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Fofoca - RH

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Matéria sobre os efeitos da fofoca no ambiente de trabalho. Publicada na edição de novembro da revista Supermercado Moderno

Matéria sobre os efeitos da fofoca no ambiente de trabalho. Publicada na edição de novembro da revista Supermercado Moderno

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    Fofoca - RH Fofoca - RH Document Transcript

    • 89 RH Supermercado moderno • novembro 2010 Por Fernando Salles | salles@lund.com.br | Fofocas Elas podem contaminar sua empresa Sabe da última? Nem queira. Boataria cria mal-estar na equipe, derruba a produtividade e quebra a confiança entre empresa e O funcionários. boato surgiu após conflito em uma negociação de pro- causado problemas à carreira do dutos. O comprador da área gerente. Isso só não aconteceu se negava a incluir no sorti- porque ele agiu rápido: ao saber mento itens de um deter- da fofoca, convocou uma reunião minado fornecedor. Atento com o diretor, o comprador que ao crescimento de mercado inventou a história e um repre- do fabricante, o gerente da loja, que também tinha sentante da indústria. “O forne- autonomia para comprar, não aceitou a decisão e fez cedor explicou que o valor do pe- o pedido pessoalmente. Demorou poucos dias até o dido ficava em torno de R$ 3 mil contrariado comprador começar a espalhar que o co- e mostrou que saria no prejuízo lega havia recebido dinheiro para colocar os itens na se tivesse de me pagar R$ 1,5 mil”, loja. Era mentira, mas a riqueza de detalhes da histó- conta a vítima da fofoca. Com a ria convenceu alguns funcionários de que o gerente mentira desmascarada, a atitude embolsara R$ 1,5 mil, como garantia o fofoqueiro. do comprador foi negar envolvi- Na época, a maldade do comprador poderia ter mento no boato. Semanas depois,
    • 90 | RH | Supermercado moderno • novembro 2010 FoFoca porém, foi demitido por outras ComuniCação interna: falhas de conduta. mais transparência, menos fofoca A história é real e aconteceu em um supermercado de São Paulo. “A fofoca é inerente ao ser humano e as empresas Para evitar constrangimentos, pre- nunca conseguem eliminar 100%, mas há possibili- servamos os nomes das pessoas e dade de amenizar o problema”, avisa Rudney Perei- das empresas envolvidas. Pode ser ra Júnior, gerente de projetos do Grupo Foco, em- por maldade – como no exemplo presa com atuação em diversas áreas de recursos acima –, por perfil comportamen- humanos. Uma alternativa é adotar comunicação tal, imaturidade ou até ansiedade, clara e transparente. O esforço é importante sem- o fato é que espalhar boatos é co- pre, mas fundamental em situações de transição, mum no ambiente de trabalho e como fusões e aquisições, mudanças no controle pode gerar problemas no relacio- acionário ou troca de parte da equipe. Pela ansieda- namento entre funcionários, além de que causam, ocasiões assim são fontes inesgotá- de diminuir a confiança na compa- veis de boatos, daí a importância de agir para mini- nhia, quase sempre com impactos mizá-los. Para isso, a recomendação é comunicar negativos na produtividade. tudo o que for possível, sem privilégios. “Com to- dos munidos das mesmas informações, o clima de medo e insegurança tende a diminuir”, afirma. comunique com transparência. ¬ Gestor deve aGir Se todos tiverem a mesma Papel do líder é evitar mal-entendidos informação, o boato desaparece Mas as fofocas não aparecem apenas nos períodos de mudança. Pequenas intrigas do dia a dia podem de- sunir equipes e tirar o sono dos gestores. O desafio é agir antes que a situação fuja do controle. Um bom exemplo vem do mesmo gerente envolvido no episó- dio relatado no início da matéria. Depois do ocorri- do, ele aprendeu que uma fofoca não esclarecida pode causar diversos problemas. Por essa razão, age Mulheres levaM a faMa, Mas hoMens fofocaM Mais P elo menos a julgar por um estudo realizado no ano passado pelo instituto OnePoll, as mulheres têm motivos para reclamar da fama de campeãs absolutas quando o assunto é fofoca. A pesquisa ouviu cinco mil pessoas na Inglaterra e constatou que, em 22 dias, os homens gastaram quase nove horas a mais do que elas falando da vida dos outros. Entre os assuntos preferidos dos participantes do estudo do sexo masculino, aparecem histórias vividas por amigos e, claro, comentários sobre as mulheres. Elas, apesar do menor tempo destinado às fofocas, têm a língua mais ferina: criticam outras mulheres, comentam o peso das amigas e chegam até a dar pitacos na vida sexual de gente conhecida.
    • 92 | RH | Supermercado moderno • novembro 2010 FoFoca casos a saída pode ser procurar a direção ou a área de RH para conhecer a versão da companhia sobre o assunto e, com isso, desfazer qualquer mal-entendi- do. Líderes com dificuldade para enfrentar a situa- ção podem recorrer a cursos de gestão que incluam orientações sobre as melhores maneiras de lidar com questões comportamentais no ambiente de trabalho. saLÁrio dos outros Fofoqueiros adoram esse assunto Outro tema frequente nas fofocas é a questão salarial. DIvULGAÇÃo ‘Faço o mesmo trabalho que fulano, mas ganho me- nos’ é uma das frases mais recorrentes. Novamente, Pereira Júnior lembra que é ilusão pensar em elimi- nar totalmente a situação, no entanto uma gestão que valoriza a meritocracia e conta com um plano de car- gos e salários bem definido reduz constrangimentos. “Quando a fofoca tem objetivos Com uma certa dose de atenção, fofoquinhas do maldosos, precisa ser coibida. dia a dia podem ser minimizadas sem gerar trau- em casos assim, pode até ocorrer mas. No entanto, as empresas devem ficar ainda ¬ demissão do funcionário”. RUDNEY PEREIRA JÚNIOR, GRUPO FOCO mais atentas aos reincidentes nesse comportamen- to, sobretudo se os comentários prejudicarem al- guém. A pessoa que não consegue segurar a língua e acaba por jogar um colega contra o outro – ou mesmo contra o chefe –, precisa ter seu comporta- ao primeiro indício de boatos mal- mento coibido. “O gestor deve chamá-la, esclarecer dosos entre os colaboradores. Por que tal prática é inconcebível no ambiente de traba- lá, um dos comentários mais co- lho e exigir mudança”, aconselha o consultor. Se ela muns tem a ver com liberação para não vier, a demissão torna-se inevitável. folgas. “Para que ninguém diga Já para os funcionários que convivem com um que um colega foi privilegiado ao colega fofoqueiro, a dica é evitar espalhar o que folgar em um sábado, reúno a ouve, diz Luís Felipe Cortoni, diretor da LCZ, con- equipe e explico que ele só vai sair sultoria em desenvolvimento de pessoas. “Só há fo- porque trabalhou mais durante a foca se alguém estiver disposto a ouvir. Afastar-se semana para compensar”, diz. de quem espalha boatos maldosos é o melhor a fa- Essa atitude proativa também zer para não sair chamuscado”, garante. Veja, por- deve aparecer nos casos em que o tanto, se a curiosidade compensa os riscos de ouvir gestor toma conhecimento de fo- quem costuma abordá-lo com a sugestiva pergun- focas na equipe sobre assuntos ta: “Já sabe da última?” Sm fora da sua alçada, mas relaciona- dos à empresa. Segundo o gerente MAIS INFORMAÇÕES: Grupo Foco: www.grupofoco.com.br de projetos do Grupo Foco, nesses LCZ: (11) 5182-7779