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Sitientibus vol.6.1 cap_04

  1. 1. Sitientibus Série Ciências Biologicas 6 (1): 30-35. 2006. Aspectos dA diversidAde dA vegetAção no topo de um inselbergue no semi-árido dA bAhiA, brAsil Flávio França1*, EFigênia dE MElo1 & JacquElinE Miranda gonçalvEs2 1 Professor Adjunto/ Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas. 2 Estudante do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UEFS * Author for correspondence: (flaviofranca@hotmail.com) (Aspectos da diversidade da vegetação no topo de um inselbergue no semi-árido da Bahia, Brasil) – Este trabalho apresenta uma avaliação da diversidade vegetal em um Inselbergue do semi-árido baiano, localizado nas coordenadas 12o42’S e 39o46’W, com altitude variando entre 310-430 m.s.n.m. O levantamento foi realizado em quatro parcelas de 100m2 divididas em quadrículas 4m2, montadas em diferentes regiões do ápice do inselbergue. Como resultado, registrou- se 34 espécies, sendo Bromeliaceae e Euphorbiaceae as famílias mais ricas. A maioria das espécies foi classificada como fanerófitas (c. 64%). As quatro parcelas juntas formam um grupo similar com Sorensen no valor de 0,360. A espécie mais freqüente e com maior densidade absoluta foi Tillandsia recurvata (Bromeliaceae). Apenas Encholirium spectabile (Bro- meliaceae) cobriu 80%-100% do substrato em duas quadrículas. O índice de Shannon-Wiener total foi de 2,07 nats/indiví- duo, com eqüitabilidade de 0,59. Palavras-chave: Inselbergue, semi-árido, Bahia, flora vascular. (Aspects of diversity of vegetation on the top of an inselberg of semi-arid of Bahia, Brazil) – This paper presents an evaluation of plant diversity on an Inselberg in the semi-arid region of the Bahia state (Brazil), located in 12o42’S and 39o46’W, at an elevation of between 310 and 430 meters above sea level. The data collection was made in four plots (100m2) divided into 25 sub-plots (4m2), all located on the top of the Inselberg. Of the 34 species collected, the families Bromeliaceae and Euphorbiaceae were the richest ones. Most of species were classified as phanerophyte (c. 64%). The four plots together make up a similar group with Sorensen index = 0.360. Tillandsia recurvata (Bromeliaceae) was the most frequent and dense species. Only Encholirium spectabile (Bromeliaceae) covered 80%-100% of soil in two of the sub-plots. The Shannon-Wiener index for the entire sampled area was 2.07 nats/individual, with 0.59 of equitability. Key words: Inselberg, semi-arid, Bahia, vascular flora. introdução Morro do Agenor ou Morro da Madeira com uma área de 545.300m2. A vegetação dominante no entorno do Insel- A grande Depressão Sertaneja Meridional, a maior bergue é de caatinga convertida em pasto, nas encostas dasecorregião do Bioma Caatinga, apresenta um grande número vertentes encontra-se uma floresta semi-decídua, passandode Inselbergues graníticos-gnáissicos, particularmente na re- para uma vegetação mais baixa, predominantemente arbus-gião de Milagres, uma das 57 áreas desse Bioma consideradas tiva, nas partes mais íngremes e finalmente convertendo-sede extrema importância biológica (vElloso et al., 2002). em uma vegetação formada por moitas ilhadas na superfície O Morro do Agenor, localizado na região de Mila- rochosa, sendo esta última o alvo do estudo aqui realizadogres (Município de Itatim), tem sido objeto de um levanta- (França et al., 1997).mento florístico sem delineamento estatístico nos últimos Quatro parcelas de 10m x 10m foram montadas em10 anos, de forma que sua flora é bastante conhecida e bem pontos extremos do ápice do Inselbergue: uma no extremorepresentada em herbário (França et al., 1997). Leste (I); outra no extremo Oeste (II); uma terceira na face O presente trabalho visa detectar padrões de com- Norte (III); e a última na face Sul (IV).posição e abundância de espécies, complementando os tra- A montagem das parcelas seguiu concEição (2003),balhos realizados anteriormente na área, com a avaliação da tendo sido cada parcela dividida em 25 quadrículas de 2mdiversidade da vegetação encontrada no topo do Inselbergue, x 2m. Em cada parcela, cinco quadrículas foram sorteadaspermitindo a sua comparação com outros levantamentos em para estudo, que consistiu na identificação das espécies, con-Inselbergues que estão em andamento. tagem do número de indivíduos, determinação da forma de vida de cada uma e estimativa da cobertura vegetal. No caso mAteriAl e métodos de Bromeliaceae, cada roseta foi considerada como um in- divíduo; no caso de Poaceae, considerou-se como indivíduo A área de estudos está localizada no município de cada tufo isolável.Itatim, Bahia, nas coordenadas 12o42’40-43”S, 39o46’18- As classes de cobertura adotadas foram: 0%-10%;28”W, com uma altitude variando de 385-420 m.s.n.m. 10%-20%; 20%-40%; 40%-60%; 60%-80% e 80%-100%.Trata-se de um Inselbergue granítico-gnáissico do tipo dor- Em cada quadrícula a porcentagem de substrato sem cober-so-de-baleia (PorEMbsky & barthlott, 2000), denominado tura de plantas vasculares também foi estimada. 30
  2. 2. JanEiro-Março 2006] França et al. – vEgEtação do toPo dE uM insElbErguE 31 As formas de vida de Raunkiaer seguem as defini- Tabela 1. Espécies encontradas nas quatro parcelas.ções propostas em MuEllEr-doMbois & EllEnbErg (1974). Família Espécie Testemunho A coleta do material testemunho seguiu Mori et al.(1989), tendo sido depositado no Herbário HUEFS. O siste- Amaranthaceae Gomphrena vaga Mart. E. Melo et al. 1481ma de classificação adotado é o de cronquist (1981). Syagrus coronata O cálculo do índice de Shannon-Wiener e de sua Não coletada (Mart.) Becc.equitabilidade segue Pinto-coElho (2000) e KrEbs (1989), Arecaceae Syagrus vagansutilizando-se para o cálculo o logarítmo neperiano. A den- F. França et al. 1636 (Bondar) Hawk.sidade absoluta foi calculada conforme KrEbs (1989), tendo Asteraceae Trixis vauthieri DC. F. França et al. 1406sido calculado o número de indivíduos de cada espécie divi- Tabebuia impetiginosa Bignoniaceae F. França et al. 1404dido pela área total amostrada (80m2). (Mart. ex DC.) Stand. A similaridade entre as parcelas foi calculada utili- Aechmea lingulata (L.) F. França et al. 1399zando-se o índice de Dice (= Sorensen), com o agrupamento Bakerfeito pelo método UPGMA, conforme rohlF (1997). Encholirium spectabile F. França et al. 1487 Mart. ex Schult.f. resultAdos Hohenbergia Bromeliaceae leopoldohorstii Gross, F. França et al. 1400 Rauh & Leme Foram coletadas 34 espécies no ápice do Inselber- Tillandsia recurvata L. E. Melo et al. 1482gue (Tabela 1), sendo Bromeliaceae e Euphorbiaceae as Tillandsiafamílias mais ricas com seis espécies (c. 16%) e com qua- E. Melo et al. 1403 sptreptocarpa Bakertro espécies (c. 11%), respectivamente (Fig. 1). As parcelas Tillandsia usneoides L. E. Melo et al. 1630apresentaram de 10 a 23 espécies, sendo que a parcela II, Cactaceae indet. Não coletadaaquela localizada na face Norte do Inselbergue, contabilizou Melocactusum total de 23 espécies, enquanto que a parcela III, locali- F. França et al. 1815 salvadorensis Werdern.zada no extremo Oeste do dorso do afloramento, apresentou Cactaceae Pilosocereus gounelleiapenas 10 espécies. (F.A.C. Weber) Byles et F. França et al. 1489 A maioria das espécies registradas é fanerófita (c. Rowley64%), tendo sido registrado apenas quatro terófitas (c. 12%), Celastraceae Maytenus rigida Mart. F. França et al. 1722três hemicriptófitas e três epífitas (c. 9%), além de duas ca- Acalypha amblyodonta Não coletadaméfitas (c. 5%), sendo estas Nanuza plicata (Velloziaceae) e Muell Arg.Aosa rupestris (Loasaceae) (Fig. 2). Acalypha brasiliensis Euphorbiaceae F. França et al. 1457 As quatro parcelas juntas formam um grupo similar Muell. Arg.com Sorensen no valor de 0,360. O par formado pelas parce- Croton echioides Baill. E. Melo et al. 1483las III-IV mostrou similaridade com o índice de Sorensen de Tragia volubilis L. E. Melo et al. 13830,414, enquanto que o par de parcelas I-II mostrou ser o mais Centrosema Fabaceae F. França et al. 1483 brasilianum (L.) Benth.similar com índice de Sorensen de 0,581 (Fig. 3). Goniorrhachis marginta As espécies mais freqüentes foram Tillandsia recur- Caesalpiniaceae F. França et al. 1855 Taub.vata (Bromeliaceae), que foi registrada em sete quadrículas Aosa rupestris (Gard.)(35%), e Encholirium spectabile (Bromeliaceae), registrada Loasaceae F. França et al. 1389 Weingendem seis quadrículas (30%). Três espécies foram registradas Lythraceae Ammania sp. Não coletadaem quatro quadrículas (20%): Aechmaea lingulata, Tillan- Herissantia crispa Não coletadadsia streptocarpa (Bromeliaceae) e A. rupestris. As demais Malvaceae Sida galheirensis (L.) F. França et al. 1460espécies ocorreram em menos que três quadrículas, sendo Briz.que 43% das espécies ocorreram em uma única quadrícula Schoepfia brasiliensis Olacaceae E. Melo et al. 1582(Tabela 2). A. DC. Em termos de cobertura, 45% das quadrículas Poaceae sp. 1 Não coletadaamostradas apresentaram 80%-100% do substrato sem ve- Poaceae Poaceae sp. 2 Não coletada Poaceae sp. 3 Não coletadagetação vascular, sendo que em duas quadrículas 100% do Portulacaceae Portulaca halimoides L. E. Melo et al. 1420substrato estava sem vasculares. Apenas E. spectabile cobriu Mitracarpus villosus80%-100% do substrato, em duas quadrículas, apresentando Rubiaceae E. Melo et al.1594 Cham.cobertura de 10%-80% em outras três quadrículas. Três es- Turnera calyptrocarpapécies apresentaram cobertura entre 40%-60%: A. lingulata E. Melo et al.1413 Urbane Tabebuia impetiginosa (Bignoniaceae) em uma quadrícu- Turneraceae Turnera chamaedryfolia E. Melo et al. 1405la, além de Goniorrhachis marginata (Caesalpiniaceae) em Cambes.duas quadrículas. A maioria das espécies cobriu apenas de Nanuza plicata (Mart.) Velloziaceae E. Melo et al. 14770%-10% do substrato (c. 82%) (Tabela 3). L.B.Smith
  3. 3. 32 sitiEntibus sériE ciências biologicas [Vol. 6Tabela 2. Número de indivíduos por espécie por quadrícula. Parcela I Parcela II Parcela III Parcela IVEspécie 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20Acalypha amblyodonta 4 2Acalypha brasiliensis 4 1Aechmea lingulata 4 6 7 1Ammania sp. 6Aosa rupestris 1 1 1 1Cactaceae indet. 1Centrosema brasiliana 3 1 1Croton echioides 1 1 2Encholirium spectabilis 15 7 1 10 2 12Gomphrena holosericea 1Goniorrhachis marginata 2 1 2Herissantia crispa 1Hohenbergia leopoldohorstii 3 1Maytenus ilicifolia 1Melocactus salvadorensis 2 1Mitracarpus villosus 6 2 5Nanuza plicata 2Pilosocereus gounnelei 1Poaceae sp. 1 5 1Poaceae sp. 2 1Poaceae sp. 3 15Portulaca halimoides 66Shoepfia brasiliensis 1Sida galheirensis 6 2Syagrus coronata 1Syagrus vagans 1Tabebuia impetiginosa 1 3Tillandsia recurvata 100 10 36 4 11 23 68Tillandsia sptreptocarpa 11 3 10 1Tillandsia usneoides 1Tragia volubilis 1 1Trixis vauthieri 1 2Turnera calyptrocarpa 2Turnera chamaedryfolia 1 1 1Total de indivíduos/quadrícula 7 16 117 20 11 13 45 23 15 0 12 1 15 12 0 73 41 7 89 1Fig. 1. Famílias mais ricas. Fig. 2. Espectro biológico das espécies amostradas.
  4. 4. JanEiro-Março 2006] França et al. – vEgEtação do toPo dE uM insElbErguE 33Tabela 3. Classes de cobertura por espécies por quadrícula e de substrato sem vasculares: número de quadrículas em que a espécie aparece e o quantodo substrato que ela cobria.Espécie 0-10 10--20 20--40 40--60 60--80 80--100 TotalAcalypha amblyodonta 1 1 2Acalypha brasiliensis 2 2Aechmea lingulata 1 2 1 4Ammania sp. 1 1Aosa rupestris 4 4Cactaceae indet. 1 1Centrosema brasiliana 3 3Croton echioides 3 3Encholirium spectabilis 1 1 1 2 5Gomphrena holosericea 1 1Goniorrhachis marginata 1 2 3Herissantia crispa 1 1Hohenbergia leopoldohorstii 1 1 2Maytenus ilicifolia 1 1Melocactus salvadorensis 2 2Mitracarpus villosus 3 3Nanuza plicata 1 1Pilosocereus gounnelei 1 1Poaceae sp. 1 2 2Poaceae sp. 2 1 1Poaceae sp. 3 1 1Portulaca halimoides 1 1Shoepfia brasiliensis 1 1Sida galheirensis 2 2Syagrus coronata 1 1Syagrus vagans 1 1Tabebuia impetiginosa 1 1 2Tillandsia recurvata 7 7Tillandsia sptreptocarpa 4 4Tillandsia usneoides 1 1Tragia volubilis 2 2Trixis vauthieri 1 1 2Turnera calyptrocarpa 1 1Turnera chamaedryfolia 3 3Substrato sem vasculares 2 2 1 2 4 9 20 T. recurvata também foi a espécie que apresentou maior densidade absoluta (c. 3,15 indívíduos/m2), seguida por Portulaca halimoides (Portulacaceae) com 0,83 indví- duos/m2 e E. spectabile com c. 0,58 indivíduos/m2. A par- cela IV, localizada mais ao sul, foi a que apresentou maior densidade absoluta (c. 10,55 indivíduos/m2), enquanto que a parcela III, aquela mais ao oeste, foi a que apresentou me- nor densidade absoluta (c. 2 indivíduos/m2) (Tabela 2). O índice de Shannon-Wiener em cada parcela de 100m2 variou de 1,46-1,94 nats/indivíduo, com uma equi- tabilidade que variou de 0,41-0,54. Considerando o total amostrado, somando-se as quatro parcelas de 100m2, ob- teve-se o valor de Shannon-Wiener de 2,07 nats/indivíduo,Fig. 3. Similaridade entre as parcelas. com equitabilidade de 0,59.
  5. 5. 34 sitiEntibus sériE ciências biologicas [Vol. 6 discussão sptreptocarpa (SMith & Downs, 1977), A. lingulata (SMi- th & Downs, 1979), Centrosema brasiliana (SoloMon, Comparando-se a presente lista de espécies com 2005), Gomphrena vaga (SoloMon, 2005). Espécies comaquela apresentada por França et al. (1997), houve um distribuição restrita à Caatinga (c. 18%) foram: Maytenusacréscimo de pelo menos quatro espécies à lista do Mor- rigida (rEissEk, 1861), G. marginata (quEiroz, 2004);ro do Agenor: Acalypha amblyodonta (Euphorbiaceae), Sida galheirensis (SoloMon, 2005), Pilosocereus gounne-Ammania sp. (Lythraceae), Goniorrhachis marginata (Ca- lei (taylor & zaPPi, 2004), A. rupestris (wEigEnd, 2005)esalpiniaceae) e Herissantia crispa (Malvaceae). Porém, e E. spectabile (Forzza, 2001). Espécies com distribuiçãono referido trabalho, foram registradas 40 espécies nosambientes do ápice do Inselbergue, enquanto que compa- restrita à Bahia (c. 12%) foram: Croton echioides (Gova- Erts et al., 2000), Hohenbergia leopoldo-horstii (lEME &rando com o levantamento realizado em outro Inselberguelocalizado no município de Feira de Santana (França et al., Marigo, 1993), Syagrus vagans (noblick, 1991), Melocac-2005), foram registradas 48 espécies localizadas apenas no tus salvadorensis (taylor & zaPPi, 2004). Espécies tidasafloramento rochoso. como ruderais (c. 9%) foram: H. crispa (lorEnzi I, 2000), Os resultados destes trabalhos sugerem que o es- Mitracarpus villosus (lorEnzi, 2000), Tillandsia usneoidestudo aqui apresentado, onde foram registradas apenas 34 (lorEnzi, 2000).espécies, não amostrou a totalidade de espécies presentes, Considerando-se as formas de vida, observou-sesendo essa avaliação prejudicada, pois os outros trabalhos que a grande maioria das espécies amostradas é constitu-não foram feitos com a mesma metodologia aqui emprega- ída por fanerófitas (64%), incluindo epífitas e suculentas,da, tornando impossível precisar a porcentagem do total de sendo que o número de espécies de outras formas de vidaespécies que foram amostradas. Considerando o trabalho não ultrapassou 15% das espécies amostradas. Este resul-de França et al. (1997), que foi realizado no mesmo local tado corresponde ao que foi encontrado em França et al.que o levantamento aqui apresentado, estima-se que foram (2005), onde 54% das espécies amostradas são fanerófitas,amostradas c. 75%-85% do total de espécies nas parcelas. enquanto que as outras formas de vida não ultrapassaram A maioria das espécies registradas apresenta uma 20% das espécies amostradas. Interessante notar a ausênciadistribuição ampla (c. 47%), ocorrendo na Bahia e em ou-tros estados do nordeste: Turnera calyptrocarpa, T. cha- de lianas, fato que diferencia do amostrado em França etmaedrifolia (Arbo, 2000); Tabebuia impetiginosa (GEn- al. (2005), que apresentou seis espécies de lianas.try, 1992), Acalypha amblyodonta, A. brasiliensis, Tragia A alta freqüência de Fanerófitas em Inselberguesvolubilis (GovaErts et al., 2000), Trixis vauthieri (Hind, do semi-árido brasileiro, com amostragens apresentadas2003), Syagrus coronata (Noblick, 1991), Portulaca ha- aqui e em França et al. (2005), contrastam fortemente comlimoides (OlivEira, 2001), Shoepfia brasiliensis (SlEuMEr, aqueles amostrados na África (cf. sEinE, 1996), onde as te-1984), N. plicata (SMith & ayEnsu, 1976), T. recurvata, T. rófitas são normalmente mais numerosas. referênciAs bibliográficAsarbo MM. 2000. Estudios sistemáticos en Turnera (Turneraceae) II. Se- don: Royal Botanic Gardens, Kew. ries Annulares, Capitatae, Microphyllae y Papilliferae. Bon- hind D. 2003. Flora de Grão-Mogol, Minas Gerais: Compositae (Astera- plandia 14: 1-82. ceae). Bol. Bot. Univ. São Paulo 21(1): 179-234.ConcEição A. 2003. 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