Your SlideShare is downloading. ×
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Receitas Festa Natalina 06 Vegetariano

1,750

Published on

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
1,750
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
22
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. Natal Vegetariano • Ceia vegetariana • Decora¸ao ecol´gica c˜ o • Receitas alternativas • Presentes alternativos • Bebidas festivas
  • 2. Natal Vegetariano • Ceia vegetariana • Decora¸ao ecol´gica c˜ o • Receitas alternativas • Presentes alternativos • Bebidas festivas www.centrovegetariano.org
  • 3. T´ıtulo: Natal Vegetariano Organiza¸ao e Revis˜o: Cristina Rodrigues c˜ a 2a edi¸ao, Setembro de 2005 c˜ (1a edi¸ao em Dezembro de 2004) c˜ Edi¸ao e distribui¸ao: galaxia-alfa.com c˜ c˜ http://www.centrovegetariano.org ISBN 972-8967-13-6 Os conte´dos deste livro foram baseados nos da p´gina web u a http://www.centrovegetariano.org. Os artigos desse portal s˜o do dom´nio a ı p´blico, estando protegidos pela licen¸a GNU FDL. Esta licen¸a garante u c c aos autores os devidos cr´ditos e a comunidade em geral a liberdade de e ` usufruir de forma plena.
  • 4. Conte´do u 1 Ceia de Natal 1 1.1 Bacalhau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 1.1.1 A tradi¸ao do bacalhau . . . c˜ . . . . . . . . . . . . . . . 2 1.1.2 Bacalhau em vias de extin¸ao c˜ . . . . . . . . . . . . . . . 3 1.2 Peru . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 1.3 Patˆ de f´ e ıgado de ganso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 1.4 Caviar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1.5 Receitas alternativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 1.5.1 Pratos natal´ ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 1.5.2 Sobremesas natal´ ıcias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 2 Bebidas festivas 20 2.1 Bebidas alco´licas . . . . . o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2.1.1 Cervejas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 2.1.2 Vinhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 2.1.3 Bebidas espirituosas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 2.1.4 Ressaca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 2.2 Sumos naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 3 Decora¸˜o da casa ca 26 3.1 Arranjos de mesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 3.2 Velas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 ´ 3.3 Arvore de Natal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 4 Presentes 27 4.1 Vestu´rio e cal¸ado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a c 29 4.1.1 A Ind´stria de peles . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . u 30 4.2 Cosm´ticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e 32 i
  • 5. Introdu¸˜o ca A maioria das pessoas n˜o consegue imaginar uma Ceia de Natal sem o a tradicional bacalhau ou peru. Mas s˜o cada vez mais os que optam por a pratos alternativos e mais saud´veis. a Um Natal vegetariano implica a escolha de uma ementa diferente para a mesa de Natal e o consumo de bebidas mais saud´veis e sem a ingredientes de origem animal. A aquisi¸ao de arranjos de mesa, de c˜ velas ou da arvore de Natal tamb´m n˜o deve ser aleat´ria e na compra ´ e a o de presentes deve igualmente ter-se algum cuidado. Neste documento apresentamos alguns factos relativos a produtos consumidos no Natal tradicional, mas tamb´m muitas alternativas para e um Natal mais saud´vel, mais ecol´gico e isento de explora¸ao animal. a o c˜ ii
  • 6. Cap´ ıtulo 1 Ceia de Natal A cada ano que passa, sempre que a ´poca natal´ se aproxima grande e ıcia parte dos vegetarianos e veganos come¸a a entrar em pˆnico. S´ quando c a o nos tornamos veganos ou vegetarianos nos apercebemos de que quase todos os alimentos presentes na ceia de Natal s˜o derivados de animais. a Nesse momento colocam-se algumas quest˜es: O que vou comer na ceia o de Natal? Ser´ que na mesa de Natal vai haver algum alimento sem a ingredientes de origem animal? O que vou cozinhar para a ceia de Natal em fam´ ılia? Com algumas dicas e um pouco de boa disposi¸ao, o Natal vegetari- c˜ ano pode tornar-se bem mais agrad´vel. a Procura receitas que incluam frutos secos na sua confec¸ao, pois c˜ s˜o optimas para esta altura festiva e geralmente agradam a todas as a ´ pessoas. Cozinha legumes das mais variadas formas (cozidos, salteados, grelhados). Substitui o bacalhau e o peru por seitan ou tofu. Faz umas rabanadas veganas ou um tronco de Natal. Compra um bolo-rei vegano - a venda em lojas de produtos vegetarianos (por exemplo, nas lojas ` Celeiro). Confeccionar pratos variados e coloridos ´ a melhor forma de mos- e trar que a comida vegetariana ´ deliciosa e nutritiva. Pode tamb´m e e aproveitar-se esta ocasi˜o em que, de um modo geral, as pessoas est˜o a a mais pac´ ıficas e n˜o gostam de entrar em discuss˜es in´ teis para expli- a o u car aos familiares e amigos o que ´ o vegetarianismo e que esse tipo de e 1
  • 7. 1.1 Bacalhau 1 Ceia de Natal alimenta¸ao ´ mais saud´vel do que uma alimenta¸ao a base de carne, c˜ e a c˜ ` fornecendo igualmente todos os nutrientes de que se necessita. No en- tanto, se se ouvirem piadas desagrad´veis ou se o assunto parecer uma a causa perdida, o melhor ´ ignorar e mostrar o bom humor e o quanto a e opini˜o dos outros ´ indiferente. a e Se moras numa casa com omn´ ıvoros, ou se a tua ceia de Natal ´ junto e de familiares que n˜o dispensam o tradicional peru ou o bacalhau cozido, a oferece-te para confeccionar um prato alternativo e uma sobremesa ve- gana. Assim ter´s oportunidade de mostrar como um prato vegetariano a ´ delicioso ao mesmo tempo que ter´s a certeza de que n˜o passas fome. e a a Tem aten¸ao para que n˜o te cozinhem alguns legumes juntamente com c˜ a o bacalhau ou no mesmo tabuleiro do que o peru. “Pode parecer um pouco estranho para alguns mas no futuro o Natal ve- getariano ser´ considerado normal. Vai tornar-se uma nova tradi¸ao. Muitas a c˜ pessoas est˜o mudando os seus h´bitos alimentares por compaix˜o e outras a a a por motivos de sa´de. Com tantas ”carnes”vegetarianas no mercado hoje em u dia, n˜o h´ necessidade de comer peru. Podem comer-se coisas com a mesma a a aparˆncia no prato sem matar animais. Hoje isso ´ mais f´cil do que nunca, e e a em grande parte gra¸as a Linda[McCartney].” c (Paul McCartney, patrono da Sociedade Vegetariana do Reino Unido.) 1.1 Bacalhau 1.1.1 A tradi¸˜o do bacalhau ca Na ceia de Natal dita a tradi¸ao portuguesa que se coma o bacalhau. c˜ Mas, a origem do consumo deste peixe remonta aos vikings, considerados os pioneiros na descoberta do bacalhau, pois a esp´cie era abundante e nos mares que navegavam. A falta de sal na ´poca fazia com que se e limitassem a secar este peixe ao ar livre, at´ endurecer, para depois ser e consumido aos peda¸os nas longas viagens que faziam pelos oceanos. c Mas, foi nas costas de Espanha que os bascos come¸aram a salgar o c bacalhau e depois a sec´-lo para uma melhor conserva¸ao. Este m´todo a c˜ e garantia a sua durabilidade, assim como mantinha os seus nutrientes e apurava o paladar. 2
  • 8. 1 Ceia de Natal 1.1 Bacalhau Devido ao facto de na ´poca os m´todos de conserva¸ao serem prec´rios e e c˜ a e de os alimentos se degradarem facilmente, o bacalhau revolucionou a alimenta¸ao. c˜ Tamb´m o calend´rio crist˜o, imposto pela Igreja Cat´lica a partir e a a o da Idade M´dia, contribuiu para o aumento do consumo desse peixe. Os e crist˜os deviam obedecer a dias de jejum, o que levava as pessoas a ex- a clu´ ırem a carne da sua alimenta¸ao. O bacalhau, como era mais barato, c˜ tornou-se no alimento escolhido pelo povo durante as festas religiosas, como o Natal e a P´scoa. a Com o passar dos s´culos, o jejum foi desaparecendo, mas a tradi¸ao e c˜ do bacalhau, sobretudo na ceia de Natal, manteve-se intacta at´ aos e nossos dias. Inicialmente como alimento barato e presente na mesa da popula¸ao c˜ mais pobre, depois da Segunda Guerra Mundial o bacalhau tornou-se num produto s´ consumido pelos mais ricos. A escassez de alimentos o em toda a Europa levou a subida de pre¸o do bacalhau e o seu consumo ` c restringiu-se as camadas mais elevadas da sociedade. Os mais pobres ` apenas se davam ao luxo do seu consumo nas principais festas crist˜s,a o que tamb´m contribuiu para a tradi¸ao do seu consumo na ceia de e c˜ Natal. 1.1.2 Bacalhau em vias de extin¸˜o ca Origin´rio das aguas frias dos mares que circundam o P´lo Norte, o a ´ o bacalhau ´ um alimento milenar. Registos mostram a existˆncia de e e f´bricas para o seu processamento na Islˆndia e na Noruega desde o a a s´culo IX. e O bacalhau pesca-se durante todo o ano, ainda que a maior parte das capturas seja efectuada entre fins de Mar¸o e princ´ c ıpios de Outu- bro de cada ano. Normalmente, vive em grandes profundidades, tanto maiores quanto maior for a idade, podendo encontrar-se a mais de 450 metros. Pode atingir 20 anos de idade, ultrapassar 180 cent´ımetros de comprimento e pesar mais de 20 quilos. O bacalhau est´ a ser v´ a ıtima da sua popularidade em cozinhas de todo o mundo. A pesca intensiva est´ a amea¸ar de extin¸ao o Cod, a c c˜ 3
  • 9. 1.1 Bacalhau 1 Ceia de Natal peixe que d´ origem ao bacalhau. a H´ anos que pesquisadores e ecologistas alertam que o bacalhau, uma a das esp´cies mais comercias do mundo, corre risco de extin¸ao. Por´m, e c˜ e o estudo realizado pelo Conselho Internacional para a Explora¸ao do c˜ Mar (Ciem), grupo que re´ ne cerca de 1600 cientistas de 19 pa´ e que u ıses controla o Mar do Norte, revelou em Outubro passado que n˜o h´ sinais a a de recupera¸ao dos stocks de bacalhau na zona. c˜ O Ciem al´m da proibi¸ao da pesca do bacalhau, propˆs tamb´m a e c˜ o e proibi¸ao da pesca de outras esp´cies de peixes de grande valor comercial, c˜ e como o hadoque. O motivo ´ que as redes para apanharem essas esp´cies e e acabam por pescar tamb´m o bacalhau. O relat´rio recomenda uma e o redu¸ao dr´stica da pesca desta esp´cie, ou mesmo o seu fim em 2005, c˜ a e em todo o Mar do Norte, no Mar da Irlanda e nas aguas do Artico. ´ ´ Os cardumes de bacalhau foram sendo reduzidos ao longo de s´culos e de pesca excessiva. Nas ultimas d´cadas, a moderniza¸ao da ind´ stria ´ e c˜ u pesqueira levou a que a captura fosse mais eficiente, o que consequente- mente acelerou o processo de extin¸ao. c˜ Actualmente, n˜o s˜o s´ os cardumes que est˜o menores, mas tamb´m a a o a e os peixes. Isso deve-se ao facto de durante anos os animais maiores terem sido intensamente capturados, fazendo com que a popula¸ao remanes-c˜ cente da esp´cie seja descendente de peixes menores. e Nos ultimos 20 anos a popula¸ao de bacalhau tem ficado abaixo do ´ c˜ m´ınimo necess´rio para sustentar a sobrevivˆncia da esp´cie. Al´m da a e e e pesca excessiva, o pr´prio ciclo de reprodutivo do bacalhau dificulta a o recupera¸ao da esp´cie. De cada 20 crias, apenas uma consegue sobre- c˜ e viver tempo suficiente para se reproduzir, pois o bacalhau leva at´ seis e anos para chegar a maturidade sexual. ` O cod j´ ´ considerado, por muitos cientistas e organiza¸oes interna- ae c˜ cionais de preserva¸ao da natureza, uma esp´cie amea¸ada de extin¸ao c˜ e c c˜ devido a pesca excessiva. ` ´ E uma situa¸ao cr´ c˜ ıtica, porque nunca os stocks no Mar do Norte se encontraram em n´ ıveis t˜o baixos como os actuais. Cientistas estimam a a actual reserva em 46 mil toneladas de cod adulto, o que ´ grave se e comparado as 250 mil toneladas em 1960; o n´ m´ ` ıvel ınimo de stock para garantir a sobrevivˆncia da esp´cie ´ de 150 mil toneladas. No Mar da e e e 4
  • 10. 1 Ceia de Natal 1.2 Peru Irlanda, os stocks est˜o 50% abaixo do recomendado e na costa ocidental a da Esc´cia a situa¸ao tamb´m ´ preocupante. o c˜ e e Por isso, medidas como a redu¸ao radical das cotas de pesca nos c˜ pr´ximos cinco anos, est˜o a ser tomadas pelos pa´ o a ıses europeus. As cotas foram reduzidas em at´ 40% do que foi pescado no ano de 2000. e Esse facto, verifica-se no aumento do pre¸o do bacalhau registado ao c longo dos ultimos anos. ´ Apesar das recomenda¸oes, para os executivos europeus ´ impens´vel c˜ e a extinguir, mesmo que por um curto per´ ıodo, todo um sector da pesca. S´ na Gr˜-Bretanha, a proibi¸ao da pesca do bacalhau poderia pˆr em o a c˜ o causa 20 mil empregos. A Uni˜o Europeia tem optado apenas por proibir a a actividade durante a ´poca da reprodu¸ao e reduzindo as quotas de e c˜ pesca. 1.2 Peru Todos os anos, mais de 260 milh˜es de perus s˜o abatidos na Uni˜o o a a Europeia. 5 milh˜es dos quais em Portugal, sendo a ´poca natal´ o e ıcia a de maior procura da carne destes animais. S˜o v´rios os problemas a a associados a cria¸ao intensiva destes animais e que, obviamente, tˆm ` c˜ e consequˆncias na qualidade da carne e na sa´ de de quem a consome. e u Problemas associados a cria¸ao intensiva de perus: ` c˜ Sa´ de u A reprodu¸ao natural ´ negada aos perus. S˜o criados selectivamente c˜ e a para terem um peito para carne t˜o grande que a cria¸ao natural se a c˜ tornou fisicamente imposs´ ıvel e toda a reprodu¸ao ´ feita atrav´s de c˜ e e insemina¸ao artificial. Os seus corpos s˜o t˜o pesados que muitos machos c˜ a a adultos sofrem de dolorosos problemas das coxas (um peru adulto pode pesar tanto como uma crian¸a de 8 ou 9 anos). c Uma por¸ao de 180g de carne magra de peru sem pele cont´m 274 c˜ e calorias e 6 gramas de gordura e a mesma quantidade com pele tem 380 calorias e 16 gramas de gordura. Os perus recebem antibi´ticos e hormo- o nas de crescimento por serem criados sob condi¸oes de superpopula¸ao. c˜ c˜ 5
  • 11. 1.2 Peru 1 Ceia de Natal Muitos perus comem ra¸oes prefabricadas, que costumam conter restos c˜ processados de outras aves. Todos estes factores afectam obviamente a sa´ de de quem consome estes animais. u Exiguidade dos espa¸os sobre-populados c A cria¸ao de perus em regime intensivo ´ feita em espa¸os sobre-populados, c˜ e c onde chegam a estar cerca de 25000 aves. Cada ave ´ confinada numa e area de 0,3 metros quadrados. Estas aves s˜o mantidas em circunstˆncias ´ a a ambientais muito pobres (ausˆncia de poleiros, etc.) e nada adequadas. e Da´ que os perus fiquem sob um grande stress, uma vez que se lhes limita ı a manifesta¸ao dos seus comportamentos naturais. Frequentemente, os c˜ animais que sobrevivem a estas condi¸oes de cria¸ao (um n´ mero consi- c˜ c˜ u der´vel n˜o sobrevive at´ a idade de abate) desenvolvem comportamen- a a e` tos violentos entre si, pelo que lhes ´ cortada a ponta do bico com uma e lˆmina quente, a fim de evitar as agress˜es e os casos de canibalismo. a o Abate Ap´s serem descarregados dos caixotes em que s˜o transportados, estes o a perus, anormalmente pesados, s˜o pendurados de cabe¸a para baixo em a c grilh˜es met´licos dispostos numa linha de transporte. Nos piores casos, o a s˜o deixados nesta posi¸ao v´rios minutos antes de serem insensibiliza- a c˜ a dos, o que para uma ave t˜o pesada ´ doloroso e assustador. a e A linha de transporte arrasta ent˜o os perus para um banho de agua a ´ electrificada, cujo objectivo ´ o de os insensibilizar antes de se efectuar e a sangria. Contudo, muitas das aves debatem-se e levantam a cabe¸a, c escapando assim ao banho el´ctrico. Estas aves estar˜o completamente e a conscientes aquando da sangria. Algumas estar˜o mesmo ainda vivas a aquando da imers˜o no tanque de agua a ferver, cujo objectivo ´ o de a ´ e facilitar a remo¸ao das penas. c˜ A expectativa de vida natural de um peru ´ de cerca de 10 anos. e Os perus de cria¸ao intensiva s˜o mortos ao completarem de 12 a 26 c˜ a semanas, dependendo do tamanho da ave produzida. 6
  • 12. 1 Ceia de Natal 1.3 Patˆ de f´ e ıgado de ganso 1.3 Patˆ de f´ e ıgado de ganso O “foie gras” nada mais ´ do que uma lipidose hep´tica, ou seja, uma e a doen¸a do f´ c ıgado. Como consequˆncia de uma alimenta¸ao for¸ada du- e c˜ c rante 4 semanas, os f´ ıgados dos gansos e dos patos incham 6 a 12 vezes o tamanho normal. Cada ano, cerca de 10 milh˜es de gansos e patos s˜o criados com o a esse fim, produzindo 16800 toneladas dos seus f´ ıgados em todo o mundo (n´ meros de 1998). A Fran¸a ´ a maior produtora, com quase 80. O u c e restante “foie gras” ´ produzido pela Hungria, Espanha, Israel, EUA, e B´lgica, Bulg´ria e Rom´nia. A produ¸ao de f´ e a e c˜ ıgado de ganso j´ foi a banida na Alemanha, Dinamarca, Noruega e Pol´nia. Recentemente, o Arnold Schwarzenegger, governador da Calif´rnia, tamb´m aprovou uma o e lei que pro´ a alimenta¸ao for¸ada de gansos e patos para a produ¸ao ıbe c˜ c c˜ de “foie gras”. No entanto, a lei s´ entrar´ em vigor depois de 2012 para o a dar um prazo aos produtores para alterarem essa pr´tica. a Durante 4 semanas os patos e gansos tˆm uma alimenta¸ao for¸ada e e c˜ c s˜o mantidos em pequenos compartimentos. Isso torna mais f´cil agarrar a a as aves pelo pesco¸o e inserir-se, pela garganta abaixo, funis e tubos c met´licos de alimenta¸ao. As aves s˜o presas e for¸adas a abrirem os a c˜ a c bicos para lhes introduzirem um cano de metal de 20 a 30 cm que vai at´ ao estˆmago. Ent˜o ´ accionada uma alavanca, que bombeia a ra¸ao e o a e c˜ de milho directamente para o estˆmago da ave. o Em alguns casos colocam um anel el´stico apertado no pesco¸o da a c ave para o caso de ela tentar regurgitar a ra¸ao. Este processo ocorre c˜ 3 a 5 vezes por dia. E a ra¸ao ´ composta de milho cozido e as vezes c˜ e ` inclui gordura de porco ou de outros gansos com sal. Cada ave ´ for¸ada a ingerir at´ 3,5 kg de ra¸ao por dia, o que e c e c˜ equivale a um humano ser for¸ado a comer 12,5 kg de macarr˜o. Como c a consequˆncia da alimenta¸ao for¸ada os animais tˆm dificuldades em e c˜ c e andar e respirar, entre outros danos f´ ısicos. Um estudo concluiu que quase 10% das aves morrem com o estˆmago o rebentado e com alimento a entrar no pulm˜o. Algumas apresentam a tamb´m deforma¸oes nos bicos e doen¸as e infec¸oes causadas pela suji- e c˜ c c˜ dade dos tubos de alimenta¸ao. c˜ 7
  • 13. 1.4 Caviar 1 Ceia de Natal Depois das 4 semanas de alimenta¸ao for¸ada os patos e os gansos c˜ c s˜o abatidos. Na maior parte das vezes os f´ a ıgados est˜o inchados de 6 a at´ 12 vezes o tamanho normal, formando massas p´lidas e inflamadas e a do tamanho de mel˜es em vez de org˜os firmes, pequenos e sadios. o ´ a Apenas os patos (machos) s˜o usados para fazer o patˆ por produzi- a e rem f´ıgados maiores e serem considerados mais resistentes as 4 semanas ` de tortura. As aves fˆmeas s˜o tratadas como lixo. Normalmente as e a fˆmeas rec´m-nascidas s˜o entulhadas em sacos de nylon, que s˜o amar- e e a a rados e colocados em lat˜es com agua a escaldar. o ´ O “foie gras” tem tamb´m consequˆncias negativas para a sa´ de e e u humana. 85% das calorias do patˆ s˜o de gorduras - mais do dobro do e a que apresenta um hamb´ rguer. Essa gordura ´ em grande parte acido u e ´ palm´ ıtico, uma gordura saturada conhecida por aumentar os n´ ıveis de colesterol. 1.4 Caviar O caviar, apesar de vendido a pre¸o de ouro, ´ um produto bastante c e consumido no Ocidente, sobretudo durante ´pocas festivas. e Embora a popula¸ao de esturj˜es tenha diminu´ drasticamente no c˜ o ıdo delta do Volga (R´ ssia), o com´rcio de caviar mant´m o seu ritmo devido u e e a crescente procura do produto. As mafias apoderam-se deste neg´cio ` o milion´rio, que promove grandes matan¸as e ´ executado por pescadores a c e furtivos. As fˆmeas, em geral, est˜o ainda vivas quando se abrem para e a extrair as ovas. As ovas, ap´s um processo em que s˜o esfregadas com sal, est˜o o a a prontas para ser servidas. Um quilo deste “ouro negro” pode custar at´ e 2500 euros nos mercados ocidentais. O mercado negro do caviar assume propor¸oes semelhantes ao do tr´fico de drogas. As belugas s˜o a esp´cie c˜ a a e mais cobi¸ada e rara dos esturj˜es. c o Negro, salgado e de sabor penetrante, uma colher de caviar pode custar cerca 15 euros nos restaurantes ocidentais. Os pescadores cobram 2,5 euros por quilo. A diferen¸a vai para os chefes das mafias. c A Guarda Costeira est´ permanentemente em alerta para evitar a a pesca ilegal. Mas o assunto ´ complexo, pois muitos agentes foram e 8
  • 14. 1 Ceia de Natal 1.4 Caviar comprados e os pescadores furtivos n˜o se detˆm diante de nada. a e Na zona do mar C´spio o neg´cio est´ meticulosamente organizado. a o a Enquanto se captura o peixe, os “negros” do pescado abrem a tripa da fˆmea, extraem o caviar e atiram o corpo a agua. Acima dos “negros” e `´ est˜o os “bar˜es”, homens que subornam a pol´ e prestam contas aos a o ıcia “reis”, ou chefes dos bandos. O problema subjacente ´ que est˜o a acabar os esturj˜es, um peixe e a o que vive h´ 250 milh˜es de anos e que sobreviveu aos dinossauros. De a o nada valeu aos cientistas fixarem uma quota anual de capturas para todas as esp´cies de esturj˜es que nadam em aguas russas, a fim de e o ´ salvar este peixe de extin¸ao. Tamb´m n˜o foi suficiente que v´rias c˜ e a a esp´cies estejam abrangidas, desde Abril de 1998, pelo Conv´nio CITES e e (Conv´nio Internacional sobre o Com´rcio de Esp´cies Protegidas), como e e e esp´cies em perigo de extin¸ao ou vulner´veis. e c˜ a Enquanto a quota oficial de captura, no ano de 1997, foi de 898 toneladas, actualmente pesca-se de forma ilegal mais do dobro e at´ e do triplo. Embora os n´ meros relativos a captura ilegal n˜o sejam, u ` a evidentemente, de grande confian¸a, os entendidos afirmam que, s´ em c o 1985, os pescadores furtivos apanharam 25 mil toneladas de esturj˜es. o A prosseguir este ritmo, em breve j´ n˜o haver´ esturj˜es. a a a o 9
  • 15. 1.5 Receitas alternativas 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas 1.5.1 Pratos natal´ ıcios Ceia de tofu Ingredientes: 1Kg de batatas pequenas 2 cebolas m´dias e 2 couves de tamanho m´dio e 500g de tofu 5 dentes de alho 3 colheres de molho de soja 1 ramo de salsa azeite q.b vinagre q.b Prepara¸ao: c˜ P˜e a marinar o tofu cortado em tiras com dois dentes de alho picados, o o molho de soja e um pouco de azeite, durante 2 ou 3 horas. Lava bem as batatas e as cebolas e assa-as no forno com a casca. Entre- tanto coze as couves e grelha o tofu. Quando as couves estiverem quase cozidas, salteia-as num pouco de azeite e com os restantes alhos picados. Quando as batatas estiverem prontas d´-lhes um murro, de forma a fazer a as t´ ıpicas batatas a murro, e coloca-as numa ta¸a. De seguida descasca c e corta em lascas a cebola e junta as batatas. Adiciona tamb´m a salsa ` e picada, azeite e vinagre. Tapa e deixa repousar. Por cima do tofu coloca um fio de azeite e salsa picada. No prato, serve um pouco de cada iguaria (couves salteadas, batatas a murro e tofu grelhado). 10
  • 16. 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas Bacalhoada vegetariana Ingredientes: 600g batatas margarina vegana q.b 250g seitan 1 cebola 3 tomates 1 pimento 1 frasco de leite de coco azeite q.b Prepara¸ao:c˜ Lava bem as batatas com pele. Corta-as em rodelas e coze-as. Retira- lhes a pele e unta uma forma com um pouco de margarina. Forra a forma com as batatas cozidas. Coloca seitan em fatias finas por cima da batata. Num tacho, coloca um fio de azeite e faz um molho com cebola as rodelas, ` tomate picado e pimento. Ap´s apurares o molho de tomate acrescenta- o lhe o leite de coco. Deita o molho por cima do conte´ do da forma. Leva u ao forno at´ dourar. e Serve com couve cozida ou outros legumes. Bacalhau vegetariano Ingredientes: 1 2 kg de batatas 200g de repolho 300g de soja em cubos 1 pimento m´dio e 2 cebolas m´dias e coentros q.b 200ml de natas de soja 200ml de leite de coco 1 2 copo de leite de soja 100g de azeitonas pretas 11
  • 17. 1.5 Receitas alternativas 1 Ceia de Natal sal q.b azeite q.b Prepara¸ao: c˜ Lava bem as batatas e coze-as inteiras com pele. Depois descasca-as e corta-as em rodelas grossas. Coze o repolho no vapor, com sal, ou em pouca agua, cortado em peda¸os grandes. ´ c ` A parte, p˜e a soja de molho e tempera-a a teu gosto. o Corta as cebolas em rodelas e o pimento as tiras finas e pica as azeitonas e ` os coentros. Em seguida, numa forma de ir ao forno, disp˜e uma camada o de batatas, outra de repolho, a seguir uma de soja e uma de temperos e assim sucessivamente at´ terminando com uma camada de batatas. Por e ultimo, mistura o leite de coco, o leite de soja e as natas e deita sobre ´ as camadas. Rega com um fio de azeite e leva ao forno para gratinar. Serve quente. Assado de seitan natal´ ıcio Ingredientes: 400g de seitan 500g de batatas 250g de cenouras 3 colheres de sopa de pasta de piment˜o a 1 ch´vena de azeite a 1 cabe¸a de alhos c 2 folhas de louro 1 colher de ch´ de pimenta a Prepara¸ao: c˜ Aquece o forno a 180◦ C. Coloca numa travessa de ir ao forno o bocado de seitan inteiro. Em volta p˜e as batatas cortadas aos cubos e as cenouras o as rodelas. Faz uns golpes na parte de cima do seitan e barra com a ` pasta de piment˜o. Mistura o azeite com os alhos picados, a pimenta, a a folha de louro e o resto da pasta de piment˜o. Deita este molho por cima a do seitan, das batatas e das cenouras. Junta uma ch´vena de agua e leva a ´ ao forno durante aproximadamente 1 hora. Vai controlando para ver se 12
  • 18. 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas n˜o est´ demasiado seco. Se assim for, pode-se adicionar um pouco de a a agua. ´ Assado de nozes Ingredientes: 4 cebolas m´dias e 5 tomates 2 cenouras m´dias raladas e 3 fatias de p˜o integral esfareladas a 1 2 ch´vena de caldo de legumes a 100g amˆndoas mo´ e ıdas 100g castanhas de caju mo´ ıdas Prepara¸ao: c˜ Num tacho, refoga as cebolas durante 5 minutos. Junta os tomates, a cenoura ralada, o p˜o esfarelado e o caldo de legumes. Deixa cozinhar a cerca de 15 minutos. Junta o caju e as amˆndoas e coloca numa forma e de ir ao forma de bolo inglˆs. Assa no forno a 200 ◦ C durante meia hora. e 13
  • 19. 1.5 Receitas alternativas 1 Ceia de Natal 1.5.2 Sobremesas natal´ ıcias Bolo de Natal Ingredientes: 2 ch´venas de tˆmaras picadas sem os caro¸os a a c 1 300ml de agua (podes substituir por 4 de brandy ou sherry) ´ 175g de farinha integral 175g de frutas secas diversas 2 colheres de ch´ de fermento em p´ a o 1 colher de ch´ de especiarias a escolha a ` 4 colheres de sopa de sumo de laranja Prepara¸ao: c˜ Aquece as tˆmaras e a agua at´ que as tˆmaras estejam macias. Retira a ´ e a do lume e amassa-as com um garfo. Adiciona os restantes ingredientes e mistura bem. Coloca numa assadeira untada. Assa a 170 ◦ C durante 1h30 at´ que o e bolo esteja assado. Depois do bolo arrefecer podes derreter a¸ucar em c´ agua quente e adicionar nozes picadas. Ainda quente deita sobre o bolo. ´ Para decorar podes usar amˆndoas, nozes ou castanhas do par´. e a Tronco de Natal Ingredientes: 500g de castanhas 1 ch´vena de leite de soja a 150g de chocolate escuro 100g de a¸ucar em p´ c´ o 100g de margarina de soja Prepara¸ao: c˜ Com a ajuda de uma faca faz dois golpes nas castanhas e ferve-as du- rante cinco minutos. Escorre a agua e retira a pele das castanhas. Numa ´ ca¸arola coloca o leite de soja, o a¸ucar e depois as castanhas descas- c c´ cadas. Deixa cozinhar em lume brando durante 30 minutos. Passa o conte´ do da ca¸arola num passe-vite a fim de reduzir as castanhas a u c 14
  • 20. 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas pur´ e depois mistura-lhe a margarina de soja. Em lume brando, der- e rete o chocolate com duas colheres de agua. ´ Envolve a prepara¸ao das castanhas com o chocolate e mistura delicada- c˜ mente, at´ obteres uma mistura homog´nea. Deita a mistura sobre uma e e folha de papel de alum´ınio e depois dobra-a em dois e levanta as pontas para formar um rolo. Para refor¸ar o rolo, envolve a folha de alum´ c ınio com uma folha de cart˜o. a Coloca no frigor´ıfico durante 5 horas. Quando o tronco estiver duro, retira o alum´ınio e deixa a temperatura ambiente uma hora antes de ` servir. Tronco nevado Ingredientes: 100g de castanhas 80g de tofu 80g de amˆndoas mo´ e ıdas 200g de avel˜s mo´ a ıdas 150g de a¸ucar mascavo c´ 4 fatias de p˜o integral a 100g de farinha de alfarroba 150g de natas de soja Prepara¸ao: c˜ Faz um pequeno corte nas castanhas e coze-as. Depois retira-lhes a casca, tritura-as mistura-as com o tofu, as amˆndoas, 3 das avel˜s, 100g e 4 a de a¸ucar e o p˜o at´ obteres uma massa firme e pastosa. Divide em c´ a e duas partes. Com uma delas, molda um cilindro que ser´ a parte interior a do tronco. Junta ao resto da massa a alfarroba e estende a mistura sobre papel vegetal, formando um rectˆngulo t˜o comprido como o cilindro anterior a a e com largura suficiente para o cobrir por completo (ser´ a “casca do a troco”). Coloca sobre a segunda massa o cilindro e enrola sem retirar o papel vegetal, deixando os extremos do tronco destapados. Coloca o tronco numa forma maior e mete no frigor´ ıfico durante 4 a 5h. Bate as natas com as restantes avel˜s mo´ a ıdas e o a¸ucar e prepara um c´ 15
  • 21. 1.5 Receitas alternativas 1 Ceia de Natal creme. Para servir, tira o tronco da forma e retira o papel. Coloca o tronco numa travessa e cobre com creme. Broas de ab´bora o Ingredientes: 1kg de ab´bora o 1kg de farinha de trigo integral 400g de a¸ucar mascavado (facultativo) c´ 2 colheres de sopa de canela frutos secos a gosto (amˆndoas, avel˜s, passas, figos, nozes) e a fermento de padeiro q.b Prepara¸ao: c˜ Coze a ab´bora com um pouco de sal. Depois escorre-a bem. Podes o deix´-la uns 15 minutos no escorredor para que saia o m´ximo de agua. a a ´ Amassa-a com as m˜os at´ ficar uma papa. Junta o a¸ucar, a farinha e a e c´ o fermento e continua a amassar com as m˜os. a Depois junta os frutos secos e a canela e amassa um pouco mais at´ a e massa come¸ar a formar umas bolas de ar. Deixa repousar cerca de duas c horas para que levede um pouco. Quando a massa tiver crescido, aquece o forno a 180◦ C e come¸a a tender as broas. c Faz as broas pequeninas e coloca-as espa¸adas num tabuleiro de ir ao c forno. Leva ao forno durante 20-30 minutos. Quando as tirares embrulha- as num pano at´ arrefecerem. e Rabanadas veganas Ingredientes: fatias de p˜o a a¸ucar q.b. c´ cravinho q.b canela q.b leite de soja q.b. 16
  • 22. 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas Prepara¸ao: c˜ Faz uma calda de a¸ucar, agua, cravinho e canela. Molha o p˜o no leite c´ ´ a de soja, espreme e coloca-o na calda em lume brando. Deixa cerca de trˆs minutos e vai retirando e colocando num escorredor e para retirar o excesso da calda. Coloca num pirex e vai polvilhando com canela. Se preferires, serve depois de colocar no frigor´ ıfico. Azevias de batata-doce Ingredientes: Massa: 500g de farinha 1 ch´vena de azeite a 5g de sal 3dl de agua ´ 1 laranja (sumo) 1 pitada de canela Recheio: 500g de batata-doce 200 g de a¸ucar c´ 1 pau de canela casca de lim˜o q.b a 100g de amˆndoas e Prepara¸ao: c˜ Para a massa, come¸a por misturar a farinha, o sal e o azeite morno den- c tro de uma tigela. Trabalha a mistura at´ ficar areada. Adicione agua e ´ aos poucos. Junta o sumo de laranja e a canela. Amassa at´ ficar uma e massa el´stica, enxuta e lisa. Cobre com um pl´stico e deixa descansar a a pelo menos uma hora. Para o recheio, coze as batatas com pele. Descasca-as e faz pur´. Adi- e ciona ao pur´ o a¸ucar, o pau-de-canela e a casca de lim˜o. Leva a e c´ a cozer em lume brando, sem deixar de mexer, at´ engrossar. Junta as e amˆndoas picadas. Deixa arrefecer. e Depois estende a massa com o aux´ de um rolo, at´ a espessura de ılio e ` 17
  • 23. 1.5 Receitas alternativas 1 Ceia de Natal dois mil´ ımetros. Corta c´ ırculos de dez cent´ ımetros de diˆmetro. Coloca a uma colherada de recheio no centro e dobra em forma de meia lua. Frita em oleo quente, escorre e passa por a¸ucar e canela. Coloca num prato ´ c´ para servir. Filh´s de ab´bora o o Ingredientes: 1kg de ab´bora o 1kg de farinha de trigo integral fermento de padeiro q.b raspa de lim˜o ou de laranja a azeite q.b Prepara¸ao: c˜ Coze a ab´bora com um pouco de sal e escorre-a bem. Junta a farinha, o o fermento (dissolvido com agua da cozedura da ab´bora) e a raspa de ´ o lim˜o e mistura bem. a Aquece numa frigideira o azeite e com a ajuda de uma colher come¸a a c fritar a massa. Vai colocando no azeite bem quente colheres da massa. Vira quando come¸arem a ficar douradinhas. Quando estiverem feitas c coloca-as num prato com papel de cozinha que absorva o excesso de azeite. Coscar˜es o Ingredientes: 1kg de farinha de trigo 0,5 l de agua ´ 200g de margarina ou 1,5 dl de azeite 1 colher de fermento 2 cascas de laranja 1 pau de canela oleo q.b ´ a¸ucar q.b c´ 18
  • 24. 1 Ceia de Natal 1.5 Receitas alternativas Prepara¸ao:c˜ Ferve a agua com as cascas de laranja e o pau de canela. P˜e a margarina ´ o a derreter noutro tacho. Quando a agua estiver a ferver apaga o lume, ´ retira-lhe as cascas de laranja e o pau de canela e depois junta-a com a margarina ou azeite. P˜e a farinha numa ta¸a grande e junta bem com a margarina ou o o c azeite. Amassa muito bem. Com a ajuda de um rolo de cozinha estende a massa e corta-a em pequenos rectˆngulos. a Numa frigideira grande aquece oleo e coloca os rectˆngulos de massa. ´ a ` A medida que v˜o ficando dourados vira-os e, quando estiverem fritos, a coloca-os sobre o prato com papel absorvente. Depois de fritos polvilha os coscar˜es com a¸ucar. o c´ 19
  • 25. Cap´ ıtulo 2 Bebidas festivas 2.1 Bebidas alco´licas o O consumo de alcool tem uma componente social importante com os ´ seus respectivos benef´ıcios e desvantagens. O estilo de vida vegano n˜o a exclui, por isso, as bebidas alco´licas em geral, mas apenas aquelas que o contˆm mat´rias primas ou auxiliares de origem animal. O uso de produ- e e tos derivados animal na produ¸ao de bebidas alco´licas ´ razoavelmente c˜ o e difundido, n˜o porque n˜o existam alternativas, mas porque tradicio- a a nalmente sempre foram usados e praticamente n˜o existem reclama¸oes a c˜ por parte dos consumidores. 2.1.1 Cervejas A cerveja ´ uma bebida que resulta da fermenta¸ao alco´lica por uma e c˜ o levedura seleccionada, de um mosto obtido a partir de mat´rias primas e vegetais, mas as quais se adicionam mat´rias auxiliares e/ou auxiliares ` e tecnol´gicos, que, por vezes, s˜o derivados de animais. o a Regra geral, as cervejas condicionadas em barris s˜o clarificadas com a uma esp´cie de cola de peixe (“isinglass”). Essa cola de peixe ´ uma e e forma de gelatina muito pura que se obtem a partir das bexigas de alguns peixes de agua doce, especialmente do esturj˜o. As refina¸oes ´ a c˜ aceleram o processo que de outra forma ocorreria naturalmente. 20
  • 26. 2 Bebidas festivas 2.1 Bebidas alco´licas o No entanto, cervejas em barris, em lata e algumas engarrafadas s˜o a j´ frequentemente filtradas sem o uso de qualquer substˆncia animal. O a a unico ingrediente possivelmente derivado de animal usado na produ¸ao ´ c˜ de cervejas de barril ´ o E471. As refina¸oes derivadas de animal conti- e c˜ nuam, no entanto, ainda a ser usadas em todas as cervejas de produ¸ao c˜ Guinness e Bass. Por sua vez, as cervejas sem alcool s˜o geralmente ´ a filtradas a frio, mas algumas podem envolver o uso de “cola de peixe”. As cervejas a venda em Portugal s˜o, na sua maioria, veganas. Po- ` a dendo, no entanto, por vezes, no seu processo de fabrico serem utilizados filtros de gelatina de porco. A Central de Cervejas, uma das maiores produtoras de cerveja em Portugal, garante que todas as cervejas a´ produzidas s˜o veganas. Tanto ı a os produtos principais, como os aditivos e os auxiliares tecnol´gicos s˜o o a de origem vegetal. Marcas Veganas: • Sagres; • Sporting; • Fosters; • Sagres Preta; • F. C. Porto; • Heineken; • Budweiser; • Jansen; • Cergal; • Kronenbourg • Imperial; • S˜o Jorge; a 1664; • Golden Beer; • Top´zio; a • Wilford; • Benfica; ´ • Onix; • BUD. 2.1.2 Vinhos A maioria dos vinhos, ap´s a fermenta¸ao, ´ refinado usando um dos o c˜ e seguintes produtos de origem animal: sangue (n˜o para dar cor, mas para a clarificar; mas actualmente j´ raramente usado), medula ossea, quitina a ´ (base orgˆnica das partes duras dos insectos e crust´ceos como camar˜es a a o e caranguejos), albumina de ovo, oleo de peixe, gelatina (geleia obtida ´ 21
  • 27. 2.1 Bebidas alco´licas o 2 Bebidas festivas pela fervura de tecidos animais como a pele, tend˜es, ligamentos, etc, ou o ossos), cola de peixe, leite ou case´ ına. Alternativas n˜o-animais incluem a pedra calc´ria, caulino e ”kieslguhr”(argilas), case´ de plantas, gel de a ına s´ ılica e placas vegetais. Nos grandes supermercados j´ ´ poss´ encontrar algumas marcas ae ıvel de vinhos veganos. Marcas veganas: • Cormaieur; • Vinhos da Adega Coopera- tiva da Covilh˜ e, provavel- a • Miolo; mente, da maioria das adegas • Piagentini; cooperativas. • Valduga; 2.1.3 Bebidas espirituosas A produ¸ao da maioria das bebidas espirituosas n˜o parece envolver o c˜ a uso de quaisquer substˆncias animais. O vodka, que antes usava produ- a tos de origem animal, ´ actualmente filtrado usando carv˜o de lenha. e a No entanto, tudo leva a crer que a maioria das marcas de Vinho do Porto envelhecem o vinho com carne de porco, pelo que, provavelmente, n˜o ser´ uma bebida vegana. a a Tamb´m Martini Rosso e Campari, assim como outras bebidas ver- e melhas, n˜o s˜o veganas por causa do E120 (insectos esmagados - co- a a rante vermelho) que ´ usado na produ¸ao da bebida. Outro aspecto a e c˜ ter em conta ´ que a algumas bebidas espirituosas pode ser adicionado e a¸ucar refinado (de cana), o qual ´ ainda, por vezes, refinado com ossos c´ e de bovinos (apenas o a¸ucar de beterraba ´ garantidamente vegano). c´ e Para quem quiser obter informa¸oes fidedignas, o aconselh´vel ´ con- c˜ a e tactar as empresas produtoras das bebidas alco´licas, de forma a conhe- o cer a origem dos produtos usados no fabrico das bebidas. 22
  • 28. 2 Bebidas festivas 2.2 Sumos naturais Marcas veganas: • Cockspur Rum; • Popov Vodka; • Cointreau; • Romana Sambuca; • Croft Vintage Port; • Sappline Gin; • Gilbeys Gin; • Singleton Whisky; • Jack Daniels; • Smirnoff vodkas; • JB Whisky; • Malibu; • Southern Comfort; • Metaxa; • Safeways all spirits. 2.1.4 Ressaca Se se exceder na quantidade de bebida ingerida, tamb´m n˜o ´ preciso e a e recorrer a medicamentos ou a produtos de origem animal para curar a ressaca. A melhor cura vegetariana para a ressaca ´ um batido feito com e bananas, leite de soja, mel, amˆndoas mo´ e ıdas. Coloca-se tudo no liqui- dificador e bate-se. 2.2 Sumos naturais Muitas combina¸oes de frutas e legumes podem ser transformadas em c˜ bebidas refrescantes e saud´veis. Sem esquecer da regra b´sica que ´ o a a e uso de agua filtrada na prepara¸ao, os sumos s˜o uma solu¸ao pr´tica de ´ c˜ a c˜ a unir o essencial ao agrad´vel. Podemos prepar´-los variando cor, sabor a a e textura: agua, frutas e legumes s˜o alimentos indispens´veis para uma ´ a a boa alimenta¸ao. O corpo humano necessita de hidrata¸ao, uma vez que c˜ c˜ a agua desempenha um papel vital no organismo. Ela ´ necess´ria para ´ e a 23
  • 29. 2.2 Sumos naturais 2 Bebidas festivas a digest˜o de alimentos e, entre outras fun¸oes, ajuda a manter est´vel a a c˜ a temperatura do corpo. J´ as frutas e os legumes s˜o ricos em vitaminas, a a minerais e muitos outros nutrientes que protegem o nosso organismo contra doen¸as, al´m de fornecerem energia para realizar tarefas. c e Qualquer pessoa, independentemente da quantidade de informa¸ao c˜ de que disp˜e, saber´ dizer que um sumo natural ´ mais rico em termos o a e nutricionais, e menos prejudicial para o organismo do que um refrige- rante. No entanto, consomem-se muito mais refrigerantes do que outras bebidas mais saud´veis. a Os refrigerantes contˆm muitos aditivos e a¸ucar e n˜o possuem pra- e c´ a ticamente sumo de fruta. Os aditivos s˜o utilizados para aumentar a a durabilidade, para dar bom aspecto e para disfar¸ar a pobreza de um c produto. As colas tˆm cafe´ e ına, um forte estimulante, e os refrigeran- tes gaseificados possuem gases que irritam o estˆmago, provocam gases o no aparelho digestivo e sobrecarregam de trabalho os rins. Nas bebi- das light, substitui-se o a¸ucar por edulcorantes ou seja, diminui-se o c´ valor cal´rico, mas aumenta-se a quantidade de aditivos. Os n´ctares o e contˆm entre 25 e 50% de fruta, mas, no entanto, ´-lhes adicionado muito e e a¸ucar. Os xaropes ou concentrados de fruta tˆm, tamb´m, muitos adi- c´ e e tivos e uma grande quantidade de a¸ucar. Esta diminui com a dilui¸ao, c´ c˜ mas tamb´m diminui a quantidade de sumo, que j´ n˜o era elevada. e a a A pasteuriza¸ao, que permite prolongar o per´ c˜ ıodo de vida do sumo, altera-lhe o sabor. Os sumos “100 por cento”, tal como os que s˜o feitos a na hora, conservam os nutrientes da fruta a excep¸ao das fibras. Con- ` c˜ tudo, os sumos naturais possuem uma quantidade desej´vel de vitamina a C.Os n´ ıveis de vitamina C no sangue est˜o correlacionados com um risco a menor de cancro e de doen¸as coron´rias. c a Um sumo fresco, ingerido imediatamente ap´s ser feito, cont´m cerca o e de 95% do valor aliment´ da fruta ou do legume utilizado. Quem ga- ıcio nha ´ o organismo que recebe os melhores nutrientes, isto ´, vitaminas e e e sais minerais, e fica com mais defesas naturais. Pesquisas recentes, de- monstraram que o beta-caroteno, um antioxidante presente em in´ merosu tipos de frutas e vegetais, tem um papel muito importante na preven¸ao c˜ de doen¸as, pois defende as c´lulas e neutraliza as mol´culas nocivas. c e e Se compreendermos o real perigo que os refrigerantes representam 24
  • 30. 2 Bebidas festivas 2.2 Sumos naturais na dieta alimentar, por causarem desequil´ ıbrios nutricionais e falta de apetite, por se tornarem habituais, por serem os principais respons´veis a pelo aparecimento, precoce e grave, da c´rie dent´ria, percebemos que o a a a ´ seu consumo n˜o faz sentido. E verdade que ´ dif´ resistir ao marketing e ıcil que a ind´ stria e o com´rcio fazem, mas s´ a n´s cabe a decis˜o de seguir u e o o a pelo caminho mais correcto. Os sumos naturais de fruta, devem servir para substituir os refrige- rantes e bebidas similares, mas nunca para substituir a agua e a fruta. ´ Sugest˜es de sumos naturais ou o n´ctares verdes : e Sumo de Espinafre e Cenoura 250g de espinafres frescos e lavados 6 cenouras Prepara¸ao: c˜ Coloca os espinafres num copo misturador e, de seguida adiciona as cenouras uma a uma. Sumo de Agri˜o e Ma¸a a c˜ 150g de agri˜o a 2 ma¸as vermelhas c˜ Prepara¸ao: c˜ Coloca o agri˜o fresco e lavado no copo misturador. Descasca as ma¸as a c˜ e coloca-as tamb´m. e 25
  • 31. Cap´ ıtulo 3 Decora¸˜o da casa ca 3.1 Arranjos de mesa Deve evitar-se azevinho natural nos arranjos para a mesa de Natal, pois ´ uma planta amea¸ada de extin¸ao. J´ existem alternativas artificiais, e c c˜ a assim como outros arbustos igualmente bonitos. 3.2 Velas Tamb´m na escolha de velas, um vegano tem de estar atento, pois a e maioria cont´m gelatina ou cera de abelhas. e Em http://www.veganessentials.com e em http://www.veganstore.com encontram-se algumas op¸oes veganas. c˜ 3.3 ´ Arvore de Natal Na escolha da arvore de Natal tamb´m se deve ter alguma aten¸ao e ´ e c˜ obter informa¸oes de forma a saber se n˜o se est´ a prejudicar a flo- c˜ a a resta. Talvez a escolha de um pinheiro artificial seja mais econ´mica e o ecol´gica. No entanto, se se escolher um pinheiro natural, ´ preciso ter o e cuidado com o destino a dar-lhe no final da ´poca natal´ e ıcia. 26
  • 32. Cap´ ıtulo 4 Presentes Na escolha dos presentes tamb´m ´ preciso alguma cuidado, sobretudo e e se se decidir comprar alguma pe¸a de vestu´rio ou de marroquinaria. c a Um vegano tem de estar atento de forma a evitar produtos com pele, seda ou l˜ e produtos que sejam testados em animais (em a http://www.centrovegetariano.org/index.php? id=43 vˆ a lista de em- e presas que n˜o testam em animais) ou que incluam algum ingrediente a de origem animal. Devem preferir-se presentes que sejam ecol´gicos, n˜o impliquem ex- o a plora¸ao animal, n˜o sejam maus para a sa´ de e cuja produ¸ao n˜o c˜ a u c˜ a advenha da explora¸ao de m˜o-de-obra (sobretudo infantil, muito fre- c˜ a quente em produtos “made in” pa´ asi´ticos). ıses a Nesta ´poca pode aproveitar-se para se oferecer livros de cozinha ve- e getariana (vˆ sugest˜es de t´ e o ıtulos em http://www.centrovegetariano.org/index.php? id=228) ou outros rela- cionados com o vegetarianismo. Tamb´m se pode optar por comprar um filme ou DVD que aborde e por exemplo a tem´tica da sa´ de, da defesa animal ou do meio-ambiente a u (por exemplo: “Big Size Me”, “A Fuga das Galinhas”, “O Dia Depois de Amanh˜”).a Existem tamb´m a venda produtos de associa¸oes de direitos dos e ` c˜ animais, ambientais ou humanit´rias. Entre esses produtos encontram- a se Cd’s de m´ sica, artesanato, t-shirts ou sweat-shirts. Pode-se deste u 27
  • 33. 4 Presentes modo comprar coisas uteis ao mesmo tempo que se est´ a contribuir ´ a para uma boa causa. Se se fizerem compras em lojas de com´rcio justo e est´-se igualmente a optar por presentes mais ´ticos e ecol´gicos. a e o Pode ainda optar-se por se fazerem os presentes que vamos oferecer. Aproveitando-se materiais aparentemente sem utilidade podem obter-se objectos bonitos e funcionais (molduras, brinquedos, etc.). Em http://gaia.org.pt/econatal encontras muitas sugest˜es. o Outra alternativa pode ser oferecer um c˜o ou um gato que esteja a numa associa¸ao ou canil municipal. Na certeza de que se proporciona c˜ felicidade tanto a quem o recebe como ao animal. Algumas associa¸oes de apoio aos animais oferecem ainda a possibi- c˜ lidade de se apadrinhar um bicho (por exemplo, a Uni˜o Zo´fila - a o http://www.uniaozoofila.org -, a Associa¸ao dos Amigos dos Animais c˜ de Vila Franca de Xira - http://www.aaavfx.org - ou a Associa¸ao de c˜ Protec¸ao aos C˜es Abandonados - http://www.apca.org.pt). Oferecer c˜ a um afilhado pode ser o presente ideal para quem gosta de animais, mas n˜o tem possibilidades de os acolher em casa. Desta forma sabe-se que a durante o tempo de apadrinhamento nada faltar´ ao afilhado. a Embrulhos Tamb´m se deve tentar economizar a quantidade de papel e de la¸os e c a usar nos embrulhos. E quando se desembrulharem os presentes deve ter-se cuidado para n˜o rasgar os pap´is, ´ prefer´ retirar a fita-cola a e e ıvel com cuidado de forma a n˜o estragar o papel. a Existem algumas solu¸oes mais ecol´gicas quanto ao destino a dar c˜ o a estes pap´is ap´s o dia de Natal. Mais interessante do que queim´- e o a los ou coloc´-los no primeiro recipiente do lixo que encontramos ser´ a a guard´-los para os embrulhos do pr´ximo ano, coloc´-los para reciclar ou a o a aproveit´-los para um trabalho de bricolage, decora¸ao ou simplesmente a c˜ para forrar uma gaveta do arm´rio. a 28
  • 34. 4 Presentes 4.1 Vestu´rio e cal¸ado a c 4.1 Vestu´rio e cal¸ado a c Existem v´rias substˆncias extra´ a a ıdas de animais que s˜o usadas no a vestu´rio e no cal¸ado. No entanto, existem j´ muitas alternativas. a c a Cashmere A l˜ de cabra cashmere ´ usada em roupas. a e Alternativas: fibras sint´ticas. e Couro, Camur¸a, Peles (carneiro, jacar´) c e Usados para fazerem carteiras, bolsas, estofos de carros, roupas em geral, sapatos, etc. Alternativas: algod˜o, canas, nylon, vinil, ultrasuede e outros tecidos a sint´ticos. e L˜a As ovelhas s˜o criadas para serem lanzudas de modo n˜o natural, e a a para a l˜ ser ondulada de modo n˜o natural, o que causa infesta¸oes a a c˜ de insectos ao redor da cauda. A solu¸ao dos fazendeiros ´ o doloroso c˜ e corte da area ao redor da cauda. Na tosquia as ovelhas s˜o presas com ´ a violˆncia e tosquiadas rudemente. Por vezes a sua pele tamb´m fica e e com cortes. Todos os anos, centenas de milhares de ovelhas tosquiadas morrem por exposi¸ao ao frio. A produ¸ao de l˜ utiliza ainda enormes c˜ c˜ a quantidades de recursos e energia (para procriar, tosquiar, transportar e abater as ovelhas). Alguns derivados da l˜ s˜o a lanolina, a graxa de a a l˜ e a gordura de l˜. a a Alternativas: algod˜o, flanela, fibras sint´ticas. a e Penugem Penugem isolante extra´ de gansos ou de patos abatidos ou explorados ıda ´ cruelmente. E usada como isolante em parkas, colchas, cobertores, sacos- cama, almofadas, etc. Alternativas: poliester e substitutos sint´ticos, paina (fibra sedosa da e semente de arvores tropicais). ´ Seda ´ E a fibra brilhante feita pelos bicho-da-seda para formarem os seus ca- sulos. Os bichos s˜o fervidos para retirar a fibra. a 29
  • 35. 4.1 Vestu´rio e cal¸ado a c 4 Presentes Tafet´ tanto pode ser feito de seda como de nylon. a Alternativas: nylon, paina, seda sint´tica. e 4.1.1 A Ind´stria de peles u A ind´ stria das peles sacrifica milhares de animais todos os anos. Cada u casaco de pele representa a morte de v´rios animais, sejam estes cap- a turados no seu habitat natural ou criados em cativeiro. Nem mesmo as esp´cies protegidas ou os animais de estima¸ao est˜o a salvo desta e c˜ a ind´ stria que move milh˜es. u o As peles de animais s˜o utilizadas principalmente na fabrica¸ao de a c˜ vestu´rio (sobretudo casacos), cal¸ado, estofos e marroquinaria. a c Um dos m´todos mais cru´is ´ a ca¸a com armadilhas. Os animais e e e c capturados nas armadilhas passam dias e por vezes semanas em ago- nia, antes de finalmente morrerem. Muitos chegam mesmo a roer os seus pr´prios membros tentando salvar-se. Al´m de tudo isto muitos o e dos animais que caem nas armadilhas n˜o s˜o as esp´cies visadas pela a a e ind´ stria, e s˜o por isso tratados como desperd´ u a ıcios. Desta forma, menos de metade dos animais que s˜o capturados com armadilhas nem sequer a chegam a ser utilizados pela ind´ stria peleira. u Outro m´todo utilizado pela ind´ stria das peles ´ a cria¸ao de ani- e u e c˜ mais em cativeiro. Esta n˜o ´ uma forma menos cruel, pois os animais a e mal atingem um ano de vida s˜o mortos. S˜o aprisionados em pequenas a a jaulas met´licas em condi¸oes imundas e expostos ao frio e ao calor. Nem a c˜ sequer existem leis que protejem o abate destes animais. Os m´todos e mais utilizados s˜o: asfixia, electrochoque genital, injec¸ao de veneno e a c˜ quebra do pesco¸o. Estes processos s˜o vantajosos do ponto de vista do c a criador, pois assim a pele n˜o fica danificada. a A Funda¸ao Brigitte Bardot vem lutando h´ alguns anos contra a c˜ a morte cruel de beb´s focas. Todos os anos, no Canad´ e em diversos ou- e a tros pa´ıses, centenas destes animais s˜o mortos a paulada. Desta forma a ` a ind´ stria das peles consegue remover toda a pele do animal, obtendo u um melhor aproveitamento e uma consequente mais valia econ´mica. O o principal mercado da pele de foca ´ a fabrica¸ao de casacos de peles. e c˜ Uma investiga¸ao feita em sigilo, durante dezoito meses, expˆs tamb´m c˜ o e 30
  • 36. 4 Presentes 4.1 Vestu´rio e cal¸ado a c um dos segredos da ind´ stria global de peles: o assassinato de animais u de estima¸ao (c˜es e gatos). Os investigadores estimam que mais de 2 c˜ a milh˜es de c˜es e gatos s˜o mortos anualmente. A investiga¸ao foi rea- o a a c˜ lizada em conjunto pela Humane Society dos Estados Unidos/Humane Society Internacional (HSUS/HIS) e por Manfred Karremann, um jor- nalista alem˜o independente. a A realidade ´ que muitas vezes as etiquetas n˜o indicam a origem das e a peles, e mesmo quando indicam nem sempre a indica¸ao ´ verdadeira. c˜ e A China ´ o maior exportador de roupas e brinquedos feitos com pele e de c˜es e gatos, com etiquetas suspeitas. a 31
  • 37. 4.2 Cosm´ticos e 4 Presentes 4.2 Cosm´ticos e Muitos dos produtos usados na cosm´tica s˜o extra´ e a ıdos dos mais vari- ados animais. Estas substˆncias aparecem na lista de ingredientes de a champˆs, sabonetes, perfumes, apesar de existirem muitas alternativas o sint´ticas ou de origem vegetal. e ´ Acido Capr´ ılico ´ Acido l´ ıquido e gorduroso do leite de vaca ou cabra. Encontrado em perfumes e sabonetes. Possui derivados, como o Triglicer´ıdeo Capr´ ılico. Alternativas: fontes vegetais, como oleo de palma e de coco. ´ ´ Acidos Graxos Naturais Pode ser composto de sebo bovino. ´ Acido Este´rico a Gordura de vacas e ovelhas e por vezes tamb´m de c˜es e gatos sacrifica- e a dos. Na maioria das vezes refere-se a uma substˆncia gordurosa tirada a do estˆmago dos porcos. Pode provocar irrita¸oes. Usado em sabonetes, o c˜ lubrificantes, velas, spray de cabelo, condicionadores, desodorizantes e cremes. Possui diversos derivados, como os estearatos. Alternativas: gorduras vegetais, como a noz de coco. ´ Alcool Cet´ ılico Cera encontrada no espermacete (cetina) do esperma de baleias e golfi- nhos. Alternativas: alcool cet´ ´ ılico vegetal (ex: noz de coco), espermacete sint´tico. e Alb´ men, Albumina u Proveniente de ovos, leite, m´ sculos, sangue e v´rios tecidos e flu´ u a ıdos vegetais. Em cosm´ticos a albumina geralmente ´ derivada de claras de e e ovos e usada como agente coagulante. Pode causar reac¸oes al´rgicas. c˜ e Alm´ ıscar, Almiscareiro Secre¸ao seca obtida dolorosamente dos org˜os genitais do cervo almisca- c˜ ´ a reiro, do castor, do rato silvestre e de outros animais. Os gatos selvagens 32
  • 38. 4 Presentes 4.2 Cosm´ticos e s˜o capturados, mantidos em gaiolas em condi¸oes horr´ a c˜ ıveis e s˜o chi- a coteados ao redor dos genitais para produzirem o odor. Os castores s˜o a apanhados em armadilhas e os cervos s˜o ca¸ados com tiros. Este oleo a c ´ ´ usado na fabrica¸ao de perfumes. e c˜ Alternativas: plantas com odor almiscarado. Amino´cidos a Blocos construtores de prote´ em todos os animais e plantas. ına Alternativas: sint´ticos e vegetais. e Amino´cido da Seda a Para a produ¸ao da seda o casulo ´ fervido com a larva dentro. c˜ e ´ Carmim, Cochonilha, Acido Carm´ ınico, E120 Pigmento vermelho obtido atrav´s da compress˜o da fˆmea do insecto e a e cochonilha. Usado em cosm´ticos, champˆs, etc. Pode causar reac¸ao e o c˜ al´rgica. e Alternativas: sumo de beterraba. Case´ ına, S´dio Caseinado o Prote´ do leite usado em v´rios cosm´ticos para cabelo, m´scaras para ına a e a pele, etc. Alternativas: prote´ de soja, leite vegetal. ına Cera de Abelha, Gel´ia Real, Mel, P´len, Pr´polis e o o A produ¸ao de mel tamb´m ´ respons´vel pela crueldade com animais. c˜ e e a Muitos criadores matam as abelhas no Inverno para n˜o terem que gas- a tar para protegˆ-las do frio. Para inseminar artificialmente as abelhas e rainhas ´ tirado esperma do zang˜o esmagando-lhe a cabe¸a. A deca- e a c pita¸ao gera um impulso el´ctrico t˜o forte que o animal ejacula. c˜ e a Col´geno a Prote´ fibrosa, de natureza mucopolissacar´ ına ıdica, que ´ constituinte e essencial da substˆncia intercelular do tecido conjuntivo. Geralmente a proveniente de animais. N˜o afecta o colag´nio da pele. Pode causar a e alergias. Alternativas: prote´ da soja, oleo de amˆndoas, etc. ına ´ e 33
  • 39. 4.2 Cosm´ticos e 4 Presentes Elastina Prote´ el´stica, encontrada nos ligamentos do pesco¸o e nas paredes ına a c arteriais das vacas. Similar ao colag´nio. N˜o afecta a elasticidade da e a pele. Alternativas: sint´tica, prote´ de fontes vegetais. e ına Esqualeno ´ Oleo de f´ıgado de tubar˜o. Usado em hidratantes, tinta de cabelo, etc. a Alternativas: vegetais emolientes como azeite, oleo de g´rmen de trigo, ´ e oleo de farelo de arroz, etc. ´ Esterol Uma mistura de alcoois s´lidos. Pode ser obtido do oleo de esperma de ´ o ´ baleia. Usado em cremes, champˆs, etc. Possu´ diversos derivados. o ı Alternativas: fontes vegetais, acido este´rico vegetal. ´ a Ester´ide, Esterol o De v´rias glˆndulas de animais ou de fontes vegetais. Ester´ides inclui a a o ester´is que s˜o alcoois de animais ou plantas (ex: colesterol). Usado o a ´ em cremes, lo¸oes, condicionadores de cabelo, perfumes, etc. c˜ Alternativas: fontes vegetais e sint´ticas. e Estrog´nio, Estradiol e Hormona feminina obtida da urina de ´guas gr´vidas. Usada em cremes, e a perfumes e lo¸oes. Possui efeito insignificante em cremes e restauradores c˜ da pele, mas fontes emolientes vegetais s˜o consideradas melhores. a “Fontes Naturais” Pode significar fontes animais ou vegetais. Especialmente em cosm´ticos, e isso significa fontes animais, como elastina, gordura, prote´ e oleo ına ´ animais. Alternativas: fontes vegetais. Gelatina, Gel Prote´ obtida de pele, tend˜es, ligamentos e/ou ossos fervidos com ına o agua. Utilizada em champˆs, m´scaras faciais, e outros cosm´ticos. ´ o a e 34
  • 40. 4 Presentes 4.2 Cosm´ticos e Alternativas: carragena, algas (algina, agar-agar, kelp), dextrina, goma de algod˜o, gel de s´ a ılica. Glicerina, Glicerol Substˆncia l´ a ıquida, incolor e xaroposa, que ´ o princ´ e ıpio doce dos oleos ´ e a base dos corpos gordos conhecidos. Geralmente ´ produzida a partir e da gordura animal. Alternativas: glicerina vegetal e sint´tica. e Goma Laca Excre¸ao resinosa de determinados insectos. Utilizada em lacas para c˜ cabelo. Alternativas: cera de plantas. Lactose A¸ucar do leite dos mam´ c´ ıferos. Alternativas: a¸ucar de plantas. c´ Lanolina e Crodalan LA O Crodalan LA ´ um derivado de Lanolina e consequentemente de graxa e de l˜, que ´ a mat´ria-prima principal para a fabrica¸ao da Lanolina. a e e c˜ Esta graxa de l˜ ´ um res´ ae ıduo obtido na lavagem da l˜ do carneiro, onde a a l˜ ´ direccionada aos lanif´ ae ıcios e o subproduto (graxa) ´ utilizado na e produ¸ao de Lanolina. Tˆm-se criado esp´cies de ovelhas que produzem c˜ e e l˜ em excesso. Isso faz com que muitas morram de calor no Ver˜o, a a enquanto outras morrem de frio no Inverno depois de terem a sua l˜ a extra´ıda. P´ de Seda o Seda ´ a fibra brilhante feita pelo bicho-da-seda para formar seus casulo. e Os bichos s˜o fervidos para se lhes retirar a fibra. P´ de seda ´ obtido da a o e c˜ ´ secre¸ao do bicho-da-seda. E usado como corante em p´s faciais, sabo- o netes, etc. Pode causar reac¸ao al´rgica na pele e reac¸oes sistem´ticas c˜ e c˜ a (por inala¸ao ou ingest˜o). c˜ a Progesterona Hormona utilizada em cremes anti-rugas. Alternativas: sint´tico. e 35
  • 41. 4.2 Cosm´ticos e 4 Presentes Queratina Prote´ insol´ vel, principal constituinte da epiderme, unhas, pˆlos, te- ına u e cidos c´rneos e esmalte dos dentes. Pode ser obtida nos chifres, cascos, o penas e pˆlo de v´rios animais. Utilizada em condicionadores de cabelo, e a champˆs, solu¸oes para permanente. o c˜ Alternativas: oleo de amˆndoas, prote´ de soja, oleo de amla (fruto de ´ e ına ´ uma arvore indiana), cabelo humano proveniente de sal˜es (que iriam ´ o para o lixo). O alecrim e a urtiga d˜o corpo e for¸a aos cabelos. a c Tirosina Amino´cido hidrolisado da case´ a ına. Utilizado em cremes. Ur´ia, Carbamida e Excretada da urina e outros flu´ ıdos corp´reos. Usada em desodorizantes, o pasta de dentes com am´nia, enxaguantes bucais, tintura para cabelos, o a c˜ o ´ ´ cremes para m˜os, lo¸oes, champˆs, etc. Derivados: Acido Urico. Alternativas: sint´ticos. e 36
  • 42. Publica¸oes galaxia-alfa.com c˜ 1. Introdu¸ao ao Vegetarianismo c˜ 2. Receitas Vegetarianas 3. Natal Vegetariano 4. Receitas para Coisas Doces 5. Soja e companhia: 69 receitas www.centrovegetariano.org * Pelo conhecimento, pela educa¸ao, por um mundo melhor * c˜
  • 43. A maioria das pessoas n˜o consegue imaginar uma Ceia de Natal a sem o tradicional bacalhau ou peru. Mas s˜o cada vez mais os a que optam por pratos alternativos e mais saud´veis. a Este livro mostra factos relativos a produtos consumidos no Natal tradicional, mas tamb´m muitas alternativas para um Natal mais e saud´vel, mais ecol´gico e isento de explora¸ao animal. Inclui 13 a o c˜ receitas vegetarianas, optimas para substituir os tradicionais ´ pratos natal´ıcios. O Centro Vegetariano nasceu no in´ de 2001, com o nome de ıcio galaxia-alfa.com, das conversas a mesa da cantina de um grupo ` de ent˜o estudantes da Universidade de Coimbra. Constatando a a falta de informa¸ao em Portuguˆs de Portugal sobre o vegeta- c˜ e rianismo, a decis˜o foi criar uma p´gina web informativa, abran- a a gente e aberta a participa¸ao de todos. ` c˜ O Centro Vegetariano ´, pois, o resultado do esfor¸o volunt´rio e c a de muitas pessoas, tendo como objectivo principal a divulga¸ao c˜ de informa¸oes sobre a alimenta¸ao e a filosofia veganas e vege- c˜ c˜ tarianas. Os ganhos da venda de produtos do centrovegetariano.org s˜o a aplicados nas despesas de manuten¸ao do projecto, bem como em c˜ apoio a institui¸oes que recolhem e tratam animais abandonados. c˜ Natal Vegetariano — · — ISBN 972-8967-13-6

×