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Resumo FENERC 2012 - Alvorada
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    Resumo FENERC 2012 - Alvorada Resumo FENERC 2012 - Alvorada Document Transcript

    • Avaliação nutricional de escolares participantes de competição esportivaCíntia Lopes Castro Lucho *Rita de Cássia Diez Leal Siqueira **Nutricionista do Núcleo de Nutrição da Secretaria Municipal de EducaçãoPrefeitura Municipal de AlvoradaINTRODUÇÃO A realização de atividades para coleta de dados para realização de avaliaçãonutricional e informações sobre hábitos alimentares e sedentarismo são importantes paratraçarmos o perfil nutricional de escolares, buscando alternativas para incentivarmos aalimentação saudável, a prática de atividade física e garantia de um desenvolvimentoadequado. O Brasil, já há algum tempo, vive a chamada “transição nutricional”, onde opredomínio da obesidade ultrapassa os números da desnutrição, cujas principais influênciassão o perfil alimentar, com aumento de consumo de alimentos ricos em gorduras e alto valorenergético, e a inatividade física, devido a mudanças sociais, econômicas e atuação damídia. 1, 2 A presença da obesidade desencadeia nas crianças o isolamento social, pelamesma ser discriminada, causando alto estima reduzida, culminando em sedentarismo, poisacabam brincando menos. A ansiedade leva ao maior consumo de alimentos para aliviar osofrimento, tornando esse processo um círculo vicioso. 1 Estudos mostram que o sobrepesoé um fator de risco para desenvolvimento de doenças como dislipidemias e hipertensão. 2 A avaliação nutricional é um instrumento diagnóstico, e tem como objetivoverificar se o crescimento está se afastando do padrão esperado, por doença e/ou porcondições sociais desfavoráveis, determinando o estado nutricional do avaliado, sendo oresultado dessa avaliação um indicador de qualidade de vida. 3 O presente trabalho teve como principal objetivo determinar o perfilantropométrico de escolares participantes evento esportivo no município de Alvorada. Comoobjetivos específicos apresentamos: verificar o percentual de adesão dos escolares àalimentação escolar, determinar a frequência da execução de atividade física; e determinara frequência do consumo de guloseimas e alimentos gordurosos.MATERIAL E MÉTODOS Através de estudo com delineamento quantitativo, transversal e observacional,foram avaliados 457 alunos (n=374 masculinos e n=83 femininos) de escolas municipais eestaduais, participantes da 2ª Etapa dos Jogos Escolares do Rio Grande do Sul, emAlvorada, modalidade futebol de salão, no mês de junho de 2011. Foram coletadas medidasantropométricas, e respondidos questionários com dados pertinentes a alimentaçãosaudável e de atividade física. As variáveis antropométricas coletadas foram: peso corporal(kg), idade (anos), altura (cm), circunferência do braço (CB) em cm, e prega cutânea triciptal(PCT) em mm, sendo posteriormente calculados índice de massa corporal (IMC) em kg/m 2para idade e circunferência muscular do braço (CMB) em cm. O questionário solicitava asseguintes informações de frequência semanal: atividade física, consumo de alimentaçãoescolar, consumo de guloseimas e alimentos gordurosos, escola de origem (estadual oumunicipal), sexo (masculino e feminino) e data de nascimento. Os dados foram avaliados através de Frisancho (1981), Frisancho (1990),Organização Mundial da Saúde (2007) e Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional(2008). Os equipamentos utilizados foram 01 balança digital, marca Plenna, capacidademáxima de 180 kg, com precisão em 100g, 01 fita métrica em aço, marca Sanny, inelástica,
    • com precisão em 1mm, 01 plicômetro científico, marca Cescorf, com relógio para leitura eprecisão em 1mm e 01 estadiômetro, marca Sanny, com régua em alumínio, base móvel,com precisão em 1mm. Os educandos foram pesados e medidos com o mínimo de roupa,descalços, em pé, com posição ereta. Os dados foram coletados e avaliados em programaExcel, Windows. Foi enviado projeto para execução desse trabalho para o Departamento deEducação Física da SMED e para a Secretária Municipal de Educação de Alvorada, queapresentaram para os professores responsáveis pelos alunos de cada escola, todas asetapas de execução, destacando os objetivos da pesquisa e a metodologia empregada, paraautorização da realização desse trabalho. Os dados foram coletados por nutricionistas eestagiárias de curso técnico de Nutrição e Dietética lotadas na Secretaria Municipal deEducação do município.RESULTADOS Da amostra analisada, encontramos 81,84% do sexo masculino e 18,16% dosexo feminino. Em relação a frequência de realização de atividade física, a maioria praticavano mínimo 3 vezes por semana, tanto meninos (71,38%), quanto meninas (66,39%). Oconsumo de alimentação escolar se diferenciou entre os sexos. Os meninos (53,62%)consumiam no mínimo 2 vezes por semana, enquanto as meninas (51,92%) não consumiamnenhuma vez na semana. O consumo de balas, chocolates, doces e salgadinhos distribuiu-se diferentemente entre os sexos. A maioria das meninas (58,3%) consumiram entre 4 a 5dias da semana, em comparação com os meninos (65,07%) que consumiram entre 1 a 3vezes por semana. A classificação do estado nutricional através do IMC (OMS, 2007)mostrou para meninos e meninos, respectivamente, 75,85% e 70,13% eutróficos, 2,68% e3,55% com baixo peso, 15,06% e 14,51% com sobrepeso, 6,4% e 11,79% com obesidade.A classificação através do CMB (FRISANCHO, 1990) para meninos e meninas,respectivamente, 78,79% e 79,81% eutróficos, 12,48% e 5,97% baixo peso, 6,58% e 9,38%sobrepeso, 2,14 e 4,84% obesidade. A classificação através de PCT (FRISANCHO 1990)para meninos e meninas, respectivamente, 78,16% e 76,90% eutróficos, 1,04% e 2,52%baixo peso, 17,02% e 14,39% sobrepeso, 3,77% e 6,16% obesidade.DISCUSSÃO A amostra analisada durante o competição esportiva, teve representativa maiorde alunos do sexo masculino, provavelmente porque a prática esportiva em questão, ofutebol de salão, ainda tenha maior adesão do sexo masculino. Foram utilizados 3 medidasantropométricas para realizar a avaliação nutricional dos escolares, que foram classificadasda mesma forma: eutrofia, baixo peso, sobrepeso e obesidade. A maioria dos escolaresforam classificadas como eutróficas, em todas as avaliações, não havendo diferençasignificativamente estatística entre os sexos. Entretanto, quando analisamos os resultadosque se referem a obesidade, encontramos as meninas, em média, com o dobro depercentual, quando comparadas aos meninos. Pode haver relação quanto ao consumo deguloseimas e alimentos gordurosos, pois na média geral, os meninos consomem com menorfrequência esses alimentos, quando comparados às meninas. A alimentação escolarapresentou maior adesão dos meninos, quando comparados às meninas. Ressaltamos queos alimentos adquiridos pela escola não incluem guloseimas e frituras, incluem frutas,verduras, cereais, leguminosas, produtos lácteos, entre outros. A grande maioria, em ambosos sexos declarou realizar atividade física no mínimo 3 vezes por semana. A prática deatividade física e baixo consumo de doces e alimentos gordurosos são preconizados paragarantir uma alimentação saudável. 4CONCLUSÕES Os alunos analisados nessa amostra, mostraram em média um perfil de cerca de14,78 % com sobrepeso e 9,09% de obesidade. Alguns fatores mostraram-se relacionados,tais como consumo alimentar e atividade física. Torna-se importante incentivar a prática de
    • atividade física e mudança de perfil alimentar para que as crianças classificadas comsobrepeso não migrem para a faixa de obesidade. Estudos referem que o incentivo à alimentação saudável e prática de atividadefísica mostram resultados benéficos na redução dos números de sobrepeso e obesidade,proporcionando maior longevidade e qualidade de vida para a população. É sabido que essa população é diferenciada, tendo em vista que praticamatividade física, já que participam de uma competição esportiva. Análise de dados de coletade outra população, diretamente das escolas, sem o vínculo da prática esportiva, podemostrar números diferentes da classificação nutricional, tendo em vista que a prática deatividade influencia no estado nutricional.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1 CANO, M.A.T.; et al. Estudo do estado nutricional de crianças na idade escolar na cidadede Franca-SP: uma introdução ao problema. Revista eletrônica de Enfermagem. V. 07, n.02, p. 179-184, 2005.2 PEGOLO, G.E.; SILVA, M. V. Estado nutricional de escolares da rede pública de ensino dePiedade, SP. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, 15(1):76-85, 2008.3 MELLO, E. D. O que significa a avaliação do estado nutricional. Jornal de Pediatria. Vol.78, N.5, 2002.4 Guia alimentar para a população brasileira : promovendo a alimentação saudável /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação-Geral da Política deAlimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
    • RESUMO EXPANDIDOAvaliação nutricional de escolares participantes de competição esportivaCíntia Lopes Castro Lucho *Rita de Cássia Diez Leal Siqueira **Nutricionista do Núcleo de Nutrição da Secretaria Municipal de EducaçãoPrefeitura Municipal de AlvoradaINTRODUÇÃO: a realização de atividades para coleta de dados para realização deavaliação nutricional e informações sobre hábitos alimentares e sedentarismo sãoimportantes para traçarmos o perfil nutricional de escolares. A avaliação nutricional é uminstrumento diagnóstico, e tem como objetivo verificar se o crescimento está se afastandodo padrão esperado, por doença e/ou por condições sociais desfavoráveis, determinando oestado nutricional do avaliado, sendo o resultado dessa avaliação um indicador de qualidadede vida. O presente trabalho teve como principal objetivo determinar o perfil antropométricode escolares participantes evento esportivo no município de Alvorada. Como objetivosespecíficos apresentamos: verificar o percentual de adesão dos escolares à alimentaçãoescolar, determinar a frequência da execução de atividade física; e determinar a frequênciado consumo de guloseimas e alimentos gordurosos. MATERIAL E MÉTODOS: estudoquantitativo, transversal e observacional, 457 alunos (n=374 masculinos e n=83 femininos)de escolas municipais e estaduais, participantes da 2ª Etapa dos Jogos Escolares do RioGrande do Sul, em Alvorada, modalidade futebol de salão. As variáveis antropométricascoletadas foram: peso corporal (kg), idade (anos), altura (cm), circunferência do braço (CB)em cm, e prega cutânea triciptal (PCT) em mm, sendo posteriormente calculados índice demassa corporal (IMC) em kg/m 2 para idade e circunferência muscular do braço (CMB) emcm. Foi aplicado questionário que solicitava as seguintes informações de frequênciasemanal: atividade física, consumo de alimentação escolar, consumo de guloseimas ealimentos gordurosos, escola de origem (estadual ou municipal), sexo (masculino efeminino) e data de nascimento. Os dados foram avaliados através de Frisancho (1981),Frisancho (1990), Organização Mundial da Saúde (2007) e Sistema de Vigilância Alimentare Nutricional (2008). Os equipamentos utilizados foram 01 balança digital, marca Plenna,capacidade máxima de 180 kg, com precisão em 100g, 01 fita métrica em aço, marcaSanny, inelástica, com precisão em 1mm, 01 plicômetro científico, marca Cescorf, comrelógio para leitura e precisão em 1mm e 01 estadiômetro, marca Sanny, com régua emalumínio, base móvel, com precisão em 1mm. Os educandos foram pesados e medidos como mínimo de roupa, descalços, em pé, com posição ereta. Os dados foram coletados eavaliados em programa Excel, Windows. Foi enviado projeto para execução desse trabalhopara o Departamento de Educação Física da SMED e para a Secretária Municipal deEducação de Alvorada, que apresentaram para os professores responsáveis pelos alunosde cada escola, todas as etapas de execução, destacando os objetivos da pesquisa e ametodologia empregada. Os dados foram coletados por nutricionistas e estagiárias de cursotécnico de Nutrição e Dietética lotadas na Secretaria Municipal de Educação do município.RESULTADOS: encontramos 81,84% do sexo masculino e 18,16% do sexo feminino. Emrelação a frequência de realização de atividade física, a maioria praticava no mínimo 3vezes por semana, tanto meninos (71,38%), quanto meninas (66,39%). O consumo dealimentação escolar se diferenciou entre os sexos. Os meninos (53,62%) consumiam nomínimo 2 vezes por semana, enquanto as meninas (51,92%) não consumiam nenhuma vezna semana. O consumo de balas, chocolates, doces e salgadinhos distribuiu-sediferentemente entre os sexos. A maioria das meninas (58,3%) consumiram entre 4 a 5 diasda semana, em comparação com os meninos (65,07%) que consumiram entre 1 a 3 vezespor semana. A classificação do estado nutricional através do IMC (OMS, 2007) mostrou parameninos e meninos, respectivamente, 75,85% e 70,13% eutróficos, 2,68% e 3,55% combaixo peso, 15,06% e 14,51% com sobrepeso, 6,4% e 11,79% com obesidade. Aclassificação através do CMB (FRISANCHO, 1990) para meninos e meninas,
    • respectivamente, 78,79% e 79,81% eutróficos, 12,48% e 5,97% baixo peso, 6,58% e 9,38%sobrepeso, 2,14 e 4,84% obesidade. A classificação através de PCT (FRISANCHO 1990)para meninos e meninas, respectivamente, 78,16% e 76,90% eutróficos, 1,04% e 2,52%baixo peso, 17,02% e 14,39% sobrepeso, 3,77% e 6,16% obesidade. DISCUSSÃO: aamostra analisada durante o competição esportiva, teve representativa maior de alunos dosexo masculino, provavelmente porque a prática esportiva em questão, o futebol de salão,ainda tenha maior adesão do sexo masculino. Foram utilizados 3 medidas antropométricaspara realizar a avaliação nutricional dos escolares, que foram classificadas da mesmaforma: eutrofia, baixo peso, sobrepeso e obesidade. A maioria dos escolares foramclassificadas como eutróficas, em todas as avaliações, não havendo diferençasignificativamente estatística entre os sexos. Entretanto, quando analisamos os resultadosque se referem a obesidade, encontramos as meninas, em média, com o dobro depercentual, quando comparadas aos meninos. Pode haver relação quanto ao consumo deguloseimas e alimentos gordurosos, pois na média geral, os meninos consomem com menorfrequência esses alimentos, quando comparados às meninas. A alimentação escolarapresentou maior adesão dos meninos, quando comparados às meninas. Ressaltamos queos alimentos adquiridos pela escola não incluem guloseimas e frituras, incluem frutas,verduras, cereais, leguminosas, produtos lácteos, entre outros. A grande maioria, em ambosos sexos declarou realizar atividade física no mínimo 3 vezes por semana. A prática deatividade física e baixo consumo de doces e alimentos gordurosos são preconizados paragarantir uma alimentação saudável. CONCLUSÕES: os alunos analisados nessa amostra,mostraram em média um perfil de cerca de 14,78 % com sobrepeso e 9,09% de obesidade.Alguns fatores mostraram-se relacionados, tais como consumo alimentar e atividade física.Torna-se importante incentivar a prática de atividade física e mudança de perfil alimentarpara que as crianças classificadas com sobrepeso não migrem para a faixa de obesidade.Estudos referem que o incentivo à alimentação saudável e prática de atividade físicamostram resultados benéficos na redução dos números de sobrepeso e obesidade,proporcionando maior longevidade e qualidade de vida para a população. É sabido que essapopulação é diferenciada, tendo em vista que praticam atividade física, já que participam deuma competição esportiva. Análise de dados de coleta de outra população, diretamente dasescolas, sem o vínculo da prática esportiva, pode mostrar números diferentes daclassificação nutricional, tendo em vista que a prática de atividade influencia no estadonutricional.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1 CANO, M.A.T.; et al. Estudo do estado nutricional de crianças na idade escolar na cidadede Franca-SP: uma introdução ao problema. Revista eletrônica de Enfermagem. V. 07, n.02, p. 179-184, 2005.2 PEGOLO, G.E.; SILVA, M. V. Estado nutricional de escolares da rede pública de ensino dePiedade, SP. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, 15(1):76-85, 2008.3 MELLO, E. D. O que significa a avaliação do estado nutricional. Jornal de Pediatria. Vol.78, N.5, 2002.4 Guia alimentar para a população brasileira : promovendo a alimentação saudável /Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação-Geral da Política deAlimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.