45   a intervenção psicológica na terminalidade, voltada para paciente e família
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    45   a intervenção psicológica na terminalidade, voltada para paciente e família 45 a intervenção psicológica na terminalidade, voltada para paciente e família Presentation Transcript

    • Profa. Dra. Maria Helena Pereira FrancoSociedade Brasileira de Psico-Oncologia Pontificia Universidade Católica de São Paulo 4 Estações Instituto de Psicologia
    • EQUIPE S OAMIGOS CFAMILIA I EPACIENTE D A D E
    •  Transições psicossociais são os períodos mais sensíveis na vida que:- requerem que as pessoas revejam seus conceitos sobre o mundo- tem implicações duradouras e não transitórias - acontecem em um período curto de tempo, com algum tempo para preparação
    • Perdas decorrentes da doença podem ser um trauma psicológico importante. Pesar: emoção que nos dirige a algo ou alguém que está faltando. Discrepância entre o que é e o que deveria ser. O mundo que deveria ser é um constructo interno, o que torna a experiência de luto única e individual. A magnitude dessa transição é tamanha que inclui disfunções simultâneas.
    • Perdas pela doença ocasionam um processo de luto: o mundo presumido é afetado; a dor da mudança: difícil deixar tudo o que era conhecido; reações diferentes ao longo do processo; mecanismos de defesa podem ser acionados para proteger alguém de se dar conta de uma perda.
    •  De quê se despedir? Significados atribuídos à experiência de viver e de morrer Qualidade do tratamento durante o período da doença “Não morro sozinho” Morrer é solitário? Morrer: pessoal e intransferível
    •  Fatores que influenciam o processo: circunstâncias do evento de transição; personalidade e experiência prévia da pessoa à morte; suporte emocional; assistência para descobrir novas perspectivas de significado apropriadas para a situação emergente.
    • Luto: fenômeno complexo que abrange cinco dimensões:1) Intelectual: confusão, desorganização, falta de concentração,intelectualização, desorientação, negação.2) Emocional: choque, entorpecimento, raiva, culpa, alívio, depressão,irritabilidade, solidão, saudades, descrença, tristeza, negação, ansiedade,confusão, medo.3) Física: alterações no apetite e no sono, inquietação, dispnéia,palpitações cardíacas, exaustão, boca seca, perda do interesse sexual,alterações no peso, dor de cabeça, mudanças no funcionamentointestinal, choro.4) Espiritual: sonhos, impressões, perda da fé, aumento da fé, raiva deDeus, dor espiritual, questionamento de valores, sentir-se traído por Deus,desapontamento com membros da igreja.5) Social: perda da identidade, isolamento, afastamento, falta deinteração, perda da habilidade para se relacionar socialmente.
    • LUTO ANTECIPATÓRIO- Processo de construção de significado, apresenta a possibilidade deelaboração do luto, a partir do adoecimento.- Permite absorver a realidade da perda gradualmente, ao longo do tempo;resolver questões pendentes com as pessoas significativas (expressarsentimentos, perdoar e ser perdoado); iniciar mudanças de concepçãosobre vida e identidade; fazer planos com as pessoas significativas, paraque o futuro delas não seja vivido como traição ao doente.O processo de luto tem início, portanto, a partir do momento em que érecebido o diagnóstico de uma doença fatal ou potencialmente fatal, pelasperdas, concretas ou simbólicas, que esse diagnóstico traga para apessoa e sua família.As perdas decorrentes estão relacionadas a: segurança, funções físicas,imagem corporal, força e poder, independência, auto-estima, respeito dosoutros, perspectiva de futuro.
    •  Considerando-se que o luto coloca o indivíduo em situação de vulnerabilidade e estendendo-se esse risco para o funcionamento familiar, é possível delinear-se, de acordo com Walsh e McGoldrick (1995) os objetivos para cuidar da pessoa à morte e de sua família. ◦ - obter e compartilhar o reconhecimento da realidade da morte ◦ - compartilhar a perda e colocá-la em contexto ◦ - reorganizar o sistema familiar
    •  O processo de luto implica a reconstrução de um mundo com significado que tenha sido desafiado pelas perdas do adoecimento. Seis objetivos são, portanto: Encontrar ou criar novo significado na vida assim como na morte da pessoa querida. Encontrar vias de continuidade na relação com a pessoa próxima da morte, assim como pontos de transição . Estar atento a significados pré-verbais ou tácitos, assim como explícitos e articulados .
    •  Buscar a integração de significado, assim como sua construção. Facilitar a construção de significados como um processo tanto interpessoal como pessoal . Ancorar a construção de significados em contextos tanto culturais como íntimos . Usar a narrativa como método assim como um conceito-guia, para facilitar a afirmação ou uma nova autoria do self, a partir do adoecimento.Ou seja: dar voz a uma história que não foi contada ou encontrar coerência em um senso de continuidade que tenha sido rompido pela doença ou pela
    • mhfranco@pucsp.br