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Conteúdos : Este critério, integra um conjunto de requisitos específicos dos conteúdos edependente deste. Middleton, 1999;...
Funcionalidade: Este critério pretende medir a forma como um utilizador pode localizarnum portal de conteúdos a informação...
Desenho de Web funcional e atractivo, adequada combinação de cores, formas e imagens,que facilitam a leitura dos conteúdos...
Uma dos aspectos a ter em conta na selecção dos REDs ou O.A. é a carga cognitivapotencial que o mesmo pode ter no aprenden...
Princípio da Coerência: refere-se à exclusão de palavras, imagens ou sons nãorelevantes para o assunto. Quanto mais simple...
No contexto da investigação sobre a forma de reduzir a carga cognitiva, Mayer & Moreno   (2003), é apresentado um modelo m...
Estas questões da sobrecarga cognitiva levantadas pelos investigadores deveriam de ser tidasem conta no design dos Objecto...
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Notas qualidade e design multimedia

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  1. 1. Notas Qualidade e Design MultimédiaA utilização dos recursos educativos digitais ou de Objectos de aprendizagem, tem comoporta de entrada tipicamente um portal temático. Nesse enquadramento tanto o portalcomo o próprio Recurso em si deverá formar um todo com critérios de qualidade que seencontram já definidos na literatura.Existe uma experiência relativamente a este assunto em outros países, nomeadamente emInglaterra (TEEM), França (RIP), Portugal (SACAUSEF), Estados Unidos (WEB-MAC).De acordo com a literatura, existem critérios para que um determinado recurso sejareconhecido um Recurso Educativo Digital de qualidade.A avaliação destes recursos é no entanto variável dependendo do Recurso Educativo emanálise.No caso de utilização destes recursos em bibliotecas digitais deverá ter-se em conta aMicronavegação, que analisa todos os aspectos relativos à navegação interna nos própriosconteúdos (Clauson, 1999), assim como a Macro navegação, esta relacionada com aligação do sítio ao exterior, e a visibilidade do mesmo relativamente á Web.De entre os critérios (Alexandre & Tate, 2000) podemos destacar a :Autoria : Parâmetro que permite identificar o responsável do portal, criando-se assim umsentido de credibilidade ao sítio , tendo para isso que se incluir como informação adicional:Uma descrição do autor e da organização a que pertence, informação sobre o currículoacadémico e profissional.Incluir inclusão do correio, uma declaração de princípios e intenções com a finalidade doportal.Algum tipo de logótipo que represente a instituição.Actualização : Este critério tem como referência a actualidade dos conteúdos avaliadosque existem no portal assim como a actualização dos mesmos. Deverá neste caso servalorizado indicadores tais como, A indicação da ultima data de actualização do portal, aindicação explicita da data de actualização dos conteúdos, a presença de informaçãoactualizada,a não existência de quebras de ligações Web .
  2. 2. Conteúdos : Este critério, integra um conjunto de requisitos específicos dos conteúdos edependente deste. Middleton, 1999; Zellouf, 2000 consideram os seguintes indicadores.Abrangência: Amplitude e nível de profundidade com que os conteúdos são abordados.Precisão, rigor e exactidão, os conteúdos devem de ser rigorosos , claros legíveis,correctamente formulados e devem de conter referências bibliográficas de acordo com otexto ou tema apresentado.Pertinência: Este critério encontra-se relacionado com a utilidade e validade dosconteúdos contidos no portal.Objectividade: Deverá comprovar qual o nível de dependência ou de ausência de qualquerindicação de carácter comercial, religioso ou politico. Tem de se conhecer a perspectiva daautoria dos conteúdos face à proliferação de técnicas de marketing embebido nas páginasatravés dos vários operadores de Internet.Relativamente ao critério de acessibilidade, critério que obriga a que o portal tenha acapacidade de navegado por pessoas com algum grau deficiência, nomeadamenteincapcidade física, a nível auditivo e visual .Os indicadores de acordo com (Lawrence, 1999, Pinto e tal, 2004) são os seguintes:Desenho compatível com os diferentes navegadores de Internet e diferentes resoluções deecran.Verificação da existência de distorções da visibilidades das páginas do sítio web, utilizandonavegadores de mercado que tenham expressão em quantitativa de utilização.Cumprimento da norma WAI (Web Accebility Initiative) . Este critério passou a serobrigatório a partir de 2007 de acordo com a lei sobre sítios públicos.Interactividade de utilização, nomeadamente a possibilidade de gravar, exportar eimprimir dados.Existência de ajuda para o utilizador do portal.Presença de outras Línguas dos conteúdos do portal.
  3. 3. Funcionalidade: Este critério pretende medir a forma como um utilizador pode localizarnum portal de conteúdos a informação de seu interesse, de forma rápida. De acordo com(Alexandre & Tate 1999) deve de ser criada:Estrutura lógica de conteúdos, organizada através de uma forma de tabela de conteúdos,menu hierárquico, ou outra organização para que o utilizador tenha a percepção de quaisos conteúdos mais relevantes existentes.A pertinência e a adequação dos títulos existentes de forma organizada de forma aproporcionar coerência e homogeneidade.Existência de um mapa hierárquico com todas as ligações activas.A existência de um sistema de pesquisa de conteúdos apropriados.Existência de ferramentas de personalização.NavegabilidadeRefere-se à facilidade com que o utilizador navega nas páginas que compõem o portal deforma à localização da informação e orientação do utilizador.Deve-se valorizar osseguintes indicadores(Holmes, 2002)Presença de menu de conteúdo de forma sempre visível, e ser possível sempre o mesmolugar e em cada página que compõe o portal.Presença de botões de navegação que permita ao utilizador utilizar o portal de formalógica.Simplecidade no uso dos percursos de navegação e de fácil acesso às ferramentas.DesenhoNeste caso valorizam-se as várias questões relacionadas com o aspecto físico e aergonomia, que fazem com que o portal possa ser um recurso digital agradável à vista efácil de ler.Neste aspecto os indicadores referidos são:
  4. 4. Desenho de Web funcional e atractivo, adequada combinação de cores, formas e imagens,que facilitam a leitura dos conteúdos, Desenho da informação textual de forma a ter umaleitura fácil .Homogeneidade de estilo e formato em todas as páginas do conteúdo.Avaliação de qualidade de recursos electrónicos com fins pedagógicos existem váriosmétodos de análise, existe o método misto em que o especialista tem um peso de 80% e outilizador de 20% na relação de avaliação do recurso educativo digital. Um outro método(CTLO, 2005) é o da utilização de investigação acção, com a análise dos Objectos deAprendizagens através de questionários após a aplicação e consequente melhoria deacordo com o feedback recebido dos alunos.De acordo com Costa,F. , existe um outro critério de avaliação dos conteúdos On-Line eque tem a ver com a aprendizagem dos alunos . Neste critério um dos métodos deverificação da qualidade do conteúdo, tem a ver não só com as questões de ordemtécnica, mas sim como foi concebido do ponto de vista do currículo, tendo em conta ocontexto escolar os níveis de escolaridade.De entre estes critérios destacam-se:As tarefas propostas que promovem de forma interactiva, a actividade intelectual noaluno, em especial, o raciocínio, a reflexão critica e a criatividade.Se o recurso engloba tarefas que promovam as actividades colectivas de aprendizagem emtermos de comunicação e da construção do conhecimento.Se o recurso apresenta relativamente à avaliação, dispositivos de auto-avaliação e auto-regulação da aprendizagem.A forma como é concebido o recurso educativo ou o Objecto de aprendizagem deverátambém reger-se por critérios que têm a ver com a carga cognitiva que os mesmosrepresentam, devido ao seu design.Teoria da Carga Cognitiva
  5. 5. Uma dos aspectos a ter em conta na selecção dos REDs ou O.A. é a carga cognitivapotencial que o mesmo pode ter no aprendente.Partindo do princípio que existe toda a informação necessária e que a mesma seencontra disponibilizada de uma forma transparente, seja através de livrarias digitais ouportais educativos ou através de outra qualquer estrutura, é necessário ter emconsideração o grau de carga cognitiva presente no REDs ou O.A. escolhido e em quecontexto o mesmo será aplicado em sala de aula.Segundo Sweller (2005), em alguns ambientes, existem factores que podem distrair oaprendente e causar um impacto negativo no processo de aprendizagem, resultandonuma sobrecarga cognitiva. Sendo a carga cognitiva um factor presente na iteração entreHomem e computador (HCI), torna-se importante ter o conhecimento básico da suaexistência de modo a se escolher um recurso que apresente uma carga reduzida e quepossa maximizar o processamento da transferência do que se pretende ensinar.A Teoria da Carga Cognitiva defende que a elaboração de materiais didácticos, comespecial enfoque aqueles que utilizam multimédia, deve seguir alguns princípios deDesenho e concepção de modo a diminuir a sobrecarga cognitiva do aprendente. Deacordo com Mayer (2002) foram definidos os seguintes Princípios:Princípio de Representação Múltipla: os aprendentes aprendem melhor quando secombinam texto e imagens, do que se utilizarem apenas texto.Princípio de Proximidade Espacial: esse princípio diz respeito à proximidade de texto eimagens, quando texto e imagens correspondentes ou relacionadas se encontrampróximas em vez de afastadas, existe uma melhor aprendizagem.Princípio da Não Divisão ou da Proximidade Temporal: nesse princípio a apresentaçãode texto e imagens é realizada simultaneamente em vez de forma sequencial. Este factouma vez que a apresentação de um texto e de uma animação no mesmo espaço do ecrãdivide a atenção do aprendente.Princípio das Diferenças individuais: sabe-se que aprendentes com maior nível deconhecimento, sobre um determinado assunto e com grau maior de orientação espacialpossuem maiores condições de organizar e processar seu próprio conhecimento aointeragir com o assunto relacionado.
  6. 6. Princípio da Coerência: refere-se à exclusão de palavras, imagens ou sons nãorelevantes para o assunto. Quanto mais simples e objectiva for à apresentação doconteúdo, mais livre ficará a memória de trabalho para processar um número maior deconhecimentos.Princípio da Redundância: nesse princípio, ressalta-se que o uso da animação enarração, quando usadas simultaneamente no processo de ensino, potencia oconhecimento, actuando de forma diferente de quando usadas separadamente.Alguns dos problemas que alguns dos R.E.D. ou O.A., apresentam são a carga cognitivaexterna, que é a carga cognitiva relacionada com a criação do recurso, causada pelasobreposição de texto e a narração do mesmo, existindo assim simultaneidade dos doiscanais, auditivo e visual o que segundo a teoria da carga cognitiva, causa umasobrecarga cognitiva. Existindo em simultâneo os dois canais de percepção (visão eaudição) ao mesmo tempo e com informações redundantes, interferindo negativamenteno processo de aprendizagem. Também se verificou a presença de sobrecarga, causadapela narração contínua de actividades, ou seja, a narração não é interrompida quando éseleccionada outra actividade, ficando a narração da actividade anterior como pano defundo de outra actividade, o que pode causar confusão no aprendente.Em alguns recursos educativos digitais no entanto a carga cognitiva é intrínseca, ouseja, relacionadas com o conteúdo apresentado, pois, em alguns casos, existe umexcesso de informações redundantes.A carga cognitiva interna, acontece devido ao conteúdo em si. Neste caso poderáocorrer que o O.A. ou Recurso de aprendizagem não possa ser reduzido. Se for o casoMayer (2002) propõe que se deverá proceder à segmentação da apresentação.Segundo Mayer (2002), a redução da carga em decorrente da utilização de dois canaisde percepção ocorre apenas quando a informação não é redundante, pois se issoacontecer a carga cognitiva aumenta. Quando se faz o uso de dois canais de percepçãoem simultâneo, por exemplo, uma imagem e a narração de um texto em simultâneo.No plano da aprendizagem multimédia (aprendizagem a partir de palavras - escritas ounarradas, e de imagens - estáticas ou dinâmicas) existe uma relação entre a aprendizagemsignificativa e a carga cognitiva.
  7. 7. No contexto da investigação sobre a forma de reduzir a carga cognitiva, Mayer & Moreno (2003), é apresentado um modelo mental de como funciona um sistema que permite a aprendizagem. De acordo com estudo realizado existem três pressupostos (assumpções) fundamentais: Canal Duplo - Os seres humanos possuem sistemas (canais) separados para processarem material verbal e material pictórico. Capacidade limitada - Cada canal é limitado na quantidade de material que pode ser processado de cada vez. Processamento activo – A aprendizagem significativa envolve processos cognitivos incluindo a construção de conexões entre as representações verbais e pictóricas. Os autores do artigo em análise identificaram três tipos de exigências/necessidades cognitivas a considerar no processo de aprendizagem utilizando recursos multimédia:O Processamento essencial diz respeito aos processos cognitivos requeridos para dar sentidoao material apresentado (seleccionar palavras e imagens, organizar palavras e imagens eintegrar palavras e imagens tendo em conta o conhecimento prévio), representadoesquematicamente na figura seguinte: Fig. 2 – Representação do processamento essencial - Mayer & Moreno 2003Processamento incidental (acessório) refere-se aos processos cognitivos que não sãorequeridos para dar significado ao material apresentado mas são despoletados pelo design doambiente ou da tarefa de aprendizagem.Retenção temporária de representações mentais na memória de trabalho (representaçõessuspensas, em transito...) processos cognitivos que mantém temporariamente asrepresentações mentais na memória de trabalho.
  8. 8. Estas questões da sobrecarga cognitiva levantadas pelos investigadores deveriam de ser tidasem conta no design dos Objectos de aprendizagem e nos recursos educativos.Fernando Rui Campos – vários autores, 16-01-2011MAYER, Richard. Multimedia Learning. Cambridge: Cambridge University Press.2001.MAYER, R., Moremo, R.(2003) Nine Ways to Reduce Cognitive Load in Multimedia Learning, Educational Phsychologist , 38, pag.43-52 .SWELLER, John. (2003).Cognitive Load Theory: A Special Issue of educationalPsychologist”. LEA, Inc,SWELLER, J.; MERRIENBOER, J. Cognitive Load Theory and Complex Learning:Recent Developments and Future Directions. Educational Psychology Review, V.17,N.2, June 2005.

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