLUSIVE UNIÃO EUROPÉIAITÁLIA - Estímulo econômico, o governo transferirá cerca de 80 bilhões de euros (do setor público para o privado. Auxílio financeiro a famílias de baixa renda, isenção de impostos a empresas e uma ajuda de até 12 bilhões de euros para os bancos italianos, que será distribuída por meio da compra de dívidas híbridas das instituições financeiras pelo governo. - Aprovou uma lei de emergência que cria um fundo de estabilização e dará garantias a depósitos de até 103 mil euros, medida que tem como objetivo restaurar a confiança no sistema financeiro em meio à crescente crise financeira global. - O Banco da Itália aprovaram ainda novas medidas para aumentar a confiança no sistema financeiro, em linha com outros países integrantes da zona do euro. As medidas incluem a garantia estatal de novas dívidas bancárias de até cinco anos emitidas até o final de 2009; um swap do banco central da Itália para ajudar os
  18. 18. 19 bancos a se refinanciarem; e o apoio estatal aos financiamentos de bancos para companhias privadas. - Garantia de todos os depósitos, papéis e dívidas dos bancos do país, garantia valerá por dois anos e beneficia seis bancos da Irlanda: Allied Irish, Bank of Ireland, Anglo Irish Bank, Irish Life and Permanent, IrishIRLANDA Nationwide Building Society e Educational Building Society. - Recaptalização de 10 bilhões de euros as instituições financeiras por meio de medidas como a compra de ações dos bancos do país. Dinheiro esse que saíra das estatais. - A economia estagnada.PORTUGAL - Criação de um fundo de até 20 bilhões e assim garantindo liquidez aos bancos do país. Garantia também que vai garantir todos os depósitos bancários do país. - União do bloco para a criação de um pacote de estímulo econômico calculado em cerca de 200 bilhões de euros . E assim injetando nas suas economias o equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) doUNIÃO bloco.EUROPEIA - Garantiu aos correntistas em todos os 27 países. A garantia, que era de 20 mil euros, passa a pelo menos 50 mil, com intenção de evitar corrida e saques. - O Banco Central Europeu realizou dois cortes na taxa de juros da zona do euro desde o agravamento da crise. Os cortes colocaram a taxa de juro em 3,25%.GRÉCIA - Anuncio de um pacote de 28 bilhões de euros.
  19. 19. 204 PRINCIPAIS MEDIDAS PARA ENFRENTAR OS IMPACTOS.Para a maioria dos economistas, a atual crise é a pior desde o crash da Bolsa deNova York, em 1929. Quando a instabilidade eclodiu, em 15 de setembro, com opedido de concordata do banco Lehman Brothers e a venda do Merrill Lynch para oBank of America, Wall Street teve o seu pior desempenho desde o 11 de Setembro.A partir daí, as bolsas entraram em queda em todo o mundo, com poucos dias dealívio. Grandes potências entraram em recessão, as taxas de desempregocresceram e vários setores da economia entraram em declínio. É mandatório,portanto, que os governos e organizações multilaterais lancem mão de medidas ediscursos contra os abalos nos mercados. Uma das principais medidas foram;Pacotes dos Governos Com o mercado dando sinais de fraqueza, abriu-se o caminho para aintervenção do estado. Governos de todo o mundo vêm anunciando pacotes debilhões de dólares, que incluem ajuda a empresas privadas, disponibilização decrédito para investidores e consumidores, cortes de impostos e investimentos eminfra-estrutura.Taxas de Juros Juro baixo significa dinheiro mais barato. Que, por sua vez, representa maiorvolume de crédito para um país. Com crédito, o consumidor vai às compras e,consumindo, repassa dinheiro ao empresário, que emprega e investe. Abaixo, ospaíses que decidiram reduzir suas taxas de juro para estimular a economia:Políticas Institucionais A gravidade da situação tem motivado a realização de encontros dos grupos eorganismos multilaterais. Seus membros se sentam para conversar e procurarrespostas para as incertezas. A seguir, os principais encontros ocorridos desde oinício desse período de turbulências econômicas:
  20. 20. 21Socorro do FMI O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou à cena com a turbulênciainternacional. Já foram concedidos três empréstimos desde o início da crise. Deacordo com a própria instituição, há cerca de 200 bilhões de dólares disponíveispara ajudar países em dificuldade, e as exigências para empréstimo podem serreduzidas para agilizar o socorro às nações vítimas da crise.5 PERSPECTIVAS PARA O ANO DE 2013 A Zona do Euro continua atolada na recessão e estaria ainda pior se nãofosse o brando crescimento da Alemanha. A crise Européia segue sem sersolucionada, mas acredita-se em um caminho, o programa de compra de bondsanunciado pelo Banco Central Europeu. Mesmo assim, há dificuldades, na região,especialmente entre os países periféricos e o futuro da Grécia, no longo prazo, comomembro do euro parece difícil. A expectativa é que o declínio da economia gregacontinue, guiado pela austeridade fiscal. Se houver uma recuperação em 2013, elaserá fraca, com crescimento de 0,4%. A Europa oriental segue vulnerável aosproblemas da zona do euro, mas as últimas ações do BCE balancearam os riscos eo espera-se um crescimento de 2,5% em 2012 e de 3% em 2013.*Veja no quadro abaixo, a expectativa de crescimento da economia Européia até oano 2017, realizado pela Economist Intelligence Unit, empresa de consultoriainternacional: 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017Mundo (PPP Exchange rates) % 3,7 3,1 3,5 4,0 4,1 4,2 4,1 América Latina 4.3 3.1 3.9 4.2 4.0 4.1 4.1 Estados Unidos 1.8 2.1 1.9 2.1 2.2 2.3 2.3 Japão -0.7 2.0 1.2 1.6 1.2 0.9 0.8
  21. 21. 22 China 9.2 7.8 8.6 8.0 8.0 7.8 7.8 Zona do Euro 1.5 -0.4 0.4 1.2 1.4 1.4 1.2 Europa Oriental 3.8 2.5 3.0 3.7 3.7 3.9 4.0 Ásia e Austrália (excl. Japão) 6.5 5.7 6.4 6.5 6.5 6.5 6.4 Oriente Médio e Norte da África 3.4 3.4 3.9 4.7 4.9 5.3 5.0 África Subsaariana 4.4 4.1 4.4 5.0 5.0 5.2 5.0Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/quanto-as-principais-economias-vao-crescer-ate-2017?page=3, em 09/12/2012. REFERÊNCIAShttp://br.advfn.com/eventos/2012/crise-na-europa em 08/12/2012http://www.bportugal.pt/ptPT/EstudosEconomicos/Publicacoes/Cronologia/Publicacoes/Cronologia_p.pdf em08/12/2012http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/11/30/desemprego-na-zona-do-euro-atinge-recorde-mas-inflacao-desacelera.jhtm em 08/12/2012http://www.esquerda.net/dossier/cronologia-crise-econ%C3%B3mica-espanhola/22270 em 08/12/2012.http://exame.abril.com.br/economia/noticias/quanto-as-principais-economias-vao-crescer-ate-2017?page=3, em 09/12/2012.http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/crise-financeira/guia1.html em 08/12/2012http://veja.abril.com.br/noticia/economia/industria-alema-recuou-2-6-em-outubro em08/12/2012http://veja.abril.com.br/perguntas-respostas/crise-europa.shtml , em 08/12/2012.

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