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Utilização da Gestão do Conhecimento nas Metodologias Ageis para Melhoria da Qualidade de Software
 

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As metodologias ágeis vieram com a proposta de flexibilizar a alegadamente engessada metodologia de desenvolvimento de software tradicional, focando nos indivíduos em detrimento de demasiados ...

As metodologias ágeis vieram com a proposta de flexibilizar a alegadamente engessada metodologia de desenvolvimento de software tradicional, focando nos indivíduos em detrimento de demasiados registros. Isso cria, e com razão, a ideia de que as metodologias ágeis não capturam o conhecimento gerado, fator imprescindível à qualidade do software. Iniciativas nesse sentido, como a XP
(eXtreme Programming), vêm ganhando espaço em cenários marcados por estarem voltados quase inteiramente aos clientes. Este trabalho procura preencher essa lacuna com a utilização da Gestão do Conhecimento, disciplina que está em crescimento.
Este artigo foi desenvolvido como forma de avaliação da matéria Qualidade de Software do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

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    Utilização da Gestão do Conhecimento nas Metodologias Ageis para Melhoria da Qualidade de Software Utilização da Gestão do Conhecimento nas Metodologias Ageis para Melhoria da Qualidade de Software Document Transcript

    • UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NAS METODOLOGIAS ÁGEIS PARA MELHORIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE Diego Armando de Oliveira Meneses Universidade Federal de Sergipe, Campus São Cristóvão Felipe José Rocha Vieira Universidade Federal de Sergipe, Campus São Cristóvão Roberto Pizzi Gomes Neto Universidade Federal de Sergipe, Campus São Cristóvão Resumo  As metodologias ágeis vieram com a proposta de flexibilizar a alegadamente engessada Palavras-chave  Qualidade de Software, metodologia de desenvolvimento de software Metodologia Ágil, Gestão do Conhecimento. tradicional, focando nos indivíduos em detrimento de demasiados registros. Isso cria, e com razão, a ideia de que as metodologias ágeis não capturam o 1. INTRODUÇÃO conhecimento gerado, fator imprescindível à qualidade do software. Iniciativas nesse sentido, como a XP Nos dias atuais muito se é falado sobre qualidade de (eXtreme Programming), vêm ganhando espaço em software, métricas, processos de desenvolvimento e cenários marcados por estarem voltados quase outros termos que tornam-se presentes no jargão dos inteiramente aos clientes. Este trabalho procura analistas de sistemas. A busca por metodologias que preencher essa lacuna com a utilização da Gestão do garantam o bom desenvolvimento do software, e por Conhecimento, disciplina que está em crescimento. Esta conseguinte a qualidade, é uma constante. Processos disciplina tem como objeto de estudo técnicas de bem definidos, atividades bem delineadas, papéis claros obtenção, armazenamento e distribuição de e documentação robusta compõem a estrutura de um conhecimento, o que tende a funcionar suprindo a bom projeto. suposta deficiência das metodologias ágeis, que não A eficácia na utilização destes princípios é comprovada burocratizam a maioria das formalidades. Como em várias áreas do conhecimento, áreas as quais os ferramentas para auxílio nesse esforço, este trabalho pesquisadores de desenvolvimento de sistemas ilustra a utilização da Web 2.0, que possibilita registrar consultaram para fortalecer suas ideias, unindo-as com a artefatos e mesmo as interações entre integrantes de experiência adquirida na produção de software, forma mais espontânea. construindo assim, bons materiais de referência. Ao observar estes materiais, percebe-se um grande foco Abstract  The agile methods came with the proposal no processo de desenvolvimento de software. Estrutura of easing the allegedly plastered traditional composta por pessoas, ferramentas e processos, onde as methodology of software development, focusing on duas primeiras são transitórias, e a última perdura pela individuals rather than too many records. They create, organização. Com isto, a indefinição dos processos and rightly so, the idea that agile methods do not podem debilitar a boa sequência do projeto. capture the generated knowledge, an important factor No entanto, neste processo não se pode minimizar a to the quality of software. Initiatives in this direction, importância das pessoas que compõem a equipe de such as XP (eXtreme Programming), are gaining space desenvolvimento de sistemas, pois elas são a força in settings marked by being directed almost entirely to motriz que possibilitam a construção do produto de customers. This paper seeks to fill that gap with the use software. Com esta preocupação, um grupo de of Knowledge Management, a discipline which is estudiosos se uniu e lançou o manifesto ágil, com growing. This discipline has as its object of study grande foco nas pessoas, pois colaboradores com techniques for obtaining, storing and distribution of qualidade e motivados, produzem com maior eficiência knowledge, which tends to work supplying the supposed e eficácia. weakness of agile methodologies, that not bureaucratise Muito se é discutido sobre qual dos dois focos é o mais most procedures. As a tool to aid in this effort, this work importante, a flexibilidade da metodologia ágil ou a illustrates the use of Web 2.0, which enables recording robustez do processo de desenvolvimento bem definido artifacts and even the interactions between members e documentado. As benesse de ambos são claras, mas more spontaneously. observamos falhas, na metodologia ágil, as vezes, a falta
    • de documentação dificulta o processo de manutenção Leidner, 1999). Mais recentemente, outros campos durante o ciclo de vida do software. Já no outro, começaram a contribuir para a investigação da GC; algumas situações acarretam uma sobrecarga de estas incluem meios de comunicação, ciência da documentação. computação, saúde pública e política pública. Este artigo tem o intuito de reduzir os problemas da Muitas das grandes empresas e organizações sem fins falta de documentação presente na metodologia ágil, lucrativos têm recursos dedicados aos esforços de GC tentando ao máximo absorver o conhecimento presente internos, muitas vezes como parte de seus nos colaboradores através de técnicas da gestão do departamentos de "estratégia de negócio", "tecnologia conhecimento com o apoio de ferramentas da baseadas da informação" ou "gestão de recursos humanos" nos princípios colaborativos da Web 2.0, buscando o (Addicott, McGivern & Ferlie, 2006). Também existem melhoramento da qualidade do processo e produto de várias empresas de consultoria que fornecem estratégia software. e aconselhamento sobre GC para essas organizações. O artigo está estruturado da seguinte forma: na seção 2 é Esforços em Gestão do Conhecimento normalmente apresentado o referencial teórico que serviu como ponto concentram-se em objetivos organizacionais, como inicial para o desenvolvimento do artigo, a seção 3 melhorar o desempenho, a vantagem competitiva, a mostrará como a metodologia ágil propicia a qualidade inovação, a partilha de lições aprendidas, integração e a do software e os pontos fracos dessa. Já na quarta seção, melhoria contínua da organização. Esses esforços o foco estará nas ações que podem ser tomadas para sobrepõem-se à aprendizagem organizacional e podem reduzir os pontos fracos na busca da qualidade, com a ser distintos do que por um maior enfoque sobre a apresentação de algumas ferramentas. O artigo é gestão do conhecimento como um ativo estratégico e finalizado com a conclusão e a apresentação de um enfoque no incentivo à partilha de conhecimentos. possíveis trabalhos futuros. Eles podem ajudar indivíduos e grupos a compartilhar 1.1 Trabalhos relacionados informações organizacionais valiosas, reduzir redundâncias de trabalho, evitar “reinventar a roda”, Parreiras e Oliveira (2004) avaliaram o impacto da reduzir o tempo de treinamento de novos funcionários, gestão de conhecimento em diferentes processos de manter o capital intelectual em meio à rotatividade de desenvolvimento de software. Já Black e Jacobs (2010) funcionários de uma organização e a adaptarem-se à usaram as ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0 mudança de ambientes e mercados (McAdam & para a melhoria da qualidade de software. Esta pode ser McCreedy, 2000) (Thompson & Walsham, 2004). alcançada através de metodologias ágeis, como demonstraram Namioka e Bran (2004), quando 2.1.1 Hierarquia DIKW aplicaram-nas num projeto de desenvolvimento e este A "hierarquia DIKW", também diversas vezes passou na auditoria ISO. conhecida como "Hierarquia de sabedoria", "Hierarquia Este trabalho objetiva ilustrar as metodologias ágeis e as de conhecimento", "Hierarquia de informações" e tradicionais; as primeiras marcadas pela valorização do "Pirâmide do conhecimento" (Rowley, 2007), refere-se conhecimento, contra a geração de artefatos vagamente a uma classe de modelos (Zins, 2007) para a institucionalizada pelas segundas. A apreensão do representação de supostas relações estruturais e/ou conhecimento apoia-se na Gestão do Conhecimento funcionais entre os dados, informações, conhecimentos auxiliada pelas facilidades oferecidas na Web 2.0. e sabedoria (do inglês: data, information, knowledge e wisdom, respectivamente). Normalmente informações 2. REFERENCIAL TEÓRICO são definidas em termos de dados, conhecimentos em termos de informação e a sabedoria em termos de Para o desenvolvimento da pesquisa foram compiladas conhecimento (Rowley, 2007). informações consideradas fundamentais e pertinentes ao assunto. Estas apontam a linha de raciocínio seguida e Nem todas as versões do modelo DIKW referenciam a estão estruturadas em quatro grupos: gestão do todos os quatro componentes (nas versões anteriores, conhecimento, Web 2.0, metodologias ágeis e qualidade não incluíam os dados, nas versões posteriores, omitiam de software. ou desvalorizavam a sabedoria), e alguns incluem componentes adicionais. Além de uma hierarquia e uma 2.1 Gestão do conhecimento pirâmide, o modelo DIKW também tem sido Gestão do conhecimento (GC) compreende uma série de caracterizado como uma cadeia (Zeleny, 2005) estratégias e práticas utilizadas em uma organização (Lievesley, 2006), como um quadro e como um para identificar, criar, representar, distribuir e permitir a continuum. adoção de ideias e experiências. Tais ideias e A apresentação das relações entre dados, informações, experiências abrangem conhecimentos, corporizadas em conhecimentos e, por vezes sabedoria em uma indivíduos ou incorporadas em processos ou práticas organização hierárquica tem sido parte da linguagem da organizacionais. ciência da informação durante muitos anos. Embora seja Uma disciplina estabelecida desde 1991 (Nonaka, incerto quando e por quem essas relações foram 1991), a GC inclui cursos ensinados nas áreas de apresentadas pela primeira vez, a ubiquidade da noção administração de empresas, sistemas de informação, de uma hierarquia incorporada a utilização do acrônimo biblioteconomia e ciência da informação (Alavi & DIKW como uma representação de forma abreviada
    • para a transformação dados-para-informação-para- modelos de desenvolvimento e modelos de negócios conhecimento-para-sabedoria. leves. O modelo DIKW é utilizado implicitamente, em Atualmente, já se consegue perceber o amadurecimento definições de dados, informações e conhecimento em da Web 2.0, pois muitos dos serviços que iniciaram este gerenciamento de informações, sistemas de informação “boom” foram adquiridos por grandes organizações, e literatura de gestão de conhecimento, mas houve como o Youtube e FeedBurner pelo Google e discussão direta limitada da hierarquia (Rowley, 2007). Del.icio.us e Flickr pelo Yahoo!, entre outros. Revisões de livros didáticos (Rowley, 2007) e um 2.3 Metodologias ágeis estudo de pesquisadores nos campos relevantes (Zins, Metodologias ágeis são coleções de metodologias de 2007) indicam que não há um consenso quanto às software, que seguem o mesmo princípio dos processos definições utilizadas no modelo e ainda menos na de desenvolvimento, onde estruturas conceituais são descrição dos processos que transformam os elementos criadas para a elaboração de um software eficiente e mais baixos na hierarquia em aqueles acima deles previsível. A diferença é que as metodologias ágeis têm (Rowley, 2007). o foco em iterações mais rápidas, simplificação do 2.2 Web 2.0 processo, menos centradas em documentação, e O termo Web 2.0, conhecido também como Web Social também, são caracterizadas como um antídoto contra a ou Web Colaborativa, não está caracterizado por novas burocracia (Fowler, 2005). especificações técnicas da Web. E sim, por ampliar as As metodologias ágeis devem ser analisadas não do formas de publicar, compartilhar e organizar ponto de vista de sua leveza, mas sim em sua natureza informações, aumentando a interação entre os usuários. adaptável e na sua tendência em colocar as pessoas em Isto descaracteriza uma nova versão da Web, na primeiro lugar. Para se alcançar essa agilidade é verdade, o que ocorreu foi uma nova visão da mesma necessário eficácia e eficiência, criando um equilíbrio (tabela 1), abrindo novas possibilidades, inexistentes entre nenhum processo e muito processo, provendo anteriormente. apenas o suficiente de processo para obter um retorno Web Web 2.0 razoável (Fowler, 2005). Complexidade Simplicidade Outras características que fazem parte das metodologias Audiência de Massa Nichos ágeis são: liderança, envolvimento das pessoas, Proteger Compartilhar melhoria contínua e tomada de decisões baseada em análise de dados e informações. Assinar Anunciar Depois do surgimento de algumas metodologias ágeis, Precisão Disponibilização Rápida com o intuito de firmar os princípios pregados por esta, Edição Profissional Edição pelo Usuário alguns especialistas em processos de desenvolvimento Discurso Corporativo Opinião Franca de software se reuniram, representando os métodos Scrum, Ken Schwaber e Mike Beedle, XP/Extreme Publicação Participação Programming, Kent Beck, entre outros, para criarem a Poucos Muitos Aliança Ágil. Tabela 1 – Características e tendências da Web 2.0, Com princípios em comuns compartilhados pelos comparando-as com a Web. Adaptação baseada em Bastos métodos ágeis, comentados acima, decidiu-se então (2007) estabelecer o “Manifesto Ágil” que valoriza os O'Reilly (2006), idealizador do termo Web 2.0, a define indivíduos e interações mais que processos e da seguinte forma: é a mudança para uma Internet como ferramentas, software em funcionamento mais que plataforma, e um entendimento das regras para oferecer documentação abrangente, colaboração com o cliente sucesso nesta nova estrutura. Entre outras, a regra mais mais que negociação de contratos, responder a importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os mudanças mais que seguir um plano (Beck et al, 2001). efeitos de rede para se tornarem melhores, quanto mais 2.4 Qualidade de Software são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência Qualidade é algo subjetivo, a partir do momento em que coletiva. cada indivíduo tem percepções diferentes para medir a Esta nova tendência proporcionou a entrada de novos qualidade de um determinado produto ou serviço. Para a serviços que atendiam as premissas propostas por Rothery (1993), qualidade é a adequação ao uso. É a O’Reilly (2005): serviços e não software empacotado, conformidade às exigências. Mais especificamente a com “escalabilidade” de custo eficiente; controle sobre ISO 9000 diz que qualidade é o grau em que um fontes de dados únicas e difíceis de serem criadas e que conjunto de características inerentes a um produto, ficam mais ricas quanto mais as pessoas as utilizarem; processo ou sistema cumpre os requisitos inicialmente confiança nos usuários como codesenvolvedores; estipulados para estes. agregação de inteligência coletiva; estimular a cauda Outro conceito importante é o de software que é um longa através de autosserviço para o cliente; software conjunto completo ou apenas uma parte dos programas, para mais de um dispositivo; interfaces de usuário, procedimentos, regras e documentação associada de um sistema [computacional] de processamento de
    • informação. Com isso podemos imaginar que software produtos, dividiu as características em 6 grupos: de qualidade é um programa fácil de usar, funciona de funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, acordo com as regras estabelecidas e documentadas, manutenibilidade e portabilidade. possui integridade dos dados em momentos de falha e Percebe-se que os principais pontos que determinam um tem a facilidade de manutenção e extensibilidade. software de qualidade referem-se mais a boas práticas A norma internacional ISO/IEC 9126, versão brasileira de engenharia de software ou eficiência da plataforma NBR 13596, conceitua a qualidade de software como tecnológica. Com isso, nada impede de se utilizar das “A totalidade de características de um produto de metodologias ágeis para se atingir a tão esperada software que lhe confere a capacidade de satisfazer qualidade, atendendo aos requisitos de qualidade, necessidades explícitas e implícitas”. Sendo que essas interna, externa e de uso. necessidades explícitas são as condições e objetivos Para contextualizar serão demonstradas como as doze propostos por quem produz o software. As necessidades práticas do XP estão alinhadas as características de implícitas são necessidades subjetivas dos usuários que qualidade apresentadas pela ISO 9126. podem ser chamadas também de qualidade em uso Cliente presente: A presença do cliente faz com que os (Gomes). desenvolvedores entendam melhor as necessidades dele, Percebemos então que um software de qualidade está esclarecendo dúvidas e tendo retornos instantâneos intimamente ligado com a qualidade do seu processo de sobre as funcionalidades que estão sendo desenvolvimento, por isso a qualidade total deste implementadas. Melhoria na funcionalidade e na processo e essencial, já que nesta técnica administrativa usabilidade. utilizamos um conjunto de múltiplas disciplinas para Pequenas versões: A entrega de pequenas versões faz controle do processo. com que o cliente teste o sistema e acompanhe o que Para este controle total ser feito de forma correta a está sendo desenvolvido. Melhoria na funcionalidade, gestão da qualidade total ou "Total Quality confiabilidade e usabilidade. Management" ou TQM deve ser implementada na Metáforas: A utilização de metáforas facilita a organização, levando em consideração que o TQM e comunicação com o cliente, captando melhor quais as uma estratégia de alto nível da organização que tem reais necessidades do sistema. Melhoria na como principio desenvolver os pensamentos de funcionalidade. qualidade em todos os processos da organização. Projeto simples: Deve-se desenvolver o código exato 3. QUALIDADE DE SOFTWARE E AS METODOLOGIAS para cada funcionalidade, não excedendo as ÁGEIS necessidades. Melhoria na funcionalidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade. A busca pela qualidade é um dos grandes objetivos da área de tecnologia da informação. A crise do software, Testes automatizados: Os testes dão a garantia de que na década de 60, fez com que a confiança em relação os códigos implementados realmente funcionam e não aos desenvolvedores de sistemas caísse, software com possuem erros. Melhoria da confiabilidade e defeito, não cumprimento de prazos e entrega de manutenibilidade. sistemas que não atendiam as reais necessidades do Programação pareada: Dois desenvolvedores, juntos cliente, fizeram com que houvesse o avanço na área, por computador, um escreve o código e outro observa. através da criação de metodologias, de diagramas e de Melhoria na confiabilidade e manutenibilidade. formas de gestão destes projetos para solucionar esses Posse coletiva: Qualquer membro da equipe pode problemas. modificar, melhorar o código, sem precisar solicitar No entanto, havia ainda uma outra questão: como permissão para isto. Melhoria na confiabilidade, definir se o sistema possuía qualidade. Em dispositivos manutenibilidade, eficiência e portabilidade. mecânicos a qualidade é frequentemente medida em Integração contínua: Ao desenvolver uma nova termos de tempo médio entre falhas, que é uma medida funcionalidade deve-se integrá-la à versão atual do da capacidade do dispositivo suportar desgaste. O sistema. Melhoria da confiabilidade, manutenibilidade e software não se desgasta, portanto tal método de portabilidade. medição de qualidade não pode ser aproveitado Desenvolvimento sustentável: A equipe não pode (Gomes). exceder o expediente de trabalho. Melhoria de todas as Esta questão foi muito discutida, Cavano e McCall características. (1978) classificaram os fatores de qualidade de software Padronização de código: os integrantes da equipe em três grupos: revisão, subdividida em devem definir padrões, adotando um mesmo estilo. manutenibilidade, flexibilidade, testabilidade; Melhoria manutenibilidade e portabilidade. implantação, composta por portabilidade, reusabilidade, interoperabilidade; e operação, formada por corretude, Reuniões em pé: reuniões diárias rápidas para que confiabilidade, eficiência, integridade e usabilidade. Já a todos tomem conhecimento do andar do projeto. ISO 9126, que define as características de qualidade de Melhoria da manutenibilidade. software que devem estar presentes em todos os
    • Jogo de planejamento: O cliente deve encontrar-se • A prática de microblogging assemelha-se às com os desenvolvedores para priorizar o conjunto de reuniões em pé, no sentido de serem sucintas, funcionalidades. Melhoria da funcionalidade e divulgando a todos os seguidores o que está usabilidade. ocorrendo naquele instante. A utilização das práticas do XP garantem a qualidade do produto de software que será entregue ao final do 5. CONCLUSÕES desenvolvimento do sistema, isto é um fato. Só que, o Este documento ilustra como fazer uso do XP em ciclo de vida de um sistema perdura bem mais do que conjunto com os princípios da qualidade de software, apenas na fase de desenvolvimento, situação a qual as contornando as dificuldades inerentes a este paradigma. metodologias ágeis, como exemplo o XP, não A semelhança entre a Web 2.0 e esta metodologia faz conseguem abarcar muito bem, pois as experiências com que se captem de forma “rápida” as informações adquiridas e o conhecimento sobre o negócio se mantem necessárias para o acompanhamento do ciclo de vida do apenas na mente dos colaboradores. sistema desenvolvido, frisando a todo momento a A construção de equipes de alta performance é o grande importância da transformação do conhecimento tácito trunfo destas novas vertentes metodológicas, mas por em explícito para a manutenção da qualidade. outro lado a dependência a elas pode enfraquecer e Como trabalho futuro pode-se fazer uma melhor reduzir a vida útil de um sistema. Pois com o estruturação das ferramentas Web 2.0, que em sua desmanche e a saída dos membros, o conhecimento é maioria são open source, projetando-as especificamente perdido. para apoiar o desenvolvimento ágil. 4. UTILIZAÇÃO DA GESTÃO DO CONHECIMENTO NO REFERÊNCIAS XP PARA MELHORIA DA QUALIDADE ROWLEY, Jennifer. “The wisdom hierarchy: Já foi visto como as práticas do XP favorecem as representations of the DIKW hierarchy”. Journal of características de qualidade do ISO 9126. No entanto, Information Science, 2007. práticas como essas dão grande foco ao processo de desenvolvimento em si. A melhoria contínua está ZINS, Chaim. “Conceptual Approaches for Defining profundamente ligada à captação das experiências dos Data, Information, and Knowledge”. Journal of the stakeholders, o que representa grande risco em American Society for Information Science and ambientes sujeitos a rotatividade. É preciso transformar Technology 58, 2007. conhecimento tácito em explícito. ZELENY, Milan. “Human Systems Management: E é a suprir essa necessidade que se propõe a gestão do Integrating Knowledge, Management and Systems”. conhecimento, que tem em meio a seu arcabouço de World Scientific. p. 15-16, 2005. práticas a Hierarquia DIKW. Isto quer dizer que a GC LIEVESLY, Denise. “Data information knowledge está munida de estratégias para a condensação de dados chain". Health Informatics Now 1, 2006. em conhecimento, a importância da DIKW se mostra no fato de que o conhecimento, imprescindível à O'REILLY, Tim. “What is Web 2.0: Design Patterns supracitada melhoria contínua da qualidade, se constrói and Business Models for the Next Generation of a partir dos dados obtidos no dia a dia. Porém, seu Software”, 2005. [disponível online em proceder já formalizado está fadado a entrar em conflito http://www.oreillynet.com/pub/a/oreilly/tim/news/2005/ com a maleabilidade das metodologias ágeis. Ou seja, 09/30/what-is-web-20.html, acessado em 04/12/2008]. estas não costumam gerar informação nos rígidos O'REILLY, Tim. “Web 2.0 Compact Definition: Trying formatos. Ela precisa ser adquirida de forma não Again”, 2006. [ disponível online em traumática, isto é, com um nível de praticidade que é http://radar.oreilly.com/archives/2006/12/web-20- normalmente oferecido no paradigma da Web 2.0. compact.html, acessado em 04/12/2008]. A chamada Web colaborativa é perfeitamente compatível com a forma de trabalho da XP e suas ALAVI, Maryam; LEIDNER, Dorothy E.. “Knowledge semelhantes. Abaixo, aplicações 2.0 em equipes ágeis: management systems: issues, challenges, and benefits”. Communications of the AIS 1 (2).1999. • Incentivo dos colaboradores a manterem blogs http://portal.acm.org/citation.cfm?id=374117. com relatos de dificuldades encontradas, experiências adquiridas e status do projeto; ADDICOTT, Rachael; MCGIVERN, Gerry; FERLIE, Ewan. “Networks, Organizational Learning and • Wikis são uma aplicação dinâmica e Knowledge Management: NHS Cancer Networks”. colaborativa para a construção de uma Public Money & Management 26 (2): 87–94. 2006. documentação mais institucionalizada; http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm? • Uma rede social pode reunir membros de abstract_id=889992. projetos em comunidades, mas nada os impede de comunicarem-se entre projetos distintos MCADAM, Rodney; MCCREEDY, Sandra. “A trocando experiências; Critique Of Knowledge Management: Using A Social Constructionist Model”. New Technology, Work and
    • Employment 15 (2). 2000. http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm? abstract_id=239247. THOMPSON, Mark P.A.; WALSHAM, Geoff. “Placing Knowledge Management in Context”. Journal of Management Studies 41 (5): 725–747. 2004. http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm? abstract_id=559300. PARREIRAS, F. S., OLIVEIRA, G. S. “Análise comparativa de processos de desenvolvimento de software sob a luz da gestão do conhecimento: um estudo de caso de empresas mineiras.”, Anais do Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software. 2004. BLACK, S. JACOBS, J. “Using Web 2.0 to Improve Software Quality ”. Web2SE '10. ACM, New York, NY. p. 6-11, 2010. NAMIOKA, A. BRAN, C. “eXtreme ISO ?!?.”. OOPSLA '04. ACM, New York, NY. p. 260-263, 2004. FOWLER, Martin. “A nova metodologia”. Traduzido por Luciano Passuello, 2005. [disponível online em http://simplus.com.br/artigos/a-nova-metodologia/] BECK, Kent et al. “Manifesto para o desenvolvimento ágil de software”. 2001. [disponível em http://www.manifestoagil.com.br/index.html] ROTHERY, Brian. “ISO 9000”. São Paulo, Makron Books, p.13.1993. GOMES, Nelma da Silva. “Qualidade de Software – Uma necessidade”. [disponível em http://www.fazenda.gov.br/ucp/pnafe/cst/arquivos/Quali dade_de_Soft.pdf] CAVANO, J. P. and MCCALL, J. A. “A framework for the measurement of software quality”. 1978.