Para ser bom professor é preciso, sim, ter dom e vocação
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Qualquer pessoa que pretenda exercer o magistério deve antes avaliar se possui: 1) interesse efetivo na docência e 2) um conjunto de aptidões específicas necessárias a esse ofício. Se possuir ...

Qualquer pessoa que pretenda exercer o magistério deve antes avaliar se possui: 1) interesse efetivo na docência e 2) um conjunto de aptidões específicas necessárias a esse ofício. Se possuir ambos os requisitos, o candidato poderá habilitar-se e qualificar-se para o magistério matriculando-se em um bom curso de formação profissional.

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Para ser bom professor é preciso, sim, ter dom e vocação Para ser bom professor é preciso, sim, ter dom e vocação Document Transcript

  • Para ser bom professor é preciso, sim, ter dom e vocação Flavio Farah* A revista Nova Escola publicou, na edição de março de 2011, uma reportagem intitulada “Os 15 mi- tos da Educação”. À página 38, consta que o primeiro mito da Educação é: “Para ser um bom pro- fessor é preciso ter dom e vocação”. O texto afirma que “A docência não é uma capacidade inata, e sim uma carreira que, como outras, pressupõe esforço pessoal e formação que possibilitem o domí- nio de aspectos teóricos e práticos ligados à aprendizagem”. E mais adiante: “Só com estudos cons- tantes, planejamento e dedicação, é possível ser um bom professor (...)”. A meu ver, o texto contém dois equívocos. Primeiro, para ser professor, como para seguir qualquer profissão, é preciso, sim, ter vocação. Vocação é uma palavra que pode ser traduzida por interesse. Ter vocação para a docência significa ter interesse no magistério ou, em bom português, gostar de ser professor. Ninguém poderá ser um bom professor se não tiver interesse na docência. O professor que gosta do que faz possui a motivação intrínseca que é essencial para que o indivíduo se disponha a empreender o enorme esforço pessoal necessário para exercer bem seu ofício a despeito de todas as dificuldades. Em contraste com o professor que gosta do que faz, há docentes que exercem o ma- gistério porque não conseguiram exercer a profissão que de fato almejavam e também aqueles que têm a docência como ocupação secundária, apenas para complementar a renda proveniente de sua atividade principal. Nenhum destes será um bom professor. Como exemplo do efeito produzido pela falta de interesse pela docência, menciono o fato de que, durante o curso de Mestrado, mais de uma vez eu ouvi queixas e comentários de colegas de curso sobre professores que eram péssimos docentes porque não tinham paciência para o ensino (talvez nunca a tenham tido) e que não faziam segredo de que, se pudessem, dedicariam todo o seu tempo à pesquisa. A conclusão a que se chega é que, sem dúvida, o primeiro requisito para ser um bom professor é ter interesse na docência. Quanto mais, melhor. Apenas interesse, porém, não é suficiente. Isto nos leva ao segundo equívoco da reportagem, relati- vo à palavra dom. Trata-se de um termo vago e impreciso que deve ser substituído por aptidão. Ap- tidão é um termo da Psicologia que representa a capacidade natural ou pré-disposição de um indiví- duo para adquirir certos conhecimentos ou habilidades, representando o potencial de uma pessoa em termos do que esta é capaz de fazer se receber educação ou treinamento apropriados. A aptidão é inata e existe sem que a pessoa se tenha submetido a qualquer exercício, treino ou aprendizagem. A aptidão, quando exercitada por meio do treinamento, transforma-se, conforme o caso, em conhe- cimentos ou habilidades efetivas. Os testes de aptidão permitem prognosticar as possibilidades de sucesso de um indivíduo em determinada atividade. As diferenças de aptidões entre as pessoas explicam por que alguns poucos indivíduos se tornam cientistas ou escritores de destaque, outros fazem sucesso como cantores, e outros ainda, desportis- tas famosos. Por exemplo, dentre as aptidões necessárias a um professor universitário, pode-se citar a fluência verbal. Fluência verbal é a facilidade inata de formar palavras e de usar a palavra escrita ou falada. Se um indivíduo possui alta dose de fluência verbal, ele poderá facilmente aprender a fa- zer uma boa exposição.
  • Concluindo, não há dúvida de que a docência exige conhecimentos científicos. Qualquer indivíduo, porém, que pretenda exercer o magistério, deve antes avaliar se possui os dois pré-requisitos indis- pensáveis para se tornar um bom professor: 1) interesse efetivo na docência; 2) um conjunto de apti- dões específicas necessárias a esse ofício. Se possuir ambos os requisitos, o candidato poderá habili- tar-se e qualificar-se para o magistério matriculando-se em um bom curso de formação profissional. *Flavio Farah é Mestre em Administração de Empresas, Professor Universitário e autor do livro “Ética na gestão de pessoas”. Contato: farah@flaviofarah.com .