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As diferentes abordagens sobre fenômenos químicos nos livros da 8ª série (9º ano) do ensino fundamental
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As diferentes abordagens sobre fenômenos químicos nos livros da 8ª série (9º ano) do ensino fundamental

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Trabalho apresentado como comunicação oral no Congresso Norte Nordeste de Química - 2008. João Pessoa - PB

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  • 1. AS DIFERENTES ABORDAGENS SOBRE FENÔMENOS QUÍMICOS NOS LIVROS DA 8ª SÉRIE (9° ANO) DO ENSINO FUNDAMENTAL. Flávia Cristina Gomes Catunda de Vasconcelos, UFRPE Marília Gabriela de Menezes, UFRPEResumo: É cada vez mais freqüente encontrarmos nos livros didáticos fenômenospresentes no cotidiano como forma de exemplificar e contextualizar o conteúdo dastransformações químicas. Muitas vezes essas relações podem ser equivocadas devido àfalta de informações essenciais para a compreensão da real mudança que ocorre nofenômeno a nível microscópico. A transformação química ocorre devido à variedade dearranjos entre as partículas (átomos e moléculas) que constituem a matéria [1], ou seja énecessário que os alunos relacionem os níveis fenomenológico e atômico-molecular. Nestetrabalho foi feita uma análise de 22 livros didáticos de Ciências da 8ª série (9º ano)buscando verificar se as transformações químicas (reações químicas) são explicadas devidoa esses arranjos como é proposto no PCN. Os resultados obtidos demonstram que eles têmmuito que melhorar pois, havendo uma compreensão e interpretação dos modelos teóricosapresentados pela comunidade científica é possível que o alunado possa diferenciar astransformações químicas das físicas e compreender os variados fenômenos que os rodeiam.Palavras-chave: livro didático, transformação química, ensino de químicaIntrodução Através do estudo das ciências começamos a compreender as pequenas coisas queacontecem ao nosso redor, tornando as mais simples. Não que a aquisição desseconhecimento seja fácil, mas através da análise, percepção e compreensão é possíveldiferenciar e entender que a mudança visual de uma determinada transformação químicaocorre devido a uma nova organização das pequenas partículas que constituem sua matéria. Os gregos já possuíam a idéia de que a matéria era constituída de elementos simples(ar, terra, fogo e água) e que a partir destes poderia ser formados em todas as outrassubstâncias combinadas em proporções corretas [2], reconhecemos que hoje já existemmais de 100 elementos e que o ar, a terra, o fogo e a água não podem ser classificadoscomo elementos químicos. Os próprios gregos questionavam-se no que aconteceria casodividissem a matéria em partículas cada vez menores. Hoje sabemos que para continuarcom as mesmas características do conjunto dever-se-ia parar com a divisão até chegar auma menor parte. A essa menor parte da matéria chamamos de átomo, palavra que vem dogrego que significa “indivisível”, essa denominação foi dada por Demócrito que presumiuque todas as coisas eram formadas por pequenas “pedrinhas” minúsculas e indivisíveis [3]. Com o desenvolvimento dos modelos científicos relacionados à atomística,aprendemos que toda a matéria é feita de átomos e que esta é feita de várias combinaçõesdos elementos que a constituem. Ou seja, em uma transformação química os átomos nãosão criados nem destruídos eles apenas mudam de parceiros, suas propriedades masconservam sua massa. Mesmo com várias fontes (revistas, periódicos, internet, etc) para obtenção deinformações e conhecimentos científicos, o livro didático ainda parecer ser o principalveículo de instrução para o professorado brasileiro e praticamente o único materialimpresso que muitos alunos brasileiros dispõem [4]. Assim sendo, muitos pesquisadores
  • 2. [5,6 e 7] se detem a pesquisa dos conteúdos desse material, já que o mesmo parece ser umcomponente importante na análise da situação de ensino do nosso país. Como apresentado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN [1] é importanteque os alunos da 8ª série (9º ano) interpretem os fenômenos químicos de formacontextualizada e que consigam, no final do ciclo, apreender que essas mudanças ocorremdevido à variedade de arranjos entre as pequenas partículas da matéria. Deste modo o alunoé introduzido no contexto microscópico relacionando com o macroscópico [8], ou seja, quea reação química envolve a formação de novos materiais a partir de outros e que estespodem ser acompanhados de mudanças visuais ou não. Procurando verificar se o que é proposto pelo PCN é apresentado nos livrosdidáticos da oitava série (9º ano) do ensino fundamental, foi realizada uma pesquisa quevisou analisar os conteúdos relacionados com os fenômenos químicos (transformaçõesquímicas, reações químicas) sendo verificados as definições e as relações com osfenômenos da natureza e outros provocados pelo homem. Observações sobre asrepresentações gráficas (modelos atômicos – representação microscópica) foram analisadas,se os conteúdos são abordados após o assunto de atomística, além de verificar se existe apreocupação em deixar questões para debate em sala de aula, estimulando o aluno apesquisa; experimentos para os alunos realizarem, e indicação de textos, vídeos e livroscomo fontes alternativas para a pesquisa.A abordagem sobre os fenômenos químicos nos livros didáticos de ciências de 8ª série: Foram analisados 22 livros didáticos de ciências da 8ª série, de coleções facilmenteencontradas em todo o mercado brasileiro, e verificados os erros e acertos conceituais sobreas transformações químicas, de acordo com o Atkins [2], Machado [8], Rosa & Schnetzier[9], observando os aspectos experimentais, definições, relações com o cotidiano, questõespara incentivo a pesquisa e indicação de livros, textos, vídeos, sempre verificando se osassuntos abordados estão de acordo com o que é proposto pelo PCN. Segue abaixo os livrosanalisados neste trabalho, sem qualquer ordem de classificação.N° Livro Autor (es) Editora Edição Ano1 Ciências naturais no ALVARENGA, J. P. et Positivo 2ª 2006 dia-a-dia al.2 A matéria e a LEMBO, A. & IBEP 1ª 2006 energia da Terra MOISÉS, H.3 Link da Ciência: BERTOLOZZO, S. & Escala 2ª 2005 Ciências MALUHY S. Educacional4 Na teia da Ciência: THORMANN, Á. T. et Base Editora 1ª 2006 As ciências e a al. Tecnologia5 Projeto Araribá: Editora Moderna Moderna 2ª 2007 Ciências6 Ciências: Física e BARROS, C. & Ática 3ª 2006 química PAULINO, W. R.7 Ciências GONÇALVES, J. T. & IBEP 2ª 2006 OLIVEIRA, M. T.
  • 3. 8 Ciências Naturais SANTANA, O., Saraiva 2ª 2006 FONSECA, A & MOZENA, E. 9 Aprendendo com o CANTO, E. L. Moderna 2ª 2004 cotidiano (Ciências)10 Ciências: Matéria e GEWANDSZNAJDER, Ática 3ª 2006 Energia F.11 Ciências: CÉSAR S. Jr. et al. Saraiva 21ª 2006 entendendo a reformulada natureza: A matéria e a energia12 Ciências: VALLE, C. Positivo 2ª 2005 Tecnologia e Sociedade13 Investigando a JAKIEVICIUS, M. & IBEP 1ª 2006 natureza – Ciências HERMANSON, A. P. para o ensino fundamental14 Ciências: novo GOWDAK, D. & FTD 2ª 2006 pensar MARTINS, E.15 Ciências e Educação CRUZ, D. Ática 3ª 2005 Ambiental Química e Física16 Ciências e Interação COSTA, A. Positivo 1ª 200617 Ciências BJ BIZZO, N. & Editora do 1ª 2006 JORDÃO, M. Brasil18 Ciências, Natureza TRIVELLATO, J. et al. FTD 1ª 2006 & cotidiano: ciências, natureza e cotidiano19 Ciência e vida PAIVA ANDRADE, Dimensão 1ª 2006 M. H et al.20 Vivendo Ciências: SALÉM, S., FTD 2ª 2006 ciências CISCATO, C.A.M. & LUZ, M.21 Ciências SANTOS, A. & IBEP 1ª 2006 MOURTHÉ JR, C.A.22 Ciências CZAJKOWSKI, S. et IBEP 1ª 2006 al.Quando nos referimos sobre os livros, o faremos utilizando a numeração dos mesmos nela.Resultados e Análises
  • 4. O primeiro aspecto que foi analisado nos livros foi se eles apresentavamconceitos/definições sobre fenômenos químicos/transformações químicas. Tendo o PCN(1998) como base de sugestão para como os livros devem abordam tal conteúdo, três livros1não comentavam nada sobre o assunto nem falam sobre as reações químicas. Utilizaremos na análise apenas dos livros que relatam assuntos sobre os fenômenosquímicos (FQ). Estes, em sua maioria (52,6%)2, explicam sobre os fenômenos químicosrelacionados diretamente com as reações químicas (RQ), ou seja, em um mesmo capítuloeles abordam o conceito de FQ com as RQ. Merece destaque os livros 1, 5, 6, 7, 12, 14 e15, pois eles explicam e exemplificam os fenômenos de químicos com exemplosrelacionados com o cotidiano, falam sobre o arranjo que ocorre entre os átomos e moléculasque constituem a matéria, permitindo ao aluno uma visão microscópica das transformações,que na maioria das vezes, ele visualiza em um experimento/fenômeno. O estudo dastransformações químicas relacionadas ao cotidiano permite que o aluno possa compreenderas variadas mudanças que ocorre no nosso organismo, na indústria, na medicina, no meioambiente, entre tantos outros exemplos [9]. Dos livros que apresentaram o conteúdo sobre fenômenos químicos, 11 livros3 (50%do total analisado) falavam superficialmente, que “duas substâncias podem reagir,formando uma outra substância com características diferentes das iniciais.” Livro 16;“transformação químicas é quando uma ou mais substâncias originam outras diferentes dasque estavam no início do processo” Livro 13; “A reação química é um fenômeno químico;portanto há formação de novas substâncias a partir de outras” Livro 14. Ressalto que asinformações não estão erradas, mas os autores poderiam falar na visão atômico-molecularpois a maioria dos alunos pode compreender as definições apresentadas, mas de formainadequada. Pesquisas demonstram as mais variadas interpretações que os alunos podem terdos fenômenos que acontecem no seu cotidiano, destas interpretações podemos categoriza-las como transmutação [10], que exprime a noção de que durante um fenômeno podeocorrer a mudança de uma coisa em outra, contribuindo para a aquisição errônea de umconceito. O exemplo mais equivocado foi o apresentado no livro 2, no capítulo sobrereações químicas que diz “as substâncias desaparecem e outras surgem”. Verificado se os livros fazem relações com os fenômenos da natureza e docotidiano, 79% destes4 (do total de 19 livros considerados para a análise) apresentavamvinculações com as transformações que estão presentes em nossas vidas, através de fotosreais e desenhos ilustrativos, questões para os alunos pensarem/refletirem no cotidiano,experimentações. Foi percebido que a maioria dos livros apresentavam apenas fotosilustrativas, destes a maioria das fotos/imagens era da vela queimando, o que pode gerarpara os alunos, intrinsecamente, uma associação apenas à queima como um exemplo dereação química. O conhecimento cotidiano pode muito bem ser associado ao conhecimentocientífico nos livros didáticos, mas a aproximação é tarefa do professor também, pois énecessário levar em consideração as características dos alunos [11], onde a escola estáinserida, pois facilita a problematização de situações que também ocorrem no cotidianoescolar através de discursões realizadas em sala de aula. Partindo desse tópico, observou-seque 90% dos livros5 apresentam questões discursivas que podem estar associadas aocotidiano ou ao experimento apresentado nos mesmos. O momento discursivo é importantepois salienta a construção e reconstrução do conhecimento do aluno, a autonomia docoletivo e de incentivar a socialização do aluno [12] além de tornar possível pensar emtermos químicos, configurando os limites e as possibilidades de acertos e erros no observardo aluno.
  • 5. Para uma maior compreensão do assunto é preciso que os alunos tenham visto emsala de aula os conceitos sobre atomística, que os átomos são os componentes fundamentaisda matéria e que os fenômenos químicos podem ser explicados em termos das propriedadesdesses átomos [2]. Para alunos da 8ª série (9º ano) não é preciso que eles compreendamcomo os átomos se comportam em uma reação, é necessário que eles compreendam que amatéria é constituída por várias partículas. Baseado nestas informações foi verificado se oassunto de atomística é iniciado antes do assunto sobre reações químicas e, 21,0 % doslivros6 abordavam as transformações químicas antes de atomística, uma forma errônea pois,não seria possível o aluno compreender a mudança da matéria sem que ele tenhacompreendido o que a constitui. Ou seja ele poderia compreender o macro e não o micro,elucidando que o que é aplicado em um pode ser aplicado no fenomenológico, pode seraplicado ao atômico-molecular [9]. Vale salientar que para a compreensão desses termos énecessário que os indivíduos precisam engajar-se em um processo pessoal de construção ede atribuição de significados [13], caracterizando que para aprender a ciência química, oaluno precisa ser introduzido nos conceitos, símbolos e convenções da comunidadecientífica que tem uma clara preferência pelo abstrato [11], este aprendizado deve ser deforma adequada ao perfil cognitivo do aluno. O uso de ilustrações para exemplificar as mudanças que ocorrem a nívelmicroscópico nas reações químicas, que podem facilitar o que é proposto pelo PCN, nãoestá tão presente nos livros, apenas 31,5% destes7 apresentam modelos para ilustrar oarranjo dos átomos que ocorre em uma transformação química. Destes apenas um livro falaque as cores e tamanhos são meramente ilustrativas, merecendo destaque, pois isso jádesperta o aluno para que a informação é apenas explicativa. O livro 14 apresenta notainformando que as cores são ilustrativas e os demais não apresentam nenhuma informaçãoquanto ao tamanho e coloração utilizada para diferenciar os átomos (Figura 1).Figura 1. Página 241 do livro 6 apresentado o modelo ilustrativo para a reação química com o arranjo entre osátomos. O livro 16 representa erroneamente o modelo os átomos em porque representa osátomos em forma de írculos para cada reagente envolvido na reação (Figura 2), permitindoao aluno uma associação ao modelo atômico de Dalton, que concebia moléculas perfeitascomo se fossem bolas de bilhar [2]. Hoje sabemos que os átomos possuem estruturainterna, não podendo ser representada por este modelo. Desta forma, o aluno poderiaaceitar a estrutura do átomo como a apresentada no livro, gerando um possível transtornocognitivo quando ele começasse a estudar os modelos atômicos no primeiro ano do ensinomédio.
  • 6. Figura 2. Página 61 do livro 16. Esquema ilustrativo para a reação química. Aproximadamente 57,9% dos livros8 apresentam experimentos para os alunosexecutarem. Não que sua prática fosse suficiente apara compreensão dos fenômenos, mas apartir do observar e de situações que podem estar apresentadas no livro didático ouproposta pelo professor, é possível que o aluno possua uma maior compreensão e distinçãodo que seja um fenômeno químico e físico. Assim também, o PCN [1] sugere que asexperimentações não sejam apenas realizadas através da manipulação dos reagentes evidrarias, é necessário que haja uma reflexão, desenvolvimento e construção dos conceitosali intrínsecos. Seguindo esta linha apenas 63,2% dos livros9 apresentam experimentos equestões interligadas, além de estimularem o aluno a observar o experimento, isto permiteuma maior reflexão diante das questões apresentadas pelo livro. A atividade experimentalcontribui para uma maior compreensão da ciência química, além de permitir um maiorenriquecimento de teorias pessoais sobre a natureza, tendo em vista que é necessáriosuperar visões simplistas que a experimentação apenas ilustra um fenômeno químico ouque elas por si só despertam um interesse nos alunos, que pela observação se chega àvalidação e comprova uma teoria. Por fim, foi verificado se os livros apresentam textos, vídeos, sites como suportepara o aluno, estimulando-o a procurar por outras fontes alternativas além do livro didáticoque ele possui. Percebeu-se que aproximadamente 58% dos livros10 apresentaram textoscom caráter contextualizado, que podem contribuir para a compreensão de que o estudo dastransformações químicas podem contribuir para o entendimento de muitos processos queocorrem diariamente na vida dos alunos.Conclusão: De uma forma geral, de acordo com a análise realizada, os livros didáticos deciências da oitava série (9° ano) ainda não estão coerentes com o que é proposto pelo PCN.O conceito de fenômeno químico ainda é tratado como algo que “some e depois reaparece”,aludindo ao fenômeno a “mágica”. A química é uma ciência presente em tudo o que nos cerca, estando presente desde afabricação da embalagem de uma bala até digestão da mesma. A associação que fazem aquímica com os desastres ambientais, explosões, lixões, energia nuclear, etc, permite quehaja uma aversão a ciência química. A apresentação correta dos conteúdos em sériesiniciais a essa ciência cria uma relação de maior compreensão da Química, como as
  • 7. conquistas e o seu uso maior, que deve estar associada a melhoria de qualidade de vida doPlaneta Terra [14]. As atividades práticas co-relacionadas com situações do cotidiano no contexto dasolução de problemas permitem ao aluno perceber como e para quê os cientistas trabalhame de que forma, ou próximo a isso, eles resolvem problemas ou melhora as soluções que jáexistem. Criando nos alunos um maior senso de responsabilidade com o local em quevivem, quiçá com o Planeta Terra, formando alunos mais zelosos e mais interessados com aquímica, por isso a importância de se estruturar bem as séries iniciais para que se permitauma compreensão sucessiva nas séries do ensino médio. É importante que os livros didáticos comentem os fenômenos químicos tanto naversão macroscópica como microscópica, mas especificamente obre esta última. Pois, aaprendizagem de conceitos abstratos, mesmo que superficiais, permite um maioramadurecimento cognitivo ao aluno, além de o livro ser basicamente a única fontedisponível ao docente. Espera-se que as observações aqui presentes possam ser apreciadas de forma a serdada uma maior ênfase nos fenômenos químicos, pois o conhecimento sobre eles mostra-sebastante válido para que possamos conhecer os acontecimentos que acontecem em nossocotidiano e as transformações que acontecem no mundo, permitindo um maior cuidado coma natureza e nossa qualidade de vida.Agradecimentos: Aos Prof. Antônio Carlos Pavão, diretor do Museu de Ciências Espaço Ciência, porter emprestado os livros que foram analisados neste artigo e a Profª Marília Gabriela pelaajuda nas análises e leitura crítica e sugestões de correções.Notas1- os livros que nada abordam sobre o assunto são 3, 8 e 21. A partir deste ponto, os livrosnão serão mais mencionados, ficando para o restante da análise, 19 livros.2- os livros foram 5, 6, 9, 12, 14, 16, 17, 18, 19 e 20.3- livros 2, 4, 9, 10, 11, 13, 16, 18, 19, 20 e 22. Foram analisados os conceitos apresentadosnas definições sobre fenômenos químicos. O livro 10, no capítulo sobre reações químicasfala corretamente sobre o arranjo que acontece nos átomos que constituem as substânciasiniciais da reação quando formam os produtos.4- livros 1, 4, 5, 7, 9, 10, 11, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20. Deste apenas os livros 5, 7, 9,10, 11 e 13 contextualizam os fenômenos químicos com o cotidiano através de imagens,textos, questionamentos.5- foram os livros 1, 2, 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20.6- livros 9, 13, 18 e 20. O livro 13 nada abordava sobre a constituição da matéria e asreações químicas eram mostradas através das equações químicas, não sendo estas definidasou contextualizadas.
  • 8. 7- livros 5, 6, 14, 15, 16 e 17. Destaque para o livro 6, que apresenta em todas as reaçõesrepresentadas a informação de que as mesmas estão sem proporção de tamanho e que ascores não são reais.8- livros 1, 4, 5, 9, 10, 11, 13, 14, 15, 16 e 17. Destaque para os livros 1, 9, 11 e 17 queapresentam vários experimentos que seu resultado evidenciam um fenômeno químico,permitindo uma maior compreensão, na visão macroscópica, de transformação química.9- livros 4, 5, 6, 7, 9, 10, 11, 14, 15, 16, 17 e 19. O livro 11 traz sessões com váriasabordagens para os alunos pesquisarem e refletirem, estimulando a pesquisa.10- livros 1, 2, 5, 7, 10, 11, 15, 16, 17, 18 e 20. Destaque para o livro 11 que sugere sitespara o aluno aprofundar-se no conteúdo apresentado pelo livro.Referências[1] BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: Ciências Naturais / Secretaria de EducaçãoFundamental. - Brasília: MEC/SEF, 1998.[2] ATKINS, Peter. Princípios da Química: questionando a vida moderna e o meioambiente. – 3 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.[3] GEARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. – São Paulo:Companhia das letras, 1995.[4] FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA.Pesquisa nacional por amostra de domicílio (PNAD). Rio de Janeiro, 1982.[5] WARTHA, E. J., FALJONI-ALARIO, A. O livro de química no ensino médio: umaabordagem pela visão dos PCN. Resumos do XI Encontro Nacional de Ensino de Química -ENEQ. Recife: 2002.[6] SOUSA, C. A., COSTA, E.V., OLIVEIRA, K.A., PESSOA, R.C., SILVA, M.G.L. Ainvestigação de livros didáticos como elementos na formação inicial de professores dequímica. Resumos do XI Encontro Nacional de Ensino de Química - ENEQ. Recife: 2002.[7] LOGUERCIO, R., DEL PINO, J. C. Livros didáticos: mais do que uma simplesescolha, uma decisão que pode orientar os trabalhos em sala de aula. Instituto de Química,Área de Educação Química da UFRGS.[8] MACHADO, A. H. Aula de química: discurso e conhecimento. – 2 ed. Ijuí: Ed. Unijuí,2004.[9] ROSA, M. I. F. P. S., SCHNETZIER, R. P. Sobre a importância do conceito detransformação química no processo de aquisição do conhecimento químico. Química Novana Escola, n° 8, nov, p. 31-35, 1998.
  • 9. [10] ANDERSON, B. Pupil’s explanation of some aspects of chemical reactions. ScienceEducation v. 70, n.5, p. 549-563, 1983.[11] BIZZO, N. Ciências: Fácil ou Difícil? Cap. 1. São Paulo, Ed. Ática, 1998[12] GALIAZZI, M.C., GONÇALVES, F.P. A natureza pedagógica da experimentação:Uma pesquisa na licenciatura em Química.[13] DRIVER, R., ASOKO, H., LEACH, J., MORTIMER, E. & SCOTT, P. Construindo oconhecimento científico em sala de aula. Química Nova na Escola, n°9, maio,p. 31-40,1999.[14] SANTOS, W. L. P. Letramento em química, educação planetária e inclusão social?Quim. Nova, Vol. 29, No 3, 611-620, 2006.

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