1                                 13 - O FRUTO DO ESPÍRITOFRUTO DO ESPÍRITO: CONSIDERAÇÕES (1)        A Bíblia é o mapa e ...
2qual o nutrimos. Veja se concorda comigo: o amor que uma mulher sente pelo seu marido é diferente doamor que ela sente po...
3um bom emprego, de uma posição social elevada, de bens e honrarias que Deus estaria obrigado a nosproporcionar.     Pasto...
4do Espírito Santo de Deus? Precisamos entender qual é o significado dessa palavra, conhecer ereconhecer as suas caracterí...
5jamais alguém se disporia a morrer por alguém que não mereça a nossa compaixão (Romanos 5:7-8).     Jamais Deus folgou ou...
6colocar que tal e qual a benignidade e a bondade, a fé e a fidelidade estão entrelaçadas de uma formaindissociável. Quem ...
7dor a quem dor nos causou, afligir quem nos afligiu. Toda vez que xingamos estamos expressando raiva,dor, ódio, frustraçã...
8     O apóstolo Paulo, com certeza não tinha consciência da profundidade e nem das implicações dafigura que utilizou em R...
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O Fruto do Espírito

  1. 1. 1 13 - O FRUTO DO ESPÍRITOFRUTO DO ESPÍRITO: CONSIDERAÇÕES (1) A Bíblia é o mapa e a bússola do cristão. Nela estão descritas as instruções e as informações deque necessitamos para encontrar e entender o plano de Deus. Infelizmente ela não tem sido objeto daatenção devida por parte da maior parte dos que freqüentam conosco uma das igrejas de Cristo.Recentemente foi compilada uma série de estudos explicando as obras da carne (Gal.5:1-21). Napresente, gostaria de fazer uma explanação breve (brevíssima!) sobre o fruto do Espírito (Gal.5:22-23). Fruto é conseqüência, é resultado. Frutos precisam de árvores, de raízes, de caules e folhas.Árvores sem raiz, sem caule e sem folhas não produzem frutos. Árvores mortas não produzem frutos.Árvores de plástico ou de metal, ainda que possam ser até mais bonitas que as verdadeiras, não podemproduzir frutos. Frutos são a conseqüência natural de árvores vivas. Árvores que não dão frutos sãoarvores doentes. Há uma discussão de somenos importância, e, portanto, meramente acadêmica quanto ao fruto.Se são vários frutos, ou se é apenas um fruto com várias partes. Isto não é o mais importante. Omais importante é sabermos o que significa cada parte do fruto ou cada fruto, e ver se está presente emnossa vida, em nossa essência, em nossa alma, em nosso comportamento. Cada parte do fruto (ou cadafruto, como queira) precisa ser conhecido e reconhecido para que se saiba se estamos ou não em possedeles. Uma grande parte dos que freqüentam conosco uma das igrejas de Cristo estão piamente convictasde que estão em posse do fruto do Espírito, e tem rejeitado as obras da carne, mas na verdade estão emposse das obras da carne e tem rejeitado o fruto do Espírito. Estão vivendo uma fábula, um conto defadas, uma fantasia que será destruída quando chegar aquele dia em que havemos de nos apresentardiante do Senhor Jesus, em seu tribunal (Mt.7:21-23 e 25:31-46). Consegue perceber a surpresa naqueles que serão apartados à esquerda de Jesus? Eles ficarãoadmirados, espantados, estupefatos ao serem comunicados de que não estavam salvos. A vida toda elesviveram na fantasia do auto-engano (sobre o qual já tivemos a grata oportunidade de discorrer). Não basta estarmos na igreja, e estarmos pregando a palavra ou ministrando o louvor para "garantiruma vaga na glória". Foi recentemente compilada uma série de mensagens sobre as bem-aventuranças onde explico queessas bem-aventuranças descritas em Mateus 5 são o padrão da perfeição de Deus, e que por isso mesmoprecisam ser perseguidas pelos membros da igreja. Esse padrão segue em paralelo com o fruto doEspírito que ora estamos a estudar. Quem tem o Espírito de Deus dentro de si precisa frutificar tal como o galho enxertado na videira(João 15; Rom.11) O fruto do Espírito não é uma faculdade para o cristão. Não é ele que decide se deve ou não exprimiresse fruto. Caso seja incapaz de dar frutos, o cristão será arrancado fora do galho (João 15:6;Lc.13:6-10). Por oportuno e necessário entendo por bem fazer distinção entre o fruto do Espírito e os frutos daobra. O fruto do Espírito é o descrito no texto estudado. Os frutos da obra são as almas que receberam aspalavras do Senhor (Jo.15:16 e Lc.8:8). Esses frutos não são prova e nem são concomitantes ao fruto doEspírito. Não é porque uma pregação faz almas se converterem que faz o pregador poder afirmar que estáem posse do fruto do Espírito. Não é galho que faz o fruto aparecer. O fruto é conseqüência de uma série de processos químicos,climáticos, ambientais e biológicos, que podem ser transpostos em unção e comunhão do Espírito Santode Deus, comunhão com os irmãos e leitura e crescimento no conhecimento da Bíblia.Estudêmo-lo, pois!FRUTO DO ESPÍRITO: AMOR (2) O primeiro fruto, ou a primeira parte do fruto, como queira, é o amor. Muito já se disse e se escreveu sobre o amor. Muita confusão e muita destruição já foi feita, em nomedo amor. Inegável que a palavra amor é uma das palavras mais prostituídas de que se tem noticia. Osavarentos tem um "amor" doentio pelo dinheiro. Maridos (e esposas) traídos dizem que mataram por"amor". Apaixonados que mataram que não correspondeu à paixão, dizem que o fizeram "por amor".Atualmente há uma tele-novela no ar que leva esse titulo "por amor". Amor é um sentimento, e por fazer parte da parte emocional do ser humano, se confunde e se imiscuia outros sentimentos. As emoções não são objetos que possam ser fracionados ou misturados com outrassubstâncias dentro de frascos ou tubos de ensaio. De pronto, eu gostaria de quebrar o romantismo que cerca essa palavra e dizer que o amor é umsentimento que quase sempre nos faz sofrer. O amor se apresenta de variadas formas, em variadas intensidades, de acordo com a pessoa pelo
  2. 2. 2qual o nutrimos. Veja se concorda comigo: o amor que uma mulher sente pelo seu marido é diferente doamor que ela sente por seu filho, que, por sua vez, é diferente do amor que ela nutre pelos seus irmãos epais, que também é diferente do amor sentiu em sua adolescência por quem deve chamar de "primeiroamor". Tudo isso é amor? Sim! E mais algumas outras coisas que os cafajestes, os porcos-chauvinistas (nãosei exatamente o que significa essa expressão, mas não deve ser coisa boa...) e os ingênuos (na melhordas classificações) ou imaturos chamam também de "amor", não se sabe exatamente com quaisintenções... E... nesta selva de termos e jogos de palavras estamos nós. Perdidos e querendo apenas ser felizes... O amor é um sentimento como são a inveja, o ódio, o ciúme e a paixão. Sentimentos são coisas quedespencam em cima de nós, sem que peçamos, sem que possamos escolher. Não somos nós quecontrolamos o surgimento, o nascimento, a gênese de nossas emoções. Mas somos nós que controlamoso crescimento e o desenvolvimento dessas emoções dentro de nossos corações. Contudo, isso é pano pra outra manga. O objeto do presente é descrever o amor, para que possa serdistinguido (tanto quanto possível) dos demais sentimentos, e, portanto, reconhecido dentre tantos outrossentimentos, como a piedade (compaixão, pena), o senso de responsabilidade (zelo) e culpa, e, oprincipal, a paixão. Amar é dar maior importância à felicidade da pessoa amada do que à própria felicidade. Quem ama écapaz de fazer tudo que está ao seu alcance (ou fora dele) para que a pessoa possa ser feliz. Mesmo...que seja longe dele. O que foge disto não é amor. A satisfação de quem ama é ver e sentir a felicidade dapessoa amada. Foi isso que Jesus Cristo fez com cada um de nós. Ofereceu sua vida como oferta e expiação pelonosso pecado. Ele amou a cada um de nós, e não quis que fôssemos condenados, e deixou que fossecondenado para que nós pudéssemos ter a chance de ver e viver a glória do Senhor. Amar é querer o melhor para a pessoa amada. Mesmo que seja a dolorido e sofrido. O amor é umsentimento altruísta. Quem ama se preocupa com a pessoa amada e faz o que é necessário, se estiver aoseu alcance, para que essa pessoa seja feliz. O amor busca satisfazer as necessidades da pessoa amada.Quem não faz isto, não adianta alardear um amor falso e inexistente aos quatro ventos. O amor de Deus não consiste em agir de qualquer maneira para com as pessoas, mas sim, damaneira indicada por Deus, Pedro achava que estava expressando um gesto de amor ao Senhor Jesus,porém foi repreendido duramente (Mt 16:22-23), portanto, devemos amar não com o nosso amor natural,mas com o amor de Deus, que consiste em: 1Jo 5:2-4 “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” A Bíblia diz que é pelos frutos (obras) que se conhece árvore. E não pelas folhas (palavras) -Mt.7:16-20FRUTO DO ESPÍRITO: GOZO (3) Algumas versões da bíblia colocam a palavra "alegria" e não gozo. Particularmente prefiro a palavra"gozo". Alegria é um fator (ou elemento) buscado, procurado, perseguido até, pela maioria absoluta dapopulação do mundo. Essa palavra alegria está umbilicalmente ligada à diversão. As casas de shows, osbailes, os eventos tem por objetivo proporcionar diversão aos seus convivas e estão sempre lotadas depessoas que querem preencher o vazio de suas vidas com um pouco de... alegria e diversão!! Quando Adão e Eva pecaram no Éden o Espírito Santo de Deus se ausentou do coração, do espírito eda alma do ser humano. E deixou um buraco, um vazio, uma falta de sentido que as pessoas queremencher. Você já ouviu ou leu a expressão "preencher o vazio do coração"? E buscam as mais diversascoisas para encher esse buraco. Fama, sucesso, reconhecimento, alegria, prazer, diversão, dinheiro, bens,poder. Algumas passagens bíblicas colocam o gozo como sinônimo de contentamento. Por exemplo: Mt.2:10;Mt.13:44; Lc.15:23-24. Essas passagens falam de situações, que coisas que aconteceram e que deramgrande alegria aos seus personagens. Confesso que busquei em pesquisas algum subsidio a mais que ajudasse a deixar mais claro o que éesse gozo de que fala a Bíblia. Quero entender que a alegria é decorrente de fatores EXTERNOS. De coisas que acontecem conoscoou com as pessoas que amamos (Jo.3:29). Ganhar um brinquedo novo, ter um desejo realizado, poderfazer ou desfrutar de algo de que gostamos são coisas que nos deixam alegres. O gozo, contudo, é INTERIOR. São aqueles RIOS DE ÁGUA VIVA de que falou Jesus em João 7:38.Isto não depende de fatores externos. Esse gozo não depende da casa, do carro, do sofá ou das roupasque temos ou deixamos de ter. A alegria é que depende dessas coisas; o gozo, não! Daí porque não possoconcordar com os partidários da "teologia do oba-oba", que colocam que a nossa felicidade depende de
  3. 3. 3um bom emprego, de uma posição social elevada, de bens e honrarias que Deus estaria obrigado a nosproporcionar. Pastor Sakugoro Tanaka, há quase 20 anos (isso mesmo: vinte anos) contou-nos uma história que sóagora posso compreender. Ele disse que uma vez um rapazinho, amiguinho da vizinhança, apareceu comuma caixa (ou uma sacola) de papel, e começou a distribuir ovos com os garotos da rua. Um deles, queera cristão, chamado Massao achou aquilo esquisito e perguntou da origem dos ovos. O garoto contouque tinha roubado de uma granja próxima. O Massaozinho disse e insistiu que os ovos deveriam serdevolvidos. Então o rapaz disse: então vá você! Massao pegou os ovos e foi devolvê-los. Entroufurtivamente na granja e começou a distribuir os ovos pelos ninhos. Nisso foi flagrado pelo dono da granjaque o xingou e o espancou. Ele tentou em vão explicar que estava devolver os ovos, e não os roubando.Com o rosto inchado e vermelho e a cabeça cheia de galos foi jogado fora da granja. Ao invés de chorar edor e tristeza, Massao sentiu uma enorme satisfação porque compreendeu que lhe acontecera era omesmo que acontecera a Jesus. E... cho-rou de alegria (gozo, para ser mais exato!). Fatores externos não abalam o gozo de quem é dominado pelo Espírito Santo de Deus. Se fatoresexternos têm abalado o gozo do amado(a) leitor(a) isso significa que esse gozo não é decorrente dodomínio e do transbordar do Espírito de Deus em ti. O(a) amado(a) leitor(a) tem o gozado do Espírito Santo de Deus? Tem sido cheio desse Espírito?Então o gozo é uma realidade permanente em tua vida. Caso contrario...FRUTO DO ESPÍRITO: PAZ (4) A paz é fruto do Espírito. Quem tem o Espírito Santo vivendo e atuando dentro de si, tem paz. Mas...o que é essa paz? Como é essa paz? Ocorre com uma freqüência muito grande de pessoas nas igrejas deCristo alardearem uma paz que não vemos em suas vidas. São irascíveis, nervosas, resmungonas,impacientes, encrenqueiras, assustadas ou desesperadas. É preciso delimitar o que é a paz. Conhecer assuas características, sua forma, e assim poder reconhecê-la tanto em nos como em nossos conservos deCristo. A idéia comum e corrente de paz, inclusive dentro de nossas igrejas, é que ela seria sinônima detranqüilidade, calmaria e sossego. A paz seria a ausência de guerras, brigas, rixas ou desentendimentos. Se a paz é um fruto do Espírito ou parte do fruto do Espírito, é necessário que conheçamos suaforma, suas características, sua apresentação, para que seja reconhecida. Quando vemos uma arvore,logo reconhecemos que é uma arvore, o mesmo ocorrendo com uma vaca ou uma motocicleta. Se nãosoubermos o que é a paz, como ela se apresenta, como é a sua forma e quais são as suas características,podemos estar na ilusão de ter essa paz, quando na verdade ela não faz parte de nossa essência. Nessecaso estaremos entre os iludidos a quem Jesus vai dizer: "apartai-vos de mim" (Mt.7:23 e 25:41). Daí aextrema importância de conhecer para reconhecer e identificar a atuação do Santo Espírito de Deus emnossa vida. O desapontamento, a desilusão, a raiva, a ira, o desespero, a depressão levam o ser humano tomaros mais destrutivos comportamentos ou atitudes. A reação de quem tem a paz de Deus diante daoposição ou da adversidade não é raiva, irritação ou de modo vingativo, querendo afligir quem causou dore sofrimento. Somente tem essa paz quem é dominado pelo Espírito de Deus e tem certeza de que Deusestá no comando, e sabe o que faz. Paz é a capacidade de não reagir com irritação, raiva ou ódio, pastorElias conta que uma vez se fez um concurso para premiar quem pudesse retratar a paz com maiorpropriedade ou perfeição a paz. Diversos pintores fizeram desenhos com cenas bucólicas, paisagens lindasentre outras situações de sossego, tranqüilidade e calmaria (idéia corrente de paz). Ganhou o pintor queretratou uma cachoeira enorme, com águas poderosas e destrutivas. Bem ao lado da cachoeira havia umninho de passarinhos indiferente ao poder e às forças das águas. Eu vejo a paz como uma conseqüência, um subproduto, uma espécie de "efeito colateral" de quemtem a vida no Altar de Deus. A paz é a capacidade de manter a serenidade mesmo em meio às maisdevastadoras e lancinantes situações. A paz de Deus não se manifesta em meio à calmaria, à tranqüilidade. Não há necessidade. Ela semanifesta em meio à adversidade, à oposição, ao desespero, ao desapontamento, à desilusão, à ofensa,ao deboche ou rejeição. Palavras de maldição, ofensas, irritação, ou até mesmo uma expressão aborrecida ou um silêncio"matador" são reações de quem não tem a paz de Deus. Quem não é dominado pelo Espírito Santo deDeus reage com aborrecimento, irritação, raiva ou até mesmo ódio em situações de desapontamento,desilusão, ou desespero. Você já viu algum amado irmão aparentemente convertido reagir de modo..."desamoroso" diante de qualquer situação... "um pouco mais grave"? É porque o Espírito Santo de Deusnão frutificou a paz em sua alma, em seu espírito.Como o(a) amado(a) leitor(a) reage diante das "situações adversas"?FRUTO DO ESPÍRITO: LONGANIMIDADE (5) Nessa seara está a palavra LONGANIMIDADE. O que é essa longanimidade que a Bíblia diz ser fruto
  4. 4. 4do Espírito Santo de Deus? Precisamos entender qual é o significado dessa palavra, conhecer ereconhecer as suas características, seu formato, sua apresentação para que possamos saber se está (ounão) presente em nós, em nossa vida, em nossa... personalidade. Os dicionários informam que "longanimidade" é a qualidade de quem é longânime. E que, por suavez, "longânime" é "que tem grandeza de ânimo; bondoso; corajoso; magnânimo; generoso; sofredor".São idéias muito distintas e diferentes para dar uma idéia do significado da palavra estudada. Bom, para simplificar, gostaria de transmitir a idéia, externar minha opinião, concluir que alonganimidade é um misto de paciência e piedade. Características em extinção nos dias atuais... O mundonão pára. O tempo não pára. A sociedade não pára. Não temos tempo para chorar nossas mágoas, ououvir lamúrias e lamentações alheias. Já estamos cheios de problemas para termos nosso tempo ocupadopelos problemas alheios. Não dá para ter dó de quem não tem dó da gente. A irritação, a aspereza, arispidez têm tomado conta dos membros de nossa sociedade. Inclusive, infelizmente, dentro de nossasigrejas. De se considerar que as pessoas que vêm para a igreja vêm com as obras da carne, e não como(s) fruto(s) do Espírito. E precisamos, nós os que somos da igreja, ter e usar dessa longanimidade paracom os que vieram do mundo para congregar conosco. Cada vez mais as pessoas têm se fechado em torno de si mesmas. Criam uma barreira, um muro,uma espécie de redoma ou concha para proteger-se das pessoas ao redor. Já notou que muitas pessoasestão sempre na defensiva? Evitam falar com os demais membros de nossas congregações? No mais dasvezes suas palavras demonstram uma certa... "aspereza"? No mais das vezes, à exceção de umseletíssimo clube de pessoas mais chegadas (às vezes nem com estes), elas estão sempre de mau-humor, com cara de poucos amigos, ou de que comeram e não gostaram... é perfeitamente perceptívelque seu sorriso é falso, e que estão com pressa de ir embora. O(a) ama-do(a) leitor(a) conhece alguémassim na igreja? Essas pessoas, entre outros motivos, não querem correr o risco de ter que AJUDAR alguém. Nãoquerem correr o risco de que seja solicitada a sua ajuda, ter que dispor de seu tempo ou dinheiro paraoutrem. Então se mantiverem uma atitude de DISTANCIAMENTO dos demais o risco de ser solicitada asua ajuda é quase que inexistente. Quem pediria ajuda a uma pessoa de cara fechada que não demonstrapossuir alguma simpatia ou o desejo de ajudar? Mais ainda: são partidários da Lei de Talião, ou Código deHamurábi, reproduzido na Lei Mosaica: olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. Não quero que o(a) amado(a) leitor(a) utilize de minhas observações para medir ou analisar (econdenar) os demais partícipes e freqüentadores das igrejas de Cristo, mas para que o(a) amado(a)leitor(a) faça uma auto-análise se a longanimidade enquanto fruto do Espírito Santo de Deus está ou nãofazendo parte de sua vida. O(a) amado(a) leitor(a) tem demonstrado essa longanimidade (II Cor.13:5)?FRUTO DO ESPÍRITO: BENIGNIDADE (6) Acredito que há uma boa parcela da população da igreja que acredita que há uma repetição noversículo, uma vez que muitos dicionários trazem benignidade como sinônimo de bondade. As palavrasgregas que utilizadas no texto são distintas. A benignidade é uma atitude interior. É um sentimento, uma emoção que faz com que quem a possuisinta-se incomodado com a dor, com o sofrimento alheio. O contrário, o oposto de benignidade é malignidade. Veja se concorda comigo: quem se senteincomodado com a dor, a injustiça e o sofrimento alheio é benigno. Então, quem folga, ri e se alegra dor,da injustiça e do sofrimento alheio é um ser maligno. O cristão que tem o Espírito Santo dentro de sijamais pode sentir alegria ou satisfação vendo ou causando dor e sofrimento em outras pessoas. Vimuitas vezes cristãos fazerem comentários sobre o destino que deve ser dado aos criminosos, aosmalfeitores, ou até mesmo de pessoas com quem não simpatizamos. Um destino... "desagradável", namelhor das classificações. Tipo "trancar na cadeia e jogar a chave fora!". Acredito ser oportuno fazer referência à vingança, que é quando causamos dor e sofrimento a quemdor e sofrimento nos causou. Afligir quem de alguma forma nos afligiu. Isso é vingança. Mas antes darealização, da concretização da vingança há o DESEJO de vingança. O desejo de causar dor e sofrimento aquem dor e sofrimento nos causou. O desejo de afligir quem, de alguma forma, nos afligiu. Quem temesse DESEJO de vingança não é uma pessoa benigna. É uma pessoa maligna. Não há meio-termos. Nãohá outras classificações. Podemos explicar, racionalizar, fundamentar, justificar a nossa malignidade. Masisso não vai mudar o fato: se, de alguma forma, em algum momento, viermos a desejar alguma forma dedor, sofrimento ou aflição a um semelhante nosso estaremos sendo malignos. E essa malignidade serevela de forma escancarada e facilmente visível. DESEJAR que o chefe neurastênico tenha umahemorróida, ou que o motorista que cometeu uma barbeiragem ou uma infração de trânsito seja multado,por exemplo, são expressões de malignidade. Da mesma forma se sentirmos alguma ponta de satisfaçãoao ver à aflição, dor ou sofrimento de nossos desafetos. A Bíblia diz que é bem possível que alguém se disponha a morrer por uma pessoa bondosa. Mas
  5. 5. 5jamais alguém se disporia a morrer por alguém que não mereça a nossa compaixão (Romanos 5:7-8). Jamais Deus folgou ou se alegrou com a dor e o sofrimento de quem quer que seja. E se o Espírito deDeus habitar em nós, essa característica de Deus deve se manifestar em nossa personalidade. Se é que oEspírito de Deus habita em nós (Rom. 8:9). Rir COM os outros é saudável. Rir DOS outros não é. Daí porque Jesus, ao se referir aos frutos, foiclaro ao dizer que sem Ele (Jesus) nada poderíamos fazer (Jo. 15:5). Amado(a) leitor(a), faça uma auto-análise, uma auto-crítica. A benignidade de que estamos falandoestá presente em teu comportamento, em tua personalidade? Cristo tem habitado ricamente em ti(Ef.3:17)? A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.FRUTO DO ESPÍRITO: BONDADE (7) Bondade e benignidade estão intimamente ligadas e coligadas, muito embora sejam coisas distintas,conforme coloco na mensagem anterior.Repetindo o que consta da mensagem anterior, a benignidade é um sentimento interior. Não temos asemoções que queremos porque queremos tê-las. Emoções são coisas que brotam, despencam ouexplodem em nossa alma sem pedir autorização ou licença. Raiva, frustração, tristeza não são coisas quepedimos para sentir. Ciúme, inveja e humilhação são coisas que simplesmente aparecem em nossa almasem sequer pedir permissão, sem a nossa autorização. Não somos nós que temos emoções. É o contrário:as emoções é que nos tem. Pelo menos num primeiro momento. E o que é BONDADE? Antes de responder o que é a bondade, gostaria de instigar o senso deinvestigação e iniciativa dos(as) amados(as) leitores(as), e perguntar como se reconhece uma pessoabondosa? Muitas vezes não é possível identificar uma pessoa benigna ou maligna, porque nãoconhecemos seus pensamentos e seus sentimentos. Uma pessoa que nos seja próxima pode estararquitetando um plano para nos prejudicar, aproveitar-se de nós. Pode estar, de uma ou outra forma, nostraindo. Uma pessoa bondosa é reconhecida pelos ATOS de bondade que PRATICA. Enquanto que abenignidade fica no plano interior, subjetivo das pessoas, a bondade se externa através de ATOS. É porcausa dos atos de bondade que uma pessoa bondosa é reconhecida. Sem a prática de atos de bondadenão se reconhece, não se identifica uma pessoa bondosa. Por mais benigna que ela seja... Entende o quequero dizer? Não basta aos cristãos serem benignos. Têm que ser também bondosos. Sorrir, sersimpática, cordata e amável pode tornar uma pessoa benquista. Mas não é suficiente. A benignidadeprecisa ser externada através de ATOS de bondade. Daí porque a benignidade está intimamente ligada àbondade. Não que a bondade seja alguma coisa sozinha. Ela precisa ser expressão da benignidade para quepossa ser classificada como fruto do espírito tal e qual a intenção de Deus. Podemos praticar atos debondade mas não em decorrência de benignidade, mas em decorrência de piedade, de oportunismo(como fazem alguns candidatos políticos em época pré-eleitoral), ou visando alguma outra forma de lucroou retorno (como fazem as empresas para aumentar a produtividade dos empregados). O ATO DEBONDADE em si não pode ser considerado fruto, assim como a só benignidade não significa (e nãoresolve) muita coisa... A maioria das pessoas, ainda que tenha dentro de si um desejo de praticar atos de bondade, nãopermitem que esse desejo se concretize. Têm medo de serem manipulados, explorados, extorquidos, que,de um modo ou de outro, venha a ser exigido mais do que estão dispostas a dar. Daí a reclamaçãocorrente: "a gente dá um dedo, e querem o braço". Os seres humanos são maus, são péssimos, são horríveis. Amar é assumir o risco de sofrer umadecepção. O que quase sempre ocorre... Jesus fez uma colocação que explica como se resolve esse problema: não esperar lucro, recompensa,reconhecimento (agradecimento) ou qualquer tipo de retorno (Mt 6:1-4). Atos de bondade, na intençãode Deus, são atos praticados sem se exigir (ou mesmo querer) lucro, recompensa ou retorno. Se fizermosalgo querendo (ou exigindo) algum tipo de retorno, não será um ato de bondade, mas um ato decomércio, um escambo, uma troca, um tráfico, que é o que a maioria daqueles que não entendem o que éa bondade segundo o Espírito de Deus têm praticado... Mais uma vez se faz necessário lembrar que SEM o Espírito de Deus ninguém consegue praticar essabondade. Não faz parte da essência do ser humano.FRUTO DO ESPÍRITO: FIDELIDADE (8) Algumas versões da Bíblia a palavra "fé", e não fidelidade. Neste caso especial, de acordo com a linhade raciocínio que tenho adotado na presente série, "fidelidade" é mais adequado. Contudo, necessário
  6. 6. 6colocar que tal e qual a benignidade e a bondade, a fé e a fidelidade estão entrelaçadas de uma formaindissociável. Quem tem fé é fiel. Logo, quem não é fiel é porque não tem fé. Não é com dificuldades que vemos algumas situações em que aqueles que não compartilham damesma fé serem chamados de "infiéis" ou "hereges". Por exemplo, os protestantes dos séculos XVI e XVIIeram taxados de "hereges" pelos católicos. E os cristãos até hoje são chamados de "infiéis" por algunsmuçulmanos. Lógico que esse não é o sentido da palavra no contexto estudado. Numa certa oportunidade fui quase que linchado porque ministrei sobre o erro cometido por algunspregadores acerca da interpretação de Amós 4:12 - "Portanto assim te farei, ó Israel, e porque isso tefarei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus". Nós não temos que nos preparar porqueo Senhor Jesus está voltando. Mesmo que o Senhor Jesus não nos encontre com vida, temos que estarprontos. O sentido emprestado por esses pregadores é mais ou menos como se precisássemos limpar acasa porque o dono está voltando. E se o dono não estiver voltando podemos deixar a casa suja? Pelainterpretação emprestada por essa linha de raciocínio, parece que sim. Em minha opinião (o Senhor seja comigo), mesmo que o dono da casa NÃO VOLTE, a casa TEM queestar SEMPRE limpa, de modo que nós não temos que nos preparar PARA a volta de Jesus. Já temos queestar prontos. Sempre prontos. Os empresários têm esse problema. Alguns empregados só trabalham quando eles estão presentes.Isso deu origem a dois ditados: "quando o gato sai, os ratos fazem festa" e "o que engorda o boi é o olhodo dono". Fidelidade vem de "fides", fiel. "Aquilo em que se pode fiar, firmar". Quem tem fidelidade é fiel. Osinfiéis não têm fidelidade nenhuma. E o que é "fidelidade"? É a qualidade de ser fiel. E o que é "ser fiel"?É quando não traímos a confiança que em nós for depositada. Quem é uma pessoa fiel? É uma pessoa emquem se pode confiar. O Senhor Jesus pode confiar em ti? O(a) amado(a) leitor(a) tem guardadofielmente os mandamentos de Deus? Em Mateus 24 e em Lucas 12, Jesus Cristo falou sobre o servo infiel que começou a explorar e seaproveitar dos conservos (companheiros) porque o Dono da Casa demorou a voltar. Ele será expulso ecolocado junto com os hipócritas. Algumas versões da Bíblia trazem a palavra "adúlteros" em vez em "infiéis" em Tiago 4:4. Quem traia confiança depositada está cometendo um ato tão grave quanto é um adultério. A fidelidade é fruto do espírito. O ser humano não consegue guardar os mandamentos de Deus. Ele épecador demais, vil demais, egoísta, ganancioso e vingativo demais para ser fiel a Deus e cumprir osmandamentos que Ele determinou. Somente quem é cheio, dominado e dirigido pelo Espírito Santo deDeus consegue ser fiel a Deus. O(a) amado(a) leitor(a) tem sido cheio do Espírito de Deus? Em outras palavras: tem sido fiel aDeus? A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.FRUTO DO ESPÍRITO: MANSIDÃO (9) Essa mansidão fruto do espírito é a mesma mansidão de que fala Mateus 5:5. Aliás, há uma estreitacorrelação entre os frutos do espírito e as bem-aventuranças, que são o caráter do cristão. "Mansidão" ou ser "manso" comporta vários sentidos e significações que precisam ser compreendidospara que não caiamos no engano e venhamos a nos desviar do caminho de Deus. A palavra de Deus éespiritual e tem um sentido diferente, às vezes oposto, do sentido coloquial, gramatical e antropocêntrico.Aliás, o grande erro dos teólogos (e curiosos) que não têm a direção e a unção do Espírito Santo de Deusé justamente emprestar esse sentido humano às palavras espirituais da Bíblia. Daí porque a Bíblia diz quea "letra mata, mas o espírito vivifica" (II Cor.3:6).Antes de falar (ou escrever) sobre o que vem a ser mansidão como fruto do espírito, insta colocar quaissão os significados comuns que não cabem no contexto bíblico. O mais comum é o próprio sentidogramatical: "qualidade de ser manso, brandura de gênio, índole pacífica, serenidade, lentidão no falar".Em outras palavras, mansidão seria sinônimo de tranqüilidade e sossego. Mansa seria a pessoa calma,tranqüila e sossegada. O que, evidentemente, não cabe no contexto de fruto de espírito. Uma pessoa nãoprecisa ter o Espírito de Deus agindo em sua alma e em seu coração para que seja calma, tranqüila esossegada. Isso é uma característica genética, ou fruto de esforço e força de vontade, como fazem osmonges. Forçoso concluir que não é essa a mansidão de que fala a Bíblia como sendo fruto do espírito. Eu entendo que ser manso, de acordo com a melhor interprestação bíblica, é ser como Moisés, o filhode Joquebede (Num.12:3). Ele era manso. E precisava sê-lo para poder ser condutor e dirigente de umaproblemática multidão de aproximadamente dois milhões de pessoas. Diversos versículos na Bíblia tratam da necessidade de sermos mansos, e agirmos com mansidão(Gal.6:1, Ef.4:2, Col.3:12, I Tim.6:11, etc). Quem não tem essa mansidão fica nervoso, irritado,exasperado, desesperado, irado, frustrado por quase nada. Às vezes por nada. A vingança ocorre quando ferimos quem nos feriu, causamos dor a quem dor nos causou, afligimosquem nos afligiu. Assim, sintomático que o desejo de vingança é o desejo de ferir quem nos feriu, causar
  7. 7. 7dor a quem dor nos causou, afligir quem nos afligiu. Toda vez que xingamos estamos expressando raiva,dor, ódio, frustração, desapontamento, decepção e coisas tais. Quando tratamos alguém com rispidez,grosseria, exasperação, irritação, má vontade ou qualquer tipo de sentimento ou atitude que faz com quenosso interlocutor sinta-se ferido, magoado ou simplesmente "indesejável" estaremos diante dacomprovação da inexistência de mansidão em nosso ser. De se concluir que a mansidão é tambémexternação da benignidade. Enquanto que a bondade é a prática de atos de benignidade, a mansidão nosfaz abster de praticar qualquer ato que vá ferir, magoar, prejudicar, irritar, ou até mesmos deixar nossoscompanheiros de jornada aborrecidos ou entristecidos. A Palavra de Deus, repita-se, é espiritual e deve ser espiritualmente interpretada. Essa mansidão deque a fala a Bíblia, tem o sentido de INABALÁVEL. Fé inabalável. Essa é a fé que fez com que Paulo e Silascantassem hinos de louvor a Deus nas masmorras da cidade de Filipos (Atos 16). Quem tem uma féinabalável é firme como o monte Sião (Salmo 125) que não se abala. Somente quem é dominado peloSanto Espírito de Deus consegue essa mansidão.FRUTO DO ESPÍRITO: TEMPERANÇA (10) A última parte do fruto (ou último fruto, como queira) é a temperança, que algumas versões colocamcomo "domínio próprio". O dicionário coloca que temperança é "qualidade daquele que é moderado naspaixões, nos apetites, etc.; comedimento, sobriedade", o que, é evidente, não cabe no conceito bíblico detemperança. Mais uma vez devo lembrar que o entendimento bíblico deve ser espiritual, e, portanto, deacordo com o Espírito de Deus. Temperança, em linhas gerais, é o negar-se a si mesmo de que falou Jesus em Mateus 16:24; Marcos8:34 e Lucas 9:23. As pessoas fazem o que acham certo ou o que querem, desejam fazer. Não raro, ocorremcontradições entre os sentimentos e os pensamentos: queremos fazer o que condenamos, o que achamoserrado, reprovável; ou não queremos fazer o que precisa ser feito. Deus precisa dominar nossos pensamentos (espírito) e nossos sentimentos (alma). Enquanto nossospensamentos e nossos sentimentos forem carnais e vendidos sob a escravidão do pecado (Rom.7), nossosatos também o serão. Enquanto não chegarmos a estatura de varão perfeito, estaremos sujeitos a fazer oque é errado, pensando que é o certo, e nos deixar dominar por emoções carnais, pelo desejo lascivo,devasso, destrutivo. Não digo que devamos negar e reprimir todas as nossas emoções, sentimentos e desejos, mas queisso deve acontecer para nossa alegria e alegria dos que vivem e convivem conosco. Entregar-se àsemoções que magoam, matam e destroem nos conduzirá para as trevas e para a solidão.Entende? Nossos pensamentos vão se formando aos poucos, vão evoluindo, e se tornam como as rochas queseguram as ondas do mar (e também precisam da santificação). Não são as águas que seguram asrochas, são as rochas que seguram as ondas. Assim, os pensamentos é que refreiam as emoções. Araiva, o ódio, a paixão, o desejo, são tempestades que agitam nossa alma, e se não houver rochas altas,rígidas e firmes, as águas acabam por escapar, destruindo tudo que está à frente. Enquanto não se chega ao final do processo de santificação, eu entendo que devemos confiar maisem nossos pensamentos do que em nossos sentimentos. Desconfie sempre de tuas emoções. Machado deAssis (escritor de romances do início do século XX) já dizia que "a emoção nunca foi boa conselheira". A temperança (negar-se a si mesmo) é justamente isso: reprimir sentimentos, emoções e desejoscarnais, egoístas e destrutivos, e agir mais de acordo com os pensamentos. Os pensamentos são maisconfiáveis, visíveis, compreensíveis e palpáveis. Nossas emoções mudam de repente, sem nenhum motivoaparente. O mesmo não ocorre com nossos pensamentos. A emoção não distingue o que é bom ou mau.O pensamento distingue quais são as emoções "boas" ou "más". Emoções, desejos, sentimentos são coisas que despencam (ou explodem) em nós, sem que peçamos,sem que possamos escolher. Não somos nós que controlamos o surgimento, o nascimento, a gênese denossas emoções. Mas somos nós que controlamos o crescimento e o desenvolvimento dessas emoçõesdentro de nossos corações. Temperança é a capacidade de não se deixar dominar pelas emoções que nos afastam de Deus (pormais que queiramos), e alimentar as que nos aproximam de Deus (por mais que as repudiemos).FRUTO DO ESPÍRITO: CONCLUSÃO (11) O estudo do fruto (ou frutos) do Espírito Santo é extremamente importante, e... humilhante. Aomesmo tempo nos incentiva, no induz, nos constrange a passar mais tempo e nos dedicarmos mais aoestudo, à oração e à comunhão do Santo Espírito de Deus, também revela nossas falhas, nossasomissões, defeitos e a deformação que o pecado produziu em nossa alma, em nosso ser. A produção de frutos é um ato natural. Toda árvore frutífera tem frutos. Bons ou maus, úteis ouinúteis, visíveis ou invisíveis. É algo tão natural quanto à água que molha, ou o fogo que queima.Árvores que não dão frutos são árvores que sofrem de algum tipo de deficiência.
  8. 8. 8 O apóstolo Paulo, com certeza não tinha consciência da profundidade e nem das implicações dafigura que utilizou em Romanos 11 ao nos comparar à oliveira brava (zambujeiro) que foi enxertada àoliveira produtiva, conforme o entendimento que o Senhor me deu (assim eu creio) o principal fator quefaz com que o galho produza frutos é a SEIVA. Sem seiva não há vida, não há fruto. Não adianta amarrarum galho num caule ou num outro galho sem fazer com que os canais que conduzem a seiva (vasoslenhosos e liberianos) sejam restaurados (técnica de enxerto). Não é o galho que dá o fruto. O galho é oinstrumento da seiva. É um trabalho conjunto, um trabalho em equipe. SEM A SEIVA O GALHO JAMAISPODERÁ PRODUZIR FRUTOS. E as igrejas de Cristo estão cheias de galhos que não tem como produzirfrutos. São galhos secos, galhos mortos. Galhos que não estão enxertados. Os vasos internos não foramrestaurados, e, portanto, não permitem a passagem da seiva mandada pela raiz e pelo caule. Num outro giro, eu entendo ser necessário comentar sobre Lucas 13:6-9 que fala sobre o homem queplantou uma figueira dentro da plantação de uvas. E em três anos não tinha produzido nenhuma fruta. Ohortelão intercedeu pela figueira e pediu que tivesse paciência por apenas mais um ano, que ele próprioiria regá-la e adubá-la. Se fosse inútil, então que a substituísse por outra árvore (talvez outra figueira). Conforme coloco na mensagem inicial, há que se diferenciar o fruto da obra (Jo 15:16), e o fruto doespírito. Há uma época certa para que haja fruto da obra, mas o fruto do espírito é permanente.Precisamos desse fruto (ou frutos) o ano inteiro. Mais ou menos como jabuticaba. É só molhar o anointeiro que dá o ano inteiro. Quem é o hortelão responsável por adubar e regar a figueira? Nós, obreiros da casa do Senhor. Asplantas sintetizam (fabricam) o próprio alimento a partir de água e sais minerais e na presença de luz.Então, nós, obreiros, temos que dar às "arvores" sob nossa responsabilidade, a maior quantidade possívelde água, luz e sais minerais. Nós, obreiros somente podemos dar água e sais minerais. A luz vem deDeus. Água é consolo, amor, carinho e atenção. Sais minerais são a Palavra de Deus. Luz é a presença deDeus. Podemos dar amor, carinho, atenção e ministrar a Palavra de Deus. Mas a luz (presença de Deusem oração) precisa ser buscada por cada "árvore" (cristão). Têm chegado os dias em que se cumpre as palavras do Profeta Amós (8:11-12) quando a Palavra deDeus não tem sido por e para Deus, e sim pelo e para o homem. Sem a genuína Palavra de Deus, oscristãos têm ficado enfraquecidos e se tornado presas fáceis do diabo. O(a) amado(a) leitor(a) tem sido dominado pelo Espírito de Deus de um modo tal que tem produzidoo(s) fruto(s) do espírito? A tua permanência na igreja depende disso. Se não, por quais motivos? A tuasobrevivência depende da resposta.

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