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Construção e utilização do jogo Mundo Químico: um recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem de Química

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Trabalho como comunicação oral no Congresso Brasileiro de Ciências da Natureza - 2011. UNIVASF - Senhor do Bonfim - BA

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Construção e utilização do jogo Mundo Químico: um recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem de Química

  1. 1. Construção e utilização do jogo Mundo Químico: um recurso didático para processo de ensino e aprendizagem de Química Educação não-formal e divulgação científica Flávia Cristina Gomes Catunda de Vasconcelos Mestra em Ensino das Ciências – UFRPE flaviacrisgomes@hotmail.com Marcelo Brito Carneiro Leão Pós-Doutor no Uso das Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Ciências - Universitat de Barcelona. Professor associado da UFRPERESUMO: Este artigo apresenta um jogo didático “Mundo Químico” construído comomonografia da pesquisadora. Utilizam-se um tabuleiro e cartelas como informações sobre aciência química. As cartelas contêm informações sobre Cientistas, Elementos Químicos eConceitos. O objetivo desta proposta é mostrar que a utilização de atividades lúdicas pode-seter uma alternativa viável em sala de aula, auxiliando a aprendizagem e permitindo a interaçãoentre os participantes, e a descobertas de novas informações sobre os termos presentes nosconteúdos de química. Cabe ressaltar, que este tipo de intervenção deve ser considerada comoum complemento de outras atividades.Palavras-chave: ensino de química, jogos didáticosINTRODUÇÃO É do conhecimento dos professores de química, que ação de ensino em sala de aula édificultada devido à restrição de espaço físico e material, e da resistência de aprendizagem porparte dos alunos na área das ciências exatas. Deste modo, é necessário tornar as aulas maisdinâmicas e prazerosas, pois se o educando mudou, o professor também precisa mudar(LOPES, 2005). Mesmo havendo uma série de propostas acessíveis aos professores, é grande anecessidade de desenvolvimento de habilidades diferenciadas por parte dos mesmos, queviabilize a aprendizagem aos alunos, por meio do uso de diversos recursos didáticos quepodem ser simples e baratos, confeccionados tanto pelo professor quanto pelos alunos. Estatransformação pode ser desenvolvida nos professores, ainda na academia, quando estes estãocursando disciplinas que apresentem diferentes propostas e recursos de ensino. Pois, acredita-se, que através da mudança na prática metodológica, pode-se permitir aos alunos “trêsconjuntos de competências: comunicar e representar; investigar e compreender; contextualizarsocial ou historicamente os conhecimentos.” (BRASIL, 2002), estimulando os alunos aadquirirem um maior interesse na área de química. Experimentações, recursos multimídicos, softwares, atividades lúdicas são alguns dosrecursos disponíveis para o ensino de química, o que permite uma aula diferenciada, gerandoum maior rendimento no processo de ensino-aprendizagem. O uso da atividade lúdica em salade aula tem sua importância quando este impulsiona o aluno a construir ativamente seuaprendizado, levando ao prazer e ao esforço espontâneo (SOARES, 2008). Sendo assim, destacamos neste trabalho a utilização de jogos didáticos, como umrecurso motivador que permite a atuação direta no aluno, seja ele apenas jogando ouparticipando também da elaboração do mesmo. O jogo é explorado com função educativa, ouseja, “o jogo ensina qualquer coisa que complete o indivíduo em seu saber, seusconhecimentos e sua apreensão de mundo” (KISHIMOTO, 1996 in SOARES, 2008, p. 48).E, a mediação entre o aluno e os conceitos apresentados durante a aplicação do jogo didático é
  2. 2. realizada pelo próprio jogo, mas o professor também auxilia neste processo quando este o fazatravés do diálogo, ou intervêm, quando necessário, na relação do sujeito que aprende com omaterial a ser aprendido. Por isso, cabe ao educador o conhecimento dos objetivos propostopelo jogo, a preparação antecipada do material a ser utilizado e a experimentação antecipadapara maior domínio da situação, que possibilite a antecipação de casualidades relacionadas apossíveis questionamentos por parte dos alunos, seguindo a metodologia proposta pelaatividade para que venha a cumprir as competências do recurso didático. Diante do exposto, propomos a utilização do jogo MUNDO QUÍMICO (jogo detabuleiro, baseado no PERFIL® da GROW), construído pela pesquisadora em sua monografiade conclusão do curso de Licenciatura em Química (UFRPE), no ano de 2008. O jogo reforçaalguns conceitos já estudados sobre a ciência química, com o objetivo de se aprenderbrincando, de forma cooperativa, a fim de contemplar propostas para o ensino médio contidasnos Parâmetros Curriculares Nacional (PCN).METODOLOGIA Através de busca em livros e periódicos1, foram levantadas ao todo 19 atividadeslúdicas direcionadas ao ensino de química em suas diversas áreas de aplicação, no período de2005 até 2008. Depois do levantamento percebemos que nenhum jogo, reunia um conjuntomaior de termos relacionados aos conteúdos ensinados nas au1as de química e destes, apenastrês são construídos com cartas e tabuleiro: “O Ludo Como um Jogo para Discutir Conceitosem Termoquímica” (SOARES; CAVALHEIRO, 2006). “Jogo do “L” invertido” do livro:Jogos no Ensino de Química e Biologia (FIALHO, 2007) e “Trilha química”, do livro: Jogosdidáticos de Química (CUNHA, 2000). Deste modo, os pesquisadores tiveram o objetivo de construir um jogo baseado em umjá existente, que pudesse reforçar os conteúdos de química. Com isso, foi utilizado o jogoPERFIL® da GROW, que não apresenta cunho educativo, mas pôde ser utilizado como basepara a construção do jogo Mundo Químico. O PERFIL® da GROW consiste em um jogo de tabuleiro com cartas e tem comoobjetivo levar um peão até o espaço marcado “FIM”, com a menor quantidade de dicasapresentadas durante o jogo. Estas dicas estão presentes em cartelas que sobre o objeto a serdescoberto durante cada rodada. No jogo, um jogador é o mediador, que lê as dicassolicitadas, pelos outros cinco jogadores da rodada. A cada dica falada, esta é marcada notabuleiro e os jogadores devem acertar a identidade com a menor quantidade de dicas faladas,para assim andar mais espaços no tabuleiro. A cada dica falada, o mediador anda no umespaço no tabuleiro, as não reveladas, quem anda é o jogador que acertas a identidade. Estascartelas são classificadas em quatro grupos: ano, pessoa, lugar e coisa. A escolha desse jogo,por parte da pesquisadora, ocorreu devido à quantidade de informações presentes em cadacartela. Para a construção do jogo Mundo Químico, realizou-se uma pesquisa em sites, livros eperiódicos2, que apresentavam informações necessárias para a construção das cartelas1 Química Nova na Escola; Livros: Jogos no Ensino de Química e Biologia (FIALHO, 2007); Jogos didáticos deQuímica (CUNHA, 2000)2 Outras fontes pesquisadas: Química Nova na Escola; http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/nicotina.html;http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/exemplar22.html; Alquimistas e químicos: O passado, o presente e o futuro.José Atílio Vanin. Ed. Moderna. 2005; Para gostar de ler a história da química. Volumes I, II e III. RobsonFernandes de Farias. Editora Átomo, 2005; Lixo: de onde vem? Para onde vai? Francisco Luiz Rodrigues &Vilma Maria Cavinatto. Ed. Moderna, 2003; Gigantes da Ciência. Coleção Calouro. Philipe Cane. Traduzido porJosé Reis. Edições de Ouro, 1959.
  3. 3. identidade do jogo. Estas foram classificadas em: cientistas, conceito e elementos. A seleçãodestas categorias foi devido à abrangência na área de química de modo introdutório e suaaplicabilidade das informações em sala de aula e/ou em situações do cotidiano. A figura 1apresenta alguns livros utilizados para a construção das cartelas.FIGURA 1. Alguns livros utilizados para a construção das dicas das cartelas. Na ordem da esquerda para adireita: Os Botões de Napoleão: As 17 moléculas que mudaram a história; Alquimistas e químicos: O passado, opresente e o futuro; Tratado Elementar de Química de Antonie L. Lavoisier; Para Gostar Ler a História daQuímica e LIXO: de onde vem? Para onde vai? Após o levantamento das categorias foram selecionadas as identidades presentes emcada carta, com a leitura destes materiais, que apresentavam alguma informação sobre cadaidentidade anteriormente escolhida. Cada cartela apresenta 20 dicas, sendo 17 referindo-se a oque deve ser descoberto e 3 referentes a atuação de um jogador durante cada rodada do jogo.Após a elaboração de todas as cartelas identidades, foi feito o layout do tabuleiro a serutilizado no jogo. Com a elaboração das cartelas e tabuleiro, e confecção do jogo físico, foi realizadauma aplicação em uma turma do 1º período do Curso de Licenciatura em Química (UFRPE,2011.1), tendo como objetivo investigar se os licenciandos conheciam o jogo PERFIL® daGROW, qual a dinâmica do jogo, e as dificuldades que os licenciados tiveram na execução domesmo. Deste modo, foi possível a validação de utilização do jogo no ensino superior.Demonstrando assim, mais um instrumento que pode ser utilizado nas aulas de química. A aplicação ocorreu com duas percepções de análise, a dos jogadores e do observador.O primeiro registrava a quantidade de cartelas que acertava; as que não conhecia e as quedespertaram interesse de pesquisa. O último analisava a dinâmica do jogo, anotando asdificuldades apresentadas pelos jogadores, registrando a quantidade de cartelas que saíram narodada. Abaixo segue os questionários de avaliação do jogo Mundo Químico.
  4. 4. Imagem 1. Questionário de avaliação de utilização do jogo Mundo Químico. Após a aplicação do jogo, foram analisados os questionários, respondidos por todos osparticipantes responderam também se utilizariam o jogo com seus alunos na educação básica.RESULTADOS E DISCUSSÕESA construção do Mundo Químico. O jogo foi construído durante 3 meses, com a escolha das identidades das cartelasdentro de três categorias, bem como do estabelecimento das regras. Segundo Chateau (1984)as regras em um jogo é uma necessidade humana de sempre aprimorar o entendimento e oandamento das atividades, possibilitando a criação de variáveis de dinâmica no jogo,construído pelo professor ou pelos próprios licenciandos que estão jogando. As regras doMundo Químico foram construídas baseadas na do próprio jogo tomado como referência, oPERFIL® da GROW. Mas estas podem ser acordadas e modificadas no decorrer de cadarodada, de acordo com o interesse de seus jogadores, e dos objetivos a serem alcançados. Domesmo modo, que o professor pode criar variante de utilização ao utilizar apenas um tipo decategoria de cartela, por exemplo, elementos, quando queira intensificar o assuntos de tabelaperiódica e sua organização. O jogo apresenta 153 cartelas, sendo 49 identidades relacionadas à categoria“Cientistas”, 54 identidades relacionadas à categoria de “Elementos” e 50 identidades sobre“Conceitos”. A tabela 1 apresenta os nomes de todas as identidades de cada cartela do jogo.
  5. 5. CIENTISTAS ELEMENTOS CONCEITOS JONH DALTON HIDROGÊNIO ÁCIDO ACETIL SALICÍLICO ALBERT EINSTEIN HÉLIO PILHA A. L. LAVOISIER LÍTIO GALVANIZAÇÃO ROBERT BOYLE BERÍLIO RADIOATIVIDADE HENRY CAVENDISH BORO ÁGUA JOSEPH PRIESTLEY CARBONO VIDRO ALESSANDRO VOLTA NITROGÊNIO CHORUME AMADEO AVOGADRO OXIGÊNIO RAIOS CATÓDICOS FRIEDRICH WOHLER FLÚOR FORÇAS INTERMOLECULARES LUIS PASTEUR NEÔNIO TABELA PERIÓDICA DIMITRI MENDELEIEV SÓDIO HIDROCARBONETO WILHELM KONRAD ROENGTEN MAGNÉSIO LIGAÇÃO QUÍMICA JOSEPH JOHN TOMSON ALUMÍNIO SABÃO MAX PLANCK SILÍCIO RAIO X MARIE CURIE FÓSFORO ÁCIDO ASCORBICO RICARDO FERREIRA ENXOFRE CHUVA ÁCIDA NIELS BOHR CLORO PLÁSTICO ENRIXO FERMI ARGÔNIO DNA ERNEST RUTHEFORD BERÍLIO FERRUGEM MARKOVINIKOV CÁLCIO POLÍMERO LINUS PAULING ESCÃNDIO SAIS THEODOR SCHWANN TITÂNIO BASE ARRHENIUS VANÁDIO MORFINA VAN DER WALLS CROMO HIDRÓXIDO DE SÓDIO PETER LAURETZ SORENSEN MANGANÊS GLICOSE BUNSEN FERRO PETRÓLEO NOBEL COBALTO CELULOSE GRINGNARD NÍQUEL BOMBA ATÔMICA KEKULÉ COBRE CIMENTO ISAAC NEWTON ZINCO AÇO DE BROGLIE GÁLIO NANOTECNOLOGIA MILLIKAN GERMÂNIO BORRACHA ZAITEV ARSÊNIO ENZIMA HUMPHRY DAVY SELÊNIO GÁS OÔNIO MICHAEL FARADAY BROMO CLORETO DE SÓDIO HENRI LE CHATELIER CRIPTÔNIO ÁCIDO ACÉTICO HENRI BECQUEREL MOLIBDÊNIO NICOTINA PARACELSUS TECNÉCIO BRONZE BERZELIUS PALÁDIO BENZENO JAMES CHADWICK PRATA ACETONA GLEM THEODORE SEABORG ESTANHO VITAMINA CHARLES GOODYEAR IODO PÓLVORA ERWIN SCHÖODINGER TUNGSTÊNIO CAFEÍNA VAN’T HOFF PLATINA PENICILINA JOSEPH GAY-LUSSAC OURO ÁLCOOL ETÍLICO RONAL J. GILLESPIE MERCÚRIO BIODIESEL MOSELEY CHUMBO FERMENTAÇÃO LEWIS POLÔNIO CROMATOGRAFIA JOSEPH LOUIS PROUST FRÂNCIO ANILINA RÁDIO SEROTONINA CÉRIO ACTÍNIO URÂNIO PLUTONIOTabela 1. Nomes das identidades das cartelas presente no jogo Mundo Químico, classificadas por categorias(Cientistas, Elementos químicos e conceitos).
  6. 6. Cada categoria abrange a área química de modo introdutório, e suas informaçõesfazem relação com os assuntos estudados em sala de aula e/ou em situações do cotidiano. Oscientistas, geralmente são citados em sala de aula, quando se fala das teorias e leis que levamseus nomes. Mas, pouco se sabe sobre suas contribuições sobre as pesquisas com detalhes eque estes eram pessoas comuns. Na categoria elementos apresenta-se informações que sãocomplementares àquelas apresentados em sala de aula (propriedades físico-químicas; símbolo,nome). Nos conceitos, apresenta-se cartelas com substâncias do cotidiano, grupos orgânicos,áreas da química, etc. Esta pode contribuir para a (re) construção de conceitos científicos quesão utilizados no cotidiano, permitindo uma assimilação de informações adicionais asconcepções prévias dos licenciandos sobre determinada identidade da carta. Todo o layout do tabuleiro e caixa foi realizada utilizando o programa Corel Draw®,um software da Corel Corporation, utilizado para a criação e edição de design gráfico.Abaixo, segue o layout da caixa e tabuleiro (Imagem 2). Os peões foram adquiridos de outrosjogos, como este ainda é uma versão demo3, os peões definitivos estão em fase de execução,bem como o registro do jogo junto a UFRPE.Imagem 2. Layout da caixa e do tabuleiro construído utilizando o programa de edição Corel Draw. No tabuleiro,se apresenta as três categorias (elementos, cientistas e conceitos); o percurso dos peões e 20 espaços quedemarcam as dicas faladas pelo mediador. Foram confeccionados de forma física apenas dois jogos para a sua aplicação, devidoainda ser uma versão demo.A utilização do Mundo QuímicoA aplicação ocorreu em duas aulas, nas quais foi apresentado o jogo Mundo Químico e suautilização. Os 22 licenciandos da turma UFRPE 2011.1 foram divididos em dois grupos, cadaum com 7 alunos – 6 jogadores e 1 observador. Os demais ficaram observando enquantoaguardavam o encerramento da primeira rodada para participarem da rodada seguinte. Ao todo foram realizadas 4 rodadas, as duas primeiras com uma média de 55 minutose com utilização de 12 cartelas cada, por rodada. As duas últimas tiveram um tempo menor deduração (25 minutos) devido ao término da aula e os alunos participantes não conseguiram3 Produzido para demonstração.
  7. 7. completar o percurso do tabuleiro. Mas, isto não interferiu na análise já que todosresponderam os questionários e expuseram suas opiniões. Um fato interessante que ocorreu durante uma rodada, foi a aluna M.L., 18 anos, quesoube a resposta de uma identidade da cartela (HENRY CAVENDISH), devido ter assistidouma peça de teatro “Uma festa do Céu”4 apresentada na Semana de Química da UFRPE, em2010. Esta peça é uma adaptação do artigo da Nidia Franca Roque, publicada na QuímicaNova na Escola em 2007. A peça fala sobre a história da química do século XVIII,descrevendo a química dos gases desenvolvida por Black, Schelle Pristley, Cavendish eLavosier, além das ideias iniciais propostas por Dalton sobre o modelo atômico. Bohr eBoyle, também aparecem em cena, o primeiro como um organizador de ideias químicas e osegundo como um dos precursores da Química Pneumática (ROQUE, 2007). O relato desta aluna foi importante, porque reforça a iniciativa de se utilizar diferentesestratégias para o ensino de química, seja no campo lúdico (jogo) ou até mesmo nas artes(peça de teatro). Das cartelas utilizadas, os observadores, registraram que os participantes, de modogeral, tiveram dificuldade nas cartelas: CÉRIO, HENRY CAVENDISH, SEROTONINA,BERZELLIUS, THEODOR SCHUMANN e KEKULÉ. Neste caso, no momento após arevelação de todas as dicas, o mediador do momento andava as 20 dicas no tabuleiro. Dos 18 licenciandos que atuaram como jogadores, apenas cinco não conseguiramidentificar nenhuma das cartas utilizadas nas rodadas. Entre as cartelas que foram utilizadas eos licenciandos tiveram maior dificuldade em identificá-las, destaca-se a da SEROTONIA (5licenciandos) e a de AMADEO AVOGADRO (4 licenciandos), Os licenciandos registraram também quais cartelas despertaram seu interesse empesquisar mais informações: BERZELIUS, KEKULÉ (3 licenciandos), THEODORSCHUMANN, ARSÊNIO, FRIEDERICH WÖHLER, SEROTONINA, TECNÉCIO,MORFINA, CÉRIO, BOHR (o aluno justificou que “era devido a sua atuação na criação dabomba atômica”) e o NITROGÊNIO (justificativa: “ser utilizado como antibactericida”). Na parte final da avaliação dos questionários foi verificado se os licenciandosutilizariam o jogo Mundo Químico com seus alunos da educação básica. Com exceção de umlicenciando, os demais (21 licenciados) informaram que sim, devido à interação eapresentação de uma diversidade grande de informações que não são discutidas na aula dequímica. O que postou de forma negativa ao jogo, disse que “está muito complexo”, nomesmo questionário percebeu-se que o mesmo chegou a acertar uma cartela (NITROGÊNIO). A seguir, apresentam-se algumas destas respostas:“Sim, pois além de divertido, é prático e facilita o aprendizado, além de despertar o interessepela busca das respostas”“Sim, pois é um jeito descontraído e interessante de ensinar e estimular a curiosidade dosalunos” “Sim, pois é uma forma mais fácil de aprendizagem. Já que a química é uma matéria vistanegativamente pelos alunos.” “Sim, na hora de descobrir novas coisas o lúdico pra mim é a melhor forma.” Esta última resposta remete-nos a Soares (2008) quando ele diz que em uma atividadelúdica, o jogador se propõe a diversão, tendo o prazer em aprender e jogar. Neste sentido,percebeu-se durante a aplicação do jogo, uma grande interação entre os participantes bemcomo sua empolgação em querer acertar a cartela. Ressalta-se ainda, a inquietação por parte4 Trecho da apresentação da peça disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=CdEGaFGp1fE
  8. 8. de alguns quando estes sabiam da identidade, mas não estavam em sua vez de jogar. Istoremete a competição, mas uma competição com ludicidade (SOARES, 2008), pois o objetivoé aprender se divertindo. Na imagem 3, apresenta-se alguns registros feitos pela pesquisadora durante aaplicação do jogo.Imagem 3. Aplicação do jogo na turma do 1º período do curso de Licenciatura em Química (UFRPE, 2011.1).Nas imagens, percebe-se a interação e atenção por parte dos jogadores na execução do jogo. No final da aula muitos estudantes buscaram informações em relação à construção dojogo, e se estava disponível a venda. Foi explicado para eles que a criação do mesmo surgiumais como uma proposta de criação de um recurso que fosse dinâmico, prezasse pelo lúdico eque, ajuda-se na construção do conhecimento químico. Por fim, é importante salientar que ojogo Mundo Químico está em fase de registro de patente através do Núcleo de InovaçãoTecnológica da UFRPE. Após esta etapa, será realizada uma busca por parcerias, visando àconfecção do mesmo em larga escala.CONCLUSÕES A criação do jogo Mundo Químico demonstra a potencialidade da criação de jogos porparte de licenciados e licenciandos, e de seu uso em ambientes formais e não-formais deensino. Cabe ressaltar, que este jogo foi inicialmente um produto de uma monografia deconclusão do curso de graduação. Neste contexto, os jogos disponíveis para o ensino de química possibilitam aosprofessores uma variedade de estratégias que dependem de seu objetivo e dos assuntos aserem explorados. Além disto, devido ao entusiasmo por parte dos licenciandos queparticiparam da pesquisa e da grande quantidade de informações presente no jogo MundoQuímico, acredita-se que o benefício obtido com o uso deste recurso possibilita a suautilização em diferentes níveis de ensino, a fim de reforçar conteúdos já estudados na área dequímica, bem como de permitir a construção de uma aprendizagem de forma mais lúdica. É importante salientar, que a utilização do presente jogo, pode ser considerada comouma estratégia de incentivo a pesquisa, pois, alguns estudantes foram despertados em buscarinformações sobre aquelas cartelas que eles não conheciam ou, se conheciam a identidade,não tinham domínio de todas as informações sobre a mesma. Outro detalhe importante refere-se ao fato de que, alguns estudantes tiveram interesseem adquirir o recurso. Este interesse ressalta o caráter de diversão do jogo, bem como o
  9. 9. desenvolvimento dos alunos, pois enquanto eles de divertem, de fato estão aprendendo oureforçando informações que eles já sabem. Por fim, a partir destes fatos, acreditamos que a utilização de atividades lúdicas noensino de ciências, e em especial no ensino de química, pode contribuir para aumentar ointeresse pelas ciências, e ajudar no processo de construção do conhecimento.REFERÊNCIASBrasil. PCN+ Ensino médio: orientações educacionais complementares aos ParâmetrosCurriculares Nacionais – Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília:MEC/Semtec, 2002.Chateau, J. O jogo e a criança. Guido de Almeida, São Paulo: Summus Editora, 1984, 84p.Cunha, Marcia Borin da. Jogos didáticos de química. Santa Maria: Grafos, 2000. 110p.Fialho, Neusa Nogueira. Jogos no Ensino de química e biologia. Curitiba: Ibpex, 2007.151p.Kishimoto, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 1996. 62p.Lopes, Maria da Glória. Jogos na Educação: criar, fazer, jogar. 6. ed. São Paulo: Cortez,2005. 160p.Roque, N. F. Uma festa no Céu – Peça de um ato focalizando o desenvolvimento daQuímica a partir do século XVIII. Química Nova na Escola, n. 25, maio 2007.Soares, M. Jogos para o ensino de química: teoria, métodos e aplicações. Guarapari: ExLibris, 2008. 169p.Soares, M. H. F. B e Cavalheiro, E.T.G. O ludo como um jogo para discutir conceitos emtermoquímica. Química Nova na Escola, n. 23, maio, 2006.

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