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Traumatismo dental em Odontopediatria
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Traumatismo dental em Odontopediatria

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  • Transcript

    • 1. TRAUMATISMO EM DENTES DECÍDUOS
    • 2. PREVALÊNCIA DETRAUMATISMO DENTÁRIO DENTIÇÃO DECÍDUAAutor Ano Amostra Idade/PrevalênciaMestrinho et al. 1998 1853 1-5 anos 30,0%Zembruski et al. 2002 1545 0-6 anos 35,5%Zarzar et al, 2008 519 1-3 anos 41,6% A primeira parte da aula foi adaptada da apresentaçao da prof Patricia Zarzar da UFMG.
    • 3. FATORES DE RISCOS Lesões de cárie Overjet >3mm Proteção labial Obesidade  FATORES ETIOLÓGICOS Quedas Acidentes automobilísticos Acidentes nos esportes Violência(Kramer, Feldens, 2005)
    • 4. PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO DE CRIANÇAS COM DENTES DECÍDUOS TRAUMATIZADOSComunicação com os paisIdade da criança /separação dos paisMedo do barulhoDizer, mostrar, fazerConsultas curtasDistraçãoSugestãoReforço positivoContenção/ Termo de consentimento
    • 5. PROTOCOLO PARA ATENDIMENTO DE CRIANÇAS COM DENTES DECÍDUOS TRAUMATIZADOSIDENTIFICAÇÃOHISTÓRIA MÉDICAHISTÓRIA DO TRAUMATISMOLIMPEZA DAS ÁREAS LESADASEXAME EXTRA E INTRABUCALEXAME DOS TECIDOS MOLESEXAME DOS DENTES E ESTRUTURAS ÓSSEASEXAMES COMPLEMENTARESCONTROLE DA DOR SUTURAS DA MUCOSAS
    • 6. ANAMNESEIDENTIFICAÇÃOHISTÓRIA MÉDICA Doenças sistêmicas, alergias , uso de medicamentos,profilaxia antitetânica. HISTÓRIA DO TRAUMATISMO Traumatismos anteriores Como, onde e quando? Ex. impacto no mento. Outros sintomas: alterações neurológicas Mastigação? Intrusão? Avulsão? Alimentação?
    • 7. EXAME CLÍNICO EXAME EXTRA BUCAL Posição joelho a joelho/ Colo do responsável (KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 8. EXAME CLÍNICO EXAME EXTRA BUCALLimpeza das áreas lesadas (KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 9. LESÕES DOS TECIDOS MOLES ABRASÃO (KRAMER; FELDENS, 2005) Lavagem da área (sabonete anti-séptico + soro fisiológico) Remoção de corpos estranhos
    • 10. Laceração (KRAMER; FELDENS, 2005) Limpeza, anestesia da região, debridamento, hemostasia e sutura. Laserterapia: 2 a 4J/cm2 sobre a lesão; diminuição de edema; efeito analgésico eantiinflamatório; estimula a reparação tecidual
    • 11. EXAME EXTRA BUCAL Feridas profundas no mento (fraturas condilares e fraturas em dentes posteriores) (KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 12. ATMLimitação de abertura e fechamento Fratura condilar, da maxila ou mandibula eluxações da mandibulaTESTE DE MOBILIDADE DENTÁRIA E ÓSSEAFraturas do processo alveolarFratura radicularRuptura das fibras periodontaisREAÇÃO A PERCUSSÃOLesões no ligamento periodontal
    • 13. TESTE DE VITALIDADEQUESTIONÁVEL (Idade/Cooperação; Resposta alterada(rizogênese ou rizólise); Estímulo nocivo a polpaEXAMES COMPLEMENTARESTransiluminação (KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 14. EXAME RADIOGRÁFICOAuxiliar no diagnóstico, auxiliar no controle, valor Legal RADIOGRAFIAS OCLUSAIS Intrusão, deslocamentos dentários, fraturas apicais e coronárias,fraturas alveolaresCRIANÇAS MAIORES: Feixe de radiação/ponta do nariz/filme nº. 2 / angulação 55 a 65 graus,tempo de exposição – 0,4seg. (WALTER; FERELLE; ISSAO, 1996)
    • 15. RADIOGRAFIAS OCLUSAIS CRIANÇAS MENORES: Macri;  Filme Nº 2; Incidência: base do nariz; Angulação 40 a 45graus; Tempo de exposição: 0,4 seg (WALTER; FERELLE; ISSAO, 1996)
    • 16. INTRUSÃO:  Imagem encurtada do decíduo intruído – distante ao folículo  Imagem alongada do decíduo intruído – Próximo ao folículo (Zarzar, 2007)(ANDREASEN; ANDREASEN, 2000)
    • 17. RADIOGRAFIAS LATERAIS INTRUSÃO (Filme nº 2, exposição – 8 a 10s., Cone de RX – ponta(KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 18. REAÇÕES DO DENTE DECÍDUO AO TRAUMATISMOHemorragia Pulpar 6 meses após (Kramer, Feldens, 2005) (Kramer, Feldens, 2005)
    • 19. REAÇÕES DO DENTE DECÍDUO AO TRAUMATISMO Reabsorção Dentinária Interna(Kramer, Feldens, 2005) (Kramer, Feldens, 2005)
    • 20. REAÇÕES DO DENTE DECÍDUO AO TRAUMATISMOAlteração de cor da coroa Obliteração pulparReabsorção Externa (Kramer, Feldens, 2005)
    • 21. REAÇÕES DO DENTE DECÍDUO AO TRAUMATISMO Fìstula Necrose PulparEdema/supuração (Kramer; Feldens, 2005)
    • 22. REPERCUSSÕES DO TRAUMATISMO EM DENTES DECÍDUOS NOS DENTES PERMANENTES Hipoplasia de esmalte (KRAMER; FELDENS, 2005)
    • 23. Dilaceração radicular
    • 24. REPERCUSSÕES DOTRAUMATISMO EM DENTES DECÍDUOS NOS DENTES PERMANENTES
    • 25. Má-formação semelhante a odontoma
    • 26. TRINCAS DE ESMALTE ACOMPANHAMENTO CLÍNICO E RADIORÁFICO(Acompanhamento 1 semana, 3/3 meses , 6 /6 meses, 1 ano, exfoliação)
    • 27. TRATAMENTO DE LESÕES DE TECIDO DURO FRATURA DE ESMALTE (CORRÊA, 1999)POLIMENTO DAS BORDAS + APLICAÇÃO TÓPICA DE FLÚOR (ATF)
    • 28. FRATURA DE ESMALTEComprometimento pulpar?ACOMPANHAMENTO CLÍNICO/RX
    • 29. FRATURA DE ESMALTE E DENTINARestauração com resina composta/ ionômerode vidroProteção do complexo dentina polpaColagem do fragmento
    • 30. FRATURA CORONÁRIA ESMALTE/ DENTINA/ POLPA Manutenção da vitalidade pulpar Extensão da exposição Tempo decorrido Severidade das lesões associadas ao periodonto Idade do paciente
    • 31. FRATURA CORONÁRIA COMPLICADA (ESMALTE/ DENTINA/ POLPA) RIZOGÊNESE INCOMPLETA: Capeamento pulpar direto – Tempo de exposição: - 24hs, exposição pequena, hemostasia, contaminação, sinais de vitalidade, idade do paciente. (Hidróxido de cálcio PA + Cimento de Hidróxido de cálcio + restauração).Pulpotomia – Tempo de exposição: + de 24hs, pólipo pulpar, hemostasia, grandes exposições, sinais de vitalidade, idade do paciente). (Hidróxido de cálcio, Pasta de Guedes Pinto, MTA, Cimentode Portland, Formocresol,etc.). CONTROLE E MANUTENÇÃO
    • 32. FRATURA ESMALTE/ DENTINA E POLPA RIZOGÊNESE INCOMPLETA:Sinais clínicos e radiográficos de alteração pulparirreversível (lesão periapical, edema, fístula):TRATAMENTO PULPAR RADICAL + TRATAMENTO RESTAURADOR.MATERIAIS OBTURADORES:Pasta L&C - Hidróxido de cálcioPasta Guedes-Pinto – Rifocort + iodoformio + PMCC
    • 33. RIZOGÊNESE COMPLETA:Pulpectomia + Restauração com resina composta/Ionômero de vidro.Exodontia: exfoliaçãoControle e manutençãoPulpectomia com Hidróxido de calcio: Isolamento absoluto; Abertura coronária – Broca esférica – acesso aoscanáis - endo Z – visualização dos canais; Instrumentação + irrigação ( Limas Keer- 1 +4/Hipoclorito de sódio 0,5%) Secagem(cones de papel); Obturação Hidróxido de cálcio (PA/ L&C) + Dycal/Guta-Persha + Ionômero de Vidro
    • 34. FRATURA CORONO-RADICULAR Sem envolvimento pulpar: proteção dentino-pulpar + restauração/ colagem do fragmento ( Até 2mm além do limite gengival). Com envolvimento pulpar: Tratamento endodôntico/ restauração (matrizes plásticas)/colagem do fragmento (até 2mm além do limite gengival)
    • 35. FRATURA CORONO-RADICULAR COMPLICADA Impossibilidade de selamento dente/rest.: exodontia (4 a 5mm abaixo da margem gengival)
    • 36. FRATURA RADICULARES Exame clínico: Dente levemente extruído/ deslocamento para palatino/ lingual; Dor ao tocar no dente; Sangramento no sulco gengival. Radiografias Várias tomadas radiográficas em diferentes angulações Repetir as radiografias 30 dias após o trauma ( 1, 3, 6, 12, 24 meses – exfoliação)
    • 37. FRATURAS RADICULARESDIREÇÃO DAS FRATURASLongitudinal/Vertical (EXODONTIA)Transversa/Horizontal (+ freqüente) –Terço cervical (EXODONTIA)Terço apical e médio/Deslocamento/Tempode atendimento odontológico.
    • 38. FRATURA RADICULAR FRATURA RADICULARTRANSVERSAL OBLÍQUA
    • 39. F R AT U R A RADICULARLONGITUDINAL
    • 40. FRATURA RADICULARES TRANSVERSAIS Terço cervical: exodontia. Terço médio c/ pequena mobilidade: Reposicionamento (ZARZAR, 2006)
    • 41. SUCESSO CLÍNICO E RADIOGRÁFICO19/10/06 06/11/07 06/11/07
    • 42. TRAUMATISMOS AOS TECIDOS DE SUSTÊNTAÇÃO CONCUSSÃO: Alívio da oclusão /retirar a chupeta/ mamadeira/ hábitos de sucção Limpeza com clorexidina 0,12% Dieta leve/ temperatura tépida/ ingestão de líquidos por 2 semanas Controle clínico / radiográfico (4 semanas/ 3 a 4 meses/ 12 e 24 meses/ esfoliação)
    • 43. SUBLUXAÇÃO:Nenhum tratamento/ Alívio da oclusão/ remoção dachupeta (pequena mobilidade)/ Limpeza com clorexidina0,12% Trat. Imediato: contenção/ 10 a 15 dias Dieta leve/ temperatura tépida/ ingestão de líquidos por2 semanas/ Controle clínico / radiográfico (15 dias/ 1 mês/3 meses/ anual/ esfoliação do dente). Grande mobilidade: exodontia
    • 44. LUXAÇÃO INTRUSIVA: Nenhum tratamento (raiz por vestibular); controle: 1 semana, 1 mês, 2 em 2 meses, 6 meses; 15/15 dias, 3/3meses, 6 meses. Exodontia + mantenedor de espaço + antibióticos ?: raiz por palatino/ atingir o folículo/ radiolucidez/ fratura óssea/ abscesso/ exudato no sulco gengival/ febre. Orientação sobre limpeza da área.
    • 45. LUXAÇÃO LATERAL: Observação: reposicionamento espontâneo/língua,Reposicionamento e imobilização por 15 a 21 dias: mínimamobilidade: atendimento imediato e sem risco para o permanente. Nenhum tratamento: mínima mobilidade + atendimento tardio (+ de3hs). Remoção de hábitos. Exodontia: Grande mobilidade, risco para o permanente.Controle clínico / radiográficoImobilização semi-rígida (Fio de nylon 0,8/ fio de aço 0,5 + Resina)
    • 46. Reposicionamento e imobilização
    • 47. LUXAÇÃO EXTRUSIVA:CONTROLE: Se não interferir com a oclusão. REPOSICIONAMENTO E IMOBILIZAÇÃO SEMI-RIGIDA:Atendimento imediato, deslocamento mínimo.EXODONTIA: atendimento tardio e interferência na oclusão.Controle clínico / radiográfico ( 7 a 10 dias remoção dacontenção/ 1 mês/ semestralmente/ esfoliação do dente).
    • 48. AVULSÃO Não reimplantar (anquilose, necrose, danos ao sucessor, adequação comportamental) Manutenção do espaço Controle clínico e radiográfico
    • 49. INSTRUÇÕES AOS PAIS/ RESPONSÁVEIS Oferecer dieta macia por 15 dias; Escovar/ limpar os dentes após cada refeição comescova macia ou gaze;Uso de clorexidina tópica 2 vezes ao dia por umasemana;Informar possíveis complicações do tratamento: - Presença de fístula - Mudança de cor do dente - Presença de abscesso
    • 50. 01/08/11• Michele, rene, katiane, leonildo, fausto, juliano, jessika, joyce, palsia, carine, cristina, ediclei, ester, darlan, eluane• Adriano (saiu ... meio da aula) 50
    • 51. Traumatismo em DentesPermanentes de crianças e adolescentes
    • 52. Considerações Gerais• Profissional deve estar preparado para o atendimento imediato (emergência) e mediato (acompanhamento longitudinal) realizando o diagnóstico clínico-radiográfico para o estabelecimento de um plano de tratamento adequado.
    • 53. Considerações Gerais• O traumatismo dos dentes compromente , direta ou indiretamente, de forma leve ou severa, a polpa dental e o ligamento periodontal.
    • 54. Considerações Gerais• Os incisivos centrais superiores são os dentes mais afetados pelo trauma principal, e os incisivos laterais pelo trauma secundário.
    • 55. Considerações Gerais• Afetados principalmente entre os 06 e 10 anos.• Fases diferentes do estagio de desenvolvimento e mineralização radicular
    • 56. Estágio de desenvolvimento }• da dentição permanente Nivel:• 0 = ausência de crípta• 1 = Presença de crípta• 2 = Calcificação inicial• 3 = 1/3 da coroa completa• 4 = 2/3 da coroa completa Rizogênse incompleta• 5 = Coroa quase completa• 6 = Coroa completa• 7 = 1/3 de raiz completa• 8 = 2/3 de raiz completa• 9 = Raiz quase completa, ápice aberto• 10 = Ápice radicular Completo Estágios de NOLLA
    • 57. Classificação das lesões dentárias• Fraturas de Esmalte: (completa, incompleta e trincas)• Fratura de esmalte e dentina sem exposição pulpar• Fratura de esmalte e dentina com exposição pulpar• Fratura radicular: somente raiz envolvendo cemento, dentina e polpa.• Fratura corono-radicular: envolvendo esmalte,dentina, cemento com ou sem incluir a polpa.
    • 58. Fraturas por luxação
    • 59. Lesões por Luxação• Concussão: Tr a u m a à s estruturas do de sustentação d o d e n t e , a p re s e n t a n d o sensibilidade à percussão, porém não há deslocamento ou mobilidade dental
    • 60. ConcussãoO mecanismo de formação daconcussão deve-se principalmente a umimpacto frontal levando a umahemorragia e edema no ligamentoperiodontal. Apesar de clinicamentenão se observar alterações, o pacienterelata grande sensibilidade à percussãoou à mastigação. Como as fibras doligamento periodontal estão intactas, odente está firme em seu alvéolo, nãohavendo sangramento a partir do sulcogengival.
    • 61. Inicialmente promove-se oalívio das interferências Tratamentooclusais, recomendando-seuma dieta macia por pelo damenos durante duas semanas.A contenção não é obrigatória, Concussãomas pode dar um maiorconforto ao paciente, nãodevendo se estender por maisde duas semanas. O controlepós-operatório deve serrealizado por dois meses. Oprognóstico, nestes casos, éb o m p o d e n d o o c o r r e r,entretanto, necrose pulpar nosdentes com forame apicalestreito. A reabsorçãoradicular é bastante rara.
    • 62. Subluxação• Trauma às estruturas de sustentação do dente, apresentando aumento de mobilidade, porém não há deslocamento dental detectável clínica ou radiograficamente. O s a n g r a m e n t o espontâneo pelo sulco gengival é o sinal clinico patognomônico.
    • 63. Quando o impacto tem umaforça maior, as fibras doligamento periodontal podemser rompidas, resultando numaumento de mobilidade do dentetraumatizado e, num pequenosangramento a partir do sulcogengival. O dente, entretantonão é deslocado, porém apresença de edema na região Subluxaçãoapical poderá causar umadiscreta extrusão dentária. Opaciente refere sensibilidade àmastigação e à percussão.Radiograficamente não seobserva sinal de nenhumaalteração.
    • 64. Tratamento da SubluxaçãoAlívio oclusal, dietapastosa econtenção opcionalpor 2 semanas +acompanhamento.Prognóstico: Bom.
    • 65. Luxação lateral Apresenta como sinal• Deslocamento do patognomônico elemento do seu eixo um som alto e central, podendo vir metálico à acompamnhado de percussão. fratura do alveolo. Clinicamente o dente afetado Radiograficamente pode encontra-se haver aumento do espaço desalinhado em periodontal. comparação aos d e n t e s adjacentes.
    • 66. É o deslocamento dodente, da sua posiçãonormal, do interior do Luxação lateralalvéolo (para mesial,distal, vestibular oulingual). Além da lateral,a luxação pode ser,ainda, para fora,chamada de extrusiva oupara o interior doalvéolo, denominada deintrusiva.
    • 67. Luxação ExtrusivaDeslocamento parcial do elemento dental para forado alveolo. Pode haver a ruptura completa ouestiramento do feixe vásculo nervoso juntamentocom ruptura das fibras periodontais e aumento doespaço periodontal
    • 68. Luxação ExtrusivaClinicamente o dente está deslocado axialmente para fora de seualvéolo e, com a mobilidade extremamente aumentada. Apenasas fibras gengivais palatais impedem que o dente sejaavulsionado. O dente apresenta sensibilidade ao toque e àmastigação.
    • 69. Luxação ExtrusivaA extrusão pode estar associada ao deslocamento vestibular,lingual e lateral com conseqüente injúria ao osso alveolar. Opaciente refere medo de fechar a boca. Radiograficamente aexposição periapical pela técnica da bissetriz é tão útil quantouma exposição oclusal, observando-se o espaço entre a raiz e aparede óssea alveolar.
    • 70. O tratamento consiste noreposicionamento do dente, Luxaçãoque muitas vezes éconseguido com pouco ou Extrusivanenhum desconfortodispensando, inclusive, ainfiltração anestésica.Reposicionado o dente,deve-se proceder àcontenção com resinacomposta por três semanas( M A R Z O L A ;BRAMANTE et al., 2005).
    • 71. O prognóstico depende docorreto reposicionamento Luxaçãodental e, também, doestágio de desenvolvimento Extrusivaradicular. ANDREASEN;ANDREASEN (2001)verificaram que a necrosepulpar ocorreu 64% dosdentes extruídos. Areabsorção radicular é raraapós a extrusão, sendo maiscomum na luxação lateral.
    • 72. Deslocamento doelemento dentalpara o interior doosso alveolar. O Luxação Intrusivaf e i xe v á s c u l o -nervoso éesmagado contrao osso.Radiograficamente há a diminuiçaoou ausencia doe s p a ç operiodontal
    • 73. Luxação IntrusivaNeste tipo de lesão o dente édirecionado para o interior doprocesso alveolar devido a umimpacto dirigido axialmente.Causa problemas severos parao dente afetado, ocorrendodano máximo à polpa e àsestruturas de sustentação.Envolvem normalmente osdentes anteriores superiores,sendo mais comum nadentição decídua.
    • 74. Luxação IntrusivaO dano resultante depende da idade do paciente. Quando ocorrena dentição decídua, devem-se fazer avaliações quanto aodesenvolvimento do dente permanente subjacente. Se este nãotiver sido afetado pela injúria, é possível deixar o dente decíduoreirromper. O diagnóstico da intrusão deve tomar comoreferência os dentes vizinhos.
    • 75. Quando a intrusão ésevera, o dente pode ficar Luxação Intrusivatotalmente sepultado noosso alveolar não sendovisível clinicamente. Odente afetado encontra-sefirmemente unido ao ossoe, normalmente nãoresponde aos testesclínicos de sensibilidadepulpar.
    • 76. Luxação IntrusivaDentes com formação radicular completa devem ser submetidosà intervenção endodôntica 15 dias após o trauma. A radiografiadeverá ser bem posicionada e com angulação padronizada paraserem evitadas distorções. Desta forma, avalia-se melhor ofechamento apical e facilita-se a tomada da decisão quanto aintervenção endodôntica.
    • 77. Luxação IntrusivaO tratamento depende do estágio de desenvolvimento radicular e,no caso de rizogênese incompleta, pode-se esperar oreirrompimento. Contudo, se não for iniciado em 10 dias, deve-seanestesiar o dente e luxá-lo levemente com um fórceps.
    • 78. Luxação IntrusivaO reirrompimento espontâneo podedemorar alguns meses (2 a 4), devendoser monitorado radiograficamente.Quando se desenvolve uma radiolucidezperiapical ou uma reabsorção radicularinflamatória, é essencial a intervençãoendodôntica com o preenchimento docanal com pasta de hidróxido de cálcio,de acordo com a metodologiapreconizada (MARZOLA;BRAMANTE et al., 2005). A necrosepulpar é bastante freqüente neste tipo delesão independente do estágio dedesenvolvimento radicular.
    • 79. Luxação IntrusivaDevido à freqüente perda de osso marginal e anquilose apóso procedimento, o reposicionamento cirúrgico total nãodeve ser realizado no momento do traumatismo. No caso dedesenvolvimento radicular completo, recomenda-se aextrusão ortodôntica, pois o reirrompimento espontâneo éimprevisível. A extrusão deverá ser realizada por 3 semanaspara permitir que a terapia endodôntica seja feita antes doaparecimento radiográfico de reabsorção radicularinflamatória (MARZOLA; BRAMANTE et al., 2005).
    • 80. Luxação IntrusivaA extrusão deverá ser realizada por 3 semanas para permitir quea terapia endodôntica seja feita antes do aparecimentoradiográfico de reabsorção radicular inflamatória (MARZOLA;BRAMANTE et al., 2005).
    • 81. Luxação IntrusivaComo a necrose pulpar ocorre em quase 100% dos casos deintrusão, a terapia endodôntica ′′profilática′′ está indicada. Aproservação clínica e radiográfica é importante por um períodode 3 a 5 anos. O prognóstico é reservado. Apenas os dentes comrizogênese incompleta demonstraram capacidade desobrevivência pulpar após a intrusão (MARZOLA, 2005).
    • 82. Luxação IntrusivaCom relação ao periodonto, há um alto risco de reabsorçãoradicular (58% para dentes com rizogênese incompleta e, 70%para os dentes com rizogênese completa). Alguns dentesapresentam anquilose após 5 ou 10 anos, daí a necessidade deperíodos de acompanhamento prolongados (MARZOLA, 2005).
    • 83. AvulsãoÉ o deslocamento, com saída total, do dente do interior de seualvéolo, correspondendo de 0,5 a 16% das injúrias traumáticas.A avulsão de dentes permanentes é mais comum na dentiçãojovem, quando o desenvolvimento radicular ainda estáincompleto e o periodonto, muito ainda em formação.
    • 84. AvulsãoA idade maisfreqüentementeafetada é dos sete aos11 anos e, os dentesrecém-irrompidos, porterem ligamentoperiodontal maisfrouxo, são aquelesmais acometidos pelaavulsão.
    • 85. AvulsãoTratamento:Após a avulsão há basicamente três tipos dealternativas de tratamento: reimplanteimediato, reimplante mediato e não fazer oreimplante.
    • 86. AvulsãoReimplante imediato: Nos casos em que operíodo de tempo extra- alveolar for menor que60 minutos. E o meio de armazenamento sejafisiológico (soro fisiológico, saliva, leite, etc.)Reimplante mediato: Em pacientes comdesenvolvimento radicular completo e umperíodo extra-alveolar em meio seco maior que60 minutos.
    • 87. AvulsãoNão fazer o reimplante: Pacientes com o ápice aberto e umperíodo extra-alveolar em meio seco por mais de 60 minutos,assim como em pacientes com condição periodontal grave elesões cariosas grandes e, não tratadas nos dentes envolvidos.
    • 88. AvulsãoSe o dente for mantido num meio fisiológico logo após otraumatismo, o tempo para o reimplante pode ser prolongado.No caso da saliva, o tempo extra- alveolar deve ser limitado a 2ou 3 horas devido a natureza levemente hipotônica do meio.