Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012
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A “Análise do Comércio Internacional Catarinense” apresenta a trajetória e as transformações ocorridas no comércio internacional de Santa Catarina nos últimos dez anos, além de examinar o ...

A “Análise do Comércio Internacional Catarinense” apresenta a trajetória e as transformações ocorridas no comércio internacional de Santa Catarina nos últimos dez anos, além de examinar o cenário recente e as perspectivas da economia mundial para os próximos anos.

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Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012 Análise do Comércio Internacional Catarinense 2012 Document Transcript

  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012Apoio Realização
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012ElaboraçãoFederação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESCDiretoria de Relações Industriais - DRICentro Internacional de Negócios - CINEquipe TécnicaHenry Uliano QuaresmaTatiani LealDaniel TubinoMauro Victor Silveira de SouzaGisele de Andrade Polidoro MüllerMoacir Rohling VolpatoConsultoria editorialVladimir BrandãoRevisãoSérgio RibeiroDireção de arteLuiz Acácio de SouzaEdição de arteJoão Henrique MoçoTodos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5.988, de 14/12/73.F293a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC Análise do comércio internacional catarinense. / Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. – Florianópolis: FIESC, 2012. 112 p. : il. color. 1. Comércio internacional – Santa Catarina. 2. Economia – Santa Catarina – Dados estatísticos. I. Título. CDD 382.021 Ficha catalográfica elaborada por Ana Claudia P O Silva CRB – 14/769FIESC - Federação das Indústrias do Estado de Santa CatarinaRodovia Admar Gonzaga, 2.765 - Itacorubi - Florianópolis/SC. CEP 88034-001Fone: (48) 3231-4651 - Fax: (48) 3231-4669e-mail: cin@fiescnet.com.brwww.fiescnet.com.br
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 SumárioApresentação .................................................................................................................................................... 41. Contextualização ........................................................................................................................................ 62. Cenário Internacional ................................................................................................................................ 8 2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011 .........................................................................................................................11 2.2 Perspectivas da economia mundial .............................................................................................................................................................................18 2.3 O Brasil no comércio internacional...............................................................................................................................................................................243. Santa Catarina ............................................................................................................................................32 3.1 Análise das importações catarinenses .......................................................................................................................................................................35 3.2 Análise das exportações catarinenses ........................................................................................................................................................................39 3.3 Desempenho exportador de Santa Catarina no mercado mundial ........................................................................................................494. Resultados da pesquisa ..........................................................................................................................53 4.1 Caracterização das empresas ...........................................................................................................................................................................................53 4.2 Análise das empresas exportadoras.............................................................................................................................................................................58 4.3 Análise das empresas importadoras ............................................................................................................................................................................68 4.4 Experiência das empresas na internacionalização..............................................................................................................................................755. Conclusões ..................................................................................................................................................806. Anexos ..........................................................................................................................................................86 6.1 Principais premissas do cenário-base para as estimativas de 2012/2013 ............................................................................................86 6.2 Os 50 principais produtos (SH4) importados por SC em 2011....................................................................................................................88 6.3 Evolução das importações entre 2001 e 2011dos 50 produtos mais importados por SC em 2011....................................89 6.4 Os 50 principais países importadores de SC em 2011 .....................................................................................................................................91 6.5 Comparativo das exportações entre 2001-2011 para os principais países importadores de SC...........................................92 6.6 Os 50 principais produtos exportados por SC em 2011..................................................................................................................................93 6.7 Evolução das exportações entre 2001 e 2011 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011....................................94 6.8 Evolução das exportações mundiais entre 2001 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............96 6.9 Evolução das exportações mundiais entre 2006 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 .............98 6.10 Produtos com maior potencial exportador no mercado mundial .....................................................................................................100 6.11 Questionário Aplicado na Pesquisa ........................................................................................................................................................................104 6.12 Listagem das Empresas Participantes da Pesquisa .......................................................................................................................................108Lista de siglasBACEN - Banco Central do BrasilBRICS - Brasil, Rússia, Índia, China e África do SulCEI – Comunidade dos Estados IndependentesFIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa CatarinaFUNCEX – Fundação Estudos de Comércio ExteriorMDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio ExteriorOMC – Organização Mundial do ComércioONU – Organização das Nações UnidasSECEX – Secretaria de Comércio ExteriorSH – Sistema HarmonizadoUNCTAD – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Apresentação A “Análise do Comércio Internacional Catarinense” apresenta a trajetória e as transformações ocorridas no comércio internacional de Santa Catarina nos últimos dez anos, além de examinar o cenário recente e as perspectivas da economia mundial para os próximos anos. Abordando questões contemporâneas de forma aprofundada, com base em estatísticas de importação e exportação de bens no comércio global e em informações obtidas diretamente junto ao setor empresarial de Santa Catarina, a publicação tem o objetivo de contribuir para uma reflexão a respeito da necessidade de um redirecionamento das estratégias de interna- cionalização das empresas do Estado, visando ao melhor posicionamento da indústria catari- nense nesse mercado. Espera-se que a presente publicação possa auxiliar as decisões das indústrias que operam nesses mercados, proporcionando-lhes melhores condições de competitividade em um am- biente cada vez mais desafiador. Ao mesmo tempo, a FIESC utilizará os principais resultados e conclusões da publicação para buscar, junto às entidades intervenientes do comércio exterior brasileiro, soluções para os entraves que vêm prejudicando o processo de internacionalização do setor produtivo catarinense. Trabalhando com propósitos bem definidos, poderemos avançar em uma agenda que resul- tará em perspectivas mais promissoras para o comércio internacional de Santa Catarina, no médio e longo prazos. Glauco José Côrte PRESIDENTE DO SISTEMA FIESC4 SISTEMA FIESC
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  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 1. Contextualização Santa Catarina se tornou um estado diferenciado graças à força de sua indústria. À exceção de Amazonas, que conta com a Zona Franca de Manaus, Santa Catarina é o estado brasileiro com maior participação da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB)1. Com apenas 1% da área brasileira e cerca de 3% da população, o estado gera 4,0% do PIB nacional. Diversificada e bem distribuída por todas as regiões do estado, a indústria foi determinante para oferecer aos catarinenses a melhor qualidade de vida do país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Santa Catarina é o mais elevado dentre os estados da Fe- deração, ficando atrás somente do Distrito Federal, que possui características socioeconômicas diferenciadas. A participação relevante de Santa Catarina no comércio internacional teve papel determinante para a construção desse cenário. A indústria catarinense começou a desenvolver seu perfil exportador nos anos 1970, quando as exportações do estado representavam 2% do total nacional. Mas foi nos anos 80, a “década perdida” do Brasil, quando o país enfrentava recessão econômica associada à inflação, que a indústria de Santa Catarina vislumbrou oportunidades no mercado externo. Por conta do empreendedorismo e do arrojo que são típicos do empresário catarinense, associados a um eficiente trabalho de prospecção e abertura de novos mercados realizado com o suporte de entidades públicas e privadas, como o próprio Sistema FIESC, a indústria deu um grande passo no comércio mundial. Terminada a “década perdida”, Santa Catarina respondia por 6% das vendas externas brasileiras. Sua pauta de exportações ficou muito mais diversificada. Além de artigos têxteis e alimentícios, foram incluídos produtos como motocompressores, papel kraft, pisos e azulejos, refrigeradores e calçados na pauta exportadora do estado. Mais de 70% dos produtos exportados por Santa Catarina nesse período eram industrializados ou semi-industrializados. A inserção internacional de Santa Catarina foi fundamental para que suas indústrias – muitas delas já de classe mundial – enfrentassem o processo de abertura comercial dos anos 90. A queda de barreiras alfandegárias a produtos importados impactou fortemente vários setores industriais brasileiros. As empresas que se mantiveram no mercado obtiveram ganhos de pro- dutividade, incorporaram avanços tecnológicos, investiram em inovação e se tornaram mais ágeis e flexíveis. A indústria catarinense atingiu um padrão de categoria mundial, o que per- mitiu sua integração às novas cadeias produtivas globais que se organizavam. Suas principais empresas mostravam-se aptas para a competição tanto com produtos importados em terri- tório nacional quanto no exterior. A chegada do século 21, entretanto, trouxe uma significativa mudança de cenário para o seg- mento industrial do estado. A economia brasileira cresceu baseada no aumento do consumo das famílias, porém a indústria não foi necessariamente beneficiada. Em decorrência do câm- bio apreciado e da falta de competitividade sistêmica oriunda do “Custo Brasil”, o país ampliou consideravelmente as importações de bens de consumo sem que a indústria nacional pudes- 1 32,8% em 2009, incluindo indústria de transformação, construção, geração e distribuição de energia, água e saneamento; excluindo indústria extrativa6 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Contextualizaçãose, em muitos casos, competir em igualdade de condições. Daí decorre, em grande parte, otão discutido fenômeno da “desindustrialização”, que é a diminuição do peso da indústria naformação total de riquezas do país. O equilíbrio das contas externas do período foi garantidopela formidável elevação da exportação de commodities minerais e agrícolas, cuja demandafoi puxada pelo acelerado crescimento da China.Nesse cenário, Santa Catarina sofreu as consequências do novo arranjo econômico vigente.Sendo um dos estados mais industrializados do país e sem contar com alta produção de com-modities exportáveis, as possibilidades de aumento das vendas externas tornaram-se mais li-mitadas. Aliado a isso, o baixo crescimento mundial decorrente da crise financeira global de2008 e 2009 encolheu ainda mais as oportunidades em mercados consumidores de produtoscatarinenses, particularmente na União Europeia e nos Estados Unidos.Mesmo com as dificuldades que os exportadores têm encontrado nos últimos anos, o novoarranjo econômico global traz uma série de novas oportunidades de negócios. Se os merca-dos tradicionais de Santa Catarina estão com suas economias estagnadas, há outros países emprocesso de crescimento. Se alguns dos produtos catarinenses têm menores condições decompetitividade no exterior, outros produtos podem ser explorados para conquistar clientesestrangeiros. Se há dificuldades em se lidar com a competição de produtos asiáticos, pode--se buscar concretizar mais negócios em países dessa região, muitos dos quais estão em as-censão econômica. A Ásia não possui somente um grande mercado consumidor, mas suasempresas também ofertam máquinas para modernizar o parque fabril catarinense e insumospara agregar valor às nossas indústrias, além da possibilidade de complementação de linhasde produção – o que já está sendo feito por algumas das mais bem-sucedidas empresas deSanta Catarina da atualidade.Esta publicação, realizada de modo pioneiro pelo Sistema FIESC, pretende apontar alguns des-ses caminhos. Ao fazer uma análise aprofundada do comércio exterior, considerando uma sériehistórica de 10 anos e um grande número de países e produtos, busca-se apresentar um mapadas transformações do comércio internacional catarinense da última década. Com base nes-sas informações, o industrial do estado poderá vislumbrar oportunidades em novos mercadose/ou em novos nichos de negócios.Além da análise histórica do comércio internacional de Santa Catarina, a FIESC ampliou o escopode seu tradicional “Diagnóstico do Setor Exportador Catarinense”, que anualmente apresentavaresultados de pesquisas realizadas com empresas exportadoras do estado sobre a evoluçãoe o desempenho no comércio exterior. Com novas e mais profundas questões, que remetemao período estudado neste documento, o Diagnóstico foi aqui incorporado, permitindo umaabrangente visão dos desafios e oportunidades existentes para a indústria catarinense no ce-nário mundial. Além de servir de orientação às empresas, espera-se que esta publicação contri-bua para a formulação de políticas públicas destinadas ao fomento do comércio internacionalbrasileiro e, particularmente, de Santa Catarina. SISTEMA FIESC 7
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 2. Cenário Internacional Uma década de mudanças Desde o início do século 21 o mundo viveu uma notável expansão do comércio internacional. Entre 2001 e 2011 o volume de exportações globais triplicou, saindo da casa dos US$ 6 trilhões para US$ 18 trilhões. Números semelhantes ilustram a evolução das importações mundiais. O crescimento do comércio foi superior ao crescimento do Produto Interno Bruto global no período, quando este praticamente dobrou, chegando a US$ 70 trilhões em 2011. Nesse contexto de “boom” comercial, os países em desenvolvimento, liderados pelos chamados BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), ganharam peso econômico global ao longo do período, provocando mudanças nos padrões do comércio inter- nacional. Entre 1995 e 2010, a participação do conjunto dos países emergentes no volume do comércio mundial aumen- tou de 28,5% para 41,2%. No caso específico dos BRICs, o Brasil se firmou como um importante fornecedor mundial de alimentos, a Rússia de fontes de energia, a Índia de bens intensivos em mão de obra e a China de bens de alta tecnologia. Importando e exportando mais, o grupo de países elevou sua riqueza absoluta e relativa. Em 2010, os BRICs eram respon- sáveis por 16% da riqueza gerada no mundo, contra uma participação no PIB global de 8% na década anterior. Nesse ritmo, entre 2002 e 2011, a China passou de quinto maior exportador mundial de mercadorias para a primeira posição, deixando para trás os Estados Unidos. No caso das importações, a China galgou da sexta para a segunda posição, passando a deter quase 10% das importações globais. A Rússia passou da 17ª para a 9ª posição entre os exportadores no período, enquanto a Índia evoluiu da 31ª posição para a 19ª. Já o Brasil terminou 2011 como o 22° maior exportador mundial. Foi o bloco dos chamados países em desenvolvimento que garantiu a atenuação da crise econômica global iniciada em 2008. Tais países mostraram-se mais resistentes à crise e dão sinais de que sua importância no comércio mundial tende a aumentar. Em 2011, lideraram a recuperação da demanda externa, contribuindo com metade do crescimento da importa- ção mundial, em comparação com 43% em média nos três anos anteriores à crise. A fraqueza acentuada da demanda de importações dos países desenvolvidos na sequência do colapso em 2008-2009 sur- ge de um declínio de uma década de sua predominância no comércio internacional. Entre 1995 e 2010, a sua quota de valor no comércio mundial de mercadorias declinou de 69% para 55%, enquanto que a dos países em desenvolvimento aumentou de 29% para 41%.8 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalGanhos e perdas nas participações do comércio internacional de mercadorias (%)1 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Países Países em Economias Economias China Índia desenvolvidos desenvolvimento em transição emergentes2 1995 2000 2007 2010Fonte: Nações Unidas/DESA, 20121 Participação do total das exportações e importações nas exportações e importações mundiais2 Inclui Brasil, China, Índia, México, República da Coreia, Rússia e África do SulDurante este período de quinze anos, a participação da China sozinha aumentou quatro vezes – de 2,6% para cerca de 10%.No mesmo período, a quota de mercado da América Latina e Caribe aumentou de 4,5% para 5,9%. O valor das exportaçõesde mercadorias da África subiu de US$ 100 bilhões em 1995 para US$ 560 bilhões em 2010, enquanto sua participação nocomércio mundial melhorou modestamente, de 2% para 3,2%.Os padrões de mudança de comércio estão associados ao rápido crescimento industrial de uma gama de países em de-senvolvimento. Mover-se da agricultura e de outros bens de produção primária para a manufatura tende a aumentar aintensidade de importação da produção. Tome-se mais uma vez o caso da China, que ao longo da primeira década doséculo 21 obteve uma taxa anual de crescimento do PIB próxima a 10%. Para sustentar o crescimento da infraestrutura eda produção industrial, o país importa grandes quantidades de insumos, como minério de ferro e combustíveis. Tirandomilhões de pessoas da pobreza todos os anos, necessita importar alimentos. Na outra ponta, tornou-se em 2010 a maiorpotência manufatureira do planeta, superando os Estados Unidos.Além disso, o comércio global cada vez mais envolve cadeias de valor em diferentes localizações geográficas, contribuin-do com várias partes para os processos de produção. Tais padrões de mudança no comércio, bem como o aumento dademanda por produtos primários das economias em rápido crescimento, reforçou o comércio Sul-Sul, conforme verifica--se na figura a seguir. SISTEMA FIESC 9
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Cotas bilaterais de economias desenvolvidas (Norte) e em desenvolvimento (Sul)1 nas exportações mundiais, 1995 e 2010 (%) 60 50 40 30 20 10 0 Norte-Norte Norte-Sul2 Sul-Norte3 Sul-Sul 1995 2010 Fonte: Cálculos do Secretariado da UNCTAD, baseado no UN Comtrade 1 Economias desenvolvidas (Norte) e economias em desenvolvimento (Sul) são baseadas na classificação de país da UNCTAD 2 Exportações do Norte para o Sul 3 Exportações do Sul para o Norte O Comércio Sul-Sul aumentou a uma taxa de 13,7% por ano entre 1995 e 2010, bem acima da média mundial de 8,7%. No mesmo período, as exportações de mercadorias do Sul para o Norte aumentaram 9,5% ao ano. Entretanto, enquanto a demanda de importação recente na maioria dos países em desenvolvimento manteve-se vigorosa, apenas alguns desses países conseguiram subir na cadeia de valor global e diversificar sua base de exportação para atender a mercados anteriormente dominados pelas economias desenvolvidas. Termos voláteis do comércio O comércio afeta a renda nacional através de três fatores: os preços das exportações, os preços das importações e o volume de demanda. Os termos internacionais de comércio (definidos como a razão do preço médio de exportação e os índices de preços de importação) fornecem uma medida sintética das relativas mudanças de preços ao longo do tempo. Estimativas preliminares para 2011 sugerem que os termos de troca das economias exportadoras de minérios e de petróleo continu- aram sua recuperação a partir da queda nos preços de exportação ocorrida em 2009.10 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalTermos de comércio de grupos selecionados de países, por estrutura exportadora, 2000-2013Indicador: 2000=100 240 220 200 180 160 140 120 100 80 60 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Exportadores de petróleo Exportadores de minérios Exportadores de produtos agrícolas Exportadores de produtos manufaturadosFonte: UNCTAD/Stat e Nações Unidas/DESA, 2012Exportadores de minérios, incluindo petróleo, têm visto grandes choques de preços dramaticamente desde 2007. Ainda assim,os preços do mercado mundial desses produtos parecem estar em uma tendência de alta no longo prazo. Em contraste, ostermos do comércio para as economias que predominantemente exportam bens manufaturados se deterioraram na média.Economias com uma especialização mais diversificada de exportação enfrentaram choques de comércio mais suaves nosúltimos três anos e também têm receitas de exportação e níveis de demanda de importação mais estáveis, permitindo ocrescimento mais estável da produção. Um padrão semelhante é observado em países especializados na exportação demanufaturados, que, apesar de terem sofrido um declínio em seus termos de comércio, também têm visto um crescimentoconstante da demanda em suas exportações. 2.1 A economia mundial e o comércio internacional em 2011De acordo com a Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento - UNCTAD - a economia mundial aindaestá em processo de recuperação da crise financeira recente. A taxa de crescimento da produção mundial caiu para 2,4%em 2011, mais baixa que a taxa de 3,8% no ano anterior. A economia global foi afetada pela crise da dívida soberana emcurso na Europa, por interrupções na cadeia de fornecimento em virtude de desastres naturais no Japão e na Tailândia epor conflitos nos países árabes. O ritmo de expansão ficou bem abaixo da média de 3,2% verificada ao longo dos 20 anosque antecederam a crise financeira mundial de 2008. SISTEMA FIESC 11
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Evolução anual do PIB e de comércio de mercadorias por região (%) PIB Exportações Importações 2009 2010 2011 2009 2010 2011 2009 2010 2011 Mundial -2,6 3,8 2,4 -12,0 13,8 5,0 -12,9 13,7 4,9 América do Norte -3,6 3,2 1,9 -14,8 14,9 6,2 -16,6 15,7 4,7 Estados Unidos -3,5 3,0 1,7 -14,0 15,4 7,2 -16,4 14,8 3,7 Américas do Sul e Central 1 -0,3 6,1 4,5 -8,1 5,6 5,3 -16,5 22,9 10,4 Europa -4,1 2,2 1,7 -14,1 10,9 5,0 -14,1 9,7 2,4 União Europeia -4,3 2,1 1,5 -14,5 11,5 5,2 -14,1 9,5 2,0 Comunidades dos Estados -6,9 4,7 4,6 -4,8 6,0 1,8 -28,0 18,6 16,7 Independentes (CEI) África 2,2 4,6 2,3 -3,7 3,0 -8,3 -5,1 7,3 5,0 Oriente Médio 1,0 4,5 4,9 -4,6 6,5 5,4 -7,7 7,5 5,3 Ásia -0,1 6,4 3,5 -11,4 22,7 6,6 -7,7 18,2 6,4 China 9,2 10,4 9,2 -10,5 28,4 9,3 2,9 22,1 9,7 Japão -6,3 4,0 -0,5 -24,9 27,5 -0,5 -12,2 10,1 1,9 Índia 6,8 10,1 7,8 -6,0 22 16,1 3,6 22,7 6,6 Economias recém-industrializadas 2 -0,6 8,0 4,2 -5,7 20,9 6,0 -11,4 17,9 2,0 Nota: Economias desenvolvidas -4,1 2,9 1,5 -15,1 13,0 4,7 -14,4 10,9 2,8 Nota: Países em desenvolvimento e CEI 2,2 7,2 5,7 -7,4 14,9 5,4 -10,5 18,1 7,9 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 1 Inclui o Caribe 2 Hong Kong, China, República da Coreia e Taiwan Os problemas presentes na economia global são múltiplos e interligados. Os desafios mais prementes a serem enfrentados são a contínua crise no emprego e perspectivas do crescimento econômico em declínio, especialmente nos países desen- volvidos. Como o desemprego permanece elevado, em cerca de 9%, e com os rendimentos estagnados, a recuperação é lenta no curto prazo, devido à falta de demanda agregada. A economia em rápido desaquecimento tem sido tanto uma causa como um efeito da crise da dívida soberana na zona do euro e dos problemas fiscais em outros países. A crise da dívida em vários países europeus piorou ainda mais em 2011 e agravou deficiências já existentes no setor bancário. As medidas de austeridade fiscal tomadas em resposta estão enfra- quecendo ainda mais o crescimento e as perspectivas de emprego, tornando o ajuste fiscal e a reparação do balanço do setor financeiro ainda mais desafiadores. A economia dos Estados Unidos também está enfrentando um elevado e persistente nível de desemprego, o abalo da confiança das empresas e do consumidor e a fragilidade do setor financeiro. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos são as duas maiores economias do mundo, que estão profundamente entrelaçadas. Seus problemas podem facilmente se retroalimentar e levar a outra recessão mundial. Os países em desenvolvimento, que se recuperaram fortemente da reces- são global de 2009, seriam atingidos através dos canais de comércio e financeiro. Além dos problemas nos Estados Unidos e União Europeia, o Japão enfrentou contração de 0,5% na produção em 2011, em função do terremoto catastrófico de março de 2011. Tudo somado, o crescimento das economias desenvolvidas em 2011 foi de tímidos 1,5%. O crescimento do PIB nos Estados Unidos foi ligeiramente superior à média: ficou em 1,7%, enquanto o incremento na União Européia esteve em linha com a média de 1,5%. Os grandes e persistentes desequilíbrios externos na economia global que se desenvolveram na última década continu- am a ser um ponto de preocupação para os formuladores de políticas. Na prática, depois de um estreitamento substancial12 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacionaldurante a Grande Recessão, os desequilíbrios externos das principais economias foram estabilizados em cerca de metadedo nível de pico pré-crise (em relação ao PIB) no período 2010-2011.Os Estados Unidos continuaram sendo a maior economia deficitária, embora o déficit tenha caído substancialmente des-de o pico registrado em 2006. Os superávits externos na China, Alemanha, Japão e um grupo de países exportadores depetróleo, que formam a contrapartida do déficit dos Estados Unidos, estreitaram-se, embora em graus variados. Enquantoo excedente da Alemanha manteve-se em cerca de 5% do PIB em 2011, a conta corrente na zona do euro como um todopraticamente manteve-se em equilíbrio. Grandes excedentes, em relação ao PIB, foram ainda encontrados em países ex-portadores de petróleo, atingindo 20% ou mais do PIB em alguns dos países exportadores de petróleo na Ásia Ocidental.A maioria das economias desenvolvidas está sofrendo de impasses persistentes resultantes da crise financeira global. Osbancos e as famílias ainda estão em processo de desalavancagem, o que está segurando o fornecimento de crédito. Osdéficits orçamentários e a dívida pública aumentaram, principalmente, por causa da crise e, em menor grau, em virtudedo estímulo fiscal. As políticas monetárias permanecem ajustadas com o uso de várias medidas não convencionais, masperderam a sua eficácia, devido à contínua fragilidade do setor financeiro e altos níveis de desemprego persistentes, queestão segurando a demanda do consumidor e a de investimentos. Preocupações com altos níveis da dívida pública têmlevado os governos a agir com austeridade fiscal, o que deprime ainda mais a demanda agregada.Os problemas econômicos em muitas nações desenvolvidas são um fator importante por trás da desaceleração nos paísesem desenvolvimento. O PIB do Brasil, por exemplo, cresceu 3,7% em 2011, apenas metade da forte recuperação de 7,5%em 2010. Países de baixa renda também têm experimentado desaceleração, ainda que leve. Em termos per capita, o cres-cimento da renda desacelerou de 3,8% em 2010 para 3,5% em 2011.Ainda assim, os países em desenvolvimento foram os que exibiram melhores resultados em 2011. As regiões de maiorcrescimento foram o Oriente Médio (4,9%), seguido pela Comunidade dos Estados Independentes (4,6%) e pelas AméricasCentral e do Sul (4,5%). O crescimento do PIB da África, de 2,3%, poderia ter sido maior se não tivessem ocorrido conflitosna Líbia, na Tunísia, no Egito e em outros países da região.Mais uma vez, o crescimento do PIB da China ultrapassou o do resto do mundo, atingindo 9,2%, mas o valor não foi supe-rior ao que o país alcançou no pico da crise financeira global em 2009. Em contraste a esse desempenho, as economiasrecém-industrializadas de Hong Kong, China, República da Coreia, Cingapura e Taiwan cresceram a menos da metade doíndice da China (4,2%). As economias em desenvolvimento e a Comunidades dos Estados Independentes juntas registra-ram um aumento de 5,7% em 2011. Economias com maiores crescimentos em 2011 (%) Oriente Médio 4,9 CEI 4,6 Américas Central e do Sul 4,5 China 9,2 Economias com menores crescimentos em 2011 (%) Japão -0,5 EUA 1,7 União Europeia 1,5 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 SISTEMA FIESC 13
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Comércio Internacional A recuperação do comércio mundial foi tão vigorosa em 2010 como tinha sido seu declínio em 2009. Em 2011, no entanto, perdeu grande impulso. O crescimento do volume de comércio mundial desacelerou de 13,8% em 2010 para 6,6% no ano passado. Um crescimento mais fraco da economia mundial, especialmente entre as economias desenvolvidas, é o principal fator por trás da desaceleração. A figura a seguir mostra a relação entre o crescimento do volume de mercadorias transa- cionadas e o crescimento do PIB mundial. Variação do comércio mundial de mercadorias (volume) e do PIB (%) 15 Crescimento médio das exportações 10 1991-2011 5 0 Crescimento médio do PIB -5 1991 -2011 -10 -15 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportações PIB Fonte: Secretariado da OMC, 2012 A desaceleração do crescimento tanto do comércio quanto do produto mundial tinha sido prevista para 2011, mas diver- sos acontecimentos durante o ano – no Japão, na Tailândia e no norte da África, por exemplo – prejudicaram ainda mais a economia e o comércio mundial. Adicionalmente, a evolução negativa do PIB da União Europeia reduziu a demanda por mercadorias importadas no quarto trimestre do ano, quando a crise da dívida soberana do euro veio à tona. Como resul- tado, o crescimento global das exportações ficou abaixo da previsão inicial da OMC, de 5,8%. O crescimento do comércio mundial de mercadorias em 2011 esteve abaixo da média de 6% na pré-crise entre 1990-2008, e foi inferior à média dos últimos 20 anos, incluindo o período de colapso do comércio (5,4%). Como resultado, o volume do comércio esteve ainda mais longe de sua tendência de pré-crise ao final de 2011 do que foi no ano anterior. Na ver- dade, essa diferença deve continuar a aumentar na medida em que taxa de expansão comercial estiver aquém dos níveis anteriores, como demonstra a figura a seguir.14 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalVolume das exportações mundiais de mercadorias (índice 1990=100) 400 350 300 250 200 150 100 50 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Volume de exportações Tendência (1990-2008)Fonte: Secretariado da OMC, 2012Flutuações significativas da taxa de câmbio ocorreram durante 2011, o que mudou as posições competitivas de algunsgrandes players mundiais e resultou em novas políticas em países como Suíça e Brasil. As flutuações foram conduzidas, emgrande parte, por atitudes de risco relacionadas à crise da dívida soberana do euro. O valor do dólar americano caiu 4,6%em termos nominais, contra uma cesta ampla de moedas, de acordo com dados do Federal Reserve, e 4,9 % em termos reais,de acordo com o Fundo Monetário Internacional, tornando os produtos norte-americanos, em geral, menos caros para aexportação. A depreciação nominal do dólar também teria inflado o valor em dólares de algumas transações internacionais.O valor total em dólares das exportações mundiais de mercadorias avançou 19%, para US$ 18,2 trilhões em 2011, comodemonstra a tabela abaixo. Esse aumento foi quase tão grande quanto o incremento de 22% em 2010. Ele foi impulsiona-do em grande parte pelo aumento dos preços das commodities primárias. As exportações de serviços comerciais tambémcresceram, a uma taxa de 11% em 2011, alcançando US$ 4,1 trilhões.Exportações mundiais em 2011 e evolução anual 2011 2009 2010 2011 2005-11 US$ bilhões % % % % média Mercadorias 18.217 -22 22 19 10 Serviços comerciais 4.149 -11 10 11 9 Transporte 855 -23 15 8 7 Viagem 1.063 -9 9 12 7 Outros serviços comerciais 2.228 -7 8 11 10Fonte: Secretariado da OMC para Mercadorias e Secretariado da OMC e da UNCTAD para Serviços comerciais, 2012Os preços das commodities aumentaram, mas continuam altamente voláteis. Para muitas commodities, a tendência de su-bida dos preços, que começou em junho de 2010, estendeu-se em 2011. Após atingir o pico durante a primeira metadedo ano, os preços diminuíram ligeiramente. No entanto, no caso do petróleo, metais, matérias-primas agrícolas e bebidastropicais, os níveis de preço médio para o ano de 2011 como um todo ultrapassaram as médias recordes atingidas em 2008.Exportadores de commodities que se beneficiaram da melhoria das condições de comércio nos dois últimos anos perma-necem expostos a pressões de redução de preços, o que pode ser significativamente amplificado pela especulação finan-ceira em caso de uma recessão. SISTEMA FIESC 15
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional O comércio de serviços, por sua vez, está refletindo a evolução do comércio de mercadorias. Em 2010, o comércio de ser- viços voltou a um crescimento positivo em todas as regiões e grupos de países, especialmente nos países em desenvolvi- mento, particularmente naqueles menos desenvolvidos. Como o comércio de serviços mostrou menor sensibilidade para a crise financeira em comparação com o comércio de mercadorias, sua recuperação também foi menos pronunciada em 2010 e 2011. Os países em desenvolvimento continuam sendo importadores líquidos de serviços, mas seu papel como ex- portadores de serviços está crescendo continuamente, especialmente nos setores de transporte e turismo. Durante a crise, o volume de importação dos países em desenvolvimento caiu para cerca de 13% abaixo da tendência, mas recuperou-se fortemente e quase totalmente com a tendência de rápido crescimento experimentada no início dos anos 2000, como mostra a figura a seguir. Tendências divergentes no crescimento das importações mundiais, 2002-2013 300 250 200 150 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Tendências dos países Nível de importações dos Tendências dos países Nível de importações em desenvolvimento países em desenvolvimento desenvolvidos dos países desenvolvidos (2001-2007) (2001=100) (2001-2007) (2001=100) Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Parcialmente estimado 2 Projeções Entre as regiões em desenvolvimento, o Leste e o Sul da Ásia lideraram a recuperação da demanda externa, respondendo por cerca de três quartos do crescimento das importações das economias em desenvolvimento em 2010, seguidas pela América Latina e Caribe, responsáveis por 17%; a Ásia Ocidental e a África contribuíram com cerca de 7% e 2%, respecti- vamente. A China continua a ser o principal motor do crescimento das importações entre os países em desenvolvimento, representando 37% do crescimento das importações de todos os países em desenvolvimento em 2010. A recuperação abaixo da tendência do comércio mundial é quase totalmente explicada pela fraca demanda de importações nas economias desenvolvidas. A demanda de importação caiu para 21% abaixo da tendência até 2009 e não se recuperou depois. Espera-se que essa diferença aumente ainda mais, para 30% até 2013. Os cinco maiores exportadores de mercadorias em 2011 foram a China, os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e a Holanda. Os principais importadores foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Japão e a França. A tabela a seguir apresenta as exportações e importações dos principais países no cenário mundial, e sua participação no comércio global.16 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalPrincipais exportadores e importadores de mercadorias em 2011 US$ Partic.* Variação US$ Partic.* Variação Pos. Exportadores Pos. Importadores bilhões % anual (%) bilhões % anual (%) 1 China 1.899 10,4 20 1Estados Unidos 2.265 12,3 15 2 Estados Unidos 1.481 8,1 16 2China 1.743 9,5 25 3 Alemanha 1.474 8,1 17 3Alemanha 1.254 6,8 19 4 Japão 823 4,5 7 4Japão 854 4,6 23 5 Holanda 660 3,6 15 5França 715 3,9 17 6 França 597 3,3 14 6Reino Unido 636 3,5 13 7 República da Coreia 555 3 19 7Holanda 597 3,2 16 8 Itália 523 2,9 17 8Itália 557 3 14 9 Federação Russa 522 2,9 30 9República da Coreia 524 2,9 23 10 Bélgica 476 2,6 17 10Hong Kong, China 511 2,8 16 Importações retidas 130 0,7 16 11 Reino Unido 473 2,6 17 11 Canadá1 462 2,5 15 12 Hong Kong, China 456 2,5 14 12 Bélgica 461 2,5 17 Exportações domésticas 17 1,1 14 Re-exportações 439 2,4 14 13 Canadá 452 2,5 17 13 Índia 4.513 2,5 29 14 Cingapura 410 2,2 16 14 Cingapura 366 2 18 Exportações domésticas 224 1,2 23 Importações retidas2 180 2 18 Re-exportações 186 1 10 15 Reino da Arábia Saudita 365 2 45 15 Espanha 362 2 11 TOTAL ACIMA3 12.032 66,9 - TOTAL ACIMA3 16.130 67,1 - MUNDIAL 18.215 100 19 MUNDIAL 18.380 100 191 Importações em valores FOB2 As importações retidas em Cingapura significam importações menos re-exportações3 Incluem re-exportações ou importações para re-exportação substanciais* Participação no total mundial.Fonte: Secretariado da OMC, 2012O quadro abaixo mostra os países que tiveram maiores crescimentos e quedas no comércio internacional em 2011: Exportações com maiores crescimentos (%) Índia 16,1 China 9,2 EUA 7,2 Exportações em declínio (%) África -8,3 Japão -0,5 Filipinas -14,3 Importações com maiores crescimentos (%) China 9,7 Índia 6,6 Importações em declínio (%) Grécia em torno de -20 Taiwan em torno de -3 Fonte: Secretariado da OMC, 2012Quanto ao comércio por grandes regiões do globo, o valor das exportações de mercadorias da América do Norte aumentou16%, enquanto as importações cresceram 15%. Na Europa, as taxas foram parecidas: 17%, tanto para exportações quantopara importações. SISTEMA FIESC 17
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional No mesmo patamar ficaram as exportações da Ásia, que detém quase um terço do comércio mundial. Suas vendas exter- nas cresceram 18% e as importações, 23%. A África cresceu 17% e 18% nas exportações e importações, respectivamente. Já as outras regiões tiveram taxas de crescimento comercial em patamar superior. As exportações das Américas do Sul e Central avançaram 27%, impulsionadas por aumentos nos preços de produtos primários, enquanto as importações au- mentaram 24%. Na Comunidade dos Estados Independentes – CEI – o motor das exportações foi o aumento nos preços de energia. As exportações e importações cresceram, respectivamente, 34% e 30%. O aumento dos preços de petróleo fizeram as exportações do Oriente Médio elevarem-se 37% em 2011. Vale ressaltar que a participação das economias em desenvolvimento e da Comunidade dos Estados Independentes no total mundial subiu para 47% no lado das exportações e 42% no lado das importações, os maiores níveis já registrados em uma série de dados que remonta a 1948. O mapa a seguir resume as variações e a participação no comércio internacional das grandes regiões do globo. Exportações e importações de mercadorias por região em 2011 AMÉRICA DO NORTE EUROPA COMUNIDADE Exportações Exportações DE ESTADOS INDEPENDENTES Exportações Importações Importações Importações AMÉRICAS DO ÁSIA SUL E CENTRAL Exportações Exportações Importações Importações ÁFRICA ORIENTE MÉDIO Exportações Exportações Importações Importações Fonte: Secretariado da OMC, 2012 2.2 Perspectivas da economia mundial O cenário adotado como base pelas Nações Unidas para as pesrpectivas da economia é relativamente positivo, uma vez que assume como premissa um conjunto de condições otimistas, incluindo o pressuposto de que a crise da dívida sobe- rana na Europa será circunscrita a uma ou algumas poucas pequenas economias e que os problemas da dívida podem ser trabalhados de forma mais ou menos ordenada. O Anexo 6.1 deste estudo contém uma explicação a respeito dos pressu- postos assumidos pelas Nações Unidas para as estimativas do cenário-base para 2012 e 2013.18 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalO cenário-base ainda assume que as políticas monetárias entre os principais países desenvolvidos permanecerão flexíveis,enquanto a mudança para a austeridade fiscal na maioria deles não deverá envolver cortes mais profundos. O cenário tam-bém indica que os preços das commodities-chave deverão cair ligeiramente, enquanto as taxas de câmbio entre as princi-pais moedas flutuarão em torno dos níveis atuais, sem tornar esse tema ameaçador.No cenário-base da ONU, o crescimento do PIB mundial atingirá 2,6% em 2012 e 3,2% em 2013. De qualquer maneira, issoimplica um rebaixamento significativo (em um ponto percentual) a partir da previsão inicial em meados de 2011, mas estáem linha com o cenário pessimista colocado ao final de 2010. A desaceleração já foi visível em 2011, quando a economiaglobal cresceu estimados 2,4%, ante os 3,8% alcançados em 2010.Crescimento previsto do PIB mundial (%) 5 4,1 4,0 4,0 4 Cenário otimista 4,0 3 2,8 3,9 3,2 2,6 se Cenário-ba 2,2 2 Cen 1,5 ário pes 1 sim ista 0 0,5 -1 -2 -3 -2,4 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132Fonte: Nações Unidas/DESA, 20121 Estimativas2 Previsões das Nações UnidasOs países em desenvolvimento e as economias em transição deverão continuar impulsionando o crescimento da econo-mia mundial, com um incremento médio de 5,6% em 2012 e 5,9% em 2013, no cenário-base. Esses números estão bemabaixo do ritmo de 7,5% alcançado em 2010, quando o crescimento da produção entre as maiores economias emergentesna Ásia e América Latina, como Brasil, China e Índia, tinha sido particularmente robusto.Estima-se que o crescimento do PIB da China e da Índia mantenha-se em nível alto, mas em desaceleração. Na China, ocrescimento abrandou de 10,4% em 2010 para 9,3% em 2011, e está projetado para ficar abaixo de 9% em 2012 e em 2013.A economia da Índia deverá crescer entre 7,7 e 7,9 % em 2012 e, em 2013, abaixo dos 9% observados em 2010.O Brasil e o México devem sofrer as desacelerações mais visíveis. A Organização das Nações Unidas – ONU – avalia queo PIB brasileiro crescerá 2,7% em 2012, mas o desempenho da economia pode ser ainda menor que 2%, de acordo comprevisões mais recentes de mercado. A economia mexicana desacelerou de 5,8% em 2010 para 3,8% em 2011, e não devepassar de 2,5% no cenário de referência para 2012.Apesar da desaceleração global, os países mais pobres poderão ver o crescimento da renda média um pouco acima dessataxa em 2012 e 2013. O mesmo vale para o crescimento médio entre a categoria dos países menos desenvolvidos das NaçõesUnidas. No entanto, o crescimento deverá manter-se abaixo de seu potencial na maior parte dessas economias. Em 2011 e2012, o crescimento da renda per capita deverá atingir entre 2% e 2,5%, bem abaixo da média anual de 5% entre 2004 e 2007. SISTEMA FIESC 19
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Crescimento previsto do PIB por grupos de países (%) 10 8 6 4 2 0 -2 -4 -6 -8 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Economias desenvolvidas Economias em transição Economias em desenvolvimento Economias menos desenvolvidas Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Estimativas 2 Previsões das Nações Unidas Cenários base e pessimista de crescimento do PIB em 2012 (%) México Brasil Índia China África do Sul Nigéria Países em desenvolvimento Rússia Economias em transição União Europeia Japão Estados Unidos Economias desenvolvidas Mundo -4 -2 0 2 4 6 8 10 2012 Cenário pessimista 2012 Cenário-base Fonte: Nações Unidas/DESA, 201220 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalEvolução anual da produção mundial (%) Diferença das previsões atuais em relação às previsões de junho de 20114 2005-2008 1 2009 2010 2 20113 20123 20133 2011 2012 Mundo 3,3 -2,4 4,0 2,8 2,6 3,2 -0,5 -1,0 Economias desenvolvidas 1,9 -4,0 1,3 1,3 1,9 -0,7 -1,1 Estados Unidos 1,8 -3,5 3,0 1,7 1,5 2,0 -0,9 -1,3 Japão 1,3 -6,3 4,0 -0,5 2,0 2,0 -1,2 -0,8 União Europeia 2,2 4,3 2,0 1,6 0,7 1,7 -0,1 -1.2 Economias em transição 7,1 -6,6 4,1 4,1 3,9 4,1 -0,3 -0,7 Rússia 7,1 -7,8 4,0 4,0 3,9 4,0 -0,4 -0,7 Economias em desenvolvimento 6,9 2,4 7,5 6,0 5,6 5,9 -0,2 -0,6 África 5,4 0,8 3,9 2,7 5,0 5,1 0,9 0,4 China 11,9 9,2 10,4 9,3 8,7 8,5 0,2 -0,2 Índia 9,0 7,0 9,0 7,6 7,7 7,9 -0,5 -0,5 Brasil 4,6 -0,6 7,5 3,7 2,7 3,8 -1,4 -2,6 México 3,2 -6,3 5,8 3,8 2,5 3,6 0,1 -1,8Fonte: Nações Unidas/DESA, 20121 Evolução (%) anual2 Dado real ou estimativa mais recente3 Previsões, baseadas em parte no Projeto LINK das Nações Unidas/DESA4 Publicação “Situação econômica mundial e perspectivas de meados de 2011”Riscos e incertezasA fragilidade nas políticas formuladas, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, para lidar com a crise do emprego eevitar a escalada de problemas com a dívida soberana e com a fragilidade do setor financeiro, constitui o risco mais gravepara a economia global nas perspectivas para 2012-2013, com a possibilidade distinta de uma renovada recessão global.As economias desenvolvidas estão à beira de uma espiral descendente impulsionada por quatro fraquezas que se reforçammutuamente: as incertezas causadas pela dívida soberana, frágeis setores bancários, fraca demanda agregada (associadaà elevada taxa de desemprego) e paralisia na política causada por impasses políticos e deficiências institucionais. Essas de-ficiências já estão presentes, mas o agravamento de uma delas poderia desencadear um círculo vicioso que levaria a umagrave crise financeira e a uma recessão econômica. Isso também afetaria seriamente mercados emergentes e outros paísesem desenvolvimento.As economias em desenvolvimento e as economias em transição provavelmente seriam negativamente afetadas. O impactoiria variar de acordo com as ligações econômicas e financeiras desses países com as principais economias desenvolvidas. Pa-íses asiáticos em desenvolvimento, particularmente os da Ásia Oriental, sofreriam principalmente através de uma queda emsuas exportações para as principais economias desenvolvidas, enquanto aqueles na África, América Latina e Ásia Ocidental,juntamente com as principais economias em transição, seriam afetados pelo declínio dos preços das commodities primárias.Comércio internacionalPor consequência de um fôlego pós-crise de 2009, o comércio internacional recuperou-se em 2010. Em 2011, entretanto,o ritmo caiu para 5%. A Organização Mundial do Comércio – OMC – prevê uma nova desaceleração no volume de comér-cio de mercadorias: 3,7% em 2012. Neste ano, as exportações deverão crescer 2% nos países desenvolvidos e 5,6% nas SISTEMA FIESC 21
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional economias em desenvolvimento (incluindo a Comunidade dos Estados Independentes). No lado da importação, a OMC está projetando 1,9% de crescimento para os países desenvolvidos e 6,2% para as economias em desenvolvimento e a CEI, como apresenta a tabela abaixo. Evolução anual do comércio mundial de mercadorias e do PIB – 2008-2013 (%) 2008 2009 2010 2011 2012* 2013* Volume do comércio mundial 2,3 -12,0 13,8 5,0 3,7 5,6 de mercadorias Exportação - Economias desenvolvidas 0,9 -15,1 13,8 4,7 2,0 4,1 - Economias em desenvolvimento e CEI 4,2 -7,5 14,9 5,4 5,6 7,2 Importação - Economias desenvolvidas -1,1 -14,4 10,9 2,8 1,9 3,9 - Economias em desenvolvimento e CEI 8,6 -10,5 18,1 7,9 6,2 7,8 PIB real a taxas de câmbio de mercado 1,3 -2,6 3,8 2,4 2,1 2,7 - Economias desenvolvidas 0,0 -4,0 2,8 1,5 1,1 1,8 - Economias em desenvolvimento e CEI 5,6 2,2 7,2 5,7 5,0 5,4 Fonte: Secretariado da OMC, 2012 * Os dados para 2012 e 2013 são projeções As estimativas do comércio global da OMC assumem um crescimento do PIB mundial de 2,1% em 2012, com as economias desenvolvidas avançando 1,1% e o resto do mundo crescendo a uma taxa de 5% ao ano. A projeção para 2013 assume uma aceleração do crescimento global para 2,7%, com as economias desenvolvidas crescendo 1,8% e o resto do mundo avançando 5,4%. Os dados relativos a 2013 são estimativas baseadas em suposições sobre a trajetória de longo prazo do PIB e devem ser interpretados com um grau adequado de cautela. Espera-se que o volume do comércio em 2013 se recupere, alcançando uma expansão de 5,6% sobre 2012. As exportações de países desenvolvidos e em desenvolvimento devem aumentar em 4,1% e 7,2%, respectivamente. Do lado das importações, as economias desenvolvidas devem registrar um crescimento de 3,9%, enquanto as economias em desenvolvimento devem avançar 7,8%. Mesmo com as hipóteses otimistas da linha de base, o comércio mundial continuaria evoluindo longe da tendência, con- forme demonstra a figura a seguir. Neste cenário, o volume do comércio mundial estaria 30% abaixo do nível que poderia ter sido alcançado se não houvesse a crise financeira global.22 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Crescimento abaixo da tendência do comércio mundial de mercadorias, 2002-2013 % US$ trilhões15 24010 220 5 200 0 180 160 -5 140-10 120-15 100 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 20121 20132 Volume de importação Crescimento da produção Tendência das importações mundiais Nível das importações mundiais mundial (escala à esquerda) mundial (escala à esquerda) (escala à direita) (2001=100) (escala à direita) Fonte: Nações Unidas/DESA, 2012 1 Parcialmente estimado 2 Projeções Uma razoável recuperação depende de uma conformação de fatos positivos. Um cenário concebível seria presenciar os riscos da dívida soberana do euro sendo dissipados após a reestruturação ordenada da dívida do governo grego, e uma economia mais forte dos EUA sustentando a demanda global e aumentando as exportações das economias emergentes e em desenvolvimento. Isso levaria a um círculo virtuoso de melhoria das condições econômicas, com a consequente ex- pansão do comércio. No entanto, o panorama mais provável continua sendo de uma recessão moderada na Europa, um crescimento mais lento nos países em desenvolvimento e recuperações moderadas nos Estados Unidos e no Japão. Uma recessão mais profunda na zona do euro aumentaria os pagamentos de transferência social, privando os governos das tão necessárias receitas e lançando dúvidas sobre a capacidade e a vontade dos países em saldar suas dívidas. Isso elevaria os custos de empréstimos para países com finanças desafiadoras, o que poderia resultar em recessão. Os preços ascendentes das commodities também constituem um fator de risco, mas seus efeitos distributivos são mais ambíguos. Altos preços do petróleo, em particular, restringem a atividade econômica e estão associados a recessões nos países importadores. No entanto, os preços flutuantes também aumentam as receitas de exportação dos produtores des- ses recursos, que são desproporcionalmente economias emergentes e em desenvolvimento. SISTEMA FIESC 23
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional ESTIMATIVAS PARA 2012 RISCOS PROVÁVEIS CENÁRIO POSITIVO (menos provável) 2.3 O Brasil no comércio internacional Conforme verifica-se na tabela e no gráfico a seguir, em 2011 o Brasil teve um saldo superavitário de US$ 29,7 bilhões, com US$ 256 bilhões em exportações (crescimento de 26,8% em relação a 2010) e importações totalizando US$ 226,2 bilhões (aumento de 24,5% no comparativo com 2010). A corrente de comércio (exportações + importações), por sua vez, totalizou US$ 482,3 bilhões, valor 25,7% maior ao obtido em 2010. O gráfico também demonstra que as importações vêm crescendo de forma mais acentuada que as exportações, ano após ano, com exceção de 2009, em função da crise econômica e financeira internacional ocorrida naquele período. Ainda as- sim, durante todos os anos analisados, a balança comercial brasileira tem se mantido superavitária, com um saldo recorde em 2006, quando o superávit foi da ordem de US$ 46,5 bilhões.24 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalBalança comercial brasileira – US$ milhões - 2001 a 2011 Ano Exportação Importação Saldo 2001 58.286,6 55.601,8 2.684,8 2002 60.438,7 47.242,7 13.196,0 2003 73.203,2 48.325,6 24.877,7 2004 96.677,5 62.835,6 33.841,9 2005 118.529,2 73.600,4 44.928,8 2006 137.807,5 91.350,8 46.456,6 2007 160.649,1 120.617,4 40.031,6 2008 197.942,4 172.984,8 24.957,7 2009 152.994,7 127.722,3 25.272,4 2010 201.915,3 181.768,4 20.146,9 2011 256.039,6 226.243,4 29.796,2 300 250 200 150 100 50 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportação Importação SaldoFonte: SECEX/MDIC, 2012Para o comércio exterior brasileiro, a FUNCEX projeta para 2012 um superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, comexportações da ordem de US$ 264 bilhões (incremento de 3,11% em relação a 2011) e importações totalizando US$ 249bilhões (aumento de 10,06% sobre 2011). De acordo com a mesma Fundação, tanto as exportações quanto as importaçõesdeverão apresentar estabilidade nos preços em 2012; assim, o crescimento deverá ser resultante da evolução positiva doquantum exportado e importado.ImportaçõesDesde os anos 90, o Brasil iniciou um considerável processo de abertura comercial. No final dos anos 80, a alíquota médianominal do imposto de importação no Brasil era próxima a 60%, tendo sido reduzida a menos de 14% em 2008, segundoa Organização Mundial do Comércio – OMC. A partir de meados dos anos 90, com a estabilização da economia e a cres-cente incorporação das camadas mais pobres da população ao mundo do consumo, um mercado de quase 200 milhõesde habitantes configurou-se no país. A elevada apreciação cambial observada nos últimos anos completou um quadro ex-tremamente atraente para a entrada de artigos importados no país. Assim, num período de duas décadas, o Brasil dobrousua participação nas compras mundiais, passando de 0,63% do total em 1990 para 1,29% em 2011. SISTEMA FIESC 25
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Entre 2001 e 2011, as importações brasileiras foram de US$ 55,6 bilhões para US$ 226,2 bilhões, ou seja, quadruplicaram. É interessante notar as variações quanto às categorias de uso das importações. Em 2001, a parcela de compras de bens de consumo era de 12,8% do total importado, mas em 2011 essa categoria atingiria 17,7% do total das importações. A partici- pação de bens importados no mercado brasileiro de consumo atingiu o recorde 22% entre abril de 2011 e março de 2012. A proporção de combustíveis na pauta de importações também cresceu, ao passo que os bens de capital, assim como as matérias-primas, perderam participação. Ou seja, proporcionalmente, o Brasil comprou mais produtos prontos para o consumo e menos equipamentos e insumos para a produção local. Em números absolutos, entretanto, todos os bens im- portados cresceram significativamente. Especificamente em 2011, nas importações foram observadas evoluções positivas em todas as categorias de uso, mas os combustíveis e os bens de consumo duráveis se destacaram, com altas de 43,7% e 34,4% em relação a 2010, respectiva- mente. As demais categorias também tiveram crescimento significativo, embora bem mais fraco no caso dos bens de ca- pital (18,1%) e dos bens intermediários (20%). Importações brasileiras por categorias de uso (participação no total %) Combustíveis e Matérias-primas e Ano Bens de capital Bens de consumo lubrificantes produtos intermediários 2001 26,6 12,8 11,3 49,3 2002 24,7 12,5 13,2 49,6 2003 21,4 11,5 13,6 53,5 2004 19,4 10,9 16,4 53,3 2005 20,9 11,6 16,2 51,3 2006 20,7 13,1 16,6 49,6 2007 20,8 13,3 16,6 49,3 2008 20,8 13,0 18,2 48,0 2009 23,2 16,9 13,1 46,8 2010 22,6 17,2 14,0 46,2 2011 21,2 17,7 16,0 45,1 Fonte: SECEX/MDIC A tendência se manteve em 2011. A análise do crescimento no quantum importado permite esse vislumbre, pois ele foi lide- rado pela categoria de bens de consumo duráveis (27,1%) e não duráveis (15,3%). Os bens intermediários, que têm o maior peso na pauta, cresceram 6,5%. O gráfico a seguir apresenta a evolução do quantum das importações brasileiras em 2011 segundo categorias de uso. Perceba-se que a base do gráfico é o mês de setembro de 2008. Assim, no caso dos bens de consumo duráveis, é possível deduzir que a quantidade de bens importados pelo país praticamente dobrou em três anos.26 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalQuantum das importações brasileiras por categorias de uso – Média móvel de 12 meses (set/2008=100)200190180170160150140130120110100 90 80 70 Nov/10 Dez/10 Jan/11 Fev/11 Mar/11 Abr/11 Mai/11 Jun/11 Jul/11 Ago/11 Set/11 Out/11 Nov/11 Dez/11 Combustíveis Intermediários Bens de capital Duráveis Não duráveisFonte: FUNCEX, janeiro 2012ExportaçõesEntre 2001 e 2011, o Brasil elevou suas exportações do patamar dos US$ 60 bilhões para US$ 256 bilhões. Com isso, am-pliou sua participação nas exportações mundiais, que ficavam em torno de 1% do total, para 1,44% em 2011. No período,houve um aumento na participação de produtos básicos diante do total exportado, em detrimento dos industrializados,situação conhecida como “comoditização” da pauta de exportações brasileira. Em 2001, os básicos representavam cerca de26% do total das vendas externas, enquanto os industrializados representavam 56,5%. Em 2011, a proporção era de quase48% para os básicos e 36% para os industrializados, conforme demonstra a tabela a seguir.Exportações brasileiras por fator agregado (participação no total %) Ano Básicos Semimanufaturados Manufaturados Operações especiais 2001 26,4 14,1 56,5 3,0 2006 29,2 14,2 54,4 2,2 2011 47,7 14,1 36,1 2,1Fonte: SECEX/MDICEsta tendência parece também aprofundar-se recentemente. Os produtos básicos apresentaram em 2011 um aumento de36,1% em relação ao valor exportado em 2010. Os produtos manufaturados e semimanufaturados cresceram 16% e 27,7%no comparativo 2011/2010, respectivamente. A tabela a seguir apresenta o desempenho das exportações brasileiras porsetores da economia, de acordo com o código CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas. SISTEMA FIESC 27
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Exportações brasileiras por setor em 2011 Variação Partic. s/ total Setores US$ milhões FOB 2011/2010 (%) exportações (%) Agricultura e pecuária 32.236 40 12,6 Silvicultura e exploração florestal 160 24,3 0,1 Pesca e aquicultura 21 -30,1 0 Extração de carvão mineral 10 * 0 Extração de petróleo 21.632 32,8 8,4 Extração de minerais metálicos 44.218 43,4 17,3 Extração de minerais não metálicos 816 9,7 0,3 Produtos alimentícios e bebidas 45.516 19,4 17,8 Produtos do fumo 57 1,9 0 Produtos têxteis 2.720 40,5 1,1 Confecção de artigos do vestuário e acessórios 218 4,8 0,1 Preparação de couros, seus artefatos e calçados 3.602 3,9 1,4 Produtos de madeira 1.905 -1,2 0,7 Celulose, papel e produtos de papel 7.170 6,3 2,8 Edição, impressão e reprodução de gravações 88 4,5 0 Coque, refino de petróleo e combustíveis 6.179 41,6 2,4 Produtos químicos 13.337 21 5,2 Artigos de borracha e plástico 3.394 18,4 1,3 Produtos de minerais não metálicos 1.697 0,9 0,7 Metalurgia básica 21.721 32,9 8,5 Produtos de metal 2.056 17,1 0,8 Máquinas e equipamentos 10.803 25,8 4,2 Máquinas para escritório e de informática 406 17,5 0,2 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 3.503 9,4 1,4 Material eletrônico e de comunicações 1.458 -16,9 0,6 Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão 1.012 18,2 0,4 Veículos automotores, reboques e carrocerias 15.781 13,9 6,2 Outros equipamentos de transporte 7.249 17,5 2,8 Móveis e indústrias diversas 1.427 6,3 0,6 TOTAL 256.040 26,8 97,8 Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDIC De acordo com a tabela anterior, verifica-se que a concentração na pauta de exportações em poucos setores continua ele- vada, com apenas três setores representando 47,7% do total exportado em 2011: produtos alimentícios e bebidas, extra- ção de minerais metálicos e agricultura e pecuária. Ressalte-se a predominância de commodities agropecuárias e minerais neste conjunto. Os setores com melhores desempenhos na exportação no Brasil em 2011, e respectivas taxas de variação, foram, em ordem de importância: Melhores desempenhos nas exportações brasileiras em 2011 Setores Variação (%) Extração de minerais metálicos 43,4 Coque, refino de petróleo e combustíveis 41,6 Produtos têxteis 40,5 Agricultura e pecuária 40 Metalurgia básica 32,928 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalDos 29 setores analisados, somente três apresentaram crescimento negativo nas exportações em 2011: pesca e aquicultura(-30,1%), material eletrônico e de comunicações (-16,9%) e produtos de madeira (-1,2%).De acordo com a FUNCEX, o crescimento nas exportações brasileiras em 2011 foi resultado, em sua maior parte, do aumentode preços (23,2%), ainda que o quantum (volume) exportado também tenha sido positivo (2,9%). Vale ressaltar que o aumen-to de preços é bastante desigual para as várias categorias de produtos. A tabela a seguir apresenta a variação de preços dasmercadorias exportadas desde 2006 (2006=100). As altas de preços mais significativas foram justamente das commoditiesminerais e agropecuárias, nos três itens que encabeçam a pauta brasileira. Isso decorre da demanda crescente por com-modities dos países em desenvolvimento, especialmente a China, e do esfriamento da demanda nos países desenvolvidos.Índice de preço das exportações brasileiras – base média 2006=100 Variação Setores 2011 no ano (%) Agricultura e pecuária 31,9 Extração de petróleo 39,7 Extração de minerais metálicos 34,6 Extração de minerais não metálicos 10,0 Produtos alimentícios e bebidas 23,7 Produtos têxteis 26,1 Confecção de artigos do vestuário e acessórios 15,2 Preparação de couros, seus artefatos e calçados 14,4 Produtos de madeira 7,3 Celulose, papel e produtos de papel 6,0 Coque, refino de petróleo e combustíveis 32,5 Produtos químicos 17,2 Artigos de borracha e plástico 15,5 Produtos de minerais não metálicos 5,8 Metalurgia básica 19,6 Produtos de metal 12,4 Máquinas e equipamentos 13,4 Máquinas para escritório e de informática 4,9 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos 12,3 Material eletrônico e de comunicações 4,2 Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão 6,6 Veículos automotores, reboques e carrocerias 6,6 Outros equipamentos de transporte 3,9 Móveis e indústrias diversas 15,3 TOTAL 211,9 23,2Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDICA tabela a seguir mostra a variação no quantum das exportações. Ao se observar os produtos líderes e cotejar o quantumcom a variação dos preços demonstrada na tabela anterior, percebe-se que, desde 2006, o preço subiu em razão muito su-perior à quantidade exportada. Conclui-se daí que o crescimento das exportações brasileiras dos últimos anos deu-se emgrande parte devido à alta de preços de commodities agrícolas e minerais. SISTEMA FIESC 29
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário Internacional Índice de quantum das exportações brasileiras – base média 2006=100 Variação Setores 2011 no ano (%) Agricultura e pecuária 6,1 Extração de petróleo -4,9 Extração de minerais metálicos 6,5 Extração de minerais não metálicos -0,3 Produtos alimentícios e bebidas -3,4 Produtos têxteis 11,4 Confecção de artigos do vestuário e acessórios -9 Preparação de couros, seus artefatos e calçados -9,2 Produtos de madeira -7,9 Celulose, papel e produtos de papel 0,2 Coque, refino de petróleo e combustíveis 6,9 Produtos químicos 3,3 Artigos de borracha e plástico 2,5 Produtos de minerais não metálicos -4,6 Metalurgia básica 11 Produtos de metal 4,1 Máquinas e equipamentos 11 Máquinas para escritório e de informática 12 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos -2,6 Material eletrônico e de comunicações -20,3 Equipamentos médico-hospitalares, de automação industrial e de precisão 10,9 Veículos automotores, reboques e carrocerias 6,8 Outros equipamentos de transporte 13,1 Móveis e indústrias diversas -7,8 TOTAL 130,7 2,9 Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDIC Em 2011, enquanto todos os setores analisados apresentaram crescimento positivo no índice de preço das exportações, no quantum das exportações 10 dos 29 setores tiveram reduções: Maiores reduções nas exportações em 2011 Variação do quantum Setores (%) Material eletrônico e de comunicações -20,3 Preparação de couros, seus artefatos e calçados -9,2 Confecção de artigos do vestuário e acessórios -9 Produtos de madeira -7,9 Móveis e indústrias diversas -7,8 Extração de petróleo -4,9 Produtos de minerais não metálicos -4,6 Produtos alimentícios e bebidas -3,4 Máquinas, aparelhos e materiais elétricos -2,6 Extração de minerais não metálicos -0,3 Fonte: FUNCEX, janeiro 2012, a partir de dados da SECEX/MDIC30 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Cenário InternacionalFazendo-se a análise das exportações por classes de produtos, chega-se a conclusões semelhantes às obtidas pela observa-ção dos principais setores. Considerando-se 2011, a respeito dos preços de exportação, verifica-se o melhor desempenhonos bens básicos (+31,3%), seguidos pelos produtos semimanufaturados (+20,9%) e produtos manufaturados (+14,1%).No quantum exportado, houve alta em todas as classes de produtos, com destaque para os semimanufaturados (+5,6%).O gráfico a seguir demonstra que o quantum das exportações brasileiras apresentou trajetória ascendente em 2011,ainda que com poucas variações durante o ano. O crescimento mais forte foi no segmento de produtos semimanufatu-rados (5,6%) e o mais fraco no segmento de manufaturados (aumento de apenas 1,7%). O gráfico permite ainda obser-var a variação entre o final de 2008 (set/2008=100) e o final de 2011. Nesse período de três anos, o volume de produtosbásicos exportados cresceu e o de artigos industrializados caiu. Isso dá uma boa dimensão das dificuldades enfrentadaspela indústria de transformação.Índice de quantum das exportações brasileiras, segundo classes de produtos – média móvel de12 meses (set/2008=100)120115110105100 95 90 85 80 75 70 Nov/10 Dez/10 Jan/11 Fev/11 Mar/11 Abr/11 Mai/11 Jun/11 Jul/11 Ago/11 Set/11 Out/11 Nov/11 Dez/11 Total Básicos Manufaturados SemimanufaturadosFonte: FUNCEX, janeiro 2012 SISTEMA FIESC 31
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 3. Santa Catarina Um novo perfil comercial A história econômica recente de Santa Catarina está vinculada a uma forte participação de sua indústria no comércio in- ternacional por meio de exportações. Desde os seus primórdios, a indústria catarinense teve que buscar clientes longe de suas bases, por estar localizada em mercados relativamente pequenos. Com o passar dos anos e o amadurecimento da indústria, essa vocação se materializou novamente nos anos 1980, o período que ficou conhecido como década perdida brasileira. Na década anterior, durante os anos do “Milagre Brasileiro”, de alto crescimento econômico, a indústria catarinen- se ganhou diversificação e robustez. Com a crise que se seguiu nos anos 80, encontrou o caminho do mercado externo com grande sucesso. As exportações foram ampliadas e diversificadas, e Santa Catarina conquistou espaço relevante nos mercados de alimentos, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, papel e celulose, cerâmicas de revestimento e os tradicionais artigos têxteis e de vestuário, que já compunham a pauta. Nos anos 70, o estado respondia por 2% das exportações nacionais. No início da década de 90, essa participação havia subido para 6%. Novos produtos foram agregados à pauta de exportações, como eletrodomésticos, equipamentos odontológicos e autopeças. Em vários itens, como roupas de toucador, móveis de madeira, motores elétricos e revestimentos cerâmicos, o estado posicionou-se como maior exportador do Brasil. No caso dos frangos, principal item da pauta catarinense de exportações, o estado é responsável por cerca de 14% de todas as vendas externas desse produto no mundo. Nesse segmento, a indústria consolidou mais de dois mil cortes diferentes de carne, o que exigiu o desenvolvimento de complexos maquinários e sofisticados sistemas de informação e logística, tornando-se a principal referência mundial no setor. Casos semelhantes ocorreram em vários segmentos e o estado cons- truiu, ao longo dos anos, uma sólida reputação no comércio internacional. No decorrer dos anos 90 e início do século 21, Santa Catarina firmou-se como o quinto maior exportador nacional no ranking dos estados. Nos últimos anos, entretanto, alterações significativas na balança comercial catarinense vêm ocorrendo. Santa Catarina conseguiu manter um saldo superavitário, e sempre crescente, de 2001 a 2005. De 2006 a 2008 o saldo continuou a ser po- sitivo, mas em declínio. A partir de 2009, a balança comercial catarinense passou a ser deficitária, com um saldo negativo crescente, começando com US$ 860 mil em 2009 e finalizando 2011 com um déficit na ordem de US$ 5,8 bilhões, como demonstram a tabela e o gráfico a seguir.32 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa CatarinaBalança Comercial de SC – 2001 a 2011 (US$ milhões) Ano Exportação Importação Saldo 2001 3.031,2 860,4 2.170,8 2002 3.160,5 931,4 2.229,1 2003 3.701,9 993,8 2.708,0 2004 4.862,6 1.509,0 3.353,7 2005 5.594,2 2.188,5 3.405,7 2006 5.982,1 3.468,8 2.513,3 2007 7.381,8 5.000,2 2.381,6 2008 8.331,1 7.940,7 390,4 2009 6.427,7 7.288,2 -860,5 2010 7.582,0 11.978,1 -4.396,1 2011 9.051,0 14.854,4 -5.803,4 20 15 10 5 0 -5 -10 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportação Importação SaldoFonte: SECEX/MDIC, 2012Uma das razões para o aumento de mais de 1.600% nas importações em Santa Catarina entre 2001 e 2011 é o substancialincremento no número de empresas importadoras. Em 2001, havia 1.567 importadoras atuando no estado, número quesubiu para 2.411 em 2011. Entre 2001 e 2011 o número de empresas importadoras cresceu mais de 53% no estado, ao passoque o número de exportadoras manteve-se praticamente constante, oscilando entre 1.400 e 1.600 empresas. SISTEMA FIESC 33
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Número de empresas exportadoras e importadoras em SC Exportadoras Importadoras 2001 1.447 1.567 2002 1.448 1.406 2003 1.492 1.286 2004 1.613 1.343 2005 1.513 1.443 2006 1.463 1.625 2007 1.582 1.837 2008 1.531 1.942 2009 1.459 1.993 2010 1.402 2.242 2011 1.436 2.411 3.000 2.500 2.000 1.500 1.000 500 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Exportadoras Importadoras Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Diante desse cenário, verifica-se que a contribuição do número de exportadoras catarinenses em relação ao total de em- presas exportadoras brasileiras diminuiu de 7,86%, em 2001, para 6,54%, em 2011, enquanto a participação do número de importadoras cresceu de 4,44% em 2001 para 5,13% em 2011. Em termos de valores exportados, a participação de Santa Catarina no total das exportações brasileiras caiu de 5,2% em 2001 para 3,54% em 2011. Com isso o estado passou de quinto maior exportador do país para a décima posição. Já nas importações o estado passou de uma contribuição de 1,55% em 2001 para 6,57% em 2011, no total importado pelo Brasil. A conjuntura já exposta anteriormente – o crescimento da demanda interna e a apreciação cambial – abriu oportunida- des para a importação de mercadorias no Brasil. Santa Catarina, entretanto, teve outros fatores que contribuíram para o crescimento de suas importações. Um deles é a infraestrutura portuária existente no estado. Outro fator foi o programa de incentivos fiscais criado em 2007 pelo governo estadual – chamado Pró-Emprego, que concedeu redução da alíquota de ICMS para produtos importados por território catarinense. Essas informações resumem as profundas mudanças vividas por Santa Catarina em sua atuação no comércio internacional. Os detalhes dessas transformações serão analisados de forma mais aprofundada a seguir.34 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina 3.1 Análise das importações catarinensesBlocos econômicosO gráfico a seguir apresenta a evolução das importações em Santa Catarina por representatividade dos blocos econômicos,em 2001, 2006 e 2011. Em termos de crescimento na representatividade o destaque é a Ásia, que passou de uma partici-pação de 12,7% em 2001 para 43,06% em 2011. Também destacam-se os países pertencentes à ALADI, que cresceram suaparticipação nas importações catarinenses de 5,4% em 2001 para 19,1% em 2011. Por outro lado, União Europeia, Mercosule EUA tiveram suas participações drasticamente reduzidas, como se observa:Importações de SC – principais blocos econômicos de origem (participação %) 50 45 43,06 40 35 34,48 30 27,86 25 24,7 24,01 20 19,11 17,56 16,48 15 13,52 13,32 12,71 10,86 9,15 10 8,18 6,99 6,66 5,44 5,91 5 0 União Europeia Ásia Mercosul EUA ALADI Demais blocos 2001 2006 2011Fonte: SECEX/MDIC, 2012Essa evolução está em sintonia com as tendências seguidas pelo comércio internacional na última década, conforme vistoanteriormente. Considerando-se que as importações realizadas por Santa Catarina não se destinam totalmente ao estado,mas entram no Brasil pelos seus portos, era de se esperar um grande aumento no volume de bens de consumo oriundosde países asiáticos nos últimos anos.Setores de contas nacionaisComo demonstram a tabela e o gráfico a seguir, que apresentam as importações de Santa Catarina por setores de contasnacionais em 2001, 2006 e 2011, a maior representatividade no total das importações é de insumos industriais (44% em2001, 57% em 2011), seguido de bens de capital (35% em 2001 e 18% em 2011). Enquanto este último setor, assim comoo de alimentos e bebidas destinados à indústria, tem decrescido sua participação no total das importações catarinenses,verifica-se um aumento substancial nas categorias de bens de consumo. SISTEMA FIESC 35
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Importações de SC por setores de contas nacionais (participação %) 2001 2006 2011 Insumos industriais 43,64 59,44 57,27 Bens de capital 35,09 19,34 17,93 Alimentos e bebidas destinados à indústria 9,86 5,26 1,3 Bens de consumo não duráveis 7,66 10,75 15,14 Bens de consumo duráveis 1,62 2,89 3,53 Peças e acessórios de equipamentos de transportes 0,93 1,96 3,53 Equipamentos de transporte de uso industrial 0,77 0,02 1,02 Combustíveis e lubrificantes 0,43 0,34 0,28 70 60 59,44 57,27 50 43,64 40 35,09 30 19,35 20 17,93 15,14 10,75 10 9,86 5,26 3,53 3,53 7,66 1,96 2,89 1,3 0,93 1,62 0 Bens de capital Alimentos e bebidas Insumos industriais Peças e acessórios de Bens de consumo Bens de consumo destinados à indústria equipamentos de duráveis não duráveis transportes 2001 2006 2011 Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Fator agregado As importações catarinenses são fortemente dependentes de produtos manufaturados, que em 2001 representaram 75,6% e em 2011 77,9% do total importado pelo estado. Em consonância com os gráficos apresentados anteriormente, em 2011 esses produtos manufaturados foram basicamente compostos, em ordem de importância, por insumos industriais, bens de capital e bens de consumo não duráveis.36 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa CatarinaImportações de SC por fator agregado – 2001 a 2011 (US$ milhões) 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Básicos Semimanufaturados Manufaturados Importação total Variação   2007 2008 2009 2010 2011 2001-2011 (%) Básicos Semimanufaturados Manufaturados Importação total 11.978,1 16 14 12 10 8 6 4 2 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Básicos Semi manufaturados Manufaturados Importação totalFonte: SECEX/MDIC, 2012Produtos importadosA tabela do Anexo 6.2 apresenta os 50 principais produtos (SH 4) importados por Santa Catarina em 2011, que correspon-deram a aproximadamente 55% do total das importações catarinenses nesse período. A grande maioria desses produtossão insumos manufaturados utilizados pelas indústrias, mas também fazem parte da relação bens de consumo duráveis enão duráveis e alguns bens de capital.Desses produtos, 14 tiveram importações superiores a US$ 150 milhões em 2011, conforme mostra a tabela a seguir. So-mente três dos produtos listados na tabela são bens de consumo – pneus novos de borracha, aparelhos elétricos para te-lefonia e instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária. Todos os demais são matérias-primase insumos utilizados para processamento pelo setor industrial. SISTEMA FIESC 37
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Principais produtos importados por SC em 2011 Pos. Produtos US$ mil 1 Cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas 2 Polímeros de etileno, em formas primárias 3 Pneumáticos novos, de borracha 4 Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, laminados a quente 5 Fios de filamentos sintéticos (exceto linhas para costurar) 6 Polímeros de propileno ou de outras olefinas, em formas primárias 7 Alumínio em formas brutas 8 Polímeros de cloreto de vinilo ou de outras olefinas halogenadas, em formas primárias 9 Fios de fibras sintéticas descontínuas (exceto linhas para costurar) 10 Fios de fibras artificiais descontínuas (exceto linhas para costurar) 11 Borracha natural, balata, guta-percha, guaiule, chicle e gomas naturais análogas 12 Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fios, incluídos os aparelhos telefônicos 13 Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, folheados ou chapeados, ou revestidos 14 Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Entre 2001 e 2011, as importações catarinenses aumentaram aproximadamente 1.626%. Dos 50 produtos do Anexo 6.2, 33 tiveram um incremento maior que o incremento geral (superior a 1.626%). Os maiores crescimentos foram observados em produtos das categorias de bens de consumo não duráveis e duráveis e insumos industriais, como apresenta a tabela do Anexo 6.3. A tabela a seguir identifica os 14 produtos com importações superiores a US$ 150 milhões em 2011 e respectivos incre- mentos no período 2001-2011. Verifica-se que três desses produtos – cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas, alumínio em formas brutas e fios de fibras artificiais descontínuas (exceto linhas para costurar) – não faziam parte da pauta de produtos importados por Santa Catarina em 2001 e que no ano passado tiveram grande participação no total das im- portações do estado. Evolução das importações entre 2001 e 2011 dos principais produtos importados por SC em 2011(US$ mil) Incremento superior a 15.000% Incremento entre 3.000% e 15.000% Incremento próximo ao geral (1.630%) Novos produtos (dentre os 50 mais importados em 2011) Incremento inferior ao geral Pos. Descrição dos produtos 2011 2001 Incremento 1 Borracha natural, balata e gomas naturais análogas, em formas primárias ou em chapas, folhas ou tiras 2 Pneumáticos novos, de borracha 3 Prod. laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, folheados ou chapeados 4 Polímeros de etileno, em formas primárias 5 Fios de fibras sintéticas descontínuas (exceto linhas para costurar), não acondicionados para venda a retalho 6 Polímeros de propileno ou de outras olefinas, em formas primárias 7 Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, laminados a quente 8 Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária 9 Polímeros de cloreto de vinilo ou de outras olefinas halogenadas, em formas primárias 10 Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fios, incluídos os aparelhos telefônicos por fio 11 Fios de filamentos sintéticos (exceto linhas para costurar), não acondicionados para venda a retalho 12 Cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas     13 Alumínio em formas brutas     14 Fios de fibras artificiais descontínuas (exceto linhas para costurar), não acondicionados para venda a retalho     Fonte: SECEX/MDIC, 201238 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina 3.2 Análise das exportações catarinensesBlocos econômicos e paísesO gráfico a seguir apresenta a evolução das exportações em Santa Catarina por representatividade dos blocos econô-micos, em 2001, 2006 e 2011. Em termos de crescimento na representatividade, o destaque é a Ásia que passou de umaparticipação de 8,56% em 2001 para 20,74% em 2011. Por outro lado, os EUA tiveram sua participação bastante reduzidanas exportações do estado, de 24,52% em 2001 para 11,16% em 2011. As exportações para a União Europeia e o Mercosultiveram uma ligeira queda. As exportações para os países da ALADI e demais blocos econômicos permaneceram pratica-mente estáveis no período em questão.Exportações de SC – principais blocos econômicos de destino (participação %) 30 26,85 25,36 25 25,2 24,52 23,22 21,1 20,74 20,8 21,44 20 15 12,09 11,85 9,99 10,6 11,16 9,73 10 9,61 8,56 7,9 5 0 União Europeia Ásia Mercosul EUA ALADI Demais blocos Europa Oriental 2006 E 2007 (2001) 2001 2006 2011Fonte: SECEX/MDIC, 2012Ao observar o gráfico acima, o fato mais impactante é mesmo a “troca” de participação entre a Ásia e os EUA, embora esteainda seja o principal importador de Santa Catarina. Como se verá adiante, uma característica fundamental do período emanálise é a pulverização das exportações catarinenses, em detrimento dos clientes tradicionais.A tabela do Anexo 6.4 apresenta os 50 principais países importadores de Santa Catarina em 2011, que representaram maisde 93% do total exportado pelo estado. Doze desses países tiveram valores em importações superiores a US$ 200 milhõesem 2011, como demonstra a tabela a seguir. SISTEMA FIESC 39
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Principais importadores de SC em 2011 Pos. País US$ mil 1 ESTADOS UNIDOS 2 JAPÃO 3 ARGENTINA 4 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 5 CHINA 6 REINO UNIDO 7 ALEMANHA 8 RÚSSIA 9 HONG KONG 10 MÉXICO 11 ÁFRICA DO SUL 12 PARAGUAI Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Ao comparar-se o perfil dos 30 principais mercados importadores de Santa Catarina em 2011 com seus 30 principais mer- cados em 2001, conforme tabela a seguir, verifica-se que, ainda que muitos desses mercados sejam coincidentes nos dois períodos, a importância relativa de cada país no total exportado pelo estado foi substancialmente alterada. Principais importadores de SC, em 2001 e 2011 2001 2011 País US$ mil Partic. País US$ mil Partic. 1 ESTADOS UNIDOS 1 ESTADOS UNIDOS 2 ARGENTINA 2 JAPÃO 3 ALEMANHA 3 ARGENTINA 4 RÚSSIA, FEDERAÇÃO DA 4 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 5 REINO UNIDO 5 CHINA 6 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 6 REINO UNIDO 7 JAPÃO 7 ALEMANHA 8 ARÁBIA SAUDITA 8 RÚSSIA 9 FRANÇA 9 HONG KONG 10 CHILE 10 MÉXICO 11 MÉXICO 11 ÁFRICA DO SUL 12 ITÁLIA 12 PARAGUAI 13 URUGUAI 13 ITÁLIA 14 ESPANHA 14 VENEZUELA 15 PARAGUAI 15 BÉLGICA 16 HONG KONG 16 ARÁBIA SAUDITA 17 ÁFRICA DO SUL 17 URUGUAI 159.750,8 18 CANADÁ 18 FRANÇA 19 BÉLGICA 19 CHILE 20 PORTO RICO 20 COREIA DO SUL 21 VENEZUELA 21 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 22 CUBA 22 CINGAPURA 23 CINGAPURA 23 ESPANHA 24 CHINA 24 ANGOLA 25 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 25 BOLÍVIA 26 IRLANDA 26 UCRÂNIA 27 COREIA DO SUL 27 EGITO 28 BOLÍVIA 28 COLÔMBIA 29 AUSTRÁLIA 29 PERU 30 COLÔMBIA 30 CANADÁ Fonte: SECEX/MDIC, 201240 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa CatarinaA comparação entre as duas tabelas anteriores permite concluir que muitas posições no ranking dos principais mercadosimportadores de Santa Catarina foram modificadas, como, por exemplo, com a inclusão em 2011 de países que não faziamparte da relação dos principais mercados em 2001, dentre esses: China (24ª posição em 2001 e 5ª posição em 2011), Vene-zuela (21ª posição em 2001 e 14ª posição em 2011) e Coreia do Sul (27ª posição em 2001 e 20ª posição em 2011).Os países com as maiores quedas na participação do total exportado pelo estado, comparando-se 2011 com 2001, foram osEUA (de 23,58% em 2001 para 10,96% em 2011), a Alemanha (de 7,27% em 2001 para 4,06% em 2011) e a Rússia (de 6,43%em 2001 para 3,17% em 2011). Por outro lado, os países com os maiores incrementos na participação do total exportadopelo estado foram a China (de 0,6% em 2001 para 4,53% em 2011), o Japão (de 3,86% em 2001 para 7,56% em 2011) e osPaíses Baixos (de 3,87% em 2001 para 7,08% em 2011).Outra análise interessante a respeito dos mercados importadores de Santa Catarina é em relação ao incremento observadoentre 2001 e 2011 para cada um desses países. Nesse período as exportações catarinenses cresceram, globalmente, 198,60%.Cinquenta e quatro países tiveram incremento superior ao crescimento global, sendo que a maior parte desses países éproveniente de mercados emergentes na Ásia, África, Oriente Médio, Leste Europeu e América Latina.Muitas variações altas foram obtidas devido à base de comparação muito baixa. Para diminuir essa distorção, a tabela doAnexo 6.5 apresenta a variação das exportações catarinenses por país de destino no período analisado, considerando ospaíses que representaram, em 2011, mais de 0,5% do total das exportações catarinenses. No caso dos novos mercados, sãoapresentados aqueles que compraram mais de US$ 10 milhões do estado em 2011.Da Europa Ocidental, poucos países apresentaram incremento superior ao incremento global verificado: Suécia (com 1.063%de aumento), Países Baixos (com 446% de aumento), Bélgica (com 377% de aumento) e Portugal (com 305% de aumento).A maior parte dos países da Europa Ocidental fez parte do grupo de mercados com incremento inferior ao incrementoglobal, assim como a Rússia (incremento de 47%), o Canadá (44%) e os EUA (39%). Na América do Sul, fizeram parte destegrupo a Argentina (incremento de 169%), o Uruguai (162%) e o Chile (91%).No total, 52 novos mercados foram conquistados por empresas exportadoras catarinenses entre 2001 e 2011 e oito paísesapresentaram queda no total exportado: Dinamarca, El Salvador, Martinica, Guadalupe, Cuba, Irlanda, Porto Rico e Noruega.A tabela a seguir apresenta os países importadores de Santa Catarina em 2011 com valores superiores a US$ 100 milhões,com os respectivos valores importados em 2001 e os incrementos obtidos no período em questão. SISTEMA FIESC 41
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Comparativo das exportações de SC entre 2001 e 2011 para os principais países importadores em 2011 Incremento superior ao geral Incremento inferior ao geral (até 198%) País 2011 (US$ mil) 2001 (US$ mil) Incremento 1 CHINA 410.297 18.283 2 COREIA DO SUL 130.344 14.822 3 VENEZUELA 176.638 23.407 4 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 128.712 17.685 5 JAPÃO 684.398 116.974 6 CINGAPURA 125.790 22.842 7 HONG KONG 280.591 51.267 8 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 640.723 117.439 9 ÁFRICA DO SUL 259.031 49.234 10 BÉLGICA 168.764 35.384 11 PARAGUAI 234.230 53.931 12 MÉXICO 280.402 69.357 13 ITÁLIA 185.076 67.041 14 ARGENTINA 678.511 252.078 15 URUGUAI 159.751 60.900 16 REINO UNIDO 368.912 173.499 17 CHILE 141.392 74.047 18 FRANÇA 152.494 83.323 19 ARÁBIA SAUDITA 165.608 94.977 20 ALEMANHA 367.067 220.499 21 RÚSSIA 287.251 194.908 22 ESTADOS UNIDOS 992.441 714.630 Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Setores de contas nacionais Quando se analisam as exportações de Santa Catarina por setores de contas nacionais, a maior representatividade é de bens de consumo não duráveis (42% em 2001, 31% em 2006 e 39% em 2011), liderados por produtos como a carne de frango (líder da pauta) e de suínos. Na sequência, vêm insumos industriais (27% em 2001, 32% em 2006 e 28% em 2011) e bens de capital (15% em 2001, 19% em 2006 e 20% em 2011). Este último setor é o único que tem aumentado constantemente sua participação no total das exportações catarinenses. Por outro lado, verifica-se uma redução substancial na participação de bens de consumo duráveis no total exportado pelo estado – de 9,18% em 2001 para 3,21% em 2011.42 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa CatarinaExportações de SC – setores de contas nacionais (participação % no total) 2001 2006 2011 Insumos industriais 26,98 32,21 27,75 Bens de capital 14,93 19,32 20,3 Alimentos e bebidas destinados à indústria 1,27 1,59 3,69 Bens de consumo não duráveis 42,2 31,26 38,78 Bens de consumo duráveis 9,18 8,4 3,21 Peças e acessórios de equipamentos de transportes 5,1 7,02 5,95 Equipamentos de transporte de uso industrial 0,33 0,13 0,15 Combustíveis e lubrificantes 0,01 0,07 0,17 45 42,2 38,78 40 31,26 35 32,21 30 26,98 27,75 25 20 20,3 19,32 15 14,93 10 9,18 7,02 8,4 3,69 5,1 5,95 5 1,59 3,21 1,27 0 Bens de capital Alimentos e bebidas Insumos industriais Peças e acessórios de Bens de consumo Bens de consumo destinados à indústria equipamentos de duráveis não duráveis transportes 2001 2006 2011Fonte: SECEX/MDIC, 2012Fator agregadoAs exportações de Santa Catarina são lideradas por produtos manufaturados, ainda que a representatividade desses pro-dutos tenha sido reduzida ao longo dos anos. Em 2001, os manufaturados representaram 62% do total das exportaçõescatarinenses, enquanto que em 2011 a participação caiu para 52%. Em contrapartida, a participação de produtos básicosaumentou substancialmente (de 33% em 2001 para 46% em 2011). SISTEMA FIESC 43
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Exportações de SC por fator agregado –2001 a 2011 (US$ milhões) 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Básicos Semimanufaturados Manufaturados Exportação total Variação   2007 2008 2009 2010 2011 2001-2011 Básicos Semimanufaturados Manufaturados Exportação total 10.000.000 9.000.000 8.000.000 7.000.000 6.000.000 5.000.000 4.000.000 3.000.000 2.000.000 1.000.000 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Básicos Semimanufaturados Manufaturados Exportação total Fonte: SECEX/MDIC, 2012 Produtos exportados A tabela do Anexo 6.6 apresenta o grupo dos 50 principais produtos (SH 4) exportados por Santa Catarina em 2011, que corresponderam a aproximadamente 89% do total das exportações catarinenses no período. É uma pauta relativamente diversificada, que inclui produtos básicos, especialmente alimentos e derivados, tabaco e madeira, insumos semimanufa- turados para uso industrial, assim como bens de consumo duráveis e alguns bens de capital. A tabela a seguir apresenta os produtos exportados por Santa Catarina em 2011 que tiveram exportações superiores a US$ 100 milhões.44 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa CatarinaPrincipais produtos exportados por SC em 2011(US$ mil) Pos. Produtos Exportações 1 Carnes e miudezas de aves comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas 1.933.145,6 2 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 898.880,5 3 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 591.226,7 4 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores 508.813,2 5 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 452.018,8 6 Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas a motores 435.487,3 7 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 396.580,8 8 Carnes e miudezas comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou fumadas 263.434,3 9 Soja, mesmo triturada 217.934,6 10 Outros móveis e suas partes 186.439,4 11 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas 163.551,0 12 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 147.467,3 13 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares e os painéis para soalhos 126.410,0 14 Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados ou esmaltados, de cerâmica 107.379,6Fonte: SECEX/MDIC, 2012É importante observar que grande parte dos principais produtos exportados por Santa Catarina em 2011 obteve cresci-mento superior à média das exportações no mercado mundial. Trata-se de uma avaliação que, por si só, aponta algumastendências positivas para o comércio internacional catarinense. Entre 2001 e 2011, as exportações catarinenses aumenta-ram aproximadamente 199%, e 34 dos 50 principais produtos tiveram um incremento superior a essa média. Os maiorescrescimentos foram observados em produtos das categorias de bens de consumo não duráveis (principalmente alimen-tos e derivados), insumos industriais e bens de capital. A tabela do Anexo 6.7 apresenta esse detalhamento, enquanto atabela a seguir apresenta a evolução das exportações entre 2001 e 2011dos principais produtos exportados em 2011 comvalores acima de US$ 100 milhões.Evolução das exportações entre 2001-2011dos principais produtos exportados por SC em 2011 Incremento superior ao incremento geral Incremento próximo ao geral Incremento inferior ao geral Redução nas exportações Pos. Produtos exportados 2011 2001 Incremento 1 Carnes e miudezas comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou fumadas; farinhas e pós, comestíveis 2 Soja, mesmo triturada 3 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 4 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 5 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 6 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408 7 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 8 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105 9 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 10 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) 11 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto das posições 4802 e 4803 12 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares, os painéis para soalhos Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados 13 ou esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas 14 Outros móveis e suas partesFonte: SECEX/MDIC, 2012 SISTEMA FIESC 45
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Pelos dados informados na tabela anterior, conclui-se que os melhores desempenhos – com taxa superior a 1.000% entre 2001 e 2011 – têm sido observados em produtos do setor de alimentos, que ocupam as quatro primeiras posições. Outra análise realizada foi verificar, para os 50 produtos mais exportados por Santa Catarina em 2011, como se deu a evolução das exportações desses produtos no mercado mundial em período semelhante. Porém, não havia dados disponíveis das exportações mundiais por produtos de 2011 até a conclusão deste trabalho e por isso procedeu-se com a análise utilizando-se dados de 2010. Assim, é possível identificar aqueles produtos da pauta de exportações de Santa Catarina que tiveram maior dinamismo no cenário mundial, e posteriormente cotejar esses dados com o desempenho catarinense. Entre 2001 e 2010, as exportações mundiais aumentaram 141,27%, um crescimento médio anual de 15,7%. A conclusão é que, dos 50 produtos listados na tabela apresentada no Anexo 6.8, 17 tiveram desempenho superior ao crescimento geral das exportações mundiais. A maior parte são bens básicos, como alimentos e produtos derivados, couros e peles, e produ- tos manufaturados e semimanufaturados para uso industrial. Seis produtos apresentaram incremento próximo à média geral do período, e para 26 produtos o crescimento foi inferior ao geral. Somente um produto apresentou redução nas exportações mundiais (couros e peles curtidos ou em crosta, de bovinos ou de equídeos), cujas exportações globais reduziram-se em 56,4%. A tabela resumida, a seguir, apresenta a evolução no período 2001-2010 dos principais produtos exportados por Santa Catarina em 2011, cujo faturamento em exportações no mercado mundial tenha sido superior a US$ 10 bi- lhões em 2010. Evolução das exportações mundiais entre 2001 e 2010 dos produtos mais exportados por SC em 2011 Incremento superior ao incremento geral (maior que 141%) Incremento próximo ao geral (135%-140%) Incremento inferior ao geral (menor que 135%) Exportações mundiais Pos. Produtos (US$ milhões) Incremento 2010 2001 1 Soja, mesmo triturada 44.210.194 11.810.054 2 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado 28.181.011 8.869.924 Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou 3 46.921.566 16.296.236 superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos 4 Arroz 19.277.534 6.809.040 5 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 24.016.688 8.770.691 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) 6 68.284.669 25.493.346 e dispositivos semelhantes, para canalizações, caldeiras 7 Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames (excênticos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas 44.572.869 16.742.073 8 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos 53.831.600 20.647.420 9 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 11.889.936 4.593.393 10 Tubos e seus acessórios (por exemplo: juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plástico 17.445.269 6.836.665 Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos 11 31.011.493 12.193.497 roscados, rebites, chavetas, cavilhas, contrapinos ou troços Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, 12 87.654.729 35.706.877 por exemplo), bobinas de reatância e de autoindução Refrigeradores, congeladores (freezers) e outro material, máquinas e aparelhos 13 35.194.654 14.688.024 para a produção de frio, com equipamento elétrico ou outro46 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina 14 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105 20.761.897 8.757.242 15 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) 61.613.552 26.014.856 16 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 45.862.131 19.398.568 17 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas às máquinas das posições 85.01 ou 85.02. 15.924.533 6.964.125 18 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos 31.384.633 13.737.888 19 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408 57.794.285 25.919.561 20 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha 16.000.240 7.223.530 21 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 25.031.230 11.564.074 22 Sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool 13.341.867 6.179.306 23 Aparelhos para interrupção, seccionamento, protecção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos 85.131.329 39.624.521 24 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 41.318.447 19.695.315 25 Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para motores de ignição por faísca ou por compressão 15.855.355 7.669.002 26 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 a 8705 278.767.681 135.170.717 Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão, 27 17.853.069 8.852.507 pasta (ouate) de celulose ou de mantas de fibras de celulose 28 Outros móveis e suas partes 63.647.912 33.694.995 29 Peixes congelados, exceto os filetes de peixes e outra carne de peixes da posição 0304 19.946.111 10.640.390 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares, 30 11.139.499 6.057.421 os painéis para soalhos e as fasquias para telhados Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados ou 31 10.600.559 5.839.929 esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes 32 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 11.938.039 6.966.810 33 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto das posições 4802 e 4803 11.818.130 7.035.554 34 Madeira contraplacada ou compensada, madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes 11.343.084 7.082.914 Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria, não especificados 35 57.409.642 36.548.829 nem compreendidos em outras posições deste capítulo 36 Madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, cortada ou desenrolada, de espessura superior a 6 mm 29.760.811 23.574.634Fonte: Trade Map/ITC, 2012Obs.: produtos com exportações superiores a US$ 10 bilhões em 2010.Também buscou-se conhecer no mercado mundial a evolução das exportações dos produtos que mais interessam a SantaCatarina (os que o estado mais exportou em 2011) em período mais recente, entre 2006 e 2010. Neste período, as expor-tações mundiais apresentaram crescimento de 3% ao ano.Pela tabela apresentada no Anexo 6.9, pode-se constatar que, dos 50 produtos analisados, 27 tiveram incremento superiorao crescimento geral, sendo que 13 desses produtos são produtos básicos (alimentos e produtos derivados e tabaco), ou-tros 13 compreendem bens de capital e produtos manufaturados e semimanufaturados para uso industrial e um produtoé um bem de consumo não durável (roupa de cama, mesa ou cozinha).Três produtos apresentaram incremento igual ao crescimento geral (3% ao ano) e outros oito tiveram crescimento inferior(de 1% a 2%). Quatro produtos não tiveram crescimento e sete apresentaram crescimento negativo (na ordem de -1% a-10%). Dentre os que tiveram reduções nas exportações, estão produtos de madeira e marcenaria, produtos de couro ederivados, e ladrilhos e revestimentos cerâmicos.A tabela resumida a seguir apresenta a evolução no período 2006-2010 dos principais produtos exportados por SantaCatarina em 2011 cujo faturamento em exportações no mercado mundial tenha sido superior a US$ 10 bilhões em 2010. SISTEMA FIESC 47
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Evolução das exportações mundiais entre 2006 e 2010 dos produtos mais exportados por SC em 2011 Incremento superior ao incremento geral Incremento igual ao geral (3%) Incremento inferior ao geral (1% e 2%) Sem crescimento Redução nas exportações Crescimento anual das Valor Crescimento exportações exportado em valor Produtos mundiais em 2010 2010/2009 entre 2006 (US$ milhões) (%) e 2010 (% ao ano) TOTAL Todos os produtos 15.230.973,0 21 3 1 Soja, mesmo triturada 23 24 2 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 4 18 3 Carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, de aves 13 13 4 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 1 11 Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, 5 27 9 por exemplo), bobinas de reatância e de autoindução 6 Máquinas e aparelhos mecânicos com função própria 54 9 7 Peixes congelados, exceto os filés de peixes e outra carne de peixes 11 8 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas 8 -3 7 às máquinas das posições 85.01 ou 85.02 9 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou de sangue 4 7 10 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 5 6 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) e dispositivos 11 16 5 semelhantes, para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes Árvores de transmissão (incluídas as árvores de “cames” e virabrequins) e manivelas; 12 mancais e “bronzes”; engrenagens e rodas de fricção; eixos de esferas ou de roletes; 22 5 redutores, multiplicadores, caixas de transmissão e variadores de velocidade 13 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos; aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 12 5 14 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos. 22 5 Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão, pasta (“ouate”) de celulose ou 15 10 4 de mantas de fibras de celulose; cartonagens para escritórios, lojas e estabelecimentos semelhantes 16 Tubos e seus acessórios (por exemplo, juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plásticos 13 4 17 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha 16 4 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; coifas 18 21 4 aspirantes para extração ou reciclagem, com ventilador incorporado, mesmo filtrantes 19 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 20 4 Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para 20 24 3 motores de ignição por centelha ou por compressão Parafusos, pinos ou pernos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas, 21 30 3 contrapinos, arruelas (incluídas as de pressão) e artefatos semelhantes, de ferro fundido, ferro ou aço Sucos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados, 22 4 3 sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes 23 Aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos 29 2 24 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos 29 2 25 Outros móveis e suas partes 11 2 26 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 87.01 a 87.05 30 1 Refrigeradores, congeladores (“freezers”) e outros materiais, máquinas e 27 16 1 aparelhos para a produção de frio, com equipamento elétrico ou outro Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou 28 36 1 superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos48 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina 29 Papel e cartão Kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto os das posições 48.02 e 48.03 23 0 30 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado. 33 0 Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas 31 28 0 aos motores das posições 84.07 ou 84.08. Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados 32 ou esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes, para 11 -1 mosaicos, vidrados ou esmaltados, de cerâmica, mesmo com suporte 33 Madeira compensada (contraplacada), madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes 26 -3 Obras de marcenaria ou de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares, os painéis 34 11 -5 montados para revestimento de pavimentos (pisos) e as fasquias para telhados, de madeira Couros preparados após curtimenta ou após secagem e couros e peles apergaminhados, de bovinos 35 25 -7 (incluídos os búfalos) ou de equídeos, depilados, mesmo divididos, exceto os da posição 41.14 Madeira serrada ou fendida longitudinalmente, cortada transversalm ente ou desenrolada, 36 24 -7 mesmo aplainada, polida ou unida pelas extremidades, de espessura superior a 6 mmFonte: Trade Map/ITC, 2012Obs.: produtos com exportações superiores a US$ 10 bilhões em 2010. 3.3 Desempenho exportador de Santa Catarina no mercado mundialApós a identificação e da análise de aspectos referentes aos principais parceiros comerciais de Santa Catarina, assim comodos principais produtos exportados pelo estado, é possível chegar a algumas conclusões acerca do desempenho exporta-dor catarinense no mercado mundial.ProdutosA tabela a seguir apresenta aqueles produtos exportados por Santa Catarina em 2011 que tiveram crescimento igual ousuperior ao crescimento global:1. Nas exportações catarinenses entre 2001 e 2011 (igual ou maior a 199% em todo o período);2. Nas exportações mundiais entre 2001 e 2010 (igual ou maior a 130% em todo o período);3. Nas exportações mundiais entre 2006 e 2010 (igual ou maior a 3% anualmente).Dos 50 produtos identificados anteriormente, 17 fazem parte da tabela apresentada a seguir, o que significa que gran-de parte dos principais produtos exportados por Santa Catarina não tem um grau de dinamismo elevado no comérciomundial. SISTEMA FIESC 49
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina Principais produtos exportados por SC em 2011 com elevado grau de dinamismo no comércio mundial Pos. SH4 Produtos 1 0206 Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, frescas, refrigeradas ou congeladas 2 0207 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105 3 0504 Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, exceto de peixes, frescos, refrigerados, congelados 4 1201 Soja, mesmo triturada 5 1507 Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados 6 1601 Enchidos de carne, miudezas, sangue, suas preparações alimentícias 7 1602 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 8 2304 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 9 2827 Cloretos, oxicloretos e hidroxicloretos; brometos e oxibrometos; iodetos e oxi-iodetos 10 3917 Tubos e seus acessórios (por exemplo: juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plástico 11 7318 Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas ou troços 12 8413 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos 13 8421 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 14 8432 Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura 15 8481 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) e dispositivos semelhantes 16 8483 Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames (excênticos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas 17 8504 Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, por exemplo), bobinas de reatância Fonte: elaboração própria, com base nos dados da SECEX/MDIC, 2012 e do Trade Map/ITC, 2012 Interessante notar que os primeiros oito produtos são derivados da indústria de alimentos e que os demais são bens semimanufaturados ou manufaturados utilizados como insumos industriais, além de alguns bens de capital. Um dos produtos analisados, descrito abaixo, que fez parte da pauta exportadora catarinense em 2011, apresentou dina- mismo no comércio mundial entre 2001 e 2010 e, mais recentemente, entre 2006 e 2010. No entanto, este produto teve um crescimento inferior ao crescimento global nas exportações catarinenses entre 2001 e 2011. SH 8414 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) O desempenho catarinense está em sintonia com o desenvolvimento do comércio exterior mundial e brasileiro, conforme visto anteriormente, pois os produtos básicos, e em especial as commodities, têm apresentado desempenho superior, prin- cipalmente em relação aos bens manufaturados, que têm sofrido maior retração com a desaceleração econômica recente. Adicionalmente, os produtos manufaturados também têm obtido o pior desempenho em relação ao incremento nos pre- ços, principalmente se comparados aos básicos. Os dados da FUNCEX apresentados demonstram que as exportações brasileiras têm crescido mais em função do aumento dos preços que do aumento do volume exportado. Dos 10 setores que apresentaram redução no volume exportado em 2011, oito são setores fortes da economia catarinense e cujas empresas certamente sofreram perdas no comércio internacional. O Anexo 6.10 apresenta uma relação de 82 produtos com taxas de crescimento nas exportações anuais (2006 a 2010) su- periores a 10%. Além disso, esses produtos tiveram valores importados superiores a US$ 1 bilhão em 2010 e taxas de cres- cimento positivas em valor e quantidade (entre 2006 e 2010) e em valor (entre 2009 e 2010). É certo que muitos desses produtos são commodities minerais e vegetais que Santa Catarina não tem condições de expor- tar por não possuir os correspondentes recursos naturais, como minério de ferro, ouro, café e cacau. Por outro lado, a lista50 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarinarevela oportunidades em segmentos industriais já presentes na economia do estado. É o caso das indústrias naval – querecentemente tem se desenvolvido de forma mais vigorosa em Santa Catarina –, de vidros, aparelhos telefônicos e produ-tos alimentícios de maior valor agregado.MercadosBuscou-se também conhecer no mercado mundial a evolução das exportações para os principais países importadores en-tre 2006 e 2010 – período em que as exportações mundiais cresceram 3% ao ano. Para isso, foi realizada uma triagem comaqueles países que tiveram crescimento igual ou superior a 3% ao ano no período. A listagem final, apresentada na tabelaa seguir, incluiu somente os países com participação superior a 0,1% nas importações mundiais, o que significa valores deimportações iguais ou acima de US$ 15 bilhões, e cujo crescimento em valor entre 2009 e 2010 tenha sido positivo.Evolução das exportações no comércio global em mercados importadores selecionados* Incremento igual ou superior a 10% Incremento entre 4% e 9% Incremento igual ao geral (3%) Crescimento Crescimento das Importações Balança Participação nas anual em valor importações Países importadores em 2010 comercial em importações entre 2006 e entre 2009 e (US$ mil) 2010 (US$ mil) mundiais (%) 2010 (%) 2010 (%) 1 Iraque 26.292.962 21.948.281 27 16 0,2 2 Libéria 16.210.136 -15.289.286 24 39 0,1 3 Líbia 19.815.231 28.361.091 22 3 0,1 4 Indonésia 135.663.280 22.115.823 20 40 0,9 5 Vietnã 91.385.907 -15.779.365 19 29 0,6 6 Líbano 17.969.735 -13.715.550 18 11 0,1 7 Algéria 40.999.891 16.051.083 18 4 0,3 8 Bangladesh 25.753.417 -5.549.599 17 40 0,2 9 Nigéria 44.235.269 42.332.644 15 30 0,3 10 Omã 19.972.734 16.626.972 14 12 0,1 11 China 1.396.001.565 181.762.186 13 39 9,2 12 Equador 20.590.848 -3.100.926 12 36 0,1 13 Rússia 248.700.000 151.400.000 11 46 1,6 14 Índia 268.629.377 -48.220.881 11 1 1,8 15 Panamá 16.737.103 -5.750.500 10 21 0,1 16 Arábia Saudita 106.862.965 144.280.068 10 12 0,7 17 Síria 17.594.314 -9.195.763 9 14 0,1 18 Peru 29.879.500 5.193.749 9 37 0,2 19 Belarus 34.868.204 -9.642.340 9 22 0,2 20 Marrocos 35.378.882 -17.614.091 9 8 0,2 21 Colômbia 40.682.508 -862.979 9 24 0,3 22 Argentina 56.501.293 11.632.782 9 46 0,4 23 TunÍsia 22.215.362 -5.788.792 8 16 0,1 24 Irã 54.697.236 29.087.764 8 0,4 25 Austrália 188.740.660 17.964.476 8 19 1,2 26 Eslováquia 65.916.188 -1.229.623 7 20 0,4 27 Emirados Árabes Unidos 151.708.867 -3.020.831 7 8 1 28 Jordânia 15.262.001 -8.238.864 6 8 0,1 29 Polônia 178.062.901 -18.305.278 6 19 1,2 30 Tailândia 182.393.380 12.918.140 6 36 1,2 SISTEMA FIESC 51
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Santa Catarina 31 Coreia do Sul 425.094.209 42.636.000 6 32 2,8 32 República Tcheca 125.690.658 6.450.256 5 20 0,8 33 Cingapura 310.791.134 41.076.033 5 26 2 34 Hong Kong 441.369.198 -40.677.183 5 25 2,9 35 Paquistão 37.537.025 -16.123.922 4 19 0,2 36 Suíça 176.280.626 19.328.654 4 13 1,2 37 Turquia 185.541.037 -71.561.585 4 32 1,2 38 Sérvia 16.734.435 -6.939.894 3 4 0,1 39 Kuwait 18.235.196 46.187.099 3 23 0,1 40 Israel 59.193.894 -780.866 3 25 0,4 41 Ucrânia 60.737.135 -9.306.849 3 34 0,4 42 Malásia 164.586.273 34.204.418 3 33 1,1 43 Países Baixos 439.986.633 52.659.239 3 15 2,9 Fonte: elaboração própria, com base nos dados da SECEX/MDIC, 2012 e do Trade Map/ITC, 2012 * Países que tiveram crescimento igual ou superior a 3% ao ano no período, com participação superior a 0,1% nas importações mundiais e cujo crescimento em valor entre 2009 e 2010 tenha sido positivo. Pela tabela apresentada pode-se constatar que, dos 43 países analisados, nove não fazem parte da lista dos países para os quais Santa Catarina tem aumentado suas exportações a uma taxa superior à das exportações globais no período de 2001 a 2011. Esses países são: Outros nove países foram mercados conquistados por Santa Catarina no decorrer do período informado: É positivo o fato de Santa Catarina já exportar para aqueles mercados que têm apresentado maior dinamismo no mercado mundial. Entretanto, é necessário aproveitar melhor o potencial existente nos países identificados, principalmente naque- les em que as exportações catarinenses tiveram um crescimento inferior ao crescimento global no período 2001-2011.52 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 4. Resultados da pesquisaA visão das empresasA seção anterior apresentou em detalhes os novos rumos do comércio exterior catarinense no mercado mundial, conside-rando principalmente os principais produtos das pautas de exportação e importação do estado e, no caso das exportações,os principais países de destino das mercadorias. A análise foi realizada com base em dados e estatísticas disponibilizadospor órgãos oficiais e entidades ligadas ao comércio internacional. Para complementar o trabalho, executou-se uma pes-quisa junto às empresas importadoras e exportadoras de Santa Catarina, com o objetivo de saber como foram impactadaspelas mudanças e como se posicionaram estrategicamente para se beneficiarem do novo cenário, assim como identificare compreender suas limitações na tomada de ações.Em síntese, a pesquisa procurou revelar o atual panorama e as perspectivas das empresas no tocante a seus processos deinternacionalização, consolidando algumas das conclusões obtidas na análise estatística. Também foram buscadas infor-mações adicionais que venham a contribuir para o direcionamento de ações e políticas voltadas ao fortalecimento do co-mércio internacional catarinense.A pesquisa foi realizada por meio da aplicação de um formulário eletrônico, que foi disponibilizado através da internet atodas as empresas do estado que efetuaram exportações e importações em 2011, de acordo com os dados fornecidos pelaSecretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).O formulário aplicado, cujo modelo encontra-se no Anexo 6.11, foi preenchido por 83 empresas. Para se obter resultadosrepresentativos, assegurou-se que as maiores empresas do estado, em termos de valores exportados e importados em 2011,participassem da pesquisa. A listagem com os nomes das empresas participantes está no Anexo 6.12.Inicialmente, as empresas participantes são caracterizadas a partir de seu porte, setor de atividade e experiência internacio-nal. A segunda parte da pesquisa apresenta informações relativas à prática exportadora das empresas, tais como valores eevolução das exportações, formas de exportação, principais mercados importadores, estratégias adotadas na exportaçãoe perspectivas para 2012, dentre outros aspectos. A terceira parte analisa as empresas importadoras, apresentando temascomo categorias de produtos importados, valores e evolução das importações, formas de importação, principais merca-dos fornecedores e expectativas. A última parte da pesquisa aborda a experiência das empresas na internacionalização,englobando aspectos como os principais obstáculos internos e externos enfrentados, motivos que levaram as empresas ainternacionalizarem-se, áreas que devem ser priorizadas pelo governo no fomento ao comércio internacional e estratégiasde internacionalização mais utilizadas.4.1 Caracterização das empresasInicialmente, buscou-se identificar o porte das empresas pesquisadas, com base na classificação utilizada pelo InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a seguir descrita:ƒ 1 – 19 funcionários: Microempresasƒ 20 – 99 funcionários: Pequenas empresasƒ 100 – 499 funcionários: Médias empresasƒ 500 ou mais funcionários: Grandes empresas SISTEMA FIESC 53
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa No presente trabalho, há uma maior participação de empresas de médio e de grande porte (67% do total) em virtude de obter-se uma maior representatividade da amostra em relação aos volumes exportados e importados em 2011. Por ou- tro lado, verifica-se também uma participação expressiva de micro e pequenas exportadoras (33%) na pesquisa realizada. Número de funcionários 22% 11% 21% 46% Esta amostra, contemplando empresas de diferentes tamanhos, reflete a realidade do segmento exportador e importador catarinense no tocante às dificuldades e obstáculos enfrentados, que em determinadas situações são distintos, principal- mente em função do porte das empresas pesquisadas. A pesquisa contou com a participação de empresas predominantemente da indústria (91% das respondentes), de 17 seto- res que compõem a economia de Santa Catarina, englobando organizações de todas as regiões do estado. Também parti- ciparam empresas do comércio atacadista e varejista (6% do total) e do setor de serviços (3% do total). Setores das empresas pesquisadas 6% 2% 8% 1% 7% 1% 14% 6% 19% 10% 4% 1% 3% 4% 3% 3% 8%54 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaObserva-se a participação de empresas dos mais importantes setores do estado, em termos de número de estabeleci-mentos. Os cinco setores com maior participação de empresas, totalizando quase 60% da amostra, foram, em ordemde importância: máquinas e equipamentos (19%), madeira (14%), têxtil (10%), borracha e plástico (8%) e móveis e in-dústrias diversas (8%).Não obstante, a pesquisa também contou com a participação de empresas de outros 12 segmentos. Esta diversidade setorialcontribuiu para a análise dos resultados, uma vez que o processo de internacionalização muitas vezes também é afetadopor fatores especificamente relacionados aos segmentos a que estas empresas pertencem.A respeito da origem do capital das empresas pesquisadas, há uma concentração de empresas com 100% do capital na-cional (90% do total da amostra). Somente um pequeno percentual é de capital totalmente estrangeiro (5%), seguidas deempresas com capital misto (5%). Estes números refletem a tradição do estado de Santa Catarina, cujas empresas fundadasem território catarinense com capital nacional historicamente têm participado de forma ativa no comércio internacional.Composição do capital da empresa 5% 1% 4% 90%O gráfico a seguir demonstra que uma pequena parcela das empresas pesquisadas (17%), principalmente de médio egrande porte, também está investindo em filiais em outros países. Destas empresas, os principais países citados nos quaispossuem unidades foram os Estados Unidos, a Argentina e a China.Unidades no exterior 17% NÃO 83% SISTEMA FIESC 55
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa A respeito da natureza das unidades no exterior, grande parte das empresas informou que desenvolvem ações comerciais através de escritórios próprios ou que possuem plantas fabris para produção e comercialização de seus produtos. Essas ações muitas vezes buscam dotar as empresas das capacidades necessárias para atuar em mercados onde a concorrência é mais acirrada, ou em função da necessidade de maior proximidade com seus clientes finais. A respeito da experiência em atividades internacionais, para a maioria das empresas (64%) esta experiência é relativamente recente, pois iniciaram as atividades internacionais após 1991. Não obstante, também participaram da pesquisa várias em- presas com trajetória mais longa de internacionalização: 25% têm mais de 30 anos de experiência internacional. Início das atividades internacionais 1991-2000 28% 1981-1990 2001-2010 11% 32% 1971-1980 13% 4% 12% A maior parte da amostra envolve empresas que são, ao mesmo tempo, exportadoras e importadoras (71%). Do restante das empresas pesquisadas, 17% são somente exportadoras e 12% são somente importadoras. Este é um aspecto favorável na análise dos resultados, uma vez que há uma alta participação de empresas respondentes que realizam tanto atividades de exportação quanto de importação e uma distribuição equilibrada entre somente exportadoras e somente importadoras. Natureza da atividade internacional 12% 17% 71%56 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa4.2 Análise das empresas exportadorasA pesquisa abrangeu empresas que exportam diversas categorias de produtos, com a predominância de exportadoras debens de consumo duráveis (40%), insumos industriais (19%), bens de consumo não duráveis (18%) e bens de capital (8%).Esta distribuição da amostra também é muito positiva para a análise dos resultados, uma vez que, como se verificou naseção 3.2, as exportações de Santa Catarina em 2011 foram lideradas por bens de consumo não duráveis (39% do total ex-portado), seguidos de insumos industriais (28%) e bens de capital (20%).Exportações por setor de conta nacional 40% 7% 1% 18% 7% 19% 8%Com relação às formas de exportação, quase metade das empresas pesquisadas (49%) exporta de forma direta, enquantoque outros 30% delas exporta a maior parte diretamente, e indiretamente apenas alguns pedidos ocasionais. Isso demons-tra que, de forma geral, grande parte das empresas respondentes possui uma estrutura interna própria capaz de executaras atividades inerentes aos processos de exportação, com profissionais qualificados para exercer estas funções.Formas de exportação 49% 1% 8% 12% 30% SISTEMA FIESC 57
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Para as empresas que utilizam a exportação indireta, os principais meios são, em ordem de importância, tradings e/ou co- merciais exportadoras localizadas no Brasil (41%), agentes e/ou distribuidores no exterior (37%) e agentes e/ou distribui- dores no Brasil (20%). Meios de exportação indireta 41% 2% 37% 20% O gráfico a seguir apresenta o porte das empresas pesquisadas de acordo com o volume exportado em 2011. Verifica-se uma distribuição equilibrada em quase todas as faixas de valores, com maior predominância de empresas que exportaram entre US$ 100 mil e US$ 999 mil (38%) e entre US$ 1 milhão e US$ 9,9 milhões (38%). Um número menor de empresas, mas ainda significativo, exportou até US$ 99 mil (15%). Somente 9% das empresas pesquisadas exportaram mais de US$ 10 milhões em 2011. Faixas de valores de exportação em 2011 – US$ 15% 38% 2% 7% 38% Para 64% das empresas, a exportação representou até 10% do faturamento total em 2011. Possivelmente devido à perda de rentabilidade no mercado externo em função da valorização do real ocorrida até o ano passado e pelo aquecimento no mercado interno, grande parte das respondentes decidiu redirecionar seus esforços de vendas para atender a demanda doméstica. Por outro lado, o gráfico a seguir também demonstra que, no outro extremo, 17% das empresas tiveram suas exportações contribuindo com mais de 30% do total faturado.58 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaParticipação das exportações no faturamento em 2011 7% 64% 5% 5% 7% 12%As empresas também informaram qual foi o maior percentual de participação das exportações no faturamento anual daempresa desde as primeiras vendas externas. Para 39% delas a exportação teve uma participação máxima de 10% sobreo total do faturamento, enquanto que para 26% das empresas a exportação chegou a representar mais da metade do fa-turamento global.Maior percentual de participação das exportações 39% 13% 15% 13% 12% 8%No tocante aos destinos das exportações catarinenses, merecem destaque dois países do Mercosul (Argentina e Paraguai),que representaram os dois principais mercados em 2011, para 18% e 11% das empresas pesquisadas, respectivamente. AVenezuela, os Estados Unidos e o Uruguai aparecem na terceira colocação, com 7% do total das respostas. Outros paíseslatino-americanos – Bolívia, Chile e Colômbia – também foram mais citados na pesquisa. SISTEMA FIESC 59
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Principais mercados importadores em 2011 18% 11% 2% 9% FRANÇA 2% VENEZUELA CANADÁ 7% 2% ALEMANHA 2% EUA 7% 2% 2% 7% 2% 6% 4% 4% 5% 4% 4% A maioria das empresas pesquisadas (51%) exportou para até cinco países em 2011. Somente um número reduzido das empresas (13%) atendeu mais de 20 mercados, como apresenta o gráfico a seguir. Número aproximado de mercados importadores atendidos pela empresa em 2011 51% 5% 8% 16% 20% Por outro lado, ao considerar-se o número aproximado de mercados importadores atendidos pelas empresas desde as primeiras exportações, verifica-se que o cenário é um pouco diferente. Um maior número de empresas exportou para um maior número de países neste horizonte de tempo. Somente 27% das empresas exportaram para até cinco países, enquanto outros 27% exportaram para seis a 10 países e 15% tiveram exportações para mais de 40 países. Estes números provavel- mente indicam que as empresas nem sempre têm conseguido manter clientes nos mercados importadores em que atuam e, por diversas razões, deixam de atender esses mercados.60 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaNúmero aproximado de mercados importadores atendidos pela empresa desde as primeirasexportações 27% 27% 15% 5% 14% 12%Ao analisar-se o desempenho das exportações em dólares nos últimos cinco anos, verifica-se, pelo gráfico a seguir, quemais de um quarto das empresas pesquisadas obteve estabilidade nos valores exportados. Já 37% delas informaram queos valores foram incrementados neste período, sendo que para 25% o aumento médio anual tem sido de até 10%. Por ou-tro lado, para 37% das empresas os valores exportados em dólar foram reduzidos. E 14% delas informaram queda anual deaté 10% nos últimos cinco anos.Desempenho das exportações em US$ entre 2007 e 2011 26% 25% 7% 6% 5% 6% 10% 14% 1%A razão mais apontada para as reduções das exportações foi a política cambial desfavorável. Em seguida, as empresasapontaram a perda da competitividade no mercado mundial devido ao acirramento da concorrência estrangeira. Outrasrazões entre as mais citadas foram o aumento do custo de produção, associado ao Custo Brasil, e a deterioração do poderde compra dos importadores, como resultado da recente crise internacional. SISTEMA FIESC 61
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa A respeito da evolução dos preços em dólares dos produtos exportados nos últimos cinco anos, o gráfico a seguir aponta que, para 42% das empresas respondentes os preços têm se mantido estáveis, enquanto 30% informam que os preços fo- ram parcialmente aumentados e 16% afirmam que os preços foram parcialmente reduzidos. Evolução dos preços em US$ dos produtos exportados entre 2007 e 2011 42% 8% 16% 30% 4% Já quando se analisa a evolução das quantidades exportadas entre 2007 e 2011, 42% das empresas informaram que os vo- lumes estão sendo reduzidos, ao passo que para 27% os volumes estão se mantendo relativamente estáveis. Para 22% das empresas, os volumes exportados estão sendo parcialmente aumentados. Evolução das quantidades exportadas entre 2007 e 2011 27% 18% 9% 22% 24% Sobre a política de desenvolvimento de produtos voltados à exportação adotada pelas empresas pesquisadas, as respostas foram muito equilibradas, como apresenta o gráfico a seguir. A maior parte (39%) tem priorizado o desenvolvimento de produtos para o mercado interno, posteriormente adaptando e ofertando esses produtos também para o mercado externo. Já 30% delas têm buscado diversificar a produção/comercialização, com a inclusão de novos produtos em seu portfólio de exportação, visando alcançar novos nichos de mercado. Somente uma pequena parcela das respondentes (9%) reduziu a linha de produtos voltados à exportação.62 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaDesenvolvimento de produtos para a exportação 30% 9% 39% 22%As empresas foram solicitadas a informar as estratégias que vêm adotando para melhor posicionarem-se no mercado in-ternacional. Das 21 estratégias listadas, as seis mais adotadas pelas empresas pesquisadas foram, em ordem decrescentede citações:ƒ Criação/oferta de novos produtos com diferenciais competitivos e/ou maior valor agregadoƒ Participação em feiras internacionais do setor, como expositor ou visitanteƒ Busca por novos nichos de mercado e/ou novos canais de comercializaçãoƒ Conquista de certificações internacionais (produtos e/ou processos)ƒ Implementação de programas de qualidade totalƒ Maiores investimentos em inovação, pesquisa, tecnologia, design e desenvolvimento de produtos e/ou processosEstratégias que as empresas adotam para melhor posicionamento no mercado internacional (%)9876543210 3 17 8 1 12 4 16 9 2 11 5 14 19 21 7 20 13 10 15 6 183. Criação/oferta de novos produtos com diferenciais competitivos e/ou maior valor agregado17. Participação em feiras internacionais do setor, como expositor ou visitante8. Busca por novos nichos de mercado e/ou novos canais de comercialização1. Conquista de certificações internacionais (produtos e/ou processos)12. Implementação de programas de qualidade total SISTEMA FIESC 63
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa 4. Maiores investimentos em inovação, pesquisa, tecnologia, design e desenvolvimento de produtos e/ou processos 16. Contratação de empresa especializada em logística internacional 9. Diversificação de mercados em países com maior dinamismo no comércio internacional 2. Desenvolvimento de estratégias dinâmicas de marketing e marca 11. Investigação e monitoramento do ambiente competitivo internacional 5. Estruturação da rede de distribuição em países-chave 14. Contratação de profissionais especializados para atender às demandas de internacionalização da empresa 19. Mudanças na estrutura organizacional e em processos internos da empresa 21. Estabelecimento de alianças estratégicas com empresas no exterior 7. Disponibilização de novos serviços de pré e pós-venda 20. Estabelecimento de alianças estratégicas com empresas no Brasil 13. Programas de benchmarking com empresas nacionais e estrangeiras 10. Programas de desenvolvimento de capacidade de gestão e comercialização internacionais 15. Contratação de seguros de créditos para aumentar as opções de pagamento e prazos aos importadores 6. Implementação de planos/modelos de internacionalização 18. Segmentação da produção em área/linha dedicada exclusivamente à exportação Também solicitou-se que as empresas informassem, para as 21 estratégias listadas, aquelas que não adotam mas que acre- ditam que se adotassem, poderiam melhorar seu posicionamento no mercado internacional. As seis estratégias mais cita- das, em ordem decrescente de citações, foram: ƒ Implementação de planos/modelos de internacionalização ƒ Desenvolvimento de estratégias dinâmicas de marketing e marca ƒ Programas de desenvolvimento de capacidade de gestão e comercialização internacionais ƒ Estruturação da rede de distribuição em países-chave ƒ Contratação de seguros de créditos para aumentar as opções de pagamento e prazos aos importadores ƒ Segmentação da produção em área/linha dedicada exclusivamente à exportação Estratégias que as empresas deveriam adotar para melhor posicionamento no mercado internacional (%) 8 7 6 5 4 3 2 1 0 6 2 10 5 15 18 7 9 13 8 11 1 14 21 3 4 20 19 17 12 16 6. Implementação de planos/modelos de internacionalização 2. Desenvolvimento de estratégias dinâmicas de marketing e marca64 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa10. Programas de desenvolvimento de capacidade de gestão e comercialização internacionais5. Estruturação da rede de distribuição em países-chave15. Contratação de seguros de créditos para aumentar as opções de pagamento e prazos aos importadores18. Segmentação da produção em área/linha dedicada exclusivamente à exportação7. Disponibilização de novos serviços de pré e pós-venda9. Diversificação de mercados em países com maior dinamismo no comércio internacional13. Programas de benchmarking com empresas nacionais e estrangeiras8. Busca por novos nichos de mercado e/ou novos canais de comercialização11. Investigação e monitoramento do ambiente competitivo internacional1. Conquista de certificações internacionais (produtos e/ou processos)14. Contratação de profissionais especializados para atender às demandas de internacionalização da empresa21. Estabelecimento de alianças estratégicas com empresas no exterior3. Criação/oferta de novos produtos com diferenciais competitivos e/ou maior valor agregado4. Maiores investimentos em inovação, pesquisa, tecnologia, design e desenvolvimento de produtos e/ou processos20. Estabelecimento de alianças estratégicas com empresas no Brasil19. Mudanças na estrutura organizacional e em processos internos da empresa17. Participação em feiras internacionais do setor, como expositor ou visitante12. Implementação de programas de qualidade total16. Contratação de empresa especializada em logística internacionalAs empresas informaram os motivos pelos quais não implementam as estratégias que consideram mais adequadas paramelhor posicionamento no mercado internacional. O motivo mais citado foi a priorização do mercado brasileiro, que seencontra aquecido e que, por isso, tem sido o principal alvo de suas operações. Outra razão bastante citada foi a falta dosrecursos financeiros necessários para a implementação de algumas das estratégias. As empresas também informaram quea conjuntura atual, tanto no Brasil, devido à política cambial vigente, quanto internacionalmente, em função da alta con-corrência asiática e dos efeitos da recente crise financeira internacional, não tem sido favorável para a adoção de determi-nadas estratégias.A pesquisa procurou analisar o grau de conhecimento e utilização dos principais programas e incentivos à exportação e re-gimes aduaneiros especiais existentes no Brasil. Os instrumentos que as empresas têm utilizado de forma mais efetiva são adesoneração de IPI e ICMS (87%), a restituição de PIS e COFINS (83%) e os adiantamentos cambiais ACC (59%) e ACE (51%).Alguns dos instrumentos apresentados no formulário são desconhecidos por grande parte das empresas respondentes.Mais de um terço das empresas pesquisadas não conhecem seis dos 16 instrumentos informados, listados a seguir:ƒ Regime Aduaneiro de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado – RECOFƒ Sistema de Registro de Informações de Promoção – SISPROMƒ Programa de Geração de Emprego e Renda - PROGER Exportaçãoƒ Despacho Aduaneiro Expresso – Linha Azulƒ BNDES Exim Pós-Embarqueƒ BNDES Exim Pré-EmbarqueA respeito das linhas de financiamento BNDES Exim, uma parcela significativa das empresas também informa não estarconseguindo utilizar o Pós-Embarque (22%), o Pré-Embarque (20%), a Linha Azul (36%) e o PROEX (25%). SISTEMA FIESC 65
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Conhecimento e utilização dos programas e incentivos à exportação e regimes aduaneiros especiais (%) 100 7 7 6 6 3 12 14 10 90 18 16 16 15 20 21 24 21 25 22 80 35 22 70 21 23 28 4 35 27 32 23 28 60 36 17 7 2 50 32 87 81 59 39 32 18 7 40 54 27 9 32 71 30 46 51 53 20 41 34 30 34 34 10 24 26 14 20 0 6 12 15 9 1 2 4 5 3 8 12 9 13 11 16 15 10 14 7 6 Não conhece Utiliza Não tem interesse Não consegue utilizar 1. Desoneração IPI e ICMS 2. Restituição PIS/COFINS 4. ACC 5. ACE 3. Drawback 8. Exportações Simplificadas – SIMPLEX 12. Porto Seco 9. SISCARGA 13. REDEX 11. PROEX 16. BNDES Exim Pré-Embarque 15. BNDES Exim Pós-Embarque 10. Despacho Aduaneiro Expresso – Linha Azul 14. PROGER Exportação 7. SISPROM 6. RECOF – Entreposto Industrial Torna-se necessário verificar os obstáculos que as empresas vêm enfrentando que as impossibilitam de utilizar esses instru- mentos e, ao mesmo tempo, auxiliar os órgãos competentes na promoção mais eficaz daqueles instrumentos que ainda são desconhecidos. A correta utilização dos mecanismos apresentados pode contribuir significativamente para o maior grau de competitividade das exportadoras catarinenses. Perspectivas Quando questionadas sobre a projeção das exportações para 2012, mais da metade das empresas pesquisadas (56%) aponta perspectivas de incremento: 25% esperam obter crescimento de até 10%, enquanto 19% acreditam que suas exportações crescerão de 11% a 30%. Somente 12% das empresas estimam que aumentarão as exportações em mais de 30%, compa- rativamente a 2011. Por outro lado, 29% das empresas projetam estabilidade nos valores exportados e 15% estimam que suas exportações sofrerão queda em 2012. Deste último grupo de empresas, a maior parte (10%) acredita que suas exportações deverão reduzir-se em até 10% quando comparadas com 2011.66 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaProjeção das exportações para 2012 29% 1% 1% 25% 3% 10% 9% 19% 3%Para as empresas que acreditam que suas exportações de 2012 serão inferiores às de 2011, os principais motivos apontadospara tal foram as barreiras comerciais na exportação para a Argentina, com as medidas de restrição às importações imple-mentadas no país, a priorização das empresas no mercado brasileiro e a perda de competitividade internacional, além dasdificuldades associadas à política cambial adotada no Brasil.Mais da metade das empresas pesquisadas pretende realizar ações em 2012 visando a abertura de novos mercados impor-tadores. Possivelmente devido ao fato de que suas exportações vêm crescendo de forma mais substancial em mercadosemergentes ou em países em desenvolvimento, ou em função de recentemente as economias destes países estarem cres-cendo acima da média mundial, como demonstrou-se nos capítulos anteriores da publicação, as empresas informaram que,em 2012, irão focar seus esforços de vendas buscando novos mercados importadores principalmente em países da Américado Sul (30%), da África (15%), da América Central (14%) e do Oriente Médio (12%). Ainda assim, mercados tradicionalmenteimportadores de produtos catarinenses, como os EUA, também são importantes alvos para expansão em 2012. A Américado Norte aparece na segunda colocação (com 17%), conforme apresenta o gráfico a seguir.Abertura de novos mercados importadores em 2012 30% 17% 15% 1% 14% 5% 3% 12% 3% SISTEMA FIESC 67
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa As empresas que buscarão abrir novos mercados em 2012 foram solicitadas a informar os critérios que as auxiliaram na definição destes mercados. A maior parte respondeu que se utilizou de indicadores associados ao potencial de consumo de seus produtos, tais como crescimento econômico recente, cenário social e político, evolução recente das importações e tamanho do mercado consumidor. 4.3 Análise das empresas importadoras Buscou-se na pesquisa informações que pudessem ser comparadas com as estatísticas apresentadas na seção 3.1, em que foi constatada uma mudança no perfil das importações catarinenses ao longo dos últimos 10 anos, com incrementos mais significativos dos bens de consumo duráveis e não duráveis e uma redução na participação de bens de capital sobre o total importado. Insumos industriais (47%) foi a categoria de produtos mais citada pelas empresas pesquisadas no início de suas importa- ções, seguidos de bens de capital (19%) e bens de consumo duráveis (17%). Importações iniciais por setor de conta nacional 6% 17% 19% 4% 1% 3% 3% 47% A respeito das categorias de produtos atualmente importados pelas empresas, os percentuais foram parcialmente alterados. Insumos industriais ainda foi a categoria mais citada, mas com uma pequena redução (41%). Bens de consumo duráveis aparece na segunda posição, com 21% de citações. Houve também uma leve redução na citação de bens de capital (17%) e um pequeno incremento nas citações de bens de consumo não duráveis (8%). Questionadas sobre os motivos que as levaram a expandir as categorias de produtos importados ao longo dos últimos anos, as empresas responderam que buscaram principalmente reduzir custos e melhorar a competitividade, através da modernização do parque fabril pela aquisição de bens de capital importados. As empresas que reduziram as categorias de produtos importados desde as primeiras importações informaram que substituíram estes bens por produtos fabricados no mercado interno.68 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaImportações atuais por setor de conta nacional 8% 21% 5% 17% 2% 3% 3% 41%Assim como nas exportações, grande parte das empresas importadoras pesquisadas (43%) realiza as importações de formadireta. Para 29% delas, a maior parte das importações é realizada de forma direta, mas também utilizam a forma indiretapara a importação de alguns pedidos ocasionais.Formas de importação 43% 7% 15% 29% 6%Mais de três quartos das empresas que importam indiretamente (77%) utilizam os serviços de tradings e/ou empresas co-merciais importadoras no Brasil, como apresenta o gráfico a seguir. SISTEMA FIESC 69
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Meios de importação indireta 2% 3% 77% 9% 9% A respeito do destino final das mercadorias importadas, o gráfico a seguir aponta que, para 48% das empresas participan- tes, as mercadorias são destinadas ao consumo próprio. Por outro lado, para 24% das empresas, os produtos são destinados ao consumo de terceiros. E para 13%, a maior parte das mercadorias importadas é para consumo próprio, mas parte delas também é destinada ao consumo de terceiros. Destino final dos produtos importados 48% 24% 13% 6% 9% Para as empresas que realizaram importações cujos produtos foram destinados ao consumo de terceiros (total ou parcial- mente), 75% informaram que a maioria dos consumidores finais estava localizada em outros estados brasileiros, mas parte também estava em Santa Catarina, como demonstra o gráfico a seguir.70 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaLocalização dos consumidores dos produtos importados destinados ao consumo de terceiros 19% 6% 75%Quase metade das empresas pesquisadas (46%) importou entre US$ 100 mil e US$ 999 mil em 2011, seguidas de empre-sas que importaram entre US$ 1 milhão e US$ 9,9 milhões (25% do total). Estes valores são compatíveis com os portes dasempresas pesquisadas e proporcionais à estratificação da amostra, em termos de porte de empresas.Valor das importações em 2011 17% 1% 46% 11% 25%Os valores importados em 2011 corresponderam a até 10% do total das compras efetuadas para 48% das empresas pes-quisadas. Por outro lado, para 16% destas empresas as importações representaram mais de 70% das compras globais. Estesnúmeros demonstram que algumas empresas são muito dependentes das importações em suas operações. SISTEMA FIESC 71
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Participação das importações no total das compras em 2011 48% 16% 17% 5% 8% 6% Tomando-se como base o gráfico anterior, o gráfico a seguir demonstra que, realizando-se uma análise histórica da partici- pação das importações no total das compras das empresas desde as primeiras importações, verifica-se que não ocorreram alterações substanciais nos percentuais apresentados em 2011. A mudança mais significativa foi no grupo de empresas que importaram até 10% das compras globais (reduzindo de 48% para 42%) e da parcela das empresas que importaram de 11 a 20% do total (aumentando de 17% para 23%). Ou seja, para algumas das empresas pesquisadas as importações já tiveram uma representatividade maior no passado. Maior percentual de participação das importações no total das compras desde as primeiras importações 42% 16% 23% 3% 8% 8% No tocante aos principais países fornecedores das empresas pesquisadas em 2011, o mercado mais citado (26% do total) foi a China, seguida da Alemanha (com 15%), dos EUA (12%) e da Itália (11%). Coincidentemente, estes quatro países fazem parte da relação dos 10 principais países fornecedores para Santa Catarina em 2011, além de Chile, Argentina, Peru, Coreia do Sul, Índia e México, alguns deles também dentre os mais citados pelas empresas pesquisadas, como apresentado no gráfico.72 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaPrincipais países fornecedores em 2011 26% ALEMANHA 15% 16% 12% FRANÇA 2% 2% 11% 3% 4% 4% 5%Quando questionadas sobre a evolução das importações nos últimos cinco anos, um quarto das empresas informou quehouve estabilidade nos valores importados. Somente 10% afirmam que as importações tiveram valores reduzidos nesseperíodo. O restante das empresas (65%) informou que as importações foram incrementadas entre 2007 e 2011. Para 31%das empresas, o crescimento médio anual foi de 11 a 30%, enquanto para 26% delas foi de até 10%.Desempenho das importações em US$ entre 2007 e 2011 25% 2% 26% 2% 6% 3% 5% 31%Sobre a evolução dos preços em dólares dos produtos importados nos últimos cinco anos, mais da metade das empresas(53%) informou que os preços estão mantendo-se estáveis, ao passo que 30% afirmam que estão sendo parcialmente au-mentados. Interessante notar que 12% das respondentes informaram que os preços estão sendo parcialmente reduzidos.As empresas que tiveram suas importações aumentadas recentemente foram solicitadas a informar os motivos que oca-sionaram este incremento. O principal motivo citado, pela maioria das empresas respondentes, foi o aumento das vendasno mercado interno e o aumento da produção. Algumas empresas também apontaram a melhor acessibilidade aos itensimportados, por custos mais reduzidos e pela política cambial favorável às importações no Brasil, o que trouxe ganhos decompetitividade a essas empresas. SISTEMA FIESC 73
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Evolução dos preços em US$ dos produtos importados entre 2007 e 2011 53% 5% 30% 12% As empresas também foram questionadas sobre a evolução das quantidades dos produtos importados entre 2007 e 2011. Mais da metade (54%) informou que as quantidades estão sendo aumentadas, e 36% responderam que estão mantendo- -se estáveis. Evolução das quantidades importadas entre 2007 e 2011 36% 8% 13% 2% 41% Ao final desta seção da pesquisa, as empresas informaram suas expectativas em relação à evolução das importações para este ano, em comparação a 2011. A maior parte delas (61%) projeta incremento nas importações em 2012, em contraste com 21% das empresas pesquisadas, que acreditam que as importações permanecerão estáveis, e com 18% que preveem redução. Para 32% das empresas, o incremento será de até 10%, enquanto 21% estimam um aumento entre 11 e 30% nas importações para 2012, como apresenta o gráfico a seguir.74 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaProjeção das importações para 2012 21% 6% 32% 1% 3% 8% 3% 21% 5%Para as empresas que projetam crescimento nas importações, o principal motivo informado é o aumento das vendas ouda produção, em função da maior demanda interna. As empresas também citaram que este aumento será decorrente deinvestimentos na modernização de seus parques fabris, pela compra de bens de capital importados, e da busca pela redu-ção de custos, através da aquisição de matéria-prima e insumos importados com preços mais competitivos.4.4 Experiência das empresas na internacionalizaçãoEm sua etapa final, a pesquisa buscou analisar o que motiva as empresas a internacionalizar seus negócios, que estratégiassão adotadas, quais as principais dificuldades encontradas, assim como propor recomendações ao governo do empresa-riado catarinense para o fomento do comércio exterior.O principal motivo que levou as empresas à internacionalização, citado por 25% delas foi o “crescimento da em-presa”, seguido de “acesso a novos mercados” (16%), “aumento de competitividade” (11%) e “posicionamento nomercado” (11%). SISTEMA FIESC 75
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Motivos para a empresa internacionalizar-se 1% 25% 9% 5% 11% 2% 2% 3% 11% 3% 3% 9% 16% Sobre as estratégias de internacionalização mais utilizadas pelas empresas pesquisadas, verifica-se a predominância da expor- tação direta (32%), importação direta (25%), exportação através de terceiros (14%) e importação através de terceiros (12%). Estratégias de internacionalização 32% 7% 14% 2% 1% 1% 1% 5% 25% 12% Uma pequena parcela (7%) das empresas também realiza associação/alianças estratégicas com empresas estrangeiras que não implicam em investimentos. Para 50% destas empresas, estas parcerias têm natureza comercial. E 14% informaram que as alianças têm a finalidade de compras, enquanto 14% também vêm desenvolvendo acordos de cooperação tecnológica, como apresenta o gráfico seguinte.76 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaNatureza das alianças estratégicas 50% 4% 14% 7% 11% 14%No tocante às barreiras internas à internacionalização consideradas mais relevantes, para 28% das empresas pesquisadas aseconomias de escala são reduzidas, o que torna os custos de produção elevados em relação aos concorrentes internacio-nais. As empresas também apontam como outros principais obstáculos internos à internacionalização o fato de o mercadodoméstico atender a seus objetivos (18%), a dificuldade de acesso aos canais de distribuição em outros países (15%) e asdificuldades em formar parcerias internacionais (14%).Barreiras internas à internacionalização 18% 15% 10% 28% 5% 3% 7% 14%Conforme demonstra o próximo gráfico, as empresas pesquisadas informaram que os principais obstáculos externos emseu processo de internacionalização considerados muito relevantes ou relevantes foram, em ordem de importância: a con-corrência internacional, a política cambial desfavorável às exportações, a burocracia excessiva em órgãos governamentaisbrasileiros, a recessão em outros países, o elevado custo do transporte internacional e a falta de incentivos fiscais ofereci-dos pelo governo brasileiro. SISTEMA FIESC 77
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisa Barreiras externas à internacionalização 100 8 8 90 14 28 22 80 37 36 42 70 58 51 38 64 45 60 49 50 35 48 40 49 53 45 30 38 54 37 47 20 32 37 37 10 30 11 13 14 11 0 4 6 1 2 3 7 4 5 8 9 6 11 10 Sem relevância Relevante Muito relevante 1. Acirrada concorrência internacional 2. Política cambial desfavorável às exportações 3. Burocracia excessiva em órgãos governamentais no Brasil 7. Recessão em outros países 4. Elevado custo do transporte internacional 5. Falta de incentivos fiscais oferecidos pelo governo brasileiro 8. Insegurança jurídica do Mercosul 9. Barreiras técnicas nos países importadores 6. Falta de financiamento às exportações de produtos brasileiros 11. Acesso a sistemas de seguros de crédito ineficazes 10. Carência de escalas de navegação Em consonância com os resultados apresentados, verifica-se que a desoneração tributária, para 21% das empresas, e a desburocratização e redução de custos da atividade exportadora e o estabelecimento de uma política cambial favorável à exportação, para 13% das empresas, são consideradas áreas que devem ser priorizadas pelo governo federal para o fomen- to à internacionalização. Para 10% das empresas o governo também deve priorizar a redução dos custos de transportes e portos, como verifica-se no gráfico a seguir.78 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Resultados da pesquisaÁreas que devem ser priorizadas pelo governo visando o fomento à internacionalização (%) 8% 21% 3% 3% 1% 1% 13% 1% 8% 13% 10% 6% 8% 3% 1%Para mais da metade das empresas participantes da pesquisa (56%), a experiência de internacionalização tem sido muitopositiva e o aprendizado obtido até o momento tem favorecido o crescimento e contribuído para o alcance dos objetivosorganizacionais. Ao mesmo tempo, para 26% das empresas a experiência internacional adquirida ao longo dos anos trouxebenefícios, mas recentemente passaram a focar seus esforços no mercado doméstico devido aos obstáculos enfrentadosno cenário internacional.Avaliação do processo de inserção internacional 56% 8% 10% 26% SISTEMA FIESC 79
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 5. Conclusões Desafios e oportunidades para Santa Catarina A globalização da economia, a formação de blocos econômicos e o crescimento do número de acordos de comércio bila- terais e multilaterais têm provocado uma redução das distâncias geográficas e culturais entre os países. O eixo do comércio tem se alterado sensivelmente nos últimos anos. Os países emergentes vêm alcançando fatias cada vez mais crescentes das compras e vendas mundiais de mercadorias, em detrimento dos países desenvolvidos, que entraram em crise a partir de 2008, ocasionando novas alterações nos fluxos internacionais de produtos. Esse conjunto de fatores delineou um ce- nário complexo e desafiador para o comércio internacional desde o início do século 21, impondo a necessidade de novas estratégias de inserção para empresas e países. Assim como no resto do mundo, o Brasil vem sofrendo o impacto das transformações, caracterizadas por um ambiente al- tamente concorrencial e de acelerada evolução tecnológica. Cada vez mais, as empresas devem estar preparadas para fazer frente à crescente competição imposta pela globalização e pelas pressões dos mercados internacionais. Um dos grandes benefícios advindos desse processo é a possibilidade de conquista de novos mercados, antes não acessados. A inserção em mercados internacionais tem se tornado fundamental não apenas para a expansão das empresas, mas como estratégia de diversificação e redução de riscos perante as oscilações do mercado interno. Face às constantes mudanças que influem na dinâmica do comércio internacional, governos e empresas têm buscado es- tratégias que garantam ganhos em competitividade, acesso a mercados, diminuição dos riscos de operação e novas fontes de financiamento, entre outras. Nesse novo contexto, observa-se a intensificação da integração dos países e empresas ao mercado mundial, a integração produtiva e comercial em busca do aumento das vantagens comparativas e a superação de obstáculos dentro de um cenário marcado pelo forte ritmo de crescimento do comércio e do investimento entre nações. A identificação de desafios e entraves a serem superados para o aumento da competitividade das empresas catarinenses frente às novas dinâmicas da economia mundial é extremamente relevante para a formulação de estratégias para a inserção no mercado internacional. O delineamento dessas estratégias permite a determinação clara de prioridades e problemas, oportunidades e obstáculos, bem como a definição da atuação e da coordenação das ações pertinentes, tanto do setor público como do privado, no apoio à internacionalização de empresas. O quadro a seguir sintetiza as características do ce- nário atual com as quais é preciso lidar para a formulação de estratégias de inserção internacional. Características atuais do ambiente global Esta publicação apresentou a evolução do comércio internacional catarinense nos últimos 10 anos, além de abordar o cenário recente e as perspectivas da economia mundial para os próximos anos. Com as informações apresentadas, conclui-se que o futuro próximo é desafiador, em virtude da desaceleração econômica mundial e da crise atualmente vivenciada na Europa e nos Estados Unidos. Ainda assim, oportunidades existem e precisam ser melhor exploradas em determinados segmentos de produtos e países, de forma que o estado consiga ampliar substancialmente sua participação no comércio internacional através do incre- mento constante de suas exportações.80 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 ConclusõesDiante desse novo panorama, consideradas algumas ressalvas sobre aspectos macroeconômicos anteriormente abordados,a internacionalização de empresas assume papel crucial, principalmente para países emergentes que formulam políticaspara o crescimento econômico sustentável, como é o caso do Brasil.Na pesquisa realizada pela FIESC, cujos resultados foram apresentados no capítulo anterior, constatou-se que, apesar da gran-de maioria das empresas respondentes serem relativamente novas em atividades de exportação e/ou importação, estão es-truturadas para executar estas atividades. Entretanto, a participação das exportações sobre o faturamento dessas empresasperdeu importância ao longo dos últimos anos (as exportações sofreram uma queda relativa), e quatro em cada 10 empresasexportadoras experimentou redução no volume comercializado no exterior. As causas são claras para os empresários: Razões para a queda relativa das exportações catarinenses Fonte: FIESC - Pesquisa com empresas exportadoras de Santa CatarinaPela análise estatística apresentada, também é possível concluir que houve um incremento considerável nas importaçõescatarinenses:Parte desse crescimento pode ser explicada pelo aumento no número de empresas importadoras em Santa Catarina, cujainstalação foi estimulada pelo programa de incentivos fiscais do governo do estado e por todo um contexto que benefi-ciou o crescimento das importações, o que inclui o câmbio apreciado e o crescimento do mercado consumidor interno.Uma constatação preocupante diz respeito ao perfil dos produtos importados por Santa Catarina. Enquanto a categoriabens de capital vem decrescendo em termos de participação no total importado pelo estado (35% em 2001 para 18% em2011), a categoria de bens de consumo, tanto duráveis quanto não duráveis, tem aumentado, representando, juntos, quase19% do total em 2011, dobrando sua participação na pauta importadora catarinense.Grande parte das empresas pesquisadas (71%) informou que suas importações foram incrementadas em valor (US$) en-tre 2007 e 2011, o que foi resultado de maiores vendas no mercado interno ou em função do aumento da produção. Paramais da metade das empresas os preços em dólares das mercadorias importadas estão se mantendo estáveis, enquantoas quantidades importadas estão sendo incrementadas.A maior parte das empresas pesquisadas pela FIESC projeta crescimento nas importações em 2012, em função da maiordemanda interna. As empresas, também citaram que esse aumento será decorrente de investimentos na modernização deseus parques fabris e da busca pela redução de custos, através da aquisição de matéria-prima e de insumos importados compreços mais competitivos. Importações catarinenses – quadro-sínteseNo lado das exportações, a maior representatividade na pauta de produtos catarinenses é de bens de consumo não du-ráveis e insumos industriais, que em 2011 representaram 39% e 28%, respectivamente. Mas a categoria de bens de capitaltambém vem ganhando importância ao longo do tempo, aumentando sua participação no total exportado, de 15% em2001 para 20% em 2011. SISTEMA FIESC 81
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Conclusões Ainda que as exportações catarinenses sejam lideradas por bens manufaturados, sua participação no total das exportações tem decrescido ano após ano (de 62% em 2001 para 52% em 2011). Ao mesmo tempo, tem aumentado a participação de bens básicos, que cresceu de 33% em 2001 para 46% em 2011. Essa situação, na verdade, reflete o cenário do comércio mundial, que tem apresentado melhor desempenho na demanda por produtos primários. Adicionalmente, verificou-se que dos principais produtos exportados por Santa Catarina, somente uma pequena parte tem apresentado maior dinamismo no comércio mundial, o que reforça a ideia de que novos nichos de mercado devem ser explorados por empresas catarinenses. O cenário atual indica que há necessidade de maior diversificação na pauta ex- portadora do estado, com mais empresas investindo na produção e venda de produtos que apresentam maior dinamismo no comércio mundial. Exportações catarinenses – quadro-síntese Pela pesquisa, conclui-se que o desenvolvimento de produtos para a exportação é relegado a segundo plano pela maioria das empresas, priorizando-se o desenvolvimento de produtos destinados ao mercado interno, e adaptando esses produtos posteriormente para serem ofertados em seu portfolio de exportação. Para internacionalizarem-se as empresas precisam adotar estratégias adequadas, como atitude competitiva, concentração geográfica, mecanismos de gestão e de coordenação de atividades, desenvolvimento interno de competências dinâmicas, absorção e integração de conhecimento, relação com outras empresas (concorrentes, clientes, fornecedores) e capacida- de de adaptação e articulação das diferentes condições locais – especificidades culturais, econômicas, regulamentares e linguísticas dos países ou regiões. Para que as empresas sejam competitivas, a importância do estabelecimento de estratégias é indiscutível, principalmente quando se refere ao mercado externo, pois são boas estratégias que farão frente às oportunidades e ameaças impostas pelo ambiente externo, na busca de vantagens competitivas ou de um melhor posicionamento. A este respeito, as estratégias mais adotadas pelas empresas pesquisadas pela FIESC incluem a oferta de novos produtos (com maior diferencial competitivo ou agregação de valor), a promoção comercial em feiras internacionais e o desenvol- vimento de novos nichos de mercado e/ou novos canais de comercialização. Paralelamente, estas empresas também vêm buscando a redução de custos e o melhoramento de processos, com programas de qualidade total, obtenção de certifica- ções e investimentos em inovação, pesquisa e desenvolvimento, tecnologia e design. Não obstante, há estratégias que grande parte das empresas pesquisadas não adota, mas que acredita que se adotasse poderia ter um melhor posicionamento internacional. Envolvem principalmente a adoção de planos/modelos de interna- cionalização, estratégias dinâmicas de marketing e marca, o desenvolvimento de gestão e comercialização internacionais, a estruturação da rede de distribuição em países-chave e a segmentação da produção para exportação, dentre outras. Santa Catarina já exporta para um grande número de países e, o que é ainda mais importante, a concentração das exporta- ções em um número limitado de países vem decrescendo ao longo dos anos. Enquanto em 2001 os 10 principais mercados importadores respondiam por mais de 67% das exportações, em 2011 essa participação foi reduzida para 55%. O quadro a seguir aponta algumas particularidades a respeito dos mercados importadores de Santa Catarina:82 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Conclusões Mercados de destino de produtos de Santa CatarinaMais da metade das empresas pesquisadas projeta incremento das exportações neste ano, enquanto um terço delas acre-dita que suas exportações serão estáveis, comparativamente a 2011. Para as empresas que acreditam que suas exportaçõesserão inferiores em 2012, os principais motivos alegados são:ƒ Barreiras comerciais impostas na Argentina;ƒ Priorização do mercado doméstico;ƒ Política cambial desfavorável no Brasil;ƒ Perda de competitividade internacional.Sobre o comércio com a Argentina, é importante destacar a pesquisa realizada pela FIESC em 2012, que objetivou com-preender e mensurar o impacto das medidas implementadas pelo governo argentino para restringir as importaçõesnaquele país.Essa pesquisa, que contou com a participação de 38 empresas catarinenses que exportaram ou exportam para a Argentina,buscou subsidiar o governo brasileiro com informações relativas às dificuldades comerciais nas exportações para o mercadoargentino, na tentativa de superar as barreiras existentes e fomentar cada vez mais a relação bilateral entre Brasil e Argentina.Na ocasião constatou-se que mais da metade dessas empresas acredita que suas exportações para a Argentina seriam re-duzidas em 2012, principalmente devido ao atraso e/ou demora na liberação das licenças de importação não automáticaspelo governo argentino e à imposição de medidas relativas à Resolução DJAI – Declaração Jurada Antecipada de Importa-ção –, que entrou em vigor em fevereiro de 2012.Para a retomada do curso normal de comércio com a Argentina, a pesquisa concluiu que o governo brasileiro deveriase posicionar de forma firme e enérgica em favor das exportadoras brasileiras e buscar uma solução imediata paraos entraves apresentados.A internacionalização das empresas traz benefícios para todos, mas o processo não evoluirá sem a conjugação de esforçosentre sociedade, setor empresarial e governo. No lado empresarial, houve uma significativa evolução nos objetivos estra-tégicos, com um grande movimento para ganhar capacidade competitiva e coragem para enfrentar novas realidades. Paramais da metade das empresas participantes da pesquisa, a experiência de internacionalização tem sido muito positiva e oaprendizado obtido até o momento tem favorecido o crescimento e contribuído para o alcance dos objetivos organizacionais.No entanto, de acordo com as informações obtidas na pesquisa, constatou-se que as estratégias de internacionalização atu-almente adotadas limitam-se à exportação e à importação diretas e indiretas. Somente um número reduzido das empresasfaz uso de outras estratégias, como licenciamento, joint-ventures e alianças estratégicas. O processo de internacionalizaçãoé dificultado por uma série de barreiras. SISTEMA FIESC 83
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Conclusões Barreiras internas à internacionalização Barreiras externas à internacionalização ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ ƒ Fonte: FIESC - Pesquisa com empresas exportadoras e importadoras de SC Nesse contexto, a pesquisa realizada identifica as áreas que devem ser priorizadas pelo governo federal para o fomento à internacionalização de empresas brasileiras: a desoneração tributária, a desburocratização e redução de custos da atividade exportadora e o estabelecimento de uma política cambial favorável à exportação. De acordo com a publicação “Internacionalização de Empresas Brasileiras”, produzida pelo governo brasileiro, a literatura acadêmica e empresarial aponta para um conjunto de ações governamentais que vem auxiliando no processo de interna- cionalização das empresas brasileiras, conforme apresenta o quadro a seguir. Ações do governo brasileiro no fomento à internacionalização de empresas A mesma publicação ressalta a necessidade de adotar-se o modelo do Estado facilitador, caracterizado pela eliminação de barreiras e entraves à internacionalização das empresas nacionais. Esse modelo se pauta pela criação de um ambiente regulatório favorável à internacionalização, por meio, por exemplo, da redução, simplificação ou eliminação de barreiras administrativas e cambiais, entre outras. A estrutura de governança de uma economia determina a capacidade de ajustes na formulação e aplicação de estratégias e ações que permitam aproveitar oportunidades, elevando seu nível de competitividade internacional. Por outro lado, as estratégias de internacionalização de empresas não levam unicamente em conta os fatores externos para a obtenção de resultados. Elas também se inserem no contexto mais geral da política econômica e industrial do país. A interação entre as estratégias dos governos, de promover o desenvolvimento econômico, e as estratégias das empresas, de expansão no mercado internacional, pode resultar em soluções de questões prementes que lhes permitam alcançar tais objetivos. Com os efeitos ainda sentidos da recente crise internacional e diante do fraco crescimento econômico global, há necessi- dade de um novo direcionamento por parte do setor exportador catarinense, com vistas a tornar-se mais competitivo no cenário mundial e a ampliar sua participação no comércio internacional. Pelo estudo, conclui-se que os países desenvolvidos ainda passarão por momentos difíceis nos próximos anos, e que os países em desenvolvimento deverão continuar impulsionando o crescimento da economia mundial, ainda que em um ritmo inferior ao dos anos mais recentes.84 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 ConclusõesNesse cenário, cabe às empresas de Santa Catarina buscar ampliar negócios naqueles mercados em que se observa umaevolução mais positiva no comércio internacional, particularmente em países emergentes da África, da Ásia, da AméricaLatina e do Oriente Médio. Mesmo que esses países apresentem economias menores, com valores de importação inferio-res aos de países desenvolvidos, é neles que atualmente se encontram as oportunidades de negócios mais promissorasno curto e no médio prazo.Este trabalho buscou apresentar dados e informações que venham auxiliar as empresas catarinenses na reavaliação e, even-tualmente, no re-direcionamento de suas estratégias de internacionalização, ainda que para isso seja também necessário oengajamento dos governos estadual e federal e da iniciativa privada, principalmente através da implementação de medidasefetivas de fomento às exportações brasileiras.Os resultados proporcionados pela publicação também subsidiaram a FIESC na elaboração do “Programa Estratégico paraa Internacionalização da Indústria Catarinense”, que, uma vez implementado, buscará transpor alguns dos principais obs-táculos enfrentados pelas empresas do estado em sua trajetória de internacionalização.O referido plano prevê a execução pela FIESC em possíveis parcerias com outras instituições públicas e privadas que cola-boram de forma direta ou indireta para o comércio exterior catarinense e brasileiro, atuando em grandes eixos: Promoçãodas Exportações, Atração de Investimentos Estrangeiros, Fomento de Parcerias Internacionais, Inteligência Competitiva eCapacitação e Infraestrutura.Através dos resultados esperados a partir das ações a serem executadas nesses eixos, acredita-se que a FIESC e demais en-tidades potenciais parceiras estarão contribuindo para que as empresas de Santa Catarina alcancem um patamar de supe-rioridade no comércio mundial. Com um setor produtivo mais competitivo internacionalmente, os efeitos em termos dedesenvolvimento empresarial terão reflexo positivo no crescimento sustentável da economia catarinense. SISTEMA FIESC 85
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 6. Anexos 6.1 Principais premissas do cenário-base para as estimativas de 2012/2013 As estimativas apresentadas no estudo da ONU são baseadas em cálculos usando o Modelo de Previsão Econômica Mun- dial das Nações Unidas (WEFM), cujos dados são informados pelos participantes do Projeto Link, uma rede de instituições e pesquisadores apoiados pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, de acordo com as perspectivas econômicas previstas para cada país. As previsões apresentadas individualmente por especialistas dos países são ajustadas com base em pressupostos globais harmonizados e pela imposição de regras de consistência globais (especialmente para os fluxos comerciais, medidos em volume e valor) definidas pelo WEFM. Os principais pressupostos globais são apresentados a seguir e formam o núcleo do cenário de previsão – o cenário-base que apresenta a maior probabilidade de ocorrência. Antecedentes dos pressupostos de base Assume-se que dentro do intervalo do período de previsão, a crise da dívida soberana na Europa será contida e que me- didas adequadas sejam tomadas para evitar uma crise de liquidez que poderia levar a maiores insolvências bancárias e a uma crise de crédito renovada. Estas medidas incluem uma reestruturação ordenada da dívida grega, um certo grau de recapitalização dos bancos e um reforço do Fundo de Estabilidade Financeira Europeu (EFSF), de modo que os mercados se assegurem que há recursos suficientes para lidar com uma possível recessão em um dos maiores países-membros. Nos Estados Unidos, assume-se que o Joint Select Committee on Deficit Reduction chegaria a um acordo sobre o pacote de corte de US$ 1,2 trilhão em gastos do governo nos próximos 10 anos ou, no caso desse acordo não se concretizar, que o plano de contingência para uma redução do orçamento anual de dimensões semelhantes de US$ 120 bilhões seria imple- mentado. Mais amplamente, as políticas macroeconômicas planejadas das grandes economias para o curto prazo (2012- 2013), como reflete o Plano de Ação de Cannes para o Crescimento e o Emprego, adotado em 4 de novembro de 2011 pelos líderes do Grupo dos Vinte (G20), são assumidas a serem seguidas no cenário de referência. Pressupostos das políticas monetária e fiscal para as principais economias Assume-se que o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) mantenha a taxa de juros dos fundos federais no seu nível baixo atual, entre 0,0 e 0,25%, até ao final de 2013. Também se assume que o Banco Central Europeu (BCE) deva fazer outro corte de 25 pontos-base na sua principal taxa até o final do ano, elevando a taxa mínima de volta para 1%. O BCE deverá continuar a fornecer liquidez aos bancos através de uma série de comodidades, tais como operações de refinanciamento de prazo de várias durações e compra de títulos soberanos sob o programa Securities Market Programme (SMP). Presume-se que o Banco do Japão (BoJ) mantenha sua principal taxa de juros em 0,05% e continue a usar seu balanço patrimonial para gerir a liquidez através do Programa de Compra de Ativo (APP) para adquirir ativos de risco, como títulos comerciais e bônus corporativos, além das obrigações e bilhetes do Tesouro. O BoJ também deve continuar a intervir no mercado de câmbio estrangeiro para estabilizar o valor do iene. Nas principais economias emergentes, o Banco do Povo da China (PBC) deverá manter em espera o seu aperto monetário, com base em uma suposição contingente de que a inflação na economia começará a ser contida.86 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 AnexosEm termos de política fiscal, supõe-se que nos Estados Unidos apenas os itens para o corte de impostos da folha de pa-gamento e para o seguro-desemprego de emergência da proposta American Jobs Act serão promulgados e que ações delongo prazo para a redução do déficit entrarão em vigor a partir de janeiro de 2013.Na área do euro, bem como na maioria das economias da Europa Ocidental, presume-se que os planos anunciados para aconsolidação fiscal serão totalmente implementados.No Japão, o total do plano de cinco anos de reconstrução pós-terremoto é estimado para custar ¥19 trilhões, ou 4% do PIB,a ser financiado principalmente por aumentos nos impostos.Na China, a política orçamentária deverá manter-se “proativa”, com aumento dos gastos em educação, saúde e programassociais.Taxas de câmbio entre as moedas mais importantesAssume-se que o euro vai oscilar em torno de uma média anual de US$ 1,36 em 2012 e 2013, implicando em uma depre-ciação de 2,5% do seu nível de 2011. Para o iene japonês estima-se uma média de cerca de ¥78 por dólar para o resto doperíodo de previsão, representando uma valorização de 2,4% em 2012, em comparação com a taxa de câmbio média de2011. O renminbi chinês deverá alcançar em média CN¥ 6,20 por dólar americano em 2012 e CN¥ 6,02 em 2013, uma va-lorização de 3,9% e 2,9%, respectivamente.Preços do petróleoEstima-se que os preços do petróleo em média alcançarão cerca de US$ 100 por barril (pb) durante 2012 e 2013, abaixodos US$107 pb ocorridos em 2011. SISTEMA FIESC 87
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.2 Os 50 principais produtos (SH4) importados por SC em 2011 SH4 Descrição dos produtos Importações - US$ mil 7403 Cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas 1.577.613,6 3901 Polímeros de etileno, em formas primárias 705.152,6 4011 Pneumáticos novos, de borracha 317.911,5 7208 Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, laminados a quente 284.212,5 5402 Fios de filamentos sintéticos (exceto linhas para costurar) 272.971,1 3902 Polímeros de propileno ou de outras olefinas, em formas primárias 238.639,9 7601 Alumínio em formas brutas 200.571,3 3904 Polímeros de cloreto de vinilo ou de outras olefinas halogenadas, em formas primárias 199.035,9 5509 Fios de fibras sintéticas descontínuas (exceto linhas para costurar) 183.868,7 5510 Fios de fibras artificiais descontínuas (exceto linhas para costurar) 181.844,4 4001 Borracha natural, balata, guta-percha, guaiule, chicle e gomas naturais análogas 169.168,5 8517 Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fios, incluídos os aparelhos telefônicos 160.492,7 7210 Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, folheados ou chapeados, ou revestidos 159.144,5 9018 Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária 158.656,4 8415 Máquinas e aparelhos de ar-condicionado, contendo um ventilador motorizado 143.159,5 7408 Fios de cobre 134.684,6 3923 Artigos de transporte ou de embalagem, de plástico; rolhas, tampas, cápsulas de plástico 123.712,7 8443 Máquinas e aparelhos para impressão por meio de caracteres tipográficos, clichês, blocos 120.092,5 3002 Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profiláticos ou de diagnóstico 120.090,0 8516 Aquecedores elétricos de água, incluídos os de imersão; aparelhos elétricos para aquecimento 117.126,6 4202 Malas e maletas, incluídas as de toucador e as maletas e pastas para documentos e de estudantes 116.889,9 6907 Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, de cerâmica 110.811,2 5407 Tecidos de fios de filamentos sintéticos 109.183,2 5205 Fios de algodão (exceto linhas para costurar), contendo pelo menos 85%, em peso, de algodão 107.340,6 0304 Filetes de peixes e outra carne de peixes (mesmo picada), frescos, refrigerados ou congelados 106.993,8 7901 Zinco em formas brutas 105.435,2 2713 Coque de petróleo, betume de petróleo e outros resíduos dos óleos de petróleo 103.479,0 9022 Aparelhos de raios X e aparelhos que utilizem as radiações alfa, beta ou gama 101.927,0 7801 Chumbo em formas brutas 101.162,8 7209 Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, não folheados ou chapeados, nem revestidos 100.930,1 8542 Circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos 99.284,0 1509 Azeite de oliveira e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados 92.436,9 4015 Vestuário e seus acessórios (incluídas as luvas, mitenes e semelhantes), de borracha vulcanizada 90.588,5 6203 Ternos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções, de uso masculino 83.804,4 3822 Reagentes de diagnóstico ou de laboratório em qualquer suporte e reagentes de diagnóstico 82.114,3 3920 Outras chapas, folhas, películas, tiras e lâminas, de plástico não alveolar, não reforçadas 81.284,6 2202 Águas, incluídas as águas minerais e as águas gaseificadas, adicionadas de açúcar 79.785,6 8471 Máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades; leitores magnéticos 78.312,3 1101 Farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio. 76.926,8 8479 Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria 74.499,8 8701 Tratores (exceto os da posição 8709) 72.710,1 8452 Máquinas de costuras; móveis, bases e tampas, próprios para máquinas de costura 72.556,7 3903 Polímeros de estireno, em formas primárias 71.568,6 7225 Produtos laminados planos, de outras ligas de aço, de largura igual ou superior a 600 mm 70.734,4 8903 Iates e outros barcos e embarcações de recreio ou de desporto; barcos a remos e canoas 70.225,2 0703 Cebolas, chalotas, alho comum, alho-porro e outros produtos hortícolas aliáceos 70.153,3 6204 Fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças etc. de uso feminino 69.888,9 9503 Outros brinquedos; modelos reduzidos e modelos semelhantes para divertimento, quebra-cabeças 69.741,1 9027 Instrumentos e aparelhos para análises físicas ou químicas 69.540,0 8477 Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico 69.052,288 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos6.3 Evolução das importações entre 2001 e 2011 dos 50 produtos mais importadospor SC em 2011 Incremento superior a 10.000% Incremento entre 5.001% e 10.000% Incremento entre 2.001% e 5.000% Incremento próximo ao geral (1.630%-2.000%) Incremento inferior ao geral Novos produtos (dentre os 50 mais importados) 2011 2001 IncrementoSH4 Descrição dos produtos US$ mil US$ mil 2001-2011 Borracha natural, balata, guta-percha, chicle e gomas naturais análogas,4001 em formas primárias ou em chapas, folhas ou tiras4202 Malas e maletas, incluídas as de toucador e as maletas e pastas para documentos e de estudantes Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profilácticos3002 ou de diagnóstico; antissoros, outras frações do sangue1509 Azeite de oliveira e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados8903 Iates e outros barcos e embarcações de recreio ou de desporto; barcos a remos e canoas4011 Pneumáticos novos, de borracha Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou7210 superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos Fatos, conjuntos, casacos, calças, jardineiras, bermudas e calções6203 (shorts) (exceto de banho), de uso masculino Fatos de saia-casaco, conjuntos, casacos, vestidos, saias, saias-calças, calças,6204 jardineiras, bermudas e calções (shorts) (exceto de banho), de uso feminino7408 Fios de cobre1101 Farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio.3901 Polímeros de etileno, em formas primárias Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior7209 a 600 mm, laminados a frio, não folheados ou chapeados, nem revestidos Máquinas e aparelhos de ar-condicionado, contendo um ventilador motorizado8415 e dispositivos próprios para modificar a temperatura e a umidade0703 Cebolas, chalotas, alho comum, alho-porro e outros produtos hortícolas aliáceos, frescos ou refrigerados7225 Produtos laminados planos, de outras ligas de aço, de largura igual ou superior a 600 mm Artigos de transporte ou de embalagem, de plástico; rolhas, tampas, cápsulas3923 e outros dispositivos destinados a fechar recipientes, de plástico5509 Fios de fibras sintéticas descontínuas (exceto linhas para costurar), não acondicionados para venda a retalho3902 Polímeros de propileno ou de outras olefinas, em formas primárias Aparelhos de raios X e aparelhos que utilizem as radiações alfa, beta ou gama,9022 mesmo para usos médicos, cirúrgicos, odontológicos ou veterinários Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior7208 a 600 mm, laminados a quente, não folheados ou chapeados, nem revestidos Aquecedores elétricos de água, incluídos os de imersão; aparelhos elétricos8516 para aquecimento de ambientes, do solo ou para usos semelhantes Instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia, odontologia e veterinária,9018 incluídos os aparelhos de cintilografia e outros aparelhos eletromédicos Instrumentos e aparelhos para análises físicas ou químicas (por exemplo: polarímetros,9027 refractômetros, espectrômetros, analisadores de gases ou de fumos)5407 Tecidos de fios de filamentos sintéticos, incluídos os tecidos obtidos a partir dos produtos da posição 54040304 Filetes de peixes e outra carne de peixes (mesmo picada), frescos, refrigerados ou congelados Máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades; leitores8471 magnéticos ou ópticos, máquinas para registar dados em suporte SISTEMA FIESC 89
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Outras chapas, folhas, películas, tiras e lâminas, de plástico não alveolar, não reforçadas 3920 nem estratificadas, sem suporte, nem associadas a outras matérias Fios de algodão (exceto linhas para costurar), contendo pelo menos 85 %, 5205 em peso, de algodão, não acondicionados para venda a retalho 3904 Polímeros de cloreto de vinilo ou de outras olefinas halogenadas, em formas primárias Máquinas de costura, exceto para costurar cadernos, da posição 8440; 8452 móveis, bases e tampas, próprios para máquinas de costura Máquinas e aparelhos para impressão por meio de caracteres tipográficos, clichês, 8443 blocos, cilindros e outros elementos de impressão da posição 8442 Aparelhos elétricos para telefonia ou telegrafia por fios, incluídos os aparelhos 8517 telefônicos por fio combinados com auscultadores sem fio 3903 Polímeros de estireno, em formas primárias 8542 Circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos Fios de filamentos sintéticos (exceto linhas para costurar), não acondicionados 5402 para venda a retalho, incluídos os monofilamentos sintéticos Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria, não especificados 8479 nem compreendidos em outras posições deste capítulo 8477 Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico ou para fabricação de produtos dessas matérias 7403 Cobre afinado e ligas de cobre, em formas brutas     7601 Alumínio em formas brutas     5510 Fios de fibras artificiais descontínuas (exceto linhas para costurar), não acondicionados para venda a retalho     Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, não vidrados nem 6907     esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes, para mosaicos 7901 Zinco em formas brutas     2713 Coque de petróleo, betume de petróleo e outros resíduos dos óleos de petróleo ou de minerais betuminosos     7801 Chumbo em formas brutas     Vestuário e seus acessórios (incluídas as luvas, mitenes e semelhantes), de 4015     borracha vulcanizada não endurecida, para quaisquer usos Reagentes de diagnóstico ou de laboratório em qualquer suporte e 3822     reagentes de diagnóstico ou de laboratório preparados Águas, incluídas as águas minerais e as águas gaseificadas, adicionadas de açúcar 2202     ou de outros edulcorantes ou aromatizadas e outras bebidas não alcoólicas 8701 Tratores (exceto os da posição 8709)     Outros brinquedos; modelos reduzidos e modelos semelhantes para divertimento, 9503     mesmo animados; quebra-cabeças (puzzles) de qualquer tipo90 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos6.4 Os 50 principais países importadores de SC em 2011 Países US$ mil 1 ESTADOS UNIDOS 2 JAPÃO 3 ARGENTINA 4 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 5 CHINA 6 REINO UNIDO 7 ALEMANHA 8 RÚSSIA 9 HONG KONG 10 MÉXICO 11 ÁFRICA DO SUL 12 PARAGUAI 13 ITÁLIA 14 VENEZUELA 15 BÉLGICA 16 ARÁBIA SAUDITA 17 URUGUAI 18 FRANÇA 19 CHILE 20 COREIA DO SUL 21 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 22 CINGAPURA 23 ESPANHA 24 ANGOLA 25 BOLÍVIA 26 UCRÂNIA 27 EGITO 28 COLÔMBIA 29 PERU 30 CANADÁ 31 POLÔNIA 32 AUSTRÁLIA 33 TURQUIA 34 IRAQUE 35 ROMÊNIA 36 EQUADOR 37 SUÉCIA 38 IRÃ 39 MALÁSIA 40 PORTUGAL 41 ÍNDIA 42 INDONÉSIA 43 VIETNÃ 44 KUWAIT 45 NIGÉRIA 46 FILIPINAS 47 SUÍÇA 48 CATAR 49 GUATEMALA 50 TAILÂNDIA SISTEMA FIESC 91
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.5 Comparativo das exportações entre 2001 e 2011 para os principais países importadores de SC Incremento superior a 1.000% Incremento entre 199% e 1.000% Incremento inferior ao geral (1% a 198%) Novos mercados 2011 2001 Países Incremento US$ mil US$ mil 1 CHINA 410.297 18.283 2 ANGOLA 88.787 4.610 3 UCRÂNIA 79.609 4.402 4 FILIPINAS 29.291 1.763 5 POLÔNIA 60.971 4.443 6 SUÉCIA 46.133 3.967 7 ROMÊNIA 50.985 4.581 8 EGITO 77.763 7.947 9 COREIA (DO SUL), REPÚBLICA DA 130.344 14.822 10 VENEZUELA 176.638 23.407 11 EMIRADOS ÁRABES UNIDOS 128.712 17.685 12 PERU 67.575 9.715 13 TURQUIA 56.233 8.193 14 EQUADOR 50.130 7.828 15 COLÔMBIA 73.964 11.753 16 BOLÍVIA 80.103 13.289 17 JAPÃO 684.398 116.974 18 CINGAPURA 125.790 22.842 19 HONG KONG 280.591 51.267 20 PAÍSES BAIXOS (HOLANDA) 640.723 117.439 21 ÁFRICA DO SUL 259.031 49.234 22 BÉLGICA 168.764 35.384 23 AUSTRÁLIA 58.148 13.052 24 PARAGUAI 234.230 53.931 25 MÉXICO 280.402 69.357 26 ITÁLIA 185.076 67.041 27 ARGENTINA 678.511 252.078 28 URUGUAI 159.751 60.900 29 REINO UNIDO 368.912 173.499 30 CHILE 141.392 74.047 31 FRANÇA 152.494 83.323 32 ARÁBIA SAUDITA 165.608 94.977 33 ALEMANHA 367.067 220.499 34 ESPANHA 92.491 60.349 35 RÚSSIA, FEDERAÇÃO DA 287.251 194.908 36 CANADÁ 62.116 43.127 37 ESTADOS UNIDOS 992.441 714.630 38 IRAQUE 54.525 - 39 VIETNÃ 34.860 - 40 HUNGRIA 19.264 - 41 JORDÂNIA 17.979 - 42 AZERBAIJÃO 13.122 -92 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos6.6 Os 50 principais produtos exportados por SC em 2011 ExportaçõesSH4 Descrição dos produtos US$ mil0207 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105 1.933.145,62401 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 898.880,58501 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 591.226,78414 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) 508.813,20203 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 452.018,88409 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408 435.487,31602 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 396.580,80210 Carnes e miudezas comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou fumadas; farinhas e pós, comestíveis, de carnes ou de miudezas 263.434,31201 Soja, mesmo triturada 217.934,69403 Outros móveis e suas partes 186.439,44804 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto das posições 4802 e 4803 163.551,02304 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 147.467,34418 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares, os painéis para soalhos e as fasquias para telhados 126.410,0 Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados ou6908 107.379,6 esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes1507 Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados 96.567,28504 Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, por exemplo), bobinas de reatância e de autoindução 94.274,47210 Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos 92.781,28708 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 a 8705 91.685,04412 Madeira contraplacada ou compensada, madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes 91.652,3 Refrigeradores, congeladores (freezers) e outro material, máquinas e aparelhos8418 89.607,0 para a produção de frio, com equipamento elétrico ou outro4407 Madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, cortada ou desenrolada, de espessura superior a 6 mm 76.118,48483 Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames (excênticos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas 70.969,88413 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos 65.524,14819 Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão, pasta de celulose ou de mantas de fibras de celulose 50.032,41601 Enchidos de carne, miudezas, sangue, suas preparações alimentícias 49.146,28503 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas às máquinas das posições 85.01 ou 85.02. 45.411,18421 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 44.571,8 Gelatinas (incluídas as apresentadas em folhas de forma quadrada ou retangular,3503 43.833,4 mesmo trabalhadas na superfície ou coradas) e seus derivados6302 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha 40.992,72009 Sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool 35.483,68511 Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para motores de ignição por faísca ou por compressão 34.218,00504 Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, exceto de peixes, frescos, refrigerados, congelados 33.277,27318 Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas, contrapinos ou troços 33.243,28432 Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura 32.564,09032 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos 32.130,21006 Arroz 31.883,30206 Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, cavalar, asinina e muar, frescas, refrigeradas ou congeladas 30.815,44417 Ferramentas, armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras, de madeira; formas, alargadeiras e esticadores, para calçados 30.537,05806 Fitas, exceto os artefatos da posição 5807; fitas sem trama, de fios ou fibras paralelizados e colados (bolducs) 29.161,64107 Couros preparados após curtimenta ou após secagem e couros e peles apergaminhados, de bovinos (incluindo os búfalos) 28.361,58481 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) e dispositivos semelhantes, para canalizações, caldeiras 25.822,07207 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado 23.503,14104 Couros e peles curtidos ou em crosta, de bovinos (incluindo os búfalos) ou de equídeos, depilados 23.402,13505 Dextrina e outros amidos e féculas modificados (por exemplo: amidos e féculas pré-gelatinizados ou esterificados) 23.002,40303 Peixes congelados, exceto os filetes de peixes e outra carne de peixes da posição 0304 22.475,98479 Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria, não especificados nem compreendidos em outras posições deste capítulo 21.153,62827 Cloretos, oxicloretos e hidroxicloretos; brometos e oxibrometos; iodetos e oxi-iodetos 20.792,68536 Aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos 19.712,93917 Tubos e seus acessórios (por exemplo: juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plástico 19.120,54409 Madeira (incluídos os tacos e frisos para soalhos, não montados) perfilada (com espigas, ranhuras, filetes, entalhes) 18.957,0 SISTEMA FIESC 93
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.7 Evolução das exportações entre 2001 e 2011 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 Incremento superior a 1.000% Incremento entre 250% e 1.000% Incremento próximo ao geral (199%-249%) Incremento inferior ao geral Redução nas exportações Novos produtos (dentre os 50 mais exportados) 2011 2001 SH4 Descrição dos produtos US$ mil US$ mil Incremento 0210 Carnes e miudezas comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou fumadas; farinhas e pós, comestíveis 5806 Fitas, exceto os artefatos da posição 5807; fitas sem trama, de fios ou fibras paralelizados e colados (bolducs) Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames 8483 (excênticos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas 1006 Arroz 9032 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos 1201 Soja, mesmo triturada Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, 0504 exceto de peixes, frescos, refrigerados, congelados 8479 Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria 8536 Aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos 8421 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 8504 Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, por exemplo), bobinas de reatância 2304 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 1602 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para 8432 preparação ou trabalho do solo ou para cultura 2827 Cloretos, oxicloretos e hidroxicloretos; brometos e oxibrometos; iodetos e oxi-iodetos 2401 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, 0206 caprina, frescas, refrigeradas ou congeladas 8413 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos 4819 Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão, pasta (ouate) de celulose 1601 Enchidos de carne, miudezas, sangue, suas preparações alimentícias Dextrina e outros amidos e féculas modificados (por exemplo: 3505 amidos e féculas pré-gelatinizados ou esterificados) Madeira (incluídos os tacos e frisos para soalhos, não montados) 4409 perfilada (com espigas, ranhuras, filetes, entalhes) Sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos 2009 hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool 8503 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas às máquinas das posições 85.01 ou 85.02. 8409 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408 3503 Gelatinas (incluídas as apresentadas em folhas de forma quadrada ou retangular) e seus derivados 7207 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado 8501 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 8481 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) e dispositivos semelhantes Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos 7318 roscados, rebites, chavetas, cavilhas ou troços 8708 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 a 8705 3917 Tubos e seus acessórios (por exemplo: juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plástico94 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos1507 Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados0207 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 01054417 Ferramentas, armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras, de madeira; formas para calçados0203 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas8414 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes)8418 Refrigeradores, congeladores (freezers) e outro material, máquinas e aparelhos para a produção de frio4804 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto das posições 4802 e 48034412 Madeira contraplacada ou compensada, madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes0303 Peixes congelados, exceto os filetes de peixes e outra carne de peixes da posição 03044104 Couros e peles curtidos ou em crosta, de bovinos (incluindo os búfalos) ou de equídeos, depilados4418 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares, os painéis para soalhos Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para8511 motores de ignição por faísca ou por compressão Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento,6908 vidrados ou esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas9403 Outros móveis e suas partes4407 Madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, cortada ou desenrolada, de espessura superior a 6 mm6302 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura7210     igual ou superior a 600 mm, folheados ou chapeados4107 Couros preparados após curtimenta ou após secagem e couros e peles apergaminhados, de bovinos     SISTEMA FIESC 95
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.8 Evolução das exportações mundiais entre 2001 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 Incremento superior a 1.000% Incremento entre 145% e 1.000% Incremento próximo ao geral (130%-144%) Incremento inferior ao geral (100%-129%) Incremento inferior ao geral (menos de 100%) Redução nas exportações 2010 2001 SH 4 Descrição dos produtos Incremento US$ mil US$ mil Couros preparados após curtimento ou após secagem e couros e peles 4107 9.904.547 751.547 apergaminhados, de bovinos (incluindo os búfalos) 1201 Soja, mesmo triturada 44.210.194 11.810.054 7207 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado 28.181.011 8.869.924 8432 Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho do solo ou para cultura 5.583.588 1.866.271 1507 Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados 8.577.718 2.921.667 Produtos laminados planos de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou 7210 46.921.566 16.296.236 superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos 1006 Arroz 19.277.534 6.809.040 2304 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja 24.016.688 8.770.691 1601 Enchidos de carne, miudezas, sangue, suas preparações alimentícias 3.444.142 1.266.914 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) 8481 68.284.669 25.493.346 e dispositivos semelhantes, para canalizações, caldeiras Veios (árvores) de transmissão [incluídas as árvores de cames 8483 44.572.869 16.742.073 (excênticos) e cambotas (virabrequins)] e manivelas 8413 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos 53.831.600 20.647.420 1602 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou sangue 11.889.936 4.593.393 3917 Tubos e seus acessórios (por exemplo: juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plástico 17.445.269 6.836.665 Parafusos, pernos ou pinos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos 7318 31.011.493 12.193.497 roscados, rebites, chavetas, cavilhas, contrapinos ou troços Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, 0206 5.291.729 2.082.678 cavalar, asinina e muar, frescas, refrigeradas ou congeladas Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, 8504 87.654.729 35.706.877 por exemplo), bobinas de reactância e de autoindução Refrigeradores, congeladores (freezers) e outro material, máquinas e aparelhos 8418 35.194.654 14.688.024 para a produção de frio, com equipamento elétrico ou outro Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, 0504 3.442.791 1.437.734 exceto de peixes, frescos, refrigerados, congelados 0207 Carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 0105 20.761.897 8.757.242 8414 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; exaustores (coifas aspirantes) 61.613.552 26.014.856 8421 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos, aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases 45.862.131 19.398.568 2827 Cloretos, oxicloretos e hidroxicloretos; brometos e oxibrometos; iodetos e oxi-iodetos 2.181.520 946.036 8503 Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas às máquinas das posições 85.01 ou 85.02. 15.924.533 6.964.125 9032 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos 31.384.633 13.737.888 8409 Partes reconhecíveis como exclusivas ou principalmente destinadas aos motores das posições 8407 ou 8408 57.794.285 25.919.561 6302 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha 16.000.240 7.223.530 0203 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas 25.031.230 11.564.07496 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Sumos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos2009 13.341.867 6.179.306 hortícolas, não fermentados, sem adição de álcool8536 Aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos 85.131.329 39.624.5218501 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos 41.318.447 19.695.315 Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para8511 15.855.355 7.669.002 motores de ignição por faísca ou por compressão8708 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 8701 a 8705 278.767.681 135.170.717 Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão,4819 17.853.069 8.852.507 pasta (ouate) de celulose ou de mantas de fibras de celulose Dextrina e outros amidos e féculas modificados (por exemplo:3305 3.104.271 1.545.792 amidos e féculas pré-gelatinizados ou esterificados)9403 Outros móveis e suas partes 63.647.912 33.694.9950303 Peixes congelados, exceto os filetes de peixes e outra carne de peixes da posição 0304 19.946.111 10.640.390 Obras de carpintaria para construções, incluídos os painéis celulares,4418 11.139.499 6.057.421 os painéis para soalhos e as fasquias para telhados Gelatinas (incluídas as apresentadas em folhas de forma quadrada ou3503 1.375.687 750.383 retangular, mesmo trabalhadas na superfície ou coradas) Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados ou6908 10.600.559 5.839.929 esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes2401 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco 11.938.039 6.966.810 Carnes e miudezas comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou fumadas;0210 3.864.608 2.264.755 farinhas e pós comestíveis, de carnes ou de miudezas4804 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto das posições 4802 e 4803 11.818.130 7.035.554 Madeira (incluídos os tacos e frisos para soalhos, não montados)4409 4.657.681 2.820.620 perfilada (com espigas, ranhuras, filetes, entalhes)5806 Fitas, exceto os artefatos da posição 5807; fitas sem trama, de fios ou fibras paralelizados e colados (bolducs) 3.023.588 1.836.3594412 Madeira contraplacada ou compensada, madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes 11.343.084 7.082.914 Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria, não especificados8479 57.409.642 36.548.829 nem compreendidos em outras posições deste capítulo Ferramentas, armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras,4417 265.423 170.688 de madeira; formas, alargadeiras e esticadores, para calçados4407 Madeira serrada ou endireitada longitudinalmente, cortada ou desenrolada, de espessura superior a 6 mm 29.760.811 23.574.6344104 Couros e peles curtidos ou em crosta, de bovinos (incluindo os búfalos) ou de equídeos, depilados 5.418.629 12.435.699 SISTEMA FIESC 97
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.9 Evolução das exportações mundiais entre 2006 e 2010 dos 50 produtos mais exportados por SC em 2011 Incremento entre superior a10% Incremento entre 4% e 10% Incremento igual ao geral (3%) Incremento inferior ao geral (1% e 2%) Sem crescimento Redução nas exportações Crescimento anual das Valor Crescimento exportações exportado em valor SH4 Descrição dos produtos mundiais em 2010 2010/2009 entre 2006 e (US$ milhões) (%) 2010 (% ao ano) TOTAL Todos os produtos 15.230.973,0 21 3 1201 Soja, mesmo triturada 23 24 2304 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados ou em “pellets”, da extração do óleo de soja. 4 18 Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina, caprina, 0206 11 18 cavalar, asinina e muar, frescas, refrigeradas ou congeladas. 0207 Carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, das aves da posição 01.05. 13 13 2401 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco. 1 11 Transformadores elétricos, conversores elétricos estáticos (retificadores, 8504 27 9 por exemplo), bobinas de reatância e de autoindução. Máquinas e aparelhos mecânicos com função própria, não especificados 8479 54 9 nem compreendidos em outras posições deste Capítulo. Tripas, bexigas e estômagos, de animais, inteiros ou em pedaços, exceto de peixes, 0504 1 9 frescos, refrigerados, congelados, salgados ou em salmoura, secos ou defumados. Enchidos e produtos semelhantes, de carne, miudezas ou sangue; 1601 0 9 preparações alimentícias à base de tais produtos. 1507 Óleo de soja e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados. 6 9 Gelatinas (incluídas as apresentadas em folhas de forma quadrada ou retangular, 3503 mesmo trabalhadas na superfície ou coradas) e seus derivados; ictiocola; outras 1 9 colas de origem animal, exceto colas de caseína da posição 35.01. 0303 Peixes congelados, exceto os filés de peixes e outra carne de peixes da posição 03.04. 11 8 Carnes e miudezas, comestíveis, salgadas ou em salmoura, secas ou 0210 -2 8 defumadas; farinhas e pós, comestíveis, de carnes ou de miudezas. Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas 8503 -3 7 às máquinas das posições 85.01 ou 85.02. Máquinas e aparelhos de uso agrícola, hortícola ou florestal, para preparação ou trabalho 8432 2 7 do solo ou para cultura; rolos para gramados, ou para campos de esporte. 1602 Outras preparações e conservas de carne, miudezas ou de sangue. 4 7 2827 Cloretos, oxicloretos e hidroxicloretos; brometos e oxibrometos; iodetos e oxi-iodetos. 31 6 0203 Carnes de animais da espécie suína, frescas, refrigeradas ou congeladas. 5 6 Torneiras, válvulas (incluídas as redutoras de pressão e as termostáticas) e dispositivos 8481 16 5 semelhantes, para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes. Árvores de transmissão (incluídas as árvores de “cames” e virabrequins) e manivelas; mancais e “bronzes”; engrenagens e rodas de fricção; eixos de esferas ou de roletes; redutores, multiplicadores, caixas de 8483 22 5 transmissão e variadores de velocidade, incluídos os conversores de torque; volantes e polias, incluídas as polias para cadernais; embreagens e dispositivos de acoplamento, incluídas as juntas de articulação. 8421 Centrifugadores, incluídos os secadores centrífugos; aparelhos para filtrar ou depurar líquidos ou gases. 12 5 8413 Bombas para líquidos, mesmo com dispositivo medidor; elevadores de líquidos. 22 598 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Caixas, sacos, bolsas, cartuchos e outras embalagens, de papel, cartão, pasta (“ouate”) de celulose ou4819 10 4 de mantas de fibras de celulose; cartonagens para escritórios, lojas e estabelecimentos semelhantes.3917 Tubos e seus acessórios (por exemplo, juntas, cotovelos, flanges, uniões), de plásticos. 13 46302 Roupas de cama, mesa, toucador ou cozinha. 16 4 Bombas de ar ou de vácuo, compressores de ar ou de outros gases e ventiladores; coifas8414 21 4 aspirantes para extração ou reciclagem, com ventilador incorporado, mesmo filtrantes.8501 Motores e geradores, elétricos, exceto os grupos eletrogêneos. 20 4 Aparelhos e dispositivos elétricos de ignição ou de arranque para motores de ignição por centelha ou por compressão (por exemplo, magnetos, dínamos-magnetos, bobinas de8511 24 3 ignição, velas de ignição ou de aquecimento, motores de arranque); geradores (dínamos e alternadores, por exemplo) e conjuntores-disjuntores utilizados com estes motores.) Parafusos, pinos ou pernos, roscados, porcas, tira-fundos, ganchos roscados, rebites, chavetas, cavilhas,7318 30 3 contrapinos, arruelas (incluídas as de pressão) e artefatos semelhantes, de ferro fundido, ferro ou aço. Sucos de frutas (incluídos os mostos de uvas) ou de produtos hortícolas, não fermentados,2009 4 3 sem adição de álcool, com ou sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes. Fitas, exceto os artefatos da posição 58.07; fitas sem trama, de5806 21 2 fios ou fibras paralelizados e colados (“bolducs”). Aparelhos para interrupção, seccionamento, proteção, derivação, ligação ou conexão de circuitos elétricos (por exemplo, interruptores, comutadores, relés, corta-circuitos, eliminadores de onda,8536 29 2 plugues e tomadas de corrente, suportes para lâmpadas e outros conectores, caixas de junção), para uma tensão não superior a 1.000V; conectores para fibras ópticas, feixes ou cabos de fibras ópticas.9032 Instrumentos e aparelhos para regulação ou controle, automáticos. 29 29403 Outros móveis e suas partes. 11 28708 Partes e acessórios dos veículos automóveis das posições 87.01 a 87.05. 30 1 Refrigeradores, congeladores (“freezers”) e outros materiais, máquinas e aparelhos8418 para a produção de frio, com equipamento elétrico ou outro; bombas de calor, 16 1 exceto as máquinas e aparelhos de ar-condicionado da posição 84.15. Produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado, de largura igual ou7210 36 1 superior a 600 mm, folheados ou chapeados, ou revestidos. Dextrina e outros amidos e féculas modificados (por exemplo, amidos e3505 féculas pré-gelatinizados ou esterificados); colas à base de amidos ou de 15 1 féculas, de dextrina ou de outros amidos ou féculas modificados.4804 Papel e cartão kraft, não revestidos, em rolos ou em folhas, exceto os das posições 48.02 e 48.03. 23 0 Ferramentas, armações e cabos, de ferramentas, de escovas e de vassouras, de4417 12 0 madeira; formas, alargadeiras e esticadores, para calçados, de madeira.7207 Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado. 33 0 Partes reconhecíveis como exclusiva ou principalmente destinadas8409 28 0 aos motores das posições 84.07 ou 84.08. Ladrilhos e placas (lajes), para pavimentação ou revestimento, vidrados ou6908 esmaltados, de cerâmica; cubos, pastilhas e artigos semelhantes, para mosaicos, 11 -1 vidrados ou esmaltados, de cerâmica, mesmo com suporte.4412 Madeira compensada (contraplacada), madeira folheada, e madeiras estratificadas semelhantes. 26 -3 Obras de marcenaria ou de carpintaria para construções, incluídos os painéis4418 celulares, os painéis montados para revestimento de pavimentos (pisos) e 11 -5 as fasquias para telhados (“shingles e shakes”), de madeira. Madeira (incluídos os tacos e frisos de parquê, não montados) perfilada (com espigas, ranhuras, filetes,4409 entalhes, chanfrada, com juntas em V, com cercadura, boleada ou semelhantes) ao longo de uma 15 -6 ou mais bordas, faces ou extremidades, mesmo aplainada, polida ou unida pelas extremidades. Couros preparados após curtimenta ou após secagem e couros e peles apergaminhados, de bovinos4107 25 -7 (incluídos os búfalos) ou de equídeos, depilados, mesmo divididos, exceto os da posição 41.14. Madeira serrada ou fendida longitudinalmente, cortada transversalm ente ou desenrolada,4407 24 -7 mesmo aplainada, polida ou unida pelas extremidades, de espessura superior a 6 mm. Couros e peles curtidos ou “crust”, de bovinos (incluídos os búfalos) ou de equídeos,4104 45 -10 depilados, mesmo divididos, mas não preparados de outro modo. SISTEMA FIESC 99
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.10 Produtos com maior potencial exportador no mercado mundial (*) Indicadores Crescimento Crescimento Crescimento anual das Pos. SH 4 Descrição dos produtos anual em Valor importado anual em exportações quantidade em 2010 (US$ valor entre mundiais entre 2006 1.000) 2009 e entre 2006 e 2010 2010 (%) e 2010 (% ao ano) (% ao ano) Todos os produtos 15.230.972.953 21 3 Vidro estirado ou soprado, em folhas, mesmo com camada 1 7004 2.068.921 34 80 absorvente, refletora ou não, mas não trabalhado de outro modo. Máquinas e aparelhos de impressão por meio de blocos, cilindros e outros elementos de impressão da posição 84.42; 2 8443 117.401.727 35 19 43 outras impressoras, máquinas copiadoras e telecopiadores (fax), mesmo combinados entre si; partes e acessórios. 3 2702 Linhitas, mesmo aglomeradas, exceto azeviche. 1.611.970 45 145 42 Minérios de manganês e seus concentrados, incluídos os minérios 4 2602 de manganês ferruginosos e seus concentrados, de teor em 5.758.043 7 69 36 manganês de 20% ou mais, em peso, sobre o produto seco. Barcos-faróis, barcos-bombas, dragas, guindastes flutuantes e outras embarcações em que a navegação é acessória da 5 8905 15.208.928 16 33 função principal; docas flutuantes; plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis. 6 8908 Embarcações e outras estruturas flutuantes, para serem desmontadas. 1.478.033 34 30 30 7 1805 Cacau em pó, sem adição de açúcar ou de outros edulcorantes 2.594.759 4 84 30 Minérios de ferro e seus concentrados, incluídas as 8 2601 133.408.582 7 72 30 piritas de ferro ustuladas (cinzas de piritas). Ouro (incluído o ouro platinado), em formas 9 7108 105.070.447 9 34 28 brutas ou semimanufaturadas, ou em pó 10 2605 Minérios de cobalto e seus concentrados. 1.165.751 24 55 28 11 1109 Glúten de trigo, mesmo seco. 1.119.340 9 13 25 12 1803 Pasta de cacau, mesmo desengordurada 3.020.732 4 46 24 13 1205 Sementes de nabo silvestre ou de colza, mesmo trituradas 8.301.969 14 5 24 14 1201 Soja, mesmo triturada 44.210.194 8 23 24 Resíduos da fabricação do amido e resíduos semelhantes, “polpas” de beterraba, bagaços de cana-de-açúcar e outros 15 2303 4.059.670 20 37 23 desperdícios da indústria do açúcar, borras e desperdícios da indústria da cerveja e das destilarias, mesmo em “pellets”. Óleo de palma e respectivas frações, mesmo refinados, 16 1511 28.455.573 8 20 22 mas não quimicamente modificados Sangue humano; sangue animal preparado para usos terapêuticos, profiláticos ou de diagnóstico; antissoros, outras frações do 17 3002 sangue, produtos imunológicos modificados, mesmo obtidos 75.908.956 7 18 22 por via biotecnológica; vacinas, toxinas, culturas de micro- organismos (exceto leveduras) e produtos semelhantes. Aparelhos telefônicos, incluídos os telefones para redes celulares e para outras redes sem fio; outros aparelhos para transmissão 18 8517 202.092.741 3 23 22 ou recepção de voz, imagens ou outros dados, incluídos os aparelhos para comunicação em redes por fio ou redes sem fio. Hulhas; briquetes, bolas em aglomerados e combustíveis 19 2701 113.212.285 3 17 21 sólidos semelhantes, obtidos a partir da hulha.100 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Coque de petróleo, betume de petróleo e outros resíduos20 2713 16.749.369 0 36 20 dos óleos de petróleo ou de minerais betuminosos21 2610 Minérios de cromo e seus concentrados. 2.951.106 11 71 20 Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados22 2306 ou em “pellets”, da extração de gorduras ou óleos 4.312.935 5 18 20 vegetais, exceto os das posições 23.04 e 23.05. Transatlânticos, barcos de excursão, “ferry-boats”,23 8901 cargueiros, chatas e embarcações semelhantes, para 69.196.133 30 19 o transporte de pessoas ou de mercadorias. Veículos para inspeção e manutenção de vias férreas ou semelhantes, mesmo autopropulsados (por exemplo, vagões-24 8604 1.235.500 9 9 19 oficinas, vagões-guindastes, vagões equipados com batedores de balastro, alinhadores de vias, viaturas para testes e dresinas).25 2804 Hidrogênio, gases raros e outros elementos não metálicos. 13.941.052 6 32 19 Miudezas comestíveis de animais das espécies bovina, suína, ovina,26 0206 5.291.728 11 11 18 caprina, cavalar, asinina e muar, frescas, refrigeradas ou congeladas. Óleos de coco (óleo de copra), de amêndoa de palma27 1513 ou de babaçu, e respectivas frações, mesmo refinados, 5.565.377 17 42 18 mas não quimicamente modificados Desperdícios e resíduos de metais preciosos ou de metais folheados ou chapeados de metais preciosos (plaquê); outros desperdícios e resíduos28 7112 15.575.001 7 34 18 contendo metais preciosos ou compostos de metais preciosos, do tipo dos utilizados principalmente para a recuperação de metais preciosos. Xales, echarpes, lenços de pescoço, cachenês, cachecóis,29 6214 3.262.363 19 19 18 mantilhas, véus e artefatos semelhantes. Tortas e outros resíduos sólidos, mesmo triturados30 2304 24.016.688 1 4 18 ou em “pellets”, da extração do óleo de soja31 0407 Ovos de aves, com casca, frescos, conservados ou cozidos. 3.063.019 13 5 17 Gengibre, açafrão, açafrão-da-terra, tomilho,32 0910 2.043.633 3 35 17 louro, caril e outras especiarias.33 2607 Minérios de chumbo e seus concentrados. 5.214.887 4 32 17 Óleos de nabo silvestre, de colza ou de mostarda, e respectivas34 1514 5.367.071 6 17 16 frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados.35 0409 Mel natural. 1.499.148 3 19 1636 0713 Legumes de vagem, secos, em grão, mesmo pelados ou partidos. 7.641.887 1 1 1637 3103 Adubos (fertilizantes) minerais ou químicos, fosfatados. 2.164.001 2 62 14 Gorduras e óleos animais ou vegetais, e respectivas frações, cozidos, oxidados, desidratados, sulfurados, aerados,38 1518 1.765.723 32 34 14 estandolizados ou modificados quimicamente por qualquer outro processo, com exclusão dos da posição 15.16. Cebolas, chalotas (“échalotes”), alhos, alhos-porros e outros39 0703 5.836.863 4 45 14 produtos hortícolas aliáceos, frescos ou refrigerados. Diodos, transistores e dispositivos semelhantes semicondutores; dispositivos fotossensíveis semicondutores, incluídas as células40 8541 122.329.924 123 61 14 fotovoltaicas, mesmo montadas em módulos ou em painéis; diodos emissores de luz; cristais piezelétricos montados. Lanternas elétricas portáteis destinadas a funcionar por meio de sua41 8513 própria fonte de energia (por exemplo, de pilhas, de acumuladores, de 2.500.793 2 27 14 magnetos), excluídos os aparelhos de iluminação da posição 85.12. “Tailleurs”, conjuntos, “blazers”, vestidos, saias, saias-42 6104 calças, calças, jardineiras, bermudas e “shorts” (calções) 18.225.782 23 14 (exceto de banho), de malha, de uso feminino. SISTEMA FIESC 101
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Óleos de girassol, de cártamo ou de algodão, e respectivas frações, 43 1512 6.186.986 3 1 14 mesmo refinados, mas não quimicamente modificados Diodos, transistores e dispositivos semelhantes 44 8541 semicondutores; dispositivos fotossensíveis 122.329.924 123 61 14 semicondutores, incluídas as células fotovoltaicas. Galos, galinhas, patos, gansos, perus, peruas e galinhas- 45 0105 2.280.429 6 13 d’angola, das espécies domésticas, vivos. 46 1108 Amidos e féculas; inulina. 2.926.901 2 29 13 Carnes e miudezas, comestíveis, frescas, refrigeradas 47 0207 20.761.897 7 13 13 ou congeladas, das aves da posição 01.05. Guarda-chuvas, sombrinhas e guarda-sóis (incluídos as bengalas- 48 6601 2.283.939 1 18 13 guarda-chuvas e os guarda-sóis de jardim e semelhantes). Calçados impermeáveis de sola exterior e parte superior de borracha ou plásticos, em que a parte superior não tenha sido reunida à 49 6401 sola exterior por costura ou por meio de rebites, pregos, parafusos, 1.255.690 6 34 13 saliências (espigões) ou dispositivos semelhantes, nem formada por diferentes partes reunidas pelos mesmos processos. Calçados com sola exterior de borracha, plásticos, couro natural 50 6404 13.135.753 5 23 13 ou reconstituído e parte superior de matérias têxteis. Reatores nucleares; elementos combustíveis (cartuchos) 51 8401 não irradiados, para reatores nucleares; máquinas 5.251.026 11 4 13 e aparelhos para a separação de isótopos. Rutabagas, beterrabas forrageiras, raízes forrageiras, feno, 52 1214 alfafa, trevo, sanfeno, couves forrageiras, tremoço, ervilhaca e 1.862.777 4 12 13 produtos forrageiros semelhantes, mesmo em “pellets”. 53 1101 Farinhas de trigo ou de mistura de trigo com centeio. 3.896.665 7 3 13 Polímeros naturais (por exemplo, ácido algínico) e polímeros naturais modificados (por exemplo, proteínas endurecidas, 54 3913 2.641.002 3 31 13 derivados químicos da borracha natural), não especificados nem compreendidos em outras posições, em formas primárias. Pentes, travessas para cabelo e artigos semelhantes; grampos para cabelo; 55 9615 1.208.117 4 21 12 pinças, onduladores, bóbis e artefatos semelhantes para penteados Produções originais de arte estatuária ou de 56 9703 2.397.186 39 12 escultura, de quaisquer matérias Artefatos de matérias têxteis, calçados, chapéus 57 6309 2.663.906 7 10 12 e artefatos de uso semelhante, usados 58 1804 Manteiga, gordura e óleo, de cacau 4.151.991 0 2 12 Artigos e aparelhos ortopédicos, incluídas as cintas e fundas médico-cirúrgicas e as muletas; talas, goteiras e outros 59 9021 artigos e aparelhos para fraturas; artigos e aparelhos de 43.305.280 16 10 12 prótese; aparelhos para facilitar a audição dos surdos e outros aparelhos para compensar deficiências ou enfermidades. 60 4702 Pastas químicas de madeira, para dissolução. 3.578.370 8 58 12 61 3006 Preparações e artigos farmacêuticos indicados na Nota 4 deste Capítulo. 11.165.293 7 2 12 Outros produtos de tabaco e seus sucedâneos, manufaturados; tabaco 62 2403 3.727.942 4 16 12 “homogeneizado” ou “reconstituído”; extratos e molhos, de tabaco. Café, mesmo torrado ou descafeinado; cascas e películas de café; 63 0901 23.939.386 2 19 12 sucedâneos do café contendo café em qualquer proporção. Produtos hortícolas secos, mesmo cortados em pedaços ou fatias, 64 0712 2.398.295 3 29 12 ou ainda triturados ou em pó, mas sem qualquer outro preparo. 65 8307 Tubos flexíveis de metais comuns, mesmo com acessórios. 1.775.108 5 15 12 66 6405 Outros calçados. 4.744.396 24 12 67 7227 Fio-máquina de outras ligas de aço. 2.998.139 4 88 11102 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Outros calçados com sola exterior e parte 68 6402 26.186.208 2 22 11 superior de borracha ou plásticos. Vidro das posições 70.03, 70.04 ou 70.05, recurvado, biselado, 69 7006 gravado, brocado, esmaltado ou trabalhado de outro modo, 2.602.690 4 46 11 mas não emoldurado nem associado a outras matérias. Raízes de mandioca, de araruta e de salepo, tupinambos, batatas- doces e raízes ou tubérculos semelhantes, com elevado teor de fécula 70 0714 1.871.255 4 20 11 ou de inulina, frescos, refrigerados, congelados ou secos, mesmo cortados em pedaços ou em “pellets”; medula de sagueiro. 71 0902 Chá, mesmo aromatizado. 5.765.553 2 17 11 72 1005 Milho. 25.511.427 8 12 11 73 2401 Tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco. 11.938.041 1 1 11 Extratos de malte; preparações alimentícias de farinhas, 74 1901 11.725.232 3 9 11 grumos, sêmolas, amidos, féculas ou de extratos de malte. Preparações para molhos e molhos preparados; condimentos e 75 2103 8.595.581 4 7 11 temperos compostos; farinha de mostarda e mostarda preparada. Compostos de função carboxiimida (incluídos a 76 2925 1.063.056 1 7 11 sacarina e seus sais) ou de função imina. Vestuário e seus acessórios (incluídas as luvas, mitenes e semelhantes), 77 4015 6.007.093 7 24 11 de borracha vulcanizada não endurecida, para quaisquer usos. Açúcares de cana ou de beterraba e sacarose 78 1701 29.144.198 5 34 11 quimicamente pura, no estado sólido Mármores, travertinos, granitos belgas e outras 79 2515 2.384.873 6 42 11 pedras calcárias de cantaria ou de construção Pimenta (do gênero Piper); pimentões e pimentas dos gêneros 80 0904 2.284.967 4 21 11 Capsicum ou Pimenta, secos ou triturados ou em pó Sêmeas, farelos e outros resíduos, mesmo em “pellets”, da peneiração, 81 2302 1.115.849 4 21 11 moagem ou de outros tratamentos de cereais ou de leguminosas Elementos de vias férreas, de ferro fundido, ferro ou aço: trilhos, 82 7302 contratrilhos e cremalheiras, agulhas, cróssimas, alavancas para 4.241.848 3 9 11 comando de agulhas e outros elementos de cruzamentos e desviosFonte: Trade Map/ITC, 2012(*) Produtos com taxa de crescimento anual superior a 10% ao ano nas exportações mundiais entre 2006 e 2010 e com valor importado superior a US$ 1 bilhão em 2010, além de taxas de crescimento positivas emvalor e quantidade (entre 2006 e 2010) e em valor (entre 2009 e 2010). SISTEMA FIESC 103
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.11 Questionário Aplicado na Pesquisa 1. CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA 2001-2010 2. PARA EMPRESAS EXPORTADORAS INDÚSTRIA trading trading valor total COMÉRCIO faturamento SERVIÇOS faturamento anual países de destino -104 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos Conhece Programas e incentivos Não Não Não tem Conhece Utiliza Consegue Interesse Utilizar ACC ACE - - - DEVERIAADOTA ESTRATÉGIAS ADOTAR REDEX - benchmarking † † † † † † † † † SISTEMA FIESC 105
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos dos brasileiros, mas parte também está em Santa Catarina ˝ o Todos os consumidores finais estão localizados em outros esta- dos brasileiros 3. PARA EMPRESAS IMPORTADORAS total das compras total das compras países fornecedores ˝ Bens de consumo duráveis ˝ Bens de consumo não-duráveis ˝ Bens de capital ˝ Insumos industriais ˝ Alimentos e bebidas destinados à indústria ˝ Equipamentos de transporte de uso industrial ˝ Combustíveis e lubrificantes ˝ Peças e equipamentos de transporte - ˝ Todas as importações são realizadas de forma direta pela empresa ˝ A maior parte das importações são realizadas de forma direta pela empresa, mas a empresa também importa de forma indireta al- guns pedidos ocasionais. ˝ Mantendo-se relativamente estáveis ˝ A empresa importa direta e indiretamente, de maneira mais ou ˝ Sendo parcialmente reduzidos menos equilibrada ˝ Sendo substancialmente reduzidos ˝ A maior parte das importações são realizadas de forma indireta, ˝ Sendo parcialmente aumentados mas a empresa também importa de forma direta alguns pedidos ˝ Sendo substancialmente aumentados ocasionais ˝ Todas as importações são realizadas de forma indireta pela empre- sa ˝ Mantendo-se relativamente estáveis ˝ Sendo parcialmente reduzidos ˝ Através de trading e/ou empresa comercial importadora no Brasil ˝ Sendo substancialmente reduzidos ˝ Através de trading e/ou empresa comercial importadora no exte- ˝ Sendo parcialmente aumentados rior ˝ Sendo substancialmente aumentados ˝ Através de agentes e/ou distribuidores no Brasil ˝ Através de agentes e/ou distribuidores no exterior - ˝ Outros, favor infor- mar:______________________________________ ˝ Ao consumo próprio da empresa ˝ A maior parte para consumo próprio, mas parte destinada ao con- sumo de terceiros ˝ Aproximadamente metade das importações para consumo pró- prio e metade para consumo de terceiros ˝ A maior parte para o consumo de terceiros, mas parte destinada ao consumo próprio ˝ Ao consumo de terceiros 4. INTERNACIONALIZAÇÃO ˝ Todos os consumidores finais estão localizados em Santa Catarina ˝ A maioria dos consumidores finais está localizada em Santa Catari- na, mas parte também está em outros estados brasileiros ˝ Crescimento da empresa ˝ Aproximadamente metade dos consumidores finais está localiza- ˝ Redução de custos da em Santa Catarina e metade em outros estados brasileiros ˝ Posicionamento no mercado ˝ A maioria dos consumidores finais está localizada em outros esta- ˝ Redução de riscos106 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos˝ Aumento da competitividade forços no mercado doméstico devido aos obstáculos enfrentados.˝ Sobrevivência ˝ Os resultados alcançados com a inserção internacional não têm˝ Acesso a novos mercados sido muito favoráveis, mas a empresa continua com atividades no˝ Aprendizado e desenvolvimento de novas competências mercado externo por uma questão de sobrevivência no mercado˝ Busca por economias de escala interno, principalmente em função do acirramento da concorrên-˝ Pressão da concorrência global cia internacional no Brasil.˝ Excedente produtivo que não foi absorvido pelo mercado domés- ˝ Cada vez mais a empresa tem reduzido seu processo de inserção tico internacional e a tendência é de que nos próximos anos passe a˝ Efeito positivo para a imagem da empresa no país de origem dedicar-se quase que exclusivamente ao mercado interno.˝ Outros, favor infor- mar:______________________________________ principais obstáculos externos Sem Muito Obstáculos Externos Relevante Relevância Relevante˝ xportação direta˝ Exportação através de terceiros (tradings, distribuidores, agentes, etc.) -˝ Consórcios ou cooperativas de exportação˝ Importação direta˝ Importação através de terceiros (tradings, distribuidores, agentes, - etc.)˝ Instalação de escritórios próprios no exterior voltados à comer- cialização˝ Instalação de unidade de produção própria no exterior˝ Licenciamento˝ Joint-ventures˝ Fusões e/ou aquisições˝ Contrato de produção ou subcontratação˝ Franchising˝ Associação/alianças estratégicas com empresas estrangeiras que não implicam em investimentos˝ Não aplicável -˝ Outras, favor infor- mar:______________________________________ três áreas de apoio Áreas prioritárias˝ O mercado doméstico atende aos objetivos da empresa˝ Dificuldade de acesso aos canais de distribuição em outros países˝ As economias de escala são reduzidas, tornando os custos de pro- dução elevados em relação aos concorrentes internacionais˝ Dificuldades em formar parcerias internacionais˝ Pouca experiência e conhecimentos gerenciais para a internacio- nalização˝ Dificuldades em acessar e analisar informações sobre mercados externos˝ Diferenças culturais˝ Dificuldades em oferecer produtos/serviços que atendam às ne- cessidades de clientes internacionais˝ Competências tecnológicas insuficientes ou inadequadas para competir em custos e qualidade˝ Outras, favor infor- mar:______________________________________˝ A experiência da empresa tem sido muito positiva e o aprendizado obtido até o momento tem favorecido o seu crescimento e contri- 5. COMENTÁRIOS FINAIS buído para o alcance dos objetivos organizacionais.˝ A empresa tem se beneficiado da experiência internacional adqui- rida ao longo dos anos, mas recentemente passou a focar seus es- SISTEMA FIESC 107
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Anexos 6.12 Listagem das Empresas Participantes da Pesquisa BEI COMÉRCIO E ASSESSORIA INTERNACIONAL LTDA. INDUSTRIAL CONVENTOS S/A AGROPEL AGROINDUSTRIAL PERAZZOLI LTDA. INDUSTRIAL MADEIREIRA S/A ALBRECHT EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS LTDA. INPLAC INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS S/A ALL FILTRATION TECHNOLOGIES TECIDOS TÉCNICOS LTDA. INTELBRAS S/A IND. DE TELEC. E ELETRÔNICA BRASILEIRA ALLTECH MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS LTDA. INTI REVESTIMENTOS CERÂMICOS ANGELGRES REVESTIMENTOS CERÂMICOS LTDA. IRMÃOS FISCHER S/A IND. E COM. ANGELI INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE CALÇADOS LTDA. M.E. SOLETRI INDÚSTRIA DE MATERIAIS ISOLANTES LTDA. ANGHEBEN COMÉRCIO EXTERIOR LTDA. K K MÓVEIS LTDA. AQX INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA S/A KHOMP INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. AUDACES AUTOM. E INFORMÁT. INDUSTRIAL LTDA. KÖHLER TINTURARIA LTDA. AUTOMATIZA IND. E COM. DE EQUIP. ELETROELETRÔN. LTDA. LAMINADOS AB LTDA. BAUMGARTEN GRÁFICA LTDA. MADALOSSO MARTINS IMPORT. E EXPORT. LTDA. BRANDILI TÊXTIL LTDA. MADEIREIRA BARRA GRANDE LTDA. BRASILUX IND. E COM., IMPORT. E EXPORT. LTDA. MADEIREIRA SELEME LTDA. BUETTNER S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO MANNES LTDA. BUGS & CIA. LTDA. MARCATTO S/A CALESITA INDÚSTRIA DE BRINQUEDOS LTDA. MAXUL ALIMENTOS LTDA. COMPENSADOS PINHAL LTDA. METALURGICA FEY S/A CONTROLLER COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA. METALÚRGICA SARAIVA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. COOPERATIVA CENTRAL AURORA ALIMENTOS METALÚRGICA TURBINA LTDA. DÖHLER S/A METISA METALÚRGICA TIMBOENSE S/A E G C INDÚSTRIA, COMÉRCIO E REPRESENTAÇÕES LTDA. MÓVEIS WEIHERMANN S/A EPEX INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE PLÁSTICOS LTDA. MUELLER FOGÕES LTDA. ETP DO BRASIL LTDA. EPP NEREU RODRIGUES & CIA. LTDA. EXPLORER FUNDAÇÕES LTDA. PRÓSPERA TRADING IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA. FAKINI MALHAS LTDA. RM INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. FARBEN S/A INDÚSTRIA QUÍMICA SCHMITZ AGROINDUSTRIAL LTDA. FLATS OVER EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA LTDA. SCHWANKE INDÚSTRIA TÊXTIL LTDA. FORVM GERENCIAMENTO DE PROJETOS LTDA. SERPIL MÓVEIS LTDA. FRANKLIN ELECTRIC INDÚSTRIA DE MOTOBOMBAS S/A SIEBERT QUÍMICA LTDA. FRIGORÍFICO CATARINENSE LTDA. SOL SPORTS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. FRIGORÍFICO RIOSULENSE S/A TABULAE INDÚSTRIA DE MÓVEIS LTDA. FUND. UNIVERSITÁRIA DO DESENVOLVIMENTO DO OESTE TAF INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS LTDA. FUNDERG HIPPER FREIOS LTDA. TÊXTIL H. J. HERING LTDA. GOEDE LANG E CIA. LTDA. TRACTEBEL ENERGIA S/A HACKER INDUSTRIAL LTDA. TRITEC INDUSTRIAL LTDA. HACO ETIQUETAS LTDA. TWIST INCOBRAS - INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES LTDA. HENGST INDÚSTRIA DE FILTROS LTDA. VANTEC - IND. DE MÁQUINAS LTDA. ICON S/A - ESTAMPOS & MOLDES VEMATE VERDINHA INDÚSTRIA DO MATE LTDA. INDÚSTRIA DE MÁQUINAS KREIS LTDA. VIDRAÇARIA PRIMOS LTDA. M.E. INDÚSTRIA DE MOLDURAS MOLDURARTE LTDA. ZEN S/A INDÚSTRIA METALÚRGICA108 SISTEMA FIESC
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012 Diretoria FIESC Conselho Fiscal Presidente – Glauco José Côrte Efetivos 1º Vice-Presidente – Mario Cezar de Aguiar Leonir João Pinheiro Diretor 1º Secretário – Edvaldo Ângelo Fred Rubens Karsten Diretor 2º Secretário – Cid Erwin Lang Tito Alfredo Schmitt Diretor 1º Tesoureiro – César Murilo Barbi Diretor 2º Tesoureiro – Carlos Toniolo Suplentes Amauri Eduardo Kollross Vice-Presidentes para Assuntos Regionais Celso Panceri Flávio Henrique Fett Gilberto Seleme – Centro-Norte Alfredo Piotrovski – Litoral Sul Delegação junto à CNI Jorge Luiz Strehl – Vale do Itajaí Álvaro Luis de Mendonça – Alto Uruguai Catarinense Efetivos Vitor Mário Zanetti – Sudeste Glauco José Côrte Lino Rohden – Alto Vale do Itajaí Alcantaro Corrêa Célio Bayer – Vale do Itapocu Diomício Vidal – Sul Suplentes Giordan Heidrich – Serra Catarinense Mario Cezar de Aguiar Anselmo Zanellato – Centro-Oeste João Stramosk Astor Kist – Extremo Oeste Maurício Cesar Pereira – Foz do Rio Itajaí Udo Döhler – Norte-Nordeste Waldemar Antonio Schmitz – Oeste Diretoria Ciesc Arnaldo Huebl – Planalto Norte Presidente – Glauco José Côrte Vice-Presidentes para Assuntos Estratégicos Vice-Presidente – Mario Cezar de Aguiar Diretora 1ª Secretária – Sílvia Hoepcke da Silva Michel Miguel Diretor 2º Secretário – José Fernando da Silva Rocha Mário Lanznaster Diretor 1º Tesoureiro – Luciano Flávio Andriani Ney Osvaldo Silva Filho Diretor 2º Tesoureiro – Aldo Nienkötter Ingo Fischer Rui Altenburg Conselho Consultivo Diretores Adolfo Fey Adalberto Roeder César Gomes Junior Albano Schmidt Cláudio Roberto Grando Aldo Apolinário João Evandro Müller de Castro Alexandre d’Ávila da Cunha Hilton Siqueira Leonetti Amilcar Nicolau Pelaez Jair Philippi Bárbara Paludo João Paulo Schmalz Carlos Alberto Barbosa Mattos José Adami Neto Carlos Frederico da Cunha Teixeira Nivaldo Pinheiro Charles Alfredo Bretzke Noiodá José Damiani Charles José Postali Odelir Battistella Conrado Coelho Costa Filho Rafael Boeing Dario Luiz Vitali Egon Werner Conselho Fiscal Evair Oenning Flavio José Martins Efetivos Ida Áurea da Costa Ademar Avi Israel José Marcon Juarez de Magalhães Rigon Jacir Pamplona Marcelo Rodrigues Luiz Antônio Botega Luiz Cesar Meneghetti Suplentes Olvacir José Bez Fontana Luiz Gonzaga Coelho Osni Carlos Verona Márcio Anselmo Ribeiro Otmar Josef Müller Marconi Leonardo Pascoali Pedro Leal da Silva Neto Roberto Marcondes de Mattos Walgenor Teixeira110 DESEMPENHO E PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA CATARINENSE
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012Diretoria SESI Representantes InstitucionaisConselho Regional de Santa Catarina TitularesPresidente – Glauco José Côrte Rodrigo Minotto – Ministério do Trabalho e EmpregoVice-Presidente – Mario Cezar de Aguiar Maria Clara Kaschny Schneider – Ministério da EducaçãoRepresentante da FIESC – Henrique de Bastos Malta Carlos Artur Barboza – Trabalhadores da IndústriaRepresentantes da Indústria Suplentes Alberto Roberto Causs – Ministério do Trabalho e EmpregoTitulares Silvana Rosa Lisboa de Sá – Ministério da EducaçãoJosé Fernando da Silva Rocha Altamiro Perdoná – Trabalhadores da IndústriaLuis Angelo Noronha de FigueiredoLuis Carlos GuedesLuis Eduardo Broering Diretoria IELSuplentesAdemir José Pereira Presidente – Glauco José CôrteAlfredo Ender Vice-Presidente – Mario Cezar de AguiarEliezer da Silva Matos Diretor Tesoureiro – Luciano Flávio AndrianiRamiro Cardoso Representante da FIESC – Bárbara PaludoRepresentantes Institucionais Conselho ConsultivoTitulares EfetivosAri Oliveira Alano – Federação dos Trabalhadores nas Indútrias Metalúrgicas, Ângela Teresa Zorzo Dal PivaMecânicas e de Material Elétrico do Estado de SC Hans Heinrich BetheCélio Goulart – Governo do Estado de Santa Catarina Lurivam BortoliRodrigo Minotto – Ministério do Trabalho e Emprego Murilo Ghisoni Bortoluzzi Vilmar RadinSuplentes Ronaldo BenkendorfCarlos Alberto Baldissera – Federação dos Trabalhadores nas Indútrias Valter Ros de SouzaMetalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de SCAntônio Carlos Poletini – Governo do Estado de Santa Catarina SuplentesAlberto Caponi Causs – Ministério do Trabalho e Emprego Álvaro Schwegler Alceu Grade Celso Marcolin Eduardo SelemeDiretoria SENAI Heleny Mendonça Meister Maury Santos JúniorConselho Regional de Santa Catarina Orlíndio da SilvaPresidente – Glauco José Côrte Conselho FiscalVice-Presidente – Mario Cezar de AguiarRepresentante da FIESC – Helio Cesar Bairros Efetivos Ilton Paschoal RottaRepresentantes da Indústria José Suppi Marcus SchlösserTitularesCesar Augusto Olsen SuplentesSergio Augusto Carvalho da Silva Almir Manoel Atanázio dos SantosMaria Regina de Loyola R. Alves Marlene Pitt DulliusUlrich Kühn Roseli Steiner HangSuplentesCidnei Luiz BarozziOsvaldo LucianiVilmar RadinVincenzo Francesco Mastrogiacomo DESEMPENHO E PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA CATARINENSE 111
  • Rodovia Admar Gonzaga, 2.765 - Itacorubi - Florianópolis/SC - CEP 88034-001 Fone: (48) 3231-4651 - Fax: (48) 3231-4669 e-mail: cin@fiescnet.com.br www.fiescnet.com.br/cin
  • ANÁLISE DO COMÉRCIO INTERNACIONAL CATARINENSE 2012