Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB                                Coordenação Nacional 2012-2013 Cruz ...
RELATORIAS DOS ESPAÇOS:   1- Análise de Conjuntura e Questão Agrária – Joba (MST/RJ)    De 1990 a 2002 foi um período que ...
medida que se percebe que não há projetos para os setores dos movimentos sociais,igrejas etc. Mesmo após o PT chegar ao go...
que são caracterizados como opostos, mas complementares para o sistema capitalista.Então temos construído o homem padrão, ...
mulher, como já tem avançado nos casos de violência entre parceiras lésbicas, em quejá houve punição para este caso no paí...
3- Movimento Estudantil Geral e Juventude- Carla Bueno Flufo (Ex-Feabenta e Coordenação Nacional do Levante Popular daJuve...
sentir parte disso. As politicas tocadas na UNE serão as que vivenciaremos em nossasUniversidades. Precisamos considerar a...
estar participando dos espaços da UNE novamente. (leitura da carta do coletivo MaisVale o que Será)        Por outro lado,...
Diversos fatores foram enumerados e correlacionados com a criminalizaçãoespecífica da maconha tendo como pontapé inicial s...
Negão (Cruz) – Papel da criminalização relacionando com o genocídio da populaçãonegra e das tradições. Os gastos públicos ...
ação em que a FEAB se inseriu e deu o caráter de visão da América Latina queprecisamos ampliar, além de estar defendendo a...
intencionalidade. A DENEM tem uma conjuntura interessante que é um convenio dosgovernos Brasil x CUBA com os militantes no...
é uma boa forma de dialogar nas calouradas e em outros espaços nas Universidadespara trazer a estudantada pro lado da Agro...
A auto-organização das mulheres em grupos feministas deve ser impulsionadapara a militância da FEAB nas Escolas para que p...
repasse da CN; Estão construindo o Encontro do Cone Sul da CONCLAEA, através devisitas ao Uruguai, com o objetivo de estim...
um abaixo assinado com 5 mil assinaturas no vale do São Francisco; Participarão doSeminário de Construção do ERA/NE; Têm i...
articulando com a FEAC; Sediarão o Curso de Formação Feminista juntamente comFEAB e ENEBIO; Apresentam algumas dificuldade...
companha da Curricularização da Extensão, nas discussões sobre transgênicos e comdebate de cotas raciais; Estão montando u...
    REGA/ENGA e ANA: Jonas e Levi.       FENEX: Belau e Levi.       Jornada de Agroecologia do Paraná: Jefferson e Tama...
- MSP’s:      • Avaliação Nacional dos EIV’s – é preciso sintetizar o acúmulo dos EIV parauma segunda avaliação. (Como? Qu...
Mundial das Mulheres. De acordo com as reuniões e proposta entre as entidades emDiamantina visualiza-se para o curso acont...
ENCONTROS:- Norte (Belém) – ERA:Parcerias: ENEBIO, ABEEF e Movimentos Sociais.Seminário Interno: 19 de OutubroSeminário de...
   Buscar maneiras de fazer com que a Federação se amplie e que seja tomada       como referencia dentro das Universidade...
“Que diremos aos nossos filhos?                Quando acabar a comida,                Quando acabar o trabalho,           ...
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  1. 1. Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB Coordenação Nacional 2012-2013 Cruz Das Almas/BA - UFRB E-mail: cnfeab@yahoo.com.br PLENÁRIA DE SUPERINTENDÊNCIAS UFRRJ – Seropédica-RJ, Outubro de 2012.GRADE:ESCOLAS PRESENTES:Santa Maria (Coordenação Regional 1); Belém (CO ERA Norte); Crato (CO ERANordeste); Viçosa (Coordenação Regional 3); Juazeiro (NTP de Agroecologia),Florianópolis (Coordenação Regional 2); Cuiabá (Coordenação Regional 4); Aracaju(Coordenação Regional 8); Diamantina (NTP de Gênero e Sexualidade); Piracicaba (NTPde RI); Frederico Westphalen (NTP de Agroecologia); Ilha Solteira (NTP de História eComunicação); Jaboticabal (Coordenação Regional 7); Pelotas; Seropédica (CO EREASudeste); Campos (CO 56º CONEA) e Cruz das Almas (Coordenação Nacional).
  2. 2. RELATORIAS DOS ESPAÇOS: 1- Análise de Conjuntura e Questão Agrária – Joba (MST/RJ) De 1990 a 2002 foi um período que para a esquerda se caracterizou como umperíodo de avanço do neoliberalismo, com privatizações, abertura econômica para ocapital internacional e desmonte do Estado Nacional. Isso muda o cenário brasileiroque acaba tornando vulneráveis os sindicatos, que hoje apresenta poucas lutasunificadas. O BNDS era o arcabouço das grandes privatizações no Brasil no período deavalancha neoliberal no Brasil, incentivando as privatizações, além de colocar os bensdo povo à venda. Na universidade houve grandes prejuízos por conta do que representou umageração de dez anos de formados num período com pouca ou nenhuma experiência deorganização e luta, fortalecendo o debate da neutralidade da ciência e da educaçãoque nega a luta de classes existente na sociedade. Foi um período marcado por grande repressão aos movimentos sociais, onde oestado queria “limpar as barreiras” para a implantação do neoliberalismo, então osmovimentos do campo que apresentavam resistência no período FHC foramextremamente criminalizados, “satanizados”, captado e praticamente aniquilado. Todoesse processo neoliberal foi dirigido para a elite, representada politicamente peloPSDB e DEM que representavam setores econômicos que facilitavam a inserção dasempresas transnacionais no Brasil. No campo o agronegócio representava o avançocapitalista, havendo representações tanto do setor Nacional quanto do setorInternacional. Nesse período a análise, quase consensual, da esquerda brasileira era queprecisávamos de um instrumento que aglutinasse todos os ramos, um partido, seja omodelo convencional que dispute eleições, seja um novo. No período o partido querepresentava isso era o PT, que servia como referencia de instrumento político deesquerda que aglutinava todos. A partir de 1989, este faz uma leitura que oimportante era a vitória para o governo, perdendo de vista o horizonte do poder.A vitória do PT nas eleições de 2002 é a concretização de um processo onde o Partidodos Trabalhadores explorando as contradições da burguesia interna, entra numprocesso de aliança com setores da burguesia interna arrastando os setores daindústria e do agronegócio nacional a fazerem essa aliança com o PT, o que ficourepresentado pela presença do Industrial José de Alencar como candidato à vice-presidência na mesma chapa que o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. Por tanto, a composição do executivo foi uma coalisão de forças, nãorepresentando um governo de esquerda. Nesse período houve uma disputa pelogoverno e os setores burgueses numa tentativa de fragmentar a esquerda brasileira.Na movimentação desse governo a esquerda nunca comandou o Pais, ficando a cargoda burguesia industrial que utiliza o BNDS para fortalecer esse setor industrialnacional, que muda o eixo do mercado brasileiro para atender não somente os EstadosUnidos, mas também, países europeus, africanos e asiáticos. Outra manobraeconômica utilizada foi aumentar os impostos, reduzir as taxas de energia, construçãode grandes hidroelétricas para fortalecer as indústrias. No desenvolvimento dessegoverno de composição de forças aumentaram-se as contradições com o governo à
  3. 3. medida que se percebe que não há projetos para os setores dos movimentos sociais,igrejas etc. Mesmo após o PT chegar ao governo os movimentos sociais continuam aser o setor que ganha menos benefícios, e continuam sendo criminalizados, agoraatravés do judiciário e principalmente pela mídia. Isso tudo leva ao descontentamentoe questionamento da esquerda brasileira. No governo em que todos ganha, mas nãohá mudanças estruturais, e hoje a esquerda não tem força social para dirigir asmudanças, gerando cada vez mais contradições na sociedade. O que esta em disputapara o próximo período é a chamada nova classe media. Para disputar o povobrasileiro é necessário utilizar novas leituras, para não ser entendido como osatrasados que lutam por “pautas atrasadas” como reforma agraria. O agronegócioconquista corações e mentes e é o nosso grande inimigo no campo, mas apresentamcontradições como trabalho escravo, exploração e domínio econômico sobre oscamponeses. Nesse processo chamado por parte da esquerda de neodesenvolvimentismo ogoverno não rompe com o modelo neoliberal e trabalha a inclusão social com políticasmomentâneas, pontuais e assistencialistas como bolsa família, minha casa minha vida,PAA, PNAE, que não é a solução para o problema existente na sociedade, mas quemelhora as condições de vida da classe trabalhadora, aumentando ainda mais ascontradições existentes. Ficando como desafio para a esquerda brasileira pensar amelhor forma de explorar essas contradições canalizando para o processo deacirramento da luta de classes. No campo o Brasil continua exercendo seu papel na divisão internacional dotrabalho, que de produzir e exportar matéria prima, tradicionalmente a produção decommodities agrícola. Nesse período de crise econômica a saída encontrada pelocapitalismo foi transformar o capital internacional fictício em compras de territórios naÁfrica e América Latina, remodelando seu projeto capitalista no campo. 2- Formação em Gênero – Mari (Ex-feabenta e militante da diversidade sexual) O espaço iniciou-se com uma rodada de apresentações de nomes e status derelacionamentos associando com uma dinâmica logo em seguida. A dinâmica consistiuem cada pessoa contar quantos homens e quantas mulheres estavam presentes nasala, anotar em um papel e depois confrontar os números entre tod@s. O resultadoapresentado foi o mesmo e a partir disso a Mari inicia o debate sobre o que é tercaracterísticas de mulher ou de homem e como se dá essa construção na sociedade,mostrando que a percepção do feminino e do masculino e de como esses sexos devemse comportar e se relacionar é algo que nos foi introduzido e naturalizado, ou seja, osexo faz referência às características anatômicas e o gênero refere-se aocomportamento de cada sexo e é social e historicamente construído. A construção dos gêneros é decorrente da sociedade patriarcal em quevivemos, que apesar de ser anterior ao Capitalismo não era universal e foi generalizadatornando-se fator estruturante para o Capital. O patriarcado surgiu quando foi criada apropriedade privada, onde os homens detinham os bens e o poder, gerandohierarquização e dominação sob a mulher, vista como propriedade de procriação.Assim, o patriarcado estabeleceu duas possibilidades de gênero que delimitam aliberdade dos nossos corpos e escolhas, por conta da construção cultural que sofrem, e
  4. 4. que são caracterizados como opostos, mas complementares para o sistema capitalista.Então temos construído o homem padrão, que é violento, agressivo, forte e sábio, queocupa os espaços públicos e de poder e que precisam ser “Homem de verdade”. E deoutro lado a mulher padrão, que é delicada, frágil, cuidadosa, submissa, que ocupa osespaços reservados e que precisa estar “protegida”. Da mesma forma a sexualidade foipadronizada e criada a heteronormatividade, onde cada gênero deve se interessar pelogênero oposto. Os indivíduos que não correspondem às tais padronizações são inferiorizados eoprimidos, pois para uma sociedade patriarcal e capitalista é preciso procriar, produzirmão-de- obra e consumir. E além de ser dividido, o gênero é hierarquizado, ondetemos a formulação da divisão sexual do trabalho e do machismo. Historicamente sãoos homens que ocupam os espaços de poder e a esfera do trabalho e as mulheres queficam encarregadas pelos cuidados com a casa e os filhos e limitadas ao espaçoprivado. E mesmo com o avanço das mulheres no espaço público e das conquistas pordireitos, a dominação do homem sob a mulher ainda é um fator atual e que impede aautonomia sob seus corpos. Os casos de violência sexual e física contra mulheres sãonúmeros elevados no Brasil e em todo mundo, onde a cada 24h uma mulher éviolentada no país. Debater essa questão e como enfrentá-la é uma tarefaindissociável da militância na luta contra as opressões. Em 2006 entrou em vigor a Lei Maria da Penha como lei de direitos humanos,fruto da luta de mulheres que se organizam contra o sistema que as violenta e oprime,e leva este nome em homenagem à uma jovem mulher que lutou contra seu agressorpara puni-lo. A Lei propõe coibir e punir as ações de violência praticada contramulheres, mas ela sozinha não muda a situação de violência por isso é preciso terpolíticas de apoio e prevenção. O que acontece com o quadro de algumas Leis, como a‘Maria da Penha’, que temos hoje no Brasil é sua incapacidade de criar costumes e de,simplesmente, funcionar. A falta de incentivo do próprio poder público e de auxílio àsmulheres violentadas, muitas vezes acaba gerando a retirada da acusação por conta damulher estar desamparada socialmente e não conseguir se desvincular do agressorquando no caso é seu companheiro. Nestes casos, é muito difícil para a mulher buscarajuda, porque ela não tem de fato uma garantia que a assegure. Quem hoje vai presono país são presos políticos, como ladrão, traficante e estuprador. No caso da mulherviolentada que faz a denúncia e o agressor não é preso, quem acaba por se aprisionaré a própria mulher, que precisa manter-se escondida daquele que a violentou. Alémdisso, o discurso da criação de leis acaba sendo de diminuir a impunidade dosopressores, mas não cumpre com o papel da transformação da consciência e da formade pensar destes agressores. Nosso sistema penitenciário, o aparato repressor e ojudiciário não influenciam na rediscussão do modo de viver e sobre a contradiçãocotidiana das opressões. A opressão às mulheres homossexuais é também um ponto a ser discutido, écada vez maior o número de lésbicas que são violentadas dentro da nossa sociedadeque foi culturalmente ensinada dentro da heternormatividade que a imagem damulher é atribuída à reprodução e tem seu sexo a domínio do homem. Muitas vezes éusado o discurso machista de “ensinar” à mulher homossexual sua sexualidade e estasmulheres além de espancadas são violentadas sexualmente. A lei Maria da Penhaainda precisa avançar para assegurar os casos de violência homofóbica contra a
  5. 5. mulher, como já tem avançado nos casos de violência entre parceiras lésbicas, em quejá houve punição para este caso no país. O debate em torno do feminismo e da organização de mulheres na luta porseus direitos e contra todas as formas de opressão e violência contra a mulher temsido pautado pela Via Campesina, onde há uma importante forma de articulação ediálogo para nossa Federação. O conhecimento dos direitos das mulheres precisaatingir todos os espaços para que mais e mais mulheres sejam libertadas dasopressões, daí a importância de as organizações que abraçam esta pauta e dos gruposfeministas estarem sempre dialogando e procurando formas de trazer para o dia-a-diada sociedade o reconhecimento da defesa da mulher. Um pilar para a desconstrução do machismo e da opressão contra a mulher é adesconstrução da própria masculinidade do homem na sociedade, como os costumesde seu comportamento quanto àquelas características que foram atribuídas ao“machão”, o “homem de verdade”. É preciso problematizar o papel do homem naperspectiva do patriarcado, fazendo com que ele se reconheça como agente quecarrega a figura do opressor. A naturalização do comportamento machista é um fatorpresente no dia-a-dia e no comportamento do homem e da mulher, por isso é umgrande desafio tanto para o homem se reconhecer quanto opressor como para amulher perceber-se como oprimida. Daí a importância dos espaços de auto-organização das mulheres, que é o momento em que a mulher pode dialogar comcompanheiras e compartilhar suas experiências, se ajudando a perceber as formas deopressão e como combatê-las. A auto-organização das mulheres surge a partir de umareal necessidade dentro dos espaços.DEBATE: Destaque à importância dos espaços de auto-organização das mulheres daFEAB também para além do CONEA, é preciso incentivar e estar trabalhandoconstantemente nas Escolas a pauta de gênero. É de fato um avanço muito grande e necessário os homens estaremdescontruindo sua masculinidade e se sentindo mais mulher, se colocando no lugardelas para entender a opressão existente. Nos espaços da FEAB não é diferente etemos um grande desafio, mesmo entre os avanços que já temos na Federação,trazendo pra debate também a questão da sexualidade. Precisamos perceber a dificuldade de se trabalhar com essas questões com oscamponeses e comunidades tradicionais, onde é um assunto mais delicado. Temos odesafio de entender e saber como discutir. Experiências com terreiros também devem ser acompanhadas e levadas emconta nos estudos feministas, pois é uma cultura considerada matriarcal onde aimagem da mulher tem outra perspectiva comparando com a sociedade patriarcal,inclusive os homens que praticam o candomblé são vistos pela sociedade comohomossexuais por conta da figura da mulher, a “mãe do terreiro”, ser bastante forte.* Foram apresentados dois vídeos sobre desconstrução da masculinidade com relatosde organizações de homens que discutem o feminismo e o combate às opressões degênero.
  6. 6. 3- Movimento Estudantil Geral e Juventude- Carla Bueno Flufo (Ex-Feabenta e Coordenação Nacional do Levante Popular daJuventude): O maior desafio que encontramos hoje ao debater juventude não é conceitua-la, mas sim fazer uma leitura e entende-la. Existem diferentes conceitos sociológicospara juventude. O que se tem de projeto hoje para a juventude: A juventude é estratégica para o capitalismo. É uma possibilidade de mão deobra barata, atacada com grande incentivo da mídia para o consumo exacerbado, etc.e essas características que são ensinadas à juventude contribuem com a manutençãodo atual sistema. Já a juventude da classe trabalhadora, além de cumprir com essepapel de sustentação do sistema, é jovem, negra e pobre que estão sendoexterminados porque vivem a margem do sistema. Ao longo da nossa historia, em todas as revoluções que aconteceram em nívelmundial a juventude teve um papel crucial, como na revolução Cubana, Sandinista eBolivariana, que ainda esta em curso, onde existe um ministério da juventude popular.Na Venezuela, todos os jovens tem acesso à educação de ensino superior, o quemostra a importância da juventude dentro de um processo revolucionário. Ela e ofermento principal dentro da construção de uma nova sociedade. Hoje a cada 10 jovens estudantes, 07 são trabalhadores. Isso nos coloca umdesafio: Como nos acumulamos forças partir desse sujeito que também é trabalhador(a)? E qual e a possibilidade desse jovem trabalhador acompanhar a dinâmica damilitância do movimento estudantil? No Brasil existem 51 milhões de jovens, o que equivale a 27% da populaçãonacional, sendo que apenas 5,4 milhões, ou seja, 15% são estudantes do ensinosuperior. Isso mostra que temos 15% de jovens para organizar dentro da universidade,mas os outros 85% não estão dentro dela. Desses 15% de jovens que estão no ensinosuperior, apenas 23% estão em universidades publicas e 77% estão nas instituiçõesparticulares. De 10 anos para cá, o acesso ao nível superior público aumentou em 70%, frutoda política de expansão de vagas do governo federal (REUNI e PROUNI). Estesprogramas, mesmo com suas muitas contradições, estão abrindo a possibilidade demais jovens terem acesso ao ensino publico, e agora, com a aprovação das cotas,teremos uma grande mudança no quadro da universidade. Se enxergarmos que a FEAB tem o desafio de organizar os estudantes deagronomia dentro das universidades, e que isso possibilita que o jovem esteja emmovimento, que se sinta parte e sujeito da transformação, e que tenha pelo menos aopção de escolha, etc. é preciso construir, além de manter a formação de militantes equadros, uma política de massa que seja capaz de dialogar e organizar todos osestudantes. Os centros acadêmicos são muito importantes para fazer essa ponte, odialogo, a via institucional e eleitoral são ferramentas importantes para essa políticade massa e esses espaços precisam ser disputados pela FEAB. A UNE é a entidade de representação dos estudantes do Brasil. Querendo ounão querendo é ela quem nos representa, é essa entidade que aparece no imagináriodo povo quando se fala em Movimento Estudantil. Enquanto FEAB, precisamos nos
  7. 7. sentir parte disso. As politicas tocadas na UNE serão as que vivenciaremos em nossasUniversidades. Precisamos considerar a nossa historia, e a UNE é um espaço históricode organização dos estudantes. É importante a Federação se fazer presente nosespaços da UNE e disputá-la. Dentro da FEAB nós trabalhamos apenas um pedacinhodo movimento estudantil, e é dentro da UNE o espaço que podemos congregar todosos estudantes e somar forças, articular para fazer luta de massa e poder mudar aconjuntura. Hoje no Brasil, o poder do estado, da mídia, do dinheiro está com aburguesia, suas forças são elas. A classe trabalhadora encontra sua força na massa,com o povo em movimento. A tarefa histórica da FEAB neste momento é acumularforça para a construção do socialismo e organizar o máximo de estudantes que puder.- Carol (Diretora da UNE pela Oposição de Esquerda): A juventude tem diversas formas de organização, no nosso caso, que estamosna universidade, é através do movimento estudantil. O movimento estudantil tem atarefa de não apenas debater as lutas coorporativas, mas também sobre a formaçãodo profissional que está dentro desta instituição, e sua relação como sujeitotransformador da sociedade. As políticas públicas de expansão e de cotas evidencia o fato positivo de que aclasse trabalhadora esta entrando na universidade, mas tem muita dificuldade para semanter dentro dessa universidade, sua formação torna-se desqualificada, semassistência estudantil, devido aos cortes do governo para as verbas da educaçãosuperior. São boas as experiências do movimento estudantil para as lutas fora dauniversidade pela aproximação e articulação com os movimentos sociais populares.Hoje, a maioria dos estudantes não se sente representados pela UNE. A estrutura e aorganicidade da entidade se tornaram burocratizadas e ainda não se da de formatotalmente horizontal. Um dos desafios da oposição de esquerda da UNE é comocriamos uma nova maneira de aproximar os estudantes frente aos espaços não muitoatraentes da entidade. É preciso aproximar estes estudantes e pelas pautas maiscomuns, pelas contradições mais latentes que a principio podem parecer puramenteluta corporativa, mas que deve ser o inicio de um processo de conscientização eentendimento, por parte destes estudantes, de que a luta do movimento estudantilestá para além de pautas coorporativas. A luta coorporativa é um meio e não um fim. Juntos/as, precisamos pensar em uma alternativa de construção de um espaçomenos burocratizado, congressos onde os estudantes se sintam a vontade departicipar, colocar a UNE de volta nas ruas, uma nova forma de fazer política dentro daentidade. O capitalismo só vem se fortalecendo e a UNE é um instrumento importantepara a organização dos estudantes, pensando as práticas da nova cultura quequeremos construir.DEBATE: Coloca-se que o debate e deliberações da bandeira de ME Geral, a respeito daUNE no último CONEA foi descuidada para com este assunto, sendo que precisávamosde maior tempo para amadurecer a ideia de a Federação estar retornando aos espaçosda UNE, isso gerou um atropelamento e uma conclusão precoce de que a FEAB deve
  8. 8. estar participando dos espaços da UNE novamente. (leitura da carta do coletivo MaisVale o que Será) Por outro lado, existem opiniões de que o congresso trouxe bons elementospara a discussão e a federação deve voltar a participar dos espaços da UNE, parapensar a melhor forma de se inserir e construir a UNE. Existem divergências neste debate sobre a disputa da UNE. Os apontamentoscontra a entidade são pela estrutura burocratizada, problemas de direção da UNE queestá aparelhada pelo governo, não contempla nossas bandeiras de luta, a construçãodo socialismo e não transparece a luta dos estudantes na rua. As características positivas fazem a leitura de que a UNE tem a capacidade derepresentação da massa estudantil e é um espaço importante de ser disputado, tendoem vista de que as políticas atuais da UNE não contemplam a forma de fazer políticada Federação e deve-se tentar mudar este quadro e assim criar uma nova política queseja diferente desta direção atual. As considerações dos congressos e a própriaentidade são de esquerda e isso não pode ser desconsiderado. É preciso ser debatido,avaliar a partir da nossa participação nos espaços. 4- Descriminalização das Drogas – Renato Cinco (Marcha da Maconha/RJ) e Fábio Ferraz (FEAB – Floripa/SC) Inicialmente foi colocado pelos palestrantes um pouco do histórico dacriminalização das drogas, deixando claro que o grande foco inicial sempre foi a igrejana sua tentativa que caçar outras religiões e etnias que faziam uso de outrassubstâncias para fins espirituais. Assim foi com os árabes, os negros e os índios emuitos outros. A forte catequização mundial por parte da igreja católica ficando visívelprincipalmente no período da inquisição onde homens e mulheres eram caçados comoanimais e queimados na fogueira devido a divergências espirituais e crenças distintasda igreja. Após uma breve análise da igreja fomos adentrando nas questões econômicas eculturais focando principalmente na proibição da cannabis sativa, popularmenteconhecida como maconha. Contrário ao que muitos acreditam, a primeira proibição nomundo sobre a maconha se deu particularmente no Brasil em meados do séc XVIIIporém, sem grandes repercussões internacionais. Os EUA, para variar foi foco indissociável da discussão devido sua guerra contraas drogas e a grande perseguição étnica presente na criminalização de substânciasneste país norte americano. Proibição do ópio devido ao consumo pelos imigranteschineses, proibição da cocaína devido ao uso pelos imigrantes negros que trabalhavamem docas em New Orleans e a proibição da maconha devido ao uso dos imigrantesmexicanos. Já por volta de 1920 foi proibido nos EUA o uso do álcool que deu origem aoforte crime organizado, gerenciado pelo grande mafioso Alcapone. Os EUA vendo aincapacidade em controlar o uso do álcool acabou por legalizar novamente o álcool em1937. Porém todo um aparato policial foi criado para recriminar o comércio ilegal,aparato este que ficou de mãos vazias com o fim da proibição. Em 1942 é proibido amaconha nos EUA.
  9. 9. Diversos fatores foram enumerados e correlacionados com a criminalizaçãoespecífica da maconha tendo como pontapé inicial sempre a igreja e sua gama poruma catequização global e monopólio da cultura e religião mundial.Foi abordado sobre os grandes interesses das corporações, indústrias e governo.Indústria petrolífera, petroquímica, farmacêutica e a alianças destes com o governonorte americano. O grande “bum” internacional se fez durante o governo Nixon e aguerra do Vietnã. Superando os por quês da criminalização, entramos na discussão dos efeitosdesta criminalização, esclarecendo como a política de repressão das drogas de fatonão funcionou e continua não funcionando. Um ótimo esclarecimento foi deixar claroque não há uma política de criminalização das drogas, mas sim uma política decriminalização da pobreza onde só os negros, pobres e oriundos do gueto acabam porserem indicados, perseguidos e trancafiados. Muitos números foram mostrados com ointuito de esclarecer quem são hoje os ”perigos produtores, comerciantes, e usuários”perseguidos pelo aparato repressor do estado. Também foram feitos esclarecimentos a respeito dos muitos fins que podem sedar através da fibra do cânhamo e do óleo da cannabis (derivados da maconha). Finsmedicinais e econômicos. Muitas possibilidades foram colocadas, mostrando ainfinidade de materiais e susbstâncias que podem ser derivadas da maconha. No âmbito da agronomia, não teve como não pensar em quem deteria os meios deprodução e comércio em caso de uma legalização no Brasil. A discussão girouclaramente em torno do agronegócio e do pequeno agricultor, e mesmo com o grandeconservadorismo, o agronegócio se coloca hoje, muito mais aceitável a maconha doque os pequenos produtores (isso devido a forte investida da mídia contra estasubstância). Por fim se esclareceu também os conceitos a respeito da despenalização,descriminalização, legalização e liberação ampliando a visão dos participantes arespeito das diferenças de cada conceito e garantindo através da discussão que oconceito de descriminalização é uma luta individual e pequeno burguês que nãogarante o fim da opressão nas camadas baixas da sociedade.DEBATE:Questionamentos levantados:Diego ( FEAB Juazeiro) – Como a maconha seria inserida na discussão da agriculturafamiliar e como esse debate se relaciona com a luta de classe?Piu (FEAB Juazeiro) – Maconha é droga como é feita a comparação com as outrasdrogas?Rafa (FEAB Cruz) – Como vai se dá a questão do modelo agrícola? É guerra às drogas,as drogas financiam a guerra?Santiago (FEAB Cruz) – Como se é levado esse debate ao publico da periferia?Lamarca (FEAB Jaboticabal) – Relação da criminalização dos usuários e da redução damaioridade penal.
  10. 10. Negão (Cruz) – Papel da criminalização relacionando com o genocídio da populaçãonegra e das tradições. Os gastos públicos são astronômicos e prova a falência dessaestratégia.Tunã (Coletivo Nacional Levante) – importância das discussões desse tipo dentro dauniversidade por estar no amago das relações burguesas.Felipe (Coletivo Nacional Levante) – o debate não pode ser visto pela ótica dasliberdades individuais, mas sim como fator estruturante no combate ao sistema,experiência da USP na repressão da reitoria com a policia por indícios de consumo deCannabis.PagaLanche (FEAB Pira) – perpetuação dos debates dentro da FEAB, regulamentaçãodo estado como isso seria palpável, problematiza o dialogo com a base dosmovimentos sociais, como o uso de drogas é relacionando com os problemas diáriosda vida do trabalhador.Murilo (FEAB Cruz) – a renda dos traficantes são maiores que a renda dos pais, e apreocupação vêm para onde vão as pessoas que tem o trafico como modo de ganhar avida. E a importância de consolidar um grupo para se discutir permanentemente naFEAB.Mirian (FEAB Viçosa) – como se dar a organização da marcha da maconhaDiego (FEAB Santa Maria) – incoerência da Agronomia em não utilizar a planta parafins de estudos.Felipe (Coletivo Nacional Levante) – importância do viés antropológico no estudo dadescriminalização. 5- Campanhas / CONCLAEA 5.1- CONCLAEAAbertura do ponto: Jéfferson Duarte - CN Em 1991 na cidade de Pelotas-RS ocorreu o primeiro CLACEEA (CongressoLatino Americano e Caribenho das Entidades Estudantis de Agronomia), ondeaproximou debates das entidades que compõe a CONCLAEA (Confederação Caribenhae Latino Americana dos Estudantes de Agronomia) e foi alimentando a caminha nocombate ao Imperialismo enquanto entidade que discute as questões de classes comouma pauta em comum. Os últimos CLACEEA’s ocorreram no Paraná em 2008, na Colômbia em 2009 e2011, na Argentina em 2012 e no ano de 2013 acontecerá no Uruguai de 15 a 26 dejaneiro. Antecedendo os Congressos as entidades realizam pré-CLACEEA’s por regiõesdo continente com caráter de mobilização, em que neste ano teremos o da Andina edo Cone Sul. O pré-CLACEEA e Primeiro Encontro de Estudantes de Agronomia do ConeSul será no Rio Grande do Sul com cidade ainda a definir entre os dias 2 e 4 deNovembro deste ano, sendo organizado pela escola de Santa Maria, onde a Argentina,a Colômbia e o Uruguai já garantiram a presença. O desafio que temos quanto FEAB é mobilizar a militância a estar presente noCLACEEA e se inserir mais na CONCLAEA. Enquanto CN o esforço é traduzir a revistafeita em 2009 que apresenta um histórico da CONCLAEA e que precisa ser fomentadoem debates nas escolas. A campanha de apoio Brasil esta com Chaves foi uma boa
  11. 11. ação em que a FEAB se inseriu e deu o caráter de visão da América Latina queprecisamos ampliar, além de estar defendendo a ALBA como o projeto Latino-americano contra o Imperialismo. Inclusive para FEAB ainda há o desafio decompreender as diferentes leituras da América Latina e aumentar essa integração. Foi deliberada no CONEA a participação mútua entre os países que compõem aCONCLAEA no EIV, esse caráter interdisciplinar é um desafio para a CONCLAEA e aFEAC tem construído uma unidade em torno dessa pauta. A FEAB precisa buscar meiosde trazer estudantes dos outros países para o EIV, trabalhar as questões daCurricularização da Extensão também ao nível de CONCLAEA, trabalhar o caráterinterdisciplinar dos cursos na área de Agronomia e Agroecologia e estar dialogandodentro da FEAC com essas trocas de experiências. Além disso, para amadurecer aCONCLAEA dentro da FEAB é necessário participar dos espaços a fim de compreendere trazer para dentro do CONEA a pauta a cerca da disputa da América Latina. Em relação ao próximo CLACEEA temos de conjuntura do Uruguai que existemapenas dois cursos de Agronomia no país, os Movimentos Sociais não é são tão amplose apresenta uma questão agrária bem diferenciada da brasileira, com isso teremos umimportante desafio junto a uma ótima oportunidade de estarmos conhecendo arealidade dos companheiros AeA (Associación de Estudiantes de Agronomia) noUruguai. Para a FEAB há uma expectativa dentro da CONCLAEA que se assumainstancias para 2013, pois o Brasil é visto como referencia no M.E. da Agronomia e deorganicidade da nossa entidade e estamos a alguns anos sem assumir instâncias daConfederação. Questões que devemos levar em consideração quando pensamos emCONCLAEA e nas relações com a FEAC (Federação dos Estudantes de Agronomia daColômbia), por exemplo, são: Viçosa-MG tem um grande número de colombianos emintercambio e o C.A. foi chamado pra avaliar os intercâmbios do MERCOSUL; asvivências com as comunidades tradicionais na Colômbia é um espaço muito rico e aFEAB tem a capacidade de internalizar para dentro da federação; no CONEAC(Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia da Colômbia) em setembro houveparticipação de quatro brasileiros que perceberam um momento difícil e defragmentação da esquerda e com uma analise rápida já se pode perceber que não hádiscussões em torno do feminismo e da agroecologia, pautas que já possuem certoavanço nos espaços da FEAB.DEBATES: A discussão das relações internacionais e da CONCLAEA não estão tão firmes epresentes na federação. O que temos feito são esforços pontuais de estarmospresentes nos espaços, mas não estar construindo efetivamente a CONCLAEA e temosdificuldade de fazer as analises completa da América Latina. Precisamos reforçar a importância de estar inseridos e construindo aCONCLAEA, pois os companheiros latinos apostam muito na FEAB por possuir grandeimportância pelas trocas de experiência de militância para suas organizações. É umaquestão para ser pensada pela CN e pelo NTP de RI sobre como ampliar a relaçãointernacionalista através da Via Campesina e fortalecer os espaços da CONCLAEA. É importante as escolas se atentarem mais a questão dos intercâmbios depaíses latinos dentro da universidade e de aproveitar esta situação com mais
  12. 12. intencionalidade. A DENEM tem uma conjuntura interessante que é um convenio dosgovernos Brasil x CUBA com os militantes no sentido de fazer intercâmbios para trocasde experiências. A FEAB tem uma referencia dentro da CONCLAEA, pelos seus processos,relações, assim como a FEAC que surgiu a partir das experiências e contribuições daFEAB, as giras e os EIVs que enriqueceram o processo da CONCLAEA. A FEAB precisa começar a se atentar a debater mais o processo de Reformaagrária na América Latina e contribuir com as pautas de Feminismo e Agroecologia dasentidades estudantis latinas companheiras. Assim, precisamos buscar experiência deorganização junto a esses países para poder contribuir e avaliar o que se podeaproveitar para FEAB e o que podemos contribuir. 5.2- CampanhasCampanha Permanente Contra o Uso de Agrotóxicos e Pela VidaAbertura de ponto: Joelton Belau – CN Ainda no CONEA de Santa Maria em 2010 surgiu a pauta da luta contra osagrotóxicos nos Movimentos, quando a FEAB foi convidada para participar doSeminário Nacional dos MSP’s, onde se decidiu dar início à Campanha PermanenteContra o Uso de Agrotóxico e Pela Vida. Deste então a FEAB enquanto entidade quecompõe a Via Campesina se colocou na Campanha e preparou o jornal “Se o camponão planta, a cidade não janta” trazendo a pauta da campanha da luta contra osagrotóxicos para trabalhar nas calouradas. Posteriormente, ao iniciar 2011, tivemos olançamento oficial da Campanha com materiais para debate e com o desafio dereverberar com a sociedade e abranger os diversos setores. A Campanha inicialmente trouxe o debate da saúde, questionando que oveneno esta presente na alimentação diária da sociedade. Foi lançado o documentário“O Veneno Está na Mesa”, a cartilha, o primeiro dossiê da Abrasco e diversos materiaisinformativos. Agora vivemos um momento de segunda etapa da Campanha em tornode uma reflexão sobre o modelo de agricultura atual e propondo a saída daAgroecologia. Os objetivos da Campanha são de sensibilizar a sociedade sobre o queameaça a saúde que é proveniente do avanço do Capital, construir unidade nossetores na construção da pauta e denunciar as empresas que produzem ecomercializam os agrotóxicos. Quem constrói a Campanha são os MSP’s do campo, instituições de pesquisa,movimentos sindicais, Grupos organizados, algumas ONG’s, executivas dos cursos deagrárias e saúde e alguns mandatos político-legislativos. E nestes dois anos aCampanha já conseguiu extrapolar as fronteiras do Brasil, sendo puxada pela ViaCampesina e só tende a ganhar forças. Novos materiais estão sendo lançados como aparte 2 do dossiê e a segunda cartilha e novos setores começam a se inserir.DEBATE: Diante da importância da pauta e da dimensão da Campanha o que fica praFEAB é conseguir trabalha-la mais nas Escolas, levando em consideração que o debate
  13. 13. é uma boa forma de dialogar nas calouradas e em outros espaços nas Universidadespara trazer a estudantada pro lado da Agroecologia. Algumas escolas da FEAB já estão inseridas em Comitês locais da Campanha e aCN deve orientar essa construção nas outras Escolas que ainda não se aproximaram dodebate. O próximo ano será um período da Campanha de dar maior gás, quando ela jáestará com uma boa visibilidade e poderá entrar em embates diretos contra os setoresdo Agronegócio.Campanha Basta de Violência Contra as Mulheres – Via CampesinaAbertura do ponto: Tamara Lacerda – CN Em 2010 foi a Via Campesina lançou a Campanha “As Campesinas e osCampesinos dizem Basta de Violência Contra as Mulheres”, que já vinha sendodiscutida pelos setores das mulheres desde 2008 na Conferência Internacional da Via.A Campanha foi proposta com o caráter de denúncia e de desmistificar a naturalizaçãoda violência contra a mulher, focando em toda forma de violência, seja física oupsicológica, exercida contra as mulheres do campo, mas também visibilizando as dacidade. Pós o lançamento da Campanha, houveram dificuldades no processo deandamento pelos Movimentos da Via e ela não foi internalizada nas bases. A propostaque a Via Campesina faz para o próximo período é resgatar e trabalhar a Campanha,dando maior visibilidade e lançando novos materiais como a cartilha de formação queestá para sair. No Brasil a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o MMC (Movimento dasMulheres Camponesas do Brasil) estão se propondo a trabalhar a Campanha e entre osdias 17 e 20 de Outubro deste ano acontecerá o primeiro Encontro Nacional do MMCem Brasília com a Temática “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contraa mulher”, que será um bom momento para dar o gás na Campanha e onde a FEABpode começar a se inserir e abrir relações. O Movimento pretende garantir pelo menosum ônibus de cada estado para as mulheres dos movimentos da Via, é preciso entrarem contato local e visualizar a possibilidade de estarmos mandando as mulheres danossa militância. No último CONEA debatemos no ponto de MSP’s sobre a pouca relação quetemos com os setores de mulheres da Via Campesina e visualizamos a importância deconstruir esta relação, participando assim dos calendários de luta, formações eacompanhando as atividades. Então, a Coordenação Nacional da FEAB vem propor eorientar às escolas a trabalhar com esta Campanha, sendo uma boa forma de amarraruma relação e abrir diálogo com o MMC e outros setores de mulheres da Via.DEBATE: Trabalhar a Campanha nas Escolas é uma boa oportunidade de a FEAB estaraproximando as mulheres para a militância em torno de uma pauta que é tão presentena sociedade. Deve-se trabalhar nas calouradas e nos diversos espaços daUniversidade, sendo um importante impulso para a organização de grupo de mulheres.
  14. 14. A auto-organização das mulheres em grupos feministas deve ser impulsionadapara a militância da FEAB nas Escolas para que possamos avançar nos debates emnossos espaços nacionais e para que mais mulheres estejam se organizando emcoletivos, não só se limitando ao debate dos CONEA’s. Precisamos fazer a pauta das mulheres tornar-se presente nas escolas e que amilitância esteja ocupando os espaços e coletivos feministas dentro das universidadesnas mais diversas áreas também. No próximo período teremos a realização do Curso de Formação Feminista daFEAB e ABEEF e este será um importante momento para pautarmos a Campanha eestreitarmos os laços com as mulheres da Via Campesina, em específico o MMC.Campanha de Curricularização da ExtensãoAbertura do ponto: Joelton Belau – CN Tendo em vista o descontentamento dos estudantes com a falta da extensãonas Universidades e o modelo do quadro curricular que temos surgiu a proposta daCampanha da Curricularização da Extensão na FEAB pela gestão 2011-2012 da CN –Santa Maria e Frederico Westphalen, que lançou no último CONEA a cartilha “Semprática não dá, Extensão Universitária nos currículos já! – Por um(a) agrônomo(a) comconsciência social e ecológica”. A Campanha deve englobar o conjunto dos estudantes dando umdirecionamento na formação profissional, não se distanciando da realidade do povo nocampo, visto que a extensão deve antever o ensino e a pesquisa, para conhecer arealidade da localidade e pensar o saber científico a partir disso. Esta campanha não se finda em si mesma, na realidade só se torna umaCampanha de verdade se as Escolas se dispuserem a construírem e pautarem a partirda realidade de cada uma, construindo debates, fóruns e formações locais e regionaispara discutir formação profissional. E é partindo dos acúmulos das escolas,compartilharemos em um espaço nacional para culminando numa pauta de unidadeda Federação. Dessa forma, a Campanha trata-se de uma construção coletiva e a FEABdeve problematizar a pauta nas Escolas para se tornar algo concreto. Além disso, aCampanha pode ser construída com outras organizações políticas que tenhamafinidade com a FEAB e tenham a visão da necessidade da construção de umprofissional que precisa atender o interesse do povo e do(a) trabalhador(a). A FEAB deliberou no último CONEA que se tenha um Curso Nacional sobreFormação Profissional trazendo o que será trabalhado pela Campanha e foi propostoque aconteça em Curitiba-PR. A partir disto, a CN também propõe que anteriormente aeste espaço as Escolas realizem fóruns para discutir a grade dos cursos e assim tocar aCampanha com intencionalidade refletindo a realidade local. 6- Repasses das Escolas:- SANTA MARIA (Coordenação Regional 1): Dificuldade de organizar suas atividadesdevido à greve e a volta da antiga gestão da CN; Estão organizando a semana daCalourada e a eleição do Diretório Acadêmico; Estão realizando encontros semanaisonde ocorreram alguns debates sobre juventude, drogas e Fazendo trabalho de basecom a galera nova; Houve um CF I construído juntamente com a ABEEF; Fizeram o
  15. 15. repasse da CN; Estão construindo o Encontro do Cone Sul da CONCLAEA, através devisitas ao Uruguai, com o objetivo de estimular os militantes uruguaios na construçãodo CLACEEA; Felipe foi para a Argentina com o objetivo de convocar a presença dessasescolas para o Enc. Cone Sul que será nos dias 2 a 4 de Novembro no assentamento doMST Tupã.- BELÉM (CO ERA Norte): Estão se preparando para realizar o 1º ERA/N; Estãopassando por um processo de renovação; Fizeram o planejamento junto com a ABEEFpara a construção do ERA que será realizado do dia 27 de março a 02 de abril de 2013e devido a algumas datas importantes, a CO esta em constante reflexão sobre aocorrência do ato na cidade, o tema proposto para o encontro é: Agroecologia naAmazônia, construindo saberes popular; O seminário de construção do ERA será de 15a 17 de novembro de 2012; Estão buscando parcerias como a executiva de farmáciapara ampliar na construção do encontro.- CRATO (CO ERA Nordeste): Estão se preparando para o seminário interno do ERA/NEque será entre os dias 19 e 21 de outubro; O seminário de construção coletivo estámarcado para 01 a 04 de novembro; Construíram pós o CONEA o “Caldeirão dosMovimentos Sociais”; estão acompanhando a construção do EIV-CE; Estãoacompanhando as reuniões de articulação da Via Campesina no Ceará.- VIÇOSA (Coordenação Regional 3): Após o CONEA fizeram o repasse da R3 com aRural (UFRRJ); Estão participando da construção EIV-MG; Estão no processo deseminário de formação e planejamento; As prioridades da CR são: Fortalecer escolasdo grupo FEAB, trabalhar o C.A de Viçosa, aproximação dos Grupos de Agroecologia e afortalecer escolas do Espírito Santo devido a ausência dos grupos de FEAB, de Lavrasque tem poucos militantes e Florestal que não consegue se organizar na FEAB e estãotrabalhado no CA iniciando o projeto Mata Atlântica; O trabalho da regional será emconjunto da ABEEF; Lavras é AN da ENEBIO; Darão ênfase na campanha contra osagrotóxicos e trabalharão a campanha de formação profissional; Irão acompanhar oNTP de Gênero e Sexualidade e o NTP de Ciências & Tecnologia; Objetivam mandarmilitante para o CLACEEA; Estão em planejamento da questão financeira da CR;Participarão do ENGA facilitando 2 espaços (Campanha contra o uso dos agrotóxicos eCampanha da curricularização da extensão) entre os dias 13 e 17 de novembro; O CAnão está com os militantes da FEAB mas existe uma pessoa da FEAB tocando esseprocesso; Objetivam formar uma grupo auto organizado de mulheres.- JUAZEIRO (NTP de Agroecologia): Realizaram uma reunião interna para debater aAgroecologia e o NTP e visualizam mais formação política para o grupo; Têm comoobjetivo apresentar a instancia nas demais escolas; Incorporaram alguns estudantes deoutras instituições no Grupo de Agroecologia Umbuzeiro (GAU); Realizaram vivênciaem Agroecologia através do MAB e estão com o objetivo de planejar outras vivências;Dia 12 aconteceu uma atividade na UNEB, com a temática O Papel do Agrônomo naSociedade com a participação de vários docentes, relacionando a atividade com acampanha da Curricularização da Extensão, através do GAU e juntamente com outrasentidades; Participaram do Seminário da Campanha Contra o Uso dos Agrotóxicos PelaVida reunindo diversos movimentos da região, onde ficaram com a tarefa de realizar
  16. 16. um abaixo assinado com 5 mil assinaturas no vale do São Francisco; Participarão doSeminário de Construção do ERA/NE; Têm interesse em contribuir na participação doSeminário de Construção do ERA em Belém; O grupo esta em um bom momentointerno de formação juntamente com diversos movimentos situados em Pernambucoe na Bahia; Estão participando de diversos espaços do MAB, MPA e MST e tem comoobjetivo agregar essas pessoas para o ERA em Crato; A escola se propõe a realizar umCurso Regional de Formação em Agroecologia de 22 de fevereiro a 3 de março, devidoa possibilidade na participação de outras regionais e tem como objetivo estender paradiversas entidades/movimentos.- FLORIPA (Coordenação Regional 2): Após o CONEA construiu a Calourada,trabalhando com o filme O Veneno Está na Mesa, com debates referentes ao mesmo;Realizaram feira de trocas de sementes juntamente com outros grupos; Estãoacompanhando a construção do EIV-SC, que será de 28 de janeiro a 17 de fevereiro, eobjetivam fortalecer a divulgação do EIV para outras escolas; Estarão no espaço sobresegurança alimentar com a Via Campesina; Estão elaborando uma cartilha sobre adescriminalização das drogas; Terão em novembro uma semana de ensino pesquisa eextensão, agregando diversos setores e a instancia realizara diversas intervençõesreferente às campanhas; Estão debatendo sobre democracia interna, com grandeparticipação, e pautando a necessidade de o movimento atuar mais na própriauniversidade; O C.A. e a FEAB que atuam inclusive junto com o DCE estão tocando anova campanha da curricularização e fizeram espaços dentro da FEAB para pensar acampanha.- CUIABÁ (Coordenação Regional 4): Retomaram todas as atividades da FEAB; Estão seorganizando no Comitê Estadual da Campanha Contra os Agrotóxicos, onde estãoparticipando do planejamento da campanha regionalmente; Realizaram planejamentojuntamente com outras executivas; Entre os dias 29 de outubro a 1 de novembrorealizarão um Seminário de Questão Agraria com bandeiras de lutas das executivas;Estão trabalhando na organização do 4º EIV-MT, que será de 3 a 23 de janeiro de 2013;Pretendem participar do Seminário de Construção do Encontro Regional dosEstudantes das Agrarias na Rural (UFRRJ); Construirão o Seminário de Opressões entreo final de novembro no começo de dezembro; Já está pronta uma cartilha sobreJuventude, Cultura e Valores, que foi trabalho do NTP que foram no período passado,e em breve estará divulgada.- ARACAJU (Coordenação Regional 8): Estão construindo a 6ª Semana Acadêmica, queabordará diversos temas que estão referentes na bandeira de luta da FEAB, como aCampanha contra os agrotóxicos e a Campanha da Curricularização da Extensão;Participarão da CO e CPP do 5º EIV-SE, que ainda não tem data devido ao calendárioacadêmico; A Coordenação Regional 8 terá como objetivo a renovação de antigosgrupos, que estão inativos (Maceió, Conquista e Ilhéus), fortalecer os existentes,realizar passadas em Alagoas e um levantamento das escolas novas e das particularesda regional 8.- DIAMANTINA (NTP de Gênero e Sexualidade): Participaram dos eventos CONEAC eECOVIDA na Colômbia, que esteve relacionado à questão Gênero e sexualidade, se
  17. 17. articulando com a FEAC; Sediarão o Curso de Formação Feminista juntamente comFEAB e ENEBIO; Apresentam algumas dificuldades em relação à C.O. por ser um gruponovo, porém com grande apoio na construção do Coletivo Retalho de Fulô, núcleo daMarcha Mundial das Mulheres; Realizaram planejamento interno onde tiraram arealização de encontros semanais de formação interna; pretendem buscar os arquivosde gênero e sexualidade históricos da FEAB para disponibilizar para a militância; Irãotrabalhar a Curricularização da Extensão; Possuem participação dos encontros e lutasdas mulheres; Participarão do Encontro Nacional do MMC em Brasília; Possuem dentroda universidade um grupo de agroecologia onde realizam varias oficinas de agriculturade base ecológica, cultura, entre outros.- PIRACICABA (NTP de RI): Têm participado dos espaços sobre a articulação queaglutinam estudantes que querem fazer parte do movimento estudantil de esquerda;Construíram um planejamento do semestre passado com companheiros da FEAB, comobjetivo de se aproximar do grupo de extensão que trabalha com cooperativa de leitee agroecologia, realizando estágios; Construíram a Semana da América Latina, queapresentou como objetivo mostrar os projetos em disputa na América Latinadestacando nossa opção pela ALBA, juntamente com a ENEBIO e o Levante Popular daJuventude; Quanto NTP de Relações Internacionais encaminharam a construção dacamisa da CONCLAEA, participar na articulação para a ida ao CLACEEA e potencializar aCONCLAEA na FEAB; Um dos objetivos é reorganizar os Centros Acadêmicos nasEscolas e construir uma relação mais constante com Jaboticabal em relação ao MEGeral; Estão participando do coletivo auto organizado de mulheres, que foi recém-criado.- FREDERICO WESTPHALEN (NTP de Agroecologia): Assumiram o NTP de Agroecologiajuntamente com Juazeiro; Estão com dificuldades de planejamento por conta docalendário acadêmico; Estão acompanhando o D.A; Participarão do SC-ERA/Sul, queserá em Erechim/RS; Estão começando um grupo de Agroecologia juntamente com aABEEF; Estão acompanhando a CO/CPP do EIV; Estão construindo chapa paraconcorrer o D.A.; Planejam um seminário de formação profissional; Realizaram CF Icom @s compas de Santa Maria; Estão participando da construção do Enc. do Cone Sulda CONCLAEA; Estão em luta tentando mudar o Projeto Politica-Pedagógico daUniversidade.- ILHA SOLTEIRA: Tinham dificuldades de aglutinar pessoas para a Federação devido àfalta de estrutura; Entraram em disputa do C.A.; Construirão um CF I e já planejampara a realização do CF II; Estão articulando um grupo de estudo de manejo ecológicodo solo; Participaram da formação de um coletivo de mulheres.- JABOTICABAL (Coordenação Regional 7): Em Janeiro montaram um projeto pararealização de uma feira sobre a agricultura familiar; Possuem um grupo de extensãoque atua em assentamentos; Realizaram um debate com o tema referente ao códigoflorestal que aglutinou mais de 500 pessoas; Existem militantes que não participamdos eventos da FEAB, mas que constroem as lutas junto no dia-a-dia; A CR VII temobjetivo de continuar o trabalho em escolas mais consolidadas e visam à aproximaçãonas escolas particulares; Estarão acompanhando o ENGA; Estão trabalhando na
  18. 18. companha da Curricularização da Extensão, nas discussões sobre transgênicos e comdebate de cotas raciais; Estão montando uma chapa com o peso de esquerda para oD.A.- PELOTAS: Participam do grupo de Agroecologia, que já participou de um processo defragmentação; Na universidade o D.A. defende o Agronegócio; O ME se fortificoudevido à eleição no D.A.’s de algumas forças politicas; Conseguiram aprovar noPROEXT o EIV, porém não possuem a data devido ao Calendário Acadêmico.- RURAL (CO EREA Sudeste): Realizaram o repasse da CR III para Viçosa/MG; Já fizeramplanejamento e vão atuar através do C.A, Possuem grupo auto organizado demulheres; Participam de grupos como o de agroecologia, veterinária, entre outros;Estão trabalhando com a companha contra os agrotóxicos; Realizarão um seminário deapresentação do projeto EREA dia 24/10, com diversas entidades como gruposorganizados e outras executivas e outras escolas. O SC do EREA será entre os dias 23 e25 de novembro; O EIV é uma tarefa que esta em constante debate, porém ainda nãoconseguiu deliberar a data por conta do calendário acadêmico; Neste momento estãopriorizando a formação interna.- CAMPOS (CO do 56º CONEA): Já realizaram algumas articulações referentes aoCONEA e já possuem algumas estruturas garantidas; Estão com apoio do Núcleo deEstudos Afro-brasileiros e Indígenas nos estudos relacionados à temática do CONEA;Realizaram um Seminário de Planejamento, onde programaram um CF I pra o dia 10 denovembro e o CF II ainda não tem data definida; O SC do CONEA será de 07 a09/12/2012.- CRUZ DAS ALMAS (CN): Pós organização do 55º CONEA realizarm reunião deplanejamento da Coordenação Nacional, estudando e debatendo as deliberações;Realizaram o repasse da gestão da CN em Santa Maria; Estão construindo o D.A.;Parceria com o AgroVida; Tamara está inserida na organização do Coletivo deMulheres da UFRB; Vêm estabelecendo relação com o Núcleo de Estudos de Políticas ePráticas em Agroecologia da UFBA.Repasse do Planejamento da CN:- Acompanhamentos das regiões:  Regional 1 e 2 (Sul) - Jéfferson  Regional 3 e 7 (Sudeste) - Santiago  Regional 4 e Brasília (Centro-Oeste)- Rafael  Regional 5 e 8 (Nordeste) - Belau  Regional 7 (Norte) - Negão  Regional 8 e escolas com instâncias - Tamara- Acompanhamentos das Atividades Nacionais:  Campanha dos Agrotóxicos - Rafael, Santiago e Douglas (Nacional) e Murilo e Jonas (Estadual).
  19. 19.  REGA/ENGA e ANA: Jonas e Levi.  FENEX: Belau e Levi.  Jornada de Agroecologia do Paraná: Jefferson e Tamara  Jornada de Agroecologia da Bahia: Tamara  Coordenação Brasil da CONCLAEA: Jefferson  Via Campesina: Santiago e Jefferson  UNE: Belau (+ quem tiver disponibilidade)- Contribuirão nas demais atividades pontuais da Coordenação Nacional a partir deCruz das Almas: Jonas, Eliaber, Igor, Irmão, Bira, Murilo, Carlos Arthur, Levi, Douglas,Ramon e Tamara. 7- Leitura das DeliberaçõesEncaminhamentos a partir da Leitura:- ME: • FENEX: é preciso resgatar os materiais de acúmulos e encaminhamentos paradisponibilizar no blog da FEAB. (NTP de Histórico e Comunicação.) • Criação de um GT para acompanhar o FENEX e reunir colaborações e debatesde Reorganização do ME e Organização do FENEX (pautas que ficaram a cargo daFEAB). – Domitila, Paga e Belau se proporam. Deve-se começar as articulações pelalista da FEAB e criar o GT. • Os acompanhamentos dos fóruns da UNE se dará por escolas, orientando quecada escola tente levar pelo menos uma representação. • A CN precisa garantir a instrução às escolas sobre a participação nos fóruns daUNE. • O próximo CONEB acontecerá em Olinda em Janeiro de 2013.- ME das Agrárias: • O NTP de Educação e o NTP de C&T devem abrir diálogo para buscar acúmulosobre PPP( Projeto Político Pedagógico). • O debate da campanha da Curricularização da Extensão deve ser ocupar osespaços de Universidade pelas escolas da FEAB. • O acúmulo sobre o debate de Formação Profissional deve ganhar corporegionalmente (espaços de formação) a fim de nacionalizar.- Formação Profissional: • É preciso ir atrás de Curitiba para o planejamento do Seminário de Formação. • Além das aproximações com os outros sindicatos é preciso buscar diálogocom sindicato da EMBRAPA.
  20. 20. - MSP’s: • Avaliação Nacional dos EIV’s – é preciso sintetizar o acúmulo dos EIV parauma segunda avaliação. (Como? Quando? – Pensar propostas)- Agroecologia: • As regionais devem mapear os cursos de Agroecologia e juntar asinformações com a CN para iniciarem relações.- Comunicação e Finanças: • Diversos materiais de acúmulo antigos da FEAB estão inacessíveis, é precisoprocurar esses materiais para digitalizar e disponibilizar no blog. 8- Planejamento e Encaminhamentos:NTP’s:- Agroecologia (Juazeiro/BA e Frederico/RS)Juazeiro – As vivências serão priorizadas para tentar compreender e estimular outrosespaços de educação buscando um intercambio com a população do campo,incentivando também a FEAB a mandar @s militantes para os EIV’s. Além disso irão seempenhar para contribuir com a realização do primeiro ERA Norte. Para o ERAnordeste, foi avaliado que no último faltou diálogo com a juventude da Via Campesina,então para o próximo irão potencializar essa articulação e fazer com que tenha umencontro do campo e da cidade. De 22 de fevereiro a 3 de março de 2013 serárealizado um Curso de Formação em Agroecologia regionalizado com o foco emaumentar o raio de ação da FEAB, ampliar a consciência da militância da FEAB e searticular com os movimentos da região. Irão fazer visitas na UNIVASF em petrolina,articulando com o DA para apresentação a FEAB. Além disso, acompanharão aconstrução do ENGA e do REGA. E por fim o NTP pretende produzir material didático,cartilhas e vídeos para disponibilizar no blog da FEAB e para as escolas.- Relações Internacionais (Piracicaba) – Irão disponibilizar sobre a realidade da Americalatina para o blog textos, participação no CLACEA e ajudarão a fomentar o debatesobre a América latina e estudantes da CONCLAEA dentro da federação.- Gênero e Sexualidade (Diamantina) – Foram feitas conversas com a CoordenaçãoNacional e com o antigo NTP (Cuiabá), que havia proposto o primeiro Curso deFormação Feminista da FEAB no último CONEA. A proposta que foi trazida para a OS sefechou em o curso ser sediado em Diamantina com o NTP como CO, onde terá aparceria com as mulheres da ABEEF, que assumiram a CO também de um cursofeminista, e a ENEBIO. O grupo de Diamantina tem grande potencial com a questão degênero e já vêm acumulando a partir do Coletivo de Fulô, que é um núcleo da Marcha
  21. 21. Mundial das Mulheres. De acordo com as reuniões e proposta entre as entidades emDiamantina visualiza-se para o curso acontecer ou na semana de 8 de Março de 2013ou no mês de Abril, e o Seminário de Construção ficou com um indicativo de ser nomês de Dezembro.Coordenações Regionais:- CR 1 (Santa Maria) – Pretendem buscar amadurecimento sobre o tema da AméricaLatina e fazer formação para o grupo, que vem passando por um processo derenovação pós a volta da CN. Irão priorizar o acompanhamento das escolas novas.- CR 2 (Florianópolis / Curitiba) - Estão se articulando para dividir as passadas conformefique mais cômodo pelas proximidades e já estão iniciando as atividades. Osestudantes novos na Federação estão bastante interessados em participar dasCampanhas e do CLACEEA e então estes serão focos a serem trabalhados pela CR.- CR 3 (Viçosa) - A escola de Diamantina e de Lavras estarão recebendo um integranteda regional para acompanhar mais de perto por estarem assumindo instâncias daFederação. Além disso o ES também terão maiores passadas para reestruturação dogrupo de FEAB.Divisão dos Acompanhamentos:Míria: irá acompanhar o EREA rural e MOC, que entrara em processo de luta pelo CA.Igor: ME geralSasa: Florestal e Machado, EIV MGAntonio: irá acompanhar os trabalhos em Viçosa.- CR 4 (Cuiabá) – Pretendem resgatar e incorporar os núcleos da FEAB em outrasinstituições mais próximas (Estaduais Federais e Institutos), objetivam a visita emoutros estados e pretendem refortalecer o grupo FEAB Cuiabá com a CR. ACompanheira Kelly está trancando o curso e fará passadas nas escolas pela Regional.Estarão acompanhando a construção do Curso Feminista em Diamantina e trouxerama proposta de levar para a PNEB um espaço sobre a diversidade sexual, facilitado pelaescola. Estarão na construção do EIV MT, que estará abrindo vagas para toda o Centro-oeste e farão passadas para chamar a galera para construção. Além disso estãoresponsáveis por articular um ônibus do centro-oeste para a participação no EREA, jáque não terá encontro regional na região neste período.CR 7 (Jaboticabal) – Ficou definido que as escolas com o grupo mais consolidado serãoacompanhadas mais de perto para não perder a organicidade. Ainda será divididoquais militantes ficarão responsáveis por cada escola.CR 8 (Aracaju) – Estarão em mobilização com as escolas da regional, focando emreestruturar os grupos de FEAB que foram desarticulados nos últimos tempos emapear os novos cursos que estão surgindo na região. Além disso irão acompanhar aconstrução do ERA no Crato e o NTP de Agroecologia de Juazeiro em suas atividades.
  22. 22. ENCONTROS:- Norte (Belém) – ERA:Parcerias: ENEBIO, ABEEF e Movimentos Sociais.Seminário Interno: 19 de OutubroSeminário de Construção Coletivo: 15, 16 e 17 de Novembro- Nordeste (Crato) – ERA:Parcerias: ENEBIO, estudantes de zootecnia e medicina, MSP’s da Região eOrganizações de Quilombolas.Já houve Seminário InternoSeminário de Construção Coletivo: 1 a 4 de Novembro- Centro-oeste – não haverá encontro.- Sudeste (Rural/RJ) – EREA:Já houve seminário internoApresentação do EREA: 24 de OutubroSeminário de Construção Coletivo: 23 a 25 de NovembroPNEB – Curitiba: Carta por e-mail (segue em anexo ao final da relatoria).CONEA – Campos dos Goytacazes/RJ:Estão acontecendo reuniões para debater o CONEA toda terçaJá houve um seminário interno.Seminário de Construção: 7 a 9 de DezembroCoordenação Nacional – Cruz das Almas:  Serão trabalhadas três campanhas: Contra os Agrotóxicos, Curricularização da Extensão e Basta de Violência contra Mulheres (Via).  A Campanha Permanente contra o uso de Agrotóxicos e Pela Vida continuará a ser pautada com o desafio de estimular a inserção das Escolas em comitês para trabalhar a nova etapa da Campanha.  Campanha da Curricularização da Extensão será trabalhada, estudando também formas de potencializá-la de acordo com a realidade de cada Escola.  Aumentar a pauta sobre a aliança com os Movimentos Sociais na prática da Federação.
  23. 23.  Buscar maneiras de fazer com que a Federação se amplie e que seja tomada como referencia dentro das Universidades – uma forma é ocupar os espaços trabalhando nossas campanhas com a estudantada.  Incentivar a militância da FEAB a estar ocupando os Centro e Diretórios Acadêmicos da Agronomia.  Trazer os jovens do campo das Universidades para dentro da Federação.  Reavaliar a estrutura da Federação para que se possa discutir se está satisfazendo a militância e que as escolas consigam entender e discutir como funciona esta estrutura.  Discutir como a FEAB pode contribuir para a mudança da UNE.  Incentivar a construção e participação da militância nos EIV’s.  Continuar articulações com as Escolas e com os grupos/entidade que compartilham de ideais e lutas com a FEAB  Construir articulações com estudantes de agronomia de outros países – Fortalecimento da CONCLAEA.  Repensar nossa política financeira se desafiando a dar um salto – trazer proposta à Federação.  Manter o blog funcionando com divulgação de notícias e materiais de acúmulo – entendemos que o blog tem sido uma importante ferramenta de acesso e que tem gerado novos contatos com escolas novas, por exemplo.  A prioridade inicial será de passadas nas escolas que possuem instâncias.  Trabalhar as CR’s a conseguirem realizar as passadas regionalizadas.- No último CONEA duas instâncias da Federação não foram disputadas e ficaram semescola para assumir, a Coordenação Nacional atual entrou em contato com algumasescolas que demonstraram interesses pós CONEA.O que ficou definido através da Plenária de Superintendências foi:NTP de História e Comunicação: Ilha Solteira/SPNTP de Juventude, Cultura, Valores, Raça e Etnia: Cruz das Almas/BAComissão Organizadora do Curso de Formação Feminista: Diamantina/MGComissão Organizadora do Seminário de Formação Profissional: Curitiba
  24. 24. “Que diremos aos nossos filhos? Quando acabar a comida, Quando acabar o trabalho, E a esperança de vida? Que os governantes são bons? Que os policiais são amigos do povo? Que caixões de companheiros assassinados São a vontade do Criador? Se assim fizermos Um dia faltará Comida. Já não terá esperança. Nem nossos filhos com vida. que diremos então? Que tudo é dos senhores? Que somos todos irmãos? E só morrem sonhadores? Não! Já não podemos calar. Chega o tempo de vencer, Chega o dia de lutar, Sem morrer. A única forma de vencer a morte É enfrentá-la. único jeito de vencer é lutar, único modo de fazer justiça, É continuar lutando. Assim viveremos eternamente!”(Poesia escrita durante a marcha realizada na Bahia – 1998) Ademar Bogo E A FEAB É?! DE LUTA!!!

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