• Like

Loading…

Flash Player 9 (or above) is needed to view presentations.
We have detected that you do not have it on your computer. To install it, go here.

Apresentação possibilidades e limites do conhecimento huma

  • 6,481 views
Uploaded on

 

More in: Technology
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
6,481
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
24
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Possibilidades e Limites do Conhecimento Humano. Realizado pelo Professor: Joel José Félix Miranda. 17 de Novembro de 2005
  • 2. INTRODUÇÃO. O presente trabalho surge no âmbito da proposta apresentada pela docente da disciplina de Filosofia das Ciências e Epistemologia Genética IV, tendo por tema “Possibilidades e Limites do Conhecimento Humano”.
  • 3. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Antes de procedermos à apresentação do presente trabalho recordamos o poema do Professor Manuel Sérgio (1972) extraído do livro “Uma Ligeira Brisa no Tempo”: “ Quando fores livre e te sentires cativo Com o peso dos mundos inventados Inventa a liberdade de seres vivo Noutros Mundos por ti anunciados”
  • 4. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Possibilidade – s.f., qualidade do que é possível; oportunidade; posses; rendimento; capacidade. Limite – s.m., linha que estrema superfícies ou terrenos contíguos; marco; baliza; raia; fronteira; terreno; meta. Humano – adj. (do lat. humanu), próprio do Homem; relativo ao Homem em geral; o conjunto dos homens. Conhecimento – s.m., faculdade de conhecer; relação directa que se toma de alguma coisa; noção; informação; experiência; pessoa com quem se tem relações.
  • 5. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. O conhecimento acompanha o homem hodierno e como nos diz Morin (1995: 39): “não procurei o conhecimento enciclopédico, mas sim o conhecimento enciclopedizante, que põe num ciclo os conhecimentos disjuntos para que eles ganhem sentido ligando-se uns aos outros. É esta vontade de ligar que por si mesma fez emergir, e depois desenvolver-se, o pensamento complexo”. Isto é, o conhecimento constrói-se através do conhecimento das partes que depende do conhecimento do todo como o conhecimento do todo depende do conhecimento das partes.
  • 6. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. O conhecimento funciona como um «corpo vivo», suporta-se em linguagens, adapta-se, expande-se, redefine-se, eventualmente é ultrapassado e cai em desuso. O conjunto de conhecimentos que constitui uma disciplina não é nunca um edifício acabado, imutável, eternamente eficaz. Ele é influenciado pelo contexto em que se joga a sobrevivência nessa época. «Por isso, a ciência, que é dotada de uma identidade processual e de um objecto global único, aparece aos nossos olhos de hoje como um vastíssimo corpo de várias disciplinas, subdisciplinas e especialidades, abarcando um campo cognitivo imenso. Este campo, de um “tamanho” a perder de vista, foi, no entanto, criado pela actividade dos nossos antepassados e é recriado , mantido e afinado pela actividade dos nossos contemporâneos» (Caraça, 2002: 57).
  • 7. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. O conhecimento humano necessita então de inúmeras comunicações: - entre os receptores sensoriais e o mundo exterior; - sobretudo no interior do aparelho neurocerebral; - entre os indivíduos; o que origina e multiplica os riscos de incerteza e de erro.
  • 8. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Ora, o maior contributo do conhecimento do séc.xx foi o conhecimento dos limites do conhecimento, pois constitui uma aquisição capital para o conhecimento. Indica-nos que o conhecimento dos limites do conhecimento faz parte das possibilidades do conhecimento e realiza essa possibilidade, sendo que o mistério do real não é esgotável pelo conhecimento. A maior certeza que nos deu é a da não eliminação de incertezas, não só na acção, mas no conhecimento.
  • 9. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Por exemplo, a teoria de Darwin revolucionou definitivamente o modo como o mundo científico e o homem de maneira geral compreendem a existência da vida no planeta. Sabemos todos há muito tempo que sabemos muito pouco. Qualquer descoberta de ordem científica ou materialista é, pelo menos, um passo em frente. Conhecemo-nos hoje melhor que há cem anos? A resposta é incerta. Calculamos que nos conhecemos “mais”. O percurso é a regra e a meta a possibilidade.
  • 10. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Parafraseando o poeta Salah Stétie (cit. por Morin, 2001), “ o único ponto quase certo no naufrágio (antigas certezas absolutas) é o ponto de interrogação”. Já como dizia Heraclito (cit. por Morin, 2001), “ se não esperas o inesperado, não o encontrarás.” É pois necessário preparar-mo-nos para o nosso mundo incerto e esperar o inesperado!
  • 11. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. A condição humana, desta forma, está marcada por duas grandes incertezas: a incerteza cognitiva e a incerteza histórica . Existe no conhecimento três princípios de incerteza cognitiva: 1º- Cerebral: o conhecimento nunca é um reflexo do real, mas sempre uma tradução e reconstrução, o mesmo é dizer contendo risco de erro. 2º- Psíquico: o conhecimento dos factos é sempre tributário da interpretação. 3º- Epistemológico: decorre da crise dos fundamentos de certeza em filosofia (a partir de Nietzsche) depois em ciência (a partir de Bachelard e Popper).
  • 12. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Vejamos o que escreve Popper (1989: 18): “O conhecimento não é a procura da certeza. Errar é humano – todo o conhecimento é falível e, consequentemente, incerto. Daí decorre que devemos estabelecer uma distinção rigorosa entre verdade e certeza. Afirmar que errar é humano significa que devemos lutar permanentemente contra o erro e também que não podemos nunca ter a certeza de que, mesmo assim, não cometemos nenhum erro”.
  • 13. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. E mais à frente diz: “Uma falha que cometamos – um erro – no domínio da ciência significa, em substância, que consideramos como verdadeira uma teoria que não o é (acontece muito mais raramente considerarmos falsa uma teoria que é verdadeira). Combater a falha, o erro, significa, pois, procurar uma verdade mais objectiva e fazer tudo para detectar e eliminar tudo o que é falso. É esta a função da actividade científica. Poder-se-á dizer igualmente que o nosso objectivo, enquanto cientistas, é a verdade objectiva – mais verdade [...] uma verdade mais inteligível. A certeza não pode constituir a nossa meta, numa perspectiva de razoabilidade. Ao reconhecermos a falibilidade do conhecimento humano, reconhecemos simultaneamente que nunca poderemos estar completamente seguros de não termos cometido algum erro. O que pode ser formulado do seguinte modo: existem verdades duvidosas – inclusivamente proposições verdadeiras por nós consideradas falsas – mas não existem certezas duvidosas”.
  • 14. Tudo é falível, tudo o que é humano é incerto. Todo o conhecimento imediato é abstracto. O homem é um ser complexo e a grande categoria que emerge da complexidade é a incerteza. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CONHECIMENTO HUMANO. Por outro lado, a incerteza histórica concerne ao carácter intrinsecamente caótico da história humana marcada por criações fabulosas e destruições irremediáveis.
  • 15. Após a elaboração do presente trabalho podemos concluir: que conhecer é produzir uma tradução das realidades do mundo exterior, pois somos co-produtores do objecto que conhecemos, cooperamos com o mundo exterior e é esta co-produção que nós dá objectividade do objecto, ou seja somos co-produtores do objecto e da objectividade; que o pensamento contemporâneo é o reflexo de um mundo em crise pronunciada, crise complexa, multidimensional, cujas facetas afectam todos os aspectos da nossa vida – a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio ambiente, da economia, tecnologia, política, crise das ciências e das artes, crise proveniente das classes e das nações, sendo uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; que a pergunta é a forma suprema do saber e que para a mente humana o certo será sempre penúltimo e o último será sempre incerto; que de facto uma das verdadeiras conquistas do espírito humano, é a de nos colocar em condição de enfrentar as incertezas e mais globalmente o destino incerto de cada indivíduo. Então o que fazer para enfrentar a incerteza? Fazer convergir vários ensinos, mobilizar várias ciências e disciplinas para aprender a enfrentar a incerteza… Em Jeito de Conclusão…
  • 16. Caraça, João (2002): “Entre a Ciência e a Consciência” . Campo das Letras, Porto. Dicionário da Língua Potruguesa (1998). 1ª Edição; Porto Editora. Morin, Edgar (1995): “Os Meus Demónios” . Publicações Europa - América, Lisboa. Morin, Edgar (2001): “Introdução ao Pensamento Complexo” . Instituto Piaget, Lisboa. Popper, Karl (1989): “Em Busca de um Mundo Melhor” . Editorial Fragmentos, Lisboa. Bibliografia