Resumo FENERC 2012 - Serra Talhada

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  • 1. Padrão alimentar, perfil nutricional e ambiente socioeconômico dos alunos da Rede Municipal de Ensino do Município de Serra Talhada – PE.Secretaria de Educação de Serra Talhada ( SEST)Plácida, Nilvânia (Nutricionista da Secretaria de Educação ); Mota, Silvia( Assistente Social do Município de SerraTalhada ).1.Introdução A garantia do direito à alimentação para todos os grupos humanos nutre oorganismo, os sonhos, os desejos e, além disso, expressa o modo de viver das pessoas,colabora na construção dos laços comunitários, de identidade cultural e, sobretudo, da vida(SILVA, 2010). Apesar da importância que o direito à alimentação ocupa para consecução de outrosdireitos, milhões de pessoas em todo o mundo sofrem, cotidianamente, violações ao seuDireito Humano à Alimentação Adequada. Alguns indicadores são determinantes básicos e imediatos para se analisar aquestão da insegurança alimentar e do estado nutricional de crianças, tais como a rendafamiliar, a progressão da escolaridade dos membros da família e as condições desaneamento básico do ambiente onde elas vivem. A nutrição adequada é um dos fatores de maior impacto da saúde infantil,principalmente pela influência decisiva que o estado nutricional exerce sobre os riscos demorbimortalidade e sobre o crescimento e desenvolvimento (RIBAS E COLS, 1999). Transformações significativas têm ocorrido nos padrões dietéticos e nutricionais dapopulação brasileira. Tais mudanças vêm sendo analisadas como parte de um processodesignado de transição nutricional. Este processo pelo qual o Brasil vem passando nasúltimas décadas mostra uma mudança nos hábitos alimentares com aumento no consumode lipídios, gorduras saturadas e açúcar, e com redução no consumo de leguminosas,verduras e frutas (MONTEIRO E COLS, 2000C). Essa seria uma das justificativas para oaumento da obesidade e sobrepeso nos países desenvolvidos e em desenvolvimento(WHO, 2003; MONTEIRO E COLS, 2000C). O perfil sócio econômico também contribui no padrão alimentar ao influenciar asescolhas do indivíduo no momento em que se alimenta. Um estudo realizado nos EUA(NEUMARK- SZTAINER E COLS. 2002) mostrou associação positiva entre a condiçãosocioeconômica e qualidade da dieta, onde quanto mais baixo o estrato socioeconômico,maior o consumo de gordura total e saturada, menor adequação de cálcio, frutas e verduras. Dado esse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o consumoalimentar, o estado nutricional e o ambiente socioeconômico de escolares da RedeMunicipal de Ensino de Serra Talhada, Pernambuco.2-Metodologia 2.1. Delineamento da pesquisa Estudo transversal, descritivo e aplicado, de levantamento das variáveis sócioeconômicas, antropométricas e consumo alimentar de escolares da Rede Municipal deEnsino de Serra Talhada- PE. 2.2 População e amostra Envolveu escolares de ambos os sexos, na faixa etária de 6 a 9 anos, matriculadosno 2º ano do ensino fundamental.
  • 2. Do total de alunos matriculados no 2° ano foi determinado o tamanho da amostraelegendo-se uma variação a partir de um erro amostral de ± 10%, elegendo-se um split50/50, chegando a um total 85 alunos. A amostra foi composta de 94 alunos, sendo 46 do sexo masculino e 48 do sexofeminino. Foram selecionadas quatro escolas municipais, sendo três urbanas e uma rural,selecionadas de acordo com a facilidade de acesso e intraestrutura. 2.3 - Critérios de inclusão e exclusão Foram incluídos somente alunos devidamente matriculados na Rede Municipal deEnsino do município e que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (Anexo1). Foi excluído do projeto qualquer aluno portador de doenças previamente diagnosticadasque comprometam o perfil do consumo alimentar e os que se negaram a assinar o termo deconsentimento. 2.4 Instrumento e obtenção dos dados Foi iniciada a coleta dos dados com entrevistas individuais nas escolas no período dejaneiro a março de 2012, tendo como corpo de entrevistadores uma nutricionista e umaassistente social. No início das entrevistas foi explicado o objetivo da pesquisa e em seguida entregueao responsável do aluno, o termo de consentimento de participação. Uma vez confirmada odesejo de participar, foram aplicados os questionamentos da alimentação e condiçõessociais (Anexo 2) junto às entrevistadoras. O consumo alimentar foi verificado através de um questionário de frequênciaalimentar semanal de diferentes grupos alimentares consumidos por indivíduos maiores decinco anos de idade seguindo o modelo do Anexo 3 que é do Manual do SISVAN (BRASIL,2004). O mesmo foi adaptado com reagrupamento de alguns alimentos e feita a inserção denovos alimentos com o propósito de contemplar alimentos regionais .A frequência deconsumo foi agrupada em “não consumido nos últimos sete dias”, “consumido uma vez nosúltimos sete dias”, “consumido duas vezes nos últimos sete dias”, “consumido três vezesnos últimos sete dias”, “consumido quatro vezes nos últimos sete dias”, “consumido cincovezes nos últimos sete dias”, ”consumido seis vezes nos últimos sete dias”,“consumido emtodos os últimos setes dias”. A análise do estado nutricional foi feita segundo os índices antropométricospeso/idade (P/I) e estatura/idade (E/I) e IMC para idade no padrão de referência da WorldHealth Organizacional( WHO,2007). Para diagnóstico nutricional, foi utilizado o escore-z,sendo considerados: déficit nutricional (escore-z<-2) para os índices peso/idade eestatura/idade; eutrofia (z ≥ - 2 e ≤ z+2) para peso/idade; e adequada (escore ≥ - 2 ) paraestatura/idade. O IMC para idade foi utilizado para diagnóstico de sobrepeso (> z +1 e ≤ z+2) e obesidade (z > +2). As medidas antropométricas de peso e altura foram feitas no ambiente escolar. Paraa aferição do peso foi utilizada uma balança digital com capacidade máxima de 150 kg eprecisão de 100 gramas e a estatura foi obtida através do estadiômetro portátil com aferiçãomáxima de 200 cm e graduação de 0,5cm. A metodologia de coleta dos dadosantropométricos foi baseada de acordo com orientação do manual do SISVAN (BRASIL,2004). Para a investigação do perfil socioeconômico das famílias foram abordadas asseguintes variáveis: idade, sexo, estado civil, escolaridade, situação ocupacional, número depessoas por domicilio, número de refeições/dia, saneamento básico, inserção emprogramas, projetos e benefícios sociais. 2.5 - Forma de análise dos dadosOs dados obtidos foram tabelados no programa Microsoft Excel (2007) e os resultadosforam apresentados em gráficos e tabelas.
  • 3. 2.6 - Limitações do estudoPor se tratar de estudo retrospectivo pode-se encontrar falhas de memória dos responsáveisno que diz respeito à frequência de vezes que determinado alimento foi consumido comotambém a variação semanal do consumo alimentar. 2.7 - Devolução dos dadosApós o termino da pesquisa, todos os participantes terão acesso aos resultadosencontrados.3 - Apresentação dos dados Do grupo dos entrevistados, 90,43% foi constituído por responsáveis do sexofeminino (mães ou avós) e 9,7% por sexo masculino, com média de idade de 33,7 anos. Em relação ao estado civil, 63,83% viviam com companheiro, sendo 17,02%convivendo em união consensual. A maioria (55,32%) dos responsáveis tinha menos de oito anos de estudo e 3,19 %eram analfabetos. A renda familiar de 45,74% das famílias foi de meio a um salário mínimo e dentro dasocupações, observou-se o predomínio de donas do lar (57,45%) com 15,96% sem emprego,totalizando 73,41% dos responsáveis sem rendimentos por vínculo empregatício. Aocorrência de famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família foi de 73,4%, sendo80,84% beneficiadas por algum programa do Governo. Nas famílias observou-se que 68,09% faziam mais de três refeições dia contandocom uma média de 4 a 5 pessoas por domicílio. Quanto ao saneamento básico, 81,91%referiram ter coleta de lixo, 79,79% com sistema de rede de esgoto e 96,81% comabastecimento de água. ( Anexo 4) A distribuição de crianças foi homogênea em relação ao sexo, sendo 48,94% dosexo masculino e 51,06% do sexo feminino. No perfil antropométrico do grupo, destaca-se a ocorrência de 87,23% e 93,62% deeutróficos, segundo P/I e E/I respectivamente, e déficit nutricional de 2,13% e 6,38%segundo os mesmos indicadores. A frequência de sobrepeso e obesidade, diagnosticadapelo IMC para idade foi de 8,51% e 9,57% respectivamente (Anexo 5). Para análise do consumo alimentar foi elabora a Tabela 1.Tabela 1 Perfil de consumo alimentar de escolares de 6 a 9 anos de acordo com a frequência do consumo semanal dos diferentes grupos de alimentos. Serra Talhada, Pernambuco, 2012. 100,00% 80,00% categoria de consumo ( %) 60,00% Sem consumo (0) 40,00% categoria de consumo ( %) 1 a 20,00% 3 x semana 0,00% categoria de consumo ( %) 4 a 6 x semana categoria de consumo ( %) diario
  • 4. 80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% categoria de consumo ( %) 30,00% Sem consumo (0) 20,00% categoria de consumo ( %) 1 a 10,00% 3 x semana 0,00% categoria de consumo ( %) 4 a 6 x semana categoria de consumo ( %) diario Os grupos de alimentos mais consumidos diariamente foram: arroz, feijão, carnes,leite, manteiga e biscoitos comuns, seguindo a ordem decrescente de consumo. Nafrequência de quatro a seis vezes na semana, não foram diagnosticados consumosexpressivos, em contrapartida com o grupo de consumo de um a três vezes na semana,onde foram encontrados maiores consumos de: frutas, salgadinhos de pacotes, embutidos,biscoitos recheados, refrigerantes, balas e bombons, preparações com milho, suco artificialem pó. Entre os alimentos sem consumo mereceram destaque para o grupo de: vegetaiscrus e cozidos, tubérculos, preparações com miúdos, mel e rapadura, e farinha demandioca. Estando os miúdos entre os mais ausentes (74,47%) no dia a dia nas refeiçõesdas crianças.5 – Discussão Houve predominância de famílias com baixo rendimento condicionado ao nível deescolaridade, com grande concentração de responsáveis estando no seguimento dosserviços do lar. O nível de escolaridade encontrado coincide com os números do IBGE (2010)relativo à região do Nordeste com 97,5% de pessoas alfabetizadas e onde foramencontrados 3,19% de analfabetos na população estudada. Apesar de mais de 73,40% das famílias estarem inseridas no Programa BolsaFamília (PBF), verifica-se que só isso não garante que o grupo familiar consuma alimentossaudáveis e nutritivos. Tal constatação reforça que esses usuários necessitam ser incluídosem programas de educação alimentar para que possam surtir efeitos mais positivos,modificando assim seu hábito alimentar. O perfil antropométrico do grupo indica a prevalência do déficit altura /idade ( 6,38%)em relação ao peso/idade. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009(IBGE, 2010), estudos nesta mesma faixa etária encontraram uma prevalência de 6,8%estando dentro dos níveis encontrados, assim como estudo de Monteiro et al, realizado namacrorregião Nordeste e em municípios do semiárido do Brasil (6,6%). Por outro lado, os resultados revelam que o déficit nutricional no índice P/I de 2,13%encontrado neste estudo foi inferior ao observado por Lira et al(2003) em crianças de áreasurbanas da Zona da Mata Meridional de Pernambuco (6,8%) e por Monteiro et al (2006) naregião Nordeste e em municípios do semiárido do Brasil (5,6%) e Pesquisa de OrçamentosFamiliares 2008-2009 (IBGE, 2010) com média de 4,1%. Por ser um indicador mais sensível ao excesso de peso, foi escolhido o IMC paraidade para identificação do sobrepeso e obesidade, observando 8,5 e 9,5%respectivamente. O sobrepeso diagnosticado excedeu mais de três vezes a frequência dedéficit de peso, embora esteja bem abaixo de estudos da Pesquisa de Orçamentos
  • 5. Familiares 2008-2009 (IBGE, 2010), onde no Nordeste observou-se a frequência de 26%.Por se tratarem de famílias de baixa renda é um dos fatores limitantes para um aumento dosobrepeso e em diferentes graus, essas crianças estariam vivenciando a transiçãonutricional com progressiva redução de déficits nutricionais e o aumento da prevalência desobrepeso. Os determinantes básicos do estado nutricional relacionados no presente estudo nãose associaram aos índices antropométricos. Uma possível explicação para este resultadoseria a relativa homogeneidade da amostra quanto às condições dos indicadoressocioeconômicos da população em questão. As características de consumo foram homogêneas entre os sexos e semassociações significativas com as variáveis estudadas. Foi observado um alto consumo dealimentos ricos em proteínas como as carnes, leites e feijão, estando estes grupos dealimentos presentes diariamente na mesa da família. Os produtos industrializados sãoconsumidos pelo menos uma vez por semana e embora não fosse objeto da pesquisa,observaram-se motivações como status social o de permitir que as crianças consumissemalimentos industrializados sem a preocupação da composição nutricional dos mesmos. No grupo das gorduras, foi associado o consumo de margarina e pão. Condicionandodiariamente a presença de gordura acompanhado com um alimento rico em carboidratosimples e com pouco valor nutricional. Entre os cereais, foi observado um elevado consumo de arroz, juntamente com ofeijão. Encontrou-se ainda, a preocupação de ter diariamente a presença do feijão como umalimento “forte” e rico em vitaminas. Os miúdos, apesar de serem considerados baratos e nutritivos, não fizeram parte de74,47% do cardápio das famílias. Os alimentos regionais como a farinha de mandioca e a rapadura e os tubérculoscomo: macaxeira, inhame e batata doce estão entre os menos consumidos ou estandoausente no prato destes sertanejos. Constituindo assim, fator preocupante, onde alimentosindustrializados estão ocupando este espaço, estabelecendo uma desvalorização da suacultura, história e sua produção.6 – Conclusão Tendências claras e preocupantes foram detectadas, destacando o aumento dosníveis de excesso de peso, confirmando a transição nutricional do país, onde se mostra ainversão dos déficits para os excessos. Destaca-se que as tendências de evolução dopadrão alimentar revelados no presente estudo são consistentes com a participaçãocrescente dos distúrbios alimentares, como a obesidade. Cabe destacar a importância da implantação de serviços voltados aos problemas desaúde diretamente relacionados aos distúrbios alimentares e ao acompanhamentonutricional na atenção básica às famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família. Ações intersetoriais entre as Secretarias de Educação, Assistência Social,Desenvolvimento Agrário e Saúde devem ser promovidas a fim de contribuir para avigilância alimentar e nutricional, bem como modificar o padrão de compra da população,valorizando o alimento regional e o mais nutritivo. Ações de incentivo a adoção de estilo de vida e hábitos alimentares saudáveisdevem ser estendidos ao corpo administrativo das escolas, enfatizando que ospais/responsáveis devem participar diretamente de todo esse processo educativo.
  • 6. 7- ReferênciasBRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN): orientaçõesbásicas para a coleta, processamento, análise de dados e informação em serviços de saúde /[Andhressa Araújo Fagundes et al.]. – Brasília: [ ], 2004.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa de OrçamentosFamiliares 2008-2009: Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos noBrasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.LIRA, P.I.C.. et al. Saúde e nutrição de crianças de áreas urbanas da Zona da Mata Meridional dePernambuco: resultados preliminares de um estudo de coorte. Rev Bras Saude Mater Infant, 2003.MONTEIRO C.A.; CONDE, W.L.; KONNO, S.C. Análise do inquérito "Chamada Nutricional 2005"realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Ministério da Saúde.Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde e Departamento de Nutrição daFaculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 2006.MONTEIRO, C.A.; MONDINI, L.; COSTA, R.B.L. Mudanças na composição e adequação nutricionalda dieta familiar nas áreas metropolitanas do Brasil (1988-1996). Rev Saúde Pública, 2000.MONTEIRO, C. A.; MONDINI, L.; SOUZA, A. L. M.; POPKIN, B. M.. Da desnutrição para aobesidade: A transição nutricional no Brasil. In: MONTEIRO, C.A. (org.) Velhos e Novos Males daSaúde no Brasil. 2. ed. São Paulo: Editora Hucitec, 2000. p. 247-255.NEUMARK-SZTAINER, D. et al. Overweight status and eating patterns among adolescents: where doyouths stand in comparison with the Health People 2010 objetives? Am J Public Health, 2002. v.92,p.844-851.RIBAS, D.L.B. et al. Saúde e estado nutricional infantil de uma população da região Centro-Oeste doBrasil. Rev Saúde Pública, 1999.SILVA, S.S.M. Segurança Alimentar e Nutricional: um estudo da contribuição do Programa PilotoCozinha Comunitária do Instituto de Assistência Social e Cidadania Recife-PE na vida dos usuáriosatendidos. Recife, 2010.WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Child growth standards. Genebra, 2007.WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Obesity: prevention and managing the global epidemic.Technical Repostrs Series, 2000..WORLD HEALTH ORGANIZATION. FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION [WHO/FAO]. Dietnutrition and the prevention of chronic diseases. Geneva. Technical Report Series, 2003.
  • 7. ANEXOS
  • 8. ANEXO 1 - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDOVocê está sendo convidado a participar na pesquisa: Padrão alimentar, perfil nutricional e oambiente socioeconômico dos alunos da Rede Municipal de Ensino do Município de SerraTalhada – PE.O objetivo deste estudo é avaliar o consumo alimentar, o estado nutricional dos alunos emidade escolar e conhecer o seu ambiente socioeconômico e partir destes dados, planejarações de visem a melhoria da saúde do nosso aluno.Sua participação não é obrigatória e sua recusa não lhe trará nenhum prejuízo em relaçãoao pesquisador ou a instituição.Sua contribuição na pesquisa será responder a um questionário sobre hábitos alimentares econdições sócioeconômicas envolvidas.Sua participação é voluntária, ou seja, você não receberá dinheiro ou outro beneficio pelasinformações dadas e sua identidade não será revelada em momento algum na pesquisa.De acordo com as informações acima, eu_________________________________________________________________________________________________________________________________________aceito as condições da pesquisa e me comprometo com a verdade em relação asinformações cedidas.Tive orientações sobre os procedimentos envolvidos na pesquisa etenho ciência deste ato.Serra Talhada, _______de ____________________de 2012.___________________________________ _____________________________Nome e assinatura do pesquisador Nome e assinatura do pesquisado
  • 9. ANEXO 2- Questionário socioeconômicoESCOLA:__________________________________________________Data:____/_____/_____NOME DO RESPONSÁVEL:_____________________________________________________ 1) SEXO: 6) A FAMÍLIA ESTÁ INSERIDA EM ALGUM PROGRAMA/PROJETO OU BENEFÍCIO A. ( ) Masculino 1. ( ) Não 2. ( ) Sim Se sim, qual? B. ( ) Feminino A. ( ) Bolsa Família 2)IDADE B. ( ) Pro - jovem __________Anos C. ( ) Benef.de Prestação Continuada– BPC 3) ESTADO CIVIL: D. ( ) OUTRO____________________ A. ( ) Solteira (a) 7) RENDA TOTAL DA FAMÍLIA: B. ( ) União consensual 1. ( ) Ate ½ Salário mínimo C. ( ) Separado/divorciado 2, ( ) DE ½ A 1 SM D. ( ) Viúvo (a) E.( ) Casada 3. ( ) ENTRE 1 E 2 SM 4) ESCOLARIDADE DO CHEFE DA FAMILIA 4. ( ) > 2 SM A. ( ) Analfabeto 8) QUANTAS REFEIÇÕES DIÁRIAS A FAMÍLIA FAZ: B. ( ) Básico incompleto (< 8 anos) A. ( ) Apenas a refeição da escola C. ( ) Básico completo (8-10 anos) B. ( ) 2 refeições D. ( ) Fundamental completo (11-14 anos) C. ( ) 3 refeições E. ( ) Universitário (≥ 15 anos) D. ( ) > 3 refeições 5) SITUAÇÃO OCUPACIONAL: 9) Nº. DE PESSOAS POR DOMICILIO: _________ A. ( ) Desempregado 10) SANEAMENTO BÁSICO B. ( ) Empregado COLETA DE LIXO ( ) Sim Não ( ) C. ( ) Trabalho esporádico REDE DE COLETA DE ESGOTO ( ) Sim Não D. ( ) Do lar ( ) E. ( ) Aposentado/pensionista ABASTECIMENTO DE AGUA ( ) Sim Não ( ) F. ( ) Outro____________________ Observações do pesquisador: _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________
  • 10. ANEXO 3 - Questionário de consumo alimentar para alunos de 5 anos de idade ou maisAlimento /bebida Não 1 dia 2 dias 3 dias 4 dias 5 dias 6 dias Todos comi nos nos nos nos nos nos os 7 nos últimos últimos últimos últimos últimos últimos dias últimos 7 dias 7 dias 7 dias 7 dias 7 dias 7 dias 7 diasSalada crua ( alface,tomate, repolho..)Verduras e legumescozidosTubérculos ( batata doce,macaxeira, inhame)Frutas frescas e saladasde frutasFeijãoArrozLeite ou iogurteBatata frita, salgadosde pacote e salgadosfritos ( coxinha,pastel...)Hambúrguer eembutidos (salsicha,lingüiça, mortadela,presunto...)Bolachas /biscoitossalgados ou docesBolachas/biscoitosrecheadosBalas, bombom, doces,chocolatesRefrigerantePreparações com milho( angu, cuscuz, bolo)Carnes ( frango, boi,bode, peixe)Miúdos (fígado, moela,rins, miolo...)Manteiga, toucinho,margarina.Mel , rapaduraSuco de frutaSuco artificial em póFarinha de mandioca Adaptação do Ministério da Saúde, SISVAN.
  • 11. ANEXO 4 - Distribuição percentual das características socioeconômicas das famíliasdos alunos de 6 a 9 anos do ensino fundamental. Serra Talhada, Pernambuco, 2012.Variáveis N Frequência (%) Sexo do responsável Masculino 9 9,57 Feminino 85 90,43 Estado civil Solteira (a) 22 23,4 União consensual 16 17,02 Separado/divorciado 9 9,57 Viúvo (a) 3 3,19 Casada 44 46,81Escolaridade do responsável da família Analfabeto 3 3,19 Básico incompleto (< 8 anos) 52 55,32 Básico completo (8-10 anos) 17 18,09 Fundamental completo (11-14 anos) 20 21,28 Universitário (≥ 15 anos) 2 2,13 Situação ocupacional: Desempregado 7 7,45 Empregado 15 15,96 Trabalho esporádico 8 8,51 Do lar 54 57,45 Aposentado/pensionista 0 0 Outro 10 10,64Inserção da família em algumprograma/projeto ou benefício Sem benefícios 18 19,15 Bolsa Família 69 73,4 Pro – jovem 0 0 Benef.de Prestação Continuada– BPC 1 1,06 Outros 6 6,38Renda total da família: Ate ½ Salário mínimo 26 27,66 De ½ a 1 SM 43 45,74 Entre 1 a 2 SM 20 21,28 > 2 SM 5 5,32 Numero de refeições diárias da família : Apenas a refeição da escola 1 1,06 2 refeições 8 8,51 3 refeições 21 22,34 > 3 refeições 64 68,09 Saneamento básico: Coleta de lixo Sim 77 81,91 Não 17 19,09 Sistema de coleta de esgoto Sim 75 79,79 Não 18 19,15 Abastecimento de água Sim 91 96,81 Não 3 3,19
  • 12. ANEXO 5 - Perfil antropométrico atual dos alunos de 6 a 9 anos do ensinofundamental , segundo os indicadores P/I e E/I e IMC para idade.Tabela 2 Perfil antropométrico atual dos alunos de 6 a 9 anos do ensino fundamental , segundo os indicadores P/I e E/I.Serra Talhada, PE, 2012. 100,00% porcentagem 80,00% 60,00% 40,00% 20,00% 0,00% Eutrófico Déficit P/I 87,23% 2,13% E/I 93,62% 6,38%Tabela 3 Perfil antropométrico atual dos alunos de 6 a 9 anos do ensino fundamental , segundo o IMC para idade.Serra Talhada, PE,2012. 10,00% 9,50% 9,00% 8,50% 8,00% 7,50% sobrepeso obesidade IMC para idade 8,51% 9,57%