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Doutrina Da Igreja Modulo 2
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Doutrina Da Igreja Modulo 2

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Igreja Batista Ágape - EBD

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  • Dízimos na igreja uma genuína doutrina católica. Confira: Dízimos Eclesiásticos: Um Legado Católico Apostólico Romano.
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  • 1. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 DISCIPLINA: DOUTRINAS BÍBLICAS TEMA: DOUTRINA DA IGREJA A Igreja: Corpo de Cristo AULA 1 OBJETIVO Possibilitar ao aluno, um estudo breve, porém amplo sobre a doutrina da igreja, visando dar enten- dimento e fundamentação bíblica sobre a natureza, padrão, governo, ministérios e membresia, auxiliando cada aluno a entender melhor o seu chamado e a sua posição na igreja (Corpo de Cristo). INTRODUÇÃO A palavra igreja é mencionada pela primeira vez no Novo Testamento em Mateus 16.15 a 20 e Mateus 18.15 a 20. Ambas as passagens foram mencionadas pelo Senhor Jesus Cristo, o grande arquiteto da igreja. É importante sabermos e entendermos o que Deus está dizendo à nossa geração, e qual é o seu propósito na terra hoje. Nós precisamos de conceitos bíblicos para edificarmos a igreja de acordo com os propósitos de Deus para ela. DESENVOLVIMENTO 1. Qual é a nossa visão de Igreja Qual é a nossa visão de igreja? Quais são os nossos alvos? O que cremos ser o ponto central da mente de Deus? Qual é o centro da vontade de Deus? Estas e outras perguntas nos levam a respostas que determinam a direção da igreja, pregação e ensino do ministro de Deus, bem como sua fé e resistência espiritual. Muitas coisas têm sido feitas na igreja hoje, que não necessariamente representam aquilo que o Senhor Jesus Cristo intencionou para a mesma. Estas coisas podem ser adicionadas e vir fazer parte dela. São extensões práticas de sua obra e ministério, mas não são à igreja. Se as mesmas forem consideradas a igreja, forças e energias serão gastas para sustentá-las em detrimento do que se deve fazer para edificar a igreja, pessoas. Alguns exemplos do que estamos mencioando são : · Instituições educacionais, escolas e faculdades; · Hospitais, leprosários, clínicas médicas, etc...; · Orfanatos, centros de recuperação, asilos; · Institutos bíblicos, seminários teológicos; · Programas de escola dominical; · Centros evangélicos, centros de avivamentos; · Grupos e reuniões carismáticas nos lares, clubes, etc...; · Grupos para-aclesiásticos. Todas estas coisas mencionadas acima são boas devido às obras que realizam e adicionam muito ao ministério da igreja, mas elas em si, não são a Igreja da qual Cristo é o cabeça. É possível se ter todas estas coisas e, ainda assim, não se ter uma Igreja Neotestamentária. O estudo que faremos a seguir, nos esclarecerá o que a igreja representa para Deus e qual é a sua função nesta terra. Nos revelará os planos de Deus para a mesma e nos mostrará os elementos básicos que devem fazer parte da mesma. A Igreja não é uma organização. Ela é um organismo vivo e dinâmico, pois Deus não a criou fraca e, conseqüentemente, jamais conhecerá a derrota. Ele a criou vitoriosa em tudo neste mundo. Uma organização instituída pela Igreja pode vir a fracassar, mas a Igreja em si nunca falhará. Como pode ser isto? É o que veremos neste estudo com maiores detalhes. 2. Métodos e conceitos tradicionais A Igreja: Corpo de Cristo 1 AULA 1
  • 2. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Para que formemos uma igreja viva e poderosa, é preciso retirarmos alguns conceitos e métodos tradicionais que a ela foram adicionados no decurso do tempo. Não é possível se ter uma igreja poderosa construída sobre métodos e pensamentos humanos. Deus não reparte a sua glória com homens. Por glória queremos dizer, Sua luz. A luz de Deus só está presente quando Ele está presente. Ao longo do tempo, a igreja vem sendo alvo de muitas tradições e metodologias humanas, existindo conceitos falíveis sobre a igreja que necessitam ser retirados para que , posteriormente, possamos ter uma igreja saudável. Alguns deles listamos a seguir: · A igreja é um parentesis nos planos e propósitos de Deus; · A igreja é um mistério e não é encontrada no Antigo Testamento; · A igreja terminará no estado de Laodicéia, com apenas algumas ovelhinhas salvas; · A igreja será reposta por uma nova coisa que o Senhor fará; · A igreja será suplantada pela restauração da aliança Mosaica. Estes são alguns conceitos que ainda estão nas mentes de alguns crentes hoje. Qual é o seu conceito de igreja? Saber a verdade é ser posto em liberdade. Conhecer o Cristo, filho de Deus é ser plenamente livre. 3. A Igreja nos evangelhos Existem apenas duas referencias à igreja nos evangelhos e ambas são encontradas em Mateus, o Evangelho do Reino: Mateus 16. 15 a 20 e Mateus 18. 15 a 20. Nenhum dos outros evangelhos fazem qualquer menção à igreja. O pano de fundo da promessa de Cristo na edificação de Sua Igreja é significativo. O evangelho de Mateus é distintamente o evangelho do Reino. Jesus Cristo, a semente de Abraão e de Davi, o Rei dos Reis, veio para o seu povo, Judá, e revelou o Reino de Deus para os mesmos. Jesus pregou, en- sinou e demonstrou o poder deste reino, mas os judeus de uma maneira generalizada endureceram os seus corações para o Rei e o seu Reino. Aquele não era o tipo de Reino que eles esperavam. Eles esperavam por um reino nacionalista, carnal, terreno, político e materialista. Eles esperavam que o Rei dos Reis tomasse o Reino dos Romanos. Eles esperavam um Reino semelhante ao de Davi, que com força militar poderosa viesse a subjugar os seus adversários. Jesus, no entanto, lhes apresentou um Reino celestial que só poderia ser conseguido pelo arrependimento e pela fé (Mateus 4.17 e Marcos 1. 14 e 15). Por isso a cegueira e dureza de coração sobrevieram aos judeus como nação, afim de que o evangelho chegasse aos gentios. O Reino de Deus, então, seria tirado deles e dado a uma nação que produziria os frutos para o mesmo (Mateus 21.43). É com este pano de fundo em Cesareia que Jesus profetiza a edificação da Igreja (Mateus 16.15 a 20). 4. A Igreja Universal Na passagem de Mateus 16.18 a 20 , encontramos a primeira menção específica sobre a igreja que Cristo edificaria. É importante notarmos que a palavra apresentada é IGREJA , no singular, e não IGREJAS, no plural. Este é o primeiro conceito que o Cabeça ensina sobre a Igreja. Isto é, edificar-se-á uma só Igreja, a IGREJA UNIVERSAL (não estamos falando da Igreja denominacional do Reino de Deus). Ele disse que edificaria a Igreja e não igrejas. É por esta razão que, dentre as muitas referências à igreja em Atos e nas Epístolas, a palavra é freqüentemente usada no singular. É usada assim para significar a unidade da mesma em todo o mundo, independentemente do local. Deus fez Jesus Cristo o cabeça sobre todas as coisas e o deu à Igreja (Efésios 1.22). Cristo é o cabeça da Igreja (Efésios 5.23). Ele amou a igreja e se entregou por ela para que a apresentasse gloriosa à semelhança Dele (Efésios 5. 24 a 32). A Igreja é o Corpo de Cristo e Ele mesmo é o grande arquiteto e cabeça da mesma. É muito impor- tante o crente saber que pertence a uma igreja verdadeira e universal. 5. A Igreja Local A Igreja: Corpo de Cristo 2 AULA 1
  • 3. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 A segunda vez que aparece o nome Igreja é em Mateus 18: 15 a 20 e pela natureza do relato supõe-se que a passagem refere-se mais particularmente à igreja local. A passagem fala sobre a forma de disciplina a ser aplicada quando um membro recusa-se a se reconciliar com outro membro. Após o procedimento normal, não havendo reconciliação, o membro rebelde deve ser levado diante da Igreja, e, recusando-se o mesmo a ouvi-la, então deve ser considerado como gentio e publicano. Seria muito difícil e impossível tal procedimento acontecer numa igreja universal, porém facilmente levado a efeito numa igreja menor, a qual chamamos de Igreja Local. A Igreja Local é uma pequena réplica e, mesmo assim, parte da Igreja Universal. Não existem igrejas como: Igreja de um país, ou Igreja Nacional, ou Regional mencionada nas escrituras e sim a Igreja Universal que é formada pelas igrejas locais. Vemos portanto que é sobre estes dois conceitos de igreja que toda a revelação sobre a Igreja do Novo Testamento é desenvolvida em Atos e nas Epístolas. A Igreja: Corpo de Cristo 3 AULA 1
  • 4. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Cristo, o padrão estabelecido por Deus para a Sua Igreja AULA 2 OBJETIVO Reconhecer, através do estudo da Palavra que Jesus Cristo é o padrão que Deus estabeleceu para a Sua Igreja. INTRODUÇÃO Sendo o Senhor Jesus Cristo o grande arquiteto da Igreja, é natural que ele a edifique segundo o padrão de Deus. Qualquer construtor sensato, antes que comece a construir, deve certificar-se de que a planta da obra já esteja pronta. Esta planta representa o que será construído. É a partir desta planta que ele e os seus contratados passam a construir. Tudo tem que ser construído segundo as especificações exatas da planta. Nenhum construtor de nível atreveria-se a pegar um monte de material e construir a olho. Os materiais só lhes serão úteis quando forem colocados em seus respectivos lugares conforme especificados na planta. DESENVOLVIMENTO 1. De acordo com o Padrão Um monte de tijolos não é uma casa. Nem mesmo um monte de materiais num terreno forma uma casa. Todos os materiais têm que ser agrupados e propriamente colocados em seus respectivos lugares até que, de uma maneira ordenada, pelo padrão da planta, formem a casa desejada pelo arquiteto. Da mesma forma, um monte de gente num templo não é necessariamente uma igreja. Nem todo grupo que se intitula Igreja, o é. É triste vermos que muitos, que se qualificam povo de Deus, estejam formando um monte de material, “pedras espirituais”, mas não formam a Igreja do Senhor. Somente quando estas pedras espirituais forem ajuntadas segundo a planta divina é que elas formarão a igreja de Cristo, uma habitação da sua glória. As pessoas são multiplicadas, mas não edificadas (Atos 9:31). Existem muitos grupos religiosos que se intitulam igreja, no entanto sabemos que eles estão longe de sê-lo. Não existe lei humana que regule a qualidade de vida das pessoas para lhes aprovarem como igreja. Basta ajuntar-se em grupo e pedir uma licença e, logo, se obtém um alvará para se abrir uma igreja. Mesmo assim, tais organizações não são igrejas no conceito bíblico. A Igreja de Cristo Jesus é evidenciada pela qualidade de vida, segundo os ensinamentos da Palavra de Deus, e manifestações do poder de Deus. Cada um vivendo na prática os ensinamentos da verdade e manifestando a glória de Deus. Só assim constitui-se a Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo. 2. Deus tem um Padrão As escrituras revelam que Deus tem um padrão para Sua igreja. Jesus Cristo é o Seu arquiteto e Ele edificará a mesma segundo este padrão. Deus tem somente um padrão para a sua igreja, seja ela local ou universal. As verdades fundamentais e princípios bíblicos serão sempre os mesmos. Os métodos de Deus podem mudar ou variar de um local para outro, mas o Seu propósito sempre será o mesmo. Para uma melhor compreensão do conceito estudaremos a definição da palavra “padrão” e os padrões usados por Deus no Antigo Testamento. A palavra padrão é assim definida no dicionário Aurélio : Aquilo que serve de base ou norma par avaliação de qualidade ou quantidade (um modelo proposto para imitação). Qualquer objeto que serve de modelo à feitura de outro. Modelo, exemplo, protótipo, arquétipo. A palavra padrão em sua definição bíblica (hebraico), significa: uma estrutura, um modelo semelhante, Cristo, o padrão estabelecido por Deus para a Sua Igreja 4 AULA 2
  • 5. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 uma semelhança. Portanto, todas as estruturas divinamente construídas no Antigo Testamento, foram “mod- elos” e “semelhanças”, que encontram o seu cumprimento na Igreja do Novo Testamento. Deus é imutável. Ele não muda o seu propósito. Se Ele cuidadosamente deu o padrão das estruturas construídas no Antigo Testamento, também o fez na estrutura espiritual de Sua Igreja no Novo Testamento e tais estruturas são “sombras” das coisas celestiais e norteiam como as espirituais devem ser (Hebreus 8:5). 3. Padrões estabelecidos por Deus no Velho Testamento a) A Arca de Noé. Em Gênesis 6.14 a 16 Deus diz a Noé ; “ Deste modo a farás “. Deus deu a Noé um modo, uma forma, um padrão de como se construir a arca do dilúvio. b) Os Altares dos Sacrifícios. Também na edificação dos alteres para os sacrifícios, conforme Êxodo 20. 24 a 26, Deus foi específico em suas instruções. Estes altares podiam ser feitos de pedras ou areia, mas nenhuma ferramenta, porém, deveria ser usada para lavrar as pedras do altar. c) A Nação de Israel. Em Atos 7. 38 , Israel é chamada de “A Igreja do Deserto”. Toda ordem do acampamento – as tribos, o sacerdócio, o santuário, as ofertas e dízimos, etc... com certeza revelam o padrão e princípios de Deus para o seu povo ( Números 1 a 8). d) O Tabernáculo de Moisés. Os detalhes do tabernáculo construído por Moisés são encontrados em Êxodo 25 a 40. Nada ali teve sua origem na mente humana, nem mesmo na de Moisés. Todos os detalhes, medidas, materiais, padrão, foram cuidadosamente e, detalhadamente, originados em Deus, o Seu grande arquiteto. 4. O Padrão do Novo Testamento Todos esses padrões e estruturas do Antigo Testamento apontam tipicamente e profeticamente para Cristo e Sua Igreja. Se Deus habitou em estruturas no Antigo Testamento, isto aconteceu somente por um tempo determinado, até que pudesse habitar em seu povo redimido, a igreja. A igreja do Novo Testamento hoje é a Arca de Deus, o seu tabernáculo e na igreja os sacrifícios e festivais encontram os seus cumprimentos espirituais em Cristo (1 Pedro 2. 5 a 9 ). O verdadeiro culto e a adoração em Espírito encontram seus lugares nela (João 4.20 a 24 ). Assim como aquelas estruturas do Velho Testamento foram feitas segundo o padrão de Deus, também a igreja deve ser de acordo com o padrão divino. Paulo disse que Deus era “o sábio arquiteto” e advertiu a outros construtores que tomassem cuidado de como deveriam construir (1 Coríntios 3. 9 e 10 ). Cristo é o supremo arquiteto da Igreja e Ele irá construí-la segundo o padrão divino (Mateus 16.18 e 19). Ele é o homem sábio que edifica Sua casa na rocha e ela resiste à tempestade (Mateus 7. 24 a 27). A igreja será construída Cristo, o padrão estabelecido por Deus para a Sua Igreja 5 AULA 2
  • 6. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Identificando a verdadeira Igreja AULA 3 OBJETIVO Conduzir o aluno no reconhecimento e na identificação da verdadeira Igreja. INTRODUÇÃO A palavra igreja é uma palavra que perdeu o seu significado nos dias de hoje em relação ao seu sen- tido original nos tempos da igreja primitiva. Trata-se de uma palavra que precisa ser redefinida na sociedade moderna. Existe um grande número de grupos que se chamam de “A Igreja” mas que certamente não são nada daquilo que o Senhor disse que construiria, e sequer chegam à medida do que está revelado no Novo Testamento como padrões para a igreja de Deus. DESENVOLVIMENTO O que a igreja não é Os vários conceitos de igreja levam os indivíduos a se desviarem da verdade e a evidenciarem algo que não representa a santidade divina. Estes falsos conceitos e doutrinas precisam ser arrancados pela raiz e destruídos, se é que desejamos a presença do Senhor em nosso meio. Somente quando os padrões de vida de Jesus forem restaurados em nós é que a presença do Senhor se fará gloriosa no meio da Igreja. Para isto, precisamos identificar o que a igreja não é, caso contrário, continuaremos vivendo algo que não produzirá os resultados almejados por todos nós. a) A Igreja não é um templo material. A palavra igreja nunca é usada na Bíblia se referindo a um templo físico. Veja Atos 2.47; 7.38; 8.1 a 3; 11.22 a 26; 12. 1 a 5; 15.3,4,22,41 e 18.22 . O Senhor adicionava à igreja. Herodes ameaçou a igreja. A igreja foi perseguida. Paulo saudava a igreja. A igreja tinha descanso. Tal linguagem não poderia se referir a um templo físico, mas sim a um grupo de pessoas, a igreja viva. São as tradições dos homens que aplicam o termo igreja a templos materiais. “Nós vamos à igreja”, isto é, nós vamos ao templo onde se reúne a igreja. O Senhor não disse que construiria um templo quando afirmou que edificaria a Sua igreja e que as portas do inferno não haveriam de prevalecer contra ela. Com certeza Satanás prevaleceria contra estruturas físicas, isto já ficou claro visto que tantos templos já forma destruídos na história da humanidade. No entanto, mesmo com todas as perseguições e sangrentas investidas contra a igreja, ela não foi destruída. O verdadeiro templo de Deus é feito de pedras vivas. O templo é simplesmente o lugar onde a igreja se reúne. A igreja é a casa espiritual de Deus. Portanto, nós não vamos à igreja, mas a igreja se reúne num templo. A igreja é formada pela vida de Deus em si. O Espírito Santo dá o seu formato. O Espírito Santo é o padrão da mesma. A igreja tem um formato espiritual. b) A Igreja não é uma denominação. A igreja não é uma denominação, uma seita ou uma orga- nização. As igrejas que se multiplicam com seus nomes variados e que se dizem ser a igreja de Jesus, não são necessariamente a Igreja Dele. Cristo disse que edificaria a Sua Igreja e não um monte de igrejas como vemos hoje. O denominacionalismo é contrário às Escrituras. Elas existem pela vontade permissiva de Deus, mas são as denominações que muitas vezes promovem as divisões entre os homens. Não queremos aqui dizer que todas as denominações são más. Apenas mostrar que Jesus Cristo não veio dar início a uma denominação, mas para cumprir a vontade de Seu Pai e ser o Cabeça da Igreja. Assim se chamam as várias denominações: a Igreja Episcopal, a Igreja Luterana , a Igreja Metodista, a Igreja Batista, a Igreja Presbiteriana, a Igreja da Reforma, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, etc... mas nenhuma delas está mencionada na Bíblia. Algumas delas ainda afirmam ser “a exclusiva igreja de Deus”. Por isso é muito im- portante que distingamos entre a verdadeira igreja do Senhor das demais. Identificando a verdadeira Igreja 6 AULA 3
  • 7. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 A palavra denominação tem esta definição: “A ação de dar nome”; “um nome ou apelido”; “uma seita religiosa”; “um sistema denominacional”. Um denominacionista é aquele crente que defende as idéias de sua denominação. As denominações são geralmente formadas da seguinte forma: · Por um tipo de governo: apostólico, episcopal, presbiteriano, congregacional; · Uma ênfase doutrinária: Igreja da Graça, Igreja Pentecostal, Igreja Carismática; · Uma experiência: Igreja Batista (batismo nas águas), Igreja Avivada (batismo no Espírito Santo como uma segunda experiência), Igreja da Aliança, etc... As igrejas denominacionais são geralmente formadas por um avivamento ou restauração que Deus inicia abrindo os olhos das pessoas para um novo mistério. As pessoas que se ajuntam neste novo mover de vida passam por experiências maravilhosas. No entanto, existem aquelas que não experimentam tais mudanças e não aceitam tais mudanças, começando uma série de disputas até que se culmina numa divisão. As pessoas que saem geralmente adotam o nome da experiência que vivem no momento. Os que ficam tornam-se os seus maiores perseguidores. Os que saem, depois, acabam caindo num grave erro; querem defender a verdade de sua crença ao invés de continuarem buscando mais intimidade com Deus. O resultado é uma nova denominação. Identificando a verdadeira Igreja 7 AULA 3
  • 8. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Identificando a verdadeira Igreja AULA 4 OBJETIVO Conduzir o aluno no reconhecimento e na identificação da verdadeira Igreja. INTRODUÇÃO Nesta aula estaremos dando destaque na identificação da verdadeira Igreja. Após estudarmos o que a Igreja não é cremos que já estamos preparados para estudarmos as principais características da real Igreja do Senhor Jesus Cristo. 1. O Que a Igreja é Vejamos o que ela é dentro do ponto de vista de Deus, o qual deve ser o nosso também. a) A Igreja é a Vontade de Deus. A Igreja é o fato central da vontade de Deus. Ela não é um parêntesis na história que veio a existir simplesmente por causa da cegueira dos judeus. Deus cegou o entendimento dos judeus para que pudesse dar continuidade aos seus planos para a igreja. Deus tem um padrão para a igreja. Ela deve seguir este padrão divino. Uma forma de vida que agrada a Deus e que deve ser vivida por todos os que forem salvos por Ele. Veja o que nos diz a Palavra de Deus: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e pre- ciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Pois isso está na escritura; “Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado” ( 1 Pedro 2.4 a 6 ). 2. Jesus é o padrão da Igreja O padrão para a igreja hoje não é mais uma estrutura construída pelas mãos dos homens. Ela é uma estrutura criada por Deus, o nosso próprio corpo que é o templo de Deus em nosso espírito. Sendo assim, o padrão de Deus para a igreja é a própria vida de seu Filho amado Jesus Cristo. É um estilo de vida, ou melhor, uma manifestação de vida. Na epístola de 1 João, Deus revela profundamente como esta vida se manifesta no homem. O padrão de Deus para a sua igreja é espiritual. Para isto Ele nos revela nas Escrituras Sagradas sobre os dons do Espírito Santo, o fruto do Espírito, a manifestação da vida e como podemos crescer em estatura espiritual até alcançarmos a estatura do Senhor Jesus. A edificação é porção do Espírito Dele, adicionado em nós a cada dia. 3. A manifestação da vida de Jesus Cristo no seio da verdadeira Igreja Vamos agora compartilhar sobre algumas manifestações desta vida e os passos para alcançarmos a estatura de um varão perfeito, ou melhor, o padrão espiritual desta igreja: a) A manifestação da vida. Na epístola de 1 João, encontramos uma profunda revelação sobre a manifestação da vida eterna de Deus no homem. É esta manifestação que imprimirá o caráter de Cristo em nós. É esta vida que nos dará um padrão de vida igual ao de Jesus. Se estivermos em Cristo, estaremos dentro do padrão da igreja. Este padrão é um viver entre os irmãos que revela as verdades espirituais do Novo Testamento e que formam as doutrinas dos apóstolos. O padrão para a igreja é viver segundo estas doutrinas. Para vivê-las é necessário o crente estar forte espiritualmente e, individualmente, experimentar mudanças em sua própria vida. A igreja nunca mudará se os seus membros não adquirirem a natureza de Identificando a verdadeira Igreja 8 AULA 4
  • 9. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Cristo. Foi para isso que Jesus veio; para nos dar vida e vida em abundancia. O padrão para a igreja é uma vida de amor incondicional aos irmãos. Uma vida de cuidados uns pelos outros. Uma vida de edificação entre os irmãos. Por isso, ambos, o crescimento coletivo e o individual são extremamente necessários. O crescimento coletivo não acontecerá sem o individual e nem o individual sem o coletivo. A edifi- cação da igreja acontece pelos dons espirituais manifestados na vida dos crentes, afetando assim, toda a coletividade. Para que haja manifestações destes dons é necessário que haja comunhão individual com o Senhor e santificação sem a qual ninguém verá a Deus. É através deste fortalecimento individual que cada um viverá a palavra de Deus na Igreja. b) O que era desde o princípio (1 João 1.1). Todo livro tem um público e um assunto específico para o seu público alvo. O livro de 1 João não é diferente. O seu público é a Igreja e o seu assunto é a vida eterna. Deus, na sua infinita misericórdia, inspirou João para que deixasse escrito aquilo que Ele mesmo iria fazer em nossas vidas.Esta vida não se manifestou apenas em Jesus e nos discípulos, mas ela manifestou- se em e através de nós, a igreja de Jesus Cristo. Do que João está falando quando se refere à frase: “O que era desde o princípio”? Certamente estava falando do verbo da vida, Jesus Cristo a vida eterna de Deus. Ele acrescenta: “(...) o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos apalpado...”. A vida eterna se manifestou em Jesus. João está se referindo aos tempos que Ele andou com Jesus e viu esta vida se manifestar com poder e glória através de Jesus. Ele viu a vida se manifestar na transformação da água em vinho; quando ela caminhou sobre as águas, quando ela devolveu o espírito de vida a Lázaro, quando ela expulsou demônios das pessoas, quando ela curou cegos, paralíticos e aleijados, enfim, quando ela manifestou toda glória e poder de Deus na terra. Esta vida primeiramente foi vista, ouvida e tocada pelos apóstolos quando viram, ouviram e tocaram Jesus Cristo de Nazaré. “Pois a vida foi manifesta e dela damos testemunho...”. O que era desde o princípio e fora manifesta em Jesus, agora, estava nos discípulos. A vida agora era testificada por eles. Ela passou de Jesus para os discípulos. Os testemunhos desta vida nos discípulos são inúmeros e estão principalmente relatados no livro de Atos dos apóstolos. O poder que ela gerou nos apóstolos foi algo maravilhoso e poderoso. Até mesmo a sombra de Pedro curava os enfermos quando estes passavam. Os lenços de Paulo que eram lavados pelos que tinham fé curava os enfermos. Os demônios eram expulsos pelo poder desta vida dentro dos discípulos. Tudo que Jesus fez, os apóstolos fizeram porque a vida de Jesus estava neles. Foi desta forma que o Pai glorificou o seu Filho na vida dos seus apóstolos, com operações de sinais e prodígios que se seguiam. c) A vida nos livrou do pecado. Jesus, a vida eterna de Deus, nos livrou do nosso pecado. Existem duas palavras gregas importantes que precisam ser discernidas corretamente para uma compreensão cor- reta sobre a doutrina do pecado: HAMARTIA e PARAPTOMA. Hamartia é o pecado da separação. O seu significado no grego é: “errar o alvo, pecar, ofensa”. Ela vem de hamartano que significa “errar a marca, alvo, traspassar”, isto significa não compartilhar do prêmio. Hamartia expressa a separação de Deus. Expressa morte espiritual como resultado da ausência de vida em nós. Identificando a verdadeira Igreja 9 AULA 4
  • 10. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 O governo da Igreja AULA 5 OBJETIVO Estudarmos, à luz da Palavra de Deus, sobre o GOVERNO DA IGREJA, com o intuito de esclarecer muitas dúvidas que existem a respeito deste assunto. INTRODUÇÃO Sem dúvidas este é um assunto de muitas controvérsias e de pouco entendimento na Igreja do Senhor. Todos concordam que deve haver uma forma de governo, mas qual é a forma que devemos adotar? Vamos começar a desenvolver o tema para que possamos começar a entender. DESENVOLVIMENTO 1. O governo da Igreja Se cremos que Deus tem um padrão único para a sua Igreja, isto também se aplica à sua forma de governo . Qual é a melhor forma de governo? Que é necessário governo não nos resta dúvida, no entanto, qual é a vontade de Deus sobre isto? Para chegarmos a uma conclusão sensata e bíblica é necessário conhecer um pouco sobre as várias formas de governo que regem o homem. Primeiro vamos definir o que é governo: a. O exercício de autoridade sobre uma organização, instituição, estado, distrito, etc... Direção, controle e gerenciamento; b. Um sistema de direção, controle, etc... Um sistema político estabelecido pelo qual um estado, distrito, nação é governado. Concluímos, portanto que governo envolve: território, pessoas e lideranças. A igreja é mencionada como a casa, cidade e reino de Deus, e como tal necessita de um governo (Salmo 127.1; Isaías 2. 1 a 4; Joel 2. 25 a 28 e Atos 2.17). É necessário entender que o governo é da vontade de Deus. Diz-nos a Palavra que todo governo vem de Deus e é estabelecido por Ele (Romanos 13.1 a 8 ). Na carta de 1 Coríntios, Deus estabelece um governo sobre a Sua igreja (1 Coríntios 12.28). Este governo possui a responsabilidade de dirigir o povo de Deus. No livro de Isaías vemos que o que foi estabelecido para a igreja trata-se do cumprimento profético da vontade de Deus com relação ao governo do seu povo (Isaías 9.6 a 9 ). Observe: Um filho se nos deu, isto é; um Governador. O governo deste Filho está sobre os seus ombros, ou melhor, sobre os seus ofícios que são: Apóstolos, Profetas, Evangelistas, Pastores e Mestres. Estes são os seus ombros. Então ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para pastores e ainda outros para mestres. Isto quer dizer que o governo de Cristo se manifesta através destes que Ele mesmo instituiu sobre o Seu Corpo, a Igreja. Mesmo que todos concordemos que o governo foi estabelecido por Deus, ainda assim, existem aqueles que não obedecem tal governo (2 Pedro 2.10). 2. A necessidade de governo Sabemos que quando não existe governo a anarquia e a desordem prevalecem. Não haveria direção e os resultados seriam rebelião e caos. Deus mesmo estabeleceu o Seu próprio governo sobre o universo. A rebelião de Satanás neste governo resultou em sua eterna perdição. A própria história de Israel também nos mostra a necessidade de governo (Juízes 18.1; 17.6; 21.25). Sem uma forma de governo, o espírito de iniqüidade prevalece sobre as pessoas e por causa do pecado, o mistério da iniqüidade está em operação nos dias de hoje, portanto todo povo precisa de governo. O governo da Igreja 10 AULA 5
  • 11. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 3. As diversas formas de governo Analisaremos agora, as formas de governos que têm sido adotadas pelos homens e pelas igrejas de várias denominações e vejamos quais foram as conseqüências obtidas: Existem cinco formas básicas de governo conhecidas pelo homem e que são colocadas em prática entre os mesmos: a) Oligarquia. Governo de poucas pessoas com preponderância duma facção ou dum grupo nos negócios públicos. “Oligo” significa poucos e “arché”, poder, isto é: o poder de uma minoria. Este é o governo cujo poder está nas mãos de uma minoria elitizada. Este governo é encontrado em igrejas onde um grupo de presbíteros apontam seus líderes sem que a igreja não tenha nenhuma participação ou possa manifestar qualquer vontade. A oligarquia é em si um governo hierárquico. No grego “Hieros” = sagrado e “Archos” = governador. O perigo desta forma de governo é a supressão dos leigos. Somente recebem poder aqueles que fazem parte da liderança. Isto não é bom para a igreja, pois todos fomos chamados para uma obra santa, e isto requer participação de todos. b) Monarquia. Forma de governo na qual o poder supremo é exercido por um monarca (homem ou mulher). É o governo exercido por um só homem “ Autos “ = si e “ Kratos “ = poder. Este poder pode ser visto numa ditadura seja ela boa ou ruim, é o poder de um só homem; uma forma de governo onde somente um controla todos. O Monarca pode ser independente e individualista e exercer autoridade ilimitada. Um exemplo disto e Nabucodonosor. Ele possuia auprema autoridade e matava a quem desejasse (Daniel 5:19). Também os reinos já estabelecidos no mundo pelos faraós, imperadores e ditadores são exemplos deste tipo de governo. Este sistema também está presente na igreja sob a forma papal e episcopal . O papa é chamado de “ O Bispo dos Bispos “ e todas as vezes que um povo é governado por este tipo de governo há perigos eminentes. Isto é perigoso porque esta pessoa na liderança não possui alguém que o possa corrigir, caso o mesmo venha a desviar-se da sã doutrina. Daí é que surgem as falsas doutrinas. c) Gerontocracia. Do grego “Geron” significa um homem idoso e “Kratos”, poder. Portanto, geron- tocracia é simplesmente o governo através de um ancião ou homem idoso. d) Democracia. É o governo do povo. É o governo da maioria. Este tipo de governo é expresso pela vontade do povo através de seus representantes. Muitas igrejas como as congregacionais, batistas, igrejas de Cristo, pentecostais, etc..., adotam este tipo de governo. Os líderes são escolhidos pelo voto da maioria, pelo povo. Daí surgem o empregar e despedir pastores. Surgem também diretorias que exercem poderes sobre a congregação. O perigo reside exatamente no tipo de pessoas que compõem tais grupos. Se forem homens espirituais a igreja é abençoada; no entanto se forem homens carnais, corremos o risco de decisões contrárias à vontade de Deus prejudicando o bom andamento espiritual da igreja. e) Teocracia. É o governo de Deus através de seus representantes. Esse é o modelo de governo que Deus estabeleceu para a Sua Igreja. Na teocracia Deus chama e escolhe os seus representantes na igreja. A estes Deus distribui e delega autoridade sobre a congregação segundo o seu querer. Estas pessoas são comumente chamadas de pastores e presbíteros. São sobre estes que Deus coloca o manto de liderança. Esta liderança deve ser respeitada e honrada porque ela é instituída por Deus. Deve haver igualdade entre os ministros. Nenhum deles deve ser exaltado sobre os demais. Fazer assim é estar violando a própria vontade de Deus no que tange aos relacionamentos entre os seus escolhidos. Deus não faz acepção de pessoas (Romanos 2.11; Deuteronômio 10.17; Tiago 2.1 a 9). Deus não tem favoritismo e nem se agrada disso, mesmo que haja vários pastores servindo na igreja local. Quanto ao relacionamento dos ministros e a congregação devemos observar alguns pontos importantes. Paulo referiu-se aos bispos, diáconos e aos santos (Filipenses 1.1). Essa é a ordem no Novo Testamento: bispos, diáconos e santos, nessa seqüência. Os membros possuem participação na igreja e devem estar envolvidos em sua obra, mas o governo per- tence àqueles que foram chamados para o exercício dos ministérios de Deus. Embora uma igreja possua vários ministros e todos estejam num plano de igualdade perante a congregação e o Senhor, mesmo assim, é necessário que haja um ministro sobre os ministros, ou melhor, o homem sobre a congregação. Esse homem possui autoridade para dirigir e liderar os demais no Senhor. Ele não deve usar dessa autoridade para controlar os demais, mas usá-la para conduzir o rebanho do Senhor. Os demais ministros devem estar sujeitos à autoridade desse servo de Deus e ajudá-lo a desenvolver o trabalho do Senhor na igreja local. O governo da Igreja 11 AULA 5
  • 12. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Esta é a unção apostólica em manifestação através deste líder para dar governo ao povo. Vemos, portanto, que o assunto governo da igreja é muito importante para ela. Nós temos de entender os planos de Deus e estarmos dentro da Sua vontade. O governo teocrático é o governo estabelecido para a igreja de Jesus Cristo. Cremos que Deus tem separado seus servos nesta igreja e, através deles irá nos conduzir a grandes vitórias no nome de Jesus. Vamos honrar nossos líderes. O governo da Igreja 12 AULA 5
  • 13. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Os ministérios de Efésios 4 AULA 6 OBJETIVO Dar continuidade no estudo das doutrinas da igreja, enfocando mais nesta lição, “O Ministério de Efésios 4 “ e “Membresia”. INTRODUÇÃO Os ministérios citados em Efésios 4, têm uma importância tremenda na edificação do Corpo de Cristo, e é exatamente isso que queremos detalhar nesta lição, além de analisarmos com maiores detalhes o significado de ser membro na Igreja do Senhor Jesus Cristo. DESENVOLVIMENTO 1. O Ministério de Efésios 4 Depois de termos exposto todas essas razões e suporte bíblico para o Governo Teocrático da Igreja, queremos agora expor as bênçãos que esses ministérios, citados em Efésios capítulo 4, podem trazer sobre a igreja. A epístola aos Efésios, chamada de “A epístola da igreja, o Corpo de Cristo” fala de cinco ministérios que foram dados à igreja com um propósito e um tempo específicos: “... Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens... E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura e plenitude de Cristo...” (Efésios 4. 8,11 a 14). Na edificação da igreja, citada em Efésios 4, vemos a Trindade em operação na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus é um Deus bondoso, e todo o poder dessa trindade está disponível a Seu povo, visando conduzir à igreja ao que Deus quer que ela seja. Observe abaixo a unidade da Trindade na edificação do Corpo de Cristo: a) DEUS PAI. O Pai concedeu o Seu Filho para ser o cabeça sobre todas as coisas (Efésios 1. 20 a 22). O Pai ofereceu, espontaneamente, o Seu Filho para ser o Salvador do mundo (João 3.16 e 2 Coríntios 5. 18 e 19). O amor motivou o Pai a conceder tudo em Seu Filho Jesus. O amor do Pai é por todo o mundo, e para isso Ele nos enviou o presente supremo: o Seu Filho. É o Pai que tem o poder de operar todas as coisas no Corpo de Cristo. É Ele quem opera tudo em todos (1 Coríntios 12.6). b) O FILHO DE DEUS. Jesus Cristo ofereceu, de forma espontânea, a Sua própria vida pela igreja (Efésios 5.23 a 27). Ele não rogou pelo mundo, mas pelos Seus (João 17.9). O alvo do Filho é uma igreja gloriosa. O Filho não somente deu-se a Si mesmo, mas deu-nos também o Seu Espírito Santo (Atos 5.32 e João 16). Ele também deu dons espirituais para o aperfeiçoamento da igreja. Após a sua morte, sepultamento, ressurreição e glorificação, Ele nos deu os cinco ministérios mencionados em Efésios 4. Esses ministérios são na realidade uma extensão Dele mesmo operando dentro deles (ministérios) para o bem de Sua gloriosa Igreja. c) O ESPÍRITO SANTO. O Espírito Santo é o dom de Deus dado através de Cristo para todo o crente individualmente e batizado no Corpo. Ele trabalha com o Pai e o Filho. Além disso, o Espírito Santo nos concede dons, que são mencionados em 1 Coríntios 12. 4 a 7. O trabalho do Espírito Santo é a edificação do crente e, conseqüentemente, o Corpo de Cristo. Portanto vemos o Pai, o Filho e o Espírito Santo, a eterna trindade – envolvidos no eterno propósito de Deus de salvar e edificar a Sua Igreja. 2. O propósito dos ministérios de Efésios 4 Os ministérios de Efésios 4 13 AULA 6
  • 14. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 Os propósitos para os quais Jesus deu esses dons à Igreja, são claramente vistos em Efésios 4.12. São eles: a) Para o aperfeiçoamento e maturidade dos santos; b) Para a obra do ministério, levando os crentes a fazerem essa obra; c) Para equipar e edificar o Corpo de Cristo, promovendo um equilíbrio entre os irmãos no Corpo. 3. Os resultados desses ministérios Os resultados que esses ministérios produzem são encontrados em Efésios 4.13 a 16: a) Levar a igreja à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus; b) Levar a igreja à estatura de Varão perfeito, à varonilidade e à maturidade. 4. O limite desse tempo Poderíamos perguntar até quando duram esses ministérios? Eles duram até que cumpram os seus propósitos. Estes ministérios não têm sido aceitos em sua totalidade pela Igreja no decorrer dos anos. Os ministérios de evangelistas, pastores e mestres são os mais aceitos e comuns atualmente. No entanto, os ministérios de apóstolo e profeta, que também são essenciais para o crescimento do corpo, não possuem muita aceitação entre as igrejas mais tradicionais. Todos são essenciais para o crescimento e nenhum pode ser deixado de lado. Cada um deles possui uma unção específica e gera um resultado específico. Logo, o tempo dos mesmos estende-se até quando o propósito divino for conseguido. Este tempo é determinado pelo crescimento do Corpo, tendo o seu ápice quando a Igreja atingir a estatura de Cristo. Deus colocou os seus ministros na igreja para que eles fluíssem no Espírito Santo, operando os resultados que estão no coração de Deus. Se a Igreja do Senhor Jesus Cristo crer nestes ministérios, ela será ricamente abençoada por Deus. Deus cumpre o que Ele diz na Sua Palavra. Se Ele mesmo concedeu esses dons aos homens, é porque tenciona usá-los. Vamos cooperar com o Espírito Santo, amando nossos ministros e deixando que exerçam os seus ministérios com alegria e poder no Espírito Santo. 5. Descrição dos ministérios de Efésios 4 O ministério é responsável pela direção de toda a igreja. É, portanto, o que se responsabiliza pelo ensino da Palavra, por exercer o governo espiritual da igreja, por alimentar o rebanho com a Palavra de Deus, por supervisionar toda a administração da igreja e orientar acerca do uso e utilização dos recursos da igreja. Este ministério é presidido pelo Pastor Titular e atua vigorosamente na vida de oração espiritual de toda a igreja. 6. Funções dos ministérios de Efésios 4 As funções dos ministérios compreendem: a) Levar uma vida íntima com Deus e estudo da Palavra; b) Governar bem a casa de Deus; c) Alimentar o rebanho de Deus; d) Zelar da vida dos membros da igreja; e) Exercer funções sacerdotais nos cultos da igreja; f) Realizar batismos, casamentos, funerais ou qualquer outra atividade relativa ao ministério; g) Sustentar e apoiar os vários ministérios estabelecidos na igreja; h) Dirigir a área administrativa e espiritual da igreja. Os ministérios de Efésios 4 14 AULA 6
  • 15. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 A membresia da Igreja Local AULA 7 OBJETIVO Possibilitar maiores esclarecimentos sobre a membresia da Igreja Local e suas responsabilidades, à luz da Palavra de Deus. INTRODUÇÃO Uma vez membros da igreja, o Senhor nos deixa claro sobre nossos compromissos e privilégios decorrentes e chama o crente para uma vida dinâmica com Ele e é isso exatamente o que iremos aprender nesta lição. DESENVOLVIMENTO 1. A membresia na Igreja Local Para que uma pessoa venha fazer parte da Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo é preciso passar pela experiência do novo nascimento. Ao tornar-se membro da igreja, o cristão torna-se participante de privilégios e responsabilidades. Para o cristão, não basta apenas a vontade de freqüentar a igreja, pois o membro da igreja local deve assumir o compromisso de participação integral no ministério local, tornando-se ativo nas programações sociais e espirituais da mesma, além da fidelidade à Palavra de Deus e do amor aos irmãos. Tudo isto deve estar bem vivo dentro do candidato a membro de uma Igreja Local. 2. A salvação pela graça A graça de Deus é fundamental para a salvação do homem. A Bíblia nos diz que é pela graça de Deus que somos salvos da morte e do inferno (Efésios 2. 5 a 8). Não fora a graça de Deus, todos nós estaríamos condenados à eternidade no inferno. Embora esta graça seja tão importante, muitos perdem por não entendê- la na sua plenitude. Geralmente se entende por graça um favor imerecido que veio da parte de Deus para a salvação do homem. Mesmo que a graça tenha esta conotação e dimensão de salvação tão poderosa, ela ainda é muito mais que isto; ou seja, é a própria influência do Espírito Santo na vida do cristão, levando-o em tudo, a fazer a vontade de Deus e a viver uma vida cristã plena, abundante e atuante como membro do Corpo de Cristo, a Igreja. 3. As responsabilidades dos membros na Igreja Local A vida cristã é feita de compromissos e responsabilidades. A salvação, como vimos, é dom de Deus. Somos salvos mediante a fé na obra expiatória de Jesus Cristo na cruz do calvário; entretanto, a Bíblia está repleta de orientações, as quais chamam o crente para uma vida dinâmica de compromissos e responsabi- lidades. Vamos então discorrer sobre algumas responsabilidades que Deus espera de nós: a) O batismo nas águas Todo crente para ingressar na igreja deve ser batizado nas águas. Este batismo é o testemunho vivo de Cristo operando a salvação em sua vida. O batismo é o meio de entrada de todas as pessoas na igreja quando são salvas pelo grande amor de Deus (Marcos 16.16; Atos 2.38; Romanos 6.3 e 4 e Galátas 3.27). b) Vida íntima com Deus Os nossos relacionamentos na igreja dependem de nossa vida íntima com Deus. Toda pessoa, membro da igreja, deveria se conscientizar de que, o que ela vive lá fora afeta diretamente a comunhão do Corpo. A A membresia da Igreja Local 15 AULA 7
  • 16. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL | FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ 2 vida de oração devocional é fundamental para o crescimento e intimidade do crente com Deus (Mateus 6. 6 a 15). Cada um deve buscar o Senhor com amor e dedicação. c) Amor aos irmãos Amar aos irmãos é um mandamento importante deixado por Jesus. Cada um deve amar os irmãos da igreja, o amor é indispensável para uma perfeita unidade e comunhão. d) Fidelidade nos dízimos e ofertas O crente deve ter uma consciência de que os dízimos são do Senhor e que os mesmos devem ser trazidos à Casa do Tesouro (Igreja Local). As ofertas são voluntárias e devem ser dadas por convicção de que as mesmas são colocadas nos nossos corações pelo Espírito Santo. Quando não entregamos os dízimos e ofertas, nos tornamos pesados aos irmãos. Usufruímos o que a igreja oferece, mas não contribuímos com as despesas que tais serviços geram. e) Obedecer aos pastores e líderes Todo membro da igreja deve obedecer aos seus líderes, pois isto faz parte do chamado cristão: amar os pastores e orar por eles. Todo ato de desobediência é rebeldia e deveria ser evitado a todo custo. f) Participar nos ministérios A obra de Deus compreende tudo aquilo que podemos fazer em prol do Seu evangelho e ajuda cristã aos irmãos. Se dividirmos as cargas, elas se tornam mais leves para todos. Por isso cada um deveria se envolver numa obra ministerial da igreja. g) Participar da Ceia do Senhor A ceia do Senhor é uma das ordenanças para a igreja e de fundamental importância para a comunhão dos santos. h) Participar dos Cultos Disse o grande rei Davi: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor” (Salmo 122.1). Esta deve ser a atitude de todo crente, ter alegria em ir à casa de Deus. Os cultos são manifestações coletivas de alegria e adoração a Deus. O membro da igreja deveria sempre estar presente aos cultos. Quando existem muitas pessoas no culto ele se torna mais alegre e produz muito ânimo para a igreja. 4. Quem são os membros da Igreja Local A membresia se limita aos que se dispõem a viver uma vida de responsabilidade conforme os itens acima estudados e se propõem a cooperar e estar em plena comunhão com os princípios e visão da igreja. O ingresso de um membro na igreja local está sujeito à aceitação do mesmo por batismo, transferência, aclamação ou reconciliação. 1. Disciplina de membros Todo comportamento contrário à Palavra de Deus deve ser corrigido. A disciplina deve seguir o seu recurso bíblico e procurar a restauração do crente. Resistência ou rebeldia à disciplina pode acarretar em desligamento do rol de membros e caso seja necessário, o membro pode ser suspenso de suas funções na liderança até que sua vida cristã seja restaurada diante do Senhor. 2. Direito de confirmação e apoio Somente os membros batizados e devidamente registrados como membros da igreja podem confirmar e apoiar seus líderes nas assembléias da igreja. BIBLIOGRAFIA: • Martins de Sá, Roberto. “Visão Ágape, um chamado de Deus”, Editora Lamad, 1a edição, 200 A membresia da Igreja Local 16 AULA 7