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    Marketing Digital - Aula 4 Marketing Digital - Aula 4 Document Transcript

    • Marketing Digital PÓS-GRADUAÇÃO – 2010 GERANDO TRÁFEGO E MENSURANDO RESULTADOS LEITURA FUNDAMENTAL – IV PÓS-GRADUAÇÃO Para citar este texto: BENETTI, Flávio. Leitura Fundamental – IV – Gerando tráfego e mensurando resultados em marketing digital. Departamento de Pós-Graduação e Extensão. Valinhos, SP: Anhanguera Educacional, 2010. Supervisão Técnica Supervisão Operacional Anhanguera Educacional S.A. Jaqueline Pugliesi Ana Ligia Gardin Diretor-adjunto de Pós-Graduação e Extensão Jim Naturesa Juliana da Costa e Silva Luís Fernando Prado Telles Preparação Gráfica Renata Galdino Mario Nunes Maurício Takahashi Vanessa Pancioni Mario Jungbeck Correspondência/Contato Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo CEP. 13.278-181, Tel.: 19 3512-1700 http://ww4.unianhanguera.edu.br/posgradu acao posgraduacao @unianhanguera.edu.br © DIREITOS RESERVADOS Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional. Publicação: Outubro de 2010. 1
    • GERANDO TRÁFEGO E MENSURANDO RESULTADOS EM MARKETING DIGITAL 1. O QUARTO “P” DO MARKETING DIGITAL: PUBLICAÇÃO O quarto “P” do marketing digital é um dos mais importantes entre todos. Afinal, trata do conteúdo, tanto in site quanto off site. A internet sem conteúdo é apenas uma sequência de bits nulos. Segundo o moderno dicionário da língua portuguesa, o termo “texto” deriva do latim “textus”, vinculado ao verbo latino “texere”. Em resumo, o sentido da palavra “texto” é o de “tecer”, “enlaçar”, “entrelaçar”. Ou seja, o autor de um texto acaba por tecer uma ideia, enlaçando palavras e mobilizando toda a sua capacidade criativa e organizadora para construir um enunciado que transmita, com clareza e objetividade, uma mensagem ao receptor. Para aparecer nas primeiras posições dos buscadores, um determinado site precisa estar otimizado para os mecanismos de busca, ou seja, deve seguir os diversos critérios utilizados pelos buscadores, mas também tem que ter conteúdo atualizado constantemente para que a página seja interpretada como informação relevante para o usuário que digitou determinada palavra-chave contida no site. Todo esse processo que se submete um site para que atenda tais critérios é chamado de “otimização de sites” ou “MOB (Marketing de Otimização para Buscadores)”, ou ainda, o termo em inglês “SEO (Search Engine Optimization)”. Segundo VAZ (2010, p. 295), menos de 1% dos sites brasileiros são otimizados para mecanismos de busca, o que representa uma excelente oportunidade de negócios para empresas que desejam se fazer presentes na web diante de seus concorrentes. Por isso, a otimização de sites deve ser parte integrante e fundamental de qualquer estratégia de marketing digital, ao passo que apresenta o website para o consumidor quando ele está mais propenso a assimilar a informação, ou seja, quando está procurando por ela. O consumidor informado é o consumidor comprador. Por isso, a corrida não é só pelo conteúdo, é pela posição que o respectivo gera nos buscadores. Só o fato de estar entre os primeiros resultados das buscas já vale o esforço de proporcionar ao 2
    • mercado conteúdo de qualidade. A interatividade oferecida pela internet também é uma excelente ferramenta para criar um laço mais duradouro com o mercado: a possibilidade do usuário construir uma parte do website, criando seu próprio conteúdo. Melhor que o conteúdo gerado pela empresa é o conteúdo gerado pelos próprios usuários, pois é muito mais abrangente e gerado com mais rapidez, fazendo com que o site seja encontrado com mais facilidade. Por isso, o conteúdo colaborativo é uma ferramenta poderosa na geração de tal conteúdo inédito. Não existe uma fórmula mágica, mas existem algumas dicas para que um texto se transforme em um vendedor: • Oferecer um bônus em troca de um e-mail. Vive-se em uma era que é quase obrigatoriedade oferecer algo gratuito aos consumidores. Então, oferece-se um brinde em troca do e-mail do consumidor, para assim, construir um mailing de qualidade. • Fazer uma longa lista de benefícios. Quanto mais benefícios de um produto ou serviço forem apresentados, mais valor o consumidor verá nele e mais fácil será a compra ou envio de um pedido de orçamento. • Ser conciso. Nos primeiros estágios do texto, devem-se utilizar frases curtas e palavras simples. A ideia inicial é prender a atenção das pessoas antes de começar a explicar de forma mais profunda sobre o produto ou serviço. • Elementos persuasivos. Não esquecer os elementos persuasivos é fundamental para ter um texto campeão de vendas. Cada vez mais os buscadores e internautas dão mais valor a sites que tragam informação relevante ao público. Sites que tratem de assuntos com propriedade e responsabilidade, não procurando somente vender o produto, mas ajudando o consumidor a comprá-lo, são sempre bem-vindos. As vantagens são inúmeras para os sites que oferecem conteúdo de qualidade: • Geram quantidade maior de palavras-chave, tornando-se mais visível para os buscadores e alcançando assim melhores classificações. 3
    • • Levam consigo uma imagem de valor agregado, pelo simples motivo de transmitirem um conteúdo informativo que melhora a percepção de qualidade das marcas por parte dos públicos-alvo. • Geram mais links de entrada, vindos de outros sites, por se tornarem referência em determinado assunto. • Facilitam a fidelização do usuário, que inclui o site nos “favoritos”, por se tratar de um conteúdo útil. É preferível gerar um número maior de páginas com pouco conteúdo e distribuir essa informação de maneira que o usuário e o buscador cheguem a qualquer página com no máximo três cliques, nem que seja por uma questão de usabilidade. A internet e seus sistemas descentralizados e o advento de tecnologias que promovem o conceito de web 2.0, permite que qualquer pessoa a construa. Por esse motivo a existência de um número cada vez maior de sites que agregam conteúdo e que não necessariamente o produz. Esse tipo de site possui ótimos lugares nos buscadores pelo simples fato de possuir uma grande quantidade de conteúdo vinculado a ele, postados por anônimos em todo o mundo. Em uma analogia interessante, um belo site perdido na web é como um lindo outdoor no meio do deserto do Saara. Por isso, o trabalho de relacionamento na internet consiste em mostrar a outros sites que existem mais referência sobre determinado assunto na internet. Criar um ciclo em que quanto mais sites apontem para determinada página, mais fácil fica para outros sites também apontarem. Por incrível que pareça, a internet no Brasil é muito pequena. Quando um grupo de pessoas procura por determinado assunto, a probabilidade de acabar encontrando os mesmos sites é grande. Essa é a maior vantagem de se ter um site com muito conteúdo in site: atrair links devido à qualidade de seu conteúdo. Isso sim é otimização de sites de referência. Não basta estar no primeiro lugar do Google, por exemplo, é preciso ocupar todas as dez posições, direta ou indiretamente. Outro meio de maximizar o efeito do site com o relacionamento na web é promover artigos e matérias em outros sites que tratem do assunto abordado nos textos. Como dito anteriormente, a internet é basicamente um meio de informação, 4
    • comunicação e entretenimento. Os portais, que sobrevivem graças a publicidade, precisam gerar tráfego que justifique o investimento de propaganda e, para tal, necessitam de muitos textos veiculados diariamente. Muitos desses portais não possuem um número grande de jornalistas para escrever tais textos, por isso, necessitam de colaboradores para gerar conteúdo. São os consumidores que entendem de um determinado assunto e se interessam em escrever sobre ele. Por isso, a publicação de conteúdo off site é uma ótima maneira de aumentar a visibilidade e a encontrabilidade na internet. Uma das principais características desse novo mercado é que as pessoas acreditam cada vez mais nas opiniões de outros consumidores comuns do que em propagandas das empresas falando bem delas mesmo. Produção de conteúdo original é um fator muito importante para que as empresas aumentem sua visibilidade na rede e formem uma imagem sólida e perene ao longo do tempo. A internet já se firmou como uma excelente ferramenta de pesquisa, principalmente de comparações entre produtos e de pesquisa de opinião a respeito de produtos diversos por pessoas isentas e descompromissadas com instituições. 2. O QUINTO “P” DO MARKETING DIGITAL: PROMOÇÃO O “P” de “Promoção” é o que a empresa mais exerce sua atividade no mercado. É a hora de ir atrás do público-alvo. A promoção na internet pode acontecer de várias formas, por exemplo: • Campanhas de links patrocinados. Apesar da ação passiva, assim como o trabalho de otimização de sites que depende da atividade do usuário de buscar algo que lhe interessa, pode ser considerada como uma ação promocional. A empresa paga para aparecer para o usuário. • Campanhas de redes sociais. É uma forma de promoção que mais acontece na web brasileira e mundial. Com a descoberta do poder das redes sociais, não é possível ignorá-las. As promoções em redes sociais envolvem não só a própria divulgação, mas também o hotsite 5
    • que vai apoiá-la, o e-mail marketing ou o conteúdo que vai servir para ser viralizado e outros elementos que estão em torno da campanha. • Campanhas integradas online + offline. Essas são as ações promocionais mais comuns. Uma empresa faz uma campanha offline e a expande para o meio online por meio de hotsites, banners, popups, bottons e outros meios. • Programas de afiliação. A empresa pode optar por um programa de filiados como o Google Adsense, como o Mercado Livre, Submarino e outras que podem transformar muitos cliques em dinheiro. • Campanhas de e-mail marketing. O ideal dessas campanhas de email marketing e que elas sejam acompanhadas de outras ações de captação de mailing e não de compra de um mailing de pessoas que nunca ouviram falar da empresa. Especificamente tratando de links patrocinados, pode-se afirmar que o mesmo representou uma revolução em toda a internet e transformou empresas de garagem em empreendimentos multimilionários e sustentáveis. Empresas dos mais diversos segmentos têm investido em links patrocinados e não se arrependem. Os links patrocinados representam uma modalidade de publicidade que movimenta milhões de reais no Brasil e crescem significativamente no país, afinal, representam um dinheiro novo que muda dia após dia e vem aumentando ao longo dos anos de maneira substancial. Segundo um estudo de mercado realizado pelo e-bit em 2009, existem estimativas de que o retorno médio em campanhas de links patrocinados, no Brasil, chegue a ser de R$ 7 para cada real investido, e esse número só tende a crescer. O sucesso dos links patrocinados se dá a vários fatores, entre eles: • Penetração da internet entre as empresas e conscientização da importância de estar no mundo digital de forma efetiva. • Diminuição gradativa do preconceito, desconhecimento e medo do comércio eletrônico. 6
    • • Evolução tecnológica dos meios de transação comercial digital. A tecnologia é fator crucial para a viabilização do e-business e para o sucesso dos links patrocinados. • Alta concentração de pequenas e médias empresas. O Brasil é um país de pequenas e médias empresas, em sua maioria. Elas não dispõem de capital para a veiculação de grandes campanhas. Entretanto, no modelo de negócios dos links patrocinados, mesmo aquelas com orçamentos reduzidos conseguem expor sua marca, limitando seus gastos e obtendo resultados gradativos. 3. O SEXTO “P” DO MARKETING DIGITAL: PROPAGAÇÃO A quantidade de sites que surgem em um dia é inacreditável, entretanto, muitos somem no limbo cibernético da mesma maneira que surgiram, rapidamente. Por isso, uma quantidade significativa de empresas tem dúvidas de onde alocar no meio digital a verba de marketing e como saber se o investimento está indo bem ou não. Esse pensamento está intimamente ligado com a questão da propagação da informação. Mas qual é o principio da propagação da informação? Fazer uma informação propagar é a base da credibilidade para qualquer empresa. Dado que as marcas, atualmente, se apóiam em credibilidade e a maneira mais clara de parecer confiável e ser bem falado pelos próprios consumidores, vê-se que no 6º “P” reside uma das principais estratégias de construção da marca. A maioria das empresas confunde propagar com “spamear”. O 6º “P” pode ser definido como o ato de “provocar a propagação”. Não só cabe a empresa o papel de fazer a informação circular. Esse papel cabe ao consumidor. Nesse “P”, mais do que em qualquer outro, deve-se se aproveitar do grau de interatividade do consumidor para fazer com que ele trabalhe pela empresa divulgando-a com o máximo de credibilidade. A realidade não é muito fácil, apenas a minoria do mercado-alvo gera conteúdo para ser propagado. Diante desse cenário, a melhor estratégia para as empresas é confiar nas pessoas que irão apenas comentar e passarão para frente o conteúdo produzido com o mínimo de intervenção. 7
    • Uma empresa pode lançar um vídeo no YouTube, por exemplo, um consumidor vê o vídeo e faz o link para seu blog, um outro posta um vídeo como resposta, outro ainda intervém no vídeo colocando legendas, o seguinte troca o som do vídeo e “dubla” com a linguagem que ele desejar e assim sucessivamente. É preciso acostumar-se. Uma vez que o conteúdo foi publicado na web, a empresa não é mais dona daquela informação. Na web não existe dono de um conteúdo, somente autores. Em resumo, o fato de uma informação ser propagada depende exclusivamente do consumidor, não da empresa. Daí a importância do 1º “P” para conhecer o consumidor e saber o que ele está procurando e o que é realmente relevante para ele. O que for relevante para um grupo será propagado e, portanto, viralizado. 4. O SÉTIMO “P” DO MARKETING DIGITAL: PERSONALIZAÇÃO A internet é a única ferramenta de marketing até o momento que permite fazer marketing um a um em massa. É possível personalizar a comunicação para cada um dos consumidores de uma só vez. O consumidor digital exigente e consciente de seu poder quer que a empresa lhe trate como único. Nesse quesito, o CRM é um excelente aliado e fundamental para que as ações do 7º “P” tenham o sucesso esperado. Além disso, a personalização do 7º “P” tem duas vertentes principais: a personalização de serviços e produtos e a da comunicação. Como visto anteriormente, no ambiente interativo, a credibilidade é uma peça fundamental para que o mercado passe a compra de determinada empresa, seja comprando online, preenchendo uma ficha de pedido de orçamento ou simplesmente baixando um conteúdo em PDF. Outro ponto importante é o relacionamento. As redes sociais estão aí, crescendo cada vez mais para provar que a internet é social. Pessoas confiam naqueles com quem lidam diariamente e querem se relacionar com suas marcas preferidas. Segundo VAZ (2010, p. 513), “não se vende mais nada a ninguém: o processo se resume a ajudar o cliente a comprar”. 8
    • Para se tratar sobre personalização da informação existem dois importantes pressupostos: • Comunicação implica em ter com quem se comunicar, por isso, é preciso ter um mailing de qualidade. • Personalização implica enviar a mensagem certa para o público certo. Inicialmente, deve-se levantar um bom mailing para que seja possível fazer ações de relacionamento. Caso a empresa já tenha um mailing de clientes, essa tarefa ficará bem mais fácil, porém, caso ele não existe ou esteja em processo embrionário, a solução é mais complexa. Para gerar um mailing de qualidade é preciso disseminar conteúdo relevante para o segmento desejado, como visto no 4º “P”, promover o conteúdo de forma eficiente, como visto no 5º “P” e propagá-lo, como visto no 6º “P”. Essa é a maneira mais rápida de obter resultados tangíveis e duradouros a partir de ações digitais. Depois de gerar o mailing, é a hora de utilizá-lo. Para isso, é necessário gerar oportunidades de negócios a partir dele. A melhor maneira é por meio do relacionamento, gerando valor para banco de dados todos os dias. O argumento de reciprocidade é o mais forte no mercado atual, em que nada é de graça. Antes de pedir qualquer coisa, as empresas precisam oferecer algo em troca. Um produto ou serviço vai além do preço baixo e de uma boa propaganda. Valorizar o que se comercializa tem relação direta com segmentação de mercado - o que tem valor para uma pessoa pode não ter para outra; tem a ver com credibilidade – quanto mais confiável a empresa é, menor será o medo do consumidor em fazer negócio com a respectiva; tem a ver com segurança do que se está comprando – consumidor informado é consumidor seguro. Além desses, existem inúmeros outros fatores que devem ser trabalhados na comunicação com o mercado, caso contrário, a probabilidade de fracasso é mais significativa. Todos esses atributos de valor só são válidos a partir do momento em que o consumidor os percebe. Para isso, é preciso mostrar e fixar tais atributos de valor na mente dos clientes. Após a bolha das empresas “pontocom”, em meados dos anos 90, foi inevitável os questionamentos sobre as potencialidades da internet e sua capacidade de ser 9
    • uma mídia forte e sustentável. Porém, o que se apresentou nos anos seguintes foi um amadurecimento das empresas e dos empreendedores. A TECNISA, construtora de perfil inovador e referência internacional em marketing no segmento de construção civil, atentou-se para essas reais mudanças e explorou a internet para se aproximar dos clientes, fortalecer a marca e gerar novas oportunidades de vendas. Tal empreitada só foi possível devido a um planejamento estruturado e desenvolvido pela metodologia dos 8 Ps. Fundamentada na cultura de inovação, a TECNISA foi a primeira empresa do segmento, e uma das pioneiras no Brasil, a adotar já em 2002 a internet como um intenso canal de comunicação e vendas, complementar e sinérgico ao marketing tradicional. Desde então o projeto definitivamente se concretizou, transformando-se em um dos principais ativos da empresa, ganhando o status de unidade de negócio estratégico e notoriedade na empresa e no mercado. O segredo foi apostar na transformação do consumidor influenciado pela internet, atingindo-o seja onde, em que hora e em que lugar ele estivesse. Para isso, foram criadas diversas ações de web 2.0, assim: 1. A digitalização da comunicação e da venda. A internet sempre foi vista dentro da TECNISA não como meio de comunicação, mas como um verdadeiro ponto de venda. Isso significa que sua atuação extrapola a simples divulgação de informações relevantes. Está diretamente relacionada à experiência da marca e de compra dos empreendimentos. 2. Site corporativo. Ter um site corporativo não é novidade e muito menos exclusividade de nenhuma empresa há vários anos. Mas a filosofia adotada pela TECNISA abriu espaço para ter um portal onde os interessados pudessem interagir de diversas maneiras, de forma simples e direta: atendimento 24 horas pelo chat, e-mail, telefone tradicional, click-to-talk (onde a ligação é completada instantaneamente) e o vídeo atendimento. Layout e navegação, ou seja, um dos pontos mais importantes do site é a simples 10
    • arquitetura de navegação aliada a um layout atrativo, que instigue e encoraje o usuário a obter mais informações sobre o produto. Informações de produto foram remodeladas, de forma que as imagens dos empreendimentos, do bairro, das plantas, dos projetos, dos vídeos descritivos e das tabelas de preços ganhassem destaque nas páginas e tivessem fácil acessibilidade. Blog corporativo com a opção de contato foi uma iniciativa ousada que deslanchou em pouco tempo, afinal, os interessados ficam por dentro das últimas informações sobre a empresa e seus produtos. Além disso, tinham a opção de entrar em contato com os corretores. Links patrocinados melhorou o posicionamento da empresa no ranking dos principais buscadores. Além disso, outras ferramentas foram introduzidas, como a disponibilização de mapas para localização dos empreendimentos, a utilização do mobile (celulares, WAP e SMS) como plataforma de contato, a presença nas redes sociais, com o objetivo de identificar possíveis compradores, a criação de games e gadgets e a possibilidade de acompanhamento online das obras pelos compradores. Como fruto desse trabalho, houve grande valorização da marca TECNISA em todas as esferas. Tal reconhecimento materializou-se em diversos prêmios conferidos a construtora nos últimos anos e provou para diversas empresas que a internet e a estratégia digital podem gerar mais resultados do que a mídia de massa e as grandes campanhas de marketing. Quanto mais segmentada e direcionada for a comunicação de uma empresa, melhor será sua taxa de absorção da mensagem. Ou seja, a segmentação é um esforço para o aumento da precisão de alvo das ações. Conforme KOTLER (1998), as empresas podem adotar cinco níveis de divisão: • Marketing de Massa. A empresa se preocupa com a produção, distribuição e promoção de massa de um produto para todos os compradores. • Marketing de Segmento. É formado por um grupo de consumidores identificáveis em um mercado. As pessoas diferem em seus desejos, poder de compra, localizações geográficas, atitudes e hábitos de 11
    • compra. As maiorias das empresas estão procurando isolar alguns segmentos amplos que formam um mercado e personalizar seus produtos para esse respectivo mercado, visto que os consumidores são similares em desejos e necessidades, mas não são iguais. • Marketing de Nicho. É o processo de direcionar-se para um segmento de mercado relativamente pequeno com um composto de marketing especializado. • Marketing Local. É o marketing voltado para as características regionais e locais dos consumidores, com programas e produtos preparados sob medidas conforme necessidade e desejos de grupos e comunidades locais. • Marketing Individual. É o processo de direcionamento a consumidores individuais e individualizar e personalizar os esforços de cada um deles. Esse é o segmento mais subdividido que se possa ter. Daí a importância de provocar a autossegmentação do público-alvo quando se cria estratégias de captação de mailing. 4. O OITAVO “P” DO MARKETING DIGITAL: PRECISÃO Em uma época não tão distante, se o executivo de marketing de alguma empresa chegasse para sua agência e questionasse o seguinte: “Existe alguma maneira de eu saber quantos clientes cada veículo de comunicação separadamente trouxe para a minha empresa, de modo que eu possa decidir qual deles manterei o investimento e qual vou excluir do mix e qual deu o melhor resultado, ou seja, trouxe o maior número de clientes?” A resposta seria um “não”. Afinal, não existiam tecnologias que permitissem tal nível de detalhamento. Entretanto, hoje com toda a tecnologia disponível, a resposta continua igual. É praticamente impossível mensurar com precisão os resultados de uma campanha, o que dirá de todos os veículos de forma individual. O 8º “P” e o último do marketing digital parte do ponto que na internet tudo pode ser mensurado e, sendo assim, é importante para que se mapeiem quais ações deram resultado e que ações não surtiram o efeito desejado. 12
    • Será que uma empresa tem ideia de quantos clientes um determinado outdoor trouxe de resultado? Para a propaganda tradicional, esse tipo de questionamento é praticamente impossível de ser respondido. O fato é que as empresas estão começando a questionar o modelo atual de divulgação de uma marca. E a internet é a grande responsável pelo início dessa mudança no pensamento dos anunciantes. Atualmente, o Google Analytics é uma das ferramentas mais completas do mercado quando o assunto é mensuração de resultados na internet. Entretanto, existem outras fontes de informação que podem ajudar em muito quando o assunto é marketing digital. Figura 1 - Segmentação do Orkut Na figura 1 é possível ver os dados demográficos do Orkut. Assim, é possível ter a definição de qual será o público pesquisado. Ainda com relação ao Orkut, suas comunidades representam o que cada usuário deseja mostrar ao mundo sobre seu estilo de vida, opiniões e posições do que propriamente uma página que o internauta acesse com frequência. Além do Orkut, existem outras importantes fontes de informação para aprimorar a precisão das campanhas de marketing digital. O Drimio (www.drimio.com), por exemplo, é uma rede social brasileira (Figura 2) focada no relacionamento entre consumidores e marcas pelas quais tem interesse e afinidade. Nesse ambiente, os usuários podem se afiliar as marcas que já existem ou até mesmo criar novas. Um ponto positivo para as empresas é que além de conhecer seu público-alvo e ter a possibilidade de interação com o mesmo, a ferramenta disponibiliza uma 13
    • funcionalidade chamada de “Representante Oficial da Marca”, que evita possíveis falcatruas no ambiente virtual. Figura 2 – Drimio é a nova opção das empresas para acessar seus consumidores A popularidade de figuras políticas também pode ser observada na maior rede social presente no Brasil. É só pesquisar! Porém, é bem verdade que muitos dos perfis apresentados podem ser gerados por robôs ou uma mesma pessoa gerando dezenas ou centenas de perfis e inflando artificialmente tal comunidade. Porém, dependendo do tamanho de comunidade, não é possível desprezar, mas sim, analisar com mais calma e profundidade. O Orkut não constitui a única maneira de se medir a popularidade, como a internet é uma via de mão dupla, em que os próprios usuários deixam sua própria opinião bem clara em textos que serão eternizados pelo Google, ela é um retrato textual de determinada época. As ferramentas de mensuração disponíveis no mercado auxiliam uma empresa não só a medir o retorno sobre seu sistema, mas também estudar como aumentar tal retorno. Uma das maneiras é entender como o mercado procura seus produtos e serviços nos mecanismos de busca. Ao observar as palavras digitadas pelos usuários, é possível perceber que geralmente digitam nos buscadores palavras sem acento e com letras minúsculas. Informação importante para confeccionar uma boa campanha de links patrocinados, por exemplo. Uma análise das intenções de todos os internautas do país pode servir como uma “arma” poderosa nas mãos de qualquer publicitário, político ou empresário. 14
    • Imagine saber o que o consumidor deseja. Os buscadores representam a melhor pesquisa de mercado que pode existir, diretamente das mãos de dezenas de milhões de usuários, e de graça. Essas são apenas algumas das ferramentas disponíveis para monitorar o que o mercado está digitando nas telas dos mecanismos de busca de todo o país. Existem várias outras que surgem a cada dia, e ainda há a possibilidade da utilização de várias ao mesmo tempo, com um cruzamento de dados que resulte em um correto entendimento do consumidor. Como citado anteriormente, as empresas seguem um processo circular, um processo que hipoteticamente nunca se acaba e no qual a empresa está sempre aprendendo e se reinventando. Com os 8 Ps do marketing digital a realidade não é diferente, afinal, eles representam uma metodologia circular. Ou seja, a partir do momento em que se aprende mais sobre o público-alvo no oitavo “P”, o próximo passo é voltar ao primeiro, pesquisar ainda mais profundamente o mercado, porém, agora, com bases mais sólidas e com mais conhecimento de causa em relação ao mercado consumidor. O processo dos 8 Ps não tem fim. No mercado globalizado, viver no caos não é uma opção, mas sim, uma imposição. Viver em um ambiente competitivo que muda constantemente é a realidade. A única regra é que nenhuma regra é válida por muito tempo. É preciso rever o cenário a cada novo ciclo, que pode durar dias, semanas ou meses, mas nunca anos. 4. BIBLIOGRAFIA VAZ, Conrado A. Google Marketing – O Guia Definitivo de Marketing Digital. 3. ed. São Paulo: Novatec, 2010. KOTLER, Philip. Administração de Marketing – Análise, Planejamento, Implementação e Controle. 5. ed. São Paulo: Editora Atlas, 1998. SIMPSOM, Penny M. Segmentação de Mercado e Mercados-Alvos. São Paulo: Editora Bookman, 2001. 15
    • 5. HIPERLINKS MOB – é a abreviação de “Marketing de Otimização em Buscadores” que é a utilização de ações com o foco na melhoria do posicionamento de um site nos resultados de busca da internet. (Fonte: www.administradores.com.br) Conteúdo Colaborativo – é a palavra-chave da comunicação atual. É um conceito que está ligado diretamente à sobrevivência das empresas, diante das mudanças observadas no comportamento e no papel dos consumidores. Em resumo, a colaboração leva os que antes apenas consumiam a participar do processo de produção, o que também influencia a maneira de se fazer marketing. (Fonte: www.avantare.com.br) Brinde – é um conceito muito amplo, afinal, qualquer artigo pode ser tornar um brinde, depende da mensagem que a empresa pretende transmitir. (Fonte: www.brindice.com.br) Fidelização – ou também conhecido com fidelidade é o atributo ou qualidade de quem ou do que é fiel. O termo aplicado ao marketing significa o vínculo que prende o consumidor a uma determinada empresa ou marca, durante determinado tempo, segundo bem definidas cláusulas e condições contratuais. Mercado Livre – é uma empresa de tecnologia que oferece soluções de comércio eletrônico para comprar, vender e pagar tudo pela internet. (Fonte: www.mercadolivre.com.br) Mailing – é a abreviação de mailing list, que por definição são banco de dados onde se armazenam dados cadastrais de consumidores para serem utilizados em ações de marketing direto. (Fonte: pt.wikipedia.org) Viralizado – é uma variação do termo “viral”, que significa algo que possui alto poder de divulgação. Com relação ao marketing, referem-se a técnicas que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares à extensão de uma epidemia. (Fonte: pt.wikipedia.org) PDF – Portable Document Format é um formato de arquivo, desenvolvido pela Adobe Systems em1993, para representar documentos de maneira independente do aplicativo, hardware e sistema operacional usados para criá-los. (Fonte: dicionário.babylon.com) 16
    • GERANDO TRÁFEGO E MENSURANDO RESULTADOS FLÁVIO BENETTI – MARKETING DIGITAL 17