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Informatica para concurso

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    Aula 1 Aula 1 Document Transcript

    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO AULA UM: HARDWARE I – MEMÓRIAS E DISPOSITIVOS DE ARMAZENAGEMOlá a todos.É um prazer tê-los no início deste nosso curso de informática.Teremos um longo caminho pela frente, mas que certamente valerá apena.Desde que comecei a integrar a equipe de professores dopontodosconcursos, tenho recebido muitos e-mails de alunos que sequeixam de terem sido eliminados de concursos públicos devido a ummau desempenho na prova de informática. Gostaria de fazer brevescomentários sobre isso.O maior erro do concursando que vai prestar uma prova deinformática é confiar nos seus conhecimentos de usuário decomputadores. Há uma diferença gigantesca entre saber usar umcomputador e saber resolver questões de informática de concursospúblicos.Uma prova de concurso exige conhecimentos de informática que nemem sonho são necessários para a utilização rotineira decomputadores. Pra começar, é comum os editais solicitaremconhecimentos de hardware. O problema é que sob a alegação de secobrar “noções de hardware”, as bancas acabam por exigirconhecimentos teóricos que são desconhecidos daqueles usuários quepossuem noções práticas de hardware.No que tange ao conhecimento de software, a armadilha daautoconfiança é ainda mais perigosa. Ser um usuário experiente deWord ou Excel, por exemplo, não garante pontos em provas dessestópicos. Isso acontece por uma razão simples: quando utilizamos umdeterminado programa, não ficamos tentando decorar todos os seusmenus, botões e opções. Quando precisamos utilizar certo recurso,simplesmente o procuramos e o testamos na hora, até conseguir oresultado desejado. Lembrar dessas minúcias na hora da prova, sema chance de consultar o programa, é outra história.Dessa forma, o que vamos tentar nessas próximas semanas é nosaproximar, tanto quanto possível, da informática que é apresentadanas provas de concurso e, ao mesmo tempo, deixar um pouco delado a informática prática do dia-a-dia. Daremos mais enfoque aosassuntos que costumam ser mais cobrados para que possamos sermais objetivos.Além da leitura das aulas e da resolução dos exercícios de fixação,ainda haverá uma boa quantidade de trabalho a ser feito. Estou me www.pontodosconcursos.com.br 1
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOreferindo ao estudo dos softwares, especialmente Windows, Word eExcel. Quando for o momento, teremos aqui algumas dicas einstruções mais específicas.Portanto, vamos seguir o trabalho com ânimo e confiança. O períodoem que foram lançados esses cursos on-line do pontodosconcursos éespecialmente favorável àqueles que forem mais perseverantes. Ocaminho é árduo, mas a recompensa é ótima!Vamos lá!Introdução ao estudo das memóriasNa primeira aula vimos alguns conceitos iniciais de informática.Conceituamos o computador e fizemos uma breve classificação deles.Em seguida analisamos a arquitetura básica dos computadores epudemos ver, por meio da resolução comentada de algumas questõesreais de concursos, a forma como esse conteúdo costuma ser cobradopelas principais bancas examinadoras.Hoje vamos continuar a estudar o hardware, abordandoespecialmente o conteúdo referente à memória dos computadores eaos seus diversos dispositivos de armazenagem.Os dispositivos de memória são muito cobrados em questões dehardware por uma razão simples: a palavra memória é, em verdade,um termo genérico para vários dispositivos capazes de armazenardados ou instruções no computador. Existem portanto diversos tiposde memória e, além disso, sua nomenclatura é, por vezes, muitoparecida. Acredito que o domínio dos tópicos referentes aos tipos,aplicações e nomenclaturas de memória é um dos estudos maisárduos para os iniciantes em informática. Não que, na prática, sejauma tarefa difícil entender o funcionamento de tudo isso, mas, em setratando de concursos, já sabemos de antemão que serão cobradosdetalhes que, no dia-a-dia, costumam ser irrelevantes.Portanto, respirem fundo e vamos ao estudo da memória. Mas antesde começarmos a estudar a memória propriamente dita e analisartodos os seus detalhes, precisamos entender como os computadorestratam os dados que precisam manipular. Afinal, a vocação damemória de um computador é armazenar dados.Bits e BytesA unidade básica de armazenamento de dados em um computador échamada de bit. A combinação de vários bits forma o que chamamosde byte. Tenho certeza que todos vocês, ao menos vagamente, jáouviram falar em bits e bytes, mesmo que não saibam exatamente oque significam. Vamos então entender. www.pontodosconcursos.com.br 2
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOOs computadores utilizam o chamado sistema binário, no qual todasas informações são guardadas utilizando-se os dígitos zero e um. Autilização do sistema binário pelos computadores advém daslimitações tecnológicas dos primeiros computadores. A fim deconstruir um dispositivo capaz de armazenar dados com a tecnologiamecânica disponível na época, os dados em si tiveram que serreduzidos ao seu estado mais fundamental, que é o estado o qualexistem apenas duas condições: ligado ou desligado.O dispositivo mecânico disponível na época era o relé, que é uminterruptor que pode ser ativado quando lhe é aplicada uma voltageme desativado com a remoção dessa voltagem. A partir desse princípio,basta convencionarmos que um relé ativado equivale a 1(um) e queum relé desativado equivale a 0(zero).Mas como todas as informações às quais temos acesso em umcomputador podem ser representadas apenas por zeros e uns? É umaquestão de análise combinatória. Vejamos.Utilizando apenas os dígitos zero e um, quantas variações deinformação podemos gerar? Somente duas: ou zero ou um.Entretanto, se tivermos dois dígitos, ao invés de apenas um dígito,quantas serão as variações que poderemos guardar? Para verificar,vamos chamar um dígito de A e o outro de B e ver o que acontecequando esgotamos suas as possibilidades de combinação. A B 0 0 0 1 1 0 1 1Pois bem, ao usarmos dois dígitos ao invés de um, temos quatrocombinações distintas, ao invés de duas. O que acontece agora seacrescentarmos o dígito C ao sistema com os dígitos A e B? Teremos: www.pontodosconcursos.com.br 3
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO A B C 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1Ao utilizarmos três dígitos ao invés de um dígito, conseguimos 8combinações distintas entre eles. Na verdade, o que fazemos émultiplicar o número 2 − que é o número de combinações possíveisde um dígito binário − n vezes, onde n é a quantidade de dígitosutilizada. Então, se utilizamos 3 dígitos, temos que o número depossibilidades de combinação entre eles é igual a 2 X 2 X 2, ou 2elevado a 3, que é igual a 8.Bit é a contração de binary digit, ou digito binário, e pode ter o valorzero ou o valor um. Na prática isso é feito considerando-se apresença ou não de um pulso elétrico, a presença indica o valor um ea ausência indica o valor zero.Sempre que um processador, uma memória ou outro chip qualquerprecisar receber ou transmitir dados, esses dados são transferidos naforma de bits. No entanto, para que a transferência seja mais rápida,são transferidos vários bits de uma só vez. É aqui que entra o byte.Um byte é uma seqüência de oito bits.Portanto, utilizando a fórmula acima, qual seria o número decombinações possíveis em um byte de 8 dígitos, de 8 bits? Bastamultiplicarmos o número 2 oito vezes, ou seja, elevá-lo a 8, o que dá256 combinações distintas de bits. Não por acaso, esse é um númerocom o qual eventualmente nos deparamos em muitos programas (OMicrosoft Excel, por exemplo, é capaz de trabalhar com tabelas de256 colunas).O próximo número importante é o número 1024, pois ele é a potênciade 2 mais próxima de 1000, sendo utilizado para os múltiplos de “milbytes”. De forma similar ao sistema internacional de medidas,utilizamos os múltiplos de milhares para facilitar os cálculos. Assim,temos que um Kilobyte (Kbyte) é igual a 1024 bytes. 1024 Kbytespor sua vez, formam um Megabyte e assim por diante. www.pontodosconcursos.com.br 4
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOUnidades de Medida de Memória1 Bit = 1 ou 01 Byte = Um conjunto de 8 bits1 Kbyte (KB) = 1024 bytes ou 8192(1024*8) bits1 Megabyte (MB) = 1024 Kbytes, 1.048.576 bytes ou 8.388.608 bits1 Gigabyte (GB) = 1024 Megabytes, 1.048.576 Kbytes,1.073.741.824 bytes ou 8.589.934.592 bits1 Terabyte (TB) = 1024 Gigabytes...Em potência de dois1KB = 210 bytes, 1MB = 220 bytes, 1GB = 230 bytes etc.Quando vamos abreviar essas medidas, também existe diferença. Aabreviação de bytes deve ser feita com o B maiúsculo, enquantoque a abreviação de bits deve ser feita com o b minúsculo. Portantoutilizamos KB e MB para abreviar Kbytes e Megabytes. Essa distinção,embora aparentemente irrelevante, adquire uma grande importânciaquando estamos falando em provas de concursos. Preste atenção aesse detalhe.O sistema binário é, portanto, o sistema com o qual o computadortrata todos os dados que manipula, ou seja, a linguagem docomputador é a linguagem de zeros e uns. As memórias docomputador utilizam o mesmo sistema e, por isso, têm suacapacidade medida em múltiplos de bytes.Um exemplo prático e bastante ilustrativo de utilização de sistemabinário é o Código Morse. O Código Morse era o código utilizado paracomunicação via telégrafo, uma forma de transmissão de mensagenseletricamente.A base do Código Morse são dois sinais ou símbolos: o sinal curto(ponto) e o sinal longo (traço). Uma combinação que muitosconhecem, mesmo ignorando que se trata de Código Morse, é o SOS.A mensagem internacionalmente conhecida para pedido de socorro é,no Código Morse, representada por três pontos (letra S), três traços(letra O) e mais três pontos. Essa mesma mensagem pode serenviada, por exemplo, utilizando uma lanterna que pisca rapidamentepara representar o sinal curto e um pouco mais demoradamente pararepresentar o sinal longo. www.pontodosconcursos.com.br 5
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO Código Morse ___ ___ ___ ___ ___ S O SNOÇÕES GERAIS DE MEMÓRIAS E DISPOSITIVOS DEARMAZENAGEMMemória Principal e Memória SecundáriaVamos agora analisar diversos aspectos importantes dos dispositivosde memória tomados genericamente. Após isso, enfocaremos deforma mais individual essas memórias. A idéia é primeiramente fazerum panorama geral das memórias para depois estudarmos suasparticularidades.1 - VolatilidadeA primeira distinção importante entre os diversos tipos de memóriadiz respeito à durabilidade e estabilidade dos dados armazenados.Quanto a esse critério, existem memórias voláteis e não-voláteis. A partir dessa distinção básica, poderemos irdesenvolvendo outras idéias para, ao final, termos uma visão geraldos diversos tipos e características das memórias normalmenteencontradas em um computador.As memórias voláteis, como o nome indica, perdem os dadosfacilmente. Elas necessitam de energia elétrica para preservar osdados guardados, ou seja, se desligarmos o computador, todos osdados armazenados em um dispositivo de memória volátil serãoperdidos. O principal representante dessa categoria nosmicrocomputadores é a memória RAM (Ramdon Access Memory),também chamada de memória principal.Fisicamente, apresentam-se como pequenos circuitos eletrônicoschamados módulos de memória. Também é comum o uso do termopente de memória. www.pontodosconcursos.com.br 6
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO Módulo de memória RAM (“Pente” de memória)A principal função da memória RAM é o armazenamento de dadosque serão utilizados apenas temporariamente.Em oposição à volatilidade da memória RAM, existem as memóriassecundárias não-voláteis, também chamadas de memória demassa. Essas, por sua vez, têm como característica a capacidade dearmazenar dados por longos períodos de tempo (por décadas até)prescindindo de energia elétrica para isso. São as memóriasapropriadas para armazenarmos os arquivos de trabalho ou pessoais,como planilhas, artigos, vídeos, músicas, fotos etc. Também é nessetipo de memória que devemos instalar os programas utilizados nocomputador, como os navegadores, programas de correio eletrônico,editores de texto, planilhas eletrônicas, jogos etc. Gosto muito daanalogia usada por Carlos Morimoto para a diferenciação da utilidadedesses dois tipos de memória. Morimoto é o criador de uma populardistribuição brasileira do sistema operacional Linux, chamadaKurumim. Segundo ele: “Para compreender a diferença entra a memória RAM e a memória de massa, você pode imaginar uma lousa e uma estante cheia de livros com vários problemas a serem resolvidos. Depois de ler nos livros (memória de massa) os problemas a serem resolvidos, o processador usaria a lousa (a memória RAM) para resolvê-los. Assim que um problema é resolvido, o resultado é anotado no livro, e a lousa é apagada para que um novo problema possa ser resolvido. Ambos os dispositivos são igualmente necessários.”As memórias de massa são representadas por dispositivos dememória magnéticos ou ópticos. Na categoria de dispositivosmagnéticos encontramos os discos rígidos, também conhecidoscomo Hard Disk (HD) ou Winchester; os discos flexíveis, tambémchamados de disquetes ou floppy disks; as fitas magnéticas. Nacategoria de dispositivos ópticos, encontramos os discos ópticos,como CD-ROMs e DVD-ROMs. www.pontodosconcursos.com.br 7
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOO disco rígido é o dispositivo de memória de massa mais utilizado nosmicrocomputadores. Isso ocorre devido à facilidade que esses discostêm de escrever e apagar dados com facilidade, velocidade econfiabilidade razoáveis. À esquerda, um disco rígido aberto, que lembra muito um toca-discos de vinil. Ao centro e à direita, o mesmo disco rígido, agora fechado, vista superior e inferior. ½ Disquetes de 3 polegadas.A interação que ocorre entre o processador (CPU), o disco rígido e amemória RAM em um computador é muito importante. Vamos a umexemplo prático dessa interação: quando iniciamos o uso de umprograma como um editor de texto (Microsoft Word, por exemplo), asinstruções que o processador deve executar são carregadas(transportadas) para a memória RAM. Diz-se então, que o programaestá carregado na memória. A partir disso, à medida que o usuáriodigita o texto na área de trabalho do programa, os dados vão sendoigualmente armazenados na memória RAM. Essa situação irá mudarquando o usuário ordenar ao programa o salvamento dos dados queforam digitados até aquele instante. Nesse momento, os dados queestavam guardados temporariamente na memória RAM serãogravados de forma permanente no disco rígido. Assim, o usuário www.pontodosconcursos.com.br 8
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOassegurará que os dados digitados estarão disponíveis após odesligamento do computador.É de suma importância entender o seguinte: é justamente pelo fatode os dados serem guardados primeiramente na memória RAM, queperdemos todo um trabalho que ainda não tenha sido salvo quandoocorrem falhas elétricas no computador. Quem já utilizou umcomputador em um dia de chuva forte, com oscilações na redeelétrica, provavelmente já se irritou ao ver o trabalho perdido apósuma queda de energia, mesmo que tenha sido por uma fração desegundo. Isso acontece porque os dados que estavam sendodigitados foram armazenados apenas em uma memória volátil, amemória RAM, que não tem capacidade de guardar dados quando suaalimentação elétrica se interrompe.2 - Taxa máxima de transferênciaOutra característica importante dos dispositivos diz respeito às suasvelocidades de transferência de dados, ou seja, qual a velocidademáxima com que conseguem se comunicar com o restante docomputador. Precisamos saber como expressar essa grandeza. Isso éfeito dividindo-se a quantidade de dados que se é capaz de transferirpor uma unidade de tempo. À razão obtida pela divisão, damos onome de taxa (máxima) de transferência. As memórias voláteis, deuma forma geral, são muito mais rápidas que as não-voláteis. Porisso, o computador usa a memória RAM para guardar os dados dosquais precisa com maior freqüência e o disco rígido para armazená-los de forma mais duradoura.Para se ter uma idéia da diferença de velocidade, uma memória RAMnormalmente encontrada em um computador doméstico atual possuiuma taxa de transferência máxima acima de 3200MB/s (três mil eduzentos megabytes por segundo. Atenção ao B maiúsculo!). Umdisco rígido igualmente atual, por sua vez, possui uma taxa detransferência máxima de 150MB/s (cento e cinqüenta megabytes porsegundo), ou seja, mais de vinte vezes mais lento. Ao final desta aulaveremos mais detalhes das taxas de transferência de algunsdispositivos de memória.3 – Tempo médio de acessoO tempo médio de acesso de um dispositivo de memória é o tempoque esse dispositivo leva, em média, para ler ou escrever um dado nodispositivo. Não se confunde com a taxa de transferência. Enquantoesta diz respeito à velocidade com que os dados entram e saem dodispositivo, aquele refere-se ao tempo gasto para acessar um dado.Quanto maior a taxa de transferência de um dispositivo, melhor.Quanto menor o tempo de acesso de um dispositivo, melhor.Geralmente utilizamos o termo tempo médio de acesso porque, em www.pontodosconcursos.com.br 9
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOcondições de uso, o tempo de acesso varia quando se está lendo umdeterminado dado ou outro, especialmente quando estamos falandode discos.4 - Capacidade de armazenamentoSe o disco rígido perde feio no quesito velocidade, ganha disparado,no entanto, quando o assunto é capacidade de armazenamento.Sempre tomando como base um computador pessoal padrão demercado na atualidade, podemos constatar que os discos rígidos maiscomumente vendidos são capazes de armazenar cerca de 120 GB(cento e vinte Gigabytes). Enquanto isso, os PCs de hoje costumamvir equipados com 256 ou 512 MB de memória RAM, capacidade 200vezes inferior à dos HD.5 - PreçoUma decorrência direta dessas últimas distinções entre a memóriaRAM e a memória de massa é o preço. As memórias RAM são, emtermos relativos, muito mais caras que as memórias de massa. Paracalcularmos o preço relativo, basta dividirmos a capacidade dearmazenamento da memória pelo seu preço. Assim, apesar de umdisquete (disco flexível) custar pouco mais de um real, é um tipo dememória cara atualmente, já que possui uma capacidade dearmazenamento pequena – no máximo 1,44MB.Dessa forma, um chip de memória RAM de 512 MB que custa hojecerca de R$ 200,00, tem o preço aproximado de R$ 0,39 por cadaMB.Um disco rígido de 120GB custa em torno de R$ 400,00, o que dariacerca de R$ 0,003 por MB.Um CD-R sai ainda mais barato, com o MB custando em torno de R$0,002.O dispositivo de memória com o preço relativo mais barato hoje ésem dúvida o DVD-R. Custando em média R$ 3,00 a unidade e sendocapaz de armazenar 4,7 GB, cada MB em um DVD-R sai por incríveisR$ 0,0005. Uma pechincha!Pode parecer besteira ficar analisando o preço dos dispositivos dememória, mas há questões de concurso que chegam a questionar,direta ou indiretamente, a relação custo-benefício de umadeterminada configuração de PC.6 - Forma de acesso e leitura dos dadosUma outra forma de diferenciar os dispositivos de memória é amaneira como eles acessam os dados armazenados. Podemos citar osdispositivos de acesso seqüencial e os de acesso não-seqüencial. www.pontodosconcursos.com.br 10
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOEsta é uma classificação simples: se a leitura dos dados pode serfeita diretamente a partir de qualquer parte do dispositivo, a formade acesso é chamada de não-seqüencial, aleatória ou randômica.Aqui se enquadra grande parte dos dispositivos que vimos hoje, comoa memória RAM e todos os discos (rígidos ou flexíveis).O acesso seqüencial, por sua vez, é aquele em que não temos acessodireto a uma parte qualquer da memória. Nesses casos, temos queobrigatoriamente passar por parte dos dados até chegar ondequeremos. Aqui temos as fitas magnéticas ou perfuradas.Para entender melhor esse conceito, vejamos um exemplo familiar:quando assistimos a um filme em vídeo cassete (VHS) e queremos irdiretamente ao final do filme, temos que passar por toda a fita atéatingir o seu final; quando assistimos a um filme em DVD, podemosir, a partir do menu, diretamente a um capítulo no final do disco.Com os computadores a lógica é a mesma: as fitas têm acessoseqüencial e os discos, não-seqüêncial. Fita magnética de 40GB - memória de acesso seqüencialA partir dessas idéias básicas, já podemos tirar várias conclusõessobre o uso dos diversos dispositivos de memória em umcomputador. A principal e mais marcante distinção entre as memóriasé a que diz respeito à sua volatilidade. As demais diferenças sãoquase que decorrentes desta, já que há uma diferença de arquiteturaradical entre elas. As memórias voláteis, que dependem de energiaelétrica para funcionar, são mais rápidas, armazenam menos dados ecustam mais caro por byte armazenado do que os dispositivos dememória de massa. Por suas características, elas são utilizadas commaior freqüência pelo processador para as operações temporárias,enquanto que as memórias de massa são utilizadas paraarmazenamento duradouro e massivo (desculpem a redundância) dedados e programas, graças à confiabilidade e preço desse tipo dememória. www.pontodosconcursos.com.br 11
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOApesar de achar pouco relevante, ressalto que podemos armazenardados utilizando meios perfurados. Os concursandos mais velhoscertamente se lembram da época em que marcavam as respostas daprova em cartões perfurados. Existem também as fitas perfuradas,que eram muito utilizadas na década de 80 em máquinas de telex.Por serem tecnologias muitíssimo ultrapassadas, a possibilidade decaírem em algum concurso é ínfima. Esquema resumido de memóriasEsses dispositivos de memória que compõem a chamada memóriaprincipal e a memória secundária de um computador são, de certaforma, os mais importantes.Veremos agora outros tipos de memória utilizados no computadorcom fins mais específicos, mais restritos. No fim, todos osdispositivos que estudaremos são fundamentais em um computadormoderno, mas alguns dispositivos atuam em um plano maissecundário, enquanto outros estão mais sob nosso alcance. Amemória principal e a secundária, por exemplo, permitemconfigurações e combinações as mais diversas possíveis. Essesaspectos são importantes não só na compra de um computador novo,mas também na resolução de questões de concurso que solicitam aanálise de uma configuração que nos é informada.Optei por não entrar nas especificações das memórias principal esecundária neste momento. Ao invés disso, vamos tentar adquirir www.pontodosconcursos.com.br 12
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOuma visão geral do funcionamento de toda a memória docomputador.A parte mais pesada (ou chata) desse conteúdo está nasespecificações, classificações e velocidades desses dispositivos.Veremos isso mais tarde. Nas provas de concurso, encontramos tantoquestões mais genéricas como mais específicas.Outras Memórias1 - Memória ROMA sigla ROM significa Read-only Memory, ou memória de somente-leitura (ficou feia a tradução, mas dá pra entender, não dá?). Assimcomo a memória RAM, a ROM também é um dispositivo eletrônico e,portanto, uma memória de alta velocidade. Mas, ao contrário da RAM,a memória ROM não perde os dados quando fica sem fornecimento deenergia elétrica. Essas diferenças são o aspecto mais importante paraa definição da utilização da memória ROM.O principal uso da memória ROM é o armazenamento de firmware.Firmware é um software que vem embutido nos dispositivos dehardware. Lembram do exemplo da calculadora eletrônica visto naaula demonstrativa? Pois bem, quando ligamos uma calculadora, suasinstruções básicas de funcionamento estão armazenadas na memóriaROM. Alguns micros mais antigos vinham com o sistema operacionalinteiro (eram pequenos) na ROM. Outro ponto importante é que ofirmware já vem, de fábrica, gravado na memória ROM doequipamento de hardware.Nos PCs modernos, a memória ROM vem gravada com o chamadoBIOS (Basic Input/Output System). Como o nome indica, o BIOS (enão a BIOS, como eu mesmo costumo chamar) é o sistemaresponsável por gerenciar os dispositivos de entrada e saída docomputador. Um PC não funciona sem um BIOS. Se a memória ROMfor danificada, torna-se necessário sua substituição para que o microvolte a funcionar. Todo PC tem um BIOS específico para gerenciar osdispositivos que possui. Assim, um chip de memória ROM édesenvolvido e carregado com um BIOS específico para umdeterminado conjunto de hardware que precisa gerenciar. Naverdade, o principal papel da memória ROM e do BIOS é deixar ocomputador pronto para receber outros softwares, especialmente ossistemas operacionais, que vão "assumir o comando" do computador.A memória ROM é, portanto, um componente eletrônico (um chip)de memória não-volátil projetado para guardar o software mínimonecessário para que o equipamento funcione. Como sempre vem dofabricante pré-gravada, a memória ROM tem um problema. O que www.pontodosconcursos.com.br 13
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOfazer no caso de o BIOS não ser compatível com algum hardwarenovo que queiramos acrescentar ao computador? Para superar esseobstáculo, foram criados outros tipos de memória ROM: • PROM (Programmable ROM) – um tipo de memória ROM que pode ser programado usando equipamentos específicos. • EPROM (Erasable Programmable Read-only Memory) - São memórias ROM, mas que podem ser apagadas por meio de exposição a luz ultravioleta para depois serem reescritas por um equipamento programador de memória ROM. Esses chips são facilmente identificáveis por que têm uma janela translúcida para permitir a incidência da luz ultravioleta. Chip de EPROM • EEPROM (Electrically-Erasable Programmable Read-Only Memory) - São memórias ROM que podem ser apagadas e reescritas eletricamente. • Flash-ROM - é um tipo derivado de EEPROM e, portanto, tem facilidade de apagamento e gravação de dados. Tem largo uso atualmente (nos computadores mais modernos, o BIOS geralmente vem armazenado em Flash-ROM, possibilitando facilmente sua alteração).Dessa forma, as antigas memórias ROM que continham o BIOS doscomputadores, foram sendo substituídas pelas modernas EEPROM. Aimplicação disso é que hoje podemos atualizar o BIOS de nossoscomputadores simplesmente baixando a atualização da internet, nosite do fabricante, e cumprindo os passos necessários. Noscomputadores com chips ROM tradicionais isso não era possível.Quando muito, os chips de ROM podiam ser retirados da placa da CPUe alterados com equipamentos especializados.A evolução dos chips de memória ROM tem uma importância deordem prática muito grande na atualidade. Os chips EEPROM e Flash-ROM estão presentes, por exemplo, em sistemas de injeçãoeletrônica, air-bag, máquinas fotográficas digitais, celulares, mp3players etc. www.pontodosconcursos.com.br 14
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOTomemos como exemplo uma máquina digital cujo firmware estejaem uma memória Flash-ROM. Podemos atualizar o softwaregerenciador dessa máquina baixando novas versões da internet. Issogarante a compatibilidade das máquinas para mudanças nos sistemasoperacionais de nossos micros. Além disso, os pequenos cartões dememória utilizados hoje em vários dispositivos como mp3 players,câmeras digitais etc, são tipos de Flash-ROM. Os chamados pen-drives, dispositivos de armazenamento portáteis, também são tiposde Flash-ROM. Memória Flash-ROM: à esquerda, pen drive de 512 MB e à direita, vários tipos de cartões de memória.Outro exemplo da implicação prática da evolução desses chips é asua utilização nos handleds, os computadores de mão. Vou detalharessa evolução porque a considero muito ilustrativa para quepossamos distinguir bem a diferença entre a memória RAM e a ROM.Eu tive dois desses handleds, de gerações diferentes, ambos damarca Palm. O primeiro deles, o Palm Pilot, era um computador demão que dispunha de um sistema operacional armazenado em umamemória do tipo ROM, além de ter um espaço disponível para dadose programas em memória RAM. Ele funcionava com duas pilhas AAA(palito) e enquanto havia energia disponível nas pilhas, podíamosarmazenar e processar dados. Quando a pilha estava perto do fim, osistema emitia alertas para que as substituíssemos. Se, por distração,esquecêssemos de substituí-las, não tinha jeito, perdíamos todos osdados armazenados. Por quê? Porque os dados estavam todosguardados na memória RAM do handled, que, como sabemos, não écapaz de manter dados se não houver energia elétrica disponível. Naprática, como podíamos fazer backup de todos os dados do handledem nossos PCs, bastava que, depois de uma eventual perda,restaurássemos os dados.Pois bem, hoje tenho um handled de nova geração, um Palm Zire. Agrande diferença em termos das memórias utilizadas nesses doismodelos é que este último utiliza memória Flash-ROM paraarmazenar os dados. Isso significa que, mesmo que fique sem www.pontodosconcursos.com.br 15
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIObateria, os dados permanecem intactos. Ao carregar novamente abateria do handled, ele volta a operar como se nada tivesseacontecido.2 - Memória CacheDe uma forma bem resumida, cache é uma técnica de replicação dedados para economizar recursos. Quando armazenamos dados queprecisamos com maior freqüência em um local mais próximo ou maisveloz do que seu local de origem, estamos utilizando memória cache.Vamos a um exemplo: esta página que você está lendo agora foibaixada para o seu computador a partir de um servidor onde estãoarmazenadas as páginas do pontodosconcursos. Dependendo dasconfigurações do seu navegador de internet, caso você volte aacessá-la, ao invés de ir novamente buscá-la no servidor do site, oseu computador vai abrir a página que já havia armazenadoanteriormente no disco rígido. O resultado disso é que custou menosao computador exibir novamente a página, ou seja, ele utilizoumenos recursos ao consultar os dados que estavam mais próximos.Nesse caso, costumamos dizer que a página estava armazenada emcache.O exemplo acima mostrou a utilização de memória cache entrecomputadores, mas ela também ocorre dentro de um mesmocomputador. Os processadores (CPUs) modernos possuemdispositivos de memória cache embutida. A memória cache é umamemória volátil que fica mais próxima do processador e é mais rápidaque a memória principal, ou seja, é uma memória intermediáriaentre o processador e a memória principal. “Intermediária” é umapalavra chave quando falamos de memória cache. Guarde essaassociação, pois ela é comumente cobrada nas questões de memóriacachê.A lógica é a mesma. É "mais barato" em termos de recursos e muitomais rápido para o processador consultar um dado na memóriacache, do que fazê-lo diretamente na memória principal. Portanto, oprocessador verifica se o dado requerido está na memória cache,caso não esteja, vai buscá-lo na principal. Observação: apesar de o termo cache estar mais relacionado a uma técnica do que a um equipamento ou dispositivo, podemos considerar que a expressão “memória cache” refere-se à memória física que fica próxima aos processadores. Quando não for esse o caso, a questão provavelmente especificará de que cache está tratando, como os arquivos de cache de internet, por exemplo.Fisicamente, a memória cache é um tipo de memória RAM, portantotambém volátil e bastante veloz. Vem junto ao processador(encapsulada), não sendo possível diferenciarmos onde ela se www.pontodosconcursos.com.br 16
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOencontra. No entanto, em termos esquemáticos ou lógicos, a cache éuma memória externa ao processador, intermediária entre este e amemória principal.Ainda sobre a memória cache, é importante saber que elas existemem vários níveis. A maior parte dos processadores atuais possui doisníveis de cache (L1 e L2), enquanto outros possuem ainda umterceiro nível (L3). A L1 possui capacidade de armazenamento bemmenor e está mais próxima do processador que a L2. No entanto,esses valores variam muito de um processador para outro.Por exemplo, um processador AMD Athlon64 FX 2,2 Ghz possui128KB de memória cache L1 e 1MB de memória cache L2. Umprocessador Intel Celeron de 2,4 Ghz por sua vez, possui apenas128KB de cache L2, a mesma quantidade da L1 do Athlon anterior. Onotebook que estou usando pra escrever esta aula possui umprocessador Intel Celeron M desenvolvido especificamente paracomputadores portáteis que tem cache L2 de 1MB. Alguns notebooksequipados com Intel Centrino têm cache L2 de 2MB. O que creio queprecisamos tirar dessa confusão é a capacidade média dessasmemórias na atualidade, e que a L1 sempre terá capacidade menorque a L2 em um mesmo processador.Temos então o seguinte: inicialmente, o processador consulta a cacheL1. Se não encontrou o que procurava, consulta a cache L2. Caso nãoencontre o dado necessário em nenhum nível da memória cache, aíentão o processador consulta a memória RAM. Desse funcionamento,podemos concluir que o aumento da capacidade da memória cache deum computador resulta em uma melhora em sua performance.Cache hit e cache missOs processadores utilizam técnicas para otimizar o uso da memóriacache e assim aumentar a performance do computador. Há umprincípio chamado posição de referência, que diz: • Se a CPU utilizou determinado dado no momento, provavelmente vai necessitar desse mesmo dado nos próximos instantes. • Se uma instrução foi lida a partir da memória, provavelmente a CPU necessitará ler a instrução armazenada na posição seguinte da memória.A aplicação desse princípio permite que o processador, ao precisar deum dado, encontre-o na memória cache em 80% das vezes, nomínimo. A essa taxa de acerto chamamos cache hit.Quando, ao contrário, um dado necessitado pelo processador não éencontrado na memória cache, temos um cache miss. Observação: assim como cache é um termo que define uma técnica e não um dispositivo, os termos cache hit e cache miss www.pontodosconcursos.com.br 17
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO também podem ser associados a outros usos de cache, como o cache de internet, por exemplo.3 - Memória Virtual3.1 - IntroduçãoComo sabemos, todo programa aberto pelo sistema operacional ficacarregado na memória principal do computador, ou seja, na memóriaRAM. Da mesma forma, os arquivos nos quais estamos trabalhandoou fazendo alterações, como planilhas e documentos de texto, vãosendo guardados nessa memória.Pois bem. Nos sistemas operacionais modernos podemos ter diversosprogramas abertos simultaneamente e em cada um deles pode havervários arquivos sendo trabalhados. Assim, é possível (e provável) queem um determinado momento a quantidade de memória principal docomputador seja totalmente utilizada.Em outras palavras, imagine que você está trabalhando com o Word,o Excel e o Power Point abertos. Além disso, abriu um documentopdf, e o visualizador de imagens do Windows. Como se não bastasse,está tocando algumas músicas em mp3 e navegando na internet. Aessa altura, é provável que a quantidade de programas e arquivosabertos tenha ultrapassado a capacidade máxima de armazenamentoda memória principal (RAM).A boa notícia é que o computador não pára de funcionar nessasituação. A má notícia é que ele fica mais lento. Quando a capacidadeda memória principal é totalmente utilizada, entra em cena achamada memória virtual. A memória virtual é um recursogerenciado pelo sistema operacional que aloca um espaço no discorígido do computador fazendo com que ele (o disco rígido) funcionecomo um complemento da memória principal.Quando instalamos o sistema operacional no computador,automaticamente ele já reserva um espaço no disco rígido (valoresque podem ser alterados) para o funcionamento da memória virtual.Se for necessário, os dados que estavam guardados na memóriaprincipal serão transferidos para o disco rígido formando então maisum nível físico de memória a ser consultado pela CPU. Assim, a CPUprocura um dado requerido primeiramente na memória cache. Nãoencontrando-o, faz a busca na memória RAM e, dependendo dascondições de uso no momento, procede à busca na memória virtual,que fica no disco rígido.3.2 - Considerações sobre desempenhoA primeira decorrência da utilização da memória virtual é que o microfica mais lento. Os dados que antes estavam disponíveis na memória www.pontodosconcursos.com.br 18
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIORAM, que é uma memória rápida, agora estão armazenados no discorígido, que é muito mais lento.É por isso que um computador com pouca memória RAM instaladacostuma acessar muito o disco rígido enquanto o operamos. Portanto,se isso está ocorrendo, a instalação de memória RAM adicionalresultará em uma melhor performance do computador, já que, comisso, haverá menos acesso ao disco rígido.A propósito, o aumento da capacidade de memória RAM em umcomputador só resulta em um melhor desempenho quando amemória virtual é muito utilizada. Se o computador que utilizamos jápossui muita memória RAM, com capacidade de lidar com todos osprogramas e arquivos que executamos simultaneamente sem muitoacesso ao disco rígido, a instalação de mais memória RAM não vaiimpactar em nada o seu desempenho.Em outras palavras, o acréscimo de memória RAM não resulta,obrigatoriamente, em um aumento de desempenho do computador.Para que isso ocorra, deve haver uma situação de déficit daquantidade da memória RAM em relação ao uso que se faz do micro.Ou seja, o aumento de desempenho depende de condiçõesespecíficas de uso. É, pois, um aumento condicional.Outra conclusão é que a quantidade de memória RAM instalada podeafetar o desempenho do computador, mas não altera a velocidade deprocessamento, pois esta depende somente do processador instalado.3.3 - Configurações da memória virtualConceitualmente, memória virtual é uma técnica de gerenciamentode memória, na qual a memória apresentada a um aplicativo é maiore/ou mais contínua e uniforme do que realmente é. Quer dizer, umdeterminado aplicativo vai partir do pressuposto de que a memóriaprincipal disponível é o total da memória virtual e não apenas aquantidade fisicamente instalada de memória RAM. Mesmo partedessa memória virtual estando na RAM e parte no disco rígido, oaplicativo a trata como se ela fosse uma só memória, contígua. Amemória virtual é, portanto, a soma da memória RAM e da área dodisco rígido utilizada.A forma mais comum de implementação da memória virtual é autilização de um arquivo de troca, ou Swap file (memorize o termoem inglês, que é bastante utilizado), no disco rígido.As configurações do Swap file podem ser alteradas no sistemaoperacional. No Windows XP, por exemplo, podemos configurar otamanho mínimo e máximo do disco rígido que pode ser usado peloswap file. Pode-se também indicar um disco rígido específico paraessa tarefa, uma partição (uma parte reservada) para trabalharexclusivamente como swap file ou ainda uma combinação de discos e www.pontodosconcursos.com.br 19
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOpartições. Uma recomendação do Windows é que se evite o uso doswap file no mesmo disco rígido em que o sistema está instalado, oque na maioria dos micros domésticos é difícil de implementar, já quegeralmente eles possuem apenas um disco rígido.Segundo a documentação do Windows XP, o tamanho do arquivo deSwap padrão é 1,5 vezes a quantidade de memória RAM instalada.De qualquer forma, este é um recurso configurado automaticamentepelo sistema e que muitas vezes é alterado durante o uso docomputador. Às vezes, quando estamos utilizando o Windows, eleavisa que o tamanho do arquivo de paginação (outro termo para oswap file) está insuficiente e que será aumentado. Portanto, não éalgo com que tenhamos que nos preocupar. Entretanto, em sistemasde uso crítico ou em computadores destinados a usos específicos(servidores web, p.ex.), é recomendável uma configuração maiscuidadosa do swap file. Observação: é comum referir-se à memória virtual como sendo o arquivo de Swap. Há certa confusão desses conceitos nas próprias documentações dos sistemas operacionais. Pessoalmente, não consideraria errada uma questão que estabelecesse essa relação a não ser que o equívoco ficasse evidente. Ou seja, via de regra, consideraria correta a associação direta de memória virtual como sendo o arquivo de Swap, mesmo sabendo que memória virtual é uma técnica genérica e não um arquivo.Observações sobre nomenclaturasAlgo que causa certa confusão nos iniciantes em informática é aincoerência de algumas nomenclaturas utilizadas. Vamos fazeralgumas considerações sobre isso.O termo RAM deriva, como sabemos, de acesso aleatório (RandomAccess). Isso ocorre porque a CPU acessa a RAM usando umendereço para chegar diretamente aos dados, sem necessidade depassar por outros, ou seja, é um acesso não seqüencial. Entretanto, amemória ROM também é capaz de acessar os dados dessa forma.De forma semelhante, a memória ROM (Read Only) que ganhou seunome graças à impossibilidade de gravação posterior de dados emseus chips, hoje se tornou uma forma de armazenamento de dadosaltamente versátil, especialmente por meio das Flash-ROM. Essasúltimas, mesmo podendo ser facilmente regravadas, continuamcarregando a sigla ROM consigo.Não se deixem confundir com isso. As nomenclaturas em informáticageralmente fazem muito sentido na época de seu lançamento e,mesmo perdendo o sentido com o tempo, costumam permanecerintactas. www.pontodosconcursos.com.br 20
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOEXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO - NOÇÕES GERAIS1) (CESPE – SEAD/ADEPARÁ /2004 – Analista de TI) Em ummicrocomputador do tipo PC, a BIOS é um programa instalado namemória permanente do computador cujo objetivo é o gerenciamentodas atividades básicas de entrada e de saída; a RAM é uma memóriavolátil, enquanto a ROM é uma memória permanente (não-volátil)que possui, geralmente, códigos ou programas gravados pelofabricante do equipamento.Comentário:Este item do Cespe dispensa maiores comentários. O único errinho daquestão foi ter chamado o sistema BIOS de “a” BIOS. Esse é um víciocomum dos profissionais de informática brasileiros (eu também façoisso).Gabarito: item correto.2) (FCC – UFT 2005) O disco rígido (HD) é o dispositivo dehardware:A) no qual residem os arquivos do sistema operacional e todo oespaço de trabalho das memórias principal e cache L1.B) que contém apenas os arquivos do sistema operacional.C) que contém apenas os documentos resultantes da execução dossoftwares instalados no computador.D) onde residem os arquivos do sistema operacional e todo o espaçode trabalho das memórias principal e cache L2.E) no qual podem ser gravados os arquivos do sistema operacional,os arquivos decorrentes dos aplicativos instalados no computador eos documentos produzidos pelo Office.Comentário:Alternativa A. O disco rígido é onde normalmente ficam guardados osarquivos do sistema operacional. Devemos dizer “normalmente”porque, por exemplo, há várias distribuições do sistema operacionalLinux que são carregadas a partir de um CD-ROM, sem que sejanecessária a sua instalação no disco rígido. A questão erra ao afirmarque o disco rígido guarda todo o “espaço de trabalho” da memóriaprincipal (RAM) e da cache L1. Essa expressão “espaço de trabalho”também foi muito infeliz.Alternativa falsa. www.pontodosconcursos.com.br 21
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOAlternativa B. O disco rígido, além do sistema operacional, tambémguarda os arquivos dos programas que foram instalados (planilhas,jogos etc) no computador e os arquivos de dados (documentos,músicas, vídeos etc).Alternativa falsa.Alternativa C. Quando a questão fala em documentos resultantes daexecução dos softwares instalados no computador, dá a idéia de sereferir aos arquivos de dados que normalmente geramos emprogramas como editores de texto e planilhas eletrônicas, porexemplo. A redação ficou bem ruim, mas, de qualquer forma, comovimos, o disco rígido guarda, além desses arquivos, os arquivos dosistema operacional e os arquivos dos programas instalados nocomputador.Alternativa falsa.Alternativa D. Aqui houve uma variação da alternativa “A” igualmenteerrada.Alternativa falsa.Alternativa E. Essa é a alternativa correta.Gabarito: alternativa E.3) (CESPE – SEAD/ADEPARÁ /2004 – Analista de TI) Em umaarquitetura de computador do tipo von Neumann, nenhum programafica armazenado na memória, além dos dados.Comentário:Uma das contribuições do modelo de von Neumann foi conceber oarmazenamento de programas e de dados na memória docomputador. Verificamos esse funcionamento observando quearmazenamos programas e arquivos nos discos rígidos, por exemplo,e os carregamos para a memória RAM, quando em uso.Os projetos de computadores anteriores à máquina de von Neumannarmazenavam os programas diretamente em seus circuitoseletrônicos. Esses circuitos tinham que ser reconfigurados para quehouvesse a troca dos programas.Nas chamadas máquinas de von Neumann temos, portanto, a uniãodos dados e dos programas na memória do computador.Gabarito: item errado. www.pontodosconcursos.com.br 22
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIO4) (CESPE – BB – 2001 – com adaptações) Com o objetivo deadquirir um novo computador e com o auxílio de um navegador, umusuário acessou um site de busca para selecionar sites especializadosna venda e na compra de computadores via Internet, obtendo aseguinte proposta para a aquisição de seu novo computador.Hardware:Processador Intel Pentium 4 1,5 GHz128 MB de memória RAMFloppy disk de 1,44 MB de 3 ½"Winchester de 20 GBAcerca das especificações e da possibilidade de aquisição docomputador da proposta acima, julgue o item a seguir:Dada a capacidade de memória do winchester, é possível dispensar aaquisição de memória RAM, barateando o preço do computador emantendo as mesmas características de desempenho da configuraçãooriginal apresentada acima.Comentário:É muito comum encontrarmos questões que exploram oconhecimento de hardware do candidato utilizando configurações dePC e solicitando a análise de um ou outro item dessa configuração.Esse item do CESPE não trouxe maiores dificuldades. Basta sabermosque a memória RAM é imprescindível a um computador, ou seja, nãopodemos deixar de adquiri-la como argumento para baratear o preço.Situação diferente seria se a questão perguntasse se poderíamosdiminuir a quantidade de memória RAM, o que é perfeitamentepossível.Gabarito: item errado.5) (CESPE – ANATEL/2004 – Analista Administrativo) Umusuário acessou, por meio de uma conexão ADSL e utilizando oInternet Explorer 6 (IE6), o sítio da ANATEL http://www.anatel.gov.bre, após navegar pelas páginas desse sítio, obteve a página webmostrada na janela do IE6 ilustrada acima. Considerando essasituação e sabendo que o computador do usuário tem comomicroprocessador um Pentium 4 de 2,8 GHz, cache de 512 kB e 256MB de RAM, julgue o item a seguir.Se o computador não dispusesse de cache, não seria possível teracesso à Internet por meio de conexão ADSL. Por outro lado, pelofato de o computador dispor de cache de 512 kB, a conexão à www.pontodosconcursos.com.br 23
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOInternet mencionada pode atingir taxas de transmissão, no downloadde arquivos, de até 256 kbps.Comentário:Essa questão tem o enunciado meio longo e aborda alguns aspectosque ainda não estudamos, mas quis trazê-la para ilustrar a formacomo os examinadores tentam confundir a cabeça do candidato maisdesavisado (ou cansado). Apesar da confusão do texto, pararespondê-la só precisamos saber que a cache não tem nada a vercom velocidade de download de arquivos, acesso a sítios na internetetc.A única relação da memória cache é a de memória intermediáriaentre a memória principal e o processador, em qualquer tarefa queesteja sendo feita. Seria muito difícil fazer qualquer análise somentese partindo de um dado valor de memória cache, ou seja, não dápara afirmarmos praticamente nada baseados nisso. Entretanto,podemos estabelecer relações derivadas do aumento ou diminuiçãoda quantidade de memória cache, já que essa variação promove umacréscimo ou decréscimo quase que direto na performance geral docomputador.Gabarito: item errado.6) (ESAF - Analista de Finanças e Controle - AFC/CGU - 2004)Uma memória cache mantém os blocos de dados maisfreqüentemente usados em uma memória pequena e rápida que élocal à CPU.Comentário:Apenas recordo que em termos lógicos a memória cache é externa aoprocessador, mas fisicamente está integrada a ele (“é local à CPU”).Gabarito: item certo.7) (ESAF – Técnico Administrativo - MPU 2004) Um Cache missocorre quando o dado não está no cache e o processador precisaacessá-lo na memória RAM.Comentário:Quando o dado procurado é encontrado na memória cache, ocorre ochamado “cache hit”, caso contrário temos o “cache miss”. Cabelembrar que esses termos podem referir-se à memória cache doprocessador ou a outros tipos de cache, como o cache de arquivos dainternet (web cache). www.pontodosconcursos.com.br 24
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOGabarito: item certo.8) (ESAF – Técnico Administrativo - MPU 2004) A memóriaCache L3 é a mais antiga das memórias cache, tendo surgido com osprocessadores 386 onde era localizada dentro do próprio processador.Atualmente, esta memória cache vem sendo substituídagradativamente pelas memórias Cache L1 e L2 que sãosignificativamente mais rápidas.Comentário:A cache L3 só existe em processadores mais modernos. Também nãose pode dizer que um nível de cache substitui outro. Se umprocessador possui cache L3, certamente também possui cache L1 eL2. Não se tratam de gerações ou tecnologias diferentes de memóriacache, mas simplesmente de indicadores de níveis subseqüentesdessa memória: L1, level1; L2, level2 etc.Gabarito: item errado.9) (CESPE – FHCGV – Técnico em processamento de dados)Memória virtual é uma funcionalidade que permite aos programasendereçar a memória de um ponto de vista lógico, sem considerar aquantidade de memória principal disponível fisicamente.Comentário:Esse item dispensa muitos comentários. Conceituação precisa dememória virtual. O maior propósito da memória virtual é aumentarartificialmente a quantidade de memória principal disponível nosistema, geralmente usando para isso áreas do disco rígido.Gabarito: item correto.10) (ESAF – AFRF 2002) Quando um disco magnético é utilizadocomo memória virtual, o tempo de acesso é inferior ao da memóriacache.Comentário:Essa é uma questão simples, porém perigosa. A memória cache éaquela intermediária entre o processador e a memória RAM, utilizadapreferencialmente pelo processador devido a sua alta velocidade. Emordem de velocidade temos, da mais veloz para a mais lenta:memória cache, memória RAM e disco rígido. O que acho que essaquestão tentou foi confundir o candidato com o conceito de tempo deacesso superior/inferior. www.pontodosconcursos.com.br 25
    • CURSOS ON-LINE - INFORMÁTICA - CURSO REGULAR PROFESSOR SÉRGIO BONIFÁCIOPossui tempo de acesso inferior, aquela memória mais rápida. Possuitempo de acesso superior, aquela mais lenta. Portanto, o discomagnético, em qualquer condição de uso, possui tempo de acessosuperior ao da memória cache.Gabarito: item errado.É isso. Por hoje ficamos por aqui.Na próxima aula, concluiremos o estudo de memórias e dispositivosde armazenamento analisando os seus aspectos mais específicos - osdetalhes desses dispositivos. Veremos tópicos como tipos de memóriaRAM, capacidade de armazenamento e velocidade dos dispositivos dememória.Até lá. www.pontodosconcursos.com.br 26