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Competências para aprender e competências para ensinar COM TIC
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Competências para aprender e competências para ensinar COM TIC

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Competências para aprender e competências para ensinar COM TIC em Portugal: 2 instrumentos de política educativa

Competências para aprender e competências para ensinar COM TIC em Portugal: 2 instrumentos de política educativa

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  • Partindo da constatação de que as tecnologias de informação e comunicação têm um papel central na sociedade contemporânea, constituindo um referente cultural de grande importância para os jovens de hoje, emerge com naturalidade a questão de saber o que pode a escola fazer para lidar com os múltiplos desafios daí decorrentes. Não apenas em termos do cumprimento da missão que lhe é atribuída de desenvolvimento dos indivíduos, de cada indivíduo, mas também em termos do seu próprio desenvolvimento enquanto organização. Dir-se-ia, aliás, que, pela sua natureza, a escola tem uma responsabilidade acrescida hoje, quando se trata de preparar os cidadãos para compreenderem e atuarem de forma consciente e crítica no mundo digital que os rodeia. Tratando-se de coisa nova, face aos objetivos e métodos tradicionalmente utilizados, assentes sobretudo no desenvolvimento de uma literacia verbal, e dado o enorme potencial que, para muitos, as tecnologias digitais encerram, precisamente ao nível da inovação dos processos de ensinar e de aprender, dir-se-ia, por outro lado, que é a reinvenção da própria escola que está em jogo neste início do Séc. XXI.Na verdade, o mundo digital e a imersão das tecnologias de informação e comunicação no universo escolar podem significar um processo em direção a uma nova escola sobretudo se os seus principais agentes, os professores, tomarem em suas mãos esse desafio e estiverem cientes das oportunidades que ele representa em termos de renovação e transformação dos modos como se ensina.Os novos e múltiplos modos de representação da realidade, de expressão do pensamento e de comunicação (novas literacias), aliadas a um crescimento exponencial de informação em formato digital, é algo que não pode ser ignorado e afeta de igual forma todas as áreas do currículo.Como contributo para o objetivo de ajudar a equacionar desafios e oportunidades de transformação no seio da escola, explorar-se-ão nesta conferência algumas das mudanças mais significativas verificadas nas práticas de leitura e escrita tendo como base suportes e formatos digitais, bem como o seu impacto no que significa hoje ler e escrever.

Transcript

  • 1. fernando albuquerque costa instituto de educaçãoCOMPETÊNCIAS PARA ENSINAR ECOMPETÊNCIAS PARA APRENDERCOM TECNOLOGIAS DIGITAIS VISEU 16 março 2013
  • 2. AGENDA1. A tecnologia na educação2. Observando a realidade3. Questões nucleares4. Áreas de ação1. Medidas de política educativa em Portugal2. Para concluir
  • 3. A tecnologiana educação
  • 4. um admirável mundo novo…
  • 5. “Ao invés de cortar caminho e, assim,desafiar a própria ideia de fronteiras entre asmatérias, o computador agora definiu uma nova matéria; ao invés de mudar a ênfase de currículo formal impessoal para exploração viva e empolgante por parte dos estudantes, o computador foi agora usado para reforçar os meios da Escola. O que começara como um instrumentosubversivo de mudança foi neutralizado pelo sistema e convertido em instrumento de consolidação.” (Papert, 1994 )
  • 6. Observandoa realidade
  • 7. • A escola continua fechada a informação e conhecimento que se situe além do que se encontra estabelecido formalmente nos programas (currículo oficial)... Exclusividade do Programa sobre o que é1constatação relevante aprender
  • 8. • Apesar de uma retórica favorável, o currículo oficial continua omisso em termos de orientações específicas sobre o que fazer com as tecnologias digitais... Falta de orientação explícita sobre o que fazer com as2 constatação tecnologias
  • 9. • Os interesses dos alunos e as competências adquiridas fora do contexto escolar continuam a ter pouca importância na determinação dos objectivos de aprendizagem... Pouca importância atribuída ao “novo”3 Constatação aluno
  • 10. • Apesar dos elevados recursos financeiros já mobilizados, professores e educadores continuam sem uma preparação adequada para poderem utilizar, de forma eficiente, as tecnologias digitais nas suas práticas quotidianas... Deficit na formação4 Constatação dos professores
  • 11. Questõesnucleares
  • 12. QUESTÕES NUCLEARES Que competências devem adquirir os alunos na escola? Que competências devem possuir os educadores? Com que modelos de formação? Que implicações para o currículo?
  • 13. Áreas deintervenção
  • 14. FORMAÇÃO INICIAL ACCESSO RECURSOS DIGITAIS DESENV. PROFISSIONAL CURRÍCULO I&D … ADMINISTRAÇÃO INCENTIVOSfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 15. DESAFIOS PARTICULARMENTE RELEVANTESfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 16. 2 medidas de políticaeducativa em Portugal
  • 17. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES http://aprendercom.org/pte/
  • 18. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES EVIDÊNCIAS I  As TIC ainda não são um recurso integrado nas atividades de ensino.  Uso inconsistente com princípios de aprendizagem.  Muitos professores já usam computadores, mas não em classe com os seus alunos.  As TIC não mudaram de forma significativa atitudes, papéis e formas de ensino e de aprendizagem. (PERALTA, 2002)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 19. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES EVIDÊNCIAS II  Falta de confiança… Falta de suporte…  Relação emocionalmente negativa com as TIC…  Dificuldades em lidar com as mudanças que as TIC implicam…  Atividade exigente mas pouco tempo …  Constrangimentos da escola tal como está organizada…  Insuficiente formação… (Peralta, 2002)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 20. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES EVIDÊNCIAS III Os professores não estão devidamente preparados para compreender e utilizar as TIC no currículo. Desadequação dos modelos tradicionais de formação de professores. (Peralta, 2002; Costa, 2005, 2008)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 21. QUE PROFESSOR? Professor "agente de mudança” Que professor? Professor que reconhece que conhecimento é partilhado e distribuído… Professor-aprendiz Professor-profissional
  • 22. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES VISÃO  Isomorfismo  Formação centrada na escola e determinada pelas necessidades do currículo  TIC enquanto inovação de processos metodológicos  Colaboração e partilha…  Especial atenção às barreiras de 2ª ordem… (Costa, F. (Coord.) 2008)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 23. REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS TIC I – (O PROFESSOR…) Perspetiva holística 1. Detém conhecimento atualizado sobre recursos tecnológicos e seu potencial de utilização educativo. 2. Acompanha o desenvolvimento tecnológico no que implica a responsabilidade profissional do professor. 3. Executa operações com Hardware e sistemas operativos (usar e instalar programas, resolver problemas comuns com o computador e periféricos, criar e gerir documentos e pastas, observar regras de segurança no respeito pela legalidade e princípios éticos, …) 4. Acede, organiza e sistematiza a informação em formato digital (pesquisa, seleciona e avalia a informação em função de objectivos concretos…). 5. Executa operações com programas ou sistemas de informação online e/ou off-line (aceder à Internet, pesquisar em bases de dados ou diretórios, aceder a obras de referência, …) 6. Comunica com os outros, individualmente ou em grupo, de forma síncrona e/ou assíncrona através de ferramentas digitais específicas. 7. Elabora documentos em formato digital com diferentes finalidades e para diferentes públicos, em contextos diversificados. 8. Conhece e utiliza ferramentas digitais como suporte de processos de avaliação e/ou de investigação. 9. Utiliza o potencial dos recursos digitais na promoção do seu próprio desenvolvimento profissional numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida (diagnostica necessidades, identifica objectivos). 10. Compreende vantagens e constrangimentos do uso das TIC no processo educativo e o seu potencial transformador do modo como se aprende. Isomorfismo II – (O Aluno…) *fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 24. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES Níveis de certificaçãofernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 25. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES Pilares da formação VISÃO PARTILHA SUPERVISÃO SUPORTE ATITUDE PRÁTICA (Costa & Viseu, 2008)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 26. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES Roteiro Reflete sobre o processo, resultados; do professor mais valias, dificuldades... Interage com colegas e formador  REFLEXÃO (Costa & Viseu, 2008) Experimenta com os alunos  INTERAÇÃO Com o apoio do formador decide o que fazer  PRÁTICA O professor PARTILHA constrói o seu RATIONALE  PLANO SUPERVISÃO SUPORTE  VISÃOfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 27. PARA O DESENHO DA FORMAÇÃO Modelo de Ensino Inovador II I Deficit tecnológico e metodológico Aprender da Aprender Com Tecnologia Tecnologia LEGENDA Deficit Função metodológico atribuída às TIC Conceções III IV do Professor Modelo de Ensino Potencial Tradicional transformador (ideal) (Costa, 2012)
  • 28. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES IT is truly a revolutionary technology that, if properly used, could change education significantly it is the pedagogical way in which it is used that makes the difference (Salomon, 2002)
  • 29. CURRÍCULO PROJETO METAS DE APRENDIZAGEM metasdeaprendizagem.dge.mec.ptfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 30. CURRÍCULO V I S ÃO  As TIC podem trazer mais- valias… EVIDÊNCIAS  As TIC como inovação dos Papel das TIC no processos de ensino… currículo nacional  As TIC muito para além de muito pobre, instrumento de suporte… superficial e difuso,  As TIC como competência independentemente transversal… da área científica.  As TIC como ferramenta de desenvolvimento pessoal e (Cruz, 2010) social dos indivíduos… (Costa, 2010)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 31. CURRÍCULO saber o quê saber com quê saber como saber ser COMUNICAÇÃO INFORMAÇÃO PRODUÇÃO saber o quê saber o quê saber com quê saber com quê saber como saber como SEGURANÇA saber onde saber ser saber quem saber o quê saber ser saber com quê saber como saber serfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 32. CURRÍCULO INFORMAÇÃO. Capacidade de procurar e de tratar a informação de acordo com objectivos concretos: investigação, seleção, análise e síntese dos dados. COMUNICAÇÃO. Capacidade de comunicar, interagir e colaborar usando ferramentas e ambientes de comunicação em rede como estratégia de aprendizagem individual e como contributo para a aprendizagem dos outros. PRODUÇÃO. Capacidade de sistematizar conhecimento com base em processos de trabalho com recurso aos meios digitais disponíveis e de desenvolver produtos e práticas inovadores.. SEGURANÇA. Capacidade para usar recursos digitais no respeito por normas de segurança.fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 33. CURRÍCULO As TIC como As TIC como competências estratégia de instrumentais ao desenvolvimento serviço dos outros intelectual e social saberes disciplinares dos indivíduos
  • 34. CURRÍCULO Objectivos mais ambiciosos!! As tecnologias como ferramentas cognitivas, que estendem, ampliam e reforçam a capacidade de pensar, de decidir, de agir…
  • 35. CURRÍCULO (PLANO I) (PLANO II) (PLANO III) SABER SABER USAR SABER USAR USAR PARA APRENDER PARA PENSAR O CURRÍCULO META-APRENDIZAGEM SABERES TIC INFORMAÇÃO AUTO-AVALIAÇÃO COMUNICAÇÃO AUTO-REGULAÇÃO PRODUÇÃO EXPRESSÃO CRIATIVIDADE SEGURANÇA ÉTICA... (Costa, 2010)fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 36. CURRÍCULO Referencial de Metas de Aprendizagem TIC COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS GERAIS (III) SABERES TIC Meta Auto Auto Auto Criatividade Ética aprendizagem avaliação regulação expressão (I) INFORMAÇÃO saber o quê, saber com quê, saber como, saber ser COMUNICAÇÃO COMPETÊNCIAS saber o quê, saber com TRANSVERSAIS quê, saber como, saber Áreas EM TIC (II) ser PRODUÇÃO (CRIAÇÃO) aber o quê, saber com quê, saber como, saber científicas ser SEGURANÇA aber o quê, saber com quê, saber como, saber serfernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 37. CURRÍCULO DOMÍNIO: INFORMAÇÃO Meta final O aluno utiliza recursos digitais on-line e off-line para, com o apoio do professor, pesquisar, seleccionar e tratar informação de acordo com objectivos concretos e com critérios de qualidade e pertinência. Meta intermédia O aluno classifica e organiza a informação seleccionada, recorrendo a ferramentas digitais adequadas (programas de gráficos, bases de dados, ferramentas de criação de mapas conceptuais, etc.), de acordo com categorias definidas em conjunto com o professor.fernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 38. CURRÍCULO Metas finais de Ciclofernando albuquerque costa | universidade de lisboa | instituto de educação
  • 39. CURRÍCULO Mais do que um currículo autónomo, a ideia nuclear é a de que estas metas constituam o referencial a considerar por cada professor na sua área específica, numa óptica de desenvolvimento global do aluno, permitindo-lhe compreender em que matérias, para que fins e como será pertinente e adequado mobilizar as TIC.
  • 40. Para concluir
  • 41. PARA CONCLUIR INTEGRAÇÃO > TRANSFORMAÇÃO FAZER O MESMO > FAZER NOVO, DIFERENTE… FOCO NO ENSINO > FOCO NA APRENDIZAGEM FERRAMENTA DO PROFESSOR > FERRAMENTA DO ALUNO APRENDIZAGEM SUPERFICIAL > APRENDIZAGEM PROFUNDA REPRODUÇÃO > CRIAÇÃO, PRODUÇÃO… APRENDER TIC > APRENDER COM TIC
  • 42. O PROCESSO DAS TIC EM EDUCAÇÃO Em busca do potencial transformador das TIC As TIC ao serviço do As TIC como objeto As TIC ao serviço desenvolvimento de de aprendizagem das aprendizagens competências em separado curriculares transversais INTRODUÇÃO INTEGRAÇÃO TRANSFORMAÇÃO Foco nos saberes Não implica Inclui sobretudo informáticos mudança nos aprendizagens que (computer literacy) objetivos definidos e não podem ser nos resultados adquiridas sem esperados recurso às TIC (Costa, 2012, no prelo)
  • 43. Política VISÃO Realidade
  • 44. “Trata-se de ver como torná-lo [o sonho] mais possível!” Seymour Papert
  • 45. http://aprendercom.org/miragens http://aprendercom.org/comtic OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO! fernando albuquerque costa | fc@ie.ul.ptUNIVERSIDADE DE LISBOA | INSTITUTO DE EDUCAÇÃO
  • 46. REFERÊNCIAS COSTA, Fernando (2012). Desenvolvimento curricular e TIC: Do deficit tecnológico, ao defict metodológico. In Albano Estrela e Júlia Ferreira (Eds.). Revisitar os Estudos Curriculares – Onde estamos e para onde vamos? Lisboa: Secção Portuguesa da AFIRSE. 159-171. Costa, F. (2010) Metas de Aprendizagem na área das TIC: Aprender Com Tecnologias. in Fernando Costa et al (2010). I Encontro Internacional TIC e Educação. Inovação Curricular com TIC. Lisboa. Instituto de Educaçãoo da Universidade de Lisboa. (931-936). (http://aprendercom.org/miragens/wp-content/uploads/2010/11/398.pdf) COSTA, F. (Coord.) (2008). Competências TIC. Estudo de Implementação. Vol. I. Lisboa: GEPE-Ministério da Educação. Costa, F. (2005). About the Portuguese reality of ICT in education, Interactive Educational Multimedia (Vol. 11, Editorial).(http://www.ub.es/multimedia/iem/) Costa, F., Cruz, E., Belchior, M., Fradão, S., Soares, F., & Trigo, V. (2010). Metas de Aprendizagem na área das TIC. DGIDC/ME (http://metasdeaprendizagem.dge.mec.pt) Costa, F. & Viseu, S. (2008). Action and reflection – nuclear strategies of teacher training for ICT use. The Learning Teacher Journal, vol. 2, n.2, 27-44. Cruz, E. (2010). Análise da Integração das TIC no Currículo Nacional do Ensino Básico. Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação. Especialidade em Tecnologias Educativas. Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação. Universidade de Lisboa. Salomon, G. (2002). Technology and pedagogy: Why dont we see the promised revolution? Educational Technology, 71-75. Peralta, H. (2002). Qualitative research into tracing (elements of) current/perspective innovatory practices. Lisbon: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação - Universidade de Lisboa.