Circular Nacional – Sobre a realização do XXIII CLACEEA
Feabentas e feabentos;
Como nos fala Eduardo Galeano em seu livro ...
“co-participação dos estudantes na estrutura administrativa; participação livre
nas aulas; caráter público das sessões e i...
Sobre as tarefas da FEAB, deliberadas no XXIII CLACEEA
Como já explicitado na Circular Nacional de 25 de fevereiro de 2013...
Latinoamérica
Soy... Soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es d...
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los ...
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Circular CONCLAEA

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  1. 1. Circular Nacional – Sobre a realização do XXIII CLACEEA Feabentas e feabentos; Como nos fala Eduardo Galeano em seu livro Las venas abiertas da America Latina: “Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.” Internalizar o sentimento de pertença, essa “Pátria Grande” chamada América Latina é algo custoso ao nosso país “grande entre os pequenos e tão pequeno entre os grandes” eis o desafio colocado no presente. O nosso passado nos convoca a pensar o presente e a deslumbrar o futuro, pois, o inicio do ensino agronômico na America Latina teve aconteceu no Brasil com a criação do então Imperial Instituto Bahiano de Agricultura, instituição criada em 1859 por personalidades ligadas à agroindústria açucareira com a pretensão de “salvar do aniquilamento a lavoura nacional”, cujo a sede era em S. Bento das Lages, município de S. Francisco do Conde, recôncavo da Bahia e até por lá já se esboçava ares de liberdade como destaca, Maria do Socorro Fraga em “Idéias Socialistas na Escola Agrícola da Bahia”, 1976. Enquanto estudantes universitários Latino Americanos, ainda vivemos os paradigmas reivindicados pela Reforma de Córdoba, emergida em 1918 em Córdoba, Argentina, que reivindicava a construção de uma universidade com:
  2. 2. “co-participação dos estudantes na estrutura administrativa; participação livre nas aulas; caráter público das sessões e instâncias administrativas; extensão da Universidade para além dos seus limites e difusão da cultura universitária; assistência social aos estudantes; autonomia universitária; universidade aberta ao povo”. O que nos parece, tão “desafiador” nos dias atuais, em outros momentos foi muito intenso para nossa federação, pois a FEAB no ano de 1963, pois, ainda nos tempos em que se chamava Diretório Central dos Estudantes de Agronomia do Brasil (DCEAB) realizou a I Convenção Latino Americana de Estudantes de Agronomia, apesar desse evento ter tido um caráter mais acadêmico, ele serviu para ampliar o debate sobre a questão agrária e o ensino agronômico na America Latina, a partir de então temos um “vácuo” histórico em nosso debate acerca do tema quiçá as ditaduras “coincidentemente combinadas em nosso território Latino Americano” possa revelar tal razão. Então temos no ano de 1991 a realização do primeiro CLACEEA (Congresso Latino Caribenho das Entidades Estudantis de Agronomia) em Pelotas-RS Brasil, congresso esse que partida para a criação da nossa CONCLAEA (Confederação Caribenha e Latino Americana de Estudantes de Agronomia), que ocorreu em 1992 na Bolívia durante a segunda edição do evento, é imprescindível aqui chamar atenção para o contexto histórico dessa época, pois, a particularidade desse momento nos desafia a pensar o caráter estratégico do surgimento de nossa organização, entre os anos de 1991/92 temos a grande intensiva do modelo neoliberal que começa a se entranhar nas agendas dos países em processo de “redemocratização”, prova disso é a criação do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) que busca fazer uma “integração” entranhada nos moldes do Consenso de Washington entre os países do cone-sul do nosso continente. Por outro lado cabe salientar que é neste período que se dá o surgimento de La Via campesina que emerge no cenário mundial questionado as mazelas do neoliberalismo e imperialismo, assim podemos observar que a nossa formação e nossa capacidade de leitura da conjuntura política, sempre nos exigiu posturas atualizadas de acordo ao contexto histórico em curso. A FEAB ainda voltou a sediar os CLACEEA’s nos anos 1998 e 2004, 2008 e sediou também o Encontro Cone-sul da CONCLAEA em 2012. Nos últimos anos a CONCLAEA (Confederação Caribenha e Latino Americana de Estudantes de Agronomia) vem contribuindo para a integração latino americana a partir de um espaço que caminha junto aos movimentos sociais populares em diversas partes do nosso extenso continente. Esse cenário atual nos revela o tamanho da nossa tarefa enquanto federação, pois, fazemos parte da construção de La Via Campesina e da CONCLAEA, duas importantes organizações, que “cultivam” e “semeiam” histórias de luta e resistência fundamentais nos processos políticos e sociais no contexto internacional.
  3. 3. Sobre as tarefas da FEAB, deliberadas no XXIII CLACEEA Como já explicitado na Circular Nacional de 25 de fevereiro de 2013, no último CLACEEA, organizado pela AeA (Asociación de Estudiantes de Agronomía) ocorrido em janeiro de 2013 no Uruguay a FEAB assumiu a tarefa de organizar em 2014: o 3°Encontro Interdisciplinar de Estudantes da América Latina e Caribe, as Vivências Interdisciplinares, e o XXIII CLACEEA (Congresso Latino Americano e Caribenho de Entidades Estudantis de Agronomia). Tendo a Circular Nacional, acima citada, a PNEB de páscoa/ 2013 realizada Matinhos - PR fez os seguintes encaminhamentos: “48. Os militantes precisam se aprofundar nos estudos e debates a nível internacional e pautar estes na lista nacional da FEAB. 49. A FEAB necessita fazer seminários regionalizados de formação para intensificar o debate internacionalista na federação e viabilizar a participação da militância no CLACEEA. 50. O XXIII CLACEEA não pode seguir o exemplo de outras edições realizadas no Brasil em que os acúmulos da construção ficaram restritos a CO, neste sentido devemos realizar um processo amplo de construção com a contribuição das escolas e garantir o seminário de construção do CLACEEA na escola sede formulando propostas da FEAB e posteriormente uma construção em nível de América Latina. 51. O Seminário de construção que ocorrerá na escola sede, deve também cumprir papel formativo, possibilitando a inserção do debate internacionalista para o conjunto da Federação. 52. Santa Maria/RS que vem acumulando durante esse tempo no debate internacionalista sediará o próximo CLACEEA. 53. Serão realizados seminários de formação regionais que contemplem também os debates preparatórios para CONESUL. Sendo que Pelotas já se colocou previamente para ser sede do seminário da região sul. “ Assim convocamos tod@s Feabentas e feabentos a participarem dessa construção!!!
  4. 4. Latinoamérica Soy... Soy lo que dejaron Soy toda la sobra de lo que se robaron Un pueblo escondido en la cima Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima Soy una fábrica de humo Mano de obra campesina para tu consumo Frente de frío en el medio del verano El amor en los tiempos del cólera, mi hermano! Soy el sol que nace y el día que muere Con los mejores atardeceres Soy el desarrollo en carne viva Un discurso político sin saliva Las caras más bonitas que he conocido Soy la fotografía de un desaparecido La sangre dentro de tus venas Soy un pedazo de tierra que vale la pena Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra Anotándote dos goles Soy lo que sostiene mi bandera La espina dorsal del planeta, es mi cordillera Soy lo que me enseñó mi padre El que no quiere a su patría, no quiere a su madre Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina Refrão: Tú no puedes comprar el viento Tú no puedes comprar el sol Tú no puedes comprar la lluvia Tú no puedes comprar el calor Tú no puedes comprar las nubes Tú no puedes comprar los colores Tú no puedes comprar mi alegría Tú no puedes comprar mis dolores Tengo los lagos, tengo los ríos Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio La nieve que maquilla mis montañas Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña Un desierto embriagado con peyote Un trago de pulque para cantar con los coyotes Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito La altura que sofoca, Soy las muelas de mi boca, mascando coca El otoño con sus hojas desmayadas Los versos escritos bajo la noches estrellada Una viña repleta de uvas Un cañaveral bajo el sol en Cuba
  5. 5. Soy el mar Caribe que vigila las casitas Haciendo rituales de agua bendita El viento que peina mi cabellos Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello El jugo de mi lucha no es artificial Porque el abono de mi tierra es natural No riso e no amor “Refrão...” (Vamos caminando) No pranto e na dor (Vamos dibujando el camino) No puedes comprar mi vida (Vamos caminando) La tierra no se vende Trabajo bruto, pero con orgullo Aquí se comparte, lo mío es tuyo Este pueblo no se ahoga con marullo Y se derrumba yo lo reconstruyo Tampoco pestañeo cuando te miro Para que te recuerde de mi apellido La operación Condor invadiendo mi nido Perdono pero nunca olvido Vamos caminando Aquí se respira lucha Vamos caminando Yo canto porque se escucha Vamos dibujando el camino (Vozes de um só coração) Vamos caminando Aquí estamos de pie Que viva la américa! Composição: Eduardo Cabra / Rafael Rafa Arcaute / René Pérez América Latina, 16 de julho de 2013 Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB Via Campesina - Brasil Confederação Caribenha Latino Americana de Entidades Estudantis de Agronomia - CONCLAEA Coordenação Nacional 2012/2013 Cruz das Almas - BA (UFRB)

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