Costa,f.webconferência desafiostic

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Questões, desafios e perspectivas sobre a integração das TIC na Escola

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Costa,f.webconferência desafiostic

  1. 1. Geração Digital e aprendizagens<br />Gestores Escolares de São Paulo, Brasil<br />Desafios à integração das TIC nas actividades curriculares<br />Conferência online<br />fernando albuquerquecosta<br />aprendercom.org/miragens | fc@ie.ul.pt<br />Abril de 2011<br />
  2. 2. Tópicos<br />2<br />1<br />3<br />
  3. 3. Contexto e questões de partida<br />1<br />
  4. 4. Como é a situação actual?<br /><ul><li>Os professores usam as TIC?
  5. 5. Estão preparados para o fazer?
  6. 6. Como são preparados?
  7. 7. Existe equipamentos nas Escolas?
  8. 8. O que diz o Currículo oficial a este respeito?
  9. 9. Há aí espaço para a inovação e mudança?
  10. 10. O que pensam os alunos?
  11. 11. O que diz a investigação? </li></li></ul><li>Questões<br />Ao nível do Alunos e do Currículo<br /><ul><li>Que importância e benefícios atribuem os alunos às TIC e que tipo de materiais e tecnologias preferem ?
  12. 12. Que experiência têm com as tecnologias, que formação receberam e que tipo de uso efectivo fazem delas ?
  13. 13. Onde lhe acedem e com que frequência, de quem é a iniciativa e com que objectivos ?
  14. 14. No caso da utilização em contexto de sala de aula, que estilo de trabalho, actividades e tarefas os alunos realizam ?
  15. 15. Que dificuldades enunciam e como são superadas ?</li></li></ul><li>Questões<br />Ao nível dos professores<br /><ul><li>Que importância atribuem os professores às TIC ?
  16. 16. Que formação tiveram ?
  17. 17. Que tipo de uso fazem delas ?
  18. 18. No caso de as utilizarem nas actividades curriculares, como as introduzem, para quê e que tipo de trabalho propõem aos alunos?
  19. 19. Que tipo de modificações nas suas práticas originou o uso das TIC?
  20. 20. Que tipo de reflexão fazem sobre o processo e como resolvem e superam as dificuldades encontradas ?</li></li></ul><li>Questões<br />Ao nível da escola<br /><ul><li>Como é que a escola se preparou para introduzir os computadores ?
  21. 21. Que tipo de modificações foram operadas em termos de espaço, tempo e organização do trabalho de professores e alunos ?
  22. 22. Onde foram colocados os equipamentos e quem é responsável pela sua manutenção ?
  23. 23. Quem os utiliza regularmente, em que contexto específico e para que fins ?</li></li></ul><li>Questões<br />Ao nível da investigação<br /><ul><li>Que dispositivos de acompanhamento e de investigação são implementados?
  24. 24. Que papel têm as Universidades assumido e de que maneira as escolas, os professores e até mesmo os alunos são envolvidos no processo?
  25. 25. Como é operada a disseminação dos resultados da investigação e em que grau se reflectem nas práticas?
  26. 26. Quais os principais problemas identificados e como têm sido superados?</li></li></ul><li>O que pensam os alunos?<br />(Projecto PEDACTICE, 2001)<br />“confirmação do sucesso dos materiaismultimédiatantoaonível das atitudes, como em termos de experiência e domínio técnico.”<br />“inesperadaênfase, sobretudo dos alunos do secundário, nautilização de materiaismultimédia em trabalhos de índoleescolar, à frente de objectivos de recreio entre outros.”<br />“escassamobilização da Internet e de CD-ROM para tarefas de índolemaisdirectamentecriativa e de formaçãoespecializadaquesó o computadorfacilita.”<br />
  27. 27. O que diz a investigação?<br />(Projecto IPETCCO, 2002 - Estudoqualitativo)<br /><ul><li>A tecnologianãoéainda um recursointegradonasactividades de aprendizagem.
  28. 28. Uso das TIC semumaligaçãoclara a princípios de aprendizagem.
  29. 29. Conhecimentosobrecomousaroscomputadoresmasnão em classe, com osalunos.
  30. 30. As TIC nãomudaramsignificativamente as atitudes, papéis e modos de ensinar e aprender.</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso das TIC<br />2<br />
  31. 31. Desfasamento entre educação formal, sociedade e desenvolvimento tecnológico<br />"Aprende-se muito fora da escola. O que se aprendia na escola é, em termos gerais, o que se continua a aprender, e o modo de o fazermos é semelhante.”<br />(Azevedo, 1998)<br />
  32. 32. Justificações para o fraco uso<br /><ul><li>Será uma questão de número de computadores?
  33. 33. Será uma apenas uma questão de maior ou menor acessibilidade aos computadores e à Internet ?
  34. 34. Que outras explicações são avançadas?</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso<br />Razões com ênfase económica<br /><ul><li>Investimento inicial (instalação de infra-estruturas, aquisição de computadores e periféricos, software, etc.)
  35. 35. Custos de funcionamento e manutenção dos sistemas, formação de pessoal, despesas de telecomunicações, etc.
  36. 36. Investimento resultante da necessidade de substituição de equipamentos</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso<br />Razões referentes à própria tecnologia <br /><ul><li>Dependência do grau de desenvolvimento tecnológico
  37. 37. Pressão comercial
  38. 38. Enfoque sobretudo nas potencialidades técnicas inerentes a cada nova tecnologia (no que com ela se consegue fazer)
  39. 39. Entusiasmo com as novidades, mas que rapidamente esmorece</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso<br />Razões referentes à própria tecnologia <br /><ul><li>Momento inicial de grande adesão a cada nova tecnologia (excitação sobre o seu potencial para o ensino e a aprendizagem) mas…
  40. 40. Questão central: que mais-valias?(como poderão os professores ensinar e os alunos aprender de modo diferente?)</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso<br />Razões de política educativa <br /><ul><li>É reconhecida a importância das TIC na Sociedade e na Escola de hoje no discurso oficial
  41. 41. Mas nem sempre são tomadas medidas adequadas…
  42. 42. Tipo de implantação e disseminação da inovação ("top-down" e "bottom-up“)</li></li></ul><li>Justificações para o fraco uso<br />Razões de carácter cultural<br /><ul><li>Resistência à mudança e inércia própria da instituição escolar
  43. 43. Atitudes dos professores, nomeadamente de indiferença, resistência ou até mesmo de rejeição:
  44. 44. receio de substituição pela máquina
  45. 45. receio de ser ultrapassado pelos próprios alunos
  46. 46. receio de ser substituído por outros professores</li></li></ul><li>Construindo uma perspectiva<br />3<br />
  47. 47. “Detestomudanças, em particular quandoelastornamas coisasmelhor!”<br />E.C. Werlauf, Historiador, 1781-1871<br />
  48. 48. Construindo uma perspectiva<br />Estamoshojeconfrontados com mudanças a um nívelnunca antes visto:<br /><ul><li>Novas realidadessociais
  49. 49. Novas forma de trabalho
  50. 50. Novas forma de acesso à informação
  51. 51. Novas competências dos cidadãos
  52. 52. Uma nova cultura de aprendizagem?</li></li></ul><li>Construindo uma perspectiva<br />O queénecessário para se ultrapassaroreceio da mudança?<br />Desaprender a “velhacultura”<br />Teruma VISÃO da “nova cultura”<br />Dispor de estruturas de suporte e apoio…<br />
  53. 53. Construindo uma perspectiva<br />4 estratégias nucleares<br /><ul><li>De um ensino centrado no professor, a uma aprendizagem construída pelo próprio aluno
  54. 54. De uma organização estática e fechada, a uma estrutura do currículo dinâmica e aberta
  55. 55. Do aluno enquanto elemento do grupo (turma), ao aluno enquanto individualidade
  56. 56. Da utilização de materiais dirigidos ao grupo, à utilização de materiais adequados a uma aprendizagem individualizada</li></li></ul><li>Reconhecer benefícios <br />As tecnologias podem:<br /><ul><li>Tornara aprendizagemmaisexcitante e relevante
  57. 57. Permitir a individualização da aprendizagem
  58. 58. Aumentara interacção e encorajar a cooperação
  59. 59. Desenvolverda capacidade de comunicação
  60. 60. Implicarouso de capacidades de nívelelevado
  61. 61. Encorajaroenvolvimentoactivo do alunonaaprendizagem
  62. 62. Permitirultrapassarbarreiras, no caso de deficiência
  63. 63. Tornarpossível a criação de pontes entre culturas</li></li></ul><li>Novas formas de ensinar e aprender<br />O computador para fazercoisas novas, aprender de maneiradiferente…<br />"Um computadorligado à internet em cadasala de aulaémelhor do que nada, masnãoémais do que um mísero e pequenopasso em direcção à verdadeiramudança." <br />(Papert, 1996)<br />
  64. 64. Objectivos (+) ambiciosos<br />Aprendizagemsignificativa…, aprendizagemautónoma…, aprender a aprender…<br />“Nestaperspectiva de escola, nãobastaadquirirconhecimentos, énecessáriocompreender, darsentido e saberusaroque se aprende, assimcomodesenvolverogostoporaprender e a autonomia no processo de aprendizagem.”<br />(Reorganização Curricular, 2001)<br />
  65. 65. Algumas mudanças<br />AprendizagemSuperficial<br />AprendizagemProfunda<br />Operações mentais não automáticasque implicam actividade cognitiva de nível superior.<br />Actividade deliberada e focadana realização de uma tarefa.<br />Tarefas automáticasFraco compromisso mental<br />Copiar de texto para o computador. “Passar um trabalho a limpo”<br />Pensar, reflectir, fazer inferências,colocar e testar hipóteses, antecipar implicações...<br />
  66. 66. Tarefas de qualidade<br />Aprender comtecnologia<br />Criar situações em que o aluno aprende usando as tecnologias como ferramentas que o apoiam no processo de representação, reflexão e construção do conhecimento.<br />ferramentas cognitivas<br />A questão determinante não é a tecnologia, mas a forma de encarar essa mesma tecnologia.<br />
  67. 67. Tarefas de qualidade<br />Têm relação directa com o currículo e permitem relacionar vários conteúdos curriculares<br />Centram-se no desenvolvimento de competências<br />Responsabilizam o aluno, permitindo-lhe fazer escolhas<br />Constituem um desafio… e permitem interagir <br />Implicam elaboração e produção (e não reprodução)<br />São pertinentes nos planos pessoal e social<br />Desenvolvem-se em tempo adequado…<br />Incluem instruções claras sobre o que os alunos devem/podem fazer…<br />
  68. 68. Queprofessor?<br /><ul><li>Aquele que sabe o que pode (e quer) fazer com as tecnologias.
  69. 69. Aquele que reconhece a importância do envolvimento pessoal na aprendizagem, da acção e da experiência.
  70. 70. Aquele que reconhece a importância dos aspectos afectivos e da cultura envolvente.</li></li></ul><li>Queprofessor?<br />Porquê?<br />Para quê?<br />Como?<br />VISÃO<br />reflexão<br />Benefícios!<br />Resposta a necessidades!<br />Competência!<br />partilha<br />ATITUDE<br />suporte<br />PRÁTICA<br />Confiança!<br />Auto-estima!<br />
  71. 71. O papel (perfil) do professor<br />Costa, F. & Viseu, S. (2008) <br />
  72. 72. O papel (perfil) do professor<br /><ul><li>Promoção da autonomia na aprendizagem
  73. 73. Comunicação através das tecnologias
  74. 74. Concepção de ambientes de suporte à aprendizagem
  75. 75. colaborador
  76. 76. parceiro
  77. 77. facilitador
  78. 78. moderador
  79. 79. tutor
  80. 80. gestor
  81. 81. “coach”
  82. 82. especialista
  83. 83. informador
  84. 84. instrutor
  85. 85. explicador
  86. 86. avaliador</li></li></ul><li>Que actividades?<br />Produção<br />TRANSVERSALIDADE<br />PROJECTO<br />Informação<br />Comunicação<br />
  87. 87. Tecnologias disponíveis<br />Offline<br />Sala de Aula<br />Materiais impressos<br />Manuais, Livros<br />Áudio<br />Trabalho de grupo<br />CBT/CBL<br />Vídeo<br />Tutoria<br />Software educativo<br />Síncrona<br />Diferida<br />Sites temáticos<br />Portais<br />Chat<br />eMail<br />Classe Virtual<br />Listas<br />WBT/WBL<br />Foruns de discussão<br />Comunicação instantânea<br />Streamed vídeo<br />Textos<br />Colaboração Virtual<br />Bases de dados<br />Laboratório Virtual<br />Conferência Web<br />SMS<br />Espaços de partilha<br />Online<br />(Costa, 2001)<br />
  88. 88. Exemplos de ferramentas<br />Informação<br />meta-pesquisa<br />pesquisa<br />pesquisa orientada<br />
  89. 89. Exemplos de ferramentas<br />online<br />Produção<br />offline<br />produtividade<br />ferramentas cognitivas<br />
  90. 90. Exemplos de ferramentas<br />Em tempo real<br />Comunicação<br />mensagensinstantâneas<br />Diferida<br />conversação<br />um para um<br />correioelectrónico<br />um para muitos<br />espaços de discussãoe partilha<br />
  91. 91. Referências<br />Beetham, H., McGill, L. & Littlejohn, A. (2009). Thriving in the 21st century: Learning Literacies for the Digital Age- LLiDA project (JISC, UK). <br />Costa, C. (2007). Webheads in action: o currículo numa comunidade de prática: um estudo de caso (Dissertação de Mestrado). Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade de Lisboa.<br />Costa, F. & Viseu, S. (2008). Formação – Acção – Reflexão: Um modelo de preparação de professores para a integração curricular das TIC. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu As TIC na Educação em Portugal. Concepções e práticas. Porto Editora: Lisboa. 238-258.<br />EU (2009). The Future of Learning: New ways to learn new skills for future jobs - European Commission Institute for Prospective Technology Studies (IPTS) in Seville.<br />Salomon, G. (2002). Technology and Pedagogy: Why Don't We See the Promised Revolution? Educational Technology, 71-75<br />

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