Ministério da Educação     Secretaria de Educação Profissional e TecnológicaInstituto Federal de Educação Ciência e Tecnol...
Urutaí, 01 de fevereiro de 2012.                                   2
SUMÁRIOAspectos gerais e morfológicos de Pythium aphanidermatum............................ 3Aspectos gerais e morfológico...
Aspectos gerais e morfológicos de Pythium aphanidermatum                                                                Ad...
cystosiphon, P. dactyliferum, P. daphnidarum, P. de-baryanum, P. debaryanum,P. deliense, P. destruens, P. diacarpum, P. di...
Podridões    radiculares   causadas   por   espécies    de   Pythiumaphanidermatum são um importante problema em cultivos ...
O gengibre é uma importante cultura comercial em países tropicais esubtropicais. O caule (rizoma),é utilizado mundialmente...
2. MATERIAIS E MÉTODOS.          O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Microbiologia do InstitutoFederal Goiano Ca...
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO.                  A          B                      C                                      C1   ...
Figura 1. Aspectos morfológicos de Pythium aphanidermatun em folhas depepino A – Esporângio maduro (bar= 16,8 µm), B- Espo...
diâmetro, oósporo parede 0,5-2,8 μ m de espessura. Anterídio(FIG.I. i2) 10-22,5 x 10-12,5 μm.       Micélios brancos, bem ...
CALLS,        Pythium         aphanidermatum.          Disponível      em       <http://www.cals.ncsu.edu/course/pp728/Pyt...
NCBI, A common toxin fold mediates microbial attack and plant defense.Disponível em < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1...
14
Aspectos gerais e morfológicos do fungo Aphanomyces euteiches                                 Drechsler                   ...
países como EUA, Nova Zelândia, Austrália, Taiwan, Coréia, Japão, África doSul, Colômbia, Rússia, Reino Unido e Brasil (FA...
A. euteiches desenvolve-se em condições de clima quente e solo úmido,mas podem sobreviver a uma gama de temperaturas moder...
RESULTADOS E DISCUSSÃO                         18
Descrição micológica      A. euteiches é um oomiceto hialino (Fig. 1CD), apresentando oósporosde 20-35 μm de diâmetro, com...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAGRIOS, G. N. Plant Pathology. Academic Press, London. 1988.ASSIS, L.A.G., COELHO NETTO, R.A., D...
INDEX                 FUNGORUM.                     Disponível                 em:<http://www.indexfungorum.org/Names/Name...
SECRETARIA       DE     DEFESA       AGROPECUÁRIA,     MINISTÉRIO     DAAGRICULTURA,       PECUÁRIA      E    ABASTECIMENT...
Aspectos gerais e morfológicos de Beltrania sp.                                             Carlos Alessandro de Freitas  ...
Kaneh., C. zeylanicum Blume (canela), Citrus limonum Risso (limão), Clusiarosea Jacq. (clúsia miniatura), Cocos nucifera L...
seis espécies hospedeiras e substratos apresentados por: Heredia-Abarca(1994) em Belize e no Peru, Heredia-Abarca e Mercad...
fungos associados ao germoplasma, presente em mudas de café (Coffeaarabica) procedentes da Guiana Francesa. Em estudos rea...
Os propágulos do fungo foram retirados de folhas de café (Coffeaarabica L.). As mesmas foram levadas ao Laboratório de Mic...
Figura 1. Aspectos morfológicos de Beltrania sp. A-B. Hifa, conidióforos econídio (barA = 42 µm e barB = 11,4 µm), C. Coni...
amerosseptado com apêndice (ap) e célula de separação (cs) hialina (bar = 5,6µm).       DESCRIÇÃO MICOLÓGICA       Existem...
LITERATURA CITADAAEROTECHPK.          Microbial   Glossary,     Beltrania.       Disponível     em<http://www.aerotechpk.c...
HEREDIA-ABARCA, G.; MENA PORTALES, J.; MERCADO SIERRA, A.;REYES ESTEBANEZ, M. 1997. Tropical hyphomycetes of Mexico. II. S...
VIDOTTO, V. Manual de micologia médica. Ribeirão Preto, SP: Tecmedd, 2004.ZHUANG, W. Y. Ed. 2001. Higher Fungi of Tropical...
Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris cynodontis                                                    Danilo dos Santo...
et al., 1999), Sorghum halepense (sorgo) (Pratt, 2006), Triticum sp. (trigo)(Sivanesan, 1987) e Zea mays (milho) (Sivanesa...
cynodontis, associado a helicônias foi descrito em Pernambuco e no DistritoFederal (SANTANA et al. 2009).      Uma amostra...
MATERIAIS E METODOS      O trabalho foi realizado no Laboratório de Micologia da EmbrapaCenargem, localizada na Asa Norte,...
RESULTADOS E DISCUSSÃOFigura 1. Aspectos morfológicos do fungo Bipolaris cynodontis. A. Conídiospresos à célula conidiogên...
LITERATURA CITADAFARIAS, C. R. J. de; AFONSO, A. P. S.; PIEROBOM, C. R.; DEL PONTE, E.M.Levantamento regional e identifica...
<http://www.infobibos.com/Artigos/2009_1/Fungos/index.htm>      acesso     em:5/11/2011SANTANA, C. V. S.; SANTOS, A. S.; A...
Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris sorokiniana                                                               Dani...
.Nutricionalmente dependem , portanto do hospedeiro , não trocando desubstrato saprofítico.(REIS &FORCELINI,1995).      Co...
inclusão    da    aveia    na    rotação     de    culturas    com     trigo   oucevada(SIVANESSON,1990).      Bipolaris  ...
O trabalho foi conduzido no laboratório de Micologia Cenargem,localizada em Brasília, DF.      Os propágulos do fungo fora...
RESULTADOS E DISCUSSÕES                          44
Figura 1. Aspectos morfológicos de Bipolaris sorokiniana A.Conidióforogerminando o conídio (bar=1,16µm) ,B. Conidióforo e ...
Conídios pseudo-septados(Fig.1E), fusiformes amplamente elipsoidal. Conídiospseudo septados com atividade metabólica(Fig1G...
LITERATURA CITADAINDEX FUNGORUM, Banco de Dados para Consulta de Táxons Fúngicos.Disponível     em:http://www.indexfungoru...
SIVANESAN, A. List of sets, index of species, and list of accepted names someobsolcie species names in , CMDI Descriptions...
Aspectos gerais e morfológicos de Alternaria padwickii.                                                         Aline Suel...
descrita por Ahmad, S. et al em Fungos do Paquistão.,Sultan AhmadSociedade Micológica do Paquistão(1997) (FARR & ROSSMAN 2...
arroz(Ufpel,   2011).   Outras   hospedeiras   encontradas   foram   BrachiaraDecumbens e Pinus khasya (FARR e ROSSMAN 201...
O trabalho foi realizado no laboratório de micologia da EMBRAPACenargem, localizada na Asa Norte, Brasilia-DF,2010.Os prop...
RESULTADOS E DISCUSSÃOFigura 1. Aspectos morfológicos de Alternaria padwckii em folhas de arroz. A.conídio ovalado com sep...
54
DESCRIÇÃO MICOLÓGICA      Apresenta conidióforos com até 260 μm (Figura 1A), muitas vezesminunciosamente equinulados. Coní...
Tabela 1. Comparação dos elementos morfológicos e morfométricos de    Alternaria padwickii    com os elementos morfológico...
EMBRAPA, Arroz, Resumos Informativos vol.1 Ed. Embrapa, Goiânia, GO,1981.ELLIS, M. B.; Dematiaceous Hyphomycetes. England:...
INDEX FUNGORUM, Banco de Dados para Consulta de Táxons FúngicosDisponível em: <http://www.indexfungorum.org/names/Names.as...
Aspectos gerais e morfológicos de Colletotrichum truncatum                                                  José Carlos Ma...
ET AL., 1998), Zornia glabrata (LENNE, 1990), Zornia glochidiata (LENNE,1990), Zornia latifolia (LENNE, 1990), Zornia sp. ...
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Descrições Micológicas
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Descrições Micológicas

5,917

Published on

1 Comment
2 Likes
Statistics
Notes
  • Interesante presentacion sobre oftalmologia costa rica, me fue de mucha utilidad ya que estoy iniciando mis estudios en oftalmologia, si están interesados comparto con ustedes el sitio http://medicoscr.net/78-oftalmologia.html donde encontrarán un directorio de especialistas en esta área, saludos y espero ver más aportes.
       Reply 
    Are you sure you want to  Yes  No
    Your message goes here
No Downloads
Views
Total Views
5,917
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
191
Comments
1
Likes
2
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Descrições Micológicas

  1. 1. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e TecnológicaInstituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Goiano Curso de Agronomia ATLAS DE DESCRIÇÕES MICOLÓGICAS Turma 2º. Semestre 2011. 1
  2. 2. Urutaí, 01 de fevereiro de 2012. 2
  3. 3. SUMÁRIOAspectos gerais e morfológicos de Pythium aphanidermatum............................ 3Aspectos gerais e morfológicos do fungo Aphanomyces euteiches Drechsler ....9Aspectos gerais e morfológicos de Beltrania sp................................................ 12Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris cynodontis................................... 15Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris sorokiniana.................................. 20Aspectos gerais e morfológicos de Alternaria padwickii.....................................25Aspectos gerais e morfológicos de Colletotrichum truncatum........................... 29Aspectos gerais e morfológicos do fungo Monilia fructicola (Wint.) Honey.......33Aspectos gerais e morfológicos do fungo Alternaria dianthicola .......................35Aspectos gerais e morfológicos de Cylindrocladium pteridis .............................39Aspectos gerais e morfológicos de Coemansia aciculifera................................46Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris spicifera....................................... 49Aspectos gerais e morfológicos de Colletotrichum falcatum..............................54Aspectos gerais e morfológicos de Nectria galligena.........................................57Aspectos gerais e morfológicos de Coniothyrium sp......................................... 61Aspectos gerais e morfológicos de Cylindrocarpon destructans .......................66Aspectos gerais e Morfológico de Fusarium solani............................................70Aspectos gerais e morfológicos de Fusarium semitectum.................................74Aspectos gerais e morfológicos de Fusarium graminearum.............................. 80Aspectos gerais e morfológicos de Fusarium decemcellulare ........................... 83 3
  4. 4. Aspectos gerais e morfológicos de Pythium aphanidermatum AdrianoMartins Barbosa INTRODUÇÃO. Foi descrito pela primeira vez por Edson Fitzp, em 1923 e suaclassificação taxonômica se dispõe da seguinte forma:, pertencente ao reinoChromista. sub-reino Chromobiota, filo Oomycota, domínio Eukaryota, famíliaPythiaceae, classe Oomycetos, ordem Pythiales. Possui como sinonímiasNematosporangium aphanidermatum Fitzp (1923) e Rheosporangiumaphanidermatum Edson (1915) (INDEXFUNGORUM, 2011) Apresenta como forma teleomórfica, Thanatephorus cucumeris, não éconhecida forma anamórfica para este fungo. (ITFNET, 2011) Se trata de um patógeno cosmopolita (ocorre em todo o mundo), comuma ampla gama de hospedeiros. O Pythium aphanidermatum produz uma proteína que as vezesapresenta semelhanças estruturais com toxinas citolítica produzida pororganismos marinhos (actinoporins).(NCBI, 2011) Na ausência do hospedeiro, sobrevive saprofiticamente(Obtendo os nutrientes necessários para seu desenvolvimento a partir detecidos mortos) em restos culturais ou permanece dormente no solo, através deseu oósporo. Apresentam celulose em sua parede celular ao invés de quitina(BERGAMIN & KIMATIET al., 1995). O gênero Pythium apresenta em torno de 210 espécies, dentre asquais, as 100 mais conhecidas são P. abappressorium, P. acanthicum, P.acanthophoron, P. acrogynum, P. adhaerens, P. afertile, P. akanense, P.amasculinum, P. anandrum, P. anguillulae, P. anguillulae-aceti, P. angustatum,P. aphanidermatum, P. apleroticum, P. aquatile, P. aristosporum, P.arrhenomanes, P. ascophallon, P. attrantheridium, P. australe, P. betae • P.bifurcatum, P. boreale, P. borealis, P. buismaniae, P. butleri, P. campanulatum,P. canariense • P. capillosum, P. carbonicum, P. carolinianum, P. catenulatum, P.chamaehyphon, P. chlorococci, P. chondricola, P. circumdans, P. citrinum, P.coloratum, P. complens, P. conidiophorum, P. connatum, P. contiguanum, P.cryptoirregulare, P. cucurbitacearum, P. cylindrosporum, P. cystogenes, P. 4
  5. 5. cystosiphon, P. dactyliferum, P. daphnidarum, P. de-baryanum, P. debaryanum,P. deliense, P. destruens, P. diacarpum, P. diameson • P. dichotomum • P.diclinum • P. dictyospermum • P. dictyosporum • P. dimorphum, P. dissimile, P.dissotocum, P. drechsleri, P. echinocarpum, P. echinulatum, P. elongatum, P.epigynum, P. equiseti , P. erinaceum, P. fabae, P. fecundum ,P. ferax , P.fimbriatum • P. flavoense • P. flevoense • P. fluminum var. flavum • P. fluminumvar. fluminum ,P. folliculosum, P. fragariae, P. gibbosum, P. globosum, P.glomeratum, P. gracile • P. graminicola • P. grandilobatum • P. grandisporangium• P. helicandrum • P. helicóides, P. hemmianum, P. heterothallicum, P.hydnosporum, P. hydrodictyorum, P. hypoandrum, P. hypogynum, P.imperfectum, P. incertum, P. indigoferae, P. inflatum,P. insidiosum, P.intermedium. (ZIPCODEZOO, 2011) É uma espécie agressiva de Pythium, suas ações de patogenia emplantas incluem tombamento de raiz, caule e também apodrecimento, étambém praga de gramíneas e frutas. É de preocupação econômica na maioriados anuários. O fungo prefere temperaturas entre 27 e 34°C e piso molhado(potencial hídrico de 0 a -0,01 bars). Tem uma ampla gama de hospedeiros,provoca perdas econômicas na produção de beterraba, pimentão, crisântemo,cucurbitáceas, algodão e gramíneas. Sobrevive e cresce melhor em solosúmidos. Temperaturas quentes favorecem seu desenvolvimento, o que o tornaum problema na maioria estufas. (CALS, 2011) Existem no mundo 576 relatos de Pythium aphanidermatum em 236hospedeiros diferentes, estes casos ocorreram nos seguintes países: África doSul, Austrália, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, China, Costa Rica, Espanha,França, Geórgia, Gana, Grécia, Havaí, Honduras, Hong Kong, Índia, Inglaterra,Indonésia, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Kênia, Koreia, Malauí, PenínsulaMalaia, Malásia, México, Nepal, Noruega, Panamá, Polônia, Porto Rico,Rússia, Sudão, Taiwan, Tanzânia, Tailândia, Venezuela, Ilhas Virgens, Zâmbiae Zimbábue. (FARR E ROSSMAN, 2011). No Brasil P. aphanidermatum foi encontrado nos seguinteshospedeiros: Arachis hypogaea, Capsicum sp., Citrus sp., Cucumis sativus,Luffa acutangula, Lycopersicon esculentum, Phaseolus vulgaris, Saccharumofficinarum, Solanum gilo, Solanum melongena, Stapelia grandiflora, Vignaunguiculata e Zea mays (FARR E ROSSMAN, 2011). 5
  6. 6. Podridões radiculares causadas por espécies de Pythiumaphanidermatum são um importante problema em cultivos hidropônicos.Sintomas de subdesenvolvimento são observados nas plantas parasitadas pelopatógeno, sendo muitas vezes não diagnosticados pelo produtor. A inoculaçãodas plantas com Pythium aphanidermatum ocasionou o subdesenvolvimento,sendo essa diminuição de 20%. (CORRÊA, BETTIOL, SUTTON, 2010) As podridões de raízes e de colos de plantas encontram-se entre osproblemas fitossanitários de maior importância mundial. Vários são osfitopatógenos de solo associados às podridões e ao tombamento de plântulas,e algumas espécies do gênero Pythium estão entre as mais preocupantes, poisestão amplamente distribuídas e afetam uma grande variedade de culturas deimportância econômica (MARTIN & LOPER, 1999 apud LUCON et al. 2008).Quando as condições ambientais encontram-se favoráveis aos patógenos eadversas às plantas, esses podem causar grandes prejuízos aos produtores,principalmente nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura (KUCHAREK,2000; TANAKA et al., 2003 apud LUCON et al. 2008). Canagallo (2009) lista Pythium aphanidermtum (Edson) Fitzpatrick, P.aristoporum Vanterpool, P. arrhenomanes Drechs, P. Subrum graminicola, P.Irregulare, P. myriotylum Drechs, P. volutum, P. vanterpooli Kouy & Kouy, comoespécies de Pythium que podem infectar raízes e coroas de espécies degramíneas na estação inverno. Os sintomas podem aparecer em qualquerépoca do ano, embora são mais associados com períodos de chuvosos, oucom irrigação excessiva, também solos com pouca drenagem ou muitocompactados. As cucurbitáceas, principalmente o pepino, são bastante suscetíveis aoataque de Pythium spp.; em condições de temperaturas mais elevadas, aespécie P. aphanidermatum é encontrada com grande freqüência (Kucharek,2000). Os principais agentes causais da prodidão incluem Pythiumaphanidermatum, Pythium dissotocum, Pythium ultimum var. Ultimum.Atcacam diversas culturas hidropônicas, dentre as quais incluem-se pepino,tomate, pimentão, espinafre, alface, capuchinha, rúcula, rosa, e crisântemo.(SUTON, et al.2006) 6
  7. 7. O gengibre é uma importante cultura comercial em países tropicais esubtropicais. O caule (rizoma),é utilizado mundialmente como uma especiariapara aromatizar uma infinidade de alimentos e derivados. Ele também é usadoem medicamentos, especialmente em medicamentos tradicionais da Índia(LAWRENCE 1984;. SELVAN et al 2002) apud (P.G. KAVITHA & G. THOMAS).A Índia é o maior produtor e exportador de gengibre do mundo, seguido pelaChina, Nigéria, Indonésia, Bangladesh e Tailândia. Na Índia,o estado de Keralaocupa o primeiro lugar em termos de área plantada e produção total (SELVANet al. 2002 apud (P.G. KAVITHA & G. THOMAS 2004) A podridão mole é uma doença altamente destrutiva no gengibre; emalgumas áreas do mundo, a podridão mole é conhecida por destruir 80 a 90%da safra anual (LAWRENCE 1984; DAKE, 1995) apud (P.G. KAVITHA G.THOMAS). Muitas espécies do patógeno Pythium têm sido associadass apodridão mole, mas, deles, a espécie mais prevalecente e amplamentedistribuída é Pythium. aphanidermatum (DAKE E EDISON 1989) apud (P.G.KAVITHA G. THOMAS) É uma espécie agressiva de Pythium, causando tombamento de raiz,caule e também apodrecimento, é também praga de gramíneas e frutas. É depreocupação econômica na maioria dos anuários O fungo prefere temperaturasentre 27 e 34°C e piso molhado (potencial hídrico de 0 a -0,01 bars). Tem umagama de hospedeiros muito ampla, provoca perdas econômicas na produçãode beterraba, pimentão, crisântemo, cucurbitáceas, algodão e gramíneas. Elesobrevive e cresce melhor em solos úmidos. Temperaturas quentes favorecemo patógeno, tornando-se um problema na maioria estufas. (CALS, 2011) Como praga, pode ser combatido com controle biológico, utilizandomicrorganismos como as Pseudomonas fluorescens, Clonostachys rósea,Bacilluss subtilis, Trichoderma spp.(PORTALHIDROPONIA, 2011) Não existem relatos oficiais a respeito de infecções em seres humanoscausadas a partir de P. aphanidermatum. (JCM, 2011) Não existem relatos oficiais a respeito de infecções causadas apartir de Pythium aphanidermatum em seres humanos. (JCM, 2011) O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicosdo fungo Pythium aphanidermatum 7
  8. 8. 2. MATERIAIS E MÉTODOS. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Microbiologia do InstitutoFederal Goiano Campus Urutaí, sob a supervisão do professor Dr. Milton Luizda Paz Lima. Os propágulos fungicos foram extraídos de uma amostra de pepinocontaminada que foi enviada ao laboratório, com o uso do microscópioestereoscópico, observou-se a região lesionada, depois de observada, aamostra foi levada a bancada. Com o auxílio de uma pinça, uma lâmina foi flambada no bico deBunsen e colocada sobre a bancada, e no seu centro foi gotejada uma gota decorante azul de algodão lactophenol. Com uma agulha esterilizada em bico deBunsen, extraíram-se os propágulos por meio de raspagem, em seguida ospropágulos foram depositados na gota de corante presente no centro dalâmina. Logo em seguida uma lamínula foi sobreposta a região da lâminaaonde se encontrava os propágulos, o excesso de corante removido com papelhigiênico, e a lamínula vedada a lâmina com o uso de esmalte. Após preparada, a lâmina semi-permanente foi levada ao microscópioóptico, onde se utilizou da objetiva menor de 4x para a localização dasestruturas fungicas presentes na lâmina. Depois de localizadas, foramobservadas com objetivas maiores, de 10x e posteriormente de 20x e tambémde 40x. Utilizando uma objetiva métrica, foram também medidas as estruturasfungicas, e estabelecida uma média para o tamanho das mesmas. Fazendo uso de uma câmera digital modelo Canon PowerShot a580,as estruturas foram microfotografadas e comparadas a literaturas e imagens,com base nas comparações, identificou-se o fungo pertencente ao gêneroPythium aphanidermatum.As microfotografias foram editadas com o software Paint, e com o auxílio dotambém software PowerPoint, foi confeccionada uma prancha para facilitar avisualização da descrição micológica. 8
  9. 9. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO. A B C C1 c2 F D d1 d2 E I G i1 H i2 M m & A B o b P a L z s r . , i 9
  10. 10. Figura 1. Aspectos morfológicos de Pythium aphanidermatun em folhas depepino A – Esporângio maduro (bar= 16,8 µm), B- Esporângio jovem (bar= 17,5µm), C. Esporângios (c2) em diferenciação para formação de zoósporo (c1)(bar= 11,25 µm), D. Oogônio (d1)(bar= 19,28 µm) esporângio (d2), E. Hifas eesporângios (bar= 15 µm), F. Esporângios imaturos, maduros e diferenciados(bar= 3,71 µm), G – Esporângios em processo de liberação de zoósporos (bar=5,45 µm), H. Esporângios (bar= 15,6 µm), I. Oogônios (i1) e anterídios (i2)(bar= 12,6 µm).Descrição Micológica: Esporângios(FIG.A, FIG.B, FIG.C, c2) lobulados, simples ouramificadas. Oogônio(FIG.D.d1) terminal, principalmente, tendo um únicoanterídio por oogônio. Oósporos apleuríticos. Anterídios cilíndricos ou em formade barril, muitas vezes intercalados e terminais. Dimensões: esporângios (FIG.C) 107-200 x 7-13,4 μ m; Vesículas 30-50 μ m de diâmetro. Oogônio 25-32,5µm de diâmetro, oósporos 17,5-25 µm de 10
  11. 11. diâmetro, oósporo parede 0,5-2,8 μ m de espessura. Anterídio(FIG.I. i2) 10-22,5 x 10-12,5 μm. Micélios brancos, bem desenvolvidos, mas não tão abundantes erobustos como Pythium butleri. Hifas(FIG.E) até 7,5 μ m de diâmetro.Zoosporângio produzido apenas na cultura líquida, geralmente menor e menose ramificados que aqueles Pythium butleri. Zoósporos(FIG.G)(FIG.H) Encistadodiâmetro 9 μm. Oogônios(FIG.I.i1) normalmente abundantes na cultura e nohospedeiro terminal, sobre as hifas(FIG.E) laterais, 19-29μm, parede lisa.Anterídio terminais ou intercalados, em forma de barril e amplamente clavados,9-11 x 10-14μm, mais geralmente produzido ao lado do oogônio. Oósporomuito solto no oogônio, parede 2μm grosso, lisoQuadro comparativoEstruturas Barbosa, A.M. (2011) FITZP, E.Esporângios 95-210x11-14,6 µm 107-200x7-13,4 µmOogônio 20-28 µm diâmetro 25-35,5 µm diâmetroOósporo 14,75-27 µm diâmetro 17,5-25 µm diâmetroAnterídio 7-20,5x8,5-12 µm 10-22,5x10-12,5LITERATURA CITADA.BUZINA, W.; BRAUN, H., SCHIMPL, K., & Heinz STAMMBERGER, H. Bipolarisspicifera Causes Fungus Balls of the Sinuses and Triggers Polypoid ChronicRhinosinusitis in an Immunocompetent Patient. 2003 11
  12. 12. CALLS, Pythium aphanidermatum. Disponível em <http://www.cals.ncsu.edu/course/pp728/Pythium/Pythium_aphanidermatum.html>. Acessado em outubro de 2011.CANEGALLO, A. Enfermedades en céspedes. Tropical plant pathology volume34 (suplemento) i a liii - s1 a s370 - agosto 2009CORREA, E. B.; BETIOL, W.; SUTON, J.C. Controle biológico da podridãoradicular (Pythium aphanidermatum) e promoção de crescimento porPseudomonas chlororaphis 63-28 e Bacillus subtilis GB03 em alfacehidropônica. Summa phytopathol. vol.36 no.4 Botucatu Oct./Dec. 2010FARR E ROSSMAN, Banco de dados para consulta de taxons fungicos.Disponível em < http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/>. Acessado emdezembro de 2011.ITFNET, Diseases of Papaya. Disponível em< http://www.itfnet.org/contents/fruit/fruitInfo/html/trdLevel848.html >. Acessadoem outubro de 2011.JCM, Pythium aphanidermatum Infection following Combat Trauma. Disponívelem < http://jcm.asm.org/cgi/content/abstract/49/10/3710 >. Acesso em outubrode 2011.KAVITHA, P.G & G. THOMAS, G. Evaluation of Zingiberaceae for resistance toginger soft rot caused by Pythium aphanidermatum (Edson) Fitzp. IssueNo.152, page 54 to 57, 2004.LUCON, C. M. M.; AKAMATSU, M. A.; HARAKAVA, R. Promoção decrescimento e controle de tombamento de plântulas de pepino porrizobactérias. Pesq. agropec. bras. v.43 n.6 Brasília jun. 2008 12
  13. 13. NCBI, A common toxin fold mediates microbial attack and plant defense.Disponível em < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19520828 >. Acessadoem outubro de 2011.PORTALHIDROPONIA, Pythium aphanidermatum em Sistema Hidroponico.Disponível em<http://www.portalhidroponia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=175&Itemid=30 >.Acessado em outubro de2011.SUTTON, J. C.; SOPHER, C. R.; OWEN-GOING, T. N.; LIU, W.; GRODZINSKI,B.; HALL,J. C.; BENCHIMOL, R. L. Etiology and epidemiology of Pythium rootrot in hydroponic crops: current knowledge and perspectives. SummaPhytopathologica, Botucatu, v. 32, n. 4, p. 307-321, Oct./Dec. 2006.WATERHOUSE, G.M. & WATERSON, J.M. C.M.I. Descriptions of pathogenicFungi and Bacteria No.36, outubro 1964.ZIPCODEZOO, Disponível em<http://zipcodezoo.com/Chromista/P/Pythium_aphanidermatum/#SimilarSpecies>. Acessado em outubro de 2011.INDEX FUNGORUM Disponível em:http://www.indexfungorum.org/names/NamesRecord.asp?RecordID=257040.Acesso em: 20 de outubro de 2011.BERGAMIN F., A. KIMATI, H. AMORIM, L. et al. Manual de Fitopatologia.3ed.São Paulo -SP:Agronômica Ceres LTda. 2005. 13
  14. 14. 14
  15. 15. Aspectos gerais e morfológicos do fungo Aphanomyces euteiches Drechsler Caio Abdalla Kehdy Alguns fungos oomicetos podem ser considerados os patógenos maisdestrutivos da natureza e de plantas domesticadas. Um acontecimento degrande importância associado à um fungo oomiceto foi a fome da batata, em1845, na Irlanda, onde a presença do agente etiológico, causador da requeimada batata, desencadeou uma epidemia da doença, levando à grandes perdasnas lavouras e a morte de mais de dois milhões de irlandeses (AGRIOS, 1988). Os oomicetos se assemelham a fungos verdadeiros (pertencentes aoReino Fungi) em morfologia (crescimento micelial) e no estilo de sobrevivênciade muitas espécies patogênicas. No entanto, há muito tempo se sabe que elesdiferem dos fungos verdadeiros em muitos aspectos fisiológicos, por exemplo,sua parede celular é composta principalmente de celulose em vez de quitina(BALDAUF et al., 2000). O gênero Aphanomyces pertence a uma ordem de oomicetos(Saprolegniales) que é filogeneticamente separados de outras ordens, como aPeronosporales e Pythiales, onde outros patógenos de plantas importantes sãoencontrados (PETERSEN e ROSENDAHL, 2000). O fungo Aphanomyces euteiches Drechsler é um teleomorfo pertence àclasse Oomycota, ordem Saprolegniales, gênero Aphanomyces, espécie A.euteiches (INDEX FUNGORUM, 2011). De acordo com o Index Fungorum (2011), não há descrição e/ouidentificação da fase anamórfica e nenhuma sinonímia para fungo em questão(INDEX FUNGORUM, 2011). A espécie A. euteiches foi relatada infectando hospedeiros como Avenabyzantina, Avena sativa, Festuca elatior, Festuca rubra, Setaria viridis, Stipaviridula, Phaseolus vulgaris, Capsicum frutescens, Linum usitatissimum,Lycopersicon esculentum, Monochoria korsakowii, Spinacia oleracea, Viola sp,Equisetum palustre, Lathyrus palustris, Rorippa amphibia e Beta vulgaris, em 15
  16. 16. países como EUA, Nova Zelândia, Austrália, Taiwan, Coréia, Japão, África doSul, Colômbia, Rússia, Reino Unido e Brasil (FARR E ROSSMAN, 2011). A. euteiches é o patógeno responsável por causar em plantas, umadoença chamada podridão radicular. Espécies deste patógeno podem infectaruma grande variedade de legumes (MALVICK e PERCICH, 1998). Os sintomas geralmente são semelhantes entre os vegetais infectados,no entanto o ciclo da doença pode diferir entre plantas anuais e perenes. Apodridão de Aphanomyces raramente resulta em podridão de sementes e/outombamento pré-emergente (PERSSON e OLSSON, 2000). A podridão radicular causada por A. euteiches é um exemplo de umadoença monocíclica, causando danos apenas em um ciclo de infecção portemporada, ao contrário de doenças policíclicas, que podem infectar novoshospedeiros e produzir ciclos múltiplos de doença dentro de uma únicatemporada. A. euteiches geralmente não é um saprófita na natureza e podemser cultivados em meio de cultura em laboratório (WAKELIN et al., 2006). O patógeno pode potencialmente infectar hospedeiros a qualquermomento na estação de crescimento, mas a infecção normalmente começadurante a emergência das plântulas. A principal fonte de inóculo são osoósporos, que podem ser encontrados tanto no solo ou em restos de plantashospedeiras infectadas (WAKELIN et al., 2006). Os sintomas na planta aparecem dentro de 10 dias após a infecção dopatógeno, e oósporos podem ser formados entre 7 e 14 dias. Os oósporos setornam dormentes depois de ser formado, e pode sobreviver por mais de 10anos (LEVENFORS et al., 2003). De acordo com a Embrapa Banco de Dados Brasileiro de Micologia(2011), já houve relatos de A. euteiches no Brasil em lentilha. E segundo aSecretaria de Defesa Agropecuária, Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (2011), atualmente, o Brasil encontra-se livre da doençacausada pelo patógeno durante o ciclo da cultura da lentilha, podendo serexportador de sementes e grãos. 16
  17. 17. A. euteiches desenvolve-se em condições de clima quente e solo úmido,mas podem sobreviver a uma gama de temperaturas moderadas. A infecção émais comum quando as plantas hospedeiras estão em fase de mudas, equando as temperaturas ficam entre 22-28ºC. A infecção torna-se mais fácil napresença de água, que favorece a movimentação do oósporos (LEVENFORSet al., 2003).O objetivo deste trabalho foi apresentar aspectos gerais e morfológicos dofungo Aphanomyces euteiches. MATERIAIS E MÉTODOS O trabalho foi desenvolvido no Laboratório de Microbiologia do InstitutoFederal Goiano Campus Urutaí, onde foi analisado em microscópio óptico,uma lâmina semi- permanente, pertencente à coleção micológica doLaboratório de Microbiologia. Nesta lâmina semi-permanente estavampresentes as estruturas do fungo, colocadas em corante azul de algodão, soblamínula e vedadas com esmalte. As lâminas foram visualizadas em microscópio óptico 10x e 40x paraidentificação das estruturas do fungo presentes na lâmina. Foram feitas asmedições das estruturas do patógeno em microscópio óptico e tiradas fotoscom câmera digital Canon® modelo Power Shot A580, dos frutos de pêssegocom os sintomas e sinais do patógeno em microscópio estereoscópio e dasestruturas do fungo presentes nas lâminas visualizadas no microscópio ópticoem ocular 40x. A prancha de fotos foi confeccionada utilizando o programaMicrosoft Office Power Point e programa de edição de imagens PhotoScape. 17
  18. 18. RESULTADOS E DISCUSSÃO 18
  19. 19. Descrição micológica A. euteiches é um oomiceto hialino (Fig. 1CD), apresentando oósporosde 20-35 μm de diâmetro, com paredes espessas (Fig.1A) (Tab.1)(NECHWATAL, WIELGOSS e MENDGEN, 2007). A germinação do oósporo pode ser de forma direta ou indireta. Dequalquer maneira, infecção começa na célula da extremidade da raiz da plantahospedeira. Na germinação direta, o oosporo produz hifas que penetramdiretamente nas células da planta hospedeira (Fig. 1B). Na germinaçãoindireta, o oosporo produz esporângios que liberam zoósporos. Os zoósporosentão encistam sobre as células da planta hospedeira, e germinar. Após agerminação direta ou indireta, as hifas A. euteiches colonizam o tecidohospedeiro através de crescimento inter e intra-celular. Para a reproduçãosexual, as hifas desenvolvem gametângios masculino e feminino chamado,respectivamente, anterídio e oogônio (BERGAMIN FILHO et al., 1995).Tabela 1. Comparação dos elementos morfológicos e morfométricos de Moniliafructicola do isolado em estudo com os descritos por Assis et al.. (2011).Descrição morfológica Isolado em estudo Assis et al. (2011) e morfométrica Coloração Hialino Hialino Paredes Espessas ndDiâmetro dos oósporos 20-35 μm 28 (22-32) μm 19
  20. 20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAGRIOS, G. N. Plant Pathology. Academic Press, London. 1988.ASSIS, L.A.G., COELHO NETTO, R.A., DEZORDI, C., HANADA, R.E.Ocorrência de podridão radicular em Phaseolus vulgaris no estado doAmazonas. In: XLIV Congresso Brasileiro de Fitopatologia, 2011. BentoGonçalves - RS. Summa Phytopatologica, 2011. v. 37.BALDAUF, S. L., ROGER, A. J., WENK-SIEFERT, I. AND DOOLITTLE, W. F. Akingdom-level phylogeny of eukaryotes based on combined protein data.Science 290(5493): pág. 972-977. 2000.BERGAMIN FILHO, A.; KIMATI, H.; AMORIM, L. Manual de Fitopatologia. 3 ed.vol. 1. São Paulo. Agronômica Ceres, 1995.EMBRAPA BANCO DE DADOS BRASILEIRO DE MICOLOGIA. Disponível em:<http://pragawall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/michtml/micbanco01a.asp>Acessado em: 02/11/2011.FARR e ROSMAN, SBML Systematic Botany of Mycological Resources.Disponível em: <http://www.ars.usda.gov/main/site_main.htm?modecode=12-75-39-00>. Acessado em: 04/11/2011. 20
  21. 21. INDEX FUNGORUM. Disponível em:<http://www.indexfungorum.org/Names/Names.asp>. Acessado em:03/12/2011.LEVENFORS, J. P., WIKSTRÖM M., PERSSON, L., GERHARDSON, B.Pathogenicity of Aphanomyces spp. from different leguminous crops in Sweden.European Journal of Plant Pathology 109(6): pág. 535-543. 2003.MALVICK, D. K., GRAU, C. R. Aphanomyces euteiches races associated withalfalfa in the Midwestern U.S. Phytopathology 91(6 Supplement): 57p. 2001.MALVICK, D. K., PERCICH, J. A. Genotypic and pathogenic diversity amongpeainfecting strains of Aphanomyces euteiches from the central and westernUnited States. Phytopathology 88(9): pág. 915-921. 1998.NECHWATAL, J., WIELGOSS, A., MENDGEN, K. Diversity, host, and habitatspecificity of oomycete communities in declining reed stands (Phragmitesaustralis) of a large freshwater lake. Mycological research, in press. 2007.PERSSON, L., OLSSON, S. Abiotic characteristics of soils suppressive toAphanomyces root rot. Soil Biology & Biochemistry 32(8-9): pág. 1141-1150.2000.PETERSEN, A. B., ROSENDAHL, S. Phylogeny of the Peronosporomycetes(Oomycota) based on partial sequences of the large ribosomal subunit (LSUrDNA). Mycological Research 104: pág. 1295-1303. 2000. 21
  22. 22. SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA, MINISTÉRIO DAAGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Disponível em:<http://www.apps.agr.br/legislacao/?INFOCOD=114>. Acessado em:05/11/2011.WAKELIN, S. A., WALTER, M., JASPERS, M., STEWART, A. Biological controlof Aphanomyces euteiches root-rot of pea with spore-forming bacteria.Australasian Plant Pathology 31(4): 401-407. 2002. 22
  23. 23. Aspectos gerais e morfológicos de Beltrania sp. Carlos Alessandro de Freitas Acadêmico do Curso de Agronomia INTRODUÇÃO De acordo com KIRK et al. (2001) Beltrania sp. foi registrada em 1882por Penz, e é a forma anamórfica de um ciclo desconhecido da divisãoAscomycota. Sendo, um fungo pertencente ao Reino Fungi, Insertae sedis(grupo incerto), Fungos Mitospóricos, subgrupo Hyphomycetes, e nãoapresenta sinonímia (INDEX FUNGORUM, 2011). Estima-se que, em termos mundiais, os Fungos Mitospóricos sejamconstituídos por 2.600 gêneros e 15.000 espécies (GRANDI, 2011). Dentreesses gêneros está Beltrania, que, segundo INDEX FUGORUM (2011),atualmente apresenta, 15 espécies válidas descritas, como: Beltrania africanaS. Hughes (1951), B. circinata Bhat & W.B. Kendr (1993), B. concurvisporaMatsush (1975), B. eremochloae M. Zhang & T.Y. Zhang (2003), B. indicaSubram (1952), B. magnoliae M. Morelet & Vivant (2001), B. malaiensis Wakef(1931), B. mangiferae Munjal & J.N. Kapoor (1963), B. muelleri V.G. Rao &Varghese (1978), B. multispora H.J. Swart (1958), B. mundkurii Piroz. & S.D.Patil (1970), B. onirica Lunghini (1981), B. querna Harkn (1884), B. rhombicaPenz (1882) e B. santapaui Piroz. & S.D. Patil (1970). Além dessas espécies,há uma variedade: B. rhombica var. rhombica Penz (1882). De acordo com FARR e ROSSMAN (2011) existem 165 registros deocorrência no mundo em 90 espécies de plantas hospedeiras de Beltrania, quesão: Alchornea triplinervia Müller (Pau-óleo), Ananas comosus L. (abacaxi),Apeiba sp. (pau-jangada amazônico), Archontophoenix alexandrae (F. Muell.)H. Wendl. & Drude (palmeira real), Artocarpus communis Forst (fruta do pão),A. heterophyllus Lam. (jaca), Averrhoa carambola L. (carambola), Bonnetia sp.,Caesalpinia pulcherrima L. (flamboianzinho), Camellia sinensis L. (chá-verde),Canavalia sp.; Castanopsis cuspidata Thumb., Castanopsis cuspidata var.sieboldii Makino, C. fissa Champ., Chrysalidocarpus lutescens H. Wendl.(palmeira-areca), Chrysophyllum cainito L. (caimito ou abio-do-pará), Cicerarietinum L. (grão-de-bico), Cinnamomum burmannii Blume., C. osmophloeum 23
  24. 24. Kaneh., C. zeylanicum Blume (canela), Citrus limonum Risso (limão), Clusiarosea Jacq. (clúsia miniatura), Cocos nucifera L. (coco), Cornus controversaHemsl. (variegata), Cunninghamia lanceolata (Lamb.) Hook. (pinheiro chinês),Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. (flamboyant), Dichopsis gutta (Hook.) Benth.(isonandra), Diospyros discolor Willd. (caqui), Eichhornia crassipes (Mart.)Solms (aguapé), Eperua falcata Aubl. (espadeira), Eremochloa ciliaris (L,)Merr., Esenbeckia macrocarpa Hub. (angelim do cerrado), Eucalyptuscamaldulensis Dehnh. (eucalipto), E. grandis W. Hill (eucalipto), E. robusta Sm.(eucalipto), Eucalyptus sp. (eucalipto), E. tereticornis Sm. (eucalipto), Eugeniaaromatica O. Berg (cravo-da-índia), Eugenia sp. (pitanga), Euphoria longanaLamk (longan), Exostema sp. (pers.) Rich., Ficus cuspidatum-caudata Hayata(ficos), F. pleurocarpa F. Muell. (ficos), Ficus sp. (ficos), Garcinia spicata Hook.(fukuyi), Gossypium herbaceum L. (algodão), Gyranthera caribensis Pittier(imbiriçu-vermelho), Juncus roemerianus Scheele (junco), Laurus nobilis L.(louro), Liquidambar macrophylla Oerst, L. styraciflua L. (liquidambar), Livistonachinensis (Jacq.) R. B. (palmeira-de-leque), Magnolia denudata Desr.(magnólia), Mangifera indica L. (manga), Miconia cabussu Hoehne (cabussú,fruta de mico), Musa paradisiaca L. (banana-da-terra), Myrica nagi Thumb.,Ochrocarpos longifolius Benth. & Hook, Ocotea leucoxylon (Sw.) Menz.(itaúba),O. nemodaphne Menz., Palaquium gutta (Hook.) Burk (gutta-percha), Pasaniaedulis Makino, Persea caerulea (Ruiz &Pav.) Mez (canela rosa), Phoenixhanceana Naudin (palmeira fênix), Pimenta dioica (L.) Merr. (pimenta-da-jamaica), Pinus caribaea Morelet (pinus), P. elliottii Engelm. (pinus), P. khasyaRoyle ex Hook. F., P. merkusii Jungh. & de Vriese (pinus), Podocarpus sp.(pinheiro), Poeciloneuron indicum Bedd., Psidium guajava L. (goiaba), Quercusagrifolia Née (carvalho), Q. coccifera L. (carvalho), Q. germana Schltdl. &Cham. (carvalho), Q. ilex (azinheira), Q. myrsinaefolia Blume., Q. sartoriiLiebm., Quercus sp. (carvalho), Q. virginiana Mill., Q. xalapensis Bonpl.,Roystonea regia (Kunth) O. F. Cook (palmeira-real), Sassafras albidum (Nutt.)Nees. (sassafrás), Sterculia apetala (Jacq.) H. Karst. (mandovi), Swieteniamacrophylla King (mogno), Syzygium cumini (L.) Skeels (jambo), Terminalia sp.(sete-copas-africana), Theobroma cacao L. (cacau) e Thuja orientalis L. (tuia).Em café (Coffea arabica L.) Beltrania sp. foi registrado por URTIAGA (2004) naVenezuela. Além dessas, ainda existem mais sete registros de Beltrania sp. em 24
  25. 25. seis espécies hospedeiras e substratos apresentados por: Heredia-Abarca(1994) em Belize e no Peru, Heredia-Abarca e Mercado Sierra (1998) noMéxico e Castaneda-Ruiz et al. (2003) na Venezuela em folhas mortas edeterioradas de vegetais terrestres; Heredia-Abarca e outros (1997) noMéxico em serapilheira; Pirozynski (1963) em Moçambique em soja; Heredia-Abarca (1997) no Congo e na Costa do Marfim e por e Zhuang (2001) emHong Kong em espécie desconhecida. Vale ressaltar que das espécies quehospedam Beltrania sp. o maior número de registros incide sobre os gêneros:Cinnamomum sp., Eucalyptus sp., Ficus sp., Pinus sp. e Quercus sp.. E aindaque, as espécies Beltrania rhombica, B. querna e B. africana são as maiscitadas nesses registros (FARR e ROSSMAN, 2011). Beltrania sp. é muito difundido e comumente encontrado em folhasmortas e restos de plantas em áreas subtropicais para tropical (AEROTECHPK,2011). De modo geral, Beltrania sp. já foi descrito nos seguintes países:Austrália, Belize, Brasil, China, Congo, Costa do Marfim, Cuba, EstadosUnidos, Inglaterra, Guiana Francesa, Geórgia, Gana, Grécia, Havaí, HongKong, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Península da Malásia, Malásia, México,Moçambique, Nova Caledônia, Serra Leoa, Ilhas Salomão, Taiwan, Tailândia,Reino Unido, Rússia e Venezuela. No Brasil foram descritos os fungos: B.malaiensis, B. querna e B. rhombica (FARR e ROSSMAN, 2011). No Brasil, segundo MENDES e URBEN (2011), Beltrania sp. já foiencontrado em folhas em decomposição de: Alchornea triplinervia Müll.(tanheiro, capuva, copuva ou tapiá); Caesalpinia peltophoroides Benth. (sibipiraou coração-de-negro); Miconia cabussu Hoehne. (Pixiricuçú, cabuçí, pixirica,pixiricão, quina-brava, cabussú ou fruta de mico); e, Tibouchina pulchra Cogn.(Jacatirão ou Manacá-da-Serra). No estado do Ceará foi encontrado emAnacardium occidentale L. (cajueiro); e, em Manilkara achras Mill. Fosberg.(zapoti). Também foi observado em Esenbeckia sp. (guarantã). No Estado doPará foi encontrado em Apeiba sp. Aubl. (pau-jangada amazônico). Em estudos realizados por BARBOSA et al. (2009) em fragmento deMata Atlântica, No Estado da Bahia, Brasil, o fungos Beltrania sp. foi um dosmais frequentes, em relação aos demais encontrados, em folhelo de Clusiamelchiorii Gleason (Clúsia), e C. nemorosa G. Mey. (Orelha de Burro oupororoca). Também foi registrado por SILVA et al. (2008), quando identificava 25
  26. 26. fungos associados ao germoplasma, presente em mudas de café (Coffeaarabica) procedentes da Guiana Francesa. Em estudos realizados porNECHET et al., (2009), houve a ocorrência da associação de Beltrania sp. aaçaizeiro, no período seco e chuvoso, nas áreas de viveiro, nativas ereflorestadas provenientes da Base Urucu em Coari-AM após exploraçãopetrolífera. Embora Beltrania sp. esteja associado a vegetais em decomposição, empesquisa realizada por DIAS et al. (2004) juntamente com a EmpresaBrasileira de Pesquisas Agropecuária (EMBRAPA) no Centro de PesquisaAgroflorestal do Amapá, foi detectada, ao estudar o comportamento depupunheiras sem espinhos (Bactris gasipaes Kunth. var. gasipaes Henderson)para a extração de palmito, no Município de Porto Grande – AM, a presença demanchas foliares nas plantas, que progrediram produzindo um aspecto dequeima. Não foram identificados frutos infectados. A identificação do agentecausal foi baseada na classificação de Barnett & Hunter, concluindo que setratava do fungo Beltrania sp.. Em KIMATI et al. (2005) e FERREIRA (1989) Beltrania sp. não foiencontrado causando doenças em plantas cultivadas. Segundo VIDOTTO(2004) o gênero não foi relatado causando doenças em humanos. E, de acordocom SAMSON et al. (2010) não está associado a alimentos e interiores. O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos deBeltrania sp.. MATERIAIS E MÉTODOS 26
  27. 27. Os propágulos do fungo foram retirados de folhas de café (Coffeaarabica L.). As mesmas foram levadas ao Laboratório de Micologia da EmbrapaCenargem, Brasília - DF, em uma caixa do tipo Gerbox, onde foramvisualizadas em microscópio estereoscópico. Em seguida, ocorreu o início do processo para a confecção da lâminamicroscópica através do método de pescagem direta. Após serem coletados,com auxílio de uma pinça (flambada no bico de Bunsen), os propágulos dofungo foram colocados na lâmina contendo uma gota do fixador azul demetileno (acido lático, acido acético, glicerina, água destilada, etanol), deacordo com protocolo utilizado na rotina de produção. Os propágulos foram bem dispersos a fim de melhorar as estruturasfúngicas no momento da visualização, colocou-se a lamínula, retirou-se oexcesso de corante com papel higiênico e fez a vedação da lâmina comesmalte, para não ocorrer à remoção do liquido. Em posse da lâmina, levou-aao microscópio óptico. A visualização e descrição do fungo foram realizadas no Laboratório deMicrobiologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano –campus Urutaí. As estruturas observadas foram comparadas com as descritas emliteratura para identificar o fungo. Conclui-se que se tratava de Beltrania sp.. Para fazer a descrição morfométrica utilizou-se a ocular micrométrica(WF10X/18), com as estruturas sendo visualizadas na objetiva de 40x. Amedida encontrada foi multiplicada pelo fator de correção da objetiva (2,5)correspondente ao microscópio óptico utilizado. Foram medidas 50 unidadesde conídios e de apêndices de conídios e 10 conidióforos. Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturasfúngicas no microscópio óptico utilizando câmera digital: Canon ® modelo PowerShot A580. Para edição e confecção da prancha de fotos foram utilizados osseguintes softwares: Microsoft Office Picture Manager e Microsoft Office PowerPoint 2007, respectivamente. RESULTADOS E DISCUSSÃO 27
  28. 28. Figura 1. Aspectos morfológicos de Beltrania sp. A-B. Hifa, conidióforos econídio (barA = 42 µm e barB = 11,4 µm), C. Conidióforo (cf) e conjunto deconídios (cn) (bar = 30 µm), D. Conidióforo longo (cf) célula conidiogênica (cc)e conídios (cn) apendiculados (bar = 14,1 µm), E. Conidióforo (cf) longo ecélula conidiogênica (cc) poliblástica (bar = 25 µm), F. Conidióforo (cf) curto,célula conidiogênica (cc) discreta e conídio (cn) (bar = 8,6 µm), G. Conídio 28
  29. 29. amerosseptado com apêndice (ap) e célula de separação (cs) hialina (bar = 5,6µm). DESCRIÇÃO MICOLÓGICA Existem, algumas características descritivas de Beltrania sp. que nãopuderam ser observadas. Beltrania sp. se mostra em colônias espalhadas,marrom ao preto. Possuem micélio todo imerso ou parcialmente superficial.Geralmente traz estroma, muitas vezes confinado a epiderme. Apresentacerdas simples, escuras, lisas ou verrucosas, de paredes espessas,decorrentes de planos, radialmente lobados. Hifopódio ausente (ELLIS, 1971). Além dessas características Beltrania sp. se apresenta com conidióforo(Fig. 1 A-F) macronematoso, mononematoso, reto ou ligeiramente flexuoso,não ramificado, septado, castanho-claro, com as seguinte medida: >27 x 4-(5)-9; célula conidiogênica (Fig. 1 D-F) poliblástica, terminal, integrada, simpodial,lisa, subhialina; conídio (Fig. 1 A, B, C, D, F e G) solitário, amerosseptado,bicônico, apendiculado, base em forma de “V”, liso, subhilino, com dimensõesde 17-(24)-30 x 7-(10)-15 µm e com uma célula de separação (Fig. 1G)transversal, hialina; apêndice (Fig. 1 D e G) no ápice do conídio, pontiagudo,hialino, apresentando 5-(9)-17 μm de comprimento. Figura 2. Comparação de elementos morfométricos de Beltrania sp. comos elementos de B. rhombica e B. africana descritos por Ellis (1971). Beltrania rhombica Beltrania sp. Beltrania africana * Estrutura * (µm) (µm) (µm) Conidióforo >27 x 4-(5)-9 >130 x 4-8 20-80 x 5-7 17-(24)-30 x 7-(10)- Conídio 15-30 x 7-14 35-45 x 17-20 15 Apêndice 5-(9)-17 3-20 Não apresenta* Realizadas por Ellis (1971). Levando em consideração a descrição morfométrica de Beltrania sp. eoutras presentes em literatura (Fig. 2) além de comparações com visualizaçãoem CARMICHAEL (1980), nota-se que a espécie desta descrição se trata deBeltrania rhombica. 29
  30. 30. LITERATURA CITADAAEROTECHPK. Microbial Glossary, Beltrania. Disponível em<http://www.aerotechpk.com/resources/MicrobialGlossary.aspx?s=a&e=d&t=4A19D94A-9583-4761-BE6B-FC6BE262F6E0> acessado em05/09/2011.BARBOSA, F. R.; MAIA, L. C.; GUSMÃO, L. F. P. Fungos conidiais associadosao folhedo de Clusia melchiorii Gleason e C. nemorosa G. Mey. (Clusiaceae)em fragmento de Mata Atlântica, BA, Brasil. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-33062009000100010&lng=en&nrm=iso acessado em: 13 de dezembro de2011.CARMICHAEL, J. W.; BRYCEKENDRICK, W.; CONNERS, I. L; SINGLER, L. G.Hyphomycetes. The University of Alberta Press. Canadá, 1980.CASTANEDA-RUIZ, R. F.; ITURRIAGA, T.; MINTER, D.W.; SAIKAWA, M.;VIDAL, G.; VELAZQUEZ-NOA, S. 2003. Microfungi from Venezuela, A newspecies of Brachydesmiella, a new combination, and new records. Mycotaxon85: 211-229.DIAS, J. S. A.; OLIVEIRA, L. P. S.; YOKOMIZO, G. T. O fungo Beltrania sp. empupunheira no Estado do Pará. Folder de divulgação. EMBRAPA. Centro dePesquisa Agroflorestal do Amapá. 2004.ELLIS, M. B. Dematiaceous Hyphomycetes. Ed. CAB - CommonwealthMylocogical Institute Kew, Surre, England. 1971.FARR, D.F., & ROSSMAN, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology andMicrobiology Laboratory, ARS, USDA. Disponível em: <http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/fungushost/new_frameFungusHostReport.cfm>acessado em: 02 de setembro de 2011.FERREIRA, F. A.; Patologia Florestal: Principais doenças florestais no Brasil.Sociedade de Investigações Florestais. Viçosa, 1989.GRANDI, R. A. P. Diversidade do Reino Fungi: Deuteromycota. Disponível em:<http://www.biota.org.br/pdf/v1cap05.pdf> acessado em: 29 de outubro de2011.HEREDIA-ABARCA, G. 1994. Hifomicetes dematiaceos en bosque mesofilo demontana. Registros nuevos para Mexico. Acta Bot. Mex. 27: 15-32. 30
  31. 31. HEREDIA-ABARCA, G.; MENA PORTALES, J.; MERCADO SIERRA, A.;REYES ESTEBANEZ, M. 1997. Tropical hyphomycetes of Mexico. II. Somespecies from the tropical biology station "Los Tuxtlas", Veracruz, Mexico.Mycotaxon 64: 203-223.HEREDIA-ABARCA, G.; MERCADO SIERRA, A. 1998. Tropical hyphomycetesof Mexico. III. Some species from the Calakmul Biosphere Reserve, Campeche.Mycotaxon 68: 137-143.INDEX FUNGORUM. Banco de dados para consulta de táxons fúngicos.Disponível em:<http://www.indexfungorum.org/Names/Names.asp#BottomOfPage> acessadoem: 31 de agosto de 2011.KIMATI, H.; AMORIM, L.; REZENDE, J. A. M.; BERGAMIN FILHO, A.;CAMARGO, L. E. A. Manual de Fitopatologia. v. 2: Doenças das plantascultivadas. ed. IV. São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 2005.KIRK, P. M.; CANNON, P. F.; DAVID, J. C.; STALPERS, J. A.; Dictionary of theFungi. 9 th Edition, CABI Bioscience. Surrey, UK, 2001.MENDES, M. A. S.; URBEN, A. F.; Fungos relatados em plantas no Brasil,Laboratório de Quarentena Vegetal. Brasília, DF: Embrapa Recursos Genéticose Biotecnologia. Disponível em:<http://pragawall.cenargen.embrapa.br/aiqweb/michtml/fgbanco01.asp.>acesso em: 24 de outubro de 2011.NECHET, K. L.; HALFED-VIEIRA, B.; SILVA, J. C.; LUSTOSA, D. C.; SILVA, G.B. Micobiota associada a açaizeiro (Euterpea spp.) em áreas nativas ereflorestadas após exploração petrolífera. Tropical Plant Pathology 34:1922009.PIROZYNSKI, K. A. 1963. Beltrania, and related genera. Mycol. Pap. 90: 1-37.SAMSON, R. A.; HOUBRAKEN, J.; THRENE, U.; FRISVAD, J. C.; ANDERSEN,B. Food and indoor fungi. CBS-KNAW Fungal Biodiversity Centre. Utrech,Holanda, 2010.SILVA V. A. M.; URBEN A. F.; PAZ LIMA M. L.; MENDES M. A. S. Fungosidentificados em mudas de café procedentes da Guiana Francesa. TropicalPlant Pathology 33:242 2008.URTIAGA, R. 2004. [Host index of plant diseases and disorders from Venezuela- Addendum]. Unknown journal or publisher : 268. 31
  32. 32. VIDOTTO, V. Manual de micologia médica. Ribeirão Preto, SP: Tecmedd, 2004.ZHUANG, W. Y. Ed. 2001. Higher Fungi of Tropical China. Mycotaxon, Ltd.,Ithaca, NY, 485 pages. 32
  33. 33. Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris cynodontis Danilo dos Santos Oliveira Acadêmico do curso de AgronomiaINTRODUÇÃO O fungo Bipolaris cynodontis descrito por R. R. Nelson (1964), apresentaa taxonomia da forma teleomorfa o Reino Fungi , divisão Ascomycota, subfiloPezizomycotina, subdivisão Dothideomycetes, classe dos Ascomicetos,subclasse Pleosporomycetidae, ordem Pleosporales, família Pleosporaceae, egênero Bipolaris. O gênero Bipolaris sp. apresenta 115 espécies válidas emliteraturas, não apresenta formae especiales nem variedades segundo IndexFungorum (2011). A anamorfa ou seja Bipolaris cynodontis pertence ao ReinoFungi, Grupo dos Fungos Mitosporicos, subgrupo Hifomicetos. (KIRK et al.,2001) Segundo Index Fungorum (2011), Bipolaris cynodontis apresenta asseguintes sinonímias: Helminthosporium cynodontis, Drechslera cynodontis. Aforma teleomorfa do gênero B. cynodontis é o Cochliobolus cynodontis. Segundo Farr & Rossman (2011) o fungo Bipolaris cynodontis éhospedeiro das seguintes hospedeiras: Arthraxon hispidus (Roane e Roane,1996), Axonopus affinis (Sivanesan, 1987), Brachiaria brizantha (braquiaria)(Macedo e Barreto, 2007), Brachiaria platyphylla (Pratt, 2006), Cynodondactylon (Mendes et al., 1998), Dactyloctenium aegyptium (Sivanesan, 1987),Eleusine indica (Roane, 2009), Elymus riparius (Roane, 2004), Eragrostispectinacea (Roane, 2009), Hordeum sp. (Sivanesan, 1987), Hordeum vulgare(aveia) (Sivanesan, 1987), Leptochloa fascicularis (Roane e Roane, 1997),Microstegium vimineum (Roane, 2004), Miscanthus sinensis (Roane, 2004),Miscanthus sinensis var. purpurescens (Roane, 2009), Muhlenbergia mexicana(Roane, 2004), Muhlenbergia schreberi (Roane e Roane, 1997), Muhlenbergiasylvatica (Roane, 2009), Muhlenbergia tenuiflora (Roane, 2009), Oryza sativa(arroz) (Sivanesan, 1987), Panicum maximum (braquiarão) (Lenne, 1990),Pennisetum clandestinum (Lenne, 1990), Pennisetum purpureum (milheto)(Sivanesan, 1987), Senecio mesogrammoides (Caretta et al., 1999), Setariageniculata (Lenne, 1990), Setaria glauca (Pratt, 2006), Setaria pumila (Caretta 33
  34. 34. et al., 1999), Sorghum halepense (sorgo) (Pratt, 2006), Triticum sp. (trigo)(Sivanesan, 1987) e Zea mays (milho) (Sivanesan, 1987). Os registros deocorrência procederam na Austrália, Brasil, Guinea, Quênia, Malásia,Nicarágua, Paquistão, Zâmbia, Zimbabwe, Índia, Turquia, Nova Zelândia,Yugoslávia, Trinidad e Tobago, Brunei Darussalam e Estados Unidos daAmérica. A ocorrência de fungos em sementes e plantas medicinais,condimentares e aromáticas no Brasil é grande, porém, podem-se destacarAlternaria, Aspergillus, Bipolares, Cladosporium, Curvularia, Epicoccum,Fusarium, Mucor, Penicillium, Pestalotiopsis, Phoma, Rhizopus eTricoderma,como os de maior freqüência. As espécies dos gêneros Aspergillus,Epicoccum, Mucor, Penicillium, Rhizopus e Tricoderma são consideradoscontaminantes em sementes. Os gêneros Alternaria, Bipolaris, Fusarium ePhoma possuem espécies que podem causar importantes doenças em plantasconforme o hospedeiro envolvido (KRUPPA & RUSSOMANO, 2009). A Produção de mirtilo (Vaccinium corymbosum) na Argentina temcrescido notavelmente nos últimos oito anos, devido à alta demanda mundialno mercado de entressafra fresco. Uma vez que é uma nova safra no país, asdoenças estão apenas começando a tornar-se problemáticas para osagricultores. Levantamentos têm sido realizados desde 2000 para detectarassociações de novos patógenos e avaliar sua distribuição, incidência eseveridade em diferentes variedades de mirtilo e localidades. Plantas de mirtilo cv. com queima do broto e ramo, foram observados noinverno de 2006 em La Plata, província de Buenos Aires, após a analiseobservou-se a presença do fungo B. cynodontis sendo este o primeiro relato domesmo sobre mirtilo na Argentina (SISTERNA et al., 2008). Na região do Submédio São Francisco BA foi encontrada a espécieBiporalis cynodontis infectando Heliconia spp. As características observadaspermitiram identificar o gênero como agente etiológico de manchas necróticasem helicônias. . Este é o primeiro relato da mancha de Bipolaris em Heliconiaspp. Ainda não havia sido relatado na região do Submédio São Franciscocausando doença em espécies de helicônia. Outros relatos de Bipolaris 34
  35. 35. cynodontis, associado a helicônias foi descrito em Pernambuco e no DistritoFederal (SANTANA et al. 2009). Uma amostra aleatória de lotes de sementes de seis regiões produtorasde arroz no Estado do Rio Grande do Sul (RS), Brasil, ano de colheita 2004, foiexaminada em teste blotter de sanidade de sementes. Fungos semelhantes aespécies de Bipolaris e Drechslera foram isolados para identificação dasespécies. A observação de estruturas da fase permitindo a identificação de trêsespécies (anamorfo/teleomorfo): Bipolaris cynodontis (Cochlioboluscynodontis); B. curvispora (C. melinidis) e B. oryzae (C. miyabeanus). Todas asespécies estavam distribuídas nas seis regiões produtoras no Rio Grande doSul. Este é o primeiro relato de B. cynodontis associada a sementes de arrozno Brasil (FARIAS et al., 2011). Isolados fúngicos com características de fungos causadores dehelmintosporiose foram encontrados associados à sementes de aveia pretaproduzidas no Estado do Rio Grande do Sul. Observações de característicasmorfológicas permitiram a identificação das seguintes espécies: Bipolarissacchari, B. cynodontis, B. sorokiniana, Drechslera avenaceae, D. dematioideae D. gramineae. Sementes inoculadas artificialmente apresentaram reduçãodrástica de germinação no teste padrão em rolo de papel. Todas as espéciesdemonstraram ser patogênicas à plântulas de aveia-preta, quando inoculadoscom suspensão de conídios, causando sintomas típicos de helmintosporiose eresultando em 20 a 50% de plântulas mortas (FARIAS et al., 2005). De acordo com Vidotto (2004), não são encontrados doenças emhumanos causadas pelo fungo B. cynodontis. O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos dofungo Bipolaris cynodontis. 35
  36. 36. MATERIAIS E METODOS O trabalho foi realizado no Laboratório de Micologia da EmbrapaCenargem, localizada na Asa Norte, Brasilia-DF em 2006. Os propágulos desemente de sorgo assim que chegaram foram plaqueados e deixados emcondição de câmara úmida, e após este processo foram analisadas emmicroscópio estereoscópico para localizar suas estruturas fúngicas. Essas estruturas foram pescadas com auxílio de um estilete ou umapinça ponta fina e transferidos para uma gota de fixador a base de lacto fenol(composto por ácido lático, ácido acético, glicerina e água) em uma lâmina naqual foi depositada uma lamínula. Logo depois foi levada ao microscópio ópticoonde foram localizadas as estruturas, as quais foram comparadas comliteratura constatando o gênero Bipolaris cynodontis, logo após a lâmina foivedada com esmalte e etiquetada. No microscópio óptico a primeira objetiva a ser usada deve ser a menor(4x) para que se possam focalizar os propágulos depositados na lâmina, apósa observação destes aumentou-se a objetiva para 10x e logo em seguida paraa objetiva de 40x onde se observou com mais detalhes as estruturas fúngicas.Foram medidos os conidióforos, células conidiogênicas e conídios, utilizando alente micrométrica (WF10 X 118). Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturasfúngicas no microscópio ótico utilizando câmera digital Canon modelo PowerShot A580. Para confecção da prancha de fotos que foram editadas com oWindows Live Galeria de Fotos e a prancha confeccionada no Microsoft OfficePowerPoint 2007. 36
  37. 37. RESULTADOS E DISCUSSÃOFigura 1. Aspectos morfológicos do fungo Bipolaris cynodontis. A. Conídiospresos à célula conidiogênica, (Bar=10µm) B. Conidióforo simples, pálido,sinuosos e castanho médio, (Bar=6µm) C. Ascósporos muitas vezes rodeadopor uma fina bainha micilaginosa, (Bar=9 µm) D. Hilo bipolar germinação nãoprotuberantes, (Bar=5,2µm) E. Conídio fusiforme – elipsoidal arredondado emampla as extremidades de coloração escura (Bar=7,3µm).Descrição micológica: Ascomata preta, globosa a elipsóide, diametro 280-460 µm, com um bicopara subconical astiolar parabolóide. Pseudoparaphyses filiformes, hialinos,septados, ramificados. Ascos cilíndricos a clavados (fig1-c), curto bitunicado, 1-8-septos, 140-210 x 16-28 µm. Ascósporos septados, 160-320 x 5-10µm,muitas vezes rodeado por uma fina bainha micilaginosa. Conidióforos simples ou em grupos pequenos, sinuosos, pálido aocastanho médio, simples, suave, septado, cilíndrico de até 170µm (fig1-b),longa 5-7µm de espessura. Nos conidióforos e na parede superfície abaixodeles verruculose. Conídios em sua maioria ligeiramente curvada, às vezesquase cilíndrico, mais amplo geralmente no meio afinando em direção asextremidades arredondadas, pálidas e meados marrom dourado, lisas, deparedes finas (fig1-e), 3-9 (normalmente 7-8) distoseptate, 30-75 x 10 - 16µm.Germinação de conídios é bipolar, mas as células incham final, por vezes, paraformar um mais ou menos globoso, vesícula de parede fina a partir do qual dáorigem os tubos germinativos. (SIVANESAN, 1987).Figura 2. Comparação de elementos morfométricos de Bipolaris cynodontis.Estruturas Oliveira (2011) Sivanesan (1987)Conídio 6-(14,4)-45 µm 10-(23)-75 µmConidióforo 31-(37)-68 µm até 170 µmNº de septos 8-14 7-8 37
  38. 38. LITERATURA CITADAFARIAS, C. R. J. de; AFONSO, A. P. S.; PIEROBOM, C. R.; DEL PONTE, E.M.Levantamento regional e identificação de Bipolaris spp. associadas àssementes de arroz no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Ciência Rural[online]. 2011, vol.41, n.3, pp. 369-372. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-84782011000300001&script=sci_abstract> acessado em 5 de novembro de2011.FARIAS, C. R. J. de; DEL PONTE, E. M.; LUCCA FILHO, O. A.; PIEROBOM, C.R. Fungos causadores de helmintosporiose associados às sementes de aveia-preta (avena strigosa, schreb). Disponível em:<http://www6.ufrgs.br/agronomia/fitossan/epidemiologia/wp-content/uploads/2009/09/2004-Farias_fungos_Agrociencia.pdf> acessado em 5de novembro de 2011.FARR, D.F., & ROSSMAN, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology andMicrobiology Laboratory, ARS, USDA. Disponível em:< http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/> acessado em 5 de novembro de 2011.INDEX FUNGORUM.Banco de dados para pesquisa de táxons fúngicos.Disponível em: < http://www.indexfungorum.org/names/NamesRecord.asp?RecordID=513895> acessado em 05 de novembro de 2011.KIRK, P.M , CANNON, P.F , DAVID, J.C e STALPERS, J.A. Dictionary of theFungi, 9º Edition, CABI Publishing, 2001.KRUPPA, P. C.; RUSSOMANO, O. M. R. Fungos em plantas medicinais,aromáticas e condimentares – solo e semente. 2009. Disponível em: 38
  39. 39. <http://www.infobibos.com/Artigos/2009_1/Fungos/index.htm> acesso em:5/11/2011SANTANA, C. V. S.; SANTOS, A. S.; ALMEIDA, A. C.; NASCIMENTO, A. R. P.;FRANÇA, F. S. Mancha de Bipolaris em Helicônias (Heliconia spp.) noSubmédio São Francisco. Revista Verde (Mossoró – RN – Brasil) v.4, n.2, p.05, 2009. Disponível em: <http://www.gvaa.com.br/revista/index.php/RVADS/article/viewFile/182/182>acessado em 5 de novembro de 2011.SISTERNA, M. N.; PÉREZ, B. A.; DIVO DE SESAR, M. & WRIGHT, E. R.Blueberry blight caused by Bipolaris cynodontis in Argentina. Disponível em:<http://www.ndrs.org.uk/article.php?id=017034> acessado em 05 de novembrode 2011.SIVANESAN, A. Graminicolous Species of Bipolaris, Curvalaria, Drechslera,Exserohilum and their Teleomorphs. Issued: CAB International MycologicalInstitute, 1987. 260p.VIDOTTO, V. Manual de Micologia Médica; Ribeirão Preto – SP, Ed. Tecmedd,2004. 204 p. 39
  40. 40. Aspectos gerais e morfológicos de Bipolaris sorokiniana Danilo Messias Acadêmico do curso de AgronomiaINTRODUÇÃO A espécie Bipolaris sorokiniana foi descrita por Shoemaker (1959) nãoexibindo nenhum revisor. O gênero Bipolaris apresenta 116 espécies, nãoapresentando nenhuma formae especialis e nenhuma variedade descrita emliteratura Index Fungorium (2011). B. sorokiniana apresenta as seguintes sinonímias, Cohliobolusstenospilus, Bipolaris Drechslera). Helminthosporium sorokinianum Sacc.Descrito por Sorok e publicado na revista Transactions of the Society ofNational University of Kazan 22:15,1890. Helminthosporium sativumPammel,descrito por King & Blake, 1910. Helmithosporium acrothecioidesdescrito por Lindfors,1918. Helmithosporium californicum descrito por Mackie&Paxton,1923 de acordo com Sivaneson (1990). Segundo a taxonomia, sua fase anamorfo pertence ao Reino Fungi,FiloAscomycota ,Sub-Filo Dothideomycetes ,Ordem Pleosporomycetidae , ClassePleosporales, Família Pleosporacea.(INDEX FUNGORUM 2011).Nãopossuindo assim fase teleomorfa pois se reproduz por esporos . O fungo B.sorokiniana caracteriza-se pelo saprofitismo, a sobrevivênciapode ocorrer em sementes ou ainda na forma de conídios livres, dormentes nosolo.Pela miscostase, estes esporos podem manter sua variabilidade por umperíodo de até 37 meses nas condições do Rio Grande do Sul 40
  41. 41. .Nutricionalmente dependem , portanto do hospedeiro , não trocando desubstrato saprofítico.(REIS &FORCELINI,1995). Com base em literatura FARR E ROSSMAN que catalogam, ocorrênciasfungicas no mundo inteiro, o fungo B. sorokiniana e fitopageno emaproximadamente 210 hospedeiros pelo o mundo inteiro valendo destacar osseguintes casos, Agropyron cristatum (gramíneas), tendo incidência no Canada(Conners, I.L. 1966), Agrostis sp (gramíneas grande grupo demonocotiledôneas), com ocorrência no Canada (Ginns, J.H. 1986), Virginia(Roane, C.W., and Roane, M.K. 1996) e Hawaii(Raabe, R.D., Conners, I.L., andMartinez, A.P. 1981.), Avena Byzantina( aveia amarela) registrando ocorrênciano Brasil e Avena Sativa (aveia-cultivada),o fungo B.sorokiniana também efitopatogéno em Brachiaria plantaginea, Digitaria sanguinalis (capim colchão),Festuca arundinacea(gramínea), ,Glycine max, ocorrendo também Oryza sativa(arroz), Triticum secale(trigo),Triticum aestivum (trigo), (Mendes, M.A.S., daSilva, V.L., Dianese, J.C., and et al. 1998), Soil na China estes são oshospedeiros mais frequentes e importantes , infectados por B.sorokiniana, combase neste mesmo pressuposto indica-se que o fungo B. sokiniana, é pragacomum em culturas como a de trigo aveia e em gramíneas tendo casosesporádicos entretanto importante em culturas de arroz. Em simpósios anuais de fitopatologia o fungo B. sorokiniana foi citadocom relação aos danos causando manchas foliares de cevada, e aexperimentos relacionados com a indução de resistência em plantas decevada, sendo tratadas co m extrato de gengibre é apresentando 90% deresistência perante a variabilidade do fungo.(SILVA, A. A. & BACH, E. E ,2005). No anual de 2006 MELO. E. R & TREZZI. R. C , o fungo B. sorokinianafoi citado como praga chave na cultura de trigo. O fungo B.sorokiniana é fitopatógeno em gramíneas, incluindo cereais(cevada, aveia, centeio, trigo) e outras plantas. Os efeitos mais notórios de B.sorokiniana é uma necrose causada pelamancha - marrom que é notada no pé e na raiz de cereais de clima temperado. A podridão de raízes causada por B. sorakiniana, é o mesmo agente damoléstia em trigo e cevada. Todavia os sintomas em aveia são bem menosintensos , uma vez que o fungo não se multiplica nesta cultura , o que permite a 41
  42. 42. inclusão da aveia na rotação de culturas com trigo oucevada(SIVANESSON,1990). Bipolaris sorokiniana é um fungo fitopatógenico também emgramíneas(que também podem ser infectadas por mancha-parda), sendo maisimportante nas culturas de trigo e de cevada, ocasionando moléstias como apodridão comum da raiz, carvão do nó, ponta preta dos grãos e manchamarrom. No Brasil esse fitopatógeno encontra-se disseminado em todas asregiões tritícolas. O uso de sementes sadias ou tratadas adequadamente comfungicidas é de grande importância para o controle dofungo .Haja visto que odiagnóstico é dificultado pela grande variabilidade fisiológica e morfológica queo patógeno apresenta (LUME, 2011). A patogenicidade de B. sorokiniana em trigo (Triticum vulgare) causa amancha –marrom(Triticuma estivum). As principais doenças que afetam osistema radicular do trigo são a podridão comum, causada por Bipolarissorokiniana.O controle mais eficaz para essas doenças é a utilização desementes sadias, pois Bipolaris é transmitido por sementes, e a rotação deculturas, visando a redução do inoculo na palha (Santos et al., 1999).Como nacultura do trigo estadoença apresenta duas fases distintas , caracterizadas peloataque aos órgãos aéreos e ao sistema radicular. Em cultivares á manchareticular e a mancha – marrom tornam-se os principais fitopatógenicos. Contudo na cevada o patógeno desenvolve- sena fase final da cultura.Esta condição vem aliada ao fato que o produtor suspende a aplicação defungicida, isto determina a maior incidência de B.sorokiniana na sementepodendo chegar ate a 90%. As condições que favorecem a proliferação destefungo consistem em molhamento superior a 20 horas e temperaturas acima de20º e 25ºC.(FORCELLINI e REIS, 1995). Segundo VIDOTTO (2004) e LUZ (2009), em suas respectivas obras,não foram descritos casos de B.sorokiniana causando doenças em sereshumanos, tendo em vista que o mesmo e fitopatógeno e saprófago . O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos dofungo Bipolaris sorokiniana.MATERIAIS E MÉTODOS. 42
  43. 43. O trabalho foi conduzido no laboratório de Micologia Cenargem,localizada em Brasília, DF. Os propágulos do fungo foram retirados de sementes de cevada. Assementes foram colocadas em uma caixa do tipo Gerbox com papel filtro eágua destilada para o desenvolvimento das colônias fúngicas , após 48h(quarenta e oito horas ) apanhou-se as sementes da caixa foram utilizadaspara a visualização em microscópio estereoscópio com a finalidade de seencontrar propágulos fúngicos. As amostras foram colocadas em uma lâminacontando uma gota de fixador a base de azul metileno. Logo foi colocada umalamínula sobre a lâmina preparada . Após esse procedimento vedou-se alâmina com esmalte . A lâmina foi levada para a visualização no microscópio ótico .A primeiraobjetiva a ser usada deve ser a menor(4x).Nessa objetiva faremos afocalização dos propágulos fúngicos que estão depositados na lâmina . Apróximo objetiva a ser aproveitada será a de (10x) e posteriormente a de (40x),com o intuito de observar as estruturas fúngicas com mais detalhes. O fungo foi identificado e descrito com o apoio da literatura de Sivaneson(1990) .O fungo identificado foi B.sorokiniana. Para realizar a descrição morfometrica utilizou-se a ocular micrométrica(WF 10x118 sendo medida as 50 unidades das dimensões dos conídios econidióforos. Posteriormente foram realizados micro e macro fotografias dasestruturas fúngicas no microscópio e estereoscópio utilizando câmera digitalSony® modelo Power Shot modelo N50 , do acadêmico Danilo Messias doVale. Para confecção da prancha de fotos que foram editadas com o WindowsLive Galeria de Fotos e a prancha confeccionada no Microsoft Office PowerPoint 2007. 43
  44. 44. RESULTADOS E DISCUSSÕES 44
  45. 45. Figura 1. Aspectos morfológicos de Bipolaris sorokiniana A.Conidióforogerminando o conídio (bar=1,16µm) ,B. Conidióforo e célula conidiogênica(bar=1,8µm), C.Conidióforo apresentando crescimento simpodial (bar=3,6µm),D.Conidióforo em crescimento simpodial (bar=2,84µm), E.Conídio mostrandoem detalhe o hilo (bar=1,3µm),F. Seqüência de conídios (bar=2,8), G.Conídiosendo germinado(bar=1,1µm). DESCRIÇÃO MICOLÓGICA : O fungo B.sorokiniana apresenta , Conidióforos solitários ou empequenos grupos, (fig. 1A), direto, às vezes geniculado. Conídio retilíneo comproliferação simpodial (Fig. 1B), pálido(Fig. 1C) e meados de castanho escuro,Células conidiogênicas(Fig.1B) , integrada, terminação, simpodial cilíndrica. 45
  46. 46. Conídios pseudo-septados(Fig.1E), fusiformes amplamente elipsoidal. Conídiospseudo septados com atividade metabólica(Fig1G). hilo na região basal doconídio (Fig. 1E), os seu conídios apresentam uma coloração verde-oliva sãocurvos afilados nas extremidades contendo de 3 a 13 pseudoseptos(Pereira2005). (Fig. 1C e Fig. 1D), mostrando dois conidióforos em crescimentosimpodial evidencializando cicatrizes obtidas pela atividade metabólica deformação de conídios, (Fig. 1F) conídios variando de 8 a 10 pseudo-septos. Os aspectos morfológicos foram comparados com as informaçõesapresentadas por Sivaneson (1997). Ascósporos hialinos a marrom claro,pseudo septados filiformes,muitas vezes rodeado por uma fina bainha mucilaginosa.Tabela 1.Elementos morfológicos e morfometricos de Bipolaris sorokiniana. Diâmetro (µm) Sivanesan Pereira Conídio 55-(67,5)-82,5 x 160-360 x 6-9 10-17 x 30-115 (µm) 12,5-(18,2)-22,5 Conidióforo 132,5-(89,95)-50 x 220 x 6-10 130-340 x 6-9 µm 17,5-(9,05)-5 As medidas descritas em literatura do autor Sivanesan (1997) pertencemao fungo Bipolaris sorokiniana e que foram utilizadas com o intuito de realizar-se a comparação morfométrica.a Identificação com base em Bipolarissorokiniana não e pertinente segundo esta descrição .Entretanto a espécieBipolaris maydis descrito na etiologia de (Pereira 2005) e compatível com arealizada neste trabalho. 46
  47. 47. LITERATURA CITADAINDEX FUNGORUM, Banco de Dados para Consulta de Táxons Fúngicos.Disponível em:http://www.indexfungorum.org/Names/NamesRecord.asp?RecordID=293701. Acessado em : Outubro de 2011.FARR E ROSMAM, SBML Systematic Botany of MycologicalResources.Disponível em:<http://nt.ars-grin.gov/fungadatabase/fungushost.cfm>Acessado em: 26/10/2011.FORCELLINI C.A. REIS E. M. Doenças da cevada. IN: KIMATI H.; AMORIM L. ;REZENDE J.A.M. ; BERGAMIN FILHO, A. Manual de Fitopatologia V. 2. 4ºedição , ED. Agronômica Ceres São Paulo, 2005.LUME. (Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/11233 acessadoem 25-10-2011 as 20:40)LUZ , W . C . Fungos de importância médica do Filo Ascomycota .IN : LUZ , W .C. ; INÁCIO , C. A. Micologia avançada . Taxonomia de Ascomiceto Ed. RAPP.Passo Fundo , RS. 400 p. , 2009PEREIRA ET AL ,Doenças do milho, In : Kimati, H . et al , Manual deFitopatologia 4° Ed, Ed. Agronômica Ceres Ltda. , São Paulo, SP , 2005 , vol.2 , pg. 481- 482 .REIS & FORCELINI In FILHO , A BERGAMIN et al .Manual de Fitopatologiavolume 1 : princípios e conceitos terceira edição.Editora Agronômica CeresLtda. , São Paulo – SP .1995REIS . M. E & CASA.T . R MANEJO SUSTENTADO DE DOENÇAS DOTRIGO. Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária , 2009 S 175.SILVA, A. A. & BACH, E. E . Aumento de proteínas e beta-glucanase indicamindução de resistência em plantas de cevada tratadas com extrato de gengibrecontra Bipolaris sorokiniana.. Fitopatol. bras. (Suplemento), agosto 2005 S 77. 47
  48. 48. SIVANESAN, A. List of sets, index of species, and list of accepted names someobsolcie species names in , CMDI Descriptions of Pathogenic Fungi andBacteria sets 1-100, nos. 1-1000 , Micropathelogia 111:91-108,1990). 48
  49. 49. Aspectos gerais e morfológicos de Alternaria padwickii. Aline Suelen da Silva Acadêmica do Curso de Agronomia1. INTRODUÇÃO A agricultura brasileira é bastante diversificada e abrange praticamentetodo o território nacional, entre as cultivares que mais se destacam está oarroz, produto de suma importância para a população, pois abrange metade daingestão energética de cada indivíduo (Naves e Bassinelo, 2006). Um dosfatores que atinge sua produção é a ocorrência de pragas e doenças quepodem ser causadas por insetos, pássaros e fungos, entre outros (COUCEIRO,1995). Dentre os fungos que prejudicam a produção da cultura de arroz os maisincidentes são: Pyricularia grisea, Bipolaris oryzae, Cercospora janseana,Rhizoctonia solani, Gerlachia oryzae, Phoma sorghina, Alternaria padwickii,Alternaria spp., Curvularia lunata e Nigrospora oryzae. Alguns dessespatógenos costumam causar as chamadas manchas dos grãos. No Brasilexistem registros da ocorrência dessa doença causada pelo fungo A. padwickii,encontrada no Rio Grande do Sul em associações com sementes de arroz(FARIAS et al., 2007). As espécies de fungos do gênero Alternaria sp., que possuem comoplanta hospedeira o arroz (Oryza sativa) são A. alternata, descrita por Shaw, D.E. publicado em Microorganismos em Papua Nova Guiné.DepartamentoPrimário Ind., Res. Touro. 33: 1-344 (1984) , A. longíssima, descrita porDeighton, F. C., na revista de Micologia. 113: 1-15. (42123) (1968), A. oryzae,descrita por Shaw, D. E. na revista Microorganismos em Papua NovaGuiné.Departamento Primário Ind., Res. Touro. 33: 1-344. (6277) (1984), A.padwickii, descrita por Richardson, M. J. na revista Uma lista anotada deSeed-Borne Diseases. Quarta Edição. Teste internacional de Associação desementes, 387 (1990), A. raphani. Descrita por Tai, F. L. em Sylloge FungorumSinicorum. (1979), A. tenuis, descrita por Wu, W. em A sobrevivência defungos nas sementes de arroz em Taiwan 78: 316. (1994) e A. tenuissima, 49
  50. 50. descrita por Ahmad, S. et al em Fungos do Paquistão.,Sultan AhmadSociedade Micológica do Paquistão(1997) (FARR & ROSSMAN 2011). Entre os anos de 2004 e 2005 foram conduzidos estudos nas regiões deVilhena, em Rondônia, Sinop, no Mato-Grosso e em Santo Antônio de Goiáscom o obejtivo de avaliar a qualidade de sementes de arroz onde foi registradaa ocorrência do fungo A. padwickii (LOBO et al., 2006). A nomenclatura atual do patógeno causador da doença conhecida comomancha do grão é A. padwickii, que foi descrita por M.B. Ellis, publicada narevista Índex of Fungi 4: 55 (1971-1980) (INDEX FUNGORUM 2011). Apresenta como sinonímias Trichoconiella padwickii (Ganguly) BL Jaiin1976 e Trichoconis padwickii Ganguly 1948 (Zipcodezoo 2011) e Lewiascrophulariae (Desm.) ME Barr & EG Simmons, em Simmons (1986) (INDEXFUNGORUM, 2011). A forma teleomórfica de A. padwickii pertence ao filo Ascomycota, classeAscomycetes, ordem Pleosporales, família Hypogastruoidea e gêneroAlternaria (ZIPECODEZOO, 2011). De acordo com o Index Fungorum (2011) a forma anamórfica pertenceao reino Fungi, filo Ascomycota, classe Dothideomycetes, ordemPleosporomycetidae, sub-ordem Pleosporales, família Pleosporaceae e aogênero Lewia. A doença da mancha nos grãos de arroz é causada por a mais de umfungo ou bactéria. As espécies de patógenos mais ocorrentes são Dreschsleraoryzae (Breda de Haan) Subram & Jain, Phoma sorghina (Sacc.) Boerema,Dorenbosch & Van Kesteren, A. padwickii (Ganguly) Ellis (EMBRAPA, 2011a). Os sintomas aparecem desde o surgimento de panículas até oamadurecimento. As condições climáticas interferem no agravamento dadoença sendo os principais fatores umidade e precipitação, que favorecem osurgimento de manchas (EMBRAPA, 2011a). Milheto e Sorgo são espécies hospedeiras de A. padwickii,apresentando as mesmas características da doença que ocorrem no 50
  51. 51. arroz(Ufpel, 2011). Outras hospedeiras encontradas foram BrachiaraDecumbens e Pinus khasya (FARR e ROSSMAN 2011). De acordo com Vidotto (2004) não houve nenhum registro deA.padwickii em micologia médica, como era de se esperar, pois este fungo é deimportância fitopatogênica uma vez que provoca a mancha nos grãos de arroz(Oryza sativa), causando perdas significativas na cultura do arroz em diversosestados nacionais e internacionais. Os primeiros relatos da doença foram registrados em Paiva, no norte daItália, em 1995. A doença foi identificada pelas colônias presentes emsementes incubadas em meios agar batata dextrose e pela sua morfologia deconídios (APSNET, 2011). A mancha nos grãos de arroz estão associadas a mais de um patógeno.Os principais são Drechslera oryzae, Phoma sorghina, Pyricularia grisea,Microdochium oryzae, Sarocladium Pyricularia grisea, Microdochium oryzae,além de dIferentes espécies de Sarocladium, Nigrospora e Fusarium(EMBRAPA, 2011a). Segundo a Embrapa (2011b), entre as cultivares recomendadas paraplantio no estado do Tocantins nenhuma oferece total resistência a doença damancha nos grãos, existem apenas variedades que apresentam moderadaresistência, como as cultivares BRS Alvorada e BRSGO Guará, moderadasuscetibilidade nas cultivares Mética 1, BRS Formoso, BRS Biguá e BRSJaçanã, e suscetibilidade, apresentada apenas na BRS Jaburu. Os métodos de controle existentes para o tratamento da doença são aaplicação de fungicidas, como estratégia para diminuir o inóculo inicial, e autilização de práticas culturais já empregadas em outros cultivos, buscandodiminuir a incidência das manchas nos grãos (EMBAPA, 2011a). Nas literaturas não foram encontrados registros do uso industrial dofungo A. padwckii. O objetivo deste trabalho é apresentar aspectos gerais e morfológicos deAlternaria padwickii.MATERIAIS E MÉTODOS 51
  52. 52. O trabalho foi realizado no laboratório de micologia da EMBRAPACenargem, localizada na Asa Norte, Brasilia-DF,2010.Os propágulos desemente de arroz foram plaqueados e deixados em condição de câmara úmida,e após este processo foram analisados em microscópio estereoscópico ondeforam encontradas estruturas fúngicas. Essas estruturas forma pescadas com auxílio de um estilete ou umapinça de ponta fina e transferidas para uma lâmina contendo uma gota defixador a base de lacto fenol (composto por ácido lático, ácido acético, glicerinae água) na qual logo após foi depositada uma lamínula e levada ao microscópioóptico, onde foram encontradas estruturas, as quais comparadas com aliteratura constatou-se que eram do fungo pertencente ao gênero Alternaria daespécie padwickii, após isso a lâmina foi vedada com esmalte e etiquetada. Os fungos foram classificados, conforme as suas característicasmorfológicas e morfométricas, medindo o tamanho dos conidióforos, célulasconidiogênicas, conídios e rostros, utilizando a ocular micrométrica (WF10 X118), totalizando 25 medições para cada estrutura diferente encontrada, econfeccionando fotos micrométricas das estruturas citadas. No microscópio óptico a primeira objetiva a ser usada deve ser a menor(4x) para que se possam focalizar os propágulos depositados na lâmina, apósa observação destes aumentou-se a objetiva para 10x e logo em seguida paraa objetiva de 40x onde se observou com mais detalhes as estruturas fúngicas. Para esse trabalho foram realizadas microfotografias das estruturasfúngicas no microscópio ótico utilizando câmera digital Canon ® modelo PowerShot A580 do professor Milton Luiz da Paz Lima para confecção da prancha defotos que foram editadas com o Windows Live Galeria de Fotos e a pranchaconfeccionada no Microsoft Office Power Point 2007. 52
  53. 53. RESULTADOS E DISCUSSÃOFigura 1. Aspectos morfológicos de Alternaria padwckii em folhas de arroz. A.conídio ovalado com septos tranversais, ligado a conidióforo (bar = 81 µm), B.Conidióforo em formação e célula conidiogênica (bar = 143 µm), C. Conídiojovem com formato ovóide, com septos tranversais e rosto (bar = 86 µm), D.Conídio maduro feodicto com septos tranversais (bar = 104 µm). 53
  54. 54. 54
  55. 55. DESCRIÇÃO MICOLÓGICA Apresenta conidióforos com até 260 μm (Figura 1A), muitas vezesminunciosamente equinulados. Conídio em linha reta (Figura 1C), fusiforme,obclavado e rostrado, muitas vezes o bico é mais da metade com comprimentodos conídios, primeiro hialino (Figura 1C), depois cor-de-palha ao marromdourado(Figura 1D), lisas ou minunciosamente equinulado, muitas vezesequinulado somente perto da cicatriz, 40-92,5 (64,75)μm de comprimento, 10-17,5 (12)μm de espessura na parte mais larga, com 3-6 (mais comum 4) septostransversais(Figura 1 A). O fungo cresce bem em cultura de batata em dextrose-ágar, formandocolônias acinzentadas, muitas vezes rosa ou roxa o sentido inverso, livreesporulação, especialmente quando expostos a radiação UV próxima. Esclerócios pretos e pequenos com paredes distintamente reticuladas esão formados em culturas antigas. Manchas necróticas nas raízes e coleóptilos levam a morte de mudas.As manchas foliares são circulares ou ovais, até um centímetro fraca, com umamargem escura, o centro torna-se pálido e tem os esclerócios negros. Assementes são invadidas e se tornam descoloridas ou murchas. Os escleróciossão formados em toda a área infectada (SIVANESAN, 1990) 55
  56. 56. Tabela 1. Comparação dos elementos morfológicos e morfométricos de Alternaria padwickii com os elementos morfológicos e morfométricos descritos por outros autores. Caracterí Ellis, Resultad Isolado encontrado sticas (1971). o Dimensõe A s de 40-92,5 (64,75) x 10-17,5 (12) 95-170 (130) x 11-20 (15,7) diferença Conídio foi pouca (µm) A Conidiófo 80-260 (151,5) 180x3-4 diferença ro (µm) foi pouca Não foi possível Rosto 25-317,5 (126,5) ________ realizar (µm) compara çãoLITERATURA CITADAAPSNET. Disponível em:<http://www.apsnet.org/publications/PlantDisease/BackIssues/Documents/1996Abstracts/PD_80_1208D.htm> Acessado em: 26/10/2011.COUCEIRO, G.; Moléstia e Pragas que ocorrem nas principais culturas daregião Bragantina N.Agron.,Belém, 2(2) : 17-24, dezembro.,1995 In: 56
  57. 57. EMBRAPA, Arroz, Resumos Informativos vol.1 Ed. Embrapa, Goiânia, GO,1981.ELLIS, M. B.; Dematiaceous Hyphomycetes. England: CommonwealthMycological Institute, 1971. p. 494-495.EMBRAPA. Arroz e Feijão, Sistemas de Cultivo. Disponível em:<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Arroz/ArrozIrrigadoTocantins/doencas_metodo_controle.htm> Acessado em: 26/10/2011 a.EMBRAPA. Informações Técnicas para a Cultura do Arroz Irrigado no Estadodo Tocantins. Disponível em:<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Repositorio/doc_218_000g0qz6ick02wx5ok026zxpg0lrxr0k.pdf> Acessado em: 28/10/2011 b.FARIAS, C. R. J.; AFONSO, A. P. S.; BRANCÃO, M. F.; PIEROBOM, C. R.;Ocorrência de Alternaria padwickii (Ganguly) em arroz (oryza sativa L)(Poaceae) produzida em quatro regiões orizícolas do Rio Grande do Sul e seuefeito sobre plântulas. Edi. Arquivo Instituto Biológico, São Paulo, SP, 2007,vol.74, n°3, pág. 245-249.FARR & ROSMAN, SBML Systematic Botany of Mycological Resources.Disponível em:<http://nt.ars-grin.gov/fungaldatabases/fungushost/fungushost.cfm> Acessado em:26/10/2011. 57
  58. 58. INDEX FUNGORUM, Banco de Dados para Consulta de Táxons FúngicosDisponível em: <http://www.indexfungorum.org/names/Names.asp> Acessadoem:26/10/2011.LOBO,V.L.S.; FILIPPI, M.C.; UTUMI,M.M.; MORAIS,O.P.; CASTRO, E.M.;BRITO, A.M. Perfil sanitário e fisiológico de sementes de arroz provenientes deum ensaio de valor de cultivo e uso em três locais. In: Comunicado técnicoISSN 1677-961X .Ed. Embrapa Santo Antônio de Goiás, GO, 2006.NAVES; M.M.V.; BASSINELO; P.Z. Importância da nutrição humana In:SANTOS, A.B. et al, A Cultura do Arroz no Brasil 2ª Ed.Revist e Ampliada, Ed.Embrapa Arroz e Feijão, Santo Antônio de Goiás, GO, 2006.UFPEL. Universidade Federal de Pelotas. Disponível em:<http://faem.ufpel.edu.br/dfs/patologiasementes/cgi-bin/sementes/detalhes.cgi?praga=126> Acessado em: 26/10/2011.VIDOTTO, V. Manual de Micologia Médica. Ed. Tecmedd, Ribeirão Preto-SP,204p, 2004.ZIPECODEZOO. Disponível em:< http://zipcodezoo.com/Fungi/A/Alternaria_padwickii/> Acessado em: 26/10/11. 58
  59. 59. Aspectos gerais e morfológicos de Colletotrichum truncatum José Carlos Marra Filho Acadêmico do curso de agronomia INTRODUÇÃO Colletotrichum truncatum (Schwein) possui apenas uma espécie descritaem literatura, não possuindo subespécie, e quem o descreveu pela primeiravez foi Andrus e W. D. Moore (1935). A sua posição quanto à classificação naforma anamórfica é Glomerellaceae, Incertae sedis, Sordariomycetidae,Sordariomycetes, Ascomycota, Fungi (INDEX FUNGORUM, 2011). O C. truncatum é um fungo mitospórico, cujo teleomorfo pertence aogênero Glomerella classificado como pertencente ao filo Ascomycota, ordemPhyllachorales, família Phyllacoraceae (HAWKSWORTH ET AL., 1995). Segundo Cannon (2005), C. truncatum possui alguns sinônimos como,Vermicularia truncata, Colletotrichum dematium f. truncatum. Existem 265 registros de ocorrência de C. truncatum infectando diversashospedeiras no mundo. Deste total de registros ocorridos no mundo, 118hospedeiras de C. truncatum foram encontradas registradas no banco dedados Farr e Rosmman (2011). As famílias botânicas que são infectadas com maior frequência por C.truncatum são: Fabaceae, Poaceae, Solanaceae, Malvaceae (FARR EROSMMAN, 2011). No Brasil, 20 hospedeiras encontram-se registradas, segundo Farr eRosmman (2011), representadas por Aeschynomene paniculata (LENNE,1990), Galactia striata (LENNE, 1990), Glycine max (MENDES ET AL., 1998),Lupinus albus (MENDES ET AL., 1998), Lupinus luteus (MENDES ET AL.,1998), Phaseolus lunatus (Anthracnose.) (MENDES ET AL., 1998), Phaseoluslunatus var. macrocarpus (MENDES ET AL., 1998), Phaseolusvulgaris (Anthracnose; stem anthracnose) (MENDES ET AL., 1998) , (DAMM,2009), Stylosanthes capitata (LENNE, 1990), Stylosanthes guianensis (LENNE,1990), Stylosanthes hamata (LENNE, 1990), Stylosanthes humilis (LENNE,1990), Stylosanthes pilosa (LENNE, 1990), Stylosanthes scabra (LENNE,1990), Stylosanthes sp. (MENDES ET AL., 1998), Vigna unguiculata (MENDES 59
  60. 60. ET AL., 1998), Zornia glabrata (LENNE, 1990), Zornia glochidiata (LENNE,1990), Zornia latifolia (LENNE, 1990), Zornia sp. (LENNE, 1990). A antracnose é uma das principais doenças do cerrado. Em ambiente dealta umidade ela causa a abertura das vargens, o apodrecimento das vargens esementes da soja, à morte prematura das vargens e germinação dos grãos emformação (YORINORI ET AL., 1993). O fungo pode atacar também regiões como, São Paulo, Minas Gerais esul do Brasil. Apesar de causar bastantes danos em locais com umidade alta,plantios densos ou em caso da planta madura ficar no campo por questão dechuvas, a antracnose de modo geral não se mostra como prejuízo sério demaneira geral para as lavouras. Em tais condições observam-se plantasamareladas o que é referido como “mosqueado” (ELKE, 1980). A doença pode prejudicar também a haste e outras partes das plantascausando manchas castanho-escuras, além de possivelmente ser causadorada podridão do pecíolo que, nos últimos anos, tem trazido muitos danos eperdas nas lavouras do cerrado (YORINORI ET AL., 1993). Segundo Yorinori, et al. (1993), na região sul, em épocas com umprolongamento maior da chuva, após o plantio direto da soja sobre a palhadado trigo, há bastante morte entre os trinta dias de plântulas, dependendo dasvezes tendo que fazer o replantio do mesmo. Alta incidência de morte deplântulas por antracnose tem sido observada nas variedades Primavera eInvicta. Algumas observações feitas no campo mostram que, a doença nãoatinge a cultura por inteiro mais sim alguns grupos de plantas, o que algunspesquisadores pensam que certas plantas têm resistência genética. Inóculo proveniente de restos de cultura e sementes infectadas podecausar necrose dos cotilédones, que pode acabar se estendendo para ohipocólito, causando o tombamento de pré e pós-emergência. O fungo ataca aspartes laterais da planta, pecíolos e vargens em qualquer estagio de formação.A doença pode causar a queda total das vargens ou deterioração dassementes em colheita retardada. Nos estágios R3-R4 as plantas começam aadquirir as manchas e ficam retorcidas. Em altas umidades o fungo já começaa ser visível por pontuações negras na planta, ou seja, são as frutificações dofungo (ALMEIDA ET AL., 2005). 60

×