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  • 1. FUNDAÇÃO ESCOLA TÉCNICA LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA NOVO HAMBURGO - RS MANUAL DE ORIENTAÇÕES PARA PROJETOS DE PESQUISA DALVA INÊS DE SOUZA DEISE MARGÔ MÜLLER MARIA ANGÉLICA THIELE FRACASSI SOLANGE BIANCO BORGES ROMEIRO Novo Hamburgo, 2012.
  • 2. 2É permitida a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, desde que citada a fonte. Seja ético.
  • 3. 3 SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO ........................................................................................................52 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA.......................................................................62.1 Pesquisar é... ............................................................................................................62.2 Motivação para a pesquisa......................................................................................72.3 Escolha do orientador..............................................................................................82.4 Caderno de campo ...................................................................................................92.5 Pasta de documentos ............................................................................................103 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA .............................................................................113.1 Classificação da pesquisa com relação ao objeto ..............................................123.1.1 Pesquisa científica ................................................................................................123.1.2 Pesquisa tecnológica (desenvolvimento experimental/engenharia) ......................133.2 Classificação da pesquisa com relação à forma de abordagem........................143.3 Classificação da pesquisa quanto aos objetivos ................................................153.4 Classificação da pesquisa conforme os procedimentos técnicos ....................153.5 Classificação da pesquisa quanto ao local de realização ..................................174 ETAPAS DE UMA PESQUISA ...................................................................................204.1 Discussão da idéia e escolha do tema .................................................................204.2 Plano de pesquisa ..................................................................................................224.2.1 Justificativa............................................................................................................234.2.2 Problema ...............................................................................................................234.2.3 Hipótese ................................................................................................................274.2.4 Objetivos ...............................................................................................................284.2.5 Revisão de literatura .............................................................................................284.2.6 Metodologia...........................................................................................................294.2.7 Cronograma ..........................................................................................................294.2.8 Recursos ...............................................................................................................304.2.9 Análise e avaliação dos resultados .......................................................................304.2.10 Referências .........................................................................................................304.2.11. Apêndices e anexos ...........................................................................................314.3 Conselhos de revisão ............................................................................................314.3.1 Conselho de Revisão Institucional (CRI) ou Comitê de Ética Institucional ............314.3.2 Comitê de Revisão Científico (CRC) .....................................................................334.4 Execução do projeto ..............................................................................................344.5 Elaboração do relatório .........................................................................................344.5.1 Estrutura do relatório .............................................................................................344.5.2 Resumo .................................................................................................................364.5.3 Desenvolvimento...................................................................................................384.6 Divulgação ..............................................................................................................394.6.1 Artigo Científico .....................................................................................................394.6.2 Participação em eventos científicos ......................................................................404.6.2.1 Apresentação visual (pôster, banner, estande) ..................................................414.6.2.2 Apresentação oral ..............................................................................................41REFERÊNCIAS..............................................................................................................43APÊNDICES ..................................................................................................................47
  • 4. 4APÊNDICE A – Exemplos de roteiros de projetos científicos e tecnológicos ........48ANEXOS ........................................................................................................................54ANEXO A – Exemplos de roteiros para projetos de pesquisa .................................55ANEXO B – Verbos usados para objetivos ................................................................57ANEXO C – Estrutura de relatório – sugerido pela Mostratec .................................61ANEXO D – Exemplo de resumo de projeto científico e de projeto tecnológico....63ANEXO E – Formatação de apresentação de relatório .............................................66
  • 5. 51 APRESENTAÇÃO Este manual foi escrito a partir da experiência em orientação e organização dosprocessos de pesquisa que, ao longo do tempo, tem sido feito na Fundação Liberato.Para a redação deste texto, foram consultados e observados diversos trabalhosdesenvolvidos na escola, cruzando estes dados com as afirmações feitas pelos autoresde Metodologia Científica. Para a coleta destes dados contamos com o apoio do Núcleo de Educação,Cultura, Ciência e Tecnologia da Fundação Liberato, com a colaboração de colegas detodos os cursos, das mais variadas áreas e também de servidores que contribuíram deuma forma ou de outra para a escrita deste manual, a esses colabores o mais sinceroagradecimento. O objetivo deste manual é disponibilizar subsídios aos professores e alunosinteressados em conhecer e aplicar a metodologia científica. Aqui reunidas estãosugestões e orientações para elaboração de projetos de pesquisa, relatórios, cadernosde campo e trabalhos científicos em geral. O desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica aliada à metodologiade ensino possibilita ao aluno a autoaprendizagem, motivando-o e integrando-o nasociedade com autonomia e conhecimento, desenvolvendo habilidades que lhepossibilitem posicionar-se frente a situações adversas e na busca da realização de seusobjetivos pessoais, profissionais e coletivos. Fica evidente que, devido à complexidade das diferentes metodologiasenvolvidas nas pesquisas que podem ser realizadas, este manual não se esgota por sipróprio. Sugerimos a consulta em literatura complementar, como a que consta nasreferências deste material, entre outras, para maior esclarecimento.
  • 6. 62 NOÇÕES GERAIS SOBRE PESQUISA Cada vez mais os alunos do ensino médio têm sido incentivados a refletiremsobre os problemas e necessidades de seu cotidiano e buscarem soluções de formacientífica e confiável. Esta prática exige um exercício de investigação, planejamento eexecução.2.1 Pesquisar é... Do dicionário retiramos que pesquisar é o ato de informar-se acerca de, inquirir,indagar, investigar, esquadrinhar (FERREIRA,2008). No uso cotidiano percebemos a aplicação deste termo em diversas situações:pesquisa eleitoral, pesquisa de preço, pesquisa de opinião e tantas outras. Quando falamos de pesquisa escolar estamos acostumados a ver diversostrabalhos que reúnem uma quantidade de informações, algumas vezes essasinformações são cópias de textos, o tão chamado Ctrl+C - Ctrl+V, ou resumos de váriostextos. Podemos dizer que este é o primeiro contato que todo o estudante tem com apesquisa nos primeiros anos escolares. A intenção deste manual é aprofundar este atode inquirir, indagar, acrescentando a ele o conceito de científico. Científico é o ato relativo à ciência ou que tem o rigor da ciência. Sobre ciência oAurélio diz que é “1. Conjunto metódico de conhecimentos obtidos mediante aobservação e experiência. 2. Saber e habilidades que se adquire para o bomdesempenho de certas atividades. 3. Informação, conhecimento” (FERREIRA, 2008,p.145). Ao unirmos os dois termos, vamos estabelecer um novo conceito: pesquisacientífica, que é uma forma sistemática da aplicação do método científico. O objetivofundamental é pesquisar e descobrir respostas para problemas através do emprego deprocedimentos científicos. Pesquisa Científica é um conjunto de ações propostas para encontrar a soluçãopara um problema que tem por base procedimentos racionais e sistemáticos. Apesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações parasolucioná-lo.
  • 7. 7 Os atos sistemáticos e racionais a que nos referimos são também chamados demétodos ou metodologia científica. A pesquisa científica é aquela que se propõe àadoção de métodos científicos para a solução de um problema, seja ele da ordem deaprofundamento de uma área de conhecimento ou a aplicação de um conhecimento nacriação de um novo produto. A pesquisa científica serve a vários fins. É aplicada para descobertas científicasimportantes como a solução de vários problemas da humanidade, tratamento dedoenças, soluções para o meio ambiente, sempre buscando novos conhecimentos quemelhorem a qualidade de vida dos seres humanos. Ela também é utilizada na educaçãocomo uma forma didática para o desenvolvimento de várias competências essenciaisao aprendizado do estudante.2.2 Motivação para a pesquisa A motivação para fazermos uma pesquisa pode ser, como quase sempre o é naprimeira vez, para o mero cumprimento de uma exigência escolar. Nesse caso valemalguns conselhos: fazer pesquisa envolve estudar muito, ler mais ainda e dedicar-se aoassunto. Sendo um trabalho escolar, facilitará em muito o processo, se ao buscar umproblema a ser respondido, esse seja um tema de interesse do estudante. Como afirmaCauduro: Como pesquisador, estar dentro do contexto, viver o que se busca é metade do caminho. É claro que, muitas vezes, dá trabalho, é cansativo, parece não ter fim, dá vontade de desistir, etc. O segredo, para evitar que isso aconteça ou que se assuma proporções imprevistas, está em escolher o tema de seu interesse e conseguir especifícá-lo; focalizar bem o que se deseja descobrir; formular as perguntas corretas; usar uma metodologia adequada ao problema de investigação; vigiar sempre o objetivo a ser alcançado (CAUDURO, 2004, p.19). Fazer pesquisa nos impõe algumas escolhas iniciais que são de sumaimportância para o desenvolvimento do processo. Escolher o tema adequado, verificaro tempo que se tem para fazer a pesquisa, qual a motivação: cumprir uma exigência
  • 8. 8curricular, participar de alguma feira, fazer uma pesquisa institucional, etc. Todas essasquestões precisam ser levantadas e estudadas antes do início da pesquisa.2.3 Escolha do orientador Uma questão de suma importância para a pesquisa é a escolha do orientador.Toda a pesquisa, que estiver ligada a uma instituição de ensino, terá a presença de umorientador, este professor deverá estar habilitado e capacitado a orientar todo oprocesso de pesquisa. O orientador é alguém que vai auxiliar na aplicação do método durante apesquisa, é quem pode fornecer apoio emocional, fazendo encaminhamentos, dandosugestões e suporte nos momentos de cansaço e angústias inerentes ao processo depesquisa. O orientador fornece suporte, ele é corresponsável pelo trabalho. No processo de pesquisa pode aparecer a figura do coorientador, o responsávelpor complementar a orientação, principalmente nos casos em que o assuntopesquisado envolver mais que uma área de conhecimento pode-se optar por umcoorientador que complemente a área que falta. Ao optar pela escolha de um co-orientador sempre converse antes com o orientador para que não haja conflitos deinteresses. O quadro 1 fornece algumas dicas para escolha do orientador. Confira as regrasda sua escola para a escolha do mesmo.
  • 9. 9 Quadro 1 - Dicas para a escolha do orientador  Priorize orientadores com interesse no assunto a ser pesquisado e na modalidade do projeto para que a orientação não seja superficial.  Verifique a disponibilidade do orientador. Caso ele esteja orientando mais de seis projetos, opte por outro com mais tempo.  Converse informalmente com os possíveis candidatos a orientador para saber de seus interesses e disponibilidade.  Escolha um orientador com quem tenha empatia.  Procure estudantes que já tenham sido orientados pelo professor escolhido e verifique se suas características são compatíveis com seus interesses.  Caso haja problemas na orientação no decorrer do processo, estude a possibilidade de substituição. Fonte: quadro adaptado de Baroni (2009).2.4 Caderno de campo O projeto, ao ser pensado, escrito, executado, deve ter todos os registrosdescritos no caderno de campo ou também chamado de diário de bordo. O caderno de campo é um instrumento indispensável para o êxito e credibilidadede uma pesquisa científica. No caderno de campo, deve conter o registro detalhado dasinformações, observações, bem como as reflexões que surgem durante toda apesquisa. É a forma de registro diário de tudo que diz respeito ao assunto pesquisado:datas, dados de bibliografias consultadas, endereços, transcrições sintéticas de livros,revistas, visitas, conversas mantidas com pesquisadores, pareceres do orientador, etc. Ele ajuda a criar o hábito de escrever e observar com atenção, descrever comprecisão e refletir sobre os acontecimentos que envolvem a pesquisa científica. O orientador deve vistoriar periodicamente o caderno para apontar odirecionamento da pesquisa. Formulários, fotos, materiais coletados devem ser citados no caderno earquivados na pasta de documentos. Evite colagens.
  • 10. 10 Todas as anotações devem ser escritas a caneta, evitando espaços vazios esempre colocando a data e título nos registros de cada dia de trabalho. Jamaisarranque as folhas ou apague algum registro. Se ocorrer algum engano, é melhorapenas anular com um traço ou fazer uma observação para desconsiderar aqueleregistro. O caderno deve ser de capa dura sem espiral, com todas as páginas numeradas.O caderno deve conter: folha de rosto contendo nome da escola, título do projeto,nome(s) do(s) aluno(s), nome do orientador, cidade e ano da pesquisa; o registrodetalhado e preciso dos fatos, dos passos, as descobertas e das novas indagações; oregistro das datas e locais das investigações; o registro dos testes e resultadosalcançados; as entrevistas conduzidas, a tabulação de questionários aplicados, etc.2.5 Pasta de documentos A pasta de documentos, tipo arquivo, com folhas plásticas individualizadas, podeconter recortes, cópias, periódicos, textos impressos, fotos, catálogos e todo e qualquerdocumento que esteja relacionado com o projeto. A pasta deve ser organizada deforma cronológica, conforme o andamento do projeto. É interessante que haja umaconexão entre o caderno de campo, a pasta e o relatório. Depois de escolhido o assunto a ser pesquisado e o orientador, depois de avaliaro tempo disponível para a realização da pesquisa, de adquirir o caderno de campo, vema etapa de definir qual o tipo de metodologia mais adequada para pesquisar o assuntoescolhido. A adoção da metodologia mais adequada varia conforme o tipo de pesquisaa ser feita. Em seguida, passamos a uma descrição das classificações da pesquisa,conforme diversos autores que escrevem sobre o tema.
  • 11. 113 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA Antes de se classificar a pesquisa, é interessante verificar o conceito de pesquisasob a ótica de instituições que financiam pesquisa no País. Conforme Longo (1996)apud FINEP 1 (2010?), a pesquisa pode ser considerada como a aquisição de novosconhecimentos, geralmente envolvendo experimentação e, também, atividades quepoderiam ser denominadas de censo, levantamento de dados ou coleta de informações.Cada tipo de pesquisa tem um porquê e para cada tipo existem certas etapasespecíficas que devem ser seguidas. A pesquisa pode ser classificada segundo vários critérios. Na parte dametodologia de qualquer projeto ou no relatório, é essencial descrever que tipo depesquisa que você fará (projeto) ou que já fez (relatório), bem como os critérios queusará (projeto) ou já usou (relatório). Aqui trataremos da classificação da pesquisa edos critérios usados para tal. Para a realização de uma pesquisa, é preciso fazer um planejamento, o plano,ou seja, o projeto. De acordo com o sistema de indexadores da FINEP (1994 - apudFINEP, 2010?), “projeto é a atividade ou conjunto coordenado de atividades dirigidaspara alcançar objetivos explícitos e justificados, segundo uma metodologia definida eempregando recursos humanos e materiais, durante certo período de tempo”. Alguns autores e algumas feiras de ciências e tecnologia do País classificam apesquisa quanto ao tipo de projeto. Valeriano (1998), por exemplo, classifica a pesquisaem: projetos de pesquisa científica, projetos de desenvolvimento e projetos deengenharia. Outros autores têm outra nomenclatura de classificação e usam outrosparâmetros. Longo (1996 - apud FINEP, 2010?) classifica a pesquisa em três categorias:pesquisa básica, pesquisa aplicada e pesquisa de desenvolvimento experimental. Fazendo-se alguma adaptação de Valeriano (1998), Gil (2002), Bervian (2002),juntando conceitos de Jung (2003, 2004, 2010), e FINEP (2010?), temos que a1 FINEP - Empresa pública financiadora de estudos e pesquisa do Brasil, ligada ao Ministério de Ciênciae Tecnologia.
  • 12. 12pesquisa pode ser classificada com relação: ao objeto, aos objetivos, à forma deabordagem, ao delineamento e ao local.3.1 Classificação da pesquisa com relação ao objeto Existe a necessidade de fazer uma distinção entre objeto e objetivo. O objeto dizo quê quer fazer, enquanto que o objetivo diz para que quer fazer. Exemplos: - objeto: Construir um protótipo de uma cadeira de rodas para paraplégicos debaixo custo; - objetivo: Tornar a cadeira de rodas acessível à população de baixa renda. Por objeto entende-se o que vai fazer na pesquisa: construir um protótipo deuma cadeira de rodas com melhor design, ou de uma cadeira de rodas mais barata queseja mais barata que as existentes no mercado, ou construir um software interativo douso de ferramentas na área da mecânica, ou fazer um levantamento sobre o tipo depássaros, ou a elaborar uma monografia sobre a mandioca no Brasil, etc. Na escrita doobjetivo é comum ter objeto e objetivo na mesma frase. Ex: Construir uma cadeira derodas a fim de torná-la acessível à população de baixa renda. Em função do objeto podemos definir a área do projeto e classificá-lo empesquisa científica ou pesquisa tecnológica.3.1.1 Pesquisa científica Usa o método científico, um conjunto de etapas que emprega a metodologiacientífica, “um conjunto de técnicas e processos utilizados pela ciência para formular eresolver problemas de aquisição objetiva do conhecimento de maneira sistemática“(JUNG, 2003). A pesquisa científica pode ser pesquisa básica (ou pura) ou pesquisa aplicada(VALERIANO, 1998):
  • 13. 13 a) pesquisa básica - A OECD 2 (1993 - apud FINEP, 2010?) conceitua a pesquisabásica como: (..) o estudo teórico ou experimental original ou incremental que visa a compreender fatos e fenômenos observáveis, sem ter em vista uso ou aplicação específica imediata e analisar propriedades, estruturas e conexões com vistas a formular e comprovar hipóteses, teorias, etc. (OECD. p.29, 1993) Exemplo de pesquisa científica básica: Por que o elétron gira? Qual é o princípioativo encontrado nas folhas de hortelã? Que mecanismos os pássaros usam para voar? b) pesquisa aplicada – Visa adquirir ou gerar novos conhecimentos, novosprocessos, para a solução imediata de problemas determinados e específicos, comobjetivo prático. Usa a pesquisa básica como suporte para isto. A pesquisa aplicadaoperacionaliza as idéias. Exemplos de projetos de pesquisa científica aplicada: - avaliação do crescimento da alface com a adição de adubo orgânico; - verificação do aproveitamento escolar em função do tempo dedicado à internet em sites de plataformas sociais tipo MSN, Facebook, Twitter, etc; - estudo da degradação ambiental nas áreas ribeirinhas do Rio das Antas, etc.3.1.2 Pesquisa tecnológica (desenvolvimento experimental/engenharia) Na verdade, pesquisa tecnológica é um tipo de pesquisa científica aplicada, sóque visa à materialização de um produto, protótipo, processo, instalação piloto ou umestudo de viabilização desses (adaptado de Valeriano, 1998). “Protótipo é um modelo original representativo de alguma criação nova, do qualtodos os objetos ou utensílios do mesmo tipo são representações ou cópias (...). Édetentor de características essenciais do produto pretendido” OECD (1993, p. 29 –apud FINEP, 2010?).2 OECD - (“Organization for Economic Co-operation and Development”) - Organização para a Cooperação eDesenvolvimento Econômico. A OCDE é um órgão internacional e intergovernamental que reúne os países maisindustrializados, em torno de 30 países e mais de 70 ONGs, com o objetivo de potencializar o crescimentoeconômico e colaborar com o desenvolvimento dos países associados.
  • 14. 14 A pesquisa tecnológica parte de um conhecimento pré-existente e, através dapesquisa e/ou experiência prática, busca a produção de novos materiais, produtos eaparelhagens, novos processos, sistemas e serviços ou aperfeiçoamento de sistemas,processos já existentes.Exemplos de Projetos Tecnológicos (desenvolvimento experimental ou de engenharia):- A construção de um protótipo de uma cadeira de rodas mais econômica;- A construção de uma cadeira de rodas com um design para idosos;- Construção de um carrinho elétrico com uso de energia solar;- Criação de um software de segurança para laboratórios químicos;- Novo processo alternativo de tratamento de efluentes de laticínios. Eventos escolares que mostram projetos de pesquisa de estudantes de nívelmédio e técnico como a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (MOSTRATEC) ea Feira Interna de Ciência e Tecnologia (FEICIT), organizadas pela Fundação EscolaTécnica Liberato Salzano Vieira da Cunha, para efeitos de inscrição, classificam osprojetos como pesquisa científica e pesquisa tecnológica. Estes dois tipos, por sua vez,podem se situar em diversas áreas e subáreas, conforme consta nos documentos parainscrição destas duas feiras. (MOSTRATEC, 2011). Já a Febrace (2011), Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, da Universidadede São Paulo, Escola Politécnica da USP e a Intel-ISEF (2011), International Scienceand Engineering Fair, nos USA no 2012 Student Handbook, para efeitos de inscriçãoclassificam os projetos em projetos de pesquisa científica e de engenharia. Para a Intel-ISEF (2011) tais projetos também são divididos em diversas categorias e subcategorias.3.2 Classificação da pesquisa com relação à forma de abordagem Forma de abordagem refere-se ao tipo de análise e tratamento dos dados. Comrelação à abordagem, a pesquisa pode ser pesquisa qualitativa ou quantitativa: a) pesquisa quantitativa - utiliza-se de parâmetros estatísticos, para analisar osdados. Tudo é transformado em números. Exemplos: - relação entre o número de pessoas gripadas em outubro de 2010 e o númerode pessoas que receberam a vacina contra a gripe neste mesmo ano, na cidade deNovo Hamburgo/RS;
  • 15. 15 - censo escolar do Brasil. b) pesquisa qualitativa - a pesquisa qualitativa usa a subjetividade que não podeser traduzida em números. É mais descritiva. Exemplo: - avaliação de um programa de gestão ambiental para a escola pública.3.3 Classificação da pesquisa quanto aos objetivos Por objetivos entende-se: para que se deseja fazer a pesquisa. Nesse contexto,a pesquisa pode ser exploratória, descritiva e explicativa. a) Pesquisa exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o assunto,com o problema, para maior conhecimento ou para construir hipóteses. Exemplo:pesquisa bibliográfica e pesquisa na internet. b) Pesquisa descritiva: visa identificar e descrever as características dedeterminada população, indivíduo, local, máquina, empresa ou fenômeno ou oestabelecimento de relações entre variáveis. “A pesquisa descritiva observa, registra,analisa e correlaciona fatos e fenômenos (variáveis) sem manipulá-los” (BERVIAN,2002, p.66). Exemplo: levantamento e estudo de campo. c) Pesquisa explicativa: visa explicar, analisar e avaliar os fatores quedeterminam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Aprofunda oconhecimento da realidade. Explica a razão, o “porquê” das coisas. Exemplo: pesquisaexperimental e estudo de caso.3.4 Classificação da pesquisa conforme os procedimentos técnicos Procedimentos técnicos também denominados delineamento são aquelesadotados para fazer a pesquisa. Para Gil (2002), conforme este critério, a pesquisapode ser classificada, dentre outras, em: pesquisa bibliográfica, documental, estudo decaso, estudo de campo, levantamento, quase experimental, experimental, pesquisaação, etc. a) Pesquisa bibliográfica: é a busca sistemática de conhecimento sobre oassunto, do que já existe, o que os diferentes autores já discutiram, propuseram ou
  • 16. 16realizaram. Elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente delivros, artigos de periódicos e, atualmente, com material disponibilizado na Internet. Exemplo: Que tipos de programas de educação ambiental já existem no RS?Como são os procedimentos já usados? Onde ocorrem estes programas? Quais foramos resultados da implantação destes programas? b) Pesquisa documental: é semelhante à pesquisa bibliográfica, porém as fontessão documentos como diários, gravações, memorandos, ofícios, tabelas estatísticas,relatórios que, em geral, não estão a disposição do grande público. Exemplo: dados históricos (que não constam em livros, jornais, etc) sobre acidade FF, aqueles encontrados em museus e acervos particulares de pessoas comofotos da cidade FF. c) Pesquisa experimental: está relacionada a experimentar, gerar inovações,testar materiais, elaborar e formular novos elementos, simular eventos, fazer estudos delaboratório, estudos com protótipos, estudos de amostras criteriosas (JUNG, 2004).Para ser pesquisa experimental, precisa apresentar as “propriedades: (a) manipulaçãodas variáveis; (b) amostragem aleatória; (c)coleta de dados imparcial e controle dasvariáveis pelo pesquisador ”(Gil, 2002, p. 48). Exemplo: verificação prática da relação entre a dureza dos aços e o teor decarbono. d) Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoascujo comportamento se deseja conhecer. Podem ser usados questionários, formulários,ou entrevistas. Pode se tratar de um censo ou usar uma amostra representativa dapopulação. Faz análise quantitativa das respostas. É um tipo de pesquisa bemabrangente, mas não muito profunda. Para a aplicação do questionário não énecessária a presença do pesquisador, pode ser outra pessoa que aplica oquestionário. Exemplo: levantamento sobre o consumismo nas diferentes classes sociais noRS (pode-se usar um questionário). e) Estudo de campo: faz a pesquisa no lugar de origem onde ocorrem osfenômenos. Usa procedimentos de coleta de dados, observações, entrevistas, etc. Émenos abrangente, mas tem maior profundidade.
  • 17. 17 Exemplo: estudo dos pássaros encontrados nos arredores da escola XXX. Opesquisador vai ao local e usa uma ficha de observação sistemática, fotografa, filma,entrevista pessoas, etc. f) Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo a fim de esgotar o assuntorelativo a um indivíduo ou uma família, um grupo de pessoas, uma máquina, umadecisão, um programa, um processo de implantação, a economia de uma determinadaregião ou cidade, um grupo de animais ou só um único animal ou uma única empresa,um grupo de empresas, etc., de maneira que seja permitido um profundo e detalhadoconhecimento. Exemplo: relação entre o tipo de acidentes e o tipo de atividade desenvolvidapelo operador de prensa hidráulica em uma indústria metal-mecânica, da cidade deNH/RS. g) Pesquisa ex-post-facto: é similar à experimental, mas é a partir do fatopassado. Já houve a alteração da variável dependente naturalmente no curso dotempo. O pesquisador não tem controle das variáveis e nem as manipula. O fato jáocorreu e os efeitos estão sendo analisados agora. Exemplo: estudo sobre a incidência de doenças ósseas entre criançasdesnutridas. Escolhe-se um grupo de crianças que já sofreu desnutrição na sua vidadurante a infância e um grupo de crianças que nunca sofreu desnutrição. Em ambos osgrupos avalia-se a incidência de problemas ósseos. h) Pesquisa-ação: quando é concebida e realizada com pesquisa sobre osproblemas que afligem uma comunidade associada com uma ação ou com a resoluçãode um problema do coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos dasituação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo. Exemplo: Programa de reestruturação do bairro X com relação aos seusprincipais problemas existentes. Pesquisadores e comunidade atuam em conjunto paraverificar quais os principais problemas, elaboram um plano e atuam em conjunto pararesolver o problema com mútua colaboração.3.5 Classificação da pesquisa quanto ao local de realização
  • 18. 18 Conforme o local da pesquisa, ela pode ser: pesquisa de laboratório e pesquisaem campo. A pesquisa de laboratório, também chamada in vitro, usa condições artificiaistotalmente manipuladas pelo pesquisador. Ocorre em condições (temperatura, pressão,concentrações, quantidades de substâncias, escolha das amostras a serem analisadas,tempo, equipamentos aferidos, etc) extremamente controladas. Exemplo: estudo dainfluência do pH e da temperatura na atividade hidrolítica da lipase de Pseudomonascepacia empregando a técnica do planejamento experimental. A pesquisa em campo, também chamada in situ, ocorre no próprio local onde oproblema se manifesta. Não há controle efetivo de todas as variáveis. Está sujeita àsvariáveis do próprio local, como as condições climáticas, as condições de higiene, o pHdo solo, etc. O pesquisador não modifica o local, nem as condições ou composição denada, apenas relata as condições que encontra e verifica os efeitos que se manifestamem relação ao problema estudado. Exemplo: estudo do efeito do pH da chuva ácida no solo e o desenvolvimento dabiodiversidade na zona de mineração de carvão, em Criciúma/SC. Cada modalidade de pesquisa tem finalidades específicas e etapas que devemser observadas. Procure maiores informações, por exemplo, na bibliografia indicada aofinal deste manual. O Quadro 2 mostra um resumo de classificação da pesquisa, com os principaistipos.
  • 19. 19 Quadro 2 - Classificação da pesquisa 1.NATUREZA DO OBJETO 3. OBJETIVO 4. DELINEAMENTO 5.LOCAL Bibliográfica I Pesquisa n Pesquisa Básica científica Exploratória Documental I v Pesquisa n Levantamento i Aplicada t s r Estudo de campo i Pesquisa Tecnológica Descritiva o t u Estudo de caso o 2. FORMA DE u o ABORDAGEM Experimental u Explicativa L a e b Quantitativa Ex-post- facto m o r Qualitativa c Pesquisa-ação a a t m ó Outras p r o i oFonte: SOUZA (2008): adaptado de JUNG(2003).
  • 20. 204 ETAPAS DE UMA PESQUISA Cada etapa será abordada de forma a facilitar e organizar o trabalho dapesquisa. O fluxograma apresentado na figura 1 fornece um panorama geral sobre asetapas necessárias à execução de uma pesquisa científica ou tecnológica. Serão apresentadas 6 etapas envolvendo desde a idéia até a divulgação dosresultados ao público. Não será abordada aqui a questão de patenteamento de produtos ou processos.Esta parte ficará para uma próxima edição do manual. Figura 1 - Fluxograma das etapas de uma pesquisa DISCUSSÃO DA IDÉIA E ESCOLHA DO TEMA PLANO DE PESQUISA APROVAÇÃO DO PLANO PELO COMITÊ DE REVISÃO EXECUÇÃO DO PROJETO ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO FINAL Fonte: os autores DIVULGAÇÃO Fonte: os próprios autores4.1 Discussão da idéia e escolha do tema Para escolher um bom tema, deve-se estar atento às necessidades e problemasque existem no cotidiano. Compartilha-se com outras pessoas, como familiares, colegas
  • 21. 21ou professores, sobre idéias para resolver um determinado problema. Isto poderáajudar na escolha do tema da pesquisa. O tema é o aspecto do assunto que se deseja abordar, provar ou desenvolver. Oconceito está vinculado ao objetivo da própria revisão que se pretende fazer. A revisãode literatura deverá elucidar o tema, proporcionar melhor definição do problema depesquisa e contribuir na análise e discussão dos resultados da pesquisa. Deverá teruma definição dos caminhos que serão percorridos pela pesquisa e se concentrar emestudos específicos na busca de informações para a revisão de literatura, para não ficarperdido no emaranhado das publicações existentes. De acordo com Bello (2009), existem fatores internos e externos que interferemna escolha de um tema e algumas questões devem ser levadas em consideração nestaescolha. 1) Fatores internos São os referentes ao próprio pesquisador como: (a) o interesse pelo tema, ouseja, o interesse pessoal na pesquisa, a fim de que se torne uma atividade prazerosa;(b) o tempo disponível para a realização da pesquisa, relacionando as atividades quedeverão ser executadas para o tempo previsto; (c) a consciência do limite dascapacidades do pesquisador em relação ao tema, observando o conhecimento que elepossui, a fim de não entrar em assunto fora de sua área e de suas possibilidades.Segundo o autor: “Se minha área é a de ciências humanas, devo procurar me ater aostemas relacionados a esta área” (BELLO, 2009, p. 20). 2) Fatores externos São aqueles que dependem de situações, questões extra pesquisador. Dentre osfatores externos, Bello (2004 e 2009) descreve os seguintes itens: a) a significação do tema escolhido, inovação, oportunidade e valoresacadêmicos e sociais. Deve-se tomar cuidado para não executarmos um trabalho quenão interessará a ninguém. O trabalho a ser feito deve ter relevância científica e/ousocial, sendo importante para uma pessoa, grupos de pessoas ou para a sociedade emgeral; b) o limite de tempo disponível: o tema escolhido deve estar delimitado dentrodo tempo possível para a conclusão do trabalho;
  • 22. 22 c) material de consulta e dados necessários ao pesquisador - outro problema naescolha do tema é a disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o temaescolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes para consulta. Afalta dessas fontes obriga o pesquisador a buscar fontes primárias (que não estãodisponíveis ao grande público ainda) e que necessitam de um tempo maior para arealização do trabalho.4.2 Plano de pesquisa O plano ou projeto de pesquisa, como o nome já diz, é um planejamentodetalhado por escrito de como será realizada a pesquisa dentro dos padrões científicos,com métodos e procedimentos adequados, garantindo que os resultados sejamconfiáveis. Deve apresentar o objeto de estudo, os objetivos que se pretende alcançar,a problematização do tema, a proposta de desenvolvimento do trabalho e as bases desustentação teórica. O pesquisador junto com o orientador planeja a pesquisa delimitando suaabrangência e verificando as suas possibilidades. A aprovação do projeto peloprofessor orientador é o início para os demais procedimentos. Em muitas instituições, o projeto (plano) é o primeiro documento a serapresentado para aprovação da pesquisa que deve ser aprovado por um órgãoespecífico da Instituição (Conselho de Revisão Institucional – CRI), ou Comitê de Ética,pois além de uma exigência institucional esse é um passo importante para o sucessoda pesquisa. Existem diferentes roteiros de etapas para a elaboração de projetos, algumassugestões encontram-se no Anexo A. A seguir, relacionam-se alguns itens básicos para a elaboração do projeto dapesquisa: - introdução: justificativa, problema, objeto, objetivos e, se for o caso, hipóteses; - referencial teórico (revisão bibliográfica ou estado da arte) - metodologia; - resultados esperados.
  • 23. 23 No plano, cada item deve estar colocado separadamente. Conforme o CRI daFundação Liberato, o plano de pesquisa deve conter: (a) tema, (b) problema, hipóteses,objetivo, objeto, (c) descrição detalhada de métodos e procedimentos: procedimentos eanálise dos dados.(d) referencias bibliográficas (LIBERATO, 2011).O referencial teóriconão precisa estar em capítulo separado,neste caso deve estar inserido dentro de cadaparte onde interessa com as respectivas citações dos autores e fontes.4.2.1 Justificativa A Justificativa, num projeto de pesquisa, é o convencimento de que o trabalho depesquisa é fundamental de ser efetivado e relevante para a sociedade ou para algunsindivíduos que se beneficiarão com a pesquisa. Na justificativa, deve aparecer como as informações geradas pela pesquisaserão úteis e a quem. O que a pesquisa irá agregar. A justificativa exalta a importânciado tema a ser estudado, justifica a necessidade de se levar a efeito a realização de talempreendimento e encaminha para a formulação do problema. Deve ser ressaltado no trabalho que existem outros trabalhos que evidenciam aimportância do tema da pesquisa e estes devem ser referenciados.4.2.2 Problema Após explicar e delimitar o tema, é preciso deixar claro qual é o problema dapesquisa. O problema tem como origem uma situação que provoca questões sobre o temae pode ser definido pela própria vivência do pesquisador ou indicado por profissionaisligados ao tema. A partir da identificação do problema, elabora-se uma pergunta(questão) específica a ser respondida pela pesquisa, ficando assim estabelecido umfoco de estudo. As questões de pesquisa devem ser passíveis de respostas as quaisdevem ser obtidas com metodologia científica e/ou tecnológica/de engenharia. As pesquisas geram questões, mas nem toda questão gera pesquisa ouconhecimento novo. Por exemplo, questões tipo: como aumentar a produtividade do
  • 24. 24grupo de funcionários da empresa X? É uma questão que demanda uma ação práticaconhecida, mas não irá gerar um novo conhecimento. Questões como essa, não são adequadas para uma pesquisa científica, porquejá foram respondidas, já existe o conhecimento a respeito do assunto, basta que sejaaplicado. As questões propostas devem contribuir para o conhecimento de algo que nãose sabe, não necessariamente deve ser inédito; pode ser algo sobre um assunto jápesquisado anteriormente, mas estudado ou aplicado a um contexto que ainda não foiabordado. Algumas regras básicas na formulação da pergunta de forma científica, citadaspor Gil (1991) são muito importantes. Segundo ele o problema deve ser formuladocomo pergunta, deve ser empírico, deve ser claro e preciso, deve ser suscetível desolução, deve ser delimitado a uma dimensão viável. Fazemos a seguir alguns comentários a respeito destas regras. a) O problema deve ser formulado como pergunta - torna muito fácil saber o queexatamente vai ser feito; as questões que começam por: Como fazer? O que fazer...?Como é? Como funciona? São problemas da área da engenharia. Na verdade são asprimeiras dúvidas que surgem na cabeça do pesquisador ou são feitas por quem aindanão domina a metodologia científica. Embora sendo consideradas como questões deengenharia, são muito amplas e não indicam ainda um caminho a seguir. “Questões envolvendo valores ou se algo é certo, errado, bom ou mau,desejável, indesejável, pior ou melhor não são científicas” (GIL. 1991, p. 27). Não são formuladas como problema científico perguntas como: - Qual a melhor técnica de tratamento da água urbana em São Paulo? (trata-sede problema de engenharia) - É certo praticar aborto? (trata-se de problema de valor moral, ético) - É bom acreditar em Deus? (trata-se de problema de valor espiritual) É evidente que esses temas podem ser pesquisados cientificamente, mas aformulação da pergunta que dirige a pesquisa deve ser outra.
  • 25. 25 b) O problema deve ser claro, preciso e bem delimitado - deve ter sidoinformado o foco, o local e o tempo a que se refere à pesquisa. Se a pergunta não estábem elaborada, o pesquisador fica sem rumo, não sabe que caminho tomar. c) O problema deve ser empírico - deve ter fatos empíricos (fatos verificáveis naprática) e não percepções pessoais. Exemplo: Maus alunos têm um rendimento menorna escola. Ao invés de fazer referência a “maus alunos”, pode-se dizer alunos que nãoestudam, não fazem os temas, não prestam atenção em aula, conversam, brincam.Maus alunos é uma percepção pessoal. Não estudam, brincam, conversam, não fazemos temas são fatos empíricos, verificáveis na prática. d) O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável - deve ter um focoespecífico. Exemplo: O que pensam as pessoas idosas? Isto dá margem a um campomuito amplo. Esta questão poderia ser melhor formulada, como por exemplo: O quepensam as pessoas idosas, na faixa dos 70 a 80 anos, sobre a influência do uso datecnologia na velocidade do raciocínio dos jovens de 13 a 18 anos? e) O problema deve envolver as variáveis de estudo - quando a perguntacientífica está bem formulada, “(...) envolve as variáveis que podem ser tidas comotestáveis” (GIL, 1991, p.27). “O problema levantado deve expressar a relação entreduas ou mais variáveis. A elaboração do problema é fruto da revisão e da literatura e dareflexão pessoal” (BERVIAN, CERVO, 2002, p. 84). Se, a partir da pergunta problema, for possível ter respostas para as questõesseguintes: (a) o que vai ser medido?; (b) em função de quê?; (c) sei o que vai ser feito?consigo imaginar isto a grosso modo?; (d) o problema está delimitado? onde? quando?,então, a questão problema está bem formulada (SOUZA, 2008). Exemplos de questões científicas, que observam os aspectos comentados sobreo problema: Exemplo 1: qual a influência de um adubo orgânico produzido a partir do material“X” 3 , no crescimento da alface tipo americana, na zona urbana de São Paulo, noinverno? a) O que vai ser medido, avaliado (variável dependente)? ...crescimento da alface...3 Material X seria o adubo novo a ser testado
  • 26. 26 b) Em função de quê (variável independente)? ...adubo orgânico X... c) Sei o que será feito? ... vai ser plantada alface usando o adubo X e verificado o seu crescimento. d) Está delimitado? O quê? ... crescimento da alface americana em função do adubo “X” Onde? ...zona urbana de São Paulo... Quando?...no inverno... Exemplo 2: Com a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS/2010), Lei12.305/2010, a Educação Ambiental é incentivada com objetivos de aprimorar osconhecimentos, comportamentos e valores relacionados com a gestão ambientalmenteadequada dos resíduos sólidos. Sabe-se também que a educação ambiental nasescolas está prevista nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Considerando-seessas duas fontes, pergunta-se: - O Plano Político e Pedagógico das escolas públicas do RS prevê hoje umaimplantação efetiva e eficaz da Educação Ambiental de acordo com a nova Lei 12 305da Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010) e os PCNs? Esta pergunta envolveria uma pesquisa documental e/ou levantamento que incluicomo variáveis independentes a nova política de resíduos sólidos (2010) e os PCNs ecomo variável dependente a implantação efetiva e eficaz da educação ambiental.Também é muito importante que, após a pergunta, o pesquisador, para este caso porexemplo, defina o que significa, efetiva e eficaz em termos operacionais. Na prática quefatores práticos observáveis o pesquisador vai usar para poder visualizar ou comprovarse é efetivo ou eficaz ou não. Exemplos de questões que envolvem projeto tecnológico (de engenharia): a) novos processos: - Como melhorar o tratamento de efluentes na escola X? - Como usar a energia da frenagem de um carro para obter energia elétrica? b) protótipos: - Um sistema solar de placas planas, usando material tipo sucata, apresentaráeficiência similar em relação aos modelos existentes no mercado?
  • 27. 27 - Como construir uma cadeira de rodas que tenha um design melhor em relaçãoaos tipos mais usados encontrados no mercado? A formulação do problema na forma de pergunta direciona a pesquisa: “DesdeEinstein, acredita-se que é mais importante para o desenvolvimento da ciência saberformular problemas do que encontrar soluções” (BERVIAN, CERVO, 2002, p.85).Einstein perguntava muito e fazia perguntas bem feitas, com as perguntas já trilhava umpossível caminho para procurar solução, foi um gênio da ciência.4.2.3 Hipótese A hipótese é uma possível resposta à questão estabelecida no problema doprojeto de pesquisa. Segundo Bello (2009, p. 23), é uma pré-solução para o problemalevantado no tema escolhido para a pesquisa. Dependendo da opção metodológica feita, a pesquisa não precisaráobrigatoriamente estabelecer hipóteses. Para pesquisas do tipo levantamento oupesquisas tecnológicas, por exemplo, hipótese não se torna um item formal obrigatório. Quando “... o objetivo é o de descrever um fenômeno ou características de umgrupo, as hipóteses não são enunciadas formalmente” (GIL, 2002, p. 39). Também, segundo o autor, “... pode ser que o objetivo da pesquisa seja: testaruma hipótese” (GIL, 2002, p.112). Então, neste caso, não há necessidade de se colocarformalmente hipótese, só o objetivo. Segundo Gil, (2002, p.38), “Ocorre que em muitas pesquisas as hipóteses nãosão explícitas. (...) Seja (...) a seguinte questão: Onde você comprou suas roupas? Estáimplícita a hipótese de que a roupa foi comprada”. Um censo, por exemplo, não parterigorosamente de uma hipótese formal, mas as alternativas de respostas para osrespondentes já mostram hipóteses implícitas. Já para pesquisas científicas experimentais, por exemplo, que envolvemassociação de variáveis causais, as hipóteses devem ser enunciadas formalmente,como se verifica nos passos necessários para este tipo de pesquisa (GIL, 2002, p. 94). Em um projeto de pesquisa tecnológico, “... a elaboração de uma hipótese auxiliana formação mental do problema, sem necessariamente ter um caráter formalobrigatório” (JUNG, 2004, p. 12).
  • 28. 284.2.4 Objetivos A definição dos objetivos determina para que o pesquisador deseja realizar otrabalho de pesquisa e devem corresponder às questões propostas. Alguns autores separam os objetivos em gerais e específicos. O objetivo geral é muito semelhante à pergunta estabelecida no problema dapesquisa, com a diferença de que o objetivo deve sempre começar com o verbo noinfinitivo, indicando a ação a ser realizada para responder à questão proposta pelapesquisa. O objetivo geral relaciona-se diretamente à hipótese formulada. Exemplo:verificar se há diferença do crescimento da alface quanto ao uso de adubo químico eorgânico a fim de escolher aquele que proporcione a maior produtividade. Os objetivos específicos referem-se às etapas da pesquisa que, em conjunto,levam ao cumprimento do objetivo geral. Objetivos específicos referem-se a todas asetapas do trabalho prático que serão feitas para confirmar a hipótese. Exemplos: - determinar a melhor época de adubação em relação ao crescimento da planta; - verificar a melhor concentração de ambos adubos em relação ao tipo de solo ; - propor a melhor relação área/quantidade de adubo; - definir se há diferenças significativas entre os dois tipos de adubação utilizados. Os objetivos devem começar com o verbo no infinitivo, como por exemplo:esclarecer tal coisa; definir tal assunto; procurar aquilo; permitir aquilo outro, demonstraralguma coisa, etc. (BELLO, 2009, p. 24). No Anexo B, consta uma lista de verbosusados para a redação dos objetivos.4.2.5 Revisão de literatura Também é chamada de revisão bibliográfica ou estado da arte. Neste momento,o pesquisador busca, localiza e revisa a literatura onde obterá material bibliográfico quesubsidiará o tema do trabalho de pesquisa, tais como livros, artigos científicos, revistas,jornais, normas técnicas, legislação, etc. Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informaçõesexistentes. Servirá de base para o referencial teórico (revisão bibliográfica), que mostra
  • 29. 29o que já existe sobre o assunto, o que já foi feito e o que tem para ser feito ou tempossibilidade de ser feito ainda.4.2.6 Metodologia A Metodologia, que também é chamada de Materiais e Métodos, é a descriçãoda estratégia a ser adotada, onde constam todos os passos e procedimentos adotadospara realizar a pesquisa e atingir os objetivos. É neste momento que devem ser feitas as opções e definições com relação aotipo de pesquisa e suas etapas, conforme referenciado na seção 3 deste manual, ouseja, a Classificação da pesquisa. Depois de realizar as opções, deve ser feita a descrição detalhada de como seráfeita a pesquisa (como os dados serão coletados, questionários, entrevistas, amostras eetc.). As etapas a serem desenvolvidas durante a execução do projeto devem serdescritas de tal forma que você tenha um caminho bem planejado, que facilite aomáximo a realização das atividades propostas. Uma boa sugestão pode ser umaespécie de fluxograma com as etapas e depois descrevê-las. Na Metodologia devem ser incluídos também o cronograma, os recursos queserão necessários e como será realizada a análise e a avaliação dos dados obtidos.4.2.7 Cronograma O Cronograma é um planejamento adequado do tempo que o pesquisador terápara realizar o trabalho, especificando as atividades a serem cumpridas. As atividades eos períodos serão definidos a partir das características de cada pesquisa e dos critériosdeterminados pelo autor do trabalho. O tempo pode estar dividido em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres,trimestres etc. Não coloque apenas pesquisa bibliográfica, projeto, implementação,relatório, etc. Abra cada item conforme você pretende fazer, visitas a empresas,reconhecimento do local do acidente, entrevista com o supervisor de produção,montagem e adaptações do protótipo, etc. A Tabela 1 mostra um exemplo decronograma.
  • 30. 30 Tabela 1 - Exemplo de um cronograma jan fev mar abr mai jun jul Atividades/Período Atividade 1 X X Atividade 2 X X Atividade 3 X X X Atividade 4 X X X Atividade 5 X Nota: os títulos de cada atividade devem ser especificados de acordo com o seu projeto.4.2.8 Recursos Os recursos financeiros estão relacionados ao orçamento que será utilizado aolongo do projeto. Os recursos são normalmente descritos em: material permanente,material de consumo e pessoal. Esta divisão, segundo Bello (2009), será definida apartir dos critérios de cada pesquisador ou das exigências da instituição onde estásendo executado o projeto.4.2.9 Análise e avaliação dos resultados Deve mostrar como será feita a análise, a avaliação dos dados, com o que vaicomparar, vai usar algum método estatístico? Como vai poder dizer se os resultadosestão bons ou não, vai comparar os resultados com o quê, com especificações dealguma norma ou com os resultados de algum autor, ou com que outro tipo depesquisa? Etc.4.2.10 Referências A referência dos documentos efetivamente citados dentro do projeto da pesquisaé um item obrigatório para a elaboração do Projeto. Nela normalmente constam osautores, os documentos e qualquer fonte de informação citados na Revisão de literatura
  • 31. 31ou qualquer outra parte do projeto. Existe uma maneira de colocá-los nesta seção. Paraisso, consultar Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT NBR 6023:2002.4.2.11. Apêndices e anexos A ABNT NBR 14724:2011 estabelece os conceitos de ambos os termosconforme se descreve a seguir. Apêndice é um texto ou documento escrito pelo autor, que complementa asidéias contidas no desenvolvimento. Apêndices são colocados quando se deve incluirno projeto algum documento que mostre que foi elaborado pelo próprio pesquisador.Exemplos de apêndices: um questionário elaborado pelo pesquisador, um desenho tipocroqui da parte mecânica de um protótipo, um roteiro próprio. Anexo é um texto ou documento que não é de autoria do pesquisador, mas quefundamenta, comprova ou ilustra aspectos contidos no desenvolvimento. Anexos só sãocolocados no relatório se servirem para alguma complementação ou comprovação dedados colocados no texto. Não são absolutamente necessários por si só. Exemplos deanexos: laudo técnico de um laboratório credenciado da análise de aço usado napesquisa. Fotos, gráficos, tabelas de seu projeto devem ser colocados dentro do relatório,no lugar que está se referindo a isto. Evite colocá-los em anexos ou apêndices, namedida do possível. A inclusão, ou não, de anexos e apêndices fica a critério do autor da pesquisa. Neste Manual, exemplos de roteiros de planos/projetos de pesquisa científica ede plano/projeto de pesquisa tecnológica estão no Apêndice A.4.3 Conselhos de revisão Os conselhos ou comitês de revisão ou também chamados de comissão/comitêde ética analisam e avaliam os projetos de pesquisa quanto aos riscos e questões deética, envolvendo tanto os pesquisados quanto os pesquisadores.4.3.1 Conselho de Revisão Institucional (CRI) ou Comitê de Ética Institucional
  • 32. 32 Depois da elaboração do projeto (plano), o qual deve ser feito com a supervisãodo orientador antes de começar a pesquisa, ele deverá ser submetido ao comitê deética da instituição para aprovação e autorização para execução da pesquisa. A formade apresentação ao comitê de ética muda de instituíção para instituição. O pesquisador,juntamente com seu orientador, deverá informar-se de quais são as regras para efetuara pesquisa na instituição a que está submetido. Os conselhos ou comitês de revisãoanalisam e avaliam os projetos de pesquisa quanto aos riscos, tanto para ospesquisados quanto para os pesquisadores. Este tipo de ação garante um compromisso ético para com a pesquisa. A corretaaplicação da metodologia científica prevê a preocupação por parte do pesquisador eseu orientador com as questões éticas e de segurança que envolvem a pesquisa.Questões como autorizações internas da instituição à qual a pesquisa está submetida;autorizações para coletas de dados através da aplicação de questionários, entrevistas,visitas; autorização para divulgação de imagem; autorização para usar animais, parausar substâncias químicas que tenham restrições legais; utilização de máquinas eequipamentos perigosos etc... , até questões que envolvem a fraude científica, plágio,uso de trabalhos de terceiros como sendo seu, falsificação de assinaturas, de dados...,questões essas que são extremamente graves e que NÃO podem ser toleradas emuma pesquisa. Na legislação brasileira, vamos encontrar a Resolução n° 196 do CNS (ConselhoNacional de Saúde); Resoluções 251/97, 292/99, 303/00, 340/04,-347/05, 404/08 e 421/09, as quais regulamentam o uso de seres humanos na pesquisae instituem o CONEP - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - e o CEP - Comitê deÉtica em Pesquisa. Toda a pesquisa que envolve o ser humano deverá ter uma avaliação cuidadosaquanto ao risco e benefício da pesquisa, ou seja, qual é o beneficício da pesquisa emrelação aos pesquisados e, em nível médio, não são permitidas pesquisas onde sejamaplicados produtos na pele ou a ingestão de alimentos, bebidas ... sem a supervisão eorientação de cientista qualificado. Também encontramos a Lei n° 11794/2008 que estabelece procedimentos parauso científico de animais, criando o CONCEA — Conselho Nacional de Controle de
  • 33. 33Experimentação Animal e o CEUAs — Comissão de Ética de Uso de Animais.Exemplos: usos de ratos, peixes, coelhos, etc. Conforme o artigo 12 do capítulo IV da referida lei, a criação ou utilização deanimais para pesquisa ficam restritas, exclusivamente, às instituições credenciadas noCONCEA. Para obter este credenciamento, a Instituição deve possuir um CEUA. Na Fundação Liberato Salzano, o responsável por verificar e autorizar aspesquisas é o Conselho de Revisão Institucional (CRI). O CRI deve revisar e aprovartoda a pesquisa proposta ou patrocinada pela Instituição antes da realização dapesquisa. O professor orientador e o CRI são responsáveis por garantir que o projetodo aluno esteja apropriado como pesquisa pré-universitária, obedecendo princípioséticos e regras de segurança. Para maiores detalhes sobre as regras e os formulários consultar normasinstitucionais da Liberato (2011), regulamentadas e exigidas pelo CRI.4.3.2 Comitê de Revisão Científico (CRC) O CRC é um comitê organizado por ocasião de um evento aberto à comunidadeexterna à instituição, como uma feira ou mostra de trabalhos científicos. O comitê éformado por professores e profissionais de áreas específicas do conhecimento,referentes às áreas do evento. Esse comitê tem por objetivo revisar, selecionar os projetos que participarão doevento. Para isso, recorrem aos formulários necessários a cada projeto específico, paraverificar se os alunos pesquisadores se enquadram e aderiram às regras do evento.Após a experimentação e antes da participação em eventos de divulgação, o CRC deveratificar a aprovação dos projetos, para ter certeza de que o plano de pesquisaaprovado pelo CRI foi seguido. Para mais detalhes sobre os formulários e normas regulamentadas e exigidaspelo CRC consulte o site da Mostratec (2011). Para acessar as normas da FEBRACE(2013) acesse o site em ‘participe’ e dentro disto ‘regras de segurança’ e ‘biblioteca dedocumentos’. Para acessar os formulários e normas internacionais da Intel-ISEF acesseo site Intel-ISEF (2012).Para outras feiras ou eventos consulte o material disponibilizadopela organização do evento.
  • 34. 344.4 Execução do projeto Nesta fase, o aluno inicia a execução do projeto, devendo ser supervisionado deforma efetiva pelo orientador que, acompanhando cada etapa do processo deexecução, deve ficar atento e verificar possíveis situações críticas que possamacarretar ao aluno ou outras pessoas problemas de integridade física e/ou emocional. Ocuidado com a segurança pessoal é de responsabilidade de todos os envolvidos noprojeto, principalmente do orientador. A execução segue o plano descrito no projeto de pesquisa e é onde o estudantepesquisador faz as devidas observações, adaptações, modificações, testes, etc. A pesquisa, ao ser pensada, escrita, executada, deve ter todos os registrosdescritos no caderno de campo ou também chamado de diário de bordo. Materiaiscomo cópias e textos impressos devem ficar em uma pasta de documentos. O cadernode campo irá acompanhar todo o desenvolvimento do projeto, pois todas asinformações pertinentes estarão contidas nele. No final, todo este material servirá deapoio para a confecção do relatório final.4.5 Elaboração do relatório O relatório tem como função descrever todas as etapas do projeto de forma clarae objetiva, relatando os assuntos que foram abordados durante a pesquisa,relacionando e avaliando os resultados obtidos para a elaboração da conclusão. Segundo a ABNT NBR 14724:2011, a estrutura de tese, dissertação ou detrabalhos acadêmicos e similares divide-se 2 partes, a parte externa - Capa (obrigatório)e a Lombada (opcional) e a parte interna - composta por elementos pré-textuais,textuais e pós-textuais. Cada Instituição pode seguir orientações próprias, conforme o evento querealiza.4.5.1 Estrutura do relatório
  • 35. 35 De acordo com ABNT NBR 14724:2011a estrutura de um relatório deve conter os elementos pré-textuais, os textuais e pós- textuais:a) Elementos pré-textuais: - folha de rosto (obrigatório); - errata (opcional); - folha de aprovação (obrigatório); - dedicatória (opcional); - agradecimentos (opcional); - epígrafe (opcional); - resumo na língua vernácula (obrigatório); - resumo em língua estrangeira (obrigatório); - lista de ilustrações (opcional); - lista de tabelas (opcional); - lista de abreviaturas e siglas (opcional); - lista de símbolos (opcional); - sumário (obrigatório). b) Elementos textuais 4 : - introdução; - desenvolvimento; - conclusão. c) Elementos pós-textuais: - referências (obrigatório); - glossário (opcional); - apêndice (opcional); - anexo (opcional); - índice (opcional); O Anexo C mostra uma sugestão de orientações de relatório de acordo com a Mostratec (2011). 4 A nomenclatura dos títulos dos elementos textuais fica a critério do autor.
  • 36. 364.5.2 Resumo O resumo é um elemento obrigatório. Deve ser redigido pelo próprio autor deforma concisa e objetiva, consistindo de uma descrição da finalidade do projeto, osprocedimentos seguidos, os dados coletados e as conclusões. Deve ser elaborado emparágrafo único. A Norma da ABNT NBR 6028/2003, indica: - de 150 a 500 palavras, os de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações eoutros) e relatórios técnico-científicos; - de 100 a 250 palavras, os de artigos de periódicos; - de 50 a 100 palavras, os destinados a indicações breves. Deve refletir a essência do projeto com clareza de conteúdo e conclusões dotrabalho. Segundo a NBR 6028/2003, deve ser escrito na forma de frases semutilização de tópicos, utilizando a terceira pessoa do singular, os verbos na ativa eevitando o uso de expressões negativas. A Mostratec, por exemplo, recomenda que seja digitado em fonte Arial 12 ouTimes New Roman 14, espaço simples. O conteúdo do resumo deve abrangerexclusivamente o projeto desenvolvido no ano. O quadro 3 mostra algumas dicas para o resumo.
  • 37. 37 Quadro 3. Dicas para um bom resumo • Concentre-se apenas na pesquisa do ano corrente, quando se trata de um projeto de continuação. • Exclua qualquer nome de mentores, orientadores ou supervisores do trabalho e instituições. • Omita detalhes e discussões. • Use o verbo no passado para descrever as ações realizadas. • Use frases curtas, mas varie estrutura de frase. • Use frases completas (Não abreviar omitindo artigos ou outras palavras pequenas, a fim de economizar espaço). • Use uma linguagem científica adequada. • Corrija ortografia, gramática, pontuação e concordância. Fonte: os próprios autores Além disso, um bom resumo, ao ser enviado para avaliação, seleção para umevento ou para constar em uma revista ou em um livro de resumos, deve apresentar: a) título, nome, instituição; b) uma exposição introdutória do que se trata e da razão para investigar o tema, a descrição do problema e a hipótese a ser estudada, se tiver; c) objetivo do projeto ou da experiência executada; d) procedimentos usados: - resumir os procedimentos, destacando os principais pontos ou etapas; - omitir detalhes sobre os materiais utilizados, a menos que influencie muito no processo; - o resumo deve incluir apenas os procedimentos feitos pelo estudante. Trabalho realizado por um orientador ou mentor feito antes do envolvimento dos alunos não deve ser incluído; d) detalhar sucintamente observações / dados / resultados: - esta parte deve fornecer resultados que levam diretamente para as conclusões; - não deve dar muitos detalhes sobre os resultados nem incluir tabelas ou gráficos;
  • 38. 38 e) conclusões / aplicações (devem ser escritos de forma sucinta): a parte das conclusões deve refletir sobre os resultados e aplicações do processo. Um resumo não inclui as referências bibliográficas, salvo se exigido pelafeira/evento. No Anexo D, temos exemplos de resumos de projeto científico (Borges et al,2008) e projeto tecnológico (Soares; Zucolotto, 2010), que observam todas estaspartes.4.5.3 Desenvolvimento O desenvolvimento é a parte mais extensa do relatório. A parte dodesenvolvimento é, geralmente, dividida em capítulos (seções) e subcapítulos(subseções) que variam em função da natureza do conteúdo. Deve ser elaborado de forma a conter o relato das etapas do projeto, tais como:metodologia, resultados e discussão dos dados, além de referencial teórico. Não é usual colocar um capítulo denominado ‘Desenvolvimento’. Usam-seapenas capítulos distintos denominados Referencial Teórico, Metodologia, Resultados eDiscussão dos dados. Reforçando o que já foi tratado na parte do projeto (plano): o referencial teórico,também chamado de revisão de literatura, revisão bibliográfica ou estado da arte deveconter somente dados e informações relevantes para o projeto. Todas as idéias deoutros autores devem ter seus respectivos nomes citados no texto. Isto é feito usando-se citações diretas ou indiretas, conforme orienta a NBR 10520/2002 da ABNT. A metodologia deve ser descrita detalhadamente, de modo que outra pessoapossa ser capaz de repetir o processo a partir deste relato. Após o desenvolvimento com o referencial teórico, a metodologia, os resultadose discussões há outro capítulo a parte que é a Conclusão. Este capítulo deve ser maisresumido, só apresentando os resultados de forma breve, é uma síntese do que foiapresentado e discutido. Não apresenta nada novo. Pode fazer sugestões de futuraspesquisas relacionadas. Após a conclusão vêm os elementos não textuais: referências (obrigatório),glossário (opcional), apêndices (opcional), anexos (opcional).
  • 39. 39 No relatório podem ser mostradas várias formas de apresentação de ilustrações(figuras, quadros, mapas, gráficos, tabelas e outros). Normalmente aparecem najustificativa, no referencial teórico, na metodologia, nos resultados e discussões dosdados e, conforme ocaso em apêndices e anexos. Tais elementos contribuem para oenriquecimento da pesquisa. Coloque as ilustrações, tabelas e outros conforme a ABNTNBR 14724/2011 e IBGE (1993).4.6 Divulgação Uma vez terminada a investigação, você está pronto para mostrar seu projeto. Adivulgação pode ser feita de diferentes maneiras. Pode ser sob várias formas, por exemplo, na forma de artigo publicado emrevista ou periódico e/ou sob forma de um pôster a ser divulgado em eventos comofeiras ou seminários.4.6.1 Artigo Científico Os trabalhos científicos, muitas vezes, pelo nível de excelência que apresentam,são merecedores de publicação em revistas especializadas.Artigo científico pode ser entendido como um trabalho completo em si mesmo, mas quepossui dimensão reduzida. O artigo é a apresentação sintética, em forma de relatórioescrito, da pesquisa (científica/ tecnológica) desenvolvida. O artigo é um meio de atualização de informações e, por isso, enquanto fonte depesquisa, jamais pode ser ignorado no processo de busca e aquisição deconhecimentos. Para a publicação de um artigo científico, é necessário que se observem asrecomendações fixadas pela ABNT NBR 6022/2003, a qual estrutura, de maneira geral,os seguintes elementos: - título: contém o termo ou expressão que indica o conteúdo do artigo; - autoria: nome do autor ou autores, acompanhado de um breve currículo (figura em nota de rodapé);
  • 40. 40 - resumo: apresentam objetivos, metodologia, conclusões alcançadas, palavras- chave (termos indicativos do conteúdo do artigo); - texto: a) introdução: apresenta o tema, problema (com a questão), justifica-o, expõe a finalidade e cita o tipo de metodologia que foi adotada na realização da pesquisa; b) metodologia: descreve todas as etapas e os procedimentos realizados; c) resultados e discussões: apresenta os resultados, com a análise crítica do estudo; d) conclusão: apresenta os resultados de forma sintética e abre perspectivas para novas investigações; e) referências: apresenta os autores e as obras que foram citadas no corpo do artigo, conforme a ABNT. Em artigos científicos, as citações de autores são colocadas nas partes onde sãopertinentes. Não é usual ter um capítulo específico de referencial teórico (revisãobibliográfica ou estudo da arte), em função espaço limitado. Na verdade o artigo científico é uma espécie de relatório sintético que serápublicado em periódicos (revistas e jornais científicos). É importante salientar que nem todas as revistas científicas seguemrigorosamente a ordem dos elementos apresentados nas normas acima. Alguns itenspodem variar de acordo com as orientações de cada conselho editorial.4.6.2 Participação em eventos científicos Um evento científico pode se caracterizar por feiras científicas ou de engenharia,congressos e seminários e implica uma exibição pública. Participar em um eventodesta natureza terá como conseqüência a divulgação do trabalho desenvolvido e, paraque isso ocorra, será preciso conhecer as normas dos organizadores do evento everificar se o trabalho se qualifica. Em geral os trabalhos apresentados nesses eventosseguem as normas gerais estabelecidas pela ABNT.
  • 41. 414.6.2.1 Apresentação visual (pôster, banner, estande) Um pôster é uma opção utilizada em alguns eventos onde o material fica expostoe é feito um escalonamento para apresentação. Na estrutura do pôster, deve conter otítulo, os autores e a instituição. As principais características utilizadas são: - o tamanho em geral fica em torno de 80 cm de largura por 100 cm de altura, mas varia de acordo com o espaço destinado no evento; - as informações são impressas em papel ou plástico; - alguns eventos podem apresentar o pôster em meio eletrônico com projeção de um único slide; - as letras devem ser de uma fonte que poderá ser lida até 1 m de distância. O design do pôster, banner ou estande é de responsabilidade do autor (umrecurso muito utilizado para auxiliar no design é o CorelDraw). Um pôster, banner ou estande devem ter, na sua estrutura, os seguintes itens: - introdução - que deve conter uma pequena redação que conste a justificativa, oproblema, os objetivos (geral e específicos) e hipóteses (se for o caso); - metodologia (ou materiais e métodos) - mostrar e descrever todas as etapas,que podem ser registradas por fotos, fluxogramas, diagramas e/ou textos; - resultados - apresentar coleta e análise dos dados por meio de ilustrações,gráficos e tabelas e pequenos comentários, caso seja do interesse do autor; - conclusões e aplicações; - referências bibliográficas da sua pesquisa. Devem ser observadas as especificações exigidas em cada evento.4.6.2.2 Apresentação oral A apresentação oral é um item fundamental na divulgação da pesquisa,conforme o Manual do Avaliador Mostratec (2011), para uma boa apresentação oralo estudante pesquisador deve mostrar: Domínio do assunto: O(s) expositor (es) demonstra(m) conhecimento pleno do assunto pesquisado? Clareza e desenvoltura: O(s) expositor(es) demonstra(m) naturalidade para apresentar o projeto e esclarecer eventuais questionamentos ?
  • 42. 42 Capacidade de síntese: O(s) expositor(es) apresenta(m) o projeto com a objetividade desejada, destacando os pontos mais importantes para a obtenção dos resultados desejados? Uso adequado da linguagem: A linguagem está adequada à apresentação de um trabalho científico, com termos técnicos e linguagem formal recomendáveis? Disposição para defesa do trabalho: O quanto o(s) expositor(es) demonstra(m) entusiasmo ou motivação na apresentação do trabalho? (MOSTRATEC, 2011, p.10) Outra dica importante é que o estudante não apresente um texto memorizado,tipo decorado para o público ou juízes, que sua apresentação seja breve, mas mostretudo o que fez e relate também as dificuldades que teve ao longo do caminho. Quandoa apresentação é muito longa, torna-se cansativa e desinteressante para o público,embora, muitas vezes, o estudante queira mostrar tudo o que fez, nos mínimosdetalhes. É preciso avaliar que tipo de pessoa está assistindo e para que ela estáassistindo a apresentação. O estudante deve dar oportunidade para perguntas erespostas.
  • 43. 43 REFERÊNCIASABNT. NBR 6022:2003: Informação e documentação - Artigo em publicação periódicacientífica impressa - Apresentação. Rio de Janeiro. 2003______. NBR 6023:2002: Informação e documentação: Referências: elaboração. Rio deJaneiro. 2002______. NBR 6028:2003 (NB 88) - Informação e documentação Resumo –Apresentação. Rio de Janeiro. 2003______. NBR 10520:2002 (NB 896) – Informação e documentação - Citações emdocumentos – Apresentação. Rio de Janeiro.2002.______. NBR 14724:2011 – Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos –Apresentação. Rio de Janeiro. 2011.BARONI, Larissa Leiros . Orientação errada pode determinar fracasso no TCC:Professor deve indicar caminhos e apontar problemas de desenvolvimento, 2009.Encontrado em: http://www.universia.com.br/universitario/materia.jsp?materia=17672.Acessado em: 08 de setembro de 2010.BELLO, José Luís de Paiva. Metodologia Científica. Rio de Janeiro, 2004. Encontradoem: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met01.htm. Acessado em: 02 de janeiro de2011.______. Metodologia Científica. Rio de Janeiro, 2009. Disponível em:http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/mc200901.pdf. Acessado em: 02 de janeiro de2011.BERVIAN, Pedro; CERVO, Amado L. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: PrenticeHall, 2002.BORGES, Lucélia Justino et al. Satisfação com a vida de idosos praticantes deatividade física em projetos sociais de Uberlândia. Disponível em:http://www.efdeportes.com/efd118/idosos-praticantes-de-atividade-fisica.htm. Acessadoem: 23 de abril de 2011.BRASIL. Resolução n° 196/96. Conselho Nacional de Saúde. Aprova as diretrizes enormas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos.1996.______. Resolução 251/97. Conselho Nacional de Saúde. Aprova normas de pesquisaenvolvendo seres humanos para a área temática de pesquisa com novos fármacos,medicamentos, vacinas e testes diagnósticos.1997.
  • 44. 44______ Resolução 292/99. Conselho Nacional de Saúde. Norma complementar àResolução CNS 196/96, referente à área específica sobre pesquisas em sereshumanos, coordenadas do exterior ou com participação estrangeira e as que envolvamremessa de material biológico para o exterior. 1999.______ Resolução 303/00. Conselho Nacional de Saúde .Complementa a ResoluçãoCNS 196/96 que trata das diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas emseres humanos. 2000.______ Resolução 340/04. Conselho Nacional de Saúde .Aprova as Diretrizes paraAnálise Ética e Tramitação dos Projetos de Pesquisa da Área Temática Especial deGenética Humana. 2004.______Resolução 347/05. Conselho Nacional de Saúde Aprova as diretrizes paraanálise ética de projetos de pesquisa que envolva armazenamento de materiais ou usode materiais armazenados em pesquisas anteriores. 2005.______Resolução 404/08. Conselho Nacional de Saúde Propõe a retirada das notas deesclarecimento dos itens relacionados com cuidados de saúde a serem disponibilizadosaos voluntários e ao uso de placebo, uma vez que elas restringem os direitos dosvoluntários à assistência à saúde, mantendo os seguintes textos da versão 2000 daDeclaração de Helsinque. 2008.______. Lei 11794/2008. Procedimentos para o uso científico de animais. Revoga a Leino 6.638, de 8 de maio de 1979; e dá outras providências. Presidência da República.Casa Civil. 2008.______. Lei 12.305. Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010). Institui a PolíticaNacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dáoutras providências. Presidência da República. 2010. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm. Acessado em14 de outubro de 2011.CAUDURO, Maria T. (Org.). Investigação em Educação Física e Esportes. NovoHamburgo: FEEVALE, 2004.FEBRACE. Categorias. http://febrace.org.br/categorias. Acessado em 18 de fevereirode 2011.FINEP. Glossário. Termos e conceitos. (2010?) Disponível em:http://www.finep.gov.br/o_que_e_a_finep/conceitos_ct.asp. Acessado em 19 de outubrode 2011.______. Sistema de Indexadores para a FINEP. Rio de Janeiro, 1994.FERREIRA, Aurélio B. H. Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. Curitiba: Positivo,2008.
  • 45. 45GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3ed. São Paulo: Atlas, 1991.______. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas. 2002.IBGE. Normas de apresentação tabular. 3. ed. Rio de Janeiro, 1993. Disponível em:http://www.itaca.ufrgs.br/bibicta/downloads-normas/IBGE_norma_tabular.pdf/view.Acessado em: 19 de outubro de 2011.INTEL-ISEF. Categories and subcategories . Disponível em:http://www.societyforscience.org/isef/project_categories. Acessado em 14 de outubro de2011.______. 2012 International Rules for Precollege Science Research: Guidelines forScience and Engineering Fairs. Disponível em:http://www.societyforscience.org/isef/document. . Acessado em: 19 de outubro de 2011.______. 2012 Student Handbook. Encontrado em:http://www.societyforscience.org/document.doc?id=12. Acessado em: 14 outubro de2011.JUNG, Carlos Fernando. Elaboração de Projetos de Pesquisa Aplicados a Engenhariade Produção. Taquara: FACCAT, 2010. Disponível em: http://www.metodologia.net.brAcessado em: 14 de outubro de 2011.______. Metodologia Científica da Pesquisa. Ênfase em Pesquisa Tecnológica. 3 ed.(2003). Disponível em:http://www.mecanica.ufrgs.br/promec/alunos/download/metodolo.pdf. Acessado em 19de outubro de 2011.______. Metodologia para a pesquisa & desenvolvimento. Rio de Janeiro: Axcel Books.2004.LIBERATO, Fundação. Institucional: Conselho de Revisão Institucional(CRI). NovoHamburgo: Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha. Disponível em:http://www.liberato.com.br/institucional_info.php?id=10. Acessado em: 14 de outubro de2011.LONGO, W.P. Conceitos Básicos sobre Ciência e Tecnologia. V.1. Rio de Janeiro:FINEP, 1996.MOSTRATEC. Comitê de Revisão Científica (CRC). Disponível em:http://www.mostratec.com.br/mostratec/26%c2%b0-edicao/100-2/. Acessado em 14 deoutubro de 2011.______. Inscrição. Disponível em: http://www.mostratec.com.br/mostratec/26%c2%b0-edicao/inscricao/. Acessado em 19 de outubro de 2011.
  • 46. 46______. Como desenvolver um projeto. Relatório Geral. Disponível em:http://www.mostratec.com.br/mostratec/como-desenvolver-um-projeto/relatorio/.Acessado em 19 de outubro de 2011.______. Manual do avaliador (2011). Disponível em:http://gaia.liberato.com.br/avaliador_mostratec_manual/manualavaliador2011.pdf.Acessado em 3 de novembro de 2011.OECD. Frascati Manual. cap.2. Paris: OCDE, 1993. p.29.ROSÁRIO, Nísia Martins do. Manual de Pesquisa Científica. São Leopoldo: UNISINOS,2010.SENAC. Manual para Elaboração Trabalhos Acadêmicos, conforme NBR 14724:2005Porto Alegre: SENAC, 2007.SOARES, Felipe G. K; ZUCCOLOTTO, Marcos. Detector pré ignição. Revista Liberatov. 11, n. 15, jan./jun. 2010. p 7.SOUZA, Dalva Inês de. Projetos de Pesquisa: Iniciação à Metodologia Científica eMétodo de Engenharia (2008). In Dicas de Metodologia da Pesquisa. São Paulo:Febrace. Disponível em: http://febrace.org.br/arquivos/site/_conteudo/pdf/dicas-de-metodologia-de-pesquisa.pdf. Acessado em: 22 de novembro de 2012.UFRGS. Taxonomia de Bloom. Disponível em:http://penta2.ufrgs.br/edu/bloom/bloom.htm. Acessado em: 04 de janeiro de 2011.VALERIANO, Dalton L. Gerência de projetos. Pesquisa, desenvolvimento eengenharia. São Paulo: Makron Books, 1998..
  • 47. 47APÊNDICES
  • 48. 48APÊNDICE A – Exemplos de roteiros de projetos científicos e tecnológicos
  • 49. 49SUGESTÃO DE UM MODELO DE PLANO DE PESQUISA DE PROJETO CIENTÍFICO Professora Msc Dalva Inês de Souza O Plano de pesquisa, como o nome já diz, trata-se de uma descrição do que seráfeito, por que será feito, o que já existe a respeito, como será feito, o que seránecessário para a realização da pesquisa, quando será feita, quem fará, qual a previsãodos custos, etc. É uma organização do pesquisador e uma exigência das instituiçõespois envolve questões de ética, segurança, prazos, financiamento, etc. Como se trata de um plano, os verbos deverão estar no futuro: será feito, serárealizado, será medido. Antes de escrever de forma oficial, faça um rascunho, com suasidéias e já coloque no diário de bordo, depois as coloque em ordem. Este roteiro aquiapresentado é apenas uma sugestão de modelo de plano. Use somente os itens queforem pertinentes ao seu tipo de pesquisa. Existem muitos outros roteiros. Siga o roteiroda instituição que solicita o plano. Pesquisa científica refere-se à busca sistematizada de novos conhecimentos nocampo das várias ciências, podendo ser pesquisa básica ou aplicada. Sugere-se:1 INTRODUÇÃO (obrigatório)- tema, justificativa, problema, hipóteses; objeto; objetivos;2 REFERENCIAL TEÓRICO (obrigatório)- pode constar em capítulo separado ou estar inserido dentro de cada capítulo ou subcapítulo;3 METODOLOGIA (também chamada de MATERIAL E MÉTODOS) (obrigatório)- indica a previsão de quando vai iniciar e quando vai terminar. Descreve todos osprocedimentos que serão executados. Usalmente é dividido em capítulos, sub-capítulos.3.1 Procedimentos-descreve tudo o que será feito, delineamento da pesquisa, etapas, métodos usados,variáveis, indicadores, procedimentos de coleta, análise e avaliação dos dados,recursos, cronograma, ou seja, como será feito, quem fará, quando será feito, o que vaiprecisar, como serão coletados, analisados e avaliados os dados que serão obtidos;3.2 Resultados esperados- o que espera alcançar ao final da pesquisa;REFERENCIAS (obrigatório)-somente os autores e fontes que foram citadas dentro do relatório;APÊNDICES (conforme o caso)ANEXOS (conforme o caso)
  • 50. 50 SUGESTÃO DE UM MODELO DE PLANO DE PESQUISA DE PROJETO TECNOLÓGICO Professora Msc Dalva Inês de Souza O Plano de pesquisa, como o nome já diz, trata-se de uma descrição do que seráfeito, por que será feito, o que já existe a respeito, como será feito, o que seránecessário para a realização da pesquisa, quando será feita, quem fará, qual a previsãodos custos, etc. É uma organização do pesquisador e uma exigência das instituiçõespois envolve questões de ética, segurança, prazos, financiamento, etc. Como se trata de um plano, os verbos deverão estar no futuro: será feito, serárealizado, será medido. Antes de escrever de forma oficial, faça um rascunho, com suas idéias e jácoloque no diário de bordo, depois as coloque em ordem. Este roteiro aqui apresentadoé apenas uma sugestão de modelo de plano. Use somente os itens que forempertinentes ao seu tipo de pesquisa. Existem muitos outros roteiros. Siga o roteiro dainstituição que solicita o plano. Pesquisa tecnológica é um tipo de pesquisa científica aplicada que visa àmaterialização de um produto, protótipo, processo, instalação piloto ou um estudo deviabilização destes. Conforme Jung (2004, p. 124) a metodologia para o desenvolvimento industrialde produtos industriais pode ser dividida em 3 fases: (I) fase conceitual (tema,problema, justificativa, hipóteses, revisão bibliográfica e documental, estudo de similar,definição do problema projetual; (II) fase projetual (estrutura de funções, geração dealternativas, identificação da solução, proposições técnicas, projeto eletrônico,mecânico); (III) fase de construção de protótipo (construção, avaliação, otimização).Fazendo-se uma adaptação a nível de ensino médio/técnico o plano a seguir sugerealgumas etapas.1 INTRODUÇÃODevem constar: tema, justificativa, problematização, hipóteses; objeto; objetivos2 REFERENCIAL TEÓRICO (obrigatório) Trata-se de revisão bibliográfica e documental. Pode constar em capítulo separado e/ou estar inserido dentro de cada capítulo ousubcapítulo na forma de citações.3 MATERIAL E MÉTODOS (obrigatório)Descreve tudo o que será feito, como será feito, quando será feito, quem fará, com oque será feito, tudo descrito dentro dos procedimentos e dos resultados esperados.
  • 51. 513.1 Procedimentos 5a) Fazer um cronograma de trabalhoElaborar um cronograma de trabalho e estudo a fim de organizar as ações em relaçãoao tempo disponível;b) Prever um estudo de similarFazer um estudo das variáveis e requisitos básicos de produto similar, análise deproduto similar do mercado (uso, demanda, disposição física das partes),desenvolvimento tecnológico ao longo do tempo, preços, forma de aquisição, uso eimportância de certos requisitos pelos consumidores, os tipos de materiais usados,como está montado o produto, processos de fabricação envolvidos, como funciona oproduto similar, formas, simetria, função de cada parte, ou seja, descrição daperformance e custos.d) Definir o problema projetualFormular os requisitos do produto apenas com base nas “novas idéias” e proposições(JUNG, 2004, p. 252). Para cada requisito de operação prever uma função básicarequerida do novo produto (medir, emitir, ampliar, absorver, ligar, isolar, misturar,acumular,etc.). Estabelecer: requisitos propostos diferenciais e variáveis de estudo;e) Buscar possíveis alternativas para cada funçãoPrever alternativas que possam ser possíveis (a sua idéia inicial e outras). Não se fixarsó na idéia inicial.Ex 1: Função: medir a temperatura Opções: termômetro interno e indicação em painel com visor, adaptação determômetro pela parte externa, termômetro de mercúrio, termômetro com infravermelho.Ex 2 Função: acondicionar e manter a água quente Opções: caixa de isopor, caixa de plástico com revestimento externo.f) Escolher a melhor alternativa para cumprir os requisitosDentre as alternativas propostas escolher a mais apropriada para cada função deacordo com as condições disponíveis. Ex: Foi escolhido termômetro de mercúrioacoplado na parte interna, pois é mais acessível economicamente.f) Fazer as proposições técnicas5 Baseado e adaptado em JUNG (2004) e de experiências de professores de áreas técnicas da Fundação EscolaTécnica Liberato Salzano Vieira da Cunha/NH/RS.
  • 52. 52Fazer o projeto de forma gráfica inicial na forma de modelo como esquemas, diagramasde blocos e fluxogramas, conforme o caso;Fazer o projeto (desenho) do circuito elétrico, do circuito eletrônico, das placas decircuito impresso, da parte mecânica, da planta baixa, do lay out, e a interligação detodos os sistemas, conforme o caso;No caso de um software vai fazer um fluxograma das principais etapas, estabelecendoa lógica da programação. Posteriormente, mostra qual será a linguagem deprogramação, o sistema operacional e o tipo de hardware mais adequados à proposta,a previsão de como será a implementação, etc.Fazer a previsão dos recursos e materiais que serão necessários (tipo memorialdescritivo)Fazer a previsão de custos;Fazer a previsão de reuso, reciclagem, tratamento de resíduos e efluentes, de acordocom o caso;g) Construir o protótipoPrever a montagem de cada parte do sistema na prática e a integração das partes, se oseu trabalho chegar até aqui.g) AvaliarVerificar se tudo ficou conforme o previsto: avaliação qualitativa e quantitativa, conformeo caso:- prever avaliação qualitativa: cor, estrutura de materiais, tipo de tratamento dasuperfície, etc.;-prever a avaliação dos requisitos quantitativos (características técnicas comodimensões, voltagem, corrente, freqüência, dureza, microrganismos, alongamento,tração, composição, vida útil, etc conforme o seu caso;- prever avaliação de características que envolvem movimento – Ex: controles de vídeogame (joystick); mouse, sensores de movimento, etc.;- interessante prever uma avaliação com o usuário;- prever com o que vai comparar os resultados e os critérios para dizer se o produtoestá bom ou não;i) OtimizarPrever uma otimização do sistema a partir dos resultados e da avaliação do usuário.3.2 Resultados esperadosO que espera alcançar ao final da pesquisa.REFERENCIAS (obrigatório)Colocar somente os autores e fontes que foram citadas dentro do projeto (plano).
  • 53. 53APÊNDICES (conforme o caso)ANEXOS (conforme o caso)
  • 54. 54ANEXOS
  • 55. 55ANEXO A – Exemplos de roteiros para projetos de pesquisa
  • 56. 56 ROTEIROS PARA PROJETOS DE PESQUISANo quadro abaixo estão apresentados alguns tipos de roteiros para projeto de pesquisa.EXEMPLO 1 EXEMPLO 2 EXEMPLO 3 EXEMPLO 4 EXEMPLO 51 – Delimitação 1- Tema 1 - Título 1 - Título 1 - Resumo dado propostatema2 – Problema 2 - Problema 2–– Introdução 2 – Súmula 2– e Problematização Justificativa3 – Hipóteses 3 – Objetivos 3 – Objetivos 3 – Objeto e 3 – Objetivos justificativa4 – Objetivo 4 – Justificativa 4 – Definição 4 – Objetivos e 4 – Base teórica4.1 – Geral do resultados4.2 – objeto de esperadosEspecíficos estudo5 – Justificativa 5 – Contexto 5– 5 – Métodos, 5 – Metodologia Metodologia materiais e cronograma6 – Revisão 6– 6 – Plano de 6 – Condições 6 – Referênciasbibliográfica Metodologia atividades científicas do bibliográficas proponente7– 7 – Esboço 7 – Bibliografia 7 – ReferênciasMetodologia de bibliográficas referência8– 8–Cronograma Cronograma9 – Roteiro 9 – Referências bibliográficas10 –LevantamentobibliográficoinicialFonte: Quadro adaptado– Autor: Nísia Martins do Rosário. Manual de Pesquisa Científica – UNISINOS, 2010.
  • 57. 57ANEXO B – Verbos usados para objetivos
  • 58. 58 Verbos usados para objetivos Taxonomia de Bloom O quadro ilustra a taxonomia de Bloom. A primeira coluna mostra os objetivos de aprendizagem relacionados por Bloom. A segunda coluna indica os processos para atingi-los e a terceira os resultantes da aprendizagem.objetivos processos resultantesconhecimento definir rótulos reconhecer nomes  especificar : recitar fatos identificar definições - modos e meios para lidar com rotular conceitos itens específicos; compreender examinar - fatos universais e abstrações mostrar num dado campo . coletar listarcompreensão traduzir argumento interpretar explicação  tradução explicar descrição  interpretação descrever resumo  extrapolação resumir demonstraraplicação aplicar diagrama solucionar ilustração  uso de abstrações em experimentar coleção situações específicas e demonstrar mapa concretas construir jogo ou quebra- mostrar cabeças fazer modelo ilustrar relato registrar fotografia liçãoAnálise conectar gráfico relacionar questionário  de elementos diferenciar categoria  de relacionamentos classificar levantamento  de princípios organizacionais arranjar, estruturar tabela agrupar delineamento interpretar diagrama organizar conclusão
  • 59. 59 categorizar lista retirar plano comparar resumo dissecar investigarsíntese projetar poema reprojetar projeto  comunicação inédita combinar resumo de projeto  plano de operação consolidar fórmula  conjunto de relacionamentos agregar invenção abstratos compor história formular hipótese solução construir máquina traduzir filme imaginar programa inventar produto criar inferir produzir predizeravaliação interpretar opinião verificar julgamento  julgamento em termos de julgar recomendação evidência interna criticar veredito  julgamento em termos de decidir conclusão evidência externa discutir avaliação verificar investigação disputar editorial escolherFonte:UFRGS. Taxonomia de Bloom. Disponível em: http://penta2.ufrgs.br/edu/bloom/bloom.htm Acessado em: 04 de janeiro de 2011. Exemplo de objetivos usando a coluna de processos e a de resultados, fazendo adaptações necessárias:a) reconhecer rótulos de produtos químicos para evitar acidentes;b) construir um painel solar de placas planas com material tipo sucata parapossibilitar acesso à população de baixa renda;c) projetar uma cadeira de rodas com melhor design para maior conforto dos idosos;d) verificar se os dados obtidos estão de acordo com os parâmetros da ABNT a fimde adequação às normas vigentes;
  • 60. 60e) criar um programa tipo software simulador de prevenção de acidentes emlaboratórios químicos escolares para aumentar a segurança dos alunos do ensinomédio.
  • 61. 61ANEXO C – Estrutura de relatório – sugerido pela Mostratec
  • 62. 62 ESTRUTURA DE RELATÓRIO 6,71 INTRODUÇÃO- Apresentação do tema, pequeno histórico do problema e delimitação;- Justificativa- Problema;- Hipóteses;- Objetivos (geral e específicos).2 REFERENCIAL TEÓRICO- Pode estar em capítulo separado e/ou estar inserido dentro de qualquer parte dorelatório, mas tem que constar.3 METODOLOGIA (OU MATERIAIS E MÉTODOS)- Início e término da pesquisa (conforme cronograma e caderno de campo);- Local da pesquisa e descrição;- Delineamento da pesquisa;- Variáveis (se for o caso); definição conceitual, operacional e controle das variáveis,indicadores usados;- População e sistema de amostragem, instrumentos de coletas de dados,equipamentos e materiais;- Procedimentos: descrição das etapas, técnicas, normas e procedimentos usados paraa coleta de dados;- Descrição dos métodos de análise, avaliação, validação, tratamento estatístico dosdados obtidos, etc.4 RESULTADOS E DISCUSSÕES-Mostrar os resultados e fazer uma discussão sobre o significado.5 CONCLUSÃO- Um resumo dos resultados e discussões. Pode apresentar também sugestões paraestudos futuros.REFERÊNCIAS- Somente as fontes citadas dentro do plano.GLOSSÁRIO (opcional)APÊNDICES (opcional)ANEXOS (opcional)6 Só use os itens que forem adequados à sua pesquisa.7 Disponível em: http://www.mostratec.com.br/mostratec/como-desenvolver-um-projeto/relatorio/.Acessado em 19 de outubro de 2011.
  • 63. 63ANEXO D – Exemplo de resumo de projeto científico e de projeto tecnológico
  • 64. 64 EXEMPLO DE RESUMO DE PROJETO CIENTÍFICOSATISFAÇÃO COM A VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA EM PROJETOS SOCIAIS DE UBERLÂNDIA Lucélia Justino Borges1,2, Andreia Pelegrini1 João Marcos Ferreira de Lima Silva1,2, Geni de Araújo Costa3 luceliajb@yahoo.com.br1 Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil2 Núcleo de Pesquisa em Cineantropometria & Desempenho Humano - Centro de Desportos.NuCIDH/CDS.Bolsista CAPES3 Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil - Projeto Vida Ativa AFRID/UFU. (Brasil) RESUMOEste estudo teve por objetivo avaliar o nível de satisfação com a vida para um grupo deidosos praticantes de atividade física em projetos sociais de Uberlândia-MG. A pesquisafoi realizada com 419 idosos (365 mulheres e 54 homens), com idade de 60 a 95 anos.Para a coleta de dados, utilizaram-se informações sóciodemográficas e questionáriosobre nível de satisfação de vida. Os dados foram inicialmente analisados por meio deestatística descritiva. Para verificar a associação entre as variáveis sóciodemográficas enível de satisfação de vida, utilizou-se o teste qui quadrado. Adotou-se nível designificância de p = 0,05. Os resultados obtidos retratam que 92% dos idosos possuíambaixa escolaridade, 40,3% eram casados, 73,7% eram aposentados/pensionistas,29,8% moravam com os filhos e 66,8% possuíam doenças crônicas. Em relação àsatisfação com a vida, foi constatado que 36%, 37,7% e 46% estão "muito satisfeitos”para os domínios saúde físicos, mentais e envolvimento social, respectivamente.Enquanto o aspecto capacidade física apresentou percentuais similares (36%) para aopção "mais ou menos" e "pouco satisfeito". Quanto à associação entre os aspectos dasatisfação com a vida e variáveis sóciodemográficas, ressalta-se que foi observadaassociação estatisticamente significante somente entre ocupação e saúde física(p=0,030). De acordo com os dados, conclui-se que os sujeitos praticantes de atividadefísica têm percepção positiva em relação aos aspectos analisados sobre a satisfaçãocom a vida.Palavras-chave: Satisfação com a vida. Atividade física. Projetos sociais. Idosos.
  • 65. 65 EXEMPLO DE RESUMO DE PROJETO TECNOLÓGICO DETECTOR DE PRÉ-IGNIÇÃO1 Felipe Gabriel Kuhn Soares2 Marcos Zuccolotto31 Projeto premiado na Intel ISEF 2009: 4° lugar na categoria Engenharia Elétrica e Mecânica.2 Aluno do Curso Técnico de Eletrônica da Fundação Liberato. felipegks@gmail.com3 Mestre em Engenharia Elétrica – UFRGS. Professor do Curso Técnico de Eletrônica da FundaçãoLiberato. zucco@liberato.com.br RESUMOEste projeto aborda o desenvolvimento do protótipo de um sistema detector de pré-ignição. A pré-ignição é uma combustão anormal que pode ocorrer em motores de altodesempenho e que acarreta a perfuração do êmbolo muito rapidamente. O detector depré-ignição possibilita a percepção da ocorrência deste fenômeno, podendo serempregado em testes laboratoriais em motores de competição com o intuito de evitar aquebra por pré-ignição. A proposta consiste no desenvolvimento de três etapasprincipais: o sensor de chama, o sensor de centelha e o discriminador de pré-ignição.Os resultados dos testes com o protótipo comprovam a viabilidade da proposta desolução. Os três estágios foram simulados isoladamente e integrados. Tiveram boaresposta em bancada e apresentaram imunidade ao ruído do sistema de ignição.Palavras-chave: Pré-ignição. Motores de combustão interna. Sistema de ignição.
  • 66. 66ANEXO E – Formatação de apresentação de relatório
  • 67. 67 Quadro sintético da formatação de apresentação de relatório – ABNT NBR:14724:2011 e normas tabulares do IBGE(1993).Item Espaça- Alinhamento Fonte mento Arial ou entre Times linhas New RomanTexto 1,5 Justificado; Entrada de parágrafo a 1,5 cm da margem Tamanho esquerda. 12Citações Simples Justificado;longas Recuo de 4 cm da margem esquerda em bloco Tamanho(com mais único, sem entrada de parágrafo ou aspas 10de 3 linhas)Ilustrações Simples Sua identificação aparece na parte superior, Tamanho precedida da palavra designativativa (desenho, 11 para o esquema, fluxograma, fotografia, gráfico, mapa, título organograma, planta, quadro, retrato, figura, imagem, entre outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e do respectivo título. Tamanho Após a ilustração, na parte inferior, indicar a fonte 10 para consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja fonte de produção do próprio autor), legenda, notas e onde foi outras informações necessárias à sua extraída e compreensão (se houver). A ilustração deve ser legenda citada no texto e inserida o mais próximo possível do trecho a que se refere.Tabelas Simples O título (em negrito) deve ser alinhado na parte Tamanho superior da tabela centralizado, precedido da 11 para o palavra Tabela, seguida de seu número de ordem; título e texto da tabela; A legenda com a fonte de onde a tabela foi Tamanho extraída e o ano em que foi feita, bem como as 10 para a notas, devem figurar na parte inferior da tabela, legenda alinhadas à esquerda; (fonte e As grades laterais das células devem ser evitadas. notas). Ver exemplo, segundo IBGE (1993) ao final deste documento.Resumo em 1,5 Título centralizado no alto da página, Tamanholíngua maiúsculo/minúsculo; texto justificado e sem 12vernácula e entrada de parágrafos, em bloco único;resumo emlíngua Palavras-chave logo abaixo do texto, justificadas.estrangeira Devem iniciar com letras maiúsculas e ser separadas entre si por ponto.
  • 68. 68 continuação... Item Espaçamento Alinhamento Fonte ... entrelinhas Títulos 8 das 1,5 Devem começar na margem superior da folha Tamanho seções e ser separados do texto que os precede e 12 primárias sucede por um espaço 1,5 (uma linha em CAPÍTULOS branco); Por serem as principais divisões de um texto, devem iniciar em folha distinta; Títulos de 1,5 Devem ser separados do texto que os Tamanho subseções precede e que os sucede por um espaço 1,5 12 (seções (uma linha em branco). secundárias, terciárias, etc.) Sub- capítulos Notas de Simples Devem ser digitadas dentro das margens, Tamanho rodapé ficando separadas do texto por um espaço 10 simples de entrelinhas e por filete de 3cm da margem esquerda. Natureza Simples Devem figurar nas folhas de rosto e de Tamanho (tese, aprovação, alinhados do meio da mancha 12 dissertação, para a margem direita. trabalho de conclusão de curso e outros), objetivo (aprovação em disciplina, grau pretendido e outros), nome da instituição a que é submetido e área de concentração) Referências Simples; Título centralizado Tamanho Referências Referências alinhadas à esquerda. 12 separadas entre si por dois espaços simples8 Títulos e subtítulos que ocupem mais de uma linha devem ser, a partir da segunda linha, alinhadosabaixo da primeira letra da primeira palavra do título.
  • 69. 69 Exemplo de formatação de tabela de acordo com IBGE (1993) Tabela 1- Título da tabela Cabeçalho 2 Cabeçalho 1 Coluna 1 Coluna 2Fonte: IBGE (1993)