Quero Arch! (Parte 1)
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    Quero Arch! (Parte 1) Quero Arch! (Parte 1) Document Transcript

    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Mamãe, quero Arch! (parte 1) Autor: Xerxes Lins <xerxeslins at gmail.com> Data: 23/09/2009 O que esperar deste artigo? Este artigo oferece instruções para que você, usuário iniciante, mas não leigo, consiga configurar o Arch Linux para que ele atenda as necessidades de um usuário doméstico. O artigo possui instruções que o ajudarão na instalação, personalização e configuração do Arch Linux com o uso do ambiente Gnome. Ao final das instruções ele deverá se parecer com isto: Além dessas instruções, você encontrará um pouco de informação geral sobre o Arch Linux para ter um conhecimento básico sobre sua história e seu funcionamento. Vamos lá! Não custa nada testar uma distro nova. A experiência pode ser divertida! =D Puxando o saco Arch Linux é uma excelente distribuição Linux. Particularmente, adoro o fato dela ter sempre as versões mais atualizadas dos aplicativos. Os pacotes estáveis do Arch costumam ser até mais atualizados que os pacotes instáveis do Debian. Isso significa que ele é muito mais atualizado que qualquer distribuição baseada em Debian, seja ela Ubuntu ou sidux. Arch Linux costuma estar entre as distros mais "evoluídas".
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Evolução das distros (imagem de 22/09/2009) O fato do Arch ser super atualizado não significa que ele seja instável, pois os pacotes são testados (provavelmente não tanto quanto os pacotes Debian, mas o suficiente) e apenas quando são considerados estáveis, eles são adicionados aos repositórios. Opcionalmente você pode usar também os pacotes que estão em fase de teste - nesse caso sim, o Arch se tornará instável. Outro diferencial do Arch Linux em relação à grande maioria das distribuições é que ele é "rolling release". E que diabos é isso? Bem, se você tem o Ubuntu ou outra distribuição comum, basicamente precisará baixar outro CD e reinstalar o sistema após um período de tempo, por exemplo, a cada seis meses, quando uma nova versão é lançada. Sinceramente, não gosto disso. Sim, dá para tentar fazer upgrade, mas isso é algo pouco prático e pode não funcionar perfeitamente. Todas as distribuições que funcionam dessa maneira recomendam reinstalar o sistema do zero ou então seguir algum tipo de manual ou tutorial para fazer o upgrade da nova versão (sem garantias de que funcione), sem falar que de qualquer maneira é preciso fazer o backup dos seus arquivos pessoais para não correr riscos. Então sempre é trabalhoso. Já o Arch Linux você só instala uma vez. Atualiza o sistema e segue atualizando indefinidamente, sem precisar baixar outro CD e reinstalar o sistema. Muito mais prático. Isso é uma distribuição "rolling release", pois tem "lançamento constante". Algumas distribuições são "rolling release" apenas em determinadas versões. Por exemplo, a versão Unstable (instável) do Debian e a versão Current (corrente, atual) do Slackware. Mais detalhes podem ser vistos nessa imagem:
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Rolling Release - en.wikipedia.org Arch Linux tem algo de comum com o Gentoo (mas calma, não desista do Arch ainda!), pois ambas são completamente "rolling release" e permitem grande personalização do sistema. Só que o Gentoo é mais complicado, muito mais. A instalação do Gentoo é mais demorada, menos prática, exige mais parâmetros de configuração e quase sempre é necessário que o usuário pesquise informações na internet até para fazer coisas banais como instalar um driver de vídeo (pois se o driver que você precisar estiver mascarado, e se você não sabe o que isso significa, é certo que você terá que dar uma googlada) ou seja, Gentoo não é uma distribuição intuitiva. No Gentoo, dependendo do que você instalou e como instalou, se der um comando para atualizar todo o sistema ele pode ficar inutilizável! Claro que usuários experientes sabem evitar esses problemas, mas o foco aqui é o usuário iniciante, mas não completamente leigo. Já no Arch Linux não há risco de "quebrar" o sistema usando o comando para atualizar. Pode mandar atualizar tudo sem medo. Ele não é melindroso como o Gentoo. O Arch Linux também tem algo de Slackware. Ele é simples. Os serviços seguem o modelo BSD . O diferencial em relação ao Slackware é que o Arch
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] possui um gerenciador de pacotes mais poderoso, é muito mais atualizado e além disso possui uma maior variedade de pacotes. Mas o Arch só tem coisa boa? Não! Claro que não. Toda distribuição tem suas vantagens e desvantagens. Para começar, Arch Linux não possui ferramentas gráficas de configuração! (não desista do Arch, por favor!), só que seguindo este artigo você não precisará se preocupar com isso, pois toda informação necessária para configurar o Arch em desktops será servida a você de forma prática e rápida. Não há grande quantidade de pacotes para Arch, assim como existe para Debian e Fedora, porém a quantidade é suficiente para a maioria dos usuários. Opcionalmente é possível estender a lista de pacotes usando pacotes comunitários. Outro detalhe, Arch não funciona em computadores antigos. O computador precisa ser no mínimo Pentium II (i686), ou equivalente. Para obter essa informação basta olhar aqui: i686 Processadores Intel Pentium Pro Pentium Pro Pentium II Pentium II Pentium III Pentium III Celeron Celeron Pentium M Pentium M Xeon Xeon Pentium D Pentium D Core Essência AMD Athlon XP Athlon XP Duron Duron Sempron Sempron Turion Turion Fonte: I686 - pt.wikipedia.org
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Certo, Pentium II já está meio ultrapassado, mas estou dizendo isso porque tem gente que gosta de aproveitar PCs realmente velhos colocando Linux neles. Se for esse seu caso, talvez seja bom escolher outra distribuição para esse fim específico. Por fim, como foi dito antes, o Arch vem "pelado", do mesmo modo que o Gentoo. Como assim? No Ubuntu, por exemplo, após a instalação você tem o sistema completo e pronto para uso; já no caso do Arch não, você terá que "montar" o sistema instalando os programas que você quer (mas não desista do Arch! Aguente mais um pouco!). Mas o fato do sistema vir "pelado" não é tããão desvantajoso, pois ele sempre será montado com os pacotes mais atualizados logo de primeira. Uma comparação mais detalhada entre o Arch e outras distros pode ser vista de forma imparcial aqui (em inglês): Arch compared to other distros - wiki.archlinux.org P.S.: Caro leitor, a comparação do Arch Linux com outras distribuições nesta página não foi feita com intenção de dizer que o Arch Linux é a melhor distribuição, nem foi com a intenção de dizer que as outras distribuições não prestam. Eu admiro o Gentoo, o Slackware, Debian, Ubuntu e outras... Apenas relatei os MEUS motivos pessoais para preferir o Arch. Mais importante que discutir qual é a melhor distribuição é divulgar informações, opiniões e conteúdo sobre o Linux. Era uma vez... Era uma vez um desenvolvedor de software canadense metido a guitarrista. Seu nome era Judd Vinet. Judd Vinet gostava da simplicidade
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] da distribuição Slackware Linux e do minimalismo do CRUX Linux. Inspirado um pouco em cada uma, ele criou a distribuição Arch Linux do zero, "from scratch". Judd era adepto do princípio KISS, mas sentia falta de um gerenciador de pacotes poderoso para seu uso, por isso criou o Pacman (Package manager - gerenciador de pacotes). O resultado foi o surgimento de uma distribuição simples e elegante, de fácil configuração, atualização e manutenção. Arch Linux foi oficialmente lançado em 11 de março de 2002. Rapidamente o Arch Linux despertou o interesse de usuários de todos os níveis, mas principalmente o interesse de profissionais e estudantes. Grande parte do que o Arch é hoje se deve à ajuda dos membros da comunidade que passaram a contribuir de forma competente com o crescimento do projeto. Em 2007 Judd Vinet deixou o sua criação sob responsabilidade de Aaron Griffin e assim segue até hoje. Judd anunciou sua saída da liderança do projeto com as seguintes palavras (resumo): "Olá a todos, Eu pretendo renunciar à liderança do Arch Linux e passar a tocha. A razão para isso é que eu não tenho tempo para me dedicar ao papel de líder em um projeto do porte do Arch Linux. Ele exige um certo trabalho, ele precisa de alguma unificação, ele precisa de alguém no comando que tenha tempo para se dedicar. Este foi um projeto muito bem sucedido e eu gostaria de permanecer nele de alguma forma, mas não como o líder. Eu gostaria de passar a liderança para Aaron Griffin, também conhecido como Phrakture no IRC e nos fóruns. Embora eu ainda participe de discussões e de mais alguma coisa que puder fazer com meu escasso tempo, sinto que este é o momento de dizer adeus, ao menos como líder. Desenvolvedores e Comunidade: muito obrigado. Vocês ajudaram a construir algo que mudou minha vida de muitas formas. Temos muito do que se orgulhar.
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Obrigado a todos pelos últimos seis anos e aplausos para um futuro brilhante juntos. - Judd" Confira o post original e completo. Adquirindo o Arch e conhecendo os arquivos principais Para baixar a imagem do sistema (ISO ou img), acesse: download - archlinux.org As diferenças das "versões" são as seguintes: FTP (ou netinstall) - é a imagem que vem praticamente sem nada. Ideal para uma instalação completa pela internet. Core - é a imagem que vem com o mínimo dos pacotes básicos, permitindo que o sistema base seja instalado sem internet. Mas o fato de vir com alguns pacotes básicos não significa que vem pronto para uso, longe disso. Recomendo a versão FTP, a menos que tenha algum motivo especial para usar o Core. As duas versões exigem que se faça uso da internet para deixar o sistema pronto para desktop, mas a versão FTP garante os pacotes mais atualizados logo de início. Se seu sistema for 64 bits, é aconselhável baixar uma imagem x86_64. Para ter acesso aos servidores FTP do Brasil, acesse: ftp://ftp.las.ic.unicamp.br/pub/archlinux/iso/latest/ Baixe a imagem de sua preferência (via torrent ou não) e grave-a em um CDROM. Arquivos principais de configuração Antes de começar a instalação, alguma noção sobre a configuração do Arch
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Linux. Como é filosofia do Arch, não existe ferramentas de configuração do sistema. Você terá que editar alguns arquivos de texto. Mas é muito fácil! Ofereço uma visão rápida e geral sobre alguns dos principais arquivos: rc.conf - possui informações de configuração da hora, do teclado da rede, do idioma dos aplicativos e outros. fstab - arquivo de configuração dos pontos de montagem, ou seja, das partições, dos dispositivos (como DVD e CD) e etc. modprobe.conf - arquivo de armazenamento dos módulos do kernel que você quer que sejam carregados automaticamente. resolv.conf - arquivo de configuração do DNS. locale.gen - arquivo para escolha da codificação de caracteres. Para editar um desses arquivos basta usar um editor de textos qualquer, como por exemplo o Nano, que funciona no terminal. Ele é tão simples de usar como um Notepad do Windows. A única "dificuldade" é consultar os atalhos no rodapé. Observando os atalhos no rodapé você pode notar, por exemplo, que o comando para salvar o texto é "Ctrl+o" e para sair do editor é "Ctrl+x". Sacou? Existem outros arquivos de configuração. Esses são apenas os mais utilizados. Com o tempo, pela necessidade, você conhecerá os outros. Instalação e configurações iniciais AVISO: todo o processo de instalação e configuração do Arch Linux,
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] dependendo da sua conexão, poderá levar várias horas (mas todo o trabalho será compensando ao final). Por isso, não espere fazer tudo de uma vez, reserve um dia em que estiver mais folgado para começar. A instalação é simples. Basta realizar cinco passos: 1. Dar boot pelo CDROM e quando iniciar, teclar Enter. 2. Logar como root digitando "root" (sem aspas) e teclando Enter. 3. Configurar o teclado com o comando "km" e escolhendo a opção "i386/qwerty/br-abnt2.map.gz". 4. Iniciar o instalador com o comando "/arch/setup". 5. Seguir os passos do instalador. Pronto! A única "dificuldade" é seguir os passos do instalador linha a linha, de cima para baixo (a mudança de linha é automática). Creio que qualquer usuário mediano consiga prosseguir desse ponto. Por isso não entraremos e detalhes. Até porque existem ótimas fontes de informação que ensinam como se instala o Arch Linux (veja mais a baixo). Darei apenas algumas dicas. Obs.: Mas se você se sentir perdido, veja mais a frente como acessar o manual completo, em português, detalhado e ilustrado de instalação do Arch Linux. Algumas dicas Se você pretende usar todo o HD para o Arch Linux, sugiro escolher a opção de auto particionamento. Você só precisará escolher o sistema de arquivos para o diretório raiz e para o home. Ao escolher os grupos de pacotes para instalação, recomendo selecionar os dois: base e devel, para ganhar tempo. Após a instalação dos pacotes, será perguntado com que editor você deseja editar os arquivos de configuração. Nano é o mas fácil. Ao editar o rc.conf, toda configuração de rede e timezone já devem estar corretas (automaticamente). Você só precisará mudar a seguinte linha: LOCALE="en_US.UTF-8
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Para: LOCALE="pt_BR.UTF-8 No mesmo arquivo, mais em baixo, em "LOCALHOST", escolha o nome da sua máquina ao invés de deixar "myhost". Eu costumo colocar "archlinux". Não esqueça também de descomentar algum servidor espelho do arquivo mirrorlist, para habilitar um ou mais servidores. Eles serão usados pelo Pacman. No arquivo locale.gen, descomente as seguintes linhas: pt_BR.UTF-8 UTF-8 pt_BR ISO-8859-1 pt_PT.UTF-8 UTF-8 pt_PT ISO-8859-1 E como último lembrete, não esqueça de definir uma senha segura para o root (no final do menu) antes de voltar ao menu principal. Opcional: O o arquivo de configuração do GRUB, o menu.lst, já vem todo configurado, basta teclar Ctrl+x para fechar. Porém, se você fez uma instalação "dual boot", precisará descomentar a parte do menu do Windows. Opcionalmente você também pode adicionar o parâmetro "vga=773" (sem aspas) à linha correspondente ao kernel, para obter melhor resolução. Exemplo: # (0) Arch Linux title Arch Linux root (hd0,0) kernel /vmlinuz26 root=/dev/disk/by-uuid/b952d97b- abad-41b8-8fc8-709311608096 ro vga=773 initrd /kernel26.img # (1) Arch Linux title Arch Linux Fallback root (hd0,0) kernel /vmlinuz26 root=/dev/disk/by-uuid/b952d97b- abad-41b8-8fc8-709311608096 ro initrd /kernel26-fallback.img # (2) Windows
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] #title Windows #rootnoverify (hd0,0) #makeactive #chainloader +1 Material de ajuda para instalar o Arch Linux Para facilitar sua vida, caso se sinta perdido, ofereço alguns links úteis que descrevem o processo de instalação. Manual de instalação do Arch Linux, completo, ilustrado e em português: Guia de instalação - wiki.archlinux-br.org Vídeos de instalação do Arch Linux (em espanhol):
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Creio que essa ajuda seja mais que suficiente para que você instale o Arch Linux. Come-come e hora da diversão!
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Vamos falar um pouco sobre o Pacman... Não, não o jogo, o gerenciador de pacotes. =P O nome Pacman vem de "Package manager", gerenciador de pacotes. Infelizmente não existe interface gráfica oficial para ele, mas isso não chega a ser um problema de verdade. A comunidade criou duas excelentes ferramentas: Gtkpacman e Shaman, que funcionam como se fossem o Synaptic do Ubuntu ou o Yumex do Fedora. Gtkpacman Shaman
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Com o Pacman você poderá instalar todos os pacotes no sistema e o mantê-lo atualizado. Antes de começar a usar essa magnífica ferramenta, explicarei superficialmente o seu uso para que você tenha uma ideia. Sua sintaxe é simples: pacman <operações> [alvos...] Algumas operações para exemplificar: -h: mostra ajuda -V: mostra versão -Qi pacote: mostra informações sobre um pacote instalado -R pacote: remove o pacote -Ss palavra: procura por um pacote nos repositórios -S pacote: instala o pacote -Syu: sincroniza e atualiza o sistema Para mais comandos, acesse: Pacman (Português) - wiki.archlinux.org Conhecendo e usando o gerenciador de pacotes pacman Pacman - wiki.archlinux.org Viu como é simples? Não precisa ter medo da linha de comando. :) Hora da diversão Agora vamos à configuração... Como foi dito, o nosso objetivo é configurar o sistema para uso doméstico utilizando o ambiente gráfico Gnome. Após a instalação, inicie o sistema e logue-se como root. Sincronize com os servidores e atualize: # pacman -Syu Começaremos instalando alguns pacotes básicos:
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] # pacman -S xorg ttf-dejavu ttf-bitstream-vera ttf-ms-fonts alsa-lib alsa-utils alsa-oss gstreamer0.10-plugins hal dbus fam samba cups hplip Será perguntado se deseja instalar esses pacotes e outros mais (que são dependências). Responda "sim" pressionando "s" e depois "Enter". Após a instalação, configure a placa de som: # alsaconf Depois teste-a: # aplay /usr/share/sounds/alsa/Front_Center.wav Se estiver tudo ok, você pode configurar o volume do ALSA com o comando: # alsamixer Obs.: para sair do alsamixer, tecle Ctrl+c. E salvar a configuração com: # alsactl store Nosso trabalho está apenas começando. Iremos agora editar o arquivo rc.conf: # nano /etc/rc.conf Obs.: Lembra como se usa o Nano? É parecido com o Notepad do Windows, mas com os atalhos no rodapé que indicam a letra que deve ser pressionada junto com Ctrl. Na sessão DAEMONS, adicione algumas coisas, deixando como no exemplo (a parte em negrito): # --------------------- # DAEMONS # --------------------- # # Daemons to start at boot-up (in this order) # - prefix a daemon with a ! to disable it # - prefix a daemon with a @ to start it up in the background
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] # DAEMONS=(syslog-ng network netfs crond hal fam alsa samba cups stbd) Salve com Ctrl+o e saia com Ctrl+x. Esses são os servidores que iniciarão automaticamente com o sistema. Hora da diversão (parte 2) Agora instalaremos o ambiente gráfico Gnome e alguns aplicativos úteis: # pacman -S gnome gnome-extra firefox thunderbird pidgin brasero smplayer gtkpacman parcellite openoffice-pt-BR gvim aspell-pt_br gimp gdm gdm-themes archlinux-themes-gdm flashplugin mplayer-plugin gnome-system-tools numlockx Será perguntado se deseja instalar todo o conteúdo. Aí fica ao seu critério. Se você sabe o que escolher, escolha um por um os aplicativos, mas se quiser instalar logo um ambiente completo, basta responder "sim" pressionando "s" e depois "Enter" em todas as perguntas e aguardar o processo de download e de instalação. Se for sua primeira vez no Arch, sugiro instalar tudo. Agora instalaremos o driver da placa de vídeo. Considerando que você conhece o modelo da sua placa de vídeo, aí vão os comandos. Obs.: se você não usa placa de vídeo off-board, ou se não precisa usar driver de vídeo, pule essas instruções e vá para o subtítulo "Continuando...". Para os modelos mais antigos: # pacman -S nvidia-96xx nvidia-96xx-utils Para os modelos da série FX: # pacman -S nvidia-173xx nvidia-173xx-utils Para os modelos mais recentes: # pacman -S nvidia nvidia-utils Obs.: se ao instalar o driver de vídeo, você se deparar com uma mensagem de
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] conflito, não se preocupe, apenas exclua o outro pacote que está conflitando com o driver respondendo "sim" (teclando "s" e depois "Enter"). Agora crie o xorg.conf: # nvidia-xconfig Agora o bizu, vamos comentar duas linhas do xorg.conf, as que comandam o mouse e o teclado. Por que isso? Porque quem comanda o mouse e o teclado agora é o HAL. Sem essa modificação, o mouse e o teclado não funcionarão ao iniciar o ambiente gráfico. # nano /etc/X11/xorg.conf Section "ServerLayout" Identifier "Layout0" Screen 0 "Screen0" #InputDevice "Keyboard0" "CoreKeyboard" #InputDevice "Mouse0" "CorePointer" Salve e feche o arquivo. E se o driver for ATI? Tente: # pacman -S catalyst Para mais informações sobre driver ATI, acesse: ATI - wiki.archlinux-br.org Continuando... Ok! Você instalou os pacotes básicos, o ambiente gráfico, o driver de vídeo, configurou o xorg.conf. O que falta para começar a usar o sistema? Criar um usuário para o dia-a-dia, pois nós sabemos que o root não foi feito para isso, ele só serve para administrar o sistema. Para criar um usuário use o comando: # useradd -d /home/<usuário> -g users -G
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] video,audio,network,optical,storage,dbus,hal,stb-admin -m <usuário> Assim o usuário será criado já com os grupos mais usados. Depois defina a senha do seu usuário com: # passwd <usuário> Obs.: nos comandos citados, caso não saiba, você deve substituir "<usuário>" pelo nome do seu usuário. Exemplo: "passwd xerxeslins". Agora, antes de reiniciar o sistema, habilitaremos a tela de login (GDM). Edite o arquivo inittab: # nano /etc/inittab Mude o valor do "id" de 3 para 5 como mostrado a baixo: # Boot to console id:5:initdefault: # Boot to X11 #id:5:initdefault: No final do arquivo, comente a linha do XDM e descomente a do GDM, deixando assim: #x:5:respawn:/usr/bin/xdm -nodaemon x:5:respawn:/usr/sbin/gdm -nodaemon #x:5:respawn:/usr/bin/kdm -nodaemon #x:5:respawn:/usr/bin/slim > /dev/null Salve e feche o arquivo. Reinicie o sistema e faça login com o seu usuário recém-criado. Sua área de trabalho, nesse momento, deverá se parecer com isto:
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Teclado ABNT2, instalando / removendo novos pacotes e concluindo
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Configurando o teclado Apesar de você ter configurado o teclado anteriormente, aquela configuração não foi para o ambiente gráfico. Para que o teclado fiquei correto no Gnome, tecle "Alt+F2" e execute o seguinte comando: setxkbmap -model abnt2 br Para automatizar esse processo, configure-o para ser executado automaticamente em: Sistema -> Preferências -> Aplicativos de sessão Recomendo adicionar também: xset -b - para remover os beeps chatos numlockx on - para ligar o numlock automaticamente Aproveite para desmarcar o que você não usa, para não consumir memória em vão. Instalando mais pacotes O sistema está "pronto", mas e se você quiser instalar mais programas? Há dois caminhos para isso. Primeiro você pode ir no menu: Aplicativos -> Sistema -> Gtkpacman Será pedido a senha do root. Coloque-a e clique em Ok. Use o Gtkpacman para procurar por algum programa clicando no ícone da lupa. No mais, fuce para descobrir como ele funciona. Com o Gtkpacman você instala, remove, atualiza etc. Outro método, o qual estou mais habituado, é usando o Pacman no Terminal. Vá em:
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Aplicativos -> Acessórios -> Terminal Digite o comando: $ su Coloque a senha do root e tecle enter. Assim você estará logado como root. Para procurar por um aplicativo use o comando: pacman -Ss palavra Exemplo: # pacman -Ss hard Ele listará todos os pacotes que contém "hard" no nome. Para instalar um pacote: pacman -S nomedopacote Exemplo: # pacman -S hardinfo Para remover um pacote basta usar: pacman -Rscn nomedopacote Exemplo: # pacman -Rscn hardinfo Explicando os parâmetros: -R: remover o pacote -s: remover também as dependências do pacote se elas não estiverem sendo usadas por outro pacote -c: limpa o pacote do cache, ou seja, se quiser instalá-lo novamente, terá que baixá-lo de novo -n: remove os backups dos arquivos de configuração do pacote
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] Se quiser remover um pacote apenas, sem suas dependências, use: # pacman -Rd nomedopacote Com o tempo você pegará a "manha" e usará o Pacman com facilidade combinando parâmetros. Uma vez por dia, ou pelo menos uma vez por semana, use o comando: # pacman -Syu Para manter o sistema atualizado. Concluindo Não abordei tudo o que eu gostaria neste artigo, por isso resolvi dividi-lo em duas partes. Essa foi a primeira parte da série "Mamãe, quero Arch!". Com ela foi possível instalar o sistema básico e deixá-lo já pronto para uso. Mas a história não acaba por aqui. Na próxima parte será mostrado como instalar e usar os repositórios comunitários (AUR), como habilitar o sudo, sugestões de jogos, instalação e configuração do Compiz, instalação de impressora entre outros ajustes. Creio, no entanto, que essa primeira parte ofereceu o mínimo de informação para torná-lo apto a dar os primeiros passos com o Arch Linux em ambientes domésticos. Por favor comente, critique e repare erros. Abraço e até a próxima!
    • Mamãe, quero Arch! (parte 1) [Artigo] http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Mamae-quero-Arch-(parte-1) Voltar para o site