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Geografia   natureza e riscos ambientais
 

Geografia natureza e riscos ambientais

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    Geografia   natureza e riscos ambientais Geografia natureza e riscos ambientais Presentation Transcript

    • GeografiaTema do Bimestre: Natureza e Risco Ambiental
      Prof. Felipe Dacar Pereira
    • Subtemas - IntroduçãoO que vamos estudar esse bimestre?
      Estudaremos a estrutura da Terra desde o início, como ela foi originada, seu conteúdo interno (agentes internos), agentes externos e como por meio deles vai se originar o relevo, o solo, o clima, a vegetação.
      A reunião de todos esses elementos formam a paisagem natural e como o estudo desse meio ambiente é fundamental para o homem compreender o lugar em que mora, o que é essencial para a sua sobrevivência.
    • Vamos ver que a dois componentes fundamentais que originam a vida na Terra que são: A ÁGUA e O CALOR DA TERRA, sendo o calor que vem do interior da Terra e o que vem do Sol e como os dois juntos “desenham” a superfície terrestre e as características deste meio ambiente.
      Subtemas - IntroduçãoO que vamos estudar esse bimestre?
    • Análise da Imagem
      Quais elementos podemos perceber?
      Como eles são formados?
      Que elementos caracterizam a paisagem?
      Podemos dizer que na imagem eles formam um conjunto?
      Para responder essas e outras perguntas vamos começar a estudar os elementos que se relacionam nesse meio e verificar se eles formam um conjunto.
    • Como tudo começou?
      Antes de estudarmos os elementos da paisagem, que são o relevo, através da montanha, o rio, que simboliza o clima, a mata, como vegetação e o solo, precisamos aprender a história da formação da Terra, o que tem dentro dela e as famosas placas tectônicas e ver que foram elas que permitiram explicar o relevo da Terra.
    • Terra: Uma Biografia de 4.5 bilhões de anos
      Explicação para a origem da Terra: Teoria do crescimento – apoiada por dados obtidos na exploração da Lua e de outros planetas.
      A formação se deu por várias partículas como se fosse uma nuvem de poeira e gás que girava em torno do Sol como um grande disco, como os anéis de Saturno
    • Nuvéns de Poeira
      Inclusive o próprio Sol se originou por esse aglomerado de poeira, partículas da nuvem de gás tem semelhança a muitas que existem no espaço, algumas podem ser observadas a olho nu, a chamada Via Láctea.
      No Universo por uma razão qualquer teve um choque por causa de uma explosão na formação de uma estrela e fez com que a nuvem original se comprimisse, condensasse – Originou o Sol.
    • O Sol passa a ter o seu disco de gás e poeira e começa a atrair vários choques entre as partículas de poeira, quando as partículas se chocavam, formavam corpos maiores virando um processo de acumulação de partículas, que quanto mais cresciam mais atraiam choques e outras partículas.
    • Origem da Terra
      O impacto dessa multidão de objetos formou a Terra e enquanto era formada outros corpos se chocavam liberando energia que elevava a sua temperatura.
      A Terra passa a ficar em estado de fusão, a sua superfície era um imenso mar de magma, rocha fundida.
    • Constante Movimento
      O magma sofria movimento de convecção. O movimento de convecção acontece quando a lava mais quente, mais aquecida, se torna mais leve, menos pesada (densa), gerando um movimento repetitivo, onde magma quando sobe depois de esfriar, desce e o que estava mais embaixo, quente, sobe. Isso faz com que a rocha esfrie e crie uma crosta em cima.
      Exemplo de movimento de convecção: sopa quente.
    • Placas Tectônicas – Casquinha da Terra
      Desse jeito, começa a se formar as primeiras placas continentais, que são rochas mais leves, flutuando como uma espuma sobre as rochas pesadas do magma.
      Daí pra frente a Terra vai ser “uma máquina de calor” liberando sempre grandes quantidades de calor para o espaço externo.
      Exemplo: Erguendo montanhas.
    • Rocha e subsolo
      Foi assim que surgiram as rochas CRISTALINAS, formadas diretamente por resfriamento e solidificação do magma, mas como isso aconteceu a 3.5 bilhões de anos elas continuaram sofrendo a ação de alta pressão do peso de outras rochas e das altas temperaturas, sendo possível encontrá-las ainda hoje.
      Essas rochas que têm até 570 milhões de anos.
    • Rochas e subsolo
      Tem três tipos de estrutura geológica formadoras do subsolo dos continentes:
      Os escudos cristalinos, as bacias sedimentares e os dobramentos recentes.
      As Bacias Sedimentares se formaram devido á lenta deposição de sedimentos nas partes mais baixas, depressões, dos escudos cristalinos, ocorrendo na Era Paleozóica e na Mesozóica.
      Os dobramentos recentes
    • Rochas e subsolos
      As Bacias Sedimentares se formaram devido á lenta deposição de sedimentos nas partes mais baixas, depressões, dos escudos cristalinos, ocorrendo na Era Paleozóica e na Mesozóica.
      Os dobramentos recentes correspondem à Cadeias Montanhosas formadas na atual Era Geológica, a Cenozóica, como exemplo Cordilheira do Himalaia – Ásia – Cordilheira dos Andes – América do Sul.
    • Escudos Cristalinos
      O escudo Cristalino faz parte da superfície que é o começo da camada sólida da Terra, que é chamada de litosfera. Ela é constituída de rochas, que é um bolo de minerais.
      As rochas podem ser de três tipos: magmáticas (formadas pela solidificação do magma, principalmente de silicato, magnésio, basalto); sedimentares (acumulo de detritos de outras rochas) e metamórficas (resultado da transformação de outras rochas pela pressão e temperatura)
    • Escudos Cristalinos
      São formados por rochas magmáticas do Pré- crambianona Era Arqueana, respondem por cerca de 36% do território nacional, o restante são Bacias Sedimentares e os Escudos Cristalinos correspondem às regiões onde são explorados muitos depósitos minerais, por exemplo, Serra Pelada (Ouro - PA) e Serra dos Carajás (Ferro - PA), além da Serra da Mantiqueira (SP, RJ, MG) estar nessa área.
    • Eras Geológicas
      Esse período das rochas cristalinas recebe o nome de Pré-cambriano, que vai de 3.5 bilhões de anos até 570 milhões de anos.
      A segunda fase que vem até hoje é conhecido pela vida em grande quantidade e diversidade. As rochas cristalinas, por causa da água, dos ventos e das geleiras, sofrem desgaste e são levadas e se acumulam em diferentes condições e locais do planeta.
    • Esses sedimentos assim formados vão depositar os restos dos animais que virão fósseis, que vão poder assim através deles estabelecer sua idade próxima, tornando mais fácil reconhecer as diferentes eras que se chamam períodos
      Eras Geológicas
    • O Interior da Terra
      Da superfície da Terra até o seu Centro tem 6300 km, o homem conseguiu cavar um poço apenas com 12km
      Como saber então como é o interior da Terra?
    • O homem conseguiu desvendar esse mistério de maneira indireta, através de “super-ouvidos”, que ouvem as vibrações sonoras vindas do interior da Terra, provocada por terremotos. Esse aparelho moderno é chamado de sismógrafo, sendo muito sensíveis, detectando as vibrações desses movimentos interiores e medindo sua intensidade e localizando a origem.
      O Interior da Terra
    • A observação de um mesmo tremor por sismógrafos de diferentes pontos na Terra permite avaliar com precisão a estrutura. É como um saber popular, originando esse fato: a velocidade do som é diferente ao se propagar em diferentes meios. Exemplo: teste das batidinhas na Melancia.
      O Interior da Terra
    • Como é a Terra por dentro?
      Um estudo detalhado das velocidades permitiu dividir o Globo nas seguintes unidades: Crosta, Manto e Núcleo.
      Crosta: camada de rocha leve como o granito, contendo em sua composição silício e alumínio.
      Manto: Rochas mais pesadas como o basalto, predomina o magnésio e o ferro e o silício.
      Núcleo: muito mais pesado, feito quase exclusivamente de ferro.
    • Teoria da Deriva dos Continentes
      As primeiras ideias a respeito da deriva dos continentes são antigas e surgem da observação da suas formas. Mais tarde surgiram evidências cientificas da presença de rochas e fósseis semelhantes. É a ideia de que os continentes se movimentam, deslizando sobre o assoalho dos oceanos.
      Quem fundamentou essa teoria foi Alfred Wegener. Sua teoria era contrária à do começo do século em que os geólogos acreditavam que a crosta terrestre era dotada de uma estrutura rígida e imóvel.
    • Teoria de Wegener
      Ele fundamentou sua teoria em evidências fósseis numa expedição que fez em 1908 à Antártida com uma descoberta impressionante: de que havia carvão mineral naquele continente, indicando que houve vida vegetal.
      Foi feita uma escavação e achou-se ossos de animais iguais aos achados na África e na América, como isso foi possível?
    • Em 1912, Wegener propõe a teoria de que 250 milhões de anos atrás todas as massas de terra continentais estavam unidas, formando um único continente, assim, os animais puderam migrar de um a parte a outra.
      Teoria de Wegener
    • Deriva dos Continentes
      Ele não fundamentou sua teoria apenas nas evidências fósseis, tem mais duas constatações:
      Ao olhar para o Mapa Mundi, percebemos que os continentes apresentam um certo encaixe. Outro ponto é que alguns depósitos minerais existentes na crosta ocorrem em forma de faixas, cinturões, presentes em vários continentes.
      Exemplo: O grande planalto brasileiro é formado por guinasses, rochas metamórficas. Essas formações são as mesmas encontradas nos planaltos africanos, especialmente junto à crosta.
    • Tectônica das Placas
      Foi a ideia criada na década de 60 para explicar a Deriva dos Continentes. Segundo ela, a superfície da Terra é composta por placas que se comportam como jangadas de pedra flutuando sofre material fundido abaixo dela.
      Há 180 milhões de anos começou a haver a separação do único continente que existia.
    • Tectônica de Placas
      A teoria da tectônica recebeu sustentação com um experimento fascinante: um raio laser transmitido de um continente foi refletido na Lua e recebido em outro continente, quando essa experiência foi repetida depois de vários intervalos de tempo, as medidas revelaram que os continentes estão se afastando.
      Como evidência das placas temos o calor interno da Terra que com o seu movimento gera nas porções externas do manto as correntes de convecção. Na Terra, essas correntes empurram material magmático em direção à crosta, que pode extravasar, formando vulcões.
    • Esse fluxo de calor pode gerar na crosta rupturas de maiores dimensões que as aberturas das crateras, rachaduras longas e profundas recebem o nome de fendas que podem rachar e separar um continente.
      Essas fendas se originam quando o material do manto é levado pelas correntes para a crosta, empurrando-a para cima, formando um canal e uma bolha de fogo.
      Tectônica de Placas
    • Com o aumento da pressão interna e da temperatura, a bolha racha formando uma fratura, que permite a entrada do mar podendo separar o continente em duas metades, formando um oceano em que sai material do manto
      Tectônica de Placas
    • Ambientes Geotectônicos
      Os limites entre as placas tectônicas podem ser divididos em dois grandes grupos: os convergentes, onde as placas se aproximam, como nas zonas de subducção, áreas onde a crosta oceânica comprimida de encontro à crosta continental entra por baixo desta, por diferença de peso.
      Assim, uma enorme quantidade de material é empurrada para regiões do interior da terra onde a pressão e temperatura elevada fazem ela voltar.
    • As zonas de subducção podem formar grandes cadeias de montanhas, como a Cordilheira dos Andes, que é formada quando materiais mais leves do magma sobem à superfície.
      Exemplo: minerais ricos em silício e alumínio tem ponto de fusão mais baixo do que os de ferro, e a água presente contribui para baixar o ponto de fusão
      Ambientes Geotectônicos – Tipos de Fratura - Vulcão
    • Vulcão em erupção nos Andes pela subducção do tipo cordilheirano, onde a placa que submerge para o manto é refundida incorporando-se ao continente e formando uma cadeia de montanhas.
    • Terremotos
      Do encontro das placas em que ocorre elevação do magma nas zonas de subducção, as rochas do assoalho quando penetram nas profundas fendas forçam a passagem raspando a camada superficial da rocha, esse atrito do esfregamento das rochas engolidas na estreita passagem dá origem aos terremotos
    • Outro tipo de fratura é os de limites divergentes em que as placas se afastam e têm características próprias.
      Exemplo: Cordilheiras mesooceânicas, são montanhas submarinas, que originam as rochas do fundo oceânico e a rocha se espalha em dois sentidos opostos
      Ambientes Geotectônicos – Tipos de Fratura - Vulcões
    • Outro caso é quando duas placas continentais se chocam, ficando uma em cima da outra, fazendo com que a crosta tenha a sua espessura duplicada, formando uma grande cadeia montanhosa, é o caso do Himalaia.
      Ambientes Geotectônicos – Tipos de Fratura – Tectonismo
    • Himalaia surgido de um choque gigantesco entre o a Índia e o restante do continente asiático, dois continentes se chocam em um limite convergente de placas. A esse choque dá-se o nome de Obducção. A espessura da crosta fica duplicada nesse local.
    • Choque entre Continentes
    • Final
      Entendemos a estrutura da Terra para analisar como ela interfere na formação do relevo, através de seus agentes internos: terremotos, vulcanismo e tectonismo, que são originados das fraturas provocadas pelas placas tectônicas que existem por causa dos movimentos de fluxo do calor do magma formado desde a origem da Terra, dando pistas para o nosso entendimento da paisagem natural.
    • Final
      Em que parte da paisagem natural o nosso conhecimento sobre a estrutura da Terra e sua composição pode nos ajudar?