Franco, carlos, jose e sarmento   inquirir dividir para construção de um e-book traves do estilo de aprendizagem do aluno
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    Franco, carlos, jose e sarmento   inquirir dividir para construção de um e-book traves do estilo de aprendizagem do aluno Franco, carlos, jose e sarmento inquirir dividir para construção de um e-book traves do estilo de aprendizagem do aluno Document Transcript

    • Inquirir Dividir para Construção de um E-book traves do Estilo deAprendizagem do AlunoFranco Bernardo Simbine1, Carlos Tadeu Queiroz2& Jos€ Valdeni de Lima3, Sebasti•o Jos€Sarmento Chinguvo1Escola Superior T€cnica, Universidade Pedag‚gica, Moƒambique Delegaƒ•o de Nampula2Universidade Federal Rio Grande de Sul, CINTED - Brasil3Universidade Federal Rio Grande de Sul, CINTED – Brasil4Escola Superior T€cnica, Universidade Pedag‚gica, Moƒambique Delegaƒ•o de Nampula1fbsimbine@gmail.com, 2cmorais@cinted.ufrgs.br, 3valdeni@inf.ufrgs.br & 4sarmsg@hotmail.comResumoO presente artigo tem como objetivo identificar o estilo de aprendizagem dos alunos do Curso deEducaƒ•o Visual da Universidade Pedag‚gica de Moƒambique e construir grupos de estudos etrabalho de acordo com seu perfil. Assim sendo compreender as prefer…ncias /estilos deaprendizagem dos estudantes auxiliar† na definiƒ•o de adequadas metodologias na mediaƒ•opedagogica de conhecimentos. Por sua vez, a pesquisa objetivou na aplicaƒ•o de um questionariapara aferir, estilos de aprendizagem individual, fazendo uma an†lise simples dos question†rios deDenise Murphy e Beth Ann Potter e MARKOVA. O m€todo adotado tem fundamentaƒ•oexplorat‚ria/quantitativa, e os dados obtidos por meio de aplicaƒ•o de question†riosemiestruturado que tinha como base de resposta sim ou n•o. O resultado proporcionou um novoconhecimento dos alunos no que diz respeito, aos seus perfis de aprendizagem bem como acriaƒ•o de grupos respeitando os estilos de aprendizagem dos mesmos.Palavra-chave: Criaƒ•o de grupos, Estilos de aprendizagem, Mediaƒ•o Pedag‚gica.1. IntroduçãoNuma €poca em que todos est•o envolvidos pelas tecnologias a construƒ•o de um e-book, emgrupo nos traz um novo ambiente para os participantes, pois criar oportunidade de uma novasocializaƒ•o entre eles numa tempo e espaƒo determinado, esses espaƒo na maioria das vezes e asala de aula, quando temos estudantes preparando os semin†rios, e demais atividades recorrentesao processo de ensino e aprendizagem. Trabahar em grupo constitui um ponto de partida para
    • uma socializaƒ•o dos estudantes. Visto que “as experiencias mais poderosas s•o aquelas em quea participaƒ•o ocorre envolvendo todo o grupo em vez de se dar apenas entre um participante e ofacilitador” PALLOFF e PRATT (2002). Em grupo € o que temos patentes v†rios tipos deaprendizagem, que € necess†rio que essas sejam significativas e bem mediadas. Sendo pertinenteestimular os participantes ‰ darem constantemente a ajuda um aos outros dando opini•o acercado que fizeram.Um grupo € composto por v†rios indivŠduos, com caracterŠsticas, h†bitos, costumes e culturasdiferentes.Devendo estes atuar “como membros que contribui para o processo de aprendizagem” idem(2002). E como j† havias referido no tema, cada individuo tem um perfil/estilo de aprendizagem,isso e mais not†vel quando temos v†rios desses indivŠduos num espaƒo que pode ser sala de aula,formando um grupo ou uma equipe especŠfica de trabalho. Onde todos eles devem partilharalguns princŠpios como:“O trabalho de equipe ir† tornar o seu processo de ensino mais eficaz; O trabalho deequipe ir† promover o crescimento individual e o desenvolvimento dos alunos; Otrabalho de equipe ir† responder melhor †s necessidades tanto dos alunos como dosprofessores”.RIEF e HEIMBURGE (2000, p.242)Num trabalho acad€mico onde o reconhecimento dos estilos de aprendizagem dos alunos temimpacto no processo de ensino-aprendizagem p‚s proporcionam aos professores informaƒ‹esacerca do perfil dos alunos, deve se respeitara a forma como cada membro do grupo entende asua aprendizagem, partindo da forma como ele capta a informaƒ•o que pode posteriormente fazeremergir um novo conhecimento.Ao inserir nosso objeto no contexto da pesquisa, desenvolvida sobre construƒ•o de livroseletr‚nicos, pr†tica pedag‚gica e o cotidiano escolar, propondo se a pensar sobre a seguintequest•o:Qual a melhor forma na criação de grupos de trabalhos para a construção de um livroeletrónico tendo como base os estilos de aprendizagem dos participantes do processo de ensino-aprendizagem?
    • O estudo por sua vez partiu do pressuposto, não basta somente criar os grupos, mas que osprofessores devem compreender os saberes e o perfil/estilos de aprendizagem dos estudantes queconstituem o grupo como uma base das suas práticas pedagógicas cotidianas.A motivação para o estudo vem se manifestando com o nosso trabalho académico no âmbito daatividade da elaboração da dissertação de Mestrado, quando investigamos sobre a construção delivros eletrónico (e-book) pelos estudantes do terceiro ano do curso já citada no texto,fundamentalmente, no processo de organização e estruturação de grupos de trabalho. E partindodos objetivos estabelecidos, estamos desenvolvendo estudos sobre aplicação de um questionáriona criação de grupos para a construção de um e-book na perspectiva de uma investigaçãocolaborativa com estudantes do ensino superior tendo como base os seus estilos deaprendizagem.O interesse em aprofundar estudos sobre a aplicação de questionários na criação de grupos detrabalhos para a construção do um e-book nos levou a elaborar um estudo que tem comoobjetivo: estudar possibilidades de construção e uso do livro eletrónico que respeitem os estilosde aprendizagem no processo de ensino e aprendizagem levado a cabo pelos estudantes eprofessor no decorrer das suas atividades académicas.2. Mediação PedagógicaTomando como base o tema do estudo, num espaço onde, todos nos queremos chegar a umanova forma de olhar a educação, tendo como ponto de partida os estilos de aprendizagem dosestudantes. A mediação pedagógica vem como uma escada onde, se bem encarada, e planeadaleva-nos a um ponto considerado da educação. Para CARDOSO e TOSCANO (2011)a mediação pedagógica exercida pelo professor consiste em ampliar a cultura do individuo, comintuito de que ele possa intervir de modo critico e atuante em sua realidade e, através da interaçãocom outros indivíduos, consiga refletir e transformar seu cotidiano no.A construção do livro, traz consigo uma nova forma de estar, no que se refere a processo deensino e aprendizagem bem como a relação professor - aluno, e aluno-aluno, visto que o trabalhoe feito tendo suporte da aprendizagem colaborativa.No ensino superior como é de praz ocorrem significativas mudanças no que diz respeito aotrabalho pedagógico, pelos vários aspectos que ocorrem nesse meio onde alguns dele, a variação:
    • das disciplinas, dos crit€rios de avaliaƒ•o, das metodologias de ensino, trazida pelas variadasaulas sobre variadas †reas de conhecimento.Na mediaƒ•o pedag‚gica existe sempre a intenƒ•o de ensinar, sendo necess†rio fazer emergiressa intenƒ•o tendo como ponto de partida as diferenƒas existente nos estudantes/alunos, comisso, terŠamos um ensino diferenciado. Para TOMLINSON (2008, p.13) “as nossas diferenƒass•o o que nos distingue enquanto indivŠduos”, para dizer que quando estamos perante umamediaƒ•o pedag‚gica a diferenciaƒ•o dos modos de estar e organizar as atividades pedag‚gicasnuma sala devem ser bem pensadas. Em CARDOSO e TOSCANO (2011) “o ato de ensinar naescola implica em um processo mediado que envolve o professor, o aluno e os conceitos ouconhecimentos produzidos historicamente”.Num trabalho em grupo temos sempre patente mediaƒ•o podendo essa ser feita pelo professor oupelos pr‚prios alunos/estudantes, e na construƒ•o de um e-book, que respeite os estilos deaprendizagem dos alunos, temos um trabalho mediado pelos pr‚prios alunos, por serem eles osagentes dessa construƒ•o, essa mediaƒ•o para GASPARIN (2007) apud CARDOSO eTOSCANO (2011) “implica, portanto, em releitura, reinterpretaƒ•o e ressignificaƒ•o doconhecimento”, uma vez que o grupo que evolvido nessa atividade e composto por estudantes do3Œ ano do curso de Educaƒ•o Visual, e o e-book em causa vai conter conte•dos do 1Œ ano, j† vistopor eles. Na construƒ•o do e-book, € necess†ria a interaƒ•o do sujeito com o outro atrav€s designos, e de novas formas de olhar o processo de ensino e aprendizagem.VYGOTSKY (1987), MOYSES (1994) apud CARDOSO e TOSCANO (2011) ressalta que:Ao contr†rio do conhecimento espontŽneo, o que se aprende na escola € (ou deveria ser)hierarquicamente sistematizado e exige, para ser compreendido, que sejaintencionalmente trabalhado num processo de interaƒ•o professor/aluno. Mas insistimos:tal aprendizagem s‚ ir† ocorrer se quem ensina souber conduzir o processo na direƒ•odesejada, o que implica reconstruƒ•o do saber.Numa Ac•o pedag‚gica, isto €, no processo de mediaƒ•o pedag‚gica o professor exerce o “seupapel de mediador de conhecimento, propondo indagaƒ‹es, questionamentos e desafios por meiode uma pr†tica contextualizada rumo a uma aprendizagem signigicativa”, idem (2011). Havendode certo modo a uma clara perspetiva de agrupar os estudantes para a construƒ•o de um e-book, aescola/univerdidade vem como um espaƒo adequando para essa tarefa, onde esta “tentariafornecer ao aluno uma formaƒ•o cientifica, a partir dos conhecimentos formais, que
    • possibilitasse a ele condiƒ‹es para interferir na sociedade como agente transformador” idem(2011).O trabalho em curso leva nos apensar numa aprendizagem colaborativa, tendo como base asdiversas formas de ser de um indivŠduo, pois este € um ser diferente um do outro, e um “ensinodiferenciado proporciona diferentes formas de aprender conte•dos, processar ou entenderdiferentes ideias e desenvolver soluƒ‹es de modo que cada aluno possa ter uma aprendizagemeficaz”, TOMLINSON (2008, p.13).Nesse processo e necess†rio favorecer o modo de interaƒ•o entre o mundo interior e o exterior dosujeito de forma que este possa desenvolver e ampliar suas capacidades. Sendo a tarefa doprofessor, propositar as atividades que agreguem diferentes instrumentos, saberes culturais eespaƒos que ofereƒam uma possibilidade de um maior desenvolvimento humano. E nestaprespecitva que a mediaƒ•o pedag‚gica deve tentar “aproximar do nŠvel de desenvolvimento doaluno para com o ensino desencadeando um percurso que o torne capaz de promover umareorganizaƒ•o de seus pr‚prios processos mentais” CARDOSO e TOSCANO (2011).E com construƒ•o do e-book, procura se dotar os alunos de novas formas de perceber a educaƒ•o,um espaƒo de construƒ•o de novos saberes.3. Estilo de AprendizagemA forma individual da percepƒ•o do mundo determina em grande parte, as tend…nciaspredominantes para uma aprendizagem, e o estilo que cada indivŠduo utiliza frequentemente paraaprender, desse modo segundo VILA e SANTANDER (2003) “cada pessoa tem uma formadiferente de aprender” essa forma de aprender e que chamamos de estilos de aprendizagem, ondetemos varias estudos feitos para o presente trabalho destacaram o de ALONSO e GALLEGO(2002), que trazem quatro estilos, classificando em: Activo (A), Reflexivo (R), Teórico (T) ePragmático (P), e trazendo a reboque ‰ classificaƒ•o do VAK trazido por MARKOVA (2000)apud SANTOS e GROSSI (2011) este traz seis padr‹es diferentes de aprendizagem, que s•o acombinaƒ•o dos tr…s: Visual - V (o processo de aprendizagem e optimizado pela observaƒ•o,olhando, recorrendo com muita facilidade detalhes visuais), Auditivo - A (o processo deaprendizagem é optimizado se se basear em: instruções vervais, leitura, debates apresentaçõesorais, programas de televisão e de radio, musicas, jogos verbais, paráfrases, repetições,concursos em que o aluno soletra palavras, cassetes áudio, gravações áudio de livros,dramatizações criativas, abordagens fonéticas, dramatizações de diálogos, poesia e versos), e
    • Kinest€sica – K (os alunos aprendem atrav€s da actividades pr†ticas e necessitam de estarfisicamente envolvidos em projectos e actividades, recorrerem a actividades que solicitem o seuenvolvimento directo e que impliquem fazer e tocar), para a primeira classificaƒ•o, temos comoideia de Alonso e Gallego, que aprendizagem e o comportamento emergem de uma interaƒ•oentre o ambiente, a experi…ncia pr€via e o conhecimento do aluno, e o modelo VAK doMARKOVA, “explica que cada pessoa tem a sua pr‚pria genialidade e descobrir a sua € a chavedo sucesso para uma aprendizagem mais r†pida e melhor”, SANTOS e GROSSI (2011), tendocomo base a criaƒ•o de grupos de trabalhar conhecer os estilos de aprendizagem de cada membrotorna se uma tarefa do professor que com cada um vai trabalhar, deste modo saber† atribuir acada grupo uma atividade de modo a fazer emergir uma nova forma de perceber a aprendizagem.“Os estilos de aprendizagem afectam a nossa forma de pensar, a maneira como nos comportamose como abordamos a aprendizagem, assim como a nossa forma de processar a informaƒ•o”TOMLINSON (2008), o estilo de aprendizagem traduz-se num conjunto de caracterŠsticaspessoas biol‚gicas e desenvolvimentalmente estabelecidas, idem (2008), assim sendo agrupou-seos estilos segundo ALONSO e GALLEGO bem como MARKOVA, onde temos quatro e tr…sestilos respectivamente, j† referidos.Como forma de atingir o objetivo do seu estudo v†rios modelos de question†rios s•o elaboradose testados, isso tamb€m aconteceu com o Alonso e Gallego, e MARKOVA (modelo VAK),tendo um question†rio que € uma ferramenta com o objectivo de aumentar a compreens•o dosestilos de aprendizagem para que os diferentes agentes formativos possam implementardiferentes modalidades nas actividades de aprendizagem.4. Ferramenta para Identificação de Estilos de AprendizagemPara uma melhor organizaƒ•o e recolha de dados, foram usados dois question†rios, comoferramentas para a identificaƒ•o de estilos de aprendizagem, sendo que o primeiro question†riofoi de Denise Murphy e Beth Ann Potter, tirado do TOMLINSON (2008), este contem desaseis(16) quest‹es, que tinham como base a teoria de Alonso e Galego, estes traze nos quatro estilosde aprendizagem, que s•o Ativo, Te‚rico, Reflexivo e Pragm†tico, para o seu preenchimento,este €, feito respeitando a uma quest•o podendo a pessoa dizer se concorda com a quest•o oun•o, isto €, sim ou n•o, para diagnosticar o estilo de aprendizagem foi realizado um crit€rio dedistribuiƒ•o entre as perguntas no question†rio. Onde foram inseridas 4 quest•o correspondente a
    • cada dimens•o ou melhor a cada estilo de aprendizagem integrante dos modelos propostos pelosautores pesquisados. (Ver o anexo 1)O segundo question†rio traz o estilo estudado pelo te‚rico MARKOVA que traz tr…s estilos deaprendizagem sendo estes o estilo Visual, Auditivo e Kinest€sica, tirando do sitehttp://www.galeon.com/aprenderaaprender/vak/vakest.htm, na sua vers•o em espanhol etraduzido para portugu…s, onde o question†rio € composto por seis (6) quest‹es compostas, poruma quest•o e tr…s alternativas de resposta onde cada uma representa um estilo de aprendizagem,o usu†rio do question†rio devera escolher uma das alternativas que corresponde a cada tipo deaprendizagem conforme o proposto nele (ver o anexo 2). Foi determinado que a pontuaƒ•o decada item correspondesse a 1. A pontuaƒ•o resultante do estilo de aprendizagem do usu†rio emcada estilo € obtida pelo somat‚rio dos n•meros que revelam as suas respostas na totalidade dositens relacionados a cada estilo. Para visualizar o nŠvel de prefer…ncia de cada aluno nosrespectivos estilos de aprendizagem foi realizado um somat‚rio das pontuaƒ‹es obtidas,totalizando uma m€dia.Todos os question†rios apresentam um conjunto de quest‹es que correspondente as estilos deaprendizagem em causa, registrando assim o nŠvel de prefer…ncia em cada um dos estilosreferidos. Esses question†rios t…m como funƒ•o identificar o estilo de aprendizagempredominante do aluno, relacionado, as dimens‹es j† citadas na seƒ•o anterior.5. Construção de Grupos de trabalho na sala de aulaDesde o nascimento que o ser humano est† marcado e marca a sociedade em que se encontrainserido. Quando nascemos estamos em interaƒ•o com os outros e o comportamento individualde cada um € influenciado pelo contexto social. Na vida em sociedade o ser humano €integrado em grupos, que para FERREIRA, NEVES, ABREU e CAETANO (1996) apudRODRIGUES (2004) € “conjunto de pessoas que interagem partilhando uma determinadafinalidade e que em resultado disso desenvolvem um conjunto de normas e valores partilhadosque estruturam a sua acƒ•o colectiva e adquirem consci…ncia de si pr‚prios como membros dogrupo” e uma outra definiƒ•o grupo “€ uma colecƒ•o de indivŠduos que se percebem comomembros de uma mesma categoria social, que partilham algum envolvimento emocional nestesentido de pertenƒa e no grau de consenso social, assim como acerca da evoluƒ•o do seu grupo eda sua pertenƒa a ele” TAJFEL e TURNER (1986) apud RODRIGUES (2004). Deste modo, paraque haja grupo, € necess†rio que se estabeleƒam inteiraƒ‹es entre os membros do conjunto, onde
    • os seus comportamentos tenham uma preponderŽncia recŠproca. • tamb€m necess†rio que estegrupo tenha uma estrutura definida, mantendo a estrutura mesmo quando os seus membros n•oest•o reunidos.Neste estudo, consideramos um grupo como um conjunto de pessoas, que buscam atingir metas eobjectivos comuns e as pessoas, conhece-se e tenha uma frequente inteiraƒ•o, dinŽmica entreelas. Mantendo uma coes•o, a comunicaƒ•o, o status, o papel, e as normas sociais dentro domesmo.Havendo uma clara necessidade de coes•o, podem ser diversos os aspectos que levam oindivŠduo a sentir alguma afinidade em relaƒ•o a certo grupo, nomeadamente o facto de severificar uma atraƒ•o pessoal entre os membros do grupo, ou uma atraƒ•o pela tarefa adesempenhar. Sendo a, atrac•o, para esta atividade, o facto destes, fazerem parte de um grupo detrabalho composto por estudantes da mesa faculdade e, tamb€m pertencerem ao mesmo curso. Euma das formas de vermos essa coes•o e na sala de aula, podendo tamb€m manter-se como j†havia sido referenciado fora da mesma.6. Procedimentos MetodológicosO objetivo desta pesquisa foi possibilitar diretrizes para o uso dos question†rios que aferem osestilos de aprendizagem dos alunos na criaƒ•o de grupos de trabalho na sala de aula, utilizandocomo referencial os question†rios tirados em manuais e Internet, para aferir com j† referido osestilos de aprendizagem. Dos objetivos especŠficos ao objetivo geral foram: usar question†riospara aferir os estilos de aprendizagem dos estudantes na construƒ•o de um livro eletr‚nico,realizar uma an†lise a partir do perfil de casa estudante para caracterizar os elementos que podemfazer parte de um determinado grupo. Nossa hip‚tese foi a de que os grupos compostos segundoo seu perfil/estilo de aprendizagem s•o mas dinŽmicos e possuem caracterŠsticas que possibilitamao processo de ensino e aprendizagem e novas formas de apreens•o das informaƒ‹es edesenvolvimento de compet…ncias e habilidades.Acredita-se que aplicando question†rios para saber-se dos estilos de aprendizagem dos alunospodem ser utilizadas como referenciais nas pr†ticas pedag‚gicas e estrat€gias de ensinoaprendizagem no espaƒo compreendido como referencia para as actividades educacionais.Inicialmente, desenvolveu-se uma pesquisa explorat‚ria, que visava “proporcionar maiorfamiliaridade com o problema em estudo, com vista a torna-lo explicito ou construir as hip‚tese”REIS (2010 p.62), visto que esta pesquisa da a possibilidade do pesquisador estar em contacto
    • com a situaƒ•o real, baseando-se na observaƒ•o, para concretizar ideias sobre a tem†tica a serpesquisado. Em seguida, os estudos bibliogr†ficos sobre os temas entornam, da pesquisa comliteraturas de v†rios domŠnios.A metodologia de pesquisa educacional utilizada na pesquisa tem uma abordagem, quantitativaaliada a em alguns casos a analise na abordagem qualitativa que viessem a subsidiar o processo,optando-se por uma pesquisa-aƒ•o que demandasse intervenƒ•o e inserƒ•o no grupo pesquisadocom base em THIOLLENT (1998), ou seja, que exige um envolvimento ativo entre ospesquisadores e a aƒ•o dos participantes. Os estudos desenvolvidos para chegar ao trabalhote‚rico, aqui delineado, est•o estruturados a partir das refer…ncias te‚ricos sobre o tema “inquirirdividir para construƒ•o de um e-book atraves do estilo de aprendizagem do aluno”. Os principaisautores utilizados como base para o trabalho foram: ALONSO e GALLEGO; DAWNAMARKOVA (2000), VILA e SANTANDER (2003) VIGOTSKI (2007). PALLOF e PRATT(2002).A pesquisa foi desenvolvida em quatro grandes estudos desenvolvidos sob uma metodologiaquantitativa e qualitativa, tratamento estatŠstico e validaƒ•o de instrumento de pesquisa. Para oefeito foram elaboraƒ•o de dois instrumentos de pesquisa e suas aplicaƒ‹es com base naspesquisas realizadas da teoria dos estilos de aprendizagem; a aplicaƒ•o e comparaƒ•o com oquestion†rio dos estilos de aprendizagem e os estudos te‚ricos sobre o tema.Para asta pesquisa, os instrumentos selecionados foram os question†rios de estilos deaprendizagem – do Denise Murphy e Beth Ann Potter, e o achando no pagina de Internet:http://www.galeon.com/aprenderaaprender/vak/vakest.htm, tendo base a teoria de ALONSO eGALLEGO e MORKOVA. Para a elaboraƒ•o do instrumento de pesquisa, al€m da teoria dosestilos de aprendizagem, tamb€m utilizamos os referenciais sobre criaƒ•o e trabalhos em grupona sala de aula. Todo esse referencial resume-se na compreens•o epistemol‚gica de elementosque influenciam na aprendizagem e na forma de construƒ•o do conhecimento.A pesquisa foi realizada com uma populaƒ•o caracterizada por: estudantes do Curso de Educaƒ•oVisual, ambos os g…neros e com idade entre 21 e 50 anos. A amostra utilizada foi retirada de umuniverso de 100 alunos da Universidade Pedag‚gica Delegaƒ•o de Nampula, o que constitui 25alunos/estudantes do terceiro (3Œ) ano do curso de graduaƒ•o em Educaƒ•o Visual, neste grupofoi aplicado os dois question†rios. Para estudo foram inqueridos 25 pessoas sendo que 24preencheram os question†rios. Tendo como base de c†lculo o estudo a analise estatŠstica onde
    • trabalhou se com as medias dos resultados obtidos visto que o estudo visa criar grupos, para aconstrução de um e-book.7. Resultados - Constituição dos gruposNa vida profissional e social, é preciso saber estar, consultar, questionar, fazer planos,estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, quepodem ser relativamente simples. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades eatribuir responsabilidades na realização de uma tarefa. Na escola/universidade, atividades emgrupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas issofrequentemente esbarra em alguns obstáculos como a querer uma qualificação rápida sem olharpara alguns aspectos pedagogicos.Neste trabalho, foi feito um experiencia, aplicando um questionário para aferir os estilos deaprendizagem, como forma de agrupar os estudantes para uma tarefa especifica que é aconstrução de um e-book (livro eletrónico).Para esta tarefa foi aplicando dois questionários, que tinha como base aferir os estilos deaprendizagem, e como já havíamos referido, usou se a teoria do ALONSO e GALEGO, numprimeiro questionário e no segundo usou se um questionário que tinha a base da teoria doMARKOVA.No primeiro questionário que é na base da teoria de ALONSO e GALEGO, foram inqueridos 25estudantes sendo que 24 preencheram o mesmo, onde tivemos resultados parciais como: para oestilo Ativo temos 8%, para o reflexivo temos 28%, para teórico é de 32%, e para estilospragmático 24%, fazendo uma análise dos resultados, combinado o numero de reposta dadospelos inqueridos tivemos, RPAT (Reflexivo, Pragmático, Activo e Teórico), RTPA (Reflexivo,Teórico, Activo e Pragmático), RTP (Reflexivo, Teórico e Activo), PRTA (Pragmático,Reflexivo, Teórico e Activo), TPRA (Teórico, Pragmático, Reflexivo e Activo), PRAT(Pragmático, Reflexivo, Activo e Teórico), RTAP (Reflexivo, Teórico, Activo e Pragmático),ARTP (Activo, Reflexivo, Teórico e Pragmático), nesta organização em que foi feita de modo apodem aferir a organização dos estilos de aprendizagem tivemos como base o estilo que mais epredominante nos estudantes do curso,Para uma melhor compressão nessa organização é de notar que o estilo de aprendizagem teórico,e o mais predominante nos estudantes, seguido do estilo reflexivo, mas na combinação dos
    • estilos temos o estilo reflexivo, sendo estilos ativo o menos notável da classificação doALONSO e GALEGO.Quando entramos nos estilos da teoria do MARKOVA, tivemos um total de 25 alunos inquiridossendo que os resultados parciais foram o estilo auditivo como o mais predominante, tendo comopercentagem 76%, auditivo e o estilo visual 12% e estilo Kinestésica 4%. Fazendo umacombinação dos estilos de aprendizagem tendo a teoria do MARKOVA temos: AV (Auditivo eVisual), AKV (Auditivo, Kinestésica e Visual) AVK (Auditivo, Visual e Kenestésica), AK(Auditivo e Kenestésica), VAK (Visual, Auditivo e Kenestésica) e VA (Visual e Auditivo),sendo que a combinação dos estilos desta teoria deu-nos como resultados, o estilo AVK com amaior percentagem (34,78%), AV tem 26% e AKV é de 21,74%. Havendo mais combinaçãocom percentagem baixa (VA e AK).É de notar que a combinação dos estilos mais notável da teoria de ALONSO e GALEGO com ateoria de MARKOVA notou-se que a maioria dos que tem como base o estilo Auditivo sãotambém do estilo reflexivo, havendo também focos de estudantes que tem o estilo auditivocombinado com o estilo teórico e o estilo visual combina com os estilos pragmático e reflexivo.No que diz respeito a construção dos grupos foi feito o inquérito e depois a analise dos resultadosdos mesmo, o grupo sendo este um conjunto de pessoas com as mesmas características, ou queprocuram trabalhar com o mesmo objetivo temos. Fora criados três grupos de trabalhorespeitando os estilos de aprendizagem da teoria do MARKOVA, que são classificados emVisual, Auditivo e Kenestésico, onde os estudantes foram colocados de uma forma a combinar osestilos num total de 8 membros por cada grupo. Estes grupos são compostos de estudantes dediferentes idades, e todos são de género masculino pelo facto da turma escolhida para atividadenão conter nenhuma mulher.8. CONSIDERAÇÕES FINAISPretendeu-se neste trabalho proporcionar, de forma sintética, mas objetiva e estruturante, umafamiliarização com os principais cuidados a ter na criação de grupos de trabalhos em sala deaula. Para satisfazer este objetivo, optou-se por uma descrição sequencial os resultados obtidoscom aplicação dos questionários para aferir os estilos de aprendizagem dos estudantes onde, nosmesmos, optou se pelas teorias de ALONSO, GALLEGO e MARKOVA.O resultado obtido satisfaz os requisitos, de objetividade e pequena dimensão que pretendiaatingir. Ele também constituirá um auxiliar útil, de referência frequente para que o leitor pretenda
    • construir/cria os grupos usando o mesmo modelo de pesquisa, dando a compet…ncia na forma dean†lise dos estilos de aprendizagem.• de notar, todavia, que ningu€m se pode considerar perfeito neste tipo de tarefa. E tamb€mdizer que este trabalho e experimental, visto que visa criar grupos de trabalhos na sala de aula,para a construƒ•o de um e-book que respeite os estilos de aprendizagem de cada aluno. Poisestamos conscientes de que existem, varias outras formas de compor grupos em sala de aula.Referencial BibliográficoTest De Sistema De Representacion Favorito, 2013. DisponŠvel em:http://www.galeon.com/aprenderaaprender/vak/vakest.htm, acessado 20 - Marƒo -BARROS, Daniela Melar€ Vieira. Estilos de uso do espaƒo virtual: Como se aprende e se ensinano virtual. Inter-Ação: Rev. Fac. Educ. UFG, 34, 51-74, 2009CARDOSO, Leila Aparecida Assolari e TOSCANO, Carlos, A mediaƒ•o pedag‚gica na sala deaula: o papel do professor na construƒ•o do conhecimento. EDUCERE, 10, 13466 – 13475,2011PALLOFF Rena M. e Keith, Construindo Comunidades de Aprendizagem no Ciberespaƒo. S•oPaulo. Editora Artimed, 2002REIS, Felipa Lopes dos. Como elaborar uma dissertaƒ•o de mestrado segundo Bolonha. Lisboa.Pactor Editora, 2010RIEF, Sandra F. e HEIMBURGE, Julie A. Como ensinar todos os alunos na sala de aulainclusiva. Colecƒ•o Educaƒ•o Especial. Porto. Porto Editora, 2000.RODRIGUES, Anabela Santos .A definiƒ•o do conceito de grupo e suas implicaƒ‹esno funcionamento do sistema. O caso das Equipas Cir•rgicas, 2004, Tese DisponŠvel em:http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/22788, acessado 26 - Abril - 2013SANTOS, Ademir Jos€ & GROSSI, M†rcia Gorett Ribeiro. As contribuiƒ‹es de Paulo Freire eHoward Gardner e das novas tecnologias na Educaƒ•o, 2011, Artigo DisponŠvel em:www.isapg.com.br/2011/ciepg/download.php?id=120, acessado 10-Abril-2013.THIOLLENT, M. J. M., Metodologia da Pesquisa-Aƒ•o. Cortez Editora, 8. ed. S•o Paulo,1998TOMLINSON, Carol Ann. Diferenciaƒ•o pedag‚gica diversidade. Porto. Porto Editora, 2008.VIGOTSKI, L. S. A formaƒ•o social da mente, Desenvolvimento dos processos psicol‚gicossuperiores. (7• Ed.). Martins Fontes Editora, 2007