Metodologia de Apropriação de Custos em Obras de Construção Pesada
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Metodologia para Apropriação dos coeficientes de Manutenção e Material empregados para calcular o custo horário de equipamentos empregados em Obras de Construção Pesada

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    Metodologia de Apropriação de Custos em Obras de Construção Pesada Metodologia de Apropriação de Custos em Obras de Construção Pesada Document Transcript

    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 FRANCISCO DAS CHAGAS FIGUEIREDO www.profigueiredo.com.br fcofig@gmail.com "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas" Dissertação apresentada ao Curso de PósGraduação em Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Civil. Área de concentração: Produção Civil Orientador: Prof. CARLOS ALBERTO PEREIRA SOARES, D.Sc. Niterói 2001
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 1 FRANCISCO DAS CHAGAS FIGUEIREDO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " Dissertação apresentada ao Curso de PósGraduação em Engenharia Civil da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Civil. Área de concentração: Produção Civil Aprovada em dezembro de 2001 BANCA EXAMINADORA ____________________________________________ Carlos Alberto Pereira Soares, D.Sc. – Orientador (Universidade Federal Fluminense) _____________________________________________ Orlando Celso Longo, M.Sc. (Universidade Federal Fluminense) _____________________________________________ Isar Trajano da Costa, L.D. (Universidade Federal Fluminense) _____________________________________________ José Carlos César Amorim, D. Ing. (Instituto Militar de Engenharia) Niterói 2001
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 2 A minha esposa Deusanira e minhas filhas, Dayara, Daniela e Débora, pelo apoio, incentivo e compreensão nos momentos em que precisei me ausentar do convívio familiar durante o desenvolvimento deste trabalho.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 3 AGRADECIMENTOS Ao Exército Brasileiro, pela oportunidade e apoio para realizar este curso, sem os quais talvez este trabalho não fosse concretizado. À Universidade Federal Fluminense, pela confiança em me receber em seu corpo discente e apoio durante a realização do curso. Aos professores Carlos Alberto Pereira Soares e Orlando Celso Longo, pela confiança, sabedoria, paciência e orientação segura com que muito me auxiliaram no desenvolvimento deste trabalho no sentido de estruturá-lo de modo a que possa vir a ser útil para a Engenharia. Ao Cel Paulo Roberto Dias Morales, meu Supervisor Acadêmico no IME, pela confiança e orientação segura sobre a melhor forma de desenvolver este trabalho, de modo a conciliar as necessidades específicas do Exército Brasileiro, em particular, com as da Construção Civil em geral. Aos professores do Curso de Pós-Graduação, pela excelência dos ensinamentos colhidos. Aos funcionários do Curso de Pós-Graduação, Joana, Clarice, "Sandrinha" e "Paulão", pelo apoio durante a realização do curso. Ao Eng. Manuelino Matos de Andrade, Chefe da Gerência de Custos Rodoviários do DNER, e sua equipe por me possibilitarem acesso aos documentos que regulam a metodologia de estimativa de custos do DNER e pelo auxílio prestado na interpretação da mesma. Aos colegas de curso, demais profissionais e órgãos que contribuíram para a realização deste trabalho, incentivando, respondendo a nossas pesquisas, disponibilizando fontes bibliográficas e na revisão do texto.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 4 SUMÁRIO AGRADECIMENTOS ............................................................................................. 3 SUMÁRIO............................................................................................................... 4 LISTA DE FIGURAS .............................................................................................. 9 RESUMO.............................................................................................................. 13 ABSTRACT.......................................................................................................... 14 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 15 1.1 Apresentação ................................................................................................. 15 1.2 Objetivo .......................................................................................................... 17 1.3 Relevância...................................................................................................... 18 1.4 Metodologia .................................................................................................... 19 2 CARACTERIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL .............................................. 22 2.1 Evolução da Construção Civil ......................................................................... 22 2.2 Surgimento e correlação da Engenharia Civil com a Fabril ............................ 25 2.3 Caracterização da Construção Civil................................................................ 27 3 ESTIMATIVA E APROPRIAÇÃO DE CUSTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL ..... 32 3.1 Obras de construção civil como projeto.......................................................... 32 3.2 Fases de um projeto ....................................................................................... 33 3.3 Planejamento e controle das metas de uma obra .......................................... 38 3.4 Orçamentação ................................................................................................ 38 3.5 Metodologia de orçamentação do DNER ....................................................... 44 3.5.1 Planilha orçamentária .................................................................................. 44 3.5.2 Custos indiretos e lucro ............................................................................... 44 3.5.3 Custos diretos.............................................................................................. 45 3.5.4 Custo de mão-de-obra................................................................................. 46 3.5.5 Custo de materiais....................................................................................... 46 3.5.6 Custo de equipamentos e viaturas .............................................................. 49 3.6 Apropriação de custos .................................................................................... 54 3.6.1 Estrutura da apropriação ............................................................................. 56 3.6.2 Operacionalizando a apropriação de custos................................................ 57 3.6.2.1 Apropriação da produtividade ................................................................... 57 3.6.2.2 Apropriação do custo dos recursos .......................................................... 58
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 5 3.6.2.3 Apropriação do consumo dos recursos .................................................... 60 3.6.2.4 Apropriação dos custos unitários dos serviços ......................................... 61 3.6.2.5 Apropriação das despesas indiretas......................................................... 62 3.6.2.6 Cálculo do custo de implantação da obra................................................. 62 3.6.3 Universo de controle.................................................................................... 62 3.6.4 Apropriação em obras de Edificações e Construção Pesada...................... 64 4 ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS E VIATURAS..................... 67 4.1 Introdução....................................................................................................... 67 4.2 Custos de Propriedade ................................................................................... 68 4.2.1 Depreciação ................................................................................................ 68 4.2.2 Vida útil de equipamentos e viaturas ........................................................... 69 4.2.3 Métodos empregados no cálculo da depreciação ....................................... 71 4.2.3.1 Método da função linear ........................................................................... 72 4.2.3.2 Método da soma dos dígitos..................................................................... 74 4.2.3.3 Método exponencial.................................................................................. 76 4.2.3.4 Método do fundo de amortização (“sinking fund”)..................................... 77 4.2.3.5 Método do serviço executado ................................................................... 81 4.2.3.6 Comparação dos métodos de depreciação .............................................. 82 4.2.3.7 Depreciação em regime de economia inflacionária .................................. 83 4.2.4 Juros de investimento.................................................................................. 87 4.3 Custos de operação........................................................................................ 88 4.3.1 Combustíveis ............................................................................................... 88 4.3.2 Lubrificantes ................................................................................................ 89 4.3.3 Graxa........................................................................................................... 90 4.3.4 Filtros........................................................................................................... 91 4.3.5 Mão-de-obra ................................................................................................ 91 4.3.6 Pneus .......................................................................................................... 92 4.4 Custo de manutenção..................................................................................... 93 4.5 Custo horário de equipamento ....................................................................... 94 4.6 Metodologias para estimativa de custos de equipamentos e viaturas............ 96 4.7 Metodologia do DNER .................................................................................... 96 4.7.1 Manual de 1972 ........................................................................................... 97 4.7.1.1 Depreciação e juros.................................................................................. 97
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 6 4.7.1.2 Manutenção .............................................................................................. 98 4.7.1.3 Operação.................................................................................................. 99 4.7.1.4 Custo horário produtivo e improdutivo .................................................... 100 4.7.2 Revisão de 1980........................................................................................ 100 4.7.3 Revisão de 1998........................................................................................ 101 4.7.3.1 Depreciação ........................................................................................... 102 4.7.3.2 Custo de oportunidade de capital ........................................................... 103 4.7.3.3 Seguros e impostos ................................................................................ 104 4.7.3.4 Manutenção ............................................................................................ 104 4.7.3.5 Operação................................................................................................ 105 4.7.3.6 Custo horário operativo e improdutivo .................................................... 107 4.7.4 Conclusão.................................................................................................. 108 5 METODOLOGIA DE APROPRIAÇÃO PROPOSTA....................................... 117 5.1 Introdução..................................................................................................... 117 5.2 Definições e fórmulas básicas ...................................................................... 117 5.2.1 Família de equipamentos ou viaturas ........................................................ 118 5.2.2 Órgão Central de Apropriação (OCA)........................................................ 118 5.2.3 Seção de Apropriação ............................................................................... 118 5.2.4 Centro de custos........................................................................................ 118 5.2.5 Seção de manutenção............................................................................... 119 5.2.6 Horas trabalhadas operativas.................................................................... 119 5.2.7 Horas trabalhadas improdutivas ................................................................ 119 5.2.8 Custo horário fixo de equipamento ou viatura .......................................... 119 5.2.9 Custo horário fixo de família de equipamentos ou viaturas ....................... 120 5.2.10 Custo horário de manutenção ................................................................. 120 5.2.11 Custo horário de operação com material................................................. 120 5.2.12 Custo horário de operação com mão-de-obra ......................................... 121 5.2.13 Custo horário de operação ...................................................................... 122 5.2.14 Custo horário operativo ........................................................................... 122 5.2.15 Custo horário improdutivo........................................................................ 122 5.2.16 Valor de aquisição de família de equipamentos ou viaturas................... 122 5.2.17 Potência de família de equipamentos ou viaturas .................................. 122 5.2.18 Vida útil de família de equipamentos ou viaturas................................... 122
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 7 5.2.19 Horas trabalhadas por ano de família de equipamentos ou viaturas ...... 122 5.3 Metodologia .................................................................................................. 123 5.3.1 Fases da metodologia ............................................................................... 125 5.3.1.1 Fase I – Cadastramento e organização do sistema................................ 125 5.3.1.2 Fase II – Coleta, processamento inicial e encaminhamento dos dados . 129 5.3.1.3 Fase III – Processamento final e emissão de relatórios ......................... 129 5.3.1.3.1 Cálculo dos coeficientes de custo de manutenção e operação ........... 136 5.3.1.3.2 Cálculo dos índices de atualização de custos ..................................... 138 5.3.1.4 Fase IV – Análise dos relatórios para tomada de decisão...................... 140 5.3.2 Formulários e modelos de relatórios propostos......................................... 141 5.3.2.1 Relação de peças e materiais utilizados na manutenção ....................... 141 5.3.2.2 Relação de custo de mão-de-obra e serviços de manutenção............... 142 5.3.2.3 Relação de motoristas de viaturas e operadores de equipamentos ....... 143 5.3.2.4 Relação de equipamentos e viaturas...................................................... 143 5.3.2.5 Relação de famílias de equipamentos e viaturas ................................... 145 5.3.2.6 Ficha de utilização de equipamentos e viaturas ..................................... 146 5.3.2.7 Ficha de manutenção de equipamentos e viaturas ................................ 148 5.3.2.8 Tabela de custo horário de mão-de-obra................................................ 149 5.3.2.9 Quadro de emprego de equipamentos e viaturas................................... 151 5.3.2.10 Relação de custos de família de equipamentos e viaturas................... 152 5.3.2.11 Quadro de custos de equipamentos e viaturas .................................... 153 5.3.2.12 Resíduos de custo de família de equipamentos e viaturas................... 155 5.3.2.13 Ficha controle de despesas de família de equipamentos e viaturas..... 156 5.3.2.14 Tabela de consumo de combustível ..................................................... 158 5.3.2.15 Tabela de custos apropriados de famílias de equipamentos e viaturas 159 5.3.2.16 Tabela de custo horário médio de mão-de-obra ................................... 161 5.4 Conclusão..................................................................................................... 161 6 CONCLUSÃO.................................................................................................. 163 7 BIBLIOGRAFIA............................................................................................... 168 8 APÊNDICE ...................................................................................................... 172 8.1 ORÇAMENTO COMPARATIVO ................................................................... 172 8.1.1 Informações para elaboração dos orçamentos.......................................... 172 8.1.1.1 Escopo.................................................................................................... 172
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 8 8.1.1.2 Planilha de quantidades ......................................................................... 173 8.1.1.3 Referências para os orçamentos ............................................................ 173 8.1.1.4 Metodologias e parâmetros adotados nos orçamentos .......................... 173 8.1.2 Documentos que compõem o orçamento .................................................. 174
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Comparação entre as características de Indústria Fabril e de Construção Civil................................................................................... 27 Figura 2 – A Indústria de Construção Civil - subsetores....................................... 29 Figura 3 – Estrutura do macrocomplexo da Construção Civil............................... 31 Figura 4 – Fases de um projeto (empreendimento).............................................. 34 Figura 5 – O ciclo de vida do projeto subdividido em fases características.......... 36 Figura 6 – Fluxograma da orçamentação ............................................................. 43 Figura 7 – Composição do LDI adotado pelo DNER ............................................ 45 Figura 8 – Ficha de Composição de custo unitário do DNER............................... 47 Figura 9 - Resumo dos encargos sociais trabalhistas adotados pelo DNER........ 48 Figura 10 - Resumo dos encargos adicionais à mão-de-obra adotado pelo DNER. ................................................................................................. 48 Figura 11 - Padrão salarial da mão-de-obra adotado pelo DNER. ....................... 49 Figura 12 – Planilha orçamentária........................................................................ 50 Figura 13 – Resumo do orçamento detalhado pelos componentes de custo ....... 51 Figura 14 – Composição do custo direto da obra ................................................. 51 Figura 15 – Composição do preço da obra........................................................... 52 Figura 16 – Composição do custo dos equipamentos.......................................... 52 Figura 17 - Custo gerenciável dos equipamentos em relação ao custo direto ..... 53 Figura 18 – Custo gerenciável dos equipamentos em relação ao preço de venda................................................................................................... 53 Figura 19 – Composição da jornada de trabalho na construção .......................... 58 Figura 20 – Curva de classificação ABC .............................................................. 64 Figura 21 - Gráfico de depreciação pela função linear ........................................ 73 Figura 22 - Gráfico de depreciação pelo método da soma dos dígitos................. 76 Figura 23 - Gráfico de depreciação pelo método exponencial.............................. 78 Figura 24 - Gráfico de depreciação pelo método do fundo de reserva ................. 81 Figura 25 - Curvas de depreciação ...................................................................... 83 Figura 26 - Comparação da depreciação anual................................................... 84 Figura 27 - Cálculo de depreciação em regime de economia inflacionária .......... 86
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 10 Figura 28 - Consumo específico de óleo diesel.................................................... 89 Figura 29 - Consumo específico de lubrificante.................................................... 90 Figura 30 - Consumo horário médio de graxa. ..................................................... 91 Figura 31 - Vida útil de filtros. ............................................................................... 92 Figura 32 - Vida útil de pneus............................................................................... 93 Figura 33 - Coeficientes de manutenção sugeridos pela CATERPILLAR. ........... 95 Figura 34 - Coeficientes de proporcionalidade de manutenção............................ 99 Figura 35 - Coeficientes de consumo de material adotados pelo DNER............ 106 Figura 36 - Valor residual dos equipamentos em relação ao valor de aquisição adotado pelo DNER........................................................................... 112 Figura 37 - Coeficientes de manutenção (Kmanut ) adotados pelo DNER ............ 113 Figura 38 - Tabela de vida útil de equipamentos adotada pelo DNER ............... 114 Figura 39 - Classificação das condições de trabalho adotada pelo DNER......... 115 Figura 40 - Classificação das categorias de mão-de-obra de operação de equipamentos e viaturas adotada pelo DNER ................................... 116 Figura 41 – Fluxo da apropriação em função de suas fases .............................. 124 Figura 42 – Relação de peças e materiais utilizados na manutenção................ 126 Figura 43 – Relação de custo de mão-de-obra e serviços da manutenção........ 127 Figura 44 – Relação de motoristas de viaturas e operadores de equipamentos 127 Figura 45 – Relação de equipamentos e viaturas .............................................. 128 Figura 46 – Relação de famílias de equipamentos e viaturas ............................ 128 Figura 47 – Ficha de utilização de equipamentos e viaturas .............................. 130 Figura 48 – Ficha de manutenção de equipamentos e viaturas ......................... 131 Figura 49 – Tabela de custo horário de mão-de-obra ........................................ 132 Figura 50 – Quadro de emprego de equipamentos e viaturas............................ 132 Figura 51 – Relação de custos de família de equipamentos e viaturas.............. 133 Figura 52 – Quadro de custos de equipamentos e viaturas ............................... 133 Figura 53 – Resíduos de custos de família de equipamentos e viaturas............ 134 Figura 54 – Ficha controle de despesas de família de equipamentos e viaturas 134 Figura 55 – Tabela de consumo de combustível ................................................ 135 Figura 56 – Tabela de custos apropriados de famílias de equipamentos e viaturas .............................................................................................. 135 Figura 57 – Tabela de custo horário médio de mão-de-obra.............................. 136
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 11 Figura 58 – Atualização de custos apropriados.................................................. 138 Figura 59 – Exemplo de cálculo de índice de atualização de custo ................... 140 Figura 60 – Quadro resumo de comparação de orçamento pela metodologia do DNER ........................................................................................... 176 Figura 61 – Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO . 177 Figura 62 – Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO2 ............................................................................................. 178 Figura 63 – Planilha e resumo de orçamento pelo SICRO ................................. 179 Figura 64 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO ............................................................................................... 180 Figura 65 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO............................................................................. 181 Figura 66 – Planilha e resumo de orçamento pelo SICRO2 ............................... 182 Figura 67 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO2 ............................................................................................. 183 Figura 68 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO2........................................................................... 184 Figura 69 – Planilha e resumo de orçamento pelo MANUAL DO DNER............ 185 Figura 70 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento pelo MANUAL DO DNER .................................................................. 186 Figura 71 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento pelo MANUAL DO DNER................................................ 187 Figura 72 – Planilha de composição de custo unitário de Escavação e carga de material de jazida.......................................................................... 188 Figura 73 – Planilha de composição de custo unitário de Expurgo de jazida ..... 188 Figura 74 – Planilha de composição de custo unitário de Limpeza de camada vegetal em jazida............................................................................... 189 Figura 75 – Planilha de composição de custo unitário de Desmat. Dest. e limpeza de áreas com árvores de diâmetro até 0,15 m ..................... 189 Figura 76 – Planilha de composição de custo unitário de Esc. Carga e Transp. Mat. 1a Cat. DMT 800 a 1000 m c/ Carregadeira.................. 190 Figura 77 – Planilha de composição de custo unitário de Compactação de aterro a 100 % proctor normal ........................................................... 190
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 12 Figura 78 – Planilha de composição de custo unitário de Regularização de subleito .............................................................................................. 191 Figura 79 – Planilha de composição de custo unitário de Transporte local de água com Cam. tanque Rodov. não Pav. .......................................... 191 Figura 80 – Planilha de composição de custo unitário de Base e sub-base de solo estabilizado granulometricamente sem mistura ......................... 192 Figura 81 – Planilha de composição de custo unitário de Transporte local com Cam. Basc. 10 m3 em Rodov. não Pavim.......................................... 192
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 13 RESUMO Neste trabalho é apresentada a proposta de uma metodologia para apropriação dos custos decorrentes do emprego de equipamentos e viaturas em obras de construção pesada. A metodologia proposta, desenvolvida com base na metodologia de estimativa de custos do DNER ( principal referência nacional para obras de construção pesada), considera as características peculiares a estas obras e contempla seus principais componentes de custo, os equipamentos e viaturas. Inicialmente faz-se a caracterização dos diversos setores da construção civil, destacando-se as peculiaridades do subsetor focalizado. No desenvolvimento aborda-se as atividades relacionadas com a estimativa e apropriação de custos das obras, caracterizando-se como normalmente são desenvolvidas, as particularidades da construção pesada e destaca-se sua importância para o sucesso financeiro dos empreendimentos. Na apresentação da metodologia de estimativa de custo dos equipamentos e viaturas detalha-se os conceitos utilizados, destacando-se a metodologia adotada pelo DNER. A metodologia de apropriação proposta é apresentada através de suas fases, dos formulários de coleta e processamento de dados, da formulação utilizada e da proposta de modelos de relatórios. Como referência para caracterização da importância dos equipamentos e viaturas na estrutura de custos das obras de construção pesada é apresentado um orçamento detalhado de uma obra típica, onde é obtido o peso relativo de cada componente de custo. Na conclusão são apresentadas sugestões para implantação progressiva da metodologia proposta e discorre-se sobre outras possibilidades de utilização da base de dados que será obtida com sua aplicação.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 14 ABSTRACT This dissertation present the proposal of methodology for appropiation of the costs of equipments and vehicles in heavy construction works. The methodology proposed is based in the methodology of estimate of costs of the DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, main national reference for heavy construction works), it considers the peculiar characteristics these works and it contemplates its main cost components, the equipments and vehicles. Initially the sectors of the civil construction are characterized, highlighting the peculiarities of the heavy construction sector. In the development it is characterized as the activities of estimate and appropriation of costs are usually developed, standing out the particularities of the heavy construction works and their importance for the financial success of the enterprises. In the presentation of the methodology of estimate of cost of the equipments and vehicles the concepts used are detailed, standing out the methodology adopted by DNER. The methodology of appropriation proposal is presented through its phases, of the collection forms and processing of data, of the used formulation and of the proposal of reports' models. A detailed budget of a tipical heavy construction work is presented as reference for to characterize the importance of the equipments and vehicles in the structure of costs these works. Suggestions for progressive implantation of the methodology proposal and other possibilities of use of the database obtained with its application are presented in the conclusion.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 1 INTRODUÇÃO 1.1 APRESENTAÇÃO “Durante muito tempo a construção civil brasileira, teve lucros fáceis, legislação branda, e cliente pouco exigente. Nos últimos anos, a construção civil vem se deparando a muitos obstáculos, que implicam na difícil sobrevivência de muitas empresas deste ramo. E atualmente, o lucro deixou de ser livremente arbitrado para ser imposto pelo preço de mercado e custo de produção”. (SILVA, 1996, p. 16) A citação apresentada continua válida e descreve com bastante propriedade a situação que é vivida atualmente pela construção civil brasileira. O mercado continua bastante competitivo e os clientes vêm aumentando o nível de exigência quanto aos serviços prestados a cada dia. Para que uma empresa consiga sobreviver no cenário atual ela precisa apresentar preços competitivos e atender às demais exigências do mercado, dentre as quais destaca-se a questão da qualidade, tanto do ponto de vista de performance do produto contratado, quanto no que se refere ao cumprimento de rigorosos cronogramas e demais condições contratuais. Caso a empresa não apresente argumentos convincentes de que é capaz de prestar serviços dentro do padrão de qualidade exigido, é possível que sua proposta de preços não venha sequer a ser analisada. O cumprimento de um determinado padrão de qualidade normalmente é condição básica e inegociável. Portanto as propostas de preços não podem ser elaboradas com base na possibilidade de relaxamento das especificações de serviço ou obrigações contratuais. Do exposto pode-se concluir que não houve mudança no grande desafio
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 16 enfrentado pelas empresas de construção civil, que continua sendo prestar serviços de qualidade a preços competitivos. A mudança ocorreu no conceito de qualidade e pode ser caracterizada pelo aumento do rigor com que as especificações dos serviços e demais condições contratuais estão sendo cobradas pelos clientes. Como o padrão de qualidade não é negociável, o diferencial entre as empresas estará nos preços pelos quais cada uma poderá prestar seus serviços. Será mais competitiva a empresa que conseguir executar os serviços pelos menores custos, isto é, aquela que for mais eficiente, utilizando seus meios de forma mais racional. A análise da eficiência de um processo produtivo pode ser feita através do custo dos produtos obtidos. O processo mais eficiente será aquele que possibilite a obtenção de um produto pelo menor custo. No que se refere à construção civil, o mercado avalia a eficiência das empresas através do preço proposto pelas mesmas para realizar as obras especificadas segundo um determinado padrão de qualidade. A diferença entre o preço proposto por uma empresa e o custo obtido pela mesma para realizar uma obra será o seu lucro ou prejuízo, e portanto a possibilidade da empresa sobreviver e crescer ou não. Quando uma empresa apresenta uma proposta de preços para executar uma obra ela utiliza uma série de parâmetros para estimar seus custos e definir o lucro que deseja obter. A utilização de parâmetros inadequados pode resultar em uma proposta de preços que não seja competitiva ou que não seja exeqüível. No primeiro caso a empresa não conseguirá ser contratada, no segundo ela terá duas opções: não cumprir o contrato ou honrá-lo, mesmo contabilizando prejuízos, para preservar sua imagem. Nenhuma das situações descritas é desejável porque inviabiliza a sobrevivência da empresa. Atualmente a sobrevivência e possibilidade de crescimento de uma empresa de construção civil está diretamente ligada a sua capacidade de estimar custos com pequena margem de erro em relação aos que serão obtidos durante a execução de suas obras. O grau de acerto das estimativas de custo dependem fundamentalmente dos parâmetros utilizados, principalmente daqueles que afetam mais o custo total da obra. Os parâmetros mais importantes nas estimativas de custo das obras de engenharia são: a produtividade das equipes
    • 17 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 de trabalho, o custo dos recursos utilizados e os custos indiretos. De acordo com o tipo de obra e suas características específicas alguns recursos são mais importantes que outros para definição do seu custo total. É necessário então que se conheça a importância relativa dos diversos recursos ou grupos de recursos na composição deste custo. A identificação da importância de cada recurso e das regras de composição de seus custos configura a estrutura de custos da obra, cujo conhecimento é fundamental para que se consiga executá-la com mais eficiência. Um dos segmentos representativos da construção civil é o da construção pesada, que se caracteriza pelo emprego maciço de equipamentos de grande porte. Na estrutura de custo destas obras os elementos mais significativos são: a produtividade das equipes de trabalho, o custo e emprego racional dos materiais consumidos e o custo dos equipamentos e viaturas empregados. O controle da produtividade das equipes e do custo e emprego dos materiais consumidos não demanda maiores dificuldades. Quanto ao custo dos equipamentos e viaturas, seu conhecimento, apropriação e controle não são tão simples, face à complexidade das variáveis envolvidas, porém são imprescindíveis para que se possa gerenciá-los durante a execução das obras. Nesta dissertação será apresentado um estudo sobre as metodologias utilizadas para estimativa do custo de utilização dos equipamentos e viaturas nas obras de construção pesada e uma proposta de metodologia para apropriação destes custos durante a execução das mesmas. Desta forma, a metodologia apresentada se constituirá numa poderosa ferramenta auxiliar do gerenciamento na atividade de controle da implantação das obras em foco por possibilitar o gerenciamento de seu principal componente de custo. 1.2 OBJETIVO Esta dissertação tem por objetivo principal apresentar a proposta de uma metodologia para apropriação de custos de equipamentos e viaturas na realização de obras de construção pesada. Além da obtenção dos custos que irão ocorrer durante a realização das obras a metodologia proposta possibilitará a obtenção de dados para comparação com os parâmetros clássicos, definidos pelas metodologias de estimativa de custos, bem como para utilização no
    • 18 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 planejamento de futuros empregos dos equipamentos e viaturas da empresa. 1.3 RELEVÂNCIA O aumento da competitividade no mercado da construção civil e no da construção pesada em particular é uma realidade e foi provocado basicamente por dois fatores antagônicos, a redução do ritmo de implantação de grandes obras e o aumento do número de empresas estabelecidas. Com o aumento da competitividade as empresas precisam aumentar seu nível de eficiência a fim de que possam realizar obras a preços competitivos e continuem obtendo lucros. Esta constatação impõe a necessidade das empresas otimizarem os processos produtivos para que possam reduzir seus custos na realização das obras. Além do aumento da competitividade, a mudança no cenário econômico nacional, com a estabilização da moeda, também provocou mudanças na análise da viabilidade econômica dos empreendimentos. Com a redução das taxas de inflação a possibilidade das empresas obterem receita aplicando os recursos das obras no mercado financeiro praticamente se esgotou. As empresas agora precisam cobrir seus custos e obter lucro na realização efetiva das obras, com aumento de produtividade e redução de custos. A implantação de uma política de redução de custos na realização de obras de engenharia precisa ser precedida do conhecimento da estrutura de custos vigente. O mapeamento desta estrutura possibilitará conhecer quais são os componentes mais importantes e as causas de desperdício ou ineficiência que venham a ser verificadas no processo produtivo. A obtenção destas informações é a essência da apropriação de custos. É sabido, e será demonstrado nesta dissertação, que os equipamentos e viaturas são responsáveis por uma parcela significativa do custo direto das obras de construção pesada. Portanto a redução no custo de realização deste tipo de obras precisa considerar o custo decorrente do emprego dos equipamentos e viaturas. Devido às características do tipo de obras em foco, a apropriação de seus custos não é simples e não é contemplada pela literatura clássica a respeito. A parte mais significativa das obras de construção pesada, tradicionalmente, vinha sendo executada por um pequeno número de empresas de grande porte que foram estruturadas e cresceram num ambiente de pouca
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 19 competitividade no qual conseguiam impor seus preços ao mercado. Esta talvez seja uma das causas do assunto ser pouco estudado, porém com o aumento da competitividade e o advento da terceirização um número maior de empresas está atuando neste mercado. Portanto a importância deste trabalho está na apresentação da proposta de uma metodologia que possibilita a apropriação dos custos que realmente ocorrem com o emprego dos equipamentos e viaturas em obras de construção pesada. Além da possibilidade de se conhecer os valores reais deste importante componente de custo, os profissionais e empresas passarão a dispor de uma metodologia estruturada que atualmente só deve estar disponível para algumas das grandes empresas do setor. 1.4 METODOLOGIA Para atingir os objetivos propostos foi adotada a seguinte metodologia no desenvolvimento desta dissertação: a) Pesquisa e análise • Pesquisa e estudo bibliográfico sobre os assuntos relacionados ao objetivo da dissertação; • Visita a órgãos do governo que tem atuação na área de construção pesada; • Realização de pesquisa junto a profissionais e órgãos do governo sobre metodologias de estimativa e apropriação de custo de equipamentos e viaturas em obras de construção pesada; A pesquisa bibliográfica foi orientada no sentido de obter informações sobre metodologias usualmente utilizadas para realizar a estimativa e apropriação de custos de equipamentos e viaturas em obras de construção pesada. Nesta fase foi possível constatar a carência de literatura a respeito. Dentre os órgãos contatados destaca-se o DNER, DERSA/SP, DER/SP, EMOP, DER/PR, DER/MG, DAER/RS, IBEC e diversas unidades de construção do Exército. b) Desenvolvimento • Escolha de uma metodologia de estimativa de custos de equipamentos e viaturas para ser utilizada como base para o desenvolvimento da metodologia de apropriação proposta; • Definição dos parâmetros mais importantes a serem obtidos com a
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 20 metodologia de apropriação proposta, de modo a facilitar a comparação dos resultados obtidos em campo com os propostos pela metodologia de estimativa de custos; • Adequação e complementação de metodologia de apropriação de custos desenvolvida e implantada anteriormente pelo autor; O desenvolvimento da dissertação pautou-se basicamente no estudo das metodologias de estimativas de custos disponíveis a fim de se escolher a mais adequada para servir de base para a metodologia a ser proposta. Neste estudo buscou-se uma metodologia que fosse a mais completa possível, usual, abrangente e atual. Após a definição da metodologia de estimativa de custos que seria utilizada como base para a metodologia proposta, o autor adequou e complementou metodologia desenvolvida e implantada anteriormente pelo mesmo com base nos estudos realizados. c) Estruturação do trabalho Este trabalho foi organizado em 6 (seis) capítulos, além da lista de referências bibliográficas, que compõem o corpo principal da dissertação e de um apêndice, onde é apresentado um exemplo de orçamento detalhado de uma obra de construção pesada típica. A seguir é apresentada a descrição do conteúdo de cada capítulo da dissertação: • Capítulo 1 – Introdução: neste capítulo faz-se a introdução ao tema e são apresentados o objetivo, a relevância, a metodologia utilizada e a estruturação do trabalho; • Capítulo 2 – Caracterização da Construção Civil: neste capítulo faz-se a caracterização das diversas áreas de atuação da construção civil, destacando o setor de construção pesada; • Capítulo 3 – Estimativa e Apropriação de Custos na Construção Civil: neste capítulo aborda-se as atividades relacionadas com a estimativa e apropriação de custo das obras, caracterizando-se como normalmente são feitas, e destacando-se sua importância e necessidade para o sucesso dos empreendimentos; • Capítulo 4 – Estimativa de Custos de Equipamentos e Viaturas: este capítulo aborda e detalha como são feitas as estimativas do custo de utilização
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 21 de equipamentos e viaturas em obras de construção pesada, enfatizando-se a metodologia adotada pelo DNER que é utilizada como base para modelagem da metodologia de apropriação de custos proposta; • Capítulo 5 – Metodologia de Apropriação Proposta: neste capítulo é feita a apresentação da metodologia de apropriação proposta através de suas fases, formulários de coleta e processamento dos dados, e formulação utilizada, além da proposição de modelos de relatórios e outros parâmetros importantes além do custo; • Capítulo 6 – Conclusão: neste capítulo apresenta-se as conclusões da dissertação, algumas sugestões pertinentes ao emprego da metodologia proposta e discorre-se sobre outras possibilidades de utilização da base de dados que será estruturada com a aplicação da metodologia proposta; • Capítulo 7 – Bibliografia: apresenta a bibliografia consultada para elaboração da dissertação; • Apêndice: composto pela memória de cálculo de um orçamento detalhado, elaborado para uma obra de construção pesada típica pela metodologia do DNER.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 2 CARACTERIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL 2.1 EVOLUÇÃO DA CONS TRUÇÃO CIVIL A Indústria da Construção Civil , hoje uma pujante atividade econômica, está presente no dia-a-dia da humanidade desde os primórdios de nossa existência. A Engenharia Civil concentra uma série de atividades desenvolvidas pelo homem para transformar a natureza de modo a tornar possível a sobrevivência e o desenvolvimento da raça humana. A origem da Construção Civil pode ser considerada como tendo ocorrido na época em que o homem saiu das cavernas e precisou construir abrigos para se proteger das intempéries e do ataque dos animais. Inicialmente os abrigos foram construídos de madeira, com engradados de galhos de árvores cobertos com peles ou vegetação seca, os quais ofereciam pouca proteção, tendo evoluído para construções mais robustas. O passo seguinte dessa evolução foi a casa de pau-a-pique, que também era construída com base em um engradado de madeira, mas o preenchimento passou a ser feito com argila em vez de simplesmente ser coberto com vegetação seca. A cobertura continuou sendo feita com vegetação seca (palha). Apesar da evolução, a nova moradia do homem ainda não era forte o suficiente para protegê-lo da fúria das intempéries e dos animais mais fortes. Surgiu então a casa construída com pedras, que eram arrumadas para formar a estrutura das paredes, passando a proporcionar mais segurança, ao mesmo tempo em que era mais durável. Neste tipo de construção inicialmente não havia rejuntamento entre as pedras, o que só passou a ser utilizado posteriormente. O rejuntamento surgiu como uma forma de fortalecer a estrutura e
    • 23 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 proporcionar melhores condições de moradia ao homem, aumentando a proteção contra as intempéries, por possibilitar um isolamento mais eficiente contra as variações de temperatura. Com o rejuntamento também foi possível reduzir a quantidade de pedras necessárias para construir uma casa. Estavam caracterizadas então as técnicas de construção utilizadas até nossos dias e denominadas alvenaria de pedra seca e alvenaria de pedra argamassada. Podemos ousar em afirmar que, nesta etapa evolutiva, também foi utilizado o princípio da aderência, que é utilizado até nossos dias para obtermos elementos de vedação e estruturas mais leves, esbeltas e conseqüentemente mais econômicas. Para o rejuntamento, no início foi utilizada a argila, que depois passou a ser misturada a óleos orgânicos, como o da baleia, para melhorar suas propriedades. A combinação de materiais disponíveis na natureza caracteriza o surgimento do subsetor da construção civil responsável pela produção dos materiais de construção. Com o passar do tempo o homem foi acumulando conhecimento e suas soluções para o problema de moradia continuaram evoluindo. Embora ainda continuemos adotando algumas soluções que vem de longa data, os níveis de desenvolvimento e complexidade desta atividade nos dias atuais são bastante elevados, tornando possível a construção de estruturas complexas como os arranha-céus e pontes de grandes vãos, dentre outras. Podemos considerar que a mola mestra do desenvolvimento humano é o instinto de sobrevivência associado a nossa capacidade de modificar a natureza na busca por melhores condições para obter e garantir pelo maior tempo possível as condições necessárias a nossa sobrevivência e desenvolvimento. Dentro deste contexto a moradia representa apenas uma das necessidades, outro elemento fundamental sempre foi o alimento, que com o passar do tempo foi se tornando escasso na natureza. O homem precisou então cultivar vegetais e criar animais para poder dispor de alimentos em quantidade suficiente e durante todo o tempo. Inicialmente os alimentos produzidos eram suficientes para prover apenas as necessidades das comunidades que o produziam, não havia grandes excedentes. Em suma, as necessidades básicas do homem podiam ser supridas
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 24 sem que fossem necessárias trocas com outras comunidades. Com o passar do tempo a população aumentou e os contatos entre as comunidades foram facilitados. Com estes contatos o homem descobriu que poderia trocar os excedentes de alimentos que produzia pelos excedentes de outras comunidades, como forma de reduzir as perdas e obter produtos que não dispunha na quantidade necessária. As trocas de alimentos e outros produtos entre comunidades foram aumentando, de modo que juntamente com outros fatores contribuíram para o aparecimento das vias de ligação entre comunidades, foram as primeiras estradas construídas pelo homem. As primeiras “estradas” na verdade eram trilhas estreitas e sinuosas abertas na vegetação, praticamente como conseqüência da quantidade de pessoas e animais que passavam constantemente pelo mesmo local. Com o passar do tempo estas trilhas foram se alargando e tornando-se menos sinuosas, para possibilitar o deslocamento das pessoas e o transporte dos produtos em melhores condições. A evolução das características das estradas ocorreu como uma conseqüência direta do desenvolvimento do homem e do incremento no volume de produtos a transportar em distâncias cada vez maiores. O homem descobriu que poderia encurtar as distâncias a percorrer reduzindo a sinuosidade das estradas o quanto fosse possível. Este limite era definido ou interpretado em função dos obstáculos a transpor e das rampas a vencer. O grau de retificação de uma estrada é resultado tanto das características do terreno quanto da capacidade do homem interferir na natureza para alterar as características originais do terreno. Esta conjunção de fatores certamente contribuiu para o homem desenvolver técnicas que possibilitaram a realização de grandes movimentos de terra, desmonte em rocha, construção de pontes, túneis, viadutos e pavimentação rodoviária. O surgimento e desenvolvimento destas técnicas naturalmente não ocorreu de forma isolada nem ao longo de um pequeno período da história. Foi o resultado de um processo que ainda está ocorrendo, e que vem sendo influenciado por outros fatores que tanto estimulam como ajudam no desenvolvimento (avanço tecnológico, pesquisas científicas, disponibilidade de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 25 máquinas, disponibilidade de capital, desenvolvimento de novos materiais, etc.). Com o surgimento das estradas, o relacionamento entre as pessoas se intensificou, estimulando a troca de experiências entre diferentes comunidades, o que foi fundamental para o desenvolvimento humano. O homem sempre enfrentou e continua enfrentando muitos desafios, os quais vem sendo vencidos através de soluções que buscam otimizar os processos utilizados para suprir nossas necessidades. Como conseqüência do constante desenvolvimento humano tem-se hoje os grandes conglomerados urbanos, os parques industriais, a exploração de recursos minerais, a extensa gama de serviços prestados à população (comunicações, energia, abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, etc.), as obras viárias e as estruturas de geração (transformação) e transmissão de energia, dentre outras atividades econômicas que são viabilizadas graças à execução de trabalhos de construção civil. Da apresentação de alguns trabalhos típicos da construção civil pode-se concluir sobre a grande diversidade de materiais, áreas de atuação, formas de organização, tecnologias, equipamentos e profissionais que concorrem para viabilizar a realização destas obras. Esta diversidade motivou a segmentação e organização da Construção Civil em vários subsetores, como forma de agrupar afinidades e de obter maior eficiência no processo produtivo e na análise de resultados, dentre outras motivações. TRAJANO (1986, p. 1) diz que “a Engenharia tem sido conceituada como a arte e a ciência do emprego e desenvolvimento da utilização dos recursos naturais em benefício da humanidade”. Este conceito sintetiza o que foi apresentado nos parágrafos anteriores. A seguir faremos uma breve exposição sobre o surgimento da Engenharia Civil, sua correlação com as atividades fabris e a apresentação da forma como alguns autores e órgãos a subdividem. 2.2 SURGIMENTO E CORR ELAÇÃO DA ENGENHARIA CIVIL COM A FABRIL Conforme apresentado anteriormente, as atividades de engenharia em geral estão presentes ao longo de toda a história do homem, embora sua designação como Engenharia só tenha surgido bem depois, ao longo do século XVIII, na França e Inglaterra. O termo Engenharia Civil surgiu nesta mesma
    • 26 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 época, no momento em que se conseguiu institucionalizar atividades desvinculadas de objetivos militares, conforme apresentado por TRAJANO (1986. p.1). Inicialmente todas as atividades de engenharia que estavam desvinculadas dos objetivos militares passaram a ser chamadas de civis. Com o advento da Revolução Industrial surgiram a Engenharia Mecânica e a Engenharia de Produção, também chamada de fabril. Enquanto que a Engenharia Mecânica ocupou-se do desenvolvimento das máquinas utilizadas nas fábricas, à Engenharia de Produção Fabril coube o desenvolvimento e aperfeiçoamento de técnicas e processos que possibilitassem o melhor aproveitamento possível da nova tecnologia. A Indústria Fabril desenvolveu-se baseada na padronização generalizada (de materiais, métodos e produtos) e explorando a possibilidade de poder manter o lay-out de produção estático, tendo alcançado um estágio de desenvolvimento bastante elevado em pouco tempo. A Construção Civil não pôde se beneficiar diretamente dos métodos desenvolvidos para a Indústria Fabril devido às diferenças fundamentais que existem entre as duas. A primeira diferença está relacionada ao produto. O produto fabril é padronizado, normalmente de pequeno valor unitário podendo ser produzido em série e estocado. Estas características possibilitam redução nos custos e aumento na produtividade da estrutura de produção. Na Construção Civil não se verifica a repetitividade do produto, cada obra é única, realizada sob condições específicas e não existe a possibilidade de estocagem. Em suma, os períodos de pouca demanda não podem ser utilizados para manter a estrutura de produção funcionando plenamente para criar estoques, o que encarece a atividade produtiva. Outra diferença significativa entre estes característica de mobilidade da Construção Civil . A setores produtivos é a Indústria Fabril tem sua estrutura de produção estática, os materiais passam pelas máquinas e o produto final é disponibilizado em um ponto fixo ao final do processo. Na Construção Civil o produto pode ser considerado estático, os materiais, equipamentos e pessoas convergem para ele, onde se desenvolve o processo produtivo. Em alguns casos, como na construção de obras lineares (rodovias, ferrovias, dutovias, etc.) a
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 27 mobilidade do produto é significativa, podendo ocorrer ao longo de vários quilômetros, situação em que tem-se mobilidade tanto no produto como na estrutura de produção. TIPOS INDÚSTRIA FABRIL ELEMENTOS INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL • Quase sempre os mesmos • Imóveis e de grande porte • Grande valor unitário • Um só local (fábrica) LOCAL DE FABRICAÇÃO • Móveis • Pequeno valor unitário PRODUTO • Sempre diferentes • Locais variados e temporários (canteiros de obra) • Postos de trabalho fixos e produto se movendo • Componentes convergindo para um produto fixo • Arranjos diferentes e peculiares a • Arranjos semelhantes possibilitando estabelecer regras cada obra gerais • Produção mecanizada • Produção de linha INSUMOS • Produção em situações variadas • Operações repetitivas • Operações se alternam com o decorrer do tempo e evolução da obra • Problemas de produção repetitivos ao longo da linha PRODUÇÃO • Produção predominantemente artesanal • Problemas sempre diversos, função do espaço e do tempo • Componentes padronizados • Falta de padronização • Mão-de-obra qualificada • Mão-de-obra pouco qualificada Figura 1 – Comparação entre as características de Indústria Fabril e de Construção Civil Fonte: TRAJANO (1986, p. 16) Estas diferenças, além de outras que estão caracterizadas na Figura 1, inviabilizam a utilização direta dos métodos desenvolvidos para a Indústria Fabril na Construção Civil. Eles precisam, no mínimo serem adaptados para considerar as especificidades da Construção Civil, o que já vem ocorrendo há algum tempo. 2.3 CARACTERIZAÇÃO D A CONSTRUÇÃO CIVIL A Construção Civil desenvolve suas atividades utilizando diretamente os
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 28 materiais encontrados na natureza ou transformando-os para obter seus produtos, que são bastante diversificados e visam não só melhorar as condições de vida do homem como proporcionar condições para o desenvolvimento de outras atividades produtivas. Como exemplo de produtos da Construção Civil tem-se: materiais de construção, casas, edifícios, instalações industriais, rodovias, ferrovias, dutovias, barragens, linhas de transmissão de energia elétrica, instalações para exploração de recursos minerais, portos, aeroportos, etc. Pelo rol de obras listadas podemos constatar sobre o quanto são diversificadas as atividades da Construção Civil e inferir a respeito da necessidade de sua divisão em setores, através dos quais as atividades correlatas serão agrupadas. Desta forma pode-se obter melhores condições de organização, estudo e avaliação de resultados, visando a melhoria dos processos produtivos. A seguir são apresentadas algumas propostas de segmentação e modelos utilizados por alguns órgãos para agrupar as atividades da Construção Civil. PROCHNIK (apud SOARES, 1997, p. 12) considera a Construção Civil como um macrocomplexo formado pelo setor da construção e pelos setores que produzem materiais de construção. O setor de construção é subdividido em “construção de edificações (habitação e prédios para uso comercial, industrial, etc.); construção pesada (barragens, rodovias, obras de saneamento, etc.); montagem industrial (montagem e instalação de linhas de transmissão, máquinas e equipamentos, etc.) e serviços de construção (execução de etapas específicas de obras, tais como terraplenagem, instalações etc.)” OLIVEIRA (apud FAMILIAR, 2001, p. 12) propõe a divisão das atividades da Construção Civil em Construção Leve, Construção Pesada e Montagem Industrial, cujo detalhamento é apresentado na Figura 2. SOARES(1997, p. 12) apresenta a classificação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Inquérito Especial Indústria da Construção, que classifica as empresas nos seguintes grupos de atividades: • Construção de prédios e edifícios; • Construção de obras viárias; • Construção de grandes estruturas e obras de arte;
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 • Execução de outros tipos de obras; • Serviços de construção com ou sem fornecimento de materiais; • 29 Execução de obras e serviços de construção não classificados. CONSTRUÇÃO LEVE (Edificações) • Residenciais • Comerciais • Industriais • Infra-estrutura viária, urbana e industrial CONSTRUÇÃO PESADA • Obras de saneamento • Barragens hidroelétricas e usinas • Montagens de estrutura para instalação de industrias MONTAGEM INDUSTRIAL • Sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica • Sistemas de telecomunicações • Sistemas de exploração de recursos naturais Figura 2 – A Indústria de Construção Civil - subsetores Fonte: OLIVEIRA (apud FAMILIAR, 2001, p. 12) A classificação adotada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apresentadas por SOARES(1997, p. 13), é a mesma proposta por OLIVEIRA (apud FAMILIAR, 2001, p 12) a saber: Edificações, Construção Pesada, e Montagem Industrial. SOARES (1997, p. 13), considera a Construção Civil como um macrocomplexo e, de acordo com a atuação das empresas em cada setor, propõe sua divisão em dois setores: o Produtor de Materiais de Construção e o Setor de Construção. O Setor de Construção é dividido em dois subsetores: Construção Pesada e Construção de Edificações. O modelo proposto por SOARES, apresentado na Figura 3, resulta do confronto da estrutura apresentada por PROCHNIK com as adotadas pelo IBGE, SENAI e RAIS, considerando a área de atuação das empresas. Tendo em vista o objetivo deste trabalho, adotou-se a classificação proposta por OLIVEIRA e adotada pelo SENAI e RAIS, por dividir o setor da Construção Civil em subsetores que englobam obras de características semelhantes, do ponto de vista de execução. A diferença fundamental deste
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 30 modelo para o proposto por SOARES é a separação das obras de Montagem Industrial do rol das consideradas no subsetor de Construção Pesada. Pela classificação adotada as obras de Construção Pesada serão caracterizadas pelo emprego maciço de equipamentos, pelo grande dinamismo, descentralização e muitas vezes grande área do canteiro de trabalho. Nestas obras o custo horário das equipes de trabalho é bastante superior ao verificado nas obras de edificações e os desperdícios de material, embora sejam importantes, não são tão significativos quanto no subsetor de Edificações. Outra diferença fundamental está na composição do custo total destas obras. No subsetor de Construção Pesada normalmente os itens de custo mais significativos são os equipamentos e os materiais, nesta ordem. Nas obras de Edificações os itens de custo mais importantes normalmente são os materiais e a mão-de-obra, ficando os equipamentos em segundo plano. Estas diferenças impõem que se adote atitudes gerenciais diferentes para o planejamento e execução das obras dos subsetores referenciados, o que será focalizado neste trabalho. A existência desta diferença de atitude gerencial foi verificada e apresentada com bastante propriedade por AMORIM em 1995, conforme podemos interpretar na transcrição a seguir: “ ... é um dos fatores que caracteriza os dois subsetores em que a Construção costuma ser dividida: as edificações e as obras pesadas, tais como estradas, barragens, pontes etc. Nestas a mecanização já se impôs e através dela se configura um controle do trabalho mais eficaz, tanto assim que o planejamento nas obras pesadas utiliza mais freqüentemente a unidade hora-máquina que o homem-hora, essa ainda a medida básica nos canteiros de edifícios. AMORIM (1995, p. 35)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 MACROCOMPLEXO DA CONSTRUÇÃO CIVIL SETOR PRODUTOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EXTRAÇÃO E BENEFICIAMENTO DE INSUMOS NÃO METÁLICOS • Pedras • Areia • Argila • Calcário • Amianto • Etc. SETOR DE CONSTRUÇÃO CONSTRUÇÃO DE EDIFICAÇÕES CONSTRUÇÃO PESADA Construção de grandes estruturas e Obras de Arte: vias elevadas, pontes, viadutos, túneis metropolitanos, dutos, obras de telecomunicações e de energia elétrica etc. • Construção de Edifícios: residências, industriais, comerciais, de serviços, governamentais, de caráter institucional não governamental, destinados a diversão, televisão e radiodifusão e de uso misto PRODUÇÃO DE INSUMOS METÁLICOS • • • • • • • Esquadrias Estruturas Elementos de serralheria Etc. • Obras de Urbanização e Saneamento Construção de obras viárias: rodovias, ferrovias, aeroportos, hangares, portos e terminais marítimos e fluviais etc. Serviços de Construção: manutenção e recuperação de edifícios, montagem de prémoldados e estruturas metálicas, reforço e concretagem de estruturas de demolições, serviços geotécnicos, etc. PRODUÇÃO DE CIMENTO E INSUMOS DERIVADOS • Cimento • Blocos • Pré-moldados • Etc. • Serviços de construção: montagem eletromecânica, de pré-moldados e de estruturas metálicas, terraplenagem, serviços geotécnicos, perfurações, manutenção e recuperação de obras de grande porte etc. PRODUÇÃO DE ELEMENTOS DE CERÂMICA • Tijolos e telhas • Azulejos e pisos cerâmicos • Materiais sanitários • Etc. PRODUÇÃO DE INSUMOS DE MADEIRA • Pranchas, aglomerados e compensados • Esquadrias • Etc. Figura 3 – Estrutura do macrocomplexo da Construção Civil Fonte: SOARES (1997, p. 14) 31
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 32 3 ESTIMATIVA E APR OPRIAÇÃO DE CUSTOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL 3.1 OBRAS DE CONSTRU ÇÃO CIVIL COMO PROJETO As obras de construção civil caracterizam-se principalmente pela grande variedade de serviços executados, pela mobilidade da unidade de produção e pela não repetitividade de seus produtos. A unidade de produção ou fábrica da construção civil é o canteiro de obras, que é instalado no local em que o produto, a obra, deve ser fabricado. O canteiro de obras normalmente evolui em disposição, composição e localização à medida que a obra vai sendo executada. Nas obras lineares a mudança do local de trabalho fica muito bem caracterizada por variar ao longo de quilômetros. As demais obras normalmente são executadas em uma área bem menor que a das obras lineares, porém o local de trabalho das equipes também muda à medida que a obra avança. Além da mobilidade do local de trabalho normalmente verifica-se uma variação bastante significativa no tipo de materiais, equipamentos e profissionais empregados à medida em que ocorrem as diferentes fases de implantação da obra. Esta variação é mais significativa e melhor caracterizada nas obras de edificação e construção rodoviária. Os produtos fabricados pela industria da construção civil são as obras, que embora semelhantes não são iguais a outras já realizadas. Mesmo que haja uma significativa relação de similaridade entre duas obras, com certeza será possível enumerar uma série de diferenças entre elas, como por exemplo a localização, equipes de trabalho empregadas, época de execução, exigências e expectativas
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 33 do cliente, relação com fornecedores, disponibilidade de recursos etc. Em suma, o produto da construção civil não se repete. Além das características de dinamismo do canteiro, unicidade dos produtos e variedade dos recursos utilizados, vale a pena ressaltar que as obras normalmente são ou precisam ser executadas de acordo com rígidas restrições de prazo, custos e qualidade, no mínimo. Através destes comentários objetivou-se caracterizar o dinamismo e a variedade de condições e recursos que precisam ser considerados na realização das obras em geral. Devido à grande quantidade de variáveis que atuam no processo, a possibilidade de surgirem conflitos é grande, os quais naturalmente precisarão ser gerenciados e resolvidos, de modo que os objetivos e metas do projeto possam ser alcançados. Segundo LIMMER(1977, p. 9), um projeto pode ser definido como um empreendimento singular, com objetivo ou objetivos bem definidos, a ser materializado segundo um plano preestabelecido e dentro de condições de prazo, custo, qualidade e risco previamente definidas. Das considerações apresentadas anteriormente e do conceito de projeto, pode-se concluir que a realização das obras de construção civil se caracterizam como projetos e podem ser gerenciadas com a utilização das técnicas de gerenciamento de projetos. 3.2 FASES DE UM PROJE TO Durante a vida útil de um projeto podem ser verificados estágios ou fases bastante características. A divisão do projeto em fases ou estágios é muito útil e conveniente tanto para fins de seu estudo e entendimento, quanto para a realização do planejamento e sua implementação. A seguir serão apresentadas algumas formas de caracterização das fases de um projeto. Segundo LIMMER(1997, p.10), a vida de um projeto compõe-se de quatro estágios básicos, os quais são caracterizados a seguir: Concepção: é o estágio em que é identificada a necessidade e conveniência de implantação do projeto. Neste estágio é feita a análise de viabilidade técnica e econômica do projeto, além do estudo das alternativas para sua implantação, elaboração das estimativas iniciais de custo e cronogramas preliminares.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 34 Planejamento: compreende o desenvolvimento de um plano detalhado para implantação do projeto, contendo desenhos, especificações, cronogramas, orçamentos detalhados e diretrizes gerenciais. Execução: compreende a execução de todas as atividades necessárias à materialização do projeto, bem como as atividades de garantia de qualidade, avaliação de desempenho, análise do progresso e as eventuais alterações de planejamento, ditadas pela retroalimentação do sistema. Finalização: é o estágio que visa colocar o projeto em operação, treinando pessoal, documentando resultados, desmobilizando recursos e realocando a equipe envolvida na execução do projeto. Outra forma de caracterizar um projeto, apresentada por LIMMER(1997, p.10), é através de fases que se sobrepõem e que normalmente são interdependentes, conforme é apresentado a seguir e está ilustrado na Figura 4: Figura 4 – Fases de um projeto (empreendimento) Fonte: Limmer(1997, p. 11) Viabilidade Técnico-Econômica: fase de avaliação da exeqüibilidade do projeto, considerando recursos tecnológicos disponíveis e a relação custo-benefício a ser obtida quando da utilização do produto resultante do projeto. Nesta fase desenvolve-se um modelo preliminar do projeto a ser executado. Este modelo preliminar é necessário para que se possa conhecer o projeto como um todo, as suas partes componentes e as principais características de sua execução. Tal
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 35 modelo tanto pode ser gráfico, representado por um conjunto de desenhos (arquitetônicos, estruturais, de instalações), como descritivo, representado por um conjunto de textos que definam os elementos componentes do projeto. Implementação: fase que cuida da materialização do modelo preliminar estabelecido na fase anterior e que, geralmente se compõe das seguintes etapas: • desenvolvimento do modelo preliminar do projeto, detalhando ao máximo seus elementos componentes, as respectivas formas, dimensões e padrões de qualidade. Esta etapa normalmente é desenvolvida em duas subetapas, cuidando a primeira da elaboração do Projeto Básico de Engenharia, no qual se lançam as idéias basilares da configuração do projeto, e a segunda do Projeto Detalhado de Engenharia, no qual se desenvolvem os elementos fixados no Projeto Básico de Engenharia, de forma a tornar possível a determinação mais precisa possível dos recursos necessários para a sua construção. É a etapa conhecida como de engenharização do projeto. • Aquisição de todos os materiais e equipamentos necessários à materialização do projeto, bem como controle da respectiva qualidade e prazos de fabricação e, ainda, coordenação do transporte e da entrega dos mesmos no local de sua implantação. Nesta etapa supre-se o projeto com os recursos necessários à sua execução, sendo por isso denominada de etapa de suprimento. • Na etapa de construção materializa-se o modelo criado na fase de Engenharização, aplicando-se os materiais e montando-se os equipamentos adquiridos na fase de suprimento, utilizando-se mão-de-obra adequadamente treinada e tecnologia apropriada. Pré-operação: fase caracterizada pelo início de funcionamento (testes e posta em marcha) do produto obtido, a qual ocorre gradativamente, mediante a integração das partes do produto que vão sendo completadas. Operação ou Utilização: fase em que o produto construído é utilizado, necessitando, entretanto, de manutenção para que continue atendendo satisfatoriamente a suas finalidades. Desmobilização, Disposição ou Desmantelamento: fase em que o produto construído chega ao fim de sua vida útil, sendo então abandonado, se não for prejudicial ao homem ou ao meio ambiente; caso contrário, é preciso desmobilizálo ou desmantelá-lo, acondicionar suas partes e depositá-las de forma que não
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 36 agridam o homem nem a natureza. Segundo VARGAS(1998, p. 17), as fases características do ciclo de vida de um projeto podem ser representadas graficamente, caracterizando-se a variação do esforço ou trabalho necessário ao longo da vida útil do projeto, conforme é apresentado a seguir: Figura 5 – O ciclo de vida do projeto subdividido em fases características Fonte: VARGAS(1998, p. 17) Fase de Definição: é a fase inicial do projeto, quando uma determinada necessidade é identificada e transformada em um problema estruturado a ser resolvido pelo projeto. Nesta fase a missão e o escopo do objetivo do projeto são definidos. Fase Estratégica: é a fase responsável por identificar e selecionar as melhores formas de condução do projeto, gerando a maior quantidade possível de alternativas viáveis para o seu desenvolvimento. Fase de Planejamento Operacional: Após a escolha da forma como o projeto será conduzido, realiza-se um detalhamento de tudo aquilo que será realizado, incluindo cronogramas, interdependências entre atividades, alocação dos recursos envolvidos, análise de custos etc., de modo que ao final desta fase o projeto esteja suficientemente detalhado para ser executado com o mínimo de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 37 dificuldades e imprevistos. Fase de execução: é a fase que materializa tudo aquilo que foi planejado anteriormente. Qualquer erro cometido nas fases anteriores ficará evidente durante esta fase. Os desvios ou erros de planejamento mais freqüentes são verificados nas estimativas de duração e custo das atividades, além das omissões na previsão de recursos. Fase de Controle: é a fase que acontece paralelamente à execução do projeto. Tem como objetivo acompanhar e controlar o que está sendo realizado, de modo a propor ações corretivas e preventivas no menor espaço de tempo possível, após a detecção da anormalidade. O objetivo do controle é comparar o status atual do projeto com o status previsto pelo planejamento, tomando ações corretivas em caso de desvios. Fase de Finalização: é a fase em que a execução dos trabalhos é avaliada através de uma auditoria interna ou externa (terceiros) , os livros e documentos do projeto são encerrados e todas as falhas ocorridas durante o projeto são discutidas e analisadas para que erros similares não ocorram em novos projetos (aprendizado). Segundo LIMMER(1997, p. 11), as fases e etapas de um projeto influenciam-se reciprocamente, caracterizando uma interdependência que deve ser continuamente monitorada para que os desvios verificados em relação ao planejamento sejam corrigidas. Este monitoramento e correção de rumos contínuos constituem o gerenciamento do projeto. A execução de obras de engenharia se enquadra perfeitamente no conceito de projetos, sendo passíveis de serem implantadas com o emprego de técnicas de gerenciamento de projetos para que se possa otimizar os resultados. A complexidade de execução e variedade das condicionantes das obras em geral, associada à interdependência que existe entre suas fases e entre os serviços que a compõem, caracterizam a necessidade de elaboração de um planejamento detalhado das obras. O planejamento tem por objetivo detalhar todas as necessidades e servir como referência para a execução e controle da obra, segundo as metas definidas.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 38 3.3 PLANEJAMENTO E CO NTROLE DAS METAS DE UMA OBRA Podemos considerar que as obras de construção civil em geral precisam ser realizadas com metas bem definidas em pelo menos 3 (três) campos: custos, prazos e qualidade. Estas metas serão definidas e consideradas nas fases de concepção e planejamento, seu cumprimento deverá ser acompanhado na fase de execução pelas medidas de controle adotadas, para que não haja problemas ou surpresas na fase de finalização. A meta de prazos será planejada com emprego das técnicas de programação pela elaboração dos cronogramas da obra. Seu controle é relativamente simples, podendo ser feito comparando-se diretamente a época de realização dos serviços com o que foi planejado, obtendo-se como resultado a informação sobre atraso ou adiantamento da obra. A meta de qualidade será definida pelas especificações de serviço e demais condições contratuais que deverão definir o padrão de qualidade da obra e a performance que a mesma deve apresentar ao seu término. O controle de seu cumprimento ocorrerá com as medidas adotadas pelo controle tecnológico e pelo acompanhamento dos demais índices de desempenho definidos. A meta de custos normalmente é mais importante para a empresa responsável pela execução da obra do que para o contratante, desde que não haja mudanças significativas na obra que deve ser executada em relação ao que foi definido no contrato da mesma. O planejamento de custos é o orçamento da obra, que será elaborado através da estimativa de parâmetros de emprego e custo dos recursos necessários à execução da obra, além da estimativa da produtividade esperada para as equipes de trabalho. O controle do atingimento da meta de custos é realizado utilizando-se técnicas de apropriação de custos. O objetivo do controle de custos é conhecer os custos que realmente ocorrem na implantação da obra para que sejam comparados com os previstos no orçamento a fim de que as possíveis variações sejam detectadas e possam ser corrigidas o mais cedo possível. 3.4 ORÇAMENTAÇÃO A elaboração do orçamento de uma obra é feita com emprego das técnicas
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 39 e conceitos da Engenharia de Custos que conforme é definida por DIAS(1999, p. 11), “É a área da engenharia onde princípios, normas, critérios e experiência são utilizados para resolução de problemas de estimativa de custos, avaliação econômica, de planejamento e de gerência e controle de empreendimentos.” A estimativa do custo de uma obra é necessária tanto para definição de sua viabilidade econômica, como para embasar o processo de contratação, fornecer parâmetros na fase de execução e mensurar o valor dos serviços executados para fins de pagamento. De acordo com a finalidade do orçamento e detalhamento das informações disponíveis sobre a obra, os orçamentos podem ser mais ou menos detalhados. Os orçamentos elaborados com menor nível de detalhamento são usualmente chamados de orçamentos sintéticos ou sumários e apresentam o menor nível de informação e consequentemente de precisão sendo normalmente utilizados nas fases preliminares de planejamento. Os orçamento usualmente chamados de analíticos, detalhados ou descritivos apresentam o maior nível de precisão e normalmente são utilizados para orientar a contratação, execução e pagamento das obras. Além da classificação pelo nível de detalhamento do orçamento propriamente dito, os orçamentos também podem ser classificados quanto ao nível de detalhamento do produto. Segundo este critério de classificação temos o Orçamento global e o Orçamento por Partes, cujas definições apresentadas a seguir dispensam outros comentários. “Orçamento Global é aquele em que se procura avaliar o custo do produto como um todo, seja por método aproximado ou preciso, mas sem considerar a decomposição do produto, quer em suas partes componentes, quer pelos serviços necessários a sua produção.” TRAJANO (1985e, p.9) “Orçamento por Partes é aquele onde se parte da decomposição ou desdobramento do produto em suas partes e componentes, de modo que o custo total seja a soma dos custos das partes, estimados ao longo do processo de produção de cada uma, pelo relacionamento dos serviços necessários, quantificando seus volumes, bem como o de seus insumos (materiais, mão-de-obra e outros).” TRAJANO (1985e, p.9) Os orçamentos podem ser elaborados pelo Processo de Correlação ou
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 40 pelo Processo de Quantificação. No processo de correlação o custo é obtido por correlação com uma ou mais variáveis de mensuração do produto. No processo de quantificação o custo é obtido através do levantamento das quantidades dos insumos ou recursos necessários ao processo de produção do produto, conforme é apresentado por TRAJANO (1985e, p.15). O Processo de quantificação pode ser adotado pelo Método da Quantificação dos Insumos ou pelo Método da Composição do Custo Unitário. Pelo método da quantificação são consideradas as quantidades e os preços de todos os insumos necessários à execução da obra para definir seu custo. O método da composição do custo unitário considera quantidade e preço dos recursos necessários para executar 1 (uma) unidade de cada serviço e suas quantidades para definir o custo da obra. O método de orçamentação detalhado mais usual é o da composição do custo unitário, que embora seja prático e conveniente quando se precisa orçar várias obras semelhantes, pode induzir a erros decorrentes da consideração dos custos fixos incorretamente. Os custos fixos “são aqueles que praticamente não variam quando há variação das quantidades produzidas dos produtos, desde que esta não seja de grande monta” TRAJANO (1985a, p.13). Podemos contornar esta dificuldade utilizando a classificação dos custos das obras em diretos e indiretos. Desta forma, o custo direto da obra será estimado a partir dos custos unitários e os custos indiretos serão estimados de forma global. A estes custos deve ser adicionado o valor do lucro esperado para que se obtenha o preço de venda ou simplesmente preço da obra. Os custos diretos e indiretos são definidos por TRAJANO com bastante propriedade, conforme transcrições a seguir. “Custos Diretos são aqueles que podem ser identificados ou relacionados direta e exclusivamente com o produto em execução, ou parte dele, podendo, desse modo, serem apropriados diretamente.” TRAJANO (1985a, p.8) “Custos Indiretos são aqueles que não se relacionam diretamente com um produto ou parte dele, ou que não convêm que sejam imputados diretamente, por razões econômicas ou de dificuldades práticas de apropriação. Desse modo devem ser apropriadas separadamente e imputadas ao produto através de métodos de rateio.” TRAJANO (1985a, p.8)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 41 Dos conceitos apresentados podemos concluir que os custos diretos resultam da soma de todos os gastos realizados diretamente na execução dos serviços da obra. Os custos indiretos são os demais gastos necessários à execução da obra, isto é, são os gastos realizados com as demais operações necessárias para a realização da obra, mas que não são computados como custos diretos. De uma forma simplificada, os custos indiretos podem ser obtidos subtraindo-se do custo total da obra, o valor considerado sob o título de custos diretos. A classificação dos custos como diretos ou indiretos é controversa e pode ser influenciada tanto pelas condições de execução da obra, como por imposições contratuais ou pela base de dados disponível para elaboração do orçamento. O mais importante na classificação destes custos é que nenhum gasto realizado ou previsto deixe de ser considerado. O orçamento detalhado elaborado pelo Método da Composição do Custo Unitário é feito considerando-se as quantidades dos diversos serviços que compõem a obra e seus custos unitários. O custo direto total de um serviço é o resultado da multiplicação de seu custo unitário direto pela quantidade do mesmo. O custo direto total da obra é a soma dos custos diretos totais de todos os serviços que a compõe. O custo total de uma obra é a soma de seu custo direto total com os custos indiretos. A forma usual de elaboração de orçamentos detalhados inicia com a caracterização de todos os serviços que compõem a obra com suas respectivas quantidades. O passo seguinte é calcular-se o custo unitário direto de cada serviço através de sua composição de custo unitário, onde são consideradas as quantidades de materiais e horas de trabalho dos equipamentos e mão-de-obra necessários para realizar uma unidade do serviço. Os dados necessários para calcular o custo unitário de cada serviço podem ser oriundos de publicações especializadas, histórico da empresa ou experiência do orçamentista. Os custos indiretos de uma obra normalmente são obtidos totalizando-se todos os gastos que não foram considerados como custos diretos. O preço de venda é a soma das parcelas correspondentes ao custo direto total, custo indireto, inclusive a taxa referente à administração empresarial e lucro. Para fins de definição do preço unitário de cada serviço, que facilita os processos de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 42 contratação, medição e pagamento das obras, normalmente o lucro e os custos indiretos são considerados como um percentual do custo direto. O valor percentual utilizado para calcular o preço unitário normalmente é denominado de Lucro e Despesas Indiretas – LDI, segundo DNER(1988, p. 26); Bonificação e Despesas Indiretas - BDI, segundo LIMMER(1997, p. 97) ou Benefício e Despesas Indiretas – BDI, segundo TRAJANO(1985e, p. 33). A seguir são apresentadas algumas fórmulas que expressam a seqüência de cálculo descrita. Custo Direto + Custo Indireto . BDI = CUSTO TOTAL + LUCRO Custo Indireto Total + LUCRO Custo Direto Total . PREÇO DE VENDA PREÇO DE VENDA = Custo Direto + Custo Indireto + LUCRO Preço de Venda = Custo Direto .( 1 + BDI) Preço Unitário = Custo Direto Unitário. (1 + BDI) Os passos necessários para a elaboração de um orçamento detalhado podem ser representados através do fluxograma apresentado na Figura 6. Tendo em vista o objetivo deste trabalho, será apresentada a metodologia de orçamentação utilizada pelo DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM (DNER) para elaborar as estimativas de custo das obras realizadas nas rodovias federais. Além do significativo alcance que esta metodologia tem pelo seu uso por parte do DNER, ela é utilizada como referência por praticamente todos os demais órgãos rodoviários do país e para estimativa de custo de outras obras de construção pesada. A metodologia do DNER será apresentada de forma resumida para caracterizar a importância que os equipamentos e viaturas tem na estrutura de custos das obras de construção pesada. A metodologia utilizada para estimativa do custo de utilização dos equipamentos e viaturas será apresentada em sua totalidade em capítulo à parte.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Edital de Licitação ou Proposta de Obra 43 Desenhos e Especificações Estudo de Dados Fornecidos pelo Cliente Visita ao Canteiro de Obras e Consultas Técnicas ao Cliente Definição da Cronogramação Básica e Metas Intermediárias Concepção da Metodologia Global de Execução Consultas Internas Estabelecimento Qualitativo e Quantitativo do Escopo Definição dos Recursos Diretos Rel. de material, Equip. e Pessoal Definição dos Recursos Indiretos Mão de Obra Valorização dos Recursos Diretos Valorização dos Recursos Indiretos Cálculo do Percentual de BDI PREÇO DA OBRA Figura 6 – Fluxograma da orçamentação Fonte: Adaptado de DIAS (1999, p. 15) Materiais e Equipamentos Provedor de Equip. e Mat. Subempreiteiras Pesquisa de Preços e Condições de Fornecimento Recursos Humanos Produção
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 44 3.5 METODOLOGIA DE O RÇAMENTAÇÃO DO DNER O DNER realiza a estimativa dos custos rodoviários pelo método da composição do custo unitário adotando as considerações apresentadas a seguir. 3.5.1 Planilha orçamentária Na planilha orçamentária são relacionados todos os serviços que compõem a obra com suas respectivas unidades, quantidades, preço unitário e preço total. O preço total da obra é obtido com a soma dos preços totais de todos os serviços da planilha. Os serviços que podem integrar a planilha, bem como suas unidades, condições de execução e critérios de medição são definidos pelo DNER em seu Manual de Custos Rodoviários e nas especificações de serviços correspondentes. 3.5.2 Custos indiretos e luc ro Os custos indiretos e o lucro são considerados através de um fator de multiplicação que incide sobre o valor do custo direto. O fator utilizado pelo DNER é denominado de LDI (Lucro e Despesas Indiretas), sendo considerados os seguintes componentes: • Administração; • Mobilização e desmobilização; • Despesas financeiras; • Impostos sobre o faturamento; • Margem de lucro; • Instalação de canteiro e acampamento; • Eventuais. Para obter o valor do LDI o DNER definiu valores percentuais para cada um de seus componentes e considera as taxas de impostos vigentes. A composição do LDI adotado pelo DNER à época da aprovação de seu novo manual resultou no valor de 30,81 %, conforme é apresentado na Figura 7. O valor que está em vigor atualmente é 32,68 %, cuja composição não é publicada pelo DNER.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 45 COMPOSIÇÃO DO LDI (Lucro e Despesas Indiretas) PV - Preço de Venda CD - Custo Direto Total E - Administração = Adm. Central + Adm. Local + Canteiro e Acampamento K - Mobilização e desmobilização Perc. do PV Itens de Valor Percentual Fixo e Obrigatório A - PIS B - COFINS C - CPMF Perc. do CD Perc.do LDI 0,65 2,00 0,20 2,85 0,85 2,62 0,26 3,73 2,76 8,49 0,85 12,10 3,50 7,64 1,06 4,58 10,00 1,39 14,86 32,47 4,51 6,49 2,00 20,70 8,49 2,62 27,08 27,56 8,49 87,90 23,55 76,45 100,00 30,81 100,00 100,00 6,49 0,97 0,52 5,00 8,49 1,27 0,68 6,54 27,56 4,13 2,20 21,22 0,65 % de PV 2,00 % de PV 0,20 % de PV Sub - total Itens de Valor Percentual pouco Variável com o Tipo da Obra ou Serviço D - ISS 3,5 % de PV E - Administração 1O % de CD G - Custos financeiros (TR + 6%)/12 de (PV - Margem) H - Margem 6,49 % de PV K - Mobil. e Desmobil. 2,0% de PV Sub - total LDI Custos Diretos - CD Preço de Venda - PV Margem Imposto de Renda Contribuição Social Lucro Líquido Figura 7 – Composição do LDI adotado pelo DNER Fonte: Adaptado de DNER (1988, p.30) 3.5.3 Custos diretos Como custo direto o DNER considera o somatório dos gastos com equipamentos, materiais e mão-de-obra empregados diretamente na realização dos serviços e que constam em suas planilhas de composição de custo unitário,
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 46 que são publicadas mensalmente. O modelo da planilha de composição de custo adotado pelo DNER é apresentado na Figura 8. 3.5.4 Custo de mão-de-obra O custo de mão-de-obra é calculado com base no salário horário das diversas categorias profissionais, cujo custo é regionalizado e considera a incidência dos encargos sociais e adicional de mão-de-obra. O salário horário é calculado com base nas fórmulas apresentadas a seguir e com os parâmetros definidos nas Figuras 9, 10 e 11. MO = Salário Horário ( 1+ EncSoc + AdicMO) Salário Horário = Salário Mensal Salário Mínimo = Padrão Salarial . 220 220 Sendo: MO – Custo horário de mão-de-obra EncSoc – Índice de encargos sociais = 126,30 % AdicMO – Índice de adicional à mão-de-obra = 20,51 % Padrão Salarial – valor tabelado de acordo com a categoria profissional e local da obra De acordo com o manual do DNER, o adicional à mão-de-obra não está sendo considerado no cálculo dos custos unitários, este componente de custo só será considerado nos orçamentos quando for exigido pelos editais. A parcela correspondente a Ferramentas Manuais (5%) será incluída no cálculo dos custos unitários sempre que for necessária à execução dos serviços. 3.5.5 Custo de materiais O custos dos materiais é definido pelo DNER com base em pesquisa de preços considerando a condição de pagamento à vista e a incidência de todos os impostos. O frete ou custo com transporte dos materiais de seu local de aquisição para a obra é pago à parte, exceto para os materiais betuminosos cujos custos são considerados com frete incluso.
    • Motoniveladora (93 kW) Trator agrícola - 80 a 115 hp (82 kW) Rolo compactador - pé de carneiro autop. 11,25t vibrat (85 kW) Grade de discos - GA 24 x 24 C - MATERIAL F - TRANSPORTE(outras atividades) CÓDIGO Fonte: Adaptado de DNER (1998, p. 118) Custo Horário 52,88 28,24 49,46 0,94 0,00 m3 Quantidade 0,7 0,2 1,15 0,93 Custo Unitário 0,00 0,00 Custo Unitário de Execução Quantidade Unidade Custo Unitário Direto total Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) Toneladas / unidade do serviço Toneladas / unidade do serviço Preço Unitário 0,15 0,79 2,34 Custo Total das Atividades Unidade M2 M3 M3 Custo Total do Material 32,68% Custo Unitário Custo Unitário 3,88 1,27 5,15 2,95 Custo Unitário 0,10 0,16 2,69 0,00 0,00 155,58 Preço Unitário 24,06 0% Adicional de Mão-de-Obra - FERRAMENTAS: Custo Horário de Execução 131,52 Custo Horário 12,96 11,10 0,00 168 Custo Operacional Operativo Improdutivo 52,88 52,88 28,24 28,24 49,46 49,46 0,94 0,94 Custo Horário de Mão-de-Obra Salário Hora 12,96 3,70 Obra/Serviço UF ou Região de referência Produção da Equipe: Utilização Operativa Improdutiva 0,78 0,22 0,52 0,48 1,00 0,00 0,52 0,48 Custo Horário de Equipamento: Quantidade 1,00 3,00 1,00 1,00 1,00 1,00 Quantidade Figura 8 – Ficha de Composição de custo unitário do DNER E - TRANSPORTE DE MATERIAL CÓDIGO D - OUTRAS ATIVIDADES CÓDIGO 1 A 01 100 01 - Limpeza camada vegetal em jazida (const e restr) 1 A 01 105 01 - Expurgo de jazida (const e restr) 1 A 01 120 01 - Esc e Carg de Mat de jazida (const e restr) CÓDIGO CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA T511 Encarregado de pavimentação T701 Servente E006 E007 E013 E101 DNER - AT/DG - Gerência de custos Rodoviários Custo Unitário de Referência Mês de Referência Código e descrição da Atividade /Serviço CÓDIGO A - EQUIPAMENTO DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 47
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 48 Resumo dos Encargos Sociais Trabalhistas GRUPO A Regime de Contratação: Contrato Direto dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal PERCENTAGEM INSS FGTS SESI SENAI INCRA Salário Educação Seguro Acidente De Trabalho SEBRAE TOTAL DO GRUPO A GRUPO B 20,00 8,00 1,50 1,00 0,20 2,50 3,00 0,60 36,80 Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxilio doença Acidente de Trabalho 17,80 4,09 14,87 1,86 0,17 13o Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas 11,16 0,10 0,56 50,61 TOTAL GRUPO B GRUPO C Multa por Rescisão Contrato Trabalho sem Justo Causa Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional TOTAL GRUPO C GRUPO D Incidência do Grupo A sobre B Incidência da Multa FGTS sobre 13o Salário TOTAL GRUPO D TOTAL DOS ENCARGOS 4,13 14,13 1,67 19,93 18,62 0,34 18,96 126,30 Figura 9 - Resumo dos encargos sociais trabalhistas adotados pelo DNER. Fonte: DNER (1998, p. 48) Resumo dos Encargos Adicionais à Mão-de-obra Regime de Contratação: Contratação Direta dos Serviços Salário: Horário Regime de Trabalho: Normal Discriminação Equipamento de Proteção Individual Transporte Alimentação Ferramentas Manuais Percentual 1,12 4,79 9,60 5,00 Figura 10 - Resumo dos encargos adicionais à mão-de-obra adotado pelo DNER. Fonte: DNER (1998, p. 51)
    • 49 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Referência: Dezembro de 1996 Código PROFISSÃO Norte Nordeste Sudeste Sul Centro- Rio de São Minas Oeste Janeiro Paulo Gerais T.3 OPERADOR DE MÁQUINA, VEÍCULOS E EQUIPAMENTO T.30 T.301 T.302 T.303 T.31 T.311 T.312 T.313 T.314 Motorista Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equipamento pesado Operador de equipamento especial 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,9 3,2 3,4 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 2,4 2,7 3,5 3,7 T.4 T.401 TÉCNICO Pré - marcador 3,7 3,7 3,7 3,7 3,7 3,7 3,7 3,7 T.5 T.50 T.501 T.51 T.511 T.512 ENCARREGADO Encarregado de turma Encarregado de turma Encarregado de serviço Encarregado de serviço de pavimentação Encarregado de britagem 3,7 3,6 4,4 4,1 3,3 4,3 4,4 3,5 7,0 7,0 7,0 7,0 7,0 7,0 7,0 7,0 T.6 T.601 T.602 T.603 T.604 T.605 T.606 T.607 T.608 T.609 T.610 OPERÁRIO QUALIFICADO Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Ferreiro Pintor Soldador Jardineiro Serralheiro 4,1 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 4,1 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6 4,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 4,1 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 4,1 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 4,1 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 3,0 4,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 3,1 4,1 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 T.7 T.701 T.702 PROFISSIONAL NÃO ESPECIALIZADO Ajudante Servente 2,1 1,9 1,7 1,5 2,9 2,6 2,2 2,0 2,0 1,7 2,1 2,0 2,9 2,6 1,9 1,6 T.8 TRABALHADORES EM CONDIÇÕES ESPECIAIS Perfurador de tubulão 2,7 2,1 3,6 2,8 2,4 2,8 3,6 2,2 T.801 Figura 11 - Padrão salarial da mão-de-obra adotado pelo DNER. Fonte: DNER (1998, p. 40). 3.5.6 Custo de equipamento s e viaturas Os gastos com os equipamentos são considerados com base no custo horário de utilização dos mesmos, sendo consideradas duas situações distintas para os equipamentos e viaturas: situação operativa e situação improdutiva, as
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 50 quais serão definidas no decorrer deste trabalho. A metodologia utilizada para cálculo do custo horário dos equipamentos e viaturas é apresentada detalhadamente em capítulo à parte, por ser fundamental para o objetivo desta dissertação. Na Figura 12 é apresentado exemplo de uma planilha orçamentária obtida com emprego da metodologia do DNER, e com base na tabela divulgada para o mês de agosto de 2001 para o Rio de Janeiro. O orçamento detalhado com as composições de custo, cálculo do custo dos equipamentos e relação dos insumos com seus custos, é apresentado no apêndice desta dissertação. O orçamento apresentado é relativo à execução da terraplenagem e construção da estrutura de pavimentação de uma rodovia, obra típica na área de construção pesada. Planilha do Orçamento Obra: Referência: 10 km de aterro, sub-base e base DNER/RJ - AGO/01 Serviços Un Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água TOTAL R$ m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km Quant Unitário 200 000,00 0,15 180 000,00 3,05 153 000,00 1,23 135 000,00 0,32 25 800,00 6,01 24 600,00 6,01 825 000,00 0,30 212 400,00 0,42 Preço Total 29 137,69 549 169,96 188 532,63 42 774,82 155 035,35 147 824,40 250 115,49 88 320,08 1 450 910,42 Figura 12 – Planilha orçamentária Fonte: do autor Com o objetivo de conhecer a importância relativa dos diversos recursos empregados na obra, calculou-se os valores gastos com materiais, mão-de-obra e equipamentos e os percentuais destes valores em relação ao custo direto e preço de venda da obra. Os resultados obtidos são apresentados nas figuras 13 e 14.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 51 Resumo do Orçamento Detalhado Pelos Componentes de Custo Obra: Referência: 10 km de aterro, sub-base e base DNER/RJ - AGO/01 Valor Total R$ Custo de equipamento Depreciação Impostos e Seguros Manutenção Material de Operação Mão-de-obra de Operação Custo de mão-de-obra Custo de material % Custo Eqp 976 874,15 240 376,61 11 117,68 253 014,39 351 744,13 120 621,33 % Custo Direto Total 89,33% % Preço Total 67,33% 24,61% 1,14% 25,90% 36,01% 12,35% 21,98% 1,02% 23,14% 32,17% 11,03% 16,57% 0,77% 17,44% 24,24% 8,31% 56 388,62 60 278,40 3,89% 4,15% 1 093 541,17 357 369,25 1 450 910,42 100,00% 75,37% 63 384,46 CUSTO DIRETO TOTAL Valor do LDI PREÇO TOTAL DA OBRA Custo com juros a ser cobrado no LDI da obra 5,16% 5,51% 5,80% 4,37% Figura 13 – Resumo do orçamento detalhado pelos componentes de custo Fonte: do autor C OM POSIÇ Ã O DO C UST O DIRET O DA OBRA Cus to de Cus to de mãode-obra equipamento 5,2% 89,3% Cus to de material 5,5% O BRA: 10 k m de aterro, sub-bas e e bas e Ba se o rça m e n tá ria : Tabelas do DNE R/RJ A go 2001 Figura 14 – Composição do custo direto da obra Fonte: do autor Analisando-se o detalhamento dos gastos na obra considerada, verifica-se que o custo dos equipamentos e viaturas é parcela bastante significativa em sua estrutura de custos. Os gastos realizados com este grupo de custo representa aproximadamente 90 % do custo direto e mais de 60 % do preço de venda da obra. Desta forma fica caracterizada a importância que os equipamentos e viaturas têm na definição do custo de uma obra de construção pesada e pode-se concluir que a gestão de custos destas obras precisa considerar os equipamentos e viaturas sob uma ótica toda especial.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 52 C OM POSIÇ Ã O DO PREÇ O DA OBRA Cus to de m ão-de-obra 4% Cus to de equipam ento 67% Cus to de m aterial 4% V alor do LDI 25% O BRA: 10 k m de aterro, sub-bas e e bas e Ba se o rça m e n tá ria : Tabelas do DNE R/RJ A go 2001 Figura 15 – Composição do preço da obra Fonte: do autor Discriminando-se os componentes do custo dos equipamentos e viaturas calculados de acordo com a metodologia do DNER, apresentada no capítulo 4, obtemos a distribuição percentual apresentada nas Figuras 15 e 16. C OM POSIÇ Ã O DO C UST O DOS EQUIPA M ENT OS Im pos tos e S eguros 1,1% P arc ela Gerenciável na obra 74,3% Deprec iação 24,6% O BRA: 10 k m de aterro, sub-bas e e bas e M anutenç ão 25,9% M aterial de Operação 36,0% M ão-de-obra de Operaç ão 12,3% Ba se o rça m e n tá ria : Tabelas do DNE R/RJ A go 2001 Figura 16 – Composição do custo dos equipamentos Fonte: do autor Pela distribuição de custos obtida fica caracterizado que as parcela do custo dos equipamentos gerenciáveis durante a execução da obra corresponde a 74 % do custo dos equipamentos e viaturas, a 66 % do custo direto e a 50 % do preço de venda da obra. Como parcelas de custos gerenciáveis na obra estão
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 53 sendo consideradas apenas as parcelas relativas aos gastos com manutenção e operação, porque o executor praticamente não tem controle sobre os custos fixos, a não ser adotando medidas para reduzir a ociosidade das máquinas. C USTO G ERENC I V EL DO S EQ PUI M ENTO S EM EM Á PA RELA C Ã O A O C USTO DI RETO DA O BRA C u s to d e m ão -d e -ob ra 5 ,2 % Pa rce la d o C u s to d e Eq p Ge re nciável n a o b ra 6 6,3 % C u s to d e m ate rial 5 ,5 % Ma n ute n çã o 2 3,1 % Ma teria l d e Op e raçã o 3 2,2 % Im p o s to s e Se gu ro s 1 ,0 % Mã o -de -o b ra d e Op e ra çã o 1 1,0 % D e p reciaçã o 2 2,0 % O BRA: 10 k m de aterro, sub-bas e e bas e Ba se o rça m e n tá ria : Tabelas do DNE R/RJ A go 2001 Figura 17 - Custo gerenciável dos equipamentos em relação ao custo direto Fonte: do autor C USTO G ERENC I V EL DO S EQ PUI M ENTO S EM RELA C Ã O Á PA A O PREÇ O DE V ENDA DA O BRA Valo r do L D I C u s to d e 2 4,6 % m ate rial 4 ,2 % Pa rce la d o C u s to d e Eq p Ge re nciável n a o b ra 5 0,0 % Ma teria l d e Op e raçã o 2 4,2 % C u s to d e m ão -d e -ob ra 3 ,9 % Im p o s to s e Se gu ro s 0 ,8 % Ma n ute n çã o 1 7,4 % D e p reciaçã o 1 6,6 % Mã o -de -o b ra d e Op e ra çã o 8 ,3 % O BRA: 10 k m de aterro, sub-bas e e bas e Ba se o rça m e n tá ria : Tabelas do DNE R/RJ A go 2001 Figura 18 – Custo gerenciável dos equipamentos em relação ao preço de venda Fonte: do autor
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 54 3.6 APROPRIAÇÃO DE CU STOS A apropriação de custos é a atividade de controle na implantação de projetos que tem por objetivo principal obter o custo real de execução dos serviços. Esta atividade normalmente faz parte de um programa de apropriação da obra como um todo, onde são levantadas informações sobre: quantidade dos serviços executados, época de realização dos serviços, quantidade e custo dos recursos utilizados, índices de produtividade alcançados e custos indiretos. O processamento destas informações possibilita a obtenção do custo de execução dos serviços, dentre outras informações de interesse para o gerenciamento. O controle de um projeto tem como um de seus objetivos acompanhar sua implantação para identificar os possíveis desvios que estejam ocorrendo em relação ao planejado, identificar suas causas e propor medidas corretivas. Dentro deste escopo e tendo em vista a importância da meta de custos, através da apropriação, as variações no custo de execução dos serviços poderão ser identificadas em tempo hábil de modo que medidas corretivas possam ser adotadas para evitar sua propagação. A identificação de variações entre os custos previstos e os que realmente ocorrem na implantação de um projeto, que será referenciado como obra daqui para a frente, só será significativa se os valores comparados se referirem ao mesmo objeto, definido pela mesma especificação. No caso das obras, o custo previsto é definido pelo orçamento, que é elaborado considerando as especificações, critérios de medição e pagamento, e determinada tecnologia de produção. Para que os valores obtidos na apropriação tenham uma correlação direta com os valores previstos, eles devem ser obtidos para serviços a serem executados de acordo com as condições consideradas no orçamento. Pode ocorrer de um determinado serviço ser executado segundo condições diferentes das consideradas para elaboração do orçamento. Neste caso, normalmente, a única conclusão possível é a de que o serviço foi executado a custo superior ou inferior ao orçado. A comparação dos valores intermediários (consumo de recursos, produtividade etc.) pode não ser significativa. Neste trabalho estamos interessados principalmente no acompanhamento
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 55 do custo de um grupo de recursos utilizados na composição de custo dos serviços. Desta forma, será adotada a premissa de que os serviços serão executados de acordo com as condições definidas no planejamento. A conseqüência direta desta consideração é que o orçamento poderá ser utilizado em sua totalidade como referência para a apropriação de custos. Para esta finalidade será considerada a elaboração de orçamento detalhado pelo Processo de Quantificação. O orçamento fornecerá os custos previstos para cada serviço, os coeficientes técnicos de utilização dos recursos e seus custos unitários estimados, além da produtividade esperada para as equipes de trabalho. Os valores de referência fornecidos pelo orçamento serão utilizados pela apropriação para identificar os desvios que venham a ocorrer. As variáveis que definem o custo unitário ou total de um serviço e que serão objeto de acompanhamento pela apropriação são listadas a seguir: • produtividade das equipes de trabalho; • custo unitário dos recursos; • coeficientes técnicos de utilização dos recursos e • despesas indiretas da obra. Pelo acompanhamento das variáveis listadas será possível identificar as causas de variação dos custos, onde estão ocorrendo e o impacto das mesmas no custo total da obra. É sabido que as principais causas da variação no custo das obras são: • variação do custo dos recursos; • ociosidade, além da prevista, dos recursos que consomem tempo; • utilização dos materiais em quantidades diferentes das previstas; • variação na produtividade das equipes; • alocação dos recursos em desacordo com as necessidades da obra; • desperdícios de material; • alterações no cronograma ou na época de realização da obra e • atrasos no pagamento, dentre outras.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 56 3.6.1 Estrutura da apropriaç ão Para que a apropriação de custos seja eficaz é fundamental que a estrutura de obtenção e processamento dos dados seja semelhante à estrutura considerada na elaboração do orçamento. Esta estrutura deve considerar como centros de custos os mesmos elementos considerados como base para o orçamento. Como exemplo de alguns parâmetros básicos para garantir esta equivalência temos: • utilização da mesma estrutura de decomposição do projeto (divisão da obra em partes menores para facilitar o planejamento, execução e controle); • utilização das mesmas unidades de referência para os recursos; • utilização dos mesmos critérios para medição dos serviços executados e • utilização dos mesmos critérios de classificação de material, equipamentos e categorias profissionais. A atividade de controle normalmente não conta com a boa vontade da estrutura produtiva em que é utilizada. A principal causa desta resistência é que as pessoas se sentem avaliadas constantemente e têm receio de que seus possíveis erros sejam expostos. Além da resistência natural que esta atividade enfrenta, nem sempre os benefícios de sua implantação são percebidos com clareza, em pouco tempo, principalmente quando não são detectadas muitas variações entre o executado e o planejado. Para minorar os problemas decorrentes da implantação de um sistema de apropriação é interessante que sejam observadas as seguintes características para o sistema: • ser relacionado com as demais funções do projeto, de modo que sua implantação não provoque reações contrárias por parte dos integrantes das equipes de trabalho; • ter um custo operacional compatível com os benefícios que pode proporcionar; • ser acessível, de modo que todos os envolvidos no processo produtivo tenham conhecimento sobre o funcionamento do sistema e sobre suas conclusões, inclusive as que apontam os resultados positivos; • ser flexível para que possa se ajustar às condições de execução da obra. Não é desejável que o sistema de controle tenha ingerência sobre as condições de execução da obra. O desejável é que a obra seja executada da maneira que
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 57 permita a obtenção dos melhores resultados. Caso sejam detectadas anomalias, o sistema de controle deve apontá-las e se possível sugerir alternativas para correção, e não impor; • detectar os possíveis problemas verificados e caracterizá-los com a maior brevidade possível, de modo que as ações corretivas possam ser adotadas com oportunidade. O valor da constatação de problemas é bem menor quando apenas se apresenta fatos consumados do que quando há contribuição para resolvê-los; • organizar os resultados obtidos de modo a poder contribuir positivamente nos futuros planejamentos, seja validando procedimentos e parâmetros que apresentaram bons resultados, ou apontando aqueles que precisam ser corrigidos ou adequados às condições de execução. 3.6.2 Operacionalizando a a propriação de custos Conforme apresentado anteriormente, um sistema de apropriação de custos tem por principal objetivo obter o custo real de implantação de uma obra. Para atingir este objetivo haverá necessidade do acompanhamento de todos seus elementos de custo e das demais variáveis que impactam o custo da obra. A obtenção da resposta ao questionamento sobre se o custo de implantação da obra é superior ou inferior ao previsto será resultado dos procedimentos listados a seguir. • Apropriação da produtividade; • Apropriação do custo dos recursos; • Apropriação do consumo dos recursos; • Apropriação dos custos unitários dos serviços; • Apropriação das despesas indiretas; • Cálculo do custo de implantação da obra. 3.6.2.1 Apropriação da produ tividade A apropriação da produtividade tem como objetivo acompanhar o desempenho dos recursos que consomem tempo (pessoal e equipamento) através da análise sobre a adequação da constituição das equipes, integração
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 58 entre seus componentes, e identificação das ociosidades com suas causas. Este acompanhamento é de suma importância porque embora os custos unitários dos recursos permaneçam estáveis, a ociosidade dos mesmos provoca aumento no custo dos serviços executados por redução de produtividade. A Figura 19 apresentada a seguir ilustra muito bem a dimensão do problema. C O M PO SIÇ Ã O TÍPIC A D E J O R N A D A D E TR A B A LH O D E U M O PER Á R IO D E O B R A D e sl ocam e n tos 13% Fe rram e n tas Mate ri ais - Tran sporte 7% Espe ras 29% Trabalh o Efe ti vo 32% In struçõe s 8% N e ce ssidade Atraso - saí das+ce do 5% 6% Figura 19 – Composição da jornada de trabalho na construção Fonte: LIMMER apud (SILVA,1996, p. 43) É comum a construção civil ser citada como referência de desperdícios. Os referidos desperdícios normalmente são mensurados com base no rejeito e perdas de material que são facilmente mensuráveis por saírem da obra em caminhões, sob a forma de entulho. Os desperdícios de tempo, normalmente denominados de ociosidade não são visíveis, nem mensurados em volume, portanto nem sempre sua real dimensão é conhecida, porém têm um impacto significativo no custo final das obras. Esta importante fonte de custos adicionais pode ser mensurada e reduzida através da apropriação da produtividade. 3.6.2.2 Apropriação do custo dos recursos A apropriação do custo dos recursos tem por objetivo identificar as possíveis variações no custo unitário dos recursos utilizados em uma obra. Neste
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 59 acompanhamento é necessário que se analise com bastante atenção sua distribuição ao longo do tempo. Este fato é mais relevante nas obras de longa duração em que os reajustes contratuais nem sempre ocorrem na mesma época em que se verificam as variações no preço dos recursos. As conclusões a respeito da obtenção de ganhos no custo dos recursos no início da obra, ou logo após um reajuste contratual não devem ser objeto de comemorações precipitadas. O resultado que é realmente significativo será aquele obtido considerando o custo médio do recurso, calculado com base nas quantidades utilizadas a cada custo periódico. Os recursos utilizados em uma obra são de diferentes naturezas sendo normalmente classificados em três grupos, segundo DNER(1998, p. 39 a 92) e LIMMER(1997, p. 56): materiais, pessoal ou mão-de-obra e equipamentos. Cada um destes grupos tem suas particularidades e devem ser apropriados de maneira diferente. Os materiais integram um grupo de recursos que normalmente não apresenta maiores dificuldades para obtenção de seus custos. Na maioria dos casos os processos de compra fornecem as informações necessárias. Porém não se deve deixar de considerar os custos adicionais ao de aquisição, decorrentes de transporte, manuseio, armazenagem, perdas no manuseio e estocagem, e os custos financeiros ou ganhos decorrentes da manutenção de estoques. Os custos adicionais decorrentes das perdas e desperdícios decorrentes da utilização dos materiais normalmente são considerados pela apropriação do consumo dos recursos. O custo de mão-de-obra normalmente é referido a uma unidade de tempo, sendo a hora a unidade mais utilizada. O custo ou salário horário normalmente é estimado considerando-se todos os gastos realizados com salário e encargos sociais e as horas trabalhadas por mês, conforme apresentado anteriormente. O custo horário real ou apropriado pode ser calculado dividindo-se os gastos mensais pelo número de horas disponíveis para trabalho por mês, ou pelas horas efetivamente trabalhadas. A diferença entre os valores obtidos reflete a ociosidade da mão-de-obra. Caso a apropriação trabalhe com o valor da hora de trabalho disponível, a ociosidade deverá ser considerada nos coeficientes técnicos das composições de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 60 custo. Esta maneira de trabalhar é a mais usual, sendo conveniente também por possibilitar a comparação do salário horário apropriado com valores de mercado. O terceiro grupo de recursos, integrado pelos equipamentos, tem seu custo unitário normalmente referido em relação à unidade hora para os equipamentos de custo mais elevado ou em relação a unidades maiores como o dia ou mês para os equipamentos de menor custo. No grupo dos equipamentos são considerados os equipamentos propriamente ditos, o ferramental (ferramentas, utensílios, implementos etc.) e os veículos de transporte, usualmente denominados de viaturas. Para definição do custo unitário deve ser considerado se o equipamento é alugado, situação em que seu custo é definido pelo contrato de locação, ou se é de propriedade da empresa, quando então deve ter seu custo calculado por metodologia específica. De acordo com a importância do custo dos equipamentos na estrutura de custos de uma obra, seu custo real pode ser apropriado com um nível de detalhamento maior ou menor, o que irá influir na precisão dos resultados obtidos e conseqüentemente na avaliação de seu impacto no custo da obra. O custo horário dos equipamentos normalmente é calculado para duas situações distintas, para a situação em que o equipamento está trabalhando e para a situação em que ele está parado, de motor ligado, aguardando condições para poder trabalhar, quando integra uma equipe mecânica. A forma de apropriação destes custos deve estar em conformidade com a metodologia adotada no orçamento da obra. Tendo em vista a complexidade e importância do assunto, principalmente nas obras de construção pesada, a estimativa e apropriação de custo dos equipamentos são apresentadas detalhadamente em capítulos à parte. 3.6.2.3 Apropriação do consu mo dos recursos A apropriação do consumo ou emprego dos recursos irá avaliar a correção dos coeficientes técnicos adotados nas composições de custo. Os custos dos diversos componentes de custo de um serviço são obtidos pela multiplicação dos coeficientes técnicos pelos preços unitários de cada recurso. Em conseqüência, o coeficiente técnico de um recurso tem o mesmo nível de importância que o preço
    • 61 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 do mesmo, na composição do custo do serviço. Como os coeficientes técnicos dos recursos que consomem tempo expressam a produtividade e adequação da constituição das equipes de trabalho, eles deverão ser considerados pela apropriação da produtividade. Porém sua observação não estará totalmente dissociada deste contexto, porque os materiais serão empregados pelos equipamentos ou pela mão-de-obra, que dependendo de sua capacitação, limitações e grau de especialização podem influir no índice de desperdício de materiais. O enfoque principal deste segmento da apropriação será o acompanhamento dos consumos reais dos materiais, podendo, através de suas conclusões, validar os parâmetros de planejamento adotados, orientar na correção dos coeficientes técnicos e identificar as possíveis causas de desperdícios. Quando as perdas ou desperdícios forem inerentes ao processo construtivo, suas quantidades devem ser consideradas pelos parâmetros de consumo em contraposição aos valores estimados com base em ensaios de laboratório ou mensuração de áreas e volumes, a partir de desenhos ou especificações. 3.6.2.4 Apropriação dos cust os unitários dos serviços A apropriação dos custos unitários tem por objetivo calcular o custo real de produção de cada unidade dos serviços a partir das informações apropriadas para emprego e custo dos recursos empregados na execução das obras. As possíveis variações de quantidade ou mesmo tipo de recursos utilizados devem ser consideradas, de modo que o resultado obtido reflita o valor que realmente foi gasto na execução do serviço. O custo unitário apropriado para um serviço é obtido dividindo-se seu custo total pela quantidade realizada do mesmo, sendo os dois valores referentes ao mesmo período. O valor obtido é de suma importância porque será uma das principais referências da empresa quando do planejamento de outra obra que utilize o mesmo serviço.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 62 3.6.2.5 Apropriação das desp esas indiretas A apropriação das despesas indiretas tem por objetivo consolidar todos os gastos realizados na execução da obra que não tenham sido objeto de apropriação como custo direto dos serviços. Uma das formas de simplificar o cálculo das despesas indiretas é acumular sob este título todos os gastos que não tenham sido atribuídos a nenhum item da planilha orçamentária. Todos os custos que não forem objeto de medição e pagamento, de acordo com as condições contratuais, devem ser considerados como despesas indiretas. Do exposto fica claro que a caraterização destes custos é muito variável e depende essencialmente das condições contratuais e da maneira como a obra será realizada. 3.6.2.6 Cálculo do custo de im plantação da obra O custo de implantação de uma obra será obtido como a soma dos custos apropriados para os serviços com a parcela correspondente às despesas indiretas. A diferença entre o custo apropriado para a obra e o valor recebido pelos serviços será o lucro ou prejuízo da empresa. Vale a pena ressaltar que durante a execução da obra podem ocorrer gastos com serviços que não serão medidos no mesmo período em que os custos foram apropriados. Este fato pode ocorrer para os serviços que por alguma razão não atendem, naquele momento, as condições necessárias para medição e pagamento. As ocorrências desta natureza podem provocar distorções nos resultados obtidos para lucro ou prejuízo, os quais precisam ser analisados com base nas considerações apresentadas. Outro fator que deve ser considerado na análise dos resultados financeiros de uma obra é a ocorrência de adiantamentos ou atrasos no pagamento pelos serviços prestados. O descompasso entre pagamento e execução das obras pode gerar receita complementar no caso de adiantamento ou gastos adicionais com encargos financeiros no caso de atraso de pagamento. 3.6.3 Universo de controle “Um projeto é geralmente composto de múltiplas atividades, cada
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 63 uma podendo demandar vários insumos, como mão-de-obra, materiais e equipamentos. Existe, pois, um elenco muito grande de itens que, à primeira vista, devem ser controlados. Para distinguir os itens mais importantes dos de menor importância, pode-se lançar mão do princípio de Pareto, também conhecido como o princípio do ‘poucos significativos e muitos insignificantes’”. LIMMER (1997, p. 123) Uma das características desejáveis para um sistema de apropriação é que seja economicamente viável de ser implantado. Em oposição a esta característica está a necessidade de implantação de um sistema o mais detalhado possível para que se obtenha o máximo de precisão nos resultados. Quanto mais detalhado for o sistema, maiores serão as necessidades de meios e pessoas para coletar, processar e analisar os dados. Portanto o nível de detalhamento do sistema de apropriação está diretamente relacionado com o custo de sua implantação e operação. Tendo em vista o conflito que se verifica entre a necessidade de detalhamento e a limitação de recursos para implantação, há necessidade de que se encontre um ponto de equilíbrio. A melhor solução certamente será aquela que possibilite o acompanhamento dos componentes de custo mais importantes com os recursos disponíveis, ou a variação do nível de detalhamento da apropriação de acordo com a importância dos componentes de custo. Em qualquer dos dois casos haverá necessidade de que se conheça a importância relativa dos componentes de custo. Uma forma de se classificar os componentes de custo pelo seu nível de importância é através da classificação ABC que é baseada no princípio de Pareto e muito utilizada nos sistemas de controle em geral. Esta classificação compõe-se de três faixas, denominadas A, B e C. A faixa A é composta por um pequeno número de itens que concentram a parcela mais significativa do custo total dos itens. A faixa C é composta pela maior parte dos itens, porém concentra apenas uma pequena parte de seu valor total. A faixa B é intermediária e contém os itens que possuem um nível médio de importância dentro do universo analisado. Para classificar um conjunto de elementos segundo a classificação ABC precisa ser calculado o percentual relativo do custo de cada elemento em relação ao custo de todos. O passo seguinte é ordená-los em ordem decrescente pelo percentual relativo. Em seguida calcula-se o percentual relativo acumulado para
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 64 todos os elementos. Para definição dos limites entre as faixas, normalmente é considerado o percentual acumulado de 70 % como limite entre as faixas A e B, e 5 % como limite entre as faixas B e C. Considerando a quantidade de itens para esta distribuição temos que a faixa A contém aproximadamente 10 % dos itens, a faixa B 30 % e a faixa C 60 %. O número de itens em cada faixa não é fixo, pode variar de um projeto para outro, porém o mais importante é que se identifique os itens mais significativos e aqueles que não tem uma importância tão grande, de modo a poder lhes dar tratamento diferenciado com a segurança de que os esforços da apropriação estarão sendo bem orientados. A Figura 20 ilustra a distribuição apresentada. Figura 20 – Curva de classificação ABC Fonte: adaptado de LIMMER (1997, p.124) 3.6.4 Apropriação em obras de Edificações e Construção Pesada A apropriação de custos ultimamente tem sido objeto do interesse de um número maior de profissionais, empresas e órgãos públicos que atuam na área de construção civil, principalmente nos subsetores de edificações e construção pesada. A razão por este interesse certamente está na necessidade de melhoria na eficiência, imposta pelo aumento da competitividade, e pelo crescente rigor com que tem agido os órgãos de controle do governo. Os órgãos do governo e as empresas serão mais eficientes à medida em que disponham de profissionais melhor capacitados nesta área de conhecimento.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 65 O mercado de edificações tradicionalmente tem sido mais competitivo que o de construção pesada. Este fato ocorre devido à necessidade de um investimento menor para estruturar e manter uma empresa de edificações do que uma que possa atuar no mercado de construção pesada, o que favorece o surgimento e sobrevivência de um número maior de empresas de edificações. Esta talvez seja uma das causas da carência de literatura a respeito de apropriação em obras de construção pesada. O subsetor de edificações conta com diversos trabalhos que abordam o assunto de apropriação de custos e propõem metodologias com vários enfoques diferentes. Porém a apropriação destas obras normalmente é centrada na produtividade, e no controle de pessoal e material, sem que seja dispensada uma atenção especial aos equipamentos. No estudo bibliográfico realizado não foi identificada literatura que aborde a apropriação de custos para obras de construção pesada. As melhores referências encontradas foram documentos internos do Exército, utilizados para padronizar os procedimentos de apropriação de custos nas unidades de construção. As diretrizes do Exército foram utilizadas pelo autor ao longo dos últimos 7 anos como base para gerenciamento de obras, desenvolvimento e implantação de um sistema de apropriação de custos. A metodologia proposta nesta dissertação é um extrato do sistema desenvolvido pelo autor, o qual foi reestruturado e complementado ao longo dos últimos dois anos. A apropriação de custos, tanto nas obras de edificações quanto nas de construção pesada, precisa considerar os mesmos elementos com diferentes enfoques. O que diferencia as necessidades específicas de cada tipo de obra são suas características e a importância relativa que os recursos têm nestas obras. Para o subsetor de edificações normalmente os recursos de maior peso no custo da obra são os materiais e a mão-de-obra, enquanto que o custo dos equipamentos não é significativo, na maioria dos casos. Nas obras de construção pesada os recursos que possuem maior peso no custo total são os equipamentos e os materiais (em algumas obras), ficando a mão-de-obra com o menor peso em praticamente todas as obras. O fato dos equipamentos possuírem o menor peso relativo nas obras de edificações e o maior nas de construção pesada impõe a necessidade de que
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 66 sejam considerados, pela apropriação, de maneira diferente em cada tipo de obra. Outra diferença fundamental é o caráter de grande mobilidade, rotatividade, descentralização e alto valor dos equipamentos nas obras de construção pesada. As obras de edificações são relativamente estáticas e utilizam poucos equipamentos de grande porte do mesmo tipo em cada obra, quando comparadas com as de construção pesada. As características de grande mobilidade, descentralização das equipes de trabalho e rotatividade de equipamentos entre equipes são próprias das necessidades das obras de construção pesada. Estas características aumentam a dificuldade da apropriação de custos, porém não podem ser objeto de muita restrição por serem fundamentais para que obtenha bons índices de produtividade nestas obras. Dentre estas características a que mais dificulta a apropriação é a rotatividade dos equipamentos entre diferentes equipes de trabalho, cuja necessidade na maioria das vezes é motivada pela quebra de um equipamentos e falta de equipamento similar em reserva. Quando ocorre a quebra de um equipamento, o responsável pela obra precisa dar uma solução para o problema em pouco tempo. Um equipamento quebrado pode provocar a paralisação de toda uma equipe mecânica, que tem um custo horário muito alto. Uma das soluções possíveis e eficaz na maioria dos casos é transferir um equipamento de outra equipe mecânica para suprir a deficiência. Desta forma normalmente consegue-se manter as duas equipes trabalhando, mesmo que num ritmo inferior ao normal. Devido à forma de emprego e ao alto custo dos equipamentos nas obras de construção pesada, sua apropriação precisa ser estruturada de maneira diferente da adotada nas obras de edificações. A produtividade e os recursos do tipo mão-de-obra e material podem ser apropriados nas obras de construção pesada de maneira similar à adotada nas obras de edificações, devendo-se apenas adequar o nível de detalhamento da apropriação destes recursos à sua importância no custo da obra. Desta forma, a continuação do desenvolvimento deste trabalho contemplará a apropriação do custo dos equipamentos e viaturas nas obras de construção pesada que envolvem grandes movimentos de massa, onde seu custo é significativo.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 4 ESTIMATIVA DE CU STOS DE EQUIPAMENTOS E VIATURAS 4.1 INTRODUÇÃO Os equipamentos e viaturas empregados na realização de obras de construção pesada são responsáveis por uma parcela bastante significativa da produtividade e qualidade alcançadas nestas obras. Devido ao emprego de grande quantidade de equipamentos nesta modalidade de obras e a seu expressivo custo, eles são responsáveis por uma parcela significativa do custo das obras de Construção pesada. A realização das obras de engenharia em geral precisa ser considerada sob pelo menos dois aspectos fundamentais: o técnico e o econômico. O aspecto técnico considera a realização das obras de acordo com os padrões de qualidade e funcionalidade vigentes. Pelo aspecto econômico busca-se uma solução para o problema técnico que seja economicamente viável, isto é, sua implantação ao menor custo possível. Por estas considerações pode-se concluir sobre a necessidade da realização de uma previsão do custo de uma obra, para que sua viabilidade possa ser analisada. Conforme mencionado anteriormente, o custo decorrente do emprego de equipamentos e viaturas é parcela significativa do custo total das obras de Construção pesada. Assim, no estudo da viabilidade econômica destas obras, estes custos precisam ser estimados. A estimativa do custo de emprego de equipamentos e viaturas usualmente é feita a partir de seu custo por hora de utilização. Esta forma de consideração facilita não só a estimativa de custo do equipamento, como a obtenção (apropriação) do custo decorrente de seu emprego na realização dos serviços.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 68 A determinação do custo horário de equipamento apresenta dificuldades face à grande quantidade de variáveis a serem consideradas, variáveis estas que, normalmente, variam em intervalos expressivos e de difícil determinação. As metodologias existentes utilizam parâmetros médios definidos a partir da observação do emprego de equipamentos, os quais naturalmente precisarão ter seus valores ajustados às diferentes condições de sua utilização. A diferença entre os custos estimados e os reais variará à medida em que as condições consideradas para emprego dos equipamentos difiram do modelo considerado na estimativa de custos. As metodologias utilizadas para estimar o custo dos equipamentos normalmente decompõem estes custos em três grandes grupos: custos de propriedade, custos de manutenção e custos de operação, cujos métodos utilizados para estimá-los serão apresentados no decorrer deste capítulo. 4.2 CUSTOS DE PROPRIE DADE As parcelas de custo dos equipamentos e viaturas consideradas como custos de propriedade são aquelas decorrentes de sua posse. Os parâmetros utilizados no cálculo expressam a expectativa de tempo de uso da máquina, seu valor e os custos financeiros envolvidos. As parcelas que tradicionalmente compõem este custo são a depreciação e os juros de investimentos, embora recentemente o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) tenha passado a considerar também o custo relativo a impostos e seguros. Nos itens a seguir são apresentados os métodos mais utilizados para calcular os custos de propriedade e são feitas algumas considerações sobre a vida útil dos equipamentos e viaturas, a qual é um dos parâmetros mais importantes na estimativa desses custos. 4.2.1 Depreciação Segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 352) e LIMMER (1997, p. 104), a parcela dos custos de propriedade denominada depreciação corresponde às despesas decorrentes do uso e obsolescência do equipamento. A depreciação pode ser considerada sob pelo menos dois enfoques principais: o contábil-fiscal e o econômico. Pelo enfoque contábil-fiscal o
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 69 proprietário considerará a desvalorização do equipamento como uma despesa e a lançará como tal em sua contabilidade. Sob o aspecto econômico a depreciação deve ser tratada como um custo a ser cobrado nos serviços realizados pelo equipamento. De acordo com este enfoque o custo de depreciação deverá ser utilizado para formar um fundo de reserva, o qual deve proporcionar recursos suficientes para aquisição de um novo equipamento ao término de sua vida útil. A depreciação é um valor que precisará ser estimado periodicamente, seja para consideração na contabilidade da empresa, seja para definir o valor do fundo de reserva que o equipamento deve proporcionar ao longo de um certo período de sua utilização. Para fazer o cálculo deste valor será necessário considerar a vida útil provável do equipamento, isto é, durante quanto tempo ele poderá ser utilizado para o fim a que se destina. 4.2.2 Vida útil de equipame ntos e viaturas A determinação da vida útil sob o aspecto econômico é feita considerandose o tempo necessário para que o equipamento trabalhe e proporcione o retorno do capital investido. Para caracterizarmos melhor o significado de vida útil serão apresentados a seguir os conceitos apresentados por conceituados autores e tecidos alguns comentários a respeito. “Define-se como vida útil de um equipamento o período de tempo durante o qual ele presta serviços de forma eficiente e econômica, ou seja, atendendo aos níveis de produtividade e de economicidade para ele especificados. A vida útil varia de acordo com o tipo de equipamento e com as condições de execução dos serviços por ele realizados.”(LIMMER, 1997, p. 104). “...a vida útil de um equipamento é o tempo necessário para o retorno do capital investido, através da separação periódica de determinada quantia, proveniente do trabalho da máquina para que seja possível a sua substituição no momento oportuno.” (RICARDO & CATALANI, 1990, p. 353). Os conceitos apresentados para vida útil estão em conformidade com a consideração de depreciação sob o aspecto econômico. Sob o ponto de vista contábil a vida útil é o tempo mínimo permitido pela legislação para que o equipamento ou viatura seja amortizado. A amortização consiste em considerar o valor investido na aquisição como despesa, na
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 70 contabilidade da empresa. Quando a vida útil é considerada quanto às condições técnicas de operação do equipamento, este tempo será conseqüência direta das condições de operação da máquina, bem como do padrão de manutenção que ela receber. Uma operação cuidadosa, em condições não muito severas, aliada a uma boa manutenção certamente contribuirão para aumentar a vida útil das máquinas em geral. Este fato pode ser constatado em nosso dia a dia através da observação das condições de nosso carro em relação ao do vizinho ou amigo que utiliza o seu ou lhe proporciona uma manutenção bem diferente da maneira como fazemos com o nosso. Um outro fator que deve ser levado em conta na consideração da vida útil de uma máquina é a obsolescência. A qual dependerá essencialmente dos avanços tecnológicos incorporados a equipamentos similares, bem como de alterações nas especificações de serviços e normas de preservação do meio ambiente, dentre outras. Um exemplo típico da perda de valor dos equipamentos por obsolescência foi a introdução das transmissões hidromecânicas que aumentaram substancialmente a produtividade dos equipamentos, quando comparados às transmissões mecânicas, conforme é citado por RICARDO & CATALANI (1990, p. 353) A obsolescência precoce dos equipamentos que tem um alto potencial de poluição do meio ambiente tem sido verificada ultimamente como uma conseqüência direta das crescentes exigências de preservação ambiental. Um dos exemplos mais característicos pertinente com esta consideração, é o caso das usinas misturadoras de solo e asfalto. Estas usinas atualmente precisam dispor de eficientes sistemas de filtragem para reduzir a emissão de partículas e gases, como condição para que obtenham as licenças ambientais necessárias para operação. O enfoque deste trabalho é a análise econômica da utilização de equipamentos e viaturas, que embora não seja dissociada dos demais aspectos que influem na vida útil, tem suas particularidades. Dentro deste enfoque a vida útil será considerada como o tempo de utilização do equipamento necessário para que se obtenha o retorno do capital investido.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 71 Considerando-se apenas o enfoque econômico, a vida útil poderia ser definida como um prazo pequeno, o que seria conveniente para seus proprietários, ou como um prazo longo, o que seria mais conveniente para aqueles que pagam pelos serviços dos equipamentos. Este conflito de interesses entre os proprietários de equipamentos e os contratantes de seus serviços é conseqüência da influência que a vida útil tem no custo de utilização dos equipamentos, como veremos posteriormente. Para definição da vida útil pelo critério econômico o fundamental é a consideração de parâmetros que possibilitem a obtenção dos menores valores possíveis para o custo de utilização dos equipamentos, normalmente chamado de custo horário. O custo horário de um equipamento é composto pelas parcelas correspondentes aos custos de propriedade, operação e manutenção, como vimos anteriormente. Segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 354) , a determinação da vida útil pelo critério econômico, ou método do custo horário mínimo, baseia-se na consideração de que os custos de propriedade diminuem com o passar do tempo, enquanto que os de manutenção tendem a aumentar. Quanto aos custos de operação, estes normalmente não sofrem grandes variações ao longo da vida útil do equipamento. A partir destas informações pode-se considerar que o custo mínimo horário depende diretamente da vida útil considerada e que a vida útil adequada, pelo critério econômico, é aquela que proporciona o menor valor para o custo horário do equipamento. Posteriormente serão apresentados os métodos utilizados para estimar o custo horário dos equipamentos e poderemos constatar que as variáveis envolvidas são muitas e que os parâmetros necessários são difíceis de serem obtidos, além de admitirem uma larga faixa de tolerância. A conseqüência deste fato é que há diferenças significativas entre os valores fornecidos pelos fabricantes, os considerados pelos contratantes e os julgados mais corretos pelos proprietários. 4.2.3 Métodos empregados no cálculo da depreciação Existem vários métodos para calcular o valor da depreciação de um equipamento, a diferença entre eles está basicamente na consideração de valores
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 72 maiores ou menores nos primeiros anos de sua utilização. A definição do método de depreciação a utilizar normalmente é feita escolhendo-se aquele que forneça valores o mais próximo possível dos verificados no mercado, ao longo da vida útil considerada. No cálculo da depreciação são considerados o valor de aquisição, o valor residual, a taxa mínima de retorno do capital, a vida útil estimada e a previsão do número de horas que o equipamento trabalhará por ano. O valor de aquisição ou valor inicial do equipamento é constituído pela soma de todas as despesas concernentes à aquisição e posse da máquina, como: • Preço de aquisição à vista , com impostos incluídos; • Despesas com financiamento, se comprado à prazo; • Fretes e armazenamento; • Seguros. O valor residual é o valor de revenda da máquina ao fim de sua vida útil. Este valor não é definido com facilidade porque além de depender bastante da forma como o equipamento foi utilizado e da manutenção que recebeu, ele também depende bastante da época e condições de mercado quando for disponibilizado para revenda. Se a máquina for julgada irrecuperável, quando não é viável reformá-la, o valor residual atingirá seu mínimo que será o valor de sucata. Este valor é o obtido com a venda das peças que ainda puderem ser aproveitadas. A seguir serão apresentados os principais métodos empregados para calcular a depreciação. 4.2.3.1 Método da função line ar Este método, que também é chamado de depreciação linear, considera que a perda de valor do equipamento ocorre segundo uma reta, ou seja, proporcionalmente ao tempo de uso e serve para determinar a parcela de custo correspondente ao capital consumido com a desvalorização de equipamento. A principal vantagem da utilização deste método é a simplicidade dos cálculos, enquanto que a grande desvantagem, segundo LIMMER (1997, p. 105) ,
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 73 é que sua aplicação resulta em valores muito baixos nos primeiros anos de vida útil do equipamento e muito altos nos últimos anos, considerando-se o que ocorre na realidade. A depreciação real é maior no início da vida útil, diminuindo rapidamente à medida que o equipamento perde valor com a idade. A depreciação horária do equipamento pelo método linear é calculada pela expressão: Dh = Vo − Vr 1− k = .Vo H n.HTA k= Vr Vo sendo: Dh – valor da depreciação horária Vo – valor inicial Vr – valor residual H – vida útil em horas de utilização n – vida útil em anos HTA – número de horas de utilização por ano k – percentual de valor residual do equipamento Depreciação pela Função Linear Valor do equipamento (Vo) 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 Valor Residual nulo 4 5 6 7 8 9 10 Ano Valor Residual não nulo Figura 21 - Gráfico de depreciação pela função linear Fonte: do autor Na Figura 21 é apresentada a representação gráfica da depreciação linear considerando-se uma vida útil de 10 anos e o valor residual correspondente a 20
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 74 % do valor inicial. 4.2.3.2 Método da soma dos d ígitos A experiência indica que a desvalorização real ocorrida com os equipamentos não segue a mesma proporcionalidade do método linear. A perda do valor comercial é bem acentuada nos primeiros anos, tendendo a se estabilizar com o passar do tempo. Existem outros processos de cálculo da depreciação, chamados de decrescentes, em que a intensidade da desvalorização decresce com o tempo, estando mais de acordo com a realidade. O método conhecido como soma dos dígitos é um dos métodos decrescentes, cuja formulação é apresentada a seguir, a qual foi complementada pelo autor em relação ao apresentado por RICARDO & CATALANI (1990, p. 357). O fundamento básico do método é a aplicação de uma razão de depreciação anual sobre o valor a ser depreciado do equipamento novo. A razão de depreciação é calculada pela seguinte fórmula: n − N + 1 (n − N + 1) = n ∑n (1 + n). 2 sendo: n – vida útil do equipamento em anos N – um ano qualquer ao longo da vida útil ∑n – soma dos n números naturais cujo valor, que é a soma de uma progressão aritmética, é obtido com a expressão (1 + n).n/2 O valor atualizado do equipamento e o valor da depreciação anual são calculados com as seguintes fórmulas, que estão com índices para facilitar a automação dos cálculos. k= dN = Vd. Vr Vo (n − N + 1) n (1 + n). 2 Vd = (1 − k ).Vo VdN = VdN−1 − dN
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Dh N = 75 VdN−1 − VdN dN = HTA HTA sendo: k – percentual de valor residual do equipamento Vo – valor inicial Vr – valor residual Vd – valor a considerar no cálculo da depreciação dN – valor da depreciação no ano N VdN – valor do equipamento no fim do ano N de sua vida útil DhN – valor da depreciação horária no ano N HTA – número de horas de utilização por ano A seguir serão desenvolvidas as expressões para o caso de um equipamento que tenha vida útil de n anos. Antes do início da utilização do equipamento temos que o valor a depreciar será: Vd o = Vd = Vo − Vr O valor a ser depreciado no primeiro ano será: d1 = Vd. (n − 1 + 1) n = Vd. n n (1 + n). (1 + n). 2 2 Encontrado-se portanto o valor do equipamento depreciado no final do primeiro ano Vd1 = Vd 0 − Vd. n (1 + n). n 2 Para os demais anos encontraremos as seguintes expressões: N=2 Vd 2 = Vd1 − Vd. N=3 Vd 3 = Vd 2 − Vd. N=i Vd i = Vd i−1 − Vd. n −2+1 n −1 = Vd1 − Vd. n n (1 + n). (1 + n). 2 2 n −3 +1 n−2 = Vd1 − Vd. n n (1 + n). (1 + n). 2 2 n −i+1 n (1 + n). 2
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 N=n Vd n = Vd n−1 − Vd. 76 n −n +1 1 = Vd n−1 − Vd. = Vr n n (1 + n). (1 + n). 2 2 Na Figura 22 é apresentada a representação gráfica da depreciação pelo método da soma dos dígitos considerando-se uma vida útil de 10 anos para os casos de valor residual nulo e o correspondente a 20 % do valor inicial. Depreciação pela Soma dos Dígitos Valor do equipamento (Vo) 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Ano Valor Residual nulo Valor Residual não nulo Figura 22 - Gráfico de depreciação pelo método da soma dos dígitos Fonte: do autor 4.2.3.3 Método exponencial O método de depreciação exponencial é decrescente e baseia-se na aplicação de uma percentagem constante sobre o valor a ser depreciado anualmente. A seguir será apresentada a formulação para aplicação deste método, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 359), a qual foi complementada pelo autor. Sendo: Vo – valor inicial Vr – valor residual n – vida útil do equipamento N – um ano qualquer ao longo da vida útil
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 77 VdN – valor do equipamento no fim do ano N de sua vida útil r – taxa de depreciação dN – valor da depreciação no ano N DhN – valor da depreciação horária no ano N HTA – número de horas de utilização por ano N =1 d1 = Vo .r Vd1 = Vo − Vo .r = Vo .(1 − r ) N=2 d 2 = Vo .(1 - r).r Vd 2 = Vo .(1 - r) − Vo .(1 - r).r = Vo .(1 − r ) 2 N=i d i = Vo .(1 - r) i-1.r Vd i = Vo .(1 - r) i-1 − Vo .(1 - r) i-1.r = Vo .(1 − r )i N=n d n = Vo .(1 - r)n-1.r Vd n = Vo .(1 - r)n Como o valor do equipamento ao término de sua vida útil é seu valor residual temos que: Vr = Vo .(1 - r) n ⇒ r = 1- n Vr Vo Verifica-se então que a taxa de depreciação r depende da vida útil do equipamento e da relação Vr / Vo. Como este é um método de depreciação decrescente, o valor da depreciação horária do equipamento decresce ao longo de sua vida útil, sendo calculada pela fórmula: DhN = Vo .(1 - r)N-1.r d = N HTA HTA Na Figura 23 temos a representação gráfica da depreciação exponencial considerando-se uma vida útil de 10 anos e o valor residual correspondente a 20 % do valor inicial. 4.2.3.4 Método do fundo de a mortização (“sinking fund”) Este método, também chamado de método do fundo de reserva distinguese dos demais porque considera a taxa de juros que incide sobre o capital investido, corrigindo os valores atuais dos custos ocorridos. O fundamento básico deste método é a separação, ao fim de cada ano, de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 78 um valor para a reposição do equipamento, ao qual se aplica juros compostos. O valor obtido anualmente é chamado de anuidade ou amortização anual. Depreciação pelo Método Exponencial Valor do equipamento (Vo) 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Ano Figura 23 - Gráfico de depreciação pelo método exponencial Fonte: do autor A seguir será apresentada a formulação utilizada, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 360), a qual foi complementada pelo autor. Sendo: Vo – valor inicial Vr – valor residual k – percentual de valor residual do equipamento n – vida útil em anos N – um ano qualquer ao longo da vida útil i – taxa de juros J – juros anuais sobre o capital investido = Vo .i a = 1+ i R – anuidade S – capital acumulado ao fim da vida útil do equipamento SN – capital acumulado ao fim do ano N VdN – valor do equipamento no fim do ano N de sua vida útil dN – valor da depreciação no ano N
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 79 DhN – valor da depreciação horária no ano N HTA – número de horas de utilização por ano P – parcela anual de juros e amortização DJh – valor da depreciação e juros por hora N=1 S1 = R N=2 S2 = R + R.a N=3 S3 = R + R.a + R.a2 N=n Sn = R + R.a + R.a2 + ... + R.an-1 = S Multiplicando a última equação por a temos: R.a + R.a2 + R.a3 ... + R.an = S.a Logo: S = R. S.a – S = R.an – R an − 1 a −1 De maneira análoga encontramos a seguinte expressão que permite calcular o valor do fundo de reserva em um determinado ano N: S N = R. aN − 1 a −1 Substituindo a por i+1 no denominador encontramos a expressão do capital acumulado ao fim da vida útil: S = R. an − 1 i O valor da anuidade será: R = S. i n a −1 Segundo OLIVEIRA (1982, p. 10) e RICARDO & CATALANI (1990, p. 361), na matemática financeira o termo (an – 1)/i é chamado de fator de acumulação de capital (FAC) e seu inverso i/(an – 1) é chamado de fator de formação de capital (FFC). A soma das anuidades com os juros deverá ser igual à perda de valor da máquina, isto é, a seu valor de depreciação ao longo da vida útil, logo: S = Vo – Vr e R= ( Vo − Vr ).i an − 1
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 80 O valor da depreciação horária será então o resultado da divisão da anuidade pelo número de horas trabalhadas por ano, conforme expressão apresentada a seguir: Dh = ( Vo − Vr ) R i = . HTA HTA (1 + i) n − 1 Fazendo k = Vr/Vo obtemos: Dh = Vo . (1 − k ) i . HTA (1 + i)n − 1 Somando-se à anuidade o valor correspondente aos juros anuais incidentes sobre o capital investido Vo teremos: P=R + J= ( Vo − Vr ).i an − 1 + Vo .i = Vo .i + Vo .i.(1 − k ) an − 1 = Vo .i.(1 + an − k ) = Vo .i. n ) an − 1 a −1 1− k O custo horário da depreciação e juros será então o resultado da divisão da parcela anual de anuidade e juros pelo número de horas trabalhadas por ano, conforme expressão apresentada a seguir: DJh = V .i a n − k P = o . n HTA HTA a − 1 Embora se esteja tratando apenas de depreciação foi apresentada a formulação para cálculo da parcela correspondente a juros e depreciação juntos apenas para apresentar o método completo. Da maneira como os juros foram considerados eles serão cobrados integralmente sobre o valor inicial do equipamento até o término da vida útil, o que não parece muito correto. A razão da discordância é que como o capital investido retorna progressivamente ao longo da vida útil, a parcela correspondente a juros deveria ser decrescente. Este assunto voltará a ser abordado posteriormente em item específico pela consideração da incidência de juros sobre o investimento médio e não sobre o valor inicial. A seguir são apresentados as fórmulas utilizadas e a representação gráfica de VdN em relação ao valor de aquisição, considerando-se 10 anos de vida útil e valor residual correspondente a 20% do valor inicial. a = 1+ i k= Vr Vo R= (1 − k ).Vo .i an − 1
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 S N = R. aN − 1 a −1 VdN = Vo − S N 81 dN = VdN−1 − VdN Depreciação pelo Método do Fundo de Reserva 1 Valor do equipamento (Vo) 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Ano Figura 24 - Gráfico de depreciação pelo método do fundo de reserva Fonte: do autor 4.2.3.5 Método do serviço exe cutado Este método, segundo LIMMER (1997, p. 106), baseia-se no cálculo da depreciação em função das horas a serem efetivamente trabalhadas pelo equipamento durante sua vida útil e não em função do número de horas estimadas de trabalho. A formulação adotada neste método, apresentada por LIMMER (1997, p. 106), é a da depreciação linear, porém ele pode perfeitamente ser empregado usando-se a formulação preconizada para cálculo da depreciação pelos demais métodos. A dificuldade para aplicação deste método está na estimativa correta do número de horas efetivas de trabalho do equipamento. O método do serviço executado certamente será mais indicado para a fase de apropriação de custos do que para a fase de estimativa de custos. Na apropriação dos custos que realmente ocorrem durante a realização de um serviço as condições para se definir os parâmetros de cálculo com precisão são
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 82 bem mais favoráveis. Esta condição é possível por dispormos de mais informações sobre as reais condições de emprego da máquina, bem como de outras informações que dependem do mercado. A seguir é apresentada a fórmula indicada por LIMMER (1997, p. 106) para cálculo da depreciação pelo método do serviço executado. D ef = Vo − R h ef Sendo: Vo – valor inicial do equipamento R – valor residual do equipamento após hef horas de trabalho hef – número de horas efetivamente trabalhadas pelo equipamento Def – depreciação horária efetiva após hef horas de trabalho 4.2.3.6 Comparação dos méto dos de depreciação Analisando-se as curvas de depreciação apresentadas anteriormente podemos interpretar com mais facilidade as diferenças entre os resultados encontrados com as diferentes formas de abordagem. Nos métodos decrescentes a recuperação do investimento é mais rápida no início da vida útil que na depreciação linear, enquanto que no método do fundo de reserva a recuperação do capital é mais lenta, tendendo para a situação da depreciação linear quando a taxa de juros tende para zero. Segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 357), os métodos decrescentes expressam a perda de valor do equipamento em mais consonância com a realidade do que os demais. O método linear é o mais utilizado no Brasil, tanto devido a sua simplicidade como ao fato de estar de acordo com as regras do fisco. A desvantagem do uso dos métodos decrescentes está na discrepância entre os valores constantes da contabilidade para fins de cálculo do imposto de renda e os determinados por estes métodos, principalmente quando a máquina está no início de sua vida útil. O método mais adequado a utilizar certamente vai depender da situação. Quem vai definir os valores a cobrar em um determinado momento serão o mercado e o interesse da empresa em prestar serviços. O que a empresa deve fazer é contabilizar, com rigor, o valor do equipamento que já foi amortizado, de
    • 83 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 modo que conhecendo o valor que ainda precisa ser depreciado ela poderá definir seus preços com mais segurança. Nas Figuras 25 e 26 são apresentados os gráficos de depreciação obtidos com aplicação dos métodos apresentados, os quais nos possibilitam compará-los, com mais facilidade. Curvas de Depreciação Valor do equipamento (Vo) 1 Vr/Vo= 0,2 n = 10 anos i = 12% 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 Linear 1 2 3 Soma dos Dígitos 4 5 6 7 Exponencial 8 9 10 Ano Fundo de Reserva Figura 25 - Curvas de depreciação Fonte: do autor 4.2.3.7 Depreciação em regim e de economia inflacionária A formulação utilizada pelos métodos de depreciação apresentados anteriormente foi desenvolvida com base na hipótese de que não haja desvalorização da moeda, isto é, inflação. Esta consideração não corresponde à realidade de nosso país especificamente, nem à da maioria dos países. O que se verifica é a ocorrência de perda de valor da moeda e consequentemente há um acréscimo no valor de reposição do equipamento. A este fato podemos acrescentar a rapidez com que os avanços tecnológicos estão ocorrendo, que embora não tenham ligação com o processo inflacionário, tem como conseqüência o fato de que a reposição de um equipamento normalmente precisará ser feita por um similar, mais avançado tecnologicamente e normalmente de custo mais elevado. A seguir serão apresentados alguns comentários e o tratamento
    • 84 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 matemático que deve ser dado ao cálculo da depreciação em regimes inflacionários, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 365), o qual foi adaptado e complementado pelo autor para considerar também o aumento do valor de reposição do equipamento devido à obsolescência do modelo em uso. Depreciação Anual Depreciação anual (Vo) 0,20 Vr/Vo= 0,2 n = 10 anos i = 12% 0,15 0,10 0,05 0,00 1 Linear 2 3 4 Soma dos Dígitos 5 6 7 Exponencial 8 9 10 Ano Fundo de Reserva Figura 26 - Comparação da depreciação anual Fonte: do autor Como o valor inicial do equipamento sofre acréscimos inflacionários e os decorrentes dos avanços tecnológicos, ele será substituído pelo valor de reposição do equipamento. O cálculo, com precisão, do valor de reposição é praticamente impossível, devido à impossibilidade de se prever as taxas de inflação que irão ocorrer, bem como os reflexos dos avanços tecnológicos no preço dos equipamentos. Para enfrentar esta situação, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 366), muitos proprietários de equipamento tem adotado o critério de recalcular anualmente, ou em períodos menores (dependendo da taxa de inflação) os valores de depreciação, em função dos novos valores de reposição, do valor atual de revenda do equipamento e do fundo de reserva corrigido. REGO CHAVES (apud RICARDO & CATALANI,1990, p. 366), propõe a seguinte expressão para cálculo da depreciação corrigida, que considera a correção do valor de reposição e do novo valor residual.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 ' D = 85 ' Vo − Vd n − n' Sendo: ' Vo - valor de reposição Vd – Valor já amortizado n – vida útil prevista em anos n ' - vida útil já decorrida D ' - valor da depreciação anual corrigido A partir desta expressão, que calcula a depreciação pela função linear, pode-se definir a formulação necessária para calcular a depreciação horária corrigida, conforme é apresentado a seguir. ' Vo 1 = Vo Vd 'o = 0 ' DN = ' ' Vo N = Vo N−1 (1 + t ) ' ' ' VdN = VdN−1 (1 + t ) + D N ' ' Vo N − VdN−1(1 + t ) n − (N − 1) ' DhN = ' DN HTA Sendo: n – vida útil prevista em anos N – um ano qualquer ao longo da vida útil Vo – valor inicial ' Vo N - valor de reposição corrigido no início do ano N Vd 'N - valor amortizado corrigido no final do ano N D 'N - valor de depreciação anual corrigido no início do ano N Dh 'N - valor de depreciação horária corrigido no início do ano N HTA – número de horas trabalhadas por ano t – taxa de inflação anual Pela formulação definida o valor de reposição corrigido foi obtido pela aplicação das taxas de inflação, porém pode ser obtido também como resultado de uma pesquisa de mercado. O resultado obtido através de pesquisa é o mais indicado por conduzir a valores mais próximos do valor que a empresa precisará
    • 86 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 desembolsar no momento de adquirir uma nova máquina. Para ilustrar a aplicação das fórmulas serão calculados os valores de depreciação para o caso de economia estável e em regime inflacionário, considerando-se os seguintes valores: Vo = 10 000,00 • Vr = 0,00 HTA = 2 000 n = 5 anos t = 20% Depreciação em economia estável (t = 0%) Dh = (Vo – Vr) / n.HTA = 10 000/ (5.2000) = 1,00 • Economia em regime inflacionário N 0 ' Vo N 1 10000 2 10000.(1 +0,2) = 12000 3 12000.(1 +0,2) = 14400 4 14400.(1 +0,2) = 17280 5 17280.(1 +0,2) = 20736 ' DN 10000 − 0 = 2000 5−0 12000 − 2000.1,2 = 2400 5 −1 14400 − 4800.1,2 = 2880 5−2 17280 − 8640.1,2 = 3456 5−3 20736 − 13824.12 , = 4177,2 5−4 ' VdN 0 0 + 2000 = 2000 2000.1,2 + 2400 = 4800 4800.1,2 + 2880 = 8640 8640.1,2 + 3456 = 13824 13824.1,2 + 4177,2 = 20736 ' DhN 2000 2000 2400 2000 2880 2000 3456 2000 = 1,00 = 1,20 = 1,44 = 1,73 4177,2 = 2,07 2000 Figura 27 - Cálculo de depreciação em regime de economia inflacionária Fonte: do autor Analisando os resultados deste exemplo podemos observar e concluir que: • O valor da depreciação corrigida pode ser obtida por aplicação da fórmula de depreciação linear considerando-se sempre o preço de equipamento novo, desde que o fundo de amortização seja corrigido pela mesma taxa verificada na variação do valor de reposição; • Caso a correção dos valores do fundo de amortização ocorra segundo taxas diferentes das verificadas na variação do valor de reposição do equipamento, pode ocorrer de ao final da vida útil haver sobra ou falta de recursos para reposição da máquina;
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 • 87 Para garantir a cobrança do valor necessário para reposição da máquina é necessário que o valor corrigido do fundo de amortização seja obtido com precisão; • Quando a taxa de atualização do fundo de amortização é a mesma observada na variação do valor de reposição, o valor da depreciação é corrigido por esta mesma taxa, isto é, se a taxa de correção dos valores é t, a depreciação corrigida será obtida pela expressão ' ' DN = DN−1.(1 + t ) 4.2.4 Juros de investimento Os juros de investimento ou juros sobre o capital investido na aquisição do equipamento também são considerados como custos de propriedade. O valor a ser cobrado sob este título, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 367), é obtido com a taxa mínima de retorno que seria obtida caso os recursos investidos na aquisição do equipamento tivessem sido empregados em uma aplicação financeira que garantisse pelo menos essa taxa mínima de retorno. Como o investimento é amortizado ao longo da vida útil do equipamento, através da depreciação, o valor sobre o qual incidirá a taxa de retorno considerada decrescerá do valor inicial até atingir o valor residual. Este fato será considerado utilizando-se o conceito de Investimento Médio Anual, cuja formulação é apresentada a seguir, considerando-se depreciação linear. Im = ( Vo − Vr ). n+1 + Vr 2.n Sendo: Vo – valor inicial Vr – valor residual n – vida útil em anos j – taxa de juros anual sobre o investimento Im – investimento médio anual HTA – número de horas de utilização por ano Jh – custo horário de juros de investimento Jh = Im . j HTA
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 88 Exemplo de cálculo: Vo = 10 000,00 n = 5 anos Vr = 0,00 j = 6% a.a. (poupança) HTA = 2 000 Im = 10000 . (5 + 1)/(2.5) = 60 000 / 10 = 6 000 Jh = 6 000. 0,06 / 2 000 = 0,18 4.3 CUSTOS DE OPERAÇ ÃO São os custos que ocorrem somente quando o equipamento está realizando algum serviço. Estes custos são proporcionais ao número de horas efetivas de trabalho, sendo denominados de custos variáveis. Os custos fixos ou de propriedade, apresentados anteriormente, embora sejam mensurados em valor por hora não são diretamente proporcionais ao número de horas efetivamente trabalhadas. Eles são baseados numa estimativa de vida útil, estimativa esta que naturalmente pode se confirmar ou não, enquanto que os custos de operação ocorrerão em função do trabalho da máquina. As despesas operacionais dos equipamentos e viaturas normalmente são decompostas nos itens de combustíveis, lubrificantes, graxa, filtros, mão-de-obra e pneus. 4.3.1 Combustíveis O gasto com combustível é bastante significativo no custo total do equipamento e como tal tem sido objeto de acompanhamento detalhado tanto por parte dos proprietários como pelos fabricantes. O resultado de pesquisas e apropriações de campo indicam que o consumo de combustível é proporcional à potência do motor, dependendo também das condições de uso do equipamento. A estimativa de consumo de combustível por uma máquina normalmente é feita utilizando-se coeficientes de consumo específico para os motores. RICARDO & CATALANI (1990, p. 368) recomendam o valor de 0,267 l/h.HP para motores a diesel a 4 tempos, quando empregam 100% da potência nominal. Normalmente os equipamentos trabalham empregando diferentes fatores de carga, percentual da potência nominal utilizada, variando também o consumo de combustível nestas situações. Os fabricantes normalmente fornecem os consumos específicos para as condições de trabalho designadas como de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 89 consumo baixo, médio e alto, correspondentes aos fatores de carga de 40%, 55% e 75%, respectivamente. Na figura 28, a seguir, são apresentados valores de consumo específico de óleo diesel para alguns tipos de equipamentos. Tipo de Equipamento Compactadores Tratores de esteira Carregadeiras de esteira Carregadeira de pneus Motoscraper Motoniveladoras Consumo Específico de óleo diesel (l/h.HP) para os fatores de carga 40 % 55% 75% Baixo Médio Alto 0,10 0,13 0,15 0,11 0,15 0,18 0,11 0,16 0,20 0,10 0,14 0,19 0,10 0,10 0,14 0,14 0,17 0,19 Figura 28 - Consumo específico de óleo diesel. Fonte: RICARDO & CATALANI (1990, p. 368) O custo horário de operação com combustível será obtido com a seguinte expressão: C = Pot. Kc . preço de 1 litro do combustível Sendo: Pot – potência do equipamento em HP Kc – consumo específico do equipamento em l/h.HP C – custo horário de operação com combustível 4.3.2 Lubrificantes Os manuais dos equipamentos e viaturas fornecidos pelos fabricantes indicam o consumo de lubrificantes em litros por hora de operação dos equipamentos ou quilômetro percorrido pelas viaturas. Desta maneira é possível estimar o custo horário de lubrificantes com uma boa precisão, desde que não haja perdas significativas decorrentes de vazamentos. Na Figura 29 são apresentados os consumos médios de lubrificantes para vários tipos de equipamentos.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 90 O custo horário de operação com lubrificante será obtido com a seguinte expressão: L = Pot. KL . preço de 1 litro de lubrificante Sendo: Pot – potência do equipamento em HP KL – consumo específico de lubrificante em l/h.HP L – custo horário de operação com lubrificantes Tipo de Equipamento Tratores de esteira Motoniveladoras Motoscraper convencional Motoscraper com 2 motores Carregadeiras de esteira Carregadeira de pneus Consumo de lubrificante (l/h.HP) 0,0014 0,0017 0,0011 0,0010 0,0012 0,0013 Figura 29 - Consumo específico de lubrificante. Fonte: RICARDO & CATALANI (1990, p. 369) 4.3.3 Graxa À semelhança dos óleos lubrificantes, o consumo horário de graxa normalmente pode ser obtido nos manuais dos fabricantes de equipamentos e viaturas, recebendo tratamento idêntico ao dos óleos lubrificantes. O custo horário de operação com graxa será obtido com a seguinte expressão: G = KG . preço de 1 kg de graxa Sendo: KG – consumo específico de graxa em kg.HP G – custo horário de operação com graxa A seguir, na Figura 30, são apresentados valores de consumo específico de graxa sugeridos para alguns tipos de equipamentos:
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Tipo de Equipamento Tratores de esteira Motoniveladoras Motoscraper até 25 m3 Carregadeiras de esteira Carregadeira de pneus 91 Consumo de graxa (kg/h) 0,02 0,01 0,01 0,01 0,01 a 0,02 Figura 30 - Consumo horário médio de graxa. Fonte: RICARDO & CATALANI (1990, p. 369) 4.3.4 Filtros O custo decorrente da troca dos filtros dependerá do número de filtros existentes na máquina e da periodicidade com que os mesmos sejam trocados. A vida útil dos filtros é sugerida pelos fabricantes para os diversos equipamentos. O custo horário de operação com filtros pode ser obtido com emprego das seguintes fórmulas: F = ∑ C F .NHTA NHTA = HTA VUF Sendo: F – custo horário de operação com filtros CF – custo unitário de cada tipo de filtro NHTA – número de filtros utilizados por ano VUF – vida útil de 1 filtro ou intervalo de troca em horas HTA – número de horas trabalhadas por ano Na Figura 31 são apresentados alguns dados que podem ser utilizados para estimativa do custo de operação com filtros. 4.3.5 Mão-de-obra O custo horário de operação com mão-de-obra é decorrente dos salários pagos aos profissionais que operam os equipamentos, bem como dos encargos sociais e custos adicionais com a mão de obra. O custo relativo à mão-de-obra é obtido dividindo-se o gasto mensal total com o(s) operador(es) pelo total de horas trabalhadas por mês, conforme fórmula apresentada a seguir:
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 MO = 92 Salário Mensal + Encargos Sociais + Adicional à Mão-de-obra HTM Sendo: MO – custo horário com mão-de-obra HTM – número de horas trabalhadas pelo operador por mês Vale a pena chamar a atenção para o fato de que o número de horas trabalhadas pelo operador ou motorista pode vir a ser menor que as disponíveis para trabalho. Isto pode vir a acontecer tanto como conseqüência de indisponibilidade do equipamento, como por falta de condições para que o equipamento trabalhe durante todo o tempo disponível. Caso venha a ocorrer este fato ou haja uma previsão segura sobre o número de horas efetivas de trabalho, este valor deverá ser empregado como HTM. Filtros Motor Transmissão Sistema hidráulico Combustível-final Combustível-primário Ar-primário Ar-secundário Intervalo de troca (h) 250 500 500 500 2000 2000 1000 Figura 31 - Vida útil de filtros. Fonte: RICARDO & CATALANI (1990, p. 370) 4.3.6 Pneus Os pneumáticos em geral são adquiridos com a máquina, fazendo parte de seu custo de aquisição. Desta forma poderiam ser considerados no custo de depreciação, porém seu desgaste é proporcional às horas de operação e normalmente há necessidade de sua substituição ao longo da vida útil da máquina. O mesmo fato é verificado para o material rodante dos equipamentos de esteira. Considerando-se o custo com pneumáticos e material rodante no custo horário de operação, seu valor deve ser subtraído do valor inicial do equipamento para que não incida na depreciação. O custo de operação com pneumáticos é calculado a partir da estimativa
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 93 de vida útil dos pneus. A seguir são apresentadas estimativas de vida útil dos pneus para alguns equipamentos, onde as zonas A, B, e C indicam variação na severidade das condições de uso dos equipamentos. Tipo de Equipamento Motoniveladoras Carregadeiras Motoscraper Caminhão fora de estrada VIDA ÚTIL DOS PNEUS (horas) ZONA A ZONA B ZONA C 6000 / 4000 4000 / 2500 2500 / 1500 4000 / 3000 3000 / 2000 2000 / 1000 5000 / 4000 4000 / 3000 3000 / 2000 4000 / 3000 3000 / 2000 2000 / 1000 Figura 32 - Vida útil de pneus. Fonte: RICARDO & CATALANI (1990, p. 371) O custo horário com pneus será calculado pela expressão P= NP.PU VUP Sendo: P – custo horário de operação com pneus NP – número de pneus utilizados pelo equipamento PU – preço unitário dos pneus VUP – vida útil de um jogo de pneus, em horas 4.4 CUSTO DE MANUTEN ÇÃO O custo de manutenção do equipamento é decorrente da substituição de peças e da realização dos serviços necessários para manter a máquina em condições de uso durante sua vida útil. Embora estes custos sejam proporcionais às horas de trabalho do equipamento, sendo portanto passíveis de serem considerados como custos de operação, eles são considerados à parte e normalmente vinculados ao valor de aquisição do equipamento. Segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 371), o que também pode ser comprovado através da análise dos custos de manutenção durante a vida útil de uma máquina, estes custos crescem à medida que o equipamento é utilizado. Quando a máquina é nova seus custos de manutenção são mais baixos, aumentando significativamente quando o término de sua vida útil se aproxima.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 94 A estimativa dos custos de manutenção apresenta dificuldades em ser feita com precisão por depender bastante da maneira como a máquina irá reagir ao trabalho, de como será operada, do tipo de trabalho que será feito, além dos imprevistos, que como o próprio nome sugere são aleatórios. A metodologia utilizada baseia-se no histórico de equipamentos semelhantes normalmente fornecidos pelos fabricantes. A fórmula a seguir, adaptada das que são apresentadas por RICARDO & CATALANI (1990, p. 372), LIMMER (1997, p. 108) e outros autores, nos permite calcular o custo horário de manutenção em função da vida útil e do valor inicial da máquina. M= k.V o n.HTA Sendo: M – custo horário de manutenção Vo – valor inicial n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano k – coeficiente de manutenção O coeficiente de manutenção varia conforme o tipo de equipamento, bem como de acordo com as condições de operação do mesmo. A seguir, na Figura 33, são apresentados valores do coeficiente de manutenção sugeridos pela CATERPILLAR. A classificação dos coeficientes pelas zonas A, B e C expressa a variação dos valores esperados de acordo com a severidade das condições de operação. 4.5 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO Os equipamentos podem trabalhar individualmente ou integrando equipes mecânicas, de acordo com o tipo de serviço que estiverem realizando. Em qualquer dos casos é usual mensurar o custo decorrente do emprego dos equipamentos a partir de seu custo horário. Os componentes do custo horário de um equipamento ou viatura, conforme apresentado anteriormente, são os custos com depreciação, juros, operação e manutenção. Devido às diferentes características dos equipamentos e às
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 95 condições de trabalho nem sempre lhes é possível trabalhar durante todo o tempo disponível. Normalmente eles trabalham por um certo tempo e ficam parados, de motor ligado, sem trabalhar por outro período, aguardando condições de voltar ao trabalho. Por esta razão normalmente são considerados dois custos horários diferentes para os equipamentos e viaturas: o custo horário produtivo, que ocorre quando eles estão realizando serviço compatível com sua capacidade e o custo horário improdutivo, que ocorre quando estão parados, de motor ligado, aguardando condições para trabalhar. Tipo de Equipamento Trator de esteira Motoscraper Carregadeiras de esteira Carregadeiras de pneus Motoniveladoras Compactadores Coeficiente de manutenção para as condições de operação ZONA A ZONA B ZONA C 0,7 0,9 1,3 0,2 0,9 1,3 0,7 0,9 1,3 0,4 0,6 0,9 0,4 --- 0,6 0,75 0,9 ---- Figura 33 - Coeficientes de manutenção sugeridos pela CATERPILLAR. Fonte: CATERPILLAR (apud RICARDO & CATALANI, 1990, p. 372) Os custos horários produtivo e improdutivo são calculados considerando os componentes de custo em sua totalidade ou não, conforme expressões apresentadas a seguir, segundo RICARDO & CATALANI (1990, p. 372 a 375), as quais foram adaptadas pelo autor. OP = C + L + G + F + MO + P CHP = Dh + Jh + OP + M CHI = Dh + Jh + MO Sendo: CHP – custo horário produtivo CHI – custo horário improdutivo OP – custo horário de operação Dh – custo horário de depreciação Jh – custo horário de juros de investimento
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 96 M – custo horário de manutenção MO – custo horário de operação com mão-de-obra C – custo horário de operação com combustível L – custo horário de operação com lubrificantes G – custo horário de operação com graxa F – custo horário de operação com filtros P – custo horário de operação com pneus 4.6 METODOLOGIAS PAR A ESTIMATIVA DE CUSTOS DE EQUIPAMENTOS E VIATURAS Conforme apresentado anteriormente, a determinação do custo de emprego de equipamentos e viaturas na realização de obras de engenharia é feita utilizando-se várias fórmulas e parâmetros. A formulação utilizada, bem como os parâmetros adotados compõem uma modelagem matemática que visa estimar o custo dos equipamentos e viaturas na realização das diferentes obras de engenharia segundo diversas condições de trabalho. Como conseqüência da possibilidade de grande variação nas condições de emprego destes, diversos órgãos públicos, publicações especializadas e associações de proprietários de equipamentos realizam e publicam periodicamente suas estimativas de custo para os equipamentos empregados nas obras de engenharia. A seguir será apresentada a metodologia adotada pelo DNER, a qual é referência nacional e foi utilizada como base para a modelagem da metodologia de apropriação de custos proposta. 4.7 METODOLOGIA DO D NER O DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM (DNER), autarquia do Governo Federal subordinada ao Ministério dos Transportes, tem sido a principal referência nacional para estimativas de custo de obras rodoviárias. Um dos principais componentes de custo destas obras é o custo de equipamentos e viaturas, conforme apresentado anteriormente. A metodologia adotada pelo DNER para estimar o custo dos equipamentos e viaturas tem sido utilizada como referência por outros órgãos públicos bem como pelos
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 97 construtores. As alterações adotadas tem sido basicamente as relativas ao ajuste dos parâmetros do DNER para outros que retratam melhor as condições de execução de suas obras ou as características de suas equipes mecânicas. O primeiro manual do DNER foi publicado em 1972, com o objetivo de uniformizar os procedimentos de seu corpo técnico na preparação de orçamentos, conforme consta em sua apresentação: “...o trabalho ora apresentado tem por objetivos principais uniformizar as definições básicas e estabelecer normas para a preparação de orçamentos de projetos rodoviários em seus diversos níveis, planos diretores, estudos de viabilidade e projetos finais de engenharia.” (DNER, 1972, p. 8) A evolução da metodologia do DNER se deu através de duas revisões, em 1980 e em 1998, onde foram ajustados alguns parâmetros e formulações. As mudanças ocorreram basicamente em função de mudanças verificadas no mercado, evolução tecnológica dos equipamentos e condições de execução das obras. A seguir será apresentada a metodologia de estimativa de custo de equipamentos e viaturas adotada pelo DNER, desde sua primeira edição até a que está em vigor. 4.7.1 Manual de 1972 Pela metodologia apresentada neste manual o DNER decompõe o custo dos equipamentos e viaturas em seus diversos componentes e considera o custo horário para duas situações distintas: custo horário produtivo e custo horário improdutivo, cujas definições e formulação serão apresentadas a seguir. 4.7.1.1 Depreciação e juros “Depreciação é a perda de valor do equipamento em decorrência de uso ou obsolescência. Juros é a remuneração do capital.” (DNER, 1972, p. 18) Para cálculo desta parcela de custo o DNER utiliza o método do Fundo de Reserva, considerando que o equipamento tem valor residual nulo, conforme fórmula a seguir:
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 p = Vo .i(1 + 1 ) (1 + i) − 1 n DJ h = 98 p n . HTA sendo: DJh – custo horário de depreciação e juros Vo – valor de aquisição do equipamento p – parcela anual de depreciação e juros n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano 4.7.1.2 Manutenção “É a operação por meio da qual se mantém o equipamento em perfeitas condições de uso.” (DNER, 1972, p. 18) Para calcular esta parcela de custo o DNER adota o método de vincular as reservas destinadas à manutenção com o custo de aquisição do equipamento, conforme fórmula apresentada a seguir: M= Vo k manut n . HTA Sendo: M – custo horário de manutenção Vo – valor de aquisição do equipamento n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano Kmanut – coeficiente de proporcionalidade de manutenção Sob este título o DNER considera os gastos referentes a serviços e substituição de peças na manutenção, conforme é apresentado a seguir. • Reparos de pequena ou grandes monta, incluindo materiais, peças e acessórios de reposição, gastos de oficina e mão-de-obra necessária, com seus respectivos encargos sociais; • Reapertos, regulagem, limpeza, pintura, lavagem, etc.; • Pneus, câmaras de ar, lâminas, cantos, parafusos, correias, esteiras, rodas motrizes e demais peças de desgaste efetivo durante a operação.
    • 99 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Os valores dos coeficientes de proporcionalidade de manutenção definidos pelo DNER estão condensados na Figura 34. EQUIPAMENTOS Perfuratriz manual, vibrador, bomba centrífuga, betoneira e gerador Trator de esteira, pás carregadeiras, moto escavo transportador Motoniveladoras, Escavadeiras Trator de pneus, caminhão tanque, caminhão de carroceria fixa e cavalos mecânicos Caminhão basculante e Dumptor Compressores de ar Usina de asfalto, usina de solo Distribuidor e espalhador de agregado, grade de disco e vassoura mecânica Conjunto de britagem (*) Tanque pré-aquecedor Distribuidor de asfalto, acabadora de asfalto Rolos compactadores auto-propulsores Rolos compressores rebocáveis (*) Considerar em separado o custo de reposição das mandíbulas Kmanut 0,50 1,00 0,80 0,80 1,00 0,80 0,90 0,50 0,90 0,50 0,90 0,90 0,50 Figura 34 - Coeficientes de proporcionalidade de manutenção Fonte: DNER (1972, p. 22) 4.7.1.3 Operação “É a utilização do equipamento.” (DNER, 1972, p. 19) O DNER separa os custos de operação em custos de operação com materiais e mão-de-obra, cujas parcelas são calculadas conforme fórmulas apresentadas a seguir, que foram adaptadas pelo autor para facilitar o entendimento. MO = Salário Horário do operador ou motorista + Encargos Sociais MAT = Kmat x Pot x custo de 1 litro de combustível Sendo: MAT – custo horário de operação com material MO – custo horário de operação com mão-de-obra Pot – potência do motor do equipamento em HP Kmat – coeficiente de consumo de material (0,18 para motores a diesel e 0,245 para motores a gasolina)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 100 Na parcela relativa aos custos de operação com materiais o DNER considera os gastos decorrentes do consumo de combustíveis, lubrificantes e filtros. A quantificação é feita através de hipóteses de proporcionalidade de custo e consumo em relação ao preço do combustível e à potência do equipamento. 4.7.1.4 Custo horário produti vo e improdutivo Para definição das parcelas que compõem o custo horário dos equipamentos o DNER considera dois custos distintos, o custo horário produtivo e o custo horário improdutivo. O custo horário produtivo ocorre quando o equipamento está trabalhando na realização de serviço compatível com sua capacidade e destinação. O custo horário improdutivo ocorre quando o equipamento trabalha fazendo parte de uma equipe mecânica, durante os períodos de tempo em que ele fica parado, de motor ligado, aguardando sua vez de entrar em operação. A maneira como o DNER calcula estes custos pode ser sintetizada pelas fórmulas apresentadas a seguir: CHP = DJh + M + MAT + MO CHI = DJh + MO Sendo: CHP – custo horário produtivo CHI – custo horário improdutivo DJh – custo horário de depreciação e juros M – custo horário de manutenção MO – custo horário de operação com mão-de-obra MAT – custo horário de operação com materiais 4.7.2 Revisão de 1980 “...os dados apresentados nesta primeira edição são ainda de caráter teórico ou de informação bibliográfica, passíveis de correção futura, quando se espera dispor de informações reais, particularmente para as condições brasileiras, decorrentes de pesquisas já em andamento.” (DNER, 1972, p. 8) Cumprindo a previsão apresentada, que consta na apresentação do
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 101 manual elaborado em 1972, no ano de 1980 foram consolidados estudos para atualização e complementação do Manual de Custos Rodoviários do DNER, onde foram alterados alguns parâmetros adotados na publicação de 1972. A principais alterações decorrentes da revisão foram: • Para o valor residual dos equipamentos que antes era nulo passou a ser considerado o valor correspondente a 20 % do valor de aquisição; • O coeficiente de manutenção e a vida útil foram revistos para algumas categorias de equipamentos e veículos; • A produção e a constituição de algumas equipes mecânicas foram revistas. As alterações implementadas não afetaram o cálculo do custo horário dos equipamentos, mas tiveram impacto no custo unitário de execução dos serviços decorrente do emprego de equipamentos. Pelo exposto fica claro que a atualização e complementação do manual do DNER se restringiu a uma revisão de parâmetros, não tendo havido alteração na metodologia de cálculo do custo de equipamentos e viaturas nem na forma como estes custos são considerados no custo dos serviços executados. 4.7.3 Revisão de 1998 Dando continuidade a sua busca por atingir o objetivo de disponibilizar uma metodologia de orçamentação rodoviária que sirva de referência nacional, em 1998 o DNER aprovou a 3a edição de seu Manual de Custos Rodoviários. O manual em vigor detalha a metodologia de orçamentação rodoviária segundo a visão do DNER e tem abrangência nacional, sendo atualmente a principal referência para orçamentação e contratação dos projetos e obras rodoviárias realizadas pelo Governo Federal. A seguir serão apresentadas as definições, formulação e parâmetros utilizados atualmente pelo DNER no que diz respeito ao cálculo do custo de equipamentos e viaturas em obras rodoviárias. À semelhança dos manuais anteriores, a edição de 1998 do Manual de Custos Rodoviários do DNER decompõe o custo horário dos equipamentos em seus diversos componentes, porém o custo horário antes denominado produtivo recebeu o nome de operativo. A alteração não se restringiu a nomenclatura,
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 102 houve alteração conceitual com reflexo na forma como estes custos são considerados no cálculo do custo dos serviços executados, conforme será visto posteriormente. 4.7.3.1 Depreciação Para cálculo desta parcela de custo o DNER passou a utilizar o método da função linear, diferentemente do que considerava anteriormente, quando utilizava o método do fundo de reserva. A fórmula utilizada atualmente é apresentada a seguir: Dh = Vo − Vr n . HTA sendo: Dh – valor da depreciação horária Vo – valor de aquisição Vr – valor residual n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano Os parâmetros utilizados no cálculo do valor da depreciação horária são importantes não só para se determinar esta parcela de custo, como também influem bastante na determinação de outras parcelas significativas. Por esta razão vale a pena apresentar os critérios adotados pelo DNER para definir os valores adotados. O valor de aquisição é definido e publicado periodicamente a partir de pesquisa de mercado considerando a incidência de impostos e a condição de pagamento a vista, conforme transcrição abaixo: “Os valores de aquisição dos equipamentos, a serem utilizados nos cálculos do seu custo horário, serão sempre aqueles objeto de coleta pelo SICRO, em cada Estado ou Região, correspondentes às cotações de fabricantes ou grandes revendedores, relativas a equipamentos novos para venda à vista, compreendendo em seu valor a carga tributária que sobre eles incide (ICMS e IPI).” (DNER, 1998, p. 56) O valor residual foi definido pelo DNER a partir de pesquisa no mercado de máquinas usadas, cujas conclusões foram de que os fatores que definem o valor
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 103 residual de um equipamento são muito dinâmicos e variam com o tempo. Na pesquisa realizada, segundo o DNER, além do tipo e marca do equipamento, a região de comercialização também exerce influência no parâmetro pesquisado. Tomando por base a pesquisa realizada o DNER adotou percentuais do valor de aquisição dos equipamentos para a estimativa de seus valores residuais. Considerando a complexidade que envolve a determinação da vida útil dos equipamentos e que ela depende muito do zelo dos executantes com seus equipamentos, o DNER considerou os valores sugeridos pelos fabricantes para a condição de trabalho média, conforme transcrições apresentadas a seguir: “A vida útil de um equipamento é influenciada por dois fatores preponderantes: os cuidados com sua manutenção e as condições de trabalho sob as quais opera. Quanto à manutenção, admitiu-se que a mesma obedeça às recomendações do fabricante, visto que os orçamentos devem ser neutros em relação ao maior ou menor zelo que os possíveis executantes venham a ter com o seu equipamento.” (DNER, 1998, p. 59) “Como vemos, a determinação da vida útil do equipamento é complexa, pois envolve vários fatores. Os fabricantes de equipamentos sugerem valores, a partir dos quais fazem estimativas de custos de depreciação e dos reparos. Considerando as condições médias de aplicação e operação dos equipamentos, optou-se por considerar a vida útil sugerida pelos fabricantes,...” (DNER, 1998, p. 59) 4.7.3.2 Custo de oportunidad e de capital Para cálculo desta parcela de custo o DNER propõe a fórmula do investimento médio com valor residual nulo, porém não a considera no custo direto dos equipamentos, considera que este valor deverá ser remunerado pela margem de lucro prevista no fator de Lucro e Despesas Indiretas (LDI) da obra. A seguir serão apresentadas as fórmulas definidas pelo DNER, ressaltando-se que a taxa de juros sugerida pelo órgão é de 6% a.a. Im = Vo . Sendo: Vo – valor de aquisição n – vida útil em anos j – taxa de juros anual n +1 2.n Jh = Im . j HTA
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 104 Im – investimento médio anual HTA – número de horas trabalhadas por ano Jh – custo horário de juros de investimento ou custo de oportunidade de capital 4.7.3.3 Seguros e impostos Nesta nova edição de seu manual o DNER passou a considerar o custo decorrente dos gastos com o Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Seguro Obrigatório, necessários para a regularização dos veículos. Como para os equipamentos não há incidência de IPVA nem do Seguro Obrigatório, o DNER considera esta parcela de custos apenas para os veículos, a qual é calculada com a fórmula apresentada a seguir: IS = Imp . Vo . (n + 1) 2 . n . HTA Sendo: IS – custo horário de impostos e seguro Imp – taxa média de impostos e seguro = 0,025 (2,5%) Vo – valor de aquisição n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano 4.7.3.4 Manutenção Para calcular esta parcela de custo o DNER não adotou nenhuma alteração em relação à metodologia anterior, continua adotando o método de vincular as reservas destinadas à manutenção ao custo de aquisição do equipamento. Neste manual os coeficientes de manutenção foram revistos juntamente com a vida útil dos equipamentos. A principal base para a revisão foram os dados constantes dos manuais dos fabricantes de equipamentos. A fórmula utilizada é a mesma dos manuais anteriores, conforme é apresentado a seguir: M= Sendo: Vo k manut n . HTA
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 105 M – custo horário de manutenção Vo – valor de aquisição do equipamento n – vida útil em anos HTA – número de horas trabalhadas por ano Kmanut – coeficiente de proporcionalidade de manutenção À semelhança dos manuais anteriores, sob este título o DNER considera os gastos referentes a serviços e substituição de peças na manutenção, porém existem equipamentos com grande consumo de peças especiais de desgaste, cujos custos não estão incluídos no valor do coeficiente Kmanut. Os custos correspondentes a estas peças especiais de desgaste são computados diretamente nas composições de custo dos serviços, como materiais de consumo. Os equipamentos com estas características, e suas respectivas peças de desgaste de alto consumo, considerados pelo DNER são: • Nos conjuntos de britagem: mandíbulas e revestimento de britadores; • Nas fresadoras a frio: dentes de corte, porta-dentes e seu apoio; • Nas estabilizadoras e recicladoras: bits e porta-bits; • Nas perfuratrizes sobre esteiras: hastes, luvas, punhos e coroas; • Nas perfuratrizes manuais: brocas. 4.7.3.5 Operação À semelhança dos manuais anteriores o DNER separa os custos de operação em custos de operação com materiais e custo de operação com mãode-obra, cujas parcelas são calculadas com as fórmulas apresentadas a seguir, as quais foram adaptadas pelo autor para facilitar o entendimento. As alterações constantes do novo manual são a nível de detalhamento na classificação dos componentes de custo, onde o consumo de materiais passou a ser considerado por tipos de equipamentos e não apenas pelo tipo de combustível utilizado. O custo horário dos motoristas e operadores passou a ser considerado por regiões e tipo de equipamentos ou veículos. MO = Salário Horário + Encargos Sociais + Adicional à Mão-de-obra Salário Horário = Salário Mensal Salário Mínimo = Padrão Salarial . 220 220 MAT = kmat x Pot x custo de 1 litro de combustível
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 106 Sendo: MAT – custo horário de operação com material MO – custo horário de operação com mão-de-obra Pot – potência do motor do equipamento em KW Kmat – coeficiente de consumo de material Encargos sociais = 126,30 % Adicional à mão-de-obra = 20,51 % Padrão Salarial - valor tabelado de acordo com o tipo de equipamento e local da obra De acordo com o manual do DNER, o adicional à mão-de-obra não está sendo considerado no cálculo dos custos unitários, este componente de custos só será considerado nos orçamentos quando for exigido pelos editais. A parcela correspondente a Ferramentas Manuais (5%) será incluída no cálculo dos custos unitários sempre que for necessária à execução dos serviços. EQUIPAMENTO MOTORES A DIESEL Tratores de esteiras, “motoscrapers” e motoniveladoras Compressores de ar, bate estacas e grupo geradores Caminhão e veículos em geral Demais equipamentos MOTORES A GASOLINA E À ALCOOL Veículos a gasolina Demais equipamentos a gasolina Veículos a álcool Kmat ( l/KW/h ) 0,24 0,22 0,15 0,20 0,20 0,30 0,20 Figura 35 - Coeficientes de consumo de material adotados pelo DNER Fonte: adaptada de DNER(1998, p. 89) Na parcela relativa aos custos de operação com materiais o DNER considera os gastos decorrentes do consumo de combustíveis, lubrificantes e filtros. A quantificação é feita através de hipóteses de proporcionalidade de custo e consumo em relação ao preço do combustível e à potência do equipamento. O DNER também considera um acréscimo sobre o custo de combustível para incluir as despesas de óleos lubrificantes e filtros, conforme texto a seguir transcrito do manual do DNER: “O SICRO adota, para os motores a óleo diesel, acréscimo de 20%
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 107 sobre o custo de combustível, para incluir as despesas de óleos lubrificantes e filtros. Para motores a gasolina, essa despesa importa em pouco menos que 10%.” (DNER, 1998, p. 91) 4.7.3.6 Custo horário operativ o e improdutivo O DNER distingue duas situações típicas em que os equipamentos podem se encontrar durante a realização de uma obra: operativo e improdutivo, conforme transcrições a seguir. “Operativo - corresponde à situação em que o equipamento se encontra em efetiva utilização na execução do serviço ou em espera por curtos períodos.” (DNER, 1998, p. 96) “Improdutivo - diz respeito às diferentes eventualidades em que o equipamento se encontra parado, seja devido a chuvas, a desequilíbrios acentuados de produtividade entre componentes da equipe mecânica que justifiquem desligamento do motor, seja devido à falta temporária prevista de frente de serviço ou à retirada da frente para manutenção de rotina.” (DNER, 1998, p. 96) “A definição do equipamento em situação operativa merece algumas considerações quando se tratar de equipamentos constituindo patrulhas ou conjuntos, como ocorre freqüentemente. Tratores trabalhando junto com pás carregadeiras e caminhões basculantes ou ‘motoscrapers’ operando com tratores que lhes servem de ‘pushers’ são exemplos típicos. Ao se juntarem, assim, numa mesma frente de serviço, o equipamento de menor produção determinará o ritmo de trabalho, ficando o dimensionamento da frota dos demais a ele condicionado, na busca do melhor equilíbrio da patrulha ou conjunto.” (DNER, 1998, p. 96) “Tempo operativo é aquele em que o equipamento está dedicado ao serviço, na frente de trabalho, com seus motores ou acionadores ligados, quando for o caso, ou em condições de trabalho, quando se tratar de equipamento não propelido mecanicamente. O equipamento operativo comporta duas situações: produtivo e em espera.” (DNER, 1998, p. 101) “No seu tempo produtivo, o equipamento está efetivamente executando alguma das tarefas a ele inerentes.” (DNER, 1998, p. 102) “Quando em espera, o equipamento está aguardando que algum outro componente da patrulha complete sua parte, de modo a abrir frente para que ele possa atuar. Tais esperas têm sua origem em desequilíbrios internos, e resultam de se juntar numa mesma patrulha equipamentos com capacidades e níveis de produtividades diferentes, de tal sorte que o ritmo do mais lento condiciona a produção do conjunto. Aplica-se este conceito apenas quando as esperas forem de curta duração que não justifiquem desligamento de motores. Durante as esperas, assim caracterizadas, os motores
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 108 estarão funcionando em marcha lenta ou os equipamentos realizando pequenos deslocamentos para melhor se posicionarem.” (DNER, 1998, p. 102) A classificação da situação em que o equipamento se encontra durante a realização de uma obra tem implicações nos custos a serem considerados para cada serviço. O DNER considera que no custo improdutivo dos equipamentos incide apenas o custo de mão-de-obra, diferentemente do que era considerado anteriormente, quando também eram considerados os custos de depreciação e oportunidade de capital, conforme transcrição a seguir: “...o custo de utilização dos equipamentos operativos é composto dos seguintes itens: Mão-de-obra de Operação, Consumo Energético (Combustíveis, Energia Elétrica, etc.), Lubrificantes, Depreciação, Manutenção, Seguros e Taxas. No caso do equipamento em situação improdutiva é computada em seus custos horários apenas a parcela relativa à Mão-de-obra de Operação.” (DNER, 1998, p. 97) A maneira como os custos horários operativo e improdutivo são calculados pode ser sintetizada pelas fórmulas apresentadas a seguir: CHO = Dh + M + MAT + MO + IS CHI = MO Sendo: CHO – custo horário operativo CHI – custo horário improdutivo Dh – custo horário de depreciação M – custo horário de manutenção MO – custo horário de operação com mão-de-obra MAT – custo horário de operação com materiais IS – custo horário de impostos e seguro 4.7.4 Conclusão Da análise comparativa da 3a edição do Manual de Custos Rodoviários do DNER em relação às anteriores pode-se constatar que houve uma evolução significativa no nível de detalhamento e classificação dos parâmetros adotados. Além da revisão e alteração de parâmetros a metodologia de cálculo do custo dos
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 109 equipamentos e veículos também foi objeto de alterações. A seguir são listadas as principais alterações pertinentes à estimativa de custo dos equipamentos e viaturas: • O emprego dos equipamentos passou a ser considerado em três situações distintas: operativo produtivo, operativo em espera e improdutivo; • O custo de oportunidade de capital deixou de ser considerado no custo dos equipamentos, devendo ser remunerado pela margem de lucro prevista no fator de Lucro e Despesas Indiretas da obra; • O custo de depreciação não é mais considerado no custo improdutivo dos equipamentos e viaturas; • O custo decorrente do IPVA e Seguro Obrigatório passou a ser considerado no custo operativo dos veículos; • Foi efetivada uma revisão nos valores definidos para vida útil, percentual de valor residual, coeficiente de consumo de material e coeficiente de proporcionalidade de manutenção dos equipamentos; • O custo de depreciação passou a ser calculado pelo método da função linear; • As equipes mecânicas equilibradas passarão a ser remuneradas apenas pelo custo operativo, inclusive nos tempos de espera, embora as tabelas divulgadas até o momento ainda não estejam considerando esta alteração; • Foi considerada a utilização de novos equipamentos (escavadeira hidráulica, fresadora e distribuidora de solo com controle automático de greide), como resultado da evolução tecnológica; • O custo de operação dos equipamentos está sendo calculado com base em uma tabela salarial detalhada por tipos de equipamentos e com padrões salariais regionalizados. As alterações verificadas foram no sentido de permitir a realização de uma estimativa de custos que forneça valores o mais próximo possível daqueles que irão ocorrer durante a execução das obras. Dentre as alterações verificadas interpreta-se claramente o desejo de que a metodologia tenha abrangência nacional, na medida em que a pesquisa de preços e alguns parâmetros são detalhados por diferentes regiões e unidades da federação. Pela análise da formulação apresentada e do resultado do orçamento comparativo apresentado no apêndice, pode-se constatar que os custos horários
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 110 operativo e improdutivo dos equipamentos sofreram sensível redução em relação aos valores similares obtidos pela metodologia adotada na revisão de 1980, sob os títulos de custos horários produtivo e improdutivo. O impacto desta redução no custo dos equipamentos na obra orçada é minorado pela consideração de que os equipamentos serão remunerados apenas pelo custo operativo, quando integrarem equipes mecânicas equilibradas, conforme transcrição abaixo: “Segundo o critério orçamentário que está sendo proposto, em uma patrulha ou conjunto devidamente equilibrado, seus componentes não apresentam tempo improdutivo e estão todos em situação operativa.” (DNER, 1998, p. 96) Vale a pena ressaltar que embora o novo Manual de Custos Rodoviários do DNER defina que o custo dos serviços deva ser calculado considerando todos os equipamentos em situação operativa, conforme apresentado anteriormente, este fato ainda não está sendo verificado nas tabelas de custo e preços emitidas pela Gerência de Custos Rodoviários do DNER. Tendo em vista o objetivo deste trabalho, a principal conclusão da análise da metodologia do DNER é que ela contempla todos os componentes de custo dos equipamentos, embora seus parâmetros de cálculo de custo e produtividade dos equipamentos sejam definidos por métodos teóricos. Esta limitação da metodologia é reconhecida pelo DNER, e conforme consta nos textos transcritos a seguir, ainda carece de dados obtidos na realização de obras para que possam ser aferidos e validados plenamente. “A elaboração do presente Manual de Custos do DNER comportou profunda revisão dos Coeficientes de Manutenção que vinham sendo utilizados, até então, pelo SICRO. Esta revisão teve como referência os procedimentos utilizados pelos fabricantes dos equipamentos para estimar os custos de manutenção.” (DNER, 1998, p. 67) “Com base em pesquisas em Manuais de Fabricantes e Revistas Técnicas especializadas, o SICRO adotou as seguintes taxas de consumo específico de combustíveis, valores esses que incluem as despesas com lubrificantes e filtros:” (DNER, 1998, p. 89) “Até aqui, as informações do SICRO relativas às produções de equipes mecânicas foram geradas pelo método teórico. O DNER pretende, entretanto, iniciar um plano de pesquisas de campo, com vistas a levantar dados de produção em condições reais de execução. Esses levantamentos servirão como aferidores e balizadores dos resultados obtidos teoricamente, garantindo assim a
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 111 validade de seus valores e permitindo adquirir maior sensibilidade para as possíveis variações devidas a particularidades das condições em que os serviços são realizados. O método teórico pela sua facilidade e praticidade não deve ser abandonado, apenas seus resultados devem ser periodicamente verificados por comparação com dados levantados no campo.” (DNER, 1998, p. 97) Ainda do estudo dos manuais do DNER, verifica-se que não há referência a nenhuma metodologia de apropriação para obtenção dos parâmetros de custo de manutenção e de operação com material em obras. Como a metodologia apresentada é adequada, tem abrangência nacional e é bastante utilizada, ela será utilizada como base para modelagem da metodologia de apropriação de custos de equipamentos e viaturas em obras de construção pesada proposta. Nas Figuras 36, 37, 38, 39 e 40 a seguir, são apresentados parâmetros e classificações utilizadas pelo DNER na estimativa de custo de equipamentos e viaturas para anteriormente. obras rodoviárias, em complemento aos apresentados
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 TIPO DE EQUIPAMENTO VALOR RESIDUAL TIPO DE EQUIPAMENTO (%) Betoneira Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria de madeira Caminhão tanque Carregadeira de pneus Cavalo-mecânico com reboque Chata 25m3 c/rebocador 10,0 10,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 20,0 15,0 Conjunto de britagem Conjunto moto bomba 10,0 5,0 Distribuidor de agregados 10,0 Distribuidor de asfalto em caminhão Distribuidor de concreto Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão Tanque de estocagem de asfalto 20,0 Draga de sucção para extração de areia Escavadeira hidráulica Estabilizadora e recicladora a frio Extrusora Fresadora a frio Grade de disco Grupo gerador Guindaste 15,0 Vibro-acabadora de asfalto Veículo leves – automóvel até 100hp 10,0 20,0 10,0 20,0 20,0 10,0 20,0 5,0 15,0 15,0 10,0 25,0 112 VALOR RESIDUAL (%) Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Recicladora de pavimento a quente Régua vibratória Retroescavadeira Rolo autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador de pneus rebocável Rolo compactador estático de 3 rodas 14t Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro rebocável Rolo Tandem estático Rolo Tandem vibratório 20,0 15,0 5,0 5,0 5,0 10,0 5,0 20,0 10,0 15,0 10,0 15,0 15,0 10,0 15,0 10,0 Equipamento distribuidor de LARC (Microflex) Soquete vibratório 20,0 Trator agrícola (de pneus) Tratores de esteira acima de 200 kW Tratores de esteira até 200 kW Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Veículo leve “Pick-up” (caminhonete) 20,0 15,0 20,0 10,0 10,0 10,0 20,0 5,0 10,0 25,0 Figura 36 - Valor residual dos equipamentos em relação ao valor de aquisição adotado pelo DNER Fonte: adaptada de DNER (1998, p. 57)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 TIPO DE EQUIPAMENTO Coef. Kmanut Aquecedor de fluido térmico Caldeira de asfalto rebocável Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão betoneira Caminhão carroceria 0,60 0,30 0,90 0,90 0,90 0,80 Caminhão tanque Carregadeira de pneus 0,80 0,70 Cavalo-mecânico com reboque 0,90 Chata 25m3 com rebocador 0,80 Conjunto de britagem 0,60 Conjunto moto bomba 0,50 Distribuidor de agregados 0,70 autopropulsor Distribuidor de agregados rebocável 0,50 Distribuidor de asfalto em caminhão 0,80 Draga de sucção para extração de 0,80 areia Equip. distribuidor de lama asfáltica 0,80 em caminhão Equip. distr. de LARC (Microflex) 0,90 c/ cav. mec. Escavadeira hidráulica 0,70 Estabilizadora e recicladora a frio 1,00 Fresadora 1,00 Furadeira elétrica de impacto 0,50 Grade de disco 0,60 Grupo gerador 0,50 Vassoura mecânica para varredura com aspirador Vassoura mecânica rebocável Vibro-acabadora de concreto de cimento TIPO DE EQUIPAMENTO Motoniveladora Motoscraper Perfuratriz de esteira Perfuratriz manual Placa vibratória com motor diesel Recicladora de pavimento a quente “in situ” Retroescavadeira Rolo compactador autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus autopropulsor Rolo compactador de pneus rebocável Rolo compactador estático de 3 rodas 14t Rolo compactador pé-de-carneiro “tamping” Rolo compactador pé-de-carneiro rebocável Rolo tandem estático Rolo tandem vibratório Soquete vibratório 113 Coef. Kmanut 0,90 0,90 0,80 0,80 0,50 1,00 0,70 0,80 0,70 0,50 0,70 0,70 0,50 0,70 0,80 0,80 Tanque de estocagem de asfalto 0,50 Trator agrícola (de pneus) 0,70 Tratores de esteira acima de 200 kW Tratores de esteira até 200 kW Usina de asfalto a quente Usina misturadora de solos Usina pré-misturado a frio Veículo leve “Pick-up” ( caminhonete) 0,80 Veículo leves - automóvel até 100hp 1,00 0,80 0,90 0,70 0,70 0,80 0,60 Vibrador para concreto de imersão 0,70 Vibro-acabadora de asfalto 0,50 0,90 Figura 37 - Coeficientes de manutenção (Kmanut ) adotados pelo DNER Fonte: adaptada de DNER (1998, p. 85) 0,80
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Descrição Pot. (kW) 60 / 104 228 246 93 / 112 82 78 /127 57 85 80 156 166 100 100 57 / 112 / 108 97 99 Trator de esteira c/ lâmina Trator de esteira c/ lâmina Motoscraper Motoniveladora (105 a 130hp) e (150 a 180hp) Trator agrícola ( de pneus) 3 Carregadeira de pneus 1,72 a 3,1m Retroescavadeira Rolo Pé-de-carneiro autopropulsor 11,25t (vibratório) Rolo compactador pé-de-carneiro vibratório Rolo compactador pé-de-carneiro "tamping" Escavadeira hidráulica com esteira Draga de sucção para extração de areia 3 Chata para 25m com rebocador Grade de disco 24X24 Rolo compactador vibratório (6,5 t / 10,9t / 11,6t) Rolo compactador. de pneus autopropulsor 21t Usina misturadora solo 350 / 600t/h Vassoura mecânica rebocável Distribuidor de agregados autopropulsor 40 Tanque estoque de asfalto de 20 000l Distribuidor de asfalto em caminhão 150 Aquecedor de fluido térmico 8 Usina de asfalto a quente 40 / 60t/ h 128 Vibro-acabadora de asfalto sôbre pneus 20 Usina pré-misturadora a frio 30 / 40t/ h ou 60 / 100t/ h 20 / 43 Rolo estático Tanden autopropulsor 8,9t 43 Rolo compactador de pneus estático auto. de 23t 83 Rolo compactador de pneus rebocável 13t Rolo compactador liso vibratório 6,6t 59 Distribuidor de lama asfáltica montado em caminhão 185 Caldeira de asfalto rebocável 600l 1 Usina de asfalto a quente 100/140t/h ou 90/120 260 / 188 Fresadora a frio 105 / 297 Estabilizadora e recicladora a frio 250 Vibro-acabadora para asfalto sôbre esteiras / pneus 74 / 48 3 3 3 Conjunto de britagem 9 / 20 m /h ;30 m /h ; 80 m /h 23 / 74 / 292 Guindaste sôbre pneus 35t / 70t 210 / 250 3 3 3 Caminhão basculante 5 m (8,8t) ; 6 m (10,5t); 10 m 125 / 150 / 170 / 3 (15t); 14 m (20t); 235 Caminhão carroceria de madeira 15t 135 Caminhão tanque 6.000l / 10.000l / 13.000l 150 / 135 / 135 Caminhão carroceria fixa 4t / 9t 81 / 150 Cavalo mecânico c/ reboque 29,5t 220 Veículo leve automóvel até 100hp 38 Veículo leve Pick up 65 Grupo gerador 25 KVA / 40KVA / 292KVA 20 / 41/ 267 Soquete vibratório 2 Conjunto Moto-Bomba 11 Placa vibratória c/ motor a diesel 3 Tipo comb. D D D D D D D D D D D D D D D E E D D D E D D VU (anos) 5,00 9,00 8,50 7,50 8,00 5,00 5,00 6,00 6,00 6,80 5,00 5,00 5,00 10,00 6,00 6,80 8,00 10,00 8,00 8,00 10,00 8,00 8,00 8,00 8,00 6,80 6,80 13,00 6,00 5,30 10,00 8,00 5,00 8,00 8,00 8,00 8,00 5,30 D D D D A D D G G D 5,80 5,80 5,80 12,00 5,00 5,00 7,00 9,00 8,00 10,00 D D E D D E E D E D D Figura 38 - Tabela de vida útil de equipamentos adotada pelo DNER Fonte: DNER (1998, p. 60), adaptada pelo autor 114 HTA 2.000 2.000 2.000 2.000 1.250 2.000 2.000 1.750 1.750 1.750 2.000 2.000 2.000 1.000 1.750 1.750 1.750 1.000 1.750 2.500 1.250 2.500 1.750 1.750 1.750 1.750 1.750 1.750 1.750 2.000 1.250 1.750 1.200 1.250 1.750 1.750 1.500 2.000 2.000 2.000 2.000 1.000 1.500 2.000 2.000 1.000 1.250 1.000
    • • argila arenosa • argila com alguma umidade • mistura de solos diferentes como areia e cascalho fino • produção de aterros (trator de esteiras) • carregamento em rocha bem fragmentada • valetamento em solo médio a pesado até 3,00m de profundidade • escavação em barranco de material facilmente penetrável Para transporte • material bem escarificado • desmatamentos superfícies com apoio total as sapatas e • unidades carregando em terreno nivelado baixo teor de areia. (“scrapers”) superfícies firmes, sem material solto. Para transporte superfícies conservadas por motoniveladoras • distâncias irregulares(longas e curtas) estradas de curvas moderadas resistência ao rolamento menor que 4% (*) • aclives e declives constantes • resistência ao rolamento entre 4% a 7% (*) Rr - Resistência ao rolamento • pouca patinagem do material rodante. Rr = Kg de força necessário peso do veículo camada de solo superficial materiais de baixa densidade argila com baixo teor de umidade material retirado de pilhas operação de lâmina em aterro solto reboque de “scrapers” (trator de esteira) espalhamento e nivelamento de materiais valetamento em solo leve até 2m de profundidade (retro-escavadeira) Para escavação e carga Condições médias Fonte: DNER (1998, p. 55) Figura 39 - Classificação das condições de trabalho adotada pelo DNER • • • • • • • • • • • • • Para escavação e carga Condições leves DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 em terreno • deslocamento contínuo rochoso • piso úmido ou irregular • freqüentes aclives • piso de areia frouxa e seca sem aglutinante • resistência ao rolamento maior que 7% piso em pedras soltas e lamelares. Para transporte • pedras freqüentes ou afloramento de rochas • cascalho grosso (sem finos) • escarificação pesada em rocha. • Trabalho em pedreiras contínuo em solos • carregamento compactados como xisto argiloso, cascalho consolidado, etc. • valetamento em profundidades superiores a 3m. • carregamento em rocha escarificada (para “scrapers”) • restrições constantes no comprimento ou largura, de operação. Para escavação e carga Condições pesadas 115
    • Motorista de veículos especiais Caminhão basculante Caminhão basculante para rocha Caminhão carroceria Caminhão distribuidor de asfalto Cam. equipado com guindaste Caminhão pipa Caminhão tanque • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Bate estaca Betoneira Bomba de concreto Compactador Compressor Grupo gerador Micro trator com roçadeira Perfuratriz de esteira Transformador de solda Trator de pneus Trator de pneus com roçadeira Tripé de sonda Operador de Máquina Leve 2 Jateadora de areia Régua vibratória de concreto Martelete Moto serra Placa vibratória Seladora de junta Roçadeira manual Serra de disco Serra de junta de concreto Soquete vibratório Texturizadora e lançadora de concreto Vibrador de imersão Operador Máquinas Leves 1 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Acabadora de concreto Central de concreto Conjunto de britagem Demarcadora de faixa Distribuidora de concreto Equipamento p/ lama asfáltica Escavadeira de esteiras Espalhadora de concreto Extrusora Fresadora de pavimento Guindaste sobre pneus Motoniveladora Usina de asfalto Usina de reciclagem Usina misturadora de solos Vibro-acabadora Aplicadora material termoplástico por Extrusão Distribuidor lama asfáltica ruptura contr. em cavalo mecânico Operador de Máquinas Especiais Carregadeira de pneus Chata com rebocador Distribuidor de agregado Draga de sucção Hidrosemeadora Motoscraper Retroescavadeira de pneus Trator de esteira Operador de Máquina Pesada Fonte: DNER (1998, p. 91) Figura 40 - Classificação das categorias de mão-de-obra de operação de equipamentos e viaturas adotada pelo DNER • Caminhão betoneira • Cam. com vassoura aspiradora • Cavalo mecânico com reboque • • • • • • • Motorista de caminhão • Automóvel até 100 HP • Veículo caminhonete Motorista de veículos leves DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 116
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 5 METODOLOGIA DE APROPRIAÇÃO PROPOSTA 5.1 INTRODUÇÃO Conforme apresentado anteriormente a apropriação de custos de uma obra precisa considerar vários elementos que influenciam seu custo final. No caso específico das obras de construção pesada, um dos componentes de custo mais importantes é o custo dos equipamentos e viaturas, que juntamente com a produtividade e os demais custos diretos e indiretos definem o custo pelo qual uma obra é realizada. A metodologia proposta contempla a apropriação do custo de utilização de equipamentos e viaturas na realização de obras de construção pesada, tendo sido desenvolvida a partir da experiência do autor no gerenciamento de obras de construção pesada para o Exército Brasileiro, e tomando como base a metodologia de estimativa de custos do DNER. Desta forma, não foram considerados os aspectos relativos a apropriação da produtividade, do consumo dos recursos, dos custos unitários dos serviços, dos custos indiretos e do custo total de implantação da obra, bem como o custo da mão-de-obra e dos materiais que não estão vinculados ao custo dos equipamentos e viaturas. 5.2 DEFINIÇÕES E FÓRM ULAS BÁSICAS Para entendimento e pleno emprego da metodologia proposta há necessidade da apresentação ou revisão de algumas definições e fórmulas utilizadas no processo de apropriação de custos, as quais serão apresentadas a seguir.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 118 5.2.1 Família de equipamen tos ou viaturas É um conjunto de equipamentos ou viaturas que possuem características semelhantes de emprego, produção e custo. Este conceito é empregado para obtenção de custos médios para equipamentos ou viaturas semelhantes. O custo médio é utilizado juntamente com o conceito de família de equipamentos e viaturas para que se possa obter dados mais significativos. Durante o planejamento da obra é impossível definir com precisão exatamente qual equipamento será empregado para realizar determinado serviço, e mesmo durante a obra é normal haver rotatividade entre os equipamentos que integram uma determinada equipe de trabalho. A utilização deste conceito também possibilita a realização de uma análise comparativa dos resultados obtidos para determinado equipamento em relação aos dados correspondentes de sua família. Esta comparação pode ser bastante benéfica por possibilitar que se identifique distorções de desempenho e gastos com mais facilidade. 5.2.2 Órgão Central de Apro priação (OCA) É o órgão, da empresa ou instituição, responsável por coordenar o trabalho de obtenção de custos e consolidar as informações de custos relativas a todas as obras. No decorrer deste trabalho será chamado de OCA. 5.2.3 Seção de Apropriação É o órgão da administração de cada obra, responsável pela coleta, consolidação, processamento inicial e encaminhamento dos dados de apropriação de custos para o OCA. 5.2.4 Centro de custos São as diversas atividades às quais serão imputados, como custos para sua realização, todos os gastos realizados em prol das mesmas. O centro de custos tanto pode ser um serviço que esteja sendo realizado em cumprimento a um contrato quando é objeto de medição e pagamento, como a administração de uma obra e os demais serviços auxiliares.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 119 5.2.5 Seção de manutenção É o órgão encarregado de realizar todos os serviços de manutenção dos equipamentos e viaturas da obra. 5.2.6 Horas trabalhadas ope rativas É o tempo em que o equipamento se encontra trabalhando na realização de algum serviço ou em espera por curtos períodos. 5.2.7 Horas trabalhadas imp rodutivas É o tempo em que o equipamento se encontra parado, de motor desligado, porém continua vinculado a um determinado serviço e seu operador não é desmobilizado. Os principais fatores que caracterizam esta condição são: condições climáticas desfavoráveis, desequilíbrios acentuados de produtividade entre componentes da equipe mecânica, falta temporária de frente de serviço ou retirada do equipamento para manutenção de rotina, conforme é prescrito pela metodologia do DNER. 5.2.8 Custo horário fixo de equipamento ou viatura É o custo decorrente da posse do equipamento, sendo normalmente composto pelas parcela de juros e depreciação. A metodologia adotada atualmente pelo DNER considera apenas as parcelas correspondentes a depreciação, impostos e seguro. Caso seja do interesse da empresa ou instituição a parcela de juros também pode ser considerada como custo fixo. Na metodologia proposta será considerada apenas a depreciação, porém as parcelas correspondentes a juros, impostos e seguros poderão ser apropriadas e incorporadas ao custo fixo. Esta parcela do custo dos equipamentos será calculada de acordo com a fórmula adotada pelo DNER, porém é conveniente que os parâmetros adotados sejam próprios da equipe mecânica considerada. Caso a empresa não disponha de dados próprios ela poderá usar os parâmetros do DNER enquanto obtém os seus .
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 120 5.2.9 Custo horário fixo de família de equipamentos ou viaturas É o custo fixo médio da família de equipamentos e viaturas. Para emprego da metodologia sugere-se que seja adotada a média ponderada dos custos fixos dos integrantes da família. Como peso associado ao custo de cada equipamento deve ser utilizado o número de horas trabalhadas no período de apropriação pelo equipamento correspondente. A seguir é apresentada a fórmula a ser utilizada: CFF = ∑ (CF .H ∑H i i ) i sendo: CFF – custo horário fixo de família de equipamento ou viatura CFi – custo horário fixo de cada integrante da família Hi – número de horas trabalhadas pelo integrante da família 5.2.10 Custo horário de man utenção É o custo decorrente do desgaste das peças e componentes do equipamento devido a seu uso, isto é, é o valor por hora trabalhada necessário para manter o equipamento em condições de uso durante sua vida útil. Para estimar este valor o DNER adota o método de vinculá-lo ao valor de aquisição do equipamento, conforme foi apresentado anteriormente. Pela metodologia de apropriação proposta o custo horário de manutenção será obtido considerando-se todos os gastos realizados para fazer a manutenção dos equipamentos e o número de horas efetivamente trabalhadas pelos mesmos. A partir dos custos apropriados será calculado o coeficiente de proporcionalidade de manutenção correspondente a cada família. O coeficiente calculado pode ser utilizado em planejamentos futuros, para avaliação dos resultados obtidos ou como base para alterar os procedimentos de operação e manutenção da equipe mecânica. 5.2.11 Custo horário de oper ação com material É o custo decorrente dos materiais consumidos durante a operação dos equipamentos. Neste item o DNER prevê o pagamento dos custos relativos a combustíveis, lubrificantes e filtros. A quantificação é feita a partir de hipóteses de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 121 proporcionalidade de custo e consumo em relação ao preço do combustível e à potência do equipamento, conforme foi apresentado anteriormente. Pela metodologia de apropriação proposta o custo horário de operação com materiais será obtido considerando-se todos os gastos realizados com combustíveis, lubrificantes e filtros durante o trabalho dos equipamentos e o número de horas efetivamente trabalhadas pelos mesmos. A partir dos custos apropriados será calculado o coeficiente de consumo de material correspondente a cada família. O coeficiente calculado pode ser utilizado em planejamentos futuros, para avaliação dos resultados obtidos ou como base para alterar os procedimentos de operação e manutenção da equipe mecânica. Vale a pena ressaltar que o consumo de materiais pelos equipamentos depende da qualidade da manutenção realizada, bem como da forma como eles serão operados. 5.2.12 Custo horário de oper ação com mão-de-obra É o custo decorrente dos gastos realizados com salário e demais despesas do motorista ou operador do equipamento ou viatura. O DNER considera faixas salariais diferentes para os motoristas e operadores dos diversos tipos de equipamentos e viaturas, bem como estima um número de horas de trabalho por mês e um índice de encargos sociais em sua metodologia. Os salários e demais parâmetros verificados na empresa podem ser diferentes, o que justifica a apropriação destes custos. Pela metodologia proposta o valor apropriado para o custo horário de mãode-obra será obtido dividindo-se o valor total gasto com os motoristas ou operadores de cada categoria pelo número de horas efetivamente trabalhadas pelos mesmos. Desta forma serão obtidos custos horários reais da mão-de-obra, cujos valores poderão ser utilizados para comparação com os valores de mercado e poderão servir de parâmetro para a política salarial e de gestão de pessoal da empresa. A seguir é apresentada uma fórmula que possibilita o cálculo do custo horário de mão-de-obra na operação dos equipamentos e viaturas. MO = CustoTotal NrHorTrab sendo: MO – custo horário de mão-de-obra apropriado para uma categoria
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 122 profissional. CustoTotal – soma de todos os custos com mão-de-obra verificados com a categoria profissional no período considerado. NrHorTrab – número total de horas efetivamente trabalhadas pela categoria profissional no período considerado. 5.2.13 Custo horário de oper ação É o custo horário decorrente das despesas com material e mão-de-obra. 5.2.14 Custo horário operativ o É o custo do equipamento durante uma hora de trabalho operativo. Conforme apresentado, o DNER considera este custo como sendo a soma das parcelas de custo fixo, de manutenção e de operação. Na metodologia proposta será utilizado o mesmo conceito. 5.2.15 Custo horário improdu tivo É o custo do equipamento durante uma hora de trabalho improdutivo. Conforme apresentado, o DNER considera neste custo apenas a parcela relativa à mão-de-obra. Na metodologia proposta será utilizado o mesmo conceito. 5.2.16 Valor de aquisição de família de equipamentos ou viaturas É o valor de aquisição de um equipamento ou viatura típica da família. 5.2.17 Potência de família de equipamentos ou viaturas É a potência do equipamento ou viatura típica da família. 5.2.18 Vida útil de família de equipamentos ou viaturas É a vida útil em anos esperada para o equipamento ou viatura típica da família. 5.2.19 Horas trabalhadas por ano de família de equipamentos ou viaturas É o número médio de horas trabalhadas por ano pelos integrantes da
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 123 família. Para este parâmetro pode ser utilizado um valor estimado ou um valor obtido a partir dos dados de apropriação utilizando-se a fórmula apresentada a seguir: HtaF = 12. HorasTrab NrMeses.NrElem sendo: HtaF – número de horas trabalhadas por ano pela família de equipamentos ou viaturas no período de apropriação considerado. HorasTrab – número total de horas trabalhadas operativas apropriadas para a família de equipamentos ou viaturas no período de apropriação considerado. NrMeses – número de meses no período de apropriação considerado. NrElem – número de elementos da família de equipamentos ou viaturas 5.3 METODOLOGIA A essência da metodologia proposta é a forma de obtenção, processamento e organização de dados relativos aos custos dos equipamentos e viaturas. As informações coletadas serão processadas para que se possa obter parâmetros significativos para o gerenciamento do emprego das equipes mecânicas em obras em geral, principalmente em obras de construção pesada. Conforme poderá ser verificado posteriormente, para sua implantação haverá necessidade de se trabalhar com uma quantidade de informações relativamente grande e seu processamento demandará a necessidade de recursos de informática para que se possa obter relatórios consistentes, significativos, com baixa incidência de erros e com oportunidade. A metodologia proposta pode ser mais facilmente entendida analisando-se a Figura 41. Nesta figura podemos identificar os eventos mais importantes da metodologia, bem como o fluxo e a concatenação das informações para que se obtenha os resultados desejados.
    • FASE II – Seção de Apropriação FASE I – OCA DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 124 Cadastramento do sistema de apropriação com preenchimento dos formulários: − Relação de peças e materiais utilizados na manutenção − Relação de custo de mão-de-obra e serviços de manutenção − Relação de equipamentos e viaturas − Relação de famílias de equipamentos e viaturas − Relação de motoristas de viaturas e operadores de equipamentos Emprego de Equipamento ou Viatura Manutenção de Equipamento ou Viatura Preenchimento da Ficha de Utl. de Eqp. e Vtr. Preenchimento da Ficha de Man. de Eqp. e Vtr. Preenchimento do Quadro de Emprego de Eqp. e Vtr Registro das horas trabalhadas pelos motoristas e operadores Preenchimento da Relação de Custos de Família de Eqp. e Vtr. Apropriação da sede e demais obras Preenchimento do Quadro de Custos de Eqp. e Vtr. 1 Cálculo do Consumo Médio de Combustível Cálculo dos salários e demais encargos dos motoristas e operadores 1 1 Preenchimento do Formulário Resíduos de Custos de Famílias de Eqp. e Vtr. Preenchimento da Tabela de Custo Horário de Mão-de-obra 1 Atualização do Custo Fixo e Velocidade das Fam. de Eqp. e Vtr. Elaboração da Tabela de Custo Horário Médio de Mão-de-obra FASE III - OCA Atualização do Custo de Mão-de-obra das Famílias de Eqp. e Vtr. Preenchimento das Fichas Controle de Despesas de Famílias de Eqp. ou Vtr. Obtenção dos Índices de Atualização de Custos Cálculo dos Coeficientes de Custo de Manutenção e Operação apropriados FASE IV Preenchimento da Tabela de Consumo de Combustível Preenchimento da Tabela de Custos Apropriados de Família de Eqp. e Vtr. ANÁLISE DOS RELATÓRIOS E DEMAIS DADOS DA APROPRIAÇÃO Figura 41 – Fluxo da apropriação em função de suas fases Fonte: do autor
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 125 A metodologia será apresentada através da caracterização de suas fases, e da apresentação dos formulários propostos para levantamento de dados, processamento e emissão de relatórios. Através da orientação de preenchimento dos formulários propostos será feita a caracterização das informações a serem colhidas e dos procedimentos necessários à obtenção dos dados intermediários e relatórios propostos. Conforme referência anterior, a implantação da metodologia pode ser decomposta em várias fases, as quais são caracterizadas a seguir, onde também são feitas referências aos formulários utilizados. Os modelos e orientação para preenchimento dos formulários são apresentados no decorrer deste trabalho. 5.3.1 Fases da metodologia 5.3.1.1 Fase I – Cadastramen to e organização do sistema Esta fase caracteriza-se pelo cadastramento das informações necessárias à implantação da metodologia e formação do pessoal que irá colocá-la em prática. Nesta fase ocorrem os seguintes eventos: • Definição das informações desejadas ao final da apropriação de custos; • Elaboração do cadastro com peças e demais materiais empregados na manutenção e operação dos equipamentos e viaturas, de acordo com o modelo definido na Figura 42; • Elaboração da relação de custo de mão de obra e serviços empregados na manutenção dos equipamentos e viaturas, de acordo com o modelo definido na Figura 43; • Cadastramento dos motoristas das viaturas e operadores dos equipamentos de acordo com o modelo definido na Figura 44; • Elaboração da relação dos equipamentos e viaturas, de acordo com o modelo definido na Figura 45, podendo ser cadastradas outras informações julgadas necessárias; • Elaboração da relação de famílias de equipamentos e viaturas, de acordo com o modelo definido na Figura 46; • Definição dos integrantes de cada família de equipamentos e viaturas;
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 • 126 Formação do pessoal que participará do sistema de apropriação de custos, definindo suas responsabilidades (motoristas, operadores de equipamento, pessoal da manutenção, integrantes das seções de apropriação e do OCA); • Definição da periodicidade de consolidação das informações e emissão dos relatórios de apropriação; • Definição dos critérios para obtenção dos índices de atualização de custos de um período de apropriação para o seguinte. Relação de Peças e Materiais Utilizados na Manutenção Obra:__________________________ Código Código de Referência Descrição Unidade Figura 42 – Relação de peças e materiais utilizados na manutenção Fonte: do autor Custo Unitário
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Relação de Custo de Mão-de-obra e Serviços da Manutenção Obra:__________________________ Código Código de Referência Descrição Unidade Custo Unitário Figura 43 – Relação de custo de mão-de-obra e serviços da manutenção Fonte: do autor Relação de Motoristas de Viaturas e Operadores de Equipamentos Nome completo Função Figura 44 – Relação de motoristas de viaturas e operadores de equipamentos Fonte: do autor 127
    • Descrição Prefixo Valor de Aquisição Data de Aquisição Total de Horas Marca Trabalhadas ORFÃOS Usina de Asfalto quente Fixa Trator de Esteira D8 Trator de Esteira D6 Trator de Pneus 4x4 Trator de Pneus 4x2 Carregadeira de Rodas 966 Carregadeira de Rodas 950 Carregadeira de Rodas 930 Motoniveladora Descrição Categoria (Eqp/Vtr) Eqp Eqp Eqp Eqp Eqp Eqp Eqp Eqp Eqp Combust (OD,Gas) BPF OD OD OD OD OD OD OD OD Fonte: do autor Modelo Un Aprop Vel Med (km / Hora) (km/H) H H H H H H H H H - Relação de Famílias de Equipamentos e Viaturas Figura 46 – Relação de famílias de equipamentos e viaturas Código Fonte: do autor Figura 45 – Relação de equipamentos e viaturas Código Custo horário (R$) Fixo MO 47,29 0,00 56,04 4,01 23,22 4,01 7,3 2,59 5,68 2,59 22,8 4,01 23,2 3,65 15,2 4,06 18,73 4,01 Unidade de Potência Categoria Combustivel Situação Apropriação (kW) (Eqp/Vtr) (OD/GAS) (Disp/Ind) (km / Hora) Relação de Equipamentos e Viaturas DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Local Família 128
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 129 5.3.1.2 Fase II – Coleta, proce ssamento inicial e encaminhamento dos dados Esta fase ocorre nas frentes de serviço, onde serão obtidas as informações básicas e fundamentais do sistema. As informações colhidas receberão um processamento inicial e serão encaminhadas para o OCA pelas seções de apropriação. Para a coleta de informações são sugeridos os seguintes formulários: • Ficha de Utilização de Equipamentos e Viaturas (Figura 47) • Ficha de Manutenção de Equipamentos e Viaturas (Figura 48) Para o processamento inicial das informações obtidas serão utilizados os seguintes formulários: • Tabela de custo horário de mão-de-obra (Figura 49) • Quadro de Emprego de Equipamentos e Viaturas (Figura 50) • Relação de Custos de Família de Equipamentos e Viaturas (Figura 51) • Quadro de Custos de Equipamentos e Viaturas (Figura 52) Após o processamento inicial os dados obtidos serão encaminhados para o OCA, através do quadro de emprego de equipamentos e viaturas, quadro de custos de equipamentos e viaturas, da relação de custos de família de equipamentos e viaturas e da tabela de custo horário de mão-de-obra, podendo ser incluídas também as fichas de utilização e de manutenção dos equipamentos e viaturas, de acordo com o nível de detalhamento definido pelo OCA. 5.3.1.3 Fase III – Processame nto final e emissão de relatórios O processamento final consiste na consolidação dos dados obtidos nas diversas obras e na sede da empresa, para obter os relatórios definidos na primeira fase. Antes de iniciar o processamento o OCA deverá analisar as informações disponíveis e atualizar ou obter os seguintes parâmetros, se necessário: índices de atualização de custos de um período de apropriação para outro, velocidade média, custo horário fixo e de mão-de-obra das famílias de equipamentos e viaturas. Os formulários utilizados nesta fase são: • Resíduos de Custos de Famílias de Equipamentos e Viaturas (Figura 53) • Ficha Controle de Despesas de Equipamentos e Viaturas (Figura 54)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 130 • Tabela de Consumo de Combustível (Figura 55) • Tabela de Custos Apropriados de Famílias Equipamentos e Viaturas (Figura 56) • Tabela de Custo Horário Médio de Mão-de-obra (Figura 57) Ficha de Utilização de Equipamentos e Viaturas Obra: ____________________________ Ficha de Utl Nº _____ Prefixo: ________ Data: _________ Família do EQP/VTR: Horímetro: Odômetro: Final: Final: Inicial: ________ Inicial: . . . 1. Operação Combustível (l): . Horas trabalhadas do Mot/Op: . 2. Manutenção Nº Ficha Mnt Serviço Executado Tempo Gasto (h) 3. Emprego (Serviços Realizados) Código Centro de custo Km Horas Trabalhadas (h) Operativas Improdutivas Rodados (km) Total Motorista / Operador Figura 47 – Ficha de utilização de equipamentos e viaturas Fonte: do autor .
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Ficha de Mnt de Equipamentos e Viaturas Entrada Saida Obra: __________________________ _______ ________ Ficha de Mnt Nº _____ Data de: Prefixo: _________ Odômetro/Horímetro: _______ ________ Família do EQP/VTR: ___________________ Serviço Executado: _______________________ 1. Lubrificantes Código Descrição Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Unidade Quant Custo R$ unitário Parcial Custo Total de Lubrificantes (A): 2. Filtros Código Descrição Custo Total de Filtros (B): 3. Pneumáticos Código Descrição Custo Total de Pneumáticos (C): 4. Peças e baterias Código Descrição Custo Total de Peças (C): 5. Serviços e mão de obra Código Descrição Custo Total de Serviços e mão de obra (D): 6. Outros ( materiais gastos, etc) Código Descrição Custo Total de Outros Custos (E): Custo Total da Manutenção (F= A+B+C+D+E): R$ Resp pela Manutenção Figura 48 – Ficha de manutenção de equipamentos e viaturas Fonte: do autor 131
    • Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motoristas de veículos especiais Operador de máquinas leves 1 Operador de máquinas leves 2 Operador de máquinas pesadas Operador de máquinas especiais Função Total de Horas Trab Salário Horas Extras Família de Eqp/Vtr H Trab ou Km Rod Fonte: do autor Outros Custo Total H Trab ou Km Rod por Centro de Custo Figura 50 – Quadro de emprego de equipamentos e viaturas Código Período: ________ a __________ Quadro de Emprego de Equipamentos e Viaturas Obra: _________________________ Fonte: do autor Encarg Sociais Período:_______ a ________ Custos R$ Aux Aux Transp Aliment Figura 49 – Tabela de custo horário de mão-de-obra Código Obra:__________________________ Tabela de Custo Horário de Mão-de-Obra DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Custo Horário 132
    • Velocidade Média apurada no período(km/h) BPF l OD l l xxx xxx h Fonte: do autor R$ xxx xxx R$ xxx xxx R$ xxx xxx R$ xxx xxx R$ xxx xxx R$ xxx xxx Período: __________ a _______________ Operação Manutenção e Recuperação Gas MOT/OP Lubrificantes Filtros Pneumáticos Peças Serviço Outros Quadro de Custos de Equipamentos e Viaturas Figura 52 – Quadro de custos de equipamentos e viaturas Unidade Quantidade total Custo Unitário R$ Custo Total R$ Obra: ____________________ Código Família de Km Horas Eqp/Vtr Rodados Trab Fonte: do autor Figura 51 – Relação de custos de família de equipamentos e viaturas Total R$ xxx xxx Outros Custos Obra: _______________________ Família de Eqp/VTR: _______________________ Período: _______ a __________ Nº Ficha de Horímetro/ Operação Manutenção(R$) Odômetro Data Prefixo Mnt ou Material Mot/Op Hor Trab Km Rodados Pneumat Peças Serviços Outros Final Utilização (h) Lubrif (R$) Filtros (R$) Combust (l) (h) (km) Relação de Custos de Família de Equipamentos ou Viaturas DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 133
    • Família de Eqp/Vtr Comb(l) Filtros 0 0 Família de Eqp/VTR: ____________________________ Velocidade Média (km/h): Custo Horário R$ Fixo CH De Manutenção De Operação Pneumáticos Peças Serviços Outros Lubrif Filtros Combustível MO Total Ficha Controle de Despesas de Família de Equipamentos e Viaturas Fonte: do autor Figura 54 – Ficha controle de despesas de família de equipamentos e viaturas Custo Horário Atual Custo Horário Médio Obra:_____________________ Período Km Horas Rodados Trab Fonte: do autor CUSTO TOTAL R$ Manutenção e Recuperação (R$) Pneumáticos Peças Serviços Outros Período: ___________a ______________ OPERAÇÃO Mot/Op Lubrificantes Figura 53 – Resíduos de custos de família de equipamentos e viaturas Código Obra: ________________________________ Resíduos de Custos de Família de Equipamentos e Viaturas DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 134
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 135 Tabela de Consumo de Combustível Período:__________________________ Código Família de Equipamento Código Família de Viatura SEDE SEDE Consumo Médio (l/h) OBRA 1 OBRA 2 GERAL Consumo Médio (km/l) OBRA 1 OBRA 2 GERAL Figura 55 – Tabela de consumo de combustível Fonte: do autor Tabela de Custos Apropriados de Famílias de Equipamentos e Viaturas Período: ___________________________ Obra: ______________________________ Código Família de Eqp/Vtr Kmat Kmanut Fixo Manut Custo Horário R$ Operação Operativo Improdutivo Mat MO Figura 56 – Tabela de custos apropriados de famílias de equipamentos e viaturas Fonte: do autor
    • 136 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Tabela de Custo Horário Médio de Mão-de-Obra Período:_______ a ________ Função Código Obra 1 Horas Custo Trab Horário Obra 2 Horas Custo Trab Horário Obra 3 Horas Custo Trab Horário Sede Horas Custo Trab Horário Custo Horário Médio Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motoristas de veículos especiais Operador de máquinas leves 1 Operador de máquinas leves 2 Operador de máquinas pesadas Operador de máquinas especiais Figura 57 – Tabela de custo horário médio de mão-de-obra Fonte: do autor 5.3.1.3.1 Cálculo dos coeficien tes de custo de manutenção e operação Após o cálculo dos custos de manutenção e operação podemos calcular os coeficientes de proporcionalidade que ocorreram durante o emprego dos equipamentos e viaturas. Os resultados obtidos devem ser comparados com os valores clássicos, mas também e principalmente devem ser utilizados para fins de planejamento e avaliação de desempenho dos equipamentos. Para que os valores calculados sejam significativos, eles devem ser obtidos a partir de uma base de dados representativa, o que exige a atualização financeira dos custos envolvidos. A atualização financeira é necessária porque os custos considerados terão sido obtidos ao longo de um período de tempo em que provavelmente terá ocorrido variação no preço de seus componentes básicos. Para calcular os coeficientes de proporcionalidade de custo de manutenção e de operação com material para cada família de equipamentos e viaturas devem ser adotadas as seguintes fórmulas: K mat = CHM POT .CustComb K manut = n n CHM = ∑ CHM j .n j = ni n − ni + 1 − N M .VU .HtaF Vo M = ∑M j .n j = ni n − ni + 1 − N CHM j .n = CHM j .I j .n M j . n = M j .I j . n I n.n = 1,0 I j .n = (1 + i j ).(1 + i j +1 ).(1 + i j + 2 )...(1 + in −1 ) sendo:
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 137 M – custo horário médio de manutenção do período “ni” ao período “n” Mj – custo horário de manutenção apropriado no período “j” Mj.n – custo horário de manutenção apropriado no período “j” corrigido para o período “n” CHM – custo horário médio de operação com material do período “ni” ao período “n” CHMj – custo horário de operação com material apropriado no período “j” CHMj.n – custo horário de operação com material apropriado no período “j” corrigido para o período “n” Kmanut – coeficiente de proporcionalidade de manutenção médio apropriado para a família de equipamentos ou viaturas do período “ni” ao período “n” Kmat – coeficiente de consumo de material médio apropriado para a família de equipamentos ou viaturas do período “ni” ao período “n” Ij.n – índice de atualização do custo horário de manutenção ou de operação com material, conforme o caso, do período “j” para o período “n”, sendo que In.n = 1,0 ij – índice de atualização de custo de manutenção ou operação, conforme o caso, do período “j” para o período “j + 1” ni – número do primeiro período de apropriação considerado no cálculo n – número do último período de apropriação considerado no cálculo N – número de períodos sem custo apropriado, do período “ni” ao período “n” j – número do período de apropriação, variando de “ni” a “n” Vo – valor de aquisição da família de equipamentos ou viaturas VU – vida útil da família de equipamentos ou viaturas, em anos HtaF – número de horas trabalhadas por ano da família de equipamentos ou viaturas, em horas, calculados considerando os dados apropriados do período “ni” a “n”. POT – potência dos equipamentos da família de equipamentos ou viaturas, em kW CustComb – custo de 1(um) litro do combustível consumido pela família de equipamentos ou viaturas no período “n”
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 138 As fórmulas apresentadas possibilitam o cálculo dos coeficientes médios ao longo de vários períodos de apropriação. Para cálculo dos coeficientes relativos a um determinado período de apropriação basta considerar os índices ni e n como sendo iguais ao número do período para o qual se deseja fazer o cálculo. A Figura 58 ilustra a interpretação da atualização de custos apresentada. Figura 58 – Atualização de custos apropriados Fonte: do autor Como índice de atualização de custo entre dois períodos de apropriação consecutivos, ij, podem ser adotados índices do governo que reflitam a variação de custos em foco, os obtidos com aplicação de fórmulas específicas, além de outros julgados adequados para cada caso. No item a seguir é apresentada uma formulação que possibilita o cálculo dos índices de atualização de custos entre dois períodos de apropriação, a qual pode ser utilizada para calcular os índices utilizados nas fórmulas apresentadas. 5.3.1.3.2 Cálculo dos índices d e atualização de custos Conforme apresentado, os resultados mais significativos que podem ser obtidos com a aplicação da metodologia proposta são aqueles que consideram as informações de vários períodos de apropriação. Para que as informações da base de dados possam ser utilizadas para obtenção de dados médios é necessário que os custos levantados sejam colocados na mesma base financeira. A atualização dos valores obtidos é feita com índices de atualização de custos, cuja obtenção pode ser feita utilizando-se as fórmulas apresentadas a seguir.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 139 n CustoTotal j = ∑ Custo i . j Custo i . j = Quant i . j .CustoUnit i . j i =1 Pesoi = ij = Custoi . j CustoTotal ∑ Peso .Var 100.∑ Peso i i Vari = 100. CustoUnit i . j + 1 − CustoUnit i . j Custo i . j CustoTotal j . j +1 = CustoTotal j .(1 + i j ) i sendo: i – índice de cada item de custo que compõe o custo total cujo índice de atualização financeira está sendo calculado j – índice que identifica o número do período de apropriação a que se refere o custo ou índice de atualização financeira n – número de itens de custo que compõem o custo total analisado Quanti.j – quantidade empregada ou consumida do item de custo “i“ no período de apropriação “j“ CustoUniti.j – custo de cada unidade do item de custo “i“ no período de apropriação “j“ Custoi.j - valor gasto com o item de custo “i“ no período de apropriação “j“ CustoTotalj – valor do custo total analisado no período de apropriação “j“ CustoTotalj.j+1 – valor do custo total analisado no período de apropriação “j“ corrigido para o período “j+1“ Vari – percentual de variação de custo do item “i“ entre os períodos de apropriação “j“ e “j+1“ ij – índice de atualização do Custo Total do período de apropriação “j“ para o período de apropriação “j+1“ Os índices obtidos com as fórmulas propostas são o resultado de uma média ponderada das variações de custo dos diversos componentes do custo considerado. Como peso de cada componente de custo foi considerado o resultado da divisão do custo de cada componente pelo custo total considerado. A seguir é apresentada uma planilha com exemplo de cálculo do índice de atualização do custo horário de operação com material. No exemplo apresentado o índice obtido foi 0,06552 ou 6,552 %, o qual reflete a variação do gasto com materiais considerando-se os preços unitários dos períodos “j” e “j+1”.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 140 O valor calculado poderia ter sido obtido considerando-se os gastos realizados apenas com uma determinada família de equipamentos ou considerando-se todas as famílias, bem como poderiam ter sido consideradas todas as obras ou apenas uma obra para obter o índice. De acordo com as considerações feitas será possível obter resultados com diferentes graus de detalhamento e precisão. Exemplo de Cálculo de Índice de Atualização do Custo Horário de Material codigo Descrição Óleo A Óleo B Óleo C Filtro A Filtro B Oleo diesel Gasolina Unid l l l un un l l Quant 100 300 300 200 300 60 000 1 500 TOTAL Custo no Período "j" Unitário 5,00 15,00 5,00 20,00 35,00 0,70 1,6 Parcial 500,00 4 500,00 1 500,00 4 000,00 10 500,00 42 000,00 2 400,00 65 400,00 Peso do Ítem 0,0076 0,0688 0,0229 0,0612 0,1606 0,6422 0,0367 1,0000 Custo no Período "j+1" Unitário 6,00 17,25 4,75 23,00 36,75 0,74 1,84 Parcial 600,00 5 175,00 1 425,00 4 600,00 11 025,00 44 100,00 2 760,00 Var de Peso x Var Custo do Item Item (%) 20% 0,153% 15% 1,032% -5% -0,115% 15% 0,917% 5% 0,803% 5% 3,211% 15% 0,550% 69 685,00 6,552% Figura 59 – Exemplo de cálculo de índice de atualização de custo Fonte: do autor. A forma mais adequada de proceder, quanto ao nível de detalhamento a adotar no cálculo dos índices, certamente só poderá ser definida com a aplicação da metodologia em situações reais. É de se esperar também que as características peculiares a cada obra e empresa, o nível de significância das diferenças esperadas e a capacidade de processamento do sistema de apropriação influenciem na decisão sobre o grau de detalhamento que será adotado nos cálculos. 5.3.1.4 Fase IV – Análise dos relatórios para tomada de decisão Esta é uma das fases mais importantes, senão a mais importante do processo, porque será aqui que os resultados obtidos serão interpretados e utilizados para fundamentar as decisões da gerência quanto ao emprego dos equipamentos disponíveis bem como nos planejamentos futuros. Todo o trabalho de apropriação de custos realizado perderá o valor se não for bem acompanhado e empregado para corrigir possíveis distorções verificadas. O resultado do trabalho de análise e interpretação citado depende bastante do conhecimento
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 141 sobre o assunto por parte dos profissionais que utilizarão os dados obtidos. 5.3.2 Formulários e modelo s de relatórios propostos Conforme mencionado anteriormente, a metodologia será apresentada através de uma série de formulários utilizados para coleta de dados, bem como para processamento e emissão das informações desejadas ao final do processo de apropriação. Neste trabalho são apresentados alguns exemplos de informações importantes que podem ser obtidas. A partir dos dados disponíveis outros resultados e outras formas de organização dos mesmos podem ser obtidas. A seguir é apresentada a descrição e orientação de preenchimento dos formulários utilizados. 5.3.2.1 Relação de peças e m ateriais utilizados na manutenção Este formulário tem por finalidade orientar o cadastramento das peças e demais materiais utilizados na manutenção dos equipamentos e viaturas. Tendo em vista que as obras podem ser realizadas em locais diversos e que este fato possa refletir no custo das peças e demais materiais, é conveniente que sejam elaboradas relações particulares a cada obra. A seguir será apresentada orientação sobre o preenchimento de cada campo do formulário. Obra: este campo deve ser preenchido com a identificação da obra, caso a relação seja particular à seção de manutenção de determinada obra. Código: neste campo deve ser registrado o código particular a cada peça ou material, utilizado na manutenção dos equipamentos e viaturas. Código de referência: este campo deve ser preenchido com o código de referência da peça ou material, quando existir. Como exemplo de código de referência temos os códigos utilizados pelos fabricantes para identificar as peças e componentes utilizados pelos equipamentos e viaturas. Este código pode ser muito útil para elaborar pedidos de reposição de estoques e para facilitar a comparação de preços nos processos de compra. Descrição: este campo deve ser preenchido com a descrição da peça ou material, de acordo com os catálogos fornecidos pelos fabricantes ou codificação própria da empresa. Unidade: este campo deve ser preenchido com a unidade de referência da peça
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 142 ou material. Custo unitário: este campo deve ser preenchido com o custo unitário a ser considerado para o item cadastrado. O valor a ser considerado pode ser o de aquisição ou o de mercado, de acordo com a política de gerenciamento de estoques da empresa. 5.3.2.2 Relação de custo de m ão-de-obra e serviços de manutenção Este formulário tem por finalidade orientar o cadastro do custo dos serviços e da mão-de-obra utilizada para realizar a manutenção dos equipamentos e viaturas. Tendo em vista que as obras podem ser realizadas em locais diversos e que este fato possa refletir nos custos de manutenção, é conveniente que sejam elaboradas relações particulares a cada obra. A seguir é apresentada orientação sobre o preenchimento de cada campo do formulário. Obra: este campo deve ser preenchido com a identificação da obra, caso a relação seja particular à seção de manutenção de determinada obra. Código: neste campo deve ser registrado o código particular a cada serviço ou tipo de mão-de-obra utilizada na manutenção. Código de referência: este campo deve ser preenchido com o código de referência do serviço ou tipo de mão-de-obra, quando existir. Como exemplo de código de referência temos os códigos utilizados pelas oficinas autorizadas pelos fabricantes na elaboração das planilhas de custo dos serviços prestados. Este código pode ser muito útil para facilitar a comparação de preços nas contratações de serviços, bem como entre os obtidos pela empresa e os praticados pelas oficinas autorizadas. Descrição: este campo deve ser preenchido com a descrição do serviço ou do tipo de mão-de-obra. Unidade: este campo deve ser preenchido com a unidade de referência do serviço ou da mão-de-obra. Custo unitário: este campo deve ser preenchido com o custo unitário a ser considerado para o item cadastrado. O valor a ser considerado pode ser resultado de apropriação de custo pela empresa ou valor de mercado.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 143 5.3.2.3 Relação de motoristas de viaturas e operadores de equipamentos Este formulário será utilizado para cadastramento de todos os motoristas de viaturas e operadores de equipamentos empregados pela empresa ou instituição na realização das obras. A finalidade deste cadastro é caracterizar a função de todos os profissionais. As informações solicitadas são as mínimas necessárias para que se implante o sistema de apropriação, porém podem ser acrescidas outros dados, de acordo com a necessidade de cada empresa ou instituição. A seguir é descrito como deve ser feito o preenchimento de seus campos. Nome: este campo deve ser preenchido com o nome completo de cada profissional. Função: este campo deve ser preenchido com a descrição da categoria a que pertence o motorista ou operador de equipamento. Os profissionais serão enquadrados em cada categoria de acordo com o tipo de viatura ou equipamento com que trabalhe. Como critério de classificação será adotado o DNER, que consta na Figura 40 e contempla as categorias ou funções a seguir: • Motorista de veículo leve • Motorista de caminhão • Motorista de veículos especiais • Operador de máquinas leves 1 • Operador de máquinas leves 2 • Operador de máquinas pesadas • Operador de máquinas especiais 5.3.2.4 Relação de equipamen tos e viaturas Este formulário será utilizado para cadastro de todos os equipamentos e viaturas utilizadas pela empresa ou instituição na realização das obras. A seguir é descrito como deve ser feito o preenchimento de seus campos. Código: este campo deve ser preenchido com um código que identifique o equipamento no sistema de apropriação de custos. Como sugestão pode ser utilizada a codificação utilizada pelo DNER: EXXX, onde o “E” é utilizado como dígito identificador de equipamento ou viatura e os dígitos “XXX” são utilizados
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 144 para numeração seqüencial dos elementos a serem cadastrados. Descrição: este campo deve ser preenchido com a descrição do equipamento ou viatura, como por exemplo: Caminhão Basculante 15 t. Prefixo: este campo deve ser preenchido com o código utilizado pela empresa para identificar o equipamento. Normalmente é utilizada uma codificação que facilite a identificação do tipo de equipamento ou viatura. Como exemplo de codificação utilizada temos CR-15, onde os dois primeiros dígitos identificam o tipo de equipamento, no caso uma carregadeira de rodas, e os números identificam que esta é a carregadeira de rodas de número 15 existente na empresa. Valor de aquisição: este campo deve ser preenchido com o valor de aquisição do equipamento, o qual será utilizado como base de cálculo do custo fixo do equipamento. Data de Aquisição: neste campo deve ser registrada a data em que o equipamento foi comprado. Total de Horas Trabalhadas: este campo deve ser preenchido com o total de horas trabalhadas pelo equipamento, desde sua aquisição. Este valor deve ser atualizado periodicamente com base nos dados de apropriação, pelo acréscimo do número de horas trabalhadas pelo equipamento em situação operativa. Marca: este campo deve ser preenchido com a marca do equipamento. Modelo: este campo deve ser preenchido com o modelo do equipamento. Potência: este campo deve ser preenchido com a potência do motor do equipamento em quilowatt (kW), a qual será utilizada para fins de estimativa de custo de operação com material. Categoria: Este campo deve ser preenchido com a categoria da máquina que está sendo cadastrada. Pode ser utilizado Eqp para identificar a categoria dos equipamentos e Vtr para a categoria das viaturas. Combustível: registrar o tipo de combustível ou fonte de energia utilizada pelo equipamento ou viatura. No caso de equipamentos que possam utilizar mais de um tipo de combustível, como as usinas de asfalto, registrar o combustível mais usual. Unidade de Apropriação: neste campo deve ser registrada a unidade de apropriação do trabalho do equipamento ou viatura. Normalmente é utilizada a
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 145 unidade quilômetro (km) para as viaturas e a unidade hora (h) para os equipamentos. Situação: neste campo deve ser registrada a situação de disponibilidade do equipamento do ponto de vista de condição de trabalho. Ele pode estar disponível para trabalho ou indisponível devido a algum problema mecânico. Local: neste campo deve ser registrado o local onde se encontra o equipamento, o qual pode ser qualquer das obras em andamento, recolhido para manutenção ou disponível para emprego em alguma obra. Família: registrar a família a que pertence o equipamento ou viatura. 5.3.2.5 Relação de famílias de equipamentos e viaturas Este formulário será utilizado para cadastro das informações das famílias de equipamentos e viaturas utilizadas na realização das obras. A seguir é descrito como deve ser feito seu preenchimento. Código: este campo deve ser preenchido com um código que identifique a família de equipamento ou viatura no sistema de apropriação de custos. Como sugestão pode ser utilizada a seguinte codificação: FE-XX para as famílias de equipamentos e FV-XX para as famílias de viaturas, os dígitos “XX” são utilizados para numeração seqüencial das famílias a serem cadastradas. Descrição: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamento ou viatura, como por exemplo: Usina de Asfalto a Quente. Categoria: este campo deve ser preenchido com a categoria da família de equipamentos ou viaturas que está sendo cadastrada. Deve ser seguida a mesma codificação utilizada para classificar as categorias das viaturas e equipamentos. Combustível: este campo deve ser preenchido com o tipo de combustível utilizado pelos integrantes da família de equipamentos ou viaturas. Unidade de Apropriação: neste campo deve ser registrada a unidade de apropriação do trabalho dos integrantes da família de equipamentos ou viaturas. Deve ser utilizada a mesma codificação utilizada no cadastro dos equipamentos e viaturas. Velocidade média: Este campo deve ser preenchido com a velocidade média desenvolvida pelas viaturas integrantes da família em quilômetros por hora, (km/h) apenas para as famílias que são apropriadas em quilômetro (km). O valor
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 146 a ser considerado deve ser aquele que possibilite a correta conversão da quantidade de quilômetros rodados no número de horas efetivamente trabalhadas. No início da apropriação este valor deve ser estimado com base nas observações e experiência anteriores, porém ele será objeto de ajuste durante o processo de apropriação de custos. Custo horário fixo: este campo deve ser preenchido com o valor do custo horário fixo de cada família obtido de acordo com a formulação proposta para a metodologia. Custo horário MO: este campo deve ser preenchido com o valor do custo horário de mão-de-obra para operação dos equipamentos ou viaturas, o qual deve ser calculado de acordo com a formulação proposta para a metodologia considerando a categoria a que pertencem os motoristas de viaturas ou os operadores de equipamentos. 5.3.2.6 Ficha de utilização de equipamentos e viaturas Este formulário tem por finalidade registrar diariamente todas as informações relativas à utilização dos equipamentos e viaturas. O responsável pelo preenchimento deste formulário é o motorista ou operador de cada viatura ou equipamento. Os campos são preenchidos de acordo com a orientação apresentada a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde o equipamento está sendo utilizado. Ficha de Utl Nº: este campo deve ser preenchido com o número da ficha, o qual será fornecido pela seção de apropriação. Data: este campo deve ser preenchido com a data de utilização do equipamento. Prefixo: este campo deve ser preenchido com o prefixo do equipamento ou viatura. Família do Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família a que pertence o equipamento ou viatura. Horímetro inicial ou final: estes campos devem ser preenchidos com os valores registrados no horímetro do equipamento no início e no final da jornada de trabalho. Odômetro inicial ou final: estes campos devem ser preenchidos com os valores
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 147 registrados no odômetro da viatura no início e no final da jornada de trabalho. Combustível: este campo deve ser preenchido com a quantidade e tipo de combustível com que o equipamento foi abastecido durante o dia de trabalho. Horas trabalhadas do Mot/Op: neste campo deve ser registrado o número de horas que o motorista trabalhou com o equipamento durante o dia. Caso o equipamento tenha ficado sem trabalhar durante algum tempo e o motorista tenha ficado junto, à disposição, as horas correspondentes devem ser computadas como horas trabalhadas do motorista, inclusive durante as intervenções de manutenção. Nº Ficha Mnt: este campo deve ser preenchido com o número da ficha de manutenção que registrou o serviço de manutenção realizado no equipamento durante o dia de trabalho. Serviço Executado: neste campo deve ser registrado o serviço de manutenção realizado, conforme constar na ficha de manutenção correspondente. Tempo Gasto: este campo deve ser preenchido com o número de horas gastas pela seção de manutenção para realizar o serviço. Código: este campo deve ser preenchido com o código do centro de custos para o qual o equipamento trabalhou. Centro de custos: este campo deve ser preenchido com a descrição do centro de custo ou qualquer outra atividade que tenha consumido tempo do equipamento, como os deslocamentos para o local de trabalho. O tempo que o equipamento tenha ficado parado por estar em pane também deve ser considerado até o momento em que se inicie o trabalho da seção de manutenção. A partir deste momento o tempo será considerado na ficha de manutenção correspondente. Horas trabalhadas operativas ou improdutivas: nestes campos deve ser registrado o total de horas operativas ou improdutivas gastas pelo equipamento ou viatura no centro de custo, com deslocamentos ou em pane. O tempo gasto com deslocamentos entre centros de custo ou para o local de trabalho deve ser considerado como horas improdutivas, porque o mesmo normalmente não é remunerado por nenhum centro de custo. Km rodados: este campo deve ser preenchido com o total de quilômetros rodados pela viatura durante o trabalho no centro de custo, ou com
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 148 deslocamentos para o local de trabalho. Total: este campo deve ser preenchido com o resultado da soma das colunas correspondentes às horas trabalhadas operativas, improdutivas e aos km rodados. Motorista / Operador: este campo deve ser preenchido com a identificação do motorista ou operador do equipamento. 5.3.2.7 Ficha de manutenção de equipamentos e viaturas Este formulário tem por finalidade registrar todas as informações relativas aos serviços de manutenção realizados nos equipamentos e viaturas. O preenchimento deste formulário é de responsabilidade da seção de manutenção e seus campos devem ser preenchidos de acordo com a orientação apresentada a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde o equipamento está sendo utilizado. Ficha de Mnt Nº: este campo deve ser preenchido com o número da ficha, o qual será fornecido pela seção de manutenção. Data de entrada ou saída: estes campos devem ser preenchidos com as datas em que o serviço de manutenção realizado iniciou e terminou. Odômetro/Horímetro de entrada ou saída: estes campos devem ser preenchidos com os valores registrados pelo odômetro da viatura ou pelo horímetro do equipamento por ocasião do início e término do serviço de manutenção. Prefixo: este campo deve ser preenchido com o prefixo do equipamento ou viatura. Família do Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família a que pertence o equipamento ou viatura. Serviço executado: neste campo deve ser registrada a descrição do serviço de manutenção realizado. Código: neste campo deve ser registrado o código do material, peça, mão-deobra ou qualquer outro item de custo utilizado na manutenção do equipamento ou viatura. Descrição:- este campo deve ser preenchido com a descrição do item de custo
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 149 utilizado. Unidade: neste campo deve ser registrada a unidade do item de custo. Quant: este campo deve ser utilizado para registrar a quantidade utilizada do item de custo. Custo unitário: neste campo deve ser registrado o custo unitário do item de custo utilizado. Custo parcial: este campo será preenchido com o resultado da multiplicação do custo unitário pela quantidade do item de custo utilizado. Custo total de Lubrificantes: este campo será preenchido com o resultado da soma dos custos parciais dos itens de lubrificantes. De maneira semelhante serão preenchidos os campos correspondentes ao Custo total de: Filtros, Pneumáticos, Peças e Baterias, Serviços e Mão-de-obra e Outros Custos. Custo total da manutenção: este campo será preenchido com o resultado da soma de todos custos parciais da ficha de manutenção Responsável pela Manutenção: este campo deve ser preenchido com a identificação do responsável pela manutenção. 5.3.2.8 Tabela de custo horár io de mão-de-obra Este formulário tem por finalidade sintetizar as informações necessárias ao cálculo do custo horário dos motoristas e operadores dos equipamentos e viaturas. Para definir as diversas categorias dos motoristas e operadores será utilizada a classificação adotada pelo DNER. A seguir é apresentada orientação para preenchimento de cada campo do formulário. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra para a qual está sendo feito o cálculo do custo horário dos motoristas e operadores de equipamentos. Caso o custo dos equipamentos não esteja sendo detalhado por obra este campo pode ser suprimido ou preenchido com a informação de que é relativo a todas as obras. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações constantes do formulário. Código: este campo deve ser preenchido com o código relativo a cada categoria de motoristas ou operadores de equipamentos. Função: este campo deve ser preenchido com a descrição das categorias de
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 150 motoristas ou operadores de equipamentos que trabalharam no período considerado. Os motoristas ou operadores serão enquadrados dentro de cada uma das categorias apresentadas a seguir, de acordo com a classificação adotada pelo DNER, a qual consta na Figura 40: • Motorista de veículo leve • Motorista de caminhão • Motorista de veículos especiais • Operador de máquinas leves 1 • Operador de máquinas leves 2 • Operador de máquinas pesadas • Operador de máquinas especiais Total de Horas Trab: este campo deve ser preenchido com o total de horas efetivamente trabalhadas por todos os motoristas ou operadores de equipamentos de cada categoria, no período a que se referem as informações do formulário. Neste campo devem ser consideradas as horas trabalhadas em regime normal ou em regime de horas extras. As horas trabalhadas quando os equipamentos estiverem em situação improdutiva serão consideradas apenas nos casos em que estas horas de trabalho estiverem sendo pagas pelo contratante dos serviços dos equipamentos. Quando as horas improdutivas do equipamento não estiverem sendo pagas devem ser computadas apenas as horas em que os motoristas e operadores dos equipamentos trabalharam com os equipamentos em situação operativa. Salário: este campo deve ser preenchido com o valor do salário devido ou pago a todos os motoristas e operadores de cada categoria pelas horas de trabalho em regime normal, considerando o período a que se referem as informações do formulário. Horas Extras: este campo deve ser preenchido com o valor do salário devido ou pago a todos os motoristas e operadores de cada categoria pelas horas de trabalho em regime de horas extras, considerando o período a que se referem as informações do formulário. Aux Transp e Aux Aliment: estes campos devem ser preenchidos com o valor gasto, devido ou pago a todos os motoristas e operadores de cada categoria com transporte ou alimentação, considerando o período a que se referem as
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 151 informações do formulário. Encarg Sociais: este campo deve ser preenchido com a soma de todos os valores gastos, devidos ou pagos sob o título de encargos sociais, em decorrência do trabalho dos motoristas ou operadores de equipamentos de cada categoria no período considerado. Este valor pode ser definido a partir da apropriação dos gastos da empresa com o pessoal no período considerado ou com a utilização de um índice percentual que incidirá sobre o valor dos salários no período. Outros: este campo deve ser preenchido com a soma de todos os outros valores gastos, devidos ou pagos em decorrência do trabalho dos motoristas ou operadores dos equipamentos de cada categoria no período considerado. Como custos que podem ser considerados neste campo pode-se citar os pagamentos por produtividade, diárias, etc. Custo Total: este campo deve ser preenchido com a soma dos custos registrados nos campos Salário, Horas Extras, Aux Transp, Aux Aliment, Encarg Sociais e Outros. Custo Horário: este campo deve ser preenchido com o resultado da divisão do valor registrado no campo Custo Total pelo registrado no campo Total de Horas Trab, de cada categoria de motoristas ou operadores de equipamentos. O valor calculado será o custo horário real de cada categoria profissional e estará considerando o número de horas efetivamente trabalhadas pelos profissionais no período. Normalmente o valor calculado desta forma é maior que o valor estimado. A diferença por ventura verificada estará refletindo a ocorrência de horas extras e a ociosidade do pessoal. O valor calculado neste campo será utilizado para atualizar o custo horário de mão-de-obra das famílias de equipamentos e viaturas. 5.3.2.9 Quadro de emprego d e equipamentos e viaturas Este formulário tem por finalidade registrar as informações relativas ao emprego dos equipamentos e viaturas, de modo que se possa saber em prol de quais centros de custo os equipamentos trabalharam durante o período de apropriação. As informações condensadas neste formulário podem ser utilizadas também para fins de comparação com as do quadro de custos de equipamentos e viaturas. As diferenças que por ventura existam entre o trabalho registrado nos
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 152 dois quadros refletirão emprego dos equipamentos em atividades diferentes dos centros de custo apropriados. Os campos deste formulário devem ser preenchidos de acordo com a orientação apresentada a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde as famílias de equipamentos e viaturas estão sendo utilizadas. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações constantes no formulário. Código: neste campo deve ser registrado o código da família de equipamentos ou viaturas. Família de Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamentos ou viaturas. H Trab ou km Rod por centro de custos: estes campos devem ser preenchidos com o total de horas trabalhadas operativas para as famílias que são apropriadas em horas ou com o total de quilômetros rodados para as famílias que são apropriadas em quilômetros. A informação a ser registrada é obtida somando-se os valores correspondentes que constam nas fichas de utilização de equipamentos e viaturas do período de apropriação considerado. H Trab ou km Rod: este campo deve ser preenchido com a soma das horas trabalhadas ou dos quilômetros rodados por cada família de equipamentos ou viaturas, registradas para os centros de custo em prol dos quais a família trabalhou durante o período de apropriação considerado. 5.3.2.10 Relação de custos de família de equipamentos e viaturas Este formulário é utilizado para condensar as informações necessárias ao cálculo dos custos de manutenção e operação de cada família de equipamentos e viaturas oriundas das fichas de utilização e manutenção de cada integrante da família. Seu preenchimento deve ser feito de acordo com a orientação a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde a família de equipamentos ou viaturas está sendo utilizada. Família de Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamentos ou viaturas. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações constantes do formulário.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 153 Data: neste campo deve ser registrada a data da ficha de utilização ou a data de saída da ficha de manutenção de equipamentos e viaturas. Prefixo: neste campo deve ser registrado o prefixo do equipamento a que se refere a ficha de manutenção ou utilização. Nº Ficha de Mnt ou Utilização: neste campo deve ser registrado o número da ficha de manutenção ou utilização. Horímetro/Odômetro Final: neste campo deve ser registrado o número do odômetro ou horímetro final que consta na ficha de utilização ou manutenção. Pneumat, Peças, Serviços, Outros, Lubrif e Filtros: estes campos serão preenchidos com o valor dos respectivos custos totais registrados nas fichas de manutenção de equipamentos e viaturas. Estes campos permanecerão em branco para informações relativas a fichas de utilização. Combust: este campo deve ser preenchido com o valor correspondente registrado no campo Combustível da ficha de utilização de equipamentos e viaturas. Este campo não será preenchido para as informações relativas às fichas de manutenção. Mot/Op: este campo deve ser preenchido com o valor registrado no campo Horas trabalhadas do Mot/Op da ficha de utilização de equipamentos e viaturas. Hor Trab: este campo deve ser preenchido com total de horas trabalhadas operativas registradas na ficha de utilização de equipamentos e viaturas. Km Rodados: este campo deve ser preenchido com total de km rodados registrados na ficha de utilização de equipamentos e viaturas. Total: os campos da linha total devem ser preenchidos com o resultado da soma dos valores das respectivas colunas. Velocidade Média apurada no período: este campo deve ser preenchido, apenas para as famílias que são apropriadas em km, com o resultado da divisão do total do campo Km Rodad pelo total do campo Hor Trab. 5.3.2.11 Quadro de custos de e quipamentos e viaturas Este formulário é utilizado para condensar as informações necessárias ao cálculo dos custos de manutenção e operação das diversas famílias de equipamentos e viaturas. Os dados utilizados são oriundos das relações de custos de famílias de equipamentos e viaturas. Seu preenchimento deve ser feito
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 154 de acordo com a orientação a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde as famílias de equipamentos e viaturas foram utilizadas. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações constantes do formulário. Código: neste campo deve ser registrado o código da família de equipamentos ou viaturas. Família de Eqp/Vtr: neste campo deve ser registrada a descrição da família de equipamentos ou viaturas. Km Rodados e Hor Trab: estes campos devem ser preenchidos com os valores correspondentes oriundos do campo Total, da relação de custos da respectiva família. OD , BPF e Gas: estes campos devem ser preenchidos com o total de cada tipo de combustível consumido pela família de equipamentos ou viaturas, o qual é oriundo do campo Total das respectivas relações de custo. As abreviaturas utilizadas referem-se a diferentes tipos de combustível normalmente utilizados e devem ser adequadas às condições da obra. Mot/Op, Lubrificantes, Filtros, Pneumáticos, Peças, Serviços e Outros: estes campos devem ser preenchidos com os valores correspondentes oriundos do campo Total da relação de custos das famílias de equipamentos e viaturas. Outros Custos: este campo deve ser preenchido com o valor correspondente a outros custos que tenham sido verificados com a família de equipamentos e viaturas e não tenha sido objeto de apropriação sob qualquer outro título. Como exemplo podemos ter custos com mobilização ou locação de equipamentos, os quais não são considerados no custo horário dos equipamentos, porém podem ser considerados nos custos indiretos da obra ou atribuídos diretamente a algum centro de custos. Caberá ao OCA definir como estes custos serão considerados para fins de apropriação ou alterar sua classificação. Unidade: nos campos correspondentes a esta linha devem ser registradas as unidades correspondentes aos valores registrados na coluna. Registrar a unidade monetária quando os valores lançados se referirem à mesma. Quantidade total: em cada campo correspondente a esta linha deve ser registrada a soma dos valores registrados na coluna, quando a unidade
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 155 correspondente for diferente da unidade monetária. Este campo não deve ser preenchido quando a unidade utilizada for a monetária. Custo unitário: em cada campo correspondente a esta linha deve ser registrado o custo de cada unidade das quantidades que constam na coluna, quando a unidade correspondente for diferente da unidade monetária. Este campo não deve ser preenchido quando a unidade utilizada for a monetária. Os custos unitários registrados devem ser os considerados como adequados para o período da apropriação considerado. O custo unitário da hora de trabalho dos motoristas e operadores não deve ser registrado, este valor será definido pelo OCA. Custo total: os campos correspondentes a esta linha devem ser preenchidos com o resultado da multiplicação dos campos quantidade total e custo unitário de cada coluna, quando a unidade for diferente da monetária. Quando a unidade da coluna for a monetária, os campos serão preenchidos com a soma dos valores que constam na coluna. Este campo não será preenchido para a informação correspondente aos motoristas e operadores de equipamentos. 5.3.2.12 Resíduos de custo de família de equipamentos e viaturas Este formulário será utilizado para acumular os custos verificados com as diversas famílias de equipamentos e viaturas enquanto não for apropriado trabalho das mesmas. Este fato ocorre normalmente quando equipamentos são objeto de manutenção ou recuperação e não tem nenhum integrante da família trabalhando. Este formulário é preenchido com as informações oriundas do Quadro de Custos de Equipamentos e Viaturas, conforme orientação apresentada a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde os integrantes das famílias de equipamentos e viaturas estão sendo recuperados. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações constantes do formulário. Código e Família de Eqp/Vtr: estes campos devem ser preenchidos com o código e a descrição da família de equipamentos e viaturas. Comb: este campo deve ser preenchido com o valor correspondente à soma dos valores Comb Anterior e Comb Atual. Comb Anterior é o valor que constava no formulário, será nulo da primeira vez em que for considerado. Comb Atual é o
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 156 valor correspondente à quantidade de combustível com que a família foi abastecida no período de apropriação, o qual é oriundo do Quadro de Custos de Equipamentos e Viaturas. Mot/Op, Lubrificantes, Filtros, Pneumáticos, Peças, Serviços, Outros: estes campos serão preenchidos à semelhança do campo Comb, com o resultado da soma do valor correspondente registrado até o período de apropriação anterior com o valor relativo ao período de apropriação considerado. Os valores registrados neste formulário serão apagados ou anulados logo que forem transferidos para as fichas de controle de despesas de família de equipamentos e viaturas. 5.3.2.13 Ficha controle de des pesas de família de equipamentos e viaturas Neste formulário são condensadas todas as informações de custo de cada família de equipamentos ou viaturas, o que permite um acompanhamento de sua evolução ao longo da vida útil, bem como a obtenção de dados para avaliação de desempenho e planejamento. As informações deste formulário são oriundas dos quadros e dos resíduos de custo de família de equipamentos e viaturas, conforme será apresentado na orientação de preenchimento a seguir. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde a família de equipamentos ou viaturas está sendo ou foi utilizada. Caso a apropriação não esteja sendo detalhada por obra este campo poderá ser suprimido ou preenchido com a informação de a ficha é relativa a todas as obras. Família de Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamentos ou viaturas. Velocidade Média: neste campo deve ser registrada a velocidade média considerada para a família de viaturas. Este campo não é utilizado nas fichas das famílias de equipamentos. O valor deste campo é obtido dividindo-se a soma dos valores da coluna Km Rodados pela soma dos valores da coluna Horas Trab. Período: este campo deve ser preenchido com o período a que se referem as informações de apropriação Km Rodados, Horas Trab: estes campos devem ser preenchidos com os valores oriundos dos campos correspondentes no Quadro de Custos de Equipamentos e Viaturas.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 157 Fixo: neste campo deve ser registrado o valor do custo horário fixo da família de equipamentos e viaturas, o qual pode ser calculado pela formulação apresentada ou pode ser considerado valor de mercado, conforme conveniência da empresa. Pneumáticos, Peças, Serviços, Outros, Lubrif, Filtros: estes campos serão preenchidos com o valor do custo horário correspondente a cada componente de custo. O custo horário é calculado dividindo-se os valores obtidos nos campos correspondentes do quadro de custos de equipamentos e viaturas pelo valor registrado no campo Horas Trab. Caso haja registro de custos no formulário resíduos de custo de família de equipamentos e viaturas, os mesmos devem ser adicionados aos obtidos no quadro de custos antes da divisão pelo valor do campo Horas Trab. Combustível: este campo será preenchido com o valor correspondente ao custo horário do equipamento com combustível, o qual será calculado com emprego da seguinte fórmula: Comb = QuantQdCust + Quant Re s . Pr eçoComb HorasTrab sendo: QuantQdCust – a quantidade de combustível consumida pela família registrada no(s) Quadro(s) de Custos de Equipamentos e Viaturas; QuantRes – a quantidade de combustível consumida pela família registrada no(s) formulário(s) de Resíduos de Custo de Família de Equipamentos e Viaturas; HorasTrab – o número de horas trabalhadas pela família registrada no campo Horas Trab da ficha controle de despesas da família de equipamentos ou viaturas; Comb – custo horário com combustível da família de equipamento ou viatura. PreçoComb – preço de 1 (um) litro do combustível consumido pela família de equipamentos ou viaturas no período de apropriação considerado. MO: este campo deve ser preenchido com o valor do salário horário do operador do equipamento ou motorista da viatura. O valor considerado poderá ser o obtido pela apropriação de custos da empresa ou valor de mercado, conforme a
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 158 conveniência da empresa. Ressalta-se aqui que o salário horário deve considerar todos os custos decorrentes dos encargos sociais e o número de horas efetivamente trabalhadas pelos motoristas e operadores de equipamentos. O valor do custo horário de mão de obra apropriado pela empresa é oriundo do campo Salário Horário da tabela de custo horário de mão-de-obra, considerando a categoria do motorista ou operador de equipamento da família. CH Total: este campo será preenchido com a soma dos componentes do custo horário da família de equipamentos ou viaturas calculados (Fixo, Pneumáticos, Peças, Serviços, Outros, Lubrif, Filtros, Combustível e MO) e registrados anteriormente neste formulário. Custo total: este campo será preenchido com o resultado da multiplicação do valor registrado no campo CH Total pelo valor registrado no campo Horas Trab. Custo Horário Atual: os campos desta linha serão preenchidos com os valores registrados para o último período de apropriação que consta na ficha. Custo Horário Médio : os campos desta linha serão preenchidos com o resultado da divisão da soma dos valores de cada coluna pela soma dos valores da coluna Horas Trab ou com os valores calculados pela formulação do item 5.3.1.3.1 (Cálculo dos coeficientes de custo de manutenção e operação). 5.3.2.14 Tabela de consumo de combustível A tabela de consumo de combustível é utilizada para sintetizar os dados de consumo médio de combustível pelas famílias de equipamentos e viaturas nas diferentes obras em que são empregadas. Podem ser organizadas tabelas de consumo relativas a cada período de apropriação ou relativas a vários períodos que poderão ser considerados como dados históricos da empresa. Os dados históricos normalmente são mais significativos e podem ser utilizados para fins de análise dos resultados de cada período de apropriação. O preenchimento da tabela é feito considerando-se os dados oriundos dos quadros de custo de equipamentos e viaturas, conforme é apresentado a seguir: Período: neste campo deve ser registrado o período considerado para elaboração da tabela. Código: este campo deve ser preenchido com o código de cada família de equipamentos e viaturas.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 159 Família de Equipamentos ou Viaturas: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamentos ou viaturas. Consumo Médio SEDE e OBRAn: estes campos devem ser preenchidos com os valores obtidos com uma das fórmulas a seguir: ConsEqp = Comb HorTrab ConsVtr = kmRod Comb sendo: ConsEqp – a quantidade média de combustível consumida por hora de trabalho da família de equipamentos no período considerado; ConsVtr – a quantidade média de quilômetros percorridos com 1 (um) litro de combustível pela família de viaturas no período considerado; Comb – a quantidade total de combustível consumida pela família de equipamentos ou viaturas registrada no(s) quadro(s) de custos de equipamentos e viaturas do período considerado; HorTrab – o número total de horas trabalhadas pela família de equipamentos, registrado no(s) quadro(s) de custos de equipamentos e viaturas do período considerado; KmRod – o número total de quilômetros rodados pela família de viaturas, registrado no(s) quadro(s) de custos de equipamentos e viaturas do período considerado; Consumo médio GERAL: este campo deve ser preenchido com o valor correspondente ao consumo médio de cada família, calculado pelas fórmulas apresentadas anteriormente a adotando-se os valores totais de consumo de combustível, horas trabalhadas e quilômetros rodados do período considerado. 5.3.2.15 Tabela de custos apro priados de famílias de equipamentos e viaturas Esta tabela é utilizada para sintetizar os componentes do custo horário de cada família, de modo a facilitar sua comparação com os valores obtidos com utilização da metodologia do DNER, a qual foi utilizada como base para modelagem desta metodologia de apropriação de custos. Podem ser organizadas tabelas de custo relativas a cada período de apropriação ou relativas a períodos
    • 160 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 maiores, as quais poderão ser consideradas como dados históricos da empresa. Os dados históricos normalmente são mais significativos e podem ser utilizados para fins de análise dos resultados de cada período de apropriação. O preenchimento da tabela é feito considerando-se os dados oriundos da ficha controle de despesas de família de equipamentos e viaturas, conforme é apresentado a seguir. Período: neste campo deve ser registrado o período considerado para elaboração da tabela. Obra: este campo deve ser preenchido com a descrição da obra onde a família de equipamentos ou viaturas está sendo ou foi utilizada. Caso a elaboração da tabela não esteja sendo detalhada por obra este campo poderá ser suprimido ou preenchido com a informação de que a ficha é relativa a todas as obras. Código: este campo deve ser preenchido com o código de cada família de equipamentos e viaturas. Família de Eqp/Vtr: este campo deve ser preenchido com a descrição da família de equipamentos ou viaturas. Kmat: este campo deve ser preenchido com o coeficiente de proporcionalidade de custo de operação com material de cada família, o qual deve ser calculado de acordo com a formulação apresentada anteriormente. Kmanut: este campo deve ser preenchido com o coeficiente de proporcionalidade de custo de manutenção de cada família, o qual deve ser calculado de acordo com a formulação apresentada anteriormente. Fixo e MO: estes campos devem ser preenchidos com os valores obtidos nos campos correspondentes da ficha de controle de despesas de família de equipamentos e viaturas, considerando-se o período em relação ao qual está sendo elaborada a tabela. Manut: este campo deve ser preenchido com a soma dos valores correspondentes obtidos nos campos Pneumáticos, Peças, Serviços e Outros da Ficha de Controle de Despesas de Família de Equipamentos e Viaturas. Mat: este campo deve ser preenchido com a soma dos valores correspondentes obtidos nos campos Lubrificantes, Filtros e Combustível da Ficha de Controle de Despesas de Família de Equipamentos e Viaturas. Operativo: este campo deve ser preenchido com a soma dos valores registrados
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 161 nos campos Fixo, Manut, Mat e MO, desta tabela. Improdutivo: este campo deverá ser preenchido com o valor registrado no campo MO, desta tabela. 5.3.2.16 Tabela de custo horár io médio de mão-de-obra Esta tabela tem por finalidade sintetizar as informações necessárias para o cálculo do custo horário médio dos motoristas e operadores de equipamentos. A seguir é apresentada orientação para preenchimento de cada campo do formulário. Obra, Período, Código e Função: estes campos devem ser preenchidos de acordo com a orientação de preenchimento da Tabela de custo horário de mãode-obra. Horas Trab e Custo Horário: estes campos devem ser preenchidos com os valores correspondentes registrados nos campos Total de Horas Trab e Custo Horário de cada obra e da sede da empresa. Custo Horário Médio: este campo deve ser preenchido com o resultado da média ponderada do custo horário verificado para cada categoria profissional. Os pesos da média ponderada serão as horas trabalhadas em cada obra. A seguir é apresentada a fórmula que deve ser utilizada: Custo horário médio = ∑ HorasTrab.CustoHorário ∑ HorasTrab 5.4 CONCLUSÃO A metodologia proposta consiste basicamente em uma forma de obtenção, organização, processamento e armazenamento de informações simples, que podem ser obtidas com facilidade em qualquer obra, desde que esteja organizada visando este fim. Considerando a estrutura de controle, que toda empresa precisa dispor, para fazer o acompanhamento físico-financeiro de suas obras, a implantação da metodologia proposta não demanda gastos adicionais significativos. A coleta das informações básicas é realizada pelo pessoal que já desempenha outras funções (motoristas, operadores de equipamentos e pessoal da manutenção). O
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 162 processamento deve exigir a alocação de mais alguns profissionais, estrutura de processamento de dados e utilização de formulários padronizados. O custo dos meios adicionais que uma empresa precisa disponibilizar para implantar a metodologia proposta é pequeno face aos recursos que normalmente já estão disponíveis em qualquer estrutura de gerenciamento de obras. O que deve demandar uma atenção maior é o desenvolvimento da mentalidade de apropriação (conscientização das equipes de trabalho sobre a importância e necessidade de sua implantação, bem como sobre a confiabilidade que as informações prestadas deve ter). Consideramos que o esforço necessário à implantação desta metodologia é plenamente justificado pelos resultados que podem ser obtidos. Alguns estão explícitos nos relatórios propostos, mas existem outras conclusões e informações importantes a que se pode chegar utilizando a metodologia proposta, sobre as quais discorre-se no próximo capítulo.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 6 CONCLUSÃO O aumento da competitividade na Construção Civil e, em particular, na execução de obras no subsetor de Construção Pesada, é um fato na realidade de mercado atual. Tem havido uma significativa retração no mercado como conseqüência direta da redução de investimentos públicos no setor, dos quais a Construção Pesada é muito dependente. Além da retração de mercado verifica-se um aumento na quantidade de empresas que atuam no setor, fato este bastante motivado pelo advento da terceirização, modalidade de trabalho em que grandes empresas subcontratam outras para cumprir partes de seu contrato. Esta forma de trabalho aumenta as oportunidades de trabalho para empresas menores e estimula a competitividade entre estas. Além das crescentes exigências de qualidade que em alguns casos oneram a obra, tem-se caracterizado a necessidade das empresas reduzirem seus custos e até mesmo a margem de lucro como forma de poderem prestar serviços a preços competitivos. A sobrevivência e o crescimento de uma empresa, dentre outros fatores, depende essencialmente de sua capacidade em prestar serviços e receber por estes uma quantia suficiente para cobrir seus custos operacionais e as necessidades de investimento inerentes ao objetivo de crescimento da empresa. Portanto não basta trabalhar e prestar serviços a preços competitivos, há que se considerar também a relação que existe entre os preços propostos ou praticados e os custos da empresa para prestar os serviços contratados. Fica clara então a necessidade de confiabilidade na estimativa de custos realizada para se decidir quanto ao valor que deve ser cobrado por uma obra. Devido à significativa quantidade de parâmetros utilizados na elaboração de um orçamento e à possibilidade de variação entre os valores previstos e os que irão
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 164 ocorrer de fato, sempre existe a possibilidade dos custos previstos não se confirmarem durante a realização da obra. Há necessidade então de que se trabalhe com uma expectativa de variação de custos que não comprometa a viabilidade econômica do contrato. Nem todos os fatores que tem potencial para interferir no desempenho financeiro de uma obra são controláveis pelo executor, nem tem o mesmo nível de importância. Aqueles que não são controláveis pelo executor devem ser identificados e receber tratamento adequado, os quais não foram objeto de estudo neste trabalho. Quanto aos que podem ser influenciados por atitudes gerenciais do executor, eles também precisam ser identificados, estudados e controlados com o rigor necessário para que não venham a ser causadores de um possível insucesso financeiro na realização de uma obra. Para as obras de Construção Pesada identificamos e caracterizamos os equipamentos e viaturas como um dos componentes de custo fundamentais para o sucesso ou insucesso financeiro na realização deste tipo de obras. Portanto, os erros de estimativa de custo ou utilização de equipamentos a custos superiores aos adequados irão refletir diretamente, e com significativo impacto, em seu custo total. A apropriação destes custos possibilita à empresa conhecer os custos operacionais inerentes a sua forma usual de trabalhar e por considerar as características próprias de sua estrutura produtiva, sendo portanto uma valiosa ferramenta de gerenciamento. Esta atividade desenvolve-se em paralelo com a execução da obra e pode fornecer informações muito importantes sobre o desempenho das equipes de trabalho, bem como parâmetros confiáveis para os planejamentos futuros. A metodologia de apropriação de custos proposta ao focar sua análise nos equipamentos e viaturas contempla um dos mais importantes elementos da estrutura de custos das obras de Construção Pesada (os outros são: produtividade, custos dos materiais e custos indiretos). Está estruturada de modo a interferir pouco na forma usual como estas obras são executadas e considera as características de dinamismo, rotatividade de equipamentos entre equipes, descentralização e grande extensão do canteiro de trabalho, inerentes a estas obras.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 165 A fim de facilitar a análise dos resultados obtidos, a metodologia foi estruturada com base em uma metodologia de estimativa de custos que é referência nacional, a do DNER. Desta forma a comparação dos resultados obtidos na obra com os previstos pelo DNER será imediata, possibilitando à empresa conhecer sua real situação em relação à metodologia de referência e até mesmo sobre a inadequação de algum parâmetro do DNER para as condições específicas da empresa. Para facilitar a comparação dos resultados da apropriação com os valores previstos pelo DNER alguns parâmetros significativos são calculados e organizados, nos modelos de formulários propostos, com base nos conceitos e formas de apresentação adotados pelo DNER. Porém as informações podem ser reorganizadas e utilizadas para obter outros dados de interesse, inclusive particulares a outras metodologias de estimativa de custos. O fundamental é que os dados básicos para análise poderão ser obtidos, organizados, armazenados e processados com emprego da metodologia proposta. Os parâmetros obtidos e apresentados no contexto da metodologia proposta são importantes e na maioria dos casos suficientes para que se planeje e execute obras com mais eficiência. Porém, a partir da base de dados disponível, podemos obter outros parâmetros pela reorganização ou processamento adicional das informações, de acordo com a necessidade. A seguir são listadas outras possibilidades de uso da base de dados que pode ser obtida com emprego da metodologia, as quais, embora não tenham sido objeto de estudo nesta dissertação, são importantes para o gerenciamento. • Dar tratamento estatístico aos dados, como forma de observar com mais facilidade as distorções que venham a ocorrer quanto a custos, consumo de materiais e quebras de equipamentos; • Levantar o valor do fundo de reserva que cada obra deve proporcionar para possibilitar a renovação dos equipamentos e viaturas; • Levantar o valor do fundo de manutenção que cada obra deve proporcionar para cobrir os gastos com manutenção da equipe mecânica da empresa. Pode ocorrer da necessidade de gastos com manutenção originados em uma obra só se manifestarem após a conclusão desta; • Identificar o momento de retirar determinados equipamentos de operação, em
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 166 função de seu custo operacional; • Identificar equipamentos que mesmo tendo chegando ao final de sua vida útil, de acordo com as horas trabalhadas, ainda tem condições de continuar sendo empregados com um custo fixo mais baixo que o normal; • Determinar a vida útil real média da frota de equipamentos disponível; • Elaborar previsão de necessidades de peças , lubrificantes e demais materiais a serem utilizados por uma equipe mecânica, em função de suas características e programação de emprego. A implantação da metodologia proposta pode ser feita de forma progressiva, o que é conveniente tanto do ponto de vista econômico, por demandar menos recursos no início do processo, como pela consideração do aspecto de formação do pessoal e difusão da mentalidade de apropriação. Para a implantação progressiva recomenda-se que sejam priorizados os equipamentos que têm maior peso no custo da obra. Quanto ao nível de detalhamento das informações, os relatórios iniciais podem ser gerados numa periodicidade superior à desejada, como forma de proporcionar melhores condições ao pessoal para se organizar e aprender completamente sobre suas funções na estrutura de apropriação de custos. A seguir são listadas algumas considerações e providências que podem ser adotadas para implantação progressiva da metodologia. • Aumentar progressivamente o nível de detalhamento da classificação dos equipamentos e viaturas em famílias; • Reduzir progressivamente a periodicidade de consolidação da apropriação; • Consolidar as informações inicialmente para todas as obras da empresa e posteriormente detalhar por obra; • Comparar o desempenho dos equipamentos com os dados médios obtidos pela família a que pertence; • Comparar o desempenho de famílias de equipamentos entre obras similares, com a média histórica da empresa e parâmetros clássicos ou não; • Utilizar conceitos da curva ABC para definir os equipamentos que devem ser apropriados segundo cada critério de detalhamento da apropriação definido; • Classificar as horas trabalhadas pelos equipamentos e viaturas em operativas e improdutivas ou não;
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 • 167 Usar tabelas para definir o custo fixo das famílias ou calcular com base em dados da apropriação; • Utilizar índices de atualização de custo para obter dados médios ou não; • Calcular os índices de atualização de custo ou utilizar outros índices disponíveis; • Calcular dados médios a cada consolidação da apropriação ou apenas os relativos ao período de apropriação em foco. Desta forma, a metodologia proposta consiste na definição de uma maneira de obter, organizar, armazenar e processar informações simples e disponíveis em obras executadas com o mínimo de organização. A implantação da metodologia pode ser feita de forma progressiva, não demanda grandes investimentos em contratações adicionais nem em outros recursos, mas precisa que todos tenham consciência de sua necessidade e da importância da correção nas informações utilizadas. Os resultados que podem ser obtidos não se limitam aos apresentados neste trabalho, a partir do banco de dados que pode ser criado, outros parâmetros e informações importantes podem ser obtidos para que o gerenciamento da obra e da empresa possa ser feito com mais eficiência. Com este trabalho espera-se estar contribuindo para que profissionais e empresas de engenharia possam dispor de mais uma ferramenta para auxiliar no atingimento de um dos objetivos da Engenharia Civil, que é executar obras de acordo com a melhor técnica pelos menores preços possíveis. Temos consciência de que esta dissertação não encerra o assunto, porém poderá vir a se tornar mais uma referência para crítica construtiva e aperfeiçoamento em uma área de conhecimento importante, na qual nem todas as empresas tem possibilidade de investir para desenvolver tecnologia própria, e as que dispõem deste conhecimento nem sempre têm interesse em torná-lo público.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 7 BIBLIOGRAFIA ALLORA, Franz. Engenharia de custos técnicos. São Paulo: Livraria Pioneira, 1985. 114p. AMORIM, Sérgio R. Leusin de. Tecnologia, organização e produtividade na construção. 1995. 201 p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) COPE/UFRJ, Rio de Janeiro. 1995 ANDRÉ, José Carlos Monteiro. Análise e proposição de sistema de orçamento e apropriação de custos, de edifícios. 1990. 77 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1990. AZEVEDO, Antonio Carlos Simões. Introdução à engenharia de custos: fase investimento. 2.ed. rev. São Paulo: Pini, 1985. 188p. CATERPILLAR. Manual de produção. USA,1995. CAVALCANTE, Galvani Alves Rodrigues. Procedimentos para contratação, planejamento orçamentário, acompanhamento e controle de custos de obras da construção civil. 1995. 228 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1995. CSILLAG, João Mário. Análise do valor: metodologia do valor. 3. ed. ampl. e atual. São Paulo: ATLAS, 1991. 303p. DIAS, Paulo Roberto Vilela. Engenharia de custos: uma metodologia de orçamentação para obras civis. 1. ed. Curitiba: Copiare, 1999. 151 p ______. Engenharia de custos: uma metodologia de orçamentação para obras civis. 2. ed. Curitiba: Copiare, 2000. 159 p ______. Engenharia de custos: cálculo do preço de venda de serviços de engenharia e arquitetura. 1. ed. Rio de Janeiro: Entreletras, 2000.. 125 p DNER - DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM. Manual de composição de custos rodoviários. Rio Janeiro: DNER, 1972. 1. v. 106p. ______. Atualização e complementação do manual de composição de custos rodoviários: Metodologia e fundamentos teóricos. Rio Janeiro: DNER, 1980. 1. v. 513 p.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 169 ______. Manual de custos rodoviários: Metodologia e conceitos. Rio Janeiro: DNER, 1998. 1. v. 187p. ______. Informativo, tabelas de preços e composições de custo para o Rio de Janeiro de agosto de 2001:arquivos RJ0108_INFORMATIVO (27 Kb), RJ0108_RCTR0320(3392 Kb), RJ0108_RCTR0330(69 Kb), RJ0108_RCTR0340(27 Kb), RJ0108_RCTR0350(18 Kb) e RJ0108_RCTR0360(6 Kb). Disponível em: http://www.dner.gov.br. Acesso em: 24/10/2001. DONAIRE, Denis. GUERRA, Mauri José. Estatística indutiva: teoria e aplicações. 2. ed. São Paulo: Livraria Ciência e Tenconologia, 1982. 311p. FAMILIAR, Fernanda de Macedo. Gerenciamento de recursos aplicado a empreendimentos de construção civil: subsetor edificações. 2001. 111 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 2001. FIGUEIREDO, Francisco das Chagas; Instrução de Apropriação. Teresina: 2º Batalhão de Engenharia de Construção, 1999. 28 p. ______. Apropriação de custos de equipamentos e viaturas. 2000. 18 p. In: Trabalho apresentado à Universidade Federal Fluminense, na disciplina de Gerenciamento de Empreendimentos do Curso de Mestrado em Engenharia Civil. FIGUEIREDO, Francisco das Chagas. RUGELES, Javier Enrique Prieto. Planejamento de empreendimentos. 2000. 25 p. In: Trabalho apresentado à Universidade Federal Fluminense, na disciplina de Gerenciamento da Construção. FIGUEIREDO, Francisco das Chagas; LONGO, Orlando Celso. Metodologia para apropriação de custos de equipamentos e viaturas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CUSTOS, VII. 2000, Recife. Anais em CD-ROM...Recife: ABC/UFPE/MBI, 2000. FIGUEIREDO, Francisco das Chagas; SOARES, Carlos Alberto; MORALES, Paulo Roberto Dias. Apropriação de custos de equipamentos e viaturas: elemento básico para redução dos custos rodoviários. In: REUNIÃO ANUAL DE PAVIMENTAÇÃO, 32. 2000, Brasília. Anais...Brasília: ABPv/DNER/UnB, 2000. 2 v. V. 2, p. 754-764. FILGUEIRAS, Bruno Costa. Emprego da metodologia de custeio baseado em atividades à projetos de infra-estrutura de transportes. 2001. 169 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Transportes) – Curso de Mestrado em Engenharia de Transportes, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro. 2001. FRANCISCO, Walter de. Matemática financeira. 3. ed. São Paulo: Editora ATLAS, 1977. 273 p GOBOURNE, J. Cost control in the construction industry. Londres: NewnesButterworths, 1973. 150p. GOLDMAN, Pedrinho. Sistema de Planejamento e Controle de Custos na Construção Civil - subsetor Edificações. 1999. 105 p. Dissertação (Mestrado
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 170 em Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1999. LIMA, José Geraldo de. Custos: cálculos, sistemas e análises. São Paulo: ATLAS, 1969. 245p. LIMMER, Carl Vicente. Planejamento, orçamentação e controle de projetos e obras. Rio de Janeiro: LTC - Livros Técnicos e Científicos Editora S.A, 1997. 225 p MACHADO, Djalma Wilson Faria. Activity based consting-ABC: Uma poderosa ferramenta estratégico-gerencial de custeio no apoio à melhoria da performance das empresas. 1996. 249 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1996. MEYER, Paul L. Probabilidade: Aplicações à estatística. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1980. 391p. MINISTÉRIO DO EXÉRCITO. Diretoria de Obras de Cooperação. INSTR 01/72S/2 Instruções para apropriação. Brasília, 1972. 66 p. ______. Diretoria de Obras de Cooperação. Instrução Nr 03/99-ST/DOC: Acompanhamento físico e financeiro de obras e projetos. Brasília, 1999. 26 p. ______. Diretoria de Obras de Cooperação. Instrução Nr 06/97-ST/DOC: Apropriação dos custos. Brasília, 1997. 29 p. MONKS, Joseph G. Administração da produção. São Paulo: McGraw Hill, 1987. 502p. MOREIRA, Alberto Lélio. Princípios de engenharia de avaliações. São Paulo: Pini,1984. 210p. OLIVEIRA, Darliny Maria de Sousa. A construção civil e o mercado imobiliário: crédito e financiamento. 2000. Monografia (Graduação em Economia) Universidade Federal Fluminense, Niterói. 2000. OLIVEIRA, José Alberto Nascimento de. Engenharia econômica: uma abordagem às decisões de investimento. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982. 224p. PRADO, Darci Santos do. Planejamento e controle de projetos. Belo Horizonte: Editora Desenvolvimento Gerencial, 1998. 159p PROCHNIK, Victor. O macrocomplexo da construção civil, (Texto para discussão nº 107). Rio de Janeiro: UFRJ – Instituto de Economia Industrial, 1987. 143 p. PTÁCEK, Frantesek. O custo de construção. 3. ed. São Paulo: HEMUS Livraria Editora, 370p. RICARDO, Hélio de Souza; CATALANI, Guilherme. Manual prático de escavação: terraplenagem e escavação em rocha. 2. ed. São Paulo: Pini, 1990. 667p. RIGGS, James Lear. Administração da produção: planejamento, análise e controle. São Paulo: ATLAS, 1976. 365p. v. 1. ______. Administração da produção: planejamento, análise e controle. São Paulo: ATLAS, 1976. 335p. v. 2.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 171 SANCHEZ, Manuel. Control de costos en la construcciõn. 13. ed. Barcelona: Ediciones CEAC. 1977. 315p. SANVICENTE, Antonio Zoroatto. Administração financeira. 3. ed. São Paulo: Editora ATLAS. 1988. 283p. SILVA, Monique Borges da. Gestão de custos em edificações. 1996. 196 p. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) - Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, Niterói. 1996. SOARES, Carlos Alberto Pereira. Modelo de sistema de gestão aplicado a empresas de construção de edificações. 1997. 155 p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - COPE/UFRJ, Rio de Janeiro. 1997 SPIEGEL, Murray R. Estatística (Coleção Schaum). São Paulo: McGraw-Hill. 1972. 580p. STABILE, Miguel. Custos na construção. Rio de Janeiro: Boletim de Custos Ltda. 1996. 448p. TRAJANO, Isar. Análise do custo da produção civil. Niterói: UFF-TPC, 1985a. 31 p. (Caderno de Produção Civil, 3/85) ______. Orçamento por cálculo matricial. Niterói. UFF-TPC: 1985b. 12 p. (Caderno de Produção Civil, 5/85) ______. Formação do custo num sistema de produção civil. Niterói: UFF-TPC, 1985c. 17 p. (Caderno de Produção Civil, 6/85) ______. Custos adicionais de produção civil. Niterói: UFF-TPC, 1985d. 9 p. (Caderno de Produção Civil, 11/85) ______. Orçamentação na produção civil. Niterói: UFF-TPC, 1985e. 35 p. (Caderno de Produção Civil, 12/85) ______. Engenharia de produção civil: Histórico e conceituação. Niterói: UFFTPC, 1986. 17 p. (Caderno de Produção Civil, 14/86) VALERIANO, Dalton L. Gerência em projetos: Pesquisa, desenvolvimento e engenharia. São Paulo: MAKRON Books do Brasil, 1998. 413 p. ______. Gerênciamento estratégico e administração por projetos. São Paulo: MAKRON Books do Brasil, 2001. 295 p. VARGAS, Ricardo Viana. Gerenciamento de projetos com MS Project 98: Estratégia, planejamento e controle. Rio de Janeiro: Brasport, 1998. 302p. ______. Gerenciamento de projetos: Estabelecendo diferenciais competitivos. Rio de Janeiro: Brasport, 2000. 238p. WELSCH, Glenn Albert. Orçamento empresarial. 4.ed. São Paulo: ATLAS. 1983. 397p. ZARUR, Eliane Augusta Bonelli. Contribuição à elaboração de metodologias de custos rodoviários. 2001. 203 p. Tese (Mestrado em Engenharia Civil) – COPE/UFRJ, Rio de Janeiro. 2001.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 8 APÊNDICE 8.1 ORÇAMENTO COMPA RATIVO A apresentação do orçamento comparativo que consta neste apêndice tem por objetivo caracterizar a importância do custo dos equipamentos e viaturas em uma obra de Construção Pesada típica. Para elaboração dos orçamentos foram utilizados os coeficientes técnicos das composições de custo e as tabelas de custo de mão-de-obra, materiais e valor de aquisição dos equipamentos adotados pelo DNER. Para os índices de BDI e LDI foram utilizados os valores adotados pelo DNER na metodologia adotada até 1998 (BDI = 35,8 %) e o que está em vigor atualmente (LDI = 32,68 %). O custo horário dos equipamentos e viaturas foi calculado e considerado nas composições de custo para 3 (três) situações distintas, de acordo com: a metodologia adotada pelo DNER até 1988 (referenciado como SICRO), a metodologia adotada atualmente para elaboração das tabelas do DNER (SICRO2) e o que prescreve o Manual de Custos Rodoviários do DNER que está em vigor. 8.1.1 Informações para elab oração dos orçamentos 8.1.1.1 Escopo Orçamento para realização de serviços de terraplenagem na elevação do greide de 10 km de uma rodovia e execução dos demais serviços necessários à preparação da estrada para receber a camada de revestimento.
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 173 8.1.1.2 Planilha de quantidad es Serviços Desmatamento de área com árvores de diâmetro inferior a 0,15 m Escavação Carregamento e Transporte de Material de 1ª Categoria na DMT de 0,8 a 1 km Compactação de aterro a 100% PN Regularização de Subleito Execução de sub-base Execução de base Transporte de material de sub-base e base Transporte de água Unidade Quantidade m2 m3 200 000 180 000 m3 m2 m3 m3 t.km t.km 153 000 135 000 25 800 24 600 825 000 212 400 8.1.1.3 Referências para os o rçamentos Para elaboração dos orçamentos foram utilizadas as seguintes referências: • Planilhas de composição de custo unitário publicadas pelo DNER para o Rio de Janeiro com parâmetros referentes a agosto de 2001; • Custo de materiais, mão de obra e valor de aquisição de equipamentos publicados pelo DNER para o Rio de Janeiro com valores referentes a agosto de 2001; • Custo horário de equipamentos e viaturas calculados de acordo com a metodologia de estimativa de seus custos adotada em cada orçamento, e parâmetros referentes a agosto de 2001 para o Rio de Janeiro, publicados pelo DNER. 8.1.1.4 Metodologias e parâm etros adotados nos orçamentos a) ORÇAMENTO PELO SICRO • BDI de 35,8 % (adotado pelo DNER na metodologia utilizada até 1998); • O custo horário de equipamentos e viaturas será calculado pela metodologia adotada pelo DNER até 1998; • O trabalho dos equipamentos e viaturas em situação operativa em espera será cobrado pelo custo horário improdutivo (calculado pela metodologia adotada pelo DNER até 1998); • O trabalho dos equipamentos em situação operativa produtiva será cobrado pelo custo horário produtivo (calculado pela metodologia adotada pelo DNER até 1998).
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 174 b) ORÇAMENTO PELO SICRO2 • LDI de 32,68 % (índice publicado pelo DNER para agosto de 2001); • O custo horário de equipamentos e viaturas será calculado pela metodologia adotada pelo DNER a partir de 1998; • O trabalho dos equipamentos e viaturas em situação operativa em espera será cobrado pelo custo horário improdutivo (calculado pela metodologia do DNER aprovada em 1998). Critério adotado nas tabelas publicadas pelo DNER, que está em desacordo com o que prevê seu Manual de Custos Rodoviários; • O trabalho dos equipamentos e viaturas em situação operativa produtiva será cobrado pelo custo horário operativo (calculado pela metodologia do DNER aprovada em 1998). Critério adotado nas tabelas publicadas pelo DNER, que está de acordo com o que prevê seu Manual de Custos Rodoviários. c) ORÇAMENTO PELO MANUAL DO DNER • LDI de 32,68 % (índice publicado pelo DNER para agosto de 2001); • O custo horário de equipamentos e viaturas calculados pela metodologia do DNER aprovada em 1998; • O trabalho dos equipamentos e viaturas em situação operativa em espera será cobrado pelo custo horário operativo (calculado pela metodologia do DNER aprovada em 1998). Este critério não está sendo adotado nas tabelas publicadas pelo DNER, embora seja o que prevê seu Manual de Custos Rodoviários; • O trabalho dos equipamentos e viaturas em situação operativa produtiva será cobrado pelo custo horário operativo (calculado pela metodologia do DNER aprovada em 1998). Critério adotado nas tabelas publicadas pelo DNER, que está de acordo com o que prevê seu Manual de Custos Rodoviários. 8.1.2 Documentos que com põem o orçamento A seguir é apresentada a relação de planilhas utilizadas para elaboração do orçamento comparativo. • Figura 60 - Quadro resumo de comparação de orçamento pela metodologia do
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 175 DNER; • Figura 61 - Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO; • Figura 62 - Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO2; • Figura 63 - Planilha e resumo do orçamento pelo SICRO; • Figura 64 - Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO; • Figura 65 - Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO; • Figura 66 - Planilha e resumo do orçamento pelo SICRO2; • Figura 67 - Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO2; • Figura 68 - Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO2; • Figura 69 - Planilha e resumo do orçamento pelo MANUAL DO DNER; • Figura 70 - Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento MANUAL DO DNER; • Figura 71 - Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento MANUAL DO DNER; • Figuras 72 a 91 - Planilhas de composição de custo unitário dos serviços utilizadas para elaboração do orçamento SICRO2.
    • 73,6 % 67,1 % 7,5 % 14,7 % 0,0 % 10,8 % 28,4 % 5,7 % 3,2 % 3,4 % 0,0 % 0,0 % Custo de Material 5,5% Custo de Mão-de-obra 5,2% 63 384,46 11 117,68 253 014,39 351 744,13 120 621,33 56 388,62 60 278,40 Valor Total R$ 1 450 910,42 1 093 541,17 976 874,15 240 376,61 4,4 % 75,4 % 67,3 % 16,6 % 0,0 % 0,8 % 17,4 % 24,2 % 8,3 % 3,9 % 4,2 % % Preço de Venda Fonte: do autor 76 319,12 6,1 % Depreciação 24,6% Impostos e Seguros 1,1% Manutenção 25,9% Mão-de-obra de operação 12,3% Material de operação 36,0% 4,6 % MANUAL DNER Valor Total % Custo % Preço de R$ Direto Venda 1 655 147,15 1 247 472,98 75,4 % 1 130 805,96 90,6 % 68,3 % 283 455,97 22,7 % 17,1 % 0,0 % 0,0 % 12 219,72 1,0 % 0,7 % 298 802,32 24,0 % 18,1 % 415 706,61 33,3 % 25,1 % 120 621,33 9,7 % 7,3 % 56 388,62 4,5 % 3,4 % 60 278,40 4,8 % 3,6 % COMPOSIÇÃO DO CUSTO DOS EQUIPAMENTOS PELO SICRO 2 5,8 % 89,3 % 22,0 % 0,0 % 1,0 % 23,1 % 32,2 % 11,0 % 5,2 % 5,5 % SICRO 2 % Custo Direto Figura 60 – Quadro resumo de comparação de orçamento pela metodologia do DNER Custo de Equipamento 89,3% % Preço de Venda 91,1 % 10,2 % 19,9 % 0,0 % 14,6 % 38,6 % 7,8 % 4,3 % 4,6 % SICRO % Custo Direto COMPOSIÇÃO DO CUSTO DA OBRA PELO SICRO 2 Valor Total R$ 1 773 215,49 1 305 755,15 1 189 088,13 132 987,52 259 794,70 0,00 190 772,06 504 313,62 101 220,22 56 388,62 60 278,40 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 Preço de Venda Custo Direto Total Custo de Equipamento Depreciação Juros Impostos e Seguros Manutenção Material de operação Mão-de-obra de operação Custo de Mão-de-obra Custo de Material Custo com juros de Eqp COBRADO no LDI da obra Obra: Referência: QUADRO RESUMO DE COMPARAÇÃO DE ORÇAMENTO PELA METODOLOGIA DO DNER DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 176
    • 104 228 93 82 127 85 0 97 170 170 170 235 TE D6 C/ Lam TE D8 R c/ Lam Motoniveladora Trator Agrícola Carreg Pneus Rolo compac vibr auto Grade de disco 24x24 Rolo Comp Pneus auto 21t Caminh Basc 15 Ton Cam Tanque 10 000 l Cam Tanque 13 000l Caminh Basc 20 Ton 7 8 8 7 10 10 8 10 8 11 10 9 VU(n) anos (1 − R ).Vo .i HTA .[(1 + i ) n − 1] Juros = V o .i HTA Manut = 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 1750 1000 1750 HTA horas 116 220,00 112 600,00 113 900,00 204 080,00 325 000,00 960 000,00 266 213,00 77 279,00 306 000,00 200 006,00 5 629,05 173 855,00 Valor de Aquisição 4,61 3,66 3,70 8,09 2,5 2,5 2,5 2,5 VIATURAS 0,90 0,18 0,80 0,18 0,80 0,18 0,90 0,18 20% 20% 20% 20% 7,41 21,88 8,66 1,76 9,95 4,43 0,26 5,38 Deprec Padrão R=Perc K K Residual Manut Mat Salario EQUIPAMENTOS 20% 1,00 0,18 3,0 20% 1,00 0,18 3,0 20% 0,80 0,18 3,0 20% 0,80 0,18 3,0 20% 0,85 0,18 3,0 20% 0,70 0,18 3,0 20% 0,60 0,18 0,0 20% 0,70 0,18 3,0 6,97 6,76 6,83 12,24 19,50 57,60 15,97 4,64 18,36 13,71 0,68 11,92 Juros 7,47 5,63 5,70 13,12 16,25 48,00 13,31 3,09 16,26 7,27 0,34 7,73 Manut k .Vo n.HTA MO = (Padrão Salarial x Salário Mínimo + Encarg Social) / H Trab Mês MAT = Kmat.Pot(HP).Custo de 1 litro de combustível CH Produtivo = Deprec + Juros + Manut + MAT + MO CH Improd = Deprec + Juros + MO D= 31,51 31,51 31,51 43,55 19,27 42,25 17,24 15,20 23,54 15,75 0,00 17,98 4,62 4,62 4,62 4,62 5,55 5,55 5,55 5,55 5,55 5,55 0,00 5,55 Operação Mat MO 1 HP = 0,74602 1 KW = 1,34044 Fonte: do autor Figura 61 – Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO Vida útil e HTA dos Eqp E421 e E432 adotados por similaridade, porque não constam na Tabela SICRO (metodologia adotada até 1988) Potência dos caminhões E404; E407; e E421 alteradas, de 135 para 170 kW, de acordo com alteração adotada no SICRO 2 em Agosto de 2001 Pot (KW) 180,00 12% 126% 220 0,7681 DNER/RJ - AGO/01 Descrição Salário Base Taxa de juros (i) Encargos Sociais H Trab por mês Custo óleo diesel (R$/l): Referência: Cálculo do Custo Horário de Equipamentos e Viaturas PELO SICRO - Metodologia do DNER até 1998 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 55,18 52,18 52,36 81,63 67,98 175,28 60,72 30,23 73,65 46,71 1,27 48,55 16,20 15,04 15,16 24,96 32,46 85,03 30,18 11,95 33,86 23,69 0,93 22,85 Custo Horário Prod Improd KW HP 177
    • 104 228 93 82 127 85 0 97 170 170 170 235 TE D6 C/ Lam TE D8 R c/ Lam Motoniveladora Trator Agrícola Carreg Pneus Rolo compac vibr auto Grade de disco 24x24 Rolo Comp Pneus auto 21t Caminh Basc 15 Ton Cam Tanque 10 000 l Cam Tanque 13 000l Caminh Basc 20 Ton 5,3 5,8 5,8 5,3 2000 2000 2000 2000 2000 2000 2000 1250 2000 1750 1000 1750 VU(n) HTA anos horas 5 9 7,5 8 5 6 10 6,8 IS = Im p.Vo .(n + 1) 2.n.HTA Manut = k .Vo n.HTA J h = VO . ( n + 1). j 116.220,00 112.600,00 113.900,00 204.080,00 325 000,00 960 000,00 266 213,00 77 279,00 306 000,00 200 006,00 5 629,05 173 855,00 Valor de Aquisição 3,2 3,2 3,2 3,2 0,90 0,80 0,80 0,90 VIATURAS 0,15 1,8E-05 2,5% 0,15 1,8E-05 2,5% 0,15 1,8E-05 2,5% 0,15 1,8E-05 2,5% 20% 20% 20% 20% 3,5 3,5 3,7 2,7 3,5 2,7 0,0 2,7 8,77 7,77 7,86 15,40 26,00 45,33 14,20 6,18 24,48 17,14 0,53 12,42 2,07 1,98 2,00 3,64 5,85 16,00 4,53 2,09 5,51 4,00 0,19 3,42 Padrão Juros Deprec Salario SICRO R=Perc K K K Imp Residual Manut Mat Juros % EQUIPAMENTOS 20% 0,80 0,24 1,8E-05 0,0% 15% 1,00 0,24 1,7E-05 0,0% 20% 0,90 0,24 1,7E-05 0,0% 20% 0,70 0,20 2,7E-05 0,0% 20% 0,70 0,20 1,8E-05 0,0% 10% 0,80 0,20 2,0E-05 0,0% 5% 0,60 0,00 3,3E-05 0,0% 15% 0,70 0,20 2,0E-05 0,0% 0,86 0,83 0,83 1,52 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 IS Fonte: do autor Figura 62 – Cálculo do custo horário de equipamentos e viaturas pelo SICRO2 9,87 7,77 7,86 17,33 26,00 53,33 15,97 5,41 21,42 15,24 0,34 10,23 Manut 19,59 19,59 19,59 27,08 19,17 42,03 17,14 12,60 19,51 13,06 0,00 14,90 5,92 5,92 5,92 5,92 6,48 6,48 6,85 5,00 6,48 5,00 0,00 5,00 Operação Mat MO ( n + 1). j = V O .K JD 2.n.HTA K JD = MAT = Kmat.Pot(KW).Custo de 1 litro de combustível 2 .n . HTA CH Operat = Deprec + IS + Manut + MAT + MO CH Improd = MO MO = (Padrão Salarial x Salário Mínimo + Encargos Sociais + Adic Mão-de-Obra) / H Trab Mês 1− R .V o n . HTA Potência dos caminhões E 404; E407 e E421 alterada, de 135 para 170 kW, de acordo com alteração adotada pelo DNER em agosto de 2001 Pot (KW) Descrição 0,7681 180,00 6% 126% 220 0,00% Salário Mínimo: Taxa de juros (i) Encargos Sociais H Trab por mês Adic M Obra Custo óleo diesel (R$/l): Dh = DNER/RJ - AGO/01 Referência: Cálculo do Custo Horário de Equipamentos e Viaturas PELO SICRO2 - Nova Metodologia do DNER DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 45,01 41,87 42,06 67,25 77,65 147,18 54,17 29,19 71,89 50,44 0,87 42,55 5,92 5,92 5,92 5,92 6,48 6,48 6,85 5,00 6,48 5,00 0,00 5,00 Custo Horário Operat Improd 178
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 179 PLANILHA E RESUMO DO ORÇAMENTO PELO SICRO - Metodologia do DNER até 1998 Cálculo do custo dos serviços considerando custo dos equipamentos calculados pela metodologia adotada pelo DNER até 1998 e utilizando BDI adotado até 1998 (35,8%) Resumo do Orçamento Detalhado Pelos Componentes de Custo 10 km de aterro, sub base e base Obra: Referência: DNER/RJ - AGO/01 Valor Total R$ Custo total de equipamento Depreciação Juros Impostos e Seguros Manutenção Material de operação Mão-de-obra de operação Custo de mão-de-obra Custo de Material % Custo Eqp % Custo Direto Total 1 189 088,13 132 987,52 259 794,70 0,00 190 772,06 504 313,62 101 220,22 91,07% 11,18% 21,85% 0,00% 16,04% 42,41% 8,51% % Preço Total 67,06% 10,18% 19,90% 0,00% 14,61% 38,62% 7,75% 7,50% 14,65% 0,00% 10,76% 28,44% 5,71% 56 388,62 60 278,40 3,18% 3,40% 1 305 755,15 1 773 215,49 100,00% 73,64% 259 794,70 CUSTO DIRETO TOTAL PREÇO TOTAL DA OBRA Custo com juros COBRADO no Custo dos EQP 4,32% 4,62% 19,90% 14,65% Planilha do Orçamento 10 km de aterro, sub base e base Obra: Referência: DNER/RJ - AGO/01 Serviços Unidade m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água Quant 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Preço Unitário 0,18 3,84 1,57 0,38 6,56 6,56 0,38 0,52 TOTAL R$ Serviços 1 773 215,49 Unidade Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km Quant 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Unitário 0,13 2,83 1,16 0,28 4,83 4,83 0,28 0,38 TOTAL R$ Figura 63 – Planilha e resumo de orçamento pelo SICRO Fonte: do autor Total 35 109,31 691 233,67 240 587,49 51 150,39 169 217,53 161 346,94 313 814,66 110 755,51 Custo Direto Total 25 853,69 509 008,59 177 163,10 37 665,97 124 607,90 118 812,18 231 085,90 81 557,82 1 305 755,15 2,0% 39,0% 13,6% 2,9% 9,5% 9,1% 17,7% 6,2%
    • Equipamento CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t 0,68 6,97 6,76 6,83 12,24 11,92 7,47 5,63 5,70 13,12 7,73 0,34 7,27 16,26 3,09 4 634,82 1 464,88 1 454,79 3 095,33 0,00 841,07 0,00 269,16 55,18 52,18 52,36 81,63 48,55 1,27 46,71 73,65 30,23 Prod 67,98 175,28 60,72 16,20 15,04 15,16 24,96 22,85 0,93 23,69 33,86 11,95 Improd 32,46 85,03 30,18 1 189 088,13 1 305 755,15 1 773 215,49 35,8% 259 794,70 21,85% 19,90% 14,65% 32 319,51 15 579,01 9 942,07 41 197,46 Juros 9 908,99 56 426,44 40 948,33 6 358,07 21 892,36 18 806,11 926,25 5 490,12 IS 0,00% 0,00% 0,00% Custo Total (Manut, Mat e Mao de Obra) Perc do Custo Total de Eqp Perc do Custo Direto Total da Obra Perc do Preço Total da Obra 132 987,52 11,18% 10,18% 7,50% 21 356,24 8 444,12 5 388,79 27 222,66 Depreciação 3 764,37 21 436,09 22 194,77 2 415,40 11 866,07 6 070,04 351,88 2 477,10 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 190 772,06 16,04% 14,61% 10,76% 34 628,04 8 247,30 8 285,05 40 608,92 796 305,91 66,97% 60,98% 44,91% 504 313,62 42,41% 38,62% 28,44% 146 022,30 46 151,93 45 834,05 134 806,88 CUSTO TOTAL Manutenção Material 8 257,49 9 794,13 43 388,39 38 194,85 14 036,63 18 175,41 2 260,43 11 112,76 18 070,47 26 163,18 9 972,94 21 600,77 240,83 0,00 2 775,56 6 457,37 101 220,22 8,51% 7,75% 5,71% 21 425,50 10 659,79 6 725,12 15 553,10 Mão-de-obra 2 818,87 5 434,25 14 221,16 7 606,63 6 614,54 7 606,63 0,00 2 554,65 Custo Eqp/Vtr Calc pelo - SICRO DNER/RJ - AGO/01 1 104 433,87 92,88% 84,58% 62,28% 255 751,59 76 431,97 76 175,08 252 671,16 Fonte: do autor 84 654,26 7,12% 6,48% 4,77% 0,00 12 650,17 0,00 6 717,86 Operativo Improdutivo 34 543,85 0,00 158 443,22 6 436,79 64 035,58 45 540,72 22 108,42 7 644,87 81 871,08 2 735,54 64 056,48 0,00 905,45 613,50 17 439,99 2 314,81 Custo de Eqp que vai para BDI e IS ==> a metodologia não prevê Custo Total de Equip = Custo Produtivo + Custo Improdutivo Custo Improdutivo = Deprec + Juros + Mão-de-Obra Cust Produtivo = Deprec + Juros + Manut + Material + Mão-de-Obra 0,00 0,00 0,00 BASE DE PREÇOS: 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Figura 64 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO Custo Total de Equipamento Custo Direto Total da Obra Preço Total da Obra BDI (%) 4,62 4,62 4,62 4,62 5,55 0,00 5,55 5,55 5,55 MO 5,55 5,55 5,55 RESUMO DAS HORAS TRABALHADAS E DO CUSTO TOTAL DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS 31,51 31,51 31,51 43,55 17,98 0,00 15,75 23,54 15,20 CUSTO HORÁRIO Manut Mat 16,25 19,27 48,00 42,25 13,31 17,24 VALOR TOTAL Percentual do Custo Total de Equipamento Percentual do Custo Total da Obra Percentual do Preço Total da obra CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t TE D6 TE D8 MN TA CR KC3 GD KP Equipamento 4,61 3,66 3,70 8,09 KP IS NR TOTAL DE HORAS TRAB Operativo Improdutivo 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 0,26 5,38 GD 4,43 13,71 18,36 9,95 CR KC3 Juros 19,50 57,60 15,97 4,64 Depr 7,41 21,88 8,66 1,76 TA TE D6 TE D8 MN 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 RESUMO DO CUSTO HORÁRIO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS Obra: Referência: DETALHAMENTO DO CUSTO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS - ORÇAMENTO SICRO (Metodologia do DNER até 1998) DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 180
    • UN Desmat CTA 13000l CB 20 t Enc Tu Enc Pav Serv Idn Jaz E432 T501 T511 T701 M980 h h h h h h h m2 m3 m3 m3 h h h OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP Reg Sub Leito m2 841 135000 160,52 m3 168 25800 153,57 Sub base m3 168 24600 146,43 Base SERVIÇOS tkm 197 825000 4187,82 Trp Mat tkm 146 212400 1454,79 Trp Agua 0,91 0,09 0,22 0,78 1 0,55 0,45 0,52 0,48 0,98 0,02 0,52 0,48 1,08 0,92 0,52 0,48 0,78 0,22 1 0,3 0,7 0,54 0,46 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1 1 3 TOTAL 1 3 1 3 1 3 TOTAL CONSUMO DE MATERIAL POR UNIDADE DO SERVIÇO 2 1 1 0,7 0,7 0,2 0,2 1,15 1,15 TOTAL GERAL QUANTIDADE EMPREGADA DE OUTROS SERVIÇOS POR UNIDADE DO SERVIÇO 1 2 TOTAL HORAS DE TRABALHO DO PESSOAL POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE 3,68 0,32 1 0,5 1 2 0,5 1 2 0,3 1 Limp Cam Expurgo Veg Jazida m2 m3 571 106 35280 10080 61,79 95,09 HORAS DE TRABALHO DOS EQUIPAMENTOS POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE Comp Aterro m3 168 153000 910,71 1 3 1 0,77 0,23 0,78 0,22 1 Fonte: do autor 4,6% 57 960,00 2 231,78 460,52 8 825,74 0,00 4,3% 1,04 7,96 12,96 3,70 67,98 32,46 175,28 85,03 60,72 30,18 30,23 11,95 73,65 33,86 46,71 23,69 1,27 0,93 48,55 22,85 55,18 16,20 52,18 15,04 52,36 15,16 81,63 24,96 Custo Unitário 91,1% 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 4 634,82 0,00 1 464,88 841,07 1 454,79 0,00 3 095,33 269,16 Esc Carg Mat Jaz EMPREGO m3 TOTAL DO 165 RECURSO 57960 351,27 Figura 65 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO Limp Cam Veg Expurgo de Jazida Esc Carg Mat Jaz CTA 10000l E421 GD E101 E407 KC3 E013 KP CR E010 CB 15 t h TA E007 E404 h MN E006 E105 h TE D8 E003 h h TE D6 E002 ECT 0,8 a 1 km m3 214 180000 841,12 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 m3 CODIGO RECURSO Prod Horária 1444 Quantidade 200000 Horas de Trab 138,50 Obra: Referência: 1 305 755,15 60 278,40 60 278,40 56 388,62 17 764,99 5 968,38 32 655,26 1 189 088,13 34 543,85 0,00 158 443,22 6 436,79 64 035,58 45 540,72 22 108,42 7 644,87 81 871,08 2 735,54 64 056,48 0,00 905,45 613,50 17 439,99 2 314,81 255 751,59 0,00 76 431,97 12 650,17 76 175,08 0,00 252 671,16 6 717,86 Custo total DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas FigueiredoRECURSOS PELOS SERVIÇOS - ORÇAMENTO SICRO (Metodologia do DNER até 1998) DETALHAMENTO DO EMPREGO DOS - UFF - Niterói/Dez 2001 181
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 182 PLANILHA E RESUMO DO ORÇAMENTO PELO SICRO 2 - Nova Metodologia do DNER Cálculo do custo dos serviços considerando custo dos equipamentos calculados pela nova metodologia adotada pelo DNER em 1998, utilizando BDI de 32,68 %. O tempo operativo em espera é pago pelo custo improdutivo dos equipamentos Resumo do Orçamento Detalhado Pelos Componentes de Custo Obra: Referência: 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 Valor Total R$ Custo de equipamento Depreciação Impostos e Seguros Manutenção Material de Operação Mão-de-obra de Operação Custo de mão-de-obra Custo de material % Custo Eqp 976 874,15 240 376,61 11 117,68 253 014,39 351 744,13 120 621,33 % Custo Direto Total 89,33% 24,61% 1,14% 25,90% 36,01% 12,35% % Preço Total 67,33% 21,98% 1,02% 23,14% 32,17% 11,03% 16,57% 0,77% 17,44% 24,24% 8,31% 56 388,62 60 278,40 3,89% 4,15% 1 093 541,17 357 369,25 1 450 910,42 100,00% 75,37% 63 384,46 CUSTO DIRETO TOTAL Valor do LDI PREÇO TOTAL DA OBRA Custo com juros a ser cobrado no LDI da obra 5,16% 5,51% 5,80% 4,37% Planilha do Orçamento Obra: Referência: 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 Serviços Un Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água Quant m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Preço Unitário 0,15 3,05 1,23 0,32 6,01 6,01 0,30 0,42 TOTAL R$ Serviços 1 450 910,42 Un Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água Quant m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Unitário 0,11 2,30 0,93 0,24 4,53 4,53 0,23 0,31 TOTAL R$ Figura 66 – Planilha e resumo de orçamento pelo SICRO2 Fonte: do autor Total 29 137,69 549 169,96 188 532,63 42 774,82 155 035,35 147 824,40 250 115,49 88 320,08 Custo Direto Total 21 960,87 413 905,61 142 095,74 32 239,08 116 849,07 111 414,23 188 510,32 66 566,24 1 093 541,17
    • CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t 0,19 2,07 1,98 2,00 3,64 3,42 0,00 0,86 0,83 0,83 1,52 0,00 4 634,82 1 464,88 1 454,79 3 095,33 5,92 5,92 5,92 5,92 5,00 0,00 5,00 6,48 5,00 45,01 41,87 42,06 67,25 42,55 0,87 50,44 71,89 29,19 Operat 77,65 147,18 54,17 5,92 5,92 5,92 5,92 5,00 0,00 5,00 6,48 5,00 Improd 6,48 6,48 6,85 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 BASE DE PREÇOS: 0,00 841,07 0,00 269,16 976 874,15 1 093 541,17 1 450 910,42 32,7% 63 384,46 6,49% 5,80% 4,37% 9 604,38 2 900,77 2 914,05 11 263,23 Juros 2 972,70 14 462,80 4 772,46 1 525,79 6 122,70 5 485,11 132,45 1 228,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 11 117,68 1,14% 1,02% 0,77% 4 001,83 1 208,66 1 214,19 4 693,01 IS Custo Total (Manut, Mat e Mao de Obra) Perc do Custo Total de Eqp Perc do Custo Direto Total da Obra Perc do Preço Total da Obra 240 376,61 24,61% 21,98% 16,57% 40 653,47 11 375,58 11 427,66 47 675,05 Depreciação 13 211,99 40 977,92 14 972,41 4 520,87 27 212,00 23 507,63 381,31 4 460,72 253 014,39 25,90% 23,14% 17,44% 45 735,15 11 375,58 11 427,66 53 634,43 725 379,85 74,26% 66,33% 49,99% 351 744,13 36,01% 32,17% 24,24% 90 780,08 28 692,03 28 494,41 83 807,61 CUSTO TOTAL Manutenção Material 13 211,99 9 742,20 48 209,32 37 992,35 16 843,96 18 079,05 3 955,76 9 211,54 23 810,50 21 687,06 20 895,67 17 905,21 240,83 0,00 3 673,54 5 352,61 120 621,33 12,35% 11,03% 8,31% 27 461,04 13 662,64 8 619,58 19 934,40 Mão-de-obra 3 293,04 6 348,37 17 562,72 6 855,05 7 727,20 6 855,05 0,00 2 302,23 Custo Eqp/Vtr Calc pelo - SICRO2 DNER/RJ - AGO/01 Custo de Eqp que vai para LDI = Juros 955 237,76 97,79% 87,35% 65,84% 208 631,57 61 331,21 61 183,50 208 149,73 Fonte: do autor 21 636,39 2,21% 1,98% 1,49% 0,00 4 983,28 0,00 1 594,75 Operativo Improdutivo 39 459,22 0,00 133 037,39 490,57 57 119,79 10 338,35 21 343,85 3 199,37 79 913,20 523,57 69 163,57 0,00 622,13 0,00 15 282,61 506,49 Custo Total de Equip = Custo Operativo + custo Improdutivo Custo Improdutivo = Mão-de-Obra Cust Operativo = Deprec + IS + Manut + Material + Mão-de-Obra Figura 67 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento SICRO2 Custo Total de Equipamento Custo Direto Total da Obra Preço Total da Obra LDI (%) 19,59 19,59 19,59 27,08 14,90 0,00 13,06 19,51 12,60 MO 6,48 6,48 6,85 RESUMO DAS HORAS TRABALHADAS E DO CUSTO TOTAL DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS 9,87 7,77 7,86 17,33 10,23 0,34 15,24 21,42 5,41 CUSTO HORÁRIO Manut Mat 26,00 19,17 53,33 42,03 15,97 17,14 VALOR TOTAL Percentual do Custo Total de Equipamento Percentual do Custo Total da Obra Percentual do Preço Total da obra CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t TE D6 TE D8 MN TA CR KC3 GD KP Equipamento 8,77 7,77 7,86 15,40 KP 0,00 0,00 0,00 IS 0,00 0,00 0,00 NR TOTAL DE HORAS TRAB Operativo Improdutivo 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 0,53 12,42 GD 17,14 4,00 5,51 24,48 CR KC3 Juros 5,85 16,00 4,53 2,09 Depr 26,00 45,33 14,20 6,18 TA TE D6 TE D8 MN Equipamento 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 DETALHAMENTO DO CUSTO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS - ORÇAMENTO SICRO2 (Nova Metodologia do DNER) RESUMO DO CUSTO HORÁRIO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS Obra: Referência: DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 183
    • CTA 13000l CB 20 t Enc Tu Enc Pav Serv Idn Jaz E432 T501 T511 T701 M980 h h h h h h h h h h h h m2 m3 m3 m3 h h h OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP 0,91 0,09 0,22 0,78 1 0,55 0,45 0,52 0,48 0,98 0,02 0,52 0,48 1,08 0,92 0,52 0,48 0,78 0,22 1 0,3 0,7 0,54 0,46 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1 1 3 1 3 1 3 1 3 TOTAL TOTAL CONSUMO DE MATERIAL POR UNIDADE DO SERVIÇO 2 1 1 0,7 0,2 1,15 TOTAL GERAL 0,7 0,2 1,15 QUANTIDADE EMPREGADA DE OUTROS SERVIÇOS POR UNIDADE DO SERVIÇO 1 2 TOTAL HORAS DE TRABALHO DO PESSOAL POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE 3,68 0,32 1 0,5 1 Desmat 2 0,5 1 2 0,3 1 1 3 1 0,77 0,23 0,78 0,22 1 5,5% 57 960,00 2 231,78 460,52 8 825,74 0,00 5,2% 89,3% 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 4 634,82 0,00 1 464,88 841,07 1 454,79 0,00 3 095,33 269,16 EMPREGO TOTAL DO RECURSO 1,04 7,96 12,96 3,70 77,65 6,48 147,18 6,48 54,17 6,85 29,19 5,00 71,89 6,48 50,44 5,00 0,87 0,00 42,55 5,00 45,01 5,92 41,87 5,92 42,06 5,92 67,25 5,92 Custo Unitário 1 093 541,17 60 278,40 60 278,40 56 388,62 17 764,99 5 968,38 32 655,26 976 874,15 39 459,22 0,00 133 037,39 490,57 57 119,79 10 338,35 21 343,85 3 199,37 79 913,20 523,57 69 163,57 0,00 622,13 0,00 15 282,61 506,49 208 631,57 0,00 61 331,21 4 983,28 61 183,50 0,00 208 149,73 1 594,75 Custo total Fonte: do autor Figura 68 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento SICRO2 Limp Cam Veg Expurgo de Jazida Esc Carg Mat Jaz CTA 10000l GD E101 E421 KC3 E013 E407 CR E010 KP TA E007 CB 15 t MN E006 E404 TE D8 E003 E105 TE D6 E002 UN Esc Carg Mat Jaz m3 165 57960 351,27 DETALHAMENTO DO EMPREGO DOS RECURSOS PELOS SERVIÇOS - ORÇAMENTO SICRO2 (Nova Metodologia do DNER) 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 SERVIÇOS Reg Sub ECT 0,8 Comp Limp Cam Expurgo Trp Mat Trp Agua Sub base Base Leito a 1 km Aterro Veg Jazida m3 m3 m3 m2 m3 m3 tkm tkm m2 m3 CODIGO RECURSO Prod Horária 1444 214 168 841 168 168 197 146 571 106 Quantidade 200000 180000 153000 135000 25800 24600 825000 212400 35280 10080 61,79 Horas de Trab 138,50 841,12 910,71 160,52 153,57 146,43 4187,82 1454,79 95,09 HORAS DE TRABALHO DOS EQUIPAMENTOS POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE Obra: Referência: DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 184
    • 185 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 PLANILHA E RESUMO DO ORÇAMENTO PELO MANUAL DO DNER Cálculo do custo dos serviços considerando definição do manual do DNER, que considera que os equipamentos estarão sempre em tempo operativo, quando integram uma equipe mecânica equilibrada, como as que originaram as composições de custo do DNER Resumo do Orçamento Detalhado Pelos Componentes de Custo Obra: Referência: 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 Valor Total R$ Custo total de equipamento Depreciação Impostos e Seguros Manutenção Material de operação Mão-de-obra de operação Custo de mão-de-obra Custo de Material % Custo Eqp % Custo Direto Total 1 130 805,96 90,65% 283 455,97 12 219,72 298 802,32 415 706,61 120 621,33 25,07% 1,08% 26,42% 36,76% 10,67% % Preço Total 68,32% 22,72% 0,98% 23,95% 33,32% 9,67% 17,13% 0,74% 18,05% 25,12% 7,29% 56 388,62 60 278,40 3,41% 3,64% 1 247 472,98 1 655 147,15 100,00% 75,37% 76 319,12 CUSTO DIRETO TOTAL PREÇO TOTAL DA OBRA Custo com juros a ser cobrado no LDI da obra 4,52% 4,83% 6,12% 4,61% Planilha do Orçamento Obra: Referência: 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 Serviços Unidade Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km Quant 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Preço Unitário 0,15 3,48 1,85 0,38 6,49 6,49 0,30 0,42 TOTAL R$ Serviços 1 655 147,15 Unidade Desmatamento area c/ Arv D < 0,15 m Esc Carg Trp Mat 1a Cat DMT 0,8 a 1 km Compactação de aterro 100% PN Reg Sub leito Exec de sub base Exec de base Transp de material de sub base e base Transp de água TOTAL R$ Total 29 137,69 626 387,30 282 460,45 51 783,97 167 363,25 159 578,92 250 115,49 88 320,08 m2 m3 m3 m2 m3 m3 t.km t.km Quant 200 000,00 180 000,00 153 000,00 135 000,00 25 800,00 24 600,00 825 000,00 212 400,00 Unitário 0,11 2,62 1,39 0,29 4,89 4,89 0,23 0,31 Custo Direto Total 21 960,87 472 103,78 212 888,49 39 029,22 126 140,53 120 273,53 188 510,32 66 566,24 1 247 472,98 Figura 69 – Planilha e resumo de orçamento pelo MANUAL DO DNER Fonte: do autor
    • Equipamento CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t 2,07 1,98 2,00 3,64 0,00 0,86 0,83 0,83 1,52 0,00 9,87 7,77 7,86 17,33 10,23 0,34 15,24 21,42 5,41 4 634,82 1 464,88 1 454,79 3 095,33 0,00 841,07 0,00 269,16 45,01 41,87 42,06 67,25 42,55 0,87 50,44 71,89 29,19 Prod 77,65 147,18 54,17 45,01 41,87 42,06 67,25 42,55 0,87 50,44 71,89 29,19 Espera 77,65 147,18 54,17 1 130 805,96 1 247 472,98 1 655 147,15 32,7% 76 319,12 6,75% 6,12% 4,61% 9 604,38 4 566,26 2 914,05 12 242,64 Juros 2 972,70 15 674,01 11 602,03 2 861,13 6 567,71 5 485,11 254,72 1 574,37 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 4 001,83 1 902,61 1 214,19 5 101,10 IS 12 219,72 1,08% 0,98% 0,74% Custo Total (Manut, Mat e Mao de Obra) Perc do Custo Total de Eqp Perc do Custo Direto Total da Obra Perc do Preço Total da Obra 283 455,97 25,07% 22,72% 17,13% 40 653,47 17 906,91 11 427,66 51 820,70 Depreciação 13 211,99 44 409,70 36 398,51 8 477,43 29 189,81 23 507,63 733,28 5 718,88 298 802,32 26,42% 23,95% 18,05% 45 735,15 17 906,91 11 427,66 58 298,29 835 130,27 73,85% 66,95% 50,46% 415 706,61 36,76% 33,32% 25,12% 90 780,08 45 165,64 28 494,41 91 095,22 CUSTO TOTAL Material Manutenção 13 211,99 9 742,20 41 174,09 52 246,70 43 950,88 40 948,33 17 273,26 7 417,75 23 263,30 25 541,08 17 905,21 20 895,67 0,00 463,13 6 862,32 4 709,66 120 621,33 10,67% 9,67% 7,29% 27 461,04 13 662,64 8 619,58 19 934,40 Mão-de-obra 3 293,04 6 348,37 17 562,72 6 855,05 7 727,20 6 855,05 0,00 2 302,23 Custo Eqp Calc pelo - MANUAL DNER DNER/RJ - AGO/01 Custo de Eqp que vai para LDI = Juros 955 237,76 84,47% 76,57% 57,71% 208 631,57 61 331,21 61 183,50 208 149,73 175 568,20 15,53% 14,07% 10,61% 0,00 35 213,50 0,00 18 099,98 Operat Prod Operat Espera 39 459,22 0,00 133 037,39 11 141,47 57 119,79 81 740,65 21 343,85 18 679,64 79 913,20 5 808,20 69 163,57 0,00 622,13 574,28 15 282,61 4 310,48 Custo Total de Equip = Custo Operativo em Espera +Custo Operativo Produtivo Custo Operativo em Espera =Custo Operativo Produtivo Custo Operativo Produtivo = Deprec + IS + Manut + Material + Mão-de-Obra 0,00 0,00 0,00 BASE DE PREÇOS: 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Fonte: do autor Figura 70 – Detalhamento do custo dos equipamentos e viaturas – Orçamento pelo MANUAL DO DNER Custo Total de Equipamento Custo Direto Total da Obra Preço Total da Obra LDI (%) 5,92 5,92 5,92 5,92 5,00 0,00 5,00 6,48 5,00 MO 6,48 6,48 6,85 RESUMO DAS HORAS TRABALHADAS E DO CUSTO TOTAL DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS 19,59 19,59 19,59 27,08 14,90 0,00 13,06 19,51 12,60 CUSTO HORÁRIO Manut Mat 26,00 19,17 53,33 42,03 15,97 17,14 VALOR TOTAL Percentual do Custo Total de Equipamento Percentual do Custo Total da Obra Percentual do Preço Total da obra CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t TE D6 TE D8 MN TA CR KC3 GD KP 0,19 3,42 0,00 0,00 0,00 IS 0,00 0,00 0,00 NR TOTAL DE HORAS TRAB Operat Prod Operat em Espera 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 8,77 7,77 7,86 15,40 KP Equipamento 0,53 12,42 GD 4,00 5,51 24,48 17,14 CR 2,09 6,18 Depr Juros 26,00 5,85 45,33 16,00 14,20 4,53 KC3 TA TE D6 TE D8 MN DETALHAMENTO DO CUSTO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS - ORÇAMENTO PELO MANUAL DO DNER 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 RESUMO DO CUSTO HORÁRIO DOS EQUIPAMENTOS E VIATURAS Obra: Referência: DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 186
    • h h h MN TA CR KC3 GD KP CB 15 t CTA 10000l CTA 13000l CB 20 t Enc Tu Enc Pav Serv Idn Jaz E006 E007 E010 E013 E101 E105 E404 E407 E421 E432 T501 T511 T701 M980 h h h h h h m2 m3 m3 m3 h h h OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP OP IMP 0,91 0,09 0,22 0,78 1 0,55 0,45 0,52 0,48 0,98 0,02 0,52 0,48 1,08 0,92 0,52 0,48 0,78 0,22 1 0,3 0,7 0,54 0,46 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1,08 0,52 0,48 0,78 0,22 1,49 1 0,78 0,22 0,52 0,48 1 1 3 TOTAL 1 3 1 3 1 3 TOTAL CONSUMO DE MATERIAL POR UNIDADE DO SERVIÇO 2 1 1 0,7 0,7 0,2 0,2 1,15 1,15 TOTAL GERAL QUANTIDADE EMPREGADA DE OUTROS SERVIÇOS POR UNIDADE DO SERVIÇO 1 2 TOTAL HORAS DE TRABALHO DO PESSOAL POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE 3,68 0,32 1 0,5 1 2 0,5 1 2 0,3 1 1 3 1 0,77 0,23 0,78 0,22 1 4,8% 57 960,00 2 231,78 460,52 8 825,74 0,00 4,5% 90,6% 508,15 0,00 903,92 75,70 1 054,54 1 509,09 731,26 639,98 1 111,60 80,79 1 371,24 0,00 713,04 658,19 359,21 101,32 4 634,82 0,00 1 464,88 841,07 1 454,79 0,00 3 095,33 269,16 1,04 7,96 12,96 3,70 77,65 77,65 147,18 147,18 54,17 54,17 29,19 29,19 71,89 71,89 50,44 50,44 0,87 0,87 42,55 42,55 45,01 45,01 41,87 41,87 42,06 42,06 67,25 67,25 Custo Unitário 1 247 472,98 60 278,40 60 278,40 56 388,62 17 764,99 5 968,38 32 655,26 1 130 805,96 39 459,22 0,00 133 037,39 11 141,47 57 119,79 81 740,65 21 343,85 18 679,64 79 913,20 5 808,20 69 163,57 0,00 622,13 574,28 15 282,61 4 310,48 208 631,57 0,00 61 331,21 35 213,50 61 183,50 0,00 208 149,73 18 099,98 Custo total Fonte: do autor Figura 71 – Detalhamento do emprego dos recursos pelos serviços – Orçamento pelo MANUAL DO DNER Limp Cam Veg Expurgo de Jazida Esc Carg Mat Jaz h TE D8 E003 h h TE D6 E002 Desmat Esc Carg Mat Jaz EMPREGO m3 TOTAL DO 165 RECURSO 57960 351,27 DETALHAMENTO DO EMPREGO DOS RECURSOS PELOS SERVIÇOS - ORÇAMENTO PELO MANUAL DO DNER 10 km de aterro, sub base e base DNER/RJ - AGO/01 SERVIÇOS ECT 0,8 Comp Reg Sub Limp Cam Expurgo Sub base Trp Mat Trp Agua Base Jazida a 1 km Aterro Leito UN Veg m3 m3 m3 m2 m3 m3 tkm tkm m2 m3 CODIGO RECURSO Prod Horária 1444 214 168 841 168 168 197 146 571 106 Quantidade 200000 180000 153000 135000 25800 24600 825000 212400 35280 10080 61,79 Horas de Trab 138,50 841,12 910,71 160,52 153,57 146,43 4187,82 1454,79 95,09 HORAS DE TRABALHO DOS EQUIPAMENTOS POR HORA DE TRABALHO DA EQUIPE Obra: Referência: DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 187
    • 188 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 Planilhas de Composição de Custo Unitário do Orçamento SICRO2 CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 1 A 01 120 01 - Esc e Carg de Mat de jazida (const e restr) CÓDIGO A - EQUIPAMENTO QUANT PRODUÇÃO EQUIPE: 165 m3 UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Trator de esteiras - com lâmina (104 kW) E002 1,00 1,00 0,00 77,65 6,48 77,65 Motoniveladora (93 kW) E006 1,00 0,78 0,22 54,17 6,85 43,76 Carregadeira de Pneus - 3,1 m3 (127 E010 1,00 0,77 0,23 71,89 6,48 56,85 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 178,25 CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 T501 1,00 7,96 Servente 3,70 T701 3,00 11,10 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 19,06 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 197,31 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 1,20 PREÇO UNIT CÓDIGO C - MATERIAL QUANT UNID CUSTO UNITÁRIO Indenização de jazida 1,04 M980 1 m3 1,04 0,00 CUSTO TOTAL DO MATERIAL 1,04 CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 2,24 0,73 2,97 Figura 72 – Planilha de composição de custo unitário de Escavação e carga de material de jazida Fonte: adaptado de DNER (2001) CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS 1 A 01 105 01 - Expurgo de jazida (const e restr) CÓDIGO A - EQUIPAMENTO E002 CÓDIGO T501 T701 DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 PRODUÇÃO EQUIPE: 106 m3 UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Trator de esteiras - com lâmina (104 kW) 1,00 1,00 0,00 77,65 6,48 77,65 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 77,65 B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 0,30 2,39 Servente 3,70 2,00 7,40 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 9,79 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 87,44 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,82 QUANT CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% Figura 73 – Planilha de composição de custo unitário de Expurgo de jazida Fonte: adaptado de DNER (2001) 0,82 0,27 1,09
    • 189 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 571 M2 PRODUÇÃO EQUIPE: UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Trator de esteiras - com lâmina (104 kW) E002 1,00 1,00 0,00 77,65 6,48 77,65 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 77,65 CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 T501 0,50 3,98 Servente 3,70 T701 2,00 7,40 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 11,38 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 89,03 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,16 1 A 01 100 01 - Limpeza camada vegetal em jazida (const e restr) CÓDIGO A - EQUIPAMENTO QUANT CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 0,16 0,05 0,21 Figura 74 – Planilha de composição de custo unitário de Limpeza de camada vegetal em jazida Fonte: adaptado de DNER (2001) CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 1444 m2 PRODUÇÃO EQUIPE: UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Trator de esteiras - com lâmina (228kW) E003 1,00 1,00 0,00 147,18 6,48 147,18 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 147,18 CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 T501 0,50 3,98 Servente 3,70 T701 2,00 7,40 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 11,38 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 158,56 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,11 2 S 01 000 00 - Desmat. Dest. Limpeza áreas c/ arv diam até 0,15 m A - EQUIPAMENTO QUANT CÓDIGO CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 0,11 0,04 0,15 Figura 75 – Planilha de composição de custo unitário de Desmat. Dest. e limpeza de áreas com árvores de diâmetro até 0,15 m Fonte: adaptado de DNER (2001)
    • 190 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 2 S 01 100 13 - Esc Carg e Trp mat 1a Cat DMT 800 a 1000m c/ carreg PRODUÇÃO EQUIPE: 214 m3 A - EQUIPAMENTO QUANT UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO CÓDIGO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Trator de esteiras - com lâmina (228kW) E003 1,00 0,91 0,09 147,18 6,48 134,51 Motoniveladora (93 kW) E006 1,00 0,22 0,78 54,17 6,85 17,26 Carregadeira de Pneus - 3,1 m3 (127 E010 1,00 1,00 0,00 71,89 6,48 71,89 Caminhão basculante - 20 t (235 kW) E432 4,00 0,92 0,08 67,25 5,92 249,36 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 473,03 CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 T501 1,00 7,96 Servente 3,70 T701 3,00 11,10 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 19,06 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 492,09 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 2,30 CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 2,30 0,75 3,05 Figura 76 – Planilha de composição de custo unitário de Esc. Carga e Transp. Mat. 1a Cat. DMT 800 a 1000 m c/ Carregadeira Fonte: adaptado de DNER (2001) CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 2 S 01 511 00 - compactação de aterro a 100 % proctor normal CÓDIGO A - EQUIPAMENTO QUANT PRODUÇÃO EQUIPE: 168 m3 UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Motoniveladora (93 kW) E006 1,00 0,30 0,70 54,17 6,85 21,05 Trator agrícola - 80 a 115 hp (82 kW) E007 1,00 0,54 0,46 29,19 5,00 18,06 Rolo compactador - pé de carneiro autop. E013 1,00 1,00 0,00 50,44 5,00 50,44 Grade de discos - GA 24 x 24 E101 1,00 0,52 0,48 0,87 0,00 0,45 Caminhão tanque - 10 000 l (135 kW) E407 2,00 0,54 0,46 41,87 5,92 50,67 0,00 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: 140,67 CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO Encarregado de turma 7,96 T501 1,00 7,96 Servente 3,70 T701 2,00 7,40 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 15,36 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 156,03 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,93 CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 0,93 0,30 1,23 Figura 77 – Planilha de composição de custo unitário de Compactação de aterro a 100 % proctor normal Fonte: adaptado de DNER (2001)
    • 191 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS 2 S 02 110 00 - Regularizaçào de subleito A - EQUIPAMENTO CÓDIGO E006 E007 E013 E101 E105 E407 Motoniveladora (93 kW) Trator agrícola - 80 a 115 hp (82 kW) Rolo compactador - pé de carneiro autop. 11,25t vibrat (85 kW) Grade de discos - GA 24 x 24 Rolo compactador - de pneus autoprop. 21 t (97 kW) Caminhão tanque - 10 000 l (135 kW) DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 841 m2 PRODUÇÃO EQUIPE: UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO 0,55 0,45 54,17 6,85 32,87 0,52 0,48 29,19 5,00 17,58 QUANT 1,00 1,00 1,00 1,00 0,00 50,44 5,00 50,44 1,00 0,52 0,48 0,87 0,00 0,45 34,29 1,00 0,78 0,22 42,55 5,00 1,00 0,98 0,02 41,87 5,92 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: CÓDIGO B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA Encarregado de pavimentação 12,96 T511 1,00 Servente 3,70 T701 3,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: Adic MO FERRAMENTAS: CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 41,15 0,00 176,78 CUSTO HORÁRIO 12,96 11,10 0,00 24,06 0% 0,00 200,84 0,24 32,68% 0,24 0,08 0,32 Figura 78 – Planilha de composição de custo unitário de Regularização de subleito Fonte: adaptado de DNER (2001) CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 146 t/km PRODUÇÃO EQUIPE: UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO E421 1,00 1,00 0,00 42,06 5,92 42,06 Caminhão tanque - 13 000 l (135 kW) 0,00 42,06 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CUSTO HORÁRIO CÓDIGO T701 1,00 3,70 Servente 3,70 0,00 0,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: 3,70 Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 45,76 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,31 1 A 00 201 70 - Transp. local água c/ cam. tanque rodov. não pav. A - EQUIPAMENTO QUANT CÓDIGO CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 0,31 0,10 0,42 Figura 79 – Planilha de composição de custo unitário de Transporte local de água com Cam. tanque Rodov. não Pav. Fonte: adaptado de DNER (2001)
    • 192 DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS 2 S 02 200 01 - Base solo estabilizado granul. s/ mistura 2 S 02 200 00 - Sub base solo estabilizado granul. S/ mistura CÓDIGO A - EQUIPAMENTO QUANT E006 E007 E013 E101 E105 E404 E407 Motoniveladora (93 kW) Trator agrícola - 80 a 115 hp (82 kW) Rolo compactador - pé de carneiro autop. 11,25t vibrat (85 kW) Grade de discos - GA 24 x 24 Rolo compactador - de pneus autoprop. 21 t (97 kW) Caminhão basculante - 10 m3 (135 kW) Caminhão tanque - 10 000 l (135 kW) DATA REF: PRODUÇÃO EQUIPE: 168 m3 UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO 0,78 0,22 54,17 6,85 43,76 0,52 0,48 29,19 5,00 17,58 1,00 1,00 1,00 1,00 0,00 50,44 5,00 50,44 1,00 0,52 0,48 0,87 0,00 0,45 1,00 0,78 0,22 42,55 5,00 34,29 1,49 1,08 1,00 1,00 0,00 0,00 45,01 41,87 5,92 5,92 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: B - MÃO-DE-OBRA QUANT SALÁRIO HORA CÓDIGO Encarregado de pavimentação 12,96 T511 1,00 Servente 3,70 T701 3,00 CUSTO HOR MÃO-DE-OBRA: Adic MO FERRAMENTAS: CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : CÓDIGO D - OUTRAS ATIVIDADES 1 A 01 100 01 - Limpeza camada vegetal em jazida (const e restr) 1 A 01 105 01 - Expurgo de jazida (const e restr) 1 A 01 120 01 - Esc e Carg de Mat de jazida (const e restr) CÓDIGO F - TRANSPORTE(outras atividades) 1 A 01 120 01 - Esc e Carg de Mat de jazida (const e restr) DNER/RJ - AGO/01 QUANT UNID PREÇO UNIT 0,7 0,2 M2 M3 67,07 45,22 0,00 258,80 CUSTO HORÁRIO 12,96 11,10 0,00 24,06 0% 0,00 282,86 1,68 0,16 0,82 1,15 CUSTO UNITÁRIO 0,11 0,16 M3 2,24 CUSTO TOTAL DAS ATIVIDADES Toneladas / unidade do serviço 2,57 2,85 CUSTO UNITÁRIO 1,84 CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 4,53 1,48 6,01 Figura 80 – Planilha de composição de custo unitário de Base e sub-base de solo estabilizado granulometricamente sem mistura Fonte: adaptado de DNER (2001) CUSTOS RODOVIÁRIOS CUSTOS UNITÁRIOS DE SERVIÇOS DATA REF: DNER/RJ - AGO/01 2 S 09 001 05 - Transp local c/ cam. basc . 10 m3 rodov não pavim(constr) PRODUÇÃO EQUIPE: 197 t/km CÓDIGO A - EQUIPAMENTO QUANT UTILIZAÇÃO C. OPERACIONAL CUSTO Operat Improd Operativo Improdutivo HORÁRIO Caminhão basculante - 10 m3 (135 kW) E404 1,00 1,00 0,00 45,01 5,92 45,01 0,00 45,01 CUSTO HORÁRIO DE EQUIPAMENTO: Adic MO FERRAMENTAS: 0% 0,00 CUSTO HOR DE EXECUÇÃO: 45,01 CUSTO UNITÁRIO EXECUÇÃO : 0,23 CUSTO UNITÁRIO DIRETO TOTAL Lucro e Despesas Indiretas PREÇO UNITÁRIO TOTAL ( R$ ) 32,68% 0,23 0,07 0,30 Figura 81 – Planilha de composição de custo unitário de Transporte local com Cam. Basc. 10 m3 em Rodov. não Pavim. Fonte: adaptado de DNER (2001)
    • DISSERTAÇÃO "GERENCIAMENTO DE OBRAS DE CONSTRUÇÃO PESADA: Metodologia para Apropriação de Custos de Equipamentos e Viaturas " AUTOR: Franicsco das Chagas Figueiredo - UFF - Niterói/Dez 2001 690 F475 2001 Figueiredo, Francisco das Chagas Gerenciamento de obras de construção pesada : metodologia para apropriação de custos de equipamentos e viaturas / Francisco das Chagas Figueiredo. – Niterói : UFF/CTC, 2001. 192 f. Dissertação (Mestrado) – Engenharia Civil, Universidade Federal Fluminense, 2001. 1. Construção pesada - Gerenciamento. 2. Equipamentos Custos. 3. Viaturas – Custos. 4. Obras – Gerenciamento. 5. Construção civil - Custos. 6. Custos – Apropriação. I. Título.