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Revista espirito livre_035_fevereiro2012
 

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    Revista espirito livre_035_fevereiro2012 Revista espirito livre_035_fevereiro2012 Document Transcript

    • http://revista.espiritolivre.org | Edição Especial | #035 | Fevereiro 2012
    • licençaEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 02
    • Editorial Uma mensagem para o leitor Organizar um evento não é tarefa fácil. leitores e colaboradores, já que aQuem já organizou eventos, mesmo publicação existe apenas como uma revistapequenos e de expressão local, sabe que digital. Outra motivação era a de levantarnão é uma tarefa simples. Organizar o I recursos para ajudar a sustentar aFórum da Revista Espírito Livre foi muito produção da revista, algo extremamentegratificante, entretanto extremamente importante. Além disso, a proposta era de,trabalhoso. Ao final senti aquela sensação ao final do evento, serem reunidos osde dever cumprido, de missão cumprida. trabalhos apresentados durante todo o dia,Realmente algo muito bom de sentir. e compilados em uma edição especial, com Mas para quem não acompanhou as a contribuição de textos dos palestrantes enotícias do final do ano de 2011, no final do parceiros envolvidos. Esta, portanto, amês de novembro, mais precisamente no primeira de muitas. Assim espero.dia 29/11, a capital capixaba, Vitória, Já estamos planejando edições emrecebeu a primeira edição do Fórum da outras cidades, na esperança de poderRevista Espírito Livre. O evento foi um atingir um público ainda maior de pessoas.sucesso e contou com a participação de Nas próximas páginas você irá conferirmuitos colaboradores da publicação, além é alguns dos principais temas abordadosclaro, de vários leitores que estiveram durante o evento ocorrido em Vitória/ES.presentes durante todo o dia, em busca de Um forte abraço a todos!conhecimento, informação de qualidade, oupara conhecer aqueles que fazem a RevistaEspírito Livre regularmente. João Fernando Costa Júnior A principal motivação para a realização Editordo fórum da Revista Espírito Livre surgiu danecessidade de encurtar as distâncias entreDiretor Geral Colaboradores desta ediçãoJoão Fernando Costa Júnior Antônio Hermida, Cezar Taurion, Fernando Araújo, Geiza Ardiçon, Gilberto Sudré, Gustavo Freitas, Gustavo Pacheco,Editor Hélio Ferreira, João Fernando Cosa Júnior, Julio Neves,João Fernando Costa Júnior Levany Rogge, Milton Simonetti, Ole Peter Smith, OscarRevisão Marques, Roney Medice e Wanessa Zavarese Sechim.Vera Cavalcante e João Fernando Costa Júnior ContatoArte e Diagramação Site: http://revista.espiritolivre.orgHélio José S. Ferreira e João Fernando Costa Júnior Email: revista@espiritolivre.org Telefone: +55 27 8112-4903Jornalista Responsável ISSN Nº 2236031XLarissa Ventorim CostaES00867JP O conteúdo assinado e as imagens que o integram, são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores, não representandoCapa necessariamente a opinião da Revista Espírito Livre e de seus responsáveis.Hélio José S. Ferreira Todos os direitos sobre as imagens são reservados a seus respectivos proprietários.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 03
    • su m á ri o ⁄⁄edição especial 05 DEPOIMENTOS • Palestrantes e 28 DESIGN EDITORIAL • O que demais participantes apresentaram parecia impossível está se tornando suas opiniões e visões sobre o evento realidade: a quebra de paradigmas na por diversos autores área de Design Editorial com o uso de ferramentas livres por Hélio Ferreira 09 I FÓRUM DA REVISTA ESPÍRITO 32 O COMANDO MAPFILE • O Bash LIVRE • Aberto mais um espaço para 4.0 trouxe muitas e boas novidades e o discussão de assuntos relevantes comando mapfile é uma delas. Mãos à relacionados a tecnologia e software obra para ver como e o que o Bash livre pode fazer por nós por João Fernando Costa Júnior por Júlio Cezar Neves 1 2 PRODUÇÃO DE E-BOOKS COM 35 INFORMÁTICA EDUCACIONAL • SOFTWARE LIVRE • É possível Promoção do conhecimento e produzir e-books de qualidade interdisciplinaridade usando software profissional usando somente software livre. Educar com software livre é livre possível e dá muito prazer por Antonio Hermida por Levany Rogge 1 5 O SOFTWARE OPEN SOURCE 39 NOSSO MUNDO PODE SER CHEGOU PARA FICAR • Antes, uma MELHOR • O software livre pode ser novidade. Atualmente, consolidado, uma ferramenta bem interessante para está presente na maioria das empresas promover a igualdade e superar e já virou modelo de negócio barreiras entre as pessoas por Cezar Taurion por Milton Simonetti 1 9 PORTAS ABERTAS • Inclusão 45 O QUE É A LIBERDADE • É Sociodigital e metareciglagem , preciso fortalecer o conhecimento propiciam a criação de oportunidades humano e não o conhecimento para o exercício da cidadania de particular. Esta afirmativa inspira as centenas de pessoas quatro liberdades do software livre por Fernando Silva de Araújo por Ole Peter Smith 21 PERÍCIA COMPUTACIONAL 50 DESENVOLVIMENTO MOBILE FORENSE • O conhecimento tornou-se COM ANDROID • A plataforma Android uma ferramenta de poder e vantagem mantém-se como a mais usada nos para as corporações. É imperativo a dispositivos móveis. Desenvolver para proteção destes ativos do conhecimento ela é uma opção bem atraente por Gilberto Sudré por Oscar Marques 23 A INTERNET E O MERCADO DE 56 AS CERTIFICAÇÕES EM TI • Sem TI • A popularização da internet tornou certificação é bom, mas com ela é o mercado de TI muito competitivo. Para melhor. O mercado a cada dia torna-se obter o sucesso que se deseja nesta mais competitivo e o profissional área, é necessário qualificar-se certificado tem prioridade nele por Gustavo Freitas por Roney Medice 25 ALÉM DO HORIZONTE • Olhando 58 O (BOM) USO DA TECNOLOGIA para o futuro a TDF quer colocar a suíte NA EDUCAÇÃO • Como a Secretaria de escritório LibreOffice na nuvem. A de Educação de Vila Velha, ES, tem diferença é que cada empresa poderá conseguido sucesso no uso da criar o sua própria solução Tecnologia Educacional por Gustavo Pacheco por Geiza ArdiçonEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 04
    • Sobre o 1º Fórum da Revista Espírito Livre... O I Fórum da revista Espirito Livre foi um evento de grande significância. Restaurou os debates sobre Software Livre, de modo aberto e maduro. Meus parabéns à organização e espero ver e participar dos próximos em breve. Abraços! Cezar Taurion - Palestrante IBM - RJ O maior prazer em fazer eventos de Software Livre é ver a plateia cheia deestudantes, professores, convidados, palestrantes, leigos, amigos e família. Mas temum prazer maior que é a sensação do dever (que não deixa de ser um grande prazer)cumprido. Comentei com o pessoal que trabalha aqui comigo sobre o I Fórum daRevista Espirito Livre, sobre a qualidade, a dedicação e o público e tenho a certezaque todos ficaram felizes pelos comentários e claro que no próximo alguém da ItaipuBinacional terá o prazer de participar do evento. Marcos Siríaco - Palestrante Itaipu Binacional - PR A comunidade de Software Livre cresceu e amadureceu, assim como a revista Espírito Livre. Já era a hora da interação dos colaboradores da revista com quem a lê passasse das páginas para o mundo real e foi exatamente isto que aconteceu no 1º Fórum da Revista Espírito Livre. O evento foi um grande sucesso tanto de público como de assuntos lá discutidos. Ao final ficou claro que este foi só o primeiro de muitos outros pois os leitores da revista estão em várias partes do Brasil. Parabéns a organização pela qualidade. Gilberto Sudré - Palestrante - ES O evento foi um sucesso, uma parceria que iniciou o trajeto de uma grande história,certamente a Revista Espírito Livre junto com a Prefeitura Municipal de Vila Velhaestarão consolidando uma grande marca de referência para nossa sociedade. Oevento traz inovação e interação com a comunidade de tecnologia presente no Brasile no mundo, firmando uma expectativa a cada palestra ministrada. Sinto-me honradopor fazer parte deste grande sucesso. Muito importante poder contribuir com umfórum que trouxe ao publico participante palestrantes de prestigio e seriedade. Semdúvida um dos melhores eventos de tecnologia e Software Livre do nosso estado. Fernando Silva de Araújo - Palestrante Prefeitura Municipal de Vila Velha - ES Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 05
    • Sobre o 1º Fórum da Revista Espírito Livre... Obrigado a todos os organizadores, parceiros e participantes pelo excelente espaçocolaborativo proporcionado pela 1.ª edição do Fórum da Revista Espírito Livre.Estamos com mais um evento de alta qualidade no calendário do Software Livre noBrasil. Gustavo Pacheco - Palestrante Prodesk - RS Participar do I Fórum da Revista Espírito Livre foi muito satisfatório, pois tivemos a oportunidade de compartilhar com todos os participantes as experiências da Secretaria de Educação Municipal de Vila Velha, onde a informática educacional se vale dos softwares livres para o desenvolvimento dos projetos no ambiente escolar. Contamos com o Sistema Microkids, um excelente material de apoio aos professores e alunos desta rede de ensino, que busca promover a inclusão social e digital dos educandos. Foi-nos oportunizado mostrar alguns trabalhos desenvolvidos pelos alunos e alunas desse  Município, com exposições de maquetes que contemplam o sistema da robótica educacional propondo aprendizado sobre: Educação Ambiental e Educação Cultural sem ferir valores e atentando para o crescimento sustentável deste Município. Os alunos de Vila Velha podem estudar de forma multidisciplinar e usar o computador como ferramenta de apoio ao seu processo de construção do conhecimento. Eles relatam que há empolgação, animação e mais disposição para o aprendizado cada vez que frequentam o laboratório de informática. Os professores, pedagogos e instrutores são contemplados com oficinas e formações oferecidas, pelo Núcleo de Informática Educacional, motivando-os ao uso dos softwares livres para fazerem uso desta ferramenta nas unidades de ensino onde trabalham. Os professores que participaram das oficinas foram unânimes em afirmar que estas lhes foram de grande valia abrindo horizontes para seu trabalho no ambiente escolar. Agradecemos à Revista Espírito Livre a oportunidade de partilharmos nossas experiências e motivar outros a fazerem uso do software livre na educação, pois é através da educação que construímos valores e mudamos paradigmas. Levany Rogge - Coordenadora do Núcleo de Informática Educacional/SEMED- VV Na minha opinião, uma marca deste 1º Fórum da Revista Espírito Livre, foi que elese mostrou dinâmico e ágil. Todo evento tem os seus contratempos, não falo disso,falo da capacidade do Fórum em se adaptar às necessidades do público presente.Palestras curtas e com temas variados, foi uma solução que gostei pois alcançou umpúblico maior. Foi muito bom ver o relato do uso, com sucesso, do Software Livre noensino público. Não restam dúvidas que esta primeira experiência foi marcante edecisiva para futuras edições do Fórum. Hélio José Santiago Ferreira, autor da palestra Design Editorial com ferramentaslivre – uma quebra de paradigmas - ES Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 06
    • Sobre o 1º Fórum da Revista Espírito Livre... Quanto ao evento, achei maravilhoso, bem organizado, com uma variedade de temas por parte dos palestrantes e uma excelente escolha do local do evento, um local central e com estacionamento próprio. Isso fez muita diferença. Parabéns. Uma sugestão que dou para as próximas edições é a transmissão via internet. Sei que tentaram e houveram problemas. Então é se preparar melhor, pois com a transmissão, podem ser feitas parceiras com universidades e ter o evento, via internet, em várias localidades do Brasil, ao mesmo tempo. Assim o alcance será maior. Sei que não é fácil, mas para quem organiza uma revista como a Revista Espírito Livre, sei que é capaz e que conseguirá montar uma equipe em torno desse novo projeto. Parabéns! Gustavo Freitas - Palestrante - Linhares - ES Dia 29/11/2011 ocorreu em Vitória, o primeiro Fórum da Revista Espírito Livre.Achei muito boas as palestras. Tinham palestras para todos os níveis: de Filosofia eLiberdade, Mercado de Trabalho e mais especificas como por exemploDesenvolvimento para Android. O nível, o conhecimento e a experiência dospalestrantes foi excelente. Um exemplo claro disso foi a presença do Julio Neves, umapessoa com uma experiência em TI de mais de 40 anos. Minha maior surpresa foi apresença de um representante de Itaipu, a maior Usina Hidrelétrica. Agradeço a JoãoFernando, por sua iniciativa e espero que eventos desse porte possam ser realizadosnovamente no Estado. Jean Carlos Kenup Piumbini - Professor O I Fórum da Revista Espírito Livre contribuiu para nos conscientizar sobre a utilização de softwares livres e sobre o potencial dos brasileiros em desenvolver softwares de qualidade e de código aberto. O evento proporcionou a troca de experiência entre palestrantes e os estudantes e profissionais da área de informática que puderam comparecer. Parabéns aos realizadores e organizadores do evento! Priscila Costa / Técnico em Programação Web, 4°modulo, Escola Gomes Cardim. Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 07
    • Sobre o 1º Fórum da Revista Espírito Livre... As palestras sobre Linux foram inovadoras, quebrando o conceito de que porestarmos adaptados a um sistema falho temos que necessariamente usá-lo. OWindows deixou de ser a muito tempo um sistema seguro e inovador. A cada versãoas vulnerabilidades continuam. Por ter seu código fechado pessoas do mundo inteironão podem colaborar para poder melhorá-lo. Nesse caso me resta usar o Linux poisposso confiar e o melhor é que não passarei mais "raiva" com meus trabalhosperdidos por uma tela azul ou congelada. Resta a sociedade entender que nemsempre o que usamos é inovador, e também abrir os olhos para as novasperspectivas, pois o o Linux tem a capacidade de oferecer todo o conteúdo que senecessita e ainda um pouco mais. Muitas empresas perderam "seus sistemas" por nãose adequarem as novas tecnologias, e também por não abrir mão do código. Aspalestras foram essenciais e muito bem aplicadas e dirigidas, pois resta agora mantera curiosidade e seguir cada vez mais evoluindo com o Linux. Aleir José de Souza Júnior / Técnico em Programação Web, 4°modulo, Escola Gomes Cardim. É com grande prazer que parabenizo a Revista Espírito Livre pela realização de um evento realmente voltado para Software Livre no Espírito Santo, com participação de pessoas importantes de âmbito nacional deste seguimento, pois vieram palestrantes de vários estados como, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, além dos palestrantes locais, como Gilberto Sudré. A participação dos meus alunos no evento provocou discussões sobre os assuntos durante toda semana. Pois todos ficaram muito felizes com os palestrantes e com os conteúdos apresentados. Um deles até me falou que encontrou o tema para o TCC. Seria implantação do servidor de e-mail EXPRESSO. Sem falar dos brindes que foram sorteados, incluindo passagens com tudo pago para a Latinoware 2012. Para mim o melhor de tudo foi a oportunidade de conversar com pessoas importantes do mundo do Software Livre, pessoas essas que estão no mercado a mais trinta anos como Júlio Neves, ou estão trabalhando empresas de renome como Cezar Taurion da IBM. Enfim, já estou ansioso pelo próximo evento em 2012. Marcelo Elias - Professor do curso de redes do SESI/SENAI CIVIT e Consultor em TI, Infraestrutura de Redes - Tecnólogo em Processamento de Dados. Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 08
    • apresentação Gustavo Pacheco, durante sua palestra sobre o LibreOfficeI Fórum da RevistaEspírito Livrepor João Fernando Costa Júnior Em novembro de 2011, a Esta primeira edição do Fó- credenciamento do evento,capital capixaba, Vitória, foi rum da Revista Espírito Livre logo na chegada. O eventopalco da primeira edição do ocorreu no dia 29 de novem- teve mais de quatrocentasFórum da Revista Espírito Li- bro de 2011, de 08h00 às inscrições efetivadas e distri-vre. Organizado em tempo re- 22h00, nas dependências da buídas entre participantescorde, o evento que teve 17 FAESA - Campus I, em Vitó- que passaram várias horaspalestras ao longo de todo o ria/ES. O evento teve suas trocando experiências,dia, abriu mais um espaço de inscrições abertas ao público aprendendo, compartilhandodiscussão para assuntos per- de forma gratuita e feitas an- e respirando assuntos liga-tinentes como o Software Li- tecipadamente, através do si- dos a tecnologia.vre, mercado de trabalho, te oficial do evento. O espaço cedido pela FAE-tecnologia, Internet, entre ou- Entretanto outras tantas ins- SA nos atendeu perfeitamen-tros. crições ainda foram feitas no te, bem como toda a infraEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 09
    • apresentaçãoestrutura disponível. Dois au-ditórios foram utilizados aolongo do evento. A Itaipu Bi-nacional e a Prefeitura Munici-pal de Vila Velha apoiaramativamente ao evento, envi-ando palestrantes e fornecen-do suporte para que tudoocorresse da melhor manei-ra. A Prefeitura de Vitóriabem como o SERPROtambém acreditaram noevento. Foi um dia bastante produ-tivo e que identificou novaspossibilidades. A realizaçãodo evento abriu oportunida-des para alunos que ali esta- Evento atraiu entusiatas e simpatizantes do GNU/Linuxvam, ampliando seushorizontes. Palestrantes de di-versas partes do Brasil e domundo compartilharam comos presentes, suas experiênci- blico tão amplo, o público-al- de software livre e de códigoas, seu saber. vo do evento é formado por aberto, tecnologia e Internet. E este foi o primeiro de ou- universitários, professores, Dessa maneira, visa compar-tros tantos! O projeto do pesquisadores e estudantes tilhar experiências e conheci-evento foi desenhado para das mais diversas áreas, mento, de modo a estimularque ocorra em diversas cida- bem como por empresários, o uso crescente dos softwa-des, de forma itinerante, profissionais e técnicos do res livres, tecnologias e pa-adaptando-se a realidade lo- setor, diretores, técnicos da drões abertos, ocal. Já está em fase de plane- área governamental, pesso- aprimoramento de tecnologi-jamento o segundo fórum as da comunidade de as, a difusão da filosofia deque acontecerá dia 29 de Software Livre, movimentos compartilhamento e criaçãomaio de 2012. Outras duas sociais, gestores públicos, re- colaborativa e coletiva. Alémedições já estão sendo pensa- presentantes de organiza- disso, objetiva-se tambémdas ainda para 2012: uma ções não governamentais, estreitar a comunicação en-edição em setembro e outra órgãos municipais, estadu- tre colaboradores e leitoresem novembro. A dinâmica do ais e federais e pessoas inte- da Revista Espírito Livre, per-evento também facilita, já ressadas na área de mitindo que se crie um es-que a proposta visa apresen- informática/computação, paço bastante proveitoso detar palestras menores, abrin- educação e comunicação. debates e discussão. A publi-do espaço para vários O Fórum da Revista Espíri- cação é construída atravéspalestrantes, com temáticas to Livre tem, portanto, como da colaboração no envio dee focos distintos, possibilitan- objetivos reunir a comunida- materiais disponíveis emdo atingir uma gama ainda de estadual e nacional inte- Creative Commons por pes-maior de participantes. ressada em soas de todo o Brasil e do Por dar abertura a um pú- desenvolvimento, aplicação mundo, e por isso o eventoEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 10
    • apresentação espera criar um espaço onde ambos - leitores e colabora- dores, possam se conhecer, trocar experiências, apren- der e desenvolverem-se jun- tos. Tivemos inúmeros sorteios de livros, canecas, entre ou- tros brindes, ao longo do in- tervalo das várias palestras. Ao término do evento foram sorteadas duas viagens para Foz do Iguaçu/PR, para a pró- xima edição da Latinoware, evento que ocorre na respec- tiva cidade paranaense. Cor- tesia da Itaipu Binacional,Hélio S. Ferreira, um dos palestrantes presentes no evento e um dos atuais uma das apoiadoras dodiagramadores da Revista Espírito Livre evento. Ao final do evento o mate- rial dos palestrantes que es- tiverem dispostos a ceder o conteúdo para publicação é reunido e editado numa edi- ção especial da Revista Espí- rito Livre. O que você está lendo é o resultado da pri- meira edição do fórum. Você que não participou da primeira edição, não per- ca a chance de estar nas próximas edições. O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. JOÃO FERNANDO COSTA JÚNIOR é professor universitário, especialis-João Fernando C. Júnior (ao centro) responsável pela Revista Espírito Livre e ta em Informática na Educação eorganizador do evento, juntamente com os ganhadores das passagens para Foz mestrando em Educação. Editor-do Iguaçu/PR chefe e responsável pela Revista Espírito Livre, membro da The Document Foundation, Comunidade LibreOffice e ALTA.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 11
    • e-book O autor durante sua palestra no 1º Fórum da Revista Espírito LivreProdução de e-books noformato epubQuando se juntam LibreOffice Writer e sua extensão Writer2epub,com o Sigil, o Calibre, o Lucidor e uma boa dose de criatividade, oresultado são e-books de qualidade.por Antonio HermidaD epois de correr para a rodoviária (depois de duas horas de pro-va), pegar o guichê fechan-do, entrar no último ônibus versão e conversar um pou- co com o público. A verdade é: eu estava um caco. O público não fugiu com a chuva, pelo contrário, apare- nização. O João, mesmo na correria e tensão de corren- tes de uma estreia desse calibre para sua (nossa) re- vista, conseguiu dar contae acordar em Vitória, chegar ceu em bom número e, ape- de tudo, acomodar a todosao campus foi meu primeiro sar de estar um pouco e, o mais difícil, me enviaralívio. A chuva atrasou um nervoso com o atraso (por ao aeroporto a tempo (opouco o evento e, bem, mi- conta de meu horário de que foi miraculoso, por sinha ideia era apresentar os voo) ocasionado por ela, só).softwares, o método de con- acho que a coisa toda fluiu Da palestra, posso dizer bem, começando pela orga- que, apesar do meu nervo-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 12
    • e-booksismo natural relacionado amicrofones, meu cansaço eaquele frio na barriga quesempre aparece quando es-tou de frente para mais de20 pessoas, não fui mal.Por não ter ideia de qual se-ria o meu público, optei por,em vez de slides de apre-sentação, fazer uma de-monstração prática decomo o processo de editora-ção de um e-book se dá, fa-lar sobre as barreiras queainda existem quando o ter-mo "software livre" aparecee de como o Sigil, tem su-prido necessidades editori-ais de todo tipo e tamanhode editora. Após uma breveapresentação do formato Muito parecido com os tradicionais editores de texto, o Sigil é um editor de e-(suas peculiaridades, estru- books. Com ele é possível a criação de arquivos no formato epub. Outrostura, capacidades e proje- recursos deste software livre: completa compatibilidade com as especificações EPUB; recurso que permite visualizar o livro, o código ou os dois juntos;ções de futuros previsíveis, suporte a edição WYSIWYG; recurso para importar TXT, HTML e arquivos epub;tanto no projetor, como no suporte a SVG e vários outros.Nook), aproveitei o fato deestar falando para jovensestudantes e ressaltar a au-sência de mão de obra nes-se mercado em francaexpansão, do tipo profissio-nal que está sendo requisi-tado (e é escasso), e apartir daí, entrei nos softwa-res na medida em que osprocessos iam decorrendopara, no fim, responder a al-gumas perguntas. Como eu disse, saí deuma prova, corri para a ro-doviária, passei a noite aolado de um senhor que al-ternava entre roncos e seump3 player (que tocava o O Calibre pretende ser uma solução de e-biblioteca completa. Com ele, além demesmo disco do Roberto gerenciar as coleções de e-books, pode-se fazer a conversão de váriosCarlos no repeat)... aí, taxi, formatos diferentes para os formatos de e-book, LRF e EPUB. Para tal, basta apertar um botão na sua interface gráfica. Encontramos o Calibre para aschuva e alguns contratem- plataformas GNU/Linux, OS X e Windows.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 13
    • e-book pos. Apresentei a "palestra" e corri para o aeroporto (ti- nha que fazer outra prova no dia). Bem, o porquê de eu estar citando essa jorna- da (que mais parece um fil- me qualquer com Chevy Chase ) é o fato de que mi- nha única queixa foi não ter podido continuar no evento até seu encerramento. Pelos feedbacks que li ao longo do dia seguinte, pelas pes- soas com quem travei con- tato e pela organização e préstimo que presenciei, du- vido muito que não tenha-Hermida, no seu dia a dia faz uso regular das ferramentas apresentdas em sua mos outra edição aindapalestra. maior no ano que vem e, se eu não for palestrar, certa- mente quero assistir. ANTÔNIO FABIANO HERMIDA: Ex assistente editorial da editora Zahar (www.zahar.com.br),Existem inúmeras ferramentas de qualidade e que podem ser utilizadas responsável pelo departamento deprofissionalmente na produção de obras digitais. e-books e novas mídias. Atual gerente de produção para livros digitais, Simplíssimo Livros (www.simplissimo.com.br).Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 14
    • open sourceO Open Source já fazparte da paisagemO software Open Source chegou para ficar. Depois de ser só umanovidade, amadureceu, buscou a excelência em qualidade, e já éum modelo de negócio.por Cezar TaurionO tema Open Source , há alguns anos atrás, era um dos te-mas mais quentes no mun-do da TI. Eventos e mais das as empresas e portanto já é paisagem. Basta ver um simples número: o diretó- rio Sourceforge , um dos mai- ores repositórios de projetos tá o Open Source hoje e o que se espera para os próxi- mos anos. É indiscutível a presença e influência do Open Sourceeventos ocorriam sobre o te- de software Open Source na industria de software. Éma. Participei de dezenas e tem mais de 324.000 proje- inevitável sua entrada ematé mesmo escrevi, em tos e mais de 4,5 milhões qualquer empresa. O custo2004, um livro abordando o de downloads por dia. Al- de entrada é zero: bastaassunto. Tive a satisfação guns softwares e projetos acessar um repositório e fa-de colaborar com diversos Open Source como Linux, zer um download. Milharesprojetos de TCC de muitos Apache e Eclipse já são lu- de softwares estão a umalunos. Mas hoje, já não es- gar comum. simples clique de distânciatá mais entre os temas mais Como fui convidado para de qualquer um. Não é dedebatidos. Há anos que não participar do 1º Fórum da espantar que em muitasvejo um simples TCC abor- Revista Espirito Livre, de- empresas existem muitosdando Open Source ...E a ex- dicado ao Open Source , softwares Open Source vo-plicação é simples: Open achei que seria interessante ando abaixo da tela do ra-Source já está assimilado e revisitar o tema escrevendo dar dos CIOs. Portanto,em uso em praticamente to- um post mostrando como es- ignorar Open Source não éEspírito Livre Especial · Março/201 2 15
    • open sourceuma boa estratégia. É me-lhor e mais seguro desenhar "Mesmo para os softwaresuma política para sua ado-ção. Observei, ao longo destes Open Source, existem regrasanos, que os debates acirra-dos no início do movimentoOpen Source , onde os aspec- de licenciamento e copyrighttos ideológicos falavammais alto, e que se imagina-va que o mundo seria Open envolvidos"Source por simples decre-tos, estão muito mais racio-nais hoje em dia. A maioriados profissionais sabe que te como e quando um droid Compatibility Definiti-Open Source não é software software pode ser considera- on Document (CDD) ede domínio público, mas sim do um projeto Apache . Na passar por testes do Com-depende de regras legais prática, a licença Apache patibility Test Suite (CTS).bem definidas. Existem sim permite que um software de- Copyrights e patentes fo-regras de licenciamento e rivado de um projeto Apa- ram outras discussões quecopyright envolvidos. Algu- che seja comercializado, foram muito quentes há al-mas, como a GPL, definem mas esta comercialização guns anos atrás. Copyrightregras bem claras de recipro- não pode ser feita sob o no- protege a propriedade inte-cidade, onde todo e qual- me Apache . Um outro exem- lectual como expressão dequer software derivado de plo é o Android, projeto uma ideia, não a ideia emum software baseado em Open Source criado inicial- si. As licenças Open SourceGPL também deve ser licen- mente pelo Google. Qual- expressam copyright emciado sob GPL. A licença quer um pode adaptá-lo, seu bojo. Por exemplo, a li-GPL impede que um projeto customizá-lo e redistribui-lo. cença Apache 2. 0 diz clara-Open Source seja apropria- Como a concorrência no mente: "Grant of Copyrightdo por alguma empresa e se mercado de equipamentos Licence. Subject to thetorne um software comerci- móveis é extremamente acir- terms and conditions of thisal. rada, a possibilidade de sur- licence, each contributor girem versões Android hereby grants to you a per-Marcas, patentes e muito diferentes entre si e, petual, worldwide, nonex-copyrights pior, incompatíveis, é muito clusive, no-charge, royaltyOs aspectos legais que en- grande. Assim, para garantir -free, irrevocable copyrightvolvem Open Source não po- a compatibilidade entre as licence to reproduce, prepa-dem ser ignorados. Por centenas de smartphones e re derivative works of, publi-exemplo, a marca registrada outros dispositivos que cly display, publiclyou trade mark. Existem vári- usam este sistema, o Goo- perform, sublicence, andos casos concretos de uso gle criou um mecanismo de distribute the work and suchde trade mark em Open trade mark que permite que derivative works in sourceSource . Um deles é o Linux, o software seja comercializa- or object form ". Portanto,cuja marca pertence a Linus do sob a marca Android ape- existe copyright sim, mas asTorvalds. A Apache Software nas se estiver aderente a regras do licenciamentoFoundation define claramen- um documento chamado An- obrigam o proprietário daEspírito Livre Especial · Março/201 2 16
    • open sourcepropriedade intelectual (PI)a cedê-la, para poder ser li- "Os softwares Open Source nãocenciada como Apache . Des-ta forma ninguém se tornadono da PI. geram inerentemente códigos Patentes já embutem pro-teção a invenções que po-dem ser ideias, produtos ou mais eficientes que osprocessos. As licenças OpenSource também embutemregras claras quanto às pa- fechados"tentes. Se novamente voltar-mos atenção à Apache 2. 0veremos que ela também ex- exatamente para evitar al- Source não são antagôni-plicita como cuidar das pa- guns possíveis conflitos com cos, mas podem convivertentes, garantindo que elas outros sistemas fechados. em sinergia.se tornem royalty-free para Mas, a opção de algumqualquer um que as use. O desenvolvedor ou empresa Eficiência e customesmo acontece com a li- de colocar seu software sob Aprendemos outras coisascença da comunidade Eclip- as regras Open Source é so- ao longo destes anos. Ima-se , a Eclipse Public Licence berana. Ele o faz por algu- ginava-se que os softwares(EPL). A questão das paten- ma motivação, seja ela Open Source gerassem ine-tes ainda é uma questão em tangível ou intangível. A rentemente códigos maisaberto. Como os softwares eterna discussão dos mode- eficientes que os fechados.são produtos cada vez mais los de negócio, ou seja, co- Todos podiam ler o códigocomplexos, a possibilidade mo ganhar dinheiro com fonte e fazer avaliações ede intercessões entre códi- Open Source vem à tona. Al- correções. Na prática asgos Open Source e códigos gumas empresas descobri- comparações foram feitas,fechados é grande e volta e ram, com o muitas vezes de forma emo-meia vemos alguns litígios amadurecimento do merca- cional, comparando-sepipocando por aí. Para miti- do, que uma alternativa que softwares de comunidadesgar estes efeitos, foram cria- tem se tornada bastante co- engajadas e com liderançasdas inciativas como o Patent mum é a chamada opção de firmes como Linux e Apa-Commons Project, criado pe- dual licencing, onde o che , com produtos comerci-la Linux Foundation software Open Source conti- ais que apresentavam_http://va. mu/TkP2 . Também nua distribuído livremente, muitos defeitos como o Win-vimos a própria Google ad- mas ao mesmo tempo co- dows e o Explorer. Mas, aoquirindo a Motorola Mobility mercializa versões mais so- longo dos anos verificou-separa se apossar de mais de fisticadas, estas sob que existem muitos softwa-25.000 patentes e agora em licenças tipicamente comer- res fechados de altíssimaagosto de 2011 comprando ciais. O usuário paga ape- qualidade, desenvolvidos1.023 patentes da IBM para nas pelas funcionalidades por métodos altamente so-proteger o sistema Android adicionais e paga porque re- fisticados envolvendo inten-de eventuais guerras de pa- conhece valor nelas. Na prá- sos testes de qualitytentes. Aliás, a IBM em 2005 tica vimos que aumentou a assurance . Hoje sabe-secedeu 500 de suas patentes conscientização que os mo- que um projeto Open Sour-à comunidade Open Source , delos comerciais e Open ce é de alta qualidade se forEspírito Livre Especial · Março/201 2 17
    • open sourcebem gerenciado e tiver umacomunidade altamente en-gajada. O mesmo acontececom softwares comerciais.Se forem bem gerenciados edesenvolvidos por processosque enfatizem a qualidade,seu código será de alto ní-vel. Aprendemos também quenem sempre um softwareOpen Source é sempre maisbarato que um software co-mercial. No auge inicial dosdebates, de forma simplista,comparava-se apenas o cus-to de aquisição de produtos,o que inevitavelmente leva-va a um software distribuído Segundo Cezar Taurion, o Open Source chegou para ficar.gratuitamente a ser vence-dor em qualquer compara-ção. Mas com o correr dotempo e amadurecimentodo mercado observou-se Não concordo com esta vi- empresas. Muitos dos negó-que deveríamos comparar são. Na verdade, Open Sour- cios inovadores da InternetTCO ( Total Cost of Ow- ce é um modelo de são baseados em Opennership ou Custo Total de desenvolvimento colaborati- Source como Google e Face-Propriedade) e neste caso, vo, que permite criar novos book por exemplo. Assim,algumas vezes os softwares modelos de negócio, alguns não existe mais espaço paraOpen Source não eram os dos quais que podem dispen- guerras ideológicas, masmais baratos. sar vendas de licença e su- para definirmos cenários portar o negócio baseados onde os modelos OpenNão existe almoço grátis exclusivamente em vendas Source e comerciais convi-Mas a maior lição que apren- de serviços como suporte e vam em sinergia.demos foi que não devemos educação. Outros modelosmisturar ideologia com baseiam-se em dual licen-Open Source . As decisões cing e outros em vendas in-tecnológicas devem ser ba- diretas, como o modeloseadas em fundamentos só- freemium , que cede algolidos que maximizem o em troca de vendas de ou- CEZAR TAURION: Gerente de Novasvalor e a eficiência para os tros produtos como propa- Tecnologias Aplicadas / Technicalnegócios e os órgãos públi- ganda. No fim do dia não Evangelist da IBM Brasil.cos. Um questionamento existe almoço grátis. Profissional e estudioso deque sempre me preocupou A conclusão? Open Sour- Tecnologia da Informação desdefoi que Open Source seria ce chegou para ficar. Faz par- fins da década de 70. Autor deeticamente mais saudável te da industria de software e diversos livros sobre Openque softwares comerciais. está permeada por todas as Source/Software Livre.Espírito Livre Especial · Março/201 2 18
    • inclusão digitalPORTAS ABERTASInclusão Sociodigital e a meta reciclagem, proporcionam a criação deoportunidades para que um sem número de brasileiros passem aexercer o direito básico da cidadania.por Fernando Silva de Araújo www.sxc.hu m plena era do conhecimento e informação, ações de InclusãoDigital representam um canal privilegiado para criação deoportunidades, preparação para o mercado de trabalho e finalmentepara geração de renda e exercício da cidadania. Compare apossibilidade de um trabalhador permanecer empregado comconhecimentos digitais e outro sem estes conhecimentos, ou ainda apossibilidade de um jovem conseguir seu primeiro emprego tendopassado pela inclusão digital e outro sendo um excluído digital.Inclusão Digital e Social não deve ser considerada apenas como adisponibilização de acessos à Internet e consequente instrução básicapara acesso à tecnologia, mas sim promover a inovação, iniciaçãodigital e profissional nos mais diversos conteúdos de conhecimentocom acesso orientado e gratuito.Espírito Livre Especial · Março/2012 19
    • inclusão digital Os resíduos eletrônicosocupam o posto mais altoentre a categoria de detritoscom o maior crescimento domundo. O Brasil tambémcontribui para o lixo tecnoló-gico. A estimativa é de quemais um milhão de computa-dores é jogado fora anual-mente. Mas pouca gentesabe o que fazer com o queficou obsoleto. Deixar guar-dado? Vender ou dar de en-trada em um equipamentonovo? Doar ou simplesmen-te jogar fora? Nos lixões uma parte é re-aproveitada, mas outra,composta de substâncias pe-rigosas, como metais pesa-dos (mercúrio, chumbo,cádmio e cromo) e gasesque provocam o efeito estu-fa, vão ser descartadas nanatureza, contaminando ter-ra, água e ar. Computadores fora deuso devem ser doados. Des- Fernando Silva de Araújo durante sua descontraída palestra no 1º Fórum datine o equipamento antigo Revista Espírito Livrepara quem possa utilizá-loou para instituições sociaisque trabalhem com  InclusãoDigital. O que se tornou inú-til para você pode fazer dife- da informação através da in-rença para milhões de ternet.pessoas. A partir de uma parceria A meta reciclagem nada com a Escola Aberta, trouxemas é do que a reapropria- os alunos para dentro do es-ção de tecnologia objetivan- paço, onde estão aperfeiço-do a transformação social. ando os conhecimentos e FERNANDO SILVA DE ARAÚJO:Esse conceito abrange diver- reciclando peças e computa- Coordenador de Educaçãosas formas de ação: da cap- dores que são doados a ou- Profissional e instrutor detação de computadores tras instituições ou estão à informática da Prefeitura Municipalusados e montagem de labo- venda no Bazar Digital. São de Vila Velha nos Programas Escolaratórios reciclados usando monitores, mouses, HD’s, te- Aberta e Mais Educação da UMEFsoftware livre, até a criação clados e diversas outras pe- Alger Ribeiro Bossois.de ambientes de circulação ças.Espírito Livre Especial · Março/2012 20
    • perícia forensePERÍCIACOMPUTACIONAL FORENSEpor Gilberto Sudré A sociedade está presenciando um acirramento na competição científica e econômica. Atualmente o conhecimento tornou-se uma grande ferramenta de poder e uma vantagem competitiva para as corporações. O valor dos ativos das empresas está sendo transferido dos recursos materiais para o capital intelectual. Assim, da mesma maneira que precisamos proteger os ativos físicos, existe a necessidade de proteção para os ativos do conhecimento, na maioria das vezes armazenados em meios digitais.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 21
    • perícia forense Com o valor estratégico emonetário sendo transferido "Uma das funções do peritopara os ativos digitais, esta-mos acompanhando um realcrescimento de um outro ti- forense é reunir provas quepo de crime. Agora não maiscontra os ativos materiaismas sim contra os ativos respondam as diversas perguntas relacionadas aoimateriais ou digitais. Se hácrime precisamos de ferra-mentas para investigar e pu- suposto crime"nir seus causadores. Os delitos digitais normal-mente são realizados contraos computadores, seus peri-féricos, as redes de comuni-cação e os aplicativos. Estes dem ser enquadrados na le- va pericial mal feita acarretacrimes podem ser classifica- gislação hoje vigente como a impossibilidade de ser utili-dos de acordo com o tipo de a calúnia, a difamação, a zada como embasamento naviolação como por exemplo ameaça, a pedofilia, a viola- tomada de decisões, ou seja,o uso do equipamento ou in- ção de direitos autorais, a uma prova legal obtida porformação, à propriedade, à Falsidade ideológica e mui- derivação de uma prova ile-segurança e à disponibilida- tos outros. gal, a torna também ilegal.de. Alguns destes crimes po- Qual a dificuldade então? A tecnologia, principal-dem ser encontrados no No mundo virtual as evidên- mente a Internet, trouxe me-nosso dia a dia como a pira- cias são muito mais voláteis lhorias enormes para ostaria (programas de compu- e relativas o que torna bas- negócios, mas também crioutador, livros, filmes e tante complexa a ação de um novo terreno para os cri-músicas), uso indevido de reunir as provas necessári- minosos. Devido a isto seráimagens pessoais, a fraude as, com validade jurídica, pa- cada vez mais necessário oeletrônica (senhas, acesso e ra tipificação do crime. trabalho do Perito/Investiga-estelionato), o vírus de com- Esta é uma das funções dor Forense Computacional.putador, o furto de dados e do perito forense. Um profis- Como já era de se esperar,uso indevido de marcas. Ati- sional capacitado para reu- as técnicas de análise e in-tudes que causam muitos nir provas que respondam a vestigação evoluem a cadaprejuízos e transtornos as vi- perguntas relacionadas ao dia mas a sofisticação dostimas. suposto crime como por crimes também. Uma ideia equivocada exemplo: Quem cometeu eque ainda é muito comum é por que? O quê e onde foi re-que a legislação hoje dispo- alizado? Quando e como? GILBERTO SUDRÉ: Professor,nível não pode ser aplicada Um fato fundamental é consultor e pesquisador da áreaa estes crimes digitais. Nem que as provas sejam coleta- de Segurança da Informação,sempre. É verdade que preci- das de forma profissional e privacidade e infraestrutura desamos de um aprimoramen- impessoal, sem deixar, em hi- redes. Comentarista de Tecnologiato e novas leis para o pótese alguma, que elemen- da Rádio CBN. Articulista do Jornalmundo virtual mas diversos tos subjetivos influenciem no A Gazeta, Revista ES Brasil, entredelitos digitais cometidos po- parecer profissional. Uma pro- outros.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 22
    • mercado de trabalhoMudanças no mercado de TIcom a popularização da internetPoucas áreas evoluem de maneira tão rápida quanto a deTecnologia da Informação. Novas tecnologias surgem quase quediariamente. Diante de mudanças tão profundas será que estamosmesmo qualificados para trabalhar com TI?por Gustavo FreitasA área de Tecnologia da Informação (TI) evo- luiu muito nos últi-mos anos. Ela não é maisum mundo dividido em net no mundo (3,6% do to- tal), mesmo tendo apenas 37% de sua população com acesso a rede mundial de computadores. Com essa po- - Blogs - Wikis - Redes sociais - Ferramentas colaborati- vassoftware ou hardware e sim pularização mundial da inter-um universo com "n" especi- net, várias tecnologias Diante dessas novas tec-alidades que se multiplicam surgiram e estão mudando nologias e das mudançasnuma velocidade espantosa, o mercado de TI, entre elas ocorridas no setor de TI, aprincipalmente com a popu- destaco: pergunta é "Você está quali-larização da internet. - Computação móvel ficado a trabalhar com TI?". O Brasil já é o 5º país - E-commerce A resposta do mercado écom mais usuários de inter- - Conceito de Web 2.0 não e que faltam profissio-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 23
    • mercado de trabalhonais qualificados para traba-lhar com TI no Brasil. Alguns estudos estimamem mais de 100 mil vagasabertas a espera de um pro-fissional de TI qualificado pa-ra o novo mercado detrabalho. Mas por que tantas vagasem aberto? Por que tanta fal-ta de mão de obra qualifica-da? A baixa procura por cur-sos de tecnologia, a tendên-cia em se procurar cursossuperiores da área de Huma-nas e a alta taxa de evasão(82%) são alguns motivos Gustavo Freitas apresenta sua palestra durante o 1º Fórum da Revista Espíritoque podemos destacar. Livre. Enfatiza que, se queremos atuar no mercado de TI, devemos estar bem preparados e qualificadosO primeiro passo é quali-ficar-se As vagas estão disponí- GUSTAVO ANDRÉ DE FREITAS:veis, então procure qualifi- Conclusão As oportunidades não são Problogger, consultor para criação,car-se. As opções são várias: desenvolvimento e monetização decurso técnico, tecnólogo, gra- para todos! Elas são para osduação, pós-graduação, certi- que estão preparados! sites e blogs. Bacharel em Sistemasficação e cursos específicos. Pense nisso, mas não fi- de Informação, pós graduado em Com qualificação, você po- que muito tempo pensando, Planejamento educacional ede preencher uma das vagas já que a necessidade do se- docência do ensino superior eem aberto, ou melhor, pode tor é urgente. professor universitário.escolher em qual empresapretende trabalhar.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 24
    • libreofficeOlhos para o futuro:a TDFe o LibreOffice OnlineDepois de firmar posição como a principal solução para edição dedocumentos no formato OpenDocument com o LibreOffice, a TDFmira agora nas aplicações em nuvem.por Gustavo Pacheco Após pouco mais de um ano de atividades da The DocumentFoundation (TDF), já é possível mensurar os avanços estratégicos etécnicos que foram desenvolvidos sobre o LibreOffice. A maior parte desseavanço diz respeito à incorporação de novos recursos ao pacote deaplicativos. Nesse período, o LibreOffice [1 ] evoluiu para uma aplicação maisrápida e funcional, resultado, principalmente, das mudanças na estruturade desenvolvimento do projeto, através da aceleração das contribuições eda expansão da base de desenvolvedores.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 25
    • libreofficeHoje, o LibreOffice constitui-se como a principal soluçãode edição de documentosno formato OpenDocument.Não apenas se considera-mos o uso tradicional da apli-cação, instalada sobre umsistema operacional localmas, também, se avaliar-mos o enorme potencial daAPI do LibreOffice . Essa APIpermite adicionar, a qual-quer desenvolvimento, o po-der das funções dasaplicações e a flexibilidadede um padrão aberto de ar-mazenamento de dados. Em palestra no 1º Fórum da Revista Espírito Livre, Gustavo Pacheco fala sobreO mundo real a importância do LibreOffice para a manipulação de documentos no formatoTomemos como modelo o de- Open Documentsenvolvimento de sistemascorporativos. Um exemplodo mundo real é o que fize- enviados automaticamente companhia: rapidez na con-mos na Corag (Companhia para o LibreOffice . O LibreOf- fecção do jornal, exatidãoRio-grandense de Artes Grá- fice verifica se todos os crité- nas contabilizações de cus-ficas) . A Corag é a empresa rios de formatação do tos e padronização da im-que recebe e publica todos documento estão corretos e pressão. Este é um exemplodocumentos oficiais do Rio imediatamente devolve es- básico de que a utilizaçãoGrande do Sul no Diário Ofi- sa informação para o S-Doc- do LibreOffice vai muitocial do Estado. Quando inici- Net. Caso o documento não além do uso comum.amos o projeto, o esteja em conformidade,recebimento das publica- uma mensagem é exibida LibreOffice na nuvemções era realizado, há quase no navegador do usuário Vamos imaginar, então, umuma década, no formato com essa informação. Se o cenário onde todo esse po-RTF. Estava claro que, de- documento está correto, o Li-pois de tantos anos, uma breOffice gera um arquivo der computacional seja inte-mudança efetiva nesse fluxo XML da publicação que é in- grado aos conceitos dode trabalho já era considera- corporado automaticamente momento: aplicações emda necessária e desejada. nuvem e mobilidade. ao sistema de confecção do Google e Microsoft estão Foi iniciado, então, o de- Diário Oficial, além de infor- investindo no conceito hásenvolvimento do sistema mações de saída para que o algum tempo. Agora, é ne-S-DocNet [2], onde o LibreOf- S-DocNet calcule o valor afice exerce um papel funda- ser pago pela publicação. O cessária uma alternativa li-mental. Através da interface resultado dessa etapa foi vre e suficientementeweb do S-DocNet, os arqui- uma melhoria significativa madura para o mercado. Avos são recebidos pelo siste- em aspectos fundamentais maioria das organizações,ma desenvolvido em PHP e do serviço prestado pela sejam elas públicas ou pri- vadas, deseja ampliar suaEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 26
    • libreoffice As novidades são ótimas, todavia, há um longo cami- nho pela frente. A versão 3.5.0, prevista para feverei- ro de 2012, trará apenas um protótipo do LibreOffice Online. Há muito trabalho a ser feito, especialmente nos aspectos de autenticação, armazenamento de dados, reconhecimento de disposi- tivos e impressão. Minha ex- pectativa particular é continuar trabalhando nos testes do LibreOffice Online até o final do ano. Pretendo que a continuidade desse Gustavo Pacheco salienta que o LibreOffice constitui-se como a principal trabalho resulte em docu- solução de edição de documentos no formato OpenDocument mentação útil para o desen- volvimento do projeto e, naturalmente, na ampliação do trabalho que venho de-disponibilidade através da ser adicionado a qualquer senvolvendo com as Exten-nuvem. No, entanto, a dis- aplicativo que utilize a sões do LibreOffice.cussão sobre que tipo de im- GTK+ e que seja compilado [1] http://va. mu/TkmLplementação recai, adequadamente para utili- [2] http://va. mu/TkmMinvariavelmente, no debate zar o backend Broadway [3]. [3] http://va. mu/Auzsobre quem terá acesso às Esse trabalho, desenvolvido [4] http://va. mu/TkmNinformações e como isso por Alex Larsson durante oacontecerá. A TDF preenche- ano de 2011, vem tendorá essa lacuna com o Libre- avanços significativos nos últi-Office Online , permitindo mos meses. Os últimos testesnão apenas que as organiza- que fizemos com a GTK+ emções construam a sua pró- desenvolvimento permitempria solução em nuvem renderizar aplicações emmas, também, disponibilizan- qualquer navegador. Antes,do um código auditável para essa possibilidade restringia-isso. se ao Mozilla Firefox. Já no la- No aspecto técnico, o Li- do do LibreOffice, Michael Me-breOffice Online é baseado eks fez o desenvolvimento da GUSTAVO BUZZATTI PACHECO: Éna tecnologia de renderiza- adaptação do código ao uso diretor da ProDesk Consultoria eção no navegador que foi de- do backend Broadway [4]. O Treinamento. Foi coordenadorsenvolvida com a GTK+ 3.2. código, ampliado e modifica- adjunto da AssociaçãoOu seja, não é uma tecnolo- do, foi incorporado ao códi- SoftwareLivre.Org na gestão 2006-gia que está vinculada unica- go principal do LibreOffice 2008 e é membro da The Documentmente ao LibreOffice , mas em meados do mês de no- Foundation.sim um recurso que pode vembro.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 27
    • design editorialDesign Editorialcom ferramentas livres:uma quebra de paradigmaspor Hélio José Santiago Ferreira esign Editorial é uma especialidade do Design Gráfico que engloba todo tipo de publicação. Um catálogo,uma revista, livro ou jornal, são exemplos de publicações queprecisam de um projeto gráfico. Uma publicação, qualquer queseja ela, atinge o público leitor através do seu design, queprocura harmonizar layout, cor, hierarquia de informação, etc.Assim, diagramar ou fazer o layout de uma página, não ésomente agrupar textos e imagens. É preciso técnica,conhecimento, talento, sentimento, dedicação e o domínio deferramentas para edição. E é justamente sobre essas ferramentasque falaremos mais adiante.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 28
    • design editorialNo Design Editorial destaca-mos três áreas principais:-Design de Livros: A históriado livro se confunde com ahistória da humanidade. Aimportância deste veículona transmissão do conheci-mento é reconhecido por to-dos. O Design Gráfico foidefinido a partir do Designde Livros.-Design de Revistas: Uma re-vista é um periódico, pois éeditada com o mesmo título,mas com conteúdo diferenteem intervalos regulares detempo. As revistas são umdos dois principais gruposde periódicos. Um bom pro- Hélio Ferreira apresenta sua palestra sobre Design Editorial comjeto gráfico faz toda a dife- ferramentas livres durante o 1º Fórum da Revista Espírito Livre, emrença para o sucesso de Vitória, ES. Mentes criativas e inquietas não podem se deixar levaruma revista. O design de pelos paradigmas impostos, muitas vezes, pela indústria de software.uma revista deve ser dinâmi-co, não pode ser monótono,deve despertar a curiosida-de do leitor em querer des- paradigma é aceito por to- nados softwares e pronto, écobrir o que virá na próxima dos sem contestação, sim- o que importa.página. plesmente é aceito como Para mentes criativas e-Design de Jornais: O jornal verdade e pronto. No caso inquietas, que queiram ex-é o exemplo mais conheci- do Design Editorial temos perimentar coisas novas,do de um periódico. Um um pouco disso, principal- que não se conformam, quebom projeto gráfico de um mente quando o assunto es- buscam algo novo e vibran-jornal deve contemplar facili- tá relacionado a programas te, há boas notícias: exis-dade de leitura e um layout de computador. Usam-se de- tem no mercado depouco complexo. Um jornal terminados softwares por softwares para design gráfi-vai ser lido no mesmo dia, anos a fio, e mentes tão cria- co, outras opções, forade forma rápida, então deve tivas, muitas vezes, não se aquelas que o mercado im-ser de fácil leitura. Ao con- dão ao trabalho de parar pa- põe. Fogem ao padrão poistrário das revistas, que nor- ra peguntar se não haveria não estão ligadas a nenhu-malmente são mensais, os outra solução. Se não ma empresa. São softwaresjornais são – em sua maioria haveria outro programa que de qualidade, profissionais,– diários e a equipe de dia- fizesse o mesmo trabalho, livres e gratuitos. GIMP,gramação sofre uma pres- que fosse mais barato, mais INKSCAPE e SCRIBUS, opçãosão maior. fácil de usar, livre, bom, de qualidade para profissio- Por sua vez, um paradig- interessante, que fosse "a nais exigentes.ma, é um modelo, um pa- minha cara" ou fosse "feitodrão. Muitas vezes um pra mim". Usam-se determi-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 29
    • design editorialINKSCAPEO Inkscape é uma ferramen-ta de desenho vetorial, decódigo aberto, usada paracriar e editar gráficos SVG.Quem usa o Inkscape, tem àsua disposição uma interfa-ce WYSIWYG (What You SeeIs What You Get) , intuitiva esimples, mas sem ser espar-tana. Com o Inkscape é possí-vel manipular diretamente o Logotipo do Inkscape Wilber é o mascote do GIMPcódigo fonte SVG, assim,qualquer pessoa pode saberse o código está de acordo tos e imagens bitmap, o for- de várias partes do mundocom os padrões determina- mato padrão é o PNG. O uso tem usado o GIMP para criardos pelo W3C. O projeto de filtros e extensões, permi- verdadeiras obras primas.Inkscape está em plena ativi- te uma série de efeitos que Com o GIMP é possível re-dade, e periodicamente é podem ser aplicados tanto alizar desde trabalhos pro-lançada uma nova versão es- em imagens como em tex- fissionais de arte digital, atétável. Atualmente a versão tos. um simples trabalho de es-estável disponível é a 0.48. Todas essas característi- cola. Pode ser usado por fo- Assim como outros progra- cas fazem do Inkscape um tógrafos profissionais, masmas de desenho vetorial, o software extremamente flexí- também pode ser usado emInkscape oferece a possibili- vel e de uso profissional. A casa para pequenas corre-dade de criar formas bási- sua estrita conformidade ções em fotografias. Sua in-cas (elipses, retângulos, com os padrões W3C permi- terface, com três janelas,estrelas, polígonos e espi- te a portabilidade de ima- pode causar um certo incô-rais) além de permitir a pos- gens para muitas aplicações modo no início, mas a adap-sibilidade de transformar e e plataformas. tação não é difícil. Namanipular essas formas bási- verdade, a curva de apren-cas. GIMP dizado do GIMP não é acen- Com o Inkscape, também GIMP significa: GNU Image tuada.é possível manipular objetos Manipulation Program , ou O GIMP é um software li-com mais precisão, ajustan- no bom português: Progra- vre, escrito e mantido pordo nós e curvas. Essas fun- ma de Manipulação de Ima- voluntários e é distribuídoções são indispensáveis em gens GNU. O GIMP faz sem custo. Mas, neste caso,softwares de desenho vetori- exatamente o que seu nome não vale o comentário: "seal e permite ao artista criar diz, manipula imagens. As- é de graça não presta", mui-com muito mais liberdade. sim, ao contrário do Inksca- to pelo contrário, a qualida-O Inkscape possui um editor pe, o GIMP é específico para de dos gráficos geradosde XML onde é possível mo- trabalhar com mapas de pelo GIMP o coloca em pédificar as propriedades dos bits. Com ele é perfeitamen- de igualdade com os maisobjetos. te possível editar fotos e cri- conhecidos softwares pro- Com o Inkscape, também ar gráficos profissionais prietários para edição deé possível trabalhar com tex- para a web. Artistas digitais imagem.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 30
    • design editorial O GIMP surgiu como umprojeto de dois estudantesde Ciência da Computação,Spencer Kimball e Peter Mat-tis, em 1995. Em pouco tem-po ele já tinha se tornadoum programa para ediçãode imagens bem popular. Ho-je, o GIMP conta com desen-volvedores e colaboradoresespalhados por todo o mun-do, sendo um exemplo mar-cante de que é possívelfazer software de qualidade O Scribus possui uma versão estável e outra instável. Acima vemos o "splash"de maneira colaborativa. da versão instável Atualmente o GIMP é usa-do por um sem número depessoas ao redor do mundo.Uma característica que fazdo GIMP um software bem ra todos aqueles que bus- tálogos, cartões de visita, li-conhecido, é que, além da cam um software que vros, revistas, jornais esua qualidade, existem ver- entende a linguagem da in- boletins informativos, ou to-sões do software para Linux, dústria gráfica e é capaz de do e qualquer tipo de docu-Windows, Mac OS X, dentre gerar arquivos extremamen- mento com os quais seoutras. te confiáveis. Por isso o Scri- pode comunicar. bus oferece suporte aoSCRIBUS espaço de cor CMYK, permi- __ www.inkscape.orgO Scribus é um software li- te gerenciamento de cores e __ www.gimp.orgvre para criar layout de pági- gera arquivos PDF de modonas. Aqui podemos entender fácil e rápido. __ www.scribus.neto termo "layout de páginas" O formato de arquivo docomo diagramar. Assim, em Scribus é aberto e baseadooutras palavras, o Scribus é em XML. Isso significa queum software livre que é usa- arquivos gerados no Scribusdo para diagramação. Esse podem ser abertos em umpoderoso programa surgiu simples editor de texto. Sempequeno e simples em dúvida uma vantagem sobre2001, e de forma rápida os arquivos proprietários,cresceu e se tornou uma op- que precisam de um softwa-ção profissional para o de- re específico para serem li- HÉLIO S. FERREIRA: Engenheirosign editorial. dos. por formação. Atua como O Scribus é multiplatafor- Sendo traduzido para 25 consultor em Software Livre,ma, existem versões para Li- idiomas, o Scribus dá mos- ministrando cursos e palestras.nux, Mac OS X e Windows. tras da sua importância e pe- Como designer colabora nas Com uma interface amigá- netração no mercado de revistas Espírito Livre e Segurançavel e intuitiva, o Scribus é softwares gráficos. Com ele Digital. Membro da The Documentuma ferramenta valiosa pa- é possível criar folhetos, ca- Foundation.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 31
    • bash Julio Neves fala ao público presente no 1º Fórm da Revista Espírito LivreOapfilandom comepor Júlio Cezar Neves Por ser ainda desconhecido da maioria dos programadores, vou mostrar para os leito-res da revista Espírito Livre uma das novidades (e foram muitas) que surgiram com oBash 4. 0 . A partir dessa versão foi incorporado o comando intrínseco (builtin) mapfile ,cuja finalidade é ler linhas da entrada primária (stdin) para dentro de um vetor indexado,sem loop ou substituição de comando. Sua sintaxe é a seguinte: mapfile [ OPCS] [ VETOR] Onde os dados recebidos irão para o vetor VETOR. Caso ele não seja especificado, avariável do sistema, MAPFILE, se incumbirá de receber esses dados. As principais opções OPCS, são: - EPA! Isso deve ser muito rápido! - E é. Faça os testes e comprove! Veja só como ele funciona:Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 32
    • bash Obteríamos resultado idêntico se fizéssemos: Porém isso seria mais lento porque a substituição de comando é executada em umsubshell. Uma outra forma de fazer isso que logo vem à cabeça é ler o arquivo com aopção - a do comando read . Vamos ver como seria o comportamento disso: Como deu para perceber, foi lido somente o primeiro registro de frutas porque esteformato de read , precisa receber todos os dados que serão lidos para o vetor vet . Paraconsertar isso poderíamos fazer: Mas aí a performance será pior até do que a anterior, pois também usa substituição decomandos e ainda por cima usa a instrução cat que não é builtin . Vejamos como funcionam as suas principais opções (na próxima imagem). Os comentários deste exemplo, já o tornam autoexplicativo, exceto os últimos queprefiro explicar a parte, mas veja que em ambos usei - c 1 para especificar que a açãodescrita na opção - C seria executada a cada linha do arquivo frutas (uma a uma).Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 33
    • bash No exemplo em que ele exibe os índices do vetor para onde o arquivo frutas foicarregado, devemos notar 2 coisas: -Não foi especificado vetor, então a variável MAPFILE por padrão (default) assumiu estafunção; -O índice sempre inserido automaticamente ao fim da linha; No último exemplo simulamos uma barra de progresso rústica na qual cada linha lidageraria um ponto ( . ) na tela. Para tal mandamos imprimir um ponto ( . ) e um jogo da velha( #) . Esse último para tornar tudo a partir dali como um comentário, desta forma nãoaparecendo os índices que são automaticamente inseridos no final. Para você entender melhor isso, execute o fragmento de código a seguir, que irá simularuma barra de progresso, escrevendo um ponto para cada 10 linhas lidas ( - c 10) : $ printf %sn {1. . 150} | > mapfile - c 10 - C printf . # a partir daqui é comentário O jogo da velha ( #) tem de ser protegido, para que o JULIO CEZAR NEVES: Atua junto àShell não "pense" que você está comentando a linha Diretoria do SERPRO e é professorcorrente. Protegendo-o, sua interpretação será feita universitário. Analista de Suportesomente em tempo de execução do printf . de Sistemas desde 1969 e trabalhando com Unix desde 1980. Autor de "Programação Shell – Linux" e do recém lançado "Bombando o Shell".Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 34
    • educação Levany Rogge fala com entusiasmo sobre o sucesso do uso de softwares livres nas escolas públicas de Vila Velha, ES.Informática Educacional:promovendo a construção doconhecimento e interdisciplinaridadecom uso de software livreNo Brasil que dá certo, professoras e professores da redepública de ensino de Vila Velha, Espírito Santo, mostram que épossível (e prazeroso) educar usando somente softwares livres.por Levany RoggeEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 35
    • educaçãoSegundo Tajra (2002), o com-putador é definido dentro doambiente escolar como umaferramenta pedagógica ca-paz de potenciar a aprendiza-gem de campos conceituaisnas diferentes áreas de co-nhecimento, de introduzir ele-mentos contemporâneos naqualificação profissional e demodernização da gestão es-colar. Para Valente (2002) a infor-mática contribui como um re- Uma visão do laboratório de informática em escola pública de Vila Velha, ES.curso auxiliar no processo de O município vem usando, com sucesso, somente software livre nas atividades educacionais.ensino e aprendizagem, noqual o foco é o aluno. Oenfoque da informática edu- Na Tecnologia Educacio- crokids, proporcionando umcativa não é o computador nal eixo norteador para o uso docomo objeto de estudo, mas -Os Temas Transversais va- computador com ferramentacomo meio para adquirir co- lorizam a participação do alu- no processo ensino e apren-nhecimentos. no; dizagem. -O computador como recur- A exemplo de outros Pro-Tecnologia Educacional a so interdisciplinar e gerador gramas já conhecidos, a che-satisfação em realizar de possibilidades e permis- gada do Sistema MicrokidsA tecnologia educacional de- sões eficientes que interfe- em nossos laboratórios pro-ve ser utilizada como um re- rem no processo duziu um avanço para a redecurso, uma ferramenta para ensino-aprendizagem, esti- de ensino municipal de Vilaa construção de conhecimen- mulando o desenvolvimento Velha. Com sua implantaçãoto. Só assim, ela cumprirá cognitivo, afetivo e psicomo- em nosso município, o surgi-sua verdadeira função no es- tor do educando como agen- mento dessa nova ferramen-paço escolar. te construtor de seu ta veio para suprir uma forte Deve promover a inclusão conhecimento; carência de material didáti-social e digital. Inclusão digi- -As atividades são lúdicas, co, especialmente no que setal não pode ser considerada contextualizadas e organiza- refere ao uso dos recursosapenas o acesso ao computa- das estimulando a investiga- tecnológicos integrados aodor ou às redes sociais, a in- ção, a comunicação e o ensino de diversas discipli-clusão digital envolve a espírito criativo. nas, tendo o computador co-inclusão social. O acesso às mo ferramenta de apoio natecnologias pode ser conside- Material Didático de Qua- construção do conhecimentorada inclusão digital a partir lidade sugerido nos Parâmetrosdo momento em que o usuá- Material didático de qualida- Curriculares Nacionaisrio percebe esse instrumento de é essencial para qualificar (PCNs) , uma vez que, o ma-como um aliado na solução o trabalho com as tecnologi- terial propõe a interdiscipli-dos seus problemas e conse- as educacionais. Pensando naridade, voltado para ague usá-lo para benefício pró- nisso a Secretaria de Educa- função social da escola, ten-prio e do próximo. ção de Vila Velha , no ano de do como objetivo potenciali- 2011 implantou o Sistema Mi- zar o aprendizado e aEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 36
    • educaçãoinclusão digital. O material Microkids con-templa a base dos descrito-res das competências que seespera do aluno, evidencia-dos no processo ensino eaprendizagem, e proporcionasuporte para o trabalho dosprofessores, oferecendo aoseducadores, formação e su-porte pedagógico aumentan-do o índice de interesse eenvolvimento de alunos eprofessores.Proposta da InformáticaEducacional em VilaVelha com o Sistema A junção de um sistema de tecnologia educacional eficiente, com a competência e dedicação de professores, resulta em um ensino de qualidade.Microkids e uso dosoftware Livre -Viabilizar a integração cur-ricular; mentas tecnológicas. quentam o laboratório de in- -Habilitar para exercício de Em resposta ao uso do ma- formática.autonomia; terial tecnológico Microkids, As oficinas e formações -Estimular a pesquisa e a pudemos participar do 1º Fó- oferecidas aos professoresprática investigativa; rum da Revista Espírito Livre pedagogos e instrutores mo- -Compartilhar saberes; mostrando alguns trabalhos tivaram ainda mais o uso -Integrar pais / alunos / desenvolvidos pelos alunos e desta ferramenta nas unida-professores / equipe técnica/ alunas desse município, com des de ensino onde traba-comunidade escolar / socie- exposições de maquetes que lham. Os professores quedade; contemplam o sistema da ro- participaram das oficinas fo- -Reconhecer e valorizar a bótica educacional propondo ram unânimes em afirmaridentidade cultural das re- aprendizado sobre: Educação que estas lhes foram degiões e instituições de ensi- Ambiental e Educação Cultu- grande valia abrindo horizon-no. ral sem ferir valores e aten- tes para seu trabalho no am- tando para o crescimento biente escolar.Avanços no ano de 2011 sustentável do município de Diante de tantos relatosDurante o segundo semestre Vila Velha. positivos, é nosso propósitode 2011, foi possível perce- Os alunos puderam estu- para o ano de 2012, despon-ber a importância do efetivo dar de forma multidisciplinar tar Vila Velha como referên-uso do laboratório de informá- e usar o computador como cia nacional no uso dastica no processo ensino e ferramenta de apoio ao seu tecnologias educacionais,aprendizagem. O material di- processo de construção do com softwares livres, comodático de qualidade proporci- conhecimento. Segundo rela- ferramenta de apoio ao pro-onou trabalhos de qualidade tos, há empolgação, anima- cesso ensino e aprendiza-e envolvimento de professo- ção e mais disposição para o gem, proporcionando aosres e alunos com as ferra- aprendizado cada vez que fre- alunos e alunas deste Muni-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 37
    • educaçãocípio o uso destas tecnologi- 2. Capacitação e formação res famosos. Os alunos usa-as estimulando a construção continuada; ram o software para pinturado conhecimento, promoven- 3. Oficina para profissionais KolourPaint.do o desenvolvimento do es- da educação;pírito empreendedor e sua 4. Motivação .inclusão digital e social. LEVANY ROGGE: Pedagoga com Abaixo são mostrados al- especialização em Gestão EscolarComo é possível usar o guns trabalhos de alunos da e também em Informática naSoftware Livre na escola? rede pública do município Educação.Atualmente coordena o1. Quebrar barreiras e para- de Vila Velha. A atividade Núcleo de Informática Educacionaldigmas; consistia em se fazer uma de Secretararia de Educação de releitura de obras de pinto- Vila Velha.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 38
    • filosofia Em sua palestra Milton Simonetti fala sobre como o software livre pode contribuir para melhorar o mundoSoftware livre para ummundo melhorpor Milton SimonettiR eza a lenda e tam- bém a teoria de que a espécie humana sur-giu na terra há mais de400.000 anos atrás, organi- tos toscos vindos de ossos, madeiras e pedras lascadas. Aprenderam a dominar o fo- go e a utilizar a comunica- ção através da linguagem rado o fim dessa era (pedra polida) e o início da história, pois há registros documen- tados de fatos, costumes, conflitos, cerimônias religio-zados em sociedade num pe- há uns 500.000 anos. O fo- sas dentre outros. Principiaríodo chamado PALEOLÍTICO go e a fala foram dois impor- aí a idade dos metais - háou idade da pedra lascada. tantes marcos tecnológicos cerca de seis mil anos atrás.Esse período vem dos pri- na evolução humana. Aprenderam a domesticarmeiros HOMUS ERECTUS até A partir de 12.000 anos animais e também a arma-cerca de 12.000 anos atrás, atrás os grupos humanos zenar excedentes. Inventa-quando já éramos HOMUS aprenderam a cultivar a ter- ram a roda, considerada aSAPIENS. A produção dos pri- ra, iniciando o período neolí- maior invenção tecnológicameiros artefatos em pedra tico (idade da pedra polida) da humanidade por algunslascada é estimada em mais e fixando-se em agrupamen- autores. Surge o Estado,de 2 milhões de anos atrás. tos, até alcançarem estágio sua organização, estruturaAs populações eram nôma- onde desenvolveram a escri- e poder. O local onde presu-des e utilizavam instrumen- ta, quando então é conside- me-se teve origem a roda, aEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 39
    • filosofiaagricultura e a escrita foi on-de se encontra o atual Ira- "A evolução tecnológica trouxeque, entre os rios Tigre eEufrates, com os Sumérios. produção de riquezas, lazer,Mas descobertas recentesmostram que havia escritas tratamento de doenças, trocana China há cerca de 6.000anos atras, e a agricultura de informações. Mas tambémera praticada tambem nasAméricas. trouxe o aprimoramento da Interessante que as inven-ções e descobertas tecnoló- industria bélica, contribuindogicas eram aplicadas eutilizadas por todos os inte- para espalhar a dor, destruiçãoressados, e tem-se registrosde restrições legais para o e morte"uso de técnicas e inventos apartir dos séculos XII e XIII,sendo considerada a primei- eletricidade, desenvolven- bélicos, contribuindo parara patente propriamente di- do-se formas de usar a ele- espalhar a dor, destruição eta - que garantia tricidade e o morte entre as civilizações.exclusividade de uso a seu eletromagnetismo em tras- Mas a guerra não é umaproprietario - alí pelo século portes, motores e comunica- particularidade do ser hu-XV. Nessa época Gutenberg ções. Curiosamente vale mano. Estudos recentes (Ja-chega a uma máquina que lembrar que um cidadão ba- ne Goodall) sobre opermite a impressão de vári- rasileiro, Pe. Landell de Mou- comportamento dos prima-as cópias de um mesmo as- ra, desenvolveu e patenteou tas, notadamente chimpan-sunto - estava criada a um modelo de telégrafo zés, mostram que elesimprensa! sem fio, em 1904! Mas não realizam ações belicosas Na linha da evolução tec- houve recursos para explo- tanto externamente, em de-nológica, outra conquista im- rar o invento... fesa do seu território, suaportante foi o Ainda como fontes de alimentação e seu grupo so-desenvolvimento dos moto- energia cabe dizer que o sé- cial quanto internamente,res a vapor, que vieram culo XX viu nascer uma no- dentro do próprio grupo, pa-substituir a força humana e va forma de energia ra prevalecer sobre as fê-animal pelas máquinas: in- dominada pelo ser humano: meas e demais machos. Nadústria, transporte, agricultu- a energia nuclear! história da humanidade ara, todos os ramos de Entretanto, se a evolução guerra sempre esteve pre-produção se beneficiaram tecnológica trouxe à humani- sente, para dominar, sub-de tal evolução. Em fins do dade novos recursos de pro- meter, defender, usurpar - eséculo XIX chega a vez dos dução de riquezas, lazer, sempre foi responsável pormotores a explosão, que fa- tratamento de doenças, tro- morte e destruição, utilizan-cilitam ainda mais a execu- ca de informações, para ci- do todos os recursos tecno-ção de tarefas que exigem tar algumas conquistas, lógicos disponíveis para tal.esforço físico. Também evo- também trouxe a aplicação Na segunda guerra mundial,luem nesse período os co- de tecnologias e conheci- por exemplo, os Estadosnhecimentos sobre mentos em equipamentos Unidos experimentaram osEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 40
    • filosofiaefeitos da bomba atômicasobre a cidade de Hiroshimae tres dias depois outra so-bre a cidade de Nagasaki!Não eram alvos militares,mas a população civil! Hojeestima-se que tenham morri-do, contando os mortos pe-las bombas e aqueles quemorreram em consequênciada radiação, 300 mil pesso-as! Sem contar as cidades emonumentos que foram des-truídas com bombas co-muns tais como Dresden, naAlemanha, e o Mosteiro deSão Bento, em Monte Cassi-no, na Itália. Mesmo após aguerra, e durante alguns tros, hardware e software. çar os resultados pretendi-anos, uma jornalista soviéti- Provavelmente se essas má- dos. Esse conhecimentoca relata que praticamente quinas houvessem sido de- (como construir tais máqui-todas as mulheres de Berlin senvolvidas no início do nas e como montar tais pro-foram estupradas! Estima- milênio passado (século X), gramas) é propriedade dese que mais de 240 mil mu- não teríamos necessidade empresas, que muitas daslheres moreram nesse perío- de lutar pelo software livre, vezes - mas nem sempre, édo por não conseguir pois ainda não haviam restri- necessário que se diga, esuportar o fato! ções ao uso de recursos de- não somente para informáti- Devemos então pergun- senvolvidos... ca - escondem os processostar: civilização condiz com Retomando o tema do e produtos atrás de paten-guerra? Ou a guerra é um software, para que as máqui- tes, que lhes permitem co-ato de barbárie? Mas ape- nas maravilhosas - chama- mercializar comsar das guerras, o século XX das computador - operem é exclusividade um e outrotambém trouxe muita tecno- necessário o software, a pro- produto.logia e muitas conquistas pa- gramação que contém os se- Por volta de 1960 o pes-ra melhorar as condições de gredos das tarefas a serem quisador Fritz Machlup apre-vida da humanidade: no con- executadas. Dividir, somar, sentou um estudo ondeforto, no lazer, no combate substituir, mudar de lugar, mostra a importância da in-a doenças... simples assim, mas que rea- formação na economia, ten- Um desses avanços que lizadas milhões de vezes por do-se creditado a ele ase destacam é o computa- segundo alteram uma ima- criação da expressão "So-dor. Máquinas formidáveis gem, reproduzem um filme, ciedade da Informação".desenvolvidas comercial- estabelecem um canal com Nesse aspecto o professormente após o fim da II guer- a Internet. Como construir Marcos Cavalcanti, do CRIE-ra, elas utilizam uma parte tais máquinas e como mon- COPPE/UFRJ, alerta que nofísica, elétrica, e uma parte tar um programa que permi- mundo em que vivemos, alógica, chamada programa- ta realizar tal função - eis a lógica que prevalece é a ló-ção. Ou como preferem ou- tarefa crucial para se alcan- gica do conhecimento, queEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 41
    • filosofiaexige muito mais coraçãoque força, muito mais cola-boração que segregação(transcrição minha). Cita co-mo exemplo o sequencia-mento do genoma humano,obra coletiva de milhares depesquisadores espalhadosao redor do mundo (ProjetoGenoma). E software, elemento-cha-ve na operação de geringon-ças tecnológicas do mundoatual, também precisa sermontado colaborativamen-te, proporcionando maiorese melhores resultados paraa humanidade. Essa corren-te inicou-se com Richard das! descobertos, dando trans-Stalmann por volta de 1983, Com essa garantia, pode- parência à sua utilização;quando a necessidade mos- se dizer que o Software Li- favorece a economia nos in-trou que o código fechado vre agrega interessados (é vestimentos, pois seu custonão lhe permitia resolver desenvolvido por comunida- fica sendo menor; estimulaproblemas simples com uma des); compartilha informa- a mão de obra local, pois asimpressora. Ele então criou ções e conhecimento, corporações irão demandaro movimento do software li- mostrando como problemas atendimento e suporte; per-vre, procurando coletivamen- de programação são solucio- mite a qualquer pessoa co-te desenvolver soluções que nados; contribui como fonte laborar, independemente deaprimorassem e modernizas- de informação para dissemi- sexo, raça religião ou qual-sem as técnicas existentes. nar conhecimento; admite a quer outro critério de análi- Software Livre NÃO é participação de voluntários - se; economiza divisas, poissoftware grátis: a liberdade embora possa ser desenvol- não exige remessa de paga-vem de quatro princípios bá- vido por profissionais remu- mentos de licenças e cha-sicos que devem ser atendi- nerados; traz mais ves para o exterior. Alémdos para alcançar tal segurança para quem vai uti- dessas e de outras vanta-classificação: a liberdade de lizá-lo, pois permite ao de- gens, também se tem oexecutar o programa, a liber- senvolvedor conhecer o que controle e domínio sobre osdade de estudar e melhorar está executando o código arquivos e resultados gera-seu código, a liberdade de aplicado. Também permite dos por esse programas,redistribuir cópias e a liber- ao usuário propor e realizar pois a diagramação de suadade de realizar melhorias e melhorias ao código; tem saída (lay-out) pode ser ob-compartilhar as melhorias re- mais robustez e confiabilida- servada a partir do seu có-alizadas! Legalmente há vá- de por ter sido examinado e digo, não exigindorias formas de se fazer isto: testado por uma ampla ga- fidelidade quanto ao forne-licença GNU, copyleft, GPL, ma de pessoas. Não embute cedor para abrir este ouetc, porém as quatro liberda- códigos secretos ou mal aca- aquele arquivo. Nesse as-des precisam estar garanti- bados, pois são facilmente pecto o governo federalEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 42
    • filosofiavem desenvolvendo um pre- bém é conveniente oferecer Esse trabalho foi pratica-cioso trabalho, onde os da- treinamento prévio a quem mente retirado da Internet,dos são definidos de forma vai utilizá-lo, minimizando e abaixo transcreve-se ospadronizada, conforme des- questões e contratempos endereços que foram utiliza-critos no documento chama- que virão a surgir. E por fim dos (talvez falte algum, masdo "e-ping". demonstrar as vantagens de coisa mínima...) Deve-se tomar alguns cui- sua utilização, pois assim asdados, com certeza, para se pessoas o usarão com maisimplantar o software livre simpatia, entendendo queem uma organização, sob não se trata apenas de mais MILTON JOSÉ LYRIO SIMONETTI:risco de se passar por uma uma forma de economia. Analista de sistemas, pós-grande decepção: primeiro Como dever de casa fica a graduado pela UFES, professordeve haver regras para a uti- pergunta: aqui no Espíritolização dos softwares (regu- universitário, servidor público na Santo como está a aplicaçãolamentação), segundo tem da Lei 4711/2002, que deter- área de informática desde 1994 eque haver suporte, pois dúvi- mina a preferência pelo militante do software livre.das e busca de recursos software livre pelas instânci-sempre irão aparecer. Tam- as públicas do nosso estado?http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3737598,00.htmlhttp://www.educacional.com.br/reportagens/expo500/rep_patentes.asphttp://antropoides.no.sapo.pt/pexterna.htmhttp://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=4654:a-origem-das-guerras-&catid=263:reflexoes-do-companheiro-fidel&Itemid=21http://www.kaosenlared.net/noticia/a-origem-das-guerrashttp://www.embaixada-americana.org.br/HTML/ijse0309p/horgan.htmhttp://rodolfovasconcellos.blogspot.com/2010/08/nagasaki-ha-65-anos-faltava-01-dia-para.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Goodallhttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mesopotamia/mesopotamia1.phphttp://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/escrita-chinesa-pode-ser-mais-antiga-mundo-433533.shtmlhttp://tipografos.net/escrita/sumerio.htmlhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sum%C3%A9riahttp://www.suapesquisa.com/pesquisa/sumerios.htmhttp://pt.wikibooks.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%B5es_da_Antiguidade/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_Sum%C3%A9riahttp://www.historiadomundo.com.br/sumeria/http://www.infoescola.com/historia/sumerios/http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/sumerios-inventores-historia-433550.shtmlhttp://viagem.uol.com.br/ultnot/2009/03/05/ult4466u527.jhtmhttp://www.brasilescola.com/historiag/paleolitico.htmhttp://viagem.uol.com.br/album/guia/serradacapivara_album.jhtm?abrefoto=5http://www.roma.templodeapolo.net/ver_fato_historico.asp?Cod_periodo=78&Video=Os%20celtas%20Galatas%20e%20o%20imp%C3%A9rio%20romano&Imagens=Os%20celtas%20Galatas%20e%20o%20imp%C3%A9rio%20romano&periodo=Idade%20do%20Ferro&1=http://pt.wikibooks.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%B5es_da_Antiguidade/As_primeiras_conquistas_do_Homemhttp://www.gnu.org/philosophy/why-free.htmlhttp://www.fsf.org/http://www.fsf.org/campaigns/priority-projects/http://www.softwarelivre.gov.br/http://www.fsfla.org/svnwiki/about/what-is-free-software.pt.htmlhttp://www.latinoware.org/http://ansol.org/http://www.campus-party.com.br/2011/software-livre.htmlhttp://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?code=107http://www.planejamento.gov.br/secretaria.asp?cat=75&sub=107&sec=7http://softwarelivre.datasus.gov.br/index.php?id=9http://www.linuxsolutions.com.br/noticias/governo-admite-dificuldades-para-implantar-software-livre.htmlhttp://br-linux.org/faq-softwarelivre/http://www.gnu.org/licenses/license-list.pt-br.htmlhttp://www.softwarelivre.ceara.gov.br/http://www.softwarelivre.rj.gov.br/Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 43
    • filosofiahttp://www.softwarelivre.ba.gov.br/http://www.celepar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=351http://www.softwarelivre.pe.gov.br/portal/http://www.softwarelivre.goias.gov.br/http://culturadigital.br/blog/2011/07/18/software-livre-e-politica-do-governo-de-tarso-genro/http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/utilidade-publica/incentivo-ao-uso-software-livre.htmlhttp://www.secitec.mt.gov.br/TNX/download.php?id=363http://pt.wikipedia.org/wiki/Patentehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_TRIPshttp://pt.wikipedia.org/wiki/Propriedade_Intelectualhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_autoralhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Fritz_Machluphttp://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_da_informa%C3%A7%C3%A3ohttp://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/medicina-idade-media-doutor-sinistro-433440.shtmlhttp://seer.ufrgs.br/aedos/article/view/9830/5643http://evolucaomedicina.blogspot.com/http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Landell_de_Mourahttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/11/Tree_of_life_SVG.svghttp://governoservico.es.gov.br/LeisES/documentos/0174112002.dochttp://pt.wikipedia.org/wiki/História_do_mundohttp://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_filogen%C3%A9ticahttp://hypescience.com/cidade-anterior-a-invencao-da-roda-revelada/http://criatividadeaplicada.com/2007/02/04/anatomia-das-grandes-invencoes/http://www.coladaweb.com/historia/pre-historiahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Paleol%C3%ADtico_Inferiorhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9-hist%C3%B3riahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_tecnologiahttp://www.cdcc.usp.br/ciencia/artigos/art_19/roda.htmlhttp://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/roda/roda-6.phphttp://scriptures.lds.org/pt/biblemaps/9?sr=1http://gguerras.wordpress.com/2007/09/07/19/http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-77012003000100003http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerrahttp://economia.ig.com.br/brasil+tem+receita+recorde+com+royalties+em+janeiro/n1238149630023.htmlhttp://www.hottopos.com/regeq9/bronislaw.htmhttp://economia.ig.com.br/empresas/industria/com+fim+da+patente+viagra+custara+metade+do+preco/n1237655910376.htmlhttp://www.profcarlospereira.com/downloads/sistinfor/SociedadedoConhecimento.pdfhttp://www.youtube.com/watch?v=aRRpWgxXRd0http://www.lingnet.pro.br/pages/producao/entrevistas/marcos-cavalcanti-ufrj.php#axzz1edmOP7Pehttp://br-linux.org/faq-softwarelivre/http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikihttp://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livrehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Stallmanhttp://wikimediafoundation.org/wiki/P%C3%A1gina_PrincipalEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 44
    • filosofiaOle Peter Smith falasobre o conceito deliberdade O que é a tal da liberdade? por Ole Peter Smith Apesar do crescimento dos movimentos de Software Livre presenciados na última década, ainda evidenciamos uma certa estagnação por motivos variados que vão desde a falta de compreensão a respeito do movimento até as formas como o próprio movimento se organiza. Nosso objetivo é discutir sobre o que vem acontecendo, tentando propor nesse breve texto um ponto de vista sobre o movimento e comunidades de Software Livre, destacando seus pontos fortes e seus pontos fracos. Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 45
    • filosofiaPrimeiramente, Software Li-vre é uma confluência entre "Há de se ressaltar o papelduas áreas científicas, a In-formática e a Filosofia, numcontexto de Liberdade. Uma fundamental da educação como um investimento indispensávelconstelação tradicionalmen-te de opostos, sendo que en-volve o difícil encontro entre que uma sociedade fazas ciências humanas e as ci-ências exatas. Um encontrorecheado de contradições e no seu futuro"embates em que ambos oslados se defendem como for-ma de afirmação de seucampo de conhecimento,deixando que preconceitosinterfiram nesta relação econsequentemente afetan- condições para os cidadãos al fundamental para as so-do a produção do conheci- menos abastados. Esse de- ciedades de hoje: a dissemi-mento. senvolvimento, claro, é um nação de conhecimentos. Pode-se de forma breve e processo, mas basta abrir o Nesta perspectiva, pode-pouco aprofundada definir livros de história, para verifi- se ressaltar o papel funda-as ciências como sendo "os car que houve progresso, e mental da educação comoconhecimentos acumulados muito. um investimento indispen-pela humanidade", fruto da Informática, uma das áre- sável, que uma sociedadeconstrução de grandes cére- as caçulas das ciências, é faz no seu futuro. Sendo im-bros que se destacaram du- uma área de suma importân- prescindível cobrar, querante séculos. Encarando cia para a humanidade, po- educação - de qualidade - énesta perspectiva, são um dendo ser caracterizada dever do qualquer governopatrimônio da humanidade como um implemento neces- que preza o futuro.e como tal não são passíveis sário à comunicação e auto- Por ser a Informática umade serem vendidos. Tanto as matização no sentido em ciência chave no futuro dastecnologias e o conhecimen- que permite a realização de sociedades humanas, preci-to das áreas exatas, como o um trabalho de forma efici- samos fortalecer um núcleoconhecimento produzido pe- ente, faz uma diferença considerável que defenda ela filosofia, surgiram com o imensa não somente nas so- mantenha conhecimento ointuito de enriquecer - e por ciedades humanas de hoje, humano, e não conhecimen-que não dizer salvar - as so- mas mais ainda fará uma di- to particular. Esta afirmativaciedades humanas. Sua apli- ferença maior nas socieda- inspira os quatro manda-cação, consciente e des humanas no futuro. Não mentos do Software Livre:equilibrada, com certeza me- só num contexto técnico-fi- posso executar, ler, alterarlhorou as condições dos se- nanceiro, mas também num e redistribuir o código fonte.res humanos, não somente contexto filosófico-social. Claro, uma simplificação doargumentando o patrão de Portanto, podendo ao mes- conceito de liberdade, adap-qualidade de vida dos mais mo tempo permitir às empre- tado à área de informática.abastados, mas também sas gerar mais rendas Porém, um conceito alta-conseguindo melhorar as (imediatas e futuras), mas mente inspirado, pois ao também tem um papel soci- mesmo tempo a área incen-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 46
    • filosofiativa a disseminação dos co- te possível da nossa socieda- mos bastante qualidade denhecimentos (os softwares) de. Liberdade social não é vida para os mais afortuna-e fornece o meio disso: a in- todos serem iguais, mas sim dos, porém ainda resta umternet, publicação de conhe- todos terem oportunidades grande deficit social. E, cla-cimento via sites, email e iguais. ro, há lugares muito piores,grupos de discussão. Uma Liberdade social, claro, já pensemos somente em Áfri-mistura altamente potente! implica deveres, nenhum di- ca com seus problemas Isso leva a uma discussão reito sem dever de respeitar imensos. Porém, já temos avindo na direção oposta, das o direito do outro. O ditado faca pela garganta, nãoáreas humanas, da filosofia: do povo brasileiro: meu di- podemos enfatizar apenasQue é liberdade? Como defi- reito começa onde termina modelo de liberdade social,no? Uma resposta, porém o seu, é um passo na dire- pois até a humanidade co-simplista, é enfatizado no li- ção da civilização, porém mo um todo, insere-se numberalismo: sou livre, pois permite que por força supe- maior: a mãe natureza (atéposso fazer o que eu quero. rior tenhamos direitos de va- agora, não conseguimos al-Uma visão isolada - uma li- riados tamanhos. Creio, terar a ordem do univer-berdade individual. Não te- que o desafio humano é ga- so...). Sem ela, não existirária muito graça ser livre rantir um tamanho cada vez nossos netos ou bisnetos. Osozinho; queria dividir mi- maior para qualquer um dos que nos força a considerarnha liberdade com minha seus cidadãos, sem impedir uma liberdade mais amplafamília, parentes e amigos. o destaque dos seus mais (ou restrita?): liberdade am-E em consequência, com as produtivos, dos seus mais biental: temos responsabili-famílias, parentes e amigos inovadores. dade com o ambiente - quedeles. Assim formamos um No mundo de hoje, ainda no contexto de Software Li-conceito de liberdade social, resta muito para o alcance vre, leva à conceito de su-onde a maior parte possível deste tipo de liberdade, ou ma importância: TI Verde.dos bens conquistados são seja estas qualidades de vi- Um assunto em parte igno-atingíveis para o maior par- da. Aqui no Brasil alcança- rado em Software Livre, po- rém mencionamos a "Creio, que o desafio humano é Robótica, uma abordagem de extrema valia por seu fo- garantir um tamanho cada vez co técnico-socio-ambiental. Assim, criamos uma es- maior para qualquer um dos cada de liberdades: indivi- duais, sociais e ambientais. Mas veja como é interes- seus cidadãos, sem impedir sante colocar a palavra Li- berdade em contextos o destaque dos seus mais diferentes. Software Livre insere-se no Pensamento Li- produtivos, dos seus vre. Que significa Livre em relação à pensamentos? Li- vre de que? Todo conheci- mais inovadores" mento é paradigmático. O que quer dizer, que que é baseado em paradigmas. Até a Matemática não seEspírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 47
    • filosofiaprova. A Matemática é base- tural. Mais cedo que apren- te uma geração inteira deada em seus axiomas - em demos as coisas, mais difícil brasileiros, que precisarãoessência um sinonimo de pa- são elas para questionar. E cada vez mais domínio deradigmas: verdades inquesti- mais, paradigmas são cria- línguas estrangeiras na suaonáveis - a partir destes se dos num contexto da realida- comunicação com o restoprova o resto, através da de- de cotidiana e numa do mundo. O contexto dodução. Assim, Matemática é realidade moral. O contexto paradigma mudou. Não po-uma ciência que nunca preci- cotidiano muda com o tem- demos afirmar que elimina-sou de se refazer, pois sem- po, e o moral, ainda, devia mos por total opre é especificado sobre ser substituído com a ética. analfabetismo, porém pode-qual premissas - axiomas - Podemos tomar o exem- mos afirmar que na socieda-que os resultados obtidos plo de dublagem na televi- de brasileira é uma partetem validade. Um bom exem- são. Porque se faz isso? A insignificante da populaçãoplo é a axioma de Euclides, resposta é, que começou fa- que não se adaptariam aobase da Geometria Euclidia- zer isso quanto a televisão sistema das legendas.na: Duas retas paralelas nasceu, pelo motivo que a Pensamento Livre, é isso,nunca se intersecionam. maior parte da população ser sempre consciente dosMas pensemos, nos dois la- era de analfabetos, não podi- seus paradigmas - o quedos da estrada no quadro na am ler as legendas. Hoje em não necessariamente impli-parede, Paralelos, eles se in- dia esse paradigma mudou ca descarta-los. Pois a pos-tersecionam no infinito. A de contexto. Após 10 anos tura certa a frente deMatemática, de certo deve na educação brasileira creio qualquer informação e co-dar conta disso; o que leva a que posso afirmar: a área de nhecimento é a do questio-desenvolver uma Matemáti- condições mais precária, namento. Ser crítico, porémca, Geometria não-Euclidia- sem nenhuma dúvida, é o de modo construtivo.na, não refazendo tudo, mas ensino de línguas estrangei- E qual a importância dosim revisando todos os resul- ras. Um fator significante cri- movimento Software Livretados obtidos na Geometria ando esse fato, com certeza nisso? Certamente, Softwa-Euclidiana. Quais usam na é a dublagem de programas re Livre enfoca duas áreassua essência esse axioma - de televisão, filmes, etc. As- libertadoras para as socie-e quais não? Pode-se concre- sim, prejudicando seriamen- dades humanas, a informá-tizar isto com um muro; decerto se retiro alguns tijolosdo seu fundo, partes do mu- "Que significa Livre emro cairá. Como sempre, a Matemá- relação à pensamentos? Livretica da uns exemplos concre-tos (das exatas), que vale apena considerar num contex- de que? Todo conhecimento éto mais filosófico; pensamen-to livre é pensamento paradigmático. O que querpermitindo o contínuo ques-tionamento dos seus para- dizer, que que é baseado emdigmas, pois todos somosprodutos não somente deuma genética, mas também paradigmas"de uma influência social, cul-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 48
    • filosofiatica providenciando uma in- ve dar atenção à Software Li- mos discutir mais do quefraestrutura fundamental e vre? Respondendo, porque somente se o melhor siste-a Filosofia Livre o meio sen- podemos produzir qualidade ma operacional é Ruindows,sato de aplicar isto as socie- de vida para a sociedade. E Apple, Debian ou Ubuntu -dades humanas: não somente para nós discutir cada vez mais Filo-Comunicação e difusão de nerds, pois a nossa área - In- sofia e Pensamento Livre.conhecimentos, através da formática - é uma ciência Monopólios e difusão dedisponibilização dos mes- universal (como a Matemáti- conhecimento, numa lingua-mos sem discriminação in- ca e a Filosofia), aplicada gem também acessível paradiscriminatória, para toda a em todas as áreas científi- os não-nerds, aproveitando-sociedade. Com sua estrutu- cas. Sendo conhecimento, os cada vez mais no desen-ra informatizada - e assim nos delega um dever superi- volvimento contínuo dosglobalizada - as comunida- or: passar esse conhecimen- Softwares Livres. Afinal, cri-des de software livre tem is- to para frente, de forma ar softwares somente paraso a oferecer: Disseminação mais útil para a sociedade criar softwares, não devede ideias e conhecimentos. como um todo, não somente ser o fim deste trabalho, A maioria dos nós, mem- para os outros nerds. Para fa- pois assim sendo não trariabros das comunidades de zermos realmente contribui- a satisfação necessária,Software Livre, somos oriun- ções significantes para nem refletiria a luta dosdos da área de informática, sociedade, precisamos mem- adeptos ao Software Livre.essencialmente nerds. Faze- bros/contribuintes/adeptos Precisamos entender cadamos discussões de nerds, de todas as áreas: professo- vez mais como os usuáriosdiscursos de nerds, pales- res, advogados, médicos, utilizam os softwares livres.tras de nerds, até textos de historiadores, etc, etc. Para Quais suas necessidades?nerds (este é um destes...). atrair esses membros da Para responder estas per-Mas porque a sociedade de- nossa sociedade, precisa- guntas, precisamos compre- ender mais as áreas de aplicação, o que somente podemos fazer envolvendo cada vez mais as diversas áreas de aplicação. O que, de certo, nos enriquecerá, enriquecerá os outros, enri- quecerá as sociedades hu- manas, o motivo de tudo, até as nossas próprias exis- tências. OLE PETER SMITH: dinamarquês, nascido em Copenhague. Mestre de Engenharia (MAT/DTU, 1990), PhD em Matemática (MAT/DTU, 1996). Systems Administrator (MAT/DTU,"A maioria dos nós, membros das comunidades de Software Livre, somos oriun- 1997-2002). Professor Adjunto (IMEdos da área de informática, essencialmente nerds". / UFG). Membro do ASL-GO. Membro fundador e Presidente do SLOG.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 49
    • mobile Oscar Marques durante sua palestra no 1º Fórum da Revista Espírito LivreDesenvolvimento mobile comAndroidpor Oscar Marques Gostaria de mandar um olá a todos os leitores eleitoras da Revista Espírito Livre, para mim é uma honra poderescrever algo para vocês. Recebi o convite do João Fernando parapalestrar no 1 º Fórum da Revista Espírito Livre com grande alegria,pois foi uma oportunidade de voltar ao Espírito Santo. Tenho boaslembranças deste Estado, principalmente das suas praias, queconheço desde que era criança. Atualmente estou trabalhando com projetos de Mobilidadeque envolvem tecnologias como: Android, Tizen, PhoneGap, SL4A,além das linguagens Python e PHP para Android. Minha palestra foisobre a plataforma Android, na oportunidade falei desde a criação doAndroid até os projetos atuais. Então, vamos lá!Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 50
    • mobileO Android é uma pilha de softwares que in- A biblioteca do C Android é Bionic C (de-cluem: o sistema operacional, o middleware rivada do BSD).(Dalvik VM) e os aplicativos. O Android não é Os layouts para mobile são estudados eum projeto nativo do Google. Em 2005 a em- uma larga escala de telas é desenvolvidapresa Android Inc foi comprada pelo Google como capacitivas, resistivas e diversos te-tendo o Andy Rubin como responsável pelo clados/touchscreen . Com o Android hoje édesenvolvimento da tecnologia. Em Novem- possível criar interfaces 2D e 3D. Existebro de 2007 foi criado o Open Handset Allian- aparelhos ainda com GPS, acelerômetro ece, uma organização formada por 84 bússola. Os sensores são fantásticos e per-empresas que se juntaram para acelerar a mitem os usuários lidarem com jogosinovação e criação de soluções moveis para incríveis devido a alta interação entre estesas pessoas. O Google esta presente no OHA e o hardware do aparelho. O mercado dejunto com outras empresas como Samsung, jogos para mobiles vem crescendo ampla-Ebay, Telefonica, China Mobile, Vodafone, mente e existem várias engines liberadasLG, Toshiba, NEC, ARM, Dell, Intel, nVidia e para criar jogos móveis.etc... A base do Android usa a versão 2.6 do O SDK (Kit de Desenvolvimento do Softwa- kernel Linux ( android. kernel. org ). Algunsre) foi liberado para todos em Novembro de serviços do kernel:2007. T-Mobile G1 foi o primeiro celular com - Segurança (recentemente foi portado oAndroid em Setembro de 2008. O plano do SELinux para Android);Google é: - Gerenciamento de memória; - Fazer Cloud Computing mais acessível; - Gerenciamento de processo; - Manter a conectividade ampliada; - Pilha de rede; - Fazer o cliente - smartphone - mais po- - Modelos de drivers.deroso. Os aplicativos desenvolvidos podem rodar O kernel ainda possui suporte para::simultaneamente. O usuário pode escolher - GoldFish (CPU Virtual executando ins-entre os aplicativos e é possível manter ser- truções ARM);viços rodando em background. Caso você já - YAFFS2 (Sistema de Arquivo de Altadesenvolva para Android, você pode publi- performance para uso em dispositivos flashcar seus aplicativos usando o Market, ou NAND );download no seu site e também usar um - Bluetooth (Falhas consertadas relativasapp store de terceiros. Se o Market não te a headsets, debugging e acesso a contro-agradar, publique você mesmo em seu site! les).Envie o app para seu servidor e use o MIME O sistema de arquivos YAFFS2 é openType correto: application/vnd.android.packa- source , ótimo para Forense (os dados ficamge-archive . ali bastante tempo...). É mais rápido que Devemos configurar o servidor web para YAFFS, JFFS e usa pouca memmória RAM,evitar problemas na hora do usuário baixar suporta muitas geometrias ( Flash Mem ) eo aplicativo para ser instalado. resolve erros automaticamente (porém isso limita o tempo de vida útil do SD ). As ver- Algumas características do Android: sões atuais do Android não usam mais - Mais de 400 mil aplicativos; YAFFS2 e sim ext4 . - 12 milhões de linhas de código: -3 milhões em XML; -2.8 milhões em C; -2.1 milhões em Java; -1.75 milhões em C++.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 51
    • mobile E ocorreram melhorias no: web estejam já preparadas para lidar com - Escalonador - foi modificado e possui al- navegadores móveis. A W3C recomenda agoritmos de time keeping; utilização de HTML5 e CSS3. - IPC Binder - processos que dão serviçosa outros processos; As versões do Android seguem - Ashmem - memória compartilhada en- nomes de bolos,. Vejam as versões etre processos. suas melhorias: Para lidar com armazenamento de da- - 1.5 : Cupcake (Abril de 2009, com a úl-dos, o Android usa SQLite, SharedPreferen- tima revisão oficial a maio de 2010)ces, cartão SD, memoria interna e - Primeiro Android no Brasil;conexões de rede. - Copiar e colar; - Widgets; Para manter comunicação de rede, o - Upload de vídeos para YouTube e Pi-Android oferece o seguinte suporte a casa.essas tecnologias: - Teclado on screen. - GSM/EDGE; - IDEN; - 1.6 : Donut (Setembro de 2009, com a - CDMA; ultima revisão oficial a maio de 2010) - EV-DO; - Pequena atualização; - UMTS; - Caixa de busca e voz; - LTE; - Novo Market; - Bluetooth; - Suporte CDMA; - 3G; - Indicador de uso de bateria. - Wi-Fi e WiMAX. - 2.1 : Eclair (Janeiro de 2010, com a úl- E para envio de mensagens ele usa SMS tima revisão oficial a maio de 2010)e MMS. - Android ganha as massas;Os processos de update no Android são de - Conexão com Twitter e Facebook;responsabilidade das Telco/Fabricantes. Qual­ - Novidades na câmera;quer um pode "forkar" o Android Open Sour­ - Melhoras no teclado virtual, dicio-ce Project.Você pode contribuir, registrar­se e nário e contatos;submeter modificações e melhorias na tecno­ - Suporte a HTML5;logia. - Multi touch; Quando os updates estão liberados pela - Efeitos 3D;operadora de telefonia ocorre o que chama- - Galeria de fotos melhorada;mos de OTA (Over The Air) . Os dados trafe- - Múltiplas contas.gam da Base Station até o seu celular com - 2.2 : FroYo ( Frozen Yogourt - Maio deos arquivos que deverão ser atualizados no 2010, com a última revisão oficial a julhoaparelho. Podemos também fazer um pro- de 2010)cesso Manual (procedimento trabalhoso e - Android fica mais rápido;que necessita de conhecimentos técnicos) - JIT Compilador;ou se necessário, podemos fazer Flash/Fac- - Hotspot móvel;tory Reset, onde o aparelho retorna as confi- - Suporte ao flash ;gurações de fábrica. - Múltiplos teclados e línguas. Para navegar nas páginas, ele vem como webkit padrão mas existem versões debrowsers adaptados a ele como o Firefox e - 2.3 : Gingerbread (versão atual lança-Opera Mobile. É bom que as paginas da da em 6 de dezembro de 2010)Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 52
    • mobile - Interface redefinida e novos elemen-tos; - Teclado novo para digitar melhor; - Copiar e colar com toques; - NFC; - Chamadas na Internet. - 3.0 : Honeycomb (Lançada especial-mente para tablets em Janeiro de 2011) - Focado em tablets; -Multitarefa, notificações, customiza-ções e widgets; - Bluetooth tether; - Suporte ao Protocolo de Transferên-cia de Imagem/Vídeo. droid SDK, Eclipse, NetBeans e o MotoDEV Um vídeo bem interessante mostrando a Studio. O Android SDK, possui: Emulador deevolução da tecnologia pode ser visto em: Android (root) , ferramentas CLI (linha dehttp://va. mu/Tk7a comando) tais como: aapt (Android asset Ao desenvolver aplicativos para packaging tool) , adb (Android debug brid-Android, devemos pensar no seguinte: ge) , aidl (Android IDL compiler) , emulator - Conheça seu público; (Android Emulador) e ampla documenta- - Simplifique as funcionalidades quando ção/exemplos de aplicativos.puder, mantenha-se organizado; O emulador de Android possui limitações - Mantenha intuitivo e amigável, entenda tais como: sem suporte para receber/reali-que você tem meros segundos para ganhar zar ligações, câmera, entrada de áudio, de-ou perder um usuário. tectar o estado de conexões e para situação da bateria e também não tem su- Pois o Android foi criado para rodar em di- porte para Bluetooth .versos aparelhos. Ao usar o adb vemos que ele é uma fer- Vejamos algumas resoluções possíveis: ramenta poderosa pois faz conexão Existem 4 tamanhos gerais: smartphone x PC (over USB) e funciona na - Pequeno (2-3 polegadas); estação de trabalho como cliente/daemon - Normal (3-5 polegadas); conversando com o daemon adbd. O dae- - Largo (4-7 polegadas); mon roda como root nos emuladores, pode- - Extra Largo (7-10 polegadas) - tablets mos dar comandos ( dd, ls, mount, cat, ps,somente. uptime, uname, strings etc...) e eles nos Existem 4 resoluções gerais: permitem enviar/receber arquivos usando - ldpi (100-120 dpi); comandos. - mdpi (120-160 dpi); Para iniciar o desenvolvimento devemos - hdpi (160-240 dpi); instalar o plugin ADT no Eclipse. - xhdpi (240-320 dpi). Um aplicativo é composto de um ou mais activities. A activity é usualmente uma tela Ao criar aplicativos, lembre-se disso: do aplicativo, entretanto, ela pode ser tam- - Crie seu design para múltiplos tamanhos; bém invisível e uma activity é designada - O projeto vai levar mais tempo; como a principal (entry point) do aplicativo. - Porém seu aplicativo será melhor. Vejamos o android.app.Activity: Para desenvolvermos no Android vamosprecisar de alguns aplicativos tais como An-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 53
    • mobile import android. app. Activity; public class MyActivity extends Activity { public void onCreate( Bundle savedValues) { super. onCreate( savedValues) ; setContentView( R. layout. main) ; } } E cada aplicação devemos lidar com: - AndroidManifest.xml; - Activities; - Views; - Layouts. E além disso podemos lidar com: ­ Intents & IntentReceivers; ­ Services; ­ Notifications; ­ ContentProviders. O AndroidManifest. xml é o local onde podemos colocar as permissões que o aplicativonecessita para funcionar: A interface nativa do Android é feita com Java e XML. <?xml version=" 1. 0" encoding=" utf- 8" ?> <manifest xmlns: android=" http: //schemas. android. com/apk/res/android" package=" com. my_domain. app. helloactivity" > <application android: label=" @string/app_name" > <activity android: name=" . HelloActivity" > <intent- filter> <action android: name=" android. intent. action. MAIN" /> <category android: name=" android. intent. category. LAUNCHER" /> </intent- filter> </activity> </application> </manifest> Podemos usar views na nossa interface, alguns exemplos: - android. widget. ListView; - android. widget. DatePicker; - android. widget. Button ; - android. widget. ImageView. A Intent uma simples mensagem de objeto que representa a intenção de realizar al-go. Uma Intent é uma descrição abstrata de uma operação a ser realizada. Vejamos:Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 54
    • mobile android.content.Intent: para sucessos nos ataques. - VIEW_ACTION; Quanto ao mercado, hoje vemos o se- - EDIT_ACTION; guinte: nos EUA o Android é mais vendido - PICK_ACTION; que o iPhone. Setenta mil smartphones - WEB_SEARCH_ACTION; com Android são vendidos por dia. Existem - SYNC_ACTION; muitos projetos para tablets e jogos! (Coro- - etc... na SDK, LimeJS, PhoneGap etc... Hoje exis- tem mais de 1,6 bilhões de unidades de e celulares de todo o mundo (aumento de android.app.ApplicationContext: 38%) e cerca de 296 milhões de smartpho- - startActivity(Intent); nes/ano – 19% do total (aumento de - getSystemService; 72,1%). - createDatabase; No Brasil, de cada 10 celulares, 1 é - openDatabase; smartphone e os usuários possuem em mé- - deleteDatabase; dia, 25 aplicativos instalados. Os aplicati- - etc... vos mais populares no Android são o Google Maps, seguido pelo Facebook. Na questão relativa a segurança,o mes- Vemos uma substituição massiva demo "bla bla bla " falado de sempre! Tenha computadores por tablets e smartphones ecuidado com . apks desconhecidos, também a comutação de novas tecnologias comotenha cuidado com sua conta do Gmail! Os sistemas de entretenimento e navegaçãomalwares para mobile são conhecidos co- para carros, geladeiras e outras tecnologi-mo Malware Next Generation o/. Os atacan- as.tes estão focando agora dispositivos O Android também consegue ser execu-móveis pelo seu grande uso e também por tado e emulado no Linux, MacOS e tambémtratar-se de uma tecnologia relativamente tem grande portabilidade para rodar emnovas para alguns, sendo um campo fértil outros dispositivos como a Be- agleBoard, Pandaboard e etc... Já existem projetos para Android portado como An- droid-x86 Project, 0xdroid e pandroid. O melhor para mim no Android é conseguir portá-lo em iPhone e mostrar para os Mac fãs. Abraços! OSCAR MARQUES: Atua na Divisão de Segurança da Informação do SERPRO, no Rio de Janeiro. Também leciona o curso de Android na Linux Solutions e é Consultor Móvel daNa questão relativa a segurança, o mesmo bla bla bla de sempre! Tenha Prefeitura do Rio de Janeiro para ocuidado com os .apks desconhecidos, também tenha cuidado com sua conta do projeto “Mobilidade na Copa doGmail! Mundo e Olimpíada”.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 55
    • certificaçõesAs Certificações em TIpor Roney Medice Roney Medice durante sua palestra sobre Certificações em TI Em um mercado altamente competitivo, é primordial que o profissional de TI possua certificação para comprovar as habilidades técnicas. A área de tecnologia ainda absorve profissionais formados em outras áreas diversas de tecnologia. Porém, com um curso de extensão ou especialização na área de tecnologia, está cada vez mais presente no mercado de tecnologia esses profissionais. Um profissional qualificado e com certificação, terá prioridade no mercado.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 56
    • certificaçõesAlguns fatores levam os inte- tância da certificação do pro- a pessoa tivesse um nívelressados em escolher o Se- fissional de TI, é comum que de graduação e língua es-tor de TI para ser a vários profissionais tenham trangeira. Atualmente, umaprofissão de trabalho, tais dúvida em relação a tirar certificação em TI no currí-como: acreditam ser a profis- uma certificação ou realizar culo é mais que desejável,são do futuro, tem relação uma faculdade. A grande di- em determinados casos, é adireta ou indiretamente com ferença nesse caso é que diferença para garantir umaoutras profissões, o merca- uma graduação tende a dar vaga de emprego.do de TI é favorável econo- uma formação acadêmica Algumas certificaçõesmicamente, a informática de conhecimento geral ao que podemos citar disponí-está presente no cotidiano profissional. Enquanto que veis aos profissionais de TIentre outros. uma certificação, é um ates- são: CISSP (Certifield Infor- No campo da informática, tado de conhecimento espe- mation Systems Securityencontram-se diversas áre- cífico e técnico em um Professional) , MCSE – MCSAas em que o profissional po- determinado produto ou tec- (certificações Microsoft), CC-de se especializar e assim, nologia, oferecendo informa- NA – CCNE (Certificaçõesdestacar-se tecnicamente ção detalhada ao CISCO), Cobit, ITIL, LPI e asem relação a outros profissi- profissional. mais recentes como CHE,onais. É possível escolher A necessidade atual de CHFI e CDFI (Certifield Digi-uma certificação em hardwa- uma certificação do profissi- tal Forensic Investigator –re, banco de dados, seguran- onal de TI está ligada ao Computação Forense emiti-ça da informação, gerência mercado, que a cada dia, es- da pela NID Forensics Aca-de projetos, computação fo- tá mais exigente em relação demy) .rense e outras áreas afins a capacitação destes profis- Todavia, cabe somente aode tecnologia. sionais. Antigamente, a exi- profissional de TI em deter- Quando falamos na impor- gência do mercado era que minar a sua própria escolha em estudar e se especializar em uma determinada área, tentando a sua certificação ou escolhendo a formação acadêmica. Independente de sua escolha, a questão principal para um profissio- nal de TI é o eterno aperfei- çoamento e estudos de novas tecnologias. RONEY ROBERTO CUNHA MÉDICE: Coordenador de Segurança da Informação de um Terminal"No campo da informática, encontram-se diversas áreas em que o profissional Retroportuário no Porto de Vitória.pode se especializar e assim, se destacar tecnicamente em relação a outros Consultor de Segurança daprofissionais." Informação do Grupo Otto Andrade. Perito Digital CDFI. Membro fundador do CSA, ACFE e ISOC.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 57
    • tecnologia educacionalAtecnologiacomo Estudo de engrenagens por Leonardo da Vinciinstrumentopara aeducaçãoPolítica de Tecnologia Educacional de Vila Velha éapresentada no Iº Fórum da Revista Espírito Livre em Vitóriapor Geiza Ardiçon com fotos de Sérgio Cardoso As iniciativas desenvolvidas pela redemunicipal de Vila Velha na área de tecnologia educacionalforam apresentadas no Iº Fórum da Revista Espírito Livre,que reuniu profissionais e especialistas da área. O eventofoi realizado no Campus I da Faculdades AssociadasEspírito-Santense (FAESA), em Vitória. Na ocasião, alunosdas Unidades Municipais de Ensino Fundamental (UMEF)Alger Ribeiro Bossois e Deputado Micheil Chequerapresentaram projetos de robótica. A secretária deeducação, Wanessa Zavarese Sechim, ministrou palestrasobre a “Política de Tecnologia Educacional”.Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 58
    • tecnologia educacionalO investimento para aquisi-ção de equipamentos, as for-mações continuadas para osprofissionais da área queatuam na Secretaria Munici-pal de Educação (SEMED) ea reestruturação do Núcleode Tecnologia Educacionalda secretaria foram algunsdos pontos destacados porWanessa Sechim. "Nosso fo-co é a aprendizagem do alu-no e, por isso, estamosempenhados em garantirque o processo de ensino se-ja dinâmico e, que nestecontexto, o laboratório de in-formática seja um instru- A secretária de Educação da Prefeitura Municipal de Vila Velha,mento pedagógico. Esta já é Wanessa Zavarese Sechim, durante sua palestra no 1º Fórum dauma realidade na rede, pois Revista Espírito Livrejá utilizamos softwares pe-dagógicos de forma interdis-ciplinar durante as aulas” ,assegurou a secretária. gramas Escola Aberta e como ferramenta para oti- Mais Educação a oportuni- mizar o trabalho dos servi- dade de aprender por meio dores. "Neste ano jáComputadores adaptados das novas tecnologias é leva- inovamos com a informati-Wanessa Sechim também da para as comunidades, zação da Chamada Escolar,destacou o acesso às tecno- que têm a oportunidade de facilitando e agilizando ologias para os alunos especi- participar de oficinas e cur- atendimento aos pais dosais da rede. Por meio das sos realizados por escolas alunos. Além disso, tambémSalas de Recursos Multifunci- da rede municipal ". estamos trabalhando paraonais para Atendimento Edu- Além dos alunos, a tecno- facilitar a comunicação en-cacional Especializado logia também tem sido am- tre as escolas por meio des-(AEE), que já foram entre- pliada no administrativo da ta informatização ", afirmougues em oito escolas da re- SEMED. O Planejamento Es- a secretária.de municipal, os alunos tratégico da Secretariacontam com equipamentos (PES) também traz como Projetoseletrônicos e computadores uma das ações a tecnologia Durante o 1º Fórum daadaptados para atendê-los. Revista Espírito Livre,"Até o fim deste ano esta se-rá a realidade para alunos alunos da rede municipalde 1 1 escolas e em 201 2 am- apresentaram para os parti-pliaremos para mais 20 uni- cipantes do evento, projetosdades de ensino ", destacou de robótica. O projeto "A " A escola e a comunidade seWanessa. História contada em três integram com os tempos: passado, pre- A secretária também enfa- Programas Escola Aberta sente e futuro ", da UMEFtizou que "por meio dos Pro- e Mais Educação" Micheil Chequer, foi um de-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 59
    • tecnologia educacionalles. As alunas do 9º ano,Ana Carla Oliveira Rocha,Victoria Mercia e PolyanaPratti foram as responsáveisem explicar para o públicosobre a iniciativa, que abor- Alunas da UMEFda o incentivo ao turismo da Micheil Chequer demonstram seucidade por meio de teleféri- projeto: umco e interliga a Prainha, on- teleférico interligando ade a história do município Prainha com oteve início, ao Morro do Mo- Morro do Morenoreno. "A ferramenta, portanto,faz a junção do passadocom o presente, pois os visi-tantes do bondinho poderi-am visualizar a cidade comoestá hoje. E do futuro, ao po- Alunas da UMEFderem idealizar uma cidade Micheil Chequer eque crescerá ainda mais", o projeto "Adestacou a professora de his- história contada em três tempos:tória Cleidimar da Silva, que passado, presentede forma interdisciplinar tra- e futuro"balhou no projeto ao lado deoutros professores da esco-la. As alunas estavam empol- Alunos da UMEFgadas e afirmaram que o Alger Ribeiroprojeto garantiu que elas pu- Bossois apresentaram nodessem aprender de manei- 1º Fórum dara diferente e dinâmica. "É Revista Espíritosempre muito bom apren- Livre o projeto de robótica:der de um modo diferente. "DesassoreamentoQuando não é somente aula do Rio Jucu com a pá mecanizada"e temos a prática no nossodia a dia, aprender é maisfácil ", enfatizaram. do contexto de utilização dos, na forma de programa, Já a UMEF Alger Ribeiro le- dos softwares pedagógicos. que permitem o controle devou para o evento o "Proje- A abordagem é feita por dispositivos robóticos.to de Robótica - meio de material pedagógi- WANESSA ZAVARESE SECHIM:  Desassoreamento do Rio co da MicroKids. SuperLogo, Graduada em Pedagogia / Jucu com a pá mecaniza- em informática, é uma lin- Supervisão Escolar. Especialista da" . Para desenvolver o pro- guagem de programação em Planejamento Educacional. jeto, os estudantes voltada principalmente para Mestranda em Educação. utilizaram o Programa Super- crianças e jovens, como fer- Atualmente Secretária de Logo durante as aulas na ramenta de apoio ao ensino Educação do Município de Vila unidade de ensino, dentro regular. Trata-se de um con- Velha. junto de comandos ordena-Espírito Livre Especial · Fevereiro/201 2 60