Caderno de resumos

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  • 1. I SEMANA DE HISTÓRIACULTURA, RESISTÊNCIA E SUJEITO 26 a 30 de março de 2012 Rolim de Moura/UNIR 2012
  • 2. CADERNO DE RESUMOS I Semana de História CULTURA, RESISTÊNCIA E SUJEITO UNIR/Rolim de Moura 26 a 30 DE MARÇO DE 2012 Realização Universidade Federal de RondôniaDepartamento de História – Campus Rolim de Moura Programa de Graduação em História Rolim de Moura/RO 2012 1
  • 3. I SEMANA DE HISTÓRIACULTURA, RESISTÊNCIA E SUJEITO Organização do Volume Adriane Pesovento Veronica Aparecida Silveira Aguiar Capa Thiago Sartoro Diagramação Veronica Aparecida Silveira Aguiar 2
  • 4. COORDENADORAS DA I SEMANA DE HISTÓRIAProfa. Ms. Adriane Pesovento (UNIR)Profa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (UNIR)COMISSÃO ORGANIZADORA LOCALProf. Ms. Márcio Marinho MartinsProfa. Ms. Maria Aparecida da SilvaProf. Ms. Néri de Paula CarneiroCOMISSÃO CIENTÍFICAProfa. Ms. Adriane PesoventoProf. Ms. Márcio Marinho MartinsProfa. Ms. Maria Aparecida da SilvaProf. Ms. Néri de Paula CarneiroProfa. Ms. Veronica Aparecida Silveira AguiarORGANIZAÇÃOCurso de História/Departamento História (UNIR)APOIOUniversidade Federal de RondôniaCOMISSÃO DE APOIOMonitores da UNIR de Porto VelhoMonitores da UNIR de Rolim de MouraAGRADECIMENTOSAssociação Nacional de História – ANPUHCultura, Extensão e Assuntos Estudantis - PROCEAReitoria – UNIRPró-Reitoria de Extensão – UNIR 3
  • 5. APRESENTAÇÃO Realizar a I SEMANA DE HISTÓRIA: CULTURA, RESISTÊNCIA ESUJEITO é provar que todos os sonhos são possíveis. Foi com as premissas dotrabalho e da disciplina que alunos, professores, pesquisadores e funcionários daUniversidade Federal de Rondônia, Campus de Rolim de Moura, mobilizaram-se para concretizar um projeto permanente de eventos acadêmicos na área deHistória. Para tal empreendimento convocamos os professores e alunos doCampus da Capital para juntos conosco iniciar esta empreitada. O curso deHistória de Rolim de Moura foi criado em 2010 e pretende seguir com a trocainterdisciplinar de pesquisa em âmbito estadual e fundar laboratórios depesquisa em todo o estado de Rondônia. A temática escolhida para a I Semana de História foi a cultura, resistênciae sujeito, a partir da qual buscou-se promover o debate privilegiando a históriado Estado de Rondônia e a prática do ensino de História. A realização do evento contou com o apoio fundamental e auxílioprecioso dos alunos de graduação de História do Campus de Rolim de Moura. Aeles agradecemos sinceramente pelo carinho e dedicação. Agradecemos tambémaos graduandos de Porto Velho, que são dispostos, interessados e nos ajudam naconcretização do evento. Também de fundamental importância é a participação dos docentes daUniversidade Federal de Rondônia, Campus da Capital e do interior. Umagradecimento especial a todos os nossos queridos colegas que, sempre solícitose diligentes, ajudam a promover um intercâmbio de pesquisa no Estado deRondônia. Além das conferências, oficinas, mesas redondas e mini-cursos oferecidospelos pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia, este ano, temos oprazer de apresentar a conferência do Professor Doutor Benito Bisso Schmidt,da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atual presidente da Associação 4
  • 6. Nacional de História – ANPUH. A presença deste renomado expoente dahistoriografia nacional assinala a refundação da seção regional, ANPUH-RO. Écom muita satisfação que anunciamos a volta de Rondônia para o circuitonacional de pesquisa em História. Estimamos que mais estudantes e profissionais de História se juntemconosco e usufruam de uma excelente jornada de estudos nesses cinco dias da ISemana de História: Cultura, resistência e sujeito. As organizadoras, Adriane Pesovento e Veronica Aparecida Silveira Aguiar 5
  • 7. SUMÁRIOProgramação Geral ......................................................................................... 7Resumos de Conferências ............................................................................... 15Resumos das Mesas Redondas......................................................................... 18Resumos dos Mini-cursos ................................................................................ 29Resumos das Oficinas ...................................................................................... 35Resumos das Comunicações ............................................................................ 41Resumos dos Pôsteres ...................................................................................... 49Realização ........................................................................................................ 52Agradecimentos.................................................................................................. 54 6
  • 8. PROGRAMAÇÃO GERAL 7
  • 9. PROGRAMAÇÃO GERAL26 DE MARÇO DE 2012 – SEGUNDA-FEIRA14:00-18:00 Credenciamento18:00- 20:00 Apresentação cultural Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR)19:00- 22: 30 Conferência de Abertura Cultura e religião: as raízes do sincretismo religioso afro-brasileiro Prof. Dr. Dante Ribeiro da Fonseca (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho27, 28 e 29 DE MARÇO DE 2012 (TERÇA, QUARTA E QUINTA)14:00 - 16:00 Oficina 1 - Desafios para a história local Prof. Ms. Neri de Paula Carneiro (História/UNIR)14:00 - 16:00 Oficina 2 - História oral: desvios e sentidos no imaginário amazônico Profa. Dra. Avacir Gomes dos Santos Silva (Pedagogia/UNIR) e Prof. Ms. Zairo Carlos da Silva Pinheiro (História/UNIR)14:00 - 16:00 Oficina 3- Os territórios da Morte em Porto Velho na primeira metade do século XX Prof. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira (História/UNIR)14:00 - 16:00 Oficina 4 - Migrações em Rondônia nas décadas de 1970 a 1980 Profa. Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)14:00 - 16:00 Oficina 5 - Educação patrimonial: Arqueologia em Rondônia Profa. Ms. Maria Coimbra de Oliveira Garcia (Museu Regional de Arqueologia de Médici) e Prof. Esp. José da Silva Garcia (Museu Regional de Arqueologia de Médici)14:00 - 16:00 Oficina 6 - Movimentos sociais e ação dos partidos políticos numa visão do socialismo científico Profa. Ms. Maria das Graças de Araújo (Pedagogia/UNIR) e Prof. Ms. Everaldo Lins de Santana (Filosofia/SEDUC)Local: Universidade Federal de Rondônia – Campus de Rolim de Moura - UNIR27 DE MARÇO DE 2012 – TERÇA-FEIRA16:00 - 17:30 MESA-REDONDA 1 - ESTUDOS SOBRE O ESPAÇO E A CULTURARONDONIENSE 8
  • 10. Coordenação: Prof. Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)CULTURAS DESVIANTES: AS ESPACIALIDADES DAS COMUNIDADESRIBEIRINHAS DO VALE DO GUAPORÉ (RO)Profa. Dra. Avacir Gomes dos Santos Silva (Pedagogia/UNIR)FILOSOFIA AFRICANA: O PENSAR AFRICANOProf. Ms. Everaldo Lins de Santana (Filosofia/UNIR)ARQUEOLOGIA NO CENTRO-LESTE RONDONIENSE: PESQUISA E TURISMOCULTURALProfa. Ms. Maria Coimbra de Oliveira Garcia (Museu regional de arqueologia de Médici)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho27, 28 e 29 DE MARÇO DE 2012 (TERÇA, QUARTA E QUINTA)19:00 – 21:00 Mini-curso 1 - A construção do “sujeito” durante a migração em Rondônia: final da década de 1970 a 1990 Profa. Dra. Lilian Maria Moser (História/UNIR)19:00 – 21:00 Mini-curso 2 - O que nos resta é a cor? Movimento negro e a resistência negra no Brasil Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR)19:00 – 21:00 Mini-curso 3 - Antropologia e cultura popular Prof. Ms. Ninno Amorim (Ciências Sociais/UNIR)19:00 – 21:00 Mini-curso 4 - Normalização de trabalhos acadêmicos em História Profa. Esp. Nágila Nerval Chaves (Biblioteconomia/UFES)19:00 – 21:00 Mini-curso 5 - O problema da repetição em História Prof. Dr. Vagner da Silva (História/UNIR)19:00 – 21:00 Mini-curso 6 - Gênero, regra e misoginia na época medieval Prof. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR)19:00 – 21:00 Mini curso 7 - O processo de colonização recente em Rondônia e os conflitos agrários a partir da década de 1980 Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR) e Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR)19:00 – 21:00 Mini curso 8 - Projeto de pesquisa: passos metodológicos para a construção Prof. Dr. Orestes Zivieri Neto (Pedagogia/UNIR) 9
  • 11. Local: Universidade Federal de Rondônia – Campus de Rolim de Moura - UNIR27DE MARÇO DE 2012 – TERÇA-FEIRA21:00 - 22:30 MESA-REDONDA 2 - CULTURAS E SUJEITOS NA CONSTRUÇÃO DAHISTÓRIA DE RONDÔNIACoordenação: Prof. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR)CULTURA NUMA ENCRUZILHADA: UMA DISCUSSÃO SOBRE OS CONCEITOS DECULTURAProf. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR)CULTURA E DIALÉTICA: A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO E O SEU POTENCIAL DERESISTÊNCIAProfa. Dra. Lilian Maria Moser (História/UNIR)UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA POLÍTICA DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRASEM RONDÔNIA: AGENTES E ASPECTOS DAS MUDANÇAS CULTURAISProfa. Ms. Marta Valéria de Lima (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho28 DE MARÇO DE 2012 – QUARTA-FEIRA16:00 - 17:30 MESA REDONDA 3: INDÍGENAS E CAMPONESES EM RONDÔNIA:HISTÓRIA, RESISTÊNCIA E LUTA PELA TERRACoordenação: Prof. Ms. Néri de Paula Carneiro (História/UNIR)COLONIZAÇÃO RECENTE E A LUTA PELA TERRA EM RONDÔNIAProf. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR)A RESISTÊNCIA INDÍGENA E CAMPONESA FRENTE A EXPANSÃO DOLATIFÚNDIO NA ATUALIDADEProfa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR)MIGRAÇÃO EM ROLIM DE MOURA E OS INTERESSES DO ESTADOProfa. Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho28 DE MARÇO DE 2012 – QUARTA-FEIRA21 - 22:30 MESA-REDONDA 4 - OS SUJEITOS NA ANTROPOLOGIA, FILOSOFIA EHISTÓRIA 10
  • 12. Coordenação: Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR)FRAGMENTOS DE HISTÓRIA INDÍGENA EM RONDÔNIA: INDÍCIOS DE MORTE EVIDA NOS REGISTROS DOCUMENTAIS DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO ÍNDIO –SPIProfa. Ms. Adriane Pesovento (História/UNIR)NOTAS SOBRE OS ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE HISTÓRIA EANTROPOLOGIA NAS GRADUAÇÕES DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS SOCIAIS NAUNIRProf. Ms. Ninno Amorim (Antropologia/UNIR)A FILOSOFIA NA HISTÓRIA DE HEGELProf. Dr. Vagner da Silva (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho29 DE MARÇO DE 2012 – QUINTA-FEIRA16:00 – 17:30 MESA REDONDA 5: ESTUDOS SOBRE O ENSINO E O OFÍCIO DOHISTORIADORCoordenação: Prof. Ms. Adriane Pesovento (História/UNIR)A CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA E HISTÓRIA LOCAL: DESAFIOS AO PROFESSORProf. Ms. Néri de Paula Carneiro (História/UNIR)FRANCISCANISMO, SUJEITOS E O OFÍCIO DO HISTORIADORProfa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR)SABERES DOCENTESProf. Dr. Orestes Zivieri Neto (Pedagogia/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho29 DE MARÇO DE 2012 – QUINTA-FEIRA21:00 - 22:30 CONFERÊNCIA 2: POPULAÇÕES INDÍGENAS DE RONDÔNIA:SOBREVIVÊNCIA, DESAFIOSProf. Dr. Edinaldo Bezerra de Freitas (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho30 DE MARÇO DE 2012 - SEXTA –FEIRA14:00 às 15:30 Apresentação de Pôsteres e ComunicaçõesLocal dos Pôsteres: sala 1 – UNIR 11
  • 13. Pesquisas sobre Educação e HistóriaCoordenação: Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR)AS RELAÇÕES SEMIFEUDAIS NO AMBIENTE ESCOLAR: SE VOCÊ MANDA, EUOBEDEÇO!Acadêmica: Silmara Ferreira Lopes (Pedagogia/UNIR)Orientadora: Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR)BARBADIANOS: BASTIDORES DE UM PRECONCEITO EM PORTO VELHO.POPULAÇÕES NEGRAS URBANAS: CULTURA, IDENTIDADE ETERRITORIALIDADE.Acadêmica: Rita Clara Vieira da Silva (História/UNIR)Orientador: Prof. Dr. Dante Ribeiro Fonseca (História/UNIR)Co-orientadora: Profa. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira (História/UNIR)APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕESLocal Comunicações 1: sala 2 - UNIRPesquisas sobre a história de RondôniaCoordenação: Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR)O NATIVO GUERREIRO - O SENTIDO DE GUERREAR NAS SOCIEDADESINDÍGENAS AMAZÔNICAS PRÉ-COLONIAISAcadêmica: Elis da Silva Oliveira (História/UNIR)AMAZÔNIA, DESCASOS E DIFICULDADES: CONTRIBUIÇÕES PARA OENTENDIMENTO HISTÓRICO-ANTROPOLÓGICO DOS POVOS NATIVOS ANTESDA INVASÃO EUROPEIAAcadêmico: João Lucas Proença da Silva (História/UNIR)Orientadora : Profa. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira (História/UNIR)A FORÇA DOS TEMPOS: CURA DE “CABOCLO” EM UM TERREIRO PORTOVELHO/RO. 2011Acadêmico: Leonardo Lucas Britto (História/UNIR)Orientador: Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR)Local Comunicações 2: sala 3 - UNIRPesquisas sobre a História da Educação e movimentos sociaisCoordenação: Profa. Ms. Adriane Pesovento (História/UNIR) 12
  • 14. A ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA PERSPECTIVACONSTRUTIVISTA X PERSPECTIVA FREIRIANAGraduados: José Aparecido da Cruz e Rogério Lopes de Jesus (Pedagogia/UNIR)TEORIA CRÍTICA - INDÚSTRIA CULTURAL ONTEM E HOJE. DIALÉTICA EESCLARECIMENTO: “O REPENSAR DA INDÚSTRIA, CULTURA, EDUCAÇÃO EFORMAÇÃO DA SOCIEDADE” (AMPLIANDO OS HORIZONTES MODERNOS.)Acadêmicas: Camila Felisberto Sousa e Elizângela Mendes de Araújo (História/UNIR)HISTÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES/MOVIMENTOS SOCIAIS DE RO/MT: LAÇOS EENTRELAÇOS COM A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIAProf. Ms. Nelbi Alves da Cruz (Pedagogia/UNIR/UFMT)A RELAÇÃO ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR NOS MOMENTOS DE HIGIENE DAEDUCAÇÃO INFANTILAcadêmica: Fernanda dos Passos (Pedagogia/UNIROrientadora: Dra. Marli Lucia T. Zibetti (Pedagogia/UNIR)Local Comunicações 3: sala 4 - UNIRPesquisas sobre norma, doença e trabalho nas Ciências HumanasCoordenação: Profa. Ms. Veronica Aguiar (História/UNIR)A CATEGORIA TRABALHO: BREVE AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA EPROSPECTIVA NUMA ABORDAGEM MARXISTAProfa. Ms. Maria das Graças de Araújo (Pedagogia/UNIR)CONSIDERAÇÕES SOBRE A POBREZA NA REGRA E NO TESTAMENTO DEFRANCISCO DE ASSIS (1182-1226)Profa. Ms. Veronica Aguiar (História/UNIR)A INVENÇÃO DO SUJEITO DOENTE MENTAL: A RESISTÊNCIA CIENTÍFICACONTRA A CULTURA MÍTICA DO DSM NO CAMPO DO DIAGNÓSTICO EM SAÚDEMENTALProf. Ms. Paulo Rogério Morais (Psicologia/UNIR)30 DE MARÇO DE 2012 – SEXTA-FEIRA15:30 - 16:30 Assembleia dos EstudantesCentro Acadêmico de Históira16:30 - 17:30 Assembleia Geral (ANPUH – RO)Professores da UNIR 13
  • 15. 19:00 - 19:30 Apresentação cultural Profª. Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)21:00 às 21:30 CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO O ofício do historiador na atualidade: possibilidades e limites Prof. Benito Bisso Schimidt (Presidente da ANPUH/UFRGS)OBS: Haverá transporte para os que não possuem veículos.(UNIR/Teatro Municipal)21:30 – 22: 00 Cerimônia de Encerramento - Vídeo Profª Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)Local: Teatro Municipal Francisca Veronica de Carvalho 14
  • 16. RESUMOS DAS CONFERÊNCIAS 15
  • 17. CONFERÊNCIA DE ABERTURAData: 26 de março de 2012Horário: 19:30 h às 21:30 hCULTURA E RELIGIÃO: AS RAÍZES DO SINCRETISMO RELIGIOSO AFRO-BRASILEIRO Prof. Dr. Dante Ribeiro da Fonseca (História/UNIR) 1. O fenômeno do sincretismo observado nas práticas religiosas dos negros escravizadosno Brasil é, historicamente, interpretado como um artifício de sobrevivência, um tipo deresistência passiva à despersonalização e desenraizamento cultural cuja tentativa incide sobreos escravos, particularmente no campo da cultura religiosa. O sincretismo religioso no Brasilque produziu os cultos de matriz afro-brasileira, mais que um artifício é um dado da própriacultura religiosa, em sua vertente africana, que gerou esses cultos. Confrontado com o caráterdogmático e fechado do cristianismo, as crenças religiosas africanas cujas práticastransformaram-se nos cultos de matriz africana no Brasil são abertas, não proselitistas e nãodogmáticas. Destarte, o ponto de vista sustentado nesse artigo é que o sincretismo comoferramenta de resistência somente existiu entre os negros escravizados e seus descendentesporque existia antes como uma possibilidade e uma prática em sua cultura religiosa. Aoesconder Yemanjá por detrás de Santa Bárbara, ou cultuar as duas como entidades similares, oafricano e seu descendente estava dando curso apenas a mais uma forma de mestiçagem epraticando um importante dado de sua prática religiosa ancestral.PALAVRAS-CHAVE: cultos afro-brasileiros, sincretismo, cultura religiosa.CONFERÊNCIAData: 29 de março de 2012Horário: 19:30 h às 21:30 h1 Historiador pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFICS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ). Doutor em Ciências Socioambientais pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) daUniversidade Federal do Pará (UFPa). Professor do Departamento de História (Porto Velho) e do Mestrado emCiências da Linguagem (Guajará-Mirim) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Vice-Diretor do Núcleode Ciências Humanas (NCH/UNIR) para o quadriênio 2010/2013. Coordenador do Mestrado em Ciências daLinguagem (MCL/UNIR) para o biênio 2012/2013. Pesquisador do Centro de Documentação e EstudosAvançados sobre Memória e Patrimônio de Rondônia (CDEAMPRO/UNIR), do Grupo de Pesquisa em HistóriaEconômica e Planejamento Público na Amazônia (NAEA/UFPa) e do Centro de Pesquisas Lingüísticas daAmazônia (CEPLA/UNIR). Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia (IHGRO). Presidente daAcademia de Letras de Rondônia (ACLER) para o biênio 2012/2013. Emeio: zeliafonseca@brturbo.com.br. 16
  • 18. POPULAÇÕES INDÍGENAS DE RONDÔNIA. SOBREVIVÊNCIAS, DESAFIOS. Prof. Dr. Edinaldo Bezerra de Freitas (História/UNIR) Em um estado de perfil caracteristicamente anti-indígena, as etnias da chamada "Terrade Rondon" podem e devem ser compreendidas sob o impacto da formação de processo deocupação e colonização bastante recente e portador de valores danosos ao meio ambiente e asobrevivência das suas versões de diversidades culturais. Doenças e dizimação populacionalperda de territórios, invasões de madeireiras, garimpeiros, catequese proselitista, políticasindigenistas questionáveis, são etapas a ser estudadas e que darão possíveis respostas acompreensão de uma população representada antagonicamente por mais de cinqüentarepresentações étnicas, mas em paradoxo, compostas de apenas aproximadamente dez milindivíduos. Fragmentação, isolamento, desafios de organização e sobrevivências são assim oconvite a pesquisa e ao engajamento político da causa da pluralidade humana.PALAVRAS-CHAVE: Indígenas, Rondônia, HistóriaCONFERÊNCIAS DE ENCERRAMENTOData: 30 de março de 2012Horário: 19:30 h às 21:30 hO OFÍCIO DO HISTORIADOR: POSSIBILIDADES E LIMITES Prof. Dr. Benito Bisso Schmidt (UFRGS/ANPUH/ABHO) A conferência abordará alguns dos desafios colocados aos profissionais de História naatualidade, especialmente aqueles que dizem respeito a sua atuação em espaços como museus,arquivos, memoriais, instituições ligadas ao turismo, entre outros ambientes voltados ao quenormalmente se chama de "preservação da memória". Para tanto, serão tratados questõesreferentes à formação do historiador, a sua prática profissional e ao papel da AssociaçãoNacional de História - ANPUH neste contexto.PALAVRAS-CHAVE: Ofício do Historiador, lugares de memória, ANPUH. 17
  • 19. RESUMOS DAS MESAS REDONDAS 18
  • 20. MESAS REDONDASData: 27 de Março de 2012Horário: 16:00 h às 17:30 hMESA 1: ESTUDOS SOBRE O ESPAÇO E A CULTURA RONDONIENSECoordenação: Prof. Ms. Maria Aparecida da Silva (História/UNIR)VALE DO GUAPORÉ: TERRITÓRIO DAS ESPACIALIDADES DAS CULTURASDESVIANTES2 Profa. Dra. Avacir Gomes dos Santos Silva (Pedagogia/UNIR) “A coisa em imagem e a coisa em realidade são uma única e mesma coisa em dois planos diferentes de existência: coisa e imagem” (SARTRE, 1996). A compressão espaço-tempo é fenômeno natural? As conseqüências da modernidadesão experiências universais? O cotidiano é tempo da mesmice? O lugar é espaço alienante?Neste ensaio colocamos em xeque tais questões, ao consideramos que existem modos de vivernão convenientes e nem convincentes as leis do mercado. Na lida cotidiana, conjugada com osentido de pertença ao lugar, indivíduos e grupos culturais se desviam das formas consumistasde espaço/tempo, por meio da utilização de táticas e práticas desviantes. Esses modos sãoencontrados nas cidades, por meio de vivências solitárias de práticas desviantes, mas nascomunidades ribeirinhas amazônicas, a cultura desviante funda a existência. Caminhantesentre mundos: o mundo das águas e o mundo da floresta, os ribeirinhos do Vale do Guaporévivenciam espacialidades fugitivas da concepção universal, totalizante e naturalizante dalógica capitalista. Buscamos compreender a lógica das culturas desviantes no diálogo entre asespacialidades vividas entre as águas e a terra pelos ribeirinhos guaporeanos.PALAVRAS-CHAVE: Vale do Guaporé, ribeirinhos e, cultura desviante.FILOSOFIA AFRICANA: O PENSAR AFRICANO Prof. Ms. Everaldo Lins de Santana (Filosofia/SEDUC)2 As abordagens sobre as comunidades ribeirinhas do Vale do Guaporé, como portadoras de culturas desviantes,apresentadas neste artigo, compõem parte da tese de doutorado defendida no IESA/UFG em maio de 2011. 19
  • 21. É comum se afirmar que a filosofia tem sua origem na Grécia antiga, entretanto,esquece-se que Tales de Mileto passou um longo período no Egito estudando com seus ossábios, Pitágoras permaneceu em terras egípcias durante, aproximadamente, 22 anos, alémdisso, Flávio Josefo nos informa que...Tales e Pitágoras foram alunos dos egípcios;Champollion afirmava que a interpretação dos monumentos do Egito demonstrava a origemegípcia...das principais doutrinas filosóficas da Grécia e Platão deve seus conhecimentos dematemática aos egípcios. A partir desses poucos e genéricos exemplos, apenas à guisa de ilustração, pode-seconstatar que, antes da Grécia, que nessa época ainda não era Grécia, a África, através doEgito, já praticava, há bastante tempo, o pensamento que, mais tarde, passaria a ser rotulado,pelos gregos, de “filosófico” e que, portanto, já se fazia filosofia, no continente africano, oque nos leva a falar de uma filosofia africana e de um pensar também africano. Vale salientar, ainda, o fato de que, embora em muitos países se valorize a filosofiaafricana, essa expressão soa estranha para muitos que se “amarram” a Hegel.PALAVRAS-CHAVE: Doutrinas filosóficas, África, Filosofia africana.ARQUEOLOGIA NO CENTRO-LESTE RONDONIENSE: PESQUISA E TURISMOCULTURALProfa. Ms. Maria Coimbra de Oliveira Garcia (Museu regional de arqueologia de Médici) Rondônia possui denso patrimônio arqueológico, porém as pesquisas arqueológicasna região iniciaram-se apenas a partir da década de 80, com impulso maior nos últimos 10anos. O centro-leste rondoniense apresenta características especiais dentro deste contexto porapresentar também grande densidade de sítios com arte rupestre, tendo sido localizados até omomento 21 sítios, caracterizados unicamente por gravuras. Porém, em toda a região, jáforam localizados e catalogados mais de 100 sítios arqueológicos, distribuídos em cerâmicos(alguns destes com terra preta), e amoladores/polidores. Trata-se de pesquisa emdesenvolvimento, cujos resultados preliminares demonstram grande diversidade morfológicapara os sítios com arte rupestre e, para os lito-cerâmicos, vem reforçando a Teoria de que aregião do alto e médio curso do rio Ji-Paraná teria sido a terra natal dos povos do tronco Tupi.Tem-se observado também que o turismo informal, em alguns momentos, desenvolveupráticas de vandalismo, que, juntamente com a omissão de agentes públicos e privados,associados às intempéries naturais e ações antrópicas, tem contribuído para a deterioraçãodestes locais. Porém, ações de proteção foram iniciadas pela prefeitura de Presidente Médici 20
  • 22. que também estabeleceu parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacionalpara tal.PALAVRAS-CHAVE: patrimônio arqueológico, arte rupestre, turismo cultural.Data: 27 de Março de 2012Horário: 21:00 h às 22:30 hMESA 2: CULTURAS E SUJEITOS NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA DERONDÔNIACoordenação: Prof. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR)CULTURA NUMA ENCRUZILHADA: DISCUSSÕES SOBRE O CONCEITO DECULTURA NA HISTÓRIA Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR) O advento da História Cultural e suas implicações para a metodologia e para a teoriada História tornaram fundamental a necessidade de conceituação, ou ao menos, a tentativa detornar um pouco mais evidente o que a palavra Cultura pode representar para a História. Apesar de o pano de fundo desta proposta de mesa redonda ser a História Cultural esuas importantes discussões tais como a da própria palavra “representação”, não nos ateremosem comentar sobre a História Cultural, mas sim, traçar em linhas gerais, alguns conceitospossíveis para a palavra Cultura os quais poderão servir de direção para o historiador (ouaprendiz) quando estiver a exercer a tarefa legada por Clio. Tarefa que, segundo Eric Hobsbawm, pode vir a ser transformada em “matéria-primapara as ideologias nacionais ou étnicas”. Há, portanto, que se tomar cuidado com o fazerhistórico, sobretudo quando se “escolhe” esta ou aquela determinada “cultura” como objeto deestudo e pesquisa. O que significa cultura? O que podemos entender com esta Palavra? Cultura pode ser entendida como sinônimo de Educação (aquela pessoa tem muitacultura, foi muito bem educada). Pode relacionar-se ao conhecimento, ao saber (ele é muitoculto). Pode referir-se às artes de um modo geral: pintura, teatro, música (essas são asmanifestações culturais desse povo). Pode definir um cultivo, uma lavoura (minha cultura é asoja). Aliás, é da Agricultura que nasce o termo Cultura, cujo significado mais próximo diz 21
  • 23. respeito a tudo aquilo que não é natural, que não é encontrado na natureza. Tudo aquilo que éproduzido pelo homem, para o homem pode ser considerado Cultura. De fato é difícil atribuir um significado à palavra Cultura, sem associá-lo a um campo(na acepção de Pierre Bourdie), ou mesmo a uma área do conhecimento e suasinterdependências (Norbert Elias). Tanto mais difícil o é atribuir a cultura de um povo pois, mesmo a cultura (naconcepção dos fazeres humanos) não são engessados, não ficam parados no tempo, estão emconstante movimento, são reinventados todo o tempo, como nos lembra Hobsbawm em “AInvenção das Tradições”. Ou mesmo os processos de resistências, de individualidades depersonificação tais como os sugeridos por Michel de Certeau. Assim, diante da complexidade de um simples termo tal como parece ser o da Cultura,se faz necessário a todo historiador quando da escrita de sua pesquisa, de seu estudo, deantemão tornar evidente o que está a entender, ao menos naquele determinado e semprelimitado trabalho, por este ou aquele termo. Se o termo for Cultura, redobrar a atenção, eestabelecer desde cedo qual a direção seguir já que a Cultura parece estar numa encruzilhadade significados e sentidos.PALAVRAS-CHAVE: Cultura, História, Metodologia.CULTURA E DIALÉTICA: A CONSTRUÇÃO DO SUJEITO E O SEU POTENCIALDE RESISTÊNCIA Profa. Dra. Lilian Maria Moser (História/UNIR) Na definição de cultura ocorrem dois movimentos: o primeiro se refere ao conceito dapalavra de origem latina, do verbo colo, que significa cultivar o solo, aquilo que deve sercultivado. Esse significado se deu pelo fato do mundo romano estar ligado à agricultura,significando assim o cultivo da terra. Ainda nessa discussão os gregos tinham comopressuposto o desenvolvimento humano, em que Paidéia significava transmitir conhecimentoàs crianças (BOSI, 1992); o segundo movimento se refere a não neutralidade, em que nãopodemos considerar as práticas culturais como equivalentes, numa visão funcionalista, mas seestabelecem relações de poder, em que ¨os sistemas simbólicos¨ cumprem a tarefa da¨violência simbólica¨ (BOURDIEU,1998). Nesta dialética de construção e desconstrução osujeito redescobre seu potencial de resistência, em que dinamiza, relabora ou altera osparâmetros consolidados numa sociedade pluralista.PALAVRAS-CHAVE: Cultura, Sujeito, Resistência. 22
  • 24. UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA POLÍTICA DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS EM RONDÔNIA: AGENTES E ASPECTOS DAS MUDANÇASCULTURAIS Profa. Ms. Marta Valéria de Lima (História/UNIR) Este texto apresenta alguns resultados empíricos do projeto de doutorado História ereligiões afro-brasileiras de Rondônia: inserção, expansão e transformações de práticasrituais e religiosas (1911-2009). Nele se discute como o campo das religiões afro-brasileirasfoi influenciado por determinados indivíduos, sendo apresentadas as suas estratégias deinserção no cenário político e religioso local, tendo como pano de fundo o movimento deorganização das religiões afro-brasileiras em instituições federativas, assim como aconstrução da identidade religiosa, política e social de Rondônia.PALAVRAS-CHAVE: Umbanda, política, Rondônia.Data: 28 de Março de 2012Horário: 16:00 h às 17:30 hMESA 3: INDÍGENAS E CAMPONESES EM RONDÔNIA: HISTÓRIA,RESISTÊNCIA E LUTA PELA TERRACoordenação: Prof. Ms. Néri de Paula Carneiro (História/UNIR)COLONIZAÇÃO RECENTE E A LUTA PELA TERRA EM RONDÔNIA Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR) O artigo é uma síntese da análise realizada sobre a colonização recente de Rondônia edos conflitos agrários ocorridos entre as décadas de 1970, 1980 e 1990; apresentada na MesaRedonda Indígenas e Camponeses em Rondônia: História, Resistência e Luta Pela Terra, da ISemana de História da UNIR, Campus de Rolim Moura. Partindo de uma análise que temcomo base o materialismo histórico e dialético, identifica o campesinato como importantesujeito histórico na colonização recente e, ao mesmo tempo, aborda as possibilidades depesquisa desta temática para a produção historiográfica regional e que contribua para aconstituição de estudos de uma História Agrária rondoniense. O referencial teórico dapesquisa parte da conceituação de que a estrutura agrária brasileira é do tipo semifeudal, 23
  • 25. característica do capitalismo burocrático. Parte da discussão realizada é fruto de Dissertaçãode Mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNIR e do diálogocom outras pesquisas regionais que discutem a Questão Agrária no contexto de expansão dafronteira agrícola para a Amazônia. A Ditadura Militar no Brasil através do processo decolonização dirigida incentivou a migração de camponeses para a Amazônia visando conteros conflitos agrários no centro-sul do país, transferindo-os para esta região.PALAVRAS-CHAVE: Colonização, Campesinato, Conflitos Agrários.A RESISTÊNCIA INDÍGENA E CAMPONESA FRENTE A EXPANSÃO DOLATIFÚNDIO NA ATUALIDADE Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR) O trabalho centra-se na análise dos processos de resistência indígena e camponesa nocontexto de expansão do latifúndio a partir do estudo sobre as relações semifeudais esemicoloniais do capitalismo burocrático brasileiro. Capitalismo burocrático é o tipo decapitalismo engendrado pelo imperialismo nos países atrasados mediante o domínio sobretoda a sua estrutura econômica e social. A semifeudalidade iniciou-se na colonização doBrasil e pode ser comprovada pela existência do latifúndio e das formas mais precárias detrabalho predominantes no campo. Conforme dados oficiais, a concentração de terras noBrasil aumentou e a maior parte das terras públicas está ocupada ilegalmente peloslatifundiários, que continuam protegidos pelo Estado. O latifúndio vem se expandindo devidoaos processos de mecanização e commodities, chamados pelos capitalistas de agronegócio,que é um tipo de latifúndio que conserva as relações semifeudais e vínculos mais fortes com oimperialismo que o latifúndio tradicional. Além da expansão do latifúndio, grandesempreendimentos econômicos avançam ameaçando as populações indígenas e camponesasque ampliam o nível de organização e combatividade na luta pela terra como vem ocorrendono Estado de Rondônia nas últimas décadas.Palavras-chave: Capitalismo Burocrático, Questão Agrária, Resistência Indígena.MIGRAÇÃO EM ROLIM DE MOURA E OS INTERESSES DO ESTADO Profa. Ms. Maria Aparecida da Silva3 (História/UNIR/SEDUC)3 Professora Substituta do Curso de História – Universidade Federal de Rondônia – Campus de Rolim de Mouraonde ministra as Disciplinas de Metodologia Científica e A Pré – História do Brasil e Professora de História naE.E.E.F.M. Priscila Rodrigues Chagas - SEDUC – Rondônia e Especialista em História Regional pela FAP eMestre do Curso de História e Ciências Sociais, uma parceria entre a UPO e UMA da Espanha e UNIR cujocertificado está em fase de tramitação para convalidação no Brasil. 24
  • 26. Este texto tem o interesse de apresentar à sociedade as influências do Estado emconsonância com o processo migratório para Rolim de Moura desde seus primórdiosconsiderando os motivos reais para a implantação deste município. Além do mais primou-sepela valorização dos dados colhidos pela pesquisa de campo cujo objeto de estudo foram osmigrantes que por sua vez, ocuparam e colonizaram as terras rolimourenses tornando – as“famosas” em todo Estado de Rondônia de acordo com sua evolução econômica e política.Almejando alcançar o objetivo compreender os motivos do Estado nesta região de Rolim deMoura buscamos no decorrer de todo o contexto responder algumas indagações: Qual aposição do Estado em relação a ocupação da Amazônia, Rondônia e Rolim de Moura? O queo Estado pretendia para Rolim de Moura, uma localidade que deveria ser somente um núcleorural em Rondônia, Amazônia brasileira? Que ações do Estado para a região de Rolim deMoura? Porque Rolim de Moura? - Diante do exposto analisamos dados bibliográficospublicados por Ianni (1979), Amaral (2004/2007), Becker (1997), Santos (2001) entre outros,e também documentos que abordam sobre as ações do Estado deste a condução do processomigratório contextualizando a migração de diversos estados brasileiros rumo a Amazônia,Rondônia e como não poderia de ser, para Rolim de Moura. Facilitando uma discussão doquadro teórico, primou-se por gravar as histórias de vidas dos migrantes colaboradores paraque houvesse possibilidade de conhecer com mais exatidão a participação popular dosmigrantes na construção do espaço onde ocorreu a investigação. Verificamos que a presençado Estado deu-se de fato após árduo trabaho dos migrantes agricultores que abriram as linhasvicinais e suas terras, isto é, o suporte necessário para que a o governo pudesse atuar,explorando os potênciais econômicos que gerariam divisas ao Estado bem como garantir apresença neste espaço geográfico que sedia o Vale do Guaporé.Palavras-chave: migração, Estado, Rolim de Moura.Data: 28 de Março de 2012Horário: 21:00 h às 22:30 hMESA 4: PESQUISAS EM ANTROPOLOGIA, FILOSOFIA E HISTÓRIACoordenação: Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR) 25
  • 27. FRAGMENTOS DE HISTÓRIA INDÍGENA EM RONDÔNIA: INDÍCIOS DEMORTE E VIDA NOS REGISTROS DOCUMENTAIS DO SERVIÇO DEPROTEÇÃO AO ÍNDIO – SPI Profa. Ms. Adriane Pesovento (História/UNIR) O Serviço de Proteção ao Índio – SPI foi o órgão responsável inicialmente pela“atração” dos indígenas, junto aos postos oficiais instalados em diversas regiões do país.Fundado em 1910 era responsável pelas ações de aproximação e tentativas integracionistasque nortearam as políticas e compuseram parte da história indígena em Rondônia. Utiliza-senesse estudo uma abordagem sócio histórica, tendo como categoria de análise a microhistória. A coleta de dados se fez a partir de fontes documentais, reunidas e depositadas nobanco de dados do Museu do Índio. Tais registros em sua maioria versam sobre aspectosadministrativos relacionados aos diversos Postos Indígenas (PI). Nesses documentos, escapaminformações sobre o cotidiano de luta e resistência indígena agindo e reagindo frente aoestabelecido. Além disso, a garimpagem micro possibilitou a percepção de fragmentosindiciários dos abusos praticados por autoridade dos PIs em relação à esses povos,especialmente as histórias de algumas meninas/mulheres/índias Kanoê/Kapixanã que no anode 1948, no auge da mocidade foram vítimas de abuso sexual e exploração do trabalho. Aênfase é dada ao posto Ricardo Franco, que se localizava as margens do Rio Guaporé,próximo a Guajará Mirim (RO). No dualismo morte e vida, objetivou-se levantar informaçõessobre tais abusos, doenças e epidemias, bem como as ações e/ou a inércia do poder públicofrente a problemática.PALAVRAS-CHAVE: história indígena, PI Ricardo Franco, Rondônia.NOTAS SOBRE OS ENCONTROS E DESENCONTROS ENTRE HISTÓRIA EANTROPOLOGIA NAS GRADUAÇÕES DE HISTÓRIA E CIÊNCIAS SOCIAIS NAUNIR Prof. Ms. Ninno Amorim (Ciências Sociais/UNIR) A proposta é discutir a presença/ausência da Antropologia na formação universitárianos cursos de História e a presença/ausência da História no curso de Ciências Sociais daUniversidade Federal de Rondônia. A partir do contexto dos PPPs desses cursos, examinandoas Ementas das disciplinas obrigatórias, podemos observar as condições em que aAntropologia e a História, como ciências, contribuem com a formação dos estudantes. 26
  • 28. Proponho-me a refletir sobre a importância dessas áreas do conhecimento na visão de mundoalmejada na formação de historiadores e cientistas sociais na Unir.PALAVRAS-CHAVE: Antropologia, História, Formação ProfissionalA FILOSOFIA DA HISTÓRIA EM HEGEL Prof. Dr. Vagner da Silva (História/UNIR) Alguns conceitos fundamentais à História e à pesquisa histórica têm sua base nopensamento do filósofo alemão Wilhelm Friedrich Hegel, em especial conceitos comoprocesso e dialética. O significado destes termos, que ainda hoje permeiam a pesquisahistórica, é derivado do pensamento de Hegel, seja através do pensamento de Marx, sejaatravés das derivações conceituais da Escola dos Annales. Deste modo o objetivo destaapresentação é demonstrar de que modo o pensamento de Hegel foi a base para a modernaciência histórica, e como, ainda hoje, diversos conceitos dos quais nos utilizamos na pesquisahistórica e no ensino de História são profundamente influenciados pelas ideias do filósofoalemão.PALAVRAS-CHAVE: Filosofia da História, Hegel, Processo.Data: 29 de Março de 2012Horário: 16:00 h às 17:30 hMESA 5: ESTUDOS SOBRE O ENSINO E O OFÍCIO DO HISTORIADORCoordenação: Prof. Ms. Adriane Pesovento (História/UNIR)A CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA E HISTÓRIA LOCAL: DESAFIOS AOPROFESSOR Prof. Ms. Neri de Paula Carneiro4 (História/UNIR/SEDUC) Neste artigo pretende-se discutir alguns elementos que estão presentes no processo daprodução da história local principalmente relacionada ao ensino da região, nos anos inicias doensino fundamental. Tanto questões relativas à teorização da história como no que diz4 Mestre em Educação pela UFMS. Especialista em Educação; Especialista em Didática do Ensino Superior; Especialista emTeologia; Professor de História e Filosofia na rede estadual (SEDUC), em Rolim de Moura – RO. Filósofo; Teólogo;Historiador; Professor de Filosofia e Ética na Faculdade de Pimenta Bueno (FAP) e Faculdade São Paulo (FSP) Rolim deMoura.. Jornalista, produtor e apresentador de programa radiofônico. 27
  • 29. respeito à postura do professor e à prática do ensino da história. Começamos propondo oproblema dizendo que a história local, principalmente no caso de Rondônia é algo a ser feito.Depois discutimos uma conceituação da história e um de seus objetos mais problemáticos queé a idéia de tempo. A partir disso entramos na discussão sobre de elementos mais específicosda pratica do professor e sua ação em sala de aula como é o caso da periodização e danecessidade do professor de história local se fazer um pesquisador superando a mera repetiçãodas apostilas e livros por vezes duvidosos. Chamamos a atenção para a necessidade de seconsidera o universo do estudante e os aspectos da cultura local que ajudam não só a explicara localidade como a evidenciar as características da população local.PALAVRAS-CHAVE: ensino, docência, história local.FRANCISCANISMO, SUJEITOS E O OFÍCIO DO HISTORIADOR Profa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR) O objetivo desta apresentação é fazer uma reflexão sobre o papel do historiadorenquanto pesquisador e professor. Para tal empreitada, partiremos de Marc Bloch (1974) quecolocou como premissa ao historiador o inquietar-se com as questões do presente e do vividono cotidiano, questão fundamental para pensar as fontes e o passado. Nos últimos anos, apesquisa na área de medieval cresceu significativamente nas universidades brasileiras, reflexode debates e discussões acerca do período. Por isso, a nossa preocupação norteadora destaapresentação gravita em torno dos “sujeitos” na época medieval, especificamente a imagemde santidade de Francisco de Assis por meio das hagiografias e também pretendemos discutira questão do surgimento do individualismo na Baixa Idade Média.PALAVRAS-CHAVE: Santo, memória coletiva, medievalista. 28
  • 30. RESUMOS DOS MINI-CURSOS 29
  • 31. MINI-CURSOSDatas: 27, 28 e 29 de Março de 2012Horário: 19:00 h às 21:00 hA CONSTRUÇÃO DO ¨SUJEITO¨ DURANTE A MIGRAÇÃO EM RONDÔNIA -FINAL DA DÉCADA DE 1970 A 1990 Profa. Dra. Lilian Maria Moser (História/UNIR) O mini-curso em pauta tem como proposta discutir o impacto vivido do Sujeito, omigrante, oriundo de várias regiões do Brasil, para uma ¨Nova Terra¨, no ¨Eldorado¨ assimdenominada, no antigo Território de Rondônia. O estudo quer propor um novo olhar sobre osaspectos de construir e re-construir o espaço físico e também cultural, identificandoResistências construídas nos encontros e desencontros ¨com o outro¨.PALAVRAS-CHAVE: Políticas Públicas, Migração, Resistência.O QUE NOS RESTA É A COR? MOVIMENTO NEGRO E RESISTÊNCIA NEGRANO BRASIL Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR) O objetivo central deste mini-curso é oferecer elementos mínimos capazes deproporcionar uma visão histórica do processo que culminou com a atual política de açõesafirmativas no Brasil, tais como a Lei que obriga o ensino de História da África nas escolaspúblicas de ensino fundamental e médio e a Lei de cotas para o ingresso de negros nasUniversidades brasileiras. Longe de esgotar tão vasto e complexo assunto tencionamos apresentar um brevepanorama do que é a África, desmistificar, por assim dizer, este vasto continente e seushabitantes tomando como referencial teórico Kabengele Munanga e sua recente obraintitulada: “Origens africanas do Brasil contemporâneo”. Também nos ateremos a dar um breve panorama da forma como a cor negra foitransformada pelos traficantes e senhores de escravos no Brasil, primeiro como um fatorigualdade, quando ainda no continente africano, depois de diferença já quando o escravoestava no Brasil, e, por fim, como a cor da pele foi transformada em ícone de desigualdade esuas implicações para a rede de forças desiguais dos diversos segmentos sociais que compõem 30
  • 32. a sociedade nacional. Para tanto nos apoiaremos, principalmente na obra “A construção socialda cor” de José D‟Assunção Barros. É nossa intenção, também, propor uma reflexão sobre a importância do movimentonegro no Brasil nas conquistas políticas recentes, embasada em leituras de textos de PetrônioJosé Domingues. Ao final pretendemos abordar e discutir a retomada do elemento cor da pele comodiferencial para a conquista e garantia de direitos políticos há muito negligenciados pelapolítica brasileira, pois, ao que parece, aos negros, o que restou foi de fato a cor da pela tãosomente.PALAVRAS-CHAVE: Resistência, escravidão, África. ANTROPOLOGIA E CULTURA POPULAR Prof. Ms. Ninno Amorim (Ciências Sociais/UNIR) O estudo do que ficou conhecido como “cultura popular”. O minicurso visa acontextualizar a entrada em cena desse personagem – o popular – e as implicações dessa“estreia” nas principais interpretações que orientaram as reflexões de importantespesquisadores ao longo da história. O minicurso propõe uma reflexão acerca do tema,indicando as fontes para um maior aprofundamento do assunto, visto que o intento éapresentar algumas ideias básicas sobre o surgimento da cultura popular como algo passívelde ser estudado pelas ciências sociais. A relação entre as chamadas culturas popular e erudita.As abordagens dos folcloristas, cronistas, historiadores e antropólogos.PALAVRAS-CHAVE: Cultura popular, Antropologia, Folclore. NORMALIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS EM HISTÓRIA Profa. Esp. Nágila Nerval Chaves (Biblioteconomia/UFES)5 A produção intelectual, seja de trabalho acadêmico ou científico, necessita seguirdeterminados quesitos que determinam o grau de cientificidade do documento e seriedade deseu autor. Um desses quesitos é a normalização que somada ao método e técnicas utilizadosna feitura do texto garantem a efetiva qualidade das fases necessárias à produção e* Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Especialista emMetodologia do Ensino Superior pela Faculdade de Educação da Alta Floresta (UNIFLOR), E-mail:nagilanerval@hotmail.com 31
  • 33. disseminação de conhecimento resultante do trabalho científico. Por isso, a normalização dedocumentos é essencial para facilitar o acesso à informação, além de ser indispensável paradeterminar a qualidade dessa informação acessada e a unificação da produção formal damesma, no meio acadêmico. Nesse contexto, surge a necessidade de informar ao estudantesobre as NBRs existentes para esse fim e mostrar, na prática, como utilizá-las de maneiracorreta a partir do formato e suporte de cada documento. Para isso será produzido em sala deaula como referenciar e citar: documentos eletrônicos, audiovisuais, diapositivos,tridimensionais, sonoros, cartográficos e outros. A Associação Brasileira de Normas Técnicas(ABNT), órgão responsável pela normalização técnica no Brasil, reconhecida como únicoforo Nacional de Normalização por meio da Resolução n. 07 da CONMETRO de 24/08/1992,é autora das NBRs que normalizam os trabalhos acadêmicos e científicos no País. Asprincipais NBRs para normalização de trabalhos acadêmicos são: NBR 6022:2003(elaboração de Artigo em Publicação Periódica Científica Impressa); NBR 6023:2002 (paraelaboração de Referências); NBR 6024:2003 (para elaboração da Numeração Progressiva dasSeções de Documento Escrito); NBR 6027:2003 (para elaboração de Sumário); NBR6028:2003 (para elaboração de resumos); NBR 10520:2002 (para elaboração de citações emdocumentos); NBR 12225:2004 (para elaboração de Lombada); NBR 14724:2011 (paraelaboração de Trabalhos Acadêmicos); NBR 15287:2011 (para elaboração de Projeto dePesquisa); 15437:2006 (para elaboração de Pôsteres Técnicos e Científicos).Palavras-chave: Normalização, Trabalhos acadêmicos, Documentos históricos. O PROBLEMA DA REPETIÇÃO NA HISTÓRIA Prof. Dr. Vagner da Silva (História/UNIR) Na introdução de seu O 18 Brumário de Luís Bonaparte, Marx citando Hegel afirma“(...) que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem,por assim dizer, duas vezes”. Em seguida Marx acrescenta de próprio punho, que o primeiroacontecimento se dá na forma da tragédia, e o segundo na forma da farsa. Marx pensou ahistória como um processo gradual de desenvolvimento econômico e social marcado porconflitos. Independente dos conflitos. Se Marx pensou a história como um processo dedesenvolvimento, como pôde afirmar a repetição da história nos moldes hegelianos eacrescentando a ocorrência do trágico e do cômico? Marx não foi o único teórico da história a pensar, ou aludir, o problema da repetiçãona história: antes dele Kant e Hegel (também pensadores alemães) haviam interpretado a 32
  • 34. história associando-a a repetição. E antes destes, Rousseau no período intermediário de suaprodução filosófica (período otimista) havia pensado também a história associando-a amecanismos de repetição. O objetivo deste mini-curso é justamente analisar algumas interpretações da históriaque a tomam como “fenômeno” de repetição, e tentar compreender quais são as implicaçõesdesta compreensão para o ofício do historiador e também do professor de história.PALAVRAS-CHAVE: Hegel, filosofia, Marx. GÊNERO, REGRA E MISOGINIA NA ÉPOCA MEDIEVAL Profa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR) O mini-curso propõe-se a abordar os principais elementos envolvidos na vida femininamedieval. Para isso, faremos o uso de quatro eixos cruciais, intrinsecamente articulados, asaber: a relação entre os sexos num mundo governado por homens, as imagens que os homenscriaram em torno da mulher, as possibilidades de ação das mulheres num mundo dominadopor homens, sobretudo, em relação à esfera do sagrado e a inserção das mulheres num mundomasculinizado bem como as possibilidades de elaboração de um discurso feminino. Para odesenvolvimento da abordagem proposta acima mencionada, utilizaremos os autores maissignificativos acerca do tema, como R. Howard Bloch, Régine Pernoud, Georges Duby,Jacques Rossiaud, Marco Bartoli, entre outros. Procuramos, assim, através do exercício deanálise de textos de franciscanos e imagens produzidas no período (Giotto) e mais tardiamente(Hieronymus Bosch), gerar uma discussão sobre o período medieval. Em resumo, asrestrições à mulher por meio de normas estiveram relacionadas em parte aos padrões moraisdeterminados pela Igreja Católica Romana. Enfim, pretendemos relacionar a mulher e areligiosidade por meio da análise de fontes iconográficas, pinturas, esculturas, iluminuras eescritos com o objetivo de apresentar a possibilidade de “resistências” frente ao monopóliomasculino do sagrado.PALAVRAS-CHAVE: Mulher, norma, Clara de Assis.O PROCESSO DE COLONIZAÇÃO RECENTE EM RONDÔNIA E OS CONFLITOSAGRÁRIOS A PARTIR DA DÉCADA DE 1980 Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR) Prof. Ms. Márcio Marinho Martins (História/UNIR) 33
  • 35. O mini-curso pretende ser um espaço de discussão introdutória sobre a colonizaçãorecente em Rondônia e os conflitos agrários gerados pela concentração de terra. Pretende-sediscutir o contexto histórico da colonização gestada pela Ditadura Militar brasileira e seucaráter reacionário e autoritário. O estudo terá como referencial teórico os seguintesconceitos: Materialismo Histórico-dialético; Questão Agrária; Campesinato; Imperialismo;Semifeudalidade e Capitalismo Burocrático. A metodologia de trabalho dar-se-á peladiscussão e debate destes conceitos, dos aportes teóricos produzidos pela História e GeografiaAgrária da Amazônia e sua aplicabilidade para a formulação de pesquisas acadêmicas sobre ocampo rondoniense. A apresentação da temática será dirigida utilizando-se como fontes depesquisa a produção bibliográfica regional e dados estatísticos que abarcam o período,introduzidos de forma didática através de slides, fotos e filmes sobre a História de Rondônia.PROJETO DE PESQUISA: PASSOS METODOLÓGICOS PARA SUACONSTRUÇÃO Prof. Dr. Orestes Zivieri Neto (Pedagogia/UNIR) O presente mini-curso tem como preocupação central a apresentação dos passosmetodológicos para construção de um projeto de pesquisa, que para efeito de sua consecuçãoagrega-se com discussões sobre os subsídios teóricos que expliquem o ato de pesquisar e,consequentemente, o ciclo de uma pesquisa. Desse modo, serão apresentados e discutidos os elementos constitutivos em um projetode pesquisa com a função de auxiliar os acadêmicos na compreensão de como redigir cadauma delas, a saber: tema, título, justificativa, objetivos, delimitação das perguntas depesquisa, fundamentação teórica, análise de dados e definição de instrumentos de coleta dedados, conclusões e levantamento bibliográfico. Por fim, integrando as discussões da elaboração de um projeto de pesquisa, serãopropostos momentos de reflexão sobre as responsabilidades sociais e éticas do pesquisador e,que são inerentes ao processo de construção do ciclo de uma pesquisa.PALAVRAS-CHAVE: Ciclo da pesquisa, Projeto de Pesquisa. 34
  • 36. RESUMOS DAS OFICINAS 35
  • 37. OFICINASDatas: 27, 28 e 29 de Março de 2012Horário: 14:00 h às 16:00 hA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA E HISTÓRIA LOCAL: DESAFIOS AOPROFESSOR Prof. Ms. Neri de Paula Carneiro (História/UNIR) Pretendemos, com esta oficina, não só discutir alguns elementos que estão presentesno processo da produção da história local principalmente relacionada ao ensino da região, masprincipalmente discutir possibilidades para a prática da educação histórica nos anos inicias doensino fundamental. Tanto questões relativas à teorização da história como no que dizrespeito à postura do professor e à prática do ensino da história. Começamos propondo oproblema dizendo que a história local, principalmente no caso de Rondônia é algo a ser feito.Depois discutimos uma conceituação da história e um de seus objetos mais problemáticos queé a ideia de tempo. A partir disso entramos na discussão sobre de elementos mais específicosda pratica do professor e sua ação em sala de aula como é o caso da periodização e danecessidade do professor de história local se fazer um pesquisador superando a mera repetiçãodas apostilas e livros por vezes duvidosos. Chamamos a atenção para a necessidade de seconsiderar o universo do estudante e os aspectos da cultura local que ajudam não só a explicara localidade como a evidenciar as características da população local. E tudo isso pode ser feitopartindo de elementos, documentos e informações presentes no próprio local, objeto de ensinoe pesquisa.PALAVRAS-CHAVE: história local, pesquisa histórica, ensino de história. HISTÓRIA ORAL: DESVIOS E SENTIDOS NO IMAGINÁRIO AMAZÔNICO Profa. Dra. Avacir Gomes dos Santos Silva (Pedagogia/UNIR) Prof. Ms. Zairo Carlos da Silva Pinheiro (História/UNIR) O sistema capitalista com sua lógica hegemônica impõe uma forma de visão demundo, legitimada pelo cientificismo de tradição aristotélica, que encontrou terreno fértil nasacadêmicas por meio das diversas áreas do conhecimento pensadas de forma objetiva, emfunção do estabelecimento de leis e sínteses narrativas globalizantes. 36
  • 38. Essa maneira de produção do conhecimento vem sendo questionada pela Annales e aNova História, desde 1930. A História Oral é pensada como resultante das novas abordagenshistóricas, que elegem as micro analises em detrimento as macro analises cientificistas.Assim, no arcabouço da produção do conhecimento histórico, a História Oral, criapossibilidades metodológicas de pesquisa, compreensão e interpretação de culturas que foramnegligenciadas pela História Oficial. A História Oral implode os objetos e métodos da História e recria novas formas depercepção do mundo e do ser humano. Elementos fundantes e fundadores de desvios,imaginários, resistências, sentidos, sonhos e poiésis. Nos espaços amazônicos, em meio a diversidade cultural e etnica, o contato maispresente com os elementares, a experiência do deveneio e do imaginário é uma constante noethos das populações e comunidades que vivem na e da floresta. Nesta ceara a História Oral éfonte criadora de espacialidades, memórias e histórias.PALAVRAS-CHAVE: História Oral, espacialidades e imaginário.OS TERRITÓRIOS DA MORTE EM PORTO VELHO NA PRIMEIRA METADE DOSÉCULO XX Profa. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira(História/UNIR)6 O presente trabalho trata da manifestação da morte ao longo da História e se propõe averificar como os territórios da morte se constituíram em Porto Velho na primeira metade doséculo XX e quais as lógicas de organizações por eles engendradas e que se reproduziram nomundo dos vivos. Para a realização desse trabalho partimos do aporte teórico de Ariès (2003),Chiavenato (1998), Coulanges (1986), Loureiro (1977), Martin (2005) dentre outros quecontribuíram para fundamentar a análise sobre a morte no processo histórico. Questões taiscomo: qual a percepção e o tratamento dado à morte a partir das sociedades primitiva até amodernidade, como os territórios da morte em Porto Velho quebraram os paradigmasimpostos pela ordem vigente na primeira metade do século passado, orientaram a pesquisa nosentido de confirmar que a morte mesmo sendo um campo temido levou as sociedades arefletirem e apontarem campos de representações diferenciados sobre a mesma temática.PALAVRAS-CHAVE: Morte, História, Porto Velho.6 Professora Mestre do Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia - UNIR e pesquisadorado Centro de Documentação e Estudos Avançados sobre Memória e Patrimônio de Rondônia (CDEAMPRO). 37
  • 39. MIGRAÇÕES EM RONDÔNIA NAS DÉCADAS DE 1970 A 1980 Maria Aparecida da Silva7 e Carlindo Klug A presente Oficina tem como objetivo analisar e debater junto com os participantes daI Semana de História: “Cultura, Resistência e Sujeito” como ocorreu o processo de migraçãode diferentes regiões brasileiras para o Estado de Rondônia entre as décadas de 1970 a 1980.O material em discussão é resultado de uma pesquisa bibliográfica e de ação que faz parte daDissertação de Mestrado intitulada “OS MIGRANTES DAS DÉCADAS DE 70 E 80 E SUAHISTÓRIA EM ROLIM DE MOURA –RONDÔNIA – BRASIL.” - As abordagens discorremsobre o Histórico das Migrações no Brasil, subdividindo-se em: A migração interna brasileira,os Projetos de colonização na Amazônia e o Movimento Migratório para Rondônia. A análisefaz um retrospecto da ocupação do território pertencente a Rondônia desde a ocupação dosVales dos Rios Madeira – Mamoré – Guaporé até migração intensa no período exposto natemática proposta nesta oficina havendo deste modo uma compreensão do geral para arealidade da colonização recente a partir os Projetos de Colonização Oficial do GovernoFederal na Amazônia. Para que obtivéssemos tais informações o estudo de inúmeros materiaisfoi fundamental. Assim sendo, podemos destacar os teóricos e pesquisadores Neide Gondim,Berta K. Becker, Darcy Ribeiro, Marcos Antônio D. Teixeira, Dante Ribeiro Fonseca, TeófiloL. de Lima, Octávio Ianni, Dora Martins, Sônia Vanalli, José Oscar Beozzo, Carlos Santos,entre outros que serviram de base para a análise de dados obtidos na pesquisa – ação. Enfim, éperceptível que a migração da Amazônia, neste caso Rondônia em específico foiextremamente marcada por um processo de colonização e ocupação que visava expressamentesolucionar problemas sociais no Nordeste e Centro – Sul do Brasil e consolidar a presença docapital estrangeiro nesta região. A ideia de „integrar para não entregar‟ trouxe para esta vastaregião migrantes que se depararam com situações/experiências pelas quais não haviampassado. Aqui estas pessoas não tinham a mínima noção de conciliar os interesses na terra„conquistada‟ com as culturas tradicionais dos indígenas e dos seringueiros, e muito menosum conhecimento prévio sobre o novo ambiente, ou seja, a floresta. Eles foram vítimas por seapossarem de terras improdutivas. Nesse caso cabe aqui mencionar que Rondônia surge parasolucionar um problema básico: o excedente populacional, fruto da concentração fundiária7 Professora Especialista em História Regional e Mestre em História, Território, Cultura e DireitosHumanos no Brasil e na América Latina, cujo certificado está em fase de convalidação. ProfessoraEfetiva da SEDUC/RO e Professora Temporária da UNIR – Departamento de História – Campus deRolim de Moura – Rondônia. 38
  • 40. nas demais regiões brasileiras. Neste espaço ocupado os migrantes não conseguem semantiver e tornar suas terras produtivas gerando uma nova fragmentação de lotes ereconcentração fundiária. Rondônia que recebeu milhares de migrantes entre as décadas de1970 a 1980, hoje tem feito experiência do processo inverso. Muitos migrantes têm (i)migrado para novas fronteiras agrícolas sempre a procura de terras. EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: ARQUEOLOGIA EM RONDÔNIA Prof. Ms. Maria Coimbra de Oliveira Garcia (Museu Regional de Arqueologia de Médici) Prof. Esp. José da Silva Garcia (Museu Regional de Arqueologia de Médici) A oficina apresenta fundamentos conceituais básicos referentes ao patrimônio cultural,especialmente o arqueológico, visando à orientação dos participantes a respeito da proteção,exploração e utilização dos bens culturais, bem como do contexto históricocultural em queestão inseridos, com pretensões a levar à revalorização e reconquista da cultura e identidadelocal e a compreensão de suas raízes pré-históricas, para que possam utilizar-se do passadocomo instrumento gerador de conhecimento no presente, com vistas à construção de umfuturo mais consciente e preservacionista. A partir da apresentação de ações realizadas naregião, tanto por iniciativas públicas, privadas quanto comunitárias/voluntárias, busca-setambém demonstrar como identificar, explorar e valorizar o patrimônio cultural local, que seencontra localizado tanto na área urbana quanto rural dos municípios de Rondônia,contribuindo para a preservação e conservação do patrimônio cultural, além de propiciargeração de renda.PALAVRAS-CHAVE: Arqueologia, educação patrimonial.MOVIMENTOS SOCIAIS E A AÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS NUMA VISÃODO SOCIALISMO CIENTÍFICO Profa. Ms. Maria das Graças de Araújo (Pedagogia/UNIR) Prof. Ms.Everaldo Lins de Santana (Filosofia/SEDUC) A escola orienta-se por duas vertentes fundamentais: a contestação e a resignação.Diante da opressão de classe, a reconhecida dupla face da escola abre espaços para o educadorprogramar práticas que desmistifiquem o interesse dominante de criminalizar e tentar sufocaros movimentos sociais que se desenvolvem no campo e na cidade. Através da metodologia deuma oficina pedagógica, objetivamos oferecer aos acadêmicos da Unir e aos professores das 39
  • 41. disciplinas de História, Geografia, Filosofia e Sociologia do município de Rolim de Moura,ferramentas para análise teórica e prática de conteúdos que elucidem a temática em pauta.Para tanto, requer delimitar a tipologia e os significados dos diversos movimentos sociais dopaís e do Estado de Rondônia e as ações dos partidos políticos frente às lutas, suas origens,concepções e relações com as classes sociais. Para análise das contradições, rupturas epermanências destes movimentos, no contexto das mudanças na sociedade, e para elucidaçãodas diferenças entre os diferentes modos de produção que indicam os modelos de sociedade,será seguida a orientação teórica ancorada nas diretrizes do Grupo de Estudos e PesquisasMaterialismo Histórico e Dialético na Educação. As atividades da oficina enfatizam, ainda,a necessidade de compreensão dos movimentos sociais e dos partidos políticos, destacam omovimento dialético presentes na natureza e no pensamento, indicam caminhos para acompreensão de abordagens teóricas e ações que desvendam interesses de classes em jogo nosmovimentos sociais.PALAVRAS-CHAVE: Teoria e Prática, Luta de Classes, Marxismo. 40
  • 42. RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES 41
  • 43. COMUNICAÇÕESDatas: 30 de Março de 2012Horário: 14:00 h às 15:30 hConsiderações sobre a pobreza na Regra e no Testamento de Francisco de Assis (1182-1226) Profa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar (História/UNIR) Nesta comunicação pretendemos fazer um exercício de análise da “herança jurídica”de Francisco de Assis (1182-1226) que se localiza nos documentos legislativos da Ordem dosfrades menores. Para isto, partiremos do conceito da pobreza franciscana codificada, entre osseus elementos básicos, encontram-se as seguintes recomendações, o uso de vestuário vil, daprivação de calçados, da ausência de domicílio fixo, da subsistência pelo trabalho manualcotidiano, da rejeição ao dinheiro e do recurso humilhante à esmola, podemos sintetizá-los nanegação de toda forma de apropriação. Além disso, a recomendação da leitura conjunta daRegra e do Testamento somado a advertência de não adicionar glosas e nem comentáriosmarcaram o início de uma polêmica duradoura na Ordem. As principais indagações sobre aRegulae e Testamentum gravitavam em torno da seguinte questão, a saber, seriam ambos osdocumentos um complemento por isso deveria ser lido com o mesmo estatuto jurídico, já queem termos de conteúdo e autoria pertenciam a um mesmo autor? Francisco enquanto “sujeito”representaria o coletivo da Ordem através da Norma institucionalizada em 1223? Enfim,enquanto ele era vivo existia um critério de autenticidade encarnado na sua própria pessoa,mas depois da sua canonização em 1228, a discussão em torno da pobreza passou a ser nãomais a experiência religiosa de vida dele, mas a codificação desta experiência.PALAVRAS-CHAVE: Norma, movimento Franciscano, Igreja.A CATEGORIA TRABALHO: BREVE AVALIAÇÃO RETROSPECTIVA EPROSPECTIVA NUMA ABORDAGEM MARXISTA Profa. Ms. Maria das Graças de Araújo (Pedagogia/UNIR) O estudo intitulado “A categoria trabalho: breve avaliação retrospectiva e prospectivanuma abordagem marxista” tem origem no projeto de tese de doutorado que se ancora nacategoria trabalho como eixo articulador dos discursos e das decisões tomadas pelo homem nopercurso da sua existência e como fomentador do desenvolvimento do psiquismo. A 42
  • 44. investigação destaca as várias formas de produção econômica como o locus privilegiado deprodução do saber científico e de geração de riquezas apropriadas por uma classe social queconcentra rendas, ou coletivizadas para usufruto daqueles que produzem a riqueza – oscamponeses, os operários e demais explorados. Destas relações decorrem todas as formas deorganização social, desde o primeiro modo de produção econômica, até o presente. Portanto,ao se desconhecer razões mais importantes que movem a existência humana, a nossacompreensão é a de que no “trabalho” se encontram as raízes das demais relações sociaisorganizadas para atender às necessidades do homem, que tem como fonte o trabalho. Para darconta da avaliação retrospectiva desta categoria conceitual, realizamos uma breve análiseintrodutória à luz da teoria do materialismo histórico e dialético acerca das relações detrabalho nos diversos modos de produção que antecederam o capitalismo em comparação comas relações de produção que se estabelecem entre os homens na atualidade e as prospecçõesapontadas pelas experiências decorrentes da revolução social nos Estados Operáriosdegenerados e as perspectivas futuras destas relações ao estabelecer-se o Socialismo. Osembriões, que surgiram dispersos em vários países, considerando os aspectos do comunismoprimitivo, têm apresentado importantes amostras quanto a mudanças qualitativas destasrelaçõesPALAVRAS-CHAVE: Modos de Produção, Classe Social, Revolução Social.A FORÇA DOS TEMPOS: CURA DE “CABOCLO” EM UM TERREIRO PORTOVELHO/RO – 2011 Leonardo Lucas Britto (Graduando em História/UNIR) Orientador: Prof. Ms. Marcelo Sabino Martins (História/UNIR) O objetivo deste trabalho é desenvolver um estudo de caso sobre a resistência daspráticas de curas religiosas em um terreiro de Umbanda de Porto Velho/RO. Com o título de“A força dos tempos: cura de “caboclo” em um terreiro Porto Velho/RO”, estaremos expondouma análise de entrevistas, co m relação ao tratamento de enfermidades, feitas à mãe Hóstia.Acreditamos que esse modo de tratamento não cessou com o incremento da MedicinaModerna. Então, tentaremos ver como é que se deu a resistência desse tipo de prática e comoela se adaptou à modernidade. A metodologia estará embasada em uma pesquisa bibliográficae análise de discurso, com relação à cultura e religiões afro-amazônicas nacontemporaneidade.PALAVRAS-CHAVE: Cura Religiosa, Modernidade, Resistência. 43
  • 45. A ALFABETIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NAPERSPECTIVA CONSTRUTIVISTA X PERSPECTIVA FREIRIANA1 José Aparecido da Cruz (Graduado em Pedagogia/UNIR) Rogério Lopes de Jesus (Graduado em Pedagogia/UNIR) Este artigo traz uma reflexão de como trabalhar a educação de Jovens e Adultos, apartir da perspectiva construtivista, tendo como base os escritos de Paulo Freire e outrosautores que muito tem contribuído com essa prática através de seus relatos e pesquisas sobre otema, por meio de uma atividade que versou sobre a migração, nas aulas da Disciplina deEducação de Jovens e Adultos – EJA que representou nossa primeira experiência com atemática. O objetivo do trabalho é trazer a tona a metodologia construtivista e suaaplicabilidade na EJA. A temática central está subdividida em um breve histórico a respeitodo método construtivista e suas contribuições para o meio educacional; uma educação voltadapara as massas e os resultados da intervenção pedagógica resultante da atividade sobre aMigração em uma turma da EJA a partir da perspectiva freiriana, sendo esta norteadora daformação docente e base do planejamento de atividades a serem aplicadas ao referido grupode alunos (as), estudantes adultos com inúmeras dificuldades, mas também com um vastoconhecimento que a escola da vida lhes proporcionou. Esse intercâmbio é a mola mestre paraque o ensino aprendizagem destes educandos tenha êxito.PALAVRAS-CHAVE: Educação, construtivismo, Paulo Freire.HISTÓRIA DAS ORGANIZAÇÕES/MOVIMENTOS SOCIAIS DE RO/MT: LAÇOS EENTRELAÇOS COM A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA Prof. Ms. Nelbi Alves da Cruz (Pedagogia/UNIR/Doutorando/UFMT) O artigo analisa a história dos movimentos/organizações sociais dos Estados deRondônia/Mato Grosso e o entrecruzamento com a Pedagogia da Alternância (PA) a partir dadécada de 1980, período em que ocorre a expansão das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) nopaís, instituição esta que utiliza tal metodologia. A história da PA tem seu marco na França,em 1935, a partir do movimento de Sillon, cuja preocupação central era a formação do Jovemagricultor francês, sendo que no Brasil a experiência surge com o Movimento de EducaçãoPromocional do Espírito Santo (MEPES), ao final da década de 1960. Em RO/MT, a EFAnutre-se na Pastoral Católica, além de associações de produtores, recebendo apoios entre 44
  • 46. tantos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos PequenosAgricultores (MPA) que têm por prioridade a questão agrária, porém em MT o poder públicotambém é mantenedor. O trabalho de pesquisa em tela é resultado do projeto de pesquisa dedoutoramento em educação, em curso, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT),sendo utilizada a abordagem dialética no processo de análise dos dados coletados. Assim, umdos resultados parciais indicou que a presença de movimentos sociais na formação dos jovensda EFA, durante seus estudos contribui no envolvimento destes em organizações sociais.PALAVRAS-CHAVE: Alternância, Movimentos Sociais, Formação.A INVENÇÃO DO SUJEITO DOENTE MENTAL: A RESISTÊNCIA CIENTÍFICACONTRA A CULTURA MÍTICA DO DSM NO CAMPO DO DIAGNÓSTICO EMSAÚDE MENTAL Prof. Ms. Paulo Rogério Morais (Psicologia/UNIR) Pretende-se discutir a cientificidade dos critérios diagnósticos em saúde mental e dapsiquiatria biológica, que aparentemente são as versões atuais do histórico misticismo queenvolve a compreensão e o tratamento das doenças mentais. Em 1952, a APA (AmericanPsychiatry Association) publicou a primeira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico deTranstornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) no qualeram apresentados os critérios diagnósticos para 106 diferentes categorias de transtornosmentais. Em 2010, Carol Bernstein, então presidente da APA, reconheceu que a criação defacilidades para o diagnóstico de psicopatologias pelos os clínicos se deu pela necessidade deligar os pacientes aos tratamentos farmacológicos disponíveis, isto é, facilitou-se odiagnóstico para justificar o uso de drogas psicotrópicas pelos pacientes.PALAVRAS-CHAVE: psiquiatria biológica, doenças mentais, medicalização.O NATIVO GUERREIRO - O SENTIDO DE GUERREAR NAS SOCIEDADESINDÍGENAS AMAZÔNICAS PRÉ-COLONIAIS Elis da Silva Oliveira (Graduanda em História/UNIR/CENHPRE) Este estudo tem como fundamento o estabelecimento de uma análise do significado efunção da guerra nas sociedades indígenas amazônicas pré-coloniais. Para isso, nos deteremosà uma revisão bibliográfica, com a exposição de algumas abordagens históricas eantropológicas sobre o tema, ressaltando os diferentes e até mesmo conflitantes significados 45
  • 47. da guerra nestes grupos. Partindo de uma noção universalista da guerra, considerando ospovos indígenas como seres para a guerra, explicitaremos as diferentes vertentes, de cunhonaturalista, econômica, político e cultural sobre o conceito da guerra nas sociedadesameríndias. Em que ao longo de tais análises, podemos observar mudanças significativas noestudo e considerações sobre a forma de vida dos grupos indígenas da Amazônia, onde outrasvariantes, além da econômica, mostram-se fundamentais para o entendimento de diversasquestões. E ao passo que não encontramos apenas um significado para a guerra, concluímosque a legitimidade de cada consideração só pode ser analisada de acordo com contextosespecíficos, sendo de elevada importância o estabelecimento não de um significado da guerraem geral, mas um estudo da reinterpretação desta nos diferentes grupos indígenas.PALAVRAS-CHAVE: Indígenas, Amazônia, Guerra.A RELAÇÃO ENTRE O CUIDAR E O EDUCAR NOS MOMENTOS DE HIGIENEDA EDUCAÇÃO INFANTIL Fernanda dos Passos (Graduada em Pedagogia/UNIR) Orientadora: Profa. Dra. Marli Lucia T. Zibetti (Pedagogia/UNIR) O presente trabalho é uma abordagem sobre a distinção e a relação entre o cuidar e oeducar, nos momentos de higiene o qual se deu em uma instituição de Educação Infantil, naRede Pública de ensino do Município de Rolim de Moura, Rondônia. Trata-se de experiênciasvivenciadas como pesquisadora e posteriormente, como docente. A relação que se estabelece entre os conceitos de educar e cuidar refere-se à maneiraque se dá a mediação e intervenção nesse processo do cuidado e educação, é repensar estesdois princípios como indissociáveis nos planejamentos, nas práticas e avaliações. Este trabalho revelou que como se vê, a solução não está em resultados imediatos atéporque a criança precisa ser respeitada em suas fases de desenvolvimento e aprendizagem e otempo mínimo necessário faz parte deste processo rico exatamente em seu trajeto, não só emseu resultado e, para tanto bem fundamentado, planejado. E que, repensar o cuidar e o educarcomo indissociáveis não só confirma o que foi abordado como também contribui em váriasoutras temáticas propensas às possibilidades de levar conhecimentos e aprendizagens àscrianças atendidas em Creches.PALAVRAS-CHAVE: Cuidar, Educar, Educação Infantil. 46
  • 48. AMAZÔNIA, DESCASOS E DIFICULDADES: CONTRIBUIÇÕES PARA OENTENDIMENTO HISTÓRICO-ANTROPOLÓGICO DOS POVOS NATIVOSANTES DA INVASÃO EUROPEIA João Lucas Proença da Silva (Graduando em História/UNIR/CDEAMPRO) Orientadora: Profa. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira (História/UNIR/CDEAMPRO) O presente artigo constituiu-se com o fundamento de demonstrar e analisar asdificuldades em relação ao estudo sobre a Amazônia Pré-colonial, em que pesquisadoresainda hoje se deparam com análises que colocam em segundo plano as sociedades que aquiviviam antes da chegada dos europeus, além de retratarem a Amazônia como uma regiãoletárgica e desprovida de elementos significativos vinculados ao modo de viver, de fazer daspopulações nativas. Temos também a preocupação em relatar mudanças no tipo de históriaescrita sobre a região Amazônica e os povos que ali viviam, evidenciando a influência dosAnnales na prática historiográfica e suas contribuições no que tange o objeto, conceitos,técnicas e a interdisciplinaridade, que trouxe para o campo da história novas abordagens,novos caminhos. Analisaremos rapidamente os ideais já em meados do século XX, de um ex-governador e também historiador que se ocupa em mostrar ao povo brasileiro a cobiça e osolhares cheios de ganância das nações europeias e dos EUA, que ainda, mesmo depois dosmovimentos independentes de suas colônias (independência política), não abandonaram assuas reais intensões sobre as riquezas que a região possui. Em suma, visa propor o resgate e avalorização da Região Amazônica e dos seus sujeitos sociais na pesquisa atual é o propósitoprincipal com esse trabalho.PALAVRAS-CHAVE: Amazônia pré-colonial, Populações nativas amazônicas,Historiografia Amazônica.TEORIA CRÍTICA - INDÚSTRIA CULTURAL ONTEM E HOJE. DIALÉTICA EESCLARECIMENTO: “O REPENSAR DA INDÚSTRIA, CULTURA, EDUCAÇÃO EFORMAÇÃO DA SOCIEDADE” (AMPLIANDO OS HORIZONTES MODERNOS) Camila Felisberto (Graduanda em História/UNIR) Elizângela Mendes (Graduanda em História/UNIR) A partir da pesquisa conhecemos o princípio da Teoria Crítica de Adorno eHorkheimer, nestes compreendemos a força da Indústria cultural que através do mercadoreprodutor tenta mediaticamente aniquilar e massificar as pessoas tornando-as indivíduos 47
  • 49. socialmente consumistas. Concluímos que isso exclui, portanto a visão crítica ao tentarpersuadir e levar a um extremo relativismo da mídia e do mercado; assim entendemos odefinhar da indústria numa lógica mecanicista subjaz que aliena, deturpa valores e inibesubjetividades.PALAVRAS-CHAVE: Indústria, cultura, crítica. 48
  • 50. RESUMOS DOS PÔSTERES 49
  • 51. PÔSTERESDatas: 30 de Março de 2012Horário: 14:00 h às 15:30 hPESQUISAS SOBRE EDUCAÇÃO E HISTÓRIACoordenação: Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR)AS RELAÇÕES SEMIFEUDAIS NO AMBIENTE ESCOLAR: SE VOCÊ MANDA, EUOBEDEÇO!8 Silmara Ferreira Lopes (Graduanda em Pedagogia/UNIR) Orientadora: Profa. Dra. Marilsa Miranda de Souza (Pedagogia/UNIR) Na pesquisa, um dos problemas levantados é a relação de poder estabelecida noâmbito da educação escolar nos últimos anos. O principal objetivo é identificar mecanismosde opressão a que são submetidos os profissionais da educação, as relações autoritárias esemiservís existentes no ambiente escolar e suas consequências. Utilizou-se como método omaterialismo histórico dialético, que possibilita encontrar as determinações fundamentais esecundárias do problema, confrontando o real em seu particular a fim de se chegar àtotalidade. Foram utilizadas como fontes, as entrevistas semi-estruturadas com os educadores,gestores e outros profissionais da Educação. São apresentados os resultados parciais referentea três dos instrumentos de coleta de dados: Análise documental, pesquisa bibliográfica eentrevistas.PALAVRAS-CHAVE: Educação, Capitalismo Burocrático, Semifeudalidade. BARBADIANOS: BASTIDORES DE UM PRECONCEITO EM PORTO VELHO Populações Negras Urbanas: Cultura, Identidade e Territorialidade. Rita Clara Vieira da Silva (Graduanda em História/PIBIC/PROPESQ/UNIR/GEPIAA) Prof. Dr. Dante Ribeiro da Fonseca (História/UNIR) Profa. Ms. Mara Genecy Centeno Nogueira (História/UNIR)8 Subprojeto da pesquisa Capitalismo Burocrático, Políticas Educacionais e Relações de Poder na EducaçãoEscolar em Rondônia, coordenada pela Profª Drª Marilsa Miranda de Souza, apresentado como pôster na ISemana de História da UNIR/Campus de Rolim de Moura. 50
  • 52. Este trabalho refere-se a uma análise de possível preconceito atribuído aosbarbadianos, grupo Afro-caribenho que migra para Porto Velho durante a primeira metade doséculo XX, como mão de obra especializada para a construção da Estrada de Ferro MadeiraMamoré. Esta análise permitiu reconhecer como se davam as relações sociais entre grupos tãoantagónicos na região, estabelecer possíveis relações de reciprocidade de preconceito entre osbarbadianos e a população local.PALAVRAS-CHAVE: Barbadianos; Afro-caribenhos, EFMM, Preconceito. 51
  • 53. UNIR – Universidade Federal de RondôniaReitora: Profa. Dra. Maria Cristina Victorino de França Campus Rolim de Moura Departamento de História Comissão Organizadora Geral Profa. Ms. Adriane Pesovento Profa. Ms. Veronica Aparecida Silveira Aguiar Comissão Organizadora Docente Local Prof. Ms. Márcio Marinho Martins Profa. Ms. Maria Aparecida da Silva Prof. Ms. Néri de Paula Carneiro Comissão Discente Local Andrea Andrade da Rocha Cicera Maria dos Santos de Oliveira Daiane Puerari Ediane Moreira Cipriano Elizangela Sampaio Freitas Elton Alves da Cunha Erni José Gottselig Júnior Ester Rodrigues do Nascimento Fábio da Silva Castro Fábio Júnior da Silva Ferreira Flavio Fagundes de Paula Franciele Nayara de Lima Gabriel Filipe Cassol C. Ferreira Huelton Paula Moura Ilda da Cruz Nogueira Lovo Janiny Kélvia Pisoler Joelson Gonçalves Josias Cardoso 52
  • 54. Josicléia Cassiano da Cruz Jucielen Albuquerque de Souza Karine Kimberly da Silva Letícia de Oliveira Luana Rafaelli da Cruz Pereira Maria Ferreira Vieira Marlene Gabriel Ferreira Paula de Paula Renata Honorio B. Lima Ronei Militino Silva Bueno Sabrina de Araújo Anteres Silmara F. dos S. NepomucenoSirlei Ferreira Coelho B. da Silva Tânia Leal Moreira Thiago Adriel de Lima Sartoro Veronica da Silva Wilson Silva de PauloComissão Discente de Porto Velho Aline Cristina de Almeira Lopes Elis da Silva Oliveira Jaissa Silva de Souza Félix João Lucas Proença da Silva Jorgeane Tomaz da Silva Leandro Guimarães Ribeiro Leonardo Lucas Britto Rita Clara Vieira da Silva 53
  • 55. AGRADECIMENTOSASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA - ANPUH CÂMARA MUNICIPAL DE ROLIM DE MOURA COMERCIAL ALVES COMERCIAL BORGES COMERCIAL BOA ESPERANÇA CANOPUS MOTOS EUCATUR PAPELARIA NACIONAL PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDAPREFEITURA MUNICIPAL DE ROLIM DE MOURA RÁDIO LIBERDADE ROLNEWS RONDÔNIA FM SEMEC SEDUC SINTERO SINSEZMAT SUPERMERCADO TRENTO TV ALAMANDA TV CANDELÁRIA WF SONORIZAÇÃO 54