doenças respiratorias e aviacao aerea

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doenças respiratorias e aviacao aerea

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ HOSPITAL UNIVERSITÁRIO JOÃO DE BARROS BARRETO RESIDÊNCIA MÉDICA EM PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA AULA 09 DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E VIAGENS AÉREAS FLÁVIA MATOS R1 em PNEUMOLOGIA
  2. 2. O Ambiente da Cabine <ul><li>Nas aeronaves comerciais a solução tecnológica para evitar a hipóxia em altas altitudes é a pressurização das cabines. </li></ul><ul><li>Uma pequena parcela do ar, capturada pelas turbinas, é, depois de comprimida, injetada para o interior da aeronave, após processo de resfriamento </li></ul><ul><li>Esse processo determina uma pressão atmosférica no interior da cabine superior ao meio externo, criando um diferencial de pressão através da fuselagem do avião. </li></ul>
  3. 3. O Ambiente da Cabine <ul><li>A umidade no interior da cabine é reduzida. </li></ul><ul><li>O grau de umidade relativa do ar varia de acordo com: </li></ul><ul><ul><li>o tipo de aeronave. </li></ul></ul><ul><ul><li>a duração do vôo. </li></ul></ul><ul><ul><li>o número de passageiros a bordo. </li></ul></ul><ul><ul><li>a posição ao longo da cabine de passageiros, sendo mais alto próximo aos lavatórios e cozinhas de bordo. </li></ul></ul>
  4. 4. O Ambiente da Cabine <ul><li>Os passageiros portadores de doenças brônquicas podem ter o seu quadro agravado pelo ressecamento de secreções respiratórias, com conseqüente dificuldade de expectoração. </li></ul><ul><li>O correto aconselhamento no sentido do uso generoso de líquidos é o maior fator de prevenção deste tipo de problemas. </li></ul>
  5. 5. O Ambiente da Cabine <ul><li>Sistemas de Recirculação de ar </li></ul><ul><ul><li>50% do ar é recirculado e que todo o conteúdo de ar da cabine é renovado a cada 2 a 4 minutos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Não existe fluxo de ar no sentido longitudinal das aeronaves, evitando, assim, a contaminação ambiental, em caso de um passageiro ser portador de uma doença de transmissão respiratória. </li></ul></ul>
  6. 6. A Ambiente da Cabine <ul><li>Filtros HEPA (High Efficiency Particulate Air Filter) </li></ul><ul><ul><li>Retirar do ar partículas bastante pequenas, inclusive microorganismos, como vírus e bactérias, contribuindo para os baixíssimos índices de transmissão de doenças a bordo. </li></ul></ul>
  7. 7. O Ambiente da Cabine <ul><li>A redução da pressão barométrica reduz a oferta de oxigênio. </li></ul><ul><li>A 8000 pés a concentração de O2 na cabine oscila entre 15,1 e 17,1%. </li></ul><ul><li>Em temperatura constante, o volume de uma gás é inversamente proporcional a pressão barométrica (Lei de Boyle), de modo que um mesmo volume de gás ocupa duas vezes mais volume. </li></ul><ul><ul><li>Se existe maior separação entre as moléculas do gás, na realidade temos menos oxigênio por ml de ar inalado. </li></ul></ul>
  8. 8. Contra-indicações Absolutas a Viagens Aéreas <ul><li>Tuberculose pulmonar ativa sem tratamento </li></ul><ul><li>Pneumotórax (há menos de 60 dias) </li></ul><ul><li>Cirurgia torácica recente ( 15 dias). </li></ul>
  9. 9. Contra-indicações Relativas <ul><li>Considerações Gerais </li></ul><ul><ul><li>Saber como está a oxigenação do paciente quando exposto a níveis de menor oferta de oxigênio. </li></ul></ul><ul><ul><li>A expansão dos gases à diminuição da pressão atmosférica, gera distensão dos gases dentro do intestino e estômago: </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Aumenta o volume abdominal e </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Dificulta a expansão torácica e a mobilidade diafragmática </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>Bolhas nos pulmões: se distendem e comprimem o tecido pulmonar, dificultando a respiração. </li></ul></ul>
  10. 10. Principais Leis da Física
  11. 11. Principais Leis da Física
  12. 12. VIDA REAL <ul><li>Relato de apenas um pouso de emergência a cada 40 mil vôos em decorrência de emergências médicas, sendo as respiratórias 10% dessas. </li></ul><ul><li>Em pacientes com DPOC nem a espirometria, a saturação de oxigênio ao nível do mar ou os sintomas do paciente são capazes de predizer com segurança os riscos de uma viagem aérea. </li></ul>
  13. 13. DPOC <ul><li>Deve-se separar duas populações diferentes, aqueles com saturação abaixo e acima de 92%. </li></ul><ul><li>Saturação >92% ao nível do mar não tem limitações para realizar vôos regulares de curta ou longa duração; Não tem sintomas, mas apresentam hiperventilação compensatória. </li></ul><ul><li>Saturação <92% -devem ser testados antes de embarcar para que o façam com segurança. </li></ul>
  14. 14. Susceptibilidade Individual à Hipóxia - Fatores <ul><li>Tabagismo, que produz monóxido de carbono e reduz a capacidade do sangue em se combinar com o oxigênio; </li></ul><ul><li>Ingestão de álcool, que cria a hipóxia histotóxica; </li></ul><ul><li>Condicionamento físico, pois um indivíduo, condicionado fisicamente, em geral, tem maior tolerância aos problemas relacionados à altitude; </li></ul>
  15. 15. Susceptibilidade Individual à Hipóxia - Fatores <ul><li>Aumento da atividade física, por causar maior demanda do corpo para oxigênio e uma instalação mais rápida da hipóxia; </li></ul><ul><li>Taxa metabólica, que é aumentada pela exposição a temperaturas extremas, e, por isso, aumenta as necessidades de oxigênio e reduz o limiar de hipóxia. </li></ul><ul><li>Dieta e nutrição </li></ul><ul><li>Emoções </li></ul><ul><li>Fadiga e doença clínica predisponente. </li></ul>
  16. 16. Indicações de Suplementação de O2 em Viagens Aéreas
  17. 17. Indicações de Suplementação de O2 em Viagens Aéreas
  18. 18. Asmáticos e Viagens Aéreas <ul><li>Principal problema: Hiperresponsividade e a eventual crise de broncoespasmo. </li></ul><ul><li>A exposição ao ar mais frio e seco, o estresse da viagem aérea e as alterações de pressurização despressurização podem desencadear crise de broncoespasmo. </li></ul><ul><li>Deve-se ter uma avaliação espirométrica focando o grau de obstrução e de resposta ao broncodilatador, estimando a gravidade e estabilidade da doença. </li></ul>
  19. 19. Asmáticos e Viagens Aéreas <ul><li>Alergias medicamentosas e alimentares devem ser listadas em forma de atestado médico e encaminhada a companhia aérea com antecedência suficiente para as medidas preventivas. </li></ul><ul><li>Antecipar riscos e evitar um agravamento da doença, seja através de aumento no uso da medicação habitual ou medidas específicas como uso de doses médias de corticóide oral, como fazemos em pré- operatório ou situações de estresse previsíveis com antecedência. </li></ul>
  20. 20. Asmáticos e Viagens Aéreas <ul><li>Crise grave recente(6 a 8 semanas) é indicativo de risco aumentado bem como história de exacerbações em vôos anteriores. </li></ul><ul><li>O paciente deve ser orientado a transportar medicação em quantidade suficiente para tratamento de uma possível crise. </li></ul>
  21. 21. Fibrose Cística <ul><li>Quanto a Hipoxemia requer os mesmos cuidados que a DPOC. </li></ul><ul><li>Infectados cronicamente por Bactérias multirresistentes – riscos aos demais passageiros. </li></ul><ul><li>Ressecamento de secreções – Piora do quadro. </li></ul>
  22. 22. Recomendações Gerais <ul><li>locais como Nepal, Bogotá, La Paz, Quito e Tibet pela altitude oferecem riscos aos hipoxêmicos. </li></ul><ul><li>Não realizarem esforços físicos, alimentações copiosas, ingerir bebidas alcoólicas ou bebidas gasosas em grande volume. </li></ul><ul><li>Devem ser alocados em lugares próximos aos banheiros para em caso de necessidade não necessitarem locomoção por grandes espaços </li></ul>
  23. 23. Quem fornece o O2 <ul><li>A SBPT pesquisou junto às empresas aéreas brasileiras e a ANAC sobre o fornecimento de oxigênio. </li></ul><ul><li>Resposta positiva apenas da TAM. Fornece a um custo de R$ 650,00 desde que o pedido seja feito com antecedência e com documentação médica. </li></ul>
  24. 24. Recursos Médicos à Bordo <ul><li>Aeronaves que comportam mais que 30 passageiros: </li></ul><ul><ul><li>Cilindro de 02 de emergência (sem fluxômetro e sem umidificador) com válvula que libera 2 ou 4 l/min. </li></ul></ul><ul><ul><li>DEA </li></ul></ul>
  25. 25. <ul><li>Acessem o texto de revisão da SBPT na íntegra no Blog da Pneumo/HUJBB: </li></ul><ul><li>http://residenciapneumologiahujbb.wordpress.com/ </li></ul>DÚVIDAS?

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