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Ensinar e Aprender, Uma questão de foco

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Uma apresentação aos alunos da FEUP, em 24/10/2001

Uma apresentação aos alunos da FEUP, em 24/10/2001

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Transcript

  • 1. Ensinar e aprender Uma questão de foco Francisco Restivo, 2001 [email_address]
  • 2. Sumário
    • Tendências actuais
    • N ovos perfis de c ompetências
    • N ovos paradigmas
    • E nós?
    • Aprender a aprender
    • Algumas conclusões
  • 3. Tendências Actuais
  • 4. Rapidez da mudança
    • Novas tecnologias...
    • Antigamente , um emprego para a vida
    • Hoje , uma profissão para a vida, e vários empregos
    • No futuro , várias profissões ao longo da vida!
  • 5. Desafios da Sociedade da Informação
    • Globalização da economia
    • Customização dos produtos
    • Trabalho em rede / parcerias
    • Utilização de suportes digitais
    • Competição baseada na informação e no conhecimento
  • 6. Entre nós
    • Perdemos muito tempo...
    • Atraso irrecuperável através da simples substituição de gerações
    • Indispensável encontrar factores de aceleração
  • 7. Factores de aceleração
    • Saber viver na Sociedade da Informação e do Conhecimento
      • Novos perfis de competências
    • Saber viver na Sociedade da Aprendizagem
      • Formação ao longo da vida
  • 8. Novos perfis de competências
  • 9. Novos perfis de competências
    • Saber manusear informação nos mais variados suportes
    • Trabalhar em cooperação e em rede
    • Formular juízos críticos autónomos e ser criativo
    • Possuir auto-estima e motivação
    • Deter uma cultura sustentada sobre as organizações
  • 10. Novos perfis de competências
    • Saber ouvir os outros e comunicar ideias com rigor e precisão
    • Dominar línguas estrangeiras
    • Não perder a identidade cultural
    • Ter uma forte consciência ecológica
    • Conhecer os factores de competitividade: satisfazer o cliente
    • Saber aprender sempre!
  • 11. Hard skills vs. soft skills
    • A formação inicial é a primeira pedra da formação ao longo da vida
    • A missão das instituições é contribuir para formar cidadãos activos, empreendedores e autónomos, com projectos pessoais de vida
    • E capazes de desempenhar uma profissão e de aprender!
  • 12. Novos paradigmas
  • 13. Ensino/Aprendizagem
    • Fim do paradigma tradicional: transmissão / armazenamento de dados
    • O foco deve estar no ‘ aprendente ’
    • O sistema deve ter em conta os vários estilos de aprendizagem (learning stiles)
    • E atender à quantidade, qualidade e acessibilidade da informação disponível
  • 14. Uma questão de contexto?
  • 15. Dimensões da aprendizagem
    • Kolb defende que os estilos de aprendizagem se podem mapear num espaço contínuo bi-dimensional
    • Indo da experiência concret a (envolver-se numa nova experiência) à conceptualização abstracta (criar teorias para explicar observações)
    • E da observação refle xiva (ver os outros ou desenvolver observações sobre a própria experiência) à experimentação activ a (usar teorias para resolver problemas e tomar decisões)
  • 16. Estilos de aprendizagem segundo Kolb
  • 17. Inteligências múltiplas segundo Gardner
    • Ver b al/Lingu í stic a (joga com as palavras)
    • L ó gica/Matematica (joga com as perguntas)
    • Visual/ Es pa c ial (joga com as imagens)
    • Music al /R í tmic a (joga com a música)
    • Corporal / Cinestésica (joga com o movimento )
    • Interpe sso al (joga com a socialização )
    • Intrape sso al (joga sozinho )
  • 18. Modos de aprender
    • Experiência concreta – laboratório, trabalho de campo, observação, filmes explicativos
    • Conceptualização abstracta – exposições teóricas, artigos, analogias
    • Observação reflexiva – log books , jornais, b rainstorming
    • Experimentação activ a – simula ções , estudos de cas o, trabalhos de casa
  • 19. E nós?
  • 20. Nós, professores
    • Produtores de conteúdos...
      • Em novos formatos
    • Em competição com todos os outros professores...
    • Qual é a nossa vantagem?
      • Interacção professor / aluno
  • 21. Nós, alunos
    • Que interessa realmente aprender?
    • Não está tudo na Web?
    • NÃO!
      • Interacção professor / aluno
      • Interacção aluno / aluno
    • Chama-se a isto ESCOLA...
  • 22. Nós, Escola
    • Ágil – flexível – sem desperdícios
      • Atrair os alunos
    • Observar – aprender – agir
      • Observatório das actividades escolares?
      • Centro de recursos de conhecimento?
  • 23. Aprender a aprender
  • 24. Aprender a aprender
    • Aprender é uma questão muito pessoal. Não há um método ou estratégia para estudar/aprender aplicável a todos ou a todas as situações.
    • As possíveis estratégias passam pelo conhecimento do que sabemos, do que não sabemos, e do queremos ficar a saber (efémero vs. duradouro) .
  • 25. Estratégia de aprendizagem
    • Ser responsáveis pelo que aprendemos
    • Concentrarmo-nos na tarefa em mãos e ocupar o tempo de modo eficiente
    • Escolher a forma ideal de atacar cada tarefa
    • Reunirmo-nos dos saberes necessários para a iniciar, prosseguir e terminar
    • Ter acesso a conteúdos e materiais de referência
    • Saber como e quando pedir ajuda.
  • 26. I. Conhecermo-nos
    • Conhecer os pontos fortes e fracos nas competências básicas – ler, escrever, ouvir e matemática – e nos hábitos de estudo/trabalho – organização, gestão do tempo, concentração, atenção, tomada de notas
    • Conhecer os estilos de aprendizagem preferidos – ler, ver, ouvir ou fazer – e os estilos de ensino de cada professor e procurar adaptar uns aos outros
    • Saber quando – manhã ou noite - e onde – numa sala aberta, com ruído, ou num local sossegado – melhor aprendemos .
  • 27. II. Gerir o nosso tempo
    • Identificar os objectivos e estabelecer prioridades que ajudem a atingí-los
    • Analisar como usamos o tempo e verificar se o fazemos de acordo com essas prioridades
    • Se aprender e obter boas classificações estão entre esses objectivos, então tem de haver tempo para assistir às aulas e para estudar.
  • 28. I II. Melhorar a concentração
    • O bom estudante não estuda necessariamente mais que um mau estudante, mas usa o tempo mais eficientemente
    • Deve-se aprender a manter a atenção focada na tarefa em mãos – seja estar numa aula ou a estudar - dando-lhe toda a atenção
    • O objectivo é aprender bem, não é aprender depressa. Muitas vezes, aprender depressa é sinónimo de esquecer depressa .
  • 29. IV. Saber o que é estudar e como se faz
    • Aprender é muito mais do que ir às aulas e realizar os trabalhos de casa. É cumprir um ciclo
    • pre parar >> ir às aulas >>re ver >> estudar
    • Estabelecer este ciclo ajuda a aprender mais em menos tempo, e com menos esforço e stress.
  • 30. V. Desenvolver um vocabulário
    • Ter capacidade para compreender o significado das palavras que os outros usam e para seleccionar as palavras certas para comunicar as nossas ideias, informações e apreciações
    • Ter sensibilidade para as palavras, e desenvolver estratégias para entrar no significado de cada nova palavra e para a recordar .
  • 31. VI. Ser um leitor activo
    • O envolvimento activo na leitura, físico e mental, mantem-nos interessados e concentrados, com menor predisposição para a distracção e para o seu abandono
    • Para aprender pelo estudo de material escrito, temos de participar activamente nesse processo: prevendo o que vamos ler, estabelecendo um objectivo específico para cada leitura, e respondendo frequentemente a questões sobre o material estudado
  • 32. VII. Ser um escritor activo
    • Para comunicar as ideias com clareza é necessário focar a atenção nessa actividade, pensamento crítico e envolvimento activo.
    • Para escrever, necessitamos de
    • um propósito , uma ideia de controlo ou uma tese , o desenvolvimento organizado dessa ideia, com os detalhes que a suportam,
    • e uma conclusão lógica!
  • 33. VIII. Ter a capacidade de ouvir e de tomar notas
    • As capacidades de ouvir cuidadosamente e de decidir o que é importante devem ser treinadas antes de se começar a tomar notas nas aulas .
    • Para tomar boas notas é necessário participar activamente nas aulas
    • prepar ando-as, sendo um ouvinte activo, capaz de distinguir os pontos importantes dos secundários , ter um sistema próprio de tomar notas , fazer regularmente revisões do material .
  • 34. IX. Como estudar para os exames
    • Os exames servem para mostrar quanto aprendemos . Prepararmo-nos ajuda a compreender melhor a disciplina e a baixar o nível de ansiedade, melhorando os resultados
    • O material para o exame deve ser revisto ao longo de um período útil de tempo ( a última noite deve ser reservada para uma revisão ligeira )
    • Os exames devem ser realizados num ritmo relaxado e é normalmente útil olhar para a correcção realizada pelo professor.
  • 35. X. Dominar o curso
    • Tirar um curso não é apenas um investimento em dinheiro: há que investir esforço
    • Educação não é encher o cérebro de um conjunto de matérias. É o processo de expandir as nossas capacidade, aprender uma profissão e prepararmo-nos para a vida
    • Os p rofessor e s não podem fazer mais do que criar os cenários onde os alunos podem aprender .
  • 36. Algumas conclusões
  • 37. Conclusões
    • Não chega assegurar a empregabilidade à saída da formação inicial
    • É necessário assegurar a empregabilidade ao longo da vida
    • A aprendizagem escolar deve estar sustentada no que perdura, não no efémero
    • É um desafio cultural muito sério!
  • 38. Obrigado! Sítios interessantes na Web em http://www.fe.up.pt/~fjr/ceducation.html